#027 – Estudo do Velho Testamento – Livro Gênesis

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Neste episódio da série de estudos do Velho Testamento, Haroldo Dutra Dias aprofunda a análise do livro de Gênesis, focando na compreensão dos ciclos e sua importância fundamental na estrutura do universo e da vida. O estudo aborda a natureza cíclica da existência, desde os fenômenos naturais até os processos evolutivos e espirituais, sempre à luz da doutrina espírita.

O que é estudado neste episódio

  • A Natureza Cíclica do Universo: Haroldo Dutra Dias destaca como todos os processos da natureza e da evolução, que envolvem a união do Espírito com a matéria, estão sujeitos a ciclos. Ele utiliza exemplos como as estações do ano, as fases da Lua e ciclos mais complexos, como os de 520 mil anos mencionados por Emmanuel, para ilustrar a universalidade desse princípio.
  • O Princípio da Unidade Divina: É enfatizada a ideia de que Deus é uno, e que essa unidade deve ser buscada em todos os fenômenos do Universo. A discussão se estende à teoria do campo unificado de Albert Einstein e à concepção espírita do fluido cósmico universal, que, segundo os Espíritos, é a base de toda a matéria e energia, e suas infinitas modificações.
  • Ciclos e Evolução em Espiral: O estudo diferencia a repetição quantitativa da repetição qualitativa dos ciclos. Embora os ciclos se repitam, eles o fazem em um novo nível evolutivo, como uma espiral, indicando uma seta evolutiva. Isso significa que, apesar da recorrência, cada ciclo traz uma nova qualidade e aprendizado, como as semanas e estações que nunca são idênticas.
  • A Qualidade do Tempo e a Sincronicidade de Jung: Haroldo aborda a ideia de que o tempo não passa em vão, e cada momento possui uma qualidade específica. Ele conecta essa percepção ao princípio da sincronicidade de Carl Jung e à mensagem do Espírito Arragô em “A Gênese”, que relaciona os ciclos celestes não apenas a fenômenos físicos, mas também a sensações psíquicas, movimentos sociais e interiores.
  • Ciclos na Vida Humana e a Doutrina Espírita: É apresentada uma perspectiva arquetípica da vida humana em ciclos de sete anos, totalizando 84 anos, e como cada ciclo enfatiza o desenvolvimento de um “corpo” (físico, vital, perispiritual, mental, etc.). A encarnação se completa aos sete anos, período de solidificação do corpo físico. Essa visão é correlacionada com as informações de André Luiz e a importância de respeitar os ritmos naturais do corpo e da mente para uma vida mais harmônica.
  • A Respiração de Shiva e os Ciclos Cósmicos: O estudo conclui com a bela analogia hindu da “respiração de Shiva”, que simboliza a expansão e contração da vida, gerando todos os ciclos do universo. Essa imagem reforça a ideia de que a vida pulsa em ritmos de expansão e contração, e que a harmonia reside em sintonizar-se com esses movimentos.

Reflexões

  • A compreensão dos ciclos nos permite viver em maior sintonia com as leis divinas, transformando a luta contra as forças da natureza em apoio e impulsionamento para nossa evolução.
  • A vida é uma espiral evolutiva, onde cada ciclo, embora repetitivo em sua estrutura, nos eleva a um novo patamar de aprendizado e experiência, revelando a qualidade intrínseca do tempo.
  • Respeitar os ciclos naturais da vida, incluindo os da idade e do desenvolvimento dos “corpos” espirituais, é fundamental para a saúde física, emocional e espiritual, evitando conflitos e adoecimentos causados pela resistência aos ritmos propostos pela existência.

Ler transcrição do episódio

Boa noite para todos, estamos visitantes hoje, sejam bem-vindos e dá um abraço também para todos que estão nos acompanhando pela Rádio Fraternidade, que acompanham pelo nosso canal, pelo Youtube. Dando prosseguimento, hoje nós vamos inverter um pouquinho a ordem, vamos fazer Gênesis e depois o Evangelho. Então, vamos dar uma sequência no Gênesis. A gente comentou uns temas que deixaram todo mundo assim, de cabelo em pé, não é? A questão dos ciclos, de como que a natureza funciona de uma maneira sempre cíclica, trazendo as suas fases, primavera, verão, outono, inverno, um meio ciclo ascendente, um meio ciclo descendente, todos os processos da natureza, todos os processos da evolução que dizem respeito à união do Espírito com a matéria, estão sujeitos a esses ciclos e a esses princípios que regem os ciclos.

Então, se nós compreendermos como que funciona um ciclo, por menor que ele seja, o ciclo das fases da Lua, por exemplo, nós seremos capazes de entender ciclos mais complexos. Por exemplo, o ciclo que Emmanuel deu na revista LBV, que nós lemos aqui na aula passada, de 520 mil anos. Mas, ele segue na sua estrutura um ciclo lunar, tem uma fase ascendente e uma fase descendente, como se fosse uma Lua nova e uma Lua cheia, segue os mesmos princípios. Esse é um tipo de raciocínio muito importante porque Deus é um. Isso significa que nós sempre devemos buscar um princípio de unidade no Universo.

Nos deixa, assim, bastante encabulado quando alguns cientistas começam a formular algumas teorias e eles fogem desse princípio da unidade. Às vezes, eles apresentam teorias que você sente que tem algo estranho com aquilo, porque aquilo choca com o restante de tudo que funciona. Aí, você vê que essa teoria está errada, porque ela não se encaixa no princípio da unidade. E, a gente percebe, por exemplo, cientista do poste de um Albert Einstein, que tentava, por exemplo, o campo unificado. Ele sabia que você tinha a força eletromagnética, a força fraca, que une o eletro ao núcleo, a força forte, que une as partículas do núcleo e a força gravitacional.

Ele pensava assim, deve haver uma forma de unificar isso tudo. E, ele estava pensando, de acordo com esse princípio da lei divina, que é o princípio da unidade. Deus unifica tudo. E, nós vamos perceber isso na resposta dos Espíritos, quando fala do fluido cósmico. Os Espíritos dizem assim, tudo o que existe é fluido cósmico, Espírito e Deus. Toda a matéria vem das infinitas combinações do fluido cósmico, todo tipo de energia e tudo. Na época, eles chamavam de fluido elétrico, fluido magnético. Hoje, nós damos outro nome, campo elétrico, campo eletromagnético, força eletromagnética, mas o nome não importa.

O que importa é que tudo isso, dizem os Espíritos, são modificações infinitas, modificações pelas quais passa o fluido cósmico. E, Kardec vai mais além, no livro Lobos Póstumos, quando diz que o próprio pensamento que nós todos carregamos, uma atmosfera psíquica, uma espécie de um campo vibracional, uma frequência, uma emanação de energia, um fluido, o nome pouco importa, mas que é uma modificação do fluido cósmico. A gente sempre está tirando dali e modificando. Tudo volta ao fluido cósmico, tudo o que é matéria, então, tudo o que diz respeito ao mundo das formas segue as leis do fluido cósmico, que a lei do fluido cósmico são leis cíclicas, ciclos de transformação.

Evidentemente, nós não podemos cair em um erro muito básico que é o de confundir a qualidade com a quantidade. Então, vamos lá. Quantidade, nós sabemos que a semana dura sete dias e a cada sete dias eu vou ter sete dias. Então, fica parecendo que tudo é igual, sete dias, sete dias, sete dias, tudo é igual. E, nós sabemos que não. Você nunca tem uma semana igual a outra. Toda semana é diferente. Isso porque, quando o ciclo se repete, ele se repete em um novo nível evolutivo, porque é uma espiral. O senhor Nora adorava isso, não é?

Então, o ciclo se dá em um ponto, ele se repete, mas em um novo nível. Ou seja, nós podemos, mesmo entendendo que existem ciclos, nós concluímos que há uma seta evolutiva. Embora tudo se dê em ciclo, nenhum ano é igual ao outro ano, nenhuma semana é igual à outra semana, as primaveras não são iguais, os invernos não são iguais, porque o tempo carrega qualidade, uma característica que se chama qualidade. Muitos filósofos já perceberam isso e, modernamente, nós temos no ramo da psicologia alguém que levantou isso, que foi Jung, quando ele formulou o princípio da sincronicidade.

O princípio da sincronicidade diz que o tempo não passa em vão, cada segundo tem uma qualidade específica. Então, tudo o que acontece naquele momento partilha da qualidade daquele momento. Essa ideia do Jung é muito interessante, porque ela já estava no livro A Gênesis, que é muito antes do Jung, muito antes das formulações. Na mensagem do Espírito Arragô, ele fala isso. Que os ciclos se sucediam, esses ciclos eram medidos pelos movimentos dos corpos celestes, nós aprendemos isso, porque estamos estudando aqui Gênesis, o versículo que fala do quarto dia.

Então, nós aprendemos aqui que os corpos celestes são o relógio, são o relógio, o ponteiro do relógio. É o que mede ciclo, o que mede com precisão matemática. Mas, o que que o Arragô diz lá? Que sensações psíquicas, movimentos sociais, movimentos políticos e mesmo, e mesmo, movimentos psíquicos interiores, são regidos por esses ciclos. Então, nós sabemos, por experiência, no hospital psiquiátrico, por exemplo, do Hospital Espírita André Luiz, lua cheia é um dia complicado. Os pacientes ficam mais agitados, não é porque a lua está mandando um raiozinho influenciando o paciente, não é tão simples assim, quem dera se fosse tão simples assim.

É mais complexo. É porque a lua cheia mostra que é um ciclo e, chegou naquele ciclo, tem um processo psíquico e nós perdemos o contato com isso, porque nós estamos afastados dos processos da natureza, a gente não observa os processos da natureza. Então, por exemplo, chega o inverno, a gente quer se comportar como no verão. Então, a gente não respeita que o corpo fica mais lento, que você tem mais necessidade de sono, você tem mais necessidade de comer, você tem outras necessidades, mas a gente quer impor. A gente quer se impor.

Não, eu vou agir sempre assim. Sempre assim é não respeitar o ciclo, porque o ciclo tem variações. Então, tem um momento em que você tem que ter uma explosão de ação e tem um momento em que você tem que recolher. Por não respeitar isso, nós adoecemos. Adoecemos fisicamente, adoecemos emocionalmente, emocionalmente, porque a gente quer manter um ritmo único, emocional, sem entender que tudo tem altos e baixos, vai e volta, fisicamente também, psiquicamente, espiritualmente, tudo tem esses ciclos. Então, não dá para ter uma contínua.

Tem que respeitar isso. Quando a gente capta esses ciclos, as leis que regem esses ciclos e as qualidades que o ciclo está propondo para a gente, nós começamos a viver uma vida mais harmônica, mais em sintonia com a lei divina. Aí, é como navegar na direção do vento. O vento te ajuda, porque, ao invés de você lutar contra as forças da natureza, as forças da natureza passam a te apoiar, passam a te impulsionar e a sustentar o seu movimento. Então, isso é uma coisa muito importante. A gente comentou aqui, a gente já viu que tinha até comentário no Facebook do Ser, eu entrei lá no site, o pessoal já tratando de ciclos de milhões de anos, a gente nem entra nisso, porque falta nos parâmetros.

Tem? Tem! Tem, com certeza, tem. Só que, toda vez que eu defino um ciclo, eu preciso encontrar um movimento astronômico para aquele ciclo. Então, esse ciclo que o Emmanuel dá aqui de 520 mil anos, 260 mil, mais 260 mil, eu não sei que movimento astronômico é esse. O Emmanuel, a pessoa não perguntou, o Emmanuel também não falou. A gente não sabe. Então, a gente consegue delimitar, isso é importante, ciclos que são mais dentro da nossa realidade, que é o que nós tentamos fazer aqui com os ciclos das semanas ou das chavuas.

Chegamos a estabelecer aqui o grande ciclo bíblico, a chavua de milênios, onde cada período são mil anos, são das sete mil anos, que, de fato, resumem a história bíblica, pelo menos a parte histórica do que está narrado lá, não a parte moral, a parte ética, que essa é imutável, essa vai valer eternamente. Mas, a história que está narrada lá, ela tem um começo, meio e fim. Então, falamos desses ciclos todos. A gente não vai se delongar muito nisso. Na verdade, nós vamos encerrar isso hoje, porque isso é tema mais apropriado.

Está começando um ciclo aqui de chuva. Depois de um longo calor, foi uma fase ascendente, vem uma fase descendente agora de chuva. Na proporção do ciclo ascendente. Então, vai cair água. Então, para a gente não ficar muito nisso, nós podemos dizer que os dias da criação, que são sete, são sete x e nós não sabemos o valor de x. Então, a Terra foi feita em sete dias mesmo, mas quanto vale esse dia, nós não sabemos. Mas, ela tinha um prazo, tinha um cronograma e o cronograma foi cumprido. Porque tinha um ciclo para tudo, não é?

E não é preciso fazer muito esforço. Você estuda as eras neolítico, paleolítico, aquelas eras dos azóicos, você vê que tem uma sequência. As eras do gelo. De quando em quando, você tem um congelamento e um degelo. Então, nós vemos que tudo é feito dentro de parâmetros. Agora, eu não sei qual movimento astronômico determina o ciclo da criação de um planeta, porque tem. Esse ciclo está dentro da Via Láctea, mas eu não sei. Quem sabe? Jesus. Nós vamos combinar, ao desencarnar, quem encontrar primeiro com Ele, por favor, faça a pergunta.

E, não deixe de voltar para contar a resposta. Calma. Mas, é interessante, tem mesmo. A galáxia deve ter movimentos das constelações dos sistemas solares que regulam esses ciclos planetários. É o lembrado para a superação do mundo, para o Evangelho, que ele se refere a Jesus, ao Cruzeiro do Sul. Ao Cruzeiro do Sul. E, quando fala de Jesus, diz assim, trazia no olhar o ritmo, a visão dos impérios resplandecentes e, na sua alma, o ritmo harmonioso dos astros. Eu achei isso incrível, porque a alma de Jesus vibra no ritmo que está em absoluta harmonia com a galáxia.

Quer dizer, ele não vai nem mais, nem de mais, nem de menos. E, a primeira pergunta que ele faz é Cruzeiro do Sul, aonde que dá para ver? Com certeza, sabendo que, com certeza, a visualização daquele grupo de constelações possui um ciclo, aquilo tem um tempo, aquilo pode ser visto de todos os lugares da Terra, mas dois mil anos você vê num lugar, dois mil anos você vê no outro e havia chegado o momento em que seria visualizado a partir de um lugar e aquele lugar e aquele lugar havia sido escolhido por causa dessa visualização, então ele estava seguindo um ritmo da natureza.

O que ele fala? Você falou aí do Jung, que no livro de Psicologia, no Conselho de Coletivos, Jung faz um cálculo de eras baseado nos ciclos astronômicos, nas galáxias e calcula-se que Jesus vê especificamente uma mudança de eras astronômicas, mais ou menos a era de Capricórnio e a de peixes, ele vê na era de peixes, aí a gente entra agora na era de aquário, é verdade, é verdade, ele faz isso mesmo, porque o Jung, ele recupera essas tradições orientais, inclusive Mesopotâmica e da Babilônia, que são tradições astrológicas e ele, inteligentemente, ele sabe que o tempo é cíclico e que o tempo tem qualidade e que é isso que é o importante, porque nós estamos estudando ciclo aqui?

Não é para ficar calculando, fazer matemática, ah, vai entrar, não é, é para saber qualidade. Então, Jesus escolhe vir à Terra num momento específico do inconsciente coletivo da Terra, da elaboração psíquica dos seus habitantes, num momento em que era a hora de se aprender aquilo. É como um professor de inglês de terceiro período, ele só vai dar aula quando os alunos estiverem naquele período. Quer dizer, eu não vou chamar um professor de quinta série para dar aula para um aluno que está na primeira. Não faz sentido.

Então, o professor vem num momento específico, num momento delimitado. Então, foi bom você ter lembrado isso, não é? Bom você ter lembrado. Então, fica isso. Mais sobre a questão dos ciclos, detalhes matemáticos, a gente vai deixar para o estudo do Apocalipse, que vai ser feito, a gente vai programar para o canal, que a gente vai dar até um nome, porque vai ser um estudo mesmo de ciclos bíblicos. Ciclos bíblicos. Mas, o importante que eu queria frisar aqui é isso, não é simplesmente uma roda, um ciclo, fica voltando sempre como se fosse um cachorro correndo em volta do próprio rabo.

Não é isso. O ciclo ele é dinâmico, cada vez que você completa um ciclo, você eleva um patamar. Para finalizar, eu queria só falar uma coisa aqui, bastante, bastante, bastante importante, muito mesmo, para deixar para reflexão. Tem uma maneira de se dividir a vida humana, arquetipicamente falando, um padrão, porque não sabemos, tem criatura que nasce um ano depois, desencarna ou desencarna já no nascimento. Então, nós não estamos falando no caso particular, nós estamos falando do homem enquanto gênero. Que são? Doze ciclos de sete anos ou sete ciclos de doze anos?

E, aí, daria lá o número arquetípico. Que são oitenta e quatro anos. Você totaliza um ciclo arquetípico de oitenta e quatro anos, os doze. O importante disso é que uma tradição muito antiga, olha que interessante isso, porque isso vai somar com André Luiz. André Luiz falou um pouquinho e deixa, porque tem certos temas que são difíceis de serem abordados porque as pessoas têm uma tendência de cair em um misticismo muito grande, e aí os Espíritos preferem não falar, preferem não entrar no assunto para que ele não fique místico demais.

E, como os Espíritos têm um critério, que é o critério da utilidade, eles só falam aquilo que é útil. Então, eles falam assim, vamos esperar as pessoas amadurecerem e, depois, a gente fala mais. Não estava preparado. Dizem que no livro Consolador, por exemplo, Emmanuel tirou algumas perguntas e tirou, inclusive, alguns capítulos do livro Libertação, porque diz que nós não estávamos preparados para aquele tipo de informação. Foi retirado do livro. Mas, André Luiz diz que aos sete anos se completa a encarnação. Por quê?

Há uma tradição antiga que numa vida arquetípica de oitenta e quatro anos, você teria doze ciclos de sete, cada ciclo de sete é um corpo. Então, nós teríamos primeiro corpo, corpo físico, segundo corpo, o corpo vital ou duplo etérico, terceiro corpo, perispírito, aí depois começa o corpo mental, que é mental e emocional, corpo psíquico e, aí, vai o corpo que não acaba mais. Alguns que a gente nem conhece. E, cada sete anos da vida é um ciclo que enfatiza aquele corpo. Então, os primeiros sete anos de vida, você está num processo de elaboração, solidificação do corpo físico, por isso que a encarnação se completa aos sete anos.

Passou o período do corpo físico, aí você entra dos sete aos quatorze no corpo vital, na vitalidade. Aí, vem a pré-adolescência. Depois, você vai elaborando os corpos. Dos quatorze até os vinte e um, que é o período da puberdade, da adolescência, você já vai para o perispírito, porque você tem uma grande atuação da epífese. E, assim, vai. Depois, o emocional. Então, nós teríamos ciclos de sete anos. Isso é muito interessante de se pensar. Nesse raciocínio, nós teríamos o quê? A parte ascendente, que é até os quarenta e dois anos.

E, depois dos quarenta e dois em diante, você entra no ciclo descendente. Então, um período de exteriorização e, depois, um período em que você interioriza, porque as forças físicas começam a entrar em um estado de declínio. É claro que ciclo, ciclo, não é assim, eu não digo assim, a primavera começou nesta quarta-feira, duas e quinze da tarde. É assim? Não é. Não é assim que funciona. Então, o ciclo é igual o amanhecer. Começa a dar aquela luzinha, você fala que está amanhecendo. Mas, esse que está amanhecendo dura horas, até amanhecer.

Então, tudo tem uma gradação. Por isso, entra esse período aí de quarenta e dois, um pouquinho antes, um pouquinho depois, a pessoa fica nesse estado e, depois, vai se definindo. E, hoje, como nós temos uma sociedade que é altamente voltada para a extroversão, é uma coisa que Jung fala também, nós somos uma sociedade extrovertida, a sociedade ocidental estimula a extroversão. Então, é você sair, você fazer coisas, você fazer atividade, você é reconhecido pela atividade, pelo que você conquista exteriormente, ninguém consegue ficar parado, então, envelhecer tornou-se um problema no ocidente do século XXI.

Tornou-se um problema. As pessoas não suportam envelhecer. Elas adoecem psiquicamente, porque elas entram nesse ciclo aí, que vai chegando aos quarenta e dois para o descendente e elas querem ter vinte anos. Fisicamente, psiquicamente, psicologicamente, emocionalmente, espiritualmente. E, aí, entra um grande choque, entram conflitos profundos, profundos, porque a vida com os seus ciclos vai propondo valores novos. Então, o que é valor para alguém que tem quatorze anos não é valor para quem tem quarenta, quarenta e quatro, quarenta e dois.

O que é valor para quem tem setenta não é valor para quem tem sete, sete e cinquenta. Então, o bonito da vida é você dançar conforme a música. Então, eu tenho uma música do zero ao sete, eu tenho uma outra música do sete ao quatorze, do sete aos vinte e um é outra música. Cada ciclo de sete anos propõe uma música diferente. E, evidentemente, não precisa nem dizer que os ritmos iniciais são bem acelerados, e, no final, você já está dançando aquela valsa bem lenta mesmo, bem mais tranquila, serena, tudo vai ficando mais lento e, aí, as pessoas começam a entrar em pânico, porque para levantar da cadeira e, ali, buscar uma água, ela gasta cinco vezes mais tempo do que quando ela tinha vinte anos.

Inclusive para o jovem, Inclusive para o jovem, inclusive para o jovem, porque, para ele, ele está naquela coisa. E, aí, entra a matéria de outras questões, a questão do corpo, tem todo um processo. Mas, o que a gente queria trazer dessas questões dos ciclos para os genes, porque nós vamos ter um estudo específico sobre isso, porque é um estudo detalhado, precisa de um quadro, precisa desenhar, tem que ir com calma, mas, eu acho que aqui deu para a gente ter uma ideia do funcionamento. É muito simples, gente, é uma batida de coração, é um pulsar, a vida pulsa, e é isso, a vida pulsa.

Então, tem lá a expansão e tem a contração. É assim que funciona a vida. Todos os ciclos têm esse pulsar. É bonito porque os hindus, na sua linguagem tão simbólica, tão bonita, eles chamavam de a respiração de Shiva, porque Shiva, na tradição hindu, é o Deus, é a faceta criadora de Deus. Olha que bonito isso. Eles sabem que Deus é um, só tem um Deus, mas Deus é um, mas tem várias facetas. Então, Deus, eu tenho o lado dEle criador, eu tenho o lado dEle Pai, eu tenho o lado dEle amor, eu tenho o lado dEle misericórdia, eu tenho o lado dEle justiça, eu tenho o lado dEle beleza, eu tenho o lado dEle sabedoria, eu tenho o lado dEle rigidez, eu tenho o lado dEle maleabilidade, arte.

Então, Deus tem infinitas facetas e todas são perfeitas e integradas. Então, a faceta criadora de Deus era representada na tradição hindu por Shiva e Shiva, que é o Criador dos universos, respira. Interessante, não é? E, essa respiração de Shiva gera os ciclos todos, que a gente está distante de compreender, está distante de compreender. É isso, basicamente é isso.

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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