PodSER #017 – Cinema e Arte Espírita

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Prepare-se para uma imersão profunda no universo do cinema e da arte espírita! Neste episódio especial do PodSER, contamos com a presença de convidados que trazem uma riqueza de experiências e reflexões sobre como a sétima arte pode ser um poderoso veículo para a mensagem espiritualista.

Descubra os bastidores da produção de filmes que tocam a alma, a importância da qualificação técnica e artística, e como a arte pode transcender o mero entretenimento para se tornar um instrumento de educação e transformação.

Neste episódio

  • A jornada de criação do filme “O Filme dos Espíritos”, desde a inspiração até a tela grande.
  • A importância da arte espírita como ferramenta de educação e elevação.
  • O papel dos curtas-metragens na formação de novos talentos e na disseminação da mensagem espiritualista.
  • A necessidade de profissionalismo e planejamento em projetos artísticos no movimento espírita.
  • Reflexões sobre a inspiração artística e a mediunidade na criação de obras que tocam o coração.

Participantes

  • Thiago Franklin
  • Andre Marouço (Diretor do filme “O Filme dos Espíritos”)
  • Claudio Marins (Presidente da ABRARTE)
  • Fred Cornélio
  • Haroldo Dutra Dias

Destaques

  • A Gênese de “O Filme dos Espíritos”: Andre Marouço compartilha como o projeto nasceu de uma inspiração de mais de dez anos, com a história de um homem que, à beira do suicídio, encontra “O Livro dos Espíritos” e tem sua vida transformada. A surpresa de descobrir que a história tinha paralelos com um relato do Livro Espírito da Verdade, com a dedicatória assinada por “A.L.” (André Luiz), reforçou a convicção de que o plano espiritual era o verdadeiro diretor da obra.
  • A Importância da Qualificação e do Planejamento: O debate ressalta a necessidade de profissionalismo e planejamento estratégico na produção de arte espírita. Andre Marouço enfatiza que, assim como Jesus planejou a vinda de Dom Henrique para fundar a escola de Sagres, projetos artísticos no movimento espírita precisam de um plano de negócios sólido e de profissionais qualificados, independentemente de sua crença, para alcançar a excelência.
  • Curta-Metragens como Escola e Ferramenta de Divulgação: O episódio destaca o valor dos curtas-metragens como um “simulador de voo” para cineastas e como um formato eficaz para alcançar o público jovem. Com a capacidade de transmitir mensagens profundas em poucos minutos, os curtas se mostram uma poderosa ferramenta de educação e entretenimento na era digital.
  • Arte como Meio de Transcedência e Educação: Claudio Marins e Haroldo Dutra Dias aprofundam a discussão sobre o propósito da arte, que deve ser mais do que um mero canal informativo. Citando obras como “Os Mensageiros” e “O Livro dos Espíritos”, eles argumentam que a verdadeira arte, aquela que “cria o bom”, é capaz de elevar o espírito, fazer transcender e educar, transformando o espectador.

Ler transcrição do episódio

A de nascer, nova era de crescer, novo homem, coração de quem quer servir. É prosperir, novo verbo é burilar o íntimo, colorindo o céu de um novo ser. É prosperir, novo verbo é burilar o íntimo, colorindo o céu de um novo ser. Outros contam uma história, nos deixam com uma impressão, nos dão uma ideia e revelam alguma coisa sobre nós mesmos e sobre os outros. É uma grande alegria estar aqui com vocês. A minha frase é… As artes não sairão do torpor em que jazem, se não por meio da renovação das ideias espiritualistas.

Meu nome é Cláudio Marins. Olá, quem está falando é André Marosso. A minha frase é… O sábio não se senta para se lamentar, ele se põe alegremente na tarefa de consertar o erro cometido. É uma frase de William Shakespeare. Olá pessoal, aqui é Haroldo. Minha frase de hoje, já que vamos falar de cinema, de filme, de arte, é uma homenagem a Steve Jobs, no seu discurso na Universidade de Stanford, onde ele diz, permaneça com fome, permaneça sedento, uma tradução boa em português, permaneça ingênuo. Essa é a nossa frase de hoje.

É isso aí pessoal, hoje vamos falar sobre cinema e arte espírita e estamos recebendo aqui em BH o André Marosso, que é o diretor do filme dos espíritos. É uma alegria recebê-lo aqui André. Pessoal, esse episódio com André Marosso foi gravado ano passado e em decorrência de termos outros episódios gravados e que já estavam na fila para poder sair, esse episódio ficou guardado e estamos soltando ele agora. Espero que vocês gostem e vamos para mais um episódio do Pode Ser. Som, câmera, claquete, cena 13, plano 1B, tomada 7.

Inclusive estou vendo que ela também está aqui. Desculpa, desculpa, desculpa, desculpa. Vamos de novo. Desculpa. Tenta não mesmo assombrando a claquete. Aí. Desculpa. Som. Grava. Câmera. Foi. Claquete. Cena 13, plano 1B, tomada 6. Ação. Estamos muito felizes com essa obra, acho que, pelo menos a mim, fez muito bem quando eu tive a oportunidade de estar lá na Van Premiere e assistir esse filme. Eu me emocionei muito. Eu acho que a gente vê a doutrina sendo passada de forma simples no cinema, sem pirotecnia, mas de uma forma que fala ao coração daquelas pessoas que estão ali passando, às vezes, uma dificuldade danada, mas de forma simples.

Olha, poxa vida, como é que um filme, um livro, pode trazer a pessoa à vida novamente, né? Uma pessoa que estava prestes… Ó, vamos lá, não vai ter como, se você não foi assistir o filme ainda, eu te falo que você tá perdendo. Mas aqui nós vamos trazer um pouco de spoilers do filme. Nós vamos falar um pouquinho sobre o filme aqui. Então, se você não foi assistir o filme ainda, ou você para agora e ouve depois, ou você escuta um pouquinho do que tem no filme e depois corre pra assistir. Mas você assistiu uma pessoa que está prestes a cometer um suicídio e num momento de segundos ela recebe um livro com uma dedicatória e tira ela daquele ciclo em que a pessoa fica, né?

Eu acredito que quem já pensou em suicídio fica naquele loop, né? O que eu vou fazer, onde eu vou e acaba cometendo, né? E sai disso e simplesmente vai caminhar novamente, né? Acho que você podia falar um pouquinho pra gente sobre essa jornada que você empreendeu e belamente trouxe pra gente no cinema. O Filme dos Espíritos é um projeto feito em duas etapas. A primeira etapa do projeto foi fornecer condições técnicas, financeiras e humanas pra que jovens estudantes da sétima arte de audiovisual tivessem um primeiro contato com a doutrina dos espíritos e tornassem esse primeiro contato em um produto audiovisual.

Então, nós recebemos mais de cem roteiros. Destes cem roteiros, oito foram escolhidos e foram filmados capítulos de O Livro dos Espíritos, capítulos que explicam de Deus a criação, os espíritos, retorno da vida corporal pra vida espiritual, a morte, retorno da vida espiritual pra vida corporal, a reencarnação, lei divina, lei de sociedade, esperanças e consolações. A segunda etapa do projeto era a escrita, produção de um roteiro de longa metragem que teria a incumbência de reunir fragmentos de duas curtas metragens ao longo dessa nova obra.

E a história que nos vinha à cabeça no momento em que nós fomos começar a escrita desse roteiro foi uma história que eu tinha escutado há mais de dez anos atrás numa palestra espírita, não me lembro quem era o palestrante, de um homem que na época de Kardec, na França do século XIX, procurava a ponte Marie sobre o rio Sena pra se suicidar, encontrava O Livro dos Espíritos e não se matava. Era tudo que eu me lembrava e escrevemos o roteiro inteiro sem ter acesso à história que está no Livro Espírito da Verdade. E a nossa alegria foi grande quando tivemos acesso à história do Livro do Espírito da Verdade, nós constatamos que o Joseph Perrier, assim como o Bruno Alves, tinha perdido sua esposa, tinha perdido seu emprego e o que mais nos alegrou foi que o Joseph Perrier, esse personagem que está no Livro Espírito da Verdade, quando achava o Livro dos Espíritos na contracapa havia uma dedicatória que era assinada por A.Lohan.

No nosso filme também existe uma dedicatória que é assinada por André Luiz, A.L. nos dois casos, o que nos mostrava que o Pando Espiritual era o grande comandante, era o grande diretor do filme. Agora André, tem uma coisa, se eu tiver entendido bem, a primeira fase então do projeto era a produção de curtas metragens, depois na segunda fase é que vocês chegaram ao longa metragem. Sim, por uma série de necessidades. Primeira que eu sempre quis fazer, os diretores da fundação que não ouçam esse programa, mas eu sempre quis fazer cinema e cinema espírita e sabia que eles não deixariam pelo custo do projeto.

Então malandramente a gente falou assim, vamos fazer a La Casa Bahia, as prestações. Então nós fizemos o projeto de curtas que nos possibilitasse, no primeiro momento que eles vissem as curtas metragens, eles se encantariam de tal forma que não diriam não para nós no longa metragem. Então esse foi por isso que começou o projeto de curtas e também que nós tínhamos uma necessidade muito grande de provar para os jovens que não conhecem a doutrina dos espíritos, que eles podem fazer cinema, que eles podem fazer audiovisual do bem e não necessariamente fazer, infelizmente, aquilo que a gente sabe que os cursos de audiovisual e de cinema fazem, quase sempre os jovens fazem peças que é o sexo pelo sexo, é a droga, é o vício, é o álcool, é o suicídio de uma forma poética.

Então lamentavelmente é assim que está sendo a opção mudar esse cenário, por isso que a gente fez o projeto de curtas espíritas. Eu acho que vocês acabaram dando exemplo em duas frentes, nessa turma que faz audiovisual, que trabalha com cinema e que às vezes falta um pouquinho de espiritualidade, até de maturidade para enxergar a realidade, porque eles vão numa perspectiva de retratar a realidade, mas acreditam que a realidade tem apenas um lado sombrio, esquecem que a realidade também é composta de um lado luminoso, que há muita gente boa nesse mundo, muita coisa bonita acontecendo, mas acho também que vocês prestaram um gigante serviço para o movimento espírita, que foi mostrar a importância do curta-metragem, que o curta-metragem é uma escola, é ele que vai formar profissionais dessa arte, dessa sétima arte, é ele que vai criar uma cultura no meio espírita de cinema.

Não é André? Você pensa assim? Sim, sem dúvida alguma. Nós estamos trabalhando na divulgação de norte a sul, de leste a oeste do Brasil, na divulgação da doutrina espírita, a gente ocupa a rádio, a gente ocupa a televisão, só que a gente às vezes ocupa a televisão da mesma forma que a gente ocupa a rádio, ou seja, fazendo rádio na TV. Então é muito comum nós produzirmos muito conteúdo audiovisual, mas que o visual é dispensável. Talvez, se nós fizéssemos menos, menor duração, mas bem feito, como um curta-metragem, por exemplo, um curta-metragem, se você fizer bem um curta-metragem, você vai gastar pouco e você pode colocar no YouTube, pode chegar a milhões de pessoas.

Existe um exemplo, nós vamos colocar aí no post para vocês darem uma olhadinha, que é um curta-metragem chamado Laços, que é fantástico. Se eu não me engano, a última vez que eu vi, ele estava com mais de um milhão e meio de visitantes. É um curta, eu não sei se a diretora é espírita, eu sei que ela é uma atriz da Globo. É aquele do Rio Grande do Sul, Tiago? É isso, eu sei que a menina, acho que ela é atriz da Globo. Isso, exatamente. Eu não sei se ela é espírita ou se quem fez tinha o ideal espírita, isso não interessa, mas tem um conteúdo fantástico.

Ela passa a mensagem que precisa ser passada, sensibiliza, né? Exatamente. Eu estou cheio de perguntas aqui para o André e para o Cláudio também, né? Mas eu quero começar organizando a coisa aqui, porque te ouvindo aqui agora, André, a gente percebe que você tem realmente um conhecimento técnico, você sabe o que você está fazendo. Então eu queria que você falasse um pouquinho da sua história, quem é você, qual é a sua formação, queria que você se apresentasse nesse sentido, que nós vamos te explorar muito hoje. Eu sou nascido num lar radialista, meu pai era cameraman da TV Tupi, ele começou a trabalhar na TV Tupi em 1967.

Quando eu tinha oito anos, seis, sete, oito anos de idade, meu pai me levou nos estúdios da TV Tupi, foi a primeira vez que eu vi que a TV tinha cor, porque a gente assistia TV preto e branco. Quando eu cheguei lá dentro, falei, nossa, as coisas são coloridas aqui, né? E foi um encantamento, me maravilhei por aquele mundo, e falei, um dia eu vou fazer esse trem aí, né? Já que eu estou entre mineiros, vou falar trem aqui. Um dia eu vou fazer esse trem aqui, só. E com 20 anos de idade eu entrei para a TV, comecei no SBT, depois fui para a TV Cultura, que foi a minha grande escola lá, fiquei 15 anos.

Tive uma passagem de alguns meses na Rede Globo Televisão, fiz muito documentário institucional, publicidade, musical, infantil, dramatúrgico, né? Desde o ano de 2002 eu me debrucei no Audiovisual Espírita, pelo projeto da Fundação Espírita André Luiz, primeiro como voluntário, fiquei três anos, depois eu fui contratado, hoje eu sou profissional da Rede Mundo Maior e da Mundo Maior Filmes, né? Nós implantamos um canal de televisão por Parabólica, e agora a produtora de cinema. Muito bom! André, eu achei interessante uma coisa que você falou, aí aprofundando um pouquinho mais, que toda vez que no Movimento Espírita se propõe a fazer algo com filmagem, com visual, né?

Acaba ficando só o áudio, né? Talvez por essa falta de formação de uma cultura, de visual, de cinema, de curta, fica também muito discurso, né? Não se sabe usar a imagem, a cena, pra dizer sem fala, né? Você percebe assim também? Deixa eu só complementar o que o Arô tá falando, porque muita gente pergunta, pô, por que que não tem o vídeo do podcast? Aí é uma das coisas que a gente, percebendo isso, o que que acontece? Se eu ligar uma câmera aqui agora, muita gente que tá aqui vai mudar o seu discurso. Muita gente não vai falar o que falaria pra câmera, com a câmera ligada aqui.

Por que muda o discurso da pessoa? Ela não fala a mesma coisa aqui, é uma coisa mais íntima, nós somos entre amigos, tão conversando, vocês não tão vendo, mas a gente tá comendo pão de queijo, tá tomando um suco, tem um salgadinho aqui, muito gostoso, vocês não tão vendo, mas tá muito gostoso. Não, e eu acho que a imagem também, né Tiago? Ela poderia satisfazer uma curiosidade, mas ela não ia acrescentar a conversa que nós estamos tendo. Não, de jeito nenhum. Eu acho que é isso que o André tá dizendo, né? Você passa a filmar algo, e vê que aquela imagem, o expositor parado ali, ou sentado numa cadeira, aquilo não tá contribuindo para o que ele tá falando, né André?

Eu acho até que o problema é anterior a este. Nós temos como nosso segundo livro dos Espíritos, o nosso modelo e guia, é Jesus, quando Kardec pergunta aos Espíritos. Jesus não teve a ideia do planeta Terra e fez assim, o planeta Terra nasceu e já começou a colocar Espíritos lá. É um planejamento estratégico de milênios, milhões de anos. As próprias revelações vieram chegando aos poucos. A gente tem… Eu acho que a gente precisa aprender a planejar um pouco mais. Então vamos fazer um canal de televisão? Vamos. Um programa de televisão?

Vamos. Então chama fulano, beltano, ciclano, liga a câmera e vamos gravar. Não é assim. Se a gente for estudar o negócio, a gente vai ver o que é mais eficiente. Naturalmente, no projeto, no plano de negócios, de um programa de televisão, de um curta-metragem, que seja um longa-metragem, as respostas nos dirão os caminhos que nós precisamos tomar. E aí, naturalmente, a gente vai perceber que o visual é muito importante, que o silêncio é muito importante, que a música tem uma importância muito grande. E aí nós vamos fazer, certamente, mais menores e melhores conteúdos audiovisuais.

Eu acho que nós ainda enfrentamos um outro agravante, que é a falta de preparo, muitas vezes, de pessoas com o ideal. Então, às vezes, nós temos muitos idealistas, mas pouquíssimos têm a sua formação, André. Nós gostaríamos muito de fazer muita coisa e nem sempre estamos preparados. O Tiago, há alguns anos atrás, organizou aqui em BH, em Belo Horizonte, um curso de cinema. Nós conseguimos reunir algumas pessoas de idades variadas. Eram quantas, Tiago, no total? Quinze pessoas. Montamos um curso com professores de cinema, de escola de cinema.

Fala o nome de alguns, Tiago, porque todo mundo me pergunta isso. Quem que deu esse cu e eu nunca gravo os nomes? Várias pessoas participaram do curso. Cláudio Costaval, que é dono da Escola Livre de Cinema, é espírita também, e foi quem deu aula de roteiro pra gente, aula de produção, um cara fantástico, dá aula de teatro no Palácio das Artes. O Rafael Siccarini, que deu aula de história de cinema, crítica de cinema também, um cara fantástico. Agora o pessoal vai poder conhecer um pouquinho do conteúdo, tem um endereço, www.cinemaspirita.com.br.

Acessa aí, porque a cada aula a gente fazia um blog falando um pouquinho sobre a aula que teve, aí tem lá um pouquinho do passo a passo, do que teve na aula, tem algumas palestras, tem alguns vídeos, por exemplo, a gente teve uma aula que foi num estúdio. Não tem como eu ter aula de técnicas cinematográficas, aula de fotografia e iluminação sem levar o pessoal pra um estúdio. Não, a gente foi pra um estúdio, o Feu cedeu o estúdio dele, fantástico, com todos os equipamentos, tivemos uma aula de iluminação, apresentamos todos os equipamentos da parte de iluminação pro pessoal.

O Serginho, que deu aula pra gente, e foi maravilhoso, né? Foi um ano de curso. Um detalhe, Tiago, completando isso, porque eu comecei a fazer uma pergunta pro André aqui, que entrou na questão dos talentos. Então nós falamos aqui um pouquinho do nosso desejo de formar talentos, de formar competências pra realização de audiovisual, de projetos nesse sentido. Agora, falta também o recurso. Falta aquele que nos ajude a viabilizar, do ponto de vista econômico, um projeto como esse também. Então, a sua experiência nesse sentido, eu gostaria que você também falasse pra gente, André.

Aí eu vou discordar de você. Ah, é? Então, ótimo. Eu vou ficar feliz de você discordar. Melhor ainda se você tiver toda a razão. Aqui não pode ser, no episódio, a melhor coisa que a gente gosta é discordar. Porque quando concorda tudo, o episódio não tem graça. Não fica bom, não. Quando nós tivemos a ideia do projeto de curtas-metragens, a primeira coisa que me ocorreu foi o custo. Eu pensei comigo, gente, a Fundação já bota um dinheiro grande em rádio, em TV e em editora. Se eu disser pra eles que eu quero fazer cinema também, eles vão mandar pra desobsessão.

Tu não tem dinheiro nem pra o que faz, você ainda vai inventar mais um negócio? Aí eu me lembrei de um amigo que disse que ele, pessoalmente, conhecia um banqueiro, que é um banqueiro que assina cheques para projetos do bem. Só que é um banqueiro extremamente exigente quanto à aplicação dos recursos que ele financia. Eu perguntei, mas deve ser difícil chegar nesse banqueiro, né Silvio? Esse é um advogado, amigo do Dr. Silvio. Eu disse, não, é tranquilo, não tem secretária, não tem agenciador, o nome desse banqueiro é Jesus Cristo.

E nós desenhamos o projeto, nós fizemos um plano de negócios que foi um documento corporativo que as empresas fazem, o que é o projeto, para quem, quanto tempo, quanto custa, qual o retorno do investimento. E acreditem, depois, quando nós colocamos o ponto final no plano de negócios, um outro amigo entrou na nossa sala e nos disse que ele, esse outro amigo é advogado e psicanalista. Ele falou assim pra mim, olha André, eu tenho uma cliente que é uma senhora que acabou de ganhar uma herança e ela não precisa do dinheiro, quer dar o dinheiro pra mim.

Eu não posso receber o dinheiro porque eu não sou centro espírita e não sou instituição beneficente. Vocês têm algum projeto aí pra isso? E eu entreguei o plano de negócios pra ele e Jesus assinou o primeiro cheque. O banqueiro entrou na jogada. E não faltou em nenhum momento. Todos os momentos que nós precisávamos do investimento, o investimento chegava. Mas tinha o projeto escrito, desenhado, calculado, planejado como um empreendimento empresarial responsável. Exatamente, foi por isso que os cheques foram assinados durante todo o período.

Eu me arrependi de não ter pedido um pouco mais. De não ter aumentado o projeto. Porque Jesus foi muito obediente. Assinou o valor certinho que eu pedi. André, eu achei interessante algo você ter dito assim sobre o planejamento de Jesus na condição do orbe. E me ocorreu aqui o livro Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho. Em que ele chama o sociólogo dele, que cuida de todas as questões sociológicas do planeta Terra e Léo e fala pra ele assim nós precisamos iniciar um novo projeto na América. O que seria a América?

Precisamos sair da Europa. A Europa está problemática. Não entendeu a mensagem cristã. E o Léo deve ter ficado assim meio com uma cara de espanto. Me leva lá no lugar. Levou, trouxe ele aqui na América. Olha, dá pra ver o cruzeiro. Vamos num empreendimento. E Jesus vira pra ele e fala agora você vai renascer em Portugal. Vai fundar uma escola de navegação porque as pessoas precisam aprender a navegar. Depois que elas aprenderem a navegar, vocês vão ter um navio e descobrir essa Terra. Oi amigo Jesus. Já pensou em trabalhar pra ele?

Deve dar um desespero. Porque você tá achando que vai só mandar e de repente ele te coloca na execução. Então ele vem e reencarna como filho do rei português. Funda a escola Dom Henrique de Sagres. E aí o resto é história. Eu sinto que em questão de filme tá precisando acontecer isso. Nós estamos precisando criar escola aqui e ensinar e fazer isso para que possamos colher frutos daqui a um tempo. Se nós fôssemos Jesus, provavelmente nós pegaríamos esses espíritos todos, colocaríamos um navio e mandaríamos pro Brasil logo de cara.

Não teria escola de Sagres, não teria nada. Pegando uma carona nessa conversa aí a gente percebe a importância da qualificação dentro das várias frentes de trabalho na doutrina espírita. Nessa parte no tocante às artes nós estamos falando especificamente de cinema mas nós também percebemos a necessidade disso frente às diversas outras artes em geral. Mas é importante também nós termos duas vertentes que nós temos que analisar. Uma é aquela da parte técnica que a gente percebe que falta mesmo qualificação, falta dedicação, falta aprender que é aquilo que a gente poderia chamar da inteligência artística do processo, dominar a técnica.

Mas também nós não podemos esquecer daquela componente que é o da sensibilidade artística, que é aquele estoque de emoções que nós queremos comunicar para não ficar fria a mensagem. Então, ao nosso ver, nós temos hoje duas frentes que nós temos que trabalhar muito. Uma é a parte de qualificação, a parte técnica que graças a vocês nós temos alguns empreendimentos se formando. E aquela que é uma vez que estamos bem afinados tecnicamente, o que vamos comunicar? Porque às vezes nós também percebemos uma mensagem que tenta falar de espiritualidade, mas que ela não toca.

E a boa obra de arte, independente de qual delas, a avaliação que a gente pode fazer é o seguinte ao terminar de assistir ou de escutar uma música ou ver uma peça de teatro eu não posso mais ser a mesma pessoa algo tem que ter mudado em mim e nós temos percebido que a arte espírita ou essa arte que fica com a temática que fala de espiritualidade algumas tem conseguido fazer isso conosco, mas outras não. E também fica esse alerta para que a gente possa perceber esse lado da sensibilidade porque a pessoa não pode ser a mesma pessoa ou pior do que entrou para assistir aquela arte.

Sem dúvida alguma, mas mais uma vez eu acho que é a questão da profissionalização é a questão do negócio mesmo do plano de negócios, esse documento corporativo, que ele vai trazer todas essas respostas. E também tem uma coisa às vezes a gente é um pouco duro e muito apressado nós vimos aqui todo o planejamento estratégico do Brasil Coração do Mundo e Pátria do Cruzeiro que demorou alguma época é Brasil Coração do Mundo e Pátria do Evangelho 500 anos está em execução nós estamos fazendo cinema espírita há 5 anos é muito pouco tempo filmes feitos por espíritas nós temos Bezerra de Menezes nosso lar nós temos as mães de Chico Xavier e nós temos o filme dos espíritos então nós estamos ainda formando uma escola que ainda vai dar muitos frutos se Deus quiser, exatamente e aí naturalmente as questões técnicas e artísticas vão melhorar ao longo do tempo, não tenho dúvida nenhuma disso.

Porque acredito também quando você falou da primeira fase do projeto do filme dos espíritos que foi uma fase de seleção vocês selecionaram roteiros, selecionaram eu acho isso muito importante porque às vezes a pessoa tem um projeto e tudo, mas aí fica naquele grupinho aí você produz a mesma isso é complicado, nós precisamos pensar e aí entra o Bezerra de Menezes o conselho do Bezerra a união dos espíritas e a unificação dos espíritas porque de repente você junta uma turma que sabe fazer que já tem o know-how, como já tem hoje você, o Girão o próprio Wagner Assis essa turma se começa a polarizar se começa a criar escolas criar cursos e selecionar projetos o nível vai aumentando tanto do ponto de vista técnico quanto do ponto de vista de inspiração, de obra de arte os talentos vão surgindo porque tem muita gente talentosa muita gente talentosa e espiritualizada o que às vezes ele não consegue é gerir o talento é ter uma gestão do talento até em questão de sobrevivência pessoal sim, eu gosto muito da questão 932 do livro dos espíritos quando Kardec pergunta aos espíritos por que que no mundo os maus sobrepujam os bons e a resposta é porque os maus são intrigantes e audaciosos e os bons são tímidos, quando quiserem eles preponderarão eu não tenho dúvida nenhuma que esse planejador estratégico fantástico que é Jesus Cristo ele botou encarnado aqui entre nós, grandes roteiristas grandes diretores grandes atores grandes diretores de fotografia e de arte então estão encarnados aí e o mau, ele é muito hábil em levar estas pessoas para fazer peças audiovisuais que não são boas que são destrutivas para a sociedade o que precisa o bem ser tão hábil quanto porque o nosso patrão é muito melhor essa é a verdade e nós teremos condições de trazer estes talentos para fazer peças do bem ganharem o seu ganhar pão fazendo peças do bem e isso é essencial para que nós façamos aí a escola de sagres do audiovisual espírita e tenhamos aí, quem sabe as pessoas falam nossa seria lindo ter Paulo Estevão no cinema depende de nós eu achei ótimo você ter falado isso porque há também um pouco de dificuldade em se lidar com questão de dinheiro plano de negócios projeto estruturação do projeto para que ele seja rentável há um pouco de preconceito com relação a isso o espírito é um pouco tem uma dificuldade de lidar com isso, não é André?

Eu acho que a gente fez tanta besteira com o dinheiro lá no passado que a gente tem medo de se sujar com ele de novo, mas na verdade dinheiro é uma energia que pode erguer coisas maravilhosas a gente precisa lidar com essa energia aliás, se alguém que nos ouve aí acha que dinheiro é ruim, que não é bom eu posso passar o número da minha conta corrente e eu faço exorcismo de dinheiro, viu? Só que eu não devolvo mas trazendo aqui um pouquinho para o que o Claudio falou eu acho que essa frase de Lumé é uma das frases mais iluminadas para falar sobre arte, no caso ele falava sobre cinema mas toda peça de audiovisual peça de teatro música para nós que já entendemos ou estamos tentando entender a mensagem do Cristo é muito importante que quem escuta, quem vê ele tem que sair transformado daquilo ou pelo menos com uma ideia daquilo que nós gostaríamos de passar com aquilo eu vou repetir a frase dele, eu acho que a gente podia falar um pouquinho sobre isso que ele diz o seguinte fazer filme sempre gira em torno de contar uma história alguns filmes contam uma história e nos deixam com uma impressão alguns contam uma história, nos deixam com uma impressão e nos dão uma ideia outros contam uma história, nos deixam com uma impressão, nos dão uma ideia e revelam alguma coisa sobre nós mesmos e os outros eu acho que essa é uma frase que qualquer um eu acho que independente do que eu for fazer se é música, se é teatro se é cinema, se é um texto que eu vou escrever, se é uma palestra que eu vou dar, eu acho que isso é muito importante, qual é a impressão que eu vou deixar no próximo quem é o meu próximo hein Haroldo, quem é o meu próximo Jesus é até melhor, né ele fala para o doutor Dalê assim quem foi o próximo do que estava caído porque essa postura de quem é o meu próximo, eu me coloco em uma posição passiva quando Jesus convida para o ativo quem se tornou o próximo do que caiu mas eu acho interessante isso, Thiago porque nessa frase ele coloca o seguinte, é preciso contar uma história e o que o André estava falando aqui é muito relevante porque a gente se lança a fazer certas coisas, a fazer música a fazer poesia, a fazer cinema a fazer curta com conteúdo espírita ou espiritualista mas esquece fundamentos esquece fundamentos e o primeiro dele é o seguinte, quem senta numa cadeira para assistir álbum ele quer uma história ele quer uma história e se você conseguiu sintonizar com a arte, você vai comover, porque a arte verdadeira ela comove ela é capaz de mover, de mobilizar de mobilizar é por isso que Emmanuel trata sobre arte no livro Consolador dentro do campo do sentimento porque ele vai diretamente, ele fura o bloqueio do racional e vai direto ao coração exatamente e isso é importante a obra de arte, eu me recordo o André é muito melhor do que eu, eu sou apenas um apreciador mas quando os americanos começaram a fazer filme foram lá e buscaram os músicos de Viena a turma que fazia música para valer, eles faziam o que há de melhor em música e é engraçado quando você vê um americano fazendo algo seja um programa American Idol Fator X qualquer coisa tem muita arte, tem muita beleza eles sabem mexer com a qualidade com o sentimento nesse processo de divulgação de O Filme dos Espíritos eu tenho me deparado com uma questão curiosa, muitas pessoas me perguntam assim, como é que você fez, você se preocupou em escolher os técnicos e os atores entre espíritas eu acho muito curioso porque a última coisa que eu sei é se eles são espíritas ou não o que me interessava realmente para a obra, é que eles soubessem dominar as técnicas sejam as técnicas dos equipamentos, sejam as técnicas artísticas porque se não for assim a gente não consegue eu não sei entre os atores, eu sei de dois que são espíritas, que a Letéia Miranda e a Ana Rosa os outros eu não sei e sinceramente nem me interessa saber se eles são espíritas ou não o que me interessa é que eles foram e deram conta do recado e aí você está dizendo da questão dos norte-americanos que foram buscar os músicos lá do outro lado do oceano, talvez é isso talvez a gente precise de equipes de profundos conhecedores de doutrina espírita que mexam no roteiro que digam o norte do roteiro que digam por onde o roteiro tem que passar o que pode e o que não pode mas mais importante do que tudo é que quem está com as ferramentas de trabalho na mão tenha conhecimento dessas ferramentas de trabalho que aí você consegue levar o recado hoje é dia 18 de outubro de 2011 o filme estreou dia 7 de outubro dia 7 de outubro então nós temos 11 dias do filme em cartaz os meus amigos todos já viram e eu também assisti estou igual o Silvio Santos né eu assisti bom, eu saí do cinema fui no cinema com a minha esposa e com um casal de amigos a Matilde e o Fábio um beijo para eles hoje escutei do docker meu amigo Alexandre docker que falou que chorou como uma criança eu pergunto André, qual é a sua reação qual foi a sua reação ao ver o produto final porque com certeza uma ansiedade enorme né na hora que você está produzindo no momento da filmagem, da edição na hora que o filme fica pronto com trilha finalizado ninguém gosta da resposta a verdade é que ao longo desses 3 projetos a gente apanhou tanto mais tanto que a gente não teve tempo de curtir o projeto, eu acho que eu só vou curtir o filme sei lá, acho que no plano espiritual que eu vou curtir o filme Deus é tão bom que para não nos contaminar ele nos fala assim, trabalhe apenas e tão somente trabalhe eu não curti o filme eu e eu acho que todos nós estamos envolvidos no projeto não curtimos o filme, a gente viveu o filme intensamente 365 dias por ano durante 3 anos continuamos vivendo e não nos demos o direito de curtir o filme ainda, eu acho que esse dia vai chegar, mas acho que vai tardar um pouco com certeza André, talvez essa colocação sua de que não tinha menor importância se o artista era espírito ou não, possa chocar alguns dos ouvintes mas aí também é importante a gente lembrar que existe um processo que é inverso que é quando às vezes a pessoa é espírita, mas ela não tem o domínio técnico e vamos pegar o caso de uma música ela faz um plágio de uma outra música e coloca uma letra falando de Kardec, de Jesus e utiliza-se de um plágio acho que essa situação, a pessoa é espírita, mas é uma situação talvez bem complexa que deve ser evitada que é o contraste disso que você está falando para a gente poder acalmar talvez aquelas pessoas que tenham ficado chocados com essa colocação sua Não, não se choquem não eu não tenho dúvida nenhuma que os espíritas podem ser grandes atores, podem ser grandes diretores e eles precisam estudar para isso precisam aprender com quem sabe fazer e é bem da verdade, eu faço televisão cinema há muitos anos e eu não sei o que acontece, mas dentro das artes o número de espíritas é muito pequeno, então nós precisamos aprender com quem ainda não conheceu a doutrina e eles provavelmente quem sabe conhecerão a doutrina trabalhando conosco e se modificarão e nós nos modificaremos com ele aprendendo as técnicas que eles vão passar para a gente então é só uma questão de estudar estudar, aprender, treinar nós teremos grandes artistas espíritas, grandes diretores espíritas enfim estudar além da técnica estudar a doutrina espírita também é uma coisa bacana, eu gosto de de uma de um critério que a aviação usa que é medir o piloto pelas horas de voo porque é isso quer dizer, não adianta eu ah quanto tempo de curso você fez, na verdade é a hora de voo então se eu pegar um roteirista quantos roteiros ele fez se eu pegar um câmera você já filmou, cadê sua carteira, seu trabalho cadê seu seu currículo, a hora de voo a hora de voo, isso é muito importante porque nós não podemos imaginar que por você conhecer a doutrina espírita automaticamente você se transforma num roteirista de qualidade ou por você conhecer a doutrina espírita, amanhã você será um Claus Ogerman um dos maiores arranjadores do mundo ou um Zimmer você não vai você precisa lá estudar a técnica, precisa aprender e você precisa reger muitas e muitas e muitas horas você tem que ter milhares de horas na frente de um orquestra pra você chegar lá e fazer um, é isso né a gente precisa ter essa humildade eu gosto muito de um momento da vida de Jesus quando ele fala assim, isso tudo que eu faço vocês ainda farão e farão mais do que eu faço o que ele quis dizer nesse momento é o seguinte na minha opinião, vocês vão aprender tantas coisas e serão co-criadores e não precisarão por exemplo, recorrer pra mediunidade pra poder resolver os seus problemas pra poder atuar na sua vida profissional na sua vida social eu sou médium e sou roteirista mas eu preciso estudar roteiro pra ser um bom médium roteirista eu preciso estudar dramatização pra ser um bom médium ator eu preciso estudar cinema pra ser um bom médium diretor cada vez mais o que nós temos acompanhado é que médiums mecânicos que tem aquela mediunidade ostensiva física, forte cada vez é menor cada vez mais a mediunidade é intuitiva o que nos obriga a estarmos preparados pra sermos co-criadores de fato e isso é o grande barato de Jesus de nos permitir fazermos e não sermos bonecos manipulados você falou num ponto importantíssimo isso perpassa pelo mecanismo da inspiração muitas pessoas acham que basta estar à disposição que a inspiração virá através em função da mediunidade e ele não precisa encher as suas gavetas de conhecimento o que as pessoas não sabem é que a inspiração funciona da seguinte maneira é necessário que alguém já esteja com as gavetas cheias para que esse outro alguém que está no plano espiritual possa abrir as gavetas adequadas e retirar o conteúdo que está lá dentro daí a necessidade de enchermos as gavetas com conteúdo senão nós vamos ser apenas médiuns mecânicos e não vamos talvez nem ter critérios, porque quem vai executar a atuação vai ser o próprio espírito o nosso mérito vai ficar meio que de lado eu costumo dizer que a gente precisa ser um conhecedor de celular eu estou aqui com um celular que eu comprei esses dias, é o sistema Android e ele tem aí, sei lá uns 40 aplicativos dentro dele, eu aprendi nos últimos dias a mexer com uns 10 ou 15 os outros 25 são absolutamente desconhecidos pra mim eu vou precisar aprender a mexer com eles a mediunidade é a mesma coisa nós somos um sistema, um software com uma série de aplicativos dentro desse software, a gente precisa saber fazer esse software ser acessado e funcionar, o espírito não vai acessar o software e botar ele em funcionamento pra gente, a gente precisa saber fazer esse software funcionar aí o espírito nos ajuda o plano espiritual nos ajuda a dar bom funcionamento pra esse software eu queria contar uma experiência pessoal quando eu me propus a fazer a tradução do novo testamento direto do grego português eu tive uma grande lição na minha vida porque enquanto eu fazia o curso de direito a minha profissão é na área jurídica eu fui fazendo as matérias de grego no aniversário federal de Minas Gerais então aprendi, fiz os 5 semestres literatura, teve o aprendizado e nós não podemos dizer que enquanto você está estudando não tem inspiração porque quando você está estudando a inspiração é enorme eu diria que todo aprendizado no universo é teleguiado teleguiado por Deus ele vai disponibilizando o conteúdo e você vai se integrando mas eu me recordo que tinha um grande espírito aqui em Belo Horizonte o presidente Honório Abreu foi presidente da União Espírita Mineira e ele que pediu pra fazer a tradução falou com o Nestor Masotti, presidente da FEB e quando ele falou então tá bom senhor, eu vou fazer a tradução agora você vai realmente aprender grego e eu fiquei assim meio que sem entender mas por que senhor você está assim inseguro de que eu não saiba não é isso não é isso fazendo você vai descobrir coisas que você nunca descobriria apenas estudando então o processo porque as vezes a pessoa imagina um processo de inspiração como um almoço grátis eu me coloco aqui numa posição passiva receptiva, meditativa e o conhecimento virá zipado e não é assim há um processo de interação de mentes porque se o pensamento é energia, é onda ele se entrecusa, se funde recebe inspiração mesmo no momento que você está estudando você está aprendendo algo você está emitindo o pensamento e esse pensamento volta carregado de sugestões, de caminhos e ali você vai traçando o seu aprendizado único, isso é importante a gente entender isso vem depois de um esforço vem depois de então a gente sente muito isso que o Claudio falou no movimento espírita eu quero fazer música legal né aí Mas não sabe nada, não anota instrumento, nada e quer chegar ali e fazer com uma habilidade com uma qualidade de alguém que respira oito horas por dia música, não vai fazer não vai fazer e isso que você falou Claudio, de chocar eu usaria apenas uma comparação você acaba de ter um infarto aqui agora chega no hospital e ele fala tem um médico cardiologista espírita mas ele não formou ainda não ele nunca fez nenhuma cirurgia mas ele é espírita agora nós temos um médico ateu aqui que é o maior cardiologista do Brasil eu vou com ateu, me desculpem sem dúvida nenhuma, eu vou com ateu graças a Deus ainda e não se trata de falta de fé né Haroldo o André olha só o pessoal caminhou aqui agora nessa ultima conversa ultima fala do Haroldo, do Claudio pra questão da inspiração tem alguma história bonita você já contou uma do grande banqueiro né do paitrocinador tem uma história assim bonita do set de filmagem das pessoas de emoções você pode contar pra gente tem uma que foi muito especial pra mim né porque eu sou as pessoas costumam dizer assim que o filme é da fundação espírita André Luiz que é uma fundação que divulga a doutrina espírita é uma fundação saída do centro espírita nosso lar Casas André Luiz o centro espírita nosso lar Casas André Luiz é uma entidade de 62 anos que atende pessoas com deficiência intelectual e física né nós costumamos chamar os assistidos e damos número pra eles 1400 hoje são 1400 assistidos eu discordo desse número porque eu me considero um assistido das Casas André Luiz também né, então eu acho que o número é muito maior que esse e por ser um assistido das Casas André Luiz nós fizemos questão de colocar no roteiro um momento do filme que é dentro das Casas André Luiz e nós estávamos filmando esse momento do filme, tem dois ou três momentos do filme que se passam dentro das Casas André Luiz e estávamos lá pelo 15º dia de filmagem mais ou menos e estava sendo um dia muito difícil pra mim pessoalmente, estava muito nervoso, achava que não ia conseguir fazer as coisas que precisavam ser feitas, o processo estava muito estressante eu confesso até que naquele dia eu estava com bastante falta de fé cabeça pesada ombros pesados me perguntando o que eu estava fazendo ali, porque eu tinha metido a fazer aquele trabalho, mais ou menos daquele jeito ali da mensagem joelhos desconjuntados exatamente Fonte Viva 99 persiste e segue, portanto tornai a levantar as mãos cansadas e os joelhos desconjuntados Paulo Hebreus 1212 o lavrador desatento quase sempre escuta as sugestões do cansaço interrompe o serviço em razão da tempestade e a inundação lhe rouba a obra começada e lhe aniquila a coragem incipiente descansa em virtude dos calos que a inchada lhe ofereceu e os vermes se incumbem de anular-lhe o serviço levanta as mãos no princípio mas não sabe tornar a levantá-las na continuidade da tarefa e perde a colheita o viajor por sua vez quando invigilante não sabe chegar convenientemente ao termo da jornada queixa-se da canícula e adormece na penumbra de ilusórios abrigos onde inesperados perigos o surpreendem de outras vezes salienta a importância dos pés ensanguentados e deita-se às margens da senda transformando-se em mendigo comum usa os joelhos os sádios não se dispondo todavia a mobilizá-los quando desconjuntados e feridos e perde a alegria de alcançar a meta na ocasião prevista assim como acontece conosco na jornada espiritual a luta é o meio o aprimoramento é o fim a desilusão amarga a dificuldade complica a ingratidão dói a maldade fere todavia se abandonarmos o campo do coração por não sabermos levantar as mãos de novo no esforço persistente os vermes do desânimo proliferarão precipites no centro de nossas mais caras esperanças e se não quisermos marchar marchar de joelhos desconjuntados é possível sejamos retidos pela sombra de falsos refúgios durante séculos consecutivos e nesse momento de profunda falta de fé eu estava dentro das Casas Andaluz e eu senti um abraço alguém me abraçou colocou sua cabeça no meu peito começou a fazer carinho em mim era uma das crianças das Casas Andaluz e ela não disse nenhuma palavra eu sequer vi o seu rosto ela ficou ali comigo algum tempo, alguns minutos virou-se, foi embora me harmonizou, me deu um passe história linda então pra mim foi um momento muito especial um momento que eu vou lembrar para as próximas trocentas encarnações só por essa história já vale a pena assistir o filme poxa vida por aí, porque assim, toda obra ela carrega uma carga de energia que é durante o processo de produção então isso passa no filme, o filme você sente que tem uma coisa diferente ali não é simplesmente algo impresso numa tela tem uma carga de sentimento que passa que são das pessoas que trabalharam que são das pessoas que nesse processo de três anos, se preocuparam com aquilo ali as pessoas que estavam envolvidas seja a parte técnica sejam os voluntários, que eu tenho certeza que deve ter muito voluntário que trabalhou no processo do filme sejam as pessoas que bancaram o filme eu acho que isso é muito importante é o processo é o processo eu falo que qualquer coisa que a gente vai fazer é o processo, nós precisamos amar o processo eu preciso construir um castelo mas eu tenho as pedras que eu tenho que carregar eu preciso amar esse processo de carregar pedras para que eu construa um belo castelo e para que as pessoas que venham ver o meu castelo que venham para dentro do meu castelo gostem e queiram estar dentro dele eu não estou simplesmente construindo um filme para qualquer pessoa não, eu quero construir um filme para que as pessoas gostem dele venham com amor e queiram sair de lá com uma outra energia uma energia de mudança, modificação você contou a história de um e-mail que você recebeu acho que você pediu a conta dela para a gente o e-mail que eu recebi?

Do rapaz que mandou o e-mail da mãe nós recebemos, graças a Deus no facebook do filme e no meu e-mail pessoal as pessoas estão achando o meu e-mail o que é ótimo alguns para jogar um pouquinho de pedra mas não tem problema nenhum, nós estamos aí para isso mesmo e outros tantos, o número é muito maior para jogar um pouquinho de flores e uma das flores que jogaram na gente e que muito nos alegrou veio de uma pessoa, colocou no facebook dizendo que é filho de pai e mãe espírita e o pai e a mãe sempre pediu que ele entrasse na doutrina, que ele estudasse pelo menos as obras da doutrina deu a ele o livro dos espíritos algumas vezes e ele nunca se animou e estava de férias foi para Belém do Pará de férias com a família foi ao cinema e foi assistir um outro filme, chegou lá chegou atrasado, perguntou qual que é o próximo filme que está passando vai esse mesmo entrou com a esposa, com os filhos ele saiu do cinema foi a uma livraria, comprou o livro dos espíritos e ligou para sua mãe e falou mãe, a partir de hoje eu vou estudar o livro dos espíritos então isso mexe realmente com a gente, são as flores que são jogadas e são muito cheirosas o Tiago fez uma colocação ele lembrou, falou sobre o trabalho voluntário tiveram trabalhadores voluntariosos durante esse trabalho, esse processo eu diria que todos, todos sem exceção profissionais voluntários e voluntários apenas porque foi um filme que foi um filme que teria custado 3, 4 vezes o que ele custou, se os profissionais não tivessem dado, ofertado caixas muito mais generosos sendo que a maior parte desses profissionais não eram espíritas se empresas que não eram geridas por espíritas, não tivessem ofertado o serviço por valores muito abaixo dos praticados pelo mercado por ter Casas André Luiz dentro do projeto, que eles fizeram isso e entre os figurantes, eu diria que 90% foi realmente só de voluntários e Muitas outras pessoas, então nós tivemos profissionais voluntários e voluntários na pura excepção da palavra durante todo o projeto eu acho que nesse momento, nós todos aqui devemos aplaudir essas pessoas que apelaram as empresas os atores todos aqueles que participaram de algum modo desse processo porque nós estamos sendo beneficiados com isso com certeza.

E o trabalho voluntário ele é fantástico né Fredinho, lembrando todas as pessoas que trabalharam no nosso curta e eu lembro que a gente precisava fazer um almoço eu falei, poxa vida, não tem dinheiro né, aí eu lembrei do Leandro que trabalhava comigo e quem faz a comida na casa dele é ele a esposa dele não faz almoço não ele que tem que fazer eu falei rapaz, esse cara deve cozinhar bem eu falei, Leandro, o que você vai fazer no domingo de manhã ele falou, não acho que tem nada pra fazer não, então vou arrumar um macarrão pra você fazer aí o pessoal do Tiago Maior abriu as portas da cozinha pra gente a gente fez lá de QG né, pra poder fazer rodar o filme, ele foi pra lá no domingo fez um macarrão, umas três variedades de macarrão, pra gente poder desenvolver o trabalho, e foi fantástico e a força voluntária é muito importante acho que em qualquer projeto nós acabamos de sair agora de um seminário onde a força de trabalho de voluntários é que mostra realmente como a coisa pode ser movimentada sem dúvida nenhuma a participação de voluntários só engrandece o projeto, porém nós não podemos deixar de ter o norte que cinema, tv, rádio teatro é um negócio e é um negócio que precisa contratar profissionais de preferência os melhores profissionais pra que eles se debrucem por esses projetos e que esses projetos alcancem a excelência que o Cristo espera desses projetos não tem jeito sem o Teclado o chão no gancho ainda é isso que você falou eu queria agora novos rumos né como que você enxerga assim, o que que seu coração pressente para os próximos anos de filme, de produção no movimento espírita dessa turma, eu tô perguntando isso porque você é alguém que tem horas de voo muitas horas de voo e tem uma turma boa aí também, que já tá com experiência né, o próprio Girão e tantos outros aí o que que você acha, na sua opinião bem sincera mesmo, o que que a gente não deve fazer de jeito nenhum e quais seriam os caminhos aí, os mais talvez fecundos eu acho que nós não devemos fazer apenas pela emoção pelo entusiasmo pelo idealismo a gente deve fazer sempre com as melhores ferramentas corporativas pra que o projeto seja vencedor eu entendo que este momento, esses cinco filmes que antecederam, sendo que quatro realmente são feitos, dirigidos produzidos por equipes ou de fundações ou de centros espiritais no caso, ou FEB, ou FEAL, enfim movimentos espíritas mesmo, são quatro filmes que foram feitos pelo movimento espírita estes quatro filmes estão formando pessoas não só seus roteiristas seus diretores mas toda a equipe de produção e de técnica é como você disse horas de voo, na medida que essas horas de voo foram aumentando mais projetos e melhores projetos vão acontecer tenho pra mim que o momento é muito especial, por exemplo a web, a web é uma plataforma de distribuição de conteúdo fantástica que só cresce hoje os monitores de televisão os monitores, as telas de plasma os LCDs já estão falando até de outro tipo de tecnologia já chegam com capacidade de acesso a internet no seu menu lá então, cada vez mais nós teremos plataformas de distribuição, para que os nossos conteúdos possam chegar ao maior número de pessoas na terra, olha que bacana só que nós não podemos prescindir da qualidade nós devemos buscar a excelência técnica e artística melhorada a cada projeto, fazendo isso eu não tenho dúvida nenhuma de que o bem vai ocupar o mal porque está lá no livro dos espíritos que o mal não existe o mal é a ausência do bem e as vezes a gente se dói de ver o noticiário policial ou o programa sensacionalista ou a exploração do sexo na televisão é porque o bem não está ocupando quando o bem ocupar, isso vai acabar e nós chegaremos a um planeta de regeneração numa velocidade nunca antes vista e tem um dado novo, que é do governo de que em 2014, 90% dos lares brasileiros vão ter acesso a banda larga isso é algo que nós precisamos prestar atenção 90% dos lares com acesso a banda larga essa é a previsão do governo para a copa imaginem o que que quantidade de pessoas imagina se a gente tem sei lá, eu nem consigo fazer essa conta se alguém tiver uma cabeça melhor são milhões são milhões e milhões de pessoas que podem ter acesso a esse material eu acho que o movimento espírita precisa prestar atenção voltar o seu olhar pra isso os canais já estão aí, tem youtube aliás eu queria fazer uma pergunta provocativa você preferiria ter um canal e encher com 24 horas de programação ou fazer uma minissérie a cada 6 meses eu não tenho dúvida nenhuma de que cada vez é menos importante um canal de distribuição porque os canais de distribuição já existem por exemplo, recentemente foi aprovada uma lei no senado, que é uma lei que tramitou durante muitos anos que era uma lei que exigia que o dono do canal que o canal de televisão, seja brasileiro ou seja estrangeiro que ele tivesse uma cota mínima de produção audiovisual nacional e essa lei demorou muitos anos pra ser aprovada e ela foi aprovada agora recentemente não tem um mês, ou seja, os canais de televisão fechados e abertos eles não poderão simplesmente ir aos outros países e comprar conteúdo enlatado eles vão precisar abrir espaço pro conteúdo nacional então eles vão precisar de conteúdo, então hoje o necessário não é a plataforma de distribuição ela já existe, está formada, Jesus já fez isso por nós o que nós precisamos fazer é o conteúdo quem tiver bom conteúdo coloca o seu conteúdo nos canais fechados, nos canais abertos na internet enfim, e ainda pelas plataformas todas que virão sem dúvida alguma fazer muito conteúdo bom, ou melhor pouco conteúdo bom é melhor do que fazer muito conteúdo que vai falar sempre só pra espíritas, por exemplo você preferiria uma grande minissérie bem feita com qualidade, uma coisa apaixonante a cada seis meses, do que ficar enchendo 24 horas de programação com aquela coisa monótona parecendo uma pregação meu sonho um martelo batendo o meu sonho de mundo maior filmes pra cinco anos, vamos ver se a gente consegue uma minissérie a cada seis meses um documentário e um longa metragem por ano isso aí é excepcional e isso aí vai demandar um trabalho enorme de planejamento, de pré produção de produção, de distribuição é um trabalho longo que nós temos pra frente pra fazer isso qual a sua visão hoje sobre curta metragem o que você acha desse formato sua relação com ele você acha que poderíamos investir nesse formato o curta metragem ele tem, eu diria que ele tem duas grandes vantagens primeiro que fazendo curta você forma cineastas porque ele vai fazendo uma obra que é que pode ficar excepcional é um simulador de voo sim, é um simulador de voo e ele vai aprendendo a fazer o longa e por outro lado, cada vez mais as pessoas tem pouco tempo o jovem por exemplo nós sabemos aí da quantidade enorme de excelentes oradores espíritas que existem por aí mas o jovem ele não consegue assistir uma palestra de uma hora mas o jovem te dá 3, 4 minutos 3, 4 minutos dele ele te dá e um curta metragem de 4 3, 4, 5, 6 minutos ele tem condições de chegar ao jovem, coisa que a palestra de uma hora e meia não chega então é algo que nós precisamos investir é algo que precisa engraçado que isso já existe uma riqueza na obra psifografada pelos médiuns sérios e renomados do espiritismo há muita coisa que pode ser transformada em curta há muita coisa que não foi explorada ainda sim, o curta metragem não resta dúvida nenhuma que é uma excepcional maneira de educar e de entreter e com a internet cada vez mais porque é na internet se você busca entre os vídeos do maior site de compartilhamento de vídeo que é o youtube você vai ver que a média é de peças de 2 3 minutos, 4 minutos até porque na internet você está lá pula o msn, você lembra que você tem que pagar uma conta o skype apita então você tem pouco tempo para ser cooptado e você divide a sua atenção em muitas coisas a questão do curta hoje é lembrar para o pessoal que curta também é filme as vezes as pessoas perguntam qual o filme que você fez eu já fiz 5 curtas mas qual o filme que você fez curta também é filme curta também é filme e é interessante porque hoje se a gente olhar quanto é necessário para se investir em um curta metragem você investe 80 100 mil reais em um curta você tem uma bela peça de divulgação um bom trabalho você alimenta uma cadeia de produção você forma gente enquanto que um longa você gasta milhões e pode ser que no final você não tenha um bom resultado o que é uma propaganda o publicitário consegue vender o seu produto, o seu serviço em 30 segundos e faz um barulho enorme em 30 segundos 30 segundos que vende milhões e milhões é um senhor curta metragem tem festival de um minuto sim, festival de um minuto hoje tem festival para celular eu estava vendo por exemplo o pessoal fazendo a comparação hoje na internet desse Iphone novo 4S com uma câmera Mark V da Canon que é fantástica a imagem, hoje os recursos para se desenvolver cinema, para se desenvolver filmes hoje o recurso é disponível você aluga a câmera para fazer um bom filme não é tão caro assim hoje o ideal na verdade não é se investir em equipamento é se investir em produção não é isso?

E cada vez esses equipamentos estão mais acessíveis mas não há como prescindir do conhecimento técnico e artístico a técnica nós já discutimos aqui já discutimos isso é imprecedível acho que quem está ouvindo já entendeu não adianta você ter o carro de Fórmula 1 e não souber pilotar exatamente eu gostei de colocar uma questão não sei se seria provocativa maravilha que bom mas é importante enquanto você estava falando aí do celular do Filme 100 em 30 segundos ou de ser curto ou de ser longa eu fiquei buscando novamente o sentido para isso tudo isso tudo é meio não é fim e eu lembrei do capítulo 32 do livro Os Mensageiros se não me engano é Esmalha o piano onde ela toca e André Luiz ele se sente tocado profundamente como se fosse uma mensagem vindo de dimensões que ele não tem como expressar a emoção e apesar dessa mensagem ser tocada ao piano ele percebe uma oração dentro desse processo e ele se transforma que é algo que nós já comentamos a boa arte tem que nos transformar então dizem que o cinema é a sétima arte e eu já fiquei até me perguntando quais são as outras seis será que seria teatro, pintura, poesia, escultura, música e Qualquer outra né se é a sétima arte quais são as outras vamos postar isso ai no pode ser quando a gente colocar a exposição nós vamos postar quais são as sete artes mas no exercício eu acabei vinculando os seis mas agora eu não me recordo mas não sei se também é por ai o questionamento será que existe uma oitava uma nona arte que a gente os nossos sensores que são muito poucos ainda não conseguem perceber quais são os nossos sensores para perceber o mundo e a arte que nos chega são os nossos cinco sentidos visão, paladar, olfato por enquanto e mais o nosso sexto sentido que talvez ai seja o grande papel da arte e a técnica ela vai servir para a mensagem é a técnica a serviço da mensagem não o contrário não vamos ficar buscando mensagem para encaixar na técnica que a gente acha que é ideal mas ela vai ser meio e Essa mensagem e a arte em si ela faz algo que talvez as outras coisas do nosso dia a dia não são capazes de fazer que é nos fazer transcender e nós vamos lembrar de uma frase que está lá em obras póstumas que é uma frase complexa, quando eu li ela a primeira vez eu não entendi nada mas quando a gente analisa ela de trás para frente ela faz sentido e a frase é o que há de sublime na arte é a poesia do ideal que nos transporta para fora das esferas acanhadas de nossas atividades nossa que frase bonita mas eu não entendi nada naquele momento e ai eu comecei a analisar ela fazer uma reengenharia fui buscar de trás para frente vivemos num mundo acanhado vivemos porque nos diz a espiritualidade que quando a gente reencarna 90% da nossa sensibilidade ela fica restrita nós criamos uma capa que são esses 5 inputs esses 5 sentidos que nós temos essa a arte está dizendo que é capaz de nos fazer transcender buscar estesias elementos que nós não conseguimos perceber no nosso dia a dia é estar em contato com Deus perceber a vida com uma outra sensibilidade que com 5 sentidos normalmente no dia a dia no modo racional nós não vamos perceber agora é qualquer arte que é capaz de fazer isso possivelmente não essa arte é aquela que está lá no capítulo 44 que é uma frase clássica que a arte deve ser o belo criando o bom então essa deve ser a verdadeira arte e então nós estamos falando disso tudo porque quando a gente fala de 30 segundos de filme de curtas de música, de teatro nós estamos conseguindo fazer essa transcendência com o nosso público porque senão nós vamos estar subjugando a arte ela vai ser um mero canal informativo e ela não deverá ser aí já é o meu ponto de vista um mero canal informativo, porque se tem um rádio a televisão, para a pessoa ficar lá de forma amassante, igual o Aroldo falou, martelando, marretando mas a arte, ela consegue levar essa carga, essa energia, da emoção do sentimento que já citei, está lá no livro Consolador, esse aspecto e o artista é esse intermediário do belo das belezas infinitas que estão aí, que nós temos que de certa forma fazer o público transcender com ela então a nossa preocupação é apenas que a gente não perca nunca esse foco, quando estivermos falando de uma arte espírita de uma arte espiritualista seja a denominação que nós vamos dar mas uma arte que eleve e faça essa diferença porque isso é processo de educação a arte não é só para divulgação muitas pessoas acham, não, a arte foi feita para divulgar não quem ainda não estudou sobre arte dentro da doutrina espírita não entendeu que a arte é processo, é mecanismo de educação não, eu acho que você foi a gente teve uma grande dificuldade, Cláudio, quando nós fomos fazer o Estatuto do Ser porque nós sempre ao criar o ser, só se organizar quem é que está veiculando esse pode ser o podcast, nós colocamos sobre o papel da arte e num dos princípios lá, a gente falava não é ciência é saber não é religião é fé não é arte, é o belo porque a arte, na verdade, é veículo para trazer o belo para trazer o belo e o belo, meu amigo não tem palavra para descrever, o belo diante do belo, você fica sem palavras e é impossível não deixar de reconhecê-lo, o belo mas para ver o belo é preciso educar educar o olhar e todos os outros sentidos, então eu gosto muito, isso é bonito se dizer isso, porque as vezes as pessoas se jogam numa aventura de fazer arte seja cinema, música qualquer outra, esquecendo desses fundamentos, e eu me recordo de dois grandes, dois grandes artistas um numa música do Milton da Cimenta que eu acho que é a coisa linda do encontro com o belo, porque o encontro com o belo, você descobre que o artista foi só meio ele não foi autor, quando ele diz assim certas canções que ouço cabem tão dentro de mim que perguntar carece como não fui eu quem fiz então, você sai da autoria e o problema que eu vejo as vezes na corrupção da arte é quando o sujeito quer ser autoral demais ai ele perde universalidade, ele deixa de captar o belo e eu acho que o sujeito que mais expressou tudo isso que você falou, Cláudio foi o Drummond numa poesia dele chama Canção Amiga eu adoro essa poesia, porque ele está falando sobre poesia ele está falando sobre ser poeta sobre ser artista, sobre o que o artista transmite, então ele fala assim eu preparo uma canção em que a minha mãe se reconheça todas as mães se reconheçam e que fale com dois olhos olha que é Um negócio extraordinário no fundo é isso quando você vê um filme você fala assim, meu Deus esse filme disse tudo ele disse o que eu queria, ele disse o que está dentro de mim aqui e eu não estava escutando e eu levo a minha mãe e ela vai entender uma criança vai entender eu gostaria de citar aqui pra mim o momento cinematográfico mais especial de Jesus na sétima arte na minha opinião pessoal aonde o artista aliás os artistas e os técnicos conseguiram mostrar Jesus de uma forma que eu nunca vi o cinema mostrar era um filme bem ur quando o ator se não me engano é o Charlton Halston que fez quando o ator ele, o personagem está num profundo sofrimento sendo arrastado ali junto com os outros que estavam escravizados e ele cai ao chão, se ajoelha e aí aparece Jesus de costas que oferta água pra ele a câmera no rosto do ator faz, no rosto do ator ele olha pra Jesus no seu olhar ele vê a grandeza de Jesus não aparece Jesus aí vem o feitor o carrasco, pega o chicote pra dar naquele homem que estava dando água ao ator e ele ergue o chicote, olha pra Jesus e se maravilha em ver aquela criatura não tem coragem de dar a chicotada Jesus vai embora de costas Jesus não fala uma palavra e ele é mostrado através do olhar de um sofredor aliás, de dois sofredores que é o escravo e o carrasco e em um minuto aquele cineasta, infelizmente não me lembro o nome do diretor e os atores conseguiram mostrar Jesus sem mostrar Jesus através da arte pra mim é o melhor minuto de Jesus no cinema e que educou o olhar porque você fala Jesus, todo mundo já quer ver o rosto quer ver o cabelo, quer ver os olhos e de repente vamos olhar pra um outro ângulo porque a arte tem isso eu lembro, tem um poema do Drummond que a Adélia Prado adora também que ele descreve um pôr do sol um crepúsculo e você vê todo dia e de repente aquele crepúsculo que vai te marcar porque você o viu de uma forma totalmente diferente é isso também as vezes te mostrar a mesma paisagem mas mover você de lugar que você está no mesmo lugar e de repente eu falo, peraí Cláudio, sai daí olha daqui olha daqui, né, então a arte é sensacional não querendo monopolizar a conversa mas uma das coisas que a gente percebe hoje quando se quer fazer arte é querer envelopá-la essa arte que quer falar da transcendência dentro de aspectos que são hoje, podemos dizer assim mundanos então aí a gente não consegue fazer essa arte transcender porque a gente quer ajustar esse conhecimento esse saber que é transcendente dentro de uma roupagem que ela é pobre então cabe aos artistas aqueles que estão envolvidos em produção de arte tentar quebrar essas amarras desses envelopes que já existem, esses rótulos essas embalagens e trazer pratos novos experiências novas para aquele público que ali está sabe qual é o grande desafio de nós que fazemos cinema espírita seja longa, seja curta seja média a gente apanha muito apanha no bom sentido dos críticos porque os nossos filmes nós precisamos entreter sensibilizar e educar e o grande desafio será nós aprendemos a educar na medida certa, cirúrgica evitando didatismo evitando didatismo acho que ainda apanharemos muito até achar essa fórmula até porque isso depende de escrita é exercitando, não tem como nós temos 5 filmes como você disse sim, sim nós precisamos exercitar esse trabalho é o exemplo que você citou do Ben Hur quer dizer, você quer um movimento de educação tão profundo quanto colocar esse Jesus de costa ali mas a gente confunde educação com dogmatismo a gente confunde transmitir fé com catecismo é ruim isso porque fica um discurso teológico demais um discurso massacrante doutrinário e a gente não pode fazer isso porque se a pessoa vem na casa espírita ela vem porque quer ouvir a doutrina espírita as vezes até num discurso denso mas no cinema eu estou entrando na casa da pessoa não dá pra fazer isso é outra arte a oratória a arte de passar uma comunicação nós tivemos Padre Vieira tem grandes oradores até no Meio Espírito, Divaldo, Raul e tantos outros agora o cinema não é isso eu concordo com você eu acho que esse vai ser o grande desafio a gente achar o momento certo eu diria que é nevrálgico até pra que nós apliquemos a educação a instrução, a cultura espírita sem deixar de ser arte sem ser doutrinário demais mas eu entendo também que de uma certa forma nós sempre teremos um pouquinho a mais de doutrina dentro dos filmes se você ver, por exemplo na minha opinião, entre as obras literárias espíritas a que eu mais gosto é a série de André Luiz e ele sensibiliza ele educa, ele entretém e em alguns momentos, por exemplo eu me lembro de vários momentos dos livros que ele narra literalmente a prece do mentor espiritual e ali vão algumas páginas então o cinema espiritual acho que ele sempre vai ter ele vai entrar com um pouquinho de doutrina sempre ali sempre com um pouquinho de explicação pra ser didático, pra ser explicativo o grande desafio é a medida certa não pode exagerar no sal exatamente o Tiago falou desse curta-metragem Laços em que a gente percebe que eles conseguem tocar o coração falar de espiritualidade sem nenhuma pregação quando você contou essa história do filme Ben Hur assisti Ben Hur, era garoto não me lembro, tô com 39 anos e não me lembro é A gente percebe que muito é dito com imagens e nem sempre imagens objetivas, nem sempre mostrando o rosto do Cristo, mas mostrando a expressão do sofredor eu assisti a pouco tempo um filme indiano chamado Como Estrelas na Terra eu acho que foi o filme que eu mais chorei na minha vida e o filme que eu saí mais motivado um filme tratando de dislexia o tema do filme é dislexia mas a mensagem é o amor um amor que a gente só encontra em quem tem realmente muita sensibilidade então quer dizer, eu acho que talvez nós precisemos encontrar meios de ensinar toda essa grandeza, toda essa beleza toda essa profundidade que a doutrina espírita nos traz de um modo sensível porque eu acho que esse é o grande desafio, essa é a grande dificuldade que nós vamos encontrar eu particularmente fiquei muito feliz com o resultado do filme, o filme dos espíritos, fiquei muito feliz também com o resultado desses outros filmes que nós tivemos gostei muito das mães de Chico Xavier gostei do filme enfim, eu acho que nós estamos no caminho e o que mais me alegra nessa conversa toda aqui é quando a gente consegue é muito gostoso quando a gente vê uma notícia na ciência e a gente fala assim, puxa vida olha o André Luiz falou aquilo em Evolução em Dois Mundos há 50 anos atrás, não é legal isso?

Poxa, olha lá um mecanismo da mediunidade falando de coisas descobertas e é muito bacana porque existe no livro Emmanuel um capítulo que nós já fizemos até um podcast sobre ele, Formação da Mentalidade Cristã, Educação Evangélica e tem um item chamado Formação da Mentalidade Cristã, em que o Emmanuel vai dizer, ele vai trabalhando no capítulo da formação de uma educação que prepare o homem do futuro para que ele possa ser um pensador cristão e o Emmanuel diz e quando então essas correntes de pensadores no evangelho estiverem formadas aí então nós poderemos atacar as obras, aí ele vai dizer os jornais, as revistas, os filmes rádios tudo baseado, embasado no mais puro sentimento cristão, e ele ainda diz essas obras que nós vemos hoje vacilantes é sinal de que a mentalidade cristã ainda não está formada então me alegra muito ver aí esses cinco filmes, né, estartando pra nós esse momento, né e dizendo que talvez eu não esteja, talvez nós não estejamos, mas com certeza né André, você, sua equipe o Haroldo aí, nosso amigo Cláudio, Thiago né, e tantas pessoas que estão trabalhando, com certeza nós estamos vivendo um momento onde já existem homens com a mente, ou seja, né esse dualismo entre razão e sentimento esclarecido no evangelho e querendo pôr isso pra gente, eu me alegro muito de poder estar aqui te conhecendo, conversando com o Thiago que é um idealista aí do cinema ó gente, daqui a pouco vocês vão ver o curta do ser vocês vão ver o curta do ser né Parece que está se delineando tem uma parceria, né o André não está aqui à toa né Acredito que vai ser uma parceria rica e se Deus quiser, porque os ideais convergem aliás, como dizia Teilhard Chardin tudo que sobe, converge uma vez eu tomei uma bronca de um amigo espírita, ele ligou lá na TV, e eu falei assim pra ele se Deus quiser, ele falou, Deus quer é, sem dúvida nenhuma, Deus quer, basta que nós nos debrucemos por todo esse trabalho e nos dediquemos com afinco e com fé nele que eu não tenho dúvida nenhuma que o banqueiro Jesus vai assinar os cheques que a gente precisa pra poder dar andamento a tudo agora André, seguindo aqui a linha do Cláudio pra ser provocativo, nós esquecemos de um outro filme espírita os outros porque eu acho interessante isso, às vezes eu brinco com isso as pessoas regalam os olhos, mas como que aquele filme conseguiu surpreender eu costumo dizer o seguinte o espiritismo nasceu no século XIX foi o start do espiritismo, quando as pessoas se reuniam ao redor de mesas que fenomenologicamente respondiam perguntas de seus consulentes, o Kardec foi estudar o fenômeno e descobriu que havia inteligência por trás das mesas, e aí enfim evoluiu pra doutrina dos espíritos e hoje eu diria que os espíritos se utilizam as mesas da vez são as câmeras e os microfones, e eles foram lá na meca do cinema, dominada e gerenciada por judeus pra dizer que eles existem e que a morte não existe, e não foi só os outros, foi amor além da vida, foi o gosto do outro lado da vida foi o sexto sentido na Europa teve alguns também foi além da vida além da vida do Clint Eastwood maravilhoso, além da vida do Clint Eastwood sensibilidade, o que que é aquilo?

Arte pura os espíritos foram lá na meca e buscaram o papa do cinema engraçado, buscaram um indiano porque o dos outros é um indiano aliás o grande filme dele é é desconcertante o final do filme porque sexto sentido também não, não é o mesmo chamalhan? É o mesmo os outros eu não sei se ele foi só diretor eu não sei se ele só dirigiu mas tive uma informação também que eles consultaram o livro dos espíritos, eles leram o livro dos espíritos pra fazer aquele filme não tem como não ter lido eu não tinha essa informação mas se você pega aquele momento eu posso falar porque não vou estragar a surpresa pra quem não ouviu tem um momento, tem uma sessão mediúnica e ali você tem uma aula de desdobramento perisperídico, você tem uma aula de obsessão, uma aula de desobsessão nossa, ali você tem ali em dois, três minutos de cena você tem o livro dos médios quase inteiros com a naturalidade né André com a naturalidade, isso é que é interessante sim, sim, sim e com aquele time de atores enfim, fantástico fantástico eu diria que especialmente formar continuadores de todo esse projeto o filme dos espíritos foi feito por um time de profissionais de voluntários de idealistas então nós temos aí dois diretores temos três produtores executivos sendo que muitos de nós tivemos dupla e tripla função se nós nos debruçarmos pra trabalhar com afinco em outros projetos ao longo de dez anos nós teríamos feito na melhor das boas na melhor das boas previsões enfim, nós teríamos atingido cinco filmes quatro filmes mas se nós nos debruçarmos em formarmos profissionais cineastas em educarmos os jovens que estão saindo das universidades de cinema em formarmos multiplicadores nós teremos aí dez diretores dez roteiristas daqui a cinco anos dez montadores, dez diretores de fotografia faremos muito mais e melhor então eu diria que o nosso sonho, a nossa vontade daqui pra frente é cada vez mais trazer esses jovens pra fazer cinema pra Jesus pra que eles não corram o risco de fazer cinema que destrua fazer institucionais que os destrua fazer algo que não seja bom pra eles e pra sociedade então eu diria que é isso que é buscar esse povo e dar condições pra que eles possam fazer cada vez mais e melhor e pra Jesus mas a Brat já que nós estamos falando de arte perante o saber espírita ela é uma associação que nasceu em 2007 dentro do 4º Fórum Nacional de Arte espírita e a Brat significa a Associação Brasileira de Artistas Espíritas a missão dela principal é congregar elementos dispersos nós temos vários artistas espalhados pelo Brasil que tem essa proposta de se dedicar a Jesus, a doutrina espírita e fazendo a sua parte de maneira isolada então a Brat surgiu dentro desse próprio encontro de artistas espíritas que todo ano se reuniam pra fazer esse Fórum Nacional de Arte Espírita e discutia acerca de de coisas sobre a visão da arte perante a doutrina espírita então ela é jovem tem 4 anos de idade apenas temos em torno de 150 associados e os maiores sonhos nossos são aumentar logicamente esses mil associados tentarmos, não digo falar uma linguagem única, mas tentarmos criar uma visão onde todos possam estar realmente enxergando a arte espírita de uma maneira coerente entre todos nós porque ainda existem vários olhares distanciados sobre o que seria essa arte perante o saber espírita e também nós estamos trabalhando muito para tratarmos de trazermos a tona material de qualificação que é uma cobrança dos próprios artistas porque só o Fórum ele levanta de repente algumas bandeiras de entendimento mas ele por si só não resolve a parte de qualificação que nós falamos tanto aqui e tem diversas outras criarmos mecanismos para escoarmos o material que é produzido tem muito trabalho bom que precisa chegar no Brasil de norte a sul e é difícil essa distribuição o problema não é hoje mais produzir material é fazê-lo escoar de forma correta quebrarmos preconceitos existe ainda muito preconceito com relação a arte espírita dentro da casa espírita perante um determinado público perante as federativas isso porque as vezes um grupo de jovens que normalmente nasce a arte dentro da casa espírita ele começa a fazer um trabalho sem estudo apresenta algo que choca ali o dirigente e eles já cortam o embalo da turma de jovens e ai quem leva a culpa a arte espírita então nesse caso tentamos lançar materiais que possam esclarecer ao dirigente da casa espírita a importância da arte quebrar esses paradigmas e orientar também o artista espírita sobre como proceder perante a arte espírita que ele não pode chegar ali e dizer qualquer coisa de qualquer maneira ele tem que ter um código de ética dentro ali da casa espírita e tem também alguns assuntos que são polêmicos que a gente tenta chegar num consenso mas é difícil de chegar sobre cobrança de apresentações nós já temos uma visão disso que no momento oportuno vocês vão poder acessar o site da Abrarte que é www.abrarte.org.br e nós vamos estar postando lá alguns textos sobre o assunto e vários outros que nos chegam também mas a nossa missão principal hoje é congregar esses elementos dispersos e tentar trabalhar material para a qualificação fiquem a vontade para nos contactar através do site da Abrarte e sejam bem vindos para conhecer a associação e todo o movimento artístico espírita nacional uma nota que é digna de a gente falar aqui é que este ano já começou há mais tempo dentro do Conselho Federativo Nacional da FEB está sendo consolidado vai ser agora em novembro um material que é o princípio de elementos norteadores onde todas as federativas estão contribuindo algumas estão contribuindo um pouco mais mas está sendo trazido à tona junto com a FEB um material que possa nortear as casas espíritas e como lidar com a arte para aqueles que estão de cabelo em pé aqueles dirigentes que estão de cabelo em pé dentro da casa espírita já já vão poder contar com esse material e a Abrarte ela conquistou dentro desse Conselho Federativo Nacional uma cadeira dentro das entidades especializadas então ela está lá dentro participando desse processo e dando a contribuição dela então agradecemos a oportunidade de estar falando um pouquinho aqui sobre a Abrarte e não nos esqueçamos que essa arte como o André falou é com Jesus e para Jesus nós somos apenas meios é isso aí pessoal nós chegamos no fim de mais um episódio eu acho que foi muito gostoso falar sobre arte é sempre bom falar sobre arte espírita é melhor ainda falar sobre cinema também para mim é uma paixão e Muito obrigado André pela sua presença que Jesus te abençoe muito no seu projeto que você seja um belo projeto de Jesus né O Fredinho quer falar um pouquinho também nós que agradecemos e o projeto é dele né a gente tenta não atrapalhar muito né se a gente já conseguir não atrapalhar já está bom o André eu achei que você é um grande amigo de Jesus eu pelo seu carinho pela forma maravilhosa como você fala dele agora não sei se ele gostou muito você chama ele de banqueiro, de planejador, de estratégia, de cineasta estou brincando ele gostou sim isso aqui é só uma provocação que eu vou sugerir ao Tiago que coloque um texto disponível que é um texto do André Luiz a lição 1 do livro Apostilas da Vida uma lição chamada Brilha Vossa Luz onde o André Luiz vai brincar com todas essas características de Jesus ele não chama Jesus de cineasta ele não diz Jesus era cineasta mas ele cita quase tudo então eu achei muito legal essa conversa e essa abordagem sua foi um prazer imenso te conhecer viu André espero te ver mais vezes e um abraço para todos André obrigado pela sua presença pela sua disponibilidade de gravar com a gente o episódio para a gente é uma alegria e vai ser algo maravilhoso assim para o portal e Nós estamos te desejando todo sucesso, que Jesus te empate te abençoe e você continue firme com essa lucidez porque é algo que ficou patente aqui todos percebemos que além de que isso é típico daquelas pessoas que caminham a frente mesmo, que abrem picada você tem um pensamento muito seguro muito certo da direção do que fazer, do que não fazer, já trouxe essa bagagem mas não deixa de demonstrar também uma sensibilidade, uma humildade um respeito ao que a espiritualidade superior espera de nós no uso desses recursos que no fundo como você falou são energias porque se a gente vai construir um castelo eu estou querendo crer que a grande lição é carregar as pedras, não é tanto o resultado final eu gosto muito de um momento do evangelho que nos livros canônicos eu não me lembro de qual dos evangelistas diz assim conhecereis a verdade e ela vos libertará e eu numa ocasião tive a oportunidade de estudar um dos evangelhos apócrifos, que é o evangelho de Tomé eu não me lembro exatamente quais são as palavras que ele usa, mas é é conhecereis a verdade e ela vai mexer com você e você vai sofrer depois de ter conhecido a verdade, e aí você vai se libertar nessa encarnação nós tivemos a oportunidade de conhecer um fragmento muito poderoso da verdade, através da doutrina dos espíritos e pela primeira vez, talvez, nas nossas vidas nós temos condições de nos debruçar a serviço do nosso bem e do bem do próximo que Jesus nos abençoe a todos e possamos cada vez mais beber dessa fonte cristalina e pura que o cristianismo nos traz através da doutrina dos espíritos os erros acontecem nós não somos seres perfeitos e temos muito a aprender mas nesse sofrimento no bom sofrimento, não naquele sofrimento de dor, de angústia e sim no sofrimento de tentar ser a cada dia melhor do que você foi no dia que passou a gente vai conseguir eu tenho certeza que o amigo que nos ouve vai conseguir, todos nós juntos estaremos festejando outros filmes outras peças de teatro, projetos de curtas, enfim o próprio podcast, é só que a gente persevere, vai dar tudo certo um grande abraço a todos os amigos que nos ouvem e a escultura

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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