PodSER #037 – A importância da Evangelização para o Evangelizador

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Neste episódio do PodSER, mergulhamos em um tema essencial para a jornada de fé e serviço: “A importância da Evangelização para o Evangelizador”. Junte-se a Thiago Franklin, Sheila Passos, Simão Pedro de Lima, Sandra Rodrigues e João Gualberto Jr. em um bate-papo inspirador que explora a profundidade do papel do evangelizador, não apenas como guia, mas como eterno aprendiz.

Neste episódio

  • A importância do exemplo dos adultos na formação das crianças, segundo Dr. Bezerra de Menezes.
  • A formação e o preparo do evangelizador: vai além de saber lidar com crianças?
  • A essência de ser um evangelizador e o convite à auto-reflexão.
  • A parábola do semeador e a perseverança na tarefa da evangelização.
  • A intimidade do evangelizador e a importância do autoconhecimento.
  • A evangelização infantil como um processo de via de mão dupla, onde evangelizadores e evangelizandos aprendem juntos.
  • A evolução da evangelização, desde o atendimento aos bebês até a pré-concepção.
  • A diferença entre desejo e vontade na jornada espiritual.
  • A importância da vivência e da experimentação no processo de aprendizado e ensino.
  • A acessibilidade e a lei de igualdade através de experiências marcantes.

Participantes

  • Thiago Franklin
  • Sheila Passos
  • Simão Pedro de Lima
  • Sandra Rodrigues
  • João Gualberto Jr.
  • Renata
  • Daniela Toni Dandel

Destaques

  • A frase de Bezerra de Menezes, transmitida por Chico Xavier: “A primeira cartilha da criança na escola da vida é o exemplo dos adultos que o cercam”, ressaltando a responsabilidade do evangelizador.
  • A reflexão sobre a parábola do Pirilampo, de Emmanuel, que nos convida a reconhecer o valor de nossa própria luz, por menor que seja, e a não nos considerarmos imprestáveis para a tarefa.
  • A visão do Sr. Lúcio Abreu, um dos fundadores da evangelização infantil na União Espírita Mineira, que, mesmo no plano espiritual, se via como um estagiário, enfatizando que o pré-requisito para ser evangelizador é a boa vontade e o esforço próprio, pois “o trabalho vai lapidar o trabalhador”.
  • A experiência prática de evangelização que transcende a teoria, transformando a vida dos evangelizadores através da vivência de valores como perdão, entendimento, compreensão, tolerância e paciência, culminando na concretização da vontade.

Ler transcrição do episódio

Você está no Pode Ser, o podcast do Instituto Ser. Você já conhece o Instituto Ser? É uma instituição sem fins lucrativos, espírita, com sede em Belo Horizonte, Minas Gerais. Acesse www.portalser.org e conheça nossos projetos. A de nascer, nova era de crescer. Novo homem, coração de quem quer servir. É prosperir, novo verbo é burilar o íntimo, colorindo o céu de um novo ser. Olá pessoal, estamos iniciando mais um episódio do Pode Ser. Aqui é Tiago Franklin e… A primeira cartilha da criança na escola da vida é o exemplo dos adultos que o cercam.

Essa frase eu tirei de uma entrevista que foi feita com o Bezerra de Menezes por intermédio de Chico Xavier em 1964. Olá pessoal, meu nome é Sheila Passos e a minha frase é de Emmanuel, que é o coração inspira, o cérebro pensa e as mãos realizam. Pensamento e vida. Aqui é João Galberto Júnior, também trouxe uma frase de Emmanuel, uma historinha que eu pretendo ler daqui a pouco. Nunca te afirmes emprestado. Olá, meu nome é Sandra. A frase que eu trouxe é do Evangelho de João, capítulo 8, versículo 32. E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.

Olá, eu sou Simão Pedro e trago uma frase para os primeiros evangelizadores, que são os pais do espírito Cassimiro Cunha, lá do livro Poetas Redivivos, que ele diz aos pais, resguarda os teus pequeninos onde estejas e onde vais, pois a criança no futuro é a foto viva dos pais, para o exemplo que norteia qualquer processo educacional. É isso aí pessoal, e no episódio de hoje nós vamos falar sobre a importância da evangelização para o evangelizador. E o convidado de hoje é o nosso querido Simão Pedro. É um grande amigo e colaborador do Cê.

Simão já participou com a gente aqui de outros episódios, teve com a gente no Vira Cê. E sendo assim, vamos para mais um episódio do Pode Ser. Simão é um grande amigo e colaborador do Cê. Simão é um grande amigo e colaborador do Cê. Simão é um grande amigo e colaborador do Cê. Simão é um grande amigo e colaborador do Cê. Contra o mal que se oculta Anjos meninos são livres para escolher Todos têm o seu destino E o seu tempo de chegar A mão divina vem cegar e quebrar Desejos de ouro e após prantos de redenção Haverá um verdadeiro altar dentro de nós Terra a regenerar A mão divina vem cegar e quebrar Desejos de ouro e após prantos de redenção Haverá um verdadeiro altar dentro de nós Terra a regenerar A mão divina vem cegar e quebrar Desejos de ouro e após prantos de redenção Haverá um verdadeiro altar dentro de nós Em translação do amor tu serás Bendita esfera da vida Universidade da paz A mão divina vem cegar e quebrar Desejos de ouro e após prantos de redenção Haverá um verdadeiro altar dentro de nós Terra a regenerar A mão divina vem cegar e quebrar Desejos de ouro e após prantos de redenção Haverá um verdadeiro altar dentro de nós Terra a regenerar Nunca te afirmes emprestado Num aldeamento de colonização surgiu um químico dedicado a fabricação de remédios Pesquisando as qualidades de certo arbusto que existia unicamente em cavernas Detendo informes de antigos habitantes da região Muniu-se de lâmpada elétrica, vela, fósforos para descer aos escaninhos da grande furna O homem começou a distanciar-se da luz do sol e porque a sombra se condensasse Acendeu a lâmpada, desdobrando uma corda que na volta lhe orientasse o caminho A breves instantes, porém, as pilhas se esgotaram Recorreu aos fósforos e inflamou a vela e, entretanto, a vela se derreteu E os fósforos foram gastos inteiramente sem que ele atingisse o que desejava Dispunha-se ao regresso, quando viu em pequeno recôncavo do espaço estreito e escuro O brilho intermitente de um pirilampo ou vagalúmina Aproximou-se curioso e, à frente dessa luz, achou a planta que buscava Com enorme proveito na tarefa que se propunha Anotemos a conclusão Quem não pode ser a luz solar, terá possivelmente o clarão da lâmpada Quem não consegue ser a lâmpada, terá consigo o valor de uma vela acesa ou de um fósforo chamejante E quem não disponha de meios a fim de substituir a vela ou o fósforo Trará, sem dúvida, o brilho de um pirilampo E aí repetimos a frase inicial Nunca te afirmes imprestável Texto de título O Pirilampo, capítulo 25 da Antologia da Criança de Emmanuel O livro não é de Emmanuel, é esse texto especificamente Vamos justificar por que eu escolhi esse texto primeiro É um assunto que talvez a gente esteja queimando etapas, a gente guarda Mas a gente percebe, né Sheila, o quanto é difícil perseverar na tarefa da evangelização E o quanto que muitos evangelizadores, muitos de nós, nos achamos imprestáveis para a tarefa E por isso desistimos Muito bom, então pessoal, nós estamos aqui reunidos hoje com o Simão Pedro É um prazer receber você aqui no Ser, para a gente poder conversar sobre essa temática É a importância da evangelização para o evangelizador Eu acho tema muito oportuno, a gente fez uma dinâmica aqui antes de começar o podcast O Simão Pedro trouxe para a gente Vocês perderam Algumas coisas muito interessantes sobre a palavra do semeador ou aquele que sai a semear Tem muitas coisas para a gente poder refletir aqui E eu queria iniciar esse bate-papo nosso aqui fazendo uma pergunta Qualquer preocupação que o evangelizador precisa ter com a sua intimidade Antes do contato com o público Ou a quem ele pretende ser um orientador O que você traz para a gente?

Depende do sentido que você dá a essa questão associada à leitura que foi feita A importância, o preparo que deve ter nessa sua intimidade Se nós formos esperar termos as condições ideais Nenhum de nós evangelizaria, nenhum de nós iria para nenhum trabalho Porque todos nós somos seres em processo de aprendizagem E que temos ainda muito o que aprender Mas já aprendemos também muitas coisas E o processo é justamente esse Ora nós ensinamos, ora nós aprendemos Muito bem descrito lá pelos dois filósofos contemporâneos O Amir Saty e o Renato Teixeira Que escreveram lá Estrada eu vou, estrada eu sou Estrada eu sou, eu ensino Estrada eu vou, eu aprendo Estrada eu vou, são as pessoas que me ensinam Elas são as estradas pelas quais caminhamos Estrada eu sou, é a estrada que eu sou Que as pessoas por mim caminham, ou seja, que também aprendem Então o primeiro aspecto é perceber isso Que ninguém não sabe tudo que não tem o que aprender E que ninguém não sabe nada que não tenha o que ensinar Então é perceber essa justa medida Perceber também que quando Jesus escolheu os apóstolos E ele escolheu, ele mesmo disse Não fostes vós que me escolhestes, eu vos escolhi a vós E já vos conhecia, pois antes que o mundo fosse eu já era Ele escolheu ali literalmente a dedo Ele apontou Pedro, João, Tiago, Tiago de novo Simão, Simão de novo e foi chamando E ele escolheu os doze melhores Um traiu, um negou e nove fugiram quando ele estava preso Tudo gente boa Então vejam, só ficou um, João, o evangelista Então ele conseguiu perceber, não a qualidade que traziam Mas o potencial que tinham E esse é o aspecto, todos nós temos potenciais Como dizem esses dois filósofos já citados Cada ser em si carrega o dom de ser capaz Veja, de ser feliz O dom de ser capaz é justamente aperfeiçoamento A capacidade de se aperfeiçoar Então isso olhar para si é entender, é reconhecer É aceitar nossa parte sombra Mas é fazer brilhar nossa parte luz E aí sim lançamos-nos aos trabalhos E no caso aqui em pauta, a evangelização Muitos podem dizer, eu não tenho ainda o nível de exemplificação Mas não é isso que está se pedindo Porque se estivesse pedindo esse nível Já não estava encarnado aqui E aí que não ia evangelizar mesmo Porque estava em outro nível Então é fazer das nossas aprendizagens A partir dos próprios erros As condições de sustentarmos nos acertos E isso não pode fazer com que freiemos A nossa vontade de ser útil O nosso dever, óbvio, no sentido de vontade de agir Mas esse dever também de ensinar àqueles Que ainda não sabem Aquilo que nós já sabemos primeiro Mas que eles saberão e depois podem até passar na nossa frente Essa é a ideia É entender que eu não sou a pessoa perfeita Mas eu vou tornando-me melhor À medida que eu também vou passando Aquilo que eu possa achar que é pouco Mas para muitos que ainda não tem, é o necessário Então isso tem que ser considerado Para que não sintamos-nos vaidosos E também não sintamos-nos incapacitados para o serviço O Seu Lúcio abriu no livro A Evangelização no Mais Além Que é muito bacana das pessoas conhecerem Porque o Seu Lúcio foi um dos fundadores da União Espírita Mineira Da evangelização infantil Um dos coordenadores, um dos fundadores verdadeiramente do trabalho E no plano espiritual ele era um estagiário E ele vem trazendo, ele vem relatando nesse livro A Evangelização no Mais Além Como acontecia a evangelização no prisma da espiritualidade Então é valioso E aí ele traz uma pergunta crucial Que é o seguinte Qual o pré-requisito para ser evangelizador?

Vou falar a resposta A boa vontade e o esforço próprio Porque ele vem falando que o trabalho vai lapidar o trabalhador A gente vai crescendo com o trabalho A gente vai se modelando A gente vai aprendendo e se formando com o trabalho E nesse tempo que a gente tem com relação a evangelização É o que a gente aprende De se adequando e se moldando E se inserindo no processo da evangelização Não é mais aquele lugar que eu até acredito Que muitos nessa caminhada da evangelização Se colocava no sentido de Eu sou o professor e o outro é o aluno Eu sou o evangelizador e o outro é o evangelizando Mas é de experimentar esses dois lugares Hora de um lado, hora de outro Porque ainda traz a seguinte questão Que a gentileza de Jesus é imensa Pois que não despreza o potencial latente Assim como é o potencial da semente Essa questão da boa vontade Que você trouxe Sheila Me remeteu ao…

Eu não vou lembrar o número do capítulo certo Dos primeiros capítulos do Boa Nova Que é o tema do vir a ser Que a gente já está começando a estudar aqui no SER Que um doutor da leite também, cujo nome eu não vou lembrar Hanan Que provoca Jesus Você não conhece tal lugar Você não conhece isso ou aquilo Aí Jesus disse que conhece a boa vontade O amor E me lembrou isso também E eu queria ressaltar também Que ele refletiu assim Esse pioneirismo do seu Lúcio Que a Federação Espírita Brasileira Está comemorando os 40 anos Da campanha permanente de evangelização infantil Ou seja, dentro do centenário espiritismo No Brasil É relativamente recente É uma questão de algumas décadas Esse esforço permanente, sistematizado De evangelização infantil Não compreendendo o ambiente Da evangelização infantil como Uma creche enquanto os adultos Os pais ficam na palestra pública Isso é muito interessante Porque muitas casas Ainda tem esse lugar Ou seja, a prioridade É para o adulto Então eu tenho que ter um lugar Ou alguém Para ficar com a criança Para eu estudar Para eu assistir a palestra Para eu fazer a palestra Só que a gente está assistindo Eu acho que é um privilégio esse momento A gente está assistindo Um movimento diferente A gente está assistindo O trabalho da evangelização E o foco na evangelização É a casa Experimentando isso Nós tivemos uma casa em São Paulo Para levar o trabalho A formação de evangelização de bebês E a demanda Da direção da casa Era retornar com as famílias Para a casa espírita Porque os bebês vão nascer E a família vai ser igual E até a rotina Nas atividades da casa E aí muitas vezes As famílias se afastam Então essa casa passou Por uma série de modificações E para levar a família Para dentro da casa espírita de novo O investimento foi na evangelização Aí mudou o foco O investimento era na evangelização E todas as outras coisas Passaram a girar em torno Eu achei isso muito interessante E esse caminho tem sido feito Em várias outras casas espíritas Nesse olhar A casa que nós frequentamos A nossa evangelização Era difícil de achar uma data Um dia, melhor dizendo Sempre tinha um senão Tinha um pai que tinha dificuldade E no final de semana Foi concluído que não eram os dias ideais Os pais iam para as fazendas Porque é uma região rural Outros viajavam E nós vimos que o melhor dia Era o dia que eles nunca estavam fora da cidade Na segunda-feira E trabalhavam o dia todo Então só podia ser na segunda-noite E aí a evangelização foi para a segunda-noite E lá inverteu-se Tem a evangelização E tem o tomar conta dos pais É o contrário Então as crianças São o foco, o processo evangelizador É o foco E os pais passam a ser tomados Quando faça-se tomar conta dos pais Se para tomar conta dos pais Nada melhor do que uma boa reunião De estudos De palestras De interação E assim foi feito E a segunda-feira passou a ser um dia De reuniões públicas A partir da evangelização da infância Já que os pais levavam E tinham que buscar para que voltar Então já fica por lá E aí já fica por lá com algo bom para fazer E assim foi feito Essa experiência Da evangelização Então como bem colocado pela Sheila Foi um processo um tanto inverso Uma forma De você fixar os pais Fixando O gosto nos pais A partir da presença das crianças e dos filhos Então essa é a forma encontrada De trabalho De envolvimento E aqui falando do Lúcio Abreu Aqui o grande iniciador E organizador De evangelização E lá no mundo espiritual Um estagiário Isso nos remete a fala de Jesus Com relação a João Batista Quando ele disse Dos que de mulher nasceram Ninguém é maior do que João Mas o menor no reino dos céus É maior do que ele Mostrando o quão grande é esse processo O quanto nós temos ainda aprendizados Para serem desenvolvidos Por isso o quanto envolvimento É preciso ter O que nós estamos fazendo Aprendendo com o que estamos fazendo Na linguagem mineira Diz que a inchada amola o fio É batendo na terra E é justamente esse processo É no trabalho que a gente se constrói É no trabalho que a gente se fortalece Como certa vez Uma pessoa chegou ao Chico e disse Chico eu vou parar de trabalhar Porque o médico me disse Que a minha vida está por um fio Ele fala então trabalha meu filho Porque quanto mais se trabalha Mais o fio engrossa É justamente esse processo O fazer nos faz pensar O agir nos faz pensar As situações nos fazem sentir E o sentir nos leva a pensar E o pensar nos leva a aprender E o aprender nos leva a fazer melhor Então é um ciclo que você não sabe mais O que começa e o que termina Ele é constante Ele é um devir, um constante Então esse é o processo de envolvimento Esse é o processo em que A página lida, a página preparada Primeiro é absorvida Porque ninguém dá o que não tem Se eu não absorver aquilo Que eu estou para passar Eu não passo Eu só informo Mas não se passa Jesus com os doutores da lei Ele ouvindo um doutor pregando Ele disse ao povo ouvir e praticar E tudo o que eles vos dizem Mas não façais em conformidade com o que eles fazem Pois vos dizem uma coisa e fazem outra Por quê?

Porque era só ensino Não é vivência Então não dá para fazer Quando você tem a vivência Você ensina e faz Que era característica de Jesus Ele ensinava fazendo, fazia ensinando E as pessoas aprendiam fazendo Aprendiam ensinando Até mesmo para descobrir o conhecimento das pessoas O quanto que ele pedia que as próprias pessoas Aprendessem consigo mesmas até E quando aquele fariseu lhe pergunta Qual é o maior mandamento Ele diz o que tu lês Ou como está escrito Ou seja, você mesmo constrói O seu entendimento Para a gente poder entender o processo Então é uma identidade O processo ensino aprendizagem Ele é sinérgico É uma sinergia Não há só o passar É o sentir para ter o que passar E receber de volta para ampliar Aquilo que dizia-se saber Porque quando tem o aprendizado Aquele aprendizado é um ensino Para aquele que deu o primeiro ensino Porque é o retorno que ele tem E aí ele aprendeu Que daquela forma Com aquele sentimento Passa-se de fato O que se está querendo Quando Jesus terminou o sermão do monte Mateus grafou assim E todos se admiravam da sua doutrina Por quanto ele ensinava Como quem tinha autoridade Diferentemente dos fariseus E aí vamos ao Evangelho segundo o Espiritismo E lá define o que é autoridade Autoridade legítima É aquela que se apoia no exemplo que se dá do bem Então Jesus era um exemplo de exemplo E por isso ensinava Ele não tinha o que aprender Mas até isso ele fez de aprendiz Quando ouvia as pessoas Quando perguntava às pessoas o que elas queriam Quando deixava de responder perguntas No caso uma só Isso mostrava que ele tinha a serenidade Para poder dar o espaço para as pessoas devolverem E depois de tudo ensinar Ele ainda tenta avaliar O resultado do que ele fez O que dizem os homens acerca do filho do homem E vós, quem dizeis que eu sou?

Veja Ele pede de volta para saber Como está o nível Ele ainda fazia pesquisa de mercado Para saber se estava Fez avaliação, o PDCA dele era completo Ele planejou, desenvolveu, controlou, avaliou E mais, ele levou os discípulos para a cesareia de Filipe O pessoal das empresas levam para os resortes Ele levou para a cesareia de Filipe Fora de Cafarnaum, fora da Balbúrdia Mas em um lugar sereno e tranquilo Ele avaliava o trabalho dele Por quê? Porque ele precisava saber Como as pessoas haviam entendido E depois mais Como os apóstolos haviam entendido Os mais próximos Então essa ideia na evangelização é importantíssima É a gente entender O que precisa não é saber É compreender E o compreender Ele vai provocado pelo cérebro Desenvolvido pelo coração E retorna para o cérebro A razão, se ela é provocada Gera o sentimento que consolida o processo E devolve a razão O aprendizado Que é a fixação É por isso que no início A primeira pergunta que eu fiz foi Pela intimidade do evangelizador Porque realmente E é muito importante isso tudo Que você está trazendo para a gente Porque é como está a sua intimidade Para você ter o contato com o outro Principalmente aqui A gente está falando de evangelizador Mas podemos trazer Para o lado da evangelização infantil Por exemplo, eu acho que talvez Aos meus olhos, talvez seja A posição como evangelizador mais difícil que tem Porque você tem que ter uma carga Já vivida, eu acredito De um ensino que você queira passar De um exemplo que você queira dar A sua intimidade Ela tem que estar mais tranquila Porque o contato com o jovem O contato com a criança É muito verdadeiro Então para aquilo fixar Você precisa passar por aquilo Aí vem outras questões As questões didáticas As questões de como você adquire conhecimento E acho que a gente podia entrar Por esse lado também Acho que quem está ouvindo a gente Às vezes fica com a ânsia de Mas como eu me torno um evangelizador?

Kardec, aí não é Kardec Foi em 1828 Ele faz uma diferenciação Entre o preceptor e o educador Que nós podemos trazer Para a ideia do educador No sentido Emmanueline Educador de almas E ele diz assim Para ensinar basta um bom conteúdo E um bom método Para educar São necessárias qualidades Que nem todas as pessoas desenvolvem E uma delas Ele diz A capacidade de sondar profundamente Os caracteres humanos Que nós chamamos de sensibilidade Ele diz Ter uma paciência A toda prova Esse é processo evolutivo Isso é consequência Paciência não é objetivo Paciência é decorrência Ele diz Enfim, ele usa a conclusão Ele diz assim Enfim Possuir todas as qualidades Que se quer passar aos educados Ou seja Que seja a qualidade latente A qualidade buscada Ou seja, a vontade A boa vontade Na resposta do Sr.

Lúcio Abreu É isso que é o ponto assim De sensibilização Que você diz lidar com a criança É lidar com o ser humano E a criança tem um aspecto interessante E nós estamos em um ambiente Que é russoniano Que é o Instituto Russo de Educação E essa é a ideia russoniana Para lidar com essa fase Mais delicada Essa fase que ele chamava Do ser bom Do bom selvagem Que seria estragado Pelo processo da sociedade E essa fase Ela também É importante E é importante Aos olhos dos espíritos Quando eles falam Qual é a importância Da fase da infância É a fase Que a questão 383 Lá do livro dos espíritos É a fase em que a criança absorve O espírito absorve Não é fase cognitiva É fase de absorção Não adianta só método Não adianta só conteúdo É preciso que haja referenciais Que possam ser absorvidos E esses referenciais Eles são exalados Eles são demonstrados Por vivência E só se desenvolve a vivência Pelo aprendizado Então a gente vai aprendendo isso E fazendo a vivência E aí essa fase importante Ele vai recolher E vai guardar Para uma fase seguinte Que é a fase em que o espírito Retoma a sua natureza E se mostra como ele é Que é a questão 385 Porque em uma certa idade Mais especificamente ao sair da adolescência A pessoa muda o seu caráter É o espírito que muda?

Que muda? Ele diz não É o espírito que retoma a sua natureza E se mostra como ele era E esse era É porque tem uma fase anterior Um ensinamento Mas qual o ensinamento? Da absorção Então não é um processo Em que eu monto toda uma escala de aula E vou passar Porque isso não vai ser absorvido Isso é cognitivo Isso é aquele aluno que estuda para a prova E acabou a prova você dá outra No outro dia não sabe o que respondeu no dia anterior Porque não é absorção Não é referencial de utilidade Do que eu faço com isso De como eu vivo isso E como é que eu absorvo isso Por aqueles que estão no processo Passando tudo isso Com aquela alegria De estar fazendo Com aquela boa vontade de servir Com aquela força de vontade De vencer-se a si mesmo Nesse aspecto de Eu não sou capaz Como fecha a lição Eu não tenho essa capacidade Não, todos nós temos Só precisamos agora da boa vontade E da força de vontade Para o processo de continuação E um ponto mais delicado Que é também de sentimento Quem são as crianças?

Não estou falando na linguagem espírita não Estou falando agora bem terreno Quem são as crianças? As melhores pessoas do mundo para os seus pais Então quem está conosco? Ou quais são os que estão conosco? As melhores pessoas do mundo Aos olhos do pai e da mãe de cada um E que entregou Para uma vivência E não para um ensinamento puro e simples Como o ensinamento de escola Mas para aquele processo de vivência Que é retido É absorvido E depois é exercido Do evangelizador com ele E depois a própria criança Eu presenciei uma certa vez Um processo Até não é evangelização É uma escola Uma escola muito interessante Educandário Olímpico de Barçanufo Lá de Sacramento E a professora estava ensinando Sobre a reprodução Sobre o nascimento Melhor dizendo Estava ensinando sobre a criança em si O filho, o que é ser filho E aí falou Como que a gente nasce?

Ela começou lá no Mineral Ela pegou os meninos e saiu da sala Falou vamos dar uma volta por aí E ficou uma semana rodando com esses meninos No colégio No quintal do colégio E foi mostrar que Pedra com pedra não reproduz Rocha com rocha Para os geógrafos não brigarem comigo Não se reproduzem Que o Mineral atrai E se divide Mas não há reprodução Não é possível E ela foi para o vegetal E trabalhou com ele Sobre a reprodução do vegetal Polinização e tudo isso Ela depois foi procurar Umas joaninhas que tinham lá E como o universo conspira a favor Segundo Goethe Daquele que quer agir com força e vontade Tinham duas joaninhas copulando E aí ela começou o processo Até chegar na reprodução humana Isso estava fora do planejamento da aula Não fazia parte do processo E aí então Eles entenderam Com naturalidade O que é o processo de Reprodução humana Quando falaram da parábola do semeador Ela deu um grupo de sementes Um pouquinho de semente para cada aluno E disse saiam para o quintal E plantem onde quiserem Mas gravemente plantou E esperou o tempo certo e foram colher O resultado daquele plantinho Algumas crianças cuidaram do que plantaram Outras só plantaram e saíram E ela foi mostrar Por que uma produziu e a outra não Por que escolheu aqui e não Vejam, processos práticos E isso eles nunca esquecem E eu depois assisti Uma palestra de um menino Que eu creio devia ter uns oito anos Sobre fluidos Porque aprenderam na forma mais prática O que é energia O que é fluido, o que é tudo mais Numa escola Por esse processo prático Nada cognitivo Que é o processo russoniano, pestaloseano Do conhecido Para o desconhecido E o que é o desconhecido teórico O que é o conhecido da prática Da prática para a teoria Para melhorar a prática E ampliar a teoria Que melhora a prática, que amplia a teoria E assim segue Vou retomar esse gancho Que você trouxe, Mau Da questão russoniana E pestaloseana Do sentir, pensar e fazer E na Pedagogia Waldorf Também assim Meus filhos estudam na Escola Waldorf E é vivenciar o processo E depois conceituar E a gente só foi perceber isso Depois de dez anos De evangelização de bebês Que a gente foi trabalhando intuitivamente E que depois caiu a ficha Opa É isso que a gente está fazendo E quando essa ficha caiu O que aconteceu O que a gente percebeu Primeiro que quando a gente desenvolveu O trabalho de evangelização de bebês Era pré-requisito nosso E ainda é a presença De um dos pais com os bebês Ou um vínculo afetivo ali do bebê E aí ao longo dos anos Os pais não queriam sair das turmas dos bebês Então no Marido Nazaré Acontecia isso Os pais ficavam ali com os bebês E depois os pais não queriam sair das turmas dos bebês Então aí Eles começaram a se transformar Em evangelizadores E isso foi muito bacana Depois desse processo Quando a gente começou a tomar consciência disso E a gente iniciou o trabalho Da evangelização no ventre A gente falou assim O negócio está ficando mais sério Nós vamos ter que começar a estudar mais a fundo Antes disso Que os pais não queriam sair das turmas A gente achava que O que a gente levava para os bebês Era uma coisa simples Mas a gente tem que introjetar aquilo Mas a gente percebeu Que os pais também eram nossos evangelizantes Eles só não sabiam disso Mas a nossa intenção Era também De que aquele processo Aquele conteúdo O envolvesse E já estava envolvendo A nossa vida Nós vamos agora Cada temática nós vamos vivenciar Durante a semana Nossa senhora Foi uma coisa Porque a cada semana Era um desafio Cada temática E que nós compactuamos De mergulhar nessa temática Então tinham Semanas Teve evangelizador que desistiu No meio do caminho Porque era uma vivência Profunda E a vida se encarrega De colocar situações Para que a gente mergulhe naquilo E agora quando a gente começou A evangelização na pré-concepção E aí A gente percebe Que o trabalho intensificou Porque a gente tem que ter Autoridade naquele assunto Autoridade de experimentar De passar Por aquilo E aí Isso foi tão intenso Que veio essa vontade De trabalhar com essa temática Da importância da evangelização Para o evangelizador Porque foram vivências Que nos transformaram E que teve momentos Que a gente tinha que se apoiar Porque a gente achava Que não dava conta de algumas coisas E só um instantinho Tudo bem, é porque E a gente entrou A gente entrou Teve um dia que um amigo espiritual A gente estudando A temática do pensamento e vida Para o vir a ser Capítulo 2 Vontade Tem quatro anos Que nós estamos estudando sobre vontade Porque isso vai e volta Vai e volta E um amigo espiritual Passou para a gente um roteiro E esse roteiro é Seriam os degraus Para alcançar a vontade Então o primeiro O mais rasteiro de todos Segundo o amigo espiritual O perdão Depois O entendimento A compreensão A tolerância A paciência E aí Ele é apto A Tomar posse da vontade Administrar a vontade E eles trazem muita A diferença do desejo Para a vontade E isso foi tão profundo para nós Que esse era o nosso temário da preconcepção Metade do temário era essa Então numa aula Nós trabalhamos só o perdão Na outra Só o entendimento Na outra só a compreensão E vivenciada dessa forma Na aula de tolerância Nós vamos fazer biscoito Biscoito de polvilho azedo Com polvilho doce Vamos pegar carona lá No texto da Gracinha Do Morro Alto Vamos fazer bolo Para misturar todos os ingredientes Na aula sobre vontade E as nossas aulas são muito Porque a gente vai vivenciar o processo E conceitua E sai do intelecto E cada dia é uma emoção Porque durante a semana Que a gente vai trabalhando Aquele valor Aquele tema da aula A gente vai tendo as ideias E a gente vai trocando Até chegar no que a gente vai fazer Mas isso foi muito rico Muito rico Foi rico a tal ponto Que uma evangelizadora amiga nossa Que não está aqui hoje Que hoje é sinal de semana Amanhã ela está fazendo prova de residência Para obstetrícia E esse percurso Da vontade Foi um mergulho tão intenso Tão intenso Que ela ia fazer a prova de residência Só que nisso ela se formou Em medicina Ela ia fazer a prova só aqui Porque a família está aqui Está tudo aqui próximo E esse mergulho Desde o início de perdão Para a gente chegar na vontade Porque os evangelizadores Elas fizeram uma transformação Na vida dela Não tem dinheiro para inscrição Começou a fazer boneca para vender Almofada bordada Até juntar esse dinheiro Eu fico emocionada de falar Até juntar esse dinheiro Até concretizar a vontade Eu quero Por quê?

Porque era em outro estado Longe da família Longe de todas as coisas Mas esse percurso Foi tão interessante A gente perceber esse mergulho Porque para nós Foi bem difícil também Concretizar a vontade E aí a gente percebia Eu quero isso Isso é desejo Com o pessoal da preconcepção A gente trabalhava assim O que você quer? Eu quero ter filho Isso é desejo Não, é minha vontade Eu quero ter filho Você vai largar uma mão disso Disse aquilo E porque todos tinham dificuldade De vir para cá todo sábado E largavam vários compromissos Era relato deles E aí você vê O desejo é o filho A vontade se concretizava A cada sábado que estavam aqui É o exercício É o caminhar É o arar a terra E aí esse é o caminho A vontade vai se concretizar Continua sendo nesse lugar Nessa vontade de ter o filho A diferença do desejo Do só querer Para o realizar Para o pegar na enxada Então esse processo Que Pestalozzi traz Para a gente Que é utilizado por Rousseau Que é utilizado por Emmanuel Pensamento em vida toda Fonte de vida Pensar, sentir, querer, fazer, agir Steiner também utiliza E o Waldorf A gente compreende Que sendo esse processo O grande buril E a grande enxada Nas nossas vidas Que é o sentir O pensar E o fazer O sentir, o pensar e o fazer Porque você vai Caminhando nesse processo Você vai vivenciando esse processo E aí conceitua Ele praticamente se auto conceitua Como um formador na evangelização Muito Todos nós estamos terminando esse ano Muito impactados Com o trabalho que a evangelização Fez conosco esse ano E eu queria ressaltar esse aspecto da vontade Para o evangelizador, sabe Sheila Que a gente sabe que Dos tropeços que cada um de nós tem Nas dificuldades e tudo mais E o quanto é importante Se engajar na tarefa E talvez uma das principais Contribuições desse livro Seja exatamente isso O quanto a dedicação do evangelizador É recompensada pelo suporte De intuição Dos evangelizadores no plano espiritual O quanto que isso é recompensado O preparo E assim, a vivência que a gente tem Quanto mais Melhor a gente se prepara Para uma aula de evangelização Com determinado tema O resultado tem de sair sempre melhor Quando a gente estuda Esse processo E os outros evangelizados Somos nós Uma segunda contribuição que eu queria trazer Desde a fala inicial do Tiago Sobre o desafio de evangelizar crianças Bebês Eu como comunicador É sempre buscar Ferramentas diferentes De comunicação Diferentes do ponto de vista Do racional, lógico, cognitivo Nós que trabalhamos com música E também a vivência sensorial Do olfato, do tato O quanto essa vivência é essencial Para esse aprendizado Então eu já queria deixar essa questão para o Simão Duas, aliás Você que viaja o Brasil Dando palestra, falando Como é que você vê esse movimento De evangelização infantil hoje E em que a evangelização infantil Deve refutar A escola convencional E deve se apropriar De métodos da educação convencional Música Quero ser amanhã do amanhã Quero ser irmão do meu irmão Quero ser tolerante e leal Quero ser semelhante ao perdão Quero ser e saber o que sou Quero ser e ser sempre melhor Quero ser e saber como Você sabia que o Instituto Ser Está fazendo dez anos?

E nós estamos lançando uma campanha Chamada Quero Ser É uma campanha para ajudar Na manutenção mensal do Instituto Ser Assim como várias outras instituições Nessa pandemia As receitas diminuíram Mas os compromissos permaneceram E nós resolvemos fazer uma campanha Chamada Quero Ser Para que a nossa comunidade Você que acompanha os podcasts O Pode Ser Goste das atividades que o Instituto Ser realiza Que gostam da evangelização infantil Evangelização de bebês Que gostam do Mateus 24 Que gostam do Êxodo Que gostam de todos esses trabalhos Que o Instituto Ser realiza Todos os livros que foram lançados As milhares de horas de palestras Que foram gravadas E que estão disponíveis hoje Na plataforma espiritismo.

tv A evangelização de bebês Evangelização no ventre Evangelização na pré-concepção Líteros musicais Sete minutos com Emmanuel A Turma da Fazendo Bem Os livros que foram lançados O estudo do Mateus 24 A série Boa Nova São tantos projetos Para que você possa nos ajudar A manter o Instituto de pé Para que a gente possa continuar Com as nossas atividades Então você pode acessar www.portalser.org Barra Quero Ser Lá você vai encontrar as formas De contribuição Para que possamos juntos Conseguir chegar A nosso objetivo Que é de continuar A divulgar o Evangelho A divulgar a doutrina espírita A música que vocês acabaram de ouvir Ela está com um clipe muito bonito Que foi lançado Está lá na página Ela traz várias memórias De tudo que o Instituto Ser Já produziu até aqui Vai lá para você assistir Acho que vai trazer Muitas memórias boas Assim como trouxe para nós Contamos com todos vocês Barra Quero Ser Barra Quero Ser Barra Quero Ser O que a gente percebe É o que vocês estão falando Uma mudança de conceito Quanto ao envolvimento Quanto ao estar de fato Voltado para o resultado E não para a metodologia A preocupação É com a essência De quem está sendo evangelizado Os dois, sim Mas o que os dois têm em comum O evangelizador e o evangelizando São espíritos Esse processo É espiritual É de espírito para espírito Ele não necessita Da metodologia material Ele precisa desenvolver A metodologia espiritual Que é de sensibilidade Todos os métodos convencionais Que nós temos Partem de um princípio O princípio lá de John Locke Que o ser humano é uma tábua rasa Que é uma folha em branco Sim, a criança tem folhas em branco Mas ela tem várias já escritas Então esse processo convencional Como metodologia Ele não chega ao objetivo Porque nós não somos os educandos Do método convencional Nós somos espíritos É uma evangelização Do espírito Dos espíritos E de espírito para espírito E um espírito Mais tempo está na terra por último Com o outro que menos tempo Está na terra por último Que pode ser mais velho Do que o que está ensinando Que já traz bagagem Que já traz processo E que ali são momentos de estímulos Que a primeira coisa É buscar as respostas Do que ele já sabe Que não sabe que sabe E depois conjuminá-las Com o restante que vai chegando E vai aprendendo, vai crescendo E isso os métodos convencionais Não auxiliam Para isso não Imaginemos um método educacional Que a criança é criada no nascimento E como é que fica a reencarnação?

Agora, essa convencionalidade Ela é forte Não só nos aspectos Nos processos educacionais Ela é forte em nós Com os nossos filhos Os nossos processos Nós somos reencarnacionistas Mas educamos nossos filhos Como se não fôssemos Nós não olhamos para aquele filho Como um ser apartado de nós Um ser próprio Que tem história própria Destino que ele construirá E nós vemos como Nossa parte Como nosso Então O nosso próprio processo convencional Está longe Da educação do espírito E a evangelização Ela vem nesse bojo Que Por óbvio, iniciando Que está Porque nós estamos falando De 40 anos, 50 anos De processos trabalhados Para um espírito Que já tem não sei quantos anos Quanto conjunto de séculos Conjunto de milênios Então é recente Então é natural que Comecemos a partir do conhecido Que são os métodos materiais Que são cognição A sensibilidade E depois começamos a perceber Que é da sensibilidade A cognição E assim vai seguindo Porque essa é a natureza Porque saber esse ser reencarnado Já sabe muito É preciso despertar O sentimento agora Essas potencialidades Então a gente percebe Um certo foco Nessas questões Discute-se isso Não posso dizer Que há isso pronto Não, mas há essa preocupação Essa construção Não é mais tomar conta de menino Não é mais ensinar doutrina espírita É ensinar a realidade espiritual Que por meio da doutrina espírita Nós conseguiremos Conseguiremos Mas refutar também o convencional Não, refutar não Porque dizia o espírito miramês Não critique nada Que contenha rudimentos do bem Nós temos coisas boas ali Aqui foram citados Educadores convencionais Mas que tiveram uma sensibilidade Um pouco maior Por exemplo Perguntado a pestalose por uma mãe Quando se deve começar O processo de educação da criança Ele perguntou para a mãe Quantos anos tem seu filho?

Três anos Volta correndo para casa Que você está três anos e nove meses atrasado Opa Só que ela está atrasada Mais do que três anos e nove meses Basta observar o processo Reencarnatório lá de Sigismundo É bem antes disso Então veja que a evangelização começou Começou da evangelização Do ser existente A criança Caminhou para o ser Que estava chegando O bebê E agora chega no ser Que está se construindo Dentro de uma construção de corpo Que se faz no ventre A evangelização Na preconcepção No pré-nascimento Veja São caminhos E agora qual falta?

A evangelização do espírito No processo reencarnatório Porque se olharmos isso lá Na encarnação de Sigismundo Não há um contato dele com a mãe Então agora Evangelização de adultos Para a mãe se sensibilizar E começar a evangelizar aquele filho Que ela acha que vai chegar Partiu do conhecido Para o desconhecido Para lidar com o ser conhecido O convencional E você vai perceber Que depois torna-se convencional A evangelização de bebês Preconcepção Como convencional Porque passa a ser partilhado Então é isso que a gente vai vendo Essa evangelização de bebês Eu vejo em vários locais O pessoal já preocupado Alguns preocupados Outros fazendo Muitos fazendo Fora do Brasil Muitos fazendo Então daqui a pouco vai seguindo Então não podemos desprezar Os convencionais Quando você olha O convencional Rousseau Que é um pouco estranho a lógica A lógica que eu digo pragmática Que ele começa Lá no livro Emílio O da educação Ele começa a fazer algumas Observações sobre O ritmo da natureza Pelo ritmo da natureza E aí ele vai falar Da amamentação no processo educacional A diferença do período do colostro Com o período do leite E faz associação Com a condição da criança Em cada um desses momentos E se a mãe desse leite Antes do colostro A criança não ficaria suprida Na sua necessidade Quando ele vai criticar o disquinho De botar a criança sentada no disquinho Ela já aprendeu a movimentar as pernas Sequer sem saber se tem força Para ficar de pé Ele diz como aprender a andar Sem antes ficar de pé Então você veja que já não era convencional E que hoje chamam de convencional Então hoje a evangelização De espíritos Ela ainda é a cereja do bolo Daqui a pouco Usando o exemplo da confeitaria E dos processos que vocês fizeram Eu só sinto não ter sido convidado Para comer o resultado Porque o processo educacional foi bom Comendo o biscoito Veja Hoje ela é a cereja do bolo Daqui a pouco vai ser o bolo Então é isso que a gente está percebendo E não é só a evangelização É em tudo Em todos os processos Mediúnicos Doutrinários Aí você diz E como fica isso?

O que pode refutar do convencional? Sim, o modismo Aquilo que não tem raiz Aquilo que é passageiro Não é a modernidade É o modismo E isso pode se refutar Porque o método convencional tem muito modismo E nós vimos já vários modismos nos processos Nas evangelizações E que com o tempo sumiram Se é para sumir Então não é o ideal Para ser ampliado Sim, mas simplesmente Deixou de ser Então o processo de evangelização Não pode ser como o celular Que a cada dois meses você quer pegar um modelo novo Não tem modelo novo Você tem pessoas novas Mas o modelo é de espírito para espírito E isso é que é a sensibilidade O próprio termo evangelizar De evangelho O que é evangelho?

Evangelion Não é boa nova É bom anúncio É bem anunciar Que depois transliterou-se para boa nova Era bem anunciar Anunciar bem aquilo que está se fazendo E como que a gente bem anuncia? Com conhecimento de causa Como é que é o seu nome? Lívia Conhecimento de causa Que conhecimento de causa ela teve? Perseverança, força de vontade O que eu quero é dormir Veja, o desejo é dormir Mas a vontade é trabalhar E a vontade? A vontade suplanta o desejo E aí ela veio E aí um evangelizando vai dizer assim Ah, mas eu estou muito desanimado Eu estou querendo Nem continuar estudando na escola De tão chato que é Eu tenho que acordar de manhã Sete horas da manhã morrendo de sono Seis horas para ir à aula Sete da manhã E ela vai falar com conhecimento de causa Dá para acordar na aula Porque ela acordou Quando veio para o trabalho Ela teve que ter um aprendizado Que a gente entende que é assim Insônia Não É ensino Porque quando diz aqui vivência A vivência pressupõe Passar por aquilo que vai ensinar E muitas vezes É uma simulada E as circunstâncias reais Acabam fazendo a gente passar Se aquele ensino foi de fato necessário E aí fixa-se E já pode falar com aquela linguagem lá Que Mateus disse a Jesus Com autoridade Ou seja, com conhecimento de causa É importantíssimo isso A gente fazer essas leituras Ler os sinais Ler aquilo que a gente acha que está errado Ler aquilo que a gente acha Que é uma dificuldade E falar Isso é aprendizagem E veja como o desejo Se transforma em vontade Pelo caminho da fé, por exemplo Só um exemplo Pedro Pede a Jesus para chamá-lo Jesus caminhando sobre as águas E ele diz Não tem mais, sou eu E ele fala, se fores, tu manda-me até ti Vem, e ele sai do barco Começa a caminhar A primeira batida de onda na perna Ele começou a ter medo E começou a afundar Ele teve o desejo de chegar até Jesus Mas a vontade não estava solidificada E Jesus, e ele diz Socorre-me, Senhor E Jesus pega-o pela mão E o que Jesus fala para ele?

Homem de pequena fé Opa Pequena fé Entre desejo e vontade é o desejo Ele é pequeno ante a vontade E aí Depois passam-se tempos e tempos Do seu padecimento Da sua necessidade do padecimento E etc E Pedro então diz Irei contigo onde fores Até a morte E Jesus vira-se para Pedro e diz Pedro, Pedro Os espíritos das trevas Querem fazer-te dobrar Como o vento dobra o trigo Ou em outras traduções Querem fazer-te cirandar Como o vento cirando o trigo Mas eu orei ao Pai E não me desfaleça Ou seja, ainda não está firme E digo mais, diz ele Hoje mesmo, antes que o galo cante E negar-me as três vezes Passa-se o tempo E estão Pedro e João subindo a porta de Formosa A porta do templo de Formosa É o templo, a porta de Formosa E um paralítico, o termo do Evangelho Pede uma esmola E Pedro diz, ouro e prata eu não tenho Mas o que eu tenho Eu te dou Em nome de Jesus o Nazareno levanta e anda E diz o texto E o homem levantou-se E foi cantando, dançando e louvando a Deus Veja que começa com ele afundando nas águas E termina com ele curando uma pessoa Num processo de transformação de desejo Até uma vontade Porque a vontade concretiza E é isso que se desenvolve A vontade e a certeza de Bartimeu Para ele responder a Jesus Que queres tu que eu te faça Olha quanto a coisa aconteceu antes Olha que ele estava lá, foi admoestado Chamava atenção Jesus para escutando o grito dele Depois do pessoal dizer para ele não gritar E ele gritava mais alto Ou seja, as adversidades Ele ficava maior Ele teve que jogar fora a capa Ou seja, teve que se desnudar Teve que ser de interior para interior Jesus não vai até ele Ele manda um recado Não foi nem assim Vem cá As pessoas disseram, ele te chama Tem de bom ânimo Ele teve que acreditar nas pessoas Que era um recado Vai que ele não está chamando mesmo Mas ele teve que ler e interpretar o recado A vida manda recado para a gente todos os dias E aí ele entendeu o recado Levantou-se e foi até ele Olha, tem mais coisa Mas olha quanta ação Para um que começou a mensagem A beira do caminho E aí ele chega para Jesus E Jesus pergunta a ele O que tu queres que eu te faça?

E como ele trabalhou todo esse processo Ele já tinha vontade Ele já não tinha desejo O que eu vejo? Olha a resposta, grande a tua fé Imaginemos essa mesma cena conosco Nós continuaríamos sentados a beira do caminho Mas considerando que a gente tinha feito tudo Acho que Bartimeu que inspirou Roberto Carlos Naquela música Estou sentado a beira do caminho Que não tem mais fim Porque ele estava ali Mas o dele teve fim Porque ele teve vontade Mas veja, se a pergunta fosse para você, para mim Simão, Jesus na minha frente O que queres tu que eu te faça?

Nós teríamos uma resposta Porque nós somos cheios de desejos E a resposta precisa ser a vontade Para a concretização Eu tenho a resposta na ponta da língua Porque eu já estou treinando isso há muito tempo Se ele me perguntar Simão, o que queres tu que eu te faça? Na hora eu respondo assim, na linguagem mineira, na lata Me dá um tempo para pensar Por que um tempo para pensar? Desejo demais E uma só coisa é necessária Mas a gente não sabe ainda Então isso é a vontade Então muitos têm desejo de evangelizar E aí eu vou falar aquela frase que Jesus falou Eu fico pensando, por que a mãe dos filhos de Zé Bedeu Ele falou assim, os filhos de Zé Bedeu Ou os filhos dela Por que tem que ser a mãe dos filhos de Zé Bedeu?

É lógico, é coisa de Jesus mesmo Para falar a gente fica pensando Ela tinha um desejo Senhor, quando estiveres no teu reino Coloca um dos meus filhos a tua direita ou esquerda E ele fala, mulher, sabes bem o que me pedes? Estão eles preparados para passar o que o filho do homem passará? Isso é desejo Então muitos querem evangelizar Mas e a vontade de se preparar? De se organizar? De sentir primeiro para fazer depois? De vivenciar primeiro para ensinar depois? Então esses são os pontos Mas isso é o que a gente vem hoje No campo teórico discutindo E já já a prática vai ser feita E vai mudar esse processo teórico É isso que a gente vê depois de muito falar É isso que percebe nessas andanças de aprendizado Que a gente acaba tendo Eu queria ter uma foto para mostrar para vocês agora Que a Renata planejou na aula Ela tem um restaurante E aí a gente queria fazer um bolo Da vontade, então tinha lá um ingrediente Que representava o perdão Um outro entendimento depois da gente estudar E ela escrevia no azulejo da parede da cozinha Sobre a farinha de trigo Qual que é a função da farinha Qual que é a função do ovo Qual que é a função do fermento E a gente interligando isso Com o que a gente tinha estudado já Do perdão, da tolerância, da paciência Para a gente formatar a aula Então quando a gente fala que é um mergulho É um mergulho mesmo E enquanto ela mexia uma panela e outra Ela escrevia no azulejo E aí ela não tinha tempo Ela tirava a foto do azulejo e mandava para a gente Para ver…

Porque a realidade do evangelizador hoje A gente faz aula pelo WhatsApp A gente escuta uma música A gente vê uma coisa escrita A gente tem uma ideia Enquanto você está fazendo isso aqui no outro E aí você vai compartilhando, trocando as ideias E as nossas aulas são feitas de forma coletiva Olha, gente, é o tal texto, tal, aquilo, outro E a gente vai se ajudando E construindo o processo junto Depois a gente decide quem é que vai puxar a aula Quem é que vai conduzir tal parte Quem é que vai fazer isso Mas tem sido um mergulho muito emocionante Essas vivências Eu sou Renata Eu também estou trabalhando aqui como evangelizadora no C E o que eu queria relatar aqui É o seguinte Que tem a contrapartida A gente precisa ter a vontade de mergulhar De ir fundo Que essa é a proposta que é trazida pelo C Desses mergulhos E o que que acontece?

Eu quero trazer um relato que aconteceu comigo semana passada A gente saiu da evangelização Fui para casa E um monte de coisa acontecendo junta Eu não conseguia dormir Eu não dormia, não dormia A casa toda adormeceu Marido adormeceu, filhos adormeceram E eu não conseguia dormir E eu fui tomar um banho Porque eram duas da manhã E eu estava com insônia E eu comecei a ficar muito nervosa Pensando em todos os problemas Tudo que vinha acontecendo Palpitação, falta de ar Fiquei bem nervosa E aí por um momento Foi sumindo o meu ouvido Eu não conseguia ouvir Eu não conseguia ouvir E aí eu fui me distanciando Eu estava vivenciando de novo Uma aula que a gente teve lá no lote Há dois anos e meio atrás mais ou menos Que era a aula que Jesus acalma a tempestade E eu fiquei por lá um tempão Aí a gente entrou no barco com a Dani Aí a Dani trazia aqueles barulhos dos trovões E aí tinha toda aquela movimentação Aquelas palavras que Jesus trazia A Sheila trazia para a gente Onde a gente busca as nossas forças Onde está tudo o que a gente precisa Para passar por aquela tempestade Então eu só ouvia a voz da Sheila Os barulhos do trovão que a Dani trazia Com chapa de raio-x E aí a situação foi se acalmando Eu ouvia a Sheila, ouvia a voz dela Busca interno, está tudo dentro Os recursos Jesus já te deu Você só precisa saber utilizá-los E aí eu sei que no final eu fui voltando Eu já não me lembrava mais Que eu estava tomando banho nesse momento Eu fui voltando, eu fui percebendo Onde eu estava Aí já não tinha mais palpitação Já não tinha mais falta de ar Tinha a sensação que o que eu aprendo aqui Como evangelizadora É operacionalizar o Evangelho Está tudo lá E essas vivências Elas fazem a gente saber Como usar aquilo no dia-a-dia Está diminuindo o abismo Que existia entre mim e o Evangelho do Cristo Eu acho que é isso Que é a importância da evangelização Para mim, como evangelizadora Até é um nome que eu nunca Pretendi carregar, sabe?

E eu acho que Jesus, como um Seou maravilhoso Vai me colocando em lugares Que há duas vezes, sabe? Quando eu mergulho Eu estudo E quando eu vivencio aqui na aula Como o evangelizanda Sabe? A gente usa o último Do anda, caminha Eu acho que é isso Vocês materializaram a parábola de Jesus O reino de Deus é semelhante A uma mulher que fez a massa Colocou três medidas de farinha E uma de fermento E a massa cresceu Então vocês mostraram isso na prática São interessantes Essas vivências E depois a gente tem que lembrar Que haverá as exemplificações Não são sofrimentos São didáticas São situações que muitas vezes As pessoas precisam Os que estão ali para o trabalho Precisam perceber com mais profundidade E aí passam por Aparentes dificuldades Para exercitar O que em tese Disse saber Mas para solidificar Aquilo que vai depois ensinar Dando exemplos Exemplos não para Envaidecimento Não para enaltecimento pessoal Mas para fixação De que quem está falando passou por Isso é interessante Então muitas vezes Minha esposa brinca muito comigo Ela fala Pedro Cuidado com o que você pede para Deus Porque ele dá A experiência E assim vai seguindo É porque senão não se fixa Sem esse aprendizado O estar na terra É para fixação Aprender sim Mas aprender pela experimentação E aí a fixação Quando observamos isso Lá no livro dos espíritos Lá na pergunta 230 A pergunta fala assim O espírito progride no estado errante Aí eles dizem Que ele sempre Pode crescer E aprender E evoluir Então ele diz assim Cresce em conhecimento Só o contato com a matéria Ele permite experimentar O conhecimento adquirido Então aqui é um exercício Da aprendizagem mesmo Para fixar Pelo fazer Então O exercício da evangelização É um aprendizado Para quem evangeliza Não no sentido do aprendizado teórico Para ensinar não É pelo contexto do que aconteceu Ali naquela Aula Aquele contexto ensina Muito E muito Então você vai entrar para uma sala Para ensinar Sim A absorver A aprendizagem Que não te ensinaram Mas que você vivenciou E aquilo marcou para você E você não vai perder mais Então isso sempre vai acontecer Hoje mesmo Eu estava de manhã Fui ao quarto encontro nacional Pessoas surdas e mudas Surdas e ouvintes Lá no grupo espíritas Irmã Sheila Eu fui lá para fazer uma palestra Eu fiz a palestra Mas eu saí de lá com um aprendizado Que por mais que eu lesse em livros Eu não teria Quando Eu pude pela primeira vez Assistir uma palestra Cuja linguagem da palestra era Libras E a pessoa traduzia Em palavras O que o palestrante falava em Libras Duas palestras E um comentário Em Libras E aí eu pensei E se não houvesse o tradutor Para transformar em palavras O que estava na linguagem dos sinais Aí eu senti O que é Ser minoria Aí eu senti O que é necessitar de alguém Aí eu senti O quanto nós não damos valor Por achar que o normal É o da maioria E o normal é de todo mundo Então eu não teria isso em livro Teria Como tem em vários Mas não dá para sensibilizar E um ponto ainda me chamou a atenção Eu pensava Como Havia um posicionamento assim Pessoas surdas E eu aprendi que o termo correto é esse mesmo Pessoas surdas E pessoas cegos surdas E por óbvio Muda-se Por uma questão óbvia Não ouvindo como é que você reproduz Em palavras Como que se conversaria com uma pessoa dessa Como que seria essa interação Como que essa pessoa Agiria ali Terminei a palestra Sentei E pedi licença porque a tarde continuaria Eu viria para cá E foi sair uma pessoa e disse Olha, fulana de tal Quer conversar com você Cega, surda E aí fui e observei Ali estava uma intérprete Que com o toque Com as mãos encostadas nas mãos Da pessoa Reproduzia todos os A linguagem de sinais Encostando E a pessoa, essa senhora Conversou comigo Ela fazia a pessoa A linguagem de sinais A outra interpretava Falava Eu falava, a outra tocava E fazia a linguagem com o toque E ali nós conversamos por vários minutos E ela me passou Muitas, muitas Experiências dela De percepções Espirituais De visões espirituais E ela foi me contando tudo isso E eu fui aprendendo E Encerramos a conversa Com um abraço Sem expressão Sem visão Mas com Uma expressividade E uma intensidade Que eu nunca recebi e nunca dei E aí eu vou embora Com a pseudo ideia Que eu vinha algo ensinar E vim muito aprender E algo ficou ensinado para alguns Mas muito ficou aprendido por mim E quando eu falo agora A primeira vez, depois do fato Eu não falo isso com teoria Eu falo isso Com sentimento Porque me tocou Porque me ensinou muito E eu pude perceber O que é a lei de igualdade E eu pude entender O que é acessibilidade Porque eu precisei dela É sair, é semear, né?

E interpretar Tem que sair para semear, né? Sair, para aprender Porque olha gente Acessibilidade, para quem não precisa, é muito simples Mas hoje eu precisei Da compreensão De uma linguagem que era de todos Menos minha Vejam Olha como isso muda Como muda a compreensão do ser humano Da realidade humana Então é isso que eu falo Que é o processo de aprender para passar Não é o aprender, decorei e repassei Fiz um bom esquema para apresentar Melhor didática para fazer É esse o ponto Você queria fazer uma observação Eu acabei seguindo aqui a conversa Eu queria fazer até dentro Um pouco do que você falou Me fez lembrar De como que A evangelização A gente está há muitos anos nesse trabalho E como que o próprio ambiente da evangelização A sala da evangelização Ela nos evangeliza E ela é um espaço A relação evangeliza Mais do que o conteúdo Ela estar ali E estar com essa intenção evangelizadora Também evangeliza E aí me fez lembrar da relação entre as crianças Hoje a gente evangeliza Crianças com idades misturadas A gente tem crianças Uma turma de Começou com crianças de 4 anos Até 10 Elas foram crescendo Agora estão de 7 até 12 E como que é rico A gente traz alguma vivência Elas experimentam aquilo Aí uma faz um comentário A outra fala Não, mas eu vejo diferente Para mim não é assim Ou é de outra forma E elas vão compartilhando E vão estreitando laços E isso vai ser um alicerce Para a vida dessas crianças Desses espíritos Dessa encarnação Então a evangelização Que a gente vem construindo Isso de não ser só chegar lá Falar e expor a aula De forma tradicional Que tem seu valor Mas a gente percebe que Quando elas podem experimentar Compartilhar e falar daquilo Tudo que elas estão vivendo A sensação que a gente tem Vivendo com essas crianças Que são nossos filhos E a gente vai observando E vendo que no dia a dia Tem as derrapadas E depois das derrapadas Eles voltam e falam Olha, acho que eu pensei melhor Não devia ter feito dessa forma Me desculpa E aí a gente vai caminhando junto E é muito forte isso De você estar aprendendo Estar sendo evangelizado Na evangelização Por muitos anos Desde quando os bebês A gente começou a evangelizar bebês Porque a gente tinha uma necessidade De voltar para a Casa Espírita De estar ali na casa Porque não tinha uma opção De uma tarefa, de um trabalho Para quem tinha bebês à época Mais de 10 anos atrás E aí a gente sentiu Bom, a gente quer trabalhar A gente não quer afastar da Casa Espírita A gente está desde a juventude Na Casa Espírita E a gente sente muito isso De vamos junto A gente está junto A gente está no mesmo caminho Eu por ser evangelizador Estou aqui no papel evangelizador É o meu trabalho Mas vocês também são importantes A troca de vocês é importante E a gente está é junto A gente está nesse caminho E isso a gente vai vendo na prática A gente estava lembrando De algumas coisas que a gente vai vivendo Teve uma determinada época Da semana E aí como foi aparecendo Coisas de coragem Para trabalhar nessa semana E com a criança, com a minha filha Ela teve que exercer isso da coragem E eu tive que lembrá-la Vamos lá, vamos ter coragem Eu estou junto, vamos nos esforçar E aí a gente pôde depois trabalhar Essa evangelização Então é um processo E é longo A gente não pode realmente desanimar E achar que não está andando nada Mas a caminhada está As sementes estão sendo lançadas E o caminho está aberto Como você falou para a gente no início Sobre a parábola do semeador O terreno sempre está ali Sempre é fértil para essa semente Vamos seguindo então E para ilustrar Como que o ambiente E como que a gente vai sendo evangelizado É um processo E estar junto Nós temos aqui o João Galberto Que hoje tem o grupo Flor de Luz Ele começou com o trabalho De evangelização de bebês E o João foi evangelizado pelos bebês Porque quando ele começou no trabalho Ele não era espírita Só a esposa espírita E aí ela pediu para ele acompanhar E para ele tocar um pouquinho para ela E a gente tocar uma música e outra E o contato com o ambiente evangelizador E com aquelas crianças Ele passa a ver o Jesus Pelos olhos dos bebês Se torna não só espírita Mas como evangelizador de bebês Compositora espírita hoje De músicas para evangelização Estamos aí, né João?

E aí a gente vê ali Reforça a fala do seu Lúcio Que o trabalho vai burilando o trabalhador Né, João? Meu nome é Daniela Daniela Toni Dandel A gente está aqui evangelizando os meninos Há muito tempo E quando você fala, né? Esse monte de experiências que você viveu Se colocar no lugar do outro Eu acho que a evangelização de bebês Que hoje aqui no Serra Eu estou na evangelização de bebês Mas estamos todos na evangelização De alguma forma, né? De todos os campos Aí eu estava pensando assim Como a criança nos ensina O trabalho de bebê Passar a enxergar a criança Com um olhar diferente, de respeito Como ela nos ensina Ela não é mais aquela tábua rasa Porque eu falo que sou da educação E a gente trazer isso Dentro da educação ainda Apesar de educadores falarem isso Ainda é muito difícil As pessoas ainda olham as crianças Como assim, eu vou ensinar Eu não aprendo com elas, né?

E esse evangelizar o espírito Nos abre a mente Para isso Elas nos ensinam o tempo inteiro Essa linguagem delas Que é do exercício, da vivência Do experimentar Acho que hoje nós adultos Percebemos que é um caminho de aprendizado Desse ensino Que vai passando pelo sentimento Que é o que fica Eu acho que evangelizar bebê Para mim foi uma grande descoberta Apesar de ser professora de bebê Mas evangelizar bebê Foi um exercício muito diferente Para a criança Mas aprender muito mais Da questão do respeito Pelo espírito Que pode ser um espírito Muito mais antigo que eu Com certeza muito são Para o aprendizado O evangelizar bebês Principalmente foi essa questão Do respeito A gente aprende com a criança O tempo inteiro Às vezes num piscar de olhos Para mim é uma grande oportunidade Para o avançar Uma vez Meu filho hoje tem 30 anos Ele estava com 6 anos de idade E estávamos almoçando A mesa E ele foi pegar Uma garrafa de suco E quando foi pegar Ele acabou derrubando a jarra E aquele suco Veio serpenteando a mesa E caiu no meu colo E levei um banho Mas assim daqueles Bem banhados E a minha reação paterna foi imediata Você não presta atenção No que você está fazendo?

Você me molhou todo Olha onde você estica Você não viu aquele corolário de pai? E falei, falei Ele falou, desculpa pai Fique atento Não repita isso Passado alguns dias Sei lá, talvez um mês Ele foi para Comer uma pizza com um casal amigo Que tem dois filhos E na época duas crianças Mais ou menos da idade Pouco mais novo E o filho desse casal Um dos filhos Pegou uma garrafa de refrigerante De 2.2 litros Na época era de um litro e meio E foi despejar em um copo descartável A reação do ato Foi imediata O copo caiu E o refrigerante Serpenteou para qual colo?

O meu E caiu com tudo Aquele refrigerante açucarado E aí o pai do menino Agiu como o pai convencional E falou, que absurdo você está fazendo Presta atenção no que você faz E derramou isso no Simão E eu falei assim Isso acontece E o meu filho imediatamente Disse assim, com os filhos dos outros Foi mais ou menos isso que eu fiz Daí para cá Todo banho que eu levo Não falo mais nada, fica pronto Levo refrigerante, levo tudo sem problema Isso acontece e acontece mesmo E acabou, com o filho da gente ou não Um aprendizado que ele aguardou E aquilo foi berraviolista Estímulo-resposta Houve o fato, houve uma resposta Houve um estímulo, houve uma reação minha Ele deu a resposta imediata Com os filhos dos outros Um outro fato Minha filha, também criancinha à época Ela queria um cachorrinho E eu dizia, não filho, cachorro não Aqui em casa é meio complicado Não vai ficar bem cuidado Vocês não vão dar muita atenção Vocês acabam daqui um tempo Indo para estudar fora E não vão dar, não Aí, não, passou um tempo, não Um tempo, não Aí um dia ela falou, pai Mas você já devia ter seus 4 anos Para, sei lá Pai, mas por que não?

Eu falei, porque eu não quero E aí ela olhou para o irmão Olhou para mim E falou assim, mas nós somos dois que queremos Tem duas vontades A sua uma vai ter que imperar Foi, traz o cachorro E o cachorro morou conosco Até 16 anos Então veja São aprendizados Que a gente precisa ter Um império da ordem E olha que eu já tinha uma teoria E não havia entendido a prática Nessa casa eu mando E sou obedecido E é detestado Não é isso que está no Evangelho Segundo Espiritismo? Eu só estava na parte do é obedecido Não entendi que podia não ser agradável E aí teve alguém para dizer Olha, nós somos dois São dois queros Contra um não quero Então são aprendizados Que a gente tem Que joga assim claro O quanto nossa teoria Redundantemente é só teórica Não foi aplicada E aí como não foi aplicada Veio um fato para dizer Olha, estou aplicando aqui para você Porque senão só vai ficar no seu cérebro isso Então é bem dentro disso que você fala De aprender ali Com aqueles que em tese Não dão nada a ninguém Bebês Mas ensinam tudo para todo mundo Basta chegar perto É isso aí pessoal Conversa muito boa Mas como diria o velho ensinamento Se a gente jogar mais água nesse suco Vai ficar aguado demais Mas para quem tem curiosidade Para saber sobre evangelização de bebês Lá no canal Evangelho Espiritismo Tem um curso Que a Sheila deu Onde foi a Sheila?

A Sheila de Nazaré Vocês podem conhecer E ter um pouquinho do contato Do que é evangelização de bebês Pode acessar lá Pode baixar o aplicativo do canal também Na verdade é uma plataforma de vídeos Que a gente disponibiliza esses conteúdos É só procurar aí nas lojas De aplicativos dos celulares Tanto do iOS quanto do Android Procura como espiritismo. tv Que vocês vão encontrar aí Para baixar o aplicativo é gratuito Tem muito conteúdo gratuito Nesse curso Fora outros conteúdos Que estão disponibilizados Lá na plataforma E eu queria abrir agora Para a gente poder fazer as considerações finais Vou pedir o Simão Pedro Para poder dar a sua última palavrinha Para a gente finalizar esse podcast Acho que foi muito gostoso É sempre muito bom ter esse bate-papo Acho que é algo Que a gente realmente precisa fazer mais vezes Né Simão?

Pelo tanto que nós já falamos Mas eu agradeço essa oportunidade Agradecer a vocês o quanto Porque é importante para mim É útil a gente poder conviver com vocês Que tem tantos trabalhos Muitos até nem divulgados E a gente aprende muito aqui com vocês E eu particularmente Sou um dos fãs desses podcasts Gosto de ouvi-los Alguns eu gosto de ouvir e ver Porque são gravados São em vídeo Então eu agradeço E desde o vir a ser Do último ano Eu estou tentando Vir a ser alguma coisa Vir a ser gente Vir a ser alguma coisa boa Então agradeço a vocês Por me ajudar a vir a ser Alguma coisa boa E isso não tem preço Isso tem valor Então muito obrigado a vocês Pela oportunidade E aos ouvintes depois Obrigado pela paciência Peço desculpas e obrigado E numa outra oportunidade A gente pode conversar mais Trocar mais ideias E compartilhar um pouco mais Das experiências Muito obrigado Queria também só agradecer Por estar aqui com vocês Pelas trocas E principalmente pelo trabalho De evangelização Que eu já estou há tantos anos Desde quase adolescente E como que a gente só aprende Por nós Por mim ao longo da vida Hoje eu tenho evangelizantes Que já são adultos Casados com filhos Apesar de não parecer Eu sou muito jovem E a gente vê como que é bacana A gente passa na vida dessas pessoas Traz alguma contribuição Mas a contribuição que fica com a gente É muito maior Agradecer muito a Deus pela oportunidade E que a gente possa continuar seguindo E crescendo com essa oportunidade E com essa mentora E eu queria separar Dois versinhos dela Na célebre mensagem da criança Psicografia do Chico Não sou o simples ornamento de teu caminho Sou alguém que te bate a porta Em nome de Deus E pedir para as pessoas Que hoje evangelizam Que não desistam Você tem a sua luz, você tem a sua importância O seu talento para evangelizar E o que você faz é importante Não é desimportante Para você Então persista Siga em frente Que você vai ser recompensado E o que eu queria reforçar É que o pré-requisito para ser evangelizador É a vontade e o esforço próprio E que o trabalho vai lapidar o trabalhador Então eu acredito que Nesses anos A gente pode fazer muita conta Quantos anos de evangelização não, né?

Mas a gente vai sendo lapidada cada dia E vale muito a pena Se a gente quer Realmente compreender de evangelho Aprender É uma aventura maravilhosa E que eu recomendo profundamente www.portalser.org E conheça nossos projetos

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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