Neste episódio do estudo do Velho Testamento, conduzido por Haroldo Dutra Dias, mergulhamos no Livro de Gênesis, explorando as profundas implicações do capítulo 3 à luz da Doutrina Espírita. O estudo se aprofunda na narrativa da expulsão do Jardim do Éden, conectando-a à experiência do degredo dos Espíritos capelinos na Terra, conforme descrito por Emmanuel em “A Caminho da Luz”.
O que é estudado neste episódio
- As Consequências do Plano da Serpente: Retomada da discussão sobre as consequências da escolha de Adão e Eva, e como a rejeição do plano divino resultou na perda da intimidade com o Criador, simbolizada pelo Jardim do Éden.
- A Experiência do Degredo dos Capelinos: Análise da experiência espiritual dos Espíritos capelinos, que, ao serem degredados de seu orbe de origem, trouxeram consigo uma marca psíquica de perda e saudade. Haroldo Dutra Dias enfatiza que essa experiência moldou a cultura, religião e literatura desses povos, incluindo a narrativa bíblica.
- Gênesis 3 como Eco do Degredo: A expulsão do Jardim do Éden (Gênesis 3:14-19) é interpretada não como uma descrição literal do degredo, mas como um eco literário e uma evocação do sentimento de um degredado – a nostalgia, a angústia e a percepção de ter perdido um paraíso de conforto e facilidades para um mundo primitivo e desafiador.
- O Propósito do Degredo: Exploração da dupla função do degredo: proteger orbes em progresso de Espíritos que se recusam a evoluir e adequar a escola ao aluno, proporcionando um ambiente onde o Espírito primitivo possa dar vazão às suas tendências e, eventualmente, despertar para valores mais sutis como a gratidão.
- A Evolução Planetária e Moral: Discussão sobre a transição planetária e a necessidade de uma revolução moral para transpor os limites tecnológicos e energéticos atuais, destacando como a saída de Espíritos refratários ao progresso e a encarnação em massa de Espíritos avançados (mencionada por Kardec na Revista Espírita de março de 1868) impulsionam essa transformação.
- A Espada Fulgurante e a Cruz do Cristo: Análise do simbolismo da “chama da espada fulgurante” que guarda o caminho da árvore da vida (Gênesis 3:24). Haroldo Dutra Dias, com base em mensagens de Emmanuel (“A Espada Simbólica” e “Perante o Divino Mestre”), interpreta essa espada como a Cruz do Cristo, simbolizando que não há redenção espiritual sem passar pela soberania do amor e do sacrifício de Jesus.
Reflexões
- A narrativa do Jardim do Éden e a expulsão de Adão e Eva podem ser compreendidas como uma profunda metáfora da experiência do degredo espiritual, revelando a saudade e a angústia dos Espíritos exilados que anseiam pelo retorno ao lar.
- O degredo, longe de ser uma punição, é um mecanismo de misericórdia divina que visa tanto proteger o progresso dos orbes quanto oferecer aos Espíritos a oportunidade de reeducação e de contribuição para o avanço de mundos mais primitivos.
- A “espada fulgurante” que guarda o Jardim do Éden simboliza a Cruz do Cristo, indicando que o caminho de volta ao “paraíso” espiritual passa necessariamente pela vivência da fé e do amor, representados pelo sacrifício e pelos ensinamentos de Jesus.
Ler transcrição do episódio
Hello, friends, we are here for another episode of our study of the book Genesis, by Moisés. In the previous episode, we commented on the consequences of that plan established by the serpent para cada um dos envolvidos, inclusive para ela mesma, Eva, Adão, a própria serpente, e em que resultou a adoção daquele plano oferecido e a rejeição do plano divino, que era um plano de progresso e evolução espiritual calcados na orientação divina, no acompanhamento divino e, sobretudo, na presença divina. Porque o Jardim de Éden, é bom que a gente recorde isso, ele é uma expressão da presença de Deus.
Basta recordar que Deus passeava pelo Jardim de Delícias, pelo Jardim de Éden, na brisa da manhã, revelando com imagens típicas de um povo pastoril, o que poderia representar a máxima intimidade com o Criador. Então, essa é a imagem aqui do Jardim de Éden e da situação vivida por eles, quando adotam um plano diferente. Aqui, nós vamos precisar, mais do que nunca, buscar as luzes do Consolador Prometido para compreender o texto. As mentes espirituais que elaboraram esse texto estão marcadas por uma experiência decisiva e isso é importante que a gente registre.
Embora o povo hebreu tenha vivido na Babilônia, na Assíria, na Pérsia, no Egito e, depois adiante, na Grécia, em Roma, mas, sobretudo, a experiência Assíria-Babilônica, o Zoroastrismo, todas essas tradições mitológicas e simbólicas de um passado muito antigo que a história escrita sequer registra uma parte considerável, é preciso que a gente volte aquela lição de Emmanuel no livro Há Caminho da Luz para considerar que nós estamos falando de capelinos, quatro grupos fundamentais, um grupo hindu, um grupo ariano, um grupo egípcio e um grupo hebreu.
Claro que Emmanuel faz essa divisão mostrando o resultado final em que se dividiram esse agrupamento, alguns milhões de Espíritos, diz Emmanuel, vindos de capela. Então, ao longo da sua trajetória de milhares de anos na Terra, eles acabaram se agrupando em quatro grandes frentes. Mas, é preciso considerar que nenhum desses grupos tem uma experiência exclusiva. Esses grupos são compostos de Espíritos que reencarnaram em diversos ambientes no órbito de capela. Passaram por inúmeras civilizações que nós sequer conhecemos no órbito de capela.
E, ao chegarem à Terra, antes de se agruparem nessas quatro vertentes, também experimentaram diversas posições geográficas, culturais, emigraram, migraram, se deslocaram. Então, é importante a gente considerar isso para que a gente consiga perceber um traço de unidade na narrativa desses grupos. Então, se nós examinarmos, por exemplo, a China milenária, os povos asiáticos, propriamente ditos, que não se integram nesse grupamento de capela, receberam influência, é claro que receberam capelinos em seu meio, muitos capelinos encarnaram lá, passaram por lá, tiveram posição de destaque, porque há uma solidariedade entre as comunidades humanas.
O mundo espiritual sempre atua para que essas comunidades estejam interligadas, para que elas se relacionem, mas a China milenária tem características que não são desse grupo aqui. Quando nós examinamos a história do povo assírio, do povo pérsico, do povo babilônio, do povo do Egito, da Índia, somamos tudo isso, vamos perceber, primeiro, identidade de linguagem. Então, uma língua-mãe, que originou, por exemplo, o sânscrito, de onde saíram quase todas as línguas que nós conhecemos aí dessas civilizações, com exceção das línguas asiáticas, então, essa língua comum já revela um pouco sobre o modo de pensar, sobre a maneira como eles estruturam o pensamento.
Mas, o que nós queremos chamar a atenção aqui é por uma experiência espiritual vivida por esse grupo de Espíritos. Que experiência é essa? É a experiência espiritual que vai ditar toda a cultura, toda a religião, toda a literatura, os monumentos, a arte e o modo de viver desses povos. Qual experiência é essa? A experiência do degredo. Ter saído de um orbe do sistema de capela, porque capela é o sol, ou é um sol binário, então é um conjunto de sóis. O planeta Emmanuel não diz o nome. É um orbe que guardava semelhanças com a nossa Terra.
Que tipo de semelhança? Emmanuel também deixa na penumbra. Semelhanças estruturais? Corpos biológicos que lembram o nosso? Semelhanças culturais? Então, isso significa que existem orbes, planetas, que não guardam tanta afinidade com o nosso modo? Sim, claro! Pois que existem infinitos caminhos para a evolução. Por que todos têm que seguir o padrão da Terra? Não. Não. Existe uma lei divina, existe um plano de unidade, mas, dentro desse plano de unidade, infinitas possibilidades de variação. Então, o primeiro ponto que chama a atenção é que esse orbe do sistema de capela guardava uma afinidade com a Terra.
Ora, mas, quando esse orbe estava na transição planetária, a Terra era mundo primitivo. As sociedades humanas aqui estavam próximas do homem das cavernas. Então, que afinidade? Cultural não pode ser. Percebe? Porque a Terra estava no estágio muito aquém. É tecnológica? Que tecnologia que havia na Terra, a não ser a da pedra lascada e, talvez, do fogo? O homem sequer aprendera a agricultura e a pecuária. Então, a gente vai apostando que essa afinidade é uma afinidade de ordem física, fluídica, biológica, organismos similares.
Mas, imaginem um espírito que sai hoje ou nem hoje, que sai daqui 30 anos. Imagine a Terra daqui 30 anos. O que será a evolução tecnológica do planeta Terra daqui 30 anos? 30! E, imaginemos que, daqui 30 anos, se consolide o degredo. Porque, também, as pessoas imaginam que o degredo é uma coisa… Não! Você tem que transportar esses espíritos por distâncias descomunais. O degredo é um processo delicado. Ele começa um planejamento, mas, ele se concretiza e você tem que reunir todos e transportá-los. Então, digamos que o degredo terreno, que não ocorreu ainda, haja visto os atentados nas grandes capitais, os grupos extremistas, porque são esses grupamentos de seres os fortíssimos candidatos a serem retirados do óbito.
Espíritos que ainda se agarram com convicção, com dureza de coração, ao fanatismo, à violência, ao terrorismo, à exploração, à exploração das massas. Então, são inteligências voltadas à violência. Então, a gente vai percebendo isso. Que fomentam a guerra, que fomentam o domínio e a exploração econômica, que fomentam o domínio e a exploração política, o fanatismo e o fundamentalismo religioso, o intelectualismo pervertido. Esses são os grupos que vão ser degredados. Imagine daqui 30 anos, com uma alta tecnologia, que nós seremos daqui 30 anos, esses espíritos saem daqui com todo esse conforto de meios de transporte, de tecnologia, de automação e começam a encarnar em corpos de Comunidades que vivem ainda na idade da pedra.
Imaginem a marca psíquica que será gravada nesses espíritos. Qual a marca psíquica? Você tem aqui corpos já aperfeiçoados, hábito, um hábito sofisticado de vida e aí você começa lá a viver nas cavernas, está encarnado em corpos brutos, embrutecidos. Que experiência é essa? Uma experiência marcante, uma experiência profundamente marcante. Essa experiência do degredo, ela vai deixar rastros em toda cultura, sobretudo religião e literatura. Então, é preciso que a gente leia o relato do capítulo 3, que a perda do Jardim de Éden, a expulsão do paraíso, como um eco literário, uma evocação.
Não é que isto aqui esteja descrevendo o degredo. Não sejamos tão ingênuos, porque se isto aqui fosse uma descrição do degredo, você teria que admitir que há 3 mil anos atrás, 4 mil anos atrás, quem escreveu isso tinha memória perfeita do que aconteceu do degredo e não tinha. Nós encarnamos sobre o processo do esquecimento. Então, você tem sentimentos, intuições, vagas lembranças, não uma memória perfeita. Isto aqui não é uma descrição detalhada do processo de degredo, mas é a descrição do sentimento de um degredado.
O que sente um degredado? Qual é a experiência psicológica, afetiva, emocional de um degredado? Como que ele passa a enxergar a vida? Qual que é a lente que ele utiliza agora para ver o mundo? Nós observamos e aqueles que são da área da psicologia, da psicoterapia, podem dizer isto com mais segurança, com mais profundidade, quando alguém vive uma experiência muito traumática de uma separação afetiva, da perda de um ente querido, ou de um acidente, de alguma inabilitação física, um grande trauma, isto como que separa a vida da pessoa em duas fases, no antes do trauma e depois do trauma.
Depois do trauma, ele tende a ver a vida por estas lentes, pelas lentes da experiência traumática. Então, aqui, o degredado enxerga o mundo, verá a vida e o mundo a partir destas lentes. Embora ele não consiga detalhar, embora ele não consiga descrever em minúcias, ele sente, ele sente que perdeu. Perdeu o que? Uma situação invejosa de conforto, de estabilidade afetiva, de tecnologia, de facilidades e veio parar em um mundo absolutamente carente de tecnologia, carente de recursos. Um mundo que mais se assemelha a uma selva a ser educada, uma selva a ser civilizada.
Hábitos primitivos, mas, entendamos isto. Tudo isto em sintonia com o seu estado emocional e espiritual. Porque, aquele Espírito capaz de hoje ir a Londres numa grande ponte e ao invés de ler um livro, apreciar a paisagem, encontrar com amigos, ele é capaz de munir-se de bombas para matar e para explodir, ele está em sintonia com o que? Está em sintonia com os habitantes desta metrópole? Não está. O coração dele gravita em torno do primitivo. Embora intelectualmente ele esteja acostumado ao conforto, ele esteja acostumado às facilidades da vida civilizada, emocionalmente, ele está em sintonia com o que é primitivo.
O degredo não é uma punição. O degredo tem uma dupla função. Primeiro, proteger o orbe que está progredindo, porque um orbe não pode ficar à mercê de um grupo que não quer progredir. O progresso dos mundos é lei da natureza. Os mundos vão progredir. A pergunta é, você quer estar num mundo que está progredindo? É uma lei. No universo, há parâmetros, há leis que expressam a vontade do Criador. E a vontade do Criador é que os seres e as coisas progridem, porque ele cria coisas e seres perfectíveis que se aperfeiçoam ao longo do tempo.
Então, a obra divina está em constante processo de aperfeiçoamento. É a lei da evolução. Então, os orbes vão seguir. Uma criatura não pode impedir, ou um grupo de Espíritos não pode impedir a marcha evolutiva de um globo, de um orbe. Mas, tem uma outra função, também, o degredo. Adequar a escola ao aluno. Se eu ainda tenho necessidade de experiências primitivas, então, esse Espírito será conduzido a um ambiente onde ele possa dar vazão a esse emocional primitivo. Lá, ele vai poder ser primitivo. Primitivo. Porque não haverá sociedades organizadas, não haverá leis, ele vai poder fazer de tudo.
Acontece que lá, ele conviverá, estará em contato com os seres primitivos. Aí, ele vai sentir, porque aí ele vai ver em todos aquilo que está nele. Então, a convivência com os Espíritos realmente primitivos será um espelho para que ele consiga enxergar dentro dele a primitividade dentro dele. Então, a gente percebe aqui no relato da perda do paraíso que é um relato de saudade, de nostalgia, de angústia. Perdeu. E vai falar de uma vai falar de conquistar um pão com suor. Imagina, vamos pensar assim, simples. Não tem mais a padaria que você vai lá e compra o pão.
Não tem mais o supermercado que você vai lá e pega um quilo de feijão. Não vai haver isso. Ou o lugar que você senta e serve um café, porque o homem-bomba que vai em Londres e explode e mata pessoas, ele entra e toma um café expresso. É engraçado, né? Ele se comporta como um primitivo, mas ele usufrui de tudo que a civilização já conquistou. É justo isso? É justo? Não é justo. Isso não é justo. Então, se eu tenho um comportamento primitivo, eu preciso ser conduzido a um ambiente primitivo, em sintonia, em adequação com o que eu tenho por dentro.
Para quê? Para que eu consiga fazer a catase, o meu processo de purificação psicológica, espiritual. Aí, quando eu fizer a catase, que eu cansar, que eu estiver esgotado desse sentimento primitivo, aí eu começo a despertar valores mais sutis, começo a despertar o principal valor que é qual? Gratidão. O Espírito exilado, o primeiro sentimento que ele vai desenvolver, é de gratidão ao que ele tinha, valorização daquilo que ele perdeu. E, aí, o que se perde é visto como um paraíso, em comparação com o que se tem. Então, nós podemos, hoje, colocar inúmeros defeitos no nosso planeta.
Mas, vai para um primitivo, vai habitar num mundo primitivo, aí nós vamos começar a valorizar, com todas as dificuldades, com todos os problemas políticos, econômicos, de justiça, mas habita num mundo primitivo. Aí, nós vamos sentir. E, aí, muda a lente. Você começa a ver aquele mundo que você colocava defeito, que você não valorizava, como um paraíso, como um Éden, em comparação com o local que se vive. Então, se a gente não entende esse aspecto aqui, talvez a nossa leitura desses textos aqui seja ingênua, porque esses textos, eles foram motivados por um sentimento interior que nem quem escreveu sabia explicar.
Ele era movido por lembranças, sonhos, saudades, nostalgias, uma memória que nem os autores aqui, os escritores, conseguiam definir. Mas, hoje, com a informação espiritual que nós temos, nós sabemos o que é. Eles eram exilados com saudade de casa, exilados com saudade de casa. E todas as civilizações produziram mitos, histórias de um exílio, da perda. Toda a literatura grega, a própria Ilíada, ou a Odisseia, melhor dizendo, a Odisseia, a grande história de alguém que sai de casa e depois anseia por regressar para o lar.
Isto está presente na mentalidade dos capelinos. E o que é bonito nisto aqui? Como é a misericórdia quem dirige o universo, o Criador nunca faz atuar apenas a lei de ação e reação sem que o amor e a misericórdia estejam envolvidos no processo. Na verdade, nós podemos entender que a justiça, estritamente falando, é um instrumento do amor que é a justiça em sentido amplo. Então, o capelino que vem, ele passa por este processo de perda do lar, de exílio, mas ele agora prestará uma grande contribuição aos seus irmãos de evolução que estão mais atrás do que ele, que são mais primitivos.
Ele vai prestar um grande concurso, vai ensinar o que sabe. E é bonito isto, por quê? Porque o amor cobra a multidão de pecados. Então, o capelino resgata, não apenas com o degredo com a ação e reação, mas também pelo trabalho de apoio aos seres primitivos numa caridade, num auxílio. Este auxílio vai contar como amor, vai contar como bondade. E isto vai enriquecer o patrimônio do capelino de elementos que possibilitarão que ele possa regressar ao seu orbe, ao ambiente de origem. Então, aqui, a gente percebe na leitura do capítulo 3, versículos 14 até o versículo 19, as consequências que descrevem o que é um mundo primitivo.
O que é um mundo extremamente físico, o parto doloroso, a alimentação, o trabalho rude, uma terra que dá espinhos. E como que, agora, nessa transição, nós estamos saindo de um mundo grosseiro, começando a nos encaminhar para os portais do mundo de regeneração, para a entrada, para os pórticos do mundo de regeneração, começando a nos ingressar lá. E, um mundo de regeneração implementado, um mundo de regeneração estabelecido, é um mundo em que várias agruras físicas, limitações físicas vão sendo solucionadas pela inteligência, pelos recursos, pela própria evolução.
Então, o organismo vai mudando, nosso organismo físico, a tecnologia vai avançando assombrosamente e aquelas limitações vão deixando de existir. Nós podemos observar isso hoje. Limitações de comunicação estão deixando de existir. E, se nós examinarmos daqui a 30 anos, como será a comunicação por internet, as tecnologias de comunicação daqui a 30 anos? Não tem como prever. Não é, Tiago? É engraçado que a evolução computacional, arquitetura, deixa um cálculo que já mostra quando é o limite dela. Está muito próximo. Está próximo, é.
Então, assim, algo vai ter que surgir porque existe um limite aqui. Um limite físico. Um limite físico para essa tecnologia. Algo vai ter que surgir que já com certeza já deve estar na Terra, já estão aí estudando, que vai ultrapassar isso. Tudo que nós estamos vendo aqui, vai ser modificado porque essa tecnologia já tem data marcada para chegar no limite. Acho que é exatamente essa questão aí. Exatamente. E como outras coisas, não só a capacidade de você colocar chips, de colocar transistor num chip, mas também a nossa capacidade de produzir, por exemplo, combustível fóssil e queimar.
Então, o problema da energia, o problema da tecnologia, está chegando num limite. Aí você percebe que chegado nesse limite, para transpor esse limite, precisa de uma revolução moral, de uma transformação moral. E é aí que surge o degredo, onde é alijado do orbe todos os milhões de Espíritos que estão impedindo a marcha do progresso. Espíritos que estão na área econômica, na área política, na área religiosa, na área das ciências, em todas as áreas. Quando eles saem, há uma e também uma encarnação em massa de Espíritos avançados, muito avançados.
Isso está lá na Revista Espírita, em março de 1868. Kardec tem um artigo lá, fantástico sobre isso, aconselha a leitura. Março de 1868. Então, há uma encarnação em massa desses Espíritos, aí o que acontece? Aí você muda o paradigma. Nós vamos entrar numa outra tecnologia de energia, de informação, de computação, de tudo. E, aí, o que vai virar o orbe? Algo que nós não temos condição de imaginar. Nós não temos condição de imaginar o que vai se tornar. Transporte, comunicação, medicina, medicina, imaginem. A hora que se descobrir o Espírito, os centros de força, como que trata, imaginem.
Aí, falar de dor de parto, não vai, começa a sair. Começa a sair do horizonte das comunidades humanas essas situações de dificuldade. A própria alimentação, o trabalho se altera, porque você não tem mais trabalho braçal. A tecnologia passa a eliminar o trabalho braçal, até de levantar uma coisa. Daqui a um tempo, isso vai ser uma coisa obsoleta, levantar, não vai ter isso. E, para o Espírito que vê a sua casa, o seu lar, chegando nesse ponto e ele tem que sair, vê o seu lar chegando nesse patamar e ele tem que voltar para o mundo primitivo, as próprias tecnologias sociais, é, As redes, é muito, então, ele fica angustiado e essa nostalgia é positiva, porque essa nostalgia no Espírito exilado, ela o leva a querer progredir, é ela que o estimula a voltar para casa, ele quer voltar para casa.
E, mesmo no esforço dele mudar o mundo primitivo, incrementar para torná-lo mais próximo possível do que ele lembra, do que é a casa dele, isso já é o que? Já é uma valorização, porque antes você estava aqui e não valorizava, agora você está lá construindo algo que aqui já está pronto. Então, como tudo na lei divina, é de uma sabedoria, de uma beleza extraordinária. Nós não podemos perder de vista que nessa narrativa há um elemento psicológico e espiritual por trás, nessa narrativa de Gênesis, como na narrativa de todas as mitologias dos povos que nós conhecemos.
A nostalgia do degredo, nostalgia do degredo, isso aqui é capelino chorando de saudade, chorando de saudade. E, como é que ele expressa o seu choro? Aqui, no caso, com o texto do capítulo 3 do livro Gênesis. Isso aqui são lágrimas de quem perdeu o lar. E, para que a gente tenha uma ideia de como é que fechou na memória espiritual do capelino essa experiência, está assim, depois que tudo aconteceu, o homem aqui, a terra vai produzir espinhos e cardos, com o suor do teu rosto comerás o teu pão, até que tornes ao solo, pois dele fostes tirado, pois tu és pó e ao pó tornarás.
Então, a ideia da encarnação. Você nasce, morre. Você encarna, desencarna. Desencarnação. Olha que interessante isso. E, aí, o homem chamou sua mulher Eva, por ser a mãe de todos os viventes. Aqui tem um jogo, porque o nome dela é Havá, que vem do verbo Hayá, em hebraico, que é viver. Então, ele é a vida. A Eva é a vida, que dá vida. O Senhor Deus fez para o homem e sua mulher túnicas de pele. Olha isso. Túnicas de pele. É bem simbólico isso, não é? Pele de animal. Será que não é a experiência que eles sentiram de encarnar em corpos primitivos?
Porque o corpo não é uma túnica. Túnicas de pele e os vestiu. Depois disse o Senhor Deus, se o homem já é como um de nós, versado no bem e no mal, que agora ele não estenda a mão e colha também da árvore da vida e coma e viva para sempre. E o Senhor Deus o expulsou do jardim de Éden para cultivar o solo de onde fora tirado. Olha só. Cultivar o solo de onde ele fora tirado. Olha que interessante isso. O homem sai do jardim de Éden e vai para o solo de onde ele foi tirado. Então, ele foi tirado de um solo que não estava no jardim.
Perceberam aqui? O que é o degredo? Você volta para um mundo primitivo de onde você saiu. Você volta para cultivar um solo de onde você saiu. Olha a grande metáfora. Nós viemos de um mundo primitivo e o degredo volta para um mundo primitivo. Isso é o degredo. Ele baniu o homem e colocou diante do jardim de Éden os querubins, que são hierarquias celestes de anjos. Isso aqui vem da tradição dos babilônios, dos assírios, que é uma mitologia, que não é bem mitologia, as coisas tem uma razão de ser, de seres com asas, seres alados.
Isso é interessante, gente. A gente vê, por exemplo, a Nike, a deusa da vitória. A Nike é uma mulher com asa. Era curioso porque os anjos na Babilônia, na Grécia também, eram mulheres. A maioria mulheres. Alados. Então, colocou lá os querubins, esses seres celestiais e a chama da espada fulgurante. A chama da espada. Vamos prestar atenção aqui. Tem muita gente que vê um querubim com a espada na mão. Ele não está falando de espada aqui. Primeiro que não tem mais de uma espada. Então, como é que a gente tem que ler o texto com atenção?
Porque muita gente imagina os querubins e cada um com uma espada. Não é isso que está falando aqui. Está falando vários querubins, mas só tem uma espada. E, mesmo assim, não tem a espada. A espada mesmo não está aqui. O que está aqui é a chama da espada fulgurante para guardar o caminho da árvore da vida. Não é? Então, estão lá os querubins e a irradiação de uma espada fulgurante. É um símbolo profundo e olha que interessante. Emmanuel tem duas mensagens em uma a mensagem se chama A Espada Simbólica Por que simbólica?
Onde que tem símbolo de espada? O primeiro é aqui, final do capítulo 3, versículo 24. 3, 24. A primeira espada simbólica do texto bíblico é esta aqui. Mas, ela não aparece. Aparece só a chama dela. E, ela é uma espada Essa eu tenho Essa espada fulgurante, quer dizer, que é uma espada luminosa, é uma e a chama dela está ali guardando o Jardim de Éden. Ou seja, para voltar ao Jardim de Éden precisa passar pela espada e pelos querubins. E, aí, Emmanuel tem três mensagens que nós vamos ler aqui que são fantásticas Numa delas se chama A Espada Simbólica em que ele vai falar da paz e aí ele vai dizer que a cruz é a espada simbólica.
Então, qual que é a espada fulgurante que está aqui guardando o Jardim de Éden? A cruz. É isso que Emmanuel vai afirmar. Numa outra mensagem, que é no livro Fonte Viva, capítulo 114, Emmanuel vai dizer assim A cruz do mestre tem a forma de uma espada com a lâmina voltada para baixo. Recordemos assim que sacrificando-se sobre uma espada simbólica, sacrificando-se sobre uma espada simbólica, devidamente ensarilhada, é que Jesus conferiu ao homem a bênção da paz com felicidade e renovação. Olha aí, profundo, hein? Por que que está sobre uma espada simbólica?
Comparando a cruz a uma espada simbólica. É essa espada aqui, fulgurante, que está diante do Jardim de Éden, controlando a entrada. É a mesma coisa que dizer a cruz é o caminho da redenção. É a mesma coisa. A cruz é o caminho da redenção. Tem que passar pela cruz. Mas, há uma mensagem do Emmanuel, é onde ele é mais explícito. Aí, ele vai fundo mesmo, chama-se Perante o Divino Mestre. Perante o Divino Mestre. Perante o Divino Mestre é um comentário. Eu vou pegar aqui, qual o capítulo que está. Está no livro Perante Jesus, da Editora Ideal, capítulo 7.
E, Na Revista Reformador, de dezembro de 1968, página 267, Perante o Divino Mestre, então, ele está comentando aqui o versículo 23, do capítulo 27 de Matreus, que diz assim, e disse, no entanto, que mal ele fez. E, eles gritavam, ainda mais, dizendo, seja crucificado. E, aí, Emmanuel comenta, Perante o Divino Mestre, Jesus Cristo, condenado sem culpa, vencido e vencedor, profundamente amado, violentamente combatido. De todos os títulos, preferiu o de mestre, conquanto devesse, nas provas supremas, reconhecer-se abandonado pelos discípulos.
De todas as profissões, praticou um dia a de carpinteiro, ciente de que não teria para ministração de seus apelos e ensinamentos nem culminâncias de poder terrestre e nem galerias de ouro, mas, sim, pobres barcos talhados com enxó e agolpes de formão. Soberano da eternidade, permitiu-se lhe aplicar-se a coroa de espinhos, deixando-o alçar num sóleo constituído de dois lenhos justapostos em dois traços distintos. Ele que se declarou enfeixando o caminho à verdade e à vida, deu-se, na extrema renúncia, empenhor de semelhante revelação.
Suspenso nas horas derradeiras, sobre o traço vertical que simbolizava a fé, a erigisse em caminho para o céu e sobre o traço traço vertical, que é a fé, né, a erigisse em caminho para o céu e sobre o traço horizontal que exprimia o amor, alimentando a vida na direção de todas as criaturas, como a dizer-nos que ele era, na cruz, a verdade torturada e silenciosa entre a fé e o amor, a sustentar-se claramente erguida para a justiça divina, batida e supliciada pelos homens, mas de braços abertos. É maravilhoso! É um poema do Emmanuel, né?
Traço vertical à fé, traço horizontal à vida, ele, a verdade, silenciosa e torturada, mas deixando-nos a mensagem de que entre a fé, que é o vertical, e o amor, que é o horizontal, a cruz se sustenta ali, erguida para a justiça divina, porque ela foi batida pelos homens, mas ela está de braços abertos. É a espada fulgurante cujas chamas protegem a entrada no jardim, ou seja, não tem regresso do degredo, não tem volta da odisseia, não tem redenção espiritual sem passar pela cruz soberana do Cristo. É a cruz do Cristo aqui simbolizando, mais uma vez, já tinha lá na mulher, com a sua semente, que venceria a serpente, e está novamente aparecendo aqui na cruz.
Então, você já vê que é o texto evocando a figura do Messias, que representaria a redenção. Uma mensagem belíssima para a gente guardar. Até o próximo episódio.
Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.
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