#022 – Estudo do Velho Testamento – Livro Gênesis

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Neste episódio do estudo do Velho Testamento, Haroldo Dutra Dias aprofunda-se no livro de Gênesis, explorando o segundo dia da criação e suas implicações à luz da Doutrina Espírita. O estudo, que não é uma entrevista, mas uma aula expositiva, convida à reflexão sobre os princípios universais que regem a criação divina.

O que é estudado neste episódio

  • Gênesis, Capítulo 1, Versículos 6-8: A criação do firmamento e a separação das águas. “E disse Deus: Haja firmamento no meio das águas e separação entre águas e águas. E fez Deus o firmamento, e fez separação entre as águas que estavam debaixo do firmamento e as águas que estavam sobre o firmamento; e assim foi. E chamou Deus ao firmamento Céus. E houve tarde e manhã, o dia segundo.”
  • O Princípio da Reciprocidade ou Espelhamento: A ideia de que “tal qual em cima é embaixo”, traduzida por Hermes Trismegisto, é apresentada como um princípio universal da lei divina, o princípio da unidade.
  • Microcosmos e Macrocosmos: A correspondência entre o universo (cosmos) e as estruturas menores, como o corpo humano (microcosmos), e até mesmo o funcionamento de uma célula, que reflete as mesmas leis que regem o todo.
  • A Unidade das Leis Divinas: A argumentação de que as leis que regem o universo são as mesmas em todos os níveis, pois o Autor dessas leis é único e seus critérios não podem variar.
  • Critério para Avaliar Teorias: A proposta de Allan Kardec, no livro “A Gênese”, de que qualquer teoria ou filosofia deve ser avaliada comparando suas consequências com os atributos da divindade (imaterialidade, imutabilidade, bondade, unicidade, inteligência suprema).
  • A Relatividade das Explicações Humanas: A discussão sobre a limitação dos sistemas explicativos humanos, citando o Teorema de Gödel, que afirma que qualquer sistema lógico completo é inconsistente, e qualquer sistema consistente é incompleto. Isso leva à conclusão de que toda explicação e formulação humana é relativa.
  • A Ordem no Caos: A observação de que, ao longo da história, civilizações antigas como a mesopotâmica e a egípcia, ao observarem a ordem nos ciclos celestes, buscaram encontrar ordem no aparente caos terrestre, aplicando o princípio da similitude.
  • Ciclos Astronômicos e Festas Religiosas: A conexão entre os ciclos astronômicos e a regularidade de festas religiosas, como o Rosh Hashanah (Ano Novo Judaico) e o Yom Kippur, e como o Apocalipse pode ser interpretado como uma cerimônia de Yom Kippur.
  • Princípios da Natureza na Evolução Espiritual: A ideia de que a observação da natureza (rios, elementos como água, montanha, bambu) pode nos fornecer princípios de conduta e sabedoria para a evolução espiritual, como exemplificado no I Ching e nos comentários de Emmanuel.
  • A Lei de Ação e Reação: A necessidade de uma compreensão mais profunda da lei de ação e reação, que muitas vezes é simplificada, desconsiderando os princípios que regem o cosmos.

Reflexões

  • A compreensão de que “tal qual em cima é embaixo” nos convida a buscar a ordem e os princípios divinos em todas as manifestações da vida, desde o macrocosmo até o microcosmo, reconhecendo a unidade da criação.
  • A Doutrina Espírita nos alerta sobre a relatividade de nossas explicações e a importância de não nos apegarmos a sistemas fechados, mas de manter a mente aberta para a constante revelação e o entendimento da mente de Deus, que transcende nossa capacidade de compreensão integral.
  • A observação da natureza e de seus ciclos, bem como a reflexão sobre os atributos divinos, são ferramentas essenciais para uma compreensão mais profunda das leis que regem nossa evolução espiritual e para uma aplicação mais sábia da lei de ação e reação.

Ler transcrição do episódio

A gente gostaria de comentar, hoje, ainda o segundo dia, mas um aspecto muito, muito, muito relevante e Chamar todos a participarem, quem quiser fazer algum comentário, porque aqui é um estudo. A gente só pede quem for fazer um comentário fazer com a voz um pouco mais alta para poder a captação transmitir. Olha que interessante o versículo Do capítulo 1. E disse Deus, haja firmamento no meio das águas e separação entre águas e águas. E chamou Deus, ah não, o sétimo, fez, pois, Deus o firmamento e separação entre as águas debaixo do firmamento e as águas sobre o firmamento.

E assim se fez. E chamou Deus ao firmamento céus. Houve tarde e manhã, dia segundo. Aqui tem um princípio bíblico que é muito importante, porque nós acreditamos que ele é um princípio universal da lei divina, é um princípio da lei divina, que é o princípio da reciprocidade ou do espelhamento. Ou, se quiser uma linguagem mais moderna, o princípio do fractal, da unidade, da diversidade, pode dar vários nomes. Qual é a ideia aqui? A ideia é que nós temos água, não tem em cima e embaixo. E, aí, o firmamento é feito no meio das águas.

O firmamento são os céus. E, aí, a gente separa águas que estão embaixo e águas que estão em cima. Nós não podemos esquecer a experiência do povo hebreu no Egito. Esse princípio que está aqui, ele foi traduzido por Hermes Trimegistus, pelo menos, porque essas figuras do passado, muito distante, elas acabam ficando figuras mitológicas, é como Homero. Se Homero realmente existiu, se foi um homem, se foi um grupo de pessoas, não vem ao caso. O certo é que vem uma tradição de Hermes Trimegistus formulada da seguinte maneira, tal qual em cima é embaixo.

E, a gente vai ver esse princípio, por exemplo, reformulado, reaplicado na homeopatia, princípio dos semelhantes. Mas, basicamente, eu diria que nós estamos, aqui, tratando de um dos maiores princípios da lei divina, que é o princípio da unidade. Não há uma diferença substancial entre o que está em cima e o que está embaixo. Pode haver uma diferença de complexidade, de dimensão. O que há nas esferas superiores é mais sutil, mais refinado, mais elaborado, mais desenvolvido, mais evoluído, mas é, na essência, o que está embaixo.

O que isso nos põe a pensar? Nos põe a pensar que, agora, nós já temos todo o futuro nas mãos. É como se um agricultor colocasse uma semente nas mãos, uma semente de laranja, de limão, tudo o que vira a ser, o vir a ser, fazendo a propaganda do encontro do ser, o que virá, o que será, já está na semente. É, vir a ser, no nome do encontro. E, isso nos lembra que, se a gente olha para a nossa estrutura, eu vou imaginar apenas a estrutura física, se nós pegarmos o corpo humano, tudo o que tem no universo tem no corpo humano, uma espécie de miniatura.

O que levou filósofos, os egípcios, os mesopotâmios, os próprios gregos, os filósofos pré-socráticos que trabalhavam a Físias a estabelecer o conceito de microcosmos. Então, eu tenho um cosmos, que é o que está em cima, ordenado, complexo e um microcosmos nas estruturas menores, inclusive, do nosso corpo. Até aqui está dando para acompanhar? Até aqui é tranquilo, até aqui ninguém tem dificuldade. Então, se você chegar para um químico, para um astrofísico, ele não terá nenhuma dificuldade de aceitar isso. Na estrutura do corpo humano, nós temos composição química, temos minerais, temos bactérias, temos gases, temos animais, flora, tem tudo.

Até aí, tudo bem. Só que, nós precisamos dar um passo adiante. E, no aspecto do funcionamento, na funcionalidade, se eu considero, por exemplo, o sistema solar uma unidade, eu posso fazer alguma correspondência entre o sistema solar e o meu corpo? Então, há alguma identidade de funcionamento? Vou adiantar mais um pouquinho. Se eu olho o comportamento de uma célula, uma célula, uma meba, todo o processo de funcionamento dela físico, espiritual, vamos pensar nisso, agora vamos ampliar, porque ali eu tenho um princípio inteligente que é uma semente de espírito, tem um corpo espiritual em formação, tem um corpo espiritual que está no processo de formação.

É o que André Luiz deixa, evidentemente, claro, na obra Evolução em Dois Mundos. E, tem uma dimensão física que é o que a gente vê da célula sob o microscópio. E, quando você observa a dinâmica de funcionamento dessa célula, fisicamente e espiritualmente, guarda identidade com um ser humano, com o nosso funcionamento? Ou são leis diferentes? São leis diferentes? Não, são as mesmas leis. E, são as mesmas leis, porque o autor dessas leis é um. E, quando você estabelece lei, você tem que estabelecer critérios e os critérios de Deus não podem variar.

Por isso, Kardec vai estabelecer um princípio no livro A Gênese e vai dizer o seguinte – critério para avaliar qualquer filosofia, qualquer teoria, qualquer proposta, qualquer uma delas, qualquer coisa que surgir. Você quer avaliar o grau de mentira e de erro dessa teoria? Compara a teoria e as consequências dela com os atributos da divindade. Então, você pode pegar qualquer teoria. Então, você começa a se perguntar, essa teoria, nas suas consequências, fere a imaterialidade de Deus? Porque Deus é imaterial, imutável, soberanamente bom.

Isso fere a bondade divina? Ele é único? Ele é único. Fere a unicidade? Fere a inteligência suprema? Então, você vai estabelecendo, tem os atributos de Deus. Chocou com os atributos de Deus? Tem um ponto falho no sistema. Tem um ponto falho que precisa ser corrigido, que é natural. Não tem nenhum problema com isso. Todo sistema é falho. Está puxado, não é? Não, está ótimo, estou preso. Estão lá os atributos. Então, eu estou achando importante dizer isso aqui porque antes era tudo junto. Água, que nós já tratamos aqui como o fluido cósmico, na sua essência como gerador de todo o fenômeno material, de tudo que há de material e nas suas infinitas combinações, que é o que está lá no Livro dos Espíritos.

No meio dessas águas surge um firmamento e separa o que está em cima e o que está embaixo. Mas, o que separou era a mesma coisa, separou só a percepção. É a mesma coisa. E, a partir do momento que você separa, você começa a distinguir. Começou a distinguir, você começa a explicar. Começou a explicar, você cria um sistema que nunca dá conta do todo. Então, eu estou dizendo isso aqui porque o Kardec é tão ponderado, tão ponderado, que toda vez que ele dá uma explicação, até mesmo do fluido cósmico, nós lemos aqui, ele explica, você fala, gente, eu não estou vendo nenhum erro nessa explicação dele.

E, ele termina dizendo assim, se isso que nós estamos dizendo é verdadeiro, eu não sei. Ele explica o fluido cósmico transmitindo o pensamento de Deus, se impregnando do pensamento de Deus, do amor de Deus. Você vai falar, se Deus usa o fluido cósmico, o seu pensamento, se o pensamento dele se propaga diretamente sem nenhum fluido, não sabemos. Mas, vamos trabalhar com essa explicação. É muito interessante isso, muito interessante, porque o problema dos encarnados da Terra é se apaixonar por sistemas explicativos. E confiar demais na própria percepção.

Toma aquilo como verdade. Exatamente. E, o todo é sempre surpreendente. Então, num sistema explicativo, se não tiver espaço para Deus nos surpreender, eu expliquei tudo. Então, olha, gente, isso é muito sério. Quando Stephen Hawking, o Sr. Honório era encarnado, estava encarnado ainda, quando Stephen Hawking lançou o livro dele, Sobre o Buraco Negro, que era a grande descoberta dele, está lá no prefácio, você pode abrir o prefácio, ele diz assim, esse é um livro que tenta entender a mente de Deus, porque ele achava que tinha encontrado a explicação.

Achou que fechou, fechou, não tem mais nada. Agora, eu entendi a mente de Deus. Fica assim, a gente fica pensando, é possível a criatura compreender integralmente Deus? Porque, para você compreender integralmente Deus, você tem que ter inteligência suprema ou Inteligência equivalente a de Deus. Ah, e a dele deixa de ser suprema e ele deixa de ser único. Pelo menos a criatura no estágio evolutivo que se encontra aqui na Terra, ainda não, né? Mas, vamos imaginar uma criatura, a mais evoluída do Universo, ele pode ter a mesma inteligência de Deus?

Não, pode entender alguma coisa? Não, ele pode ter a mesma… Eu sei que de Deus acredito que… Não, eu estou perguntando se ele pode entender tudo que Deus entende, essa é a pergunta. Ele pode? Então, ele não pode ter inteligência suprema. Aí, a gente vai com um paradoxo aí de questões linguísticas, Deus entende? Não vamos complicar muito, não. Eu já estou aqui preocupado em tratar Zenuí, vamos com calma, deixa isso para o chat depois da do estudo. Deus é. Deus é. Ele é supremo, né? Isso é tão importante, tão importante, porque em qualquer tradição, seja dos quatro capelinos, na tradição hindu, na tradição egípcia, na tradição hebraica, na tradição dos arianos, sempre querem uma teoria para explicar tudo.

Você sempre vai se deparar com algo que quer explicar tudo. Então, alguém escreve e fala, agora eu expliquei tudo. Agora eu expliquei tudo. E a disputa entre uma linha de pensamento e outra é uma coisa engraçada. É, aí… Tipo assim, um defendendo o campo do outro e assim vai, não porque o seu pensamento está equivocado, porque sou do ponto de vista de não sei quem, eu lembro disso. Exatamente. Então, só para a gente citar uma coisa importantíssima aqui, só fazendo esse reparo aqui, vocês vão entender por que nós estamos dizendo isso.

No início do século XX, um grupo de pensadores que moravam em Viena se encantaram pela matemática. E, realmente, a matemática é uma coisa poderosíssima, enquanto linguagem, para explicar a física. As leis, as chamadas ciências duras, a matemática é uma linguagem mais precisa, é uma linguagem muito adequada. E, eles se encantaram, particularmente, por um ramo da matemática que é a chamada lógica. Era o Círculo de Viena. E, esse círculo propôs o seguinte, olha, qualquer coisa nós explicamos com a equação lógica. Acabou.

Tudo pode ser explicado pela lógica. Gente, esse negócio deu um trabalho. Deu um trabalho, por quê? Porque, se você dissesse assim, não, não pode ser explicado, ele te chamava para o quadro e você tinha que provar que não, não é? Aí, apareceu um homem chamado Gödel e o Gödel, na ponta do lápis, fazendo conta, provou o chamado Teorema de Gödel. O que ele provou? Em qualquer sistema lógico e, portanto, explicativo, porque qualquer explicação você pode reduzir a lógica, não vamos entrar nisso aqui, não, qualquer coisa, afirmação, negação, qualquer sistema lógico, se ele for completo, ele é inconsistente.

Ou seja, se ele explicar tudo, ele tem brecha. E, se ele foi consistente, se ele não tiver brecha, ele é incompleto. É a história da arte que também é simbólica e, assim, vai por diante. Só que, aqui, Marina, tem um aspecto mais complexo, porque quando você vai para a história, para essas ciências mais culturais, você tem um forte elemento subjetivo. E, aqui, esses sujeitos estão trabalhando com as chamadas ciências duras, onde o elemento subjetivo existe. Eles acreditavam que não existia, mas existe, mas ele é bem menor.

Ele é bem menor. Então, se eu estabeleço, por exemplo, uma equação matemática, não tem essa de eu interpreto, não tem essa, entendeu? É mais fechado. Tem, tem, mas é mais fechado. Então, quando Guido estabelece que, se você trouxer uma explicação e ela for 100% consistente, ela é incompleta. Se ela for completa, ela é inconsistente. É só isso que a gente precisa aqui, tá? Para dizer o seguinte, para dizer o seguinte, toda explicação e toda formulação que nós fizermos é relativa. É só isso. Para a gente lembrar o que?

As águas eram águas até que Deus separou. O que nós estamos querendo dizer com isso? Deus existe no plano da unidade absoluta. Nós existimos no plano da separação. É isso. Agora, e aqui nós vamos avançar. Por que eu estou falando isso? Nossa, meu Deus, mas por que eu estou falando isso? Eu estou falando isso pelo seguinte, o que o povo, tem certas coisas que são tão simples, né? Então, os Mesopotâmios já faziam isso, mas vamos pegar os Egitos. Começaram a olhar para o céu, isso é engraçado, né? Esse movimento aqui sempre se repete.

Sempre se repete. Esse eclipse, exato, pode contar. É exato. E, começaram a mapear ciclos, ocorrências e perceberam ordem, ordem absoluta, absoluta. Uma ordem bom. Olhei para cima, eu vi ordem. Aí, eu olho para as famílias dos faraós e para os para as sucessões de faraós. Primeira impressão que você tem? Caos. Aí, eu olho para as enchentes do Rio Nilo. Qual é a impressão que eu tenho? Caos. Então, o que eles começaram a aplicar? E, Se o que está acontecendo aqui, aparentemente caótico, por similitude, não por influência, esse é um grande equívoco, não apenas por influência, não apenas por influência.

Mas, por similitude, se o funcionamento for similar, então, eu preciso ver ordem no caos. E, aí, começam as elaborações a princípio tidas como místicas e que vão ter um grande impacto no texto bíblico. O texto bíblico vai trabalhar com círculos que são astronômicos, com regularidade de festas que são regidas por elementos astronômicos. Qual é a importância disso? Olha, nós vamos entrar, entramos, Roxachaná. Ontem foi ano novo, não é, judaico? Já nove. E, daqui dez dias, nós temos Yom Kippur. Então, esse é um fenômeno astronômico, porque como que o povo hebreu determina o ano novo, o Yom Kippur, que é o dia do juízo ou o dia do perdão?

Por lua, por círculos lunares, círculos lunares combinados com alguma coisa de círculo solar. É isso. E, O Yom Kippur é uma data muito importante e ela está ligada a esse fenômeno astronômico e o Apocalipse é o Yom Kippur. Em termos de tempo, ele é preciso? É preciso. É preciso? É preciso, mas eu digo assim, uma precisão astronômica, não uma precisão de calendário gregoriano, porque o nosso problema é o calendário gregoriano. Não é? Porque ele é um calendário que criou um sistema artificial. Ele foi gerado quando, vocês sabem?

No ano exato, eu não sei, Marina. Mas, foi bem posterior. Idade média, baixa. E, aí, ele altera essa coisa, mas, do ponto de vista astronômico, é preciso. Extremamente preciso. E, quando você pega toda aquela simbologia de Apocalipse, que todo mundo fica apavorado, meu Deus, mas que linguagem é essa aqui? É uma cerimônia de Yom Kippur. Se você olha lá o ritual de Yom Kippur, o que tem, o que acontece no Yom Kippur, o que é o significado, o Apocalipse todo é uma cerimônia do Yom Kippur. É importante a gente entender isso.

Vários profetas, textos proféticos, que são dificílimos de entender, eles têm uma referência astronômica. E, quando a gente começa a trabalhar em ciclo, Emmanuel fala em 2057, entrada na regeneração e uma série de outros ciclos, está se referindo a esse princípio da unidade da tal qual é em cima e é embaixo. Um princípio da unidade. O que vigora aqui embaixo, vigora lá em cima. Conclusão disso tudo, para a gente fazer o ganho. Toda vez que o Emmanuel vai comentar o Evangelho, ele dá exemplos da natureza, da sociedade.

Por quê? Indiretamente, está nos dizendo se você observar um rio desde a nascente até o processo em que ele deságua no mar, todo o ciclo dele, há princípios ali que são princípios que regem a nossa evolução espiritual. No livro A Caminho da Luz, não deu para trabalhar isso no seminário A Caminho da Luz, acho que se a gente tivesse trabalhado isso, o movimento espírita teria nos apedrejado. Não é nem o medo da pedra, que não quer ser apedrejado agora. O Emmanuel fala do xing, o tetragrama, o sessenta e quatro, que é da sabedoria milenar chinesa e que vem das esferas superflores e traduzido na linguagem.

O que é o xing? Eu tenho elementos da natureza, água, vento, montanha, rocha, bambu, e observo o comportamento e a natureza desses elementos. E, dali, eu extraio princípios de conduta. Em determinada situação, eu preciso me comportar como a água. Daqui cinco minutos, eu não posso me comportar como a água, eu tenho que me comportar como a montanha. Daqui dois minutos, não posso mais me comportar como a montanha, tenho que me comportar como o bambu. Por quê? Por causa da mudança contínua. Mas, não é uma mudança caótica, é uma mudança que vai revezando princípios.

Daí, o problema de quem enfrenta tudo como uma montanha. Então, se você for firme, rígido, robusto o tempo todo, dá problema. Mas, se você for maleável, fluido e flexível o tempo todo, como a água, também dá problema. A sabedoria é saber escolher onde vai. Então, olhe como que toda uma filosofia é extraída deste princípio básico. E, este, gente, é um raciocínio muito importante. Muito importante. Até para que nós possamos trabalhar com conteúdos da doutrina espírita e do Evangelho. Muitas vezes, a gente maneja conteúdos da lei de ação e reação desconsiderando princípios.

Ou, muito comum, as pessoas dizeram não, eu estou com esta doença aqui, eu estou pagando mesmo. Um conceito simplório, simplista, da lei de ação e reação, mas, a gente vê que, na compreensão daquela pessoa, ele não está agregando os princípios que regem o cosmos. Ele está desconsiderando princípios. É um desafio isto aqui. Olhar, tentar encontrar os atributos de Deus, no mínimo, no mínimo, em cada pormenor, tentar enxergar os atributos de Deus ali é um desafio. Porque não tem receita de bolo. Não tem. É isto. Alguém quer falar alguma coisinha?

Chazinho de bolo? Indigesto, não é? Mas, é fundamental isto aqui. É fundamental. E, quando a gente se apercebe do princípio da unidade e como que a unidade gera diversidade, você começa a ver o André Luiz descrevendo os centros de força, por exemplo, você vê o arco-íris, você começa a enxergar as similitudes. E, ele vai fazer isto o tempo todo, não é? Semeia-se corpo, semeia-se corpo, animal ressuscita corpo espiritual. Fazendo uma analogia de corpo de ressurreição. Imagina a questão complexa com a semente. Como é que ele conseguia ver isto, não é?

É algo muito, muito importante. Alguém quer falar alguma coisa?

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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