#043 – Estudo do Velho Testamento – Livro Gênesis

Play Video
Facebook
WhatsApp
Twitter
LinkedIn
Telegram
Email

Neste episódio do estudo do Velho Testamento, Haroldo Dutra Dias aprofunda-se no Livro do Gênesis, abordando um tema complexo e cheio de nuances: as árvores do Jardim do Éden. Com a sabedoria de Emmanuel e Kardec como guia, Haroldo nos convida a uma reflexão profunda sobre a Árvore de Vidas e a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, desmistificando conceitos e revelando a profundidade espiritual por trás dessas metáforas bíblicas.

O que é estudado neste episódio

  • A metáfora do Jardim do Éden: O estudo inicia com a compreensão de Éden como um “jardim de delícias”, uma obra divina planejada e executada por Deus, que simboliza a soberania divina e a nossa criação espiritual. O ser humano é colocado no jardim para cuidar e preservar, não para alterar o projeto original.
  • A evolução do Espírito: Haroldo retoma a jornada do Espírito, desde sua criação simples e ignorante, passando pelos reinos mineral, vegetal e animal, até atingir a razão no reino hominal. Destaca-se a diferença entre o instinto (ação divina nos seres sem razão) e o discernimento racional e moral que surge com a evolução.
  • A Árvore de Vidas e a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal: O texto bíblico é analisado, revelando que o Jardim possuía uma infinidade de árvores “formosas de ver e boas de comer”, além das duas árvores especiais. A “árvore de vidas” (no plural, no hebraico original) está no centro do jardim, enquanto a localização da “árvore do conhecimento do bem e do mal” é deixada em aberto, sugerindo que o ser humano a coloca onde quiser.
  • Bem e Mal à luz do Espiritismo: A questão 120 de O Livro dos Espíritos é central para entender que o caminho para o bem não é pela “fieira do mal”, mas sim pela “fieira da ignorância”. Errar por ignorância é parte do processo evolutivo, mas não deve ser confundido com o mal, que é a maldade calculada.
  • O significado de “comer da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal”: A serpente, como metáfora do adversário, revela que comer dessa árvore significa “tornar-se Deus”, ou seja, legislar sobre o que é bem e o que é mal. Não se trata de onisciência ou de discernimento moral (que é parte da evolução), mas sim de estabelecer as próprias regras em oposição às leis divinas.
  • A “queda” espiritual: A queda não é o erro por ignorância, imperícia ou imprudência, mas sim a rebeldia e a prepotência de não aceitar as regras divinas, criando um “reino do eu” onde o bem é definido apenas pelo benefício próprio. Isaías 5:20 é citado para ilustrar a advertência contra aqueles que chamam o mal de bem e o bem de mal.
  • A antítese: Árvore de Vidas vs. Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal: A Árvore de Vidas simboliza o bem para todos, a sustentação da vida em sua plenitude, como exemplificado no filme Avatar. Em contraste, a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal representa o bem apenas para “uma vida”, a minha, gerando egoísmo e egolatria.
  • A regra áurea de Kant: A filosofia de Kant é apresentada como um critério para discernir o bem do mal: “Se o que eu vou fazer começar a ser feito por todos os habitantes do planeta, vai ser bom ou vai ser ruim?”. Se for bom, é bem; se for ruim, é mal.

Reflexões

  • A jornada evolutiva do Espírito é um processo contínuo de aprendizado e ascensão, onde a ignorância é superada pela sabedoria e o discernimento moral.
  • O mal não é uma etapa inevitável para se alcançar o bem, mas sim uma escolha de rebeldia contra as leis divinas, motivada pelo egoísmo e pela prepotência.
  • A verdadeira sabedoria reside na humildade de reconhecer a própria ignorância e na busca constante por ampliar a compreensão das leis universais, que visam o bem de todos.

Ler transcrição do episódio

O que é o Espírito Santo? Boa noite para todos! Para as nossas visitas que estão vindo de longe para conhecer o nosso grupo e, também, aos internautas que estão nos acompanhando semanalmente esse estudo, essas reflexões em torno do texto Gênesis, o primeiro livro bíblico. Hoje, nós damos sequência em mais um episódio e vamos comentar sobre um tema muito complexo, cheio de armadilhas, de sutileza, de colorido. Portanto, nós precisamos nos pisar devagar, com segurança, para que nós não nos percamos em sofismas, em falsas ideias.

E, para isso, para nos dar segurança, para que nós possamos ter uma garantia de que os nossos passos estão em um caminho mais seguro, nós vamos seguir aquele conselho que Emmanuel deu para Chico. Quando iniciava o trabalho da mediunidade com Chico, ele disse assim, eu pretendo realizar um trabalho com você, um trabalho espiritual. Nós vamos seguir a Jesus e a Kardec, mas, se, algum dia, eu me desviar de Jesus ou de Kardec, você procura me esquecer e fica com Jesus e Kardec. Nós interpretamos esta fala de Emmanuel como uma fala de lucidez, porque seriam tantas obras mediúnicas, tantas obras que aprofundariam em assuntos tão complexos e, ali, o bem-feitor já Mostrava para ele o cuidado que ele tinha e que ele poderia, ele mesmo, Emmanuel, se perder em um conjunto de opiniões pessoais ou de chutes.

Para o trabalho que ele realizaria, não haveria espaço para isso. Era preferível ele ficar um pouco mais conservador, trabalhar em um nível de maior segurança, do que fazer muitos lances e ficar em um campo de pura teste mental, de aposta mental. E, aqui, nós vamos falar, hoje, da árvore de vidas, conhecida como a árvore da vida, mas, não é bem isto, o texto original fala árvore de vidas, e da árvore do conhecimento, do bem e do mal. No episódio anterior, nós comentamos sobre o jardim de Éden, porque o povo hebreu sempre interpretou Éden como um adjetivo.

Seguindo a raiz do hebraico, as consoantes que formam a palavra Éden são as mesmas que formam o adjetivo delícia, delicioso. Então, é um jardim de delícias. A palavra jardim foi traduzida para o grego como paraíso e entrou na tradição religiosa, sobretudo na tradição católica, como o paraíso. Claro que, depois, eles mudaram um pouco o paraíso, começaram a pôr anjos, trombetas, uma série de coisas que não tem no original. Mas, isto, também, é comum acontecer. Depois de tantos anos, as pessoas vão acrescentando fatos, mas, o certo é que, do ponto de vista bíblico, o paraíso, que é sinônimo de jardim, é uma obra de Deus.

Foi Deus quem o cultivou. Ele se parece com o pomar, porque Ele dá a ideia, não de uma floresta, não de árvores nativas, mas Ele dá a ideia de um local que foi cultivado com vontade, com intencionalidade, com um programa, com um projeto. Então, aqui, não é simplesmente construir uma casa, é chamar um arquiteto que vai desenhar, que vai pensar cada espaço, refletir e, depois, ele chama o engenheiro para executar o projeto. Então, o jardim aqui, o paraíso divino foi planejado, executado, acompanhado, decorado pelo próprio Deus.

Então, é obra dele. Esta é a grande metáfora. É uma metáfora. Qual a metáfora? A metáfora, aqui, é a metáfora da soberania divina. O homem, o ser humano – não é homem e mulher – o ser humano, o Adam, ele é colocado no jardim. Quando ele chega, o jardim já está pronto. O jardim não dependeu de uma escolha dele. O jardim não contou com a opinião dele. Ele não opinou, ele não foi consultado, ele não participou da execução do projeto. Ele foi convidado a habitar e a cuidar, manter, cuidar. Este cuidar – e, aqui, está o elemento fundamental do texto.

O cuidar significa preservar e não alterar. Então, ele é convidado a preservar o jardim, não a alterar o projeto original. Isto é muito interessante. A que isto nos remete? Nos remete à nossa criação espiritual. Não sabemos – e os Espíritos são claros ao dizer isto no Livro dos Espíritos – do momento da criação do Espírito, não sabemos. Eis, aí, o mistério. Não adianta perguntar assim quando a Marina foi criada por Deus. Nós não sabemos. Nós não sabemos. Mas, o certo é que, bilionésimos de segundos depois de ela ter sido criada, o Universo já existia.

E, mais, também está no Livro dos Espíritos. Os Espíritos são criados simples e ignorantes. Vão começar uma jornada no mundo espiritual, que nós não sabemos quanto tempo dura, e, quando chegam ao mundo material, chegam no mineral. Então, imagine que, quando o princípio inteligente chega no mineral, ele já percorreu um longo caminho da descida, porque ele sai de Deus e vai descendo. Neste caminho, tudo indica que ele é potencializado. Ou seja, nós já conhecemos o destino, porque nós começamos do fim. Isto é que é bonito.

Nós já sabemos o que é estar ao lado de Deus, porque é lá que nós começamos. Não é? É a mesma coisa. O Filho sabe o que é o útero da mãe, porque ele começou lá. Então, estar em absoluta comunhão com Deus não é um fato desconhecido de nenhum de nós. Nós já vivenciamos isto. Depois disto, ele nos entregou para as inteligências divinas e nós fomos potencializando. Então, quando ele chegou no mineral, nós já temos a memória da nossa chegada. E, aí, começa a evolução. Começa a ascensão. Neste período que vai do mineral até o ominal, ele passa por todo o reino das organizações.

Hoje, a ciência não chama muito de reino mineral. Isto mudou um pouquinho. Mas, vamos imaginar o mundo inorgânico. Fica melhor. Aquilo que é inorgânico, a pedra, o cristal, o vírgula, que está na transição. Depois, o mundo orgânico, mais para a questão da flora, do vegetal. Depois, ele adenta no animal. Quando ele está no nível do animal, o princípio inteligente não possui pensamento contínuo. Então, ele dá uma desligada. Ele pensa e desliga. Não é como a gente. Ele não tem pensamento contínuo. Neste estágio, funciona o que?

Funciona o instinto que, segundo uma dissertação de Kardec na codificação, na Gênesis e no Livro dos Espíritos, Kardec vai trabalhar com várias hipóteses da origem do instinto. Depois, vale a pena lerem isto, procurarem para ler. Kardec vai concluir com uma hipótese que me parece extremamente plausível. Da origem do instinto, o que é o instinto no animal? Porque o instinto é infalível. Ele não erra. O instinto é universal. Não existe diferença da formiga brasileira para a formiga americana, nem para a formiga africana.

Aliás, é um fato curioso, acho que no Nordeste, há um sujeito que é especialista em formiga. Mas, para uma pessoa da roça mesmo, nem um cientista, a experiência é prática. Foram os pesquisadores lá e ele chamou e falou que iria mexer neste formigueiro e, na hora em que jogar isto aqui, iriam vir as formigas, que são os soldados, as protetoras. Ele mexeu lá e vieram os soldados. Ele falou que iria jogar uma folha aqui e iriam vir as trabalhadoras. Quer dizer, há uma organização, uma estrutura organizacional em um formigueiro ou se você pegar uma colmeia de abelhas.

Há uma estruturação em uma organização que é universal e que é infalível. Quando ocorreu o primeiro tsunami, as pessoas estavam lá e começou o tsunami, porque começa primeiro um fenômeno no mar e, até chegar à água, demora um tempo. Quando começou o tsunami, os elefantes e os bichos da ilha subiram tudo para o ponto mais alto e ninguém entendeu por que os animais estavam subindo. Imaginem o que é infalível. Daí, veio o tsunami e os inteligentes todos morreram. Só ficaram os animais. Considerando estas características, Kardec vai postular que o instinto é o próprio Deus agindo nas criaturas.

É a onisciência divina cuidando dos seus filhos que estão no estágio evolutivo onde não há razão ainda. Se não há razão, não tem discernimento. Alguém já viu um tigre em um consultório com crise de identidade, porque ele queria ser um leão? Isto não existe. Ele não tem discernimento. Ele não atingiu a razão. Como ele não atingiu a razão, ele não consegue refletir sobre o que existe e quem ele é. Então, ninguém vai encontrar um cachorro refletindo quem eu sou, por que o mundo é assim, por que existem cães diferentes.

Isto não faz parte. Ele não atingiu a razão. Uma vez atingida a razão, que é quando o princípio inteligente chega no reino ominal, no estágio humano inicial, que é o homem das pedras, o Fred Flint. Fred Flint já está na frente, bem antes do Fred Flint, o homem da pedra lascada, o primata. A gente já começa a perceber isto na transição. Você olha, por exemplo, um cavalo para alguns tipos de macaco e já começa a ficar sofisticado. Você já percebe que a razão está chegando. Ele já consegue, o elefante, o próprio cão, o cachorro é uma coisa impressionante, você já percebe ali um lampejo de razão.

Mas, quando a razão chega, aí ele começa – isto é rio, isto é – A exercer as funções que são de Adão. Adão, aqui, não é a pessoa, CPF 873, 462, não. Adão, aqui, é o ser humano, o estágio humano. Qual é a função dada por Deus ao humano? Que ele nomeasse as coisas. O que significa isto? Discernimento. Então, você distingue. Isto, aqui, é uma câmara, isto, aqui, é água. Porque dar nome é separar, é discernir, identificar, classificar, refletir sobre, olhar para cima. É engraçado, a cor da minha pele é esta, a cor do outro é esta.

Mas, é discernir. Aí, você dá nome e exerceu um papel de controle, porque, para aqueles seres que ainda não atingiram isto, evidentemente, ficam submissos a ele, porque este é um poder extraordinário, o poder da razão e o poder de discernir. Um pouquinho mais à frente, na razão, começa a surgir o senso moral, o senso moral. Então, surge, agora, não mais o discernimento racional, mas o discernimento moral, bem e mal. Mas, o que é o bem e o que é o mal? Agora, nós vamos entrar no texto. Isto, aqui, foi só uma introdução para a gente chegar ao tema.

No Jardim de Delícias, eu vou ler, aqui, o Senhor Deus fez crescer do solo toda espécie de árvores formosas de ver e boas de comer. Então, o primeiro ponto, aqui, tem gente que insiste que o Jardim de Hédes só tem duas árvores, a da vida e a do conhecimento do bem e do mal. Não! Tem toda espécie de árvores boas de ver, formosas de ver, formosura, beleza e boa, gostosa, saborosa, toda espécie. Vamos pensar nisto. Se nós fôssemos parar, aqui, só no Brasil, dividir por região, pelos biomas, e cada um começasse a falar, aqui, árvores frutíferas, nós íamos ficar até amanhã, aqui, não íamos?

Abacate, laranja, maçã, guariroba, caju, cajá, tem até música. Nós íamos ter que pedir a ajuda do Alceu Valença para este trabalho, para ele poder nos ajudar. Então, todas estas árvores estavam no Jardim de Delícias. E, aqui, é bonito por quê? Primeiro, ao criar o jardim, o paraíso, critério de Deus, beleza, este é um critério do universo, o belo, formosura. É, evidentemente, que nós estamos falando de uma infinidade de belezas, porque você não pode comparar um tatu com um tigre, mas, se você observar o tatu, ele é belo.

Você pode não gostar, aí, é outra questão, mas há beleza nele. Se você observar o desenho, o formato, é um tatu, então, há uma infinita variedade, mas, todas seguem um critério de beleza. Então, o tatu, você pode falar que gosta, que acha mais o tigre mais bonito. Ok, mas, Deus não faz uma natureza só com tigre. Então, você olha a beleza da formiga, a beleza do tatu, a beleza do tamanduá, do tucano, da arara, do canarim, então, há uma infinita variedade, mas, um critério, beleza. O que nós podemos deduzir? Que, esta beleza, não pode ser definida como gosto.

A beleza tem a ver com um critério de organização interna. Então, se você pegar os elementos do tatu, o que é que tem um tatu? Ele tem um cabo, ele tem um casco, se você pegar esses elementos, você vai perceber que eles estão organizados de uma maneira harmônica e isso gera beleza. Ou seja, a configuração está de um modo harmonioso que nos dá uma impressão – nossa, que interessante! Esta impressão é a beleza. E, outro critério, que é na criação, que é o prazeroso. A criação divina, o nosso palco de evolução, é saboroso.

Nós temos, aí, os cinco sentidos que são vias e outros sentidos, também, para que a gente experimente o prazer da criação. A criação é prazerosa. Aqui, a primeira coisa que nós precisamos desmistificar, tem uma infinitude de árvores, mas, nesta infinidade de árvores, tem duas que são especiais. E, o texto é maldoso. O texto diz assim, o Senhor Deus fez crescer do solo toda a espécie de árvores formosas de ver e boas de comer e a árvore de vidas, no meio do jardim. Esta está definida. No meio do jardim está a árvore de vidas.

O original hebraico é isto mesmo, vidas no plural, árvore de vidas. Meu Deus do céu, o que é isto? Calma! Vamos com calma! E, a árvore de vidas no meio do jardim, vírgula, e a árvore do conhecimento do bem e do mal, ela está onde? Maldosa, não falou! Não falou! Não falou, mas, pelo arco dramático, pela narrativa do texto, nós vamos perceber que Adão e Eva colocaram ela no meio do jardim. Então, brincadeira à parte, a árvore do conhecimento do bem e do mal, você coloca ela onde você quiser. Conhecimento do bem e do mal.

E, agora, começa o desafio. Que história é esta? Bem e mal. Então, vamos lá! O primeiro ponto que nós vamos abordar está aqui na questão 120 do Livro dos Espíritos, que é a questão modelar que vai nos dar os elementos essenciais para uma definição de bem e mal. Kadeque indaga todos os Espíritos passam pela fieira do mal para chegar ao bem? Percebemos que é uma pergunta de alta repercussão filosófica. Para chegar ao bem, é imprescindível passar pelo mal? O mal é inevitável? Ele é uma via inevitável, imprescindível? Esta é a pergunta.

Em um determinado momento, não importa, precisa passar pelo mal para chegar ao bem? A pergunta é forte. Muitos filósofos, muitos espiritualistas, pasmem, vão advogar que o mal é Inevitável. Você não conhece o bem, se não passar pelo mal. E, eles vão dar um exemplo. Você vai aprender a escrever. Vai escutando, gente. Você vai aprender a escrever. Você não escreve errado? Ou, da primeira vez que você começou a aprender a escrever, você escreveu tudo certo? Então, está vendo? Tem que passar pelo mal. Como é que você vai aprender o certo se você não errar?

Porque é errando que você ganha experiência, é errando que você aprende, tem até ditado popular, e, milhões de criaturas embarcam nestes sofismos filosóficos. Sofismo, isto é pegadinha. Pegadinha. Então, vamos lá. O que os Espíritos respondem? Isto, aqui, é o Espírito de verdade, é o Cristo, com a sua pleia, o que Ele responde? Pela seira do mal? Não! Pela seira da ignorância. Não entendi nada. Então, vamos lá. O que os Espíritos estão dizendo? Não confunda mal com ignorância, não confunda mal com errar. Errar é uma coisa, mal é outra.

Então, aqui, começa a complexificar. Mal não é ignorância. Quem ignora, não sabe que existe. Portanto, não tem como discernir. Como é que você vai discernir entre algo que você conhece e algo que você não conhece? Não, eu não vou. Eu tenho três caminhos para chegar em casa, mas, eu vou escolher um que eu não conheço. Vai escolher como? Então, o primeiro ponto que os Espíritos já começam a desmistificar não confunda mal com ignorância, não confunda errar com mal. O erro de quem está aprendendo a coreografia, o erro de quem está aprendendo o violão.

Então, aqui, nós vamos ter que tornar a coisa mais complexa. Por isso que diz Emmanuel assim Existe o erro filho da ignorância e o erro filho da maldade calculada. O erro filho da ignorância é caminho da evolução, porque todos passamos pela fileira da ignorância. Não tem nenhum aluno que não seja ignorante, ou melhor, mais ignorante que o professor. Ele ignora mais. Apesar de que, e aqui é um ponto, quanto mais você diminui a sua ignorância, mais diminui a sua sabedoria. Essa eu não entendi. Quem propôs isso foi Sócrates, que é um ministro do Cristo.

Sócrates dizia assim A sabedoria está em cada vez mais dimensionar o tamanho da minha ignorância. Por quê? O que tem para ser conhecido é infinito. É possível a criatura ser onisciente? A onisciência é um atributo de Deus. A pergunta é é possível a um Espírito criado por Deus atingir a onisciência? Nós só podemos responder que não. Por quê? Porque se uma criatura atingir um atributo do Criador, nós temos dois deuses e nós sabemos que só há um Deus. A onisciência não tem jeito. Então, quanto mais eu enxergo, mais infinito tem.

O que significa isso? Quanto mais eu diminuo a minha ignorância, mais diminui a minha sabedoria. Humildade. Então, uma é a condição da criatura, outra é a condição do Criador. Mas, o Sócrates é mais sábio do que eu, se você o comparar com você. Isso é verdade. Mas, se for comparar Sócrates com Deus, não tem comparação, porque como você compara o infinito e o absoluto com o relativo? Não tem como comparar. Porque, aí, Júlia, é você pegar um grão de areia e comparar com o universo. O grão de areia você sabe o tamanho e o universo.

Nós podemos comparar, não é, Júlia? Nós podemos comparar, nós podemos entender, sim, evidentemente, que o Cristo tem mais sabedoria do que nós. Por quê? Porque Ele tem mais estrada. É simples. Ele só tem só Só Alguns dezenas de bilhões de anos a mais. Aí, eu consigo comparar. Mas, e com Deus? Você vai adquirindo partes daquela sabedoria e vai perdendo a ignorância e, ali, você se assemelha a Ele, não é? Quando Ele fala com os teus deuses, não é? Exato. Não sei. Porque, quando a gente fala em anos, a gente já estudou as coisas que são do ano ou do tempo, nós estamos relativizando ao nosso mundo, a uma questão material e da Terra, enfim.

Quando isso me dá uma medo de pensar que o Cristo estava há tantos bilhões de anos, eu falo que até que eu vou chegar lá. Mas, aí, Juliane, a gente tem que imaginar assim, no momento em que você foi criado por Deus, já tinha Cristo, então, o negócio que é de citação moral, não é? Eu diria que, do ponto de vista moral, nós vamos ver aqui, agora, da moral, não, porque, aí, o que nós vamos ver aqui é a questão da moral. Mas, da amplitude de visão de conhecer, aí, é amplitude, é amplitude. E, quanto mais você ganha amplitude, mais você conhece aquilo que você conhecia.

Isso é incrível, não é? Então, você sabe, por exemplo, você ficou lá há anos, há dez anos no violão, aí, você começou a organizar os litros musicais, aí, tinha que pôr o violão junto com o piano, quando você aprendeu isso, hoje, você sabe mais violão do que, porque as sutilezas que você conhece do violão, como é que ele entra, como é que ele posiciona, você não conhecia antes de fazer a prática do conjunto. Então, quer dizer, à medida que você vai ampliando no conjunto, vai sofisticando, também, o conhecimento que você tinha daquela parte.

É muito bonito isso, não é? É muito bonito isso. Então, nós já percebemos, aqui, a questão do conhecimento. Então, o que você ignora e o que você não tem prática, você erra. É ignorância. Esse é o processo evolutivo. Agora, isso não tem nada a ver com o mal. É essa distinção que os Espíritos estão fazendo. Ei, peraí, peraí, você está confundindo. Fieira do mal, caminho do mal com caminho da ignorância. O aluno começou a estudar violino, é uma trajeta, você não consegue ficar perto dele. Nem cachorro fica, porque o som é muito agudo, o som é agudo demais, o bichinho sai correndo, ninguém consegue ficar perto, porque ele não controla, igual o saxofonista aprendendo a tocar.

Quem está aprendendo a tocar o saxofone, tem hora que você fala assim, meu Deus, se alguém tira esse saxofone da mão dele, pelo amor de Deus, porque entra onde não tem que entrar, toca alto, mata todos os instrumentos. É ignorância. Não tem, ainda, aquela sabedoria. Isso não é mal. Isso não é mal. É isso que os Espíritos estão distinguindo. Então, vamos lá. A primeira coisa que nós aprendemos aqui é que a árvore do conhecimento do bem e do mal não está falando de onisciência, porque a onisciência é vedado à criatura.

Nós não temos como conhecer tudo. Então, isso está fora de cogitação. Fora de cogitação. Bom, agora tem uma outra coisa. Vamos para o senso moral. Quer dizer que não comer da árvore do conhecimento do bem e do mal significa ser ingênuo moralmente? Ser incapaz de discernir moralmente? Não. Também não pode significar isso. Por que não pode significar? Porque uma decorrência da razão é o surgimento do senso moral. O senso moral não acompanha a razão. A razão pode avançar muito e o senso moral fica fraquinho. Nós já conhecemos isso.

Pessoas que têm até doutorado, pós-doutorado, mas têm um comportamento de homem primata. Um rinoceronte com fome é mais educado do que a pessoa. Então, razão não significa mesmo o nível do senso moral. Não é? E, o discernimento moral o discernimento moral está no cerne da evolução moral do Espírito. Então, uma asa é da inteligência, da sabedoria, a outra é a asa da moralidade, da moralidade, senso moral. Por que foi proibido comer da árvore do bem e do mal? Se nós não podemos ser onisciente, se o discernimento moral faz parte da evolução, não tem nada a ver com bem e mal?

Discernimento moral não tem nada a ver com bem e mal? Não tem. Você pode conquistar discernimento moral sem passar pela fieira do mal. O que é, então, comer da árvore do bem e do mal? Quem responde? A serpente. A chave de muitos dos nossos problemas está nos nossos obsessores. Uma conversa franca com os nossos obsessores nos revela muito sobre nós mesmos, muito, porque tira as lentes de fantasia que nós temos a respeito de nós mesmos. Então, vamos consultar a serpente. Lá no capítulo 3, nós vamos estudar isso. Agora, vou só pegar a canja lá para a gente entender.

Ela fala assim, sabe por que Deus te proibiu de comer árvore? Você pode comer infinitas, infinitos frutos de árvore, infinito. Infinito é muita coisa, e Infinito mais um, que é a árvore de vidas. Só uma você não pode comer, a árvore do conhecimento do bem e do mal. E, a serpente, sabe por que Deus te proibiu? Olha que danada a serpente! Ela sabe, sabe por que Deus te proibiu? Porque, no dia que você comer dessa árvore, você se torna Deus. Uma toa charada. A serpente respondeu, esse é o projeto da serpente, que essa serpente depois vai virar o dragão, esse é o projeto do diabo.

É claro que estou falando aqui metaforicamente, senão o pessoal vai ficar assustado. Não vou suar o outro, estou falando do diabo. É uma metáfora, gente, aqui é simbólico. Esse é o projeto diabólico. Então, vamos fazer uma aposta aqui e, depois, nós temos que achar um texto, se essa aposta for verdadeira, para confirmar. Porque a interpretação é isso. Você elucubra e tem que encontrar. Se eu não encontrar nada aqui, aí você pode descartar. O que nos atrapalha aqui é a palavra conhecimento. É a palavra conhecimento.

Porque nós estamos olhando conhecimento em português e não a palavra hebraica. Então, conhecimento para a gente é uma coisa que toma a ciência de algo. Não é isso. Isso é o que nos confunde. O sentido da palavra aqui conhecer o bem e o mal – eu vou dar uma palavrinha aqui, agora vai ficar tudo claro – é estabelecer o bem e o mal, definir o que é bem e o que é mal, legislar sobre o que é bem e o que é mal. Então, parou! O que Deus está dizendo? Eu te crio, simples e ignorante, você demora um tempão aqui comigo, do meu ladinho, quem gostava disso era o seu leão, você demora um tempão aqui comigo, pertinho de papai, depois eu te entrego um Cristo ancestral, você fica ali com eles, depois você vai descendo, vai descendo, vai descendo.

Aí, André Luiz diz assim, quando a Terra está formada, ele diz chegam as mônadas luminosas, que eram os princípios inteligentes. É outro nome, princípio inteligente. Luminosas, é claro, elas estão repletas de luz, elas estão vindo do reino das luzes e são colocadas lá no primeiro estágio, no mundo inorgânico. Agora, filhinho, filhinhas, vocês já viram tudo. Agora, volta com as próprias pernas, depois que tiver as perninhas. Por enquanto, nem perninha tem ainda. Construir a perninha para depois voltar. Volta com as próprias pernas.

E, aí, começa a volta. Não é a ida, é a volta. Começa a volta. Vai desenvolvendo. E, aí, aquela história que eu contei no início. Razão, discerne, discernimento racional, que tem a ver com sabedoria e conhecimento. Aí, vem o senso moral. Com o senso moral, surge um outro tipo de discernimento, o discernimento moral, o que é bem e o que é mal. Mas, escuta, deixa eu te perguntar aqui. Aí, você fala assim, Deus, quero uma audiência com você. Você está dizendo aqui que isto aqui é mal, mas eu não concordo. Eu quero mudar isto aqui.

Isto aqui tem que ser bem. Como é que isto pode ser mal? E, se você não concordar, concordar é igual te chamam para jogar xadrez. Coloca as peças, movimenta. Aí, você pega o cavalo, movimenta igual dama. Você não sabe jogar xadrez? Eu sei. O cavalo movimenta em L, mas o meu cavalo movimenta como uma dama. Então, nós paramos de jogar. E, aí? E, se eu não quiser aceitar que o jogo da evolução é xadrez? Se eu não quiser, eu comi da árvore do bem e do mal. Eu vou criar um nicho e vou tentar organizar um reino do Aroldo.

É o reino do Aroldo ou, melhor, do Euroldo, eu, do ego. O reino do eu gera o egoísmo, que é uma força atrativa. Tudo para mim, tudo para mim, eu me transformo em um predador e em uma força centrífuga, em uma força irradiadora, que é a egolatria, que tem outro nome, que se chama orgulho. O egoísmo atrai tudo para mim, é um buraco negro, não escapa nem à luz, nem à luz. E, a egolatria, que é o centro, sou eu. Agora, imagine uma formiga dizendo assim num navio, a formiga abre os bracinhos e diz assim eu sou o rei do mundo.

O centro do universo infinito, que eu nem sei o que é, sou eu. O reino do eu. E, aí, como é que faz? Faz assim. A regra, agora, é minha. Eu vou definir o que é bem e o que é mal. Então, por exemplo, matar os meus inimigos é bem. Para mim, é. Por que não? Eliminar todos os inimigos. No meu reino, é assim. Receber todos os meus amigos é bom. Alguém me matar, isso é mal, isso é péssimo, isso não pode. Alguém me prejudicar, estou brincando, agora eu vou falar sério. Tirar o dinheiro da merenda de 3.500 crianças no meu reino é um bem, é bom.

O dinheiro vai para mim. Eu vou comprar os carros importados que eu quero, eu vou viajar para os lugares que eu quero, eu vou comer as melhores comidas, eu vou tomar os melhores vinhos e outras coisas que eu não vou dizer aqui, é ótimo. Para mim, é ótimo. Isso é um bem. Eu estou definindo o que é bem. Aí, para as crianças, as crianças, o problema é delas. O reino é meu. Essas crianças que eu tirei a merenda não são do meu reino. Quem falou que isso é um mal? Eu não vou aceitar essa regra que dizem que eu não posso tirar as merendas das crianças.

Quem criou essa regra? Quem falou que isso é mal? Eu não aceito isso. Entenderam? Entenderam a lógica, gente? Essa é a lógica. Ah, mas está lá no Código Penal. Eu não quero saber de Código Penal. Eu não quero saber de lei nenhuma. Quem faz a lei sou eu. Eu faço a lei. Entenderam a lógica do diabo? Esse é o diabo. Mas, todo mundo imagina um diabo, que é engraçado, não é? Ninguém imagina um diabo bonito, usando um Armani ou, então, usando Prada, que é um diabo mais bonito, com uma saia linda, um cabelo longo. Todo mundo imagina o diabo com a pata de um animal.

Gente, não tem nada disso. A palavra diabolos, em grego, e satanás, que é a palavra em hebraico, significa o adversário. Ele chega e fala de quem é o reino aqui? O reino aqui é de Deus. O que é isso? Para com isso. O que é que ele falou? Ele disse que o bem é isso e o mal é isso. Não, senhor! Você fala para ele que eu mudei a regra. O bem, agora, é isso e o mal é isso. Me tornei adversário. Eu crio a regra. Bom, é possível fazer isso? É possível. É possível. Se não fosse possível, não tinha Lava Jato. É possível. Não tinha holocausto, Jesus não tinha sido crucificado, nós não estaríamos resgatando, não teria inquisição.

É possível. Então, eu vou fazer uma pergunta mais profunda. É possível fazer isso para sempre? É permitido que eu faça isso por um tempo, não para sempre. Por isso, Deus chama e fala assim tem infinitas árvores e a árvore de vidas pode comer, principalmente esta aqui de vidas, está no meio do jardim. Esta come muito dela. Mas, esta aqui do estabelecimento do bem e do mal, se vocês comerem, certamente morrerá. Morrer no sentido de não conseguir dar continuidade, não sustentar, não ir à frente, não se manter, vai se apagar, vai acabar.

É este o sentido de morte? Mas, Haroldo, onde você tirou isto? Isaías, Isaías, capítulo 5, versículo 20. Isaías vai fazendo uma série de advertências, mas chega num momento que ele fala assim, agora eu vou fazer a máxima advertência. Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem chamam mal, dos que transformam as trevas em luz e a luz em trevas, dos que mudam o amargo em doce e o doce em amargo, ai dos que são sábios a seus próprios olhos e inteligentes na sua própria opinião, ai dos que são fortes para beber vinho e dos que são valentes para misturar bebidas, o excesso, está falando aqui do excesso, que absorvem o ímpio mediante suborno e negam ao justo a sua justiça.

O que é isto aqui, gente? Ditar a regra. Ditar a regra. Isto é comer da árvore do conhecimento do bem e do mal. É você falar assim, Deus, fica na sua. Quem manda aqui sou eu. Quem manda sou eu. Bom, por isso, se você for lá no livro Ação e Reação, André Luiz e Hilário Silva estão com o defeitor Sânzio, espírito de alta envergadura moral. De repente, estão andando, conversando, o Hilário Silva faz uma pergunta simples. O que é o bem e o que é o mal? É o Sânzio. Diz assim para ele, evitemos os labirintos da filosofia.

Qualquer um que observar a natureza será capaz de discernir o bem do mal. Olha só, não é? Porque a natureza é o livro de Deus. Qualquer um que observar a natureza. Mas, podemos dizer que o mal é A felicidade. Hum? Olha o que eu li isso. Eu falo assim, gente, que benfeitor bravo é esse? O negócio é esse? Você está falando chalatão? Isso aqui é um lobo na pele de ovelha? O que é isso? O mal é felicidade, prosperidade, progresso, conforto, alegria. Vou parar de ler esse livro. Segurança, só para mim. Não entendi. Só para mim.

Só para mim. E, o bem? O bem é felicidade, prosperidade, progresso, conforto, segurança, delícia, saboroso para todos. Esse é o bem. Mas, gente, vamos pensar aqui. Faz de conta que você está, assim, na nuca de Deus. É uma metáfora. E, você está olhando assim para o universo. Aí, Deus vai definir o que é bem e o que é mal. Quando Ele vai definir o que é bem, todos são filhos dEle. Então, o bem só pode ser aquilo que é bom. Todo mundo sabe o que é bom. É o bom, é o bom para todo mundo. E, o mal é o bom só para alguns.

Não faz sentido essa lógica de Deus? Porque o reino de Deus não tem infinitos filhos? São os filhos dEle. Então, Ele só pode legislar no benefício de todos os seus filhos. Por isso que Pedro vai dizer na Epístola que Deus não faz acepção de pessoas. Deus não olha assim e diz que Luiz Gustavo é melhor do que o Haroldo. Não. Não tem isso. Emmanuel vai mais longe, no Pensamento e Vida, capítulo 1, ele diz assim para Deus tem o mesmo valor o verme que rasteja no solo tanto quanto o anjo que um representa junto ao verme.

Isso é muito bonito. Porque concede a ele milhares e milhares de séculos para que ele se aperfeiçoe e se torne anjo. Então, para Deus, não é? É igual aquela piada de perguntar para Deus assim Senhor, o que é um milhão de anos para você? Um segundo. E, o que é um bilhão de dólares? Um centavo. Ô, Pai, me dá um centavo. Espera um segundo. Então, ele olha para o verme e diz vai demorar. Demorar para Deus? O que é demorar para Deus? Então, ele olha para o verme e para o anjo, igual. Então, a lei é a mesma. Agora, se eu sou um diabinho e criei um reino que é o meu reino, o reino do Haroldo Dutra Dias, a lógica subverte.

Porque o bem passa a ser tudo que é bem só para mim. E, o pior não é isso, porque isso gera uma consequência. Qual é a consequência que isso gera? Não me importa o outro. Me importa eu. Esta é a árvore do conhecimento do bem e do mal. Qual é a antítese, o contrário da árvore do conhecimento do bem e do mal? Antes de eu falar isto para a gente encerrar, todo mundo aqui deve ter assistido ao filme Avatar. No filme Avatar, existe um planeta, um planeta belíssimo, mas quem sustenta aquele planeta? Uma árvore. Uma árvore.

Se matasse aquela árvore, todos os seres daquele planeta morriam, porque ela sustentava a todos. E, lá, tinha uma coisa bonita, porque os habitantes, no nível evolutivo superior, precisavam matar, às vezes, um outro para se alimentar. Mas, o que ele fazia? Ele fazia uma prece antes, falando assim, eu agradeço o seu sacrifício, eu preciso do seu sacrifício para a minha sobrevivência. E, aí, sacrificava o animal e se alimentava com todo o respeito, com toda a reverência. Não matava, ah, vou matar, vou caçar. Não! Não é, gente?

Porque, alguém já viu, aqui, um grupo de leões que saem, deixam as esposas em casa, as leoas, e saem para caçar por esporte? Não é só morder a presa e deixar aí, só para divertir? Isto não acontece. Ele age respeitosamente, ele se alimenta, ele comeu, a zebra passa o deito do lado dele, porque ele está saciado. E, esta árvore que sustenta a todos, no filme Avatar, é a árvore de vidas. A árvore do conhecimento do bem e do mal é a árvore de uma vida, a minha. A árvore de vidas é de vidas. Por isso, gente, um grande filósofo, imagina que isto é uma coisa rara, este filósofo foi elogiado por Emmanuel, Emmanuel para elogiar um filósofo encarnado.

Custa sair um elogio daquela boca, hein? Emmanuel, é um charada dele, mas, não é por isto, não. Emmanuel cante, cante. O cante pegou a regra áurea e a formulou de um modo filosófico, genial, genial, genial. Ele diz assim, diante de uma conduta, você vai fazer algo, você quer saber se é bem ou se é mal. Ele diz assim, qual o critério? Pergunte-se, se o que eu vou fazer começar a ser feito por todos os habitantes do planeta, vai ser bom ou vai ser ruim? Se for bom, é bem, se for ruim, é mal. Olha que coisa sensacional!

Entende? Então, você pensa assim, eu vou violentar fisicamente alguém, mas, eu não sei se é bom ou se é mal. Para mim, é bom, porque bater, bater, eu estou batendo, é bom. Aí, o cante vai lhe perguntar assim, se todos os habitantes da Terra seguirem o seu exemplo e começarem a bater em você, não gostei, então, é mal. Por quê? Árvore de vidas, árvore de vidas. Bom, então, queda espiritual não é errar. Você pode ter errado por ignorância, ou por imperícia, ou por imprudência. Você está aprendendo a tocar, mas, você não sabe.

Você não é um perito, ainda. Você vai errar, errar, errar milhões de vezes. Isso não é queda. Não é queda. Imprudência, não levei todos os fatos em consideração, agi precipitadamente, nossa, meu Deus, que bobagem que eu fiz, gente. Eu não queria fazer isso, gente. Se eu soubesse que a consequência era essa, eu não queria. Isso não é queda. Então, o que é a queda? A queda é eu não aceito as regras que Deus colocou. Eu não aceito essa regra. Para o meu benefício, para o meu conforto, para o meu deleite, eu vou criar uma nova regra.

Eu não vou seguir a lei divina. Quem manda, agora, sou eu. Isso é queda. Isso é queda. Então, queda espiritual tem a ver com prepotência, tem a ver com rebeldia, tem a ver com conflito. Eu me coloco em conflito com Deus, em guerra com Deus. Eu me torno um adversário de Deus. Eu me transformo no Satanás, no diabo. Eu como da árvore, do conhecimento, do bem e do mal. Semana que vem, a gente continua com novas diabruras. Um artesão na criação. Há um artista. Não é só um Deus em inteligência suprema, um criador frio. Não, não.

É um artista. Isso significa que beleza é um criador.

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


Facebook
WhatsApp
Twitter
LinkedIn
Telegram
Email

Respostas

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Hide picture