#026 – Estudo do Velho Testamento – Livro Gênesis

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Neste episódio do estudo do Velho Testamento, Haroldo Dutra Dias aprofunda a compreensão dos ciclos temporais e sua relação com a espiritualidade, a partir do livro de Gênesis e de outras passagens bíblicas, à luz da Doutrina Espírita.

O que é estudado neste episódio

  • Ciclos e Estações da Existência: A partir de Gênesis e de mensagens de Emmanuel (Vinha de Luz, capítulo 113), o estudo aborda a ideia de que a existência humana é dividida em estações (primavera, verão, outono, inverno), que representam períodos com finalidades específicas e calculadas em “dias”.
  • O Significado do Sábado (Shabat): A celebração do Shabat é apresentada como uma rememoração constante dos sete dias da criação, simbolicamente, e como um ciclo setenário fundamental na tradição judaica, base para a interpretação de textos proféticos.
  • A Profecia como Descrição de Ciclos: É enfatizado que as profecias bíblicas, especialmente as do Apocalipse, não descrevem acontecimentos literais, mas sim ciclos evolutivos, estações e qualidades de períodos, sendo os eventos meras consequências.
  • A “Chavua” (Setenário) e os Fatores de Conversão: O conceito de “chavua” (setenário) é explorado como uma estrutura de sete unidades (7x), onde “x” pode assumir diferentes valores (dia, semana, mês, ano), permitindo a compreensão de ciclos de diferentes durações.
    • Primeira Chavua (x = 1 dia): Sete dias, base do Shabat.
    • Segunda Chavua (x = 1 semana): Quarenta e nove dias, que, com o fator de conversão “um dia = um ano”, se torna 49 anos (o ano de jubileu em Levítico 23, 15 e Deuteronômio 16, 9-10, 16).
    • Terceira Chavua (x = 1 mês): Sete meses, ou 210 dias (7 x 30 dias). Com o fator de conversão, 210 anos (Ezequiel 39, 12-14). É feita uma conexão com a reunião convocada por Ismael no Brasil, que antecedeu um ciclo de 210 anos, e a previsão de Emmanuel sobre a entrada no mundo de regeneração em 2057.
    • Quarta Chavua (x = 1 ano): Sete anos, ou 2.520 dias (7 x 360 dias, considerando o ano judaico). Dividido ao meio, 1.260 dias ou 42 meses. É feita a relação com o período de 1.260 anos da “besta apocalíptica” (Apocalipse 12, 6, 14 e 13, 5), que Emmanuel descreve como o ciclo da infalibilidade papal.
    • Sexta Chavua (x = 1000 anos): Sete mil anos, baseada na passagem de Pedro (2 Pedro 3, 8) e Oséias (Oséias 6, 2-3) “um dia é como mil anos para o Senhor”. Este ciclo abrange a história bíblica desde Adão até o final do Apocalipse.
  • A Lei da Unidade e da Simetria: A beleza da lei divina, que se manifesta em padrões que se repetem do micro ao macrocosmo, permitindo que a compreensão de um ciclo menor leve à dedução de ciclos maiores.

Reflexões

  • A vida não é uma sucessão linear de eventos, mas uma série de ciclos com propósitos pedagógicos, onde lições não aprendidas se repetem até serem assimiladas.
  • A compreensão dos ciclos temporais, tanto individuais quanto coletivos, oferece uma perspectiva mais profunda sobre a evolução espiritual e os desígnios divinos, revelando a sabedoria e a misericórdia de Deus.
  • A fé raciocinada, baseada na compreensão dos princípios universais, como a lei da unidade e da simetria, permite uma conexão mais profunda com a espiritualidade e a interpretação das escrituras.

Ler transcrição do episódio

Bom, a gente está estudando o quarto dia do Gênesis e Na semana passada a gente entrou um pouquinho em alguns padrões de ciclo, de data, de característica dos ciclos e nessa a gente resolveu mesclar, a gente vai voltar para isso, mas a gente resolveu mesclar alguns trechinhos do Emmanuel porque a nossa preocupação é que esse estudo seja feito de uma maneira que possa ser desvinculada de um aspecto moral, de uma aplicação mais prática na nossa vida, porque estudo tem que tem que representar uma ferramenta para que a gente possa melhorar a nossa vida.

Então, a gente encontrou alguns trechinhos, bem ligeiros mesmo, Então, está no Vinha de Luz, capítulo 113, que é uma mensagem muito importante, Emmanuel está falando sobre aquele texto do Evangelho, do sermão profético, que fala assim, orai para que a vossa fuga não aconteça no inverno, nem no sábado. Então, é um versículo claro que já remete a ciclos, o ciclo das estações, primavera, verão, outono e inverno e o ciclo muitíssimo importante, nós dizemos que é o principal ciclo bíblico, que é o ciclo dos sábados, porque ele é um ciclo setenário.

A celebração do shabat, ou do sábado, é uma constante rememoração dos sete dias da criação, simbolicamente sete dias. Já comentamos isso aqui, não são sete dias literais. Até porque o sol só foi criado no quarto dia. Então, essa constante celebração do sábado, que é a base da festa judaica e depois nós vamos ver outras festas que seguem padrões setenários, dão para nós uma espécie de equação, uma estrutura simbólica, para que nós possamos interpretar vários textos proféticos, interpretar de uma maneira segura, usando a própria Bíblia, usando a própria intertextualidade bíblica para interpretar o texto bíblico.

E, aqui, Emmanuel começa comentando essa passagem, ele diz assim, vou ler esse trechinho para a gente situar, a permanência nos círculos mais baixos da natureza institui para a alma um segundo modo de ser. Olha que interessante. Em que a viciação se faz obscidente e imperiosa para que alguém se retire de semelhantes charcos do Espírito, é imprescindível que fuja. Raramente, porém, a vítima conseguirá libertar-se sem a disciplina de si mesmo. Muitas vezes, é preciso violentar o próprio coração. Somente assim demandará novos planos.

Muito interessante. Aí, ele começa a falar em que momento vai dar essa fuga, que ela não deve ser no inverno da existência, porque toda a existência humana pode ser dividida em quatro períodos muito claros, primavera e verão, que é um ciclo ascendente, outono e inverno, que é um ciclo descendente, que é do meio para o fim. Da existência. Então, ele está dizendo que esse esforço de fugir dessa segunda personalidade, que não é o nosso eu interior, uma periferia viciosa, exige, às vezes, violência ao próprio coração. Não é algo agradável, porque o Espírito extrai prazer dessa natureza viciada.

É isso que ele está dizendo. Mas, aí, o Emmanuel solta essa frase, que é o que nos interessa. Cada homem possui, com a existência, uma série de estações e uma relação de dias. Vou repetir. Cada homem, cada pessoa, cada encarnado, cada ser humano possui, na sua encarnação, uma série de estações, ou seja, períodos definidos. Cada período com a sua relação de dias. Olha que interessante. Isso, aqui, é importante para a gente gravar que a medição é em dia. Estruturada, ou seja, essa série de estações está estruturada em precioso cálculo de probabilidade.

Por quê? Probabilidade. Porque, em cada estação e em cada dia, o Espírito pode movimentar-se. Ele não pode movimentar-se infinitamente, porque só se movimenta infinitamente Deus. As nossas movimentações são limitadas, porque nós estamos inseridos numa teia de relacionamentos espirituais. Então, um movimento que você faz, ele é resistido ou favorecido por outras criaturas. Então, você não vai para onde você quer. Você tem um número limitado de movimentações. Por isso que é um cálculo de probabilidade. É importante isto, aqui, porque nós, Espíritas, temos uma mania de entender que programação espiritual é uma linha retilínea, é um movimento retilíneo uniforme.

Então, falar assim, fulano vai nascer sete horas da manhã, no dia dezesseis de junho. Não! Sua mãe pode não ter dilatação. Sua mãe pode não ter dilatação. Então, é um precioso cálculo de probabilidade. Razoável se torna para que o trabalhador e, aí, o Emmanuel pega o quê? As quatro estações básicas. É importante a gente ver que eu tenho quatro estações básicas, primavera, verão, outono e inverno da existência, que é a infância, mocidade, maturidade e velhice, mas eu tenho microestações. Na infância, eu tenho microestações.

Na mocidade, eu tenho microestações. Na maturidade, eu tenho também microestações e, na velhice, também microestações. Então, ele está dizendo assim, olha que interessante, é razoável que o trabalhador aproveite a primavera da mocidade, o verão das forças físicas, o outono da reflexão para a grande viagem do inferior para o superior, que é na velhice, no inverno. Entretanto, a maioria aguarda o inverno da velhice ou do sofrimento irremediável na Terra. Então, é interessante, você tem o inverno da velhice, mas você tem o inverno da experiência.

E, se você adiou, a experiência vai se tornando profundamente dolorosa. E, aí, quando você atinge um ápice de dor da experiência, aí não tem mais jeito, porque as probabilidades vão diminuindo. A probabilidade é uma coisa curiosa. Isso tem na física quântica, à medida que a probabilidade vai sendo exercida, você vai concretizando. Depois que concretizou, não tem jeito. Aí, não reverte mais. Então, é muito interessante esta mensagem. Depois, uma a outra, ele volta, aqui é rapidinho, ele fala assim, a colheita não é igual para todas as sementes da Terra.

Claro, você não colhe o feijão junto com o café. Você pode plantar junto, mas a colheita é diferente, porque cada espécie tem o seu dia, a sua estação, o seu dia, o importante aqui é o dia, o dia, vou gravar isso, cada espécie tem o seu dia, a sua estação. Eis por quê? Aparecendo o tempo justo de cada homem e de cada coletividade, exige-se a extinção do joio, quando os processos transformadores de Jesus foram recebidos em vão. O que o Emmanuel está comentando aqui é que Jesus vai utilizando os chamados filtros amorosos.

Então, à medida que a experiência vai se desenrolando, a misericórdia e o amor vão tentando encaminhar a criatura para uma soma de probabilidades que representem o melhor. Observa-se quando você colide partículas que elas fazem um movimento, o chamado decaimento, é um movimento que parece uma linha, um movimento em linha. Se você usar a geometria comum, é uma linha reta, só que a geometria é outra, não euclidiana, aí é uma curva bonitinha, porque o espaço é curvo, então ela está andando em linha reta, mas o espaço é curvo, dá uma curvinha.

Por quê? Como a partícula se movimenta em probabilidade, era para ela fazer assim, e não fazer isso. Então, o que que os físicos estruturaram? Que no relacionamento entre as partículas, quando você conjuga a probabilidade de um, de outro, de um, de outro, você dá um resultado otimizado, um ótimo. Esse ótimo é uma trajetória retilínea. Olha que interessante! Então, o caminho, é o que a Bíblia fala do caminho do justo, endireitai as vossas veredas, preparai o caminho do Senhor. É bem interessante isso, não é? Então, o que o Emmanuel está dizendo aqui é que se esses filtros amorosos são rejeitados, chega o momento do extremo, que é a separação do joio e do trigo, em que a mestra dor é chamada a agir.

Depois, ele volta a uma mensagem curiosíssima, em que ele comenta o lugar da caveira, e aí ele diz assim, é que o homem, na recapitulação de cada existência, defronta numerosas estações com finalidades específicas. Aqui que eu queria chegar. Está todo mundo acompanhando? Está difícil demais, não? Está indo? Está indo? Olha, aqui, eu queria só chamar a atenção para isso aqui, isso aqui é o mais importante, é que o homem, na recapitulação de cada existência, defronta numerosas estações, isso nós já sabemos, já lemos aqui, as estações, ok?

Agora, o que muda aqui? Estações com finalidades específicas, aqui que é fantástico. Até Bergson, que é um filósofo, o tempo era visto como um transcurso de tempo, cinco minutos, dez, vinte, então, vinte minutos atrás, vinte minutos depois, faz diferença, é tempo, mas não é assim. Esse filósofo propõe, e depois, a gente vai ver isso em Jung, no conceito dele de sincronicidade, que cada momento tem uma qualidade, então, o tempo não é simplesmente uma sucessão de minutos sem sentido, não é, o tempo tem qualidade, ele tem característica, e, aqui, o Emmanuel vai mais longe, ele diz assim, cada ciclo da nossa existência tem finalidade específica, tem um fim.

Então, o que nos leva a crer que toda a existência apresenta um plano pedagógico de recapitulações, porque lições não aprendidas terão que ser revividas, então, você tem um projeto de recapitulação em que você precisa reaprender, ou aprender de novo, ou efetuar de novo o teste que você foi mal, então, tem segunda chamada, terceira chamada, quarta chamada, quinta chamada, chamada duzentos, trezentos, quatrocentos, está repetindo, mas com finalidade específica. E, a gente percebe isso, eu não sei, cada um na sua experiência pessoal já deve ter dado aquele déjà-vu você fala assim, caramba, eu já vivi essa situação, parece que a situação está se repetindo, mesma situação, mesmo quadro, às vezes até uma pessoa, pode ser uma pessoa diferente, mas o que a pessoa te fala, o quadro é o mesmo, você fala, eu já passei por isso, estou passando de novo, então, esses momentos são momentos em que a gente tem uma percepção, uma ampliação da consciência, em que você tem acesso às finalidades dos períodos da vida, isso que eu queria ressaltar aqui.

Tem uma outra do Emmanuel, que ele vai dizer assim, através de muitas estações no campo da humanidade, então, se o indivíduo tem estações, a humanidade também, a humanidade também, ela tem um projeto, tem uma finalidade, tem uma estruturação de estações, a humanidade também passou para uma infância, passou para uma adolescência, para uma mocidade, entrou em uma maturidade. Tem até uma belíssima mensagem do Emmanuel, que com a chegada de Kardec, demarcou-se um período de maturidade da humanidade. Com a chegada de Jesus, foi um período de maioridade, então, ele amadureceu a chamada mocidade, atingiu os 18 anos, mas, a maioridade espiritual.

É provável recebamos proveitosas experiências, amealhando-as à custa de desenganos terríveis. Olha só, porque tem um preço. Mas, só em Cristo, no clima sagrado de aplicação dos seus princípios, é possível encontrar a passagem abençoada de definitiva salvação. E, por fim, ele está comentando uma mensagem do Apocalipse, em que Jesus diz assim, sim, venho muito em breve. Breve para Jesus, não é? E, aí, Emmanuel diz assim, quase sempre, enquanto a criatura respira na carne jovem, a atitude que lhe caracteriza o coração para com a vida é a de uma criança que desconhece o valor do tempo.

Gasta o tempo. Dias e noites são curtos para a internação em alegrias e aventuras fantasiosas. Engorda os mil da ilusão efêmera, lhe obscurecem o olhar e as horas se esvai em um turbilhão de anseios inúteis. Raras pessoas escapam de semelhante perda. Geralmente, contudo, quando a maturidade aparece e a alma já possui relativo grau de educação, o homem reajusta, apressado, a conceituação do dia. Dia. A semana é reduzida para o que lhe cabe fazer. Interessante, não é? Nossa, estou sem tempo, a semana foi corrida. Compreende que os mesmos serviços, na posição em que se encontra, se repetem a determinados meses do ano.

Olha só! Perfeitamente recapitulados qual ocorre as estações de frio e calor, floração e frutescência para a natureza. Ou seja, o mesmo princípio que vive na natureza, repete a primavera, repete o verão, repete o outono, repete o inverno, repete na nossa experiência. Como? Tarefas e experiências são recapituladas também de quando em quando. Então, a determinado tempo, você recaptura experiências. Interessante, não é? Agita-se, inquieta-se, desdobra-se, no afan de multiplicar as suas forças para enriquecer os minutos ou ampliá-los, favorecendo as próprias energias.

Interessante, não é? Então, mais uma vez, só para a gente frisar esta questão do tempo que não transcorre assim. Um minuto, dois, três, não é assim. Ele transcorre em ciclos e cada ciclo tem um propósito, tem um significado. É assim e eu acredito que não poderia ser diferente. Não poderia ser diferente. Por quê? Porque nós iríamos ferir a questão 13 do Livro dos Espíritos, os atributos da divindade, que é um Deus de inteligência suprema. Deus iria deixar um tempo como se fosse uma torneira jornando sem nenhum significado, sem que os acontecimentos tivessem um propósito.

Não faria o menor sentido isso. Então, como diz Emmanuel, Deus não manifesta propósitos a ismo. Por quê? Porque Ele é o Todo-Poderoso, tudo o que Ele quer acontece. Então, Ele só quer aquilo que é digno de ser concretizado. Ele só manifesta propósitos justos, soberanos, amorosos, misericordiosos neste ciclo. Tranquilo, estão acompanhando? Podemos dar uma complicada? A gente vai com qualquer coisa, a gente vai só fazer assim, três. É a regra do judô ou do jiu-jitsu. Perdeu o fôlego, bate três vezes. Vamos lá. Nós sabemos que o povo judeu recebeu, através da intuição, dos processos mediúnicos e intuitivos, uma maneira de celebrar o tempo.

Alguns especialistas em cultura judaica dizem que a religião hebraica tem uma característica muito peculiar, além do monoteísmo, do Deus único e das suas características, que é unir a crença no Deus único, a adoração ao Deus único, à celebração do tempo. O tempo é vital na tradição hebraica. Como o povo hebreu é o povo que engendrou a Bíblia e foi esse espaço cultural que Jesus elegeu para encarnar, nós temos que conhecer isso, sob pena de a gente deixar passar aspectos muito relevantes do Evangelho e, sobretudo, das profecias.

Então, vamos lá. Primeira celebração, uma celebração a cada sete dias. Então, a semana não transcorre em vão para o hebreu. No sétimo dia, ele para para o que? Para orar, para ler textos sagrados e para fazer uma refeição familiar e comunitária. Então, o sétimo dia é celebrado. E, é muito importante isso, porque isso é feito de uma forma tão radical, que Jesus chegou até a adverti-los quanto a isso, porque eles levaram a questão tão literal e começaram a perder o significado da celebração. Mas, a ideia era eu tinha que me afastar do mundo material, por isso a proibição de fazer coisas, de manipular a matéria.

Jesus era criticado por quê? Ele cuspiu no barro, ele pegou o barro e colocou no olho do do cego. Você não pode manipular nada material no sábado. A ideia era que o sábado tinha que ser uma experiência espiritual. Você tinha que se afastar da matéria, da vida corporal, você tinha que se afastar dos processos em que você manipula o mundo material para fazer uma viagem introspectiva. Então, você faz a ceia no início do sábado, acende as velas, come bem, come muito, porque você só vai comer dezoito horas depois, as dezoito horas do dia seguinte.

Então, o sábado começa na sexta, porque o sábado começa na nossa contagem, dezoito horas da sexta, vai até as dezoito horas do sábado. O dia, para eles, começa às dezoito horas, não à meia-noite. Então, você come mesmo, come bem, porque depois você vai fazer o quê? Orar, cantar os salmos, ler os textos, você vai entrar em uma atividade introspectiva, e isso era feito a cada sete dias. Então, imaginem a experiência do hebreu, na época de Jesus, imaginem o contato com ele, com o ciclo, ele tinha uma nítida percepção de que a cada sete dias algo se renovava, um ciclo fechava, um novo ciclo se abria.

Isso ficava nítido. E, interessante, porque o ciclo se iniciava com um mergulho espiritual, um afastamento do mundo material e um mergulho na espiritualidade. E, isso é muito importante para a gente, porque essa é a base, esse é o tijolinho básico, profecia, ciclo, tudo o que a gente vai falar sobre ciclo aqui repousa sobre o setenário, a cada sete dias. Dia. Vamos gravar isso. Dia sete, e o Emmanuel usou várias vezes a palavra dia. As existências têm suas estações calculadas em dias, dia, dia, dia. Nós vamos ver uma pegadinha aqui.

O primeiro é esse. Agora, olha que interessante, tirando o Shabat, vamos começar a primeira festa. É no segundo sábado, décimo quarto dia do primeiro mês. Porque, no mês, você tinha que observar a lua nova, o mês era variável. Primeiro mês, conta sete dias, no décimo quarto dia, Páscoa. Depois, o que é que você faz? Olha que interessante, essa festa que começa com a Páscoa é celebrada durante sete dias, que são as festas dos pães ázimos. E, aí, no vigésimo primeiro dia para o vigésimo segundo dia, a festa das primícias, que integra, porque é Páscoa, pães sem fermento e a festa das primícias.

Integra uma tríade. Mas, é tudo assim, décimo quarto dia, sete dias, aí, no vigésimo primeiro dia para o vigésimo segundo dia, a festa das primícias. Aí, da Páscoa, você conta sete semanas. Para! Isso é importante. Até agora, eu estava contando em dia. Agora, eu comecei a contar em semana. Décimo quarto dia, sete dias de pães ázimos, vigésimo primeiro dia, primícia. Agora, eu comecei a contar. Da Páscoa, sete semanas. Ou, quarenta e nove, cai no quinquagésimo, Pentecostes, que é onde desceram as línguas de fogo sobre os apóstolos, e eles falaram para doze línguas, doze nações.

Tem todo um simbolismo aí. Eu comecei a contar em semana, sete semanas. Ok? Aí, eu conto, fechou as quatro festas, faltam três, porque, adivinhe, são sete festas. Não pode ser coincidência. Nós não estamos fazendo nenhuma interferência mística. Nós estamos apenas observando o calendário judaico. Adivinhe onde começam as outras três últimas festas? No sétimo mês. Opa! Parou! Eu estava contando dia, passei a contar semana, agora, estou contando mês. Depois, eu vou contar ano. Ano sabático, a cada sete anos. Depois, eu vou contar períodos de anos, a cada quarenta e nove anos, jubileu.

Está vendo como é uma progressão? Mas, é o mesmo padrão. Está complicado mesmo? Eu tenho um padrão de dia, eu vou passando para mês, para semana, vai só aumentando, mas o padrão é o mesmo. É o princípio que rege o mesmo. E, aí, vem no sétimo mês, no primeiro dia, trombetas. Festa das trombetas. É o toque da trombeta. E, aí, você vai contar no décimo dia, Yom Kippur, depois, décimo quinto dia, Sukkot, só que, se você somar essas festas todas, essas três, dá vinte e um dias. Sete mais sete mais sete. Este é o ciclo. Agora, vem o interessante.

Quando você lê Daniel, quando lê Apocalipse, Ezequiel, Jeremias, Joel, qualquer profeta, a profecia tem um aspecto metafórico, simbólico que fala de acontecimento? Não. Eu já li vários comentários de Apocalipse, vários comentários, inclusive de Espíritas. E, o pessoal fica tentando identificar acontecimento. Então, eles pegam assim, o versículo tal do capítulo tal de Apocalipse está descrevendo Hitler. Não está. Por quê? Porque a profecia descreve ciclos evolutivos, ela descreve estações e finalidades, qualidades. O acontecimento é apenas uma consequência.

Então, o que eu estou querendo dizer? A Primeira e a Segunda Guerra Mundial estão dentro de um ciclo que está descrito no Apocalipse. O ciclo está descrito, a qualidade do ciclo está descrita, a finalidade da experiência está descrita, a advertência está escrita, mas o acontecimento não está. Posso que não apareça? Não, mas aí a gente não pode entrar, porque, senão, eu já entro muito específico na interpretação. A gente já entra muito específico. O que a gente pode dizer, foi um exemplo bom você ter dado isso. Linhas de interpretação vão chegar e dizer assim, o primeiro cavaleiro do Apocalipse são as cruzadas.

Aí, eu estou identificando o símbolo do Apocalipse com o acontecimento. Então, é um efeito por causa. É um efeito por causa. O cavaleiro indica um período do ciclo. Dentro desse período, eu tenho vários acontecimentos que preenchem esse símbolo, não um acontecimento. Não um acontecimento. É por isso que muitos acertam e erram. Mais erram que acertam. E, por isso, que é difícil. É engraçado que, quando você vai para o Antigo Testamento, lá na parte de Daniel, que vai falar da estátua, cada pedaço da estátua é um ciclo de um período de um povo que errou.

Fantástico! Você foi na veia, porque você vê que o Nabucodonosor fica perturbado, e é incrível isso. Porque, no sonho do Nabucodonosor, ele tem a visão de uma estátua grandiosa. É a visão do encarnado. O Daniel tem um sonho sobre o mesmo ciclo e ele vê animais. Então, o que o encarnado vê com glamour, a espiritualidade vê como assim, com olhos de olha, isso aqui é animalesco. Interessante, não é? Porque os períodos dos impérios é visto pelo Nabucodonosor como uma estátua, cabeça de ouro, peito de prata, de cobre, as pernas e os dedos de ferro.

O Daniel já vê, esse aqui tem um leão, um urso, vê bicho. Porque, se você e aí, se você pegar o período, gente, é importante isso aqui que nós vamos falar. Nós não estamos falando do povo, nem da nação, nem do local. Mas, o período vivido pela Alemanha no nazismo é um período de barbárie. O período em que um povo se comportou como um bicho apocalíptico. Não é? Nós estamos vendo, agora, o problema na Síria, é um animal. Então, o mundo superior olha para isso como um movimento de um bicho, entregue aos instintos mais ferozes, distanciados de um padrão de humanidade, que é o padrão trazido pelo Cristo, que o Emmanuel comenta.

Quando Pilate se refere a Jesus, eis o homem. Não é? Quando se refere a Jesus, eis aí o homem. O homem. Então, Jesus é o padrão, é o guia, é o modelo do homem, da humanidade. O que se afasta daquilo já está incursionando nas experiências primitivas da animalidade. Interessante isto. Então, este é o critério do Apocalipse. Portanto, se a profecia descreve ciclos, ela tem uma base matemática e tem que ter, porque ela é astronômica. O relógio é o movimento dos corpos celestes. Nós lemos isto na mensagem do Arago no último capítulo do livro A Gênese.

Esta mensagem vale a pena ser lida dez vezes para começar a pegar algumas coisas. Porque ele vai falar dos movimentos, o movimento menor, o movimento maior, maior, maior, cada movimento é um ciclo. Portanto, quando os Espíritos dizem assim são chegados os tempos, não é chute. Não é chute. É que você tem um conjunto macrocosmico que diz assim é agora. Agora. Só tem um detalhe. Para você dizer é agora, você tem que estar olhando de cima. Então, por isso, somente consciências crísticas, que tem uma percepção de cima, conseguem ver ciclos mais amplos.

Mas, a gente consegue ver alguns ciclos pequenininhos. Não é? A gente consegue identificar alguns ciclos. Então, eu vou dar algumas reflexões aqui. Simbolicamente, simbolicamente, não matematicamente, porque matematicamente os ciclos têm que ser observados no seu movimento. Então, Saturno faz um giro em torno do Sol. E ele gera um ciclo. E um ciclo importantíssimo. Aproximadamente, 28 anos. 7 mais 7, mais 7, mais 7. Aproximadamente. Por que aproximadamente? Porque quando eu falo ano, eu estou falando da rotação da Terra em torno do Sol.

Então, eu estou medindo o ciclo de Saturno pelo ciclo da Terra. Vai dar certo? Não. Você quer precisão? Quer? Monta em Saturno. Vai para o eixo de Saturno. Espera o ciclo todo. Aí, você vai ter precisão absurda. Quem quiser, inclusive os internautas, eu aconselho. Vá para Saturno. Aí, você tem precisão total. É agora. Fechou o ciclo, começou outro. No mais, são aproximações. Porque nós estamos medindo um ciclo por outro. No DVD do Apocalipse, eu falei isso, mas não foi compreendido. Aí, algumas pessoas falam, não, mas o ciclo de Saturno é 28 anos, não?

É 27, 300… Volta o DVD. Não tem como medir um ciclo por outro. Por isso que existe um ciclo que é o nosso sistema solar gira em torno de algo. Que algo é? Não sei. Quanto tempo demora? Não sei, também. Então, o que você sabe? Que gira e que gera um ciclo. E, se você é um Espírito que mora no Sol da equipe do Cristo, você acompanha, diariamente, o informativo que vem em notificação automática no iPhone cósmico, dizendo hoje nós estamos no tal do ciclo do sistema. Tem um ciclo. Vai medir ele como? É um ciclo gigantesco.

Você vai medir ele em dia? Em ano? Mas, é um ciclo. E, ficou claro isso? Isso eu estou brincando assim, falando, porque tem que ficar muito claro isso. Da mesma maneira, a nossa galáxia compõe uma família de galáxias, que é tudo família. É tudo família. Então, é assim. O sistema solar é uma família de mundos. O sistema solar tem uma família, que é a família de sistemas. Essa família de sistemas compõe uma constelação. Essa constelação tem uma família de constelações. Aí, formam a galáxia, que é uma grande família. Essa família, a nossa galáxia, faz parte de uma família de galáxias.

E, vai esse padrão. O bom é que ele não acaba nunca, que é infinito. E, para o micro. É, tem uma família de galáxias. Tudo é família. E, as famílias se reúnem, a grande família, e tem os ciclos próximos, eles vão vivendo ciclos, e ali você vai somando. Bom, então, essa é a precisão matemática do ciclo. Quer precisão, vai para o eixo. Se o ciclo é do sistema solar, vai para o eixo do Sol. Pronto. Aí, observa o ciclo. Agora, metaforicamente, simbolicamente, a espiritualidade criou um quadro de análise setenário, que é a chavua.

Ah, Haroldo, mas por que você não chama de semana? Eu não chamo de semana, porque senão você vai achar que são sete dias. E, o hebraico tem uma pegadinha. A língua hebraica é assim. Você tem um radical, e aí você brinca de mudar as vogais. Só que, cada vogal que você muda, muda a palavra. Você muda uma vogal, ela vira verbo. Você muda de novo, ela vira substantivo. Você muda de novo, ela vira numeral. Você muda de novo, ela vira adjetivo. E, esse xvat, essas consoantes, três, se você mudar a vogal dela, vira xevet, sete.

Vira chavua, semana. Vira xabat, sábado. Você só muda as vogaisinhas, mas é tudo sete. Então, o hebreu olha para a palavrinha, ele vê o sete. Entendem? O hebreu lê semana, sete, é tudo sete. É tudo sete. Ok. Então, chavua é um setenário. É sete x. Quanto vale o x? Esse é o x da questão. Calma, vão aqui. Eu vou para o que nós damos conta de calcular. É para onde eu estou indo. Que é o quarto dia, disse-nos o texto bíblico que sol, lua e os luminares foram criados para tempos determinados, para sinais e para estações, para ciclos.

Está dito lá no quarto dia. Então, vamos voltar para a nossa realidade. O que nós temos? Nós encarnados. Temos um solzinho, uma lua, vamos voltar para os nossos ciclos. Por quê? Você não mora no sol. Por que você está preocupado com os ciclos dos sistemas solares? Você não mora no centro da galáxia. Por que você está preocupado com os ciclos galácticos? Toda hora você tem que encarnar, esquecer tudo. Então, nós temos que ir com calma. Mas, entendendo, é o que o Sr. Honório dizia, a lei divina é linda, porque é uma lei de unidade.

Se você entendeu o princípio, você decifrou. O princípio você deduz. Você não sabe o que é, mas você deduz. Olha, eu não sei o que é, mas tem que obedecer ao princípio. Bonito isso, não é? Então, Shavua, ou semana, se vocês quiserem, é um período de sete, 7x. Quanto vale x? Eu estava buscando isso. Agora, eu tinha dois caminhos. Eu podia chutar. Ah, eu acho que x vale tanto. Mas, aí, eu apliquei um princípio. Qual é o princípio? O princípio da intertextualidade bíblica. Se eu atribuir um valor a x, eu tenho que achar um versículo bíblico que me confie.

Se não achar, guarda. Se achar, confio. Achei os valores de x. Quantos? Sete. Sete. Só podia ser sete. Essa eu bati a cabeça, porque se eu tivesse aplicado o princípio, Shavua é um período de 7x. Quanto vale x? Tem sete valores bíblicos. Você já tinha matado. Já tinha matado, não é? Fantástico. Então, vamos lá. O primeiro é o mais básico. O primeiro é elementar. Quanto vale x? Um dia. Um dia. 7x? Sete dias. Essa é mosca. Onde que eu tiro? Gênesis. Capítulo 1 de Gênesis. E é a base do Shabat. Qual versículo, qual referência?

Levítico 12, 5. Desculpe, perdão. Falei aqui. Números 14, 34. Ezequiel 4, 6. Peguei um texto profético e um texto de números que fala da observância. Mas, eu poderia pegar aqui, que manda observar o sábado, tudo que fixa o padrão da festa judaica, que é a cada sete dias para Shabat. Sete dias. Só que tem um detalhe. Vocês lembram que o Emmanuel toda hora usa dia? Dia. Cada criatura possui com existência um precioso cálculo de probabilidades, estações determinadas, calculadas em dia. Dia. Dia. Eu tenho uma semana. São sete dias.

Mas, eu posso ampliar isto aqui. Pode ampliar. É igual um mapa. Você pega um mapa. Um mapa de Belo Horizonte. Aí, você compra um quadro bonito, cobre na sua parede direitinho. Belo Horizonte inteiro. Cobre na sua parede. Como? Aí, você vai lá no cantinho do mapa, tem lá a escala. Cada centímetro deste mapa corresponde a x quilômetros. Isto é o fator de conversão. A Bíblia também usa um fator de conversão. Usa vários. Eu vou pegar um só, que é um dos mais importantes e, para não torcer a cabeça de todo mundo e não entender nada, porque o objetivo aqui é que a gente entenda e a coisa fique certinha.

O primeiro fator de conversão é Um dia, um ano. Um dia, um ano. Está em Levítico 12, versículo 5. Um dia, um ano. Então, a primeira shavua, qual é a primeira? Dia. Sete dias. Mas, eu posso aplicar. Cada dia um ano, sete anos. Achei um ciclo importantíssimo. Todo mundo acompanhando? Vamos para a segunda shavua? Quanto vale x? Uma semana. Está simples. Primeira shavua, quanto vale x? Um dia. Sete vezes um dia, sete dias. E, se cada x for uma semana, sete dias? Sete vezes sete? Quarenta e nove? Dias. Quarenta e nove dias.

Todo mundo acompanhando? Aplica o fator de conversão. Quarenta e nove dias, cada dia um ano. Quarenta e nove? Tem esse ciclo? Tem. Levítico 23, 15, Deuteronômio 16, 9, 10 e 16. Quarenta e nove anos. É o ano de jubileu. A cada quarenta e nove anos, há uma grande celebração. É o ano do jubileu. Interessante isso? Todo mundo acompanhando aí? Perfeito? Está difícil demais? Está dando? Terceira shavua. Na primeira shavua, sete x. Na primeira, x era um dia. Na segunda, x era uma semana. Agora é fácil. X vai ser? Dia. Semana?

Mês. Mês. Sete vezes mês? Sete vezes um mês? Sete meses. Fantástico. Mas, meses não dá. Tem que converter para dia. Quantos são sete meses? Quantos dias? Quantos dias? Duzentos e dez dias. Duzentos e dez dias. Duzentos e dez dias. Importantíssimo. Importantíssimo isso. Porque, aqui, eu tenho uma brincadeirinha. O mês judaico não tem mês de trinta, trinta e um. Não tem isso. O mês é tudo trinta dias. Tudo trinta dias. Então, duzentos e dez dias são sete vezes trinta. Porque o mês é trinta dias. Duzentos e dez dias. Ok.

Aplica o fator de conversão, de escala. Duzentos e dez dias são? Tenho aqui um ciclo bíblico apocalíptico. Duzentos e dez anos. Duzentos e dez anos. Duzentos e dez anos. Importantíssimo esse ciclo. Ele está em Ezequiel, texto bíblico confirmando, para quem está anotando, Ezequiel 39, versículos 12 a 14. Mas, para nós, esse ciclo tem um sabor delicioso. O anjo Ismael no início do Brasil, coração do mundo, pátria do Evangelho, convoca no Brasil uma reunião, seguindo o exemplo, porque todos os governadores de países estavam convocando assembleias espirituais nos respectivos países.

Por quê? Porque iam começar um ciclo de duzentos e dez anos. Agora, eu vou dar a charada. O ciclo é de duzentos e dez anos. Então, eles estavam chamando o Espírito, porque tinha que ter uma encarnação, vários tinham que encarnar, em diversas nações, e ia ser um movimento imenso de espiritualização do orbe. Então, Ismael convoca essa reunião. Nessa reunião, ele fala, não ignorais que vivemos no século do advento do Consolador na Terra. Humberto de Campos define bem, ele dá a referência do primeiro reinado, no fim do primeiro reinado.

Ok? Vamos ver se é o primeiro ou o segundo reinado. A reunião foi por volta de 1831. Porque ele fala, findava-se o primeiro reinado. Ismael reúne. Ele fala, não ignorais que estamos no século do advento do Consolador. Então, Kardec já estava encarnado. Serão cem anos preparatórios dos próximos cem. Cem anos preparatórios dos próximos cem. Duzentos. Chegou para o século de 210 anos. Ou seja, ele está se referindo a quê? Porque, gente, um espírita pode abrir esse livro e falar assim, nossa, Ismael deu uma data. Ele fez uma previsão profética.

Não, gente. Ismael só leu o ciclo. Ele só leu. É um ciclo. Que ciclo que é? É uma chavua de meses. Sete vezes sete meses, mês trinta dias, sete vezes trinta dias, duzentos e dez dias. Aplica o fator de conversão, um dia, um ano, duzentos e dez anos. E o Apocalipse, aqui nós temos o texto de Ezequiel, que é o capítulo 39, e João vai usar isso no Apocalipse, tem hora que ele faz profecia e vincula a profecia ao ciclo de duzentos e dez anos. Então, você tem que sair fechando os ciclos. Aqui, eu dou uma dica maravilhosa.

Por que? Estendendo um pouquinho, porque tem os dez aí, então a gente não sabe se os dez vêm para cá ou se ele vai para o final. Eu acho que vem para cá. 1857 mais 100, 1957. 1957 mais 100, 2057. Puxa dez, para dar duzentos e dez anos, a 2057, que é a data que Emmanuel prevê como entrada no mundo de regeneração. Emmanuel está chutando? Emmanuel está prevendo? Não, Emmanuel está lendo um ciclo. Qual ciclo que ele está lendo? A terceira chavua, que é a chavua de meses. Está lendo o ciclo? Está aqui o período, porque o período é matemático, é astronômico.

Ah, Arudo, mas, qual que é o movimento astronômico desse aqui? Gente, essa pergunta é simples. Não sei. A terceira chavua sempre é sete dias. Na terceira chavua, x é um mês. Um mês são 30 dias. Sete vezes 30, 210 dias. Fechou? Fechou. 210 dias. Porque eu tenho um ciclo. Você tem um ciclo. Pode começar a observar, Cláudio, na sua vida, a cada 210 dias, temos uma mudança de ciclo. A cada 210 dias. A cada 210 dias. É um ciclo importante. Então, vamos lá. Aplica o fator de conversão. Por quê? É como a bonequinha russa.

Sabe o que é a bonequinha russa? Tem uma pequenininha, aí você pega a pequenininha e põe numa boneca maior. É isso que eu estou fazendo. Eu estou pegando 210 dias, põe numa bonequinha maior, 210 anos. Mas, é o mesmo ciclo. É o mesmo padrão de ciclo, ele só amplia. É como se fosse uma onda. Ela começa no centro e ela vai se propagando, vai se ampliando. É uma onda. Vai se ampliando no tempo. Ok? Querem mais? Agora, gente, muita atenção. Muita atenção agora. Muita atenção agora. Porque, esta semana, está no livro A Caminho da Luz.

Não, esta semana. Não esta semana, mas a quarta semana profética, a quarta shavua. X era mês, X agora vai ser ano. Está até celebrando. Sete vezes um ano, sete anos. Converte em dia o ano judaico, são 360 dias. Se um mês é 30, 12 vezes 30. Se um mês é 30, 12 vezes 30. Sete vezes 360 dias dá quanto? 2.520 dias. 2.520 dias. Para, se você chegou agora, para. Eu estou na quarta shavua. Shavua é um período setenário. Sete vezes X. X é variável. Se X for um ano, o ano judaico, são 360 dias. Sete vezes 360, 2.520 dias. 2.520 dias dá 84 meses.

Divide isto ao meio, eu tenho 1.260 dias, ou 42 meses. Apocalipse, capítulo 12, versículo 6, versículo 14. Apocalipse, capítulo 13, versículo 5. A besta apocalíptica proferirá maldições durante 1.260 dias. Qual shavua? Quarta shavua. Shavua anual. Sete vezes um ano. Um ano, 360 dias, sete vezes 360, 2.520, divide na metade. Por que divide na metade? Porque todo ciclo tem um período ascendente e tem um período descendente. E, exatamente, pegando 2.520 dias, aplica o fator de conversão, eu tenho um ciclo de 2.520 anos.

Gente, este é o ciclo que está ligado à precessão dos equinócios. A precessão dos equinócios é o seguinte, a Terra gira em torno do próprio eixo, gera o dia, gira em torno do Sol, gera o ano. Só que ela faz um… a Terra faz aula de dança. Ela dança um sambinho. Então, ela dá uma rebolada. Ela dá uma rebolada. Uma rebolada completa. São quase 26.000 anos. Ela dá uma completa. Se você divide a rebolada em 12, eu tenho estes períodos aqui. Aproximadamente. Por que aproximadamente? Porque este ciclo aqui é outra realidade.

O importante é 2.520 anos, dividido no meio, tem 1.260 anos. Quanto tempo durou o papado? 1.260 anos. É o que o Emmanuel descreve no capítulo A Besta Apocalíptica, interpretando capítulos 13 e capítulos 12 do Apocalipse. E o Emmanuel… Tem o acaminho? Acaminho da Luz? Vê se você consegue achar. Puxa aí, Júlio. Acaminho da Luz, A Besta Apocalíptica. O capítulo da Besta que vale a pena ler. O que? Acabou. Acabou. Acabou. Voltemos ao princípio. Voltemos ao princípio. O Apocalipse descreve acontecimentos? Não. O Apocalipse descreve ciclos.

Ao descrever o ciclo, o que ele dá para a gente? A quantidade, que é o período de tempo, e a qualidade. O que o Apocalipse previu? Que nós teríamos um ciclo de 1.260 anos. Tranquilo. Pegou a chavua, a quarta chavua, divide no meio. Nós vamos ver porque que divide no meio. Porque o sete você divide no meio. Já está aí. Só um minutinho, Júlio. Vamos pegar isso aqui. Ele previu que nós teríamos um ciclo em que ocorreria, do ponto de vista da qualidade do ciclo, um fenômeno. Um fenômeno. Na evolução do pensamento religioso da Terra, nós passaríamos por um período em que a autoridade religiosa se julgaria infalível.

É o chamado ciclo da infalibilidade papal. Durou do momento que ela foi declarada pelo Imperador Focas, 670, até o momento em que Napoleão Bonaparte tira a coroa do Papa, e se auto coroa, acabou a infalibilidade. Por isso, que é um grande êxito, mas a profecia não descreve acontecimento. A profecia não está preocupada se existe Vaticano, se tem um Papa Francisco, ela não está preocupada com isso. A profecia descreve ciclos. Na evolução da experiência religiosa na Terra, nós tivemos um período em que a autoridade religiosa máxima se julgou um representante de Deus infalível.

E, isso estava previsto? Estava. Em Daniel, em Isaías e em Apocalipse. Inclusive, com período. Vamos ver o que Emmanuel diz no inicio. Ele vai ensinar o cálculo. Apocalipse Apocalipse Apocalipse Apocalipse Apocalipse Apocalipse Apocalipse Opa! O que Emmanuel fez? O fator conversou. Aplicou o fator conversou. Trinta dias. Aplica o fator conversou a trinta anos. 610, não é 670. Com o Imperador Focas em 607. E o decreto da infalibilidade papal com o período nono em 1870. Que assinalou a decadência e a ausência de autoridade Vaticana em face da evolução científica, filosófica e religiosa da humanidade.

Então, o que Emmanuel está descrevendo? Não foi nem a data exata que o papado começou, nem a data que ele terminou, mas um período qualitativo. Qualitativo. E que cálculo ele fez? Está todo mundo me acompanhando? Sete divide ao meio. Três e meio. Três e meio são quanto? Sete vezes meio. Complicou? Como é que eu agrupo? Daniel, capítulo 7, versículo 5. Eu pego a Shavua. Agora, eu vou transformar a Shavua na equação matemática, ok? A Shavua não é sete? Não é sete? Divide ela ao meio. Então, eu tenho dois vezes, abre a chave, eu tenho.

Daniel, 7, versículo 25. Daniel fala da mesma coisa do Apocalipse e diz assim Tempo, tempos, metade de um tempo. Quanto que dá isso? X mais 2X mais meio X. Três e meio? X. Dois vezes três e meio? Sete. Toda Shavua, agora, complicando, depois você esquece isso, complicando. Toda Shavua que eu dei aqui pode ser dividida ao meio. Tempo, tempos, metade de um tempo. No caso da Shavua, dois mil quinhentos e vinte anos, eu divido ao meio e dá mil duzentos e sessenta. Aí, eu tenho tempo, tempos, metade de um tempo. Quarenta e dois meses mais quarenta e dois meses para ficar espelhado, tá?

Então, o que o Emmanuel não contou é que esse mil duzentos e setenta anos do Imperador Focas até Pio IX é metade da semana. Tem uma metade anterior para dar o ciclo de dois mil quinhentos e vinte. Está antes? Está antes. Mas, tem uma depois também. É porque as metades vão se somando, aí você, qual que é o seu ponto de referência? Entendeu? Se eu falo assim, mas é metade antes ou metade depois? Mas, é um ciclo. Então, depende de onde você olha. Bonito demais, isso, não é? Não é muito bonito? Bom, eu vou dar uma paradinha por aqui, nas outras shavuas.

Não, não dá para fazer, porque as outras têm uma shavua mais simplesinha. Eu vou pular a quinta. A quinta é bem complicada, tá? Vamos para a sexta. A sexta é fácil, gente. O homem foi criado em qual dia? Sexto. Sexto. E se cada x for mil anos? Olha, Haroldo, você mudou o fator de conversão. Quem te autoriza a dizer que x é mil anos? Pedro. Ele tem a chave do céu. Ele me autorizou. Segunda carta de Pedro, capítulo 3, versículo 8. Oséias, capítulo 6, versículo 2, versículo 3. Sabendo, primeiramente, isso, que para o Senhor, um dia é como mil anos.

E mil anos é como um dia. Sete dias, sete mil anos. Gente, que shavua é essa? Sete mil anos. É a Bíblia inteira. Adão. Pergunta do Livro dos Espíritos. Em que época viveu Adão? Mais ou menos na época que ele assina Lais. Aí, todo mundo fica perguntando, gente, por que na Bíblia tem aquele negócio de Matusalém, viveu cento e tantos anos, gerou não sei quem, depois viveu por tantos anos? Porque, gente, aquilo não é uma pessoa. Aquilo são ciclos. Não são indivíduos. Se você somar todos os personagens bíblicos, você vai ver que Adão viveu simbolicamente quatro mil anos antes de Cristo.

Quatro mil mais três mil? Sete mil. Quatro mil mais dois mil? Seis mil. É o que nós estamos vivendo agora. Aí, você vai para o Apocalipse que fala do período milenar, do milênio em que o demônio seria preso por um tempo, aí daria uma aliviada, depois ele seria solto no final para se derrotar. É a típica descrição de um mundo de regeneração. Dá uma aliviada, todo mundo entra em um período de convalescência, se recupera, até ter força para o planeta entrar no mundo de todos. Sete mil anos. Deu? Deu. Já deu. Três. Três e meio.

Por hoje. Semana que vem não teremos, porque nós não estamos viajando, então nós vamos ter só na outra. Aí, nós vamos falar, eu estou até tomando um floral para conseguir perdoar, porque eu tenho uma mágoa ainda não trabalhada com a pessoa que fez a entrevista. O Chico Xavier foi entrevistado por uma pessoa da revista da Legião da Boa Vontade. E o Chico deu uma sintonizada com Emmanuel, Emmanuel assumiu e o Emmanuel começou a falar de um ciclo de 520 mil anos, 520 mil anos dividido ao meio, claro, porque todo ciclo é dividido ao meio, porque tem uma fase ascendente e uma fase descendente, 260 mil anos, 260 mil anos.

E o Emmanuel diz que esse é o ciclo da renovação da matéria no orbe. Tem a ver com a vida, vida biológica e com a vida humana. E aí ele pega o corte, porque lógico que ele não vai lá no paleolítico, ele pega o agora, a metade que nós estamos vivendo dos 260 mil anos e começa a descrever dizendo que há um ciclo para civilizações planetárias. Esse ciclo é um ciclo de 28 mil anos. Então, tivemos uma primitiva, depois uma outra primitiva, depois Lemúria, depois Atlântida, depois a que nós estamos vivendo e adivinhe, são sete, claro, que são as experiências que as civilizações podem fornecer a um Espírito encarnado.

Tem tudo direitinho, ele divide 28 mil anos, 4 vezes 7, é o mesmo princípio, e nós, então, desenhamos, depois de muito custo, identificamos pelos padrões de referência que o Emmanuel deu e chegamos ao ciclo. Está aqui o ciclo, o seu período. Lembrando que o que nos importa, que são os 260 mil anos, começou 201 mil antes de Cristo, com o surgimento do primeiro homem, do hominídeo, e vai até 59 mil depois de Cristo. Quando encerra esse ciclo, que é a primavera, e aí entra no outono civilizatório. 59 mil depois de Cristo.

Então, está tudo aqui certinho, o ciclo. Que ciclo é esse? Um ciclo de 520 mil anos? Ele se refere a quê? Será que é o tempo que dura a rotação do nosso sistema solar em torno daquele eixo? Pode ser. Por que eu estou tomando floral e ainda não consegui recuperar a mágoa do entrevistador ou da entrevistadora? Ela não perguntou nada. Ela não perguntou. O Chico fala no ciclo e ela não se envolve, muda para outra pergunta. Não perguntou nada. Meu Deus do céu! E a humanidade perdeu isso. Agora, só Deus sabe quando essa informação vai vir.

Só Deus sabe. Ela estava de frente. O Emmanuel ficou falando pela boca do Chico e a pessoa não perguntou nada. Não perguntou nada. O bonito disso é que os 7 mil anos bíblicos de Adão até o final de Apocalipse são 7 mil. Ele está dentro de um quadro de 28 mil. Nós vamos ver que quadro é esse. Dentro do quadro dos 28 mil, ele é o terceiro. Então, teve um 7 mil, teve outro 7 mil, teve o terceiro 7 mil e vai ter mais um outro 7 mil. Encerra um ciclo de 28 mil e depois vai ter mais dois de 28 mil para encerrar um total de sete ciclos de 28 mil anos.

Lembrando que mais ou menos 26 a 28 mil anos é a precessão dos equinóticos que é a mudança do eixo da Terra. Os místicos ficam falando de mudança do eixo da Terra, mudança do eixo da Terra, mas não é que vai mudar o eixo, vai acontecer um cataclismo, o Saara vai virar um Cancún. Não é isso. É porque é um ciclo. É um ciclo. Ocorre a cada 28 mil anos, como o ciclo lunar a cada 28 dias, período menstrual feminino. O ciclo setenário, 28 anos, a encarnação se completa com 7 anos, depois mais 7, 14, mais 7, 21, mais 7, 28, retorno de Saturno.

Se você amplia isso, 28 mil anos é o mesmo princípio. O mesmo princípio. Se você conhece um micro, você deduz um macro. Para encerrar, Centurião, de Cafarnaum. Senhor, eu não sou digno de que entreis debaixo do meu telhado, mas dizei uma só palavra e o meu servo sarará, porque eu também sou o homem sob autoridade e digo a um soldado meu vai e ele vai e digo a um servo faz isso e ele faz. Portanto, aplicando o princípio da simetria, o Senhor deve ser um centurião muito acima de mim, mas o princípio é o mesmo. O Senhor também tem soldados e tem também servos e basta uma ordem sua para que as coisas aconteçam, porque o princípio é o mesmo.

Aí, Jesus olha para ele e diz assim, nem mesmo Israel vinha uma fé como a desse centurião, porque não era uma fé simplesmente acredito, era a fé baseada no princípio da simetria, na lei da unidade, a fé raciocinada.

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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