Prepare-se para uma imersão profunda em uma das obras mais emblemáticas da literatura espírita! Neste episódio especial do PodSER, mergulhamos no universo de “Paulo e Estevão”, o romance psicografado por Emmanuel através de Chico Xavier, que continua a inspirar e emocionar gerações. Uma conversa rica e cheia de descobertas sobre a vida, as lutas e os ensinamentos desses grandes vultos do cristianismo primitivo.
Neste episódio
- A riqueza e profundidade da obra “Paulo e Estevão”.
- O lançamento do livro “Paulo e Estevão em Sonetos”, de Gladston Lage.
- A abordagem do Seminário Lítero-Musical sobre “Paulo e Estevão”.
- A importância de Estevão na formação e na obra de Paulo.
- A “sétima viagem” de Paulo: o itinerário interior.
- A humanidade dos personagens e a proximidade de Jesus.
- O resgate histórico do cristianismo primitivo por Emmanuel.
Participantes
- Thiago Franklin
- Gladston Lage
- Sheila Corradi
- Julio Adriano
- Ricardo Marçal
- Haroldo Dutra Dias
Destaques
- A Poesia de Paulo e Estevão: Gladston Lage compartilha a jornada de criação de “Paulo e Estevão em Sonetos”, um trabalho que busca sintetizar a essência da obra original em versos, ressaltando a beleza e a profundidade poética já presente na escrita de Emmanuel.
- O Impacto de Estevão em Paulo: Haroldo Dutra Dias explora como a figura de Estevão, sua interpretação da Bíblia hebraica e sua integridade pessoal, desconcerta e transforma Saulo, influenciando profundamente o pensamento paulino e a construção do cristianismo.
- A Sétima Viagem de Paulo: Uma reflexão sobre o percurso interior de Paulo, que, além de suas viagens geográficas, empreendeu uma jornada de amadurecimento espiritual, marcada por desafios, renúncias e a constante busca pelo Cristo.
- Jesus, o Maestro Divino: Os participantes discutem a visão de um Jesus atuante e próximo, que toma decisões e interfere nos rumos da história, mostrando que a espiritualidade está sempre no comando, mesmo diante das escolhas humanas.
Ler transcrição do episódio
A de nascer, nova era de crescer, novo homem em coração, de quem quer servir. É prosperir, novo verbo é burilar o íntimo, colorindo o céu de um novo ser. Olá pessoal, estamos iniciando mais um episódio do Pode Ser. Aqui é Tiago Franklin e a lei é humana, o evangelho é divino. Moisés o condutor, o Cristo o salvador. Gesiel na casa do caminho. Olá pessoal, aqui é Arouro Dutra Dias. A minha frase de hoje está no prefácio do Paulo Estevam. A contribuição de Estevam e de outras personagens dessa história real vem confirmar a necessidade e a universalidade da lei de cooperação.
Aliás, sem cooperação não poderia existir o amor. E o amor é a força de Deus que equilibra o universo. Saudação aos amigos e vou pedir licença sem ter ensaiado nada, de falar duas frases de que gosto muito de Paulo. Uma primeira delas me lembra o trabalho dos professores. Deixar-me é gastar por vós, ainda que mais amando seja cada vez menos amado. E a segunda é quando Paulo diz que tenho comigo que a fraqueza não existe, porque a força se manifesta é na fraqueza, por isso quando pareço fraco é então que eu sou forte.
É o Gladstone viu gente, o Arouro está me lembrando. Oi, meu nome é Ricardo Marçal e a frase que eu selecionei está na introdução do Paulo Estevam Breve Notícia. Nosso melhor e mais sincero desejo é recordar as lutas acerbas e os ásperos testemunhos de um coração extraordinário que se levantou das lutas humanas para seguir os passos do mestre num esforço incessante. As igrejas amornecidas da atualidade e os falsos desejos dos crentes nos diversos setores do cristianismo justificam as nossas intenções. Olá, meu nome é Sheila Passos e a minha frase é de Estevam no seu julgamento onde ele diz assim compreendereis um dia que para Deus Israel significa a humanidade inteira.
Aqui é Júlio Corradi, a minha frase é do livro que lançaremos durante o seminário Paulo Estevam em sonetos do Gladstone onde ele diz Emmanuel veio descerrar os véus de anonimato do santo e revelar-nos as claridades interiores do combatente pela reforma íntima e pelo trabalho digno, revestí-vos das armas da luz. É isso aí pessoal, o episódio de hoje é para falar um pouco sobre o próximo seminário Lítero Musical do Ser com o tema Paulo Estevam e nossos convidados são Gladstone Lage e Ricardo Marçal. Sendo assim, vamos para mais um episódio do Pode Ser.
O espírito sopra onde quer, mais sutil que o ar sopra ao vento, pensamento na linguagem articulada e abrindo a boca dizes, dizes o poema, a balada, no consolo aos infelizes a força sonora, o retrato, que é rola dos palados Conflagram-se perseguições, mas eis os calmos Gesiel e Abigail, os irmãos encarcerados sob o estigma de maus excelerados vislumbrando o pleno ilúnio ao som dos salvos O ignoto do veredito aumenta à noite O que planejam os romanos ofendidos a vingar os seus sítios destruídos A morte, a escravidão, o exílio, o açoite O pai envelhecido, a mãe que é morta Na memória as escrituras os exorta e lhes inspira vera paz ao coração São cordeiros sob a forma de crianças Antevêm o mestre em bem-aventuranças Enquanto aguardam a sentença, a imolação Primeira hora, troa trumpeta Olho por olho é a lei Toda justiça se fez Pela clava de Moisés Deus é único Pastor que nos guia Nada nos faltará O livro do Gladstone O livro do Gladstone O livro do Gladstone O livro do Gladstone O livro do Gladstone O livro do Gladstone O livro do Gladstone O livro do Gladstone O livro do Gladstone O livro do Gladstone O livro do Gladstone O livro do Gladstone O livro do Gladstone O Tiago, a gente vai fazer um trabalho de inscrição na internet, né, pro primeiro dia Nós vamos ter dois dias de apresentação No primeiro dia nós teremos o lançamento do livro, né, Paulo Esteves Sonnetos E de uma outra obra que o Gladstone já tinha escrito E que vamos aproveitar a oportunidade pra estar lançando lá Então ele vai estar lá autografando Ele vai estar abraçando Todo mundo vai poder conhecê-lo Isso aqui é a revelação Começaram as surpresas que vocês haviam se referido Então a gente vai estar lá e vai ter O livro foi ilustrado pelo Adriano Então nós vamos fazer uma exposição dos desenhos, né Nós já falamos do livro no outro podcast, né Sim, sim E o Gladstone vai falar um pouquinho mais sobre ele hoje Nós prometemos que iríamos lançar o livro E estamos cumprindo essa promessa nesse seminário Então quem quiser conhecer o livro, que é belíssimo E…
Acho que o Gladstone podia falar um pouquinho Só falar da programação que aí ele entra já na explicação Então vamos na programação A gente vai ter dois dias, primeiro e dois de julho Lembrando que há um domingo e uma segunda-feira O domingo começa à tarde, por volta das 17 horas A gente vai ter movimentação Com essa coisa de uma sessão de autógrafos Do pessoal ver a obra, né E tal No domingo a gente vai ter A Laboro apresentando o sketch O Paulo esteve em sonetos Nós teremos um painel com a participação de várias pessoas Inclusive do Aru, do Gladstone, falando também da obra Isso que nós estamos falando aqui um pouquinho mais E…
E essa parte dos autógrafos O pessoal podendo ter acesso ao livro Lembrando que o livro é ilustrado E que todos os desenhos São 71 desenhos São 71 desenhos Que foram pintados pelo Adriano Adriano Alves, nosso amigo E eles vão estar em exposição lá Isso mesmo Então quem quiser ver, não perde não Porque está maravilhoso Ele também está ilustrando para a gente as capas do Boa Nova Para quem adquiriu os DVDs do Boa Nova A gente está fazendo um trabalho Porque o seminário Ele é um seminário que tem um custo bem alto Então no primeiro dia Esse primeiro dia ele é entrada franca É gratuito Então a gente vai pedir que as pessoas se inscrevam E tal, para a gente poder saber A quantidade de pessoas A quantidade de pessoas que vão estar participando Então a gente vai Junto com esse podcast Certamente vocês vão estar acessando a sua inscrição Provavelmente o site já deve estar no ar Isso mesmo Qual que é o endereço Júlio?
Tem a novidade do site A gente registrou um domínio Uma façanha Registramos o domínio www.pauloestevão.com.br E nós estamos preparando um site Maravilhoso Que esse podcast também vai fazer parte Com certeza A gente tem um desejo De fazer um site Em homenagem a essa obra Mas o melhor site em homenagem a essa obra Um site que nós vamos tentar reunir De mais bacanas Sobre Paulo Estevão Vídeos Depoimentos Estudos O Haroldo já falou muito Sobre esse tema Nós vamos reunir Todo o material E sempre que a gente aperta o Haroldo Sempre sai um pouquinho mais Igual a pasta de dente no final Você vai apertando e apertando E sempre sai um pouquinho E vai dobrando E a gente dobra ele E vai apertando e vai saindo E vocês vão sentir também Que o Gladstone tem muita contribuição Para trazer Na segunda-feira Efetivamente vai acontecer O seminário eletromusical Da forma como vocês conhecem No Acaminho da Luz Quem assistiu Acaminho da Luz Já sabe o que esperar Nesse seminário Sendo que Esse seminário vai ter algumas características Diferentes por ter Outras atividades artísticas E também a levada musical É um pouco diferente A gente está trabalhando com alguns músicos bem legais O Ricardo Que está conversando com a gente Que é um músico erudito É um concertista, um violonista Que vai trazer As cartas Que ele compôs Os temas que ele compôs para as cartas O Fred Que a gente chama, Fred Natalino Que é um pianista bacana demais Uma pessoa incrível Que está escrevendo os arranjos agora para o meu cantar Das músicas do Willy de Barros Também vai estar responsável Por alguns arranjos E o Demóstenes Junior Que é nosso violoncelista Que tocou também no Acaminho da Luz Que também tocou no Acaminho da Luz Que trouxe uma composição dele Muito bacana Que se chama Reencontrando E que vai ter um momento muito especial Do seminário onde será executado Essa nós vamos colocar um trechinho Não precisa ser surpresa Mas vai ser legal A gente vai ter Quarteto de cordas, nós vamos ter percussão Com o Eduardo Campos Que é também um percussionista da orquestra De sinfônica Em Minas Enfim, muita participação bacana Teremos participações De artistas Do teatro Da dança A gente estava Com desejo e preocupado Porque o seminário Acaminho da Luz Gerou uma expectativa De superação E agora?
Então esse seminário vai ser um espetáculo Mas isso é muito legal A gente tem que agradecer muito o pessoal do Sesc Palladium Que está nos apoiando Com o espaço lá E nos recebendo de braços abertos Mas é isso O seminário E no segundo dia A gente vai ter um ingresso Que é colaborativo mesmo Para o pessoal Ajudar a gente a realizá-lo Para custear o evento Mas não é nada impeditivo E a gente está fechando esse valor Que vai estar também divulgado Então quem quiser mais informações sobre o seminário É no www.pauloestevão.com.br E também no site do SER Que é www.portalser.org O Ninho familiar Desfeito e confiscado De o que deve Expropriado, torturado e morto Abigail estarecida De espírito absurdo Sente que está em Corinto e é arriscado Adotada, rumará Prestemente a Palestina Chora o irmão sentenciado Às galeras, a febre a incendeia Ante as medidas feras Que esmagaram seus sonhos de vida Que será o seu perigo, Jasbel?
Que a seu lado contemplará O céu animado Na espera do Messias Aprendem aos solfos Do sofrimento, sem queixas Apesar do abatimento Os mártires adobaram as profecias O Paulo Esteve em Sonetos Também vai estar lá Sendo vendido a um preço muito em conta Para custear também a produção A impressão A gente agradece também Ao Geraldinho Lemos que está nos apoiando Nessa produção Está sendo maravilhoso Gente A gente se espanta Com os fãs dessa obra Quando a gente fala de Paulo Estevam As mãos se abrem Mesmo os corações se abrem As pessoas sempre estão presentes Trazendo Querendo contribuir O Ricardo é um caso desse Ele chegou de uma forma Não sei se desconhecida Mas inusitada E foi se descontinando E abrindo De repente a gente vê que é um companheiro Que está do nosso lado no movimento espírita É verdade E profundo apaixonado pela obra Chegando ao ponto de compor as canções Ele tem uma música em andamento Que eu creio que ele não termine A tempo, mas já vou deixar aqui gravado Para incentivar Que ele termine Que ele está escrevendo Junto com o Imoisés Do Verbo de Verso uma canção para Paulo E uma para Estevam E ele me disse que seriam duas canções Que poderiam ser cantadas juntas E que elas se intercalavam E nós estamos ansiosos Já para ouvir a composição Então já deixa registrado aqui, botar fogo no Ricardo Olha que fantástico Agora é o seguinte, eu quero saber um pouquinho mais Sobre Paulo Estevam e sonetos Isso é com o Glasdor Essa obra é de chorar Conta para a gente Glasdor Um pouquinho da história, fala um pouquinho para a gente Do trabalho E mesmo assim de mencionar Lembrando muito, nem passa pela nossa mente A hipótese de Aprofundar o inesgotável Paulo Estevam, a atriz O nome já diz É a matéria-prima Na verdade a ocasião não tinha premeditado Aproveitar a obra para nenhuma outra obra Para a obra secundária Mas é porque eu comecei a ler E eu já gostei muito da obra de Paulo Estevam Gostei bastante Desde o inicio E depois por um exercício esperantista Tem um amigo nosso Um exercício o que?
Olha só Tem um amigo nosso Não sei se o Gabriel Campolino ouvirá não Mas ele pode atestar e confirmar Que eu me candidato a ser o pior esperantista do mundo Agora Eu me impus O desafio de ler o Paulo Estevam em esperanto O que eu falei? Estarei estudando Cristianismo A obra de Paulo Estevam, estarei estudando esperanto E gostei muito Da experiência na época Mas estava uma tarefa árdua Porque eu olhava tantas páginas e tal Aí eu gostei tanto de uma primeira parte lá Que eu falei assim Eu vou tentar representar E sabe-se lá por que?
Eu fiz em forma de poema Li mais um pouquinho E fiz um segundo poema Aí a gente Começa aquela conversa Com Jesus O que eu estou pensando? O livro é volumoso Ele é denso Aí você começa até achar que não tem palavras suficientes Para rimar, você começa a falar Não vai faltar palavra Eu fui fazendo a leitura E pensando comigo Se eu conseguir vai ser muito legal Muito além de mim Porque não é meu Mas se eu não conseguir eu terei que me perdoar Porque será difícil Não é difícil no sentido de encarecer a obra É no sentido de falar de como foi o processo Aí depois estava lá 20 sonetos Aí 25 sonetos E se tornou uma boa obsessão Porque eu já queria ler Eu já queria escrever, eu queria aproveitar Eu queria comparar com a obra em português Então fui fazendo assim E conforme consta no prefácio Essa obra na verdade está completando Agora uns 12 anos De quando ela foi preparada Mas então a proposta Que a gente faz no prefácio primeiramente É que a obra seja Um fruto que remonte A árvore De que ela nos remeta ao inconfundível Paulo e Estevão A segunda, a gente chega a essas livrarias Às vezes cebos lá E fala poesia não, poesia está muito em baixa Isso aí tem os modos de se refazer A poesia, pensar a poesia Dadaísmo, aquelas questões mais Revolucionárias e tal Mas aquela poesia que às vezes a gente gosta Que é da tradição oral Que é da sonoridade, de que fala o arudo E vai poder voltar no setor Estigando Essas cebos assim, ah está na oferta Mas está lá em cima e ninguém compra Então vocês vão pegando Eu gosto de soneto e gosto de esperanto Vão acompanhando É remontar a obra Matriz É na verdade dar continuidade A essa cultura poética Que é tão da tradição humana, que é tão da intuição Que é tão do nosso gosto Que é tão presente na criança Que é tão presente nos cordéis Que é tão presente nos textos religiosos Nos cânticos, em Davi Salmos A questão da dramaturgia Que a gente achou aproveitável E que alguns foram aproveitados Nesse sentido E a questão do esperanto Então é dizer que foi um processo baseado numa leitura Uma leitura que foi essa semi-mecânica De que o pessoal falou aqui Que você vai lendo e escrevendo Escrevendo e lendo Tá E com outros detalhes A gente evitou algumas obsessões Aqui a questão do parnasianismo As métricas terão que ser perfeitas Porque é natural Uma obra vem assim e vai ter quem fala Não, esse métrico está completamente desequilibrado Isso é um absurdo e tal Não é essa a preocupação A gente não pode escrever uma obra baseada em Paulo e Estevão Que não prioriza a essência Não, e é interessante, né Quando eu li Muita coisa passou pela minha cabeça Primeiro O Chico começou a sua mediunidade Com um monumento Da poesia que é o Parnado de Alentum E ao longo de toda Sua mediunidade De seu mediunato Ele sempre recebeu poesia E sempre teve essa mediunidade Muito peculiar Mediunidade difícil, inclusive Que é receber poesia E principalmente na diversidade de estilos Com que ele recebia, né Mas é bom também dizer isso Que essa obra que você fez É uma leitura poética do livro Paulo Estevão E o livro Paulo Estevão Tem muita poesia Emmanuel não é um romancista Comum Ele é um romancista incomum Ele consegue Uma prosa Rítmica Uma prosa poética Forte Ainda quando retrata A tristeza, o sofrimento, a perseguição Ele o faz Com tanta classe espiritual Com tanta elevação Que ele jamais Inclina o leitor Para a sombra Para a depressão Para a tragédia Ele sempre mantém o leitor Com os pés na realidade Mas coração e mente Ligados ao céu E isso é importante porque É um cuidado poético A gente precisa também lembrar Das raízes desse homem Como Padre Manuel da Nóbrega Formou em Coimbra Toda a tradição da literatura portuguesa De Portugal E a formação dele E eu achei ótimo Porque Esse livro também Ele chama pra isso A leitura poética é sempre Uma leitura de síntese Como dizem A poesia é a epifania da realidade Como dizem E pensando enquanto processo Eu posso falar pra vocês Porque isso é sentido Eu tento não exagerar Eu sou do estilo assim Eu não vejo uma foto e faço Que lugar maravilhoso Se eu não achar que é maravilhoso Que criança linda Se eu não achar eu não falo É meu estilo Agora duas questões Eu posso partilhar com vocês Primeiro é que Eu vivi muito o sentido psicológico Da obra enquanto escrevia Então aquele drama lá de Géziel Separado de Abigail E lá no barco Então escrever aquilo Primeira questão é essa questão psicológica mesmo Um olhando as estrelas E a outra questão É a intensidade da obra Que a essência ajuda muito a escrever Nesse sentido Algumas coisas a gente escreve muito mecanicamente Mas nesse caso específico A minha preocupação é muito essa Mas como que eu vou sintetizar Esses acontecimentos Que são as vezes tão paradoxais Tão dramáticos pra época Tão de autoridade, tão de cidadania Tão de mediunidade A dificuldade era de Eu mesmo ia caminhando com o soneto Pensando assim, mas vai dar pra fazer o fechamento Aquela questão de quarteto, quarteto, terceiro, terceiro Mas vai dar Porque o soneto não é só uma questão De um exercício sem alma Na verdade o que ele faz Ele tem que ter um conteúdo Ele tem que ter um enredo, ele tem que ter um sentido Ele tem que ter uma profundidade E se a gente escreve Só o corpo de Paulo Estevam A gente descaracteriza o que a obra tem de mais Maravilhoso que é o que disse o Haroldo Então de certo modo Isso foi vivido, foi essencial, foi dramático Foi gostoso E é aquela que a gente relancei E fica muito surpreso com o que vem lá Pai é morto A irmã é desterrada Como não bastasse Ao suplício e a galera Desconhecedor do futuro Que o espera No navio a comitiva Anel Pafos Destinada Passam-se os dias Uma peste prolifera Vitima Sérgio Paulo Quase o mata, o tortura O abandono O delírio, o estigma A amargura A febre o avassala Ameaça e exaspera Chega Ligesiel Indicado por Vassalo Aproxima-se humilde E desdobra-se a cuidá-lo Restabelece-se o inferno Volve à vida Mas Horrores Horrores O escravo enfermeiro Herda-lhe febre e dores Há Toda criatura Deus Chama pelo nome Pra despertar O ser E ser um anjo Homem Não existem Potestades Não existe mal Algum Que nos possa Apartar do amor De Deus Não o lançarei ao mar Serviu-me Vou libertá-lo E levo-o a uma praia A doença o forneá-lo A doença o forneá-lo A doença o forneá-lo A doença o forneá-lo Ele não é um título Puramente de rótulo Ele já é um título poético Ele é um título que De cada soneto que já remete Pra carga poética Do soneto Então e é muito interessante Porque Você pega por exemplo o soneto Cordeiros O título já é denso Remete a toda Poesia A todo tema Do pastor Da ovelha Do cordeiro pascal Da cerimônia da páscoa Da vivência de Abraão com Isaac Abraão levando o filho Para o sacrifício Que simboliza O criador que entrega os seus filhos Para o sofrimento, sabendo que o sofrimento Vai engrandecê-los, vai purificá-los Vai transformá-los Então Esse título cordeiro já É como se Despertasse uma memória A memória bíblica inteira E quando você lê aquele soneto Você pode Viajar pela obra de Paulo Estevão Por esse ângulo Por essa perspectiva Então eu achei um exercício poético maravilhoso E outra questão que me Me dá uma segurança Uma satisfação É que o pessoal sempre teve muito carinho Pela obra A gente tem muita tendência Não adianta, o 7 e o 12 A gente tem muito isso, quando eu penso que a obra está completando 12 anos E que está vindo a Lume É uma curiosidade Hoje que eu pensei nisso 72 sonetos Que é o número do sinedro, dos membros do sinedro Isso tem ideia para resolver Mas olha só Quando a gente pensa assim Com esses 12 anos ela viu O interessante é que Além de ela ter sido gestada As pessoas tiveram um carinho com ela E nos contassem Manda para mim a obra tal Você tem isso Aí no estudo tem isso Então essa coisa da experienciação Do experimento literário De passar pelas pessoas E as pessoas esperarem, gostarem, terem carinho Então ele é publicado com muito lastro Tanto pela participação De quem anima e edita Quanto por quem revisa Quanto por quem apoia, quanto por quem gosta É obra coletiva Sempre a gente tem essa visão De que aquilo que a gente Escreve, mas esse é outro tema Outro assunto, mas resumidamente É uma obra coletiva De que participam aqueles Que se afeiçoam a ela Ela vem do plano espiritual Tomara que valha E consagre o plano espiritual Nós aqui servimos Eu falo que a questão Por um caso curioso, uma vez que o Léo Manda para mim, eu me apercebi disso depois Eu falo, Glado, aquele disconeto Você manda para mim e tal Aí realmente o servo ele deve fazer Passar, né, são servos inúteis Eu não tinha a cópia do Paulo Estevão Eu tive que descobrir Não tinha Aí eu fui ao computador bem antigão Do trabalho que a gente tinha no albergue Para descobrir lá, eu botei isso aqui, fizeram um backup Eu não tinha a cópia dele Isso acontece de vez em quando, sabe Mas é interessante É uma leitura Poética, vem É uma flor singela Que a gente deposita aí Aos 70 anos dessa obra 12 anos para ela ser publicada 70 anos de aniversário da obra Todo um simbolismo aí Nesses lançamentos Mas eu acredito que os leitores Vão se encantar Graças a Deus que o Gladson Permitiu que nós do SER Pudéssemos publicar essa obra Porque é uma forma também da gente Agradecer o Emmanuel, agradecer o Chico E a Espiritualidade Superior Por nos ter presenteado com a obra do Paulo Estevão Cogitam dos caminhos de Gesiel O irmão cunhado Nem notícias, nem indício Da parte dos mensageiros Nem relato, nem emissiva Nem traços dos paradeiros Abigail quase contente O coração acabunhado Casar-seão Terão lar e filhos Serão felizes na lei Na oração encontrarão raízes Saulo a esperava Conquanto a desconhecesse Ela o servirá Sentido da nova vida Eu estou realizada Pois sou tua escolhida Que bom se Gesiel liberto Me aparecesse O meu coração Prove-me Na minha rua O meu coraçao Não ires Agora, Arudo Fala para a gente um pouquinho Qual que será a abordagem deste seminário Pois é, a gente tentou Fugir um pouco do lugar comum Esta conversão com a Sheila ela passa bastante sobre isso.
Então, o seminário, ele já começa com um olhar diferente, um olhar das crianças Estevam e da criança Saulo, sendo educados pelos seus respectivos pais e mães. É, a criança Gesiel e a criança Saulo, e ali o Saulo com a sua irmã e com o seu pai e com a sua mãe, Gesiel com a sua irmã Abigail, com o seu pai e com a sua mãe, a formação, aquela beleza do lar judaico, do ensino da Torá, do ensino de uma profissão manual, caso alguma dificuldade na vida forçasse a pessoa a precisar lançar a mão dessa habilidade para sobreviver, o ensino da própria Torá, a reflexão sobre os profetas, sobre os salmos, sobre os provérbios, sobre o livro de Moisés, a tradição do monoteísmo judaico, que é de encantador, que é de uma beleza extrema, e como que uma mesma tradição pode permitir posturas tão diferentes, como é a de Gesiel e a de Saulo.
Então, a gente já começa contando um pouco desse percurso. E depois, mostrando esses dois adultos, agora Estevam e o Saulo prestes a se tornar Paulo, se encontrando na Casa do Caminho e a gente quer abordar algo assim que a gente não teve oportunidade de trabalhar ainda, que é o impacto que Estevam teve na alma, no pensamento e na obra de Paulo. Sobretudo, o substrato de ideias, de intuições, de visões que Estevam conseguiu transferir para Paulo. E Paulo fica muito impactado com Estevam, porque Estevam tem uma leitura de toda a Bíblia hebraica, que é conhecida como Velho Testamento, a gente prefere chamar de Bíblia hebraica.
Estevam tem uma visão da Bíblia hebraica que desconcerta o doutor da lei Saulo. E a gente quer mostrar o que tem de original, qual que é o frescor, a vitalidade dessa interpretação de Gesiel, que vai causar tanto impacto em Saulo. E também a própria figura de Gesiel, de Estevam, a figura humana, a sua paz de espírito, a sua centralidade, a sua integridade, como é que isso transtorna também Paulo. E depois falar de uma coisa maravilhosa, que Jesus reúne algoz e vítima num trabalho de 30 anos lado a lado. O primeiro marte e o primeiro perseguidor são colocados lado a lado.
Essa é a grande poesia de Jesus. Porque Jesus não quer simplesmente construir uma história qualquer do cristianismo, não. Ele quer conduzir uma história do cristianismo que reflita o seu evangelho. Então ele coloca marte e algoz lado a lado como pilares da construção do cristianismo. Então só isso já dá um seminário. E como que esses dois juntos estevam ali amparando, acompanhando, orientando, conduzindo, inspirando, recolhendo inspiração da esfera do Cristo e trazendo para Paulo, dizendo para ele para onde ir, às vezes até interferindo em roteiro de viagem.
A gente quer contar um pouco sobre isso também e o processo das cartas. E enfocar nesse seminário, a gente vai enfocar o que a gente chama de a sétima viagem de Paulo. É uma brincadeira que a gente está fazendo. Há quatro viagens conhecidas e Emmanuel revela mais uma, que é a quinta, que foi para a Espanha, para a Europa, que o Paulo diz nas cartas que gostaria de fazer e Emmanuel revela que de fato fez, embora tenha interrompido no meio do caminho. E aí a gente brinca com a sétima viagem, que é a grande viagem interior de Paulo.
Porque se ele circulou todo o mundo conhecido da época, que é o entorno do Mediterrâneo, ele também fez um itinerário, um percurso interior. Não menos interessante, não menos movimentado, não menos cheio de aventura, de perigos, de naufrágios, como todo o percurso interior. Então, caia em depressão, caia em tristeza, tinha auge de alegria, tinha auge de fé, auge de perplexidade. E narrar esse itinerário interior. Então, a gente quer também dar um tom mais psicológico, uma narrativa mais psicológica. Então, esses elementos aí que a gente quer juntar para contar no Seminário Lítero Musical.
Paulo Estevam. Mas eu fiz o conto errado, eu comi a mosca aqui. Você falou que tinha quatro, mais uma cinco, depois você falou que chegou no sete, eu não sei como. E a sexta? Faltou uma, não? Não, exatamente, a gente brincou, porque a gente pulou o seis, porque o seis é o número do homem, o número bíblico que reflete o homem. Então, tudo que é humano, tudo que é da jornada humana, ele tem um símbolo do seis na Bíblia. É tanto que você pega as doze tribos, cada um elege seis representantes, e aí você seis vezes doze dá os setenta e dois do sinetro.
Então, o seis é o arquetipo do humano na Bíblia. E a gente não quer contar a história do humano, não. A gente não quer contar o Saulo, o Paulo, o homem, a gente quer falar do Espírito, que redescobre o Cristo, que redescobre a si mesmo e que percebe que há um abismo entre quem ele segue, que é Jesus, e um abismo entre ele e quem ele ama. Porque há um abismo agora entre ele e Abigail, entre ele e Jezeel e entre ele e o Cristo. E, espiritualmente, ele precisa transpor esse abismo. E aí a gente vai para a sétima, porque o sete é o número espiritual, é o número ligado a Deus, é o número do ciclo perfeito, tem a ver com o tempo, tem a ver com o ciclo, com a fase de amadurecimento.
E a gente quer mostrar esse amadurecimento espiritual do Paulo. Então, a sétima viagem é o Paulo se tornando aquela fruta madura que Jesus vai colher. A morte que o rocia, um corpo frene de dor, em erupção aberta. O cicalho abre trégua, fala em homens do caminho, alenta o semi-morto e o leva a um abrigo. Jezeel guarda-se em Deus, em prece roga a um amigo, saúda-no como irmão, alberga-no com carinho. Hóspede de Pedro, o sábio, amoroso, velho, dedicado, caridoso, fala-lhe do Evangelho e mostra-lhe o cumprimento da lei, de Belém à cruz.
Jezeel era amoroso, faltava doutrina em nome. Agora, tu és Estevão, és feliz, és novo homem, sofrerás, serás um mártir, servo escavo de Jesus. É o amor de Jesus que vem de Deus fora, ninguém se perderá. Legendas pela comunidade Amara.org Legendas pela comunidade Amara.org Legendas pela comunidade Amara.org Legendas pela comunidade Amara.org Legendas pela comunidade Amara.org Legendas pela comunidade Amara.org Legendas pela comunidade Amara.org Legendas pela comunidade Amara.org Legendas pela comunidade Amara.org Legendas pela comunidade Amara.org Legendas pela comunidade Amara.org Legendas pela comunidade Amara.org Legendas pela comunidade Amara.org Legendas pela comunidade Amara.org É interessante isso, porque no capítulo, na Epístola aos Coríntios, sobretudo essa que tem o capítulo 13, do amor, e o 12 que fala sobre o corpo, o Paulo está recorrendo a um tema basilar da tradição judaica, que é o tema da unidade.
E esse é um tema desafiador, porque o Shemá, que é o ouve Israel, Adonai é o nosso Deus, Adonai é um Erad, de um. E o maior desafio do monoteísmo judaico não é entender que há apenas um Deus, mas entender que esse Deus é um, que esse Deus é unidade. Porque as pessoas, o primeiro impulso do ser humano é entender a unidade como uniformização. Então, a gente imagina que a unidade é uma cor pastel única, e não consegue ver unidade, por exemplo, no arco-íris. Porque o segredo da unidade é a harmonização da diversidade. Então, aí surge o tema diversidade e unidade, que o Paulo trabalha no capítulo 12, quando ele fala do corpo, ouvido, boca, ele dá a ideia de que o corpo é uma unidade, não obstante a diversidade.
O que confere unidade? Quando você tem aí o amor, que é esse grande elemento de harmonização, de concatenar as partes, de posicioná-las de uma forma unitária. Isso é que é o bonito. Então, ele retoma esse tema de uma forma extraordinária. Eu fico a pensar, porque no livro Paulo e Estevão, é Jesus quem aparece para Paulo em Corinto, quando ele está no final da segunda viagem dele. E aí, Jesus diz que colocaria Estevão do Aravante mais firmemente ao lado dele e que, através de Estevão, ditaria as cartas a Paulo. E o Emmanuel faz um comentário bastante bonito, que ele diz que, na essência, as cartas de Paulo procedem da esfera do Cristo.
Porque nesse capítulo 13, por exemplo, que é um dos maiores poemas da literatura humana, é Jesus falando. Tamanha a força do poema, como que ele consegue imagens, expressões tão ricas, e como que ele consegue traduzir a unidade, o Deus Um, que é a grande proposta do cristianismo. Não haver diferença, não haver mais povos, mas haver uma única família reunida, unificada, em torno da figura de um pastor, que passa a ser Jesus. Não como uma figura religiosa, mas como uma figura que conduz ao Deus Um. É lindo, não é? Pode falar.
É interessante isso aí que você está colocando, porque o capítulo 13 é um dos poemas mais lindos, mais conhecidos e mais lidos da humanidade. Eu fiquei muito impressionado como o peso dele muda com a leitura do capítulo 12. Foi isso que me fez pensar nessa ideia que gerou a música, porque ele coloca essa coisa da relação. A gente constrói essa unidade que você falava com base nas ferramentas interiores que a gente vai adquirindo à medida que a gente se relaciona com as pessoas. Só que isso é um processo que na nossa condição evolutiva gera alguns transtornos, é um pouco doloroso e tudo mais.
E é interessante porque isso tem a ver também com a ideia de som musical. O som musical na música ocidental, ele parte desse princípio de você tentar chegar a um nível máximo de organização partindo de um único som. Aquele som grave, básico, ele dá origem a todos os outros que são consequentes a ele. E aí é necessário que você consiga colocá-los nos seus devidos lugares para que eles formem uma coisa que faça sentido. Então até nisso essa ideia do amor, ela cabe. De soberba, de vaidade, de escarimbo. Vir foi equivocado, desperdício, descabida ideia.
Constringe-me despreconceitos, agita-se a tuba multa. Adentro do auditório, João, Pedro e ao meio do jornal. Os sofredores nos aclamam, em lágrimas se comovem. Os maus investigadores são magnetismo e luta. Estevam abre palestra, Moisés e Jesus no verbo. Meu coração Quando canta Leva bem alto Minha emoção Saldo petrificado, corróios de um acervo Sentir-se enciumado, enjaulado, leal, uma fera. Estevam não mede forças, não aquece ao duelo. Em coro saem os judeus, juram audiência e flagelo. Saulo vai tresoucado, inferniza-se, mas considera.
Haroldo, qual é o motivo da espiritualidade de trazer o livro Paulo e Estevam? Bom, Tiago, há vários motivos e várias razões desse resgate espiritual. Nós acreditamos que coube a Emmanuel na falange de Ismael, que é a falange que trouxe a árvore do Evangelho para o solo brasileiro, coube a Emmanuel a tarefa do resgate histórico do cristianismo puro, do cristianismo primitivo. E se nós pudéssemos colocar numa ordem de importância as obras que realizaram esse resgate, temos o livro Boa Nova, os próprios comentários de Emmanuel, mas Paulo Estevam é, de fato, a obra principal.
Pelo volume de informações, pela robustez do romance, como que ele resgata personagens que sequer haviam sido mencionados no único livro histórico que nós temos do cristianismo, que é Artos dos Apóstolos. Então, a gente costuma brincar que o livro Paulo Estevam é o making of do Artos dos Apóstolos. Ele vai em todos os vãos, aquilo que passou despercebido ou intencionalmente Lucas não quis abordar, ele recupera, traz informações e consistentemente acrescenta peças ao quebra-cabeça. Outra razão, também muito importante, é que a partir do século XIX, final do século XVIII, início do século XIX, nós vivemos um período no estudo bíblico chamado de hipercriticismo.
Então, se desenvolveu uma hipercrítica histórica. Nessa hipercrítica histórica, começou-se a cortar. Então, as pessoas se entusiasmaram com a navalha e começaram a falar essa carta não é de Paulo, isso não é de Paulo, isso não é de Paulo, isso não é de Paulo, começou a sobrar muito pouco. Sobrar muito pouco. Então, das catorze cartas, você corta cinco, seis, alguns cortam oito. Dentro das cartas, as pessoas começam a cortar trechos. E em que se fundamenta essa visão hipercrítica? Primeiro num positivismo ingênuo, numa visão de historicidade, de história ingênua, típica do positivismo do século XIX, mas também sobre uma ideia de cronologia.
Eles cortavam muitas cartas porque a cronologia não se encaixava na vida de Paulo. Então, se essa carta pode ser datada em tal época, nessa época isso aqui não se encaixa, Paulo já não está mais no cenário, então não foi ele que escreveu. E aí Emmanuel faz um resgate dessa cronologia do cristianismo do primeiro século, colocando as datas, as pessoas, os eventos e permitindo uma visão agora integral, novamente, das catorze cartas, da obra de Paulo, da influência intelectual de Estevão na vida de Paulo, os discursos, a presença de Estevão, que é citada assim, de forma fugaz em Atos dos Apóstolos, Emmanuel mostra que ele foi um alicerce no pensamento paulino e como que Paulo construiu em cima da influência, tanto pessoal quanto intelectual, que Estevão exerceu.
Essa é uma outra razão também, resgatar a figura de Estevão, aspectos da história do judaísmo do primeiro século que permaneciam obscuros, ele também resgata, aspectos do conflito de judeus cristãos e de cristãos não judeus, como que foi esse conflito, com base em que, quais os problemas das comunidades cristãs, das primeiras comunidades, quais os desafios e quais as perguntas que elas deixaram para as gerações futuras. Então é um trabalho magistral. A gente costuma brincar que essa obra é uma cebola. É possível manusear sem chorar, mas não é só isso não, ela vai apresentando níveis de análise, níveis de exame e quando você está num nível e você passa para um outro, você recolhe informações completamente diferentes do nível anterior.
À medida que você vai aprofundando, você vai recolhendo material muito importante. É realmente uma obra, eu diria, a obra psicográfica de resgate do cristianismo primitivo. Ela é a obra com a artigo definido. A partir dela, as outras gravitam em torno dessa obra. Se nós podemos dizer que o Evangelho segundo o Espiritismo, do Codificador, é a obra que resgata o aspecto moral do Evangelho, que resgata o ensino moral, o livro Paulo Estevão é a obra que resgata o cristianismo primitivo, que contextualiza o cristianismo primitivo.
Intimado ao Sinédrio, Estevão é inquirido. Expressa-se claramente a Saulo, que o interroga. Fala sinceramente do Cristo a quem advoga. Cordeiro, em meio a lobos, o ameaçado destemido. Jesus é o maior que todos. Conquanto haja desagrado, é o Messias anunciado no Verbo e nas Escrituras. Fui vítima da ignorância, interesses e urdiduras. Matá-lo é impossível. O amor é crão semeado. Coração de luz, estrela ao peito, corpo transfigurado em constelação. Saulo explode em fúria. Esmurra Estevão em rosto. Aferventam-lhe o sangue, a vergonha, o desgosto de haver sido superado na arena do argumento.
Estevão seja detido e rogo apedrejado, sem poupança de suplícios, chibata e derramamento. Lutarei sem pena e trevas contra os neocrucificados. O que me motivou e o que me arrebatou na leitura de Paulo e Estevão Primeiramente, eu tinha algum desafio. Eu tinha um desânimo em relação à forma, à leitura, às características dos atos apóstolos puros. Então, eu precisava de uma literariedade diferente. Paulo e Estevão tem esse aspecto de linguagem que se aproxima mais da nossa cultura de romance. Ele tem um modo de dizer e um tratamento.
É muito parecido com o que Haroldo está dizendo, mas foi o que realmente me encantou. O tratamento psicológico dos personagens, dos protagonistas do cristianismo. Porque, por exemplo, para a gente compreender Tiago, se a gente pegar em uma visão pragmática, ele era radical, mas Emmanuel mostra todos os aspectos de disciplina de iniciação de Tiago. Quando a gente pega o aspecto de Paulo, a dificuldade psicológica da comunidade de Jerusalém de o aceitar, a partir das perseguições, fica mais claro aquela reação, aquele esforço, o poder de articulação de Pedro, o apoio à empatia de Barnabé, o apoio importante de João, esses que também foram sucessores de Estevão.
Várias revelações de que, às vezes, Lucas, até por uma questão de época e porque ele estava contemporâneo, ele achou por bem ser discreto com a sua leveza. Mas até aqueles detalhamentos daquela cisão, aquele desafio que a igreja, a comunidade na época enfrenta, os desafios de conciliação e diferença de pensamento sobre os costumes como a circuncisão. Então, não vem apenas a revelação no sentido pragmático, mas no sentido do tratamento histórico das questões. Então, tem o aspecto histórico, tem o aspecto dos ambientes das coletividades, tem as diferenças de cultura, aquelas referências de onde havia superstição, como em Lystra, de onde havia uma prática que era muito politeísta e muito confusa, como em Corinto, se me parece, Corinto mesmo.
O ambiente dos nativos, porque a gente fala, Paulo, então ele vai viajar e tal, a gente pensa logo no Cruzeiro e tal. E Emmanuel vai demonstrar para nós, inclusive, as características das localidades, dos nativos, das escolhas. É interessantíssimo acompanhar a mente jovem de João Marcos, porque é claro, está lá Marcos viajando, vai viajar com Paulo, ele pensa numa viagem maravilhosa. Paulo escolhe terras onde o cristianismo não havia sido anunciado, coloca João Marcos no cotidiano que Emmanuel descreve para lavar vasilha, ajudar a preparar alimento, tratar bem os gentios como irmãos, e não era uma Alexandria, não era um lugar simples.
Então, as desistências, o aspecto daquele traço de nepotismo, aquele momento de Barnabé, mas ele é meu sobrinho. Então, são coisas gostosas de se ler, porque nós vamos deparar com isso tudo no centro espírita. Então, Paulo e Estevão, para mim, é uma delícia de ler. Gosto muito de Palavras de Vida Eterna como livro de mensagens, mas dentre os romances, Paulo e Estevão é imperdível. Aí eu consegui depois voltar aos Artos dos Apóstolos. Até porque, né, Gladys, é difícil para um contemporâneo perceber certas questões que estão se formando.
A gente lembra um exemplo clássico, que é do historiador Arthur Conan Doyle, que escreveu o livro História do Espiritismo, e que dedicou um capítulo, assim, irrisório a Allan Kardec. É um contemporâneo, e é natural isso, não há nada de maldade nisso, não. É difícil para a gente perceber os profetas que estão na nossa própria terra, que estão ao nosso lado, andando entre nós. E depois de dois mil anos, quase, emano já com o distanciamento, foi capaz, e também há um momento psicológico, um momento de desenvolvimento da humanidade, para fazer esse mergulho novamente no passado, essa leitura, esse revisitar o passado agora.
Sim, e Haroldo, só dando ainda subsídio para que o grupo possa discutir algumas questões, por exemplo, a gente lê lá uma palavra de Paulo, um conceito, fala-se assim, a salvação. A pessoa pode ser salva imediatamente. E quando a gente entende que Paulo estava defendendo, dentro daquela visão univérsica dele, ele estava defendendo aquelas pessoas que não fizeram parte daquela cultura hebraica, que não tiveram aqueles pré-requisitos, e que ele entendia que prontamente se tornariam cristãs por um ato de pura aceitação, de adesão.
Mas depois ele também diz, no conjunto da obra, ele também diz, mostra-me tua fé sem obras, que eu mostraria minha fé pelas minhas obras. Então, o conjunto do pensamento de Paulo, com mais detalhamento, entendendo por que ele levou Tito, aí a gente não vai entrar em detalhe, porque Paulo esteve para ser lido, mas por que ele leva Tito para uma discussão que não havia acontecido ainda? Por que foi desafiador o voto de Barnabé pela acolhida, pela crença na conversão de Saulo? Porque era desafiador quando na linguagem, nas traduções, aparece lá o Cristo ressuscitado, na linguagem que aparece lá, tendencioso esse conceito, mas aparece assim.
Mas é porque havia uma polêmica se Saulo tinha ou não deparado com Jesus, se era um ato de alucinação, se era um enviado dele, ou seja, até o ciúme de alguns apóstolos menos amadurecidos, porque dizer não, Paulo apareceu em corpo celeste, isso é um absurdo. As lides do pessoal com medo de unidade, o cotidiano, a gente se surpreender, Pedro bate a porta lá e a serva fala, não pode ser Pedro, que ele está preso na prisão de Jerusalém. Não, mas é assim que ele bateu, eu ouvi e falei assim, deve ser o seu espírito, o seu, não, qual é a expressão que ela usa?
Não é o seu duplo, ela usa uma expressão que faz uma alusão a desdobramento, a materialização. Tipo dizer assim, deve ser o seu duplo. As manifestações, os recados, as materializações, então a gente depara com medo de unidade, a gente depara com compreensão de que algumas comunidades tinham até ciúme quando Paulo aceitava a contribuição de umas e não aceitava de outras, aí quando Paulo democratizou e abriu a contribuição, Emmanuel disse que elas eram mais reclamonas do que generosas, na hora de abrir a bolsa elas não abriram muito, por isso é que Paulo, sabendo disso, fazia desse modo.
Então a gente vai percebendo as relações, a história do cristianismo, ela fica gostosa porque ela… E a outra questão que eu acho imperdível é a gente perceber que até a construção da medo de unidade de Paulo começou pela sua superação humana. Paulo vai deparando com questões que quando ele chega a dizer para aquele coxo de listra, levanta e anda, Barnabé se surpreende, é porque Paulo ali já estava revestido de uma tal firmeza de fé que naturalmente aqueles fenômenos vão se desenvolvendo na vida dele. Então a gente vê a medo de unidade construída de um modo natural por um herói humano.
A convite de Simão Pedro exige a Gamaliel no intuito de averiguar o fundo de acusações. Franqueiam-lhe os sanatórios do albergue, as instalações a que a Alhures aportou o agonizante Gesiel. Comove-se o Rabino perante as revelações da essência do Evangelho nos rasgos da caridade. Ouve Roquenha a voz de antiquíssima amizade e depara com Samônio, leproso em ulcerações. Que fala-lhe do abandono a que se viu sujeito. Sentindo-se miserável, os cristãos deram-lhe um leito de onde reviu a lei, transíduo e penúria e dor. O que é o que?
O que é o que? O que é o que? Vou me atirar, beber o mar, insaciado, insaciar. Pedro é o irmão querido, desvelado patriarca. O amor é o noé, os pobres trazendo a arca. Do orgulho e do egoísmo, Jesus é o libertador. O amor é o noé, os pobres trazendo a arca. Do orgulho e do egoísmo, Jesus é o libertador. Pedro é o irmão querido, desvelado patriarca. O amor é o noé, os pobres trazendo a arca. Do orgulho e do egoísmo, Jesus é o libertador. Quando ele vai a Jerusalém, primeira vez depois da conversão, e ele está no templo lembrando daquela cena da morte do Estevão, e aí ele vê um espírito iluminado dizendo a ele para sair de Jerusalém quanto antes.
O Emmanuel fala que ele estava exteriorizando, começando a exteriorizar as faculdades mediúnicas fruto das penosas disciplinas. Então é bem nesse sentido mesmo. E eu estava me lembrando também que, voltando ainda àquela questão que a gente comentava antes de como o Emmanuel apresenta o livro, isso é interessante porque no A Caminho da Luz, o Emmanuel menciona que Jesus havia decidido buscar Paulo de Tarso às portas de Damasco e que isso tinha sido uma decisão que traria um impacto muito grande na história do cristianismo.
Aí depois ele fala que em um primeiro momento houve desentendimentos entre os demais apóstolos por causa daquela situação, eles não sabiam como recebê-lo e tudo mais. Eu acho interessante porque o A Caminho da Luz é um livro de resumo, de síntese, então é um livro que passa muito rapidamente por uma série de coisas, embora com o poder de síntese que é peculiar ao Emmanuel ele consiga dar uma série de pistas para a gente investigar mesmo em uma coisa muito resumida. Mas eu fico pensando que ali no A Caminho da Luz é como se ele estivesse mostrando Paulo para a gente de um ponto de vista distante, de alguém que está realmente perfazendo o roteiro histórico para mostrar alguns pontos de virada, só que são pontos de perspectiva espiritual.
Então aquela conversão do Paulo, do ponto de vista histórico, o Emmanuel está colocando que ela é uma virada na história do cristianismo, é uma mudança de rumo na história do cristianismo. O Paulo Estevam parece que é como se ele aproximasse a perspectiva para a gente ver como que as decisões que ele tomou ao longo da vida, que as pessoas em volta dele tomaram ao longo da vida, foram construindo esse caminho. E esse é um aspecto que eu acho muito educativo para nós, porque ajuda a gente talvez a começar a tomar mais consciência de como é que as nossas decisões podem ter determinados resultados.
Tem uma mensagem do Emmanuel no Caminho Verdade e Vida em que o Emmanuel diz o seguinte, que enquanto a criatura não se conscientiza das próprias responsabilidades, ela caminha pelo mundo a feição de semi-racional amontoando problemas sobre a própria cabeça. Eu acho sensacional, porque mostra para a gente que a nossa vida tem um sentido, tem um significado, a gente tem alguma missão, que é o termo que ele usa, o Emmanuel usa na introdução do livro, nós temos uma missão a desempenhar. Enquanto a gente não se conscientiza, enquanto a gente não dá ouvidos para o dom que há em nós, como diz o Paulo, não despreze o dom que há em ti, enquanto a gente despreza o dom que há em nós, a gente fica caminhando em um mundo sem rumo.
No momento em que a gente entende isso, parece que as coisas começam a inclusive se encaixar melhor, a gente recebe os recursos que a gente necessita para desempenhar a tarefa que nos foi confiada e assim por diante. E é interessante porque no caso do Paulo, isso implicou muito em determinadas renúncias que foram muito difíceis para ele, e na destruição mesmo de algumas ilusões que ele carregava. A gente costuma brincar lá em casa que o Paulo sonhava em submeter Atenas e Roma aos princípios do judaísmo. No momento em que ele percebeu que não dava para fazer isso e que ele abriu mão desse desejo de dominação, ele não levou o judaísmo para Atenas e Roma, mas ele levou o cristianismo para todo mundo conhecido naquela época.
Ele tinha um sonho de aventura doméstica em relação a Abigail. No momento em que esse sonho foi desfeito e ele teve que modificar as prioridades dele, ele passou a viver num regime de noivado espiritual. A relação dele passou para um outro nível. E aí a gente vai observando que em vários lances da vida dele, parece que na medida em que a gente abre mão de certas prerrogativas que são puramente materiais, de sonhos, de ilusões que a gente carrega, as coisas se ampliam. E isso exige da nossa parte algum sacrifício, alguma mudança de visão, mas os resultados que isso tem são muito bacanas.
É porque também tem uma coisa importante a ser considerada, retomando um pouco o que o Goulart falou também, a obra de Paulo Estevam é uma obra sensacional sobre o cristianismo porque ela nos cabe. Todas as visões e versões que foram passadas dos apóstolos, dos mártires, das grandes figuras do cristianismo, são histórias que não nos cabem. E essa é uma história de seres humanos, uma história de homens e mulheres comuns, como todos nós, mas que tomaram decisões incomuns. E retomando isso que você falou, eu acho que o mais bonito também dessa obra é que mostra um Jesus-manager, um Jesus-CEO.
Então não é um Jesus que dorme no governo espiritual do mundo. É um Jesus que toma decisão, que age, que interfere, que mede, que avalia decisões que são feitas por nós e que abre ou fecha portas dependendo das nossas disposições e das escolhas que nós fazemos. Então é um Jesus atuante, que está ali a todo momento surpreendendo. E isso nos dá um certo conforto, porque até hoje é comum nós encontrarmos companheiros espíritas que imaginem que o espiritismo está na mão dos espíritas. É que nós realmente vamos decidir os rumos, como se a intervenção espiritual não pudesse de um momento para outro alterar todo o cenário, como altera a todo momento.
E altera de uma forma silenciosa, porque geralmente as coisas transformadoras ocorrem no lado oposto dos que estão fazendo barulho. É engraçado, não é? Porque você tem, por exemplo, o tempo de Jerusalém, toda aquela estrutura organizada e tem um Paulo em silêncio viajando o mundo inteiro. Só que esse silêncio dele vai ser percebido dois mil anos depois. Então eu fico pensando, é uma reflexão para a gente, de que lado nós estamos. Será que nós estamos no lado do barulho ou no lado do silêncio de Jesus? Nós estamos confiando mais em pessoas ou realmente na condição espiritual?
Que a todo momento surpreende, porque surpreendeu até grandes figuras. Decisões tomadas por Jesus, por exemplo, da escolha de Paulo surpreendeu Pedro, que foi escolhido para ser o líder dos apóstolos. Ele foi escolhido para ser o patriarca que ia conduzir. No entanto, Jesus mostra a todo momento que é ele que está no comando. É ele que decide, é ele que traz, é ele que dá a pausa. Ele é o maestro que determina o momento que cada instrumento vai tocar. Isso é sensacional. É sensacional. Dentro disso que você está falando, a gente sente Jesus tão próximo, tão perto com isso, porque eu acredito que esse livro é o alimento das nossas almas.
Toda vez que a gente tem muita fome de Jesus, pelo menos comigo, é assim, toda vez que eu tenho muita necessidade, eu busco a obra e aí a gente se alimenta disso, porque é tudo muito humano, é muito a gente. A gente se identifica com o sofrimento de Abigail, de Jeziel, e a gente se coloca no lugar do pai, de Jeziel e Abigail, por exemplo, e aí a gente se pergunta, e se ele não tivesse ido lá cobrar os seus direitos? Que rumo teria dado? E se ele não tivesse colocado fogo? E se Paulo tivesse ouvido Estevão no primeiro discurso?
Exatamente! Então a gente vai pensando nesses isses, que muitas vezes a gente pensa, e se eu não tivesse feito isso na minha vida, e se eu tivesse ido para o outro lado? E é muito interessante como, à medida que a gente vai lendo, algumas vezes, a obra, a gente vai percebendo outras coisas, porque primeiro, como cebola, nas primeiras leituras a gente não para de chorar, porque é muito emocionante realmente, né? Mas quando a gente vai peneirando isso, a gente vai observando nuances maravilhosas. Então, dessa vez, eu me detive muito com Ananias, e aí você vê assim, Ananias, um sapateiro de Emmaus, que vai para Jerusalém, nas festividades da Páscoa, e aí percebe todo aquele cortejo lá, que na verdade não é um cortejo, é um processo de crucificação de Jesus, e ele resolve seguir aquilo e tudo, e através de um olhar de Jesus, ele modifica toda a sua vida, né?
E aí é interessante porque, eu estava pensando nisso, porque assim, Ananias está lá, sapateiro, preocupado com a base física do corpo, lá fazendo sapatos, consertando sapatos e tudo mais, depois ele parte para trabalhar, ele larga tudo, não é? Ele não larga tudo? Como sapateiro, depois ele vai cuidar das bases lá, vai receber Paulo lá em Damasco, vai cuidar da base lá, a primeira, de Paulo, né? E depois, em outro momento também, ele auxilia Pedro na construção da Casa do Caminho, não é isso mesmo? Me corri se eu estiver errada, porque…
Mas é essa sensação que me dá, de que ele troca, ele larga tudo, acostumado a trabalhar com base de pés, para trabalhar com bases espirituais e bases muito mais elevadas. Então assim, eu acho que o livro, ele nos incita a nos colocarmos, não só no lugar como personagens, nas possibilidades dos erros, de acertos, e as consequências que isso traz para a gente, né? Então, é uma obra vital para todos nós, né? A pobres por todo lado, Saulo, o inflexível, intenta o apedrejamento do quarteto prisioneiro em nome do testamento.
Intercede Gamaleão de argumento ponderado. Saulo, ouve teu velho, solta os homens do caminho, julgo os bons e corretos, e creio, a própria lei cobrará seu estilo, conforme algo lhe devam. Mestre, devo-te muito na instrução que acarinho, a Pedro e Filipe eu solto, a João eu exilarei, e findo a condescendência, punirei de morte Estevam. Caim, onde está teu irmão, Adé? Perante a voz do sem fim, tres loucas sim, o homicida lé. Mas o sangue de Caim será o sangue em Adé, céu da terra, na terra do céu. Recontar é muito interessante sob todos os aspectos.
Olha, ele faz tanto o detalhamento de algumas atrocidades que foram comandadas por Saulo, com detalhamento. Assim como ele faz o detalhamento em relação aos martírios do escravo Galeno em outra obra, ele também faz esse detalhamento. Com a mesma grandeza, ele encadeia fatos que se tornam assim magistrais. A questão de Sérgio Paulo, que já havia sido tratado por Gesiel uma vez no navio, e que lá na frente, recebe o favor de Paulo. E os detalhes, inclusive, de humor de Emmanuel, que são muito interessantes. O modo como ele explica, o humor assim, porque foi uma coisa interessante de ver.
O quanto Sérgio Paulo passa a ver, e o quanto Bar Jesus, ele fala, Bar Jesus, você está explorando Sérgio Paulo por causa da bolsa dele, se eu estou falando, você não está ouvindo, se eu estou falando, você não está ouvindo. Agora, a minha conversa é com você. A cegueira que eu tive, você vai ter. E Emmanuel mostra que depois Bar Jesus volta, Bar Jesus volta dizendo assim, nós podemos formar uma dupla, nós vamos ganhar muito dinheiro e tal. Aquele truque que o senhor te fazia ficar cego é ótimo. Outra de Emmanuel, o imperdível, é quando tem aquele juiz, é o juizado de pequenas causas, se a gente for pensar hoje.
Um grupo de judeus se reúne e afinal vão entregar a Paula. E toda hora eles tentam uma coisa. Aí eles vão tentar entregar e tal, e o companheiro diz assim, eu não vi mal nele e tal, eu não vi mal. Aí o companheiro coloca uma mão tapando o ouvido, Lucas também comenta isso, e o pessoal se incomoda. Mas por que você está tapando o ouvido enquanto a gente fala? Ele diz assim, olha, uma voz, um ouvido é da acusação, o outro é da defesa. E ele gostou de Paulo. Aí tudo bem. E é interessante Emmanuel narrando que eles entraram numa furada na expressão de hoje porque o companheiro fazendo o mesmo motivo para condenar Paulo, ele saiu descendo a escada conversando com Paulo.
E os judeus se atracaram. É quem teve essa ideia, depois a gente não afria. Até que começaram a brigar entre si. E mostram que o companheiro sai com o Paulo andando meio desde lá, eles atracados e falam com ele, não repara não Paulo, isso acontece direto aqui e tal, passa por aqui e tal. E sai com eles. A outra, aquele detalhezinho de quando Paulo está preso, e aí o companheiro vira lá para frente, depois de estar supliciado e ensanguentado, ele pergunta para o carcereiro assim, é lícito tratar assim um cidadão romano?
Aí o cara enrejele, fala, peraí, você é cidadão romano? Aí a casa caiu. Aí ele vai atrás do governador e fala assim, o cara é cidadão romano, ele é cidadão romano? Aí vai o outro e fala assim, se é cidadão romano, sou, por que você não falou? Aí ele diz assim, que convinha primeiro que a obra de Jesus fosse adubada com sangue e tal, ou seja, a minha parte de testemunho eu já dei, agora é a vez de vocês. Não, tudo bem, pode sair, pode ir embora, o que é que Emmanuel diz? Não, assim não. Agora o Cristo tem que ser glorificado, vai ser a luz do dia, eles tiveram que colocar uma escolta para Paulo, algo quebrado, ensanguentado, e ele sai escoltado, não foi pelos mesmos algozes da véspera?
Então, primeiro humanamente eu sofro, porque faz parte, mas a parte do Cristo eu não vou abrir mão. Então, a gente pega esses detalhes com Emmanuel, ele não tira nem o aspecto interessante de época, então ali você está lidando com a influência de Roma, com a cidadania, com pequenos tribunos, com os coletores de impostos, com a dificuldade do pessoal quando se lida com publicano, quando Pedro vai ao centurião, que ele tem que dar mais ou menos explicação do porquê que ele foi parar. Não, eu tive um sonho, e no sonho ele dizia, mata e come.
Daí eu já coro, eu queria ararguçar o meu papel aqui de animador do debate. Quem não leu Paulo Estevam deve estar morrendo de vontade de ler o livro agora. Porque é como, tecla que apaixona por Paulo, Paulo larga porque o noivo acreditou. É interessante, né, Glaucio, como que ele recupera o cotidiano e mostra o aspecto de humanização da história, que são seres humanos, que independente de cargos, independente de posições, são seres humanos, com emoções, com sentimentos, com preferências, com dificuldades, com contradições e o trabalho tem que circular por esses caminhos.
E hoje a gente fica às vezes numa visão cor-de-rosa, de movimento espírita, de trabalho na casa espírita, querendo se ver livre dessas conjunturas humanas. Porque nessa época, Cristiano, imagine, Paulo tinha todo um jeito de discursar na candidatura ao Sinédrio. Aí depois ele pega e sai para aquele fiasco, ele tem dois fiascos reconhecidos. Um deles, do pequeno Paulo, que tenta pregar nas sinagogas e acha que o nome dele era assinatura de autoridade. E eles falam, não, Paulo, ele enlouqueceu. E depois ele diz que ele preferia ser supliciado a ser desprezado, ele preferia o calor à frieza.
Então, aquele primeiro e o segundo desafio, lá na frente, quando ele vai pregar na Grécia, e que ele tem a expectativa de que em Atenas o ouvissem, né, e que ele lida com aquela frieza e fala, gente, joguei pérolas aos portas, diz que ele volta até meio febril. E manda descrevendo o sofrimento, as febres, aquela doença cumpris, que é a águila que durou meses, aquela vez lá naquela floresta que a maneira como Emmanuel conta o caso, daqueles salteadores, vamos deixar isso pra daqui a pouco, vamos voltar, do salteador, não, nós temos aqui um mapa do tesouro, ninguém é mais rico do que quem detém esse mapa.
Aí eu falava, entrega logo o mapa do tesouro, que eu escutei falar, aí ele entrega. Aí o Barnabé está, mas Paulo, nós só tínhamos aqui, não, eu tenho uma cópia aqui, que foi dada para o programa de alta, ele falou, tem a cópia aqui, a maneira como ele coloca a psicologia dos salteadores, que saíram com aquele mapa e sabe lá o que se tornaram depois? Então, também nesse sentido, é uma coisa muito interessante, é uma coisa muito gostosa. E para o cristianismo da época, lembrar que chegou um ponto em que as pessoas se afecharam, não aquele Paulo que foi simplificando e foi falando da vida e a partir da vida até voltar a ser como diz Ananias, suas palavras não foram experimentadas no sofrimento e no testemunho, depois foram.
Aí depois aparece Apolo lá na frente, então, o pessoal fala até de formação de partidos, e chega o Atos Apóstolos, cita em detalhe nas obras aí, que uns chegam a dizer assim, eu sou de Paulo, outros falam, eu sou de Pedro, outros, eu sou de Apolo, e o último partido do quarto é ótimo, eu sou de Jesus. Um dos partidos era de Apolo, o outro era de Jesus. Interessante né Inglas, porque pegando um fato desse aí, que o Ricardo tinha até falado sobre isso, a experiência de Paulo em Atenas é muito forte, porque ele nasceu em Tarso e estudou na escola de Tarso.
Tarso era uma das três cidades do mundo antigo em que você possuía uma universidade grega. Era Alexandria, Atenas e Tarso. E ele vai com toda aquela expectativa para Atenas e encontra aquele orgulho, aquela frieza do intelectual que enregelou o coração. Não que isso seja uma característica de todo intelectual, não é isso, mas é muito comum isso. E depois nós temos no livro do Clóvis Tavares Amor e Sabedoria de Emmanuel, ele revelando, Emmanuel pela psicografia de Chico Xavier, revelando que quando ele perde a Lívia, ele se encontra, ele como público lento, se encontra brevemente com Paulo de Tarso.
E aquele homem causou-lhe uma profunda impressão. E que até hoje no mundo espiritual a missão de Paulo é recuperar espíritos altamente intelectualizados e trazê-los para o Cristo. E fica pensando quem já foi recuperado. Porque a gente vê, por exemplo, no trabalho da psicografia do Chico, o próprio Humberto de Campos, que revela no prefácio do livro Boa Nova que foi um dos resgatados. O próprio Emmanuel também. E quantos outros espíritos, hein? Que Paulo aí não tem trazido de modo que aquela frustração que talvez ele teve na Grécia, ele está se desfazendo dela ao longo dos milênios.
Trazendo cada hora um intelectual a mais para as fileiras do cristianismo. Mas foi uma experiência muito marcante. Interessante isso. É a experiência de esvaziamento de Paulo. Paulo é a brusca experiência de esvaziamento quando ele cai daquela montaria, o simbólico a que referiu a companheira ali, né? É interessantíssimo o que acontece com ele, com o sol apindo, né? E a maneira como ele se posiciona a partir daquilo. Ele está ali, olha, humilhado, resseguecido. Espetáculo de humilhação para os companheiros que há pouco tempo ele tinha comando sobre eles, tinha autoridade sobre eles.
E ele fala, quem és tu afim de quem és tu? Afim de que eu te possa seguir. Eu sou Jesus a quem tu persegues. Bem, o momento é decisivo, é dizer assim, você está completamente errado. Atitude daquele espírito. O que quero que eu faça? Então isso para o intelectual é a dificuldade, o esvaziamento, é cair da montaria do dogma, do paradigma, é estar perante aquele grupo que a gente professava e que a gente reforçava aquelas doutrinas e dizer assim, nós estamos errados? E mais ainda, Jesus está certo. É a verdade. Naquele momento ele é decisivo, então a autoridade que ele traz parece que é essa também, sabe?
E é muito natural, e Pedro é um detalhe que me chamou muita atenção também, para passar para o amigo ali, é aquele momento em que Paulo percebe que havia uma ortodoxia, uma dominação sobre a Igreja de Jerusalém, uma descaracterização e Paulo fala assim, mas Pedro, isso aqui é uma sinagoga. Aí Pedro fala, mas eu dependo da contribuição dos judeus e aí Paulo resolve, então eu vou ajudar a Igreja de Jerusalém para sua independência. A resposta de Pedro, Paulo, não foi por acaso que Jesus foi lhe buscar pessoalmente? Esse é Pedro.
… … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … É o que a Sheila falava também, o Paulo, Jesus se refere a ele como um vaso escolhido, quer dizer, quando a gente falava a respeito das experiências que a gente tem na vida, das escolhas que a gente faz, a gente começa às vezes a ter um certo temor de ter feito escolhas erradas ou de estar vivendo a vida errada e tudo, mas o Paulo é o exemplo de que na verdade nós não sabemos que rumo que essas coisas estão tomando, ou seja, que tipo de missão nos aguarda, que tipo de tarefa nos aguarda, muitas vezes aquilo que a gente julga como passível de arrependimento foi a ferramenta de aprendizado importante para a gente chegar onde tinha que chegar, então é um vaso escolhido, naquele momento ele está totalmente, o mundo dele desabou como o Gladisson falou, mas aquilo tudo que ele vinha vivendo até então construiu nele o que ele precisava para fazer o que ele viria a realizar a seguir.
A ideia de que em um determinado momento da nossa evolução Deus unifica as nossas partes e aí você passa a ser um espírito íntegro, integral. Ele não nega a parte que veio antes. É porque todas as experiências que ele fez, todos os excessos, excesso significa que você está usando mal um dom, você está exagerando na dose e que às vezes é só você retirar um pouquinho, é só você recuar um pouquinho que aquilo não é mal, você só está pondo demais, só está colocando demais, então é bonito ver esse trabalho porque Jesus disse para ele assim, eu te mostrarei o quanto convém a você sofrer pelo meu nome e ouvir isso da boca de Jesus é preciso muita maturidade espiritual porque a gente imagina que o sofrimento aqui é um castigo, é uma punição, mas é Jesus amoroso falando assim, como que eu vou integrar esse homem, como que eu vou reunir as partes que quebradas dele, as partes desconexas, é pelo sofrimento, porque no sofrimento você se torna solidário, você se torna humilde, você se torna fervoroso, você se torna mais sensível e era esse clima espiritual que Jesus precisava para unificar ele mesmo, quer dizer Paulo não tinha que ser outro não, ele não tinha que ser Esteve, ele não tinha que se tornar Pedro, ele não tinha que se tornar Tiago, há um espaço para cada um, o violão não tem que ser violino, o violino não tem que ser piano, você precisa estar afinado e tocando nos momentos em que o maestro determina que você toque, isso é que é interessante porque isso leva a uma relação que há entre o Paulo e o Emmanuel que é justamente nesse sentido aí, a gente falava a respeito das comunicações que o Chico recebeu falando a respeito da obra, mas tem um vídeo que está até na internet, as pessoas podem assistir a qualquer momento, em que o Chico declara numa cerimônia em que ele está recebendo um título de cidadão honorário de São Paulo, então ele conta a história de como o padre Emmanuel da Nóbrega recebeu a incumbência durante uma aparição do espírito de Paulo de Tarso, recebeu a incumbência de inaugurar o colégio que daria origem à cidade de São Paulo, é muito bonito porque antes disso o espírito Neolúcio psicografou uma mensagem onde ele fala a respeito do manual da Nóbrega, posso ler um trecho dela?
Pode? Que aí ele explica como é essa relação e isso ajuda a gente a entender o porquê do Emmanuel ter trazido uma obra dentro do contexto dos romances dele em que ele não é o personagem como a gente viu nas outras, então é uma obra que tem um significado especial na tarefa do Emmanuel, o Neolúcio fala o seguinte, amparado pelo apóstolo dos gentios, conseguiu o Publiolentulus transitar nas avenidas escuras da carne em existências várias até encontrar uma posição em que pudesse servir ao divino mestre com o valor e o heroísmo daquela que lhe fora companheira no início da era cristã, e assim temos em Emmanuel da Nóbrega o homem de raciocínio elevado entregue a si mesmo em plena selva onde tudo estava por fazer, aí ele começa a fazer aquela comparação que o Haroldo falou, ou seja, de destacar que as características do Publiolentulus se conservam naquilo que elas têm de mais positivo, era uma questão de aparar mesmo as arestas, então ele fala assim, no outro tempo os livros prontos e as tribunas construídas, os direitos de família pré-estabelecidos e o dinheiro fácil, a sociedade constituída e o pedestal do poder para brilhar, aqui porém eram a improvisação necessária e o deserto, as inibições do corpo deficiente que lhe apagavam a voz de tribuno, a insolência do selvagem recordando as feras do circo, a frente do qual devia imolar-se, consumindo as próprias forças para dar-lhe uma vida nova, surgiram ainda a devacidão e o crime, a ignorância e a audácia, os perigos mil que o hábil político transformado em missionário deveria vencer, exibindo não mais a toga do poder e as armas de seus guardas pessoais, e sim o sinal da cruz, sem mais ninguém que não fosse a sua pertinência nos compromissos assumidos.
O livro? Está no livro Diálogo dos Vivos, no capítulo 23, essa mesma mensagem também está no livro Amor e Sabedoria de Emmanuel, tem outros lugares que a gente encontra ela também. O que nos remete ao motivo de nós estarmos fazendo um seminário litero-musical sobre a obra Paulo Estevam, primeiro porque ela completa 70 anos, completou 70 anos, segundo pela vinculação espiritual de Emmanuel com Paulo de Tarso e com a história do cristianismo no planeta Terra, como que Chico Xavier e Emmanuel estão alinhados com o resgate e estão vinculados diretamente a figuras ímpares do cristianismo, é bom lembrar, é o que dá uma credibilidade e o que dá uma raiz para a obra de Emmanuel e para a obra de Chico Xavier.
E a gente fica pensando, porque tem pontas que não foram explicadas, onde que Ismael entra nessa história, os apóstolos, como é que eles se articulam, o próprio Estevam e Paulo que é narrado no livro Deus Conosco, que foi editado pelo Geraldo. Por outro lado, Haroldo, é interessante também a gente ver que existe essa vinculação entre esses vultos que a gente conhece, que a gente tem tanto acatamento, tanto respeito, mas quando a gente vê o Chico dizendo a respeito da influência de Paulo de Tarso na fundação da cidade de São Paulo, é como se ele estivesse voltando esse processo todo para o nosso lado e dizendo, olha, nós estamos aqui encarnados, vivendo as nossas experiências, estamos vinculados num processo de espiritualização da humanidade que tem as suas reverberações em todos os cantos do mundo.
Você pensar que, como diz o Chico no vídeo lá, a metrópole mais importante do hemisfério sul do planeta foi fundada por Paulo, por iniciativa do mundo espiritual através de Paulo de Tarso, tendo como contraparte no plano físico a tarefa do Manuel da Nóbrega, então quer dizer, nós estamos todos vinculados, vivendo um processo juntos, não é bem uma luta do bem contra o mal mesmo, realmente é um processo de espiritualização de todos nós. E você pensar que o doutor da lei, o algoz, o perseguidor se transforma nessa figura, isso é para todos nós um console, um estímulo muito grande.
As dores do mundo não irão me aprisionar, Deus é o destino a que conduz meu navegar. Saulo empedernido, atarantado, rompe o noivado e deixa Bigaim. De retorno às acarias, cai enferma a jovem e conhece o bom Ananias, que a consola sobre as primícias do Cristo ressuscitado. Recrudescem as perseguições, mas Saulo é perturbado, achega-se a ex-noiva num ambiente torturado, onde a tosse corta os ares e a morte se avizinha. Ela fala ao ex-noivo, Saulo, como nova convertida, concede-lhe o pleno perdão. Vê Estevão, deixa a vida.
Saulo é o vivo morto, a dor o fere e a carimba. Saulo é o vivo morto, a dor o fere e a carimba. Saulo é o vivo morto, a dor o fere e a carimba. Saulo é o vivo morto, a dor o fere e a carimba. Saulo é o vivo morto, a dor o fere e a carimba. Saulo é o vivo morto, a dor o fere e a carimba. Saulo é o vivo morto, a dor o fere e a carimba. Saulo é o vivo morto, a dor o fere e a carimba. Saulo é o vivo morto, a dor o fere e a carimba. Saulo é o vivo morto, a dor o fere e a carimba. Saulo é o vivo morto, a dor o fere e a carimba.
Saulo é o vivo morto, a dor o fere e a carimba. Saulo é o vivo morto, a dor o fere e a carimba. Saulo é o vivo morto, a dor o fere e a carimba. E aí ele começa a ser perseguido, quer dizer, ele cria uma situação desnecessária para ele. E nesse momento de perseguição ele entra em depressão. E aí ele recebe um chamado, naquela simbolismo do Velho Testamento, para ele ir para um monte. E aí ele fala, olha, eu estou sozinho, Deus, você não tem mais nenhum profeta. Ele fala, se engana o seu, eu já separei sete mil homens que me servem.
É interessante isso, porque na perspectiva do Elias ele era o único, porque ele estava circulando, ele estava levando a mensagem, ele estava falando. E nós temos essa tentação também ao ler o livro Paulo Estevão, porque a gente imagina assim, Paulo, Estevão, João Evangelista, mas Abigail, Gesiel, Ananias, Simeão, Aquila e Prisca, Barnabé. Então, há figuras luminosas e extraordinárias, que são aqueles fios que vão compondo e vão formando uma teia, porque, na verdade, é uma pleia de espíritos luminosos que nasceram na mesma época do Cristo e que, pela sua simplicidade, eles se ocultam.
A gente precisa ter olhos de ver para enxergar a grandeza desses espíritos. E, às vezes, a gente faz uma avaliação deles que é uma avaliação humana. Então, eu penso assim, olha, Herodes é um rei, Ananias é um sapateiro. Ou eu penso assim, mas o templo de Jerusalém é um templo grandioso. É, mas a igreja de Damasco tinha Ananias. O que você quer, um grupo espírita com 5 mil frequentadores ou um grupo espírita que tivesse um Ananias? Então, às vezes, a gente não se dá conta dessas figuras que foram entrelaçando e que Jesus colocou e da grandeza desses espíritos.
Nós já lemos no Sete Minutos com Emmanuel, por exemplo, do José. Uma figura que passa silenciosa, mas que houve um momento, como diz Emmanuel, que Maria e o próprio Cristo estevam nas mãos de um homem. As forças divinas entregaram a um homem o governador espiritual do orbe e a mãe. Então, esse livro também é um convite para que a gente supere critérios humanos de classificação. Critérios humanos de classificação. A grandeza divina, ela quase nunca está onde os homens valorizam. E, Paulo, um dado, lembrando também, quando a gente pensa nas tribulações que passa Paulo.
Primeira questão interessante, eu até comento com o pessoal que Paulo de Tarsia tinha condição, hoje, ele poderia aposentar por tempo de serviço. Ele poderia apresentar aposentadoria especial, aposentadoria comum, se quisesse pegar incapacidade na dilapidação, ele tem isso tudo. E é simbolismo também das tribulações que ele passa, dos desafios psicológicos com que ele lida. Paulo enfrenta, para ele ser tão universal, ele depara com aquelas situações que ele herda. Contemporâneo, então, ele não conhece Jesus naquele tempo de manifestação física.
E aí ele tinha a cidadania romana, ele tinha aqueles ascendentes hebraicos, e ele tinha conhecimento da cultura grega. Então, ele tinha os três grandes elementos daquela sociedade. Ele era saúdo e depois adota o nome de Paulo. Ele tinha um projeto de Sinédrio, depois ele segue uma carreira cristã. Ele tinha a questão de Gamaliel, e depois a referência do plano espiritual de Estevão. Ele tinha o… Do próprio Gamaliel, que teve um impacto na vida dele no momento. Gamaliel, naquela retratação e as questões todas. Paulo de Tarso, então, constantemente, ele é levado e ele é trazido.
E o que vai acontecendo em relação a isso? Aquele espírito que ele vai trabalhando até onde o radicalismo estava sendo ruim. É como se ele fosse depurando. Onde o radicalismo foi ruim, ele empreendeu uma questão muito complicada, muito persecutória. Mas quando ele passa a ter esse equilíbrio, Paulo mostra que aquele elemento do fogo, que é aquele elemento, no outro linguagem, yang, da atitude, da firmeza. Aí fala, sigo pra frente e para o alto, sigo como uma flecha. Então, Paulo é aquele espírito em combustão e em transformação, e que tem entrechoque psicológico, e não é só psicológico, não.
O que ele deveria fazer, inclusive? Constantemente, ele está em reflexão, constantemente ele está nesses entrechoques. Então, é difícil saber quantas vidas esse espírito viveu. E quando a gente vai vendo, você falou desses grandes espíritos luminários, Pedro, naquela figura que Emmanuel narra também, de que Pedro vê Paulo saindo para fazer a pregação, e que ele fala que às vezes ele também idealizava aquilo, mas que Jesus avisava que ele não deveria ficar naquele posto, e que ele sentia como se estivesse no madeiro.
De um lado estivesse Paulo, de outro lado estivesse Tiago, no sentido das interpretações. Então, essa profundidade psicológica já valeria o livro? Já valeria, e uma reflexão só, que Emmanuel faz no prefácio. A gente não se faz às vezes essa pergunta, pelo menos não faço muitas vezes, que é para onde os meus aguilhões pretendem me conduzir? Porque Jesus pergunta para Paulo, Saulo, Saulo, por que recalcitrais antes os aguilhões? É fácil ver os aguilhões de Paulo, porque Emmanuel já romanceou, já contou quais são. O difícil é reconhecer quais são os nossos aguilhões.
Quais são os aguilhões e para qual direção eles estão apontando? E qual é o teor da nossa resistência? Para onde a gente não está querendo ir? Vai para você Chaceque, se eu estivesse, eu falo que Deus sabe, se fosse eu, aí está lá o grupo de 12, aí Jesus fala, dois seriam escolhidos, Paulo e Barnabé, dão um passo e vai descendo para a frente. Aí vem a notícia de Jesus avisando, vem, eu mostraria o quanto convém que você sofra em meu nome. Eu dou o passo para trás, falo para outro, porque quando ele fala isso, é interessante que Paulo Estevão mostra isso, desnuda isso, detalha isso, e os sofrimentos detalhados, inclusive a questão com o pai, em Tarso onde nós teríamos essa peça importantíssima para entender a história dele.
Mas é essa fibra que chama a atenção, essa fibra e esse sofrer tão próximo da gente, você vai perceber, ele entra em um processo de conversão por volta de 30 anos, e aí a gente vê 30 anos de história e percebe o personagem sendo modificado docemente, ele não perde a fibra, ele tem aquela franqueza, aquela sinceridade, ferrenha, mas vai sendo adocicado, ele vai se envolvendo do sentimento, ele vai sendo trabalhado, a gente gosta muito de brincar com a imagem mesmo do Tear, que vai e vem, aquela trama toda vai se envolvendo de tal forma, mas depois aqueles traços vão ficando cada vez mais finos, mais suaves, mais delicados, e a gente vai percebendo isso ao decorrer da obra.
Outra questão imperdível, para instigar os leitores, que é o meu papel aqui, que as pessoas leiam Paulo Estevão. Tanto o aspecto de Gamaliel na sua transformação nos seus grandes momentos, quanto outra personagem imperdível do Antigo Testamento, que ele aprofunda Lucas de uma sintonia impressionante. Então tem um momento em que ele está para patrocinar uma viagem difícil de navio de Paulo e Paulo não tinha recurso. Aí Lucas fala, tudo bem, eu patrocino. Paulo fala, por que você não vem com a gente? Aí Lucas, minha mãe, hoje a gente fala desencarnou, minha mãe fala, se eu mesmo estou me desimpedindo, por que não?
E vai junto. Então, mais adiante, olha a sutileza de Emmanuel, ele depara que já estava ficando difícil Paulo encontrar companheiro de viagem. Se eu estivesse naquela época, talvez nós estivéssemos. Mas viajar com Paulo, um tinha família, o outro tinha negócio, e aqueles negócios não podiam viajar. Mas quando Paulo empreende que viajará a Roma, ele tem essa ideia e não conseguia ter companheiro naquele momento, e ele tem manifestações interessantes. Trazem minha capa, sinto frio, quiseram estar com tal, e ele começa a falar isso.
Mas aí Lucas, numa sutileza, alega para ele assim, olha, eu sempre quis conhecer Roma. E Emmanuel explica, não é por isso não. Ele percebeu que Paulo já estava tão quebrado, tão envelhecido na leveza de Emmanuel, no eufemismo de Emmanuel, que Lucas pensa assim, eu poderei valer a ele porque eu sou médico. Então você escuta, Lucas, eu sempre quis conhecer Roma. Lucas por dentro, Paulo vai precisar de médico. É ótimo. Agora, Haroldo, pegando esse gancho aí, eu fiz aqui duas perguntas que eu acho que são interessantes.
De Gisiel para Estevão, uma transformação ou uma transição? Na verdade, a gente percebe que há pouca diferença entre Gisiel e Estevão. Na verdade, o Gisiel já é um cristão antes do Cristo. Ele já vive, ele já transparece evangelho antes de conhecer o evangelho. Então, quando ele recebe aqueles pergaminhos, quando Simão Pedro começa a contar a história para ele, ele simplesmente encaixa as peças. Ele simplesmente responde as perguntas. Ele simplesmente percebe que é realmente naquele rumo que ele tem que caminhar. É tanto que ele impressionava até mesmo o João Evangelista.
Não houve um pregador tão profundo, tão arrojado como Estevão. Esse arrojo de Estevão custou-lhe a vida. Nós não vamos ter, depois nós vamos ter um Paulo, que vai também com esse arrojo todo, mas tentando alcançar Gisiel. Porque o Gisiel, ele dá um tom que é muito alto. Ele dá uma pregação, tinha um momento que Emmanuel diz assim, ele pregava como um antigo profeta da raça. Um antigo profeta da raça. Com tanto destemor, com tanta clareza para colocar a relação entre o evangelho e a Torá, para estabelecer os vínculos que ligam Moisés e Jesus, ele fala com tanta transparência que nunca mais nós vamos ter alguém falando como ele.
Com tanta lucidez, com tanto destemor como Estevão. E é por isso que ele provoca um impacto profundo em Saulo. E é por isso que Jesus vai colocá-lo ao lado de Saulo para fazer esse trabalho da pregação e da disseminação e da universalização do cristianismo. E a mesma pergunta, de Saulo para Paulo, uma transformação ou uma transição? É um salto quântico, porque aí é uma profunda redenção. A única palavra que a gente consegue encontrar para esse processo chama-se redenção. Porque você refunde, você acrisola, aperfeiçoa características e potenciais e consegue reunir e fazer com que esses potenciais se entrelaçam e aí você tem um homem integral.
Porque em Saulo nós temos um homem dividido, que é o homem do mundo. Somos nós, divididos. A gente é bom e ruim, é generoso e egoísta, é humilde e orgulhoso. A gente é uma mistura das coisas. E é preciso experiência, é preciso luta, é preciso aprendizado, acrisolamento, para a gente conseguir fundir e ter esse homem íntegro, esse homem integral. Então, ali houve um processo de fusão, inclusive com grande parcela de contribuição da dor, do sofrimento, não porque isso seja estritamente necessário, mas porque era um temperamento tão implacável, tão duro, tão inflexível, que só o fogo mesmo da dor para amolecer esse caráter e Jesus conseguia moldar o que ele queria.
E ele enxerga isso. Ele vê que Jesus espera que ele seja um Paulo que ele não consegue ser. E a história do livro é ele tentando alcançar esse padrão. Em momentos, se desesperando, com medo de estar deixando Jesus decepcionado, porque não conseguia ser o Paulo que Jesus esperava que ele fosse, e que Abigail esperava que ele fosse, e agora Estevão esperava que ele fosse. Então, ele chega a confessar que há uma multidão, em torno de todos nós, uma multidão nos observando. E, às vezes, a gente pensa num lado negativo, mas não, há uma multidão de seres que nos amam nos observando.
E, se a gente se desse conta disso, a gente ficaria constrangido. Haroldo, o livro tem muitas personagens, muitos cenários. Como é que isso será abordado? Pois bem, Tiago, assim, não tem como a gente dar conta de todas as personagens, porque a gente costuma brincar sem nenhum trocadilho, porque o livro retrata a cultura judaica, mas é como se fosse um tapete persa. É um tapete persa onde cada personagem é um fio desse tapete. Eles estão entrelaçados. Isso nos remete ao livro Boa Nova, em que Jesus diz para Simão Pedro Pedro, os afetos da alma são laços misteriosos que nos conduzem a Deus.
E é isso. O livro mostra vidas e destinos entrelaçados de uma maneira divina, que é difícil você perceber. Um Sérgio Paulo que se encontra aqui com Estevão e que vai libertá-lo e que depois encontra com Paulo. É a obra do divino mesmo, de Deus, do Cristo, juntando essas vidas e esses destinos e entrelaçando isso de uma maneira surpreendente. Então, não dá para a gente abordar todos. A gente precisa selecionar alguns pontos, mas sugerimos no seminário, o seminário sugere isso. Porque o seminário também é um convite para que as pessoas se apaixonem pela obra, que elas leiam a obra, que elas mergulhem na obra, que elas se entreguem para a obra.
É se entregar para a obra. Eu acho que o mais difícil, não é, Glaucio, de a leitura do Paulo Estevão, é quando você se entrega para a obra. Eu li recentemente uma frase de Santo Agostinho que me impactou. O Santo Agostinho diz assim, quando você chega no Evangelho e escolhe aquilo que você gosta e descarta o que você não gosta, na verdade, você não tem fé no Evangelho. Você tem fé apenas em si mesmo. Então, o desafio do livro Paulo Estevão é quando você aceita a obra toda. É quando você ultrapassa as suas preferências.
Então, por exemplo, é muito fácil você se apaixonar por Abigail. É Facílimo você ficar encantado por Ananias. É bom demais você ficar encantado por Gamaliel. O difícil é você passar a amar Tiago Menor. Você aceitar o Tiago. Aceitar o Tiago Menor. Aceitar figuras que têm muito a nos ensinar, que têm uma riqueza e que é a riqueza que a gente precisa, mas não tem olhos de ver. Então, quando você se entrega para a obra, você fala, agora eu quero que você tome conta de mim. Entre toda no meu coração. Não há mais porta, não há mais resistência para que entre pedaços da obra.
Então, é uma experiência que a gente quer passar no seminário, que a gente está vivendo e que a gente quer passar. Não deixe que apenas pedaços da obra, Paulo Esteva, entrem dentro de você. Abra o coração, deixe que a obra entre inteira. E quando a gente vai caminhando também com a história narrada ali, os aspectos da vida da gente também atual, eles também vão sendo vividos, porque são muitos anos. Então, envelhecimento de personagem, tem personagem jovem, tem a questão da mulher, tem a questão do culto, tem a questão do exílio, tem a questão do martírio, é um companheiro que viaja, é notícia de outro, é voltar porque um está sendo supliciado, é um outro que você não tem formação, um outro que cansou e já não segue com a caravana, um outro que saiu por dissensão.
Então, Paulo e Estevam, conforme a gente dizia, é uma maneira de grandiosos espíritos, um elenco de grandes espíritos, né, dando testemunho de coisas, que quando a gente se esvazia, igual o Arudo está dizendo, a obra plenifica a gente num sentido, a gente passa a olhar a vida da gente, a relação da gente, a questão interpessoal de uma maneira cristã. Então, essa diferença de interpretação, essa importância das comunidades, a diferença das comunidades, o valor da missão, a importância do apostolado, o valor da formação, a dificuldade de respostas, todas essas questões, a gente se esvazia, elas retornam e vêm para a nossa vida.
Então, Emmanuel conseguiu fazer uma obra nesse sentido, que ao mesmo tempo que ela é, eu ia dizer épica, não sei se se aplica, ela é épica, e ela é muito atual pela profundidade psicológica dela. A gente sai daquela questão da superficialidade, aquela situação de homens comuns, né, e vem aquela luta de Paulo, quem me livrará desse corpo de morte? Você fica pensando, por exemplo, eu estou agora relendo, necessariamente tendo que reler, para traduzir para o grego, a Ilíada de Homero em grego. Começou. E aí você fica imaginando, por exemplo, o eixo central da obra, é um épico, é um monumento da literatura grega, a Ilíada de Homero.
Um dos fios centrais da obra é a morte de Pátroclo, um amigo de Aquiles. Então, você imagina, é uma história de uma guerra, é uma história de pessoas que estão guerreando, e de alguém que perde um ser muito querido, um companheiro de guerra, na guerra. E todo o martírio, a dor do funeral, a solidão, a perda. E eu falo, meu Deus, o Paulo Estevam tem muito mais do que isso. Sem querer desmerecer o Homero, por favor, nem desmerecer a Ilíada. Longe disso, né? Mas é um épico mesmo. Paulo Estevam um dia nós iremos reconhecer isso.
É um monumento da literatura universal. É um monumento da literatura universal. Porque eu fiquei me pensando recentemente ao me preparar para esse seminário. Há algum drama da natureza humana que não foi retratado na obra do Paulo Estevam? Eu não encontrei. Eu até pediria aos amigos, por favor, se encontrassem. Me contem. Não tem. Dramas sexuais, dramas familiares, dramas pessoais, dramas psicológicos. Todos os dramas humanos estão retratados e vividos ali. Desde um mago que explora a crendice dos outros, que é o bar Jesus, até uma moça noiva que está quase casando, mas que não tem nada pelo noivo, que vê alguém e já se apaixona logo pelo primeiro que vê, se apaixona por Paulo, que mostra a fragilidade do afeto que ela tinha pelo noivo.
Então, você tem de tudo. Você tem um desfile da alma humana no livro Paulo Estevam e tem um Jesus silencioso, respeitoso, amoroso, circulando entre nós, respeitando todos esses dramas humanos, não condenando, jamais condenando, mas sempre disposto a transformar, sempre disposto a conduzir, como o pastor que reconduz amorosamente as ovelhas, e circulando nesse drama humano, de todos os gêneros, para todos os gostos, para todas as idades. Então, tem uma figura de Paulo com o pai, eu fico me colocando na posição do pai, se eu visse meu filho investir tudo, quanto que ele não renunciou para dar para Saulo o que Saulo recebeu, quanto que um pai não renuncia para dar tudo para um filho, aí o filho contra todas as expectativas vai na direção 168° oposta ao que ele esperava.
Então, é fácil condenar o pai de Paulo. Mas, eu fico pensando que a grande lição para mim, do livro, foi o encontro de Paulo com Tiago Menor. Quando ele fala assim, e aí Paulo compreendeu que a vida exige mais compreensão que entendimento. Dá para entender o pai de Paulo? Às vezes não dá, mas dá para compreender. É compreensível. É compreensível um pai agir daquele jeito, não é? É compreensível um João Marcos, que é um adolescente, não aguentar o ritmo de um Paulo. Um João Marcos, filho único, criado só pela mãe, cheio de dengo, cheio de mimo, tudo na mão, e tendo que acompanhar um atleta?
Tendo que acompanhar um cavalo indomável, que é um Paulo, que dorme no chão, que vive em caverna, come pedra, e chupa água na rocha. Quem que aguenta acompanhar um trovão desse? E é maravilhoso ver também um Timóteo, com 13 anos, que se envolve de uma forma tão maravilhosa com o trabalho, com Cristo, e que se propõe a toda uma série de… E que representa para Paulo um filho. Se coloca na posição de um filho adotivo. Uma relação de pai e filho. E que Emmanuel revela depois, tanto que ele tinha os desenvolvimentos mediúnicos, quanto a resposta que ele deu para o apedrejamento de Paulo, que acabou resultando na saída de Paulo, no afastamento, distanciamento, naquele momento, daquele tio tão querido de Paulo lá, tira a expressão, mas Timóteo, depois, segundo Emmanuel, converteu a questão cristã muito dos apedrejadores.
Ele se empenhou em trabalhar com aquele pessoal que andou apedrejando Paulo lá, para converter eles ao cristianismo. Então, Timóteo, naquela juventude, já tinha essa grandeza. A grande pergunta que a gente quer deixar no seminário, essa pergunta, Thiago, voltando à que você fez, não dá para abordar todas as personagens do livro. A gente precisa selecionar algumas centrais, mas a seleção e o tratamento que a gente pretende fazer das personagens, ela vai servir para a leitura das outras, que é a pergunta que a gente quer que todos saiam do seminário, Paulo esteve, é assim, como Deus se manifesta na diversidade?
Então, Deus se manifesta em Anania, se manifesta em João Marcos, que se tornou evangelista, se manifesta no Gamaliel, Deus se manifesta na diversidade. Pessoas completamente diferentes, com histórias, com tudo diferente, têm um papel nessa história, em algum momento elas fazem algo de grandioso, elas têm uma intervenção profunda, e isso vai mostrando para a gente que nós precisamos ter um pouco mais de humildade mesmo e reconhecer que Deus é desafiador. Deus é desafiador, ou como diria Alta de Souza na sua poesia Mensagem Fraterna do Parnage Alentum, que a linguagem de Deus é uma linguagem peregrina.
Eu fiquei pensando nisso, acho que a poesia é um negócio danado, a gente fica pensando, por que ela fala isso? Sobre a linguagem peregrina da voz de Deus em luz de redenção, peregrina, peregrina, mas é porque Deus, uma hora Ele está aqui falando pela boca do Gladius, daqui a pouco Ele está falando pela boca do Tiago, daqui a pouco Ele está falando pela boca da Sheba, Ele não estabelece morada fixa, a voz de Deus é peregrina. Então, uma hora ela manifestou pela boca de Paulo, uma hora Paulo falou bobagem, falou coisa que não devia no momento, como aquele episódio lá que quase dividiu o cristianismo, uma hora manifestou pela boca de Pedro, uma hora pelo João Marcos, outra hora até pelo Bar Jesus, e a voz peregrina de Deus vai nos surpreendendo, porque vai dando unidade à diversidade.
Eu acho que é isso, é lindo no romance. Bom, esse seminário promete que vai ser fantástico, eu não vou perder, eu espero que você que está ouvindo esse podcast corra, porque as vagas são limitadas. Olha, nós estamos chegando no final desse episódio, nós estamos aqui gravando na casa do Gladius, o ambiente está dá pra sentir que está fantástico, estamos amparados aqui, queremos agradecê-lo novamente por participar desse episódio, e acho que cada um pode dar uma palavrinha final, pra gente ficar com essa coisa gostosa do finalzinho aqui, que está fantástico.
Eu tenho direito a réplica, porque eu fui citado nominalmente, né? Primeiramente agradeço ao pessoal ter condescendido em que fizesse aqui, por algumas questões que a gente tem experimentado nesses dias, que honram mais o nosso tema de hoje, mas sobretudo agradecer a oportunidade, porque esse clima fantástico veio aqui pra casa, se fizer da casa hoje, a casa do Zaquirro, e agradecer muito a oportunidade, o prestígio de os amigos estarem aqui na nossa casa, e o prestígio dos companheiros que nos recebem na casa mental, porque nos ouvem, têm essa paciência conosco, e certamente essas serão algumas das horas das poucas horas de que nós nos arrependeremos, por isso é que elas tem que ser longas, tá?
Então agradecimento, obrigado por tudo. Eu… É… Tô até bobo aqui, que fiquei calado escutando tanta coisa bacana. Tava querendo agradecer também a oportunidade de estar aqui com o Gladstone, sempre muito bom, a gente se diverte muito com ele, né? E além de toda essa coisa que a gente já aproveita das suas letras, das músicas que ele te grava, é… Foi muito bom estar aqui, e seria muito bom se fosse… Se tivesse um vídeo, né, Thiago? Pois é! A gente viu momentos aqui de… Nossa, assim, gente… Muita gente já viu o Arudo falar de Paulo Estevam, mas…
Veio os olhos brilhando, né? Você tinha que ver aqui o Gladstone hoje também, viu? Né, Arudo? Nossa, mãe do céu, que coisa boa você ver alguém que gosta da obra, que a entende, que compreende, né? E que consegue refletir a beleza. Eu costumo dizer que… É… Acho que… Paulo Estevam possivelmente não vai receber uma homenagem a altura… Outra homenagem a altura do livro Paulo Estevam e Sonetos como… Como gratidão. Eu acho que… Nós todos, né? Quando a gente falou com o Arudo da obra que a gente vai lançar, realmente é um preito de gratidão essa obra, em mais alto nível, de um coração que nós conhecemos bem, né, que é o do Gladstone, uma pessoa que…
Despensa comentar da sua vida, do seu trabalho, né? E tudo que… Então… Fiquei muito feliz de estar aqui. Realmente como o Gladstone falou, são momentos daqueles que a gente não vai se arrepender jamais, né? De ter compartilhado e que… Quem sabe um dia vai nos valer, né? Como… Tratamento de salvação. Muito obrigado, Gladstone. Eu também agradeço muito a oportunidade, né? A gente está muito feliz de participar. Amo esse livro de paixão. E participar, ter a oportunidade de trabalhar junto com a turma do SER, né?
E o seminário está sendo, assim, uma oportunidade única. E a gente gostaria de convidar as pessoas que participarem conosco nos momentos que nós temos feito de prece coletiva, em favor da sustentação mesmo espiritual do evento. Então, inicialmente, nós estamos fazendo toda terça, quinta, sábado e domingo de oito e meia às quinze para as nove. E no mês de junho, aí nós vamos apertar mais um pouquinho que a gente já incluía segunda, quarta e sexta pela manhã. De oito e meia às quinze para as nove da manhã. Mas para auxiliar mesmo nesse processo de sustentação do seminário, né?
Nós sabemos… Os trabalhadores… Os trabalhadores… Nós estamos trabalhando com o Evangelho, né? Então a gente gostaria muito de contar com todos nesse auxílio para a gente formar um pilar de luz para sustentar todo o trabalho. Muito obrigada mais uma vez. Nossa, é uma alegria enorme de participar aqui, encontrar o Gladys mais uma vez e poder trocar, né? Essas experiências, essas impressões sobre a obra. Eu, mergulhando já no seminário, fico com uma uma impressão muito forte que esse livro Paulo Esteva retrata, que a própria psicografia lida aqui pelo Ricardo Massal revelou.
Quando a gente imagina que o espírito de Paulo inspirou o padre Manuel da Nóbrega a fundar a cidade de São Paulo, que seria uma grande metrópole da América do Sul. Isso nos revela que o trabalho do Cristo, ele prossegue com uma força tão grande há tanto ainda por fazer, o mundo ainda está tão distante da lição de amor de Jesus, do Evangelho. Há tanto por fazer que a gente se sente ainda naquele clima do Paulo. Com uma diferença que os alunos agora somos nós. Então, eu sinto que a lição agora é de, o trabalho com Jesus é difícil mesmo, é desafiador, há muita coisa a ser feita, mas nós precisamos recuperar aquele espírito de fé, de esperança, de destemor, de união, de amor que as figuras do livro Paulo Esteva apresentaram.
Então, eu tenho-me até estranho falar isso, mas a gente fica mergulhado nesse espírito apostólico, nesse espírito de apostolado. Porque hoje, você conduzir uma evangelização da infância, você conduzir uma casa espírita, você fazer exposição espírita, você circular pelas instituições e pelo meio espírita, exige espírito de apostolado em todos os sentidos e confiança de que as dificuldades elas só existem porque nós precisamos delas. Elas não existem por fraqueza de Jesus ou por querer. Ele poderia removê-las no momento que ele quisesse, mas ele só não as remove porque elas são necessárias ao nosso engrandecimento.
Então, o trabalho tem que ir com elas, com essas dificuldades. Então, eu já me sinto mergulhado nesse espírito apostólico, nessa inspiração apostólica e Isso é também uma retomada de compromisso espiritual, retomada daquilo que a gente prometeu no mundo espiritual e a gente espera que quem está ouvindo e que quem participe desse seminário ou quem não possa vir, que compre o DVD e assista, que esse espírito, que essa chama seja também reacesa em você. Você retoma os compromissos que você assumiu, que você se recorde do que você veio fazer aqui, porque há tempo de retomar.
Não importa a faixa etária, ainda há tempo de retomar. 4 homens em caravana, camelos e montanheiros, em demanda a Damasco, a sinistra expedição. Reprimir o cristianismo, não translíceis a missão. A começar pelo extermínio do afamado Ananias. De repente, o sol cede o reino, mesmo apino perde em luz. Sauro vislumbra, ouve, cambaleia, vai ao chão. Um amor incomparável personifica o clarão. Tu me persegues, eu te amo, sou Jesus. Remorso, felicidade, angústia, veneração. Tudo colide na alma e genuflexa a reação. O que se passa com Saulo?
Demetro pergunta a Jacó. Delírio, ilusionismo, sortilégio, maldição. Confia, entra em Damasco. Dirte-ão tua missão. Vieiros cegam, tremente, humilhado, feliz e só. O aplauso dos homens, a glória fugaz. Tudo deixaste na terra e saístes em busca do reino de paz. Viste a luz do deserto, ou isto chamado do Cristo Jesus. Nunca provaste o medo, nunca tua alma adorou. Resistindo e sofrendo viste a missão que o Senhor te levou. E hoje tu és a lição para todo aquele que quer ser cristão. Que no reino de Jesus tua vida estrena rodeio de luz.
É necessário viver como a terra ou combate que vai nos salvar. É necessário calar nossa voz para que o Cristo possa falar. Amém. Legendas pela comunidade Amara.org
Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.
Respostas