Prepare-se para um bate-papo inspirador e profundo com Alberto Almeida, um nome respeitado no movimento espírita brasileiro. Neste episódio, mergulhamos em sua trajetória, desde a infância em um lar espírita até sua consolidada carreira como terapeuta e palestrante.
Neste episódio
- A jornada pessoal e profissional de Alberto Almeida, desde sua formação em medicina e homeopatia até a psicoterapia transpessoal.
- A visão sistêmica e psicológica do espiritismo, inspirada em Mário Barbosa, e a importância da transformação individual.
- A terapia de vidas passadas sob a ótica espírita, desmistificando preconceitos e explorando sua aplicação em consultório e reuniões mediúnicas.
- O projeto de escrever sobre a evangelização da criança interior, um tema emergente e crucial para o autoconhecimento e a educação.
Participantes
- Thiago Franklin
- Alberto Almeida
- Haroldo Dutra Dias
Destaques
- Alberto Almeida compartilha como descobriu sua facilidade em se expressar e a insegurança que ainda o acompanha, revelando a humanidade por trás do palestrante experiente.
- A experiência de Alberto com fenômenos mediúnicos em seu consultório, ilustrando a complexidade da prática espírita e a riqueza das vivências que reforçam sua fé.
- A reflexão sobre a terapia de vidas passadas, que não é uma terapia espírita, mas uma abordagem assentada na reencarnação, e sua aplicação criteriosa e pontual no contexto mediúnico.
- O projeto de Alberto de escrever sobre a “evangelização da criança que está dentro de nós”, abordando a criança interior ferida e a importância de cuidar dela para o crescimento pessoal e a educação dos filhos.
Ler transcrição do episódio
Há de nascer, nova era de crescer Novo homem coração de quem quer servir É prosperir, novo verbo é burilar O íntimo colorindo o céu de um novo ser Quem te provoca através do escárnio Mostra-se mal informado ou doente E quem te fere através do insulto Traz consigo pensamentos de ódio e destruição Emmanuel no livro Palavras de Vida Eterna Há de nascer, nova era de crescer Novo homem coração de quem quer servir É prosperir, novo verbo é burilar O íntimo colorindo o céu de um novo ser Colorindo o céu de um novo ser No deserto das incompreensões O amor de Deus a nos chamar A nos levantar Das lutas humanas Se enxugar, lágrimas de um bafão Ainda mais com um portal de luz O inovidável descerão Vai se encantar A visão serás de segurar Quando o seu mestre se ofuscar Com a nos amiga e entender A razão da vida em fim Palavra em harmonia Canções maestralmente entoadas Anjos de esferas sublimadas Ao clarão que ofusca O brilho do sol O padecimento esperado Percorre os caminhos Acalma o gemido dos aflitos De todos os irmãos pequeninos Dos sedentos de Deus De um novo rosto és O que não faz-nos morrer Necessário se faz amar Removar-se no entendimento Necessário é trabalhar Ser fiel no pouco e no muito Necessário é esperar A esperança é companheira Necessário é perdoar O amor mais puro se doa O amor mais puro se doa Ainda mais com um portal de luz O inovidável descerão Vai se encantar A visão serás de segurar Quando o seu mestre se ofuscar O amor na luz da verga vai entender A razão da vida em fim Palavra em harmonia Canções maestralmente entoadas Anjos de esferas sublimadas Ao clarão que ofusca O brilho do sol O padecimento esperado Percorre os caminhos Acalma o gemido dos aflitos De todos os irmãos pequeninos Dos sedentos de Deus De amor, dos doentes Um milhão vai respor Necessário se faz amar Removar-se no entendimento Necessário é trabalhar Ser fiel no pouco e no muito Necessário é esperar, a esperança é companheira Necessário é perdoar, o amor mais duro se doa O amor mais duro se doa O amor mais duro se doa O amor mais duro se doa O amor mais duro se doa O amor mais duro se doa O amor mais duro se doa O amor mais duro se doa O amor mais duro se doa O amor mais duro se doa Circunstancial, digo circunstancial porque a proposta espírita é a gente viver o espiritismo continuamente, né?
Mas esse trabalho, ele dá ensejo de que a gente possa alocar a mão de obra que estuda o espiritismo e, às vezes, não tem onde colocar o seu tempo, a sua habilidade, o seu recurso. Então, esse é um pouco do jardim. Agora, e o Alberto Almeida? Quem é o Alberto Almeida? Nasceu onde? Nasceu em berço espírito ou não? Espírito muito endividado tem que nascer sob o cabresto, desde o início. Nasci numa família espírita porque… Em Belém? Em Belém do Pará, porque tinha que nascer, né? Eu acho que só o espiritismo ia dar conta de mim, não outra coisa.
E a minha família, o meu pai era de origem espírita, a minha mãe era católica, ia rezar missa em latim e o atendimento começou a se efetivar do meu pai, que era um doente psiquiátrico, e se faziam os atendimentos espíritas. Ela lia o evangelho para a minha mãe. É muito curioso isso. E depois, a minha mãe, lendo o evangelho para atender o meu pai, ela foi entendendo o evangelho. Final das contas, a minha mãe se tornou espírita e o meu pai nunca conseguiu ser completamente. Se faziam perguntas as mais banais e a minha mãe conseguiu se desonerar, diríamos assim, de toda a cultura do catolicismo.
Meu pai, finalmente, não conseguia perceber o espiritismo na grandiosidade que ele tinha e a minha mãe fez uma adesão tão incrível que ela não traz nenhum resquício de um catolicismo. Eu fico impressionado de ver como ela é uma alma espírita antes de sê-lo aqui reencarnada. Porque não tem um gesto, não tem um jeitinho que pudesse remetê-la a uma família tradicionalmente católica cujo padre frequentava a residência, onde ela cumpria os cultos da religiosidade familiar com uma certa fidelidade. Ela é espírita e, com isso, ela assumiu o espiritismo e dotou a família da aproximação ao espiritismo.
Eu, adolescente, comecei a frequentar o centro espírita. Foi na adolescência que eu comecei a frequentar a casa espírita. Antes eu lia os livros e frequentava reuniões mediúnicas familiares. Eu lia o evangelho e fazia reuniões mediúnicas públicas, domésticas públicas. E eu comecei a frequentar o centro espírita Ivão Costa, jovem, e daí, até hoje… Está frequentando. Estou frequentando ainda. Me incomodou ser só um frequentador. Tive que fazer um outro passo. E como é que surgiu na sua vida essa questão das palestras, Alberto?
Como é que isso aconteceu na sua vida? A palestra é curioso isso, porque a gente traz algumas habilidades e como a gente não se conhece tanto, ou quase nada, eu nunca me dei conta que tinha a capacidade de poder me expressar. E quando eu fiz faculdade, eu passei, fui fazer uma língua portuguesa e comunicação na universidade. Tinha que apresentar um trabalho, e eu fui apresentar um trabalho. E a professora do português veio e me disse assim, você tem muita facilidade de se falar. E fez as duas correções na minha fala que tinha sido equivocada.
E aí, frequentando a Casa Espírita, fiz um treinamento para expositor, também fiz uma fala lá, a Guisa de exemplo, e para ser examinado, o presidente da União Espírita Paraíso, inclusive, presente. Um treinamento para expositores. Me teceu alguns elogios, fez algumas críticas. E aí eu fui convidado, então, para falar no Ivão Costa. Eu frequentava a União de Juventude, no grupo adulto. Eu me lembro bem, que eu falei, jogava um giz para cima, que um amigo muito querido fez. Foi maravilhoso. Não precisa ficar com aquele giz jogando para cima, e não precisa ficar olhando para a mesa, porque eu fiz o meu rascunho e olhava para a mesa, de vez em quando, para consultar, para ver se estava indo na ordem.
Ele fez as duas observações que a gente jamais esquece, as primeiras observações. Mas ele disse, mas você fala muito bem. E depois é que eu fui me convencendo que eu tinha alguma facilidade para falar. Hoje eu já compreendo que tem essa facilidade. Então, a partir dessa idade, jovem, depois que eu falei no grupo adulto, eu comecei a falar. Comecei a falar. A fazer palestrinhas, falas aqui, falas ali, e fui falando, fui falando. Mas é interessante isso, que eu custei a poder perceber, a gente, às vezes, tem uma habilidade, não se dá conta de que tem essa habilidade.
E eu custei a dar conta que eu tinha essa habilidade. Eu não sei, acho que é um comprometimento na área, a gente faz um movimento de autonegação. E aí a gente faz uma resistência. E agora, mais maduramente, eu fui vendo que eu tinha sim facilidade para falar, porque eu tinha sempre uma insegurança para falar. Eu era uma pessoa e até hoje, eu não me sinto assim, à vontade. Me sinto, mas sempre parece que tem alguma coisa que diz, você não está pronto ainda. É curioso isso, eu vou e vou. E tanto mais, quanto maior a responsabilidade.
Se eu vou, por exemplo, falar numa zona de conflito, numa faixa de Gaza, onde tem uma ala e outra, onde tem pegadinhas, notadamente, quando eu vou falar e alguém me fala antes das encrencas, eu não gosto que me falem antes, porque me trava. Ah, olha, esse assunto aqui, assim, tem esse problema aqui, aí pronto, já contamina. Aí a gente fica cheio de reservas, aí já… E quando a gente sabe antecipadamente, mesmo antes de viajar, isso gera uma insegurança maior. A responsabilidade, eu acho que com a fala, ela deve ter sido uma área que eu devo ter me comprometido, e por isso eu venho, acho que tentar restaurar isso.
Eu queria saber um pouquinho também sobre a sua formação, porque a gente percebe que nas suas palestras a temática sempre está ali permeada do perdão, família. Você poderia falar um pouquinho sobre Alberto, terapeuta também, profissional, médico. Eu sou de uma família muito pobre, né? Então as coisas sempre foram muito difíceis. E A conquista do espaço profissional foi sempre à custa de muito esforço. Aí eu fiz medicina na Universidade Federal, portanto, não tinha custos, mas era difícil fazer. E depois, quando eu formei em medicina, eu fui fazer especialização em homeopatia.
E eu vivi uma experiência assim que era desafiadora pra mim, porque eu me sentia muito inseguro de ir pra São Paulo, fazer residência. Aí eu queria fazer logo a homeopatia, porque desde cedo, já frequentando os primeiros anos na universidade, eu queria fazer a homeopatia. E era uma coisa que não estava em voga na época. E todo mundo, os meus irmãos que me antecederam na medicina, tem irmãos que são médicos, nós somos uma família de médicos, meus dois irmãos mais velhos, dissem, mano, isso aqui é coisa de farmacêutico, é coisa do passado.
Mas eu era teimoso pra fazer a homeopatia. E li algumas coisas de homeopatia. E quando eu formei, eu fui a São Paulo fazer a homeopatia. Aí eu ia todo ano. E eu li Paulo Estevam indo pra São Paulo, na Belém Brasília. Eu ia e voltava lendo Paulo Estevam e preparando o encontro pra atender os jovens. Que o tema era Paulo Estevam, o livro Paulo Estevam. Então eu passei um ano, um ano, era uma semana na estrada. A metade da semana eu chegava em São Paulo, fazia o curso no fim de semana e voltava a outra metade da semana.
Era uma semana, porque eu não tinha dinheiro. No segundo ano de formação eu já pude ir de avião. Aí eu trabalhava certinho pra ir de avião. Um amigo me hospedava e eu fazia o segundo ano de homeopatia. A partir daí as inquietações com os insucessos e as limitações de toda a prática médica, toda abordagem de uma especialidade me levou a buscar o âmbito da psicoterapia. E eu comecei a fazer várias formações no âmbito da psicoterapia. Fiz regressão de memória com a doutora Maria Júlia Prieto Pérez, no Instituto Nacional de Terapia Regressiva e Vivências Passadas, o NTVP.
Depois fiz um aperfeiçoamento com o Rogê Hugler, que é um psicólogo, um guiano inglês que fez um aperfeiçoamento muito legal. E aí eu fui fazendo. Fiz PNL, fui fazendo dinâmica dos grupos, terapia sistêmica familiar. Enfim, eu fui aprofundando nessa dimensão psicoterapêutica. Então hoje eu trabalho com isso. Eu trabalho talvez 60%, 70% com psicoterapia e em torno de 30%, 60%, estourando com homeopatia. E seguro, porque senão a homeopatia é engolida pela psicoterapia. E essa é uma área que me dá mais satisfação, porque o medicamento é apenas um medicamento.
Ele ajuda num nível. E a psicoterapia, a gente vai mais às causas, a gente remonta mais às causas. E eu fiz uma formação em psicologia transpessoal. E a afinidade com a doutrina espírita, ela é muito grande. E mexer no psiquismo, tendo a doutrina espírita como uma base de formação de personalidade educativa, me dá um espaço de abrangência para abordar as pessoas e obter talvez olhares que habitualmente outros profissionais não detêm. Então esse é o meu dia-a-dia. E na sua experiência como um terapeuta, vamos dizer, com a busca dentro do consultório hoje das pessoas pelo sentimento doentio, dentro da família, dentro do lar, como é que isso tem mexido com você nesse tempo todo de trabalho?
Como é que isso funciona? Eu digo que eu sou procurado muito pelos problemas insolúveis. Porque o pessoal, eu sou conhecido um pouco na cidade, o pessoal sabe que eu sou espírita, porque eu sou uma pessoa também que tem essa visibilidade dentro da minha cidade, que é Belém. Então eu sou muito procurado pelos quadros por dois tipos de, fundamentalmente, dois tipos de demandas. Uma das pessoas que trazem alterações graves, psiquiátricas, que querem olhar se tem um aspecto espiritual e buscando uma solução. E outros aspectos espirituais complicados, que merecem um atendimento mais especializado que os médicos e psiquiatras e psicoterapeutas não têm.
Então eu sou buscado por esses dois tipos de demanda. Aí você vai ver de tudo. Vem de tudo. E às vezes eu me sinto, e é curioso isso, parece que eu tenho um atrativo até para as questões complicadas mesmo. Incorporar espírito também é uma coisa que eu fico impressionado, porque a gente não faz nenhuma mediúnica ostensiva, pelo menos, no sentido kardequiano da ostensividade. Mas o que acontece de fenômenos mediúnicos quando eu estou trabalhando, eu fico muito intrincado. Só para dar um exemplo, bem pouco, tinha uma senhora que chegou comigo, que eu cuido dela, que ela não é espírita, ela é de si.
É uma simpatizante. Ela dizendo assim, eu sou essa semana muito sofrida, porque eu fui ao enterro. Aí começou a falar do enterro. Ela cuida de uma criança na posição de madrinha, e o padrasto de 50 anos tinha falecido, e ela foi para o enterro desse padrasto, que ela nem conhecia. E quando chegou no enterro, teve uma fala de um filho chorando muito, que se arrependia há 17 anos, porque não tinha feito as pazes com o pai. Uma jovem séria, colapsada, porque também não fez as pazes com o pai, estava muito aborrecida. E uma criança de 7 anos que fez um hino de louvor ao pai, dizendo que era o melhor pai do mundo, que saía todas as tardes, ele tinha acabado de aposentar.
Saía todas as tardes com ela, e emocionou todo mundo, e ela, minha paciente, ficou emocionada. E quando ela está colocando isso, ela começou a sentir dor no peito. Ai, ai, dor no peito, dor no peito, e eu intuitivamente entendi que havia ali a possibilidade de um trânsito, eu digo, mergulhe nessa dor. E ela não tinha conhecimento do cidadão, ela não estava envolvida com o cidadão, ela estava contando uma história que tinha trazido emoção, porque a criança falou bem do pai. E aí o cara incorporou o morto. Ai, ai, gritando, aí eu comecei a atender o cidadão, o cidadão veio e disse que ele vinha pedir ajuda.
Confuso, muito confuso. Que ela pudesse ajudar a filha dele também. Faziam quatro dias, aproximadamente, que esse fenômeno tinha se dado. E ela vem, ele vem e começa a conversar com ele, e ele, muito confuso ainda, naturalmente, né, desencarnou subitamente, foi um infarto do miocárdio. E aí eu comecei a falar da mãe dele, veja que coisa curiosa. Eu disse, poxa, aí você deve ser acolhido e tudo. Aí eu não sei porque eu falei da mãe e ele pegou e disse assim, é, foi ela que me trouxe aqui. E falou assim com um ar de desdém, eu peguei e disse, mas qual é o problema?
É, eu não suporto ela, não sei o que. Trouxe ele, ele não suporta. Ah bem, conclusão, fizemos uma fala, fomos encaminhando, ele, muito agoniado, atordoado, foi embora. Minha paciente saiu, na outra sessão, disse, doutor, eu fiquei encrencado com aquilo que aconteceu comigo, eu fui pesquisar. Eu fui pesquisar porque aquilo foi muito estranho. E eu fui saber, e o senhor sabe, doutor, que aquilo não é verdade mesmo. Aquele cara tinha perdido a mãe e ele não suportava a mãe porque a mãe, quando teve ele, deu para a irmã dele criar.
E ao dar para a irmã dele criar, ele nunca conseguiu perdoar a mãe. E a mãe morreu e ficou encrencado. Ele não perdoou a mãe. Então, a referência que ele fez para a mãe era veraz. E a mãe veio atendê-lo lá de lá, veio fazer o parto às avessas, né. E esses fenômenos acontecem muito comigo, dentro do meu espaço de trabalho, nesse âmbito da psicoterapia, que me dá assim muita riqueza. Porque quando a gente lê a literatura espírita, a gente vê que os espíritos arrumam a teoria. Mas a prática é muito mais complexa. Ela é muito mais engenhosa.
E o trabalho que os espíritos têm de trazer os casos, as análises, notadamente André Luiz, Maria Flamengo e Miranda, eles arrumam didaticamente, para a gente entender melhor. Mas de que o ser humano, ele é muito, tem muito mais entranhas, muito mais interfaces. E eu tenho a possibilidade de ver isso todos os dias. Nessas ocorrências, em mergulho no inconsciente profundo, através da terapia de regressiva de vivências passadas, por exemplo. E isso me dá, diríamos assim, uma experiência de vida para mim, pessoalmente.
E eu reforço o meu conhecimento espírita. E isso me dá mais… Dilata a minha fé. Porque é uma vivência. Eu vivo a vivência que o outro traz. Eu compartilho com ele. Então são experiências muito enriquecedoras. De modo que o meu trabalho, ele é muito gratificante. Eu trabalho muito e viajo. Quando eu digo que eu viajo, eu descanso. Porque eu mudo de atividade. E como eu viajo frequentemente, a mudança ela causa um certo descompressão de uma área e vai para a outra. Mas eu faço o que amo. Então parece que a gente não…
Eu nem… Quando o pessoal fala que o trabalho como castigo, não é aquela visão mais lá da Idade Média. Para mim o trabalho não é isso. Eu tenho uma profunda vocação para aquilo que eu faço. Adoro o que faço. Às vezes me cedo. Eu tenho que me dar conta às vezes que eu estou meio cedendo, porque eu estou cansado. O corpo está cansado. E eu tenho que botar limites, que é alguma coisa que eu tenho aprendido há bem pouco tempo. Botar limites. Eu aprendi que o repouso é uma lei da natureza. Não é só o trabalho. Porque o Espírito Será Kardec, o Livro dos Espíritos aquilo é veraz.
Quando a vitalidade ela vai escoando, ela vai minguando, a gente vai percebendo que a gente precisa ter mais bom senso para poder lidar e administrar as energias físicas. Porque a minha cabeça eu não tenho a idade que eu tenho. Eu vou fazer 60 anos agora em julho. Eu entrei em uma crise agora. Fez um ano que eu entrei em uma crise. Eu vou fazer 60 anos. Quer dizer, eu entrei em crise não é porque eu tenho 60 anos. Quanto tempo mais eu tenho de vida? Eu acho que tenho mais uns 15 anos. Eu só tenho 15 anos e comecei a entrar em crise.
Não é possível que eu só tenha 15 anos como se eu fosse um adolescente, entendeu? Que tivesse que fazer uma vida inteira só 15 anos. Olha, eu passei um ano digerindo esse insight de que eu mais ou menos vou viver uns 70 até 75 anos e que é muito pouco. Quer dizer, eu não me sinto com o corpo que eu tenho. A minha alma é mais jovial. E aí, o corpo já não é mais de um jovem. Ele já começa a dar sinais de falência. De 60 anos. Alberto, agora uma pergunta de companheiro de exposição. Chegou bem depois de você e tudo. Qual que foi a linha que você elegeu para você na exposição?
Porque a gente sabe que não dá conta de abarcar tudo. Que a doutrina é de uma amplitude e exige um aprofundamento e a gente vai percebendo que cada um elege aquele tema, a sua especialidade e acaba desenvolvendo. Embora a gente faça a ideia, a gente que está de fora, faça uma ideia. Eu queria ouvir o Alberto Almeida, falando do Alberto Almeida. O que que você, quando você sobe, o que que você pretende? Onde você quer chegar? Quais são aqueles caminhos que você escolheu para pisar, para levar para as pessoas? A gente queria ouvir isso de você.
Eu Gosto de pensar sistemicamente. Eu tive um companheiro que me foi uma referência doutrinária na qual eu me inspirei muito. Foi Mário Barbosa. Mário Barbosa era um assistente social. E ele foi de quem eu mais me aproximei para aprender. Doutrinariamente. E o jeito de Mário Barbosa funcionar, espírita, um profissional de renome nacional na área da sua militância profissional e espírita desde berço, ele tinha um olhar sistêmico. E o foco dele era o foco que envolvia as relações sociais. Então envolvia necessariamente o ser humano.
Kardeciano, por fidelidade de berço. Então eu fui pegando essa essa herança. E eu gosto de pegar essa visão sistêmica que o Mário me inspirou. E eu então me debruço para avaliar mais o cotidiano nos aspectos psicológicos. Então os aspectos psicológicos, que é a minha vivência profissional, que é os meus desafios internos também. Porque a gente vê o espiritismo na proposição de ciência, filosofia, religiosidade. Aí a gente vê a contribuição que Joana de Angelis, por exemplo, tem trazido no aspecto psicológico. Que é uma área que vem como um desdobramento de como é que você faz para poder fazer a transformação, né?
Tem que transformar, você tem que ser menos orgulhoso. E aí, como é que faz para se tornar menos orgulhoso? Como é que você faz para se tornar mais benevolente, mais generoso? Então esse passo aí, esse aspecto psicológico, embora Kardec traga isso na Revista Espírita, jornal de estudos psicológicos, mas esse aprofundamento eu penso que ele está exatamente no meu viés de encaixe. Que representa a minha necessidade e que eu compartilho valendo-me também da minha experiência profissional, eu compartilho. Então a minha pegada, diríamos assim, na fala espírita, é uma pegada que procura ser, tanto quanto possível, a visão sistêmica.
Eu procuro guardar essa fidelidade que eu aprendi com o Mário e com Jonas Barbosa, que era irmão dele, que tinham sempre em Kardec como referência. Eu sou extremamente grato a eles por isso. E então desdobro para fazer as análises psicológicas. E naturalmente, dentro do meu espaço de possibilidades, eu vou conectando a figura de Jesus, que para mim é indissociável nessa relação de abordar o ser humano no seu cotidiano, pegando a sua dinâmica intrapessoal, relacional, grupal, nessa vertente de trabalhar a transformação do indivíduo do mundo.
Então esse é o meu, é a minha chegada, é a minha pegada. A temática da terapia de vidas passadas, o pessoal fala no México as vidas passadas não, mas como é que fica isso, Alberto? Como é que você lida com isso? Explica um pouquinho para a gente. É, como tudo, eu acho que essa liberdade que a gente tem no movimento espírita é muito saudável para que as pessoas possam se colocar como elas são. E o dogmatismo enquanto postura autoritária dentro do movimento, como de qualquer área, não é saudável, salvo dentro da do militarismo, que precisa ser autoritário, senão não funciona.
É vertical, a cultura ela precisa obedecer a essa formatação, que é da igreja também, com todo respeito. Mas a igreja, ela também funciona nessa perspectiva, e o espiritismo não tem esse jeito, é um jeito mais horizontal de funcionamento, sem perder a grandiosidade da profundidade, da verticalidade do crescimento que ele pode fazer. Então, eu encontro no movimento espírita dois tipos de movimento que transgressam essa temática. Um, é aqueles que querem importar a terapia regressiva de vidas passadas como uma terapia espírita, e advogo isso ferrenhamente.
E outros, que excomungam, né, e dizem que a terapia regressiva de vidas passadas, ela é contra o espiritismo, ou o espiritismo é contra a terapia de vidas passadas. Então, me parece, são duas abordagens, todas duas inadequadas, porque a terapia de vidas passadas, ela surgiu com dois psicoterapeutas protestantes, que se tornaram níveis pensadores depois, foi Maurice Leterton e Edith Fiore. É uma terapia assentada em cima da reencarnação, não é em cima do espiritismo. O espiritismo, de modo algum, pode se equivaler a uma abordagem psicoterapêutica, o nível de abrangência é outro, o motim do espiritismo é outro.
Então, nem o espiritismo reclama para si a terapia regressiva, como não reclama nenhuma outra abordagem como sendo sua, e nem a rejeita, porque a gente faz o caminho com a ciência, o caminho é de par com o progresso. Então, quando Kardec propõe de que a jornada deveria ser conjugada, ou seja, de que o espiritismo e a ciência caminhariam de mãos dadas, para e passo, ele dá esse sentido de progressividade, de interlocução. Então, eu acho que o espiritismo faz uma interlocução, porque se nós andamos com dois pés, nós estamos vivendo um processo emergente de vivências passadas, porque a gente só é bípede porque a gente traz o passado bem presente.
Eu fico imaginando assim, o que seria das reuniões mediúnicas, se não é uma terapia de vidas passadas, né? Na reunião mediúnica, por exemplo, eu vivi uma experiência de pesquisa nessa área, pesquisa pessoal. Eu comecei a usar a regressão como uma abordagem. O que é que acontecia? Às vezes, eu fazia uma intervenção e o espírito regredia, e às vezes era fecundo a resposta. Às vezes eu queria fazer regressão do espírito e o espírito não conseguia regredir. Ele não regredia e dizia para mim, não, não vou regredir, eu queria reduzir, ele não ia.
Às vezes, eu regredia e não era bom. Então, eu fui vendo que tinha, pegando um pouco a experiência do Hermínio Miranda, num jeito topiniquim, eu fui fazendo testes, né? Então, eu fui vendo que, como na abordagem psicoterapêutica no campo da humanidade, também na área mediúnica, as coisas não funcionam dentro de uma bula, aonde bem, para sentar, vamos regredir todo mundo aqui, não funciona. Então, a regressão, ela é um recurso que você pode usar, ou os espíritos por si mesmo podem usar e usam por conta própria, né? E, às vezes, a revelia do esclarecedor, do cuidador, o terapeuta espiritual que está ali conversando com o espírito, o médio esclarecedor.
E, às vezes, a gente sente-se inspirado para fazer a regressão no espírito e eu faço isso. Pontualmente, circunstancialmente, quando sinto que é necessário fazer isso. Quando o diálogo encaminha para isso e eu sinto intuitivamente que vai ser bom. E aí, eu passei a acertar mais. Porque eu saio daquele campo de experiência, porque era uma experiência mesmo, eu estava fazendo uma experimentação. Fazia regressão em todos no primeiro momento, depois comecei a perceber que alguns não regrediam e percebi que alguns que regrediam não se beneficiavam como eu achava que poderia se beneficiar.
É exatamente como é na psicoterapia tradicional de consultória. Há bem pouco, um cidadão chegou querendo regredir, mas ele queria regredir para ter elementos para poder se vingar. Ele não queria ser terapeutizado. Ele queria um cúmplice para cometer os crimes. Então, como qualquer outra abordagem, tem indicações, contraindicações e limitações. Tanto a abordagem psicoterapêutica na academia, como tem dentro da reunião mediúnica. Os espíritos sabem quem vão regredir ou não vão regredir. Às vezes, a revelia do esclarecedor de regrede a pessoa e a pessoa se beneficia, o espírito se beneficia.
Então, eu entendo que a regressão, ela faz parte na reunião mediúnica como uma das estratégias que os espíritos podem utilizar. E se o esclarecedor tiver essa habilidade, eu não aconselho, mas se o esclarecedor tiver esse esse fundamento, ele pode até usar se ele tiver conhecimento, se ele tiver essa habilidade técnica. Mas eu faço treinamento para esclarecedores, os cuidadores de espíritos e eu faço menção, mas eu não recomendo, porque eu entendo que é uma coisa muito delicada. Eu acho que só aqueles que têm mais experiência, que têm algum tipo de espaço interno, às vezes uma retaguarda espiritual, dão conta de poder fazer uma imersão usando essa ferramenta para ajudar o espírito.
Não sei se ficou claro. Ficou claro sim, com certeza. Ficou muito bom. E Alberto, quais são, você está falando aí, estou com 60, né? Quais são os projetos? O que que o Alberto Almeida ainda quer construir? Porque a gente sabe que você já tem um nome, tem um trabalho reconhecido, sério, estabelecido, né? E vai chegando esse momento em que você mesmo está dizendo, vai começando a ficar mais seletivo, né? O ovorecer vai chegando. De novas perspectivas. Porque o crepúsculo se aproxima. Um ciclo vai se fechando. O que que você está buscando?
O que que você ainda gostaria de fazer? O que que você gostaria de deixar enquanto trabalho? Eu tenho muitas coisas que eu acho que 15 anos não dá. Esse aqui é o problema. Eu acho que daí foi a minha frustração. Nós vamos ter que pedir uma moratória. Nós vamos ter que pedir uma moratória aí nesses 15. Eu acho que essa foi a minha frustração. E outro dia eu estava em casa, não, mas se eu desencarnasse hoje, reencarnasse imediatamente no ano que vem, fiquei pensando que daqui a 15 anos, eu podia já estar tocando o barco para tudo o que eu projeto.
Gente, isso me deu uma alegria impressionante, né? Como se fosse fácil assim, né? Simplesmente assim, né? Mas eu, qual criança, brincando com os seus próprios pensamentos, eu fiquei vendo poxa, mas se eu desencarnasse, eu reencarnaria. E daqui a 15 anos eu… Agora, eu não digo, posso deixar de dizer que o detalhe é reencarnando numa família espírita, né? É verdade. E preferencialmente no Brasil, né? Eu gostaria de voltar ao Brasil, gostaria de… Não sei, acho que é mais a minha necessidade de ser atendido do que atender, né?
Mas então eu tenho muitas coisas que eu penso em fazer que eu não sei se vai dar tempo. Mas o meu compromisso é fundamentalmente me tornar uma pessoa melhor, que eu acho que o que eu posso fazer de melhor pelo espiritismo é me tornando uma pessoa melhor. E eu acho que esse é o mais difícil. E é um projeto que não tem tempo. Segundo, eu tenho um compromisso com o Jardim das Oliveiras, que é a minha base de atuação. Somos meus cúmplices da fraternidade local, né? Então o Jardim das Oliveiras é um espaço legal, gostoso.
A gente vê as pessoas crescendo, né? Alguns falecendo pela polícia. Você vê essa contradição. Quantos você está conseguindo, que investimento você está conseguindo fazer, o quanto você está conseguindo obter de volta, né? Então, tem essa coisa do Jardim das Oliveiras. E tem uma série de projetos assim. Eu estava ouvindo o que estou falando agora, né? E estava lembrando que nós estávamos num projeto do Jardineiro Net. O Jardineiro Net era mais ou menos esse negócio aí, mas eu já vi que é tão complexo e tão… Mas eu fiquei pensando, um Jardineiro Net, um cara que pudesse ter acesso a informações numa modalidade módica financeira e pudesse contribuir e ajudaria o Jardim, ele se ajudaria.
Essa ideia apareceu lá. Discutimos isso lá. Mas só tem lá ignorante lá. Lá em Belém só tem nécios. O Alberto está falando do canal Evangelho Espiritismo, né? Então nossos companheiros lá são tudo de boa vontade. Mas é só quase boa vontade. É… Mentira, mentira. Então… Mas então tem vários projetos, né? Um projeto de escrever algumas coisas, algumas artes nessa área psicológica. Eu pretendo esse ano já é compromisso escrever sobre a evangelização da criança que está dentro de nós. Lidando terapeuticamente nessa área.
Um dos grandes desafios é a gente poder dar conta da nossa criança interna, ferida, magoada. E observo isso na psicoterapia, nos adultos. Esse fenômeno é um fenômeno contínuo. E acho que no Movimento Espírita nós temos pouca coisa nessa área escrita. Ou quase nada. E academicamente também tem pouco. Mas o meu compromisso é com o espiritismo, não é com a academia. Então eu vou escrever alguma coisa esse ano assim, nessa direção. Cuidando da criança ferida, interior. Que mora dentro da gente. E quando eu proponho isso, eu estou propondo de que você, em se tratando, está tratando o seu filho também.
E você está aprendendo o que não deve fazer ou o que deve fazer com as crianças que estão aí. Considerando que você foi ferido. Eu tenho uma experiência nessa área, fiz alguns cursos, fiz algumas formações nessa direção. Isso é um projeto que eu acho que vai sair antes de 15 anos. Vai sair esse ano. Eu desconfio que nós vamos casar um seminário do Dr. Alberto com o Dr. Ricardo. Acho que vai ser bom. E o que é que tem o Ricardo? Ricardo Vardio. O Ricardo Vardio é sobrinho do Eurício Barçanufo, médico homeopata. Sobrinho-neto, né?
Homeopata em Belo Horizonte. E ele… Ele trabalha com homeopatia e acabou tendo um grande número de atendimentos a crianças. Mas é aquela história, né? Vem a criança e você vê que a encrenca está nos pais. É verdade. Geralmente, a maior parte da encrenca está nos pais. Ele acaba tratando a família. E ele escreveu um livro, chama-se Pedagogia da Virtude. Muito interessante. Trata dessas relações da educação. E está no canal produzindo uma série. Ele tem uma casa lá em Belo Horizonte que tem um fogãozinho de lenho. Uma coisa bem gostosa.
Ele grava lá no fogão de lenho. E agora a gente está doido para ter o Alberto Almeida no canal Evangelho Espiritismo falando para a gente dessas coisas, né? É, eu acho que a criança… A evangelização da nossa criança interior é uma emergência. Eu vejo todos os dias isso e é duro. É duro. E eu penso que a gente precisa se abrir nesse processo de auto-evangelização de facilitar que as crianças possam ir a Jesus mas não só as crianças que estão fora. As crianças que estão dentro da gente. Elas estão sitiadas. E facilitar isso é uma proposição que eu pretendo fazer fazendo a interface com a visão espírita.
Esse é um projeto que eu acho que vai sair. Aqui é o Júlio Corrage a gente não se apresentou com frase no início mas a gente está gravando aqui o podcast. E isso me lembrou, Alberto, não sei se você conhece uma música do Milton acho que com o Fernando Brandt que fala, né? Há um menino, há um moleque morando sempre no meu coração quando o adulto balança, o menino vem e me dá a mão. E essa letra vamos ver se a gente coloca aqui para a gente lembrar, mas ela fala muito disso e me lembra muito isso. Quando eu fui trabalhar no convite de formatura de minha irmã, em pedagogia e quando eles me pediram para fazer o convite, eu tive a ideia de colher as fotos de todas as pedagogas na idade de formandas e delas crianças.
E coloquei elas cuidando delas mesmas. Montei uma foto. E foi uma surpresa para os pais quando eles colheram o convite e diz as alunas que foi uma choradeira só. Como pedagogas, elas deveriam cuidar da criança que elas foram dentro. E elas mesmas se emocionaram porque umas estavam no balanço e eu coloquei elas do lado do balanço cuidando. Outras eram bebês, eu coloquei elas no colo delas mesmas. E isso foi muito emocionante. Você fez intuitivamente talvez uma intervenção psicoterapêutica. Porque a gente faz isso em consultório.
A gente faz a pessoa colocar-se nos braços. Ou faz com que ela como criança abrace o adulto que ela é hoje. É colocado na posição de uma outra pessoa no imaginário ou de uma outra pessoa fisicamente que a representa. Então eu fiz um trabalho, uma formação que se chama Constelação Familiar inspirado em Bert Helling. E também a criança ferida, a criança interna ela é muito acolhida nessa técnica. E a gente usa muito isso. Isso que você trouxe nos remete a esse olhar. São intervenções e por isso elas choraram. Porque o pedagogo é aquele que conduz.
O pedagogo precisa conduzir a sua criança interna para que ela possa se integrar ao adulto. E possa se transformar numa criança adorada. Contaminando o adulto positivamente. Gente, que bate papo gostoso. Mas infelizmente o Alberto tem que pegar um voo e já estamos em cima da hora. A temperatura está começando a cair um pouco aqui em Curitiba e ele está sentindo falta daquele calor de Belém. Então ele vai sair agora para pegar o avião e a gente vai ficar com aquele gostinho de quero mais para um próximo episódio do Pode Ser.
É isso aí. Pediu ao Alberto para deixar uma palavrinha final para os nossos amigos. Eu quero deixar a minha alegria de poder partilhar com amigos que a gente já conhece há algum tempo e poder estreitar na convivência e poder dizer de que nós fazemos parte de uma minoria que pretende ser não sei se é ousadia dizer fermento mas ser uma minoria agitada para fazer o bem. No sentido de um movimento através do qual a gente possa efetivamente estabelecer algumas diferenças. Eu quero agradecer aos amigos o carinho com que fui acolhido e poder dizer de que nós estamos juntos não obstante eu esteja lá no norte vocês no centro, oeste no sudeste e muito embora o sol lá seja mais brilhante e é lá que tem o açaí mas na verdade vocês tem o frio que dá um sentido de gostoso para poder manter o açaí nas viagens longas e manter o seu sabor e nós temos as montanhas do sudeste que nos faz pensar no divino porque elas apontam para o alto.
Então meu carinho e meu abraço. Pervanecerá O novo homem virá ao aceitar encontrar a mensagem de Jesus esclandecendo a sua luz que agora sim brilhará e em toda parte estará Em ti, meninas o amor há brilhar e agora sim brilhará e em toda parte estará Em ti, meninas o amor há brilhar No trilhar de seu caminho transforme em vida a mensagem onde quer que vá busque sempre seus irmãos a consolar e assim perceberá sua conduta a transformar o amor a se espalhar e consigo a luz a cada passo permanecerá O novo homem virá ao aceitar encontrar a mensagem de Jesus esclandecendo a sua luz que agora sim brilhará e em toda parte estará Em ti, meninas o amor há brilhar e agora sim brilhará e em toda parte estará Em ti, meninas o amor há brilhar
Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.
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