PodSER #016 – Mundo de Regeneração

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Prepare-se para uma conversa profunda e esclarecedora sobre o futuro da humanidade e do nosso planeta. Neste episódio, mergulhamos no conceito de Mundo de Regeneração, desvendando mitos, respondendo a perguntas cruciais e oferecendo uma perspectiva inspiradora sobre as transformações que se avizinham.

Neste episódio

  • O que é um Mundo de Regeneração e como ele se diferencia dos Mundos de Provas e Expiações?
  • Existe uma data específica para a transição planetária?
  • Qual o papel da evangelização da infância na construção de um mundo melhor?
  • Como a misericórdia divina influencia a lei de causa e efeito nas grandes transformações?
  • O que esperar dos próximos anos em relação à Terra e à formação social da humanidade?

Participantes

  • Thiago Franklin
  • Afonso Chagas
  • Haroldo Dutra Dias

Destaques

  • A transição para um Mundo de Regeneração não é um evento único, mas um processo contínuo de evolução física e espiritual, onde os mundos progridem junto com seus habitantes.
  • O “degredo” de espíritos está associado àqueles que se comprazem no mal deliberado, fomentando a crueldade e a violência, e não haverá espaço para eles no mundo de regeneração.
  • Ler transcrição do episódio

    A de nascer, nova era de crescer, novo homem em coração, de quem quer servir. É prosperir novo, perto é burilar o íntimo, colorindo o céu de um novo ser. Olá pessoal, estamos iniciando mais um episódio do pode ser, aqui é Thiago Franklin e… Uma grande noite abate a terra que se abate, treve imensa não sem estrelas, passados milênios um abrasamento tis no horizonte clareando a esperança, prenúncio milenar do amanhecer, Gladstone Laje da música Aurora. Olá pessoal, aqui é Haroldo, estamos de volta com mais um episódio do pode ser, minha frase de hoje está no livro Boa Nova, quando Jesus diz para Simão Pedro, os afetos da alma Simão, são laços misteriosos que nos conduzem a Deus, saibamos santificar a nossa afeição, proporcionando aos nossos amigos o máximo da alegria, seja o nosso coração uma sala iluminada, onde eles se sintam tranquilos e ditosos.

    Queridos irmãos, muita paz a todos, aqui é Afonso Chagas, a minha frase está inserida no Apocalipse capítulo 21, 1 versículo, e vi um novo céu e uma nova terra, porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. É isso aí, o episódio de hoje é sobre o mundo de regeneração, e o convidado é Afonso Chagas, sendo assim vamos para mais um episódio do pode ser. A de crescer, nova era de crescer, novo homem coração de quem quer servir, é prosperir, novo perpétuo e largo ritmo, colorindo o céu de um novo ser.

    Colorindo o céu de um novo ser. Colorindo o céu de um novo ser. Colorindo o céu de um novo ser. Terra que se abate, treva imensa, não sem estrelas, passado os meleiros, um abraçamento tisma o horizonte, clareando a esperança, o renúncio plenar do amanhecer. Bem-vinda aurora, a terra sobreu, noites convulsivas, verteu, lágrimas, angelentes, majestou-se, majestou-se, no parto regenerativo, os deuses à luz, na remissão. Bem-vinda aurora, tudo basta, junto ao cordeiro, crianças brincam com a serpente, e os anjos andariam, com os homens que politam do amor, da promissão.

    Bem-vinda aurora, a terra fazendo o belo bom, entre florindo orião, a aliança homem-Deus, já não é só arco-íris, é comunhão. Bem-vindo dia, bem-vindo dia, bem-vindo amor, bem-vindo dia, bem-vindo dia, bem-vindo amor. Bem-vinda aurora, a terra fazendo o belo bom, entre florindo orião, a aliança homem-Deus, já não é só arco-íris, é comunhão. Bem-vindo dia, bem-vindo dia, bem-vindo amor, bem-vindo dia, bem-vindo dia, bem-vindo amor. Bem-vinda aurora, bem-vinda aurora, bem-vindo amor, bem-vinda aurora, bem-vinda aurora, bem-vindo amor.

    Bem-vindo dia, bem-vindo dia, bem-vindo amor, bem-vindo dia, bem-vindo dia, bem-vindo amor. Mundo de regeneração Mundo de regeneração Eu já iniciaria aqui dizendo que há um princípio na doutrina espírita que é muito importante, que é o princípio da evolução física e espiritual. E os Espíritos vão dizer para Kardec, no livro dos Espíritos, que como as criaturas, os mundos também progridem, porque, na verdade, os mundos são reflexos dos habitantes, dos seus habitantes. E a providência divina determina que haja um crescimento, um desenvolvimento da comunidade que habita o mundo e, consequentemente, do mundo.

    Então, é importante a gente colocar nesse contexto amplo, porque o Santo Agostinho vai dizer, no Evangelho segundo o Espiritismo, que todos os sóis carregam consigo mundos primitivos, de expiação, de prova, expiação ou prova, ou ambos, mundo de regeneração e mundo ditoso, porque são escolas, como se fôssemos séries. Cada sistema solar aí como uma grande universidade e esses mundos como se fossem escolas, escola primária, escola secundária, o terceiro grau, né, Afonso? A faculdade, né? A faculdade, é importante perceber que os mundos também vão evoluindo e abrigando novas etapas do crescimento, né, Afonso?

    Isso mesmo, Haroldo. E a gente lembra que no Evangelho segundo o Espiritismo, quando trata dos mundos regeneradores, Santo Agostinho vai dizer que o mundo regenerador serve de transição entre os mundos de expiação e os mundos felizes. Então, ele não é ainda um mundo propriamente feliz. O homem lá encarnado é de carne, mas ele já consegue divisar melhor o futuro, ele já consegue visualizar melhor todo um porquê do existir, ele já consegue trabalhar melhor o autoconhecimento, mas ele ainda tem conflitos, tem muitas provas a serem superadas.

    Talvez nós não tenhamos tanta expiação, mas as provas, experiências, as vicissitudes do dia a dia, das quais deverão ser trabalhadas com a equação do Evangelho, do Evangelho de Jesus, do amor. Então, nesse mundo de transição, o sistema da educação com foco na renovação moral do ser, na transformação moral, ele é o convite do dia. Então, nós quando estamos encarnados num mundo de transição como este, de regeneração, que não vai longe do seu início, segundo a informação dos Espíritos Amigos, é momento de nós nos prepararmos para trabalhar com Jesus em uma extensão muito grande de amor e de muito suor, no esforço de compreensão da verdade.

    Exatamente. O nosso amigo Marcos Bondezan, o nosso amigo Chuchu, ele mandou uma pergunta pra gente lá no Pode Perguntar, que é a seguinte. A dúvida que fica é que tipo de Espírito realmente será exilado. Interessante, né, Afonso? Nós temos pensado que este momento da transição, do término das expiações que vivemos, naturalmente na Terra nós encontramos uma série de tipos psicológicos, de expressão, e nós achamos que esse exílio de agora, ele afeta diretamente Espíritos encarnados e desencarnados que laboram na faixa, na frequência do erro deliberado, que divulgam e fomentam a guerra, a crueldade, a violência, o sequestro, a disseminação das drogas, de toda uma série de inconsequências que desagregam as sociedades, desagregam a família.

    Então nós acreditamos que esse tipo de Espírito que envibra nessa frequência, ele não encontrará lugar no tema da regeneração. Eu e o Júlio até estávamos fazendo uma… pensando, né, sobre alguns aspectos desses dias, a gente estava no estacionamento do carro, aí ele está assim, impressionante, né, aí eu falei com ele, ah, esse carro aí o pessoal não rouba não, ele tem as travas todas, agora as eletrônicas, o pessoal agora já fabricaram já o negócio, o cara entra no carro e já desprograma. Aí ele falando comigo assim, pois é, tá vendo?

    Depois a gente pergunta por que o cara, que é um cientista, está vinculado com um ladrão de pé de chinelo, né? O cara é cientista, tem todo um conhecimento, mas está trabalhando para o mal. O cara está produzindo um produto para que se roube, Carlos. Isso é importante, né, Afonso, a gente pensar sobre esse aspecto, porque o degredo é uma medida adotada por Jesus com muita lágrima, com muita dor. Porque nós precisamos imaginar que é difícil você ter um filho sendo degredado, né? É difícil você ter um marido, uma esposa, um irmão, uma irmã, um pai, uma mãe sendo degredado.

    O degredo é um sofrimento enorme para o que vai, porque ele se despede de inúmeros laços afetivos, mas é um sofrimento para muitos espíritos bons que estão perdendo almas queridas. Então não precisamos imaginar que o degredo é sempre um regime de exceção. O degredado é alguém que se compraz no mal. Ele sente prazer com o mal, com a maldade. Ele já viciou-se tanto que ele tem prazer em ferir. A dor do outro lhe dá alegria. E não há espaço para isso no mundo de regeneração. Não há espaço, há espaço no mundo de regeneração para a pessoa que tropeça, que cai, que às vezes fere, que magoa, que se compromete, mas por invigilância, por imprudência, por uma falta de maturidade emocional, mas não deliberadamente porque adora o mal, porque tem prazer no mal.

    Esse é o perfil do degredado, não é, Afonso? É uma medida triste, de rompimento, mas necessária, porque o progresso do mundo, o progresso da Terra, não pode estar subordinado a um número pequeno de rebeldes. Não pode, Haroldo. O nosso Marcos, quando faz a pergunta, justamente situa uma questão muito importante, e nós estávamos pensando sobre isso. Outro dia recebemos uma notícia, vimos uma reportagem, no Rio de Janeiro, o pessoal está fazendo um kit mendigo, onde alguém compra um kit com produtos para poder se passar por mendigo, e passa o dia inteiro explorando a misericórdia alheia, explorando a sensibilização alheia, disseminando a mentira, a inveja, deliberadamente.

    Então, quando nós temos um erro pela reação, pela imaturidade, como você está lembrando, Haroldo, este vai ser justamente o trabalho a ser feito na regeneração. É transformação moral, é esforço para domar as inclinações, mas é assim que define Allan Kardec sobre o verdadeiro espírita. Então, esse momento de cristianismo restaurado, revivido pelo estabelecimento da doutrina espírita, é para nos ajudar, então, a trabalhar a educação, a renovação, a transformação moral. Então, quem deliberadamente está no mal, esse não encontra lugar aqui na Terra.

    Se comprazendo com a maldade. Aproveitando ainda a pergunta dele, ele continua assim, e vocês têm alguma informação de alguma obra ou algum percentual de espíritos vinculados ao globo que deixarão a Terra? A gente pode ir para um raciocínio indireto, não é Afonso? No livro A Caminho da Luz, Emmanuel deixa uma dica, ele diz assim, Alguns milhões de espíritos, alguns milhões de espíritos que estavam travando o progresso daquele orbe, do sistema de capela, foram degredados. Então, se imaginando que o degredo é um regime de exceção, nós estamos falando de alguns milhões de espíritos, de alguns milhões de espíritos.

    Nós não estamos falando de bilhões de espíritos. A gente sabe, Afonso, por a obra, que há 22 bilhões de espíritos em evolução no orbe, mas nós estamos falando daqueles milhões que estão realmente cristalizados. E que é um problema, Haroldo, que, na verdade, a questão é de liderança. Nós pensamos assim, Tiago, parece que tem muito mal no mundo. Não. A questão 932 do Livro dos Espíritos diz pra nós que o mal é ousado. Então eles fazem um algarzar muito grande. E é um problema da liderança. E líderes mesmo nesse processo, eles não chegam a bilhões.

    É milhões. Retirado esses líderes, falsos profetas, negativistas, perniciosos ao ambiente… Exploradores. Estes, então, são alguns milhões. Retirado eles, aqueles que seguem porque não têm uma opção melhor, não descobriram coisa melhor, eles naturalmente buscarão outros líderes. E aí, sim, é que entra o papel do evangelizador, daquele que trabalha com Jesus, fundamentando valor novo. Porque, vamos imaginar nós mesmos. Às vezes nós fazemos uma avaliação da nossa vida antes de compreender o Espiritismo. Nós estávamos seguindo determinados heróis que não tinham nenhum compromisso com a vida.

    Nenhum compromisso. Mas seguimos pela própria ideologia da vida, sem maiores expressões. Foi começar a conhecer Jesus, compreender Jesus por esta alternativa maravilhosa que a Doutrina Espírita nos dá, e nós mudamos a frequência. Começamos a buscar outros… Os nossos heróis agora morreram no circo máximo, morreram no coliseu, derramando sangue para louvar Jesus. É outra história, é outro momento. Então, nós pensamos que em quantidade de alguns milhões, mas que estão na liderança nesse processo negativo. Saindo eles, fica mais fácil.

    Fica mais fácil, exatamente. E aí, Afonso, a gente remete a uma questão, que também na Tiago, que é, na Casa Espírita, talvez a tarefa que vai mais se agigantar, a tarefa que vai assumir a maior relevância será a evangelização da infância. Não nos moldes como nós estamos fazendo. Porque, infelizmente, a nossa evangelização da infância tem sido uma intelectualização da infância. A gente pega as crianças e fica despejando conteúdo intelectual nelas, que não era a proposta do Kardec, que era uma proposta de formação de hábito novo.

    Então, a nova evangelização da infância vai agigantar-se na Casa Espírita. Porque nós receberemos Espíritos que estão querendo mudar, se arrependeram dos líderes que seguiam, dos que desmandam e vão ficar aqui e querem pegar o passo, querem pegar o ritmo, querem permanecer, e que aí precisam de uma base, de uma formação moral intensa. E vamos ter a nova geração, que são aqueles Espíritos já mais preparados, mas que nem por isso prescindem do Evangelho. Porque Espírito isento de queda, está lá no Revista Espírita, 1869, só Espírito Crístico, esse está isento de queda.

    Nem na carne ele cai mais. No restante, se não ficar vigilante, cai. Nós podemos lembrar que Alcione, quando vinha para cá, o orientador dela falou, minha filha, você tem certeza que você vai? Muitos saem daqui, olha aquela saúde de sírios, muitos saem daqui nesse tipo de missão que você está vindo e não voltam. Então, um Espírito que estava já em sírios, do nível de Alcione, e poderia vir aqui, se eu comprometer e não voltar, que dirá nós, não é? Que dirá nós. Que dirá nós. Então, esses Espíritos que estão chegando, embora eles tenham potenciais intelectuais, potenciais morais mais aprimorados, eles não prescindem do Evangelho, não.

    Eles necessitam da formação da mentalidade cristã, da mentalidade do Evangelho, eles precisam de orientação e mais do que isso, nós precisamos dar o material para eles, porque nós somos brincar, viu, Afonso? Hoje eu estou pensando o seguinte, o meu papel, posso dizer por mim, é de ir segurando o trabalho aqui até que os tarefeiros verdadeiros assumam, porque os trabalhadores verdadeiros mesmo vão chegar ainda. Vão chegar. Vão chegar. Nós estamos só aqui segurando o plantão para não ter queda, não é? Mantenha o estabelecimento aberto.

    Esperar a viatura chegar, não é? Até chegar os verdadeiros trabalhadores. E será um prazer para nós recebê-los na evangelização da infância. Receber um Francisco de Assis na evangelização da infância. Ali ensinando, compartilhando com ele os valores do Evangelho, compartilhando artistas, pintores, músicos, literatos, esses que têm uma intelectualidade imensa, mas que são altamente carentes de evangelização. Então nós vamos encontrar muito isso. Vão começar a chegar na evangelização da infância espíritos muito inteligentes, mas com déficit moral e emocional muito grande, precisando de evangelho, precisando da formação e pedindo, não é, dessa vez.

    É uma responsabilidade para todos nós. Muito importante, Haroldo, você lembrar essa questão. O Evangelho faz menção das estrelas que estão caindo do céu, que nós entendemos… Essa passagem está até comentada no capítulo que fala do mundo de geração, não é, Afonso? Você podia ler para a gente, comentar um pouquinho isso, Afonso? Podemos, sim. No Evangelho de Marcos, no capítulo 13, versículo 25, as estrelas cairão do céu e os poderes dos céus, desculpe, as estrelas cairão do céu e os poderes que estão no céu serão abalados.

    Nós entendemos estrela, estrela tem luz própria. Isso está também no capítulo 3, não é, Afonso? No capítulo 3 do Evangelho segundo o Espiritismo, há muitas moradas na casa de meu pai. Muitas moradas. Que nós estamos baseando hoje, pode ser, nesse capítulo do Evangelho segundo o Espiritismo. E essa passagem que o Afonso acabou de ler, ele está fazendo uma referência a isso também, ao que está nesse capítulo lá. Perdão, Afonso, pode? Então, nós estamos pensando assim, a estrela tem luz própria e cada uma com a sua grandeza.

    Então, nós entendemos, quando Paulo escreve a primeira carta aos Coríntios, no capítulo 15, versículo 40 e 41, ele diz assim, e há corpos celestes e corpos terrestres, mas uma é a glória dos celestes e outra dos terrestres. Uma é a glória do Sol e outra a glória da Lua. E outra a glória das estrelas, porque uma estrela difere em glória da outra estrela. Então, nós pensamos que a estrela, tendo luz própria, ela definindo, e Jesus utilizando assim, para falar dos Espíritos que vão vir à Terra para trabalhar na fundamentação desse novo plano na regeneração, trabalhando a evangelização.

    E nós aprendemos com Emmanuel que a criança de 0 a 7 anos, ela está no período mais acessível aos novos valores. Então, a evangelização da criança, Haroldo, que você está lembrando para nós neste momento, ela é fundamental. E Emmanuel nos dá uma dica, apesar de ficar mais implícito, quando ele conta da Célia, no livro 50 anos depois, no orto de Célia, quando ela evangelizava as crianças. Um trabalho maravilhoso, que eu acho que nós podemos buscar para encontrar referência. Nós atualmente temos trabalhado com a área da infância e da juventude, no movimento espírita mineiro e no Brasil também, mas nós sentimos que precisamos de mudar a metodologia.

    Exatamente. Inclusive, a gente percebe como que na obra do Chico, hoje eu estava até conversando com companheiros, o Jackson, um abraço para o Jackson, e eles estavam falando do trabalho da Veneranda, no livro Caminho Oculto, Filhos do Grande Rei. Aquele livro Caminho Oculto é um livro que tem segredos, ele não chama Caminho Oculto à toa. Ela trata sobre a evangelização e a forma a própria narração da Veneranda no nosso lar, a maneira como ela lida com as crianças, como ela trabalha os sentimentos, a sensibilização da criança, não para conceito intelectual, mas para um sentimento, para ela ter o sentimento, o sentimento da humildade, o sentimento do perdão, o sentimento da comunidade, da pertença, da solidariedade, e eu não sei, Afonso, se eu estaria sendo injusto, mas esses trechos da obra do Chico que tratam da evangelização da criança me parecem esquecidos, não é, Afonso?

    Assim, no geral do movimento Espírita, a gente não tem olhado para isso com… Eu até me lembro que quando a Veneranda editou a mensagem, eles devolveram, está lá no texto em que o Chico Xavier dizendo que era muito simples, não é? E ela falou que era o melhor que ela tinha para dar, não é? E foi publicado que era o melhor que ela tinha para dar. Às vezes a gente confunde isso, não é? Traz uma mensagem que tem um conteúdo de sentimento profundo, como no Desejo Sonoro, tem uma verticalidade muito grande e as pessoas só querem a horizontalidade.

    Sim, sem dúvida, Haroldo. Nós também, nós entendemos que nós estamos aqui com a loja aberta, naquele sentido de manutenção, aguardando os grandes… Os trabalhadores de verdade. Os grandes trabalhadores de verdade. Porque, olha, André Luiz dá uma notícia interessantíssima. Em nosso lar, com um milhão de habitantes, somente o governador e a Veneranda tiveram a aventura de ver Jesus. Os outros ainda não tiveram a aventura de ver Jesus, pelo menos naquela ocasião. E a irmã Veneranda, quando ela traz essas obras, através da abençoada mãos de Chico Xavier, naturalmente ela está deixando para nós um registro de um inestimável valor e nós precisamos retornar ou buscar nessa fonte que tem mensagens, tem pontos ali de grandeza inestimável.

    É verdade. Para nós aprendermos como lidar com a criança, porque é a faixa do desenvolvimento onde ela está mais acessível. A criança é um ser extremamente aberto buscando não só conteúdo teórico, mas principalmente a atitude, o exemplo, a dignidade de exemplo. Até a forma como ela faz, que ela leva para um bosque, passeia com a criança. Ela está lá no nosso lar. Leva para um bosque, tinha recursos audiovisuais sofisticadíssimos que ela utilizava. A música, ela formava corais, colocava as crianças para cantar, para fazer prece.

    É algo assim, que a gente está perdendo o hábito da prece no meio espírita, não é, Afonso? E a gente não ensina para as crianças fazerem preces. Elas, enquanto uma comunidade, uma salinha de evangelização, fazerem preces. A gente não ensina isso. O hábito da oração e tudo. E eu acredito que aí fica um convite, Afonso. Eu até estendei esse convite aqui para as nossas irmãs, para as almas femininas, para os corações femininos. Porque é o coração feminino que tem esse dom aí de mover, de mexer com o sentimento. Nós estamos precisando de apóstolas mulheres, apóstolas da doutrina espírita, corações femininos aí que façam como a Veneranda.

    Façam como a Veneranda. Pensamos também, Haroldo, nesse terreno da evangelização da criança. Os Espíritos nos informam que até os sete anos a encarnação está se consolidando. Então a capacidade de recordar do mundo espiritual é muito ampla na criança. Além dos valores no dia que ela deve receber por orientação da evangelizadora, dos pais, utilizar o período da noite, quando a criança dorme, para sedimentar ali no Espírito, que está um pouco desdobrado, os valores novos do Evangelho. A criança capta, como nós captamos, todo mundo capta.

    Então poder fazer um trabalho amplo, não só de evangelização dentro da sala de aula no centro espírita, mas um trabalho coletivo. Eu tenho para mim que nesse momento de regeneração nós teremos verdadeiras escolas da família, da família trabalhando com Jesus, onde a casa espírita vai ser um local aglutinador, um grupo aglutinador. Mas aquilo vai irradiar por toda a sociedade. Aliás, o Emmanuel chega a dizer isso. Ele diz o seguinte, que no progresso da religião ela começa nos templos religiosos com a proposta de transferir-se para o lar, até que, enfim, se instale no altar do coração.

    Então é um caminho que vai desse amplo, de uma igreja, de um ambiente comunitário, vem para a família, para o lar. E, aproveitando esse tema, Afonso, para a gente falar um pouquinho desses Espíritos que estão chegando, desses Espíritos, porque nós assistimos, Afonso, isso já foi falado num episódio, da década de 70, especialmente 80, começou a renovação, nós estávamos comentando isso aqui, começou a renovação já espiritual, não o degredo, mas a renovação como? Pelo mundo espiritual, não é Afonso? Isso, justamente, pelo mundo espiritual.

    Então, o mundo espiritual, começou a ocorrer um processo de renovação no mundo espiritual, com o esvaziamento daquelas regiões mais difíceis, mais sofredoras, e a encarnação em massa dos Espíritos que estavam nesses locais. E aí nós assistimos no mundo um processo de Uma mediocridade em todas as áreas, um processo de degradação talvez mais amplo que a Terra já viveu. Em tudo, na literatura, na música, na arte cena, em tudo quanto é arte que nós pudermos imaginar, na família, nos costumes sociais, nas instituições, um processo de degradação generalizado, degradação.

    Eu diria que hoje, hoje, o que dá acesso, o que dá milhões de acesso no Youtube, por exemplo, é o exótico, o esdrúxulo, o agressivo, ser estúpido é bom, dá bastante bop. Então, nós vivemos esse momento. Então, a gente acredita, Afonso, baseado na informação que está no livro Recordações da Mediunidade, da Dona Ivone Pereira, que ela dizia que recebia visitas de Vitor Hugo e de Chopin, e eles diziam que reencarnariam liderando um grupo de Espíritos, o próprio Vitor Hugo. Diziam que ele viria e traria com ele uma multidão de Espíritos ligados às artes.

    Nós acreditamos que esse momento de transição aí, a entrada da regeneração, veremos a reencarnação em massa de Espíritos com um gosto apurado, com uma sensibilidade apurada, mas com um histórico também de desequilíbrio moral, de necessidade de evangelização do coração, não é, Afonso? O Fausto, de Curitiba, ele faz a seguinte pergunta. Os Espíritos que vão encarnar na Terra para auxiliar na transição correm o risco de serem contaminados pela psicosfera atual do nosso planeta? Nós acreditamos que não, porque vai acontecer o contrário.

    Aqueles que estão absolutamente cristalizados no mal desencarnam e começam a ser preparados para serem retirados. E há uma reencarnação em massa de Espíritos mais sensíveis, mais propensos ao bem. Então, até por um processo coletivo, porque nós somos muito assim, um pouco Maria vai com as outras, então vai acontecer uma onda coletiva, o bem vai ficar uma coisa boa. Vai dar ibope no Youtube, fazer o bem, falar do bem, ter bom gosto, ter sensibilidade, e isso vai começar a dar ibope. Os programas que vão ter grande audiência vão ser programas de bom gosto, de sensibilidade, que exaltam os valores superiores, programas que evitam a banalização, o ridículo.

    E aí você cria uma onda, você cria uma onda reversa, e nessa onda reversa o bem alimenta o bem, é um processo de retroalimentação do próprio bem e desestímulo do mal, porque o mal vai começar a ficar retro, vai ficar ultrapassado. Não vai ser chique, o chique vai ser bom, ser bom vai ser chique. E mesmo ainda hoje com essa questão tão complexa que você narrou muito bem, a gente vai vendo o seguinte, já existem movimentos de quebra de preconceitos, de uma grande renovação, nós vemos gradativamente aqui e ali surgindo iniciativas de uma melhoria, que hoje elas estão abafadas por uma grande algazarra.

    Mas retirando, como nós tínhamos dito antes, retirando essas lideranças que ocuparam postos chaves na formação de opinião, na mobilização de ideias e outros assumindo ali com propostas renovadoras, nós teremos um grande boom de crescimento espiritual, que é um processo que está acontecendo. Então nós já temos reencarnações de espíritos que estão se preparando na fase infantil, juvenil, para quando atingirem a fase da maturidade poderem dar o recado, eles vão aglutinar, porque são líderes, como o Vitor Hugo disse, ele vem com uma play de espírito trabalhando com ele.

    Imagina a encarnação dessas lideranças na literatura. E eles se encontram, sempre foi assim, os grandes literatos tinham contato com os músicos da época, com as artes, os artistas estão sempre juntos, sempre se encontrando, tem até escolas, eles se encontram, acredito que na hora que eles vierem, hoje com a internet, com essa facilidade, um nasce lá em Viena, outro nasce aqui no Brasil, outro nasce em Tóquio e daqui a pouco eles estão aí no Facebook, no Skype, na mesma comunidade, trocando letra, trocando tudo, gravando pela internet, fazendo podcast.

    É porque nós estamos constituindo agora a humanidade, deixando de ser povos separados, constituindo a humanidade. Esse momento é muito novo, ele é singular. Exatamente. Nós podemos ter uma ideia disso, quando Leonardo da Vinci vem à terra com uma grande equipe, trazer o renascimento, que mudança que foi, rompeu com a idade medieval e abriu possibilidade do mundo novo, descobertas da América. Imagina hoje esse grupo voltando aí, o que ele vai fazer com esses recursos tecnológicos? Porque naquele tempo não tinha informação, hoje nós temos informação rápida, em tempo real.

    Então sim, nós achamos que esse momento agora já é, estamos vivendo a encarnação, é claro que está iniciando, mas já é encarnação de espíritos melhorados, já com valores à frente, onde o Evangelho será o grande líder. O Evangelho será a grande referência. Não naquele sentido, não é Afonso? Não naquele sentido religioso, tradicional, de pregar um Jesus crucificado, uma imagem, mas no sentido dinâmico do Evangelho. Naquele sentido, não de impor Jesus para converter pessoas, não é isso. Mas de admirar Jesus como exemplo de um homem de bem, de alguém que exemplificou o amor e o bem.

    E que por ter exemplificado o amor e o bem, independente de você ser cristão ou não, você pode se inspirar nas ações dele. Porque as pessoas vão ficar mais arejadas, não é Afonso? Afonso – Sem dúvida. Então o judeu, o muçulmano vai poder olhar para Jesus e se referenciar, citá-lo sem constrangimento. Porque vai enxergar em Jesus, não um objeto de culto, mas um exemplo de conduta, que é diferente. A parte moral, e sem sectarismo. Porque nós imaginamos o esvaziamento do umbral, o não retorno para essas regiões. Há uma psicosfera mais limpa, nós teremos uma visão melhor, um sentimento melhor, uma captação melhor da ressonância com o mundo espiritual superior, da relação com os bons espíritos, que estarão trabalhando com mais, mas afim que não é o termo, que estarão trabalhando com mais amplas possibilidades, de acesso a nós mesmos.

    O encarnado terá melhor condição de captar as boas vibrações que vêm do plano espiritual, porque não tem mais essa faixa de… Imagina que beleza, né Afonso? Você imagina um químico, um físico, um político, um juiz, um jogador de futebol, um padeiro, um mecânico. Imagina essas pessoas sensibilizadas com a mente e o coração abertos para as inspirações do alto. O que eles vão poder produzir? O que eles vão poder gerar? O que eles vão poder construir? Eles vão causar um impacto na comunidade em que eles vivem? Porque vão se abrir para a inspiração superior e o bem gera o bem.

    O bem gera o bem. Ele vai criando o bem, mas quanta coisa linda que não vai surgir, quanta música maravilhosa, quanta peça de teatro, cinema, literatura, programas de televisão, esportes, competições esportivas que vão agregar as pessoas num clima de fraternidade, de uma competição saudável, sem agressividade, sem violência. E as pessoas vão ter prazer na confraternização, no encontro comunitário, na construção comunitária. A gente acredita que o esporte consciente tem um papel muito grande nisso, a arte tem um papel muito grande, o encontro de várias correntes religiosas.

    Os vários religiosos vão dialogar com respeito, vão trocar experiências, cada qual vai compartilhar suas tradições religiosas com amor ao outro. O verdadeiro religioso vai estimular, nós vamos ter economistas voltados para o bem, querendo construir um sistema social mais justo. Todos querendo fazer o melhor, não tem como não dar errado. Não tem não, porque olha, não tem coisa mais gostosa que chegar em casa e estar harmonia relacional das pessoas lá. E nós podemos sentar, dialogar, trocar experiências sobre um assunto e é tão desagradável quando surge uma briga, então nosso coração humano, ainda que a gente esteja na imaturidade, ele anseia pela paz, ele anseia pra uma relação saudável.

    Então quando nós tivermos isso em maior escala, com a divulgação maior na mídia, nas novelas, nos filmes, onde estes valores da relação, os valores humanos do respeito, da amizade, da fraternidade, da igualdade, estiverem sendo valorizados em maior escala, claramente isso vai repercutir na sociedade. Porque nós teremos, nós mesmos, com a melhor condição de agir. E é aquilo que o Gandhi fala, quando perguntaram pra ele, Gandhi, qual é o caminho da paz? Ele fala, a paz é o caminho. A paz é o caminho. A Sinara Ramos, lá da Holanda, maravilha, ela diz o seguinte, quando vamos começar a ver no horizonte mudanças mais consistentes no homem como um ser de mundo de regeneração, e o que devemos esperar para os próximos anos com relação à transformação da terra e da formação social da humanidade.

    Estamos realmente preparados para isso? A Sinara tocou em um ponto curioso. Primeiramente, nós temos que lembrar, até falamos isso no DVD Apocalipse, não é Afonso? Que nós teremos uma comoção geral. O Karnak fala isso. Os Espíritos falaram isso na codificação. Nós estamos aí à beira de fenômenos de expiação coletiva. Mas, esses abalos de expiação coletiva, eles vão servir como uma sacudida. Para que a gente enxergue, estou colocando a minha opinião, quero ouvir o Afonso sobre isso, para que a gente enxergue e estimule o que já existe.

    Porque tem muita coisa maravilhosa na Terra, mas que não tem espaço na mídia, que não tem patrocínio de empresa, que não tem estímulo de ninguém. Quantas pessoas estão hoje dentro de comunidades carintes com trabalhos maravilhosos na área do esporte, da arte, da religiosidade, quantas obras maravilhosas são feitas e sequer são divulgadas. Sequer são divulgadas. Então, nós acreditamos que a entrada no mundo de regeneração vai revelar uma coisa maravilhosa para a gente. Nós vamos enxergar a coisa que está do nosso lado, nós não estamos vendo.

    Porque o que tem nesse mundo é gente boa e coisa bonita acontecendo. Mas, nós não temos olhos de ver e muito menos mãos para estimular. Hoje, você vai num trabalho assistencial, ele luta, não consegue patrocínio de empresário, não consegue nada. Não consegue nada. Nada. Você vai fazer alguma coisa para ajudar, é uma dificuldade. Você vai fazer uma coisa para destruir, você tem mil patrocinadores. Falou que algazarra é fácil. Então, passa muito, em meu modo de sentir a regeneração, para olhar para dentro, olhar o que nós temos de bom.

    Os projetos do bem que já estão na terra e que estão precisando de adubo, que estão precisando de mãos. Mas, esses abalos, essas expiações coletivas darão aquela sacudida para que a grande massa que está encarnada acorde. Porque, infelizmente, a maioria de nós encarnados estamos dormindo. Não é, Afonso? Eu sei qual é o seu sentido. Allan Kardec trata, no livro dos médiuns, que este ano, inclusive, faz 150 anos, a questão da influência do meio. O nosso olhar é um olhar cultural. O nosso olhar está contaminado pela interpretação da maioria, da liderança, da mídia, de todos esses fatores.

    Então, nós às vezes temos dificuldade mesmo de perceber, Sinara, isso que o Aru está dizendo. O quanto de coisa boa que já existe, mas que está restrita ao ambiente que é feito e não tem a divulgação. Não tem essa mesma irradiação. Tão logo nós tenhamos aí o bem sendo uma coisa boa, divulgado e proposto, nós veremos, o Ibope vai mudar. Nós veremos verdadeiramente valores inestimáveis. Veremos pessoas trabalhando, dedicando a vida para patrocinar o bem da coletividade, da comunidade. Então, essas questões todas, elas existem e elas existirão em maior escala.

    Porque, quando nós encontramos a dor, a dor nos torna muito sinceros. A dor não permite nós fugirmos da verdade, mas a dor sensibiliza. O próprio Vitor Hugo, escrevendo um poema sobre o homem e a mulher, ele vai falar do homem vigoroso, do homem forte e ele tem uma frase magistral que ele diz assim, a mulher com uma lágrima é invencível porque sensibiliza, trabalha aquele valor do coração. Então, nós encontramos, hoje, nós podemos olhar e ver que na terra já existem elementos de uma regeneração. Nós podemos ver a história de Mata Teresa de Calcutá, muito recente, próxima de nós.

    E não precisa nem ir longe, né, Afonso? Nós podemos citar aqui obras como a Mansão do Caminho, do Divaldo, o Remanso do Raul, quantas creches espíritas, quantas instituições da igreja católica, da igreja protestante, quantas instituições de esporte, de cultura, de música, que estão em comunidades carentes realizando projetos, no mundo inteiro. Então, eu diria, se todas as empresas do mundo destinassem 5% do seu faturamento para esses projetos sociais, nós transformaríamos o mundo em 6 meses. Por quê? Porque essas instituições receberiam um investimento gigantesco.

    Gigantesco. 5%. É que elas fazem muito sem recurso. Sem recurso. Com a boa vontade. Porque não vem o recurso. Não vem. Vem de algumas poucas empresas. Porque a empresa prefere gastar 15%, 20% com gasto em publicidade, dos mais diversos tipos, do que atrelar a sua imagem institucional ao bem. A prática do bem. Mas isso vai acontecer. Vai acontecer, porque as empresas também, como instituições, serão renovadas. Os seus dirigentes, os seus donos, serão espíritos propensos ao bem também. E não espíritos que agem apenas no intuito do lucro e da exploração do semelhante.

    A mentalidade, ela vai mudar em todos os segmentos. Então, a gente vê que, assim, é muito pouco. Para que o mundo mude, falta um triz. Mas é um triz difícil, porque é o triz do egoísmo. É um passo. É o passo para fora de nós mesmos. Por isso que é difícil. Mas é uma coisinha. É pouca coisa que precisa acontecer. Pouca coisa. Outro dia me impressionei aqui, por exemplo, agora as propagandas. Na propaganda da Coca-Cola, vi uma que eu fiquei impressionado. Sobre reciclagem de garrafas. Aí colocam uma comunidade de recicladores.

    Agora a Coca-Cola está apoiando. As empresas já estão querendo vincular o seu marketing, a sua divulgação com a ação social, no bem. E isso vai ser uma regra. Isso vai passar a ser uma regra. Isso já é o cheirinho. Porque tem uma tempestade por aí. Mas a gente já está sentindo o cheirinho da renovação. Porque a tempestade, ela tem esse dom de limpar, né, Afonso? Tem o dom de limpar. A questão da ecologia, o ser humano está começando a despertar para o planeta enquanto uma entidade viva. Que não é infinito nos recursos, é finito.

    E essa consciência ecológica que já mobiliza muita gente, às vezes até com ânimos muito exaltados, porque está no início, mas ela é um dos pontos a definir uma nova forma de pensar. Reciclagem, que o planeta não é só para agora, ele precisa permanecer. E você falando isso, Afonso, é impressionante, porque a gente assiste Discovery Channel, esses programas, né? E as tecnologias, elas já estão na Terra, né? Essas tecnologias já estão na Terra. Ela já é de conhecimento do ser humano. É o combustível verde. Elas não se desenvolvem por conta de interesses mesquinhos de uma minoria que ama o mal.

    Porque a gente imagina que mal é só assassinar, não. Tem um mal que é terrível, que é quando o Espírito se comprasse na exploração da humanidade pela ânsia do lucro. Isso é terrível, viu, Afonso? Eu acredito que sim. Um grande número de Espíritos que são degradados são Espíritos ligados à administração do patrimônio monetário do planeta. E essa vai ser uma grande turma que vai. Porque são aí, vamos dizer, são umas 300, 400 famílias no mundo que causam essa destruição. São multibilionárias que escravizam o mundo. Não deve passar de 300 famílias.

    Deve ser umas 300, 400 famílias no mundo que escravizam o mundo. Funcionam como parasitas. Por conta do acúmulo e da influência que elas têm na perpetuação de um modelo de exploração. Sendo que nós, como o Tiago falou, já temos todas as tecnologias para mudar, mas os interesses econômicos dessas poucas famílias do planeta não deixam, impedem, se for preciso eles até matam para que isso não se desenvolva, para que isso não ganhe. Nós já poderíamos ter carro elétrico aí voando. Não tenho dúvida disso. Ou seja, os valores do novo enquanto propósito já existem.

    A questão agora é ter coragem de aplicá-lo. Implementá-lo na vida. Agora vamos entrar no assunto aqui, porque está todo mundo perguntando e movimentando a internet, aí mesmo descobrindo, você liga e descobrindo, 2012, 2011, todo mundo perguntando para todo quanto é lado. Não existe um consenso sobre essas coisas. Eu acho que a gente poderia falar um pouquinho sobre isso, sem tocar em datas nem nada, mas trazer pelo menos um alento para as pessoas que estão com essas coisas borbulhando na cabeça, porque na internet você tem informação de cometa que está chegando, de cometa que está passando pela Terra, várias informações.

    Eu estava assistindo o Descobertino e o pessoal falando sobre coisas do Egito, falando sobre as profecias que apareceram em várias civilizações. Eu acho que a gente poderia falar um pouquinho sobre isso. E o Moura Junior, lá de Campo Grande, no Rio de Janeiro, ele faz a seguinte pergunta. Gostaria de saber qual o posicionamento da doutrina espírita quanto a possível… quanto a possibilidade de que em 2012 aconteça uma transformação física na Terra. Fala-se muito no meio científico sobre inversão dos polos, que pode se dar hoje ou daqui a mil anos, tirando o fato de que a transformação irá ocorrer.

    É absurdo acreditar que uma inversão dos polos ou mesmo outro cataclismo global possa atingir o nosso planeta em 2012? Olha, Tiago, essa questão das datas, realmente elas são muito complexas. Porque o planeta Terra, ele não constitui só da crosta dos habitantes encarnados. Ele também constitui das várias esferas espirituais que fazem parte do planeta Terra. Então às vezes nós recebemos uma notícia que vai acontecer algo e quem deu a informação talvez não tenha lido a coisa com correção ou não tenha tido a oportunidade de ser falado, mas ela pode estar acontecendo no mundo espiritual.

    Por exemplo, quando André Luiz fala pra nós em dois livros muito importantes, o livro Obreza e a Vida Eterna e o livro Ação e Reação do Fogo Purificador no mundo espiritual, ele está dando notícia de acontecimentos lá que limpam a psicosfera do plano astral, no plano espiritual. Então quando nós pensamos em 2012, eu tenho pra mim, o Aro tem as datas, ele vai falar pra nós que hora que é da Terra, mas vamos imaginar assim, o dia 23 de setembro é o dia que começa a primavera. Mas o que que muda? Especificamente de inverno pra primavera naquele dia.

    Então se nós pensarmos o ano 2012 como a entrada na primavera, vamos imaginar assim, ele terminando então o inverno, nós estamos terminando um período, inaugurando outro, mas nós não vemos mudanças tão objetivas. O que pode acontecer pra assinar lá a primavera é chover, às vezes tem uma chuva muito torrencial, mas é uma chuva pra molhar a Terra, umedecê-la, permitindo as flores surgirem, o novo surgir. Então tem pra mim que 2012, dentro dos várias etapas que a Terra vai vivendo, ela pode marcar assim este momento de começo.

    Então imaginemos que 2012 seja meia-noite, conforme está nas pesquisas que o Arou tem feito pra nós. A meia-noite, no nosso calendário atualmente, ela muda o dia, um dia pra outro dia, mas continuando de noite, ela enuncia começo da madrugada. Então, nós pensamos nesse sentido. Sem esperar, pode até acontecer um tsunami, algum evento, pode acontecer, mas não é o evento que vai mudar completamente de uma hora pra outra. Ele pode chamar a atenção do ser humano para a realidade da vida. Nós pensamos assim. É importante.

    Exatamente isso, Afonso. Inclusive há uma passagem no Evangelho em que os fariseus chegam pra Jesus e falam, dê-nos um sinal. E Jesus fala, Hipócrates, sabeis reconhecer as estações e Me pedem um sinal? É exatamente isso. Eu acho que você deu um exemplo bom aí da primavera. Nós podemos dar outro. Toda vez que você lida com o ciclo, por exemplo, ciclo menstrual. Toda mulher tem um ciclo menstrual. Aí você vai perguntar, que dia que você vai menstruar? Que dia que vai ser? Que hora que vai ser? Quanto tempo vai durar?

    É um ciclo. Então ele começa, tem o seu apogeu e tem o seu período de decrescimento. Nós já estamos no ciclo da transição. Não precisa dizer quem assistiu aquele tsunami no Japão, quem assistiu os tsunamis nos outros lugares, quem está presenciando os fenômenos que estão a todo dia sendo noticiados na televisão, está sentindo um cheiro de que o ciclo começou. Os ciclos de resgate coletivos da humanidade se iniciaram. Então, nós vamos entrar no espaçamento é igual contração. É igual contração. A Terra já entrou em contração.

    De quanto em quantos minutos nós não sabemos ainda. Sempre teve aquele primeiro tsunami, já teve o do Japão, daqui a pouco vai entrando na contração, na contração. Vão começar a acontecer com mais frequência até entrar de novo num decrescimento. Tudo indica que 2012, 2003, 2014 fazem parte desse apogeu desse ciclo. Sem que nós possamos definir datas no calendário marcado. É importante isso. Não ficar preso a isso. Porque atua, né, Afonso, atuam aspectos também ligados à misericórdia divina, ao replanejamento, a reação.

    Isso é importante a gente pensar nisso. Outra coisa que é importante pensar. A alteração da constituição física do orbe também é cíclico. Já aconteceram milhares e milhares de vezes. O continente já juntou, o continente separou, juntou de novo, separou, juntou, separou, subiu pra cá, desceu, vulcão. Isso acontece. Eu digo que a única diferença é que pode você estar no lugar que vai acontecer. Não é? É a única coisa que pode mudar, porque na Terra sempre aconteceu. Quando aconteceu, os dinossauros estavam lá. Estavam lá.

    No lugar. Então, tinha um espiritualista americano, Danny Hoodyer, que ele dizia assim, não são as coisas que acontecem para a gente, somos nós que acontecemos para as coisas. Então, terremotos, mudança de placa vão acontecer. Se você estiver no lugar que está o terremoto, meu amigo, você tem algum compromisso kármico, você pode vir a desencarnar, pode vir a acontecer alguma coisa, porque você aconteceu para a coisa. Há algum elemento kármico, algum elemento no seu magnetismo perispiritual que o levou como expiação, como resgate, para aquele ambiente em que uma transformação natural e cíclica está ocorrendo nele.

    Está ocorrendo nele. Então, se fala, por exemplo, em verticalização do eixo da Terra, toda vez que ocorra um tsunami, como os que aconteceram, a gente sente que o eixo da Terra muda um pouco. Então, se acontecer mais uns dois ou quatro e mais fortes, a tendência é mudar o eixo. Mudando o eixo, o processo de degelo dos polos, ele se intensifica. Com o degelo dos polos, o nível da maré sobe, isso afeta a continência. Não precisamos dizer nem quais são, isso afeta, isso tem um impacto. Então, essas transformações vão ocorrer, sim.

    Elas vão ocorrer. Nós não podemos ficar sendo aqui profetas do desespero, nos unindo de desespero. Vamos ter confiança, abrir o coração, porque nós vamos receber muitos corações em lágrimas, muitas pessoas com sofrimento, intensificar a prece, entender que esses são processos naturais. Como a morte também é um processo natural. E nós aprendemos no livro dos Espíritos, a partir da questão 536, da ação dos Espíritos na natureza, nos fenômenos da natureza. Os trabalhadores de Jesus, que mobilizam as suas forças para equacionar, para levar a efeito, para direcionar os fenômenos da natureza, eles são, eles trabalham com as leis que regem os fenômenos físicos e com previdência, com previsibilidade.

    Então não acontece nada assim fora das vistas de Jesus, que é o governador do planeta, que conduz a embarcação com mãos seguras, com um trabalho de meta aonde vai atingir. Então, naturalmente, nós precisamos estar bem atentos, que nós estaremos no lugar certo e na hora certa para as coisas acontecendo. E eu gosto de uma passagem do Evangelho, Afonso, que mostra o quanto que a misericórdia interfere na lei de causa e efeito. Que é a passagem quando Jesus diz assim Se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria.

    Porque se nós somarmos, Afonso, todos os débitos coletivos da humanidade, nós viveríamos uma transição tenebrosa. Se fosse deixar a lei de causa e efeito atuar com toda pujança, seria uma catástrofe global que eu não sei se sobraria um encanado. Mas a misericórdia só permite que haja um resgate pela dor, no último caso. Então a gente sente que há um trabalho intenso, intenso do mundo espiritual para minimizar, não anular. Porque isso é impossível. Mesmo porque há almas muito resistentes ainda. E Emmanuel tem uma imagem, Haroldo, que ele diz assim Alguém pode despertar com o canto da cotovia.

    Não é assim? Mas outros só com a explosão. Só com a explosão. Então se nós desejarmos verdadeiramente, a misericórdia divina nos encontra muito mais facilmente, porque misericórdia quero e não sacrifício. Então a gente tem uma esperança, sabe Afonso? Eu acho que nós espíritas e todos que desejam o bem deveriam se unir em oração pela terra com o seguinte desejo. Hora que as catástrofes começarem a acontecer, conforme for a nossa reação, nosso comportamento, elas podem ser abreviadas. Com certeza. O Marco Gandra, de Belo Horizonte, ele pergunta o seguinte Nos podcasts anteriores, número 3 e número 8, fiquei com uma dúvida sobre o mundo de regeneração.

    O que vem a ser os mil anos após 2057? É um período de preparação para a regeneração ou é o próprio período de regeneração? Foi o Afonso que trouxe isso pra gente, né? Marcos, né? Isso, Marco Gandra. Marco, realmente é isso, esse período de mil anos, nós temos feito esses estudos, ele é o próprio período de regeneração, que é uma transição entre os mundos de expiação e o mundo feliz. Então é nesse período, ele disse que nós estamos tratando hoje, é um período, vamos dizer assim, de mil anos O mundo de regeneração é uma transição, né?

    É uma transição. Ele é um período curto de transição, de expiação pra ditoso. Justamente. Ele é mais amplo do que essa transição de 200 anos que vivemos, porque essa é uma adequação. Mas ele é o próprio período do trabalho com Jesus. É disso que nós estamos tratando hoje, deste mundo de regeneração. Allan Kardec chama de mundo regenerador. Exatamente. Onde o nosso esforço de trabalho com o Evangelho deverá ser aquele prêmio de atingir a capacidade a coroa da vitória. Exatamente. De elevação no plano da hierarquia dos Espíritos, a melhoria da nossa habitação, a terra como aquela escola onde verdadeiramente os grandes mestres, os grandes professores virão lecionar.

    E onde os alunos estarão aplicados na apreensão dos valores, na apreensão dos recursos. Exatamente. Então é importante isso, Marco, porque é uma dúvida que muitos têm. Ao preparar aqui esse episódio do Pode Ser, eu conversava com Afonso sobre isso. Nós pegamos o texto do Evangelho segundo o Espiritismo, em que o Santo Agostinho faz questão de frisar. O mundo de regeneração é uma transição. Ele é um intervalo pequeno entre a passagem do mundo de expiação e prova para o início do mundo feliz. Porque nós precisamos imaginar também, gente, quando diz assim mundo ditoso, há uma gradação quase que infinita.

    Você tem o mundo ditoso que é aquele que está começando e aquele mundo ditoso que não tem nem ser mais que um corpo físico. Então é uma gradação. A regeneração é essa passagem. O Santo Agostinho vai falar uma coisa bonita, ele diz assim, é um período de convalescença. Então passou uma dor, uma dificuldade que é essa transição. Agora passou um tsunami, um furacão e nós vamos estar recuperando. Nós vamos estar convalescendo de uma grande e profunda transformação. É o tempo que nós vamos ter de alívio, de reconstrução, de recomposição para penetrarmos com segurança em caminhos mais felizes.

    Certamente. Eu acho que a gente podia voltar um pouquinho no seu estudo, Afonso. Você disse que ia falar pra gente um pouquinho sobre a passagem. Você entrou, mas não entrou, né? O assunto nos convidou pra outro terreno. De certo modo, nós não entramos nos aspectos que estão na passagem do Evangelho de Marcos. Nós falamos dele, mas sem entrar nele. Mas eu gostaria de trabalhar pelo menos um aspecto aqui que achamos muito interessante. É quando Jesus fala assim, no capítulo 13, versículo 24, de Marcos. Mas naqueles dias, depois daquela aflição, ou daquela aprovação, o sol escurecerá e a lua não dará o seu brilho.

    Sol e lua. Sol e lua é narrado no Gênesis, a sua criação. Vamos pensar aqui em alguma questão. É o quarto dia da formação do planeta. Diz assim, Mas é interessante que aqui eles foram colocados também para serem servidos de sinais. E aí, à medida em que a Bíblia foi sendo registrada, no Salmo 84, 11, diz lá assim, Porque o Senhor Deus é um sol e escudo. Malaquias vai continuar a ideia dizendo assim, Mas para vós que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça e salvação trará debaixo das suas asas. Então o sol é referente aqui como Deus.

    Imaginemos assim, o sol seria a grandeza da verdade, da luz espiritual e ele tem luz própria. Enquanto a lua, ela não tem luz própria. A luz da lua é uma luz refletida. Então a luz que vai se apagar, ou que não vai dar o seu brilho, depois dos crescimentos do sol, nós podemos pensar, trazendo para nós aqui na Terra, no nosso simbolismo, se é que estamos pensando de acordo, que são, a luz refere-se às instituições, às organizações, os organismos que tinham como postulado apresentar a verdade, apresentar à Terra, Deus na sua grandeza incomensurável e que não conseguiram.

    Então o sol se apagou, porque a lua não conseguiu refletir a luz. Nós estamos vivendo esses momentos e aí nós lembramos de Allan Kardec no livro Obras Póstumas numa reunião no dia 30 de abril de 1856. Ele diz assim, é a primeira revelação da minha verdade e o Espírito escreveu assim, dá licença de ler aqui mais um? Claro, por favor. Quando o bordão soar, abandoná-lo o eis, apenas aliviareis o vosso semelhante, individualmente o magnetizareis a fim de curá-lo. Depois, cada um no posto que lhe foi preparado, porque de tudo se fará mister, pois que tudo será destruído, ao menos temporariamente.

    Deixará de haver religião, e uma se fará necessária, mas verdadeira, grande, bela e digna do Criador. Seus primeiros alicerces já foram colocados. Ou seja, nós estamos entendendo que está falando deste momento, o sol escurece, a lua não dá a luz, as instituições são colocadas em xeque, todas as instituições, não só a religião, você falou, Ida, não há investimento na coisa do bem. Todas essas instituições estarão sendo colocadas em xeque, neste momento, para que possa surgir a verdadeira instituição ou as verdadeiras instituições que irão trabalhar em nome do sol da verdade, o sol da justiça, o sol do amor, o sol da luz que é Deus na intimidade de cada um de nós.

    Exatamente, e fala também das estrelas, as estrelas cairão do céu, e aí a gente lembra da passagem, do início do evangelho segundo o espiritismo. Os espíritos do Senhor, quais virtudes do céu, quais virtudes do céu, qual imenso exército que se movimenta, as ordens do general, caem até como estrelas cadentes, vem iluminar os olhos. Isso, maravilhoso, porque o sol é uma estrela, mas aqui cada um com a sua grandeza, cada um com a sua função, como diz Paulo de Tarso na carta aos coríntios. Então, definindo este ponto, as estrelas que vêm para a terra, nas simbolias lá que caem na terra, do céu que cai na terra, define então a encarnação de espíritos já iluminados, melhorados, cada um com a sua grandeza, mas no trabalho da Renovação, do trazer um novo alento às instituições humanas.

    Eu fico imaginando… É bonito isso, porque a gente pensa assim, Afonso, porque o Evangelho, ele trabalha muito com a questão de imagem, então a ideia de que apagou-se no céu para acender-se na terra, porque as estrelas caem aqui, então se oferece um processo de a luz sendo acendida na terra. O céu vem para a terra. O céu vem para a terra. Ou a terra vai para o céu. Aí fica o que o ouvinte quiser. Fica a gosto do freguês. É como se fosse um trampolim. O trampolim, ele recebe o impacto de descida, mas para projetar a subida.

    E eu tenho para mim, por exemplo, quando André Luiz narra sobre a organização de nosso lar, quando ele fala do governador de nosso lar, os seus setenta e dois ministros divididos em seis ministérios, doze ministros em cada ministério, trabalhando harmonicamente, ele está mostrando para nós uma forma de organização que de forma equilibrada consegue atender a uma dinâmica de trabalho organizada, fazendo ali uma renovação. O ambiente não era assim antes, mas ele tornou-se por causa do trabalho, da organização, um verdadeiro líder organizando ao seu redor trabalhadores dedicados e devotados.

    E esses líderes vão reencarnar. Eles vão vir para cá com essa mentalidade, com esse compromisso e aí nós assistiremos os homens de bem assumindo os cargos de comando, os cargos de liderança, de poder, dando o seu exemplo de trabalho ao bem coletivo, ao bem comum. Eu voltaria naquela questão, 932 do livro dos Espíritos, quando diz lá que o bem é tímido, mas quando estes, o bem, quiserem, eles serão maioria. Quando quisermos, ou seja, esse momento nós estamos aguardando, esse que é a verdadeira mudança que nós podemos pensar na Terra.

    Quando o bem, nós já tratamos disso aqui agora há pouco, mas quando o bem for irradiado… Porque é uma coisa curiosa a função de pensar. O mal ele precisa de exército para impor-se pela força, o mal precisa de armas para destruir, o mal precisa de um departamento de marketing muito competente para maquiar e passar-se por bom, por agradável, o mal precisa de um esforço que o bem não precisa, porque o bem é o bem. O bem é bem. O bem ele é contagiante. Então na hora que ele começar… O bem ele é. Ele é. Qualquer um de nós pode fazer uma simples experiência, vai assistir um filme e vê uma cena bela, uma cena nobre, uma cena de amor nobre, essencialmente.

    Nós somos tocados na mesma hora, sensibilizamos, a emoção nos visita, porque é isso que faz parte da alma, esse é o verdadeiro alimento da alma, o amor como alimento da alma. Então assim, não precisa de… Gandhi sozinho fez a independência de dois países da opressão da Inglaterra e não levantou uma arma apenas pelo amor, jejum e oração. É muito bonito. Olha aí que maravilha, mas chegamos ao final de mais um episódio. Bom, era importante a gente dizer que um episódio é muito pouco para a gente tratar de um tema tão amplo, que é o mundo de regeneração, a transição, a entrada nesse mundo de regeneração.

    Outra coisa que é importante também dizer, Tiago, é que os Espíritos não quiseram ser detalhistas e descrever o mundo de regeneração. E eu acredito que é para não ferir a nossa criatividade, porque nós construíremos o mundo de regeneração. Nós o construíremos e ele será o que nós quisermos que ele seja, desde que no bem, porque o mal não terá opção mais. Mas, se for no bem, nós vamos construir de acordo com o nosso bom gosto, com o nosso desejo, com o nosso anseio, porque o que Jesus mais quer é que nós nos exercitemos no bem, que nós nos desenvolvamos na concretização do bem.

    Então, o que vai ser da arte? Não sei. Vai depender dos artistas, o que eles quiserem, porque o que eles quiserem construir do bem, eles vão construir. O que será da política? Não sei. Depende dos que têm compromisso com a política, no bem, o que eles vão fazer, o que eles querem implementar, o que nós vamos permitir. Então, está um campo aberto para a construção. Está um campo aberto. Só tem uma regra. Não haverá espaço para a maldade, para a maldade deliberada. Poderá haver espaço para a queda, o desequilíbrio, o tropeço.

    Isso, sim, nos acompanhará ainda por muito tempo, o tropeço, mas a maldade deliberada não haverá espaço. Então, erraremos, com certeza, muito ainda, mas no clima da sinceridade. Não haverá mais o erro no clima da maldade, da má fé. Esse erro, não. Porque todos quererão muito acertar. O desejo de todos vai se acertar. É um campo aberto. Eu diria que o mundo de regeneração é uma tela. E Jesus está distribuindo os pincéis e as tintas. Que Deus nos abençoe ainda por muito tempo na confecção desse quadro, não é, Afonso?

    Certamente. Espero que a gente possa estar aqui, fazer parte dos que vão ficar, com certeza. Eu quero me esforçar para poder reencarnar nesse mundo de regeneração que ainda vai perdurar por mais mil anos. Mil anos. Nós teremos algumas encarnações para poder verdadeiramente implantar esse reinado do bem, buscar inspiração naquilo que nós temos de mais nobre, dos sentimentos mais valiosos, tendo Jesus como o grande mestre e senhor, o grande guia e modelo, sendo aquela referência para as nossas ações, para os nossos estudos.

    Podemos trazer aquela imagem, que é até o título de um livro, em meus passos, em seus passos, o que faria Jesus? É assim o livro. Em meus passos, o que faria Jesus? Buscando em cada ação a dinâmica de Jesus como modelo, como guia. E aí, Haroldo, você falou uma grande palavra que nós achamos que é dessa regeneração, é a criatividade. A criatividade no bem. Para nós conseguirmos equacionar quaisquer circunstâncias adversas, quaisquer problemas. Porque tem uma coisa curiosa, né, Afonso? A gente imagina que criatividade é o mal.

    A coisa mais limitada é o mal. Um dia nós vamos descobrir isso. A coisa mais limitada e constrangedora é o mal. O maior espaço de construção, de criatividade, de variação é o bem. É o bem. Porque existe mil e uma formas de você fazer o bem. Agora, o mal tem formas fixas. São condutas padrão. O mal é sempre aquela coisa padrão. Ou você agride fisicamente, ou você abandona, ou você mata. São clichês. O mal é feito de clichês degradantes. O bem é um infinito de possibilidades e de gradações. De possibilidades e gradações.

    Somando esforços. Porque nós sabemos o valor do pensamento coletivo. E onde cada um está na sua área de atuação, nós aqui e vocês aí, agora juntos, somando aquele esforço na expectativa de podermos servir com os valores construtivos da vida. Nós estamos aceitando o convite de Jesus para sermos daqueles que constroem um mundo novo, uma nova etapa. Então agradecemos muito a vibração de vocês, o apoio que vocês nos dão, nos deram e vão continuar dando porque nós estamos juntos, todos juntos, buscando a implantação do reinado do bem na Terra.

    Muita paz a todos, muito obrigado pela atenção de vocês e que Deus nos abençoe. Comigo Pra saudar um mundo novo de amor e paz que vai chegar com as ondas Pra suavizar a alma, para libertar o coração e a mente Vamos soltar nossas vozes pelo ar deixar o canto se espalhar E mais e mais outras vozes vão cantar A fraternidade cura em forma de canção Será tempo de amar, será a regeneração Hoje o dia amanheceu bonito, vem comigo, vou cantar A caridade Hoje o dia amanheceu bonito, vem comigo, vou cantar A esperança Hoje o dia amanheceu bonito, vem comigo Vamos construir a nova era Vamos soltar nossas vozes pelo ar deixar Deixar o canto se espalhar E mais e mais outras vozes vão cantar A fraternidade flui em forma de canção Será tempo de amar, será regeneração Hoje o dia amanheceu comigo, vem comigo Vou cantar a caridade Hoje o dia amanheceu comigo, vem comigo Vou cantar a esperança Hoje o dia amanheceu comigo, vem comigo Vamos construir a nova era A nova era A caridade Vamos construir a esperança A nova era

    Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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