Neste episódio da série de estudos do Velho Testamento à luz do Espiritismo, Haroldo Dutra Dias aprofunda-se no terceiro dia da criação, conforme narrado no livro de Gênesis, capítulo 1, versículos 9 a 13. O foco principal é o surgimento do reino vegetal, explorando suas implicações espirituais e evolutivas.
O que é estudado neste episódio
- Gênesis 1:9-13 e o Terceiro Dia da Criação: Análise da passagem bíblica que descreve a separação das águas e o aparecimento da porção seca, seguida pela produção de relva, ervas e árvores frutíferas.
- A Vida Orgânica e a Evolução Espiritual: A transição dos processos inorgânicos para a vida orgânica na Terra é vista como um marco crucial na evolução, não apenas material, mas também espiritual.
- “Evolução em Dois Mundos” e o Reino Vegetal: Utilizando o livro de André Luiz, psicografado por Chico Xavier, o estudo aborda o capítulo “Nascimento do Reino Vegetal”, que detalha a origem e o desenvolvimento das mônadas celestes (princípios inteligentes) na formação do corpo espiritual e, consequentemente, do reino vegetal.
- A Complexidade e Organização do Reino Vegetal: A partir de insights de uma especialista em bioquímica e fitoterapia, é revelada a incrível organização e o poder de regeneração das plantas, consideradas um dos reinos mais obedientes às leis divinas.
- O Princípio Inteligente e a “Biblioteca” Genética: A ideia de que cada planta carrega em seu DNA uma “biblioteca” de informações e adaptações, resultado de um longo processo evolutivo, e que o princípio inteligente estagia nesse reino para adquirir experiência e complexidade.
- Magnetismo Espiritual e a Ação das Plantas: A eficácia da homeopatia e dos florais é explicada não apenas por sua bioquímica, mas pelo magnetismo espiritual das plantas, que oferecem um “grau de organização psíquica” capaz de auxiliar na auto-regeneração e no reequilíbrio dos seres humanos.
- A Parreira como Emblema do Criador: A simbologia da videira e do vinho, presente em diversas parábolas de Jesus e na Torá, é explorada como representação do trabalho do Criador e do processo evolutivo, que envolve desafios, “podas” e transformação para alcançar a maturidade.
Reflexões
- A evolução não se restringe ao plano físico; ela é um processo contínuo que se manifesta em “dois mundos”, o físico e o espiritual, com os princípios inteligentes passando por estágios de aprendizado e complexificação em diferentes reinos da natureza.
- O reino vegetal, em sua aparente simplicidade, revela uma profunda obediência às leis divinas e um poder de regeneração que serve como lição para o ser humano, convidando à entrega e à aceitação das “podas” da vida para o crescimento espiritual.
- A natureza, em suas diversas formas, é uma escola de ensinamentos morais e espirituais, onde cada espécie, desde a menor planta, carrega valores e carismas que podem ser permutados e utilizados para o bem-estar e a evolução de todos os seres.
Ler transcrição do episódio
Hoje, nós vamos avançar, vamos estudar o terceiro dia. Começa no capítulo 1, versículo 9. «Disse também Deus ajuntem-se as águas debaixo dos céus num só lugar e apareça a porção seca. E assim se fez. A porção seca chamou Deus terra, e ao ajuntamento das águas, mares. E viu Deus que isso era bom. E disse, Produza a terra relva, ervas que deem semente e árvores frutíferas que deem fruto segundo a sua espécie, cuja semente esteja nele sobre a terra. E assim se fez. A terra, pois, produziu relva, ervas que davam semente segundo a sua espécie e árvores que davam fruto cuja semente estava nele conforme a sua espécie.
E viu Deus que isso era bom. Houve tarde e manhã, o terceiro dia. Este é o texto para a gente refletir sobre ele. Nós vamos dar um pontapé inicial e depois a gente abre, quem quiser comentar alguma coisinha. Como nós estamos aqui procurando uma interpretação que saia apenas do aspecto literal do texto, evidentemente, nós não precisamos focalizar aqui na forma de mares e terra seca, isso aí até mesmo uma criança percebe como que a terra seca se destaca dos oceanos, da maior quantidade de água, não é este o ponto. O que é relevante para a gente aqui é falar sobre o reino vegetal, esta transição, porque, até agora dos dias, nós vínhamos em um processo que não dizia respeito à vida orgânica, processos que tocavam, no plano material, à vida inorgânica.
E, agora, na criação, surge a vida orgânica. Como a nossa abordagem é espiritual, como o nosso foco é voltar para nós mesmos, é impossível não falar da evolução espiritual. E, para isso, nós nos socorremos do livro Evolução em Dois Mundos. Este é um livro curioso, muito interessante. Ele já começa no título Evolução em Dois Mundos, mostrando que a evolução é um processo como se fosse um frescobol. Ora, a bolinha está no mundo espiritual, ora, a bolinha está no mundo físico. E, esta troca vai ocorrendo e nem sempre é possível catalogar os elos da evolução, se nós examinarmos apenas o mundo físico.
Sem os ascendentes espirituais, é impossível nós fazermos uma localização precisa da evolução material. E, como o nosso intento aqui é, hoje, especificamente, trabalhar o reino vegetal, nós encontramos um texto, que está no capítulo 3 do livro Evolução em Dois Mundos, cujo capítulo é Evolução e Corpo Espiritual. No primeiro item, André Luiz dá o nome de primórdios da vida e, no segundo item, ele chama de nascimento do reino vegetal. Então, a primeira pergunta que nós nos fazemos e esta é uma pergunta que sempre deve ser feita quando estamos diante de um texto de Emmanuel de André Luiz é Por que este título?
Por que este título? É Claro que, em uma técnica de escrita, um bom escritor não dá títulos inocentemente. A esmo. Todo bom escritor carrega de intencionalidade os títulos e, quando se trata da obra psicografada por Francisco Cândido Xavier, especialmente assinada por Emmanuel de André Luiz, os títulos são roteiro interpretativo. Ao nomear um capítulo, André Luiz está direcionando a nossa mente para o fio condutor do raciocínio. Então, nós lembramos da história de Joãozinho Maria, colocando os grãozinhos numa floresta na intenção de não se perder.
Então, aqui o título funciona para nós como este elemento condutor. E, se nós vamos falar de Nascimento do Reino Vegetal, por que o título do capítulo é Evolução e Corpo Espiritual? E, se nós estamos falando do terceiro dia da criação em que narra o Reino Vegetal, por que estamos trazendo aqui o Evolução em dois mundos? Isto nos leva a refletir algo muito importante sobre o princípio inteligente e a sua ascensão espiritual. Esta ascensão espiritual é Desenvolvida mediante uma argila que é colocada nas mãos do princípio inteligente.
Vamos assim dizer, estou usando uma metáfora quase que poética, porque o princípio inteligente não tem mão. Mas, ao formar o seu corpo espiritual, o princípio inteligente ganha experiência e ele ganha complexidade. Por que ele ganha complexidade? Porque ele desenvolve a forma, forma e função. Então, quando o princípio inteligente está manejando um corpo espiritual unicelular, não é o mesmo que nós, espíritos, já em um grau de evolução adiantado, manejarmos bilhões, trilhões de células, quase que em um regime de automatismo.
Este automatismo foi desenvolvido a custa de muita repetição, de muito esforço. É quase que uma habilidade manual. Você vê um grande pianista, um grande violonista, um grande músico tocando, um grande concertista mesmo, aparece fácil. Você tem a impressão de que é tão simples, porque a gente não se dá conta da complexidade dos movimentos físicos que ele está fazendo, porque ele automatizou e a evolução também. E, como que começa esta história? André Luiz diz assim A imensa fornalha atômica estava habilitada a receber as sementes da vida.
Por que André Luiz usa esta expressão, sementes da vida? Ele está se referindo ao princípio inteligente. Vai dizer aqui que ele chama o princípio inteligente, tem três denominações aqui no texto, mônadas, princípio inteligente e sementes da vida. E, é interessante que o texto de Gênesis, ao falar do reino vegetal, insiste na questão da semente, no conceito de algo micro centrado que vai se desenvolvendo, vai desabrochando. Então, vamos lá. A fornalha atômica estava habilitada a receber as sementes da vida e, sob o impulso dos gênios construtores que operavam no órbito e na citura, vemos o seio da terra recoberto de mares mornos.
Aqui é o terceiro dia do Gênesis. A água quase que cobrindo toda a terra seca em uma água quente, invadido por gigantesca massa viscosa a espraiar-se no colo da paisagem primitiva. A terra foi recoberta de uma crentiz, um chantilly, um chantilly. Foi recoberto espiritual. Dessa geleia cósmica, verte o princípio inteligente em suas primeiras manifestações. É como se fosse uma geleia que é um berçário de princípios inteligentes que são as sementes da vida. Nós estamos trazendo isto, aqui, para abordar que o texto não está falando simplesmente da semente laranja, de limão, está falando desta semente, também.
Mas, isto tem uma repercussão espiritual ou, melhor, o mundo material é que é uma repercussão espiritual. É por existir uma semente que se chama princípio inteligente que há uma semente física. Porque a realidade, primeiro, está no espiritual, depois que ela vai se manifestando no mundo material. Trabalhadas as sementinhas no curso dos milênios pelos operários espirituais que lhes magnetizam os valores permutando-os entre si Olha que interessante isto! Cada um apresenta seus valores e há um processo de troca, de permuta.
Sob a ação do calor interno e do frio exterior, as mônadas celestes exprimem-se no mundo através da rede filamentosa do protoplasma de que lhes derivaria a existência organizada no globo constituído. Séculos de atividade silenciosa perpassam os sucessivos. O que ele está dizendo aqui agora? Falou em protoplasma, surge a possibilidade da vida orgânica. Não vamos entrar em detalhes técnicos de biologia, porque não vem ao caso. Aqui surge a possibilidade. Mas, o importante salientar é que o surgimento da vida orgânica já é uma materialização de algo que aconteceu antes em um nível espiritual.
As mônadas foram trazidas, nós não sabemos de onde. André Luiz não entra neste detalhe e é natural, porque nós estaríamos entrando em arcanos do conhecimento espiritual, conhecimentos que estão reservados aos ministros do Cristo, que operam as energias e operam a evolução do orbe. De onde foram trazidas estas mônadas, em que condições, onde elas estavam, como é que elas foram reunidas, que valores eram estes que elas apresentavam, onde que elas desenvolveram estes potenciais, estes valores, são questões que permanecem em aberto e permanecerão em aberto por muito tempo.
E, é bom que seja assim, afinal de contas, nós temos de ter alguma coisa para fazer durante a nossa eternidade. Nascimento do reino vegetal Aparecem os vivos e, com eles, surge o corpo primarcial da existência e, aí, ele começa a falar umas questões técnicas e diz assim Evidenciam desde então as bactérias rudimentares, cujas espécies se perderam nos alicerces profundos da evolução, lavrando os minerais na construção do solo, dividindo-se por raças e grupos numerosos Olha o que o Gênesis fala conforme a sua espécie, plasmando pela reprodução assexuada as células primitivas que se responsabilizariam pelas eclosões do reino vegetal em seu início.
Bom, o interessante disso aqui, só para fazer uma referência agora para a gente entrar, que eu trouxe hoje até até um exemplar vivo do reino vegetal João Gabriel me emprestou dois cactos dois cactos do João Então, vamos lá André Luiz desenvolve um raciocínio que o Espírito tem um corpo mental e não fala nada sobre ele Esse corpo mental gera um corpo material Ele chama esse corpo de o verdadeiro corpo físico que é o perispírito Olha que interessante E esse perispírito, por sua vez, gera o corpo físico Então, o corpo físico é apenas uma máxima densificação do nosso corpo físico físico no sentido de material que é o perispírito E ele diz que esse perispírito, esse corpo do Espírito que não é o corpo mental, esse sim, mas com caráter de perenidade o perispírito tem vida útil Olha que coisa Não é um corpo É um corpo também que está sujeito aos seus processos de envelhecimento e, aí, necessita depois refazer-se E, aí, ele cita processos lá que não vem o caso Porque a matriz, o código está no corpo mental O perispírito é um corpo é um corpo denso Ok Estamos dizendo isso por quê?
Quando o princípio inteligente dá um passo em direção ao reino vegetal, teve uma grande festa na governadoria do orbe Quem patrocinou a festa foi Jesus, eu não fui, não sei como foi Mas, que teve, teve Todos os ministros do Cristo aquela festa espiritual aí comemoraram a festa longa para comemorar Por que isso? E, aqui, eu preciso agradecer que tudo que eu vou falar aqui agora eu sou o devedor da Ana da terra de Ismael A Ana é uma pós-doutora em bioquímica e que sentiu uma vocação espiritual espírita ligada lá a sacramento, ao trabalho do Eurídico Barçanullo sentiu uma vocação enorme para trabalhar com as plantas com a fitoterapia, homeopatia, etc.
E, o lugar chegou, uma fazenda e eles fazem uma observação enorme. Então, eu vou dizer aqui para a gente ter uma ideia, porque a gente fala assim em evolução o Leão Demi, né, dorme no mineral, desperta no vegetal para a gente ter uma ideia do que que a Ana me contou da experiência dela com as plantas e do reino vegetal. O que a Ana me disse como bioquímica e como uma especialista nessas plantas, na fitoterapia até porque ela aprendeu muito com os índios da região, é que, segundo ela, não tenho conhecimento para avaliar isso, o reino vegetal é um dos mais organizados da natureza.
Ele é extremamente complexo e organizado, mas de uma organização tremenda, tremenda, tremenda. Essa organização, ela tem dois aspectos, um aspecto que é bioquímico, que é físico, então, olha aqui que coisa maravilhosa, olha a complexidade disso, um pequeno cactos. E, o que que a Ana me disse? Do ponto de vista genético-bioquímico, eu estou segurando nas minhas mãos, segundo ela, uma biblioteca mais sofisticada do que a de Alexandre. O código genético desta plantinha aqui não foi mágica, não foi Jesus, assim, que estalou o dedo e saiu o cactos deste jeito aqui.
Isto aqui foi elaborado, foi construído num processo de experimentação, de seleção, de desafios, de adaptação, de progresso, até que esta planta adquiriu um grau máximo de adaptabilidade. Por que eu digo máximo? Porque ela não tem condição de ser mais adaptável do que a espécie dela permite. Entendem? Então, por exemplo, o cactos não vai ser uma samambaia, ele precisa de pouca água, muita luz, muito sol, algumas outras plantas precisam de muita água, pouco sol. Dentro destas características que ele desenvolveu, olha que interessante, há aqui uma biblioteca codificada no DNA.
E, o princípio inteligente que vem estagiar aqui, porque tem princípio inteligente aqui estagiando, eu estou mostrando o cactos, mas ele não tem nome ainda porque o João não deu o nome para ele, mas ele tem o nome. João Gabriel vai dar o nome dele ainda. Tem um princípio inteligente aqui. Ele não fala ainda a nossa língua, ele fala outro idioma, não o nosso. Ele está aqui. E, ele está aqui lendo a biblioteca. Então, este é um aspecto bioquímico. Evidentemente, se eu ingerir este cactos, ele pode acontecer de tudo, inclusive nada.
Qualquer planta que você ingerir pode acontecer de tudo, inclusive nada. Porque tem uma reação bioquímica, tem um processo bioquímico, mas, agora, tem um aspecto interessante. E, aí, a Ana começou a tratar com o Mil e, aí, ela discorreu sobre a destruição, entra-se na floresta Amazônia e em vários outros lugares, destrói espécies que sequer foram estudadas, que são crimes mais graves do que a queima da Biblioteca de Alexandria, porque é a riqueza da natureza. Da organização. E, aí, ela começou a me dizer sobre a organização do reino vegetal, que é o que eu queria entrar aqui, agora, para a gente extrair os elementos espirituais do que o texto está dizendo.
Senão, fica parecendo assim e diz-se Deus tem a planta com várias sementes, aí, teve a banana, a laranja, o abacaxi. Não é só isso. Então, ela disse assim na observação dela, da Ana, um morador de uma casa, se tiver condições de nascer planta na casa dele, porque tem que ter uma terra, vai nascer uma planta na parede do apartamento, mas, se tiver condições, é uma coisa curiosa, nasce sempre o mesmo tipo de planta, que é uma planta que guarda uma sintonia com o psiquismo daquele morador. Olha só, agora, nós vamos entrar em um aspecto mais…
Então, quando ela diz que, aqui, neste cactos, tem uma biblioteca, é porque o ouro, o ouro desta espécie aqui, aliás, volta um pouquinho, o ouro do reino vegetal é que, no reino vegetal, nós temos um incrível, realmente, um incrível poder de regeneração. O reino vegetal tem uma capacidade de se auto-regenerar absurda, porque, segundo ela, é o reino mais obediente às leis de Deus. O reino vegetal é tão organizado e, como o psiquismo que está manejando aquela ferramenta é um psiquismo, ainda, iniciante na evolução, ele não tem, ainda, os elementos do livre-arbítrio, ainda que minúsculos, como tem, por exemplo, um cãozinho, como tem a gente, há uma uma perfeita adaptação à lei divina, uma perfeita entrega aos princípios da lei divina.
Então, o poder de regeneração das plantas é gigantesco. E, não se trata apenas de uma regeneração bioquímica, porque, senão, nós não entenderíamos a eficácia da homeopatia e dos florais. Nós estamos falando de um processo de Magnetismo espiritual. É por isso que André Luiz diz aqui que os técnicos do mundo espiritual, os operários espirituais, magnetizam os valores, permutando-os entre si sob a ação do calor e do frio das mãos. O que isto quer dizer, segundo ela? Estou desenvolvendo o raciocínio dela aqui, não é a minha área de especialidade, devo a ela, não é essa reflexão.
Quando nós apresentamos uma disfunção psíquica, um adoecimento psíquico, emocional ou físico e recorremos a uma planta, nós estamos abstração feita da bioquímica da coisa, nós estamos nos socorrendo da riqueza magnética daquela espécie, do seu tipo de adaptação à lei divina. Então, por isso a biblioteca, cada planta tem uma lição. Aliás, sobre isso se baseia nos florais. O Bach fez a catalogação das várias plantinhas, cada qual tem uma função, cada qual atinge uma dificuldade, emocional, espiritual, psíquica, cada um trata um elemento, por quê?
Porque o valor que aquela plantinha tem é exatamente um valor de estar adequada à lei divina naquilo que ela trata. Então, ao utilizar o floral, ao utilizar o remédio homeopático, ou até mesmo ao utilizar uma droga, um princípio ativo de uma substância, eu estou me valendo de um grau de organização psíquica. Eu chego desorganizado e a plantinha me organiza ou me convida a me auto-organizar, porque eu também tenho esse poder. Eu também tenho esse poder Wolverine em mim de auto-regeneração imediata. Eu tenho esse poder, mas ele está prejudicado ou obstruído pela minha incapacidade de entregar-me à lei divina tal como o reino vegetal se entrega, cada qual na sua particularidade.
Produza árvores, sementes que dê frutos, conforme a sua espécie. Então, não sei os nomes, Chestnut, as plantinhas, Pine, Holly, as plantinhas, Agrimony, então, você olha aquela plantinha, ela tem uma riqueza de forma, riqueza de plasmagem física, ela tem uma forma, ela tem uma cor, ela tem um cheiro, mas ela também tem um magnetismo que lhe é peculiar, fruto do seu carisma. Paulo chamaria de carisma, como cada criatura. Puxa vida, fulano tem uma facilidade com música, fulano tem uma facilidade de expressão, fulano tem uma facilidade de execução, cada um tem o seu carisma, cada um tem a sua característica e dentro da sua característica tem qualidades que podem ser permutadas.
Daí, a riqueza do mundo vegetal, porque o mundo vegetal é uma escola, é uma escola da evolução. Está aqui, olha, está aqui, está aqui, eu estava lembrando que a planta precisa ser podada para ela crescer de uma forma mais vibrante, e aí a gente pensa na obediência e na necessidade de deixar as folhas caírem para que outras nasçam mais belas, mais vivas, mais bonitas, tudo isso ensina muito para a gente. Ensina e tem uma riqueza nisso tudo, Natália, porque cada uma, a poda tem que ser em uma época específica, a poda tem que se dar de uma maneira específica, isso é muito bonito.
Ela necessita disso, ela necessita disso. A poda é crise, exato, gera crise, gera crise e ela recebe a crise que gera o movimento e a ativação de suas potenciais criativas, exatamente, isso é da loja. E ela reage a essa crise de uma maneira, é o que você falou, com total entrega, com total obediência, com total docilidade, daí o seu poder de regeneração assombroso. Quando você falou da questão da organização, me veio assim o cálculo de Fribonacci, eu consigo esquecer porque quando a gente começa a estudar Bem lembrado, bem lembrado que a gente vai, a primeira aula é ir para a natureza, sabe, e aí você começa a perceber que a reprodução das folhas segue o pentágono, a ideia do cínco, e aí você acha isso em flores, folhas, na concha e isso vai ser passado para a arquitetura toda, sabe, o cálculo do cínco sendo reproduzido, aí você para e pensa, como um objeto, você acha que é desorganizado, começa com, tem um cálculo de perspectiva perfeito, que é o caso do, Fribonacci foi um dos pesquisadores que descobriu isso, mas é fantástico, você olha assim uma folha aí, o pessoal antigamente não tinha essa capacidade que a gente tem hoje, de ver a questão dos ângulos e tal, mas hoje, se você colocar no microscópio, você consegue observar isso, mas eu acho muito legal.
E aí, foi, nossa, muito bem lembrado, muito bem lembrado, porque essa questão da forma, ela segue lá os números primos, os números de Fribonacci, e é impressionante, porque aí as folhas, elas não encavalam umas nas outras, elas abrem na proporção certa, e isso tudo tem um cálculo de ângulo, é um princípio de regularidade, ela vai se reproduzindo segundo um princípio que é simétrico e que se você dividir, seja o ângulo, seja a área, etc., dá o pi, que é a razão áurea. O Ano, sem querer complexificar… Não pode, não, mas é complexificado.
A evolução, aqui, é complexificada. O reino vegetal a partir de uma teoria dos fractais, onde o que acontece nas perspectivas microcósmicas são regidos, identicamente, nos universos macrocósmicos, e tudo o que acontece no nível macrocósmico pode ser encontrado, também, no micro, na lei do funcionamento do micro. E, talvez, não seja por acaso que Jesus é tido como jargineiro, porque, dentro de uma escala de espectro, Jesus, em relação a nós, nós somos plantinhas. Exatamente. Então, se, no microcósmico, os vegetais são capazes de viver no nível de obediência à lei, se nós nos despertarmos para esta realidade, nós também poderemos.
E, este é o processo de expansão consciencial da criatura, que se deixa dócil às podras críticas, que, pela crise, vive o despertar das suas potencialidades criativas. Tem esta coisa da vinha, muito forte, que os Espíritos até usam. Eu achei uma coisa interessante, quando nós fizemos a viagem para Israel, nós tivemos uma grata surpresa, de ir lá no Monte Carmelo, que era o monte do profeta Elias. E, hoje, na subida para o Monte Carmelo, tem um vinhedo, você não planta nem uva. Mas, o mais curioso disso é que quem orientou, lá, este processo todo foi a Embrapa, que é uma empresa brasileira.
E, a Embrapa não é nada mais, nada menos do que o que se tornou a Fazenda Modelo, que o Chico trabalhava. Então, a Fazenda Modelo se tornou a Embrapa, e a Embrapa, especialista em sementes, plantas, foi mostrando a questão da uva, da videira. Então, por exemplo, você quer produzir um vinho, determinado ramo dá muitos cachos, na hora que ele está começando a brotar, você tem que cortar alguns, porque não pode dar muitos, senão a qualidade da uva fica comprometida. Ele não pode receber nem muita água, nem muito pouco, nem muita água.
O clima tem que apresentar uma adversidade. Se for um clima tranquilo, não dá uva boa. Às vezes, fica muito frio à noite, muito quente, este choque produz. É interessante isto porque, quando os Espíritos pedem – e aí, para a gente fechar hoje, porque semana que vem a gente continua, a Cláudia vai fazer uma exposição com a luz, sobre os florais, e o exemplo de um por um, toda a organização, os aspectos magnéticos, para a gente ter uma aula prática disso, do Gênesis. Mas, quando os Espíritos pedem à Kardec que coloque a parreira – Este é o emblema do trabalho do Criador.
Isto é muito relevante, bastante relevante, mesmo, porque a Torá, na tradição hebraica, é o vinho. E, na compreensão hebraica, a Torá é a lei divina. A Torá não é os cinco livros de Moisés. Os cinco livros de Moisés expressam a Torá. Mas, a Torá é anterior e ela é o vinho. E, o vinho também, a cor rubi, que é a cor do Espírito, está lá no Livro dos Espíritos. Nós já lemos aqui esta questão e fala que é o emblema do Criador, porque está lá o bago, que é o corpo, e, aí, tem que passar pelas vicissitudes da encarnação para que este líquido seja extraído.
É um processo da viticultura. Você planta, tem toda aquela sucração na terra, as dificuldades que ela passa, depois ela é esmagada e o processo de fermentação está até você chegar no vinho, que remete ao processo evolutivo também. E, é curioso que muitas parábolas de Jesus, muitos ensinos de Jesus fazem referência ao reino vegetal. Parábola do semeador, parábola do trigo e do joio, parábola dos lavradores maus, parábola da vinha, sempre tem uma vinha. A vinha é importante na história da arte inteira. Você não tem uma iconografia que não vai aparecer, um cacho de ouro que não vai aparecer, um trigo que não vai aparecer, até a talha, mas, sim, você acha que a ciência é tudo uma plantinha.
Mas, é interessante que o Emmanuel, toda vez que ele vai trazer um ensino moral, ele começa a dar exemplos da natureza. Interessante, não é? Então, isso é muito bonito porque acontece um processo na evolução, quando a gente passa para o Evangelho, que é assim. Quando o livre-arbítrio é limitado, o determinismo divino é mais amplo. Portanto, o grau de atuação direta do Criador é maior. À medida que o livre-arbítrio se amplia, é como se o Criador observasse mais, permitindo que a gente amadureça. Nesse processo, nem sempre a gente opta pelos conselhos do Criador, apesar dele ser inteligência suprema e absoluta.
A gente fala, eu não quero a sabedoria total, eu quero, agora, um grau de ignorância. Brincadeira!
Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.
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