#026 – Estudo do Velho Testamento – Livro Salmos

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Neste episódio da série de estudos do Velho Testamento à luz do Espiritismo, conduzida por Haroldo Dutra Dias, retomamos o Livro de Salmos, focando no Salmo 8. O estudo inicia com uma homenagem póstuma a Divaldo Franco, destacando seu legado de fé e serviço, e a profunda gratidão por sua vida de testemunho e dedicação à divulgação do Espiritismo.

O que é estudado neste episódio

  • Salmo 8: Louvor e Contemplação da Criação: O estudo aprofunda a temática do louvor a Deus através da observação da natureza. O salmista, ao contemplar o céu, a lua, as estrelas e toda a vida na Terra, reconhece a grandeza e os atributos divinos.
  • Monoteísmo Hebraico e a Abstração de Deus: Haroldo Dutra Dias explora a sofisticação do monoteísmo hebraico, que proíbe a representação de Deus por imagens ou objetos da criação. Deus deve ser conservado como uma pura abstração, e seus atributos são conhecidos através de sua obra, não de sua forma.
  • A Natureza como “Cartilha de Deus”: A beleza e a regularidade das leis naturais revelam o caráter e os valores divinos. A natureza é vista como um “código genético de Deus”, uma “cartilha” onde Ele transmite seus ensinamentos e escolhas.
  • Limites do Conhecimento Humano e as Questões do Livro dos Espíritos: O estudo aborda as questões 17, 18 e 19 do Livro dos Espíritos, que tratam da capacidade do homem de conhecer o princípio das coisas. É enfatizado que Deus revela o conhecimento à medida que o homem se depura, mas há limites intransponíveis para a compreensão integral de Deus, dada a sua infinita inteligência.
  • A Pedagogia do Nome Impronunciável de Deus: A tradição hebraica de não pronunciar o nome de Deus (o Tetragrama YHWH) é explicada como uma ferramenta pedagógica. Essa prática visa educar o homem a conceber Deus como algo que transcende suas faculdades e capacidades sensoriais.
  • Revelações Divinas e Progresso Espiritual: A revelação é apresentada em um sentido amplo, não apenas como as grandes revelações religiosas, mas como as oportunidades que Deus oferece para acessarmos o conhecimento de sua obra. O progresso espiritual é impulsionado pelo anseio de avançar e pela disposição de aprender, reconhecendo que o conhecimento é um caminho infinito.

Reflexões

  • O louvor a Deus é um exercício de reconhecimento de valor, uma forma de enxergar a importância da criação e do Criador em nossas vidas.
  • A compreensão de Deus é um processo contínuo e infinito, que se aprofunda à medida que evoluímos espiritualmente, mas nunca alcançará a totalidade, pois Deus é a inteligência suprema.
  • A vida é uma jornada de infinitas revelações e aprendizados, onde cada experiência nos oferece a oportunidade de desvendar um pouco mais da obra divina e de nós mesmos.

Ler transcrição do episódio

Olá, meus amores, todos bem? Sejam todos bem-vindos a mais um estudo de salmos. Como está, Aroudo? Como está, Júlio? Tudo jóia. Mas tudo bem, estamos aqui voltando, né? Depois de um tempinho, o nosso último salmo foi antes do vir a ser. Nós chegamos até a falar um pouquinho de esperança, ligar com esse salmo 8, que é o salmo de louvor, né, Aroudo? E que trata dessa questão do homem observando a criação, é o que eu me lembro, e retomando, né, Leandro? Como é que foram esses tempos aí? Teve um viracê da esperança, a Arô também participou, foi ótimo, né, Arô?

Exatamente. Foi muito gostoso. Ela retomou, e hoje também… Importante também a gente dizer, regressou a pátria espiritual nosso querido amigo, de volta o Pereira Fran, esse trabalho incansável, incansável, mas deixou. E nós tivemos alegria de poder conviver com ele. Gostaríamos de dedicar esse episódio de hoje a ele. E ao trabalho dele, a Goitia. Tantas lembranças boas, né, Haroldo, quando a gente esteve na nação. É, exatamente. O Haroldo falou ao exemplo dele. É uma vida, né? Uma vida de exemplo. Um testemunho. Muito mais do que as palestras que tocaram a tantos corações, quantas pessoas conheceram o Espiritismo pelas palavras dele, né?

Pelas palestras, pela fala, mas acho que o testemunho à vida sempre falou muito mais do que as palestras, né? Então a gente fica com essa… Com essa vida que foi um testemunho, com a ação do caminho, com as crianças, com nós que estivemos lá e quem conhece o tamanho do projeto. E a gratidão também porque Divaldo falou sobre o Espiritismo por todo mundo, esclarecendo. Sem dúvida. Não deixou de ser um salmista da doutrina, né, Aroso? Com aquele verbo dele entonado, com aquela fala, com aquele… Como é que chama? Tem um jeito de…

Declamando as palestras, muito declamadas, muito ricas de musicalidade no verbo, assim, né? E deixou essa marca que eu tenho falado muito, agradeço a oportunidade dessa contemporaneidade, de ter convivido nesse período. A importância que fica para nós, porque estivemos com ele, que convivemos, que somos desse período em que encontramos aqui Chico, Divaldo e outros grandes nomes que passaram por esse período aqui que a gente também está encarnado de transição plenitária. É… Então, é um momento realmente de gratidão, de louvor a Deus por essa obra, por esse carinho, por essa programação que a gente está inserido nela.

Graças a Deus. Graças a Deus. É isso. Vamos para o Salmo 8 novamente. É um salmo 8, a gente começou esse salmo falando sobre o louvor, falando sobre a alegria, os anteriores todos eram salmos de súplica, que a gente… Então, nós abrimos no último estudo falando sobre louvar, pedir e agradecer, que o Haroldo trouxe tão bem o que significa esse louvar. Acho que começamos por aí o nosso salmo, onde o salmista contempla toda a criação. É, contempla, porque isso é importante e talvez seja algo que a gente tenha perdido.

Como na tradição hebraica não se pode representar Deus por nenhuma imagem, por nenhum objeto da criação, Deus não pode ser representado. Eu acho que esse é o aspecto mais sofisticado do monoteísmo hebraico. Deus tem que ser conservado como uma pura abstração. Eu não posso… ter nenhuma imagem, nenhuma figura, nenhum elemento da criação para representar Deus. Mas, por outro lado, eu conheço os atributos de Deus, eu conheço o caráter de Deus olhando para a sua obra, o que não é muito difícil para a gente entender. Como que a gente reconhece que uma pintura é de Tarsila Amaral, né?

Tarsila do Amaral. Tarsila do Amaral. Como é que eu reconheço que a pintura é dela? Olhando para as características que revelam o caráter, as escolhas artísticas, o talento dela. Só ela pinta o quadro daquele jeito. Como que eu sei que o quadro é do Monet? E como que eu sei que é de Deus? Olhando para a natureza as leis naturais eu começo a deduzir começo por um raciocínio indutivo começar a deduzir como é Deus quais são seus atributos interessantíssimo isso então esse é um ponto importante desse salmo 8 que é da gente louvar é Eu digo que louvar é escolher as coisas importantes.

Louvar é escolher o que tem valor. É estabelecer uma lista de valores. Isso é louvar. Então, quando eu faço esse louvor a Deus, eu estou reconhecendo aquilo que tem valor, aquilo que é importante. Isso é final de Natal. E ele vai citando, né, Arudo? Acho que o seu retorno não tem falta, ou da Eleonora, não sei. Ele vai citando essas percepções dele na natureza, o salmista. É, porque observando a natureza, a regularidade, as leis naturais, a gente identifica os atributos de Deus. Há uma frase, um título de um livro que eu acho que resume, que é Deus na natureza Deus na natureza Deus na natureza a gente tem a obra também do Casimiro Cunha que nos traz bem isso que é o Cartilha da Natureza Cartilha da Natureza Cartilha da Natureza olha isso esse título é É genial também porque ele está dizendo assim, tem um ensinamento aqui, Deus está dizendo algo, Deus está transmitindo quais são os seus valores, suas escolhas, através da natureza, porque ele poderia fazer do jeito que ele quisesse.

Se ele fez desse jeito, essa escolha dele tem um valor, tem uma razão que traz. É, você já ouviu essa coisa, fala assim, né, que na natureza você vai encontrar o código genético de Deus, né? É isso aí. E é uma marca que está presente naturalmente. Eu ia comentar que as primeiras questões do livro dos Espíritos remetem bem a isso, né? Conhecer Deus pela sua criação. Então ele fala que Olha a criação, a gente pode ver o criador, que foi o que o Haroldo falou sobre as pinturas. Então, o livro dos espíritos já dá esse caminho.

E quanto mais a gente conhece, por isso que às vezes quando fala que os cientistas, a comunhão da ciência com a religião, Ela vai a esse ponto, porque quanto mais você conhece a ciência, quanto mais você descobre o quanto é complexo, né? O quanto é perfeito, é que o criador é perfeito demais, né? Exatamente, exatamente. Perfeição infinita. A gente vai atrás e vai achando mais perfeição, vai atrás e vai achando mais perfeição. E aquela coisa da Fibonacci, né? A gente vê também que é lindo aquilo, né? Isso, isso. Agora, tem um aspecto que acho importante para a gente voltar para o monoteísmo hebraico, que é a ideia de que nós não podemos compreender integralmente Deus.

Por uma razão muito simples. Para compreender integralmente Deus, eu terei que ter a inteligência de Deus. E ele é a inteligência suprema. Ele é a inteligência suprema. Deus é infinito, ilimitado. Então, não dá. Tem uma lacuna. Tem uma lacuna. E não é só que tem, é que sempre haverá. Não importa seu grau de evolução, sempre haverá uma lacuna infinita. Esse é um encanto importantíssimo, que a gente tem que compreender. Então, significa que O único que compreende Deus é Deus. Nós compreendemos de Deus aquilo que Ele revela.

Eu vou trazer aqui para a gente conversar. Olha, questão 17, no Livro dos Espíritos, está no item conhecimento do princípio das coisas. Que coisas? Só tem três coisas. Um. Não existem três elementos gerais e diversos? Então, conhecimento do princípio das coisas, que coisas? As três coisas. Quais são as três coisas? Deus, Espírito e matéria. Então, nós podemos conhecer o princípio de Deus? Não. O princípio é do Espírito? Não. O princípio é a origem da matéria? Não. Não. Então Kardec pergunta, é dado ao homem conhecer o princípio das coisas?

Eles respondem, não, não. Deus não permite que ao homem seja tudo revelado neste mundo. Agora veja, revelado, não é a gente que vai lá e conhece, é Deus que mostra, que revela. É ele que revela. E os hebreus chamam isso de emanações de Deus. Toda vez que Deus revela algo, está emanação. São as emanações de Deus. Porque se ele não revelar, eu não acesso. Eu não tenho acesso. Mas neste mundo, num mundo de expiação e provas, não. Não. Então a pessoa escreve um livro assim, agora eu vou descobrir a origem da matéria. Eu não vou nem ler o livro.

Eu não vou ler. Porque não é dado ao homem, neste mundo, conhecer o princípio das coisas. Agora, aí cadê que tu liga? Penetrará o homem em dia o mistério das coisas que lhe estão ocultas? Olha e responde. O véu se levanta a seus olhos à medida que ele se depuna. Mas, para compreender certas coisas, são necessárias atividades que ainda não possui. O que é isso? 19. Não pode o homem, pelas investigações científicas, penetrar ao longe dos segredos da natureza? A resposta, a ciência lhe foi dada para o seu adiantamento em todas as coisas.

Ele, porém, não pode ultrapassar os limites que neles estabeleceu. Maravilhoso, né? E eu estou com a perguntinha aqui só esperando. Interessante, né? É que você falou assim, isso tudo… E é lógico que é interessante essa relatividade que tem das coisas. Quando se fala conhecer a origem, conhecer tudo, a gente vai para extremos que a gente não sabe. Porque como é que você fala em tudo ou fala em nada, porque você não conhece nem nesse fim. Mas é interessante que Jesus diz assim, Buscai e achareis. Batei e abrisse o rosaque.

Então é interessante que o ser humano não foi oculto a ele desejar conhecer, buscar. E quando ele busca, parece que as coisas vão se revelando à medida que ele busca e que ele bate essa porta. Não sei se no sentido de a gente não se acomodar naquela história do mistério, que a gente cultivou, isso é um mistério no sentido de proibido você conhecer, você estabelecer como uma crença de que você não pode saber dessas coisas, mas aquilo que o homem anseia e que ele vislumbra, me parece ser possível ele compreender, de uma certa forma, dentro dessa lei gravada na consciência.

Como é que é isso, Procê, dentro do que você falou? É, porque o que a gente compreende da resposta, Júlio, é que desejar, ansiar é motor do barco, tem que estar ligado. Existe progresso espiritual, mas existe evolução se eu não tenho esse anseio de avançar, esse anseio de progredir. Esse é o motor do barco. Se a gente perdeu isso, nós entramos num adoecimento da alma. Eu não tenho mais interesse em avançar, em progredir, em me aprimorar, é uma condição patológica. Agora, entre desejar e obter, tem um tempo. Se a gente entende isso, fica tudo mais fácil.

Existe um tempo. Então, o que os Espíritos estão colocando aqui é que, olha, tem limites, limites para quem está nesse mundo quer romper esses limites vai para outro mundo quer ir para outro mundo muda de ordem na escala espírita deixa de ser espírito imperfeito se transforma em bom espírito ou deixa de ser um bom espírito se transforma em um espírito puro então é isso metas, a gente tem que ir colocando as metas quando a luz do fogo que Deus se revela eu lembrei assim, as revelações as revelações, a árvore a árvore do evangelho né Mas lembrei que mesmo assim a gente aqui encarnado tem muita coisa pra gente descobrir e revelar dentro das revelações que já estão postas também, né?

Tem muito a gente também ir rompendo esses limites, porque tem aquilo que Deus mostrou, mas Mas é difícil um encarnado, em uma vida, ele ter acesso a tudo que já foi revelado também. Há revelação divina, mas há revelação na nossa encarnação, coisas que já foram postas, que já estão colocadas, e a gente também vai revelando Vai descobrindo, né? Dentro de nós, porque às vezes a gente conversa com pessoas que têm acesso a coisas que a gente nem tem, a sentimentos, a pensamentos, né? E também essa revelação também é nossa diante da revelação divina, que eu quero dizer, né?

É, e aqui, meu amor, a palavra revelar aqui não está sendo, não tem essa conotação de… as revelações religiosas. Primeira revelação, segunda revelação, terceira revelação. Porque essas revelações são religiosas. Aqui está falando de Deus revelando sua obra. Então, se eu estou no laboratório de química, eu vou obtendo revelações. As revelações sobre a estrutura da matéria. Se eu estou no campo do cuidado com as pessoas, eu vou tendo revelações sobre as pessoas, sobre as demandas delas, as necessidades. Então, revelações, se se conscreve, as grandes revelações religiosas.

Revelar é o quê? É quando Deus nos dá uma oportunidade de acessar o conhecimento da sua obra. Então são infinitas micro revelações então eu falo assim durante uma encarnação em que você é mãe ou pai quantas revelações você tem sobre paternidade e maternidade inúmeras as circunstâncias, as experiências vão te revelando coisas você fala, meu Deus agora eu entendo isso então a revelação aqui está no sentido bem mais amplo e você falou certo o que nós já temos revelado para nós acessarmos tudo o que já está disponível nós vamos precisar de muitas dívidas de muitas do que já está revelado entendeu?

E sobre esse prisma, o que já está posto, ainda não é tudo, né? Como ele falou, não é tudo que é revelado. Imagina só, a gente tem um tanto que já é revelado, tem um tanto que a gente não acessa, e não é tudo. E é interessante que a doutrina espírita sempre fala essa questão do véu, né? Que vai sendo levantado dos olhos. Em vários momentos a gente… É uma linguagem… Essa é uma linguagem hebraica, hein? Olha que interessante. São as kipplot, são os véus. Então, entre nós e Deus tem infinitos véus. Véus que vão se levantando.

Levanta-se uma cortina, né? E aí você enxerga mais um pouquinho. Aí levanta mais uma cortina, você enxerga mais um pouquinho. É uma coisa sensacional. Me veio só uma imagem, talvez possa ser aproveitado ou não. Da revelação exemplificada ou também materializada na questão da estrutura do templo ali, que parece que à medida que você vai penetrando cada etapa ali, vocês têm uma… Exatamente. Exatamente. É essa a ideia. Exatamente essa a ideia. Exatamente essa a ideia. Essa comparação faz cala espírita ali, né? Se tem terceira ordem, segunda ordem, primeira ordem.

E na medida que você vai… Por isso que os espíritos não falam em primeira categoria, a terceira ordem, espírito imperfeito. Segunda ordem, bons espíritos. Primeira ordem, espíritos puros. Eles não falam em espíritos perfeitos. Espíritos puros porque quando o espírito se torna puro ele entra em comunhão com Deus entrar em comunhão com Deus não significa saber tudo que Deus sabe significa se tornar Deus significa entrar num processo de absoluta harmonia com Deus onde dali pra frente não há mais resistência eu sempre vou estar aberto às revelações de Deus e vou caminhar pelo infinito da eternidade pelo infinito da minha imortalidade Sempre recebendo revelações de acordo com o meu propósito, o meu avanço, sem existência.

Não consigo nem imaginar o que é isso, Haroldo. Não conseguimos. Não conseguimos. Não conseguimos. Não conseguimos. Nós não temos ideia. É, porque muda tudo, né? Dos propósitos… Muda tudo, né? Muda tudo. Muda tudo. Entendeu? Faltam eles o sentido? É isso? Faltam vários sentidos, que falam aqui, faculdades. Porque nós temos cinco sentidos. Ver, ouvir, tocar, as percepções, os sentidos, mas eles não são suficientes. Eles não são suficientes. E quando a gente estuda os sentidos, para não pegar o sentido da visão, o nosso olho…

Ele só consegue captar dentro de uma faixa de frequência. A gente não pega nem infravermelho, nem ultravioleta. Nós não conseguimos enxergar no raio-x, no micro-ondas. A gente não consegue. Tem uma limitação. O nosso olho tem um tamanho. Então, ele recebe uma luz, ele tem que processar aquilo, converter num impulso nervoso. Gente, é primário, assim, chega a ser grosseiro. Chega a ser que eu não sei então há limites na nossa visão há limites na nossa audição há limites no fato de nós sermos corpóreos há limites eu não posso com esse corpo aqui eu não posso sair da atmosfera da Terra eu congelo olha os limites aí a matéria toda matéria que nós conhecemos não consegue ultrapassar uma certa velocidade olha outro limite Porque as distâncias começam a ficar gigantescas.

Então, é muito… Realmente, eu acho que a gente é mais presunçoso do que sábio. Falta essa sabedoria. Mas nós estamos trazendo isso aqui para mostrar que só aprende quem tem uma disposição de aprender. É para aprender sobre Deus eu tenho que me colocar na energia do louvor na energia do louvor então o que significa isso é muito interessante isso por exemplo o Júlio toca o violão tem estilos que ele gosta tem estilos que ele não gosta o que ele não gosta ele não vai aprender não vai ele pode ter uma uma visão geral Mas se tornar efetivamente bom naquele estilo musical que ele não gosta, que ele não vê valor, não vai.

Então, primeiro você tem que dar valor. Depois você vai investir. Porque ninguém investe naquilo que não valoriza. O louvar a Deus é o exercício de… É o primeiro exercício. É o exercício de enxergar valor. Enxergar valor. Para depois que eu enxergar um valor, ali sim, aí eu vou. E a gente vê que é isso que o nosso salmista faz, quando ele fala que contempla o céu, a lua, as estrelas, que ele contempla tudo que tem embaixo dos seus pés, que ele contempla as aves do ar, os peixes do mar, ele está reconhecendo aquilo que ele vê, ele está reconhecendo essa criação.

Só que ele começa no primeiro e no último, ele começa dizendo assim, Senhor, dono nosso, quão ilustre é teu nome em toda a terra. E no final ele encerra, Senhor, dono nosso, quão ilustre é teu nome em toda a terra. Quando ele fala quão ilustre é teu nome em toda a terra, e você comentou que o nome é uma coisa que não pode ser falada, nem dita, o nome de Deus, mas ele está louvando Deus. A Deus mesmo, em toda a terra, ou aquilo que ele conhece de Deus. Esse é um aspecto, Leonora, que eu falo que nós ainda não somos monoteístas mesmo.

Ainda não somos. A proposta do monoteísmo hebraico ainda é muito sofisticada. Então, as pessoas preferem ir na capela cistina, ver a pintura de Michelangelo, daquele ancião, com a mão estendida, com o dedinho estendido, tentando tocar no dedo, ali o homem tentando tocar no dedo de Deus, a gente ainda prefere ver Deus dessa forma, Deus com uma amplificação de nós mesmos. Qual que foi a pedagogia da revelação hebraica? Ela criou uma… Pedagogia. Pedagogia. A pedagogia é… Eu crio um nome que só tem consoante. Por que isso é uma pedagogia?

Eu crio um nome que só tem consoante porque a gente não consegue formar sílabas se não tiver vogal. Então, eu falo assim, Eleonor, fala para mim Bá, Bé, Bi, Bó, Bú. Mas sem as vogais. Não fala, né? Quer tentar? Vou tentar. Vou tentar. Então, esse foi um recurso didático. Foi dada uma tarefa para não ser cumprida. Eu te dou quatro consoantes. Por isso que Yavé, Javé, isso aí é apelação, é não entender a brincadeira pedagógica. Não entendeu. O exercício pedagógico foi dado para não ser feito. Eu te dou quatro consoantes e digo, não pronuncia.

Qual é o sentido desse recurso pedagógico? É começar a nos educar, começar a nos educar para pensar Deus como algo que está acima das minhas faculdades, acima da minha capacidade. Então, ele tem um nome que eu não consigo pronunciar, ele tem uma aparência que eu não posso ver, ele tem uma fala que eu não sou capaz de ouvir. É esse o sentido, né? Quer dizer, é imediato está além dos meus sentidos, ele está além das minhas habilidades, porque ele é Deus. Essa é a lição que está por trás desse nome que não deve ser pronunciado.

Então, quando o Hebreu diz assim, o nome de Deus, o nome de Deus, ele está querendo dizer exatamente isso, que há um Deus que eu não compreendo e há uma manifestação de Deus que eu tenho que compreender. Lembra? Tem Deus, ele é Deus. Eu não consigo acessar. Ninguém sonda Deus. Quem nos sonda, Deus sonda a gente. Mas a gente não sonda Deus. Ninguém é capaz de sondar a Deus, mas Deus é capaz de nos sondar. No entanto, ele se manifesta. Quando ele se manifesta, eu devo compreender a manifestação. Porque as manifestações de Deus são manifestações adequadas ao meu entendimento.

Toda vez que Deus se manifesta, Ele se manifesta de uma maneira que eu sou capaz de compreender. Então, eu tenho que compreender. Eu preciso fazer um esforço para compreender, porque Ele adequou as minhas capacidades. Então, não dá para a gente pensar que Deus se manifesta para mim como Ele se manifesta para Jesus. Claro que não. Eu não tenho as capacidades, eu não tenho os sentidos, eu não tenho a elevação do Cristo. As manifestações de Deus para Jesus são infinitamente mais potentes, mais exuberantes do que para mim.

Mas por quê? Porque eu não sou capaz, eu não sou capaz. É mais ou menos a gente marcar uma transmissão do estudo de salmos e chamar um recém-nascido para participar com o congênero de estudo. Exatamente. Você pode até chamar, mas… Qual é o efeito de nenhum? Porque ele não é capaz nem de contribuir nem de entender. Então, está tudo certo. Ele vai crescer. É interessante isso, não é? É interessante porque quando você fala em compreender… As manifestações, eu fiquei pensando lá em Gênesis, quando a gente estudou a criação, que Deus criou, criou, criou, e depois pediu para que o homem desse nome às coisas, né?

Fiquei pensando, esse dar nome às coisas é o homem compreendendo essa criação. Quanta coisa que a gente não sabia que existia, e aí descobre uma doença e dá um nome. Descobre uma matéria nova que a gente não sabia que existia, mas sempre existiu. Aí o homem descobre e passa a dar nome àquilo da criação que a gente não conhecia. Então a gente também vai conhecendo essas manifestações. Vai crescer exatamente e é tão interessante quando você está falando das revelações, que elas acontecem Isaac Newton usou sua inteligência ao perceber que na visão dele uma maçã caía, algo caía no chão, porque a terra estava traindo esse alvo Tinha uma força para ti.

Então, o Sol estava atraindo a Terra, que tinha uma força e chegou a calcular. Essa força diminuía na proporção do quadrado da distância. Quanto mais distante, menor a força. Só que depois perceberam que, quando Einstein chegou aqui, não podia ser. Isso não estava correto. Porque essa força ela se exercia instantaneamente ela tinha uma velocidade infinita ela se exercia instantaneamente e aí ele falou não pode, não tem força então o que é a gravidade? Então aí veio Einstein com uma outra teoria que ele falou se não pode ser isso nós temos que encontrar uma outra maneira como é que eu compreendo a gravidade?

Ele criou uma outra maneira mas veja Será que é realmente a correta? Todo dia, porque sim. Todo dia que a gente está se aproximando. Mas a gravidade está aí. Ela está aí. Está funcionando perfeitamente. Perfeitamente. Então, esse é o sentido de revelação. A gente vai sofisticando, ela vai evoluindo. A gente vai aprimorando, vai refinando o nosso conhecimento. Mas, gente, esse conhecimento que nós estamos refinando, Deus já possui ele completo. Esse é o ponto. Haroldo, a gente já está indo para o fim do nosso episódio de hoje, mas eu até falei com você antes, tem uma perguntinha, porque ele vai falando essa exaltação, de repente ele fala assim…

Ele exalta toda a criação e fala, o que é que ele viu no homem? Não sei se é isso que está falando. Como é que você vê essa perguntinha? Acho que no reciclo 4. Eu acho que é muito da pergunta 17 do livro dos Espíritos. É dado ao homem conhecer o princípio das coisas? Não. Deus não permite que ao homem tudo seja revelado. Lixinha. Então, o que é o homem? É esse ser, filho de Deus, mas limitado, e nesse estágio da evolução, não pode. Ah, mas eu quero. Mas não pode. Aí o que eu tenho que fazer? Depurar. Se eu fosse depurar.

E sem contar que se ele resolvesse responder, não entenderia nada, né? Esse é o ponto também, né? E aí a gente fica, a gente criou. Então tira Deus, então não existe Deus. E não tem limite para o ser humano. Nós podemos conhecer tudo. Então, teto. É a torre de Babel. Está todo mundo tentando destruir uma torre que vai da terra ao céu. O problema é que não está ninguém se entendendo. Por que não tem ninguém se entendendo? Essa é a grande parábola da torre de Babel. Porque esse projeto não é de Deus. Tá. O projeto de Deus é melhora moralmente que eu tinha zero é demais é demais aí a piadinha que fala que a gente vai construindo essa torre Babel aí não consegue e escreve lá embaixo é difícil é difícil É isso, né, gente?

Vamos caminhando aí agora para o Salmos 9, no próximo estudo. A gente aconselha que todo mundo siga refletindo a respeito dessas coisas. Acho que é Para mim, fica essa imagem de que a gente pode continuar buscando sempre, desde que a gente não ache que chegou ao resultado final. Desde que a gente reconheça que… Sabe o Sócrates, né? Quanto mais a gente sabe… A gente descobre que mais tem para saber, né? E parece que o universo vai ser assim, né, Aruna? Uma viagem infinita, né? Pela sabedoria, pelo conhecimento. Eu gosto de usar duas metáforas aqui, que eu acho que valem para o conhecimento, né?

É como se eu chegasse para você e dissesse assim, olha, Júlio, é o seguinte, a partir de agora, você vai compor uma música tão perfeita, tão perfeita, que depois que você compuser essa música, você vai tocar ela uma vez em violão, depois nunca mais na vida você vai tocar de novo. Vou dar um outro exemplo, então. Olha, Eleonora, você vai dar um abraço no seu filho, Mas vai ser o abraço que vai ter infinito amor. Então vai ser o último abraço, Silvia Danilo. Também não. Essa é a nossa ilusão. Ora, eu não quero tocar uma música perfeita para eu nunca mais ter que tocar o violão.

Eu quero tocar o violão para sempre. Eu quero que o violão se aperfeiçoe, que… Eu cresço, ele cresce, a gente… Eu não quero dar o abraço final. Eu quero dar infinitos abraços. E que o próximo abraço sempre seja melhor que o último. Então, nós somos imortais. Nós temos a eternidade. Então, Deus nos deu um caminho infinito. Você nunca vai chegar no final do caminho da sabedoria. E você nunca vai chegar no final do Carmo de Duomo. Porque, na verdade, se você entendeu a graça do jogo, eu não quero chegar no final. A graça do jogo é que você não vai ficar entediado.

Você nunca vai ficar à toa na imortatidade. Júlio, o que você vai fazer amanhã? Nada, já aprendi tudo. Já aprendi tudo. Nós temos a eternidade ainda. Pois é. Nós somos dédios infinitos. Não foi isso. Não foi assim que Deus criou. Não foi. Acabou. Não foi. Não foi. Ele criou de uma maneira que você vai estar sempre progredindo em amor e em sabedoria. Sempre progredindo. E nunca, nunca, nunca, jamais vai chegar. É. É. Eu vou resgatar uma frase do outro episódio, você vai lembrar dela? Isso, exatamente. O plano da eternidade.

É que o infinito é um negócio que perturba a gente, porque é demais. É demais mesmo. E a gente já descobriu. Aí você fala assim, não, mas você não está entendendo. Eu já estou com uma condição rígida. Há 200 bilhões de séculos. E, olha, das 3 trilhões de galáxias desse universo, eu já explorei as 3 trilhões. Que maravilha! Então, agora chegou a hora de se mudar de universo. Esse é um dos universos da criação infinita de Deus. Agora vai começar essa exploração do novo universo. Tudo novo. Ô, canseira, vai me der o quê?

Ai, que vontade de voltar a tomar um cafezinho. Os princípios se mantêm, as regras fundamentais se mantêm, os princípios se mantêm, mas… rapaz, Deus tem uma criatividade essa hora que o Chico fala assim, que vontade de tomar um café assim voltar pra terra e tomar um café é isso é assim mesmo não cabe dentro da gente isso a gente fala, mas assim isso não cabe na gente sinceramente assim e o que me dá a impressão, que eu ia falar lá atrás sobre essa questão do infinito, né É como é que a gente trabalha o infinito fora, né?

O problema é que tem infinito fora e tem infinito dentro da gente. Então você está vivendo o infinito e a infinitude e está vivendo ao mesmo tempo a limitação que parece que é a finitude e a infinitude ao mesmo tempo, né? E é assim mesmo, quando a gente pensa, né Leonor, a gente vê uma pessoa, por exemplo, vamos imaginar, a gente tem uma referência, um Chico Xavier, a sensibilidade, o sentimento, o amor, a caridade, a bondade dele é muito mais sofisticada do que a nossa, concordamos quanto a isso, Mas o Chico, diante de um espírito puro, ele vai falar assim, nossa, isso é muito sofisticado.

Convivi com o espírito puro aqui, mas a sensibilidade, a caridade, a bondade dele. Gente, agora eu entendo o que o pessoal fala do Chico Xavier. Ele vai ficar impressionado. Isso a gente não entende quanto mais você evolui mais você ganha em sensibilidade em ternura, em amor, em caridade em bondade em disposição de ajudar, sombria e se você se torna mais sensível você começa a perceber coisas que você não percebia Por isso que a criação tem que ser infinita, né? Quem que dá conta de toda a bondade de Deus? Quem, né?

Haroldo, eu queria terminar o episódio lendo um trecho que foi a frase do Divaldo no nosso podcast que a gente gravou com ele lá em Salvador. E eu acho que, por uma coincidência, ela vai trazer alguma coisa que a gente falou aqui. É um trecho do livro Vida Feliz, que ele usou como frase dele no podcast. E ela, vou ler um pouquinho maior que peguei na internet aqui. Irriga o teu organismo com pensamentos saudáveis. A ação da mente sobre a emoção, o corpo e toda a aparelhagem fisiológica é incontestável. Grande número de enfermidades se deve à ociosidade mental, ao desânimo, à revolta, às ideias autodestrutivas.

Canaliza o teu modo de pensar para as questões agradáveis, salutares, otimistas e viverás sob o seu reflexo. Desfrutando do bem-estar que se irradiará a outros, mimetizando e produzindo paz. Vida feliz, Givaldo Franco, Joana de Angeles. Que lindo. É louco, né? Não deixa de ser esse pensamento do salmista, quando ele emite pensamentos saudáveis de reconhecimento da natureza, da criação de Deus, de tudo que Deus… e do próprio reconhecimento da grandeza da sua criação a partir da criação que foi feita por Deus na natureza.

De se integrar à natureza. Eu achei bem bonito. A gente foi muito abençoado de podermos estar com ele lá em Tíbia, levarmos esse podcast, duas horas de podcast, inclusive nós vamos publicar aqui para as pessoas ouvirem novamente. E agradecer profundamente a ele por se essa pessoa tinha que cultivar o jardim da doutrina dessa doutrina isso ele sempre numa alegria esse dia lá da gravação do podcast todas as vezes que eu encontrava ele se devolva muito ele tinha uma alegria ele dizia isso e um aspecto de incansável isso aí é uma coisa que me me Me impressionou muito no meu convívio com o Divaldo.

É absurdo. A capacidade dele de superar obstáculos, tudo quanto é desafio, é incansável. Incansável. É incansável. É muito impressionante. Marcou muito também. Eu viajava com você, algumas viagens que a gente fez, e eu olhava assim, eu já estava meio que… maquiado, aí vinha de volta com a malinha dele, puxando a malinha, com aquela carinha boa, cumprimentando todo mundo, depois aquela fila de autógrafos gigantesca, e sabe, passava pelo estande, cumprimentava, eu aprendi bastante com essa força dele, essa energia.

E ele não mora. É uma tarefa difícil porque ele tinha sempre que sair de casa ele sempre tinha que sair do conforto dele, do aconchego dele e se colocar em situações desconfortáveis de um avião, uma temperatura de um avião um deslocamento Sempre em ambientes naturalizados. Não estou dizendo que é uma vontade de ninguém, não. É isso, não é? Às vezes, sim. Às vezes, ainda tinha isso também. O despreparo de quem estava você dentro. Mas nem sempre. Estou dizendo assim. Hoje eu fiz de alegria. E o conselho que ele deu para você, ele falou assim, o negócio é assim, se tem o banheiro, vai.

Se tem a comida, come. Você não sabe que horas… você não sabe quando vai ter quando vai ter essa oportunidade é muito divertido é muito divertido é muito divertido tenho certeza que estava lá João de Blas Sampietro recebendo ele com certeza com certeza o Chico estava lá a festa lá em cima hoje não é mole não é Não, não não, não Tio Nilson, Joana Chico é muita gente que passou muitas crianças muitas mães quantos corações muitas pessoas o que me deixa triste é que as pessoas esperam perfeição dos trabalhadores e aí essa expectativa de você querer que os trabalhadores sejam perfeitos a gente acaba se tornando ingrato.

Porque eles dão tanto e parece que nunca é suficiente. Ele fez tanto, parece que nunca é suficiente. Mas ele enfrentou isso também, né, Haroldo? Tomou todos que passaram pela teia comissões dessa maneira e enfrentaram, né? Enfrentaram. Comigo ele falou várias lições. Uma delas ele falou, meu filho, eu aprendi uma coisa com a Joana. Nunca se defenda. Porque se as suas obras não foram capazes de convencê-los, não serão as suas palavras. É isso, vai dizer. Ótimo também. Oi, gente. É isso. Nossa, gratidão. Gratidão, Divaldo, gratidão.

Gente, obrigado. Gratidão, Eleonora. Obrigada, amigos. Até a próxima semana. Tchau. “

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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