Neste episódio do estudo do Velho Testamento à luz do Espiritismo, Haroldo Dutra Dias e seus convidados dão continuidade à análise do Livro de Salmos, iniciando o estudo do Salmo 11.
O que é estudado neste episódio
- Leitura e Análise do Salmo 11: O estudo começa com a leitura integral do Salmo 11, que aborda a confiança do justo em Deus diante da injustiça e da perseguição.
- A Bem-Aventurança da Contemplação da Face de Deus: Haroldo destaca que o Salmo 11 termina com uma bem-aventurança que antecipa a de Jesus: “os corações retos contemplarão sua face”. Ele correlaciona essa passagem com a bem-aventurança dos puros de coração que verão a Deus, conforme ensinado por Jesus, e aprofunda o conceito de “ver a Deus” como entrar em comunhão com o Altíssimo, alcançando a felicidade plena, como descrito nas questões 112 a 114 de O Livro dos Espíritos.
- O Conceito de “Justo” no Espiritismo: É feita uma importante distinção entre o conceito de justo no Velho Testamento e a visão espírita. Haroldo remete à questão 928 de O Livro dos Espíritos, que define o verdadeiro justo como aquele que cumpre integralmente a lei de justiça, amor e caridade, tendo Jesus como modelo. Ele enfatiza que a justiça, o amor e a caridade são inseparáveis para a verdadeira justiça, e que a caridade se manifesta como benevolência para com todos, indulgência para com as imperfeições e perdão das ofensas.
- A Crise Social e a Confiança em Deus: O Salmo 11 é contextualizado com as crises humanitárias e sociais contemporâneas, onde a injustiça parece prevalecer. Haroldo explica que o salmista, Davi, expressa a angústia diante de uma ordem social abalada, mas reafirma que Deus governa o mundo, e Sua justiça, embora não imediata ou manipulável por mãos humanas, se cumpre através de ciclos reencarnatórios e mecanismos espirituais.
- A Responsabilidade Humana na Construção da Justiça: Apesar da governança divina, o estudo ressalta a responsabilidade humana de construir uma ordem social mais justa, começando pela transformação individual. A ideia de que “só bichos justos podem criar leis justas” ilustra a necessidade de aprimoramento moral dos legisladores e da sociedade para que as leis sejam verdadeiramente justas.
- A Ineficácia de Fugir da Consciência e da Lei Divina: Através de exemplos e histórias, como a do mendigo que foge do auxílio e do espírito que evita a reparação, é abordada a ideia de que a fuga da responsabilidade e da própria consciência é inútil, pois a lei divina é inescapável.
- O Julgamento Divino e a Regeneração: O “julgamento divino” é interpretado não como punição ou destruição, mas como discernimento e um processo de regeneração. Deus não busca massacrar, mas sim conduzir o espírito à pureza, e o mal criado pelo indivíduo deve ser por ele mesmo reparado.
- A Essência do Amor na Justiça Divina: A discussão culmina na compreensão de que o cerne da justiça divina é o amor. A história de Paulo e Jesus, e a de Gregório e Clarêncio em “Libertação”, ilustram como o amor é a força transformadora que vence a rebeldia e a agressão, conduzindo à regeneração.
- “Fogo e Enxofre” e “Vento Abrasador”: É levantada a questão do significado dessas expressões bíblicas, que serão aprofundadas em estudos futuros, mas já são associadas ao processo de fuga da própria regeneração e aos mecanismos de resgate.
Reflexões
- A verdadeira justiça, à luz do Espiritismo, transcende a mera aplicação da lei, incorporando o amor e a caridade como pilares essenciais, tendo Jesus como modelo máximo.
- A confiança em Deus e em Sua justiça não anula a responsabilidade humana de agir e transformar o mundo, mas nos lembra que a harmonia cósmica é mantida por Ele, e não pelas imperfeitas instituições humanas.
- A lei divina é inegociável e inescapável, mas seu propósito último é a regeneração e a evolução do espírito, guiada pelo amor incondicional de Deus.
Ler transcrição do episódio
Olá, Júlia! E aí, Aron, Eleonora? Júlia, Eleonora, que prazer estar de volta ao nosso Estudo Salmos, retomando aí, que coisa boa! Todos bem, sejam todos muito bem-vindos! Ao nosso estudo de Salmos, hoje começando o estudo novo, vamos dar as boas-vindas ao Salmo 11 e sejam todos bem-vindos, né? Quem nos assiste online, bem-vindo Haroldo, bem-vindo Júlio, vamos lá então. É, esses salmos que a gente terminou foi um sucesso, né? Com o pessoal, as surpresinhas, esse capítulo com essa mensagem da Cipriana foi, assim, incrível, Haroldo.
Foi, né? Nossa, mas mexeu demais. Com todo mundo. Com todo mundo. Eu acho até que… Não sei, talvez eu que não veja tanto, mas é um capítulo a ser estudado profundamente e referenciado, não é, Haroldo? Porque é um tratado. Eu achei incrível essa lembrança. Muitas pessoas realmente se libertaram de algumas amarras a partir desse estudo, sabe? Achei incrível essa abordagem Achei, nossa, demais Espero que a gente continue tendo as inspirações Para trazer mais, fazer essa conexão A espiritualidade falou para a gente uma vez aqui no Serano Que o nosso trabalho era juntar o que estava separado Então, eu fico feliz quando a gente consegue trazer essas conexões que são tão importantes, de uma forma tão artística e bela como a gente faz, como você nos proporciona, muito bacana.
Só que agora o sarrafo está ficando alto para você, você vai ter que começar a tirar os coelhos da cartola aí. Pois é. É isso. Mais alto ainda é quando a obrigação de colocar em prática e viver. Conhecimento gera responsabilidade. É verdade. Vai ficando mais difícil. É isso. Ficou convite para todos nós, né? Estamos fazendo as nossas provas com o livro na mão, com consulta. Nossas provas são com consulta. Bom, mas a gente sempre começa fazendo uma leitura geral do Salmo, né? Essa é pequena, Leonor, são sete versículos, se eu não me engano, né?
E é um salto que retoma alguns temas que a gente já conversou aqui, né? Mas aí nós vamos ler… E começar a nossa conversa. Então vamos lá, vou fazer a leitura lendo aqui na Bíblia de Jerusalém, tá? É o Salmo 11, confiança do justo, do mestre de canto, de Davi. Eu me abrigo em Havé, como podeis dizer-me foge para os montes, passarinho? Vê os ímpios que retezam o arco, ajustando a flecha na corda, para atirar ocultamente nos corações retos. Se os fundamentos estão destruídos, que pode o justo fazer? Mas Yavé está no seu templo sagrado.
Yavé tem seu trono no céu. Seus olhos contemplam o mundo. Suas pupilas examinam os filhos de Adão. E a véia examina o justo e o ímpio. Ele odeia quem ama a violência. Fará chover sobre os ímpios brasas, fogo e enxofre e vento de tempestade. É a parte que lhes cabe. Sim, e a véia é justo, ele ama a justiça e os corações retos contemplarão sua face. Este é o nosso texto do Salmo 11, o que já nos chama a atenção Que o tradutor aqui colocou como se fosse um título, né? Confiança do justo. O salmista aqui está na confiança, parece, né?
Exatamente, exatamente. E chama a atenção que esse salmo, ele termina com uma bem-aventurança, que é a bem-aventurança que Jesus, com uma pequenina modificação, porque contemplar a face do Altíssimo, é a bem-aventurança, verão a Deus, bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus. E aí, o justo contemplará a face do Altíssimo. Esse é um tema importantíssimo. Esse salmo termina com, a gente diria assim, a primeira versão da bem-aventurança. Então, Jesus toma isso, elabora melhor, melhor, inclusive o conceito de justo, porque o conceito de justo nos textos de Salmo, ele ainda precisa de um aprimoramento, e Jesus traz uma atualização dizendo assim, o verdadeiro justo é o puro de coração.
E a doutrina espírita, lá na lei moral, vai dizer o verdadeiro justo é aquele que cumpre integralmente a lei de justiça, amor e caridade, sem a qual não há um verdadeiro justo. E o modelo de verdadeiro justo é Jesus. Está no Livro dos Espíritos, questão 928. Júlio, né? Eu contei na fila uma senhorinha veio pegar o toque e falou assim ah, eu queria te falar uma coisa, você fala com o Júlio eu me identifico tanto com ele naquele estudo do Salmos eu falei pois é, lá a gente faz uma divisão de tarefa então assim ele é um ator ele fica fingindo que não sabe das coisas atuando, não acredita é isso é isso Ele está atuando, ele é o personagem.
Ele está atuando, mas assim, é bacana, porque eu atuo, ele é o Nôria, e ele a gente faz uma enquete, tipo a Laboro. É. Mas a gente escuta isso mesmo, que o Júlio nos representa acha pra gente aí essa questão, qual o caráter do verdadeiro justo? Acho que é 921, 928 não sei qual o caráter do verdadeiro justo? É aquele que cumpre a lei de justiça amor e caridade a exemplo de Jesus, então quer dizer pra nós iluminados pelo Consolador Prometido pela Terceira Revelação, o verdadeiro justo é Jesus. O modelo do verdadeiro justo é Jesus, porque ele não cumpre só a justiça, ele cumpre o amor e a caridade.
A justiça, o amor e a caridade. Ou seja, ele é benevolente, indulgente e perdoa as ofensas. Tem benevolência para com todos, sem distinção de pessoas, indulgência com as imperfeições humanas e perdoa as ofensas. Então, esse é o verdadeiro justo. Mas, é bonito, não é? Então, o salmo termina, só para a gente lembrar, com a bem-aventurança dos puros de coração, do verdadeiro justo, porque eles verão a Deus. O que é ver a Deus? Entrar em comunhão com o Altíssimo. Então, os puros de coração são os Espíritos puros que entram em comunhão com Deus.
Está lá na questão 112 a 114 do Livro dos Espíritos. Eles realizam a felicidade plena no seio de Deus. Entra em comunhão com o Altíssimo. É algo assim realmente… 8, 7, 9, né? Isso. 8, 7, 9. Está pequenininho, eu não estou conseguindo ver direito. Virou? Ótimo. Isso, qual seria o caráter do homem que praticasse a justiça em toda a sua pureza o do verdadeiro justo é exemplo de Jesus porquanto praticaria também o amor do próximo e a caridade sem as quais não há verdadeira justiça olha que coisa maravilhosa então toda vez que a gente encontrar a palavra justo nos salmos a gente tem que pensar na questão de O Livro dos Espíritos essa questão não pode sair da nossa cabeça esse é o verdadeiro justo e o modelo do verdadeiro justo o tipo mais perfeito de verdadeiro justo é Jesus questão 625 e ele é guia do que?
Ele é guia, ele vai nos guiar para que a gente se torne verdadeiro justo importante isso né porque praticamente todos os salvos vão falar do verdadeiro justo e do ímpio. O ímpio é o espírito imperfeito. Ele está em uma das dez classes de espírito imperfeito. Já deu uma facilitada, não é? É. Interessante. Depois eu vou falar sobre a caridade. Depois. Vamos lá. Então, esse conceito é importante. Agora, o que esse salmo traz? Ele traz, gente, eu acho que um tema que nós estamos vivendo agora. Uma crise humanitária na faixa de Gaza, uma crise humanitária no território da Ucrânia, uma crise humanitária de migratória, com políticas migratórias.
Uma crise humanitária de pobreza extrema em várias regiões do mundo, de exclusão de milhões e milhões de pessoas. E esse é um salmo em que Davi está dizendo assim, olha, a ordem social está abalada, a ordem social está abalada, a injustiça está comandando o mundo. E, então, eu devo me desesperar? Eu devo perder a esperança em Deus? Existe realmente uma justiça divina? E aí veja o que esse Salmo está dizendo. Ele está dizendo que quem governa o mundo é Deus. Quem governa o mundo é Deus. Mas a governança não está aqui.
A governança é uma governança vigilante que está no mundo original e imperecível, que é o mundo espiritual. Então, a justiça divina não se faz com atos políticos, ela não se faz de forma imediatista. A justiça divina se cumpre, mas às vezes ela demanda 300, 400, 500 anos. Às vezes ela demanda um ciclo reencarnatório para que ela possa se cumprir, porque ela é essencialmente espiritual. Ela não é um instrumento manipulado por mãos humanas. É porque ele diz assim, o trono do Altíssimo não está na Terra. Seria muita pretensão da nossa parte achar que nós somos instrumentos da justiça divina.
Isso é reduzir a justiça divina. Agora, veja, isso também não nos tira a responsabilidade de construir uma ordem social mais justa. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Então, Para que a Terra seja o reino dos céus, nós temos que construir uma ordem social justa. Nós temos que começar por nós. Começar em nosso coração, nos tornando um verdadeiro justo. Porque como que um espírito imperfeito vai construir uma ordem social justa? Se ele mesmo é imperfeito. Se nem ele mesmo consegue aplicar aquilo que ele quer transformar em lei social.
Ele quer construir uma ordem social justa, mas nem ele é justo. Ele quer construir um sistema econômico que não tenha desigualdade, mas ele é cheio de ódio, ele trata as pessoas de forma desigual. Então, como criar uma lei perfeita se os próprios legisladores são imperfeitos? Então, isso é uma ilusão. A obra da justiça começa primeiro em nós. Só bichos justos podem criar leis justas. Senão é de uma incoerência gigantesca e aqui a gente não está tirando o papel da lei que a lei tem um papel de controle um papel educador um papel de fomentar o progresso só que a gente não pode depositar toda a esperança nela porque ela é apenas um instrumento humano a nossa esperança tem que estar primordialmente no altíssimo esse é o tema do salmo Arudo, é interessante o que você está falando agora você fechou para o meu comentário Você terminou falando da esperança no Altíssimo.
O nosso último vir a ser foi sobre a esperança. E o nosso próximo vir a ser vai ser sobre a caridade. Você lembra que a gente conversou a respeito desses temas que nos parecem ser comuns e nos parecem ser temas que já dominamos? E que não precisam ser revisitados. E aí agora, nesse salmo de hoje, você está falando da nossa obrigação de tornar o mundo dentro da justiça social, de ter uma evolução, e aí ele propõe o amor ao próximo e a caridade como a característica desse justo. Isso aí como é que você vê, Aruto? Não é só amor ao próximo e caridade é justiça, amor e caridade porque não pode ser só justiça justiça, amor e caridade, então ele é totalmente justo, mas além disso ele tem o amor e a caridade e a caridade o Kardec teve que cuidar de perguntar, o que é a verdadeira caridade?
Para não ficar nenhuma dor porque a justiça e a amor todo mundo sabe o que é agora a caridade, aí eles falam benevolência para com todos indulgência para com as imperfeições perdão das ofensas, benevolência para com todos, porque se eu sou bom para com todo mundo, eu não vou perguntar o que se você está precisando de comida, o que quer ser bom? É te dar comida, se está precisando de agasalho é te dar agasalho, se está precisando de um conselho eu vou te dar conselho, porque bondade é isso, né é dar o que a pessoa necessita não é o que eu escolho dar é o que a pessoa necessita Então, eu tenho que saber o que ela está necessitando.
É de um conselho? É de um empurrão? É de um estímulo? É de comida? É de sapato? É de remédio? É interessante isso, não é? Mas, digamos… Eu fiquei pensando em não só as coisas, as materiais, né? É um conselho, uma oração, é tudo que a gente faz, né? Em prol do outro. E aí esse salmo, quando eu estava lendo, eu lembrei lá de Mateus 24, lá no finalzinho de Mateus, quando ele vai falar sobre o julgamento, né? Dos bodes e das ovelhas. E mais ou menos como ele está aqui, o ímpio e o juto. Lembrando também, acho que esse texto também está lá em João, quando ele fala, esse julgamento dos bodes e das ovelhas, até eu separei aqui, ele vai falar, estive nu e me vestisse, me deste de comer, quando que eu tive sede, bem isso que o Haroldo estava falando, sobre essa justiça e caridade naquilo que a pessoa precisa.
Lembrei também desse… do resgate, lá no final desse sermão profético, ele vai falar sobre o julgamento, acho que tem a ver também, porque ele vai falar que Deus é justo e que ele vai julgar. A gente viu aqui também de novo os três personagens, o ímpio, o justo e Deus. Está aí nessa lei de justiça. E aí lembrei desse último mandamento, a separação das ovelhas e dos botes. Isso. É porque, aí, Eleonora, é um tema muito importante, né? Realmente, o Salmo, ele está nos conclamando, a gente sempre fala isso, é um tema importante.
Não deposite toda a sua esperança em agentes humanos, sejam eles quais forem. Se eu deposito todas as minhas esperanças num expositor espírita, num médium, num líder religioso, num líder político, num líder humano, eu vou me decepcionar amargamente. Por quê? Porque ele é humano. Gente, essa tem sido, parece tão simples isso, mas tem sido um desafio para muitos espíritas. Espírita que estudou lá o livro dos espíritos, Deus, inteligência suprema, questão 13, atributos da divindade, e que estão colocando todas as suas esperanças em líderes políticos, em líderes religiosos.
É… Então, esse é um ponto, veja, nós estamos trazendo aqui, né? Daqui nós estamos estudando Salmo, né? Eu só estou falando isso porque o Salmo está falando isso. Ele falou assim, o que ele diz aqui? Ele diz que os fundamentos, não é isso que ele fala? Os fundamentos foram destruídos. Quais fundamentos, né? Tem um comentário no Talmud, está em Shabat 139, né? Que ele diz assim, quem comenta isso são os talmudistas, os fundamentos do mundo é a justiça, porque o que mantém a paz, a coesão social é a justiça. Se começa a reinar injustiça social, injustiça política, injustiça, qualquer tipo de injustiça, os fundamentos são destruídos, porque o mundo se sustenta sobre a justiça.
Mas veja, Quando os fundamentos se abalam, é nesse momento que a nossa esperança precisa se manter no altíssimo. Porque os fundamentos do universo estão no altíssimo, não estão na ordem social. Não é a ordem social de um planeta que sustenta a harmonia cósmica. Nossa, Haroldo, você está falando uma coisa tão óbvia, é tão óbvia, mas que gera tanta dificuldade. Tanta dificuldade. Não é a ordem social da Terra que sustenta a harmonia cósmica. Quem sustenta a harmonia cósmica é Deus. É o que Jesus fala para Levi lá no Bonó.
Levi, quem governa o mundo, é Deus. Quem governa o mundo é Deus. Isso é importante. Então, o que o Davi está dizendo aqui, olha, não tem mais justiça. Ou seja, eles dizem que talvez, nessa época aqui, quem fala isso é o Rashi. Que talvez ele escreveu esse salmo quando ele estava sendo perseguido por Saúl. E era uma perseguição injusta. Então, você vê, toda a lei, toda a justiça, o judiciário, toda a… Estava corrompido, Saúl. Então, todo o aparato estava sendo usado para perseguir, para cumprir injustiça, para promover injustiça social, muita corrupção, muita pobreza.
As coisas que nós estamos vivendo hoje no mundo. Então, ele olha para isso e fala assim, meu Deus, está tudo perdido. Porque se nem em Israel eu consigo ter um governo justo, uma justiça social justa, Se nem aqui eu consigo ter justiça, os fundamentos foram destruídos. E aí ele se volta para quem? Para o garantidor da harmonia cósmica. Mas como que Deus garante a harmonia cósmica, gente? Está lá no Brasil, coração do mundo, parte do Evangelho. Através da lei da reencarnação e do resgate. Foi isso que Jesus disse para Ismael, quando Ismael chorando falou sobre a escravidão.
Ele falou, acalma teu coração, Ismael. Acalma teu coração porque a justiça divina tem mecanismos. E aí, gente, nós sabemos dos mecanismos. Sabemos dos mecanismos. É por isso que hoje, eu lembro muito interessante, numa reunião mediúnica, um amigo perguntou para um preto velho, disse, nossa, a gente percebe que o senhor é um espírito tão elevado, tão elevado, e por que o senhor se identifica com um preto velho? Ele falou assim, porque foi nessa encarnação que eu aprendi o perdão aos adversários. Eu me apresento assim como maneira de honrar essa encarnação dolorosa, mas profundamente iluminativa que eu tive.
Olha que coisa linda, gente! Que espírito é esse? Em quais nações ele encarnou antes? Em que civilizações ele encarnou antes? O que ele fez? Que tipo de débito perante a lei divina ele tinha? Não sei. O que levou ele a essa condição? Então, nós não podemos ser ingênuos, né? Eu acho que o conhecimento espírita nos dá uma visão muito mais ampla da vida, muito mais ampla. E aí, Leandro, eu entro nesse campo que você estava dizendo. Há um julgamento divino. Há. Há um julgamento divino. O que isso quer dizer? Ninguém engana Deus.
Eu não negocio com a lei divina. Mas eu acho que é certo. Eu fiz isso porque eu acho que é certo. Problema seu. Problema seu. Quem define o que é certo e errado é Deus. É a lei divina. E a lei divina é justiça, amor e caridade. Se você se afastar da justiça, do amor e da caridade, está errado. E você será obrigado a corrigir o erro, concordando ou não concordando. Porque Deus não precisa da nossa concordância para que a lei justida divina se cumpra. A lei divina é para todas as criaturas do universo. Gente, é muita gente.
É muita gente. Não é só a humanidade terrestre. São todas as humanidades. Cada planeta com a sua. Todas têm que obedecer a lei divina. Então, não adianta. É por isso que o espírito desencarna quando ele olha para o perispírito dele o perispírito dele está com todas as marcas dos erros que ele cometeu ninguém engana Deus ninguém engana Deus você pode enganar uma multidão eu posso viver uma vida de fantasia eu posso viver uma vida em que eu enganei milhares e milhares de pessoas mas eu não engano o Altíssimo não engano altíssimo agora veja quando diz que Deus julga não está falando que ele massacra não está falando que ele destrói não, porque julgar é discernir, julgar é isso que você fez é certo isso que você fez é errado e o que você fez de errado vai ter que acontecer o que?
Você vai ter que reparar o mal você vai ter que arrepender você vai ter que espiar Para quê? Para que você seja destruído, massacrado? Não. Para que você se torne um espírito puro. Então, não adianta. Não adianta a gente ficar brincando com Deus. Ah, mas eu enganei 100 mil pessoas, todas acreditadas. A lei divina, ninguém engana. Por isso que eu recomendo aqui uma obra magistral, que é o livro Justiça Divina, do Emmanuel. Justiça Divina. A gente não pode confundir justiça humana com justiça divina. Por quê? Porque a justiça humana é composta de juízes humanos, espíritos imperfeitos, que estão em uma daquelas dez classes.
Gente, vamos com calma, né? Vamos com calma. Vamos com calma. Nós respeitamos as instituições, nós temos um dever… de transformar a ordem social. Nós temos um dever de transformar as instituições, mas não fique imaginando que instituição de um mundo de expiação e prova que mantém a harmonia do universo. Quem mantém a harmonia do universo são os mundos celestes. Não são os mundos de expiação e prova. Os mundos de expiação e prova só dão trabalho, só dão dor de cabeça. Ai, ai Estão tão calados, acho que eu fui tão duro Está todo mundo De repente o Haroldo Virou juiz Não, eu vou É o prefeito É o aprendizado, né?
É o aprendizado. Eu gostei que o Arudo falou assim, o óbvio precisa ser dito, né? Que quem governa o mundo é Deus, a gente estuda isso, a gente sabe isso, né? E aonde que está a dúvida? E a primeira vez que eu li esse salmo, e agora de novo me chamou a atenção, a confiança está nos primeiros ali, os versículos. Que diz assim, como é que eu posso, como podeis dizer-me, foge para os montes, passarinho, se eu me abrigo em Deus, né? Eu me abrigo em Deus, então eu não posso fugir. E esse fugir, que a gente pode pensar hoje, né?
Nós, em nossa vida, fugir é esse realmente, esse não se importar, né? Essa neutralidade. Nos momentos que está, assim, esse caos, essa turbulência, o que o espírita pode dizer? Não, eu não quero nem me envolver com isso. Onde a gente tem que se envolver, né? Nas instituições que nós somos chamados, em nosso trabalho, em nossa família, se envolver com a… com o bem, com o trabalho, com aquilo que a gente é chamado a fazer. Porque a primeira coisa que a gente diz assim, não, está todo mundo errando ali, nem quero entrar nesse problema.
E, na verdade, às vezes é ali mesmo que a gente é chamado a atuar. Então, o que me chamou a atenção é esse não fugir, esse não fugir daquilo que a gente foi chamado nesse momento de transição, porque a gente confia. O Kinkas Veloso… lá de Monte Carmelo, irmão do Marival Veloso, foi nosso presidente da Federação Espírita de Minas. O Quincas Veloso me contou um caso maravilhoso. Dizer que, uma vez lá em Iberá, um mendigo começou a dormir na porta do escritório do trabalho dele. E aí ele… Nossa, como é que eu vou ajudar?
Coberta, lá no alimento… e parece que eles articularam para conseguir um lugar para essa pessoa ficar, para essa pessoa em situação de rua poder ser acolhida e ali ser resolvida a vulnerabilidade social dela. E aí, quando eles conseguiam ajeitar tudo para a pessoa, essa pessoa fugiu, foi embora, sumiu. E aí ele ficou com aquilo na cabeça, falou, gente do céu, A gente conseguiu um abrigo, conseguiu tudo para a pessoa, um lugar para ela morar, para ela dormir, para ela reconstruir a vida. Ficou com aquilo. Ele foi perguntar para o Chico.
E aí, o Chico falou assim, ô Kinkas, esse irmão carrega uma culpa tão grande que, nessa encarnação, ele não vai conseguir receber o auxílio. Ele não se permite receber o auxílio, ele vai ser um andarinho para o resto da vida. Por quê? Porque está fugindo da própria consciência, está fugindo. E veja, Eleonora, esse é um jeito ruim, porque é assim, errou, ergue a cabeça e resgata, repara o mal, depende, expira, corrige, de cabeça erguida. Porque a lei divina tem infinitos caminhos para nos regenerar. Nós não precisamos fugir.
Só que é o que acontece. Eu vou citar um outro exemplo aqui. Aquele espírito que tinha pontos escuros no seu perispírito, cada ponto escuro era uma memória holográfica de aborto que ela tinha provocado. Na função como profissional da saúde, ela promovia abortos, né? E aí ficava ali aquele… era um arquivo zipado. Está ali no perispírito dela. Quando você acessava um pontinho daquele, você via a história toda. Então, não está gravado fora. Eu não tenho que pedir para a Polícia Federal pegar seu celular, seu… Não, está no seu perispírito.
A prova está gravada em você. E aí, o que acontece? O chefe da segurança falou, Ô, André, não tem condição de ser acolhida. Ela está fugindo, ela não quer. Ela não quer ser acolhida. Então, vira uma andarilha. Fica ali peregrinando pelo umbral. Por quê? Porque não se arrependeu, não está disposta a reparar o mal e nem a espiar. A falta cometida. Então, vai ficar fugindo. Mas aí eu já estou adiantando outro tema, acho que a gente pode deixar para o próximo tema, que é quando fala que vai descer ventos de brasa. É…
fogo e enxofre. É o vento abrasador, ou brasas, na verdade, é um vento abrasador, fogo e enxofre. É o que cai sobre o ímpio. Mas aí nós vamos ter que pegar o que significa isso, porque foram as três penas que caíram sobre Sodoma. Vento abrasador, fogo e enxofre. Era a punição. A punição de Sodoma, a gente vai ver o que significa isso. É… mas está relacionada a isso. O vento abrasador, o fogo e o enxofre levam a pessoa a fugir. Fugir dela mesma, fugir de Deus, fugir da própria regeneração. Então, eu sempre, eu acho que, num olhar assim, misericordioso, eu sempre digo, olha, é melhor você estar resgatando, chorando, mais humilde, do que estar fugindo do erro.
Porque eu prefiro orar para Deus e falar, Senhor, eu sou imperfeito, estou resgatando aqui, me aceita. Porque isso é um ato de se aproximar, é um ato de aproximação. Do que entrar num orgulho, numa rebeldia e ficar fugindo, fugindo de si mesmo, fugindo da vida. Para que isso? Eu noto, Haroldo, noto em mim, noto nos atendimentos. Que essa coisa da gente querer fugir das responsabilidades, o medo da responsabilidade daquilo que fez, isso realmente é uma… Às vezes a gente tem esse viés, essa marca de ocultar o mal feito, ocultar aquilo que é a nossa deficiência, e ocultar os nossos erros e tal.
Ontem eu assisti um filme, talvez você tenha assistido, é a história de um advogado negro, Roman, você já assistiu no Netflix? Não sei se eu vou falar certo, Roman J. Israel, é o caso de um advogado que ele tinha um ideal, como advogado, na defesa das causas dos mais humildes, etc., e ele vai tanto sofrer, e ele rompe com o código de ética do advogado. E daí ele pratica um crime que traz a ele um benefício, mas aquilo depois, Haroldo, ele não conseguia resolver. E ele toma uma atitude, eu não vou dar o spoiler, quem tiver Netflix assiste, nesse sentido de assumir a responsabilidade sobre aquilo que ele tinha feito.
Então, é interessante que o Debroso tenha assistido esse filme ontem e a gente está falando desse processo nosso de… dessa justiça, desse homem verdadeiro justo. É desafiador, não é, Haroldo? Porque o mundo… Porque, a priori, nós não vamos só ser julgados por Deus, nós vamos ser julgados pelo mundo e nem sempre a justiça humana. E a justiça humana não vai ter essas características da justiça divina. Então, não sei como a gente junta isso, Arandro, porque você tenta fugir da justiça humana. E aí acaba fugindo da justiça divina.
Só que ninguém foge da justiça divina, Júlio, porque o cerne da justiça divina é o amor. Então, é como se fosse assim, a gente tem o tronco, aí eu tenho aqui braços e pernas. Então, o amor é o tronco. Os braços são a justiça e as pernas são a caridade. Então, o amor é a essência. O amor é a essência. Então, Deus não se dirige aos seus filhos assim, vou te prender, vou te fazer sofrer. Vou acabar com você. Não. Ele se dirige aos filhos assim. Filho, filha, eu vou te regenerar. Eu vou te regenerar. Que é o encontro de Paulo com Jesus.
O que impressiona no Paulo? Aquele trecho, eu acho que nós precisamos ler. Podia trazer semana que vem. Esse trecho? Porque, ao contrário do que todo mundo imagina, o que é que todo mundo imagina? Que Jesus apareceu brilhando como um sol e falou assim, bonito e só, me perseguindo. Você sabe com quem você está falando? Não. Não. O Emmanuel, nós vamos ler os parágrafos, o Emmanuel fala assim, a entonação de amor, o amor do Cristo por ele, grande, que ele ficou constrangido, constrangido. E a abordagem de Jesus foi, Saulo, por que me persegues?
Por que? Veja, eu vou trazer uma outra cena, livro Libertação. Vocês lembram disso? No final, porque o Claríncio vai conversando, vai levando com muito jeito, com muito respeito o Gregório. Ele não afronta o Gregório em nenhum momento. Vocês lembram disso? Ele vai lá, pede permissão para tratar. Não tem afronta. Não tem guerra santa. Só que, no final, o Gregório perde. Claro. Toda vez que você brigar com o amor, você vai perder. Porque o amor vai ganhar. O amor sempre vence. O amor venceu. Então, ele fica tão bravo.
Que o Clarencio senta, assim, eles estão na oração, e ele tira uma espada. Vocês lembram disso? Ele fala, eu vou dar uma missão agora, agora eu vou mostrar a filha de Clarencio. Vai dar um tablé, filha de Clarencio. Aí, a Matilde materializa e fala para ele assim, ah, você vai brigar? Então, vem. No momento que o Gregório vê a Matilde de braços abertos, falando assim, você é o valentão? Você que é o valentão de espada na mão? Não. Então vem brigar com o amor que eu tenho por você o valentão vira uma criança cai de joelhos como que você resiste a um amor transcendental como que você resiste a um amor sobre humano como é que resiste adormece com uma criança ela pega ele nos braços e leva não tem soco não tem espada não tem agressão isso só existe no nosso imaginário de espírito imperfeito esses não são os instrumentos da justiça divina agora é o seguinte é o seguinte tem fogo e enxofre tem choro e ranger de dentes por quê?
Porque todo o mal que eu criei eu mesmo tenho que lidar com ele todo o mal que eu criei eu que tenho que lidar com ele então não é porque Deus está te castigando é você que tem que lidar com o mal que você mesmo criou eu fui hoje aqui fazer um café aí derrubei derrubei o filtro caiu pó nossa senhora meu Deus Claro que eu vi aqui e falei, meu Deus do céu, mas misericórdia, 15 minutos aqui para limpar essa sujeira. Eu com fome, vou até tomar um café, comer o pãozinho, aí tive que pegar um pano e limpar aquele pó de café, e água quente, e queimei um pouquinho.
Dez minutos para limpar a sujeira que eu fiz. Não foi Deus que derrubou. Não foi. Não foi. Eu tinha que limpar a sujeira que eu fiz. E nesse exercício diário, Arudo, hoje de manhã, a gente deu uma lição que falava disso, como é que chama? Da limpeza, né? Nesse exercício diário, das coisas comezinhas, a gente vai aprendendo a limpar nós mesmos, né? É. Eu acho que é assumir as responsabilidades grandes, nas pequenas responsabilidades, né? Naquilo que você sujou, você limpa, naquilo que você usou, você guarda, naquilo que você comprou, você paga.
Enfim, e assim a gente vai nesse processo de melhoria, né? Na nossa vida, né? Nós lemos hoje de manhã, foi o Alvorada Cristã, o anjo da limpeza, onde a menina queria muito estar com Jesus, e ela orava muito por isso. Aí ela teve um sonho, e Jesus a convidou para trabalhar na limpeza da rua. Mas imediatamente ela já pegou as coisas e começou a limpar mesmo, né? E foi, foi, foi, que aí as pessoas começaram a ver que realmente ela era um anjo, da limpeza, mas uma limpeza física o texto trazia e muito nesse contexto quando o Haroldo falou e eu queria voltar a essa parte quando fala pra gente não fugir porque pra mim o que tocou foi isso quando a gente lembra a história de Saulo, que vira Paulo mas é esse convite que Jesus fez pra Anania, sabe?
Que assim, vai lá e vai trabalhar ele disse, não, mas eu não quero, não, esse trabalho não, e aí ele podia fugir ou seguir, né, eu não sei essa semana eu conversei com várias pessoas, uma que foi convidada para assumir uma casa espírita que estava numa condição muito difícil e ela era a pessoa mais indicada e todo mundo achando que sim, e ela dizia não, mas a minha vida está tão tranquila sabe? e E eu acho que se não fugir nessa hora, tem o que a gente está espiando, tem o que a gente está pagando, mas tem também os convites ao trabalho, que também são oportunidades.
E quando eu li esse texto já, de imediato, eu lembrei isso mesmo. Se está vindo o convite para você… Espiação ou prova, né? Mas está vindo o convite para você… assumir um trabalho agora, esse momento, para a gente não fugir, mesmo que a situação está tudo difícil, o mundo está todo complicado, mas se está vindo convite para trabalhar, a hora é agora. Você me fez lembrar de uma mensagem que está no Antologia Mediúnica do Natal. É uma mensagem que Humberto de Campos descreve a desencarnação de Simão Pedro, o apóstolo.
E nessa desencarnação do Simão Pedro, tem uma pessoa que fica ali atiçando, que era um centurião. Foi muito grosseiro. E o Simão Pedro crucificado, de cabeça para baixo, a desencarnação da Oró, ele entra numa saudade. Mas, o que é bonito ali? Simão Pedro desencarna. Olha isso. O Cristo recebe Simão E vai para uma instância de paz e descanso nas esferas superiores. Um resort nas esferas superiores. E fica com Simão Pedro uma semana. Uma semana. E retira-se de uma esfera espiritual. Nessa instância. Num retiro. Num vir a ser…
de sete dias com Jesus. Não é com Júlio, com Jesus. Sete dias. Ao final de uma semana, Jesus se prepara para sair. Simão fala, Senhor, um outro só vai? Está tão bom! Está tão bom, Senhor! Ele fala, Simão, quanto a você descansa hoje o tempo que você julgar necessário. Olha que coisa linda. Olha que respeito ao indivíduo. Olha que respeito à consciência. Olha que respeito à individualidade. Descansa o tempo que você julgar necessário. Quanto a mim, enquanto houver uma lágrima no mundo, eu não vou descansar. Aí o Simão levantou e falou, então, assim…
Eu vou também. Não vou ficar, não, viu? Já descansei, tá bom. Uma semana, esse negócio é maravilhoso. Então vamos, Simão. E foi com ele pra Roma. Chegou lá, é como… Era o danado do centurião. O danado do centurião. Que na semana anterior ficou uma pedrinha no sapato. É na hora que o Simão viu o centurião e falou, nossa… Não é possível que Jesus está me trazendo. Me tirou lá do risote, no mundo espiritual, para me cuidar desse indivíduo. E aí o indivíduo estava com o filho praticamente morrendo, com febre. Agora, ajoelhado, arrependido, quase convertido ao cristianismo e sabendo quem foi Simão Pedro.
Que ele participou da morte. Aí Jesus, filho, falou, aí Simão, ele está orando, pedindo seu auxílio. Vamos ajudar, meu filho? Vamos ajudar? E aí Simão ajuda o filho do centurião, como Jesus cura o filho do centurião. E esse centurião se converte ao cristianismo. Esses são os mecanismos da justiça divina. Porque o fundamento dela é o amor. Não é o ódio, não é a vingança. É, eu vim para que tenhais vida, e vida em abundância, não é, Haroldo? Não é o aspecto da justiça, ela está totalmente voltada a recalcular a rota do indivíduo.
Ou seja, sem que surpreendamos Deus, sem que a gente esteja atrasado à mercê das nossas paixões. Ou seja, essa coisa de fazer um Deus a nossa semelhança e não a nossa semelhança dele. É diferente. Mas bacana. Acho que dá bastante reflexão. Semana que vem vamos pegar mais esses materiais que a gente falou para dar mais um salmo. É uma ideia de ler esse texto do… do caminho ficamos com duas promessas a gente releu o Paulo Estevam e o Haroldo ele vai trazer sobre Sodoma e Gomorra também que já ficou a promessa o vento de brasas, fogo e enxofre que são esses três elementos aí do resgate do doloroso resgate do ímpio mas cuja função não é machucá-lo é regenerá-lo Porque a justiça divina Transforma todo o ímpio Em justo Eu fiquei com uma coisa lá do início também Que foi quando ele fala Do fugir para os montes Eu lembrei também que lá em Mateus 24 tem a questão Só que aí o aconselhamento é que fugam para os montes Então eu fiquei assim O que é que significa isso?
Como é que a gente pode interpretar o fugir para os montes Na linguagem bíblica Porque tem aí mais essa Para a próxima Vamos lá? Vamos lá. Um abraço, meus amigos. Muito bom, amigos. Gratidão, Aroldo. Gratidão, Júlio. Um ótimo final de semana. Abraço para todos. Abraço. Um abraço, pessoal. Um abraço. “
Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.

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