Neste episódio do estudo do Velho Testamento, Haroldo Dutra Dias e Eleonora discutem o Salmo 9, que alguns autores sugerem ser lido em conjunto com o Salmo 10. Eles abordam a complexidade e a má conservação dos textos antigos, destacando a importância de diferentes traduções bíblicas para a compreensão.
O que é estudado neste episódio
- Salmo 9: Deus abate os ímpios e salva os humildes: A leitura do Salmo 9, com a tradução da Bíblia de Jerusalém, que foca na fidelidade ao texto original.
- A estrutura do Salmo 9: O salmo começa com louvor e exultação, celebrando a justiça divina que condena os ímpios e acolhe os oprimidos, invertendo a ordem narrativa comum de um julgamento.
- A súplica por vingança no Velho Testamento: A análise de como o salmista clama por destruição e aniquilação dos inimigos, contrastando com a mensagem de amor e perdão do Novo Testamento.
- A natureza da justiça divina: A discussão sobre como a justiça de Deus visa a transformação dos espíritos, e não a condenação eterna, mesmo que isso envolva dor e purificação.
- A mortalidade humana versus a eternidade divina: A reflexão sobre a transitoriedade do poder e da existência humana diante da eternidade de Deus, e como a morte nivela a todos.
- O significado de “Sião” e “nações”: A explicação de que Sião representa Jerusalém e o povo hebreu, enquanto “nações” se refere aos gentios, ou seja, todos que não pertencem ao povo escolhido.
- A linguagem concreta do hebraico: A elucidação de que a língua hebraica utiliza metáforas concretas para descrever Deus, como “fortaleza”, “escudo” ou “cabra que dá leite”, em vez de abstrações.
Reflexões
- A mensagem de Jesus no Novo Testamento, “amai os vossos inimigos”, representa uma resposta divina que transcende as súplicas de vingança presentes no Velho Testamento, desafiando as expectativas humanas de justiça.
- A justiça divina tem como objetivo a transformação e purificação dos espíritos, e não o aniquilamento. A dor e o sofrimento, quando necessários, servem como instrumentos para a evolução e o aprendizado.
- A morte é um grande nivelador, que demonstra a mortalidade humana e a transitoriedade de todo poder e posse terrenos, convidando à reflexão sobre o que realmente importa para o espírito.
Ler transcrição do episódio
Eu trouxe aí a foto do agente com o rei Davi. Olha só, esse rei Davi está muito risonho. Está muito moderno, quase da idade média. É, é. Eleonora de executivo, tá ótimo. Olá, amigos. Boa tarde. Sejam todos muito bem-vindos a mais um estudo de salmos. Boa tarde, Haroldo. Boa tarde. Boa tarde, Haroldo. Boa tarde, Eleonora. O último salmo, senhor, é 15 dias, Eleonora? Isso, é 15 dias. Mais ou menos? Na semana passada não gravamos, hoje estamos aqui, firme e fortes. Sexta-feira, dia 30 de maio, a gente está gravando, à tarde, às 15h, 15h08, para a edição e a gente disponibilizar.
Mas muito feliz desse reencontro, está sendo muito gostoso acompanhar o pessoal que está seguindo o Salmos e agora também seguindo o estudo do Brasil Coração do Mundo, eles juntam tudo num pacote só, né? Muito bom, porque o Brasil também, vamos dizer que é um país de muitos salmos, né? De muita música, de muito louvor, né? Aqui, pra cá, onde o Cristo trouxe a árvore do evangelho, né, Haroldo? E trouxe artistas, trouxe esse povo todo pra cá também, pra gente, quem sabe, aqui também construir esses salmos. Os salmos de Gladstone lá, a gente tinha em Vanessa…
É, isso aí, isso aí. Mas e como é que está sendo a semana, Aroudo? Como é que está aí nos Estados Unidos? Tudo em paz, graças a Deus, muito trabalho e muito sol. A gente não sabe se é louvor, súplica ou reclamação. Sol de súplica, sol de aflição, sol de louvor, tudo junto, misturado. É, é. Transição planetária na Geia, né? É isso mesmo. Nós vamos dar início ao Salmo 9, né? O Salmo 9 tem algumas curiosidades. Alguns autores falam que o Salmo 9 e 10 podem ser lidos juntos. A gente tem umas referências aqui do livro que o Haroldo nos indicou, né?
Do Schouck, que fala que esses textos são textos bem antigos e mal conservados. Ele fala que o problema mais grave que nos propõe esse salmo é a má conservação do texto. Então, são textos que foram reunidos mais tarde e… E o Salmo 9 e 10 tem louvor, tem ação de graças e tem súplica também. Tudo junto e misturado, como o Arudo falou. E hoje a gente vai começar a conhecê-lo. Eu tenho aqui, para a gente fazer a leitura, eu tenho a Bíblia de Jerusalém, ele vai usar Yavé. Eu tenho a Bíblia do Peregrino. A do Peregrino também comenta sobre esses textos.
Eles serem textos muito pouco conservados, assim, né? Mas a do peregrino, ele fala mais em Senhor, ele não vai falar em Ave. Acho que eu vou ler hoje a tradução dele, tá, Haroldo? A tradução dele é uma tradução mais… Ah, prefere a de Jerusalém, então. É. Eu estou a responder o Alonso Schirker, que é uma tradução que está mirando o leitor, acho que bem simples do leitor entender. A tradução da Bíblia de Jerusalém, a preocupação dela é com a fidelidade ao texto. Então são focos diferentes, né? Mas eu acho que uma primeira leitura compensa ler a de Jerusalém.
E só depois ler a de Jerusalém. Da Bíblia do Penedim, que é uma versão simplificada, né? Essa questão de Yahweh Senghor, é que toda vez que aparece Yahweh no testamento, nós estamos falando das quatro consoantes do nome de Deus que não se pronuncia. Então, quando não se pronuncia, os textos geralmente o Alguns textos vocalizam as consoantes. E aí colocam Jeová, Yavé. Mas isso não existe. Vocês estão atrás de mim. Isso não existe. O hebreu não pronuncia essas quatro consoantes. Por isso que nas traduções hebraicas do Velho Testamento, onde tem o nome, as quatro consoantes, eles colocam Adonai, que é meu Senhor.
Meu Senhor. Então é isso. Né? Então… E a véia pode saber que são as quatro, mas se não se pronuncie, é preferível chamar meu Senhor. Então vamos lá. Então, Bíblia de Jerusalém, para o pessoal acompanhar. Salmo 9, Deus abate os ímpios e salva os humildes. Do mestre de campo para o boé e arpa, salmo de Davi. Eu te celebro e a véia de todo o coração. Enumero todas as tuas maravilhas eu me alegro e exulto em ti e toco teu nome, ó autício meus inimigos voltam atrás tropeçam e somem a tua presença pois defendeste minha causa e direito sentaste em teu trono como justo juiz ameaçaste as tuas condições destruíste o ímpio para todos sempre apagaste o seu nome o inimigo acabou para sempre em ruínas dades sua lembrança sumiu eis que avesse antou-se para sempre para o julgamento firmou o seu trono ele julga o mundo com justiça governa os povos com retidão Seja Yavé a fortaleza para o oprimido, fortaleza nos tempos de angústia.
Em ti confiam os que conhecem teu nome, pois não abandonas os que te procuram, Yavé. Tu cai para Yavé que habita em Sião. Narrai entre os povos as suas façanhas. Ele busca os assassinos, lembra-se deles. Não se esquece jamais do clamor dos pobres. Piedade, e a vé vê minha aflição Levanta-me das portas da morte Para que eu publique todo o seu louvor E com tua salvação eu exulte As portas da filha de Sião Os povos caíram na cova que fizeram No laço que ocultaram prenderam o pé E a vé se manifestou fazendo justiça Apanhou o ímpio em sua armadilha que os ímpios voltem ao Sheol e os povos todos que esqueçam a Deus pois o indigente não será esquecido para sempre a esperança dos pobres jamais se frustrará levanta-te, Havé, não triunfe um mortal que os povos sejam julgados em tua frente infunde-lhes medo, Havé saiba os povos que são homens mortais Essa é a primeira parte, é o 9, depois ele segue no 10, é mais no Salmo, né?
Hoje a gente vai conhecer, a gente vai começar a conhecer a primeira parte do Salmo 9. A gente vê que ele vai falar aqui sobre justiça, mas ele começa celebrando, louvando. A gente ainda segue os primeiros parágrafos dele aqui. Eu te celebro, Senhor, Adonai. De todo o coração enumero todas as tuas maravilhas, eu me alegro e exulto em ti e toco teu nome, ó Altíssimo. A gente vê que o salmista começa esse primeiro momento a exemplo do Salmo 8, reconhecendo todas as maravilhas e enumerando todas as maravilhas de Deus em sua vida.
É porque é o seguinte, geralmente, quando a gente vai assistir um filme de julgamento, de tribunal, lembra aqueles filmes que tem julgamento? Qual que é o roteiro? Você começa no início do filme, é o início do julgamento. O final do filme é o final do julgamento. Ou quando a pessoa é condenada, quando é absolvida, dependendo do drama, O filme termina com o anúncio do julgamento. Aqui é ao contrário. Aqui ele começa pelo fim do julgamento. Então, é como se o início do filme fosse o resultado do julgamento. Qual é o resultado do julgamento?
Os injustos, os ímpios foram condenados e os oprimidos, os humildes, os injustiçados foram acolhidos, foram recebidos pela justiça divina. Então, é por isso que ele está exultando. Então, você imagina assim, uma comemoração no final do julgamento, porque o ímpio foi condenado e aí ele volta à história contando por que eles foram condenados. Então, essa é a sequência. É como se a gente começasse a assistir do final para o início. É verdade. Interessante, não é? Nossa, interessante mesmo. E por isso que a gente tem essa dinâmica de louvor e tudo.
Agora, esse salmo, não é, Leonor? Ela coloca um desafio para a gente. Quando Emmanuel, lá no livro, coletânea do além, dita uma mensagem chamada o velho e o do outro testamento, essa mensagem é brilhante é do Emmanuel o Emmanuel diz assim o Velho Testamento representa os filhos batendo a porta da casa divina o Novo Testamento é a resposta de Deus aos homens então é importante a gente entender isso, porque o salmista está suplicando aqui, vingança ele está suplicando que o inimigo seja estraçalhado que o inimigo seja arrebentado que ele vá para o Sheol que é o mundo dos mortos de onde não se volta que eles percam tudo que eles conheçam a morte a destruição o problema é que quando o céu respondeu a resposta de Deus a essa súplica foi Jesus dizendo amai os nossos inimigos ninguém esperava essa resposta a súplica a gente entende porque esse aqui é o padrão ainda da humanidade terrena é o padrão com que a humanidade terrena lida com a injustiça toda vez que existe um crime alguma coisa chocante a mentalidade coletiva quer vingança, quer o lixamento cúmico.
Mas a justiça divina responde como? Responde totalmente em desacordo com as expectativas. O que aqui fala? O inimigo acabou para sempre em ruínas, arrasaste as cidades, sua lembrança sumiu. Isso é verdade. E a lei de destruição, ela renova civilizações, ela renova pobres, isso é verdade, mas não significa que eles serão arrasados, porque o papel da justiça divina é transformar os espíritos perversos e não condená-los. Esse é o ponto. Não é um detalhe para a gente poder refletir, muito importante. E a gente tem falado já nos outros salmos, tanto sobre essa questão da justiça, e você sempre trouxe a lei de justiça, é tudo junto, é a justiça, é o amor, é a caridade, é a misericórdia.
E aqui, de novo, é um texto que fala realmente como uma justiça, quase como uma vingança. Então eu diria que aqui o texto, a súplica, é de condenação e reparação. Em nenhum momento aqui quem suplica está pedindo a regeneração do crime erótico. Não! Isso nós não vamos encontrar nos salvos. Isso nós só vamos encontrar em Jesus. Isso é importante a gente pontuar. Né? Agora, é importante também a gente não julgar, porque quando a gente sofre uma grande injustiça, A única coisa que dá vontade de fazer é gripar esse solo aqui em voz alta.
É verdade, né, Arudo? Acho que é muito legal a gente entender o que tem de nós nessa história, o que a gente tem dentro da gente disso, né? Porque era a lei daquele tempo, né, Arudo? Era, como dizer, não conhecia o amor ainda, não é? Não conhecia o amor ainda. Esse amor que, além dos afetos convencionais familiares, de família e de posses, não se conhecia esse amor. Ainda hoje, Haroldo, a gente ainda conhece. Comete absurdos. Eu me lembro de uma foto que mostrava no nazismo, na parede da prisão lá, o crucifixo. Era.
Exatamente. Exato. E era engraçado porque era uma grade do lado de dentro tinha uma mesa com crucifixo, mas na grade estava escrito, proibida a entrada de judícios. Parece que um entrou, né? O crucificado entrou foi o único judeu que entrou mas entrou o crucificado é tragicômico a gente olhar para trás paradoxal agora aqui tem um ponto importante de fato a justiça divina ela vai reparar Toda injustiça, toda covardia, toda opressão, toda desigualdade, tudo isso estará reparado. Realmente, a justiça divina não permite isso.
Não permite. Ela não permite nenhuma injustiça cometida nem dentro de casa, nem nos lugares mais opostos. Toda injustiça estará reparada. Agora, a reparação não é como eu quero, né? Não é da maneira que eu como se eu falasse pra Deus vou te falar como é que você tem que falar no meu caso você tem que agir dessa maneira não é assim nem pra mais nem pra menos nem pra mais nem pra menos e é uma uma justiça que tem um único objetivo transformar todos os espíritos em espíritos puros. Esse é o ponto. O violento, injusto, ímpio, ele vai se transformar em espírito puro.
Esse é o objetivo da justiça. O objetivo da justiça não é massacrar. Agora, se for necessário uma alta dose de dor, para que ele possa ser purificado, essa alta dose de bem vai ser usada? Vai. Mas não é para massacrar, é para purificá-lo. Para purificá-lo. Então são outros objetivos. São outros objetivos. São outros objetivos. Haroldo, e como é que eu vou atravessar essa rua Como é que a gente, quando não aceita essa fala que você está trazendo agora, de entender essa dor provocando nossa purificação, Como é que a gente pode trabalhar isso, essa aceitação?
Como é que a gente vai louvar a Deus, apesar de toda a tragédia que a gente às vezes constata, às vezes na nossa vida, que a gente julga que são injustiças? Como é que… Eu vou falar assim, estou fazendo essa pergunta, é para um amigo meu. Eu não merecia estar passando por isso, não é? Não. É maravilhoso o Júlio, eu acho pensando eu vou me basear aqui em uma história da senhora Laura e do marido dela o pai do Lise acho que é Gilberto o nome dele que é dado na Anel eu acredito que a providência divina prefere nos ver revoltados e Com as expiações e provas que fazem parte da nossa vida, do que a gente ter acesso à informação e, por conta do acesso à informação, abaixar a cabeça para nunca mais levantar.
Então, vou dar um exemplo. O garoto está revoltado. Está revoltado. Está xingando. O que está acontecendo comigo? Isso é um absurdo. Quem está dirigindo o nosso processo egótico sabe, sabe bem, E aí eles têm que tomar uma decisão. A gente conta para ele? A gente conta para ele? Por quê? Não, não conta. Mas ele está revoltado lá. É melhor ele revoltado do que ele deprimido. Porque se eu contar para ele tudo o que ele fez, se eu abrir toda a história, do jeito que ele é rígido, ele não levanta mais a cabeça. Ele não vai se perdoar.
E aí vai mergulhar com a depressão, com o desespero, ele vai perder completamente o autoestima. Então deixa ele agobado, tudo bem que está de boa, deixa ele berrado, tá? Xinguei a mãe. Tá ótimo. Porque pelo menos ele está indo pra frente, né? E está andando, e está em pé, trabalhando. Pelo menos está vivo, né? É melhor você estar errado, mas está gritando, está com energia, do que você está certo de cabeça baixa. De paralisado. Sem coragem de olhar nos olhos das pessoas. Sem coragem de olhar nos olhos das pessoas. Então imagina você de repente acordar e quando você for beijar o seu filho, você lembrar que você assassinou ele.
Aí você vai encontrar um amigo sem lembrar que tanto de maldade que você fez com aquele amigo que está com você agora. É um anônimo constrangimento que você chega uma hora e não quer levantar o dedo. Então, na hora que coloca na balança, não, deixa reclamar, deixa ele ir. Ele falou, está tudo certo. Ele diz, é volta, mas é conta. Eu trago ele. Ele vai. Ele reclama, mas vai. Tem até uma parábola. E os pontos dos dois servam, né? Chega um ponto, olha, tem que chamar. Vou, vou agora. Pode contar comigo. E não foi. Não tem essa parábola.
E o outro serve e fala, porque eu não vou de jeito nenhum. Você não vai na casa me chamar, trabalhando no meu trabalho, um trabalho ruim desse? É claro que eu não vou. Não vou divertir ninguém. Aí chega a hora, ele tá lá. Foi. É. Foi reclamando, mas foi. É melhor. É melhor. O Jesus foi sutil. Reclama mais. Geralmente, a reclamação, o questionamento, ele provoca reflexão, né, Arudo? Ele é um comprometimento, né? É um comprometimento que se faz, né? É que realmente a gente não vai dar saltos, né, Rod? Acho que me vem isso, olha, é ok a gente precisar entender esse Deus Pai, né?
Compreender esse Deus Pai amoroso, mesmo quando não parece, mas ninguém vai dar saltos, né, Rod? Ninguém vai sair. Amando a Deus, e tal, profundamente, como se espera, né? Eu gosto, aí eu vou dar a minha receita, né? E eu acho bonito no Salmos também, que é a valorização, eles começam com essa valorização, com esse reconhecimento a Deus, e tal, eu acho que uma maneira de nós acalmarmos é a gente olhar a natureza, é a cartilha da natureza. Quando estou assim, olho para as árvores, vejo o movimento da criação e penso assim, devo ser eu que estou desajustado mesmo, porque está tudo me parecendo muito harmonioso, para que eu esteja correto.
Eu costumo olhar para a natureza e pensar que quem criou tudo isso só pode ser uma criação humana. Que pensa no amor, que é uma coisa criada com a arte, com a beleza. E aí é assim que eu penso, para mim. Você se serve para mais alguém? E tem uma coisa, Júlio, esse exemplo da natureza, tem uma mensagem do Hermano que é tão bonita, que ele fala assim, chega a tempestade e desfaz a casa dos fáceis, desliza, derruba as árvores e espalha destruição por todo o campo. No dia seguinte, ao raiar do sol, lá estão as aves recompondo seus livros, as árvores brotando, e daí um tempo tudo é verdor, tudo são flores, as aves reconstruídas.
Somente um homem mantém a carantônia do pessimismo, do desespero e da vergonha. Então é meio isso porque a natureza é uma lição constante o inverno destrói tudo o inverno é forte destrói tudo qual que é a resposta da natureza? Primavera e a gente? Quando chega o inverno na nossa vida qual que é a nossa resposta? Depressão e revolta então é A gente realmente precisa ir olhar para a natureza, porque a natureza a gente fica perguntando. Recomeça. Perguntando. Conectar novamente com esse pensamento. É que a gente, lógico, a gente já aprendeu que com o desafio do livre-arbítrio e desse pensamento contínuo, tudo isso que a gente ganha com a evolução, Então parece que a gente tem que passar por esse cipoal da dúvida, do conflito para o aprendizado.
Acho que é importante a gente sempre lembrar disso, que só tem uma maneira de pensar, que nós vamos atravessar e temos condições de atravessar. Né, as condições estão postas para se atravessar. E tanto é que, mesmo diante dos maiores problemas que a gente achou, se, nossa, agora eu não dou conta, é mais, né, todo mundo tem um negócio que acontece e fala, agora eu não dou conta, o cara agora não deu conta, só que isso já passou 20 anos e o cara está aqui, o cara continuou, deu conta e tal. E eu acho que é bem por aí, sabe, é entender que…
essa dinâmica da vida e acreditar que está tudo que te apresenta, você dá conta. Tudo está dentro da sua capacidade. Às vezes precisando de um pouco de abnegação, de mudança de postura, mas tudo é superável. E aquela frase que não mata, deixa mais forte, não é, Haroldo? É, esse é o ponto aqui porque o ímpio e o resgate que o ímpio vai fazer a gente entende o difícil de entender aqui é porque o justo sofre e aí tem como a Cipriana fala no mundo maior, ela fala com os dois há um mistério há um mistério divino há um mistério divino noqueira Não queira questionar Deus quando o oleiro põe a mão no seu vaso.
E eu falo isso por quê? Porque às vezes eu acho que a gente fica com a visão um pouquinho ingênua. Eu tenho aqui a Tiffany, por exemplo. Ela teve um probleminha aqui, está de um arpimento de um tendão. E até ela partiu um tendão, um pico. Porque para fazer uma cirurgia, não compreende-se. Não compreende-se. Então, fica aqui. Aí, tu fala o quê? O que é umas férias na outra vida? Não tinha nada. Não tem isso, né? Ataes gatam, canino. Não, não tem canino. Existe um conjunto de vicissitudes da vida corporal que a gente tem que passar por isso.
E essas vicissitudes representam as mãos do oleiro moldando a gente. O que esse oleiro está fazendo, o resultado que ele quer obter, está fora da nossa compreensão. Está completamente fora da nossa compreensão. Porque vaso é vaso, oleiro é oleiro. O violão não ensina, o violonista compõe. Uma coisa é o violão outra coisa é o violonista esse é um ponto importante que a gente tem que compreender as situações que os justos são colocados situações de resgate muitas vezes, mas situações também de dor, evolução dor, evolução dor, evolução porque nem tudo é calma né Nem tudo é carma.
Nem tudo é carma. Então a pessoa chega e fala assim, nossa. A minha mãe desencarnou. Olha, quantos anos sua mãe tinha? 93. Eu acho que é algum carma meu. Foi o meu amigo. Você está de brincadeira, né? A partir do momento que você encarnou… A expectativa de quem encarnou antes de você vai desencarnar antes, não é? A expectativa é isso. É o instituto da vida corporal. Faz parte da experiência de estar encarnado perder pessoas que vão desencarnar. E a gente coloca tudo na conta do débito, do resgate. Não é bem assim.
Não é bem assim. Não é bem assim. Tem experiências que são horríveis agora o que eu acho interessante é que aqui ainda tem uma ilusão de que Deus só se manifesta na vitória porque nesse salmo aqui ele não contém a Deus que Deus se manifesta no processo Então, muitas vezes, nós só vamos estreitar nossa relação com Deus passando pelo processo de sofrimento. Não será uma vitória. A vitória ensina muito pouco. A vitória tem lições boas, mas são poucas. A nossa grande experiência de Deus é no processo da dor. É… Porque aí a gente busca ele, a gente realmente quer se emocionar com ele.
E aí ele se manifesta de uma maneira fórmula. Interessante. E aí precisa do processo para aprofundar a relação com Deus. Essa é a ideia. Tem um trechinho aqui no Salmo, Leonor. Vê se você consegue resgatar. Ele vai falar disso. Ele, em aflição, levanta-me das portas da mente. Para que eu proclame os teus louvores e com tua salvação eu exulte as portas da filha de Sirom quer dizer olha, me livra desse processo doloroso porque eu sei que eu terei uma compreensão de ti maior depois que eu caçar desse processo muito bem É um salmo que, num primeiro momento, ele nos causa essa estranheza porque, de novo, o salmista quer acabar com os antagonistas dele.
Ele quer que o mal seja destruído. Pena com tudo. Pena com tudo. Aí o Haroldo vem e diz assim, mas será que hoje em dia a gente também não é meio assim? Quando a gente vê esses crimes, quando assassinatos e tudo, aí a televisão fica lá mostrando, a gente quer justiça, aí os pais vão lá e querem essa justiça de quase extermínio de quem errou. Aí o Aroldo vem e fala o Novo Testamento, que Jesus nos ensina a amar os inimigos, a perdoar, Então, assim, é uma caminhada, né? Porque se a gente vê hoje ainda, esse salmo parece tão antigo testamento, mas a gente vê hoje acontecendo em nossas vidas, né?
A gente acha ruim enquanto está tudo bem aqui conosco. Mas se acontece uma grande tragédia, né? O nosso filho é assassinado. Que justiça que nós vamos querer? Essa justiça que extermina quem cometeu o mal? Ou a gente vai querer que ele… Que ele se harmonize com a lei, que ele se recupere e se regenere. Eu acho que é um aprendizado realmente para todos nós. E onde, Belgrudo? Não está precisando nem muito para as pessoas caírem nesse padrão aqui de ódio em mim. Basta você estar dirigindo um trânsito e passar um motocicleta e chutar esse retrovisor.
Você vai começar a gritar esse salmo aqui, ó. E as redes sociais, a gente estava vendo Alguém que já pensa um pouquinho diferente Já é inimigo Já tem que encerrar com as redes Então a gente está vendo Tudo muito inflamado nesse sentido De extermínio A quem eu considero Diferente de mim, o meu inimigo Mas eu achei muito linda o início do nosso estudo, onde a gente lembrou a fala de Emmanuel sobre o Antigo Testamento e o Novo Testamento. Que o Novo Testamento vem com essa resposta, vem com um novo padrão. Exatamente, porque aqui nós estamos estudando as súplicas.
É sempre bom lembrar, Saulo não são as respostas de Deus, são as súplicas. As perguntas do homem, né? Sim. As respostas não estão aqui as respostas estão em Jesus A gente que não tinha lido ainda o Salmo, pensava nisso. Salmo é alguma coisa meio que inspirada, divina, e não sei o quê. Vamos dizer assim. Não, é muita gente, né, Haroldo? É muita gente suplicando, é muita gente reclamando, é muita gente pedindo as coisas erradas e tal. Agradecendo, agradecendo. E legal, né? Porque aí, vou puxar a sardinha, é tudo com arte, né?
A questão… E a gente fazendo isso com arte. Feliz de estar fazendo, vamos dizer assim, né? E… É muito bacana isso daí. Agora, Rodney, não sei se eu vou fugir do tema, aí falou de Sião, o que é especificamente, o que significa ele falar de Sião, essa parte que fala de Deus? Aqui, a sua noção de Sião representa Jerusalém. É um monte Sião, um dos montes de Jerusalém, onde está o tempo e o dia de Jerusalém. Então, ao invés de ficar falando toda hora de Jerusalém, e Jerusalém representa o povo hebreu, representa o povo escobido, você fala Sião e fica mais fácil.
É um artifício da língua hebraica. A gente usa muito isso também. A gente fala assim, a corrupção em Brasília, querendo se referir à política. A gente usa o nome Brasília como se Brasília fosse só… todo mundo em Brasil fosse político não é bem assim e ele usa também nações, Arudo nações tem só um significado? Tem vários são gentis as nações são gentis todo mundo que não é o povo e que na visão deles está bem abaixo quando ele fala o inimigo Ele fala, o inimigo é o inimigo. Aquele que causou mal a gente, que na nossa visão nos causou injustiça, nos provocou o mal, algum prejuízo.
Isso é um inimigo. Os que têm que ser exterminados da face da terra. Alô, outra pergunta. O pessoal adora que eu faça essa perguntinha assim, bem… Eu não vou falar que o pessoal é inteligente, mas eu faço umas perguntinhas meio mordas. Quando fala assim, Deus é minha fortaleza. Eu uso assim, minha fortaleza, minha fortaleza. Eu acho que é uma palavra que ela abrange mais do que a gente imagina. Não, na verdade, esse é um ponto importante da língua hebraica. A língua hebraica, ela não usa substantivos abstratos Então, por exemplo, ela não vai falar assim, Deus é a força que me sustenta.
O que é isso? Então, o que a língua hebraica é? Olha, um guerreiro está no campo de batalha. O que protege ele? Um escudo. Então, Deus é meu escudo. Uma cidade está fortificada. Ela tem um lua que circunda ela para protegê-la. Esse muro que circunda a cidade chama Fortaleza. Então eu falo assim, Deus é a minha Fortaleza. Proteção, né? Ele é um muro que anda em 300 a 100 graus. O hebraico não usa abstração. É tudo concreto. Deus é o meu. Deus é a gordura dos meus dentes. É o meu escudo. É a minha Fortaleza. É uma cabra dando leite.
A cabra dando leite? É. Eu falo assim, a providência divina que sustenta meus pás. Isso é coisa de espírita. O autobíquio vai falar, Deus é minha cabra e me dá leite todo dia. É minha capa, é meu cajado, a minha sandália. É tudo concreto. É tudo concreto. É a vida do camponês. É tudo que está ali na vida do camponês. Tudo concreto. Muito bom. Tudo concreto. Eleonora? Presente. Não, aqui no fim ele fala assim, né? Levante-se, Havé, não triunfe um mortal. Que os povos sejam julgados em tua frente. Enfunda-lhes medo, Havé.
Saibam os povos que são homens mortais. Eu fiquei pensando aqui nesse sentido, a questão de que quando o homem se acha mais do que Deus, então aqui ele vai dizendo que os homens passam no sentido das nações mesmo. Quando ele falou ali que as cidades são destruídas e reconstruídas, que as gerações passam, mas que… Mas que Deus é o Criador mesmo, é de tudo, né? Fiquei pensando que sentido que ele ficou dando que o homem não triunfa sobre Deus, né? Não, é mais do que isso, meu amor. É que não importa o poder que você tenha na Terra, um dia chega o seu velório.
É bem objetivo. Não importa o poder que você tenha, esse poder cessa no seu velório. E aí você vai entender o que é ser mortal. É esse o ponto. Essa é a mensagem, que só tem um eterno, que é Deus. Nós somos mortais. E, às vezes, não se dá conta disso. Jesus vai fazer várias vezes essa referência. Ele fala assim, escuta, você está juntando tanta coisa no celeiro, tanta coisa você está acumulando. Hoje mesmo vão pedir sua alma. E o que você está juntando? Para quem será? Tanto poder. E não, no seu relógio você não vai poder usar.
Esse poder não vai te ajudar nem a movimentar um dedo. Eu tenho uma piada que diz assim, perguntar para a pessoa assim, o que você gostaria que tivesse na coroa de flores do dia do seu relógio? Qual mensagem você gostaria que tivesse? Aí a pessoa fala, a mensagem que eu gostaria é assim, olha, ele está mexendo. Essa não vai ter. Essa não vai ter então tem uma coisa bonita do Ariano Sassou que ele brinca com isso e sofreu o único mal irremediável o único mal irremediável é nesse sentido é nesse sentido que a morte é um grande julgamento a morte é um grande elemento que põe fim a tudo tudo tudo, ninguém, ninguém, ninguém se livra dela.
O Emmanuel tem uma frase bonita, está no Justiça Divina, no Justiça Divina ele fala assim, mão niveladora da morte, quer dizer, diante da morte, todo mundo nivelar, todo mundo igualzinho, Nossa, Deus. Bonito, né? Justamente justiça divina, hein, Eleonor? Que é o assunto aí. Isso aí. Estão procurando aí, Eleonor? Não, estou só… Chegou pouco. Muito bem. Mas eu ia brincar com o seguinte, se a galera fosse espírita e escrevia, ele vive. Oi? Mas na coroa de flores lá, o espírita coloca, ele vive. A morte não existe só que o que acontece Júlio, essa é uma coisa bonita essa é uma coisa bonita porque assim no dia do meu velório o Arouda acabou isso é uma coisa que as pessoas não compreendem compreendi bem lá no mundo espiritual eu não vou continuar sendo o que eu sou aqui acabou a família a família o carisma, a atividade acabou, acabou então não adianta eu chegar lá e falar oi gente, eu sou o Haroldo eu queria saber qual que é a minha agenda de palestra aqui no mundo espiritual eles vão chegar e falar, ô meu filho, aqui você não é palestrante você está procurando um trabalho tem uma flanquinha você quer colaborar eu queria trabalhar então vamos avaliar qual que é a sua condição espiritual emocional pra ver onde que a gente encaixa aqui acabou, acabou Ah, mas você não está entendendo.
Eu sou um bilionário. Ou, meu querido, aqui não. Aqui você não tem um centavo. Não, você não está entendendo. Eu sou o presidente da companhia. Essa companhia não existe aqui. Então, morreu mesmo. Morreu. Morreu. Aí, é uma outra versão. Isso é difícil. É uma outra versão. Porque é isso que o André Luiz tenta nos dizer não, eu sou médico querido, aqui você não é médico não, porque aqui é o perispírito você não sabe nada de perispírito aqui você tem que fazer medicina de novo você não tem habilitação para perispir mal, mal você tinha para corpo aqui você não é médico não, mas você não está entendendo porque a minha a minha esposa ficou lá e eles Não quiseram falar, mas no momento certo falaram, não é mais sua esposa, casou de novo.
Aqui você está solteiro. Você está solteiro. Sua esposa já casou de novo, você não é mais marido. Meus filhos estão lá não seus filhos, não, os filhos de Deus você não é pai você tem um vínculo afetivo você pode estar, mas acabou acabou já posso sair da live? Já posso sair da live? Já posso sair da live? Jesus é é É também, né, é sim, uma oportunidade que a gente tem também de renovar sonhos, fazer aquilo que não foi possível ser feito, aquilo que a encarnação não deixou, as amardas, as correnturas, então, um pouco de liberdade também para o espírito que quer seguir adiante, que quer renovar-se, né?
Renovar-se. Renovar. É preciso renovar. Né? Tem uma… no caso do mito, que… Parece que eles tiveram uma manifestação, era um médio até de materialização, aquele médio lá do Frei Luiz, que desencarnou. Quando estava na gravação do primeiro Nosso Lar, Nosso Lar 1, esse médio de materialização foi lá e materializou um cristal nas mãos do Nestor Mazate, no set de gravação. E André Luiz deu uma comunicação, André Luiz deu uma comunicação. E assim, impressionante e a pessoa falou André, porque a sua história ele chegou e falou assim pessoal, essa história não mais me pertence eu já segui essa história ela não diz mais de mim É sutil, né?
O pessoal, se liga, já passou mais de 70 anos e vocês estão nessa aí. Gente, acabou. Na verdade, essa história não tem mais esse apelo. É que vocês leram o livro ontem, mas assim, já passaram mais de 100 anos. Vocês estão nessa aí. Eu não sou mais aquele velho do isso que vocês estão lendo lá no sul. Não conversei ontem com o Clarence, né? É… que é engraçado mais ou menos fala assim Júlio, Júlio, você lembra quando você tinha 15 anos, estava na escadaria dando um enorme espirita você fala, ô meu querido que ele já tem tanto tempo você está conversando com outro Júlio nossa rapaz é outro Júlio que que é isso meu Deus, já tem décadas décadas você pega Muita água rolou de lado dessa ponte.
Não, atualiza aí, né? Muito bom. Então é um pouco disso. É um pouco disso. Esse aspecto renovador da morte. Cessa e fala, filho, filho, desvencilha-te dessa roupa-me. Essa personalidade essa estrutura da sua vida não é você isso é uma conjuntura acabou segue segue segue adiante segue adiante não significa que nós vamos perder os afetos os afetos da alma são lácios divinos que nos conduzem a Deus mas a dinâmica do afeto muda completamente muda tanto que alguém que hoje é uma parceira fetiva amanhã pode vir com um filho olha como é que muda o afeto permanece mas a configuração dele é completamente diferente E a gente tem que estar preparado para esse tipo de emalvação, para essa mudança profunda que a vida está propondo.
Fácil não é. É fácil falar. É fácil falar. Falar é fácil. Ainda bem que você falou isso agora, porque realmente não é fácil. Parece que você vai… Como é que fala? Se… eles vai desintegrar, quando você vai ter que abrir mão disso. Você fala assim, mas toda a minha referência era aquilo que eu… Daí essa sensação de perda… é imensa, de falta, de não pertencimento momentâneo, não é, Haroldo? As pessoas não se sintam culpadas também, acho que é isso mesmo, faz parte do aprendizado, você olhar para isso. E eu fico imaginando isso, quanto a Jesus, Haroldo, o Jesus histórico.
É porque, por exemplo, juro, a gente se pimenta no olho dos outros, é reflexo. A gente ia na história, nossa, a mãe do Averlis foi para uma colônia superior ao nosso lar. Nossa, que beleza, eu quero ir também. É, mas foi sem o marido, sem nenhum dos filhos. Doida para voltar, né? Fala sério. Pouca gente vai, pouca gente vai. Pouca. Tem até espírito que recebe o convite. Pouquíssimos aceitam. Pouquíssimos aceitam. E a nossa resposta é a mesma, né? Que para esse inverno, a resposta é a primavera, né? Então é o renovar-se, é o voltar.
É o construir. Renovar. Renovar. E quem é renovar? Renovar. Muito bem, demos 56 minutos. Adoramos conhecer esse Salmo 9. Semana que vem já vamos para o Salmo 10 para a gente completar essa dobradinha de Salmo 9 e 10. Acho que foi muito bom. Foi muito bom o estudo de hoje. Agradecemos a Haroldo, agradecemos Júlio, agradecemos a todos os amigos que estão conosco. E é isso, um ótimo final de semana. Até semana que vem. Um abraço forte. “
Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.

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