Neste episódio do estudo do Velho Testamento à luz do Espiritismo, Haroldo Dutra Dias aprofunda a terceira parte do livro do Êxodo, que trata da comunhão com Deus. O foco principal é a simbologia do Tabernáculo, o primeiro templo, e seus elementos, especialmente a mesa dos pães no Lugar Santo.
O que é estudado neste episódio
- Revisão das três partes do Êxodo:
- Liberdade (capítulos 1 a 18): A saída do Egito, representando a libertação do pecado e do ego. O sacrifício e a expiação como caminhos para a liberdade.
- Fidelidade (capítulos 19 a 24): O cumprimento das leis divinas, especialmente os Dez Mandamentos, como um passo em direção à comunhão.
- Comunhão (capítulos 25 a 40): A construção do Tabernáculo e seus símbolos, que representam a busca pela comunhão plena com Deus.
- A simbologia tridimensional dos símbolos bíblicos: Diferente de um quebra-cabeça linear, os símbolos bíblicos se sobrepõem e se interligam, formando uma estrutura complexa e rica em significados, como Jesus sendo pão, cordeiro, pastor e sacerdote.
- A mesa dos pães no Lugar Santo: Representa a nutrição espiritual. Os pães sem fermento simbolizam a pureza e a pressa da libertação do Egito.
- O pão como alimento da alma: O amor divino é o pão da vida que nutre o Espírito. A desnutrição espiritual ocorre quando nos afastamos da fidelidade a Deus e do fluxo do amor.
- Metáfora da célula cancerosa: O egoísmo extremo, que busca tudo para si, é comparado a uma célula cancerosa que, ao querer tudo, destrói o organismo e a si mesma, ilustrando os efeitos do orgulho e do egoísmo na vida espiritual.
- O corpo de Cristo como corpo de comunhão: Cada indivíduo tem um papel único e importante no “corpo de Cristo”, e a cooperação é essencial para o projeto divino.
- A importância do autoconhecimento: Para compreender nosso lugar e papel no plano divino, o autoconhecimento é fundamental.
- A condução divina em tempo real: Deus governa o universo com seu pensamento, e a rota de cada um é constantemente recalculada. A sensibilidade e a conexão com Deus são cruciais para entender essa condução.
- A Santa Ceia e a ressignificação de Jesus: Jesus antecipa a Páscoa, pois ele mesmo é o Cordeiro Pascal, sendo crucificado no momento exato da celebração. A hóstia simboliza o corpo de Cristo, um convite à participação ativa no projeto divino de transformar a Terra em um mundo celeste.
- Fé, esperança e caridade: A confiança em Deus (fé) leva à esperança e, consequentemente, à caridade (benevolência, indulgência e perdão). O desânimo é um sintoma da desnutrição espiritual.
- A dor e o desespero: O Espiritismo não tira a dor, mas tira o desespero, oferecendo a certeza da continuidade da vida e do reencontro com os entes queridos.
- O êxodo espiritual individual e coletivo: A jornada do êxodo só termina quando o Espírito alcança a pureza, a Terra Prometida de sabedoria e amor.
Reflexões
- A desnutrição espiritual, causada pelo afastamento da fidelidade a Deus e do fluxo do amor, leva ao desânimo e à perda de vitalidade, assim como o egoísmo extremo de uma célula cancerosa destrói o organismo.
- A compreensão de que somos parte de um “corpo de Cristo” nos convida a cumprir nosso papel individual com autoconhecimento e a confiar na condução divina, que recalcula nossas rotas em tempo real.
- A dor é inevitável na jornada evolutiva, mas o Espiritismo nos oferece o consolo de que a vida não cessa e que há um propósito maior, tirando o desespero e fortalecendo nossa fé, esperança e caridade.
Ler transcrição do episódio
Boa tarde! Boa tarde, amigos! Que bom essa sexta-feira estarmos juntos, hein? Pois é, e o pessoal agora já entra assim, o Haroldo não tá aqui, o que eles vão pensar, hein? Jesus, será que não vai ter o estudo com o Haroldo de novo? Não, tá chegando. Não é? Mas tá chegando, a gente já tá chegando, entramos aqui um pouquinho, porque ele tá chegando em casa, lá, me ligou de dentro do elevador. E aí ele tá subindo, então pra gente não perder o nosso link aqui, a gente já entrou. Né, e tá todo mundo bem? Aqui, pra mim, a Rosilda Rosa aparece aqui primeiro, ô, Leonor, pra você.
Pra mim, a Juliana. Juli… Júlia. Deixa eu ver aqui. É, pra mim, nos dois computadores, a Rosilda. Depois é a Helena. Vamos dando boa tarde, né? O João Caldas tá sempre conosco. Boa tarde, meus queridos amigos, meus queridos irmãos. Boa tarde, João. Ah, vou pegar aqui um pouquinho antes, acho que você tá depois de mim, eu acho. Rosilda, Helena Aparecida França de Arara, São Paulo, Stanislau Júnior, Luiz Carlos de Lima, a Luísa Leão, aí você falou João Caldas? É. A João Caldas, a Júlia Maroni, Rio Grande do Sul. Marcia Lopes, o Heitor Barreiros, boa tarde.
Gilda Brito. O Israel, a Tânia Antiqueira. E aí, Tânia? Sandra Morine. Eita. A turma que conhece o Matheus 24. A gente fez uma enquete aí com o pessoal pra saber quem conhecia o Matheus 24. É um estudo que a gente tem lá na plataforma do SER, portalser.org. Um estudo muito bacana, muito diferente. Várias pessoas aqui já participam com a gente. Tem vários textos lá. São psicografias novas. A gente tem uma metodologia, né, Leonora, pra estudar. E temos um encontro todos os domingos às 17 horas pelo Zoom. A gente se reúne, conversa sobre os textos.
É muito bacana, muito bacana mesmo. Então, estão todos convidados a conhecerem o trabalho e conhecerem também esse estudo que a gente faz juntos no domingo à tarde. 17 horas junto com o João, Thales e Leonora. Uma turminha boa. A Tânia tá lá, a Sandra Morine. Tem uma turma boa. A gente tem os textos do capítulo de Matheus, no capítulo 24, onde autores espirituais comentam esses textos e trazem para os dias atuais, trazem para a nossa trajetória espiritual. É bem legal. E a metodologia faz com que a gente analise os textos, reflita sobre eles individualmente e em grupo.
Realmente é bem legal quem puder participar. No portal SER, procura o link matheus24estudos. E é muito interessante o quanto ele tem uma sincronia aqui com o estudo de Êxodo, né, Leonora? Porque lá também, o Jesus está comentando sobre a estrutura do tempo, falando sobre o tempo, né? Que foi construído aqui, né? A construção dele, né, o tabernáculo, a construção do tabernáculo, toda orientação, ela se dá agora em Êxodo, né? Que é um momento de comunhão que nós estamos. É um momento de Êxodo que é um convite à comunhão.
Até a Fábio acha interessante, mas vamos esperar o Haroldo chegar para a gente relembrar, né, essa divisão do estudo de Êxodo em três partes. A gente está estudando a última parte, que é essa parte realmente desses símbolos do tabernáculo que são um convite à comunhão com Deus. Sim. Eu vou ver se eu consigo mostrar para o pessoal aqui rapidamente. Queria colocar na tela essa mensagem do Saulo Soares. Foi a primeira que eu li e agora estou lendo de novo. Olha o seu Saulo. Tenho 70 anos, estava descansando depois de um dia tenso de exames no hospital e acabei de sonhar com o Haroldo me dizendo para não perder a live de hoje.
Tudo de bom, seu Saulo. Muita saúde. Muito bom, muito bom. Aqui, gente, vou mostrar para vocês aqui o Portal Ser. Vocês estão vendo aí o Portal Ser. E aqui vocês acessam o estudo de Mateus 24. Nós temos também um estudo uma vez por mês aqui da evangelização na preconcepção. Estamos estudando aqui a reencarnação de Sejas Mundo. Muito legal. E tem vários eventos aqui que a gente já fez e tal que estão disponíveis para você acessar. Então, você clicando aqui em Mateus 24 você vai entrar aqui, se inscrever no caso que eu já estou logado.
E aí você já acessa os textos aqui. Os textos que são versículo a versículo. Quem já acompanha, nós já temos uns vídeos gravados de alguns encontros que a gente teve. Pode aí conhecer. Haroldo chegou. Haroldo, espera aí. Deixa eu chamar ele. Olá. E aí, Eleonora. Boa tarde. Boa tarde, Júlio. Boa tarde, Haroldo. Boa tarde, pessoal. Estávamos aqui dando boa tarde para o pessoal. Como é que é? Estávamos aqui dando boa tarde para os amigos. Pois é, estou vendo. O Júlio está explicando aí também a plataforma. Isso. Que coisa boa.
Estou vendo aí a Susana Gabrieli, Sandra Morine. Toma aí. Cumprimentamos algumas pessoas. A Elísia também está aí. Olha só. A Lourdes Marim, que está sempre conosco. Vamos organizar um evento presencial do Exdo. Boa tarde. Está todo mundo querendo um encontro presencial. Saudade do encontro. Virar ser, vem aí, Haroldo. Aí nós vamos poder encontrar com a turma. Que coisa maravilhosa. Mas então, Haroldo, a turma estava aqui apreensiva. Acho que tem duas semanas. Quantas semanas que a gente não faz o Exdo? Três semanas.
Três semanas, Haroldo. Já tem futuro. Meu Deus. A turma ficou apreensiva quando estava só eu e a Leonora. Mas agora todo mundo calmou. E vamos retomar nosso estudo, Haroldo. Você lembra onde nós paramos, meu amigo? Nós paramos lá no símbolo dos pães da mesa do Lugar Santo. Já falamos muito sobre o amenorá, o candelabro de sete braços. E depois a gente começou a falar sobre o porquê da mesa, o porquê dos pães, o porquê do pão sem fermento. E aí lembramos da Páscoa, que eles saíram correndo do Egito. Foi uma liberdade.
Tinha que sair correndo, sair às pressas. Eu queria comentar antes disso. Já que nós passamos essas três semanas, a gente meio que dá uma relembrada que o Exdo, para o nosso estudo, foi dividido em três partes. A primeira parte sobre a liberdade. Até a gente tem anotado lá do capítulo 1 ao 18, que a gente já conversou. A segunda parte, a fidelidade, que é o cumprimento das leis, os dez mandamentos. Conversamos do 19 ao 24. E essa terceira parte, a comunhão, que começa do capítulo 25 ao 40, onde vai falar sobre a construção dessa tenda, o primeiro templo.
Essa parte que vai falar sobre a comunhão. A gente está tentando rever esses símbolos, que são símbolos de comunhão com Deus. São símbolos de comunhão, exatamente. São símbolos que sintetizam esse processo que direciona para a comunhão. Então, é importante, porque nós estamos na terceira parte do Exdo, mas na terceira parte é apresentado o tabernáculo, a parte da comunhão é o santo dos santos. Então, nós podemos compreender que há uma revisão, não é? Há uma revisão. Então, a primeira parte, o local do sacrifício é o local da liberdade, porque o pecado escraviza.
O falso movimento da alma, o ego, ele escraviza. Então, o sacrifício, a expiação é liberdade, é retomada da liberdade. Aí, eu vou para o lugar santo, que é o lugar da fidelidade. É uma antessala da comunhão, até chegarmos no santo dos santos, que aí é comunhão plena. Então, é importante isso, Eleonora, porque, veja, os símbolos bíblicos, eles não têm um encaixe lógico. Por exemplo, se você pegar um quebra-cabeça de mil peças, você diz assim, vamos montar um quebra-cabeça de Nova York? Vamos! Aí, você compra, olha lá na caixinha, tem a foto da cidade de Nova York.
Então, você começa a encaixar uma pecinha na outra e não tem nenhuma pecinha idêntica à outra. Elas vão se encaixando e formando uma imagem, uma imagem bidimensional. O símbolo bíblico não é assim. Eles não se encaixam de uma maneira linear e lógica. Os símbolos bíblicos formam uma estrutura tridimensional. Então, você fala, olha, garoto, mas o tabernáculo não está na terceira parte do Êxodo? Você não falou que a terceira parte é comunhão? Então, por que a primeira parte do tabernáculo está voltando ao sacrifício? É porque, ao entrar na terceira parte, você tem uma síntese de todas as três.
Então, vê que não é um encaixe lógico. Olha, o Êxodo tem três partes, mas o tabernáculo resume o Êxodo. O tabernáculo também tem três partes e ele está na terceira parte. Veja como é confuso, não é? Os símbolos vão se amontoando. Por exemplo, Jesus é o pão que desceu do céu, mas ele também é o cordeiro. Que coisa estranha! Ele é o pão ou ele é o cordeiro? Os dois. E ele também é o pastor. E o sacerdote. E ele também é o abrisco. Aí você fala, mas que coisa confusa, ele é tudo. É porque os símbolos vão… Os símbolos não estão encaixadinhos bonitinhos, como se fosse um quebra-cabeça.
Os símbolos vão se sobrepondo. E aí a gente tem que ter flexibilidade mental pra poder entender essa simbologia. Se você ficar procurando tudo linear, juntando uma coisa linear, aí vai ser uma confusão imensa. Então, só pra lembrar isso, né? Bom resumo, Eleonora. Se alguém tiver alguma dúvida sobre isso… Se alguém tiver alguma dúvida, guarda essa dúvida. E vai… Estou perguntando, porque as dúvidas são… É interessante o processo da evolução mesmo, nem em espiral. A gente vai aprendendo que as estruturas se repetem.
Elas se repetem, repetem, repetem infinitamente em densidade diferente. E vai subindo. Você vai e volta, vai e volta, mas sempre acrescentando… sempre trazendo um detalhe. Então, isso é que é importante, né? Então, a gente chega no lugar santo numa mesa. É curioso isso. Há uma mesa. É claro, gente, outra coisa também. Não podemos pensar nas mesas ocidentais. A nossa mesa de refeição é uma mesa alta. Você tem uma cadeira, você coloca a cadeira. Isso não existe no Oriente. As mesas são baixinhas, bem baixinhas, e você come quase que ajoelhado.
Você come reclinado. Então, você dá aquela ajoelhada ou senta. Você se reclina. Não é uma mesa que você senta numa cadeira. Isso não existe. Então, o lugar santo tem esse local da refeição. Ele tem esse local da refeição. Isso é importante para a gente entender, porque significa nutrição espiritual. Nutrição espiritual. Se nós pensarmos em termos do Espírito imortal, de que se alimenta o Espírito? Eu não estou falando do perispírito. Estou falando da essência, do Espírito. Amor é o alimento das almas. Amor é o alimento das almas.
Então, o amor divino é o pão da vida, que nutre. Quando eu me afasto da fidelidade a Deus, quando eu me afasto da relação com Deus, eu caminho para um processo de anemia, para um processo de desnutrição espiritual. Quando eu entro num processo de desnutrição espiritual, eu começo a definhar. Eu vou perdendo estrutura, perdendo funcionalidade. Eu vou perdendo vitalidade espiritual, porque eu não estou mais nesse fluxo natural do amor. E isso é uma coisa muito curiosa, não é? É uma coisa muito curiosa, porque vou usar uma metáfora aqui.
Vamos pensar num corpo humano, o nosso corpo, o corpo de todos nós aqui. Nós temos trilhões de células. Essas células têm o mesmo DNA, o mesmo código genético. Então, em tese, todas as células do nosso corpo poderiam ser tudo. Elas têm potencial para ser qualquer célula, qualquer célula. Mas elas se especializaram e elas fizeram um acordo. Olha, eu vou me limitar, eu vou ser célula de fígado, eu vou ser célula de rim, eu vou ser célula do sistema nervoso, eu vou ser célula da pele. Elas fizeram um acordo para poderem se tornar algo maior do que elas, para fazer parte de um organismo que é imensamente maior do que elas.
Então, é um acordo. Quando o acordo é quebrado, quando uma célula fala assim, eu não quero fazer parte desse acordo, que célula é essa? A célula do câncer. É a célula do câncer. E a célula do câncer é interessante, porque era uma célula poderosíssima. Você vê um câncer de rim e daqui a pouco essa célula está no fígado, daqui a pouco ela está no sistema nervoso. Isso não é comum. A célula tem todo um meio ambiente ali, um habitat natural naquele órgão, naquele tecido específico. E essa célula do câncer quer tudo para ela.
E o que acontece? Ela mata o organismo. E, ao matar o organismo, ela morre. Então, por querer tudo, ela perde tudo. Olha que metáfora! Então, metaforicamente, uma célula de câncer é uma célula no extremo egoísmo. Ela quer tudo. E, no primeiro momento, ela é poderosa. Ela sai de um lugar, vai para outro, vive ali, vive aqui, vai multiplicando. Mas, com o tempo, ela acaba fazendo com que o organismo entre em um colapso, um total colapso, e ela mata o organismo. E, ao matar o organismo do qual ela faz parte, ela mesma morre.
Ela mesma morre. Então, essa é uma ideia do que o egoísmo e o orgulho fazem conosco, do ponto de vista de nutrição espiritual. Então, a gente vai se isolando, vai entrando numa ânsia de querer tudo para si, de querer só para si, e vai perdendo aquela capacidade da cooperação, aquela capacidade de fazer parte do fluxo da vida. Então, a gente sai do fluxo do amor que circula por todo o universo e cria um projeto cancerígeno. Então, o pão tem esse simbolismo maravilhoso. O pão é essa nutrição espiritual. E ele está simbolizado ali no lugar santo.
Ainda não é o pão definitivo, quem está no lugar santo. Ainda falta chegar no santo dos santos? Falta chegar no amor pleno? Porque, quando você se torna espírito puro, você entra, você mergulha na fonte inesgotável do amor. Aí, eu nem sei dizer o que que é. Quem chegar primeiro, conta. Quem chegar primeiro, conta. Nossa, essa metáfora. A célula, né? Teve alguém que no grupo colocou células que trabalham harmoniosamente e silenciosamente e vão formando o organismo e formam o corpo. Veja se não é o corpo é de Cristo, se não somos cada um de nós.
Linda a metáfora. Essa é a ideia. Essa é a ideia. Do corpo do Cristo como um corpo de comunhão. Aliás, a letra do Gladson, ele fala muito bem isso, né? Já não é só arco-íris, mas comunhão. Não é mais só arco-íris, agora é comunhão. Então, com Moisés, com a primeira revelação, é uma promessa de aliança. Com o Cristo, é a concretização da aliança, é comunhão. Com o Cristo, é comunhão. Então, o Cristo é o corpo da comunhão. E, aí, a gente tem que entender isso, gente. A gente tem que entender que, nos planos do Cristo, o papel do Júlio não é o papel do Haroldo.
O papel da Eleonora não é o papel do Júlio. E, às vezes, a gente fica muito ansioso, querendo ditar regras para o destino do outro, criando expectativas e criando exigências sobre a vida do outro, sobre o que o outro tem que fazer, sobre como deve ser a condução da vida dele, sobre para quais caminhos ele tem que se dirigir. Só que isso aí é plano do Cristo, não é plano de nós que fazemos parte do corpo. Então, é importante a gente entender isso. Por isso que Jesus diz para o apóstolo, se eu quero que ele venha e que você…
Se eu quero que ele fique e que você venha, o que importa a ti? Segue-me tu. Não é? Jesus deu uma puxada de orelha. Por que você está preocupado com a condução do outro? Tem que estar preocupado com a tua condução. Você tem que estar preocupado com o código de localização que eu mandei para você. Eu te mandei onde você tem que chegar. Você está preocupado com o do outro por quê? Presta atenção no seu. O do outro eu mando para ele. Cada um recebe o seu. E, quando a gente entende isso, de que não há corpo sem que cada um faça a sua parte.
Não há corpo. Para que haja um corpo, cada um precisa fazer a sua parte, cada um precisa entender a importância da parte do outro. E a importância da sua parte. Da sua parte. E daí, Haroldo, não tem como fazer isso sem a gente trabalhar o autoconhecimento. A 919-A. Não tem como a gente fazer esse processo de saber o seu lugar, o seu papel, aquilo que te demanda, se você não faz o trabalho de autoconhecimento. Exato. E tem uma coisa bonita, não é, Júlio? Porque a condução divina é uma condução em tempo real. Em tempo real.
Isso o Kardec deixa muito claro. Não existe uma lei coordenando o universo, gente. Quem governa o universo é o pensamento de Deus. Se Deus tirar o pensamento dele, a gravidade para de existir, tudo para de funcionar. O universo só funciona porque o pensamento de Deus está mantendo. Então, tem momento que o pensamento divino manda um código para o Júlio assim, Júlio, recalculando rota. Olha, não é transnacional, hein? Não é transnacional. Se Deus está recalculando a rota do Júlio, não intromete nisso, não. É o pensamento divino conduzindo suas criaturas.
Então, quando Jesus está conversando com Hanã, o Hanã começa Ah, porque eu conheço Roma, eu conheço não sei o que, eu conheço tal lugar. E, Jesus fala para ele, eu conheço o amor e a verdade. Eu conheço Deus. Você conhece um tanto de lugar, eu conheço quem criou esses lugares todos. O amor e a verdade. Aí, ele fica meio espantado, e fala, mas você conhece os códigos do templo? As regras? Aí, Jesus diz para ele assim, eu sei qual é a vontade de meu pai a meu respeito. É isso. Você sabe qual a vontade de Deus a seu respeito?
Respeito do outro, não. A seu respeito. Qual é a rota que Deus enviou agora para o seu GPS? É isso que você tem de saber. Isso exige muita sensibilidade, isso exige muita vigilância, muita oração, muita conexão com Deus. Isso é pessoal. Isso é pessoal. Ai, Haroldo, mas e se eu achar que é uma rota que é outra? Deus vai te dar um sinal. Você pode ficar tranquilo. Portas vão se fechar, coisas vão acontecer, ele vai te dar um sinal. Ele comunica com você. Está preocupado com o quê? Agora, se Deus fecha uma porta, você sai metendo o pé na porta, arrombando tudo ali, meu amigo, aí nem Deus faz nada, porque ele não interfere no livre-arbítrio.
Ele fechou uma porta, você foi lá, arrombou a porta, aí, agora, a responsabilidade é sua. Aí, você está assumindo a rota. Aí, você está assumindo a rota. Então, se a gente tiver sensibilidade, se a gente tiver um pouquinho de bom senso, um pouquinho de juízo, você vai lançando seus desejos, seus planos, seus pedidos, e Deus vai respondendo, diz Emmanuel, através das pessoas e das circunstâncias. Das pessoas e das circunstâncias. Então, você fala assim, ô, meu Deus, que vontade de comer um bolo de cenoura, com cobertura de chocolate.
Aí, Eleonora liga e fala, olha, eu fiz um bolo aqui de cenoura com cobertura de chocolate, você não quer vir comer aqui, não, com um chazinho? É assim que a vida acontece. Porque você recebe uma rota pelo GPS, mas você também recebe as condições para chegar lá. Agora, a gente tem que entender uma coisa, não é? Agora, a gente tem que entender uma coisa. Às vezes, chega a rota que é a rota da expiação, e aí, a gente tem que resignar para passar por ela. Passar por ela por quê? Depois que você passar por ela, você está purificado, depois que você passar por ela, você está resolvido, você resolveu, você reparou mal, você aprendeu.
Então, às vezes, vem uma rota e você fala, nossa, pai, mas tem certeza? Ele fala, tem, filho, porque o que eu estou preparando para você lá na frente, você não pode mais ter essa pendência. Eu estou preparando algo maravilhoso para você, mas você está cheio de pendência, nós temos que resolver essas pendências, senão não tem como eu progredir com você, não tem como eu abrir possibilidades para você. Então, filho, resignação e obediência. Resignação é o consentimento do coração, obediência é o consentimento da razão.
Obediência e resignação. Resolve isso aqui, depois eu vou te conduzir. E a vida é isso, não é? A vida é isso. Eu queria ler um trechinho, para você ver como é que a gente recebe os avisos. Essa semana, a gente recebeu da espiritualidade, olha que interessante, olha que bacana. O teu próximo é filho do Altíssimo e pelo pai será amparado com os recursos precisos. O que você falou agora é pouco. Portanto, gasta as tuas energias corrigindo a ti mesmo, com esforço constante e atenção redobrada. Olha só. Sendo assim, não interpretes as atitudes dos outros como afrontas ou qualquer prejuízo a ti.
Perdoa e ora, pois não é contigo. Aí olha como é que ele termina. A tua obra pessoal de evolução, a tua busca por incorporar os teus hábitos às virtudes cristãs, a tua adaptação gradual ao imperativo de amor ao próximo, a tua conscientização do papel que te cabe na vida conforme os ensinamentos do evangelho, isso sim é contigo. Para pensar, não é? Gente, eu não li a mensagem antes. Tinha uma música ali na gorra. Parecia que ele passou a cola antes, mas não foi assim não. Mas não é, Arouca? É sim. Você vê que de todos os lados a gente está recebendo essas orientações tão importantes.
Nós não estamos aqui estudando o êxodo, Arouca, como se fosse algo fora do tempo necessário, momento para que nós aplicássemos, não é Arouca? Isso aqui não é uma curiosidade do texto bíblico, não é? Não. Um livro de história, não é? Não é. Se nós trouxermos para a vida, olha o quanto que os estudos daqui, ou dos Mateus de 4, e às vezes uma mensagem que a gente recebe há um ano atrás, que é o caso dessa aqui, se encaixam no momento certo para você compreender os processos que envolvem essa fidelidade a Deus, que envolve esse momento.
Agora eu queria te fazer uma pergunta. Você estava falando dos pães, e eu me lembrei da Santa Ceia, porque Jesus veio ressignificar muita coisa. Me deu a impressão que cada etapa da vida de Jesus estava numa parte, simbolizava um pouco desse tempo. E nesse momento da Santa Ceia parece um pouco com essa coisa dos pães, da orientação, ele está ali com os sacerdotes dele, ele está ali com o time. Total. Aliás, Júlio, o Frederic Manz, o Frederic Manz é um padre franciscano que se tornou um especialista em judaísmo, mudou-se para Jerusalém.
O Frederic Manz escreveu um comentário que eu particularmente considero o maior comentário do Evangelho de João, mas está em francês, só está em francês, do Evangelho de João. E… o Frederic Manz, ele propõe um entendimento do Evangelho de João assim, ele diz que o Evangelho de João é o tempo. Então, do capítulo 1 ao capítulo 12, capítulo 1… Peraí, gente, só desligar o celular. Tô tocando aqui, peraí, só um pouquinho. Já dá pra notar, né? Alguém ligou pra fazer pergunta pro Aroso, gente? Melhor fazer ao vivo, né?
É, ó… Nós queremos muito receber vocês lá nos nossos estudos, venham pra gente conversar mais, viu? Estão todos convidados lá no Matheus de 4 e as coisas todas. Tá, Larô? É a Priscila ligando aqui, eu falei, eu tô em live! Tô no Eso! Tô no Eso! Aroso, ela até tenta acertar um horário que você não tá. Ela sempre erra, viu? Ela sempre erra, né? Então, do capítulo… até o capítulo 12, é o ato dos gentios. É Jesus conversando com a mulher samaritana, conversando com… Ele atendendo. Até que chega o momento que ele lava os pés dos discípulos.
Nesse momento, ele tá purificando pra entrar no lugar santo. No lugar santo, só entra os sacerdotes. Aí, ele pega os apóstolos e ali ele começa. Ali, ele vai falar da ovelha, da porta, ele vai falar do Consolador Prometido. Ali, uma conversa de pé de ouvido, Jesus com os doze. Jesus com os doze. Quando acaba essa conversa, no final do capítulo 17, vai pro lugar santo. Só que no lugar santo só entra o sumo sacerdote. Então, o que acontece no início do 18? Jesus é preso e todo mundo vai embora. Só fica ele. Só ele. Só o sumo sacerdote vai entrar no santo dos santos.
E o santo dos santos do Evangelho é a cruz. É a cruz. Então, é isso mesmo. Tem um outro aspecto também. Quando Jesus fala eu anseio muito comer essa Páscoa convosco, ele antecipa. Porque no horário certinho da Páscoa, ele já está sendo crucificado, porque ele é o cordeiro. Então, o que significa isso? De novo, lembra lá do êxodo, da libertação do Egito? Tiveram que sair correndo, tiveram que comer correndo, comer andando, comer no pão, ir andando pelo caminho e aquela aflição? Foi a mesma coisa. A última ceia foi corrida.
Foi antecipada. Por que foi antecipada? Porque na hora certa da ceia, Jesus estava sendo crucificado. Ele era o cordeiro. Então, é como se ele dissesse assim, olha, deixa eu quero tanto comer essa ceia com vocês, essa rápida, porque um dia nós vamos comer uma ceia demorada, sem pressa. Vocês, tudo Espírito puro e eu sem pressa nenhuma do lado de vocês. Vai ser maravilhosa. Tem pergunta aí. A gente tem a Sandra, ela já fez duas vezes a pergunta, tem a ver também com pão, né? A simbologia da missa, a hóstia sagrada é também dos pães, o sacerdote apresenta como o corpo de Cristo, como alimento?
A hóstia é o símbolo do corpo de Cristo. Então, quando você recebe a hóstia, é pra você entender que você é uma célula do corpo. Aquele simbolismo ali é pra você entender que Jesus está te chamando assim, ô minha filha, vem fazer parte, vem fazer parte do meu corpo. Vamos cooperar com o projeto? O projeto é o seguinte, gente, hashtag terra celestial. É isso, hashtag terra mundo celeste. Esse é o projeto, reino de Deus na Terra. Transformar a Terra no mundo celeste. Essa é a hashtag. Nossa, Lula, mas vai demorar, você é eterno.
Tá com pressa por quê? Candela Luiz fala, você está com pressa por quê? Lá no no Agenda Cristã. Você está com pressa por quê? Você já viveu milênios incontáveis e tem a eternidade pela frente. Por que você está com pressa? Que história é essa? Vai demorar muito. Demorar o quê? Demorar o quê? Que história é essa? Você já viveu milênios incontáveis e tem a eternidade pela frente? Então, o que para com esse papo de encarnado, gente? Esse é papo de encarnado. A gente diz aqui em Minas, isso é gubice de encarnado. É gubice de encarnado.
Encarnado é meio bobo. Porque ele acha que tudo vai acabar no dia do velório dele. Grande ilusão. Grande ilusão. A morte é o jogo escuro das ilusões. Porque a vida não cessa. Recentemente, eu tenho para mim, no meu caso, que a pressa não é o caso. É o desânimo. O desânimo diante dessa questão, não se pode não saber estar vivendo o presente, não estar sabendo viver bem o aprendizado de agora, vivendo num futuro que você tem que construir, ou do passado, e aí você não está presente. Então, dá desânimo. Você ficar pensando assim, poxa, o Cristo era o Cristo há 4,5 bilhões de anos.
Aí você fica ali, meu Deus do céu. E aí eu aconselho todo mundo a ouvir uma prece que saiu que a gente solta no Espiritualidade de Vida, que chama Na Hora do Desânimo, alguma coisa assim, esses dias agora para trás que teve essa prece, ela meio que foi muito importante para mim, porque eu me sentia naquele lugar de desânimo diante do trabalho que tem para se fazer. E vale a mesma reflexão do André Luiz. Está com desânimo por quê? Não é? Isso é interessante, Júlio, porque o desânimo é um dos grandes sintomas da desnutrição espiritual.
Pois é. Na falta do pau. Ao vivo você vai falar isso? É, da falta do pau. Porque o que acontece? Por isso que o Paulo, ele coloca numa sequência. A sequência é fé e confiança. Então, eu confio. Por que você confia? Porque quem está te passando o GPS é Deus. Você não sabe onde você está indo. Você não sabe onde vai chegar. Você não sabe. Você não sabe. Você está caminhando ainda. Você está em viagem. Então, lembra qual foi a promessa do êxodo? Olha, gente, vou libertar vocês. Maravilha, para onde nós vamos? Para uma terra prometida.
Mas, onde que é essa terra prometida? Como que é essa terra prometida? Olha, caminha. Vamos com calma. Jesus aparece para a salva e ele fala, Senhor, Senhor, foi mal. Hashtag me enganei. Não é? Hashtag eu odiei a pessoa errada. Senhor, o que queres que eu faça? Agora, você vai entrar na cidade. Por hora, você vai entrar na cidade. E, você aguarda que eu vou te dar. Entende? Então, não veio um plano assim, olha só, você vai ficar encarnado até os 68 anos, não é? Então, o primeiro ano vai ser isso, o segundo ano vai ser isso.
Não. Não é assim que vem. Não é assim. Até porque não é assim que é a vida. A vida é uma teia. É uma rede. E, à medida que você vai melhorando, a rede muda. Dependendo do seu aproveitamento, os planos mudam. Porque Deus está permanentemente agindo na criação. Emmanuel diz assim, a qualquer segundo, Deus pode renovar tudo. Tudo. Tudo. Então, humildade. Porque, às vezes, a gente fica profetizando destinos fixos para as pessoas. Cuidado, gente. Cuidado. Cuidado. Cuidado. Cuidado. Eu lembro quando a Priscila teve o câncer na tireoide, aí foi fazer um exame aqui com um grande médico e tudo.
Ela falou, não estou, não sei o que. Ela estava meio com medo. Medo de partir para o outro lado da vida. E não precisava, não tinha. Aí, o médico, assim, para tranquilizar, ele falou assim, olha, dona Priscila, o que eu já vi de médico indo antes do paciente. Então, a qualquer segundo, tudo pode se renovar. Então, o primeiro ponto é confiança. Confiança significa acredite, confie, faça uma parceria com Deus, deixa que Ele te conduza. Quando você aceita isso, seu coração se enche de esperança. Então, o desalento, o desespero, o desânimo é sinal de que você desligou o GPS.
Gente, não é fácil falar isso, hein? Eu não estou fazendo palestra teórica, hein? Júlia Leonora, que conhece da minha vida íntima de tudo que eu passei, vão ser testemunhas. Hoje, o que eu mais peço a Deus não é para Ele tirar o sofrimento, é para Ele tirar a minha resistência, porque a parte mais pesada, a parte mais dolorosa não é o que a gente tem que passar, é a luta e a resistência que a gente cria, que consome energia, que consome a gente, que te leva para a revolta, que te leva para o desespero, que te leva para um estado de alma, e eu estou falando de um estado que eu já entrei nele milhares de vezes, milhares de vezes, porque a gente entra, a gente entra, gente, olha, eu não sei você, mas eu de vez em quando tenho DR com Deus, fico uma semana sem conversar com Ele, brinco, não quero conversar com você, claro que Ele não obedece, eu fico de mal, fico de mal, não vou falar com você, não me venha, eu não converso com você, mas, tudo bem, mas, se esse estado se prolonga demasiadamente, você começa a perder vitalidade espiritual, aí você começa a murchar, como diz o Arnaldo Rocha, você começa a murchar igual maracujá de gaveta, vai murchando, murchando, murchando, murchando, murchando, murchando, vai murchando.
E, aí, o que acontece? O que acontece? Você multiplica por 3, por 4, por 5, por 10 o sofrimento, a dor, tem dor, tem dor. Então, foi igual aquela mãe na fila do autógrafo, porque, às vezes, as pessoas acham que a gente está autografando o nível espírita, que a gente é artista de emissora. Só que, o artista de emissora, as pessoas vão lá para abraçar, para beijar, para falar coisa boa. Nós, que estamos divulgando a doutrina, as pessoas vão lá para levar a dor delas. Então, aquela fila que está formando, muitas vezes, é uma fila da dor.
Então, chegou uma mãe na fila e falou assim Arudo, no mesmo acidente de automóvel, eu perdi o meu marido e as minhas duas filhas. Eu acordei, eu era uma mulher casada com duas filhas lindas. Na hora do almoço, eu era uma viúva sem as minhas filhas. Naquele momento, eu perdi a vontade de continuar vivendo. Mas, aí, eu assisti uma palestra sua e eu falei, ah, eu vou terminar essa missão aqui. O que é consolação? Você está falando que o Espiritismo é consolador? O que é consolação? Eu falei, consolação é quando o Espiritismo tira o seu desespero, porque a dor ele não vai tirar um milímetro.
O Espiritismo não vai tirar a sua dor. E, a dor que você está sentindo, minha irmã, eu estou arrepiando aqui, porque eu também estou começando a senti-la. Porque, só de imaginar de perder meus filhos, eu não sei. Eu não sei. A dor ele não tira. A dor ele não tira. Mas, eu vou te dizer uma coisa, o desespero ele tira. Ele tira o desespero, porque eu tenho certeza que você vai reencontrá-los. Ele tira o desespero, porque eu tenho certeza que a vida não cessa. Ele tira o desespero, porque eu tenho certeza que isso tem uma razão, eu não sei qual.
Você não vai saber, porque você só vai saber quando você chegar lá. Mas, tem uma razão. Mas, o que importa? O que te importa saber agora a razão? Nada. Então, nessas experiências de fila de autógrafo, porque nas filas de autógrafo, eu pude ter contato com a dor humana. Tem gente que acha que eu estou ali para… Já falei isso. Nas filas de autógrafo, eu tive contato com a dor humana e com o poder do Consolador Prometido. Outra vez, eu estava no Rio de Janeiro, volta redonda. A presidente da Federação Espírita de Goiás, a Ivana, estava do meu lado.
A palestra foi na quadra poliesportiva. Daí, acabou. O primeiro da fila era um jovem. Ele chegou e falou assim. Eu falei… Eu ia suicidar hoje. Estava tudo preparado. Mas, eu não vou mais, não. A Ivana regalou os olhos. Eu falei… Você morreu, meu irmão. Você não quer morrer. Você quer se livrar da dor. Você não quer morrer. Você quer se livrar da dor. Só que, se você se matar, você vai multiplicar a sua dor por três. Não é vantagem. Fica com a gente, meu irmão. Está todo mundo aqui carregando uma cruz, meu amigo.
Eu estou carregando a minha, você está carregando a sua, a Ivana está carregando a dela. Não tem ninguém aqui sem cruz no ombro, não. Vamos carregar juntos. Isso aqui é uma procissão. É uma procissão, cada um com uma cruz. Faz isso, não. Você está querendo se livrar de uma cruz, aí vai vir uma muito mais pesada para o seu ombro. Faz isso, não. Tire isso da cabeça. Esse foi a primeira pessoa da fila. Então, por isso que, depois da fé, vem a esperança. Fé, esperança, e aí vem o terceiro, a caridade. A caridade, que é benevolência para com todos, indulgência com as imperfeições e perdão das ofensas.
Essa é a caridade. Mas, gente, tudo começa na confiança. Começa. Fica tranquilo. Diminui a resistência. Se você diminuir a resistência, sua expiação vai ser abreviada. Porque não tem ninguém lá em cima querendo te massacrar. Não tem. Agora, entenda. Tem coisas que são inevitáveis. Você encarnou, você vai desencarnar. Todo mundo que você ama vai desencarnar. Eu não preciso nem ser vidente. Eu não preciso ser vidente. Todo mundo da sua família, todo mundo vai desencarnar. Tudo o que você está construindo aqui vai acabar.
Tudo. Então, a gente precisa respirar fundo e diminuir um pouco a resistência e pedir a Deus para abreviar, pedir a Deus para… Tem que passar. Dias melhores virão. Dias melhores virão. Virão. Virão. Porque até hoje a gente só lembra do Cristo na sexta-feira pendurado na cruz. Até hoje nós estamos obcecados com a cruz. Eu tinha um amigo que era pádreo. Ele falou comigo… Eu não entendo o cristão, eu não entendo o cristianismo. Nós estamos apegados na cruzificação até hoje. Quando que vai chegar o domingo da ressurreição?
Quando que nós vamos lembrar do Cristo aparecendo para Maria de Magdala e falando… minha filha, a vida não cessa. Tira essa impressão ruim do seu coração. Passou. Passou. Foi doloroso. Foi muito doloroso. Mas passou. Agora é uma manhã de sol. Vamos que vamos. Com esse testemunho, a Adriana fez uma pergunta Em vez de interrogação, poderia ser uma afirmação. Somos um povo em êxodo espiritual. Saindo dessa escravidão Eu diria, Adriana, que você no mundo espiritual você ainda está em êxodo. Não se muda. Mesmo desencarnada, você está em êxodo.
Você está caminhando. O êxodo só acaba quando você se torna espírito puro. Bem-aventurado. Aí acaba o êxodo. Aí, minha irmã, você chegou na Terra Prometida de onde jorra leite e mel. O leite, que é alimento espiritual e o mel, que é a doçura do amor. Então, o leite, que é o alimento da sabedoria e o mel, que é a doçura do amor supremo. Então, calma. Calma. Nós estamos em êxodo. Nós estamos em êxodo coletivo e nós estamos em êxodo individual. O Aroldo está em êxodo. Deixe-me dizer, quando o Aroldo encarnou, a ficha dele estava pesadíssima.
Já tem cinquenta anos que ele está aqui. Já tomou tanta esfrega que já deu uma limpeza. Pelo menos um grosso já foi tirado. Já vai dando uma limpeza grande. E, não é bom? E, não é bom? Então, a gente vai se sentir mais leve. Mas, meu Deus, nossa! Foi duro! Mas, parece que eu estou mais leve. Parece que eu estou mais leve. Importante essas reflexões, todas aí. Agora a gente começa aí o Setembro Amarelo, tem toda essa temática. E a gente entrou aqui naturalmente, confirmando que o trabalho tem uma direção espiritual e que a gente de ordinário somos dirigidos por eles.
Espero que essas palavras de hoje, essas reflexões, possam ser mais do que conhecimento. Amarelo? Sejam mais do que conhecimento, sejam comunhão, caracteres de Deus que a gente assimilou. É assim que eu juro. Nós estamos aqui, vamos ser modestos, nós não estamos aqui neste estudo de êxodo para entender o Universo. Nós estamos aqui para entender a nossa vida, a programação e os planos de Deus para a nossa vida, para a nossa vida. Só isso. Para a nossa vida. É só para você entender melhor como que a orientação vem, como que as coisas acontecem, para você chegar lá e o pessoal falar assim Eita, meu filho!
Que coisa boa! Não é que você passou com 70%? 70 pontos? Que coisa linda! Precisava de 60, você fez 70. Passou bem, viu? Aprovado! Vamos para a próxima série, agora? É isso. Não estamos aqui em um projeto para entender as razões últimas do destino, os grandes segredos de Deus e da Criação. Calma, isso é coisa para o Espírito puro. Você nem chegou aí e ainda está querendo entender a estrada? Você nem chegou aí e ainda está em viagem? Está querendo entender a estrada? Pelo amor de Deus! Entender a estrada é para quem já percorreu ela inteira.
Tenha calma. Tenha calma. E falando em tenha calma, não é que chegou o crepúsculo da sexta-feira? É verdade. Gente, eu estou achando que essa live foi tão boa, tão boa que nós vamos fazer lives só de três em três semanas. Para ficar boa assim, tem que caprichar mais. Estou reparando que a gente acumulou um pouco mais de experiência nessas três semanas. Que ótimo, gente. Foi uma bênção hoje, mas a bênção é toda nossa. A gente tem muito a agradecer a todo mundo que vem aqui esta tarde. Eu fico imaginando, se a gente tivesse que somar, quantas pessoas estão aqui?
400 pessoas, 408 pessoas, 408 amigos espirituais vibrando por este estudo. 408 famílias espirituais torcendo por vocês e por nós para que isso aqui aconteça. Se a gente pensar, qual a grandiosidade disso? É alimento espiritual, né? É alimento espiritual demais. Eu falei que a gente já foi de três em três semanas, mas o pessoal está aqui. Júlio, não brinca com coisa séria. Gente, estão muito bons. Como disse o Sr. Sobral, não vamos botar muita água nesse suco, não. Vamos ficar ralos demais. Vamos ler uma mensagem aqui, o Leonardo Camacho pedindo preces para ele e vibrações.
Quem lê essa mensagem, já que o amigo manifestou aqui, a gente aproveita esse momento espiritual que estamos tão alimentados, felizes com essa lição de células, pensando que a gente cumpra bem o nosso papel no organismo onde a gente foi colocado, seja no coração, seja nos rins, e que a gente cumpra bem o nosso papel, que a gente não se rebele, que a gente agradeça esse pão espiritual. Agradeço ao Haroldo por ter essa inspiração que nos alimentou e nos consolou tanto hoje. Realmente, foi ótimo essa sexta-feira, esperamos semana que vem estarmos todos juntos.
E o pessoal, que é Leonardo, é Leonardo, as pessoas não abrirem mão da prece, da oração nos momentos difíceis, da oração porque você vai fazer, eleve seu pensamento a Deus, conecte-se. Como o Haroldo falou, não se afaste nesses momentos. Isso o salva mesmo. Seu amigo espiritual está sempre do seu lado esperando aquela brechinha da sua oração para te ajudar. Você nunca está sozinho, nenhum de nós está sozinho. Antes de a gente se lembrar disso aí. Gente, então está bom. Abraço para você, abraço Haroldo, abraço Leonardo.
Obrigado pessoal, Deus também. Um ótimo final de semana, amigos, até. Abraço.
Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.

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