#042 – Estudo do Velho Testamento – Livro Gênesis

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Neste episódio da série de estudos do Velho Testamento, Haroldo Dutra Dias aprofunda-se no livro de Gênesis, especificamente no capítulo 2, versículo 8, que narra a criação do Jardim do Éden. O estudo, conduzido à luz da Doutrina Espírita, explora as nuances do texto hebraico original e suas implicações para a compreensão da providência divina e da jornada evolutiva do espírito.

O que é estudado neste episódio

  • Gênesis 2:8 e a Criação do Jardim do Éden: Análise detalhada do versículo que descreve a criação do jardim onde o ser humano seria colocado para seu “teste primordial”.
  • Nomes de Deus no Hebraico: Exploração dos termos “Tetragrama” (YHWH) e “Elohim”, destacando a pluralidade e a complexidade do nome de Deus no texto original, e a interpretação de Elohim como a pleiade de espíritos purificados que governam a criação, conforme André Luiz em “Evolução em Dois Mundos”.
  • “Hálito de Vidas” e “Árvore de Vidas”: Discussão sobre o uso do plural “vidas” em Gênesis 2, versículos 7 e 9, sugerindo uma abertura para a ideia da reencarnação e a riqueza interpretativa do texto bíblico.
  • “Jardim de Éden” como “Jardim de Delícias”: Análise do termo hebraico “Eden” (delícia, saboroso) e sua tradução para “paraíso” na Septuaginta, enfatizando que não se trata de um nome próprio, mas de uma descrição de um lugar de deleite e beleza.
  • A Preparação Divina do Jardim: A ideia de que Deus “plantou” o jardim “no oriente” ou “previamente” (Mikdem), revelando um Deus solícito, amoroso e cuidadoso, que prepara o ambiente para a chegada do ser humano, comparando com a preparação do quarto de um bebê.
  • A Beleza e o Cuidado na Criação: A implicação de que a beleza é um critério da criação divina, e que Deus é um artista e artesão, como evidenciado na fala de Jesus sobre os lírios do campo no Sermão da Montanha.
  • A Jornada do Espírito: A compreensão de que o Jardim do Éden representa a origem pura e harmoniosa da criação, e que a jornada evolutiva do espírito é um retorno consciente a esse estado de “jardim de delícias”, uma “peregrinação da evolução”.

Reflexões

  • A riqueza do texto original do Gênesis, com suas múltiplas camadas de significado, convida à humildade e à busca contínua por compreensão, revelando que a revelação espiritual é progressiva e nunca se esgota.
  • A Doutrina Espírita oferece chaves interpretativas para desvendar os mistérios do Velho Testamento, especialmente no que tange à natureza de Deus, à pluralidade das existências e à jornada evolutiva do espírito.
  • A memória do “útero divino” ou do “Jardim do Éden” original impulsiona o espírito em sua busca incessante por Deus, mesmo que inconscientemente, demonstrando que a evolução é um retorno ao lar paterno, mas agora com consciência e sabedoria.

Ler transcrição do episódio

Música Damos inicio hoje a mais um episódio do estudo do livro Gênesis de Moisés e hoje nós nos detemos no versículo oitavo capítulo dois, versículo oitavo que narra a criação do jardim do Éden um jardim onde o homem seria colocado, o ser humano seria colocado e onde ele seria submetido também ao seu primordial e mais fundamental teste a sua prova de fogo. Mas antes de a gente comentar sobre o jardim do Éden eu queria só pontuar uma coisa rápida aqui no texto que o texto hebraico do livro Gênesis ele apresenta algumas coisas assim muito curiosas e que nós temos evitado abordar aqui no nosso breve estudo porque este estudo que nós fazemos do Gênesis ele é um voo panorâmico não dá para a gente se deter em detalhes porque a nossa intenção como foi com Levítico é ter uma visão geral do texto da obra para que depois possamos fazer estudos mais detalhados outras pessoas também possam empreender um estudo mais detalhado da obra mas eu queria destacar aqui algumas coisas que chamam bastante a atenção a primeira delas é que tanto no capítulo 1 quanto neste capítulo 2 Deus é chamado por um nome duplo primeiro aparece um tetagrama que são quatro consoantes e como elas não tem vogal propositadamente elas não tem vogal o texto não apresenta vogal elas não podem ser pronunciadas são quatro letras no lugar destas quatro letras os judeus sabendo que se trata do nome próprio de Deus eles não pronunciam e substituem pela palavra Senhor Adonai que é também uma palavra complicada porque Adonai na verdade significa meus senhores em uma tradução hiperliteral mas a ideia de Senhor e Elohim que é a segunda palavra que aparece aparece este título, este nome que são quatro consoantes e Elohim Elohim significa deuses este é um primeiro aspecto muito complexo do texto já mostra para a gente que este texto foi escrito para que a gente não tenha a sensação de que esgotou então toda vez que a gente faz uma leitura do livro Gênesis de resto qualquer texto bíblico quando você tem aquela sensação agora eu esgotei tirei tudo que tinha no texto interpretei tudo pode ter certeza que você está no caminho errado porque a primeira sensação que nós temos que ter quando terminamos uma passagem é poxa vida tem tanta coisa podia estudar mais ficou coisa para trás exatamente ficou coisa para trás ficaram coisas para serem compreendidas aquela sensação de incompletude tem que ficar presente em quem lê em quem estuda o texto de Gênesis porque isso faz parte da essência da revelação espiritual a revelação espiritual ela é feita por quem está em um patamar superior do ponto de vista espiritual ao nosso então seria uma pretensão imaginar que a gente consegue absorver totalmente não consegue e pensando na revelação em última instância como partindo de Deus a revelação tem sempre algo para ser compreendido porque Deus nunca vai ser totalmente compreendido por nós então esse é um ponto interessante nós já falamos uma primeira partida alguns dizem que Elohim que deuses é no sentido de um plural para indicar majestade eu acho um pouco de forçação porque também não consegue nenhum outro exemplo de nenhum outro substantivo que venha no plural para indicar esse superlativo não se consegue dar um outro exemplo bíblico disso nós temos trabalhado com a ideia de que Elohim aqui significa aquela pleia de espíritos já Absolutamente purificados que tem a missão de governar a criação sob o comando de Deus que é o que André Luiz frisa no livro Evolução em dois mundos no primeiro capítulo do Evolução em dois mundos ele vai dizer os devas da tradição hindu os arcanjos das variadas tradições religiosas o arcanjo significa o chefão dos anjos a diretoria dos anjos porque tem anjo office boy tem anjo secretário tem a diretoria que são os arcanjos e seriam esses arcanjos o que nós chamamos de Cristos que Platão chamaria de Demiurgo Aqueles seres segundo André Luiz estão num processo de comunhão indescritível com Deus e portanto na ação e no pensamento eles expressam a unidade esse é o ponto fundamental isso é que chama a atenção na ação é difícil distinguir um Cristo do outro porque porque eles atuam num plano de unidade eles estão integrados com Deus que eles já estão num processo de comunhão de integração divina que a unidade está presente neles aliás Jesus fala isso com Filipe quando Filipe diz assim Senhor mostra-nos Deus e ai Jesus fala com Filipe eu estou a tanto tempo convosco e dizeis mostra-me Deus é só olhar para mim é como se Jesus dissesse para ele assim você não tem compreensão para entender Deus além do que eu sou eu já sou o máximo que você consegue compreender e a minha ação a minha palavra o meu comportamento expressa de modo tão profundo a vontade divina o caráter de Deus que é como se Jesus atuasse num plano de unidade com Deus então esse é um ponto interessante aqui outra palavra que chama bastante atenção é que quando Deus modela o ser humano da argila do solo da terra vermelha da mar ele sopra um hálito e ai fala assim um hálito de vida mas a palavra no hebraico aqui está no plural um hálito de vidas um hálito de vidas isso é é outra outra enigma outra charada do texto bíblico o que que quer dizer isto aqui o severino celestino nosso companheiro explora de uma maneira interessante isto aqui dizendo que aqui estaria o germe da ideia da reencarnação soprou no ser humano um hálito de vidas mas é interessante porque lá no versículo oitavo oitavo e nono quando vai descrever o jardim do Éden fala que Deus plantou no meio do jardim a árvore de vidas também está no plural a árvore da vida não é o texto literal está dizendo a árvore de vidas e A árvore do conhecimento do bem e do mal mas é vidas também no plural são coisas feitas para abrir mesmo este é o texto que vai mostrando para a gente que tem que ter humildade porque aqui cabe setenta interpretações como é que a gente vai disputar?

Qual é a melhor interpretação? Vidas, como assim? O que que isto quer dizer? Permite ao intérprete aprofundar, aprofundar, aprofundar e faz com que o texto sempre seja atual em qualquer época da nossa evolução este texto vai ficar atual que é uma abertura, uma abertura para o futuro eu diria que isto aqui é como se fosse um portal que se abre para o indefinido para o infinito árvore de vidas são só estes detalhes que a gente não está ficando atento neles mas ao longo do nosso estudo eu vou sempre pontuar isto porque esta é a vantagem de se estudar do texto original porque o tradutor elimina tudo isto o tradutor elimina estas cores e fica tudo um tom pastel você lê uma tradução e fica tudo assim tv preto e branco gradações de cinza eu ia usar uma coisa de cinza mas acho que não cabe vamos usar gradações gradações de cinza mas na verdade isto é um colorido o texto original é de uma riqueza de cor estonteante que a gente fica perdido para finalizar estas curiosidades de palavra o texto fala assim e o nome lá o tetragrama Elohim o Senhor Deus vamos ler do inicio e plantou o Senhor Deus o jardim gan de Eden um jardim de Eden esta é a tradução literal um jardim de Eden então o que leva a crer que Eden não é um nome próprio porque Eden nas línguas semíticas significa delícia gostoso saboroso um jardim de delícias um pomar de delícias e O que corrobora quando vai falar das árvores que ele deixou que crescessem árvores agradáveis de serem vistas e gostosas de serem comidas toda a árvore agradável para a vista e boa para a comida o sentido de prazeroso saboroso daí duzentos anos antes de Cristo ou seja muitos séculos depois deste texto ter sido consolidado quando se reuniram lá os sábios judeus para traduzirem o velho testamento do hebraico para o grego no lugar de jardim de Eden ou jardim de delícias eles traduziram para o paraíso porque o paraíso no grego que é também uma palavra importada não é a palavra original do grego significa um lugar de delícias um lugar de deleite então este é um ponto interessante porque é importante utilizar isto porque todo mundo fala como se fosse o Eden lugar próprio eu moro lá em Belo Horizonte nome próprio o parque de Belo Horizonte então aqui fica aparecendo que é o jardim do Eden ou então tem pessoas que acham que o Eden é uma pessoa então o jardim do Eden é o dono do jardim mas não é um jardim de Eden é um jardim de delícias é um jardim um gano o que dá também um outro ponto que se no terceiro dia é o dia em que Deus cria a vegetação então toda a flora é criada no terceiro dia aqui nós não estamos falando de flora não estamos falando de uma floresta nós estamos falando de um lugar cercado cultivado adornado então nós estamos falando de um ambiente em que passou um paisagista tem um paisagismo evidente a árvore de vidas no centro a árvore do conhecimento do bem e do mal que não fala onde ela está uma multiplicidade de árvores todas muito bonitas de serem vistas e todas produzindo frutos adoráveis ai você pode colocar quem é lá do cerrado já vai colocar uns frutos lá do cerrado quem é do nordeste vai colocar outros frutos cada um põe um fruto então pode imaginar manga jaca gariroba laranja morango pode imaginar de tudo mas o que dá a ideia é de um grande pomar algo preparado e preparado com muito esmero com muito cuidado então um jardim de éden essa é uma palavra que chama a atenção a outra palavra que chama a atenção é o mikdem que é traduzido plantou a ideia de que Deus plantou ele foi lá e cultivou como alguém que pega um terreno e monta um pomar todo bonito então teve uma preparação e ai a tradução mikdem no oriente mas essa é uma tradução enganosa porque kedem kedem significa o leste o oriente onde o sol nasce mas pode significar também antes de tudo aquilo que é primeiro primeiro a ideia seria e plantou o Senhor Deus um jardim de delícias primeiro antes de tudo e ai qual que vem a sequencia e pôs ali o humano o ser humano então olha que interessante primeiro ele organizou o pomar depois ele colocou o homem e aqui os sábios do povo hebreu navegam nessa margem de interpretação para dizerem que o jardim do Eden existe antes da criação do homem Deus teria criado a flora no terceiro dia e já organizado o jardim do Eden e lá no sexto dia ele criou o homem já deixou tudo preparado é bonito isso porque lembra alguém que está esperando uma criança o casal que está esperando o bebê prepara o quarto o bercinho deixa tudo arrumado na hora que a criança chega já está tudo pronto quando é possível fazer isto e aqui a ideia é esta então antes do bebê nascer o quarto dele já estava todo arrumado o que eu destaco nisto aqui um jardim de delícias adredemente preparado anteriormente preparado previamente preparado para o ser humano que viria depois o que mostra um Deus solícito um Deus amoroso um Deus cuidadoso um Deus decorador arquiteto que tem bom gosto sensível esse Deus é único da tradição judaico cristã porque ele é um Deus transcendente mas ao mesmo tempo um Deus que intervém a ponto de ser cuidadoso amoroso lembra quase que uma mãe preparando tudo colocando no lugar arrumando decorando quase uma atitude Deus está acima destas nossas categorizações masculina e feminina é obvio então lembra aqui atributos femininos organizar um jardim de delícias tudo arrumadinho tudo preparado tudo decorado esse aspecto de Deus chama atenção chama bastante atenção e Jesus vai ressaltar mais uma vez mais uma vez como que o texto de Gênesis serve de base para o ensino de Jesus a todo momento está apoiando o seu ensino no livro de Gênesis quando ele diz assim e não estejam ansiosos pelo que há vez de comer pelo que há vez de vestir e pelo que há vez de beber olhai as aves do céu não semeiam nem colhem nem ajuntam em celeiros e vosso pai as alimenta olhai os lírios do campo que não tecem nem fiam e eu porém vos digo nem mesmo o Salomão em toda sua glória se vestiu como um deles isso é isso aqui essa fala de Jesus no sermão do monte é um comentário desse jardim de Éden previamente preparado para o ser humano esse aspecto do caráter de Deus o lírio é a coisa mais bonita que nenhuma indústria nenhum tecelão é capaz de produzir ou seja há um artesão na criação há um artista não é só um deus de inteligência suprema um criador frio não é um artista isso significa que beleza é um critério da criação divina isso é importante o cuidado a beleza o apuro o artesanato o artesanato as coisas são feitas com muito amor com muita arte com muita criatividade porque elas são feitas para ter uma utilidade mas são feitas também para encantar para agradar para agradar isso é maravilhoso está implícito isso aqui é uma nota lá no fundo da orquestra que o texto está falando de um jardim e a gente quase que passa aqui e não percebe isso porque está revelando algo do caráter de Deus por isso Paulo de Tarso uma mensagem belíssima na última parte do livro dos espíritos das penas e consolações ele vai ter um texto maravilhoso que ele diz gravitar em torno da unidade divina gravitar em torno da unidade divina eis o propósito da criação para isso o culto ele diz assim o que que é gravitar em torno da unidade divina o culto harmonioso do belo e do bom quer dizer a criatura humana o espírito imortal foi criado para um culto para um ato de adoração que consiste no culto harmonioso da beleza e da bondade bondade que é uma expressão ativa do amor e beleza que expressa a harmonia o apuro o cuidado, o artesanato o artífice essa é a lição do jardim de Éden o jardim de delícias e Deus pegou um campo, arou e pôs o homem não e pegou um pântano e jogou o homem lá um pomar agora ai vocês ficam imaginando um pomar com todas as coisas, todas as árvores que dão frutos deliciosos imagina o colorido disso imagina o colorido disso que coisa sensacional sensacional bom então previamente foi criado ou no oriente no inicio e aqui fica a palavrinha que pode ter dois sentidos plantou um jardim do Éden no oriente ou plantou um jardim de Éden previamente no inicio tudo, tudo é válido aqui o texto ele quer ser policêmico ele quer ter vários sentidos ele quer explorar essas possibilidades e ai nós vamos explorar agora nós vamos explorar o jardim de Éden o jardim de delícias então vamos lá vamos começar a nossa exploração lembrando um conceito toda vez vamos ficar repetitivo aqui eu vou repetir isso 3.500 vezes ao longo do estudo de Gênesis tudo no Gênesis é padrão que se repete ciclicamente de forma desenvolvida então para a gente ter uma ideia se nós tomarmos a quinta sinfonia de Beethoven nós temos um padrão melódico tã tã tã tã tã tã tã tã tã tã é isso essa é a unidade básica da sinfonia toda e ao longo da sinfonia Beethoven vai pegar essa estrutura melódica e rítmica e vai repeti-la vai mudar, transmutar, transfigurar trabalhar com ela a ponto de criar uma sinfonia aqui em Gênesis também tudo aqui é cheio desses tã tã tã tã que vão se repetir ao longo da Bíblia inteira até Apocalipse então o Jardim de Éden aqui é um tã tã tã tã que a gente vai ver lá no Sermão do Monte olhai os lires do campo porque que Jesus está dizendo isso?

Ele está apontando claramente para o Jardim de Éden porque o Jardim de Éden expressa na sua inteireza o caráter da providência divina porque ele diz assim se as aves são alimentadas se os lírios têm essa beleza toda e eles florescem e murcham em uma velocidade não valês mais do que o lire e os pássaros se Deus tem esse artesanato todo com uma planta o que dirá que um ser humano que está no ápice passou já pelo todo vegetal passou pelo animal está no ápice no ápice desses dois está na base da angelitude quer dizer tem mais valor porque é mais complexo tem mais complexidade tem mais riqueza evolutiva então imagina o cuidado que um ser tem perante a providência divina olha que o motivo se repetiu e aqui nós temos que pegar esse motivo então a ideia é essa a ideia de que primordialmente a criação é um jardim de delícias então alguma coisa deu errado alguma coisa deu errado porque quando a gente olha ao redor e é isso que o texto vai desenvolver na sua sinfonia começa de um jardim de Éden para desembocar em um dilúvio em um dilúvio e depois de um dilúvio uma sucessão de tragédias e vitórias ascensões e quedas então a gente olha para o mundo hoje e não vê um jardim de Éden em todos os lugares então o que aconteceu essa é uma ideia que é uma semente a ideia de que há uma origem e nós ansiamos por ela uma origem pura uma origem de luz perfeita de harmonia perfeita de integração perfeita de comunhão perfeita de felicidade plena de máxima realização e ai onde encontrar isso então aqui a gente para o texto bíblico e eu vou buscar a chave uma chave importantíssima como Kardec destaca lá muitos pontos da bíblia dos evangelhos e dos autores sacros em geral somente são incompreensíveis por falta da chave que permite a sua compreensão essa chave está completa no espiritismo não é no movimento espírita é no espiritismo enquanto conjunto de leis do mundo espiritual então eu preciso recorrer as leis do mundo espiritual e parcela dessas leis está condensada na codificação que coube a Kardec sistematizar e trazer as bases dessas leis e também afirmar que esse trabalho tem um caráter progressivo então ele não pegou a lei toda ele trouxe o artigo quinto então competiria aos outros darem sequência a esse processo de busca da verdade de busca de toda a lei que é a lei do mundo espiritual se é a lei do mundo espiritual que é a chave a compreensão das leis que regem o mundo espiritual e as relações do mundo espiritual com o mundo corpóreo é a chave para a gente compreender esse texto então nós vamos nela nós vamos nela e eu não vejo repositório maior esse aqui é o maior ponto de pokemon que existe que é o livro dos espíritos aqui você acha pokemon de tudo quanto é tipo é um pokestock você parou aqui você pega pokemon a cada milésimo segundo então nós vamos lá eu vou buscar aqui duas questões para abrir a nossa reflexão sobre essa origem sobre esse inicio a primeira é 243 kardec pergunta assim e o futuro e o futuro os espíritos o conhecem eu ia falar da origem agora estou indo para o futuro nós vamos chegar lá nós vamos chegar lá ai os espíritos respondem ainda isto depende da elevação que tenham conquistado muitas vezes os espíritos apenas o entreveem veem uma beiradinha porém nem sempre lhes é permitido revelar quando o veem parece lhes presente quando os espíritos superiores tem acesso ao futuro para eles parece presente a medida agora aqui que vem o que a gente precisa aqui a medida que se aproxima de Deus a medida que o espírito se aproxima de Deus tanto mais claramente o espírito descortina o futuro é isto a medida que se aproxima de Deus e ai nós sabemos porque nas questões anteriores foi trabalhado isto que o espírito só se aproxima de Deus quando ele se desmaterializa ele se purifica quanto mais ele se purifica mais ele se desmaterializa mais ele se aproxima de Deus até entrar naquele estágio de comunhão indescritível ai Kardec que sabe fazer pergunta sabe da sequencia na pergunta indaga assim os espíritos que alcançaram a perfeição absoluta tem conhecimento completo do futuro é claro que ele esta falando de perfeição absoluta do âmbito da criatura esta falando da perfeição absoluta de Deus esta falando da perfeição que é possível a criatura atingir aqui ele esta falando assim não quero falar de espírito igual a gente não quero falar de Cristo para cima os espíritos que atingiram a perfeição absoluta tem completo conhecimento do futuro ai os espíritos respondem completo não se pode dizer completo não tem jeito por essa razão só Deus é soberano Senhor e ninguém o pode igualar completo conhecimento do futuro só Deus por isso que ele é soberano e por isso que ninguém se iguala a ele agora tem um danado do conhecimento por que por que vamos pensar isso que eu queria chegar aqui agora a pessoa decide ser um pintor e ai ele começa a estudar com grandes mestres o que que acontece com ele a convivência com os gigantes da pintura vão modelando o caráter daquele pintor da mesma maneira alguém que vai estudar piano estuda com grandes músicos aqui tem um impacto profundo naquela pessoa a convivência com alguém que se destaca naquela área uma convivência profunda intensa responsável vai transformando a pessoa vai absorvendo ela vai absorvendo vamos aliar aliar essa convivência com um grande mestre e juntar isso como se fosse uma grande relação afetiva ai você já começa a adivinhar o sentimento o gosto o pensamento o caráter a inclinação da pessoa o que que ela gosta o que que ela não gosta como que é o jeito dela o caráter dela então isso se aplica a Deus uma convivência uma convivência intensa com Deus e profunda de uma maneira indescritível que está acima da nossa compreensão que só é feita só é atingida por esses Espíritos que estão no mais alto degrau da escala evolutiva vai divinizando esses Espíritos porque é uma integração então eles começam a ter percepções compreensões que não são deles são de Deus e uma delas é a visão clara do futuro só para dar um exemplo ai Kardec faz a espetacular questão 244 espetacular questão em que ele pergunta 244 os Espíritos veem a Deus?

Os Espíritos veem a Deus? Eles respondem olha só só Os Espíritos superiores o veem e compreendem os inferiores o sentem e adivinham tem muitas coisas aqui o que esta questão esta dizendo qualquer Espírito independente do grau evolutivo pode sentir Deus porque nós somos criados sensíveis a Deus eu não preciso ter nenhum grau de compreensão não preciso ter nenhuma inteligência nada mesmo assim sou capaz de sentir Deus ok Mas ver e a ideia de ver aqui de ver com os olhos ver no sentido de acessar a Deus e compreender só estes aqui que atingiram este alto nível estes veem e compreendem porque quem apenas sente Deus adivinha fica fazendo teste de adivinhação eu acho que assim assim parece tentando adivinhar ou seja é chute e este é um ponto que eu gosto de chamar muita atenção porque Espírito que esta encarnado na Terra falando de Deus é jogo de adivinhação e as vezes as pessoas tomam livros líderes religiosos gurus como se eles estivessem vendo e compreendendo Deus como se eles tivessem acesso a Deus são adivinhadores adivinhando porque só estes Espíritos do mais alto grau veem com qual sentido não é o da visão é um outro sentido que nós temos que interpretar fazer uma interpretação é igual quando se faz a lei se encontrar os contornos do instituto jurídico tem que analisar as vezes várias leis vários artigos para poder fazer uma interpretação aqui também lá no inicio do livro dos Espíritos eles dizem para Kardec não é possível compreender Deus porque falta-nos o sentido então isto aqui é importantíssimo porque se você trabalhar com alguns epistemólogos David Hume mesmo os empiristas eles admitem seis sentidos então este negócio de falar o sexto sentido parece coisa empirista os sujeitos que eram quase materialistas eles admitiam os seis sentidos os cinco sentidos físicos mais um sentido interior que te dá a ideia de estou com raiva ou estou calmo estou ansioso ou estou relaxado eu sou eu este sentido de identidade de memória de estado emocional de estado de consciência é um sentido mas ele não é visão ele não é audição ele não é paladar não é tato e não é o olfato não é não é pelo olfato que você tem consciência de uma memória passada tem um sentido interno que é o sexto mas os Espíritos dizem não adianta tem que ter um sétimo sentido um outro sentido para ver Deus tem que ter um outro sentido que nós ainda não desenvolvemos uma vez desenvolvido é possível contemplar Deus Deus é Ele e compreender até lá nós podemos sentido e Ficar fazendo teste de adivinhação eu acho que Deus quer isso eu acho que Deus ai o Kardec aproveita e fala assim quando um Espírito inferior diz que Deus lhe proíbe ou permite uma coisa como sabe que isso lhe vem dele ai os Espíritos respondem ele não vê a Deus ele não vê mas sente a sua soberania olha sente e quando não deva ser feito alguma coisa ou dita uma palavra percebe como por intuição a proibição de fazê-lo ou dizê-lo não tens vos mesmos pressentimentos que se vos afiguram avisos secretos para fazeres ou não isto ou aquilo o mesmo nos acontece o mesmo nos acontece se bem que em grau mais alto pois compreendes que sendo mais sutil do que as vossas a essência dos Espíritos podem estes receber melhor as advertências divinas olha você tem um equipamento mais sutil ele já está menos materializado então eles percebem as advertências mas como é que elas vem?

Vem como intuição e pressentimento que é um desenvolvimento do sentimento o sentimento aqui quando os Espíritos falam de sentimento está falando de sentimento de raiva amor isto é estado emocional o sentimento que eles estão usando aqui é uma sensibilidade interior ser sensível a esse é o sentimento então eles o sentem nós sentimos Deus sentimos você tem um pressentimento é isto é isto é isto eu me lembro que teve uma experiência assim que foi muito marcante para mim eu conversava com um grande amigo o Dércio Andoli o Dércio a especialização dele é Oncologia e trabalhou muito tempo com pacientes terminais e uma vez eu perguntei para ele Dércio como é que você dá notícia para o paciente que você vai morrer não tem jeito ele já sabe ele já sabe ele já sabe toda pessoa sabe que vai morrer você pode brigar você pode fantasiar você pode criar no fundo você sabe chegou a minha vez chegou a minha vez agora eu vou agora eu vou porque nós somos sensíveis por meio de pressentimentos e de intuição a Deus ao soberano Senhor dos destinos e da vida então isto é muito interessante Deus transmite diretamente a ordem ao Espírito ou por intermédio de outros Espíritos ela não lhe vem direta de Deus para se comunicar com Deus é necessário ser digno disso comunicar diretamente pai oi Posso conversar comunicar diretamente tem que ser digno Deus lhe transmite suas ordens por intermédio dos Espíritos imediatamente superiores em perfeição e instrução então há um hierarquia aqueles que estão na comunhão indescritível vão transmitir transmitir transmitir transmitir transmitir transmitir transmitir até chegar em mim o Espírito tem circunscrito a visão como seres corpóreos eu enxergo só com os olhos não ela a visão reside em todo ele o que já é algo curioso porque o Espírito enxerga em 360° então é algo para se pensar essas tecnologias que estão vindo de GPS 3D Tudo isto é para já começar a trabalhar a mentalidade humana para as realidades do Espírito imortal que enxerga em 360° 360° então não tem alto, baixo, lado, direito, esquerdo, não tem isso se você enxerga para frente, para trás, para baixo, para cima para baixo, para cima, passa a perder sentido para baixo de que?

Você não tem mais pé então você fala para um Espírito como Asclepio que não tem mais forma não a sua mão direita eu não tenho mão e aí? Não no seu pé eu não tenho pé eu não tenho pé abaixo do meu pé não existe cabeça, pezinho, eu não tenho mais isso eu enxergo todo em 360° como um globo então você começa a desenvolver uma outra cognição então a gente percebe como nós somos limitados como nós somos limitados eu vou chegar lá precisam de luz para ver? Veem por si mesmos sem precisarem de luz exterior para os Espíritos não há trevas salvo aquelas em que podem achar-se por expiação é sempre luz bom aí todo mundo está perguntando não entendi nada por que essas questões estão sendo trazidas vamos lá vamos trabalhar algo aqui se os Espíritos altamente superiores começam a entrar numa comunhão, numa sinergia com Deus, que eles começam a ver Deus, compreender porque eles todos enxergam eles enxergam tudo só há luz o futuro se abre não infinitamente mas de um modo absurdo o futuro se abre o que aconteceu?

Jardim de Éden qual era a característica do Jardim de Éden? Do Jardim de Delícias? Deus passeava pelo jardim e Adão e Eva olhem estamos aqui eu e Adão conversando e é bonito porque o texto fala que Deus passeava como um vento, como um hálito como um vento o que para mim dá a ideia de que Deus se manifesta mesmo pelo fluido cósmico então é como se fosse aquela coisa lá dos Jedi, da força a força esteja com você é o fluido que está nos envolvendo aqui ele está passando está permeando tudo é um jardim de Elisa se é assim no topo da evolução então vamos fazer uma pergunta quando nós fomos criados por Deus?

No primeiro milésimo de segundo onde que a gente estava? Com Deus qual que é a primeira memória espiritual que nós temos? Vou falar uma metáfora aqui a memória do útero divino mas nós éramos simples e ignorantes não tínhamos nem consciência de nós mesmos mas a memória ficou impregnada portanto a partida e a chegada é a mesma e é esse motivo que o texto bíblico vai explorar o homem foi formado e colocado no jardim de Elisa sai do jardim e aí tem todos os livros da bíblia até chegar ao apocalipse e ele volta para o jardim de Elisa e essa jornada de saída do jardim de Elisa e de volta para o jardim de Elisa é a odisseia da evolução espiritual é a grande laçada da evolução nós vamos voltar para a casa do pai para o seio de Deus são expressões metafóricas seio de Deus lembra uma mãe amamentando voltar para os braços da mãe nós saímos e todo o espírito tem essa memória e é essa memória que o deixa desatinado e que faz com que ele não consiga ficar estacionado para sempre ele pode ficar milhares de anos estacionado mas uma hora ele satura e ele empreende um novo movimento de retorno a Deus o que leva Emmanuel a dizer todos estamos em marcha para Deus é a grande peregrinação da evolução só que antes nós saímos bebezinho não sabia nem que estava lá agora nós vamos voltar conscientes para o jardim de delícias para o paraíso esse é o grande motivo no centro desse jardim a árvore de vidas mas isso ai já é tema para o nosso próximo episódio o o o o o o o o o o o aquele que está perdido tem uma tensão especial em relação àquele que está centrado que se encontrou é o aspecto da misericórdia para que?

para que não seja ferido o princípio da igualdade então aqui a gente entra até numa questão do direito você desiguala formalmente para igualar

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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