Neste episódio da série de estudos do Velho Testamento, Haroldo Dutra Dias aprofunda-se no Livro dos Salmos, trazendo uma perspectiva espírita para a compreensão da justiça divina. O estudo se concentra no Salmo 11, que aborda a confiança em Deus e o clamor dos justos pela justiça divina diante da prosperidade dos ímpios.
O que é estudado neste episódio
- O Salmo 11 e a Justiça Divina: A discussão inicia com a análise do Salmo 11, que expressa o anseio pela justiça de Deus e a perplexidade diante da aparente prosperidade dos ímpios. Haroldo Dutra Dias destaca que os profetas do Velho Testamento clamavam por uma resposta divina, que seria plenamente revelada na figura de Jesus no Novo Testamento.
- A Conversão de Saulo à Luz da Justiça Divina: Para ilustrar a natureza da justiça divina, o estudo mergulha na passagem da conversão de Saulo de Tarso, conforme narrado no livro “Paulo e Estêvão” de Emmanuel, psicografado por Chico Xavier.
- A Postura de Jesus Diante de Saulo: É enfatizada a abordagem de Jesus a Saulo, que não é de repreensão ou rigor, mas de amor, doçura e compaixão, mesmo diante de um perseguidor. A descrição de Emmanuel ressalta a “luz balsâmica” e o “tom de voz de inconcebível doçura” de Jesus, que contrastam com a imagem de um julgador punitivo.
- A Dor como Instrumento de Purificação: A partir da fala de Jesus a Ananias sobre o quanto Saulo deveria padecer, o estudo aborda a dor como um instrumento de purificação e expiação. Haroldo Dutra Dias explica que a dor é o “cinzel de Deus” para esculpir o espírito, sendo o último recurso quando outros chamados ao bem são ignorados.
- A Diferença entre Justiça Humana e Divina: É feita uma distinção clara entre a justiça humana, que visa punir e controlar socialmente, e a justiça divina, cujo objetivo é purificar o espírito e conduzi-lo à evolução. A justiça divina é permeada pelo amor e pela sabedoria infinitos de Deus.
- O Tempo da Dor e a Resistência do Espírito: A duração da dor é apresentada como proporcional à rebeldia do espírito. Quanto mais recalcitrante, mais tempo o espírito permanece no sofrimento, lutando inutilmente contra as forças que o impulsionam à evolução.
- As Consequências das Escolhas: O estudo reflete sobre as escolhas de Saulo e as consequências de seu extremismo religioso, que resultaram na morte de Estêvão e Abigail e em prejuízos para o cristianismo. Embora Deus sempre ofereça o melhor caminho, as escolhas humanas podem atrasar o processo evolutivo.
Reflexões
- A justiça divina, ao contrário da humana, não busca a punição, mas a purificação e a elevação do espírito, sendo sempre permeada pelo amor e pela misericórdia infinitos de Deus.
- A dor, embora difícil de aceitar, é um instrumento de Deus para a evolução, especialmente quando o espírito ignora outros chamados ao bem, e sua duração é proporcional à resistência do indivíduo.
- As escolhas individuais têm impacto coletivo. Embora Deus sempre ofereça o melhor caminho, as decisões humanas podem atrasar o progresso espiritual de muitos, gerando “tristeza” divina pela perda de oportunidades de crescimento mais suave.
Ler transcrição do episódio
Espero que Jesus esteja agora sorrindo. Júlio, Júlio, por que me persegue, Zaroldo? Vamos lá, levanta. Levanta. Eu não vou. Persegue para o bem, gente. Por menos. Vamos lá, levanta e vai para a cidade. Ai, Jesus. Bastante trabalho para ser feito, né? No nosso caso, ele está assim, Lázaro, sai do tubo. Ele se movimenta. Lázaro, sai do tubo. Olá, boa tarde amigos, todos bem-vindos a mais um estudo de Salmos, a luz da doutrina espírita. Bem-vindo, Arudo, bem-vindo, Júlio, como estão? Tudo bem? E fazendo já essa semana mais um Salmos, nós vamos melhorando, hein?
Estamos ganhando estrelinha já. O Arudo entusiasmou. Ele prometeu umas coisas para a gente hoje. Pois é, pois é. O pessoal gostou muito do salmo passado também. Gostou muito. E na semana passada nós demos início ao salmo 11, um salmo de confiança. A gente falou bastante sobre confiança, começamos a leitura dele e começamos algumas reflexões. E hoje, conforme o prometido, vamos trazer essas surpresas vindas de Paulo Estevam. Exatamente. O nosso objetivo aqui, a gente prometeu, é trabalhar aquele aspecto da justiça divina, quando a justiça divina se faz, e a gente confunde muito com a justiça humana.
Eu me recordei dessa passagem aqui porque todo mundo conhece a história. Saulo se dirigia a Damasco para prender Ananias, que havia convertido sua noiva, Bigaril, e ele está tomado de ódio pelo cristianismo. Então, ele sai nessa expedição. Mas, assim, não é isso, né? O que a gente quer destacar aqui não é esse enredo, essa história, que todo mundo já conhece de cor. Mas são alguns detalhes da postura psicológica de Jesus ao procurar Saulo. Qual é a postura do Cristo ao conversar com Saulo? Porque nós criamos uma imagem que é completamente diferente, não é essa a realidade.
Então, a gente imagina Jesus vindo ao encontro do Saulo, para repreender, para usar de rigor, não é essa a questão. Definitivamente não é essa. E aí, como nós comentamos no episódio anterior, um dos aspectos mais extraordinários da justiça divina é que na justiça divina está o amor infinito do Criador. E isso, para nós, é algo difícil de harmonizar. É só Deus mesmo para harmonizar o rigor pleno com o amor infinito. Isso foge da nossa capacidade humana de exibir essa qualidade. Mas é claro, né? Seria uma pretensão nossa querer expressar qualidades de Criador, né?
Seria quase que um desatinho da nossa parte. Então é interessante a gente ver essa passagem, eu separei esse trechinho para a gente poder ler. Isso aí. Mas Haroldo, Me conta de novo, o que te fez conectar com os salmos essa passagem? Para eu entender de novo, para eu pegar. Esse salmo que nós estamos estudando, fala o clamor da prosperidade dos ímpios, é o justo clamando pela justiça divina. Que a justiça divina seja feita. O salmista que está clamando, Ele não sabe o que é a justiça divina. Esse é um ponto importante.
Os profetas do Velho Testamento estão batendo a porta da casa paterna, como diz Emmanuel. Qual será a resposta divina? Nós vamos encontrar isso no Novo Testamento, na figura do Cristo. A figura do Cristo é a resposta a todas as milhares de perguntas feitas no Velho Testamento. É a resposta a todos os clamores feitos pelos salmistas. Então, o clamor aqui é que a justiça divina seja feita e que os ímpios sejam julgados. Tá bom, como é que é isso? Como que é isso? Então, nós trouxemos um exemplo aqui, ninguém melhor para exemplificar isso do que Salmo.
Está perseguindo, a perseguição dele está provocando morte de cristãos, muitos estão perdendo tudo como é o caso de Áclio e Clíscito que nós vamos ver mais adiante e aí, qual que é a postura de Jesus diante de um salvo que se tornou um ímpio, que prega a lei mas não vive os seus mandamentos como é que essa justiça divina se faz? É isso que nós vamos ver aqui hoje vamos lá então vamos lá aqui fala assim Em dado instante, todavia, mal despertada das angustiosas cogitações, sente-se envolvido por luzes diferentes da tonalidade solar.
Olha isso! Então, ele já estava num processo reflexivo, Emmanuel descreve o estado psicológico dele, ele estava mergulhado num processo angustioso de pensamento, de reflexão, de vida. Tem a impressão de que o ar se fende como uma cortina, sob pressão invisível e poderosa. Intimamente, considera-se presa de inesperada vertigem. Então, realmente está lá, não é? Uma ampliação de consciência. Considera-se presa de inesperada vertigem, após esforço mental persistente e doloroso. Quer voltar-se, pedir o socorro dos companheiros, mas não os vê, apesar da possibilidade de suplicar o auxílio.
Jacó, Demétrio, socorra-me! Grita desesperadamente. Mas a confusão dos sentidos lhe tira a noção de equilíbrio e tomba do animal ao desampar sobre a areia ardente. A visão, no entanto, parece dilatar-se ao infinito. Então, ele está tendo uma visão espiritual. Ele está parcialmente desdobrado. Outra luz lhe banha os olhos deslumbrados. E no caminho que a atmosfera rasgada lhe desvenda, vê surgir a figura de um homem de majestática beleza. Olha isso. Majestática beleza. Dando-lhe a impressão de que descia do céu ao seu encontro.
Sua túnica era feita de pontos luminosos. Os cabelos tocavam nos ombros. A Nazarena. Os olhos magnéticos. Agora, o que é importante? Imanados de simpatia e de amor. Olha o que os olhos de Jesus transmitiam. Simpatia. Mas, simpatia para o percebidor… simpatia por um ímpio, simpatia e de amor, iluminando a fisionomia grave e terra. E que é várias descrições de Emmanuel nesse livro, e não há dois mil anos, sobre Jesus. Essa é uma característica de Jesus, né? Jesus tem uma expressão grave, muito séria, mas, ao mesmo tempo, de muita ternura, de muita meiguice, que são duas características difíceis de você equilibrar.
Então, olhos magnéticos emanados de simpatia e de amor, iluminando a fisionomia grave e terna, onde pairava uma divina tristeza. Divina tristeza. Olha isso. O doutor de Tarso contemplava com espanto profundo. E foi quando… Agora, olha aqui. Numa inflexão de voz. Inesquecível, o desconhecido se fez ouvir. Saulo, Saulo, por que me persegues? O moço Tarcense não sabia que estava instintivamente de joelhos. Olha a autoridade moral. Sem poder definir o que se passava, comprimiu o coração numa atitude desesperada. Incoercível sentimento de veneração apossou-se inteiramente dele.
O que significava aquilo? De quem o vulto divino que entrevia no painel do firmamento aberto e cuja presença lhe inundava o coração, precipite de emoções desconhecidas. Enquanto os companheiros cercavam o jovem Genuflex, sem nada ouvirem nem verem, não obstante haverem percebido a princípio uma grande luz no alto quer dizer, só ele estava vendo só Salmo Salmo interrogava em voz trêmula e receosa quem sois vós senhor? Agora olha isso aqui aqui começa aureolado de uma luz balsâmica luz balsâmica bálsamo é uma coisa que você usa para colocar em ferida bálsamo é uma coisa que você usa para alguém que está machucado.
É calmante, né? É calmante. Aureolado de uma luz balsâmica e num tom de voz de inconcebível doçura, inconcebível doçura, o Senhor respondeu, eu sou Jesus. Inconcebível doçura. Eu chamo a atenção sobre isso, porque aqui, gente, Saulo está sendo julgado. Aqui é o julgamento. Acabou Saulo. Daqui para frente é Paulo. Acabou, acabou. Então, essa coisa de violência, de truculência que a gente imagina e que alguns de nós até defendem, e ágil, é incompatível com Jesus, num tom de inconcebível doçura. Aí ele fala, então, viu-se o orgulhoso, inflexível doutor da lei curvar-se para o solo em pranto convulsivo.
Disse-lhe que o apaixonado rabino de Jerusalém fora ferido de morte, experimentando num momento a derrocada de todos os princípios que lhe conformaram o espírito e o nortearam até então na vida. Diante dos olhos tinha agora e assim aquele Cristo magnânimo e incompreendido. Os pregadores do caminho não estavam iludidos. A palavra de Estevão era a verdade pura. A crença de Abigail era a senda real. Aquele era o Messias. A história maravilhosa da sua ressurreição não era um recurso lendário para fortificar as energias do povo.
Agora ele está vendo Cristo vivo. Sim, ele, Saulo, via-o ali no esplendor de suas glórias divinas. E que amor deveria animar o coração, cheio de augusto misericórdia, para vir encontrá-lo nas estradas desertas. A ele, Salmo, que se arvorara em perseguidor implacável dos discípulos mais fieles. Na expressão de sinceridade da sua alma ardente, considerou tudo isso na fugacidade de um minuto. Quer dizer, falou, que amor, né? Ele vive aqui. Experimentou invencível vergonha do seu passado cruel. Uma torrente de lágrimas impetuosas lavava-lhe o coração.
Quis falar, penitenciar-se, clamar suas infindas desilusões, protestar fidelidade e dedicação ao Messias de Nazaré, mas a contrição sincera do Espírito arrependido e dilacerado embargava-lhe a voz. Agora aqui, atenção. Foi quando notou que Jesus se aproximava. E, contemplando-o carinhosamente, o mestre tocou-lhe os ombros com ternura, dizendo com inflexão paternal, não recalcitres contra os aguilhões. Inflexão paternal, não recalcitres contra os aguilhões. Saulo compreendeu. Desde o primeiro encontro com Estevão, forças profundas o compeliam a cada momento e em qualquer parte à meditação dos novos ensinamentos.
O Cristo chamara-o por todos os meios e de todos os modos. Sem que pudesse entender a grandeza divina daquele instante, os companheiros de viagem viram-no chorar mais copiosamente. O moço de Tarso soluçava, ante a expressão doce e persuasiva do Messias Nazareno, considerava o tempo perdido em caminhos escadrosos e ingratos. Doravante necessitava reformar o patrimônio dos pensamentos mais íntimos. A visão de Jesus ressuscitado, aos seus olhos mortais, renovava-lhe integralmente as concepções religiosas. Certo, o Salvador apiedara-se do seu coração leal e sincero, consagrado ao serviço da lei, e desceram da sua glória, estendendo-lhe as mãos divinas.
Ele, Sal, era a ovelha perdida no resvalador das teorias escaldantes e destruidoras. Jesus era o pastor amigo, que se dignava a fechar os olhos para os espinheiros ingratos, a fim de salvá-lo carinhosamente. Num ápice, o jovem rabino considerou a extensão daquele gesto de amor. As lágrimas botavam-lhe do coração amargurado, como a linfa pura de uma fonte desconhecida. Ali mesmo, no santuário Augusto do Espírito, fez o protesto de entregar-se a Jesus para sempre. Recordou de súbito as provações rígidas e dolorosas. A ideia de um lar morrera com Abigail.
Sentia-se só e acabrunhado. Doravante, porém, entregasse-lhe ao Cristo como simples escravo do seu amor e tudo envidaria para provar que sabia compreender o seu sacrifício, amparando-o na senda escura das iniquidades humanas, naquele instante decisivo do seu destino. Banhado em pranto, como nunca lhe aconteceram na vida, fez ali mesmo, sob o olhar assombrado dos companheiros e ao calor escaldante do meio-dia, a sua primeira profissão de fé. Senhor, o que queres que eu faça? Aquela alma resoluta, mesmo no transe de uma capitulação incondicional, humilhada e ferida em seus princípios mais estimáveis, dava amostras de sua nobreza e honra.
Encontrando a revelação maior, em face do amor que Jesus lhe demonstrava solícito, Saulo de Tarso não escolhe tarefas para servir na renovação dos seus esforços de homem. Entregando-se de alma e corpo, como se fora ínfimo servo, interroga com humildade o que desejava o mestre da sua cooperação. Agora, atenção de novo. Foi aí que Jesus, contemplando-o mais amorosamente e dando-lhe a entender a necessidade de os homens se harmonizarem no trabalho comum da edificação de todos, no amor universal, em seu nome, esclareceu generosamente.
Levanta-te, Saulo, entra na cidade e lá te será dito o que te convém fazer. Então, o moço Tarsense não mais percebeu o vulto amorável, guardando a impressão de estar mergulhado num mar de sombras. Prospernado, continuava chorando, causando piedade aos companheiros. Esfregou os olhos como se desejasse rasgar o véu que lhe obscurecia a vista, mas só conseguia tatear no seio das trevas densas. Aos poucos, começou a perceber a presença dos amigos, que pareciam comentar a situação. Ai, ai, a gente não quer nem interromper, né?
Porque é de uma grandeza tão assim que… Que palavras bem escolhidas, que… Então, isso, isso é a justiça divina. Então, a gente cria a imagem de um julgador arrogante, de um julgador que vem humilhar, que vem ferir, né? E a gente se espanta com essa postura de Jesus. É isso, gente. Não, e ele começa, né? Eu tenho aqui marcado, de algum outro estudo, que Jesus só faz quatro perguntas, né? São quatro páginas aqui, a narrativa toda, e que Jesus só fala mesmo, quatro frases, assim, sucintas, mas o que ele sente, né?
O que ele radia e o que o Paulo sente, Emmanuel consegue ali, ele faz essa tradução do que Paulo sente ali, com a presença dele. Mas Jesus mesmo só profere quatro frases curtas e começa com uma pergunta, em vez de uma acusação, quando você fala sobre um… Ele indo ali fazer uma condenação, um julgamento, mas ele chega perguntando, Salvo, por que me persegue? Nossa, Arouca, muito bacana de se estudar, sobre justiça divina, analisando a postura de Jesus diante de Salvo. É… e quanto também talvez ele tivesse tido um contato com isso quando Estevão o perdoa também né seria uma passagem também né grandiosa né é apedrejamento de esteve eu acho interessante a gente a gente olhar por esse prisma né a gente A gente vê que a tônica do salmista Samuel vai girar em torno disso, dessa busca pela justiça divina, pelo reconhecimento do amor divino, pelo reforço disso.
Existe um trabalho de reforço. Eles estão reforçando essa fé, essa crença desse Deus. E por que a gente… e o que que a gente tem essa dificuldade né com a justiça divina você teria uma ideia assim numa análise sua porque nós temos a dificuldade com a justiça divina porque que nós entendemos que ela é punitiva né seja mesmo alguns relatos bíblicos se nota é uma percepção também desse desse Deus né é Por que você acha que no processo nosso, isso é uma etapa normal, é uma etapa da aprendizagem? Como é que é isso? Está fechado o seu ódio.
Acho que falando, psicologicamente falando, tão logo a gente se percebe como uma individualidade, nós temos um impulso de proteger a nossa individualidade. Nossa vida, nossa integridade corporal, etc., etc., etc., Esse impulso de nos proteger, esse impulso de autopreservação, ele acaba saindo da medida e ele se transforma no egoísmo, né? O egoísmo e o orgulho, que são esse impulso exagerado. Mas, no meio desse impulso de autopreservação, a primeira noção que surge no Espírito é o senso de justiça, né? Só que é um senso de injustiça pela metade.
Então, a primeira noção que o Espírito constrói, quando ele está no pensamento contínuo, é de prejuízos que são feitos a ele, injustiças cometidas contra mim. Então, isso vai se apurando a ponto de eu ser capaz de perceber toda injustiça, toda desigualdade, toda ofensa, toda agressão, toda ameaça aos meus direitos. Então, esse é o ponto. Mas não tem problema, é assim que o senso de justiça é construído. Um segundo degrau nesse senso de justiça é eu perceber o direito do outro e os conflitos que podem surgir com o meu direito e o direito do outro se unir.
Se mistura. Como que eu consigo discernir onde termino o meu, onde começo do outro, se eu não posso afastar um pouquinho, ampliar os limites, para eu ter mais direito do que o outro. Então, esse é o conflito moral. Esse é o conflito moral. O senso de justiça é o elemento primário, é a primeira construção moral do Espírito, é o senso de justiça. É a primeira construção moral. Ele começa desse jeito que eu estou falando, meio deturpado e ele vai se aprimorando e o que acontece conosco? Nós fazemos isso sempre a gente quer colocar Deus dentro da nossa gaiola então a gente acha que Deus é um pássaro que canta muito bonito e que a gente tem que colocar ele dentro da nossa gaiola e não tem que limitar ele ao nosso conceito ao nosso senso de justiça A primeira ideia que vem na evolução é de que a justiça divina é igual à justiça humana.
É igual à justiça humana. Só que não. Só que não porque tem várias diferenças. E veja, não é só porque Deus é Deus. Não é isso. É porque nada ameaça Deus. Nada ameaça Deus. É nada surpreendente. Não, ele não ameaça. O poder absoluto dele não tem nada no universo que possa ameaçar o poder de Deus. Ele é o Todo-Poderoso. Então, quando Deus exerce justiça, não é como a gente, porque nós queremos justiça porque fomos ameaçados, porque estamos em perigo, porque estamos nos protegendo. Não é o caso de Deus. Deus exerce a justiça para que os seus filhos tenham um tratamento igual.
É outra coisa. E em Deus, os atributos são infinitos. Então, o amor de Deus é infinito. A sabedoria dele é infinita. A força e o poder dele é infinito. Como é que junta isso? Então, é essa cena que aqui nós estamos diando um Cristo, um Espírito já em comunhão com Deus. Então, o Espírito já em comunhão com Deus. Então, a gente já vê em Jesus essa capacidade de harmonizar firmeza, energia, direção, energia paterna. Levanta-te, entra na cidade, lá vou dizer… Quer dizer, está conduzindo, está conduzindo, mas com uma ternura, com um amor…
e com uma energia que a gente não percebeu aqui, mas uma energia de mãe também, porque ele vem triste sabe aquela pessoa quando a mãe olha triste pra você assim meu filho você fez isso acaba com a gente né aquele olhar triste de mãe ah não você fez isso é isso mesmo o que você está fazendo isso o que você fez isso São coisas, esse amor gigante, essa ternura, mas ao mesmo tempo essa tristeza, essa firmeza. É difícil considerar essas coisas. Geralmente, o que a gente faz? Um é bom na ternura, o outro é bom na firmeza e a gente forma um grupo.
Não é assim? Então tem um que é mais da ternura, outro que é mais da firmeza. O outro que é mais da tristeza, a gente junta para ver se juntos, em grupo, a gente consegue harmonizar essas qualidades. Mas aqui não. Essas qualidades estão todas no Cristo e estão todas num grau infinito em Deus. Esse é o grande desafio. Esse é o grande desafio. Outra coisa. A justiça humana, ela é punitiva. O objetivo dela é punir e fazer controle social. Então, o que é isso? Você está espalhando dor, você está espalhando problema, eu tenho que te isolar.
Eu tenho que te isolar. Para que você… E óbvio, né? E óbvio, você não espalhar o mal, para que o mal não propague. Contenção social e punição. Mas veja, Deus precisa conter alguém? Contenção social… Não é o objetivo da justiça divina. A justiça divina tem um objetivo avassalado. O objetivo dela é purificar o ímpio. Purificar o ímpio de todas as imperfeições dele. É um negócio ousado. Mas é Deus, não é? A questão nossa também, eu acho que se relaciona com o tempo. A percepção… de duração, né, Haroldo? Deus trabalha com o tempo de uma forma diferente, né?
Nós criaturas, de outra maneira. Fico pensando que você falou dos pais e mães, e do sofrimento, né? E aí você vai buscar justiça, você vai buscar agir como o seu instinto, né? Muitas vezes ali… tomada, né? Mas é desafiador, porque você falou aí, Arudo, e eu vou fazer aqui a vez dos nossos espectadores, mais ou menos, de certa maneira… Não, ele não fica ali perseguindo, mas você tem uma lei dele, uma limitação numa encarnação, você vem ao corpo, que não deixa de ser uma espécie de… Ao mesmo tempo… Vou provocar a circuncerta, tá?
Não deixa de ser um cárcere… Não deixa de ser uma circunstância necessária, mas para nós, para alguns, demasiadamente longa, dependendo de como nós atravessarmos o processo. Então, algumas pessoas podem, até que não são espíritas, outras que são, como eu também, que tenho lá meus conflitos. Pensar nesse Deus é difícil, às vezes, porque você tem que humanizá-lo. Mas de que algumas pessoas não estão sofrendo a justiça divina, nem sempre sentindo que é com uma voz tão materna, tão fraterna, tão doce como a que Paulo ouviu de Jesus.
Como é que aí fica o desafio? É como é que eu ouço… Jesus diante, às vezes, de provações severas. Algumas pessoas questionam de uma criança num corpo doente, extremamente debilitado, principalmente aqueles que não conhecem a reencarnação, enfim. Existem desafios, né, Arôde? Eu gosto de provocar isso, porque, senão a gente encontra o primeiro desafio, a fé desaba, né? Exatamente. A porra vai quadrada, você arredonda ela aí. Exatamente. Bom, aí nós temos que ir para o outro trecho. O que nós temos que ir para o outro trecho é quando Jesus procura o Ananias.
Eu estou procurando o trecho aqui. Três dias… Enquanto o Haroldo acha, eu fiquei pensando assim, né, que Jesus, a presença dele e Paulo também, ele não era bobo, né? Porque assim, com a presença dele, ele já se dá conta, ele já faz, ele se dá conta de todos os seus equívocos, né? É aquele momento mesmo… pontual, porque que nem o Júlio comentou, às vezes a gente tem tantas experiências que nos conduzem ao caminho certo e a gente não se dá conta, né, que é um chamado e tudo, e a gente olha aqui Saulo, como o Haroldo começou falando, Saulo ali morre, porque Paulo nasce, né, então ele se dá conta essas vozes aqui dele que Emmanuel coloca, essas reflexões assim são muito profundas também, e ele se dá conta dos pontos todos que ele precisa mesmo se dar.
E muitas vezes, como o Júlio falou, para a gente tem tantos chamados e a gente não se dá conta tão assim como ele está se dando, demora às vezes muitas encarnações para essas reflexões. O que eu gosto aqui, então, primeiro, a abordagem que Jesus faz com Saulo. Essa abordagem é essa, do amor, da ternura, da energia. É até difícil de descrever. É até difícil de descrever. Mas, quando ele vai procurar Ananias, está lá no Inhátos, ele diz assim, que Ananias fosse procurar Saulo, e ele fala assim, eu lhe mostrarei quanto ele deve padecer pelo teu nome.
Quanto ele deve padecer. E aí, gente, a gente volta naquela conversa da Cipriano. A gente volta o cinzel de Deus, o cinzel de Deus, para ele esculpir a peça que ele usa, se chama dor. E Deus usa sem dó. Sem dó. Então, esse é um ponto porque eu acho que esse é um ponto que a gente precisa… retificar na nossa compreensão da doutrina espírita. Porque a gente aprende sobre causa e efeito, a gente aprende essas coisas, mas a gente tem uma dificuldade de entender. Gente, o que é causa e efeito? O que é expiação? É dor.
É dor. Desse momento agora em diante, e é interessante, que a primeira parte do livro, a segunda parte do livro, é só dor. Qualquer. Falei assim, Saulo, agora você vai chamar a Paula, né? Você vai cantar uma música. Qual que é o tom da música? Dor. Dor. Dor. É dor. Dor. É dor. Então, o que tem que acontecer aqui? Eu não estou falando que de maneira nenhuma eu lido bem com isso. Eu acho que nenhum de nós lida bem com isso. Mas que… Nós vamos precisar ainda de muitos séculos para fazer as pazes com a dor, para entender o papel dela.
Para entender o papel dela. Porque, veja, a dor é o último instrumento. E nós vimos… Eu li isso aqui. Vocês lembram que eu li aqui o Paulo… O Saulo falando assim… Ah, ele percebeu que Jesus o chamara de… todas as todos os pontos todos os meios e de todos os mortos ele chamou de todos os meios e todos os mortos menos de todos os meios e todos os mortos o último meio último modo é a dor e essa faz o trabalho faz o trabalho então não é que ela é usada em primeiro momento porque nós temos que entender isso olha Como é que Saulo foi chamado?
Ele foi chamado através de uma pessoa chamada Estevão, que seria o cunhado dele. Ele foi chamado através de uma noiva, que é Abigail. Ele foi chamado através de um mestre chamado Gamaliel. E ele foi chamado através de pessoas que ele começou a conhecer, que era Simão Pedro João Evangelista, com quem ele vai manter contato o resto da vida. Agora, e se ele não tivesse se tornado um perseguidor? E se ele tivesse sido menos radical, menos extremista? Porque eu estou vendo o problema aqui do Arouco de Paulo, ele está colocando assim, o Saulo era um rabi que detinha posses e poderes.
Aí eu falo, Arouco, posses e poderes nunca foi o problema de Paulo, meu amigo. Nunca foi o problema. Nunca foi. Saulo de Tarso não errou porque ele tinha posses, meu querido, nem porque ele tinha poder. Ele Não é esse o erro dele. Tanto que o Emmanuel, quando faz uma comparação de Paulo com Maria de Magdala, ele fala isso. Paulo era vítima do extremismo religioso, do excesso de certeza religiosa. O excesso de certeza. Mas, em nenhum momento, ele não tinha vício. Vício. Ele não é um espírito viciado. Então, não é posse nem poder.
A questão dele é outra. Mas, se ele não tivesse perseguido, se ele não… Essa ânsia dele de que todos tinham que seguir Moisés, de que a única coisa certa é Moisés e que nós temos que forçar as pessoas. Está parecendo o mundo hoje, não é? Isso está voltando, gente. Isso está voltando. Está voltando. Está voltando? Não, já voltou, não é? E vou obrigar todo mundo a aceitar o certo e o certo é o que Salmo? É Moisés você não viu ainda o certo Jesus Moisés está certo mas tem uma coisa mais certa ainda maior ainda não viu mas ele poderia se ele converte ali ele ia ter olha os colaboradores dele.
Estevão, Abigail, Ananias, Gamaliel, João Evangelista, Levi, ele destruiu isso. Foi ele que quebrou todos os laços. Foi ele, por isso que Jesus está triste. E aí, Júlio, por que Jesus está triste? Porque, mais uma vez, na minha história, na sua história, na história de todos nós, só sobra a dor para poder nos fazer andar. É aí que Jesus tem que dizer, não recalce três. Diante dos aguilhões. Porque aguilhão, essa palavra aguilhão, aguilhão é espora. Aguilhão é espora. Você sobe no cavalo e dá espora na aguilhão. Esse é o aguilhão.
É dor para fazer ele andar. Agora, Haroldo, a dor também vem e às vezes… se demora mais com um do que com o outro. Então, tem isso também a se entender nesse processo. Você vê pessoas que já estão passando por sofrimento, já passaram por um exílio, passaram por outra circunstância e continuam ali. E depois da dor, Aron, o que vem? Depois da dor só vem a regeneração. A a a porque a torno falha a dor não falha a pergunta não é se ela vai dar conta de fazer o trabalho dela a pergunta da dor é quanto tempo ela vai ficar e esse é um tema que eu tenho meditado muito o tempo de permanência da dor é proporcional a rebeldia do espírito então quanto mais rebelde quanto mais recalcitrante que recalcitrante é o que fica Quanto mais recalcitrante, porque é isso que Jesus pede para ele, é isso que Jesus pede para ele, não recalcitres contra os agnoites, não faça isso, porque você está lutando com uma força maior do que você, você não vai vencer.
E aí a pergunta não é quem vai vencer a luta, você vai perder. Quanto tempo você vai ficar lutando inutilmente? Esse é o ponto então é de muita sabedoria quando o espírito fala estou gastando minha energia resistindo a essas poderosas forças que dirigem a minha evolução que dirigem a minha evolução quanto tempo eu vou ficar resistindo a isso né E a gente vê que nessa segunda parte do livro, é a parte que ele mais tem os desafios, as tribulações, mas ele não sofre, parece que vai tornando uma renúncia mesmo, porque acontece mil e uma coisas, ele é…
vários problemas aqui com pessoas, com amigos, com a família. É assaltado, é naufragado, tudo aconteceu. Ele é o seguinte, o mestre dele foi Gamaliel. Se ele não tivesse criado toda aquela encrenca, todo aquele radicalismo com Estevam, quem ia conversar com o pai dele não seria ele sozinho. Gamaliel ia com ele. Na programação espiritual, seria isso. Estevão não ia ser assassinado. Ele, como um doutor da lei influente, ele ia conversar ali. Ele ia falar, peraí, gente. Então, o Gamaliel fala, pessoal, mais respeito aqui, cuidado.
Você pode até não aceitar, mas não persiga, sem perseguição. E não estou dizendo que o cristianismo seria aceito ali, mas não seria perseguido, que já seria uma grande vantagem. Uma grande vantagem e Gamaliel ia conversar com o pai dele as coisas seriam muito mais leves quando ele vai para Palmeira e ele ouve o relato de Acre e Prisca, ele se dá conta do tamanho do estrago que ele fez gente, então vamos lá Estevão morreu Abigail morreu pessoas morreram sabe por quê? Porque o Saulo achava que estava certo Ele tinha tanta certeza que ele estava certo que pessoas morreram por causa disso.
É sério isso, gente. Porque que convicção do bem que você tem que justifica a morte de alguém? Que bem é esse que você prega? Que bem é esse que você defende que as pessoas têm que morrer para que você esteja certo? E não foi só… Veja o tanto de gente que foi expropriada. Tanto de gente que morreu, não por ordem, não por ordem direta dele, mas por causa do movimento que ele deu, ele que foi o líder. Então, ele criou uma situação em que reparar o mal ia ser muito difícil, e ele se deu conta disso, viu, Leandro? Então, essa resignação, esse espírito dele de renúncia, é porque ele viu o tamanho que ele fez, né?
Ele viu o tamanho. Falou, meu Deus, agora eu tenho que, ou eu baixo a cabeça aqui e vou. E aí isso é bonito, né? Isso é bonito, porque aí também é o seguinte, a energia que ele usava para um lado, quando ele usou para o outro também, acabou, redimiu, redimiu. Só isso. Porque ele zerou a fatura. Zerou a fatura. Mas não precisava ser assim, né? É. Não precisava ser assim. Então, é assim, ó. A história de Paulo é uma triste história com um final feliz. Mas poderia ter sido uma feliz história com um final feliz. Eu acho que é por isso que Jesus está triste.
Porque falou, Ô, Saul, meu filho, você mandou Estevão para o lado de cá? Mandou Abigail? Mas uma centena de missionários que ainda… Você desfaz isso tudo por lá de casa, filho. Agora tem um fato, né, Haroldo, da justiça divina que a gente tem que contar, né? A trama de Saulo, lógico, nós temos que pensar em todo o contexto histórico da vinda de Jesus e dos ensinamentos que viriam, né? Envolvia também a necessidade de esterva, a necessidade do outro, a necessidade do outro, do outro, do outro. Então, no âmbito de nós julgarmos pessoas individualmente na Terra, hoje encarnados em prova de expiação, é muito difícil, porque a pena de um estar se relacionando com a outra.
Eu entendi. Eu ia perder o alcance disso. O que eu acho assim, juro, é tudo uma teia. Deus tem infinitos caminhos, mas o fato de ele ter infinitos caminhos não significa que todos são os melhores. Entendi. Eu acho que esse é que é o ponto. Chega um ponto da maturidade espiritual que você compreende assim, posso pegar qualquer caminho. Não tem nenhum caminho na criação divina sem saída. Posso pegar qualquer caminho. Agora, a sabedoria mostra para o Espírito que nem todos são os melhores. Tem infinitos caminhos, mas os melhores, meu amigo, são poucos.
Sabe o que é isso? A porta é estreita. A porta é estreita. Tem infinitos caminhos, querido. Mas, assim, os melhores, os melhores caminhos vão exigir um pouquinho mais. Os melhores caminhos vão exigir. Os melhores caminhos vão exigir escolhas, vão exigir sacrifícios. Porque eles são os melhores caminhos. Eu lembrei de uma palavra que você falava, Luiz, que é o porfiar. Isso. Porfiar, não é isso? Trabalha duro. Porfiar é um trabalho duro. Olha, trabalha duro para você pegar o melhor caminho. Sim. Por fiar e por entrar pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz à perdição.
E muitos são o que ele procura. Mas não é um caminho sem bosta, porque esses caminhos também são largos, mas eles também vão conduzir a Deus. O que Jesus está dizendo é isso. Eu não vou mentir para vocês, falar que todos os caminhos são iguais. Não são. Não são. Tem os melhores e tem os piores. Não dá para a gente iludir. Ah, você vai chegar lá? Vai! Ah, eu quero os piores caminhos. É, que é o alerta da porta larga, né? E agora me veio a interpretação, né? Você falou, ah, nem todos… Na casa de meu pai há muitas moradas, mas nem todas.
São celestes, né? É, no meio porque assim, que senão a gente começa a entrar num relativismo que beira a ingenuidade então, eu chego assim e falo assim, Júlio meu querido, você vai evoluir da mesma maneira agora, indo para um mundo de regeneração ou indo para um mundo primitivo pode, agora você vai querer me convencer, Júlio que o caminho de ir para o mundo primitivo é melhor do que o caminho de ir para o mundo de renação? É claro que ele é um caminho. Porque Deus tem infinitos. Infinitos caminhos. E veja, e aí que eu acho.
Isso nós temos que entender de Deus. E ele está, inclusive, nos piores. Para que você não se perca. Inclusive, nos piores, a presença dele está lá. Cuidando, supervisionando, conduzindo, inclusive nos piores. Mas, gente, tem uma hora que você tem que mostrar inteligência. Porque não adianta só Deus ter inteligência suprema e a gente não ter nenhuma. Assim, Deus tem inteligência suprema. Prover infinito caminho, eu não tenho a mínima inteligência de escolher o melhor? É impaciência. Aí também não dá. Que estudo maravilhoso, né?
Maravilhoso. Para fechar, eu lembrei de mais uma do Haroldo aqui. Não, a gente precisa conversar, que esse livro, maravilhoso, uma pérola da doutrina espírita, porque a gente, lendo só um trechinho, a gente já ficou encantado, e todo mundo que está ouvindo fica pensando, eu queria mais, mas eu queria lembrar que em 2012 a gente fez uma homenagem a essa obra, o Lítero Musical Brasil Coração do Mundo e quem ainda não assistiu… O Lítero Musical Paulo Estevam. Lítero Musical Paulo Estevam, uma homenagem a esse livro.
E fizemos esse aqui para homenagear o homenageado. Como é que aparece aqui? Paulo Estevam em sonetos. Paulo Estevam em sonetos. O tio Gladstone, que faz a letra do Tim, Vanessa, das músicas do Tim, reescreveu Paulo Estevam em 72 sonetos. Procurem, não devem achar em nenhuma livraria que está esgotado, mas nós fizemos. E tem uma peça na letra musical que eles encenaram 12, acho que dos sonetos que tem aqui, e é muito bonito. Também a peça de teatro está no canal Espiritismo com a TV, esse letra musical, e também a peça está lá, as músicas que nós cantamos, Haroldo fez a palestra, e foi muito bom.
Uma homenagem maravilhosa. Você falou e eu lembrei de mais uma coisa que você falou outro dia, né? Porque os melhores… Deus está sempre ofertando o melhor caminho diante das nossas péssimas escolhas. É ótimo. Ou seja, Deus continua escrevendo certo e nós fornecendo as linhas tortas. Fornecendo as linhas tortas, é. Então, o importante é que o melhor caminho que nós falamos, assim, na nossa escolha, é aquela que a gente pode escolher, né? Pode optar. Mas uma vez que estamos numa situação grave, por exemplo, sempre tem Deus dando o melhor caminho.
E aí, sim. Nossa, que isso. O melhor, né? Certo. Mais do que isso, né? A gente sempre… Eu fico sempre pensando que Deus está sempre dando um jeito de abrir uma vereda para que do nosso caminho tortuoso a gente volte para o melhor. E por que eu vou dizer isso? Porque esse livro termina… Para mim, esse livro não é… Para mim, esse livro tinha que estar no Novo Testamento, tinha que ser um livro bíblico. Um livro profético, porque Paulo Estevam tinha o tal lado de Ezequiel, de Isaías, dos livros bíblicos. Mas, o que a gente aprende no final desse livro?
No final, para onde que ele volta? Para Abigail, a noiva, casa com ela, só que lá em cima, no mundo escritório, Estevam passa a ser o amigo dele, passa a ser o grande colaborador, ele encontra Ananias, encontra todo mundo, quer dizer, o que era para ter acontecido. 50 anos atrás, aconteceu depois que ele desencarnou. E aí eu pergunto, e eles não fizeram? Fizeram. Século II, século III, século IV, século V, século VI. Tem 20 séculos nas condições que haviam sido projetadas e que durante 50, 60 anos ele desviou do caminho, mas voltou.
Então, é isso. Quando o Lobigalhão casou com ela, então, trocou de âncora, o cunhado dele virou parceiro, todo mundo, agora ele não é mais aquele saúdo impetuoso, agora já é um Paulo apóstolo. E olha, e depois estão aí séculos e séculos trabalhando, a gente não sabe nem nada desse espírito, do trabalho que ele fez posteriormente. Então, assim, desviou, mas tudo foi feito para que ele voltasse para o caminho original. E voltou, e voltou, e voltou. Então, se perderam aí… 50, 60 anos, mas com muito prejuízo para o cristianismo.
Não podemos minimizar isso, porque o Cristo está enviando os missionários, e aí, Júlio, queria até falar uma coisa aqui, inclusive para o movimento espírita. Envia as criaturas com missões específicas, elas falham, ok, Deus vai encontrar um caminho, vai encontrar uma maneira desse Espírito voltar para o caminho reto, Mas, o movimento espírita vai pagar fatura, Júlio. E eu acredito que esse é o motivo da tristeza de Jesus. Porque atrasou, atrasou a marcha do cristianismo. Não impediu, mas atrasou. Então, a gente tem também, porque senão a gente entra no relativismo, não, não posso pegar qualquer caminho, deixei errado, depois eu volto.
Não, querido, não, não. O próprio Paulo fala, Deus tem pressa do trabalho bem feito. Tem pressa de socorrer, tem pressa. Se os maiores missionários do cristianismo não tivessem falhado, nós estaríamos dois mil anos na frente. Se todos os nossos irmãos, que estavam lá na mocidade espírita, se nenhum tivesse falhado, o movimento espírita hoje estaria 150 anos na frente. Então, poxa, ao menos duas lágrimas escorrem. É, isso se chama Misericórdia por nós Esse modelo De caminhada Depois eu mandei para vocês O que a inteligência artificial Fez a partir do relato Que tem no livro de Jesus Está até aqui Deixa eu mostrar para vocês Não é que é fiel, não É só uma brincadeira Olha!
A roupa com os fios lá, né? Ai, que linda imagem! É, nossa! Eu peguei o relato que está lá no Paulo Estevam e coloquei na inteligência. É isso aí. Espero que Jesus esteja agora sorrindo, né? Júlio, Júlio, por que me persegue, Zaroldo, Zaroldo? Vamos lá, levanta. Levanta. Eu sou a Arlinda. Do Nogueira. Persegue para o bem, gente. Chorando menos. Vamos lá, levanta e vai para a cidade. Ai, Jesus. Bastante trabalho para ser feito, né? No nosso caso, ele está assim, Lázaro, sai do tubo. Se movimenta. Muito bem, um beijo para você, um grande abraço a todos.
Obrigada, um bom final de semana, gente. Tchau, tchau. Tchau. “
Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.

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