Neste episódio da série de estudos do Velho Testamento, Haroldo Dutra Dias aprofunda-se nos símbolos do Tabernáculo, mais especificamente no Lugar Santo, à luz da Doutrina Espírita. O estudo nos convida a uma reflexão sobre a jornada evolutiva do Espírito, desde as libertações iniciais até a união plena com Deus.
O que é estudado neste episódio
- O Lugar Santo e seus símbolos: Haroldo Dutra Dias explora o simbolismo da mesa com pães, do candelabro e do incenso no Lugar Santo do Tabernáculo. A imagem de um local de refeição é analisada, questionando o significado dessa refeição e o horário em que ela ocorreria.
- A Páscoa e as Bodas: Os pães sem fermento são associados à libertação do povo hebreu do Egito na noite da Páscoa. O estudo expande essa ideia, mostrando que a refeição no Lugar Santo simboliza não apenas a Páscoa, mas também as “bodas”, que representam a libertação definitiva do ser, a união com Deus e a pureza espiritual.
- O Cordeiro de Deus: A figura do cordeiro é abordada desde o sacrifício de Isaque por Abraão até a vinda de Jesus, o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. A crucificação de Jesus é interpretada como uma Páscoa, um sacrifício que oferece à humanidade um modo de viver, pensar e sentir típico dos Espíritos puros.
- O Tabernáculo como símbolo da evolução do Espírito: O estudo propõe que o Tabernáculo, em suas três partes (Lugar do Sacrifício, Lugar Santo e Santo dos Santos), representa a evolução do Espírito. O Lugar do Sacrifício simboliza as múltiplas encarnações e o processo de purificação; o Lugar Santo, as Páscoas e libertações; e o Santo dos Santos, a comunhão e a união perfeita com Deus.
- Livre-arbítrio e determinismo: É enfatizado que não existe determinismo para o mal na Doutrina Espírita. Cada indivíduo possui livre-arbítrio para escolher entre o bem e o mal, e a crucificação de Jesus, embora provável devido à resistência humana, não foi um evento predeterminado, mas sim uma consequência das escolhas.
- O sacrifício do Cristo: O maior sacrifício de Jesus é identificado como sua encarnação em um mundo de provas e expiações, e não apenas sua crucificação. Sua permanência e enfrentamento das dificuldades na Terra são vistos como um ato de amor e entrega.
- A matéria e o Espírito: O estudo aborda a relação entre matéria e Espírito, destacando que a matéria não deve ser vista como inimiga, mas como instrumento. A matéria cósmica é apresentada como o “plasma divino” no qual todos os seres estão imersos, e a evolução consiste em dominar a matéria, não combatê-la.
- Conhecimento e progresso moral: É ressaltado que o conhecimento, por si só, não garante o progresso moral. Embora o progresso moral siga o intelectual, pode haver um longo intervalo entre conhecer o bem e praticá-lo efetivamente, o que se manifesta nas sucessivas encarnações.
Reflexões
- A jornada espiritual é um contínuo processo de “Páscoas” (libertações) que nos conduzem às “Bodas” (união plena com Deus), simbolizando a busca pela pureza e redenção do Espírito.
- O Tabernáculo, em sua estrutura, reflete a trajetória evolutiva do ser, desde o sacrifício das imperfeições até a comunhão divina, mostrando que cada encarnação oferece a oportunidade de vivenciar esses três estágios.
- O livre-arbítrio é um pilar fundamental da Doutrina Espírita, desmistificando a ideia de determinismo para o mal e ressaltando a responsabilidade individual nas escolhas e no processo de aprimoramento.
Ler transcrição do episódio
Boa tarde. Olá, amigos. Assim, mas sem nenhuma vinheta, já entramos? É, agora é assim direto, sem vinheta. Que legal. Olha, gente, olha quem está aqui do meu lado. Ah, saudade. Saudade de vocês, saudade do estudo, saudade dos amigos. Mas assisti tudo lá, mas assisti todos os estudos, todos não, assisti dois anteriores, o último e o antes do último. É, muito bem. Feliz de estar com vocês, feliz de estar com os amigos, né? Pra mim aqui o primeiro que aparece dando boa tarde é o Heitor, às 14h53. Deixa eu tirar minha bagunça daqui.
Aguardando o estudo. Boa tarde, Heitor. Depois a Elaine. Boa noite, Elaine. Boa noite a todos os irmãos. Boa noite ainda não, né, Elaine? Aonde ela está? Boa noite. Aqui é boa tarde e o sol está alto. Vamos ver. Olha só, Sílvia, depois de maratonar 58 episódios, estou ao vivo hoje pela primeira vez. Que legal, Sílvia. Seja bem-vinda. Vamos ver. A Tânia, nossa querida amiga, boa tarde. A Matilde, boa tarde, Haroldo, Júlia, Eleonora, amigos Piracicaba, São Paulo, seja bem-vinda. Olha a Cláudia, que legal. Eba, exodou, não é o sextou, né?
Exodou. Deixa eu correr aqui. E só para ir comentando com os amigos que o Haroldo estava em outra live. Ele está encerrando lá e já está chegando aqui conosco. Boa tarde a todos, alegremente aguardando. A Rúbia. Boa tarde, Rúbia, de Santo André. A Miriam, boa tarde a todos. Estou feliz por esta oportunidade de estar ao vivo. Ah, e nós também, né? Semana passada fui em horário alternativo, né, Júlia? Não foi o nosso horário das 5 horas. Vamos ver o pessoal que entrou agora. Ah, a Michele Timosine. Oi, Mir, sempre assisto depois.
E acho que hoje vou conseguir assistir ao vivo. Que bom. Olha tantos amigos. A Sibeli. Opa, cheguei para ver os 59 e hoje voltou para os 17. Vamos ao vivo. Isso mesmo, depois você assiste o anterior. Vamos ao vivo. Nossa, tantos amigos dando boa tarde. Olha o João Caldas que está sempre conosco. Oi, João. O João já colocou uma foto dele com o Haroldo. Se encontraram em Recife. Legal, né, João? Olha a Maria. Boa tarde a todos. Gratidão, Haroldo, Júlio, por esta oportunidade única de conhecimento sobre êxodo à luz da doutrina espírita.
Muita luz e paz a todos. Bela vista. Goiás. A Denise também, que maratonou todos os 58 episódios e hoje está ao vivo. E aí, Júlio, vamos começar? Deixa eu ver aqui. E agora deu branco. Olá, olá, Haroldo. E Leonora, boa tarde. É Júlio. Boa tarde a todos, a todas. Sejam bem-vindos ao nosso estudo de êxodo. Mais uma sexta-feira, né, Leonora? Graças a Deus. E já temos boa tarde aos nossos amigos. Estamos com a sala cheia, né? Duzentos e setenta corações conosco. A gente se sente, assim, sexta-feira, né, Haroldo? Entre amigos.
Exatamente, Leonora. Exatamente. Deixa eu saber. Gente, vocês me ouvem agora? Agora estamos te ouvindo. É, porque eu estou com um probleminha aqui no áudio. Eu vou resolvendo, tá? Aí vocês vão me mandando ver aí. Tá bom. E Leonora, não nós estamos, a gente está trabalhando aquele, aquele tema dos pães, lá do Lugar Santo, né? E, veja, essa é uma característica interessante do Lugar Santo. Ele tem uma mesa com pães, o candelabro e o incenso. Então, se a gente pudesse, né, Leonora, trazer para os dias de hoje, está parecendo uma copa de uma casa, né?
Assim, entre a sala e a cozinha, né? A copa com a mesa onde a refeição é feita. Então, essa é a imagem do Lugar Santo. Ele tem toda a estrutura de um local de refeição. Seria uma nossa copa. Com a mesa lá de oito, seis lugares, né? A cozinha ali do lado, a sala de estar. E aí a gente começa a se perguntar, por que o Lugar Santo tem essa imagem de um local, de um ambiente de refeição? E que refeição é essa? Porque podia ter só os pães, só a mesa com os pães. Por que há um candelabro? Então, nós já estudamos o candelabro aqui, mas agora eu estou ampliando.
Nós estamos avançando na interpretação. Por que um candelabro? Que horário é essa refeição? Essa refeição que está simbolizada ali, como se fosse uma fotografia que foi tirada de um local para a refeição, seria que horário essa refeição? Por que o candelabro? Por que o incenso? É? Então, tem algo nessa refeição que nos diz tratasse de uma refeição muito especial. Muito especial. E essa refeição tem uma faixa de horário especial também. Então, que símbolos essa refeição, que símbolos esse lugar sã está evocando? Está nos chamando?
Então, eu abro essa pergunta, Leonora. Vamos deixar o pessoal. O que o pessoal tem a dizer sobre isso? O Fabinho está achando que pode ser à noite. Sim. Desenvolve mais, Fabinho. Fala por que você acha que é à noite. É igual ao livro musical. Eu fiz uma pergunta toda longa para o Alexandre Caroli. Então, o que você acha? Concordo. Concordo. A resposta mais sintética que alguém já deu na vida. A Gisele e a Kátia falaram em comunhão. Comunhão com Deus. O João Pedro está falando jantar. Cuminância do dia. Interessante.
Na almoçada. À tarde, por volta das 18 horas. Nota mais quente ainda. Esse jantar já está virando churrasco. Olha a Zilma. A luz da família unida. O fim de uma jornada, como se fosse um dia. O dia chegou ao fim. Isso. Tem mais respostas aqui. Tem mais, não é? A nossa terminação de jornada nesse planeta de prova e expiações. Tem gente sugerindo o crepúsculo. Encerramento do dia. O xabat. Olha aí. O xabat. Está quente agora. Bom, é isso mesmo. O pessoal está com intuição boa hoje. Lembrando, para quem está chegando aqui, não tem muita intimidade com essa cultura hebraica, nós temos que lembrar que o dia judaico começa 18 horas.
O nosso dia começa meia-noite, não é isso? Então, meia-noite acaba um dia e começa outro. A gente fala na madrugada do dia tal, não é? Porque meia-noite, um, dois, uma hora da manhã, duas, seis horas da manhã, não é? O dia judaico termina 18 e começa 18 e um segundo. Então, 18 horas e um segundo é outro dia. É outro dia. Por esta razão, na sexta-feira, 17 e 59, eles já estão à mesa preparando para começar o xabat. Por quê? Sexta-feira, 18 e um, já é sábado. Para os judeus, já é sábado. Para nós, não. Para nós, a gente tem que esperar.
Da meia-noite, meia-noite e um, é sábado. Não é? Bom, nós já falamos aqui que os pães, os pães ali, sem fermento, que precisam ser renovados, falamos isso no nosso encontro da semana passada. Eles remetem a quê? Eles remetem à libertação do povo hebreu do Egito na noite da Páscoa. Na noite em que os primogênitos do povo egípcio morreu e os primogênitos do povo hebreu foram poupados. Então, essa é a noite da Páscoa. Agora, pensa, a noite da Páscoa começou às 18 horas. Então, esses pães no lugar santo estão nos dizendo o quê?
Estão nos dizendo que essa refeição é a refeição da Páscoa. É peça. É a refeição da Páscoa. Mas só, só a refeição da Páscoa? Não é? Porque nós não comentamos aqui semana passada que essa refeição da Páscoa está apontando também para a última e definitiva libertação do ser, que é quando ele se redime, quando ele se torna espírito puro, que é a última de todas as Páscoas. A última de todas as Páscoas são bodas. São bodas. É o festim das bodas. Então, começa Páscoa, termina bodas. Começa com a primeira, aquela Páscoa que é a libertação do Egito, com aquela escravidão mais grosseira, você vive milhares de libertações, milhares de Páscoas, até que você chegue na libertação definitiva, que é tornar-se espírito puro, e aí a refeição não será uma Páscoa, será agora festim ou festa de casamento, que é a união com Deus, exatamente, a comunhão com Deus.
Então, nós temos o lugar santo simbolizando duas grandes refeições, duas grandes, a Páscoa e as bodas, e as bodas, certo? Ficou claro isso, Leonora? Será que todo mundo… Que interessante! Começa Páscoa e termina bodas, nossa trajetória. Isso aí, Marília Candeiro, nossa querida! Começa Páscoa, termina bodas. Esse é o sentido, gente. É por isso, é por isso que Jesus contava parábolas sobre bodas, é por isso que ele começou nas bodas de Caná, a primeira aparição pública dele como Cristo, como Messias. Essa aparição se dá nas bodas de Caná, e ali ele se revela Messias, ali ele se revela Messias, que até então ele era só Jesus, né?
Estava ali em Nazaré, vivendo, ali nas bodas de Caná, ele se revela Messias, eu sou Messias. Torna público isso. Aquilo que era privado, aquilo que fazia parte da convivência dos íntimos, agora se torna público, agora vem a público, agora é revelado de forma clara. E Jesus vai contar, o reino dos céus é semelhante, aí da parábola do festim das bodas. Então, com isso, o que nós estamos entendendo? Que o grande objetivo, o objetivo final do evangelho é nos conduzir para a pureza espiritual. Então, o evangelho é um metrô, é um trem, bala, que nos leva para os mundos celestes, que nos leva para o estado de bem-aventurança.
O objetivo é você se tornar um bem-aventurado, um espírito puro e passar a habitar os mundos celestes. Esse é o objetivo. Esse é o objetivo. Mas, no meio do caminho tinha uma pedra. Tinha uma pedra no meio do caminho. E a pedra no meio do caminho é a páscoa. É a páscoa. E quem é o cordeiro dessa páscoa, Eleonora? Quem é o cordeiro de Deus, que Deus oferece para essa páscoa libertadora? Nós já sabemos. Nós já sabemos quem que é o cordeiro. É o cordeiro de Deus que liberta, que liberta o ser humano das suas imperfeições, dos seus vícios, do interesse pessoal, de tudo aquilo que o impede de tornar-se espírito puro, da ignorância, da falta de experiência.
Então, veja como que tudo faz sentido, não é? Ah, Elba, gente, pasmei. Nada é por acaso. É, isso aí. Isso já está insinuado lá em Abraão, levando Isaac pra fazer um sacrifício, quando ele vai sacrificar o filho, aí naquela linguagem simbólica da Bíblia hebraica, Deus fala pra ele, não, não. Eu é que vou dar o cordeiro. Não é o seu filho, Abraão, que vai ser sacrificado, é o meu. É o meu filho amado. Eu que vou oferecer o meu filho amado e vocês vão sacrificá-lo. Olha que bonito isso, não é? Olha que profundo isso. E aí aparece um cordeiro amarrado entre espinhos.
E é aquele cordeiro que Abraão vai utilizar para o sacrifício. Então, a ideia aqui é, qual é a ideia? Está lá, lá nesse, chama de aquedá de Isaac. Qual que é a ideia ali? Quem oferece o verdadeiro cordeiro é Deus. É por isso quando João Batista, o precursor, o profeta João Batista, vê Jesus vindo na direção dele para ser mergulhado no Jordão, ele diz, eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Eis o cordeiro de Deus. Olha aí, chegou o cordeiro. Chegou o cordeiro. E o processo da crucificação é uma Páscoa. Aliás, era Páscoa mesmo, não é?
Aliás, era Páscoa mesmo. Ele foi crucificado na sexta-feira. Foi numa Páscoa. Não é isso? O cordeiro é preparado antes, não é, Leonardo? Quando começa o Shabat, o cordeiro já tem que estar na mesa, não é? É na sexta mesa. O cordeiro já foi sacrificado antes, não é? Então, aquele Shabat começou diferente. Começou com o Cristo crucificado. Ele foi o cordeiro sacrificado. Sacrificado com qual objetivo? Com o objetivo de oferecer à humanidade um modo de viver, um modo de pensar, um modo de sentir típico dos Espíritos puros.
Então, tudo isso está no lugar santo. Veja, já estava lá. Quando Moisés recebeu as instruções para o tabernáculo, ele colocou aquilo tudo lá, mas ele não tinha ideia da grandiosidade daqueles símbolos que estavam ali. Ele não tinha ideia. Ele não tinha ideia. Por isso que Paulo diz na Carta aos Hebreus um véu estava lançado sobre a Bíblia hebraica, sobre o Velho Testamento. Um véu estava lançado. Somente com a vinda do Cristo, esse véu foi retirado. A gente falou, nossa, agora eu entendi. Agora eu entendi todos os símbolos.
É essa a ideia. É essa a ideia. A Isabel perguntou por que Jesus precisou ser sacrificado e que você falou que ele ensinou um modo de viver e de pensar. Isso. Isabel, aí, vamos lá. Nós estamos fazendo um estudo aqui à luz da doutrina espírita, não é? E o que nós aprendemos com os princípios da doutrina espírita? Só abrindo aqui, está ficando escuro, não é, Leonardo? O que nós aprendemos com os princípios da doutrina espírita? Não existe… Vamos riscar isso para sempre do vocabulário. Não existe determinismo para você praticar o mal.
Não existe isso. Ninguém está determinado ou pré-determinado a praticar o mal. Então, essa é a primeira coisa que nós temos que tirar da cabeça. Por que? Se houvesse uma pré-determinação para a prática do mal, não haveria livre-arbítrio. Eu não teria livre-arbítrio. Eu já nasci predestinado para praticar o mal. Isso é incompatível com o ensino espírita. Isso se choca frontalmente com o ensino dos Espíritos, com o livro dos Espíritos. Não existe isso. Todo indivíduo é dotado de livre-arbítrio. Livre-arbítrio significa eu sempre posso escolher entre praticar o mal e praticar o bem.
Fazer uma boa escolha, fazer uma má escolha. Então, Judas tinha livre-arbítrio? Tinha. Tinha. Ele podia escolher? Podia. Jesus apostou em uma boa escolha dele? Apostou até o último momento, quando Judas se aproximou e falou, amigo, a que vieste? Aquilo era uma dica para Judas. Judas, ainda dá tempo. Ainda dá tempo de exercer o seu livre-arbítrio para o bem. Então, vamos tirar… Gente, isso é uma bobagem. Nós temos que tirar essa bobajada do movimento espírita. Determinismo para o mal. Tira essa bobajada da cabeça.
Tira isso da cabeça. Isso é incompatível com o doutrina espírita. Ok? Agora… Agora… Se você tem intimidade com uma pessoa e você está falando com ela e ela continua teimosa e ela continua insistindo e ela continua escolhendo o mal, você fala assim, tem uma probabilidade grande dela escolher mal, não tem? Tem. Tem. Essa é a questão do vício, por exemplo. Você fala, olha, a probabilidade, ele está saindo de casa aqui, a probabilidade dele ir, uma pessoa alcoólatra, uma pessoa viciada em droga, a probabilidade dele sair agora e comprar uma droga, e comprar uma bebida, é grande.
Mas, significa que ele está predeterminado a fazer isso? Não. Não. Tanto que tem hora que a pessoa para, vai procurar uma aba, vai procurar um tratamento para que ela se libre do vício. Não é? Então, a crucificação de Jesus era uma probabilidade grande. Era uma probabilidade grande por quê? Por conta da resistência, da teimosia, da imperfeição, mas não era um determinismo. Tira isso da cabeça, gente. Tira isso da cabeça. E outra coisa, quando nós dizemos que Jesus é o Cordeiro de Deus, que ele seria sacrificado, o sacrifício do Cristo não consiste apenas em ser crucificado, gente.
O maior sacrifício do Cristo foi ele ter encarnado aqui. Porque o espírito da envergadura dele encarnar em um mundo corporal é um tremendo sacrifício. É? Era um tremendo sacrifício. Mesmo que ele não tivesse sido crucificado, mesmo que nós tivéssemos feito uma escolha diferente, mesmo que ele tivesse sido ouvido, que ele fosse acolhido, permanecer aqui, enfrentar as dificuldades que ele enfrentou, é um sacrifício. Esse é o sacrifício. Só isso já o torna um Cordeiro. Não precisava necessariamente ele morrer numa cruz para ele ser o Cordeiro.
Não precisava. Mas, além de todo esse sacrifício, ainda houve esse plus ainda, ele foi crucificado. Ok, gente? Então, tira essa ideia de determinismo para praticar o mal. Isso é desculpa. Todo indivíduo é dotado de livre-arbítrio. Por isso que responde. É por essa razão que a pessoa responde. Não é? Por isso que ela responde. De acordo com o grau de consciência dela, não é? Nós estamos falando aqui em condições normais, não é? Em condições normais. Não estamos falando em estados alterados, em enfermidades, não é? Não vem ao caso.
Mas, esse é o grande ensinamento. Então, só para a gente desfazer isso, a gente fica com essas ideias que não são ideias espíritas, gente. São atavismos que a gente traz de outras experiências. Ah, que estava determinado para Jesus ser crucificado, estava determinado para Judas trair, está determinado para a pessoa matar alguém. Gente, pelo amor de Deus, não tem sentido isso. Muito bem. Mas, nós estávamos voltando, não é? Você estava fazendo o desenho, então, dessa copa, não é? Esse lugar onde a gente ia fazer uma reunião, que poderia ser tanto uma celebração de Páscoa, uma celebração de Bodas.
Isso. Isso. Então, o símbolo é duplo, não é, Leonora? Porque nós passamos por várias Páscoas para podermos chegar nas Bodas. Nós passamos por diversas encarnações para não precisar mais encarnar, para atingir a ressurreição, a redenção espiritual. Leonora, vou ter que acender a luz aqui, um segundinho, espera aí. Boa tarde a todos que estão chegando. Ficou bem clarinho agora. O Júlio conseguiu entrar, ele estava só nos bastidores. Estou aqui, eu e Sheila, mas ela não está aqui. Mas, Júlio, eu achei que o faraó tinha te pegado.
Estou falando da Páscoa. Achei que você tinha ficado para trás. E eu e a Leonora já estávamos preocupados aqui, porque o mar acabou de abrir, falei, gente… É por isso que eu cheguei. Vamos embora, então. Vamos seguir nessa peregrinação. Mas, será? Vamos perguntar se ficou alguma dúvida, Leonora, sobre isso. Você falou que a gente passa por várias Páscoas para chegar nas Bodas, para não precisar mais reencarnar. Olha que legal. Exatamente. Exatamente. Então, a gente passa por várias encarnações para que a gente atinja a redenção, o estado de Espíritos redimidos.
Já estudamos isso aqui também. Na linguagem bíblica, o nome é ressurreição, não é? É o levantar-se, é o anísteme. Levantar-se. Que é a ideia de você ficar de pé para sempre. Porque os Espíritos puros estão de pé para sempre. Acabou. Acabou. Estamos em mundos celestes, onde não há desencarnação, porque não tem encarnação. Ninguém desencarna, sabe por quê? Ninguém encarna. Só desencarna quem encarna. Olha só. Não é? Então, eles estão sempre de pé. É a ideia do deitar e do levantar, aquele simbolismo bíblico. Ou seja, se você dá uma olhada…
Olha que bonito isso. Se você dá uma olhada no lugar do sacrifício, que é ali o ato, o lugar dos gentios ali, não é? O ato dos gentios, mas no tabernáculo não chamava gentios, chamava o lugar do sacrifício, que é a primeira parte do tabernáculo, onde tem as bacias de cobre e onde eram oferecidos os sacrifícios de animais. Se você dá um zoom ali, o que você vê? As múltiplas encarnações do Espírito. Para ele sair da terceira ordem e atingir a primeira ordem. Se você dá um zoom no lugar santo, o que você enxerga? A Páscoa e o prenúncio das bodas.
Se você dá um zoom no santo dos santos, você vê o quê? A comunhão, o casamento, a união perfeita. Aquilo que está reservado. Então, o tabernáculo, ele é um símbolo da evolução do Espírito, ele é um símbolo da evolução dos planetas, da evolução dos mundos, ele é um símbolo da evolução. Da evolução. Nesses três aspectos fundamentais. Haroldo, se nós fôssemos trazer para o campo de hoje, o que nós deixaríamos ali no lugar do sacrifício? O que a gente deveria estar levando para deixar ali? Você fala… É, eles levavam o animal para o sacrifício.
E se nós fôssemos levar, trazer para o campo… Nós estamos levando, Júlio. Na verdade, nós estamos levando. Nós ainda estamos levando, por exemplo, olha o meu animalzinho aqui. Ele precisa de óculos, não é? Olha aqui. Esse é o animal que eu estou levando ao sacrifício. Ele está aqui no processo incarnatório, sendo sacrificado para purificar meu Espírito. É aí que a gente tem que ampliar. Então, essa ideia de que eu ia levar um animalzinho lá para ele ser cortado o pescoço dele, aquilo é só um símbolo. Aquilo é só um símbolo.
Na verdade, quando você se prepara… Vamos pensar na encarnação do Sejismundo. No momento em que surgiu ali a célula ovo e o zigoto, aquele era o animalzinho que o Sejismundo ia levar ao sacrifício. E levou, Júlio. Porque começa no útero e termina no seu relógio. Olha que lindo esse símbolo, não é? Esse símbolo é forte. Então, o primeiro local do tabernáculo é o local da morte. É o local do perecimento. É esse nascer, morrer. Eu acho bonita essa frase do Kardec, não é? Porque ela é bem… Nascer, morrer. Tem que morrer.
Renascer ainda. Progredir sempre. Tal é a lei. Hoje, nós estamos caminhando para a morte. E esse caminhar inexorável para a morte é o elemento purificador da nossa alma, do nosso espírito. Repleto de imperfeições e vícios, repleto de consequências do mal praticado. Incrível isso, não é, Júlio? Demais, demais. Fazemos de pensar muito sobre… sobre essa questão do que envolve essa caminhada nossa na encarnação, até essa comunhão. Me veio à mente, você falando assim, o nascer. O nascer para o espírito desencarnado é a morte, não é?
O nascer é a morte, não é? A vida seria esse trabalho, nesse espaço de desenvolvimento, dos cuidados, do orar e vigiar, que tem muito a ver com o trabalho dos sacerdotes no lugar santo, não é? Orar e vigiar. Aí, o que acontece? Se eu consigo ultrapassar esse mero mecanismo de nascer e morrer, porque o que nós temos que entender, esse foi um ponto que você levantou, nós temos oito bilhões de encarnados, Júlio. Mais de sete bilhões só estão nascendo e morrendo. Só está nascendo e morrendo. Nasce, espia, passa por provas, falha nas provas, morre, purificou alguma coisa, mas fez péssimas escolhas, voltou com outros débitos.
Então, Emmanuel chama isso, olha que interessante, não é? Ele chama de, são círculos viciosos da encarnação. Eu estou ali no, encarnações de baixo teor espiritual. Se o indivíduo desponta, se ele entende que não basta encarnar, eu preciso de Páscoa, eu preciso passar pela Páscoa, eu preciso de libertação, aí ele penetra no lugar santo. Porque, para chegar no lugar santo, você tem que passar pelo sacrifício. Não tem outra entrada, só tem uma entrada. O acesso é único, você passa pelo local do sacrifício e entra no lugar santo.
A questão é que a maioria fica só no local dos sacrifícios, não avança. Quem avança é quem entendeu que não basta espiar, é isso, Júlio, que a gente tem feito um esforço aqui, para mudar a mentalidade dos companheiros espíritas. Porque os espíritas acham que basta espiar, não adianta. Não adianta só você espiar. Ah, encarnei, sofri muito, nossa, olha a minha vida, o tanto de expiação. E aí? Tem o trabalho, né? E aí? Porque eu pego a encarnação da Eleonora e pego a encarnação do Júlio, pego a encarnação do Haroldo, desde…
vamos pegar aí, lá em Roma, lá na época de Roma, nós estamos espiando. Estávamos espiando do mesmo jeito. Aí, você espiou, errou de novo, espiou, errou de novo, errou. Está tudo agora. Está aqui, no século XXI, espiando de novo. Então, espiar, apenas espiar, não resolve. Não resolve. Eu preciso entrar no lugar santo. Quando eu entro no lugar santo, aí eu estou buscando libertação da alma. Isso é bonito, gente. Olha como é que chama o livro de André Luiz. Libertação. Olha que bonito, Júlio. É, sim. Libertação. Encarnar, você vai encarnar.
Encarnado nós estamos. Quem está buscando libertação? Pouquíssimos. Pouquíssimos. Proporcionalmente falando, dos oito bilhões de encarnados, um por cento? Não é? Dois por cento? Não é? Dos religiosos, quantos estão buscando libertação? Dois por cento? Três por cento? Se for muito. Talvez buscando de maneira equivocada, não é, Haroldo? Buscando outra libertação, porque, lembrando, na época lá, escolheram Barrabás, que era outra libertação. Escolheram outro tipo de libertação. É por isso que o Emmanuel diz lá no Pensamento e Vida, que a mente humana se aperfeiçoa mediante ilusões que assaltam a inteligência.
Essas são as ilusões que assaltam nossas inteligências. As falsas ideias de libertação que a gente tem. Falsas ideias de libertação que, na verdade, aprisionam o Espírito por séculos. Sim. São falsos ideais de libertação que, na verdade, aprisionam o Espírito. Mas, é isso, são as ilusões. A ilusão tem uma questão. Depois da ilusão, vem a desilusão, não é? Por isso que a lição, mano, Boa Nova chama a desilusão do discípulo. Não é? Sim. Depois da ilusão, vem a desilusão. E muito importante que o Júlio pontuou e que o Haroldo estava explicando, porque a gente pensa assim, está lá o candelabro, o menorá, estão lá os pães, o incenso, e a gente entra lá o nosso trabalho, que é essa encarnação que não é mais só expiação, aí começam os ofícios, não é, Haroldo?
É a gente dentro desse lugar santo, porque o lugar santo sem habitação também não… penso que não adianta muito, não é? Só os elementos lá, não é? A gente em contato com esses elementos e os ofícios que o… que o Espírito se proporciona. Realizando um ofício nesse lugar, não é, Haroldo? E tentando realizar sacrifício no lugar santo. Que é o cumprir a lei, não é? Que é o cumprir a lei ou cumprir as obrigações, não é? Foi bom vocês terem falado isso, não é? Porque, por exemplo, a gente não pode falar em lugar de sacrifício, lugar santo, santo do santo.
A gente fala em tabernáculo. Ah, sim. Tabernáculo. Então, nós estamos dividindo aqui para efeito didático. Mas é um tabernáculo. Cada um de nós tem um tabernáculo. Então, nós agora, nesse momento, estamos vivendo um processo que é de sacrifício, mas tem um processo de lugar santo e um processo de Santíssimo disponível para todos nós. O tabernáculo está aí, para cada um de nós. O tabernáculo está ali, porque a tenda era armada. O tabernáculo está disponível. Se nós vamos usar as três estruturas, aí é que eu entro livre a vida.
Mas, o tabernáculo está completo. Toda a encarnação pode ser local de sacrifício, lugar santo e santo dos santos. Toda a encarnação, todos os encarnados. É porque o que acontece, gente, essa é outra ilusão também, não é, Júlio, Eleonora? Nós, Espíritos, eu acho isso muito interessante, esse raciocínio. A gente acha que os encarnados aqui é a primeira encarnação deles? A gente até não acha, não, mas a gente age assim. Gente, a Terra não é, estou citando o Livro dos Espíritos, a Terra não é local, destinado à primeira encarnação dos Espíritos.
Não tem ninguém nesse planeta que está na sua primeira encarnação, gente. Então, não tem ninguém que desconhece. Todos nós aqui conhecemos. A questão é que as escolhas não são feitas com base no que você conhece. As escolhas são feitas com base no que você sente. Onde tiver o vosso tesouro, aí estará o vosso coração. A gente escolhe o que ama. A gente escolhe o que aprecia. A gente escolhe o que está ligado afetivamente, não o que você conhece. É isso. Mas, o tabernáculo está disponível. Não tem ninguém, ninguém em uma encarnação que não experimente um momento sequer de santo dos santos.
Tem, tem sim. Quando a gente está passando por uma grande dificuldade, quando você se livra de um grande perigo, você tem um lantejo de santo dos santos. Quando a gente assiste aqui um estudo, a gente participa de um estudo, a gente se sensibiliza, é um lantejo de lugar santo. E no cotidiano, no dia a dia, nas nossas dificuldades, aí é um clarão de lugar para o sacrifício. É onde a gente vive, é onde a gente mais vive. Quando a Eleonora vem na live, a gente vive esse lugar santo, não é, Haroldo? É um lampejo. Por que não liga a câmera?
Está todo mundo perguntando. Quando o Júlio está com esse áudio e esse vídeo funcionando, é um lampejo de santo dos santos. Mas a minha câmera não quer funcionar hoje de maneira alguma. Eu sou a voz da consciência, Haroldo. Mas muito bom, muita reflexão bacana, a gente está estudando em Mateus 24, isso daí, não é, Eleonora? Então, para nós é sempre palpitante o assunto da estrutura do templo, envolvida com a estrutura do ser, como os autores lá comentam, sempre de forma muito rica, e a cada dia mais casando com os estudos de êxodo.
O acaso realmente não existe nesse aspecto. E é importante nessa lembrança do Haroldo, lembrarmos de não nos dividirmos. Como também a gente tem aprendido, nós não convivemos com a matéria, que é um problema desse lugar de comércio, de sacrifício, geralmente está muito ligado a essa questão da matéria, mas nós não estamos em guerra com a matéria, não. A matéria é instrumento, não é, Haroldo? A matéria é instrumento. Agora, o problema, quando a gente entra em guerra com a matéria, nós entramos em guerra com a gente mesmo e com as nossas ciências divinas, nós temos.
Só existe uma matéria, não é, Júlio? Que é a matéria cósmica. Pois é. E ela é o austo divino. Então, eu acho muito estranho isso também, não é? De a gente ficar colocando culpa na matéria, não é? Sim, sim, sim. É. A matéria é muito cósmica, não é? Você está brigando com Deus, não é? Sim. A questão é esse padrão de relação com a matéria, não é? Como nós nos relacionamos com a matéria, não é? É, na verdade, aquilo que o senhor Honório gostava de desenhar, aquele gráfico, não é, Haroldo? Que é muito usado, não é? Que vai crescendo, aumentando.
Como é que é a relação, não é? É mais domínio da matéria ou é mais domínio do espírito, não é? Isso. Na verdade… A matéria que domina o espírito, ou o espírito que domina a matéria? A luta não é uma luta, é um processo de tomarmos, de dominarmos a matéria, não é? Dominarmos a matéria e não sermos dominados por ela. Então, mas não é de combatê-la, porque nós vamos conviver com a matéria, né? Quanto tempo? Para sempre. Então. Para sempre. Então. Porque nesse plasma divino vibram e vivem constelações e sóis, mundos e seres como peixes no oceano.
André Luiz. É isso aí. Não tem fora. Nós sempre estaremos mergulhados no plasma divino, na matéria cósmica. Glória à matéria cósmica. A energia potencial que dá vida aos elementos, base de portentosos movimentos, onde a forma se acaba e principia. É isso. Então, veja o poema do Augusto dos Anjos. Glória, glória à matéria cósmica. É isso. Nós estamos mergulhados nesse plasma, que não existe para nós seres criados fora do plasma divino. Não tem fora. Só tem dentro. O plasma divino é o oceano. Nós vivemos dentro desse oceano.
É. São conceitos mal trabalhados. A gente estava conversando. Isso. Aí você fala que está na matéria. Todo mundo está na matéria, gente. É, Haroldo. Daquilo que a gente conversou na viagem. O que fizemos. Existem alguns temas que nós estudamos a doutrina, que a gente tem a impressão de saber demais. Nós estamos precisando revisitar. Quem fala matéria, nós achamos que sabemos exatamente o que é. Nós falamos reencarnação, nós sabemos exatamente o que é. Exatamente. Estamos precisando revisitar essas matérias. Porque eu acho que outros elementos já surgiram para que nós aperfeiçoemos isso.
Nós estamos estudando muito no ser agora. E vem uma novidade para frente. O perdão. Ou seja, essa palavrinha que nós falamos tanto, Haroldo, e que profundamente não meditamos ainda sobre ela. Sobre tudo que ela representa. E por forçarmos a porta para o lado errado, ela não abre. A porta que você força para o lado errado, ela não abre. Exatamente. Exatamente. Então, tem algumas coisas que a gente precisa fazer. Eu estou enrolando aqui, porque eu estou querendo colocar no finalzinho aqui a música, a matéria cósmica, para a gente ouvir.
Ah, isso aí! E aí, está lembrando… Quem está nos lembrando aqui? A Isabel Silva, não é? Principal característica do Espírito Incurso. Predomino da matéria sobre o Espírito. Então, a verdade é a seguinte, gente. Tem um indivíduo e um jumento. Olha a piadinha! Mas não era um cordeiro? Tem um indivíduo e um jumentinho, não é? Quem está carregando quem, não é? Quem está carregando quem. Que é algo que a gente sempre brinca aqui. Quem é o jumento? Quem é o jumentinho? É bonito, não é? E eu fiquei com a frase… A frase…
A do Aroldo, a gente escolhe o que a gente sente, não é? A gente fala muito do que a gente pensa, mas a gente escolhe o que a gente sente. Então, o que a gente conhece… É porque o que acontece, Dorora, se a gente escolhesse o que a gente conhece, eu hoje estaria no mundo celeste. Você estaria no mundo celeste. Nós que estamos aqui estudando isso, já estaríamos no mundo celeste. É simples, gente. Por isso que não basta conhecer. Não basta conhecer. O progresso moral segue o progresso intelectual. O progresso moral segue, porque primeiro eu preciso conhecer.
O progresso moral segue, mas não imediatamente. Entre conhecer e progredir moralmente, pode ter um vão de milênios. Que são as encarnações, não é? Oi, Julio, você ia falar? Eu ia falar que o senhor Manuel Alves, lembro dele na União Espírita Mineira, falando isso, não é? Ele começava lá o estudo e falava assim… Todo mundo aqui já conhece o evangelho para virar anjo, viu? Oi? É verdade? É verdade? Sabe muito. Todo mundo aqui nesse estudo de êxodo, todo mundo aqui já tem conhecimento para virar anjo. Não tem ninguém aqui.
Todo mundo aqui podia ser anjo, não é? É, todo mundo anjo. Nós estamos indo, gente. Estamos indo. Nós estamos indo. Vamos no êxodo, não é, Haroldo? Estamos voltando para isso. Os peregrinos, não é? Estamos chegando. Gente, então vamos. Está muito bom, mas vamos nos caminhar para o encerramento. Vamos de matéria cósmica. Vamos de matéria cósmica. Está muito bom, mas vamos de matéria cósmica. Um beijo para todo mundo. Fiquem aí, escutem a música. Um beijo. Gente, obrigada. Até sexta que vem. Beijo. Beijo, beijo. Que da vida aos elementos Vaze de portentosos movimentos Onde a forma se acabe e principia Sistematização dos argumentos Que elucidam a teleologia Dentro da força cósmica se cria A fonte mater dos conhecimentos É do mundo o ódigo do outro O eterno diminuo Onde Deus grava a história do destino Dos seus feitos de amor Do amor imersos Livro longe o criador inimitável grava Com pensamento, almo e insondável Seus poemas de seres e universos Seus poemas de seres e universos É do mundo o ódigo do outro O eterno diminuo Onde Deus grava a história do destino Dos seus feitos de amor Do amor imersos Livro longe o criador inimitável grava Com pensamento, almo e insondável Seus poemas de seres e universos Seus poemas de seres e universos
Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.

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