Neste episódio da série de estudos do Velho Testamento, Haroldo Dutra Dias aprofunda-se no Livro de Gênesis, especificamente nos versículos 6 a 8 do capítulo 1, que descrevem o segundo dia da criação. O estudo transcende a interpretação literal, explorando as camadas mais profundas do texto bíblico à luz da Doutrina Espírita.
O que é estudado neste episódio
- O Segundo Dia da Criação (Gênesis 1:6-8): Análise da descrição do firmamento e da separação entre as águas, contextualizando a cosmogonia da época e a visão física da criação.
- A Escadinha da Leitura Bíblica: Abordagem dos diferentes níveis de interpretação do texto bíblico, desde o literal até o metafísico e espiritual.
- O Fluido Cósmico Universal: Exploração do conceito de fluido cósmico como a “grande água do Universo”, a substância primordial que permeia toda a criação, conforme a Doutrina Espírita. É a “respiração de Deus”, a “força nervosa do todo sábio”, na qual todos estamos imersos.
- As Águas de Cima e as Águas de Baixo: Interpretação das águas “acima do firmamento” como as combinações do fluido cósmico que ainda não somos capazes de perceber, e as águas “abaixo do firmamento” como aquelas que se manifestam de formas perceptíveis aos nossos sentidos.
- A Água como Instrumento Divino: Discussão sobre a água como símbolo de juízo, julgamento ou misericórdia, exemplificado pelo Dilúvio.
- A Água Viva na Samaria (Boa Nova, cap. 17): Análise do diálogo de Jesus com a mulher samaritana, onde a água física é transfigurada em “água viva”, que sacia a sede espiritual e provém do amor infinito de Deus, santificando e regenerando as criaturas.
- O Conceito de Graça e Caridade de Deus: Reflexão sobre a graça divina como a caridade de Deus, que se manifesta tanto nos momentos de alegria e prosperidade quanto nas experiências de correção e provação, visando a evolução e o renascimento espiritual.
- Comunhão com Deus (Boa Nova, cap. 19): Estudo da busca de João Evangelista por Jesus para entender a oração e a comunhão com Deus. A parábola do homem que cava um poço artesiano perto de Jericó ilustra a dualidade entre a “água da chuva” (a graça que recebemos gratuitamente) e a “água do poço” (a que buscamos com esforço), ambas manifestações do amor divino.
- A Água como Símbolo da Essência de Deus: Conclusão de que a água é o símbolo mais perfeito da essência de Deus, presente tanto nos céus quanto na terra, representando a misericórdia divina e a necessidade de buscar a luz em nosso coração.
Reflexões
- A Doutrina Espírita nos convida a ir além da leitura literal dos textos sagrados, buscando o significado profundo e espiritual por trás das metáforas e símbolos, como o do fluido cósmico e da água viva.
- A graça de Deus não se manifesta apenas nas bênçãos que nos agradam, mas também nas provações e correções, que são instrumentos de amor e misericórdia para nossa evolução espiritual.
- A comunhão com Deus se estabelece tanto pela dádiva divina que nos é concedida gratuitamente (a chuva) quanto pelo nosso esforço em buscar e reter essa conexão (a água do poço), revelando a importância da gratidão e do trabalho interior.
Ler transcrição do episódio
Bom, então vamos para o Gênesis, porque, senão vai dar problema. Hoje, a gente estuda o segundo dia. O segundo dia está no versículo 6 até o 8. E, disse Deus, haja firmamento no meio das águas e separação entre águas e águas. E, chamou Deus ao firmamento céus. Houve tarde e manhã o segundo dia. E, disse Deus, haja firmamento no meio das águas e separação entre águas e águas. Fez, pois, Deus o firmamento e separação entre as águas debaixo do firmamento e as águas sobre o firmamento. E, assim se fez. E, chamou Deus ao firmamento céus.
Houve tarde e manhã o segundo dia ou o dia segundo. A primeira coisa que a gente aprende aqui é que é a escadinha da leitura do texto bíblico. O primeiro degrauzinho é o literário. É claro que aqui está descrevendo a criação do Óbito, a ideia que eles tinham era de um firmamento mesmo, como se fosse a cosmogonia deles, como se fosse um metal com furinho, parecendo um chuveiro, se chove, essa água vem de cima. Então, você olha à noite para o firmamento e vê aquele tanto de estrelas, eram os telos que estavam pregadinhos no firmamento, tinha uma água em cima que caía e a água embaixo.
Esta é uma visão física da criação. Este firmamento, Deus chamou de céus, temos água em cima e água em baixo. Ok, mas não podemos contentar com isto, não tem mais coisa. Então, a gente vai subindo outros degraus da escada. Durante muito tempo, aqui no estudo do Gênesis, a gente foi para um degrau alto, a gente estudou aqui o fluido cósmico, que é a grande água do Universo. Por isso, chama-se fluido. É como se a criação inteira estivesse mergulhada em um oceano, aliás, a metáfora é de Paulo. Este oceano é o fluido cósmico, é o austo, a respiração de Deus, a força nervosa do todo sábio, de modo que nós todos estamos mergulhados em Deus como peixes no oceano.
Acabou de cair a garrafinha d’água. Então, esta é a água esta é a água. Se a gente vai para este sentido espiritual, nós temos a água em perspectivas superiores, fluido cósmico na sua essência e o fluido cósmico já trabalhado nas expressões em que nós somos capazes de perceber. Olha que interessante que os Espíritos dizem que o fluido cósmico é sucessível de infinitas combinações, sucessível de infinitas combinações. Então, há combinações que nós podemos perceber, nós temos sentidos capazes de perceber e há combinações do fluido cósmico que nós ainda não percebemos.
Está fora da nossa percepção. Estas seriam as águas de cima, de cima do firmamento, acima dos céus e as águas de baixo, aquelas que nós percebemos. E, sempre neste fluxo, está sempre vertendo água do céu. Esta é uma ideia bastante interessante. Outra ideia que o texto bíblico vai trabalhar a água é sempre um instrumento divino de juízo, de julgamento ou de misericórdia. Então, nós vemos a água como um instrumento de julgamento no dilúvio em que o texto diz que Deus abriu as comportas do céu e derramou a água e choveu, choveu, choveu.
E, aí, tem toda aquela história da arca, dos casais de animais, com exceção dos peixes. Brincadeira à parte, agora, tudo bem, aí nós estamos em um aspecto metafísico, porque trabalhar o fluido cósmico é trabalhar com metáfora, porque nós não temos ideia do que é. Nós experimentamos o fluido cósmico, tudo aqui é fluido cósmico, nós o experimentamos nos aspectos mais densos, mas, as expressões do fluido cósmico, nós não temos dimensão do que seja. Não temos dimensão do que ele é capaz de fazer, do que ele é capaz de operar, nenhuma, nenhuma.
Nem do que é. Só para nós passarmos desta parte, os físicos, até Newton, sempre chamaram isto que nós chamamos de fluido cósmico de éter, o éter universal. Mas, quando Einstein começou a trabalhar a sua teoria da relatividade, porque precisava ter parâmetros, porque tudo estava no éter, calcular quais as propriedades que o éter precisava ter, propriedades físicas. Quais propriedades o éter precisaria ter para ser éter? E, aí, ele abandonou o conceito de éter e arrumou um subterfúgio hermenêutico e criou a palavra campo.
Por que o éter para ser éter precisava ter propriedades que ele considerou mágicas? Incrível! Ele deve estar olhando para um espiritual e falar assim, mas é mágico mesmo, eu achei que era mágica, mas não é mágica, é real. Porque as propriedades do fluido cósmico, se analisadas pela mentalidade humana, elas só seriam mágicas. Mágicas. Mas, a gente queria passar disso e ir para uma dimensão mais interior, que é o que nós temos feito aqui, também. Temos tentado pegar o texto de Gênesis e trazer para dentro. O que seria esta água?
Porque eu só queria lembrar uma coisa aqui. No versículo 1 de Gênesis, tem uma declaração genérica no princípio criou Deus os céus e a terra, que é um dito proverbial, criou tudo. Esta é uma expressão judaica, criou tudo. Vamos deixar claro, Deus criou tudo. Ok? No versículo 2 em diante, começa a detalhar. Ok, criou tudo, mas eu vou escolher algumas coisas para dizer. Não dá para dizer tudo que ele criou, mas eu vou escolher algumas coisas que ele criou e vou colocar em ordem. Este é o capítulo 1 de Gênesis. Então, no versículo 2, começa A terra estava sem forma, era vazia, havia treva sobre a face do abismo.
Então, havia treva, havia abismo, havia uma terra informe, vazia. Deus criou a luz, separou a luz da treva, que já tinha, que já tinha criado, já estava lá. E, disse Deus, haja firmamento no meio das águas. Que água? Como é que surgiu a água? A água surgiu no relato da criação. Não tem um momento na criação para a água. A água foi criada no primeiro dia? Não. No segundo, não tem dia para a água. Isto foi notado pelos comentaristas, sobretudo, os comentaristas judeus. Foi notado. Então, eu separei duas coisas bem curiosas aqui, bem curiosas.
Uma está no capítulo 17 do livro Boa Nova. Os dois capítulos do Boa Nova, o capítulo 17, que chama Jesus na Samaria, e o outro, no capítulo 18, desculpa, 19, que é o capítulo chamado Comunhão com Deus. E, aqui, nós vamos ver uma outra água. Rapidinho, né? Não vai dar para ver tudo. Quando Jesus está conversando com a mulher samaritana, Ele pede para ela água, água mesmo, H2O. Não é o refrigerante, não, é a água mesmo, do poço. E, ela fica meio estranha, sim, podia oferecer, porque ele era judeu, ela é samaritana. Aí, Ele fala para ela, se você tivesse guardado – olha o que Humberto Campos coloca aqui – Jesus disse para ela assim, bem se vê que você não conhece os dons de Deus, porquanto, se você tivesse guardado os mandamentos divinos, compreenderias que eu te posso dar a água viva.
Olha que coisa! Jesus desloca, não está falando mais de água física e não está mais falando de sede física. E, nós também não estamos falando de água física aqui do Gênesis. Vamos falar dessa água agora, a água viva. Mas, que água é essa? Uma água que só percebe quem conhece os dons de Deus e quem guarda os mandamentos divinos. Olha que interessante! Aí, ela fala, mas o que vem a ser essa água viva? Onde tem essa água aqui existente? Só tem essa água do poço. Acaso você seria maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu esse poço desde o princípio?
Ele fala, mulher, a água viva é aquela que sacia toda a sede, toda a sede, toda a sede, qualquer sede, vem do amor infinito de Deus. E, santifica as criaturas. Aqui, põe a gente para pensar. A água viva que sacia toda a sede, ela vem de onde? Do amor infinito de Deus. E, o que que essa água viva que vem do amor infinito de Deus faz? Santifica a criatura. É o que nós estávamos comentando aqui antes do conceito de Paulo de Graça. Quer dizer, não é só um amor que banha a criatura. É um amor ativo. A criatura recebe esse amor, ela se sente amada, mas, ela é também santificada por esse amor.
Ela é regenerada, transformada. Ela renasce. Ela santifica. É por isso que Jesus disse para ela, se você conhecesse os dons de Deus, você saberia o que é essa água viva. E, aí, Humberto de Campos diz assim, e Jesus, envolvendo a samaritana no doce magnetismo de seu olhar, continuou. Este poço de jacó secará um dia. No leito de terra onde agora repousam suas águas claras, a serpente poderá fazer seu ninho. O negócio aqui é tudo simbólico, porque ele já foi lá para a serpente do Gênesis 3, você vê que tudo aqui está no Gênesis.
Não sentes a verdade de minhas afirmativas ante a tua sede de todos os dias? Porque todo dia ela sentia sede, aí saia lá e buscava água. Aí, amanhã, você vai sentir sede de novo. Você vai lá, vai beber, vai saciar, depois você vai sentir de novo. Não obstante levares cheio o cântaro, voltarás logo mais ao poço com uma nova sede. Incrível, não é? Com uma nova sede. Entretanto, os que beberem da água viva estarão eternamente saciados. Para esses, não mais haverá a necessidade material que se renova a cada instante da vida.
Perene conforto lhes refrescará os corações pelos caminhos mais acidentados sob o sol ardente dos desertos do mundo. Está falando de uma sede que é uma sede profundamente espiritual, e está falando de um saciar-se de um saciar-se do amor infinito de Deus, que é muito diferente da experiência de saciar-se de algo material. Por uma outra coisa que a gente comentou, a palavra graça – estou usando aqui por causa de dons, Jesus usa aqui os dons divinos, os dons de Deus – a palavra graça vem do radical rares, rares, de onde vem a nossa palavrinha caridade.
A nossa caridade latina vem do rares grego. Então, quando eu digo assim a graça de Deus, eu posso usar tranquilo a caridade de Deus. Para nós, espíritos, fica até mais fácil de entender. A caridade de Deus. Sabe o que as pessoas imaginam? Por uma questão de percepção, acreditam que a graça de Deus é eu receber tudo o que me agrada. Então, se me agrada é graça, se me desagrada é desgraça. A falta da graça. O curioso é que Paulo vai desenvolver, na Carta aos Hebreus e em outras cartas, o conceito do Deus que corrige e do Deus que açoita.
Então, nós temos um aspecto da caridade de Deus que é o aspecto corretivo. E, aí, nós nos ponhamos a pensar se não é uma caridade um pai, por exemplo, colocar um filho de castigo ou cortar uma determinada algo que ele tenha, porque ele fez uma coisa grave, porque ele está corrigindo, essa correção é graça. Eu diria que são aspectos mais de difícil digestão. E, é o espanto do livro de Jó. Porque quando eu digo assim, nossa, está tudo bem, eu estou muito feliz, eu estou me sentindo realizado e pleno, está ótimo, está tudo tão amplo, eu posso fazer tudo o que eu quero, tudo está dando certo, tudo o que eu planejei está funcionando, a graça de Deus invadiu a minha vida.
Não é? E, aí, vem o outro e diz assim, rapaz, está tudo difícil, está tudo apertado, eu não estou fazendo nada que eu quero, eu estou todo contrariado. Aí, vem o Espírito Superior e diz assim, a graça de Deus invadiu a tua vida. Porque, por detrás dos adjetivos que nós colocamos nas experiências, existe uma lei sacrosanta e imutável de Deus que é resumida pelos Espíritos de lei de conservação, lei de reprodução e lei de destruição. E, como a lei é pura luz, a luz cura, ilumina, vivifica, mas a luz queima, seca e mata.
Então, existe esse caráter destrutivo na luz também, não é? Exato. Porém, tudo é movimento transversal para regenerar, para renascer, morte e renascimento. Então, talvez o aspecto mais profundo do texto bíblico que trata desse aspecto da graça de Deus é o livro de Jó. Então, todo aquele conjunto de sofrimentos é amor. É amor. Aí, é difícil. Porque essa graça nós, ainda, experimentamos como desgraça. Eu falo por mim, não é? Eu falo por mim. Bom, para nós só darmos o arremate aqui em um capítulo que é muito interessante, chamado Comunhão com Deus.
Está dentro do tema, nós vamos ver que essa água, que ela simboliza o instrumento da comunhão com Deus, é interessante porque o elemento água, também, na tradição mesopotâmica, na tradição astrológica mesopotâmica, é o sentimento. A água é o elemento que simboliza o sentimento. Então, falar dessa água acima dos céus e de uma água abaixo, nós estamos falando de amor, de sentimento, também. Mas, o interessante é que João, evangelista, procura Jesus para falar de comunhão com Deus. E, ele queria saber prece. Porque os essênios estavam com umas técnicas de fazer prece, gente, vocês imaginam, umas técnicas ninja de prece, muito incríveis, mas era um negócio, assim, tão complicado, tinha todo um aparato, assim, para fazer aquela prece, que o João foi procurar Jesus.
Aí, Jesus falou que eles estavam exagerando um pouco. Estavam um pouquinho exagerados, não é assim? E, começam a conversar com ele e o João não entende. Não entende. Porque, Jesus começa a falar de prece, o João quer ouvir de prece, mas Jesus quer falar de comunhão. O João estava preocupado com muito seguindo, inclusive, o perfil da sua tradição natal, da sua tradição do seu povo, do Como comorar. Como orar. E, Jesus estava preocupado no porquê e para que orar. E, se eu me pergunto, para que orar, só pode haver uma resposta, comunhão com Deus.
Eu oro para afetar a qualidade da minha comunhão com Deus. Quantidade, também, não é? Quantidade, também. Ter mais comunhão e melhor comunhão com Deus. E, aí, ele não entende. Então, Jesus falou assim, vamos fazer o seguinte, vamos andar, vamos caminhando aqui, daqui a pouco eu te falo sobre isso. E, aí, ele encontra, perto de Jericó, um homem cavando um poço artesiano. E, é interessante porque Jesus é tão didático que ele chega para o homem e diz, ô, moço, o que você está fazendo? Se fosse alguém mal humorado, ele diria, você não está vendo, estou cavando um poço.
Mas, o moço buscou a água que nos falta, falou com um sorriso, estava feliz da vida. Estou buscando água, está faltando água. E, aí, Jesus falou assim, mas a chuva é tão escassa nessas paragens. Não é? Tornou Jesus evidenciando afetuoso cuidado. Puxando o assunto, está faltando tanta água, isso é claro, abaixa o nível, mas não chove de jeito nenhum naquele lugar. O homem do campo fala assim, nas proximidades de Jericó, ultimamente, a chuva se vem tornando uma verdadeira graça de Deus. Puxa, tanta palavrinha que a gente queria.
Eu vou repetir aqui, na região metropolitana de Belo Horizonte, a chuva tem se tornado uma verdadeira graça de Deus. Ok, o homem continuou o seu trabalho exaustivo, mas, apontando para ele, o Messias disse a João, em Tom amigo, Este quadro da natureza é bastante cinjado, falou para João. É sim, para o João. Porém, é na simplicidade que encontramos os símbolos mais puros. Observa, João, que este homem compreende que, sem a chuva, não haveria queda de lente de máquina. Sem a chuva, não haveria mananciais na terra. E, a chuva não é a graça, então, sem a graça de Deus, não haveria nada.
Mas, este homem não para em seu esforço procurando o reservatório que a providência divina armazenou no subsolo. Olha só! Olha só! Uma água que vem de cima desce abundantemente. A outra, que está embaixo, é reservada. Na primeira, nós temos a experiência de receber. Na segunda, nós temos a experiência de buscar. Então, o símbolo é profundo. Por quê? Se eu me habituar apenas a receber a água da chuva que cai, eu não aprendo o esforço e, talvez, o valor da água. Se eu me acostumo apenas ao esforço de buscar a água, eu não experimento a dádiva.
Duas experiências. Uma de gratuidade total. Eu me coloco e Deus derrama. Você não merece, você não fez por onde, você não fez nada e Ele derrama. Na outra, você cava, mas tudo é água. Tudo as mesas girantes. Na outra, tudo é água. Tudo é o amor infinito de Deus. E, aí, Jesus fala com ele. A imagem é pálida. Todavia, chega para compreenderem como Deus reside também em nós. Dentro do símbolo, temos de entender a chuva como o favor de sua misericórdia, sem a qual nada possuiríamos. Então, para muitos que imaginam que a evolução espiritual é um troféu que você vai acumulando, porque você vai ganhando mérito e conquistando, conquistando, conquistando, conquistando, não é bem assim.
Sem o favor da misericórdia divina, nós nada possuiríamos. É a chuva que cai. É a água de cima do chamai. Agora, esta paisagem deserta de Jericó pode representar a alma humana vazia de sentimentos santificadores, porque o coração também é a terra. E, por incapacidade de reter, ele pode receber dádiva, receber dádiva, mas não reter e ressecar-se. Está seco. Porque o problema, aqui, não é de falta de chuva, o problema é de recepção, o problema é de abertura e mais do que isso. A questão, aqui, não é de receber a graça de Deus, é de conservá-la.
Então, a alma está vazia de sentimentos santificadores. Este trabalhador simboliza o cristão ativo. Cavando junto dos caminhos áridos, muitas vezes com sacrifício, suor e lágrimas, para encontrar a luz divina em seu coração. E, a água é o símbolo mais perfeito da essência de Deus, porque ela está tanto nos céus como na terra. Interpretação de Jesus Cristo para o Gênesis de hoje. Vamos fazer a prece?
Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.
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