#024 – Estudo do Velho Testamento – Livro Gênesis

Play Video
Facebook
WhatsApp
Twitter
LinkedIn
Telegram
Email

Neste episódio da série de estudos do Velho Testamento, conduzida por Haroldo Dutra Dias, mergulhamos no Livro do Gênesis, focando em um dos seus pontos mais emblemáticos: o quarto dia da criação. Este estudo, que se aprofunda na estrutura setenária da narrativa bíblica, revela a importância dos ciclos e ritmos que permeiam a existência, desde os fenômenos naturais até as profecias e a evolução espiritual.

O que é estudado neste episódio

  • O Quarto Dia da Criação (Gênesis 1:14-19): A análise detalhada do quarto dia, que introduz os luminares (Sol e Lua) no firmamento, é apresentada como o pilar para a compreensão de todos os ciclos – naturais, astronômicos, biológicos e proféticos. É ressaltada a função desses luminares em separar o dia da noite e servir como “sinais” para épocas e tempos determinados.
  • A Estrutura Setenária e o Simbolismo do Sete: A narrativa da criação em sete dias é explorada, destacando o número sete como uma constante que rege os ciclos. A estrutura do candelabro (Menorá) é utilizada como analogia para demonstrar a centralidade do quarto dia, com três dias antes e três depois, simbolizando um eixo ou um centro.
  • A Conexão entre Ciclos Naturais e Proféticos: O estudo enfatiza que os textos bíblicos dialogam entre si, e a compreensão dos ciclos naturais é fundamental para interpretar as profecias. A desconexão do homem moderno com esses ritmos naturais, exemplificada pela falta de percepção das fases da Lua ou do processo de produção de alimentos, é apontada como um fator que gera “arritmia” e descompasso na vida.
  • A Mensagem de Emmanuel e o “Espírito de Sequência”: É citada a mensagem “Perfeição e Aperfeiçoamento” do livro “Irmão”, de Emmanuel, que aborda o “Espírito de sequência” que rege todas as forças e tarefas da natureza. Essa sequência é apresentada como cíclica, exemplificada pela semente que vira flor e depois fruto, e se aplica também à evolução espiritual do ser humano.
  • A Escatologia e os “Sinais dos Tempos”: A escatologia, ou o estudo das últimas coisas, é abordada à luz do Espiritismo como o estudo do mundo de regeneração e da transição planetária. O texto de Arago no capítulo 18 de “A Gênese” de Allan Kardec, item 8, é analisado, revelando que os corpos celestes experimentam revoluções que demandam milhares de séculos, mas que se manifestam em ciclos de contração e expansão, dando “sinais” que podem ser observados.
  • A Interpretação dos Ciclos Proféticos: A importância de entender as unidades de medida (dias, anos) nos ciclos proféticos é destacada. A relação entre a semana de sete dias e a “semana adâmica” de sete mil anos (com base em 2 Pedro 3:8, onde “mil anos são como um dia para o Senhor”) é apresentada como uma chave para compreender a linha do tempo bíblica, desde Adão até a Nova Jerusalém.

Reflexões

  • A vida, em todas as suas manifestações, é regida por ciclos e ritmos, e a compreensão desses padrões é essencial para uma existência harmoniosa e para a interpretação das leis divinas.
  • A desconexão com os ciclos naturais pode levar a um descompasso existencial, dificultando a aceitação de processos como o envelhecimento e a compreensão da evolução.
  • As profecias bíblicas, ao invés de serem eventos isolados e misteriosos, são apresentadas como manifestações de ciclos cósmicos e espirituais, que podem ser compreendidos através da observação da natureza e do estudo aprofundado das escrituras.

Ler transcrição do episódio

Boa noite para todos! Hoje, a gente tem um momento especial no Gênesis. Chegou no meu dia preferido, por várias razões. Mas, a gente acredita também que é um dia especial, até mesmo na narrativa bíblica do Gênesis. E, a gente vai se delongar bastante hoje sobre este dia e vamos deixar o Evangelho para o próximo. Hoje vai ser só o Gênesis, que é um tema, assim, muito importante. Ele é base para toda uma construção bíblica, todos os textos proféticos, tudo que fala da chamada escatologia, do mundo de regeneração, da transformação do homem e do mundo, se baseiam neste texto que é o pilar de todos.

É bom, também, a gente lembrar que na narrativa de Gênesis, a criação se dá em sete dias. Então, nós temos o quarto dia, que é o dia que nós vamos estudar hoje, no centro e temos três dias antes e três dias depois. Isto lembra a estrutura do candelabro, que é, também, a estrutura dos verbos em hebraico. E, é uma série de estruturas. Esta estrutura setenária, o sete, ele representa um conjunto de símbolos muito importantes em toda a literatura bíblica. E, quando a gente pensa no candelabro, na menorá, ela é sempre um centro uma hache central com três haches para cada lado.

Então, a gente percebe que o quarto dia é, de fato, um dia muito importante aqui, porque ele vai representar uma espécie de linha vertical, um norte, o centro de uma bússola. E, é exatamente isto que a gente vai comentar. Outra coisa importante, também, para falar do quarto dia, é que o quarto dia vai introduzir, vai ser o texto de referência para tudo o que a gente for conversar sobre ciclo, todos os ciclos, todos, ciclos naturais, ciclos astronômicos, ciclos da natureza, da natureza física e da nossa natureza biológica e ciclos proféticos, que não são nada mais do que apropriações dos ciclos naturais, se apoiam nesses versos que nós vamos estudar.

É importante porque por que é importante estudar este quarto dia? Muitas pessoas abrem os livros proféticos Isaías, Jeremias, Daniel, Apocalipse e começam a trazer elementos para a interpretação destes livros que não são elementos próprios dos livros. A gente considera mais robusto, mais produtivo você fazer uma intertextualidade, uma relação com os próprios textos bíblicos, porque os textos bíblicos dialogam entre si com maior proximidade. Não que a gente não possa pegar uma referência de outros textos, devemos fazer, mas eles são sempre mais distantes do que os próprios textos bíblicos.

Então, muitas vezes, a gente vê pessoas falando sobre ciclos, sobre datas de mundo de regeneração, questionando informações do próprio Emmanuel com um total desconhecimento de textos bíblicos que são base. Que são fundamentais para a compreensão destes temas. E, a gente vai perceber uma coisa. Complicou muito, complicou muito estar se afastando. Emmanuel diz isto no livro A Caminho da Luz, quando ele vai falar da besta apocalíptica. Ele traz um versículo muito enigmático, metafórico do Apocalipse e resolve de uma maneira simples, recorrendo a um ciclo da natureza.

Fazendo referência ao mês e à semana e ponto. E, é isso. É, de fato, simples. E, por ser muito simples, é muito difícil. Aí, eu estou usando aqui a frase do Leonardo da Vinci, que diz assim, para que você perceba o simples, você precisa ser um gênio. Porque, é difícil mesmo de perceber. Bom, mas antes de ler o relato do quarto dia, eu vou pedir uma licença, eu quero abrir, quero que todos comentem, porque é um tema palpitante, ao menos para mim. Eu queria que todos falassem, comentassem. Mas, eu queria, e vou trazer o texto em hebraico, porque as traduções são impossíveis.

Não tem jeito. Não tem jeito. Não é porque o tradutor é maldoso, porque ele quis adulterar, não. Porque, isto aqui são os doze trabalhos de Hércules. Eu traduzi isto aqui, nunca vai ser completo. Então, eu optei por trazer o texto em hebraico, e a gente vai acompanhando assim devagarzinho, trazendo as expressões em hebraico, para a gente ver a riqueza da linguagem e o jogo de palavras. A mesma palavra gera um substantivo, gera um adjetivo, gera um verbo. A mesma palavra. E, aí, a coisa fica bonita. Vai ficando tudo muito, tem um aspecto lúdico, poético aqui.

A gente não quer perder isto, por isso trouxemos o texto no original. Mas, antes, eu queria ler alguma coisinha do Emmanuel para a gente já começar a sintonizar com a proposta da atividade hoje. Bom, está no livro Irmão, capítulo 8, uma mensagem que chama Perfeição e Aperfeiçoamento. Mas, o que a gente quer extrair aqui é isto. Emmanuel diz assim, não te creias capaz de trair o Espírito de sequência que rege todas as forças e todas as tarefas da natureza. Todas as forças da natureza e todas as tarefas da natureza. Então, nós temos dois elementos aqui, as forças e as tarefas.

E, no livro dos Espíritos, os Espíritos dizem para Kardec, Kardec diz isto na introdução, que o Espírito é uma das forças da natureza e que a missão do Espiritismo uma delas, era revelar que o Espírito é uma das forças da natureza. Portanto, como força da natureza, o Espírito, nós, enquanto seres inteligentes, também estamos sujeitos a um Espírito – aí fica redundante – a um Espírito de sequência, a um princípio de sequência e todas as tarefas da natureza. Aí, ele dá um exemplo. Da natureza, é óbvio. A semente de agora será flor no porvir e a flor de hoje será fruto amanhã.

Diz-se Jesus, sede perfeito, como é perfeito o Pai Celestial. Isto não quer dizer que já estejamos habilitados para a glória divina, mas sim que, em matéria de aperfeiçoamento, é indispensável que tenhamos todos a coragem de começar. Semente, flor, fruto, semente. É um Espírito de sequência. E, nós, ousaríamos complementar o pensamento do bem-feitor, dizendo que este Espírito de sequência é cíclico, porque semente, flor, fruto, semente, flor, fruto, semente, flor, fruto, e aí gera um compasso, um ritmo, um movimento.

Não é? Há quem goste de dizer que o equilíbrio está no movimento. Não é isso? É? O equilíbrio está no movimento. E, o Emmanuel tem várias, estou tirando aqui porque de perto não estou enxergando de óbvio. Bom, é Tem várias mensagens em que ele vai falar do Espírito de sequência da natureza, mas eu não vou ler aqui porque eu acho que a ideia central aqui já ficou muito clara, já ficou muito clara. Agora, eu queria só fazer um comentário aqui sobre o livro A Gênese, porque eu confesso que eu fico com medo quando trato destes assuntos porque o Espiritismo, ele demora muito tempo para ser estudado, diz Kardec.

Demora muito tempo. Nós estamos falando de algo em torno de uns 400, 500 anos para você estudar razoável, o básico, sério. Mas, algumas pessoas acreditam tê-lo estudado em dois anos. Pode parecer que o que nós vamos estudar aqui hoje é um assunto místico, antidoutrinário, que nós estamos traindo o Espiritismo ou que nós estamos agregando elementos que não pertencem ao Espiritismo. Estamos fazendo uma mistura de filosofias orientais com doutrina espírita. Como se isso fosse um problema na sua essência. Bom, mas não é isso.

Então, para atender a estes que são mais criteriosos e que vão nos exigir uma fundamentação, nós citamos um texto aqui que se vão pensar que eu sou místico, então, esse texto aqui, eu jamais vou vencê-lo. Porque é a coisa mais enigmática que eu já li na minha vida. É a coisa, assim, de fritar a cabeça. Aproveitando o clima de BH, que a gente está com a frente fria, vinda de Cuiabá. A gente está com este clima agradável aqui em BH. Então, vamos lá. O Espírito é o Arragô. O Arragô. É o Kardec. É o Kardec. Está na Gênesis, Kardec põe uma mensagem no último capítulo da Gênesis que fala sobre a nova geração, a nova era.

Ou seja, está falando do tema que os católicos, os protestantes, chamam de escatologia. Porque esratos, em grego, é o fim, a última coisa. Logo, logia é o estudo. Então, o estudo das últimas coisas. O que nós, Espíritos, chamaríamos de um estudo do mundo de regeneração, dos últimos momentos da Terra, da transição planetária, é só uma diferença terminológica. Porque, o que engloba este estudo é a mesma coisa. O que vai acontecer com o mundo, a regeneração, é a mesma coisa. Quem escutou o último podcast, já escutou a palavra.

Já escutou a escatologia. Está explicando lá com a Hilo, Luiz Sérgio, a gente participou. E, aqui, o Arragô, que foi um militar, um astrônomo, matemático, francês, escreve Arago, mas, como ele é francês, fala Arragô. Fica chique. O Arragô, eu vou ler só um parágrafo, para não cansar, ele diz assim, está no livro A Gênese, de Kardec, no último capítulo, item oito, último capítulo, deixa eu pegar aqui o capítulo, que, aí, fica é o capítulo dezoito, chamado São chegados os tempos. E, curioso, porque o item é sinais, vamos gravar essa palavrinha, sinais, todo mundo, repete comigo, everybody, sinais, sinais dos tempos.

Essa palavrinha sinais, para nós, é fundamental. Sinais. E, o item oito, que está ainda no sinais dos tempos, o item oito, é a mensagem do Arragô. E, o Arragô diz assim, cada corpo celeste, além das leis simples, que presidem a divisão dos dias e das noites, das estações, etc., para, para. Terra gira em torno do próprio eixo, gerando o fenômeno do dia e da noite para quem está nela, para quem está na Terra, porque para quem está fora da Terra, para quem está na Terra, esse movimento dela em torno do próprio eixo gera dia e noite.

Isso é fundamental, porque é a máxima oposição que existe, que o encarnado pode experimentar. A máxima que eu digo, máxima no sentido de primordial, a primeira oposição experimentada, mais nítida, dia e noite, dia e noite. Isso, até as plantas, percebem, isso está na percepção até das plantas. Se você perguntar para uma planta, você sabe o que é dia e noite? Ela diz assim, sei, é o quarto dia da Gênesis. Estou estudando. Por exemplo, se você perguntar para aquele cactos que eu trouxe, na semana passada, ele vai, ele fala, eu vim para estudar o dia três, mas, no dia quatro, está falando sobre dia e noite, eu conheço sobre isso, dia e noite.

Então, natureza, animais, seres humanos, todos nós, sabemos dia e noite. Jura? Então, a Janaína está dizendo aqui que até mesmo a pessoa que está em estado de semicoma, ela percebe, ela reage ao dia e à noite, abrindo, às vezes, os olhos durante o dia e fechando durante a noite por causa do ciclo biológico cerebral, do nosso ciclo interior, que está profunda e misteriosamente conectado ao movimento de giro da Terra em torno do próprio eixo. Bom, e tem as estações, nós sabemos, nós sabemos, não é? Então, agora, por exemplo, a gente está nesse clima ameno da primavera.

Quem está achando que está quente, porque não viu o verão ainda. Então, as estações, que é o movimento da Terra em torno do Sol. Então, gente, mas isso é básico. Ele falou. Bom, cada corpo celeste, porque todos os corpos celestes têm isso. Então, quando nós olhamos para a Lua e hoje ela está em um quarto crescente, porque ela vai virar Lua cheia, em breve, a Lua também, pelo seu movimento de rotação em torno do próprio eixo, em composição com o movimento da Terra em torno do Sol, gera as fases da Lua, que são importantíssimas.

Então, é importante dizer isso, porque todos os corpos celestes têm isso, todos, todos. A Terra, Lua, Sol, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, Urânio, e isso para contar apenas o nosso sistema, porque nós vamos considerar aqui o nosso sistema solar como um indivíduo. É, Funciona, mais do que um relógio. É um organismo, é um cosmos. Então, para nós, o sistema solar é um indivíduo. Entende que eu estou usando uma metáfora. Ele é um todo. Nós somos um todo. Os todos são iguais, por causa da lei de unidade. Então, o que é certo, o que vigora para o sistema solar, vigora na gente.

O que está fora está dentro, mas, bom, vamos chegar lá. Importante isso, porque nós, até agora, não estamos entrando em nada espiritual. Todas as atividades humanas estão condicionadas a esses fatos. Por exemplo, tem alguém aqui que não alimenta? Não come nada? Não, não tem. Nós comemos. Toda a agricultura planetária depende das estações do ano. Portanto, o movimento de rotação da Terra em torno do Sol, ele simplesmente condiciona a agricultura no planeta Terra. E, o movimento de giro da Terra em torno do próprio eixo, condiciona toda a nossa vida, dia e noite, dia e noite.

Isso, eu diria, que é um é uma moldura, é uma moldura. Nós estamos inseridos nesse padrão, nesse padrão. E, esse padrão é o eixo do Espírito de sequência da natureza. Por isso que Emmanuel disse assim não te julgues capaz de trair o Espírito de sequência, porque é inegociável, é inegociável. É determinismo divino na nossa evolução. Mas, ele diz assim, espera aí, tem outras revoluções. Os corpos celestes experimentam revoluções que demandam milhares de séculos para sua realização completa. Porém, como as revoluções mais breves passam por todos os períodos, desde o de um nascimento até o de um máximo efeito, após o qual há um decrescimento até o limite extremo para recomeçar, em seguida, o percurso das mesmas fases.

Então, olha que interessante aqui, isso aqui é um movimento de contração e expansão. Aqui, o Aragô, eu fico impressionado com o espírito de síntese desse Espírito, porque, vamos pensar em um elemento simples, a Lua. Ela tem um movimento ascendente, ela vira cheia, depois, ela volta nova. Depois, ela cheia, depois nova. Então, é uma expansão e uma contração. Ou, se você preferir, uma contração e uma expansão. Uma contração e uma expansão. Isso é o ciclo. Todo ciclo é assim. Bom, vamos lá? Vamos! Se eu estou estabelecendo um ciclo que é contração contração expansão contração expansão, eu fiz um eixo.

Eu fiz um eixo. Então, eu tenho um fundo do céu e um meio do céu, um baixo e um alto, uma terra e um céu e, no meio, um horizonte. Não é? Então, eu faço assim. Só que o movimento é cíclico. Ele é cíclico. Se ele é cíclico, ele tem uma parte que está embaixo e uma parte que está em cima. Agora, olha que interessante. Isso vai virar o quê? Vai virar isso aqui, um, dois, três, quatro, um, dois, ou um, dois, que é como os maestros fazem, né? Vamos lá, um, dois, três, quatro, um, dois, três, quatro, um, dois, vamos lá, lua nova, crescente, cheia, minguante, nova, crescente, cheia, minguante.

Acabou. Essa é a lei de todos os ciclos. Todos. Qualquer ciclo, se eu não for capaz de colocar nesse padrão, alguma coisa eu estou raciocinando errado. Daí, o quarto dia ser importante, porque o quarto dia é o que vai fazer essa cruz. Eu volto no tema da cruz, de novo. É uma cruz. Ah, sim. É verdade. Ótimo. Exatamente. Exatamente. Exatamente. Exatamente. Nós vamos chegar no sete, né? Por isso que o ciclo aqui é satanás. Agora, vamos ler. Vamos ler. Então, vai homer elohim e disse elohim, Deus, vai erri meorot. Essa palavrinha é importante, porque or É luz, plural, com esse prefixozinho, meorot, é luz no plural.

Traduz como? Bom, você pode traduzir por luminares ou Luseiros. Então, vai homer elohim, vai erri meorot, que haja, vai erri, que haja, haja, é uma ordem, verbo está no imperativo, exista luminares ou luseiros. Toda a tradição antiga, inclusive a hebraica, vai definir os luseiros, os luminares, sol e lua. São os luminares, sol e lua. E, o texto vai fazer a referência a isso aqui, não é? Mas, o que eu gostaria de salientar aqui é que eles são veículos, eles são instrumentos da luz que foi criada no primeiro dia. Então, nós não estamos falando de uma luz apenas física, eles fazem luz.

O sol, direta luz, e a lua, uma luz refletida. Não, refletida, ela passa por um prisma, então ela capta e irradia, mas numa graduando, de uma maneira mais tênue, mas sempre luz, sempre luz. Interessante! Então, vai errir meorot luseiros birkiá, porque o rakiá é o firmamento. Então, haja luminares, luseiros no firmamento. No firmamento da onde? Birkiá, a chamai, no firmamento dos céus, nos céus. Interessante, não é? Leavdil, para separarem, para fazerem a separação, Bein, a Iom, Vein, a Laila, Iom, Laila, entre o dia e a noite.

Então, lindo, já começou claro, escuro, dia, noite. Não é? Expansão, contração. E, todos os ciclos são assim. Nós, por exemplo, temos um metrônomo. O metrônomo é um marcador de ciclo, de ritmo. Todos nós nascemos com o metrônomo. Isso chama-se coração. Diástole e nascístole. Não é? Expansão, contração ou contração e expansão. E, ele fica tum, tum, tum, tum, e dá um ritmo. Ritmado. Não tem jeito. Então, este texto é importante. Eu estou indo assim devagarzinho, porque isto aqui tem que ser sentido, porque o homem contemporâneo, nós, perdemos o contato intenso com a natureza.

Por quê? Você está no seu quarto com as luzes acesas e a televisão ligada. Você não experimenta a noite. A não ser quando você começa a abrir a boca com sono. Nós não temos mais, por exemplo, se eu não falasse aqui que era quarto crescente, muita gente não sabe nem que este final de semana tem lua cheia. A gente não vive mais isto. Agora, este pessoal aqui, não tem jeito. A conexão deles com os processos cíclicos da natureza é incrível. Eu sempre gosto, no exemplo aqui, que a Cláudia foi testemunha disso, a minha primeira experiência com o ciclo.

Eu fui para a casa do meu pai, Costa de Caldas, e falei para ele assim, pai, eu estou com muita vontade de comer uma pamonha. Clarissa também estava, né? Clarissa ou João Gabriel? Muita vontade de comer pamonha. Ele falou assim, ah, então vamos no sítio do fulano. Maravilha, né? Chegamos lá no sítio do fulano, ovo caipira, o senhor foi lá, pegou não sei quantas dúzias, o negócio está ficando bom. Pegou os ovos caipira, galinha caipira, não sei o que, vai pegar pamonha, né? Então, vamos. Olha, o milho está ali. Eu falei, milho?

Pamonha é feita de milho? Aí, entra na lavoura, colhe o milho verde, isso era oito da manhã, resumo da história, a pamonha foi sair quatro e meia da tarde. A gente perde isso por causa da vida. Tem criança que não sabe que o queijo é feito de leite e que o leite sai da vaca. Tem criança que não sabe que o leite sai da vaca. Ela vê que vai em uma caixinha. Então, a gente está totalmente desconectado. Qual é o problema de estar desconectado dos ritmos da natureza? Que você sai do ritmo. É uma experiência incrível, né?

Particularmente, estou tendo agora, que é tocar sem o metrônomo. Quando você põe o metrônomo para marcar o tempo, nossa, que loucura! O que é o metrônomo? É o que marca o tempo. Não, eu sei, você está falando em relação a tocar, porque o cara marca. Tocar instrumento. Então, ele marca o tempo, você tem que fazer os compassos tudo no tempo. É dificílimo, porque qual é a nossa tendência? Você toca assim, você sai, você adianta, atrasa, sai, sai do ritmo. Então, esta desconexão com os ciclos que o Arragô está falando, com tudo, nos torna criaturas arritmicas, fora do ritmo.

Então, nós queremos viver e desenvolver atividades fora do espírito de sequência da natureza. Aí, meu amigo, você planta hoje e amanhã você já quer o fruto. Não é? Ou você está no fruto e quer a flor. Ou está na flor e você já quer a semente. Está descompassado. Exatamente. Então, aí, olha só. Agora, aqui, o mais importante é isto aqui, a separação entre o dia e a noite. Veaiu leotot ot É sinal. Os luseiros, sol e lua, fariam a separação entre o dia e a noite e eles seriam para sinais. Sinais. Qual é a palavrinha que a gente decorou aqui no coral?

Sinais. Qual é o último capítulo? A Gênesis de Kardec? Sinais dos tempos. Para sinais. Agora, vamos lá. Essa palavrinha, sinais, ela sempre aparece com outro par que é prodígio. Então, nos livros proféticos, na Bíblia, no Velho Testamento, sinais e prodígios. Então, geralmente o profeta fala assim, vocês querem sinais e prodígios, sinais e milagres. Sinais. Porque esses sinais aqui são indicações, marcações. Por isso, quando se diz, quando se diz assim, quando Emmanuel afirma, nós vamos ver isto, mas não hoje, porque nós vamos precisar ficar muitas reuniões no quarto, no quarto dia.

Por favor, venham à reunião. Nós vamos ficar muito aqui e veremos a data 2057. E muitas pessoas se assustam com isto. Então, eu vou dar uma previsão aqui, agora, inédita, está gravando, inédita, uma previsão matemática. Podem registrar em cartório. Começou a primavera e ela começou agora, dia 22 de setembro. E eu não estou brincando. É por isso que Emmanuel diz, a Terra entra na regeneração em 2057, porque ele está dando um ciclo. Agora, entra como? Como é que entra a primavera? Você estava no inverno e aí está gelo hoje, entrou a primavera no dia seguinte, já está tudo florido?

Não é? Não é assim, não é? Então, são ciclos, não é? Sinais. Antes dela entrar, ela começa a dar sinais. E, quando ela está indo embora, ela começa a dar sinais. Sinais. Sinais. Isto é muito importante, porque quando pedem sinais para Jesus, Ele diz assim, geração de hipócritas, não sabeis quando o figo está maduro? Quando as aves já voam e é chegado o verão? Vocês não sabem isso? Então, por que me pedem sinais? Por que me pedem sinais se eles estão repletos em toda a natureza que nos cerca, inclusive em nós? Isto é muito sério, porque, por exemplo, hoje tem algo que aflige as pessoas, que é o envelhecer.

A gente não está preparado para envelhecer, porque nós estamos conectados de ciclo. Então, a gente só sabe ser jovem. E, aí, você começa a experimentar. Nós vamos ver aqui, não é? As fases, não é? Então, você começa, primeiro, um desenvolvimento que é orgânico, depois você vai para um desenvolvimento de ampliação de capacidades ou de poderes, depois para um nível psicológico, depois você passa para uma fase que é sociocultural e depois para um nível individual de personalidade, que já é um final, já é um ciclo, fim de encarnação.

E, a gente não consegue. E, este ciclo é setenário, não é? Então, ele é do zero ao sete, do sete aos quatorze, do quatorze aos vinte e um, dos vinte e um aos vinte e oito, dos vinte e oito aos trinta e cinco, dos trinta e cinco aos quarenta e dois, dos quarenta e dois aos quarenta e nove, quarenta e nove aos cinquenta e seis, cinquenta e seis aos sessenta e três, sessenta e três aos setenta. Depois, setenta e sete, oitenta e dois. E, aí, fecha um grande ciclo com oitenta e dois anos, que é um ciclo diurante. Ok. Depois, você começa outro ciclo.

Aí, você começa outro ciclo, mas, geralmente, num mundo espiritual. Como, em estudo, a gente consegue, pelo menos, identificar esses tipos de ciclos, de diferentes ritmos, assim, esse centenário, de quatro, existem outros… Vamos chegar lá. O que o Lucas está perguntando é importante, porque a gente percebe que ciclos são individuais, pessoais e intransferíveis. Então, não tem como você medir um ciclo pelo outro. Eu digo assim, qual é o ciclo de rotação de Saturno em torno do Sol? Se eu quiser medir isso em dia, é complicado, porque dia é um ciclo de rotação da Terra em torno do próprio eixo.

Nunca vai dar exato. Por isso, diz Jesus, daquele dia e hora, nem o Filho nem os anjos o sabem, mas só o Pai. Um provérbio que Jesus diz. Por quê? Você está medindo um ciclo por outro. O ciclo tem que ser observado em si mesmo. Ele tem que ser experimentado em si mesmo. E, aí, fica difícil, não é? Porque nós sabemos que existe um ciclo. O nosso sistema solar gira em torno de um eixo. E, agora, José vai medir esse ciclo como? E, tem mais. O nosso sistema solar, ele faz parte de uma família de sistemas solares. E, eles giram em torno de um eixo.

Então, eles têm um período de solstício em que estão todos os sistemas solares pertinho. É o solstício do verão. E, tem um período em que eles estão afastados. É o solstício de inverno. E, eles têm o equinócio de primavera e de outono. Porque todo ciclo é assim. Uma fase ascendente e uma fase descendente dividem em quatro. Então, nós estamos aproximando, agora, de um ciclo que o nosso sistema, junto com os seus irmãozinhos, estão chegando perto de um do sol deles. Então, são chegados os tempos. São chegados os tempos.

Vejam que eu poderia falar isto com um turbante, um talismã na mão, uma voz assim. Como eu posso dizer isto com naturalidade? Porque eu estou, simplesmente, observando um fenômeno da natureza. A natureza é assim. E, o que é no micro é no macro. O bonito é que, ano passado, a astronomia descobriu isto. Olha, a mensagem do Arrago de 1864, de 1863, foi publicada em 1864. Somente, ano passado, em um artigo de janeiro da Nature, descobriram mesmo o movimento de rotação do sistema solar e das galáxias. Então, agora, fechou.

Tudo está girando em torno de um centro. E, este todo gira em torno de um centro maior que a que o Arrago vai falar. Tudo está girando. Se está girando, tem um ciclo. Aproximação, afastamento e o meio do caminho. O meio do caminho quando você está indo e o meio do caminho quando você está voltando. Lua cheia, não é? Lua nova, lua cheia, quarto crescente, quarto linguante. Todo ciclo tem isto. Isto é um fenômeno. E, eles dão sinais. Eles indicam. Mas, não é só sinais. Ulmoadim para épocas determinadas. Aqui, as traduções se confundem.

Elas dizem assim e os luminários, os luseiros foram criados para separar o dia da noite para épocas e tempos determinados. Não, é para sinais e épocas determinadas. Só que, eu queria fazer um comentário aqui. Moad no plural. Moadim Talvez, a palavra em inglês ela dá uma ideia melhor. Schedule Aqui, é um encontro marcado. Esta época determinada é uma época agendada, programada. Então, Sol e Lua têm a função de dar sinais, os sinais dos ciclos. Eles indicam estes sinais. Não só Sol e Lua, os luseiros, os luseiros, que tem outros, tem outros.

Eles dão sinais e eles às épocas determinadas. O que faz o profeta bíblico? O profeta bíblico capta na forma de símbolo a essência do ciclo e escreve, traduz este ciclo com referência aos fenômenos astronômicos. Então, toda profecia tem um aspecto objetivo e um aspecto subjetivo. Por que um aspecto objetivo? Por quê? É o seguinte, gente, cada pessoa tem uma interpretação do universo, cada um tem uma percepção de tudo. Só que é o seguinte, os foguetes da NASA continuam subindo. O que eu estou querendo dizer? O que eu estou querendo dizer?

Tem coisas que são objetivas. São objetivas. O fato da sua percepção ser uma não altera o ciclo de rotação da Terra em torno do Sol. Ele é exato. Se você percebeu, se você não percebeu, como você percebeu? Entende? Há um quadro que é objetivo. Então, quando eu fiz referência ao foguete da NASA, é o seguinte, você tem que fazer cálculos que são precisos. Porque, se você desviar um centímetro na rota do foguete, ele queima. Porque, dependendo do ângulo que ele sai da atmosfera, ele explode. E, dependendo do ângulo que ele entra, não vem astronauta vivo.

Isso é matemático. Então, tem um aspecto aí que é objetivo. E, aqui entra. Então, quando João diz assim, tempos, tempo, metade de um tempo, e a besta proferirá blasfêmias por mil duzentos e sessenta dias. Para já dar aquele gostinho na boca, né? O que ele está dizendo? Ele está dizendo, olha, olha, você pode errar de besta, pode achar que é uma besta, e a besta é outra. Você pode ser a besta, nessa interpretação. Você pode errar de blasfêmia, mas mil duzentos e sessenta dias não tem como errar. Porque é a base do ciclo.

É a base do ciclo. Não tem jeito. Então, épocas determinadas ou encontros marcados. Por isso que todos os textos que tem na obra de Kardec, todos os textos que tem na obra do Chico, que se referem a ciclos evolutivos, ou em outras obras, a ciclos evolutivos, nós estamos falando de fenômenos que são, na essência, astronômicos. Isso é importante A gente queria frisar isso. Épocas determinadas, Ul e Amim, e para dias, Vechamim, e para anos, e para dias, e para anos. Aqui, maravilhoso. São as unidades de medida. Dias, anos.

Todos os ciclos proféticos têm essa unidade de medida. Então, vamos lá. Primeira delas, primeiro ciclo, sete dias. Sete anos. E, aí, vai ter o jogo que vai girar em torno disso. Então, por exemplo, sete vezes sete anos, quarenta e nove anos, que é o ano de jubileu. Sete anos é o ano sabático. Todo o calendário judaico, que é o bíblico, portanto, o bíblico, toda a base de cálculo bíblica, tudo está nessa base que é astronômica. Então, eles têm um calendário que é perfeitamente conectado com o espírito de sequência da natureza.

O nosso é artificial. O nosso é artificial. Então, aqui, eu vou ler, eu vou ler. Pode, pode. Então, são anotações, mas, isto aqui é uma mandala, nosso ciclo, e ela tem aqui os eixos, os eixos que vão dar os solstícios, verão, inverno, primavera, outono. É o eixo. Então, olha que interessante, a gente sabe que qual era o primeiro mês hebraico? Nissan, que é o quê? 21 de março a 19 de abril, mais ou menos. Que é o quê? É Ares. Aí, se eu vou usar Ares, estou usando uma simbologia da caldeia, da suméria. Ok, né? Mas, é só para adaptar.

Então, não começava em janeiro. Claro que não. Claro que não começava em janeiro. E, depois, ele vinha. Nissan, Adar, Shevar, desculpa, Nissan, Itiar, Sivan, Tamus, Av, Elul, Tisri, e aí vai, Kislev, Tevet, Shevat, Adar, aí Nissan. Dá um ciclo. Então, esse era um ciclo perfeito. Por quê? Porque ele é um ciclo. Era um calendário anual que está em harmonia com as estações do ano. Então, nós tínhamos um calendário que estava totalmente conectado com a natureza, com a observância. Aí, nós criamos um calendário, o Papa Gregório, talvez, talvez, mas é por aí.

E, isso foi previsto em Isaías e em Daniel, que os tempos seriam mudados para provocar uma desconexão dos encarnados com o Espírito de sequência da natureza. Então, esse foi um plano arquitetado para desconectar os encarnados. Não é? Então, vamos lá. E, como que inicia e termina isso? Que é o conceito de mes. Porque, aqui, nós temos um ciclo que é os 360 graus. Aqui, nós temos que pensar em grau, porque, como é um movimento circular, na verdade, não é um ciclo, é um elipse. Mas, não vamos entrar em complicação. O importante é que tem 360 graus.

Então, nós temos que pensar em graus, porque eu estou pensando em percurso. A Terra está fazendo um percurso. Ela está fazendo um percurso. Uma peregrinação. 360 graus. Então, eu meço em graus. E, aí, quem que mede isso? Quem que dá uma dica para a gente? Que dá um sinalzinho para a gente desses anos? A Lua. Por isso que os calendários são lune, e Lua, solares. Lua, Sol. A Lua conta os meses, o Sol, as estações. E, a gente percebe como que isso é fundamental. Por exemplo, as mulheres carregam o ciclo lunar no corpo, que é o ciclo menstrual.

Elas carregam esse ciclo no corpo. É muito interessante isso. Mas, aqui, era Lua Nova. Lua Nova dava início do mês. Por isso que eles ficavam observando. Entrou a Lua Nova, início do mês, começou a contagem. Começava o compasso. Então, estou contando esta história. Daqui a pouquinho. Eu vou parar por aqui, porque eu acho que tem muita informação. Muita informação. E, só, vou abrir para quem quer fazer um comentário. Depois, eu vou fazer só uma síntese, preparando a gente para a próxima. Porque o tema é incrível. É bem interessante.

Alguém quer comentar alguma coisa? Perguntar alguma coisa? Fazer alguma observação? Não? Todo mundo calado. O quadrante de quatro, ali, parece que o ciclo de quatro é um ciclo macro, e o de sete parece que é um ciclo mais micro. É isso mesmo ou não? Porque você vê o quadrante exato ali, de quatro, que você tinha dito antes, como se fosse um ciclo macro, e o outro ciclo de sete, um ciclo mais micro. Como se representasse horas, minutos, segundos. Interessante. O que é Eu vou tentar dizer isso o sete tem um conceito matemático que se chama constante.

Então, toda equação, por exemplo, da eletromagnetismo, da gravidade, você tem uma constante. A constante gravitacional, a constante eletromagnética, o sete é a constante. Tudo mais são partes da equação. Então, o quatro, o três, o doze, o dez são elementos da equação. Mas, o sete é a constante. Isso significa que o sete é o rei do ciclo. Ele é o senhor. Ele está sentado no trono, dando ordem para os outros números. Ele é que rege. Porque os padrões setenários são padrões mais arquetípicos. Quando você pensa num quatro, eu já estou falando numa materialização do ciclo.

Entende? O sete é mais conceitual. Eu te falo assim, o quatro é um ciclo que você percebe, basta pensar nas estações do ano. Então, ele é materialmente perceptível. O ciclo setenário, não. Ele é mais conceitual. Ele é mais espiritual. Então, um é mais material, os outros são mais materiais, e o sete é mais espiritual. É difícil, não é? Bom, então vamos. Então, fazendo um apanhado, um resumozinho. O relato da criação no livro do Gênesis, ele destaca já no seu capítulo um a questão do ciclo ao dizer que Deus criou em sete dias.

Então, sete ou setenário, o setenário é chamado de Shavua, porque sete em hebraico é Shevet, Shavua é A semana. Qual é o problema do português? Quando eu digo semana, as pessoas esquecem que é sete. Se eu digo Shavua, o hebreu já fala Shav, Shevet, sete. Um setenário. Então, na verdade, o que o livro da criação está dizendo? Deus criou em um setenário, num sete, num ciclo de sete. Isso é lindo, não é? E, ele também destaca a função do Sol, da Lua e das Corranim ou Corravim, as estrelas ou Tsevaot. Aqui, nós temos um jogo profético.

Tsevaot é uma palavrinha em hebraico que pode traduzir estrelas ou exército. Então, Deus é sempre Deus, o Senhor da Tsevaot. Aí, você escolhe se é o Senhor das estrelas ou se é o Senhor dos exércitos. O curioso é que o livro Evangelho segundo o Espiritismo começa assim. Os Espíritos do Senhor, que são as virtudes dos céus, qual o imenso exército que se movimenta ao receber o comando de um general? Vem, como estrelas cadentes, vem alumiar aos luzeres. Então, os Espíritos santificados que executam a vontade de Deus são chamados de estrelas ou luzeiros e, de vez em quando, eles caem na Terra.

Este é um conceito profético importantíssimo. Então, o importante para a gente gravar aqui é que os ciclos astronômicos, principalmente os setenários, eles representam um referencial temporal para a interpretação das profecias. Quem diz isto? O próprio texto bíblico. O texto bíblico relaciona o ciclo astronômico com o ciclo profético. Onde que ele faz isto? Em Gênesis, capítulo 1, versículo 14 e 19, porque nós estamos estudando. Gênesis, capítulo 2, versículo 2 a 3. Agora, eu tenho Salmo 104, fala da Lua. Salmo 136, fala dos astros.

Jó 38. Agora, aqui tem uma coisa que é assim, impressionante. Tem um tema bíblico que é importante isto, nós já estudamos aqui, que é o tema da aliança. Deus fazendo uma aliança com o povo para que a luz fosse espalhada. Há uma relação entre aliança e ciclo astronômico. Isto está em Jeremias, capítulo 31, Jeremias 33 e Gênesis, capítulo 15. Ninguém pode esquecer, Deus chama Abraão e diz para ele assim, olha para o céu, pode contar as estrelas? Ele fala, não, assim também a tua geração será mais numerosa que as estrelas do céu.

Conectou o que está aqui com o que está em cima. E, aí, se você pensa em estrelas como os Espíritos do Senhor, ele está dizendo assim, esta família que eu estou te chamando aqui, porque Abraão é pai das multidões. Abraão, eu estou te chamando para ser pai de uma família que, um dia, será integrada à família universal. A família dos astros, não popes, não são os astros, os astros, os luseiros, os luminários, né, que enxergam luz, as luzes e todo relato de Espírito muito superior nos livros mediúnicos, eles nem uma estrela, quando toca o chão, toma forma humana.

Não é isso? São estrelas mesmo, são estrelas. E, eu tenho um texto maravilhoso, depois que quiser dar uma olhadinha, Galatas, capítulo 3. Agora, com relação ao número 7 e seus ciclos, aí a gente tem Êxodo 23, Êxodo 20, Deuteronomio 5, Daniel, capítulo 4 e capítulo 9, Zacarias, capítulo 4 e Apocalipse, capítulo 6, capítulo 8, capítulo 9, capítulo 15, capítulo 16 e capítulo 10. 10-3 que é um texto fundamental. Não é? O que nós vamos dizer aqui é que só para fechar, todo ciclo tem uma parte ascendente, caminha, lua cheia, lua nova ou lua cheia, lua nova, aí vocês escolhem, cheia, nova, não é?

Uma parte ascendente e uma parte descendente, ok? Então, tempo, tempos, metade de um tempo dá quanto? Tempo x, tempos 2x, metade de um tempo, x sobre 2, 3,5, 3,5 mais 3,5 7. Primeiro, segundo, terceiro dia, meio, tempo, tempos, metade de um tempo, metade de um tempo, tempo, tempos. Metade de um tempo, tempos, tempo, porque fica tempo, tempos, x, 2x, meio x. Então, o quarto dia é O eixo, tem meio e o outro meio. Mas, Haroldo, eu não estou entendendo, assim, esse estudo de hoje é completamente inútil, porque eu não estou vendo nenhum sentido no que você está falando.

Está parecendo quase uma bobagem. Então, para quem está com essa sensação, e eu concordo, eu acho que você tem toda a razão de se sentir assim. Eu já me senti assim. Então, para quem está se sentindo assim, eu tenho uma consolação. Ela está na segunda carta de Pedro, capítulo 3, versículo 8, que diz assim, sabendo primeiramente isso, que para o Senhor, mil anos são como um dia, e um dia são como mil anos. Então, vamos lá? Sete dias, sete mil anos. Uma semana, sete dias, uma semana, sete mil anos. É uma semana. Porque, para o Senhor, um dia é como mil anos e mil anos é como um dia.

Ok? Em que época viveu Adão? Pergunta do Livro dos Espíritos. Mais ou menos, na época daqueles enalais. Quatro mil anos antes de Cristo. Tempos. Quatro mil anos antes de Cristo. Vem o Cristo. Dois mil anos depois do Cristo. Tempo. Meio tempo. Mil anos. Quatro mil. Dois mil. Mil. Sete mil anos. É uma semana. Quatro mil anos antes Ele vim. Ele vem. Dois mil anos. Depois, mil anos de regeneração. De mundo de regeneração. De mundo de regeneração. Para dar uma semana. É o que diz a Bíblia. Mas, Haroldo, qual é a importância disso?

Toda a Bíblia está contida nessa semana. De Gênesis ao Apocalipse. Porque Gênesis fala de Adão. Fala tudo para chegar em Adão. E Apocalipse termina com os mil anos do reinado até, ao final desses mil anos, chegar a nova Jerusalém. E, aí, não haverá mais Sol, porque o Senhor será o Sol. Assim, bonito, não é? É a vinda. A vinda dele. A presença do Senhor. Então, só para a gente ter um gostinho do que virá pela frente. Na verdade, eu dei uma chavua. A primeira chavua é a de sete dias. Tem a chavua de sete mil anos. A pergunta é quantas chavuas tem na Bíblia?

Quantas chavuas? Sete. Sete. Nós vamos estudar uma delas, porque cada uma delas é uma equação profética. Então, nós temos a chavua da criação, a chavua de milênios, que é a chavua adâmica, ou a semana adâmica, e temos a chavua de dias. E, aí, vários textos vão gerar vários ciclos. Ciclos de dois mil e quinhentos e vinte anos, metade da semana é mil duzentos e sessenta anos. Ciclos de duzentos e dez anos, ciclos de quarenta e nove, ciclos de setenta anos, ciclos de sete anos. São todas pedrinhas que nós vamos juntando para montar um quadro, simplesmente para nos deixar uma sensação, que é a sensação que nós gostaríamos de terminar o estudo com ela para dizer assim está tudo certo, no final está tudo certo, se não deu certo ainda, porque não está no final.

A ideia é de que o universo tem cadência, o universo é uma melodia entoada no compasso. Deus não adianta o tempo, nem volta, ele toca exatamente no metrônomo. Está tudo dentro de um ciclo e aí, por isso, que o Emmanuel diz ninguém, vamos ler, porque Emmanuel, ele diz assim, não te creias capaz de trair o Espírito de sequência, que rege todas as forças e todas as tarefas da natureza. Nós não somos capazes, são forças macrocosmicas. Então, acima do nosso poder. É mais inteligente se adaptar a elas, utilizar desse princípio, porque aí nossa ação será poderosa.

Se a gente se vale, a nossa ação se torna poderosíssima, porque observa os ciclos de perfeição e de aperfeiçoamento. Legendas pela comunidade Amara.org

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


Facebook
WhatsApp
Twitter
LinkedIn
Telegram
Email

Respostas

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Hide picture