#044 – Estudo do Velho Testamento – Livro Gênesis

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Neste episódio, Haroldo Dutra Dias dá continuidade ao estudo do livro Gênesis, de Moisés, aprofundando a análise da “árvore do conhecimento do bem e do mal” e da “árvore da vida”. O estudo se concentra na interpretação da proibição divina de comer do fruto da árvore do conhecimento, explorando seus significados à luz da Doutrina Espírita.

O que é estudado neste episódio

  • A palavra “conhecimento” (yadá) em hebraico: Sua conotação de experiência pessoal e experimentação pelos sentidos, diferenciando-a do conhecimento absoluto.
  • Os dois extremos da interpretação da proibição:
    • A impossibilidade de a criatura atingir o conhecimento absoluto de Deus, que é infinito e incomensurável.
    • A ideia de que a proibição visava manter a criatura em uma “infância espiritual”, o que contraria a lei divina de evolução.
  • A unicidade de Deus: Não apenas em sentido quantitativo, mas principalmente qualitativo, como abordado na questão 13 de “O Livro dos Espíritos” sobre os atributos da divindade.
  • A proibição como alerta contra a usurpação da função divina: A essência da proibição é não querer ser Deus, não tornar absoluto o que é relativo e não usurpar a função de legislador, que pertence exclusivamente ao Criador.
  • A questão 135 de “O Consolador” de Emmanuel: Análise da pergunta “Se o determinismo divino é o do bem, quem criou o mal?” e a profunda resposta de Emmanuel sobre a origem do mal moral.
  • O mal como intervenção indébita na harmonia divina: O homem, ao confiar mais em si mesmo do que em Deus, transforma sua fragilidade em foco de ações contrárias à lei do amor, gerando desarmonia.
  • O resgate como recomposição dos elos da harmonia: A lei divina, por ser de amor, busca sempre o reequilíbrio e a recomposição dos laços rompidos pela intervenção indébita.
  • O mal como desvio temporário: Para Deus, o mal é um desvio temporário da ordem, que inevitavelmente implica em correção de rota e aprendizado através da experiência.

Reflexões

  • A lei divina é de evolução para todos os seres e coisas, e Deus não proibiria o crescimento espiritual de suas criaturas. A proibição da árvore do conhecimento do bem e do mal deve ser compreendida como um alerta contra a pretensão de usurpar a soberania divina.
  • O mal moral surge da intervenção indébita do homem na harmonia divina, quando ele confia mais em si do que em Deus e tenta determinar o que é bem e mal, assumindo uma posição que não lhe compete.
  • O resgate é o processo de recomposição dos elos da harmonia, uma resposta da lei divina para reequilibrar as consequências dos desvios, demonstrando o amor e a justiça de Deus que sempre visam o progresso de suas criaturas.

Ler transcrição do episódio

Olá, meus amigos, iniciamos hoje mais um episódio do nosso estudo do livro Gênesis, de Moisés. No episódio anterior, nós comentávamos sobre a chamada árvore do conhecimento do bem e do mal e Iniciamos uma abordagem da árvore de vidas. Quem perdeu esta parte introdutória, é só voltar no último episódio, que é bastante importante para que a gente possa dar prosseguimento. Daqui, nós retomamos o tema. A primeira coisa que nos chama a atenção é a palavra conhecimento e ela deve ser analisada com muito cuidado para que nós não encaminhemos em direção a falsas interpretações.

A palavra yadá, conhecer em hebraico, significa um conhecimento que vem da experimentação dos sentidos, de uma experiência pessoal e é o que ressalta, por exemplo, o emprego deste verbo no livro Provérbios. O conhecimento, então, humano é aquilo que foi apreendido pelos sentidos, que foi experimentado pela criatura e que se tornou uma experiência única e pessoal daquela pessoa. Mas, este é apenas o significado básico do verbo. Porque, quando nós ouvimos a proibição de se comer da árvore do conhecimento do bem e do mal, como nós já comentamos anteriormente, devemos fugir de dois extremos.

O primeiro extremo é acreditar, ser possível a criatura, aquele raio da sabedoria divina, somos nós, a possibilidade de atingir o conhecimento absoluto que pertence somente ao Criador. Por mais ampla a evolução do Espírito, por mais altas as esferas que Ele habita e por mais longa tenha sido a sua jornada evolutiva, quando nós comparamos este ponto que o Espírito atingiu com a posição soberana do Criador, nós só podemos afirmar, com toda a segurança, que a distância é infinita. O Espírito mais evolvido está infinitamente distante de Deus, porque só Deus é soberano o suficiente para abranger o infinito, o incomensurável.

A obra divina não pode ser medida, é isto que sai da palavra incomensurável, não pode ser delineada, não pode ser localizada. A criação divina ultrapassa a nossa capacidade de visualização, de percepção e de apreensão. É por esta razão que só há um Deus. Deus é único. Quando nós dizemos Deus é único, não se trata apenas de uma afirmação do monoteísmo judaico, de uma afirmação matemática, numérica, no sentido que existe um, dois, três, quatro. Não é apenas uma afirmação de caráter quantitativo, é uma afirmação de caráter, também, qualitativo.

Qualidade, do ponto de vista da qualidade, não há nenhum ser que se equipare a Deus. Este é um ponto fundamental. Não há nada que equivale, que chegue sequer perto da grandeza divina. Este é o sentido do monoteísmo, do Deus único. Ele é único, não no sentido da quantidade, só não tem outro, apenas. Isto é uma decorrência, mas, ele é único no sentido das qualidades. Onde nós conseguimos aprofundar nesta questão, nesta grande questão da religiosidade humana? Na pergunta 13 de O Livro dos Espíritos, quando Kardec, com muita sabedoria, muita sabedoria, abordou com os Espíritos o tema dos atributos da divindade.

Pensemos assim, quais são as qualidades de Deus que o tornam único? Quais os traços de caráter? Caráter, quando você olha para alguém, para o seu pai, para a sua mãe, para um irmão, uma irmã, um tio, uma tia, um filho, uma filha, um amigo, uma amiga, você consegue identificar traços de caráter, qualidades que aquele Espírito possui que o tornam único. São traços de caráter. Pois bem, quais seriam os traços do caráter de Deus? As suas qualidades, aquilo que Ele tem, aquilo que Ele exibe, aquilo que Ele demonstra na sua ação, nas suas escolhas, nas suas decisões, na forma como Ele conduz o Universo, o que nós podemos depreender?

Kardec é muito cuidadoso ao dizer que nós não podemos listar, fazer uma lista, um checklist de todas as qualidades de Deus, porque Deus possui qualidades que nós sequer sabemos que existem. Então, Kardec não tentou fazer um rol que esgotasse, um rol fechado, amplo, onde Deus estivesse completamente mapeado, porque isso não é possível. Mas, ele, muito sabiamente, disse que, aqui, não estão todos os atributos de Deus, mas estão aqueles sem os quais Ele não seria Deus. O que Kardec quer dizer com isso? São os atributos mínimos.

Quais as qualidades mínimas, as características elementares, o mínimo que Deus tem que ser para que Ele seja Deus? Nós vamos perceber lá, dos atributos, Deus é imaterial. Matéria é uma coisa, uma criação divina, mas Deus não é matéria. Nós não podemos nem dizer que Deus é Espírito, se formos ser rigorosos, porque os Espíritos vão esclarecer que há três elementos gerais. Três elementos gerais. Eles não disseram dois elementos gerais. Espírito e matéria disseram três. Deus, Espírito e matéria, porque o Espírito também é uma criação divina.

É algo que o Criador cria. Então, Ele é mais do que o elemento espiritual e material, onipotente. Onipotente é o supremo poder. E, aí, vamos supremo em bondade, supremo em sabedoria, supremo. Então, nós precisamos entender este aspecto qualitativo. Nós já comentamos isso. É claro que nós usamos imagens que são muito pálidas, porque nós estamos, aqui, abordando questões da mais alta transcendência. Toda vez que nós falamos sobre Deus, devemos fazê-lo com o máximo respeito, com a reverência, com humildade, porque é uma formiguinha falando da galáxia.

Então, nós precisamos ter humildade e entender que a simbologia, as metáforas que nós estamos utilizando aqui são didáticas, apenas para facilitar a nossa compreensão. Elas não são verdades, são material didático para o nosso aprendizado. Então, nós poderíamos dizer que há Espíritos cuja abrangência abarca, por exemplo, um planeta. Há o Cristo que cuida do planeta. Há Espíritos cuja abrangência, cujo poder co-criador consegue já abarcar um sistema solar, um Sol com o seu conjunto de planetas. E, aí, nós podemos, seguindo este raciocínio, imaginar, por exemplo, um Cristo cuja abrangência abarque toda uma galáxia composta de cem bilhões de sistemas solares.

Então, quando nós pensamos em um ser desta magnitude, para nós, simples criaturas humanas, ainda sujeitas à reencarnação, estar diante de um ser desta grandeza, nós correríamos o risco de compararmos este ser a Deus. Para nós, Ele teria um aspecto divino, uma divindade, um Deus, mas, não. Ele, também, é um Filho. Ele, também, é criatura e a abrangência dele é um pouquinho, é uma galáxia. O nosso universo estima-se em 200 bilhões de galáxias. E, agora, a ciência já começa a estudar e já tem elementos para afirmar que, um dia, todas estas galáxias estiveram juntas em um ponto, surgiu o Big Bang mas, eles já percebem, pelo estudo da energia, que existem outros universos sofrendo, também, Big Bang, expansão ao infinito.

Nós não podemos imaginar que a criação divina tem 15 bilhões de anos, que é a idade estimada do nosso universo. Então, tem vários universos em expansão com seus bilhões de galáxias. E, se você for fazer este raciocínio, eu Até convido todos a fazer este raciocínio, você começa hoje e termina quinta-feira que vem, vai pensando cada vez maior até você se convencer de que o infinito é maior do que você pode pensar. Então, fica um dia pensando universo, universo, universo, universo, um dia. A hora que você cansar, pense assim, o infinito é infinitamente maior do que isto e Deus está para lá do infinito.

Então, a sensação de qualquer criatura a sensação de qualquer criatura diante do Criador é a sensação de um grão de areia diante de uma galáxia. Não importa a evolução desta criatura, para que a gente entenda o que é Deus. A dimensão do Criador. Então, isto é importante. Por que isto é importante? Para que, quando a gente estude aqui a proibição, foi dada uma proibição, uma norma, uma lei divina. Não comerás da árvore do conhecimento do bem e do mal. Conhecimento. Vamos fugir dos extremos. Nós sabemos que, jamais, Deus proibiria a criatura de conhecer como Ele, Deus, porque isto é impossível.

Não se proíbe aquilo que é impossível. Nós não vamos encontrar, em uma legislação, uma proibição de se fazer algo que é impossível fazer. Você não vai ver, por exemplo, lei de ocupação do solo. É proibido duas casas ocuparem o mesmo lugar. Não tem jeito. Isto não precisa. Isto é uma impossibilidade física. Não se proíbe o impossível. Quando Moisés proíbe o contato com os mortos, é porque é possível. Se o contato não fosse possível, ele não proibiria. Então, Deus não vai proibir a criatura de conhecer como Ele, porque não tem jeito.

Este é o primeiro extremo em que nós temos que fugir. Isto tem de ficar muito claro. Não viria de Deus uma proibição tola como esta, boba, o Criador absoluto proibindo a sua criatura relativa de ser como Ele. Olha, meu filho, você está proibido de ser como eu. Não precisa. Não é possível. Então, não é isto. Então, a proibição não é. Aí, já está começando a complicar, então. Por que Deus não está proibindo? O que Ele está proibindo, então? Agora, vamos para um outro extremo. O outro extremo e há teólogos que escreveram comentando Gênesis e falaram isto.

Falaram isto, acreditando piamente nisto, de que a proibição se combinava do bem e do mal era no sentido de preservar a criatura na ingenuidade, quase que em uma espécie de infância espiritual. Então, olha, você não conhece o bem e o mal, senão, você vai evoluir, senão, você vai adquirir sabedoria, senão, você vai adquirir discernimento. Este é o outro extremo. É claro que a proibição não pode ser. Porque, a lei divina é lei de evolução para todos os seres e coisas do universo. É a frase do Emmanuel no livro Consolador, na parte em que ele vai falar da física, logo no início do livro Consolador.

A lei divina é de evolução para todos os seres e coisas da criação. Tudo está em um processo de aprimoramento. Nós não podemos imaginar o Criador se contradizendo e proibindo a criatura de crescer espiritualmente. E, como se cresce espiritualmente? Ganhando discernimento, ganhando lucidez, ganhando experiência, ganhando conhecimento, aprendendo, identificando o ambiente, enfim, crescendo, perdendo, naturalmente, ignorância e ingenuidade. O que é evoluir é perder ignorância, perder ingenuidade e, cada vez mais, ganhar imaturidade espiritual.

É sair da infância espiritual para entrar na maturidade espiritual. Nós não podemos imaginar que Deus quisesse um Adão e Eva como criancinhas espirituais, sem discernimento nenhum. Não pode ser isso. Então, nós vamos fugir destes dois extremos, que é o que nós comentamos no episódio anterior e vamos ter que encontrar, agora, um caminho do meio, algo que fique situado entre estes dois extremos. Nós não podemos ser como o Criador. Nem que a gente queira, não precisa nem Deus proibir. Conhecer como Ele, nós não vamos conhecer.

E, ser criancinhas espirituais também não é desejo dEle. Então, qual é a proibição? Do que é que está falando, aqui? Está falando, aqui, do conhecer o bem e o mal no sentido de tornar absoluto o que é relativo. Esta é a proibição. Tornar absoluto o que é relativo. A minha experiência evolutiva foi conquistada com alegrias e com o sabor amargo das lágrimas, porque os Espíritos, já lemos isto, também, no episódio anterior, necessariamente passam pela fieira da ignorância. Evoluir é Estar na estrada da ignorância. Para quem está atrás de você, você deixou de ser ignorante.

Para quem está na sua frente, você está mais ignorante. Esta fieira da ignorância significa que à minha frente, eu tenho uma estrada que vai ao infinito. Qual o tamanho da minha ignorância? Infinito. Mas, quando eu olho para trás, o que eu já percorri, eu consigo medir. Eu consigo medir em comparação a. Mas, é sempre assim. Como é que eu sei que um som é alto ou baixo? Você fala que se eu colocar um volume aqui em uma casa, é muito alto. Liga isto em um estádio de futebol. Vira baixo. Então, som alto e baixo é sempre uma comparação.

Sabedoria, também, é sempre uma comparação. Se você olha para os trechos já percorridos, você identifica o seu cabedal de sabedoria, o quanto você se aprimorou e o quanto de ignorância você já se desfez. E, quando você olha para a frente, para os que estão adiante na vanguarda do progresso espiritual, em comparação a você, percebe, então, que há o infinito para percorrer. É assim. Isto é o lindo da evolução. Afinal de contas, nós temos a eternidade. Não poderia haver ponto de chegada se nós temos a eternidade. Existe mudança de estágios, mudança de níveis de aperfeiçoamento e de modos evolutivos.

Claro que os anjos vivem de uma forma, para nós, ainda inabordável. E, como eles crescem, como eles se aperfeiçoam, é algo que escapa a nossa capacidade de compreensão. Mas, eles se aperfeiçoam. Eles também estão em uma jornada de aprimoramento. E, mesmo um anjo, quando ele olha para a frente, percebe, ainda, a sua ignorância, o infinito que se desdobra em direção a Deus. E, quando ele olha para trás, olha para nós, por exemplo, ele sabe o quanto ele já percorreu, o quanto ele já conquistou. A posição que ele já ocupa.

A proibição, aqui, é no sentido de você, na sua posição evolutiva, tornar absoluta a sua experiência. Porque, quando você torna absoluta a sua experiência, você destitui Deus. Eu vou até usar uma palavra que, agora, está em moda. Você faz um impeachment de Deus com um voto. Você faz uma votação e diz que Deus perdeu o mandato. Quem governa, agora, sou eu. Perde o mandato. Essa ânsia, que é a proposta da serpente, coma do fruto para ser como Deus. Então, eu quero a autonomia que é divina, eu quero a movimentação que é divina, o poder divino e a capacidade de determinar o que é e o que não é, o certo e o errado.

Eu deixo de ser um observante da lei e quero usurpar a função de legislador, que é exclusivo de Deus. Quem legisla é Deus. Deus é o legislador soberano. Nós somos aqueles que recebem a sua legislação e a colocam em prática. E, quando nós não a colocamos em prática, quando nós não cumprimos esta lei divina, nós estamos sujeitos às consequências que são naturais da ordem das coisas, porque Deus criou o Universo de um jeito que não seguir a lei divina implica em sofrimento natural. São limites colocados pela própria lei.

Então, esta é a grande questão, que nós vamos desenvolver um pouco mais, agora, com a ajuda dos textos. Então, não comer da árvore do conhecimento do bem e do mal é Não queira ser Deus. Em nome do exercício do livre-arbítrio, não acredite que você tem infinitos de possibilidades, porque não tem. As nossas possibilidades de escolha são muito limitadas, são limitadíssimas. Os elementos que nos contêm formam uma espécie de trajetório. Você tem um espaço de movimentação que é extremamente limitado. E, agora, nós vamos perceber isto, a sutileza e como Emmanuel faz uma espécie de interpretação do capítulo 2 de Gênesis de maneira sutil.

É preciso muito estudo bíblico, muita leitura do livro Gênesis para perceber as entrelinhas do que Emmanuel fala. Como nós detectamos isto? Pelo vocabulário utilizado por Emmanuel. Então, ele usa um determinado tipo de vocabulário, uma maneira de construir as frases que, para o bom entendedor, o pingo é letra. Para quem sabe ler, o pingo é letra. Quem está acostumado com a linguagem bíblica, quem está acostumado com o texto de Gênesis, vai perceber que o Emmanuel está comentando Gênesis. Ele está fazendo referência.

A questão é a questão 135 do livro O Consolador. Psicografia de Francisco Cândido Xavier, Perguntas feitas a Emmanuel, o livro foi editado pela Federação Espírita Brasileira, o prefácio é de – geralmente, ele fazia o prefácio na época da publicação – 8 de março de 1940. 8 de março de 1940. Então, ele tem mais de 76 anos, quase 77 anos. O Consolador vai fazer 77 anos. Temos que comemorar este ano que vem. 77 anos, o livro do Consolador. A pergunta 135 é uma pergunta muito inteligente, muito inteligente. A pergunta é se o determinismo divino é o do bem, quem criou o mal?

A pergunta é por que nós não podemos imaginar Deus criando o mal? Porque Deus criando o mal não é que Ele não tenha poder para isso. Claro que tem, mas seria Ele fazendo o gol contra. Então, você colocar uma seleção brasileira ao invés dela avançar em direção ao gol do adversário, os atacantes começam a fazer gol no próprio goleiro da seleção brasileira. É uma situação inusitada. Se ele tivesse criado o mal, o mal seria a mão. É o mal seria a mão, exatamente, porque não faz sentido. Depois, aqui, nós vamos ler outras questões e vamos entender o que é o mal.

Vamos entender na revelação dos Espíritos o que é esse mal. Evidentemente, aqui, nós estamos falando do mal moral, do mal ético. Nós não estamos falando do mal natural, como o terremoto, tsunami. Isto é um mal natural que faz parte da Constituição e da lei de destruição. Isto é um mal na nossa ótica. Então, você pode interpretar assim, ah, mas eu estou envelhecendo. Isto é um mal que Deus criou. É um mal na sua ótica. Isto é um mal natural, porque este foi criado por Deus, porque isto, para Ele, não é um mal. Isto faz parte da lei de renovação, da lei de destruição.

Tudo tem que ser renovado e só se renova com a destruição. Então, Deus renova os mundos. Isto está lá no livro dos Espíritos. Então, a Terra vai acabar. Ninguém precisa ficar apavorado. Vai demorar ainda alguns bilhões de anos. Podem ficar tranquilos, gente. Dá para terminar a sua encarnação, várias outras. Não precisa ter pressa. Mas, ela vai acabar. A Terra vai acabar. Chega a hora que termina, a estrela explode, o sol explode, o sistema acaba, vira matéria e vai criar outro sistema. Até o nosso universo vai acabar.

Vai chegar a uma fase em que eles imaginam que ele volta, acontece um novo Big Bang. É um fenômeno cíclico dos mundos, se é dos mundos, de tudo o que está nos mundos, das criaturas, de tudo o que é material, está sujeito a um processo de renovação. Nós não estamos falando, aqui, do mal natural, do mal que decorre. Nós estamos dizendo, aqui, do mal que é moral, que tem a ver com ética, tem a ver com relação eu comigo mesmo, eu com o meu próximo e Em comunidade, as comunidades entre si e as sociedades. Desse é o mal.

O determinismo, olha que bonito, o bem é um determinismo. A pergunta já tem uma resposta. Por isso, nós dissemos, aqui, que, ao interpretar a proibição de se comer da árvore do conhecimento do bem e do mal, nós não poderemos cair no extremo de achar que Deus estava proibindo a criatura de ser como Ele, porque não tem como. Ele não precisa proibir isso, isso é impossível. Deus não precisa proibir que você altere as leis divinas, porque você não tem poder para alterar as leis divinas. E, o fato da criatura não ter poder para alterar a lei divina significa que a lei divina é um determinismo.

Nós precisamos pensar filosoficamente. Por isso, quando eu digo assim, nós temos livre-arbítrio, limitado, porque, se eu tiver livre-arbítrio absoluto, o que eu vou fazer com o meu livre-arbítrio? Eu não quero mais lei divina, eu, agora, vou fazer a lei do Universo. Você tem esse poder? Você tem? Tem tão pouco. Tem tão pouco, Jesus diz, no sermão do monte, qual é o rei, o soberano, qual é o homem mais poderoso que é capaz de acrescentar dois centímetros na sua altura? É um exemplo simples de Jesus. Eu falei que eu tenho 1,74 m, eu queria ter 1,80 m.

Então, eu vou usar o meu livre-arbítrio, agora? Vocês esperam aí que, daqui a um minuto, eu vou chegar a 1,80 m. É possível, não é? Então, eu tenho livre-arbítrio ilimitado? Não tenho. Eu não tenho, eu tenho 1,74 m. Se eu quiser ter dois, eu vou ter que esperar a próxima encarnação e negociar, e negociar. Se vai ser possível, eu tenho aqui 1,74 m. Ninguém pode. Você não consegue mudar nem a sua estatura, nem a sua altura. Há um determinismo, porque o determinismo é o livre-arbítrio de Deus. Tem o seu livre-arbítrio, mas tem o de Deus.

Então, há uma hierarquia de livre-arbítrio. O seu livre-arbítrio é limitado ao livre-arbítrio de Deus. É aquilo que ele circunscreveu, a margem que ele lhe deu de movimentação. Fora daquela margem, você não se movimenta. Então, a pergunta é muito inteligente. Se o determinismo divino é do bem, quem criou o mal? E, aí, Emmanuel responde. O determinismo divino – bonita a palavra determinismo, porque determinismo tem a ver com determinação, uma ordem que foi dada. Já voltei para o Gênesis, porque, quando o Criador coloca Adão e Eva no Éden, Ele dá uma ordem.

É um determinismo, uma ordem, uma determinação. O determinismo divino se constitui de uma só lei. Um Deus, uma lei, uma só. Aqui, nós estamos no plano da unidade. Um Deus, uma lei, uma só lei, que é a lei do amor. Para a comunidade universal. Vou ler de novo, com calma, porque Emmanuel é denso. Isto, aqui, é igual o polpa de fruta. Você tem que pegar dois litros de água, dissolver, bater para fazer o suco. Se tomar pura, você não entra. O determinismo divino se constitui de uma só lei, que é a do amor para a comunidade universal.

Então, vamos lá. Quem é o legislador? Deus. Por isso que é determinismo divino, não é determinismo humano. Divino. O legislador é Deus. Qual a abrangência da sua lei? O universo infinito, a comunidade universal. Sendo que, nós aprendemos lá no livro Sexo e Destino, com a preleção do Albério, no capítulo 1 do livro, que cada planeta possui ali seus bilhões de Espíritos que evoluem e aquilo ali é uma família. Uma família. Se você somar todas as famílias planetárias do universo, você começa a ter uma ideia da família universal.

É uma lei só. Não tem essa dificuldade. Tem um jurista brasileiro chamado Lênin Streck que fala assim, no Brasil, a lei é igual jabuticaba, só tem aqui. Só tem aqui. Não tem mais lugar nenhum. É uma crítica, óbvio, no Stone Cold no universo. A lei é uma para a comunidade universal. Qual a abrangência? Universal para todos. Essa lei pode ser recusada? Não, eu não quero essa lei. Não pode. Ela pode ser recusada por um curto período de tempo. Você acha que está recusando ela? Você acha que está afastando ela? Não está.

Por isso que é determinido. E, que lei é essa? A do amor. Essa é a lei. A do amor. Agora, aqui, nós precisamos, porque fala amor, aí, todo mundo pensa em um filme de Hollywood, O Vento Levou, fazer um carinho no cabelo de alguém, um amigo abraçar o outro, fazer um carinho no cachorro. Isso é amor. É mais do que isso. É mais do que isso. Nós vamos ver, aqui, mais detalhes sobre isso. Todavia, confiando em si mesmo mais do que em Deus, o homem transforma a sua fragilidade em foco de ações contrárias a essa mesma lei, efetuando, desse modo, uma intervenção indébita na harmonia divina.

Eis o mal. Que profundo isso! Emmanuel, aqui, definiu o mal. O que é o mal? Existe uma lei universal de amor que gera harmonia. E, o que é a harmonia? Então, lá em Kant e Aristóteles, a harmonia é a integração equilibrada dos elementos. Eu vou dar um exemplo simples. 22 bilhões de Espíritos, está lá no livro Roteiro de Hermano, aproximadamente, evoluindo na Terra, cada um diferente. Eu coloco este povo todo junto no planeta, cada um com a característica. O que é a harmonia? A harmonia é ser capaz de conjugar todos eles para que tudo fique em equilíbrio, para que ninguém fique em desvantagem a longo prazo.

Harmonia. Este é o propósito da lei divina. Não sei se está dando para perceber, a lei divina tem um compromisso com a comunidade, não com o indivíduo isolado. Ela tem um compromisso com o indivíduo enquanto a preocupação com este indivíduo for para equilibrar a harmonia geral. O que nós estamos querendo dizer com isto? Deus não faz acepção de pessoas, não tem escolhidos pela providência divina, não tem privilegiados na evolução, não tem indicados. Este aqui é mais bonito, eu gosto mais dele, este meu filho aqui é especial, eu vou dar privilégios para ele.

Isto não existe. A lei divina fundamenta, ela é a base e ela mantém a harmonia do todo. Isto é o amor. Aqui, a gente já começa a perceber o que é o amor. Os Espíritos vão dizer, principalmente o Emmanuel, nós podemos ver o amor na esfera da matéria inorgânica. Como é que é o amor na esfera da matéria inorgânica? É a lei de atração que atrai as partículas, os átomos, as moléculas e faz ficar junto, a glutina. O amor é a força aglutinadora. O amor é aquilo que traz para junto, porque, senão, tudo estaria separado. É uma força aglutinadora.

Quando ela chega, por exemplo, nas plantas, a gente percebe como que uma árvore da mesma espécie colocada junto, você potencializa a capacidade de germinação dela. Se ela estiver isolada, a capacidade dela é bem menor. Então, é uma necessidade estar junto. Quando chega no animal, isto manifesta-se através do instinto, sobretudo, o instinto sexual. E, quando nós atingimos o estágio de evolução humana, aí surge o instinto sexual que André Luiz vai dizer que é o amor em expansão. Por que é o amor em expansão? Porque é a força que nos faz querer nos aproximar uns do outro.

Senão, ficaria só isolado. E, só isolado não é da lei divina. A lei divina é aglutinadora. Mas, quando se aglutina, tem problema. Qual é o problema? Conflito de interesses. Se nós estamos juntos, tem conflito de interesses, porque um tem um interesse e o outro tem outro. Um quer uma coisa e o outro quer outra. E, agora? Como é que a lei divina equaciona isto? Como é que a lei divina equilibra os interesses, os desejos, sobretudo, os desejos? Porque o desejo é insaciável. O desejo só é desejo porque ele não pode ser realizado.

Então, você tem um desejo de uma coisa e, se conquistou, você já deseja outra, é claro, porque é do desejo desejar. Quem fala isto muito bonito é o Caetano Veloso, a bruta flor do querer. Como é que se harmoniza isto? Através de uma lei única. Um ser soberano, que é Deus, estabelece o que é legítimo e o que não é legítimo quando estamos juntos. Nós sempre estamos juntos, então, o que é legítimo e o que não é legítimo? O bem. O que é legítimo? Mas, acontece que e se a criatura não aceitar, não aceitar a ordem harmoniosa da vida e, se ela decidir fazer uma intervenção indevida, por que é indevida?

Porque não pode ser feita. Pode ser feita. Pode ser feita. Ela é endébita. Ela é endébita. Ela é indevida, mas, ela pode ser feita. Deus proibiu de comer da árvore do conhecimento do meio-amado, mas, podia comer, tanto que comeram, só que, gera consequências. Então, você pode intervir na harmonia divina? Pode. Pode. Na sua esfera de ação, é claro. Então, é evidente que eu, Haroldo, não vou fazer uma intervenção na harmonia divina, que eu vou, agora, atrapalhar a harmonia da galáxia mais próxima da nossa, do sistema solar mais próximo do meu.

Eu não consigo, eu, aqui, fazer uma intervenção para alterar o Japão. Então, o que é que eu consigo intervir? Na minha esfera de ação, no meu campo de ação. Então, eu tenho um campo de ação. Evidentemente, que, aí, vêm as delegações. Um companheiro que assume, agora, um irmão que assume, agora, o governo do Brasil, ele tem um campo de ação mais amplo. Daí, maior responsabilidade, porque ele pode fazer intervenções de caráter mais geral, que eu, por exemplo, não posso, pois eu não tenho esse campo de ação. Então, eu posso intervir?

Posso. Se eu intervir e atrapalhar a harmonia do conjunto, a minha intervenção é indébita, aí, o que acontece? Haverá uma resposta do governo universal, uma reação do governo universal, do mecanismo que mantém a harmonia. Então, este é o ponto. Agora, tem outro ponto que o Emmanuel destacou. O que leva o homem a fazer uma intervenção indébita na harmonia divina? Vamos passar isto, agora, para a linguagem que nós estamos estudando nos Gênesis. O que leva alguém a comer da árvore do conhecimento do bem e do mal? O fato desta criatura confiar mais nela do que em Deus.

A frase é sutil. Por quê? Eu posso evoluir confiando só em Deus? Não. Eu tenho que confiar em Deus e eu tenho que confiar em mim. A autoconfiança é base para o progresso espiritual. Se eu não confiar em mim, eu tenho que ter um nível de autoconfiança. Senão, eu não consigo realizar, eu não tenho determinação, não tenho aquilo que a gente chama de garra de resiliência. Então, eu tenho que ter uma autoconfiança. A questão, aqui, é de equilíbrio. Tudo, aqui, é questão de equilíbrio. Eu posso assumir uma postura em que eu confio mais em mim do que em Deus?

Posso. Mas, o que isto gera? Isto gera um deslocamento do foco. Eu tiro Deus do centro e me coloco no centro. Aqui, tem um problema. Porque, se eu assumo, agora, a empreitada, o objetivo de garantir o equilíbrio do conjunto, amigo, você vai ter que ter poder supremo e você não tem. Você terá que ter conhecimento supremo e você não tem. Você terá que ter arbítrio supremo e você não tem. Então, você ilusoriamente usurpou a posição de Deus, usurpou a posição divina. Esta é a raiz do mal. Eis o mal. Então, aqui, Emmanuel está fazendo a radiografia.

Vou explicar para vocês. O mal é o seguinte. É usurpar a posição divina. Não. Faz o impeachment de Deus e eu assumo. Quanto tempo você aguenta? Pouquíssimo tempo. Pouquíssimo tempo. Porque, falta estrutura para sustentar. É o que Simão Pedro diz para Paulo de Tarso. Paulo de Tarso volta do deserto, vai a Jerusalém para ter uma conversa com Simão. Simão fala para Paulo de Tarso. Qual é o seu plano, Paulo? Meu plano é ir lá no Sinédrio e fazer uma palestra que eu quero convencer todo mundo. Eu vou jogar a verdade na cara de todo mundo.

Vou dar o meu exemplo e vou atrair todo mundo para o Cristo. Ele fala para o Cristo. Paulo, não cometa o mesmo erro que Judas, porque a questão de Judas foi qual era o plano, o acordo dele. Negociava com os líderes, prendia Jesus porque Jesus era muito pacífico, muito pacifista. Para o negócio, ele precisava de mais violência, mais ação. Então, prende-o. Nós fazemos a revolução, nós resolvemos aqui o trabalho sujo e, depois, nós soltamos Jesus e colocamos ele para governar. Então, está tudo certinho, resolvemos, já matamos todo mundo, já fizemos o que tínhamos que fazer.

Jesus assume. Ele foi traído. Ele se imaginou em uma postura de maior domínio da situação que o próprio Cristo. Aí, Pedro fala com Paulo. É isso que você quer? Agora, nós já sabemos o que aconteceu com Judas. Mas, digamos, Paulo, que você seja mais bem-sucedido do que ele, que o seu plano dê certo. Você vai lá no Cineedro e faz um discurso apaixonado. Todo mundo fala que não é o Cristo mesmo. Você está certo, Paulo está certo. E, todo mundo vem para você. Depois que você atrair todo mundo, o que você faz com essas pessoas?

Aí, ele dá a célebre lição. A nossa tarefa, Paulo, não é de atrair pessoas, é de convertê-las para o Cristo. Não é de atraí-las para nós, que é o que aconteceu aqui. Uma intervenção indébita da criatura faz com que ela interfira na harmonia divina, porque ela se arroga no direito, daí a arrogância, ela se arroga no direito de Governar no lugar de Deus e legislar em nome dEle. Agora, eu vou determinar o que é bem e o que é mal. Eu vou estabelecer o que é equilíbrio. Equilíbrio é eu ter isto, isto e isto. Você vai ficar assim e você vai ficar Eis o mal.

E, aí, Emmanuel diz Eis o resgate. O segundo parágrafo depois. Eis o mal. Depois, ele fala um parágrafo e diz Eis o resgate. O que é o resgate? Surgiu o mal. Como é que a ordem divina atua nestes casos? Nós sabemos que você está com o seu corpo físico. Dá um corte aqui. Todo o seu sistema imunológico detecta. Opa! Corte na mão esquerda. Aí, manda os glóbulos brancos, manda tudo para cá, manda os elementos de cicatrização. Daqui a pouco, já está formando uma borrinha aqui no corte, já está cicatrizando. Os elementos defensivos foram lá no problema e começaram a atuar nele.

Como é que é isto? Porque, aqui, a criatura transformou a sua fragilidade porque ela é frágil. Toda criatura é frágil. Toda. Não importa a evolução dela. Isso é muito lindo. Jesus não cansa de falar isto. Ele não cansa. E, é o que nós sempre repetimos aqui, cuidado com a idolatria de pessoa. Carinho é uma coisa. Você tem carinho? Eu tenho. Um grande violonista, que eu gosto, vai lá tirar uma foto com ele, pegar um autógrafo. Ok, é um carinho. Eu quero estar perto. Isto é carinho. Idolatria, não. Qual é o problema da idolatria?

Chegou o rapaz, o doutor da lei, idolatrando Jesus. Bom, Mestre! Por que você está me chamando de bom? Bom, só um, que é o Pai. Só um. E, no momento espetacular do Monte das Oliveiras, em que o Cristo se coloca na sua condição de criatura, criatura crística, criatura inabordável à nossa compreensão, porque a evolução do nosso Mestre não pode ser apreendida por nós. Aí, nós temos que repetir com o centurião de cafarão. Senhor, eu não sou de que entreis na minha morada, porque não cabe. Jesus não cabe na minha mente, na minha estrutura psicológica.

Ele é muito maior. É como colocar um elefante em uma caixinha de fósforo. Não tem jeito. Mas, mesmo nessa grandeza dEle, em comparação a mim, naquele momento, Ele se coloca como criatura. Pai, se possível, afasta de mim esse cálice, porque nós não sabemos qual é. Isto é uma conversa íntima dEle com Deus. Mas, não seja feita a minha vontade, mas a Tua. É a total postura de criatura. Mesmo Cristo, naquele momento mais tormentoso, não quis assumir o comando, o governo, a posição de Deus. Não quis assumir. Pai, quem determina é Tu.

Diga, eu estou aqui, Teu Filho, para cumprir a Tua determinação, Pai. Isto é importante, porque delimita para todos nós a margem da criatura. E, a margem, a abrangência do Criador. Se a criatura se coloca na postura de Deus, ele começa a determinar o que é bem e o que é mal. Se ele determina o que é bem e o que é mal, ele transforma a sua fragilidade em um foco. Então, uma coisa frágil passa a ser a sustentação. É como você subir uma altura imensa com uma escada que está quebrando. Vai dar problema, porque é frágil, não consegue sustentar.

E, qual é o resgate? Urge recompor os elos dessa harmonia sublime. Porque, ao realizar a intervenção idébita na harmonia, nós rompemos elos. Ligações, links, você rompe. Pode? Pode, mas, não permanece. Tem que juntar. Urge recompor os elos da harmonia. Este é o resgate. Então, ele tem que vir agora e juntar tudo o que ele separou. Como diz o Altair, muito bonito, na sua letra do Alabê, veio juntar as pontas dos anéis partidos, recompor os elos. Este é o resgate. O resgate é uma recomposição de elo. Se ele quebrou um elo com alguém, tem que recompor, ou com uma situação, ou não.

Vai voltar à harmonia. A lei divina, que é absoluta e soberana, é infinita, te Recompõe. Costura. Está aqui a agulha e a linha. Costura. Ah, mas eu, você, quem cortou? Eu. Então, costura. Recompõe. Por quê? Porque amor é elo. Amor é harmonia. Amor é aglutinação. Amor é equilíbrio de todas as partes juntas. Amor é equilíbrio. Então, não pode ter uma parte superior à outra. Todos no mesmo nível. Todos em pé de igualdade. Funções diferentes. Atribuições diferentes. No plano das atribuições, um recebe dez talentos, o outro recebe cinco, o outro recebe um.

No plano das atribuições, no plano dos valores eternos, igualdade entre todos. Hoje, eu recompor os elos. Agora, é bonito que Emmanuel diz assim Vê, depois, que o mal essencialmente considerado, por que essencialmente considerado? Essencialmente considerado, o mal é uma intervenção na harmonia divina. Não pode existir para Deus. Por que não existe para Deus? Por quê? É você chegar na sua casa, a sua esposa ou sua filha fala assim Tem uma formiga aqui que está atrapalhando o equilíbrio da casa. Imagina! Então, na essência, essa intervenção indébita da criatura não pode existir para Deus, em virtude de representar um desvio do homem.

Você acha que se abalou o Universo, porque você se desviou? Porque você se desviou, você acha que o Universo se abalou? Não é um desvio da ordem. A ordem permanece, sendo zero na sabedoria e na providência divina. Então, o que é o seu desvio na sabedoria divina? Zero. Não é nada. Por quê? Porque ele é temporário. Ou seja, nenhum desvio humano se mantém desvio. Todo desvio inevitavelmente implica correção de rota. Ah, mas eu não quero. Você não vai ser consultado. Você não vai ser consultado. É da lei. Então, para Deus, você está dirigindo, dá uma cochilada ali, come a faixa amarela, entra e vai para cá e vai voltar.

O Criador é sempre o Pai generoso e sábio, justo e amigo, considerando os filhos que se desviaram como filhos em cursos mergulhados em vastas experiências. Desviou, entrou em vastas experiências de dor, de lágrimas. Por isso que é bonito o André Luiz na introdução do sexo e destino, ele fala que ele apresentava aqueles casos verdadeiros não apenas como quem desnuda a verdade, mas como quem pretende aprender nos arquivos, como quem pretende aprender na biblioteca da experiência. Não apenas como quem desnuda a verdade, não estou aqui só para trazer a verdade fofoqueiro, mas como quem aprende na biblioteca da experiência.

Elas contêm essas narrativas, as luzes da nossa esperança e o sabor amargo das nossas lágrimas. As luzes da nossa esperança, porque todo desvio implica em correção. Esta é a nossa esperança e o sabor amargo das nossas lágrimas, porque todo desvio tem um preço, um peso em lágrima, em dor para a sua correção. No próximo episódio, nós damos sequência, aprofundando este tema, que é muito, muito importante. Sem esta chave da doutrina espírita, eu acho quase impossível equacionar estas grandes questões. Nós vamos continuar aqui nesta questão e, depois, no livro Ação e Reação, com a fala do ministro Sânzio sobre o tema.

Até o próximo episódio, um abraço a todos! Legendas pela comunidade Amara.org Legendas pela comunidade Amara.org

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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