#024 – Estudo do Velho Testamento – Livro Levítico

Play Video
Facebook
WhatsApp
Twitter
LinkedIn
Telegram
Email

Neste episódio, Haroldo Dutra Dias dá continuidade ao estudo do Velho Testamento, focando no livro de Levítico. O estudo, que encerra o ano de 2014, propõe uma reflexão aprofundada sobre a comunhão com Deus, utilizando textos de Emmanuel e André Luiz para iluminar os ensinamentos bíblicos.

O que é estudado neste episódio

  • O propósito do Levítico: O estudo ressalta que o livro de Levítico gira em torno do tabernáculo, não como um fim em si mesmo, mas como um meio para a comunhão com Deus. A construção do tabernáculo, conforme Êxodo 12, tinha o propósito de permitir que Deus habitasse “no meio deles”, ou seja, na comunidade, e não apenas na estrutura física.
  • Comunhão com Deus como estado de Espírito: Haroldo Dutra Dias, citando Druso no livro “Ação e Reação” (capítulo 2), explica que a comunhão com Deus é um estado de espírito, uma postura interior que visa o aperfeiçoamento íntimo. Deus atua em nós e conosco, guiando-nos à perfeição através de impulsos interiores. Resistir a esses impulsos é ir contra a lei divina, gerando aflição.
  • A luz interior e a purificação: Com base em uma reflexão de Honório sobre “A Caminho da Luz”, o estudo aborda a ideia de que o princípio inteligente, ao sair de Deus, já possui a luz. A proposta divina não é “acender uma luz”, mas sim “brilhar a vossa luz”, o que implica em lembrar-se da essência divina e purificar-se das “poeiras” que obscurecem essa luz, como a sensualização (submissão aos sentidos físicos).
  • Sacrifício e purificação: O processo de purificação, um tema central do Levítico, exige sacrifício. No entanto, o sacrifício é entendido no sentido de esforço pessoal e renúncia ao que impede o progresso espiritual, e não no sentido vulgar de oferendas materiais. Emmanuel, no “Livro da Esperança” (capítulo 55), compara a busca pela comunhão com Deus à subida de uma montanha, que exige esforço e ação, e não apenas a contemplação.
  • Dádivas de Deus e capacidade de retenção: Haroldo Dutra Dias destaca que Deus concede tudo o que necessitamos para a comunhão divina, mas a capacidade de absorver essas dádivas depende da nossa abertura e preparação. A metáfora da chuva e da planta ilustra que recebemos conforme nossa capacidade de retenção.
  • Vigilância e oração: A comunhão com Deus não é um estado estático, mas um movimento contínuo que exige vigilância e oração. Emmanuel, na “Revista Reformador” (janeiro de 1956), explica que vigiar é precaver-se, cuidar, trabalhar e defender-se, enquanto orar é comungar com o poder divino (crescimento para a luz) e com o amor divino (serviço infatigável no bem).
  • A oração como reveladora da verdade: Emmanuel, no “Livro da Esperança” (capítulo 88), compara a oração a uma lâmpada que se acende em uma casa desarranjada, revelando o que precisa ser limpo e purificado. A oração eficaz é aquela que visa o bem comum e não apenas os desejos individuais, como ensinado no “Pai Nosso”.
  • Pensamento e comunhão: A Doutrina Espírita, ao contrário do pensamento religioso convencional, enfatiza que a comunhão com Deus se dá através da mente e do pensamento, que André Luiz define como “fluido vivo” com altos potenciais criadores. Orientar, esclarecer e sublimar o pensamento é fundamental para a redenção individual e coletiva.
  • Jesus como guia e modelo de comunhão: O estudo culmina na figura de Jesus como o guia e modelo de perfeita comunhão com Deus. A Carta aos Hebreus aponta que todo o Levítico era uma metáfora para a vinda de Jesus. Emmanuel, na “Revista Reformador” (novembro de 1940), explica que a fidelidade a Deus precede a comunhão verdadeira, e Jesus, por sua fidelidade real, alcançou a perfeita comunhão com o Pai.

Reflexões

  • A verdadeira comunhão com Deus não se dá por rituais, lugares sagrados ou dogmas, mas por uma transformação interior que nos alinha com os propósitos divinos.
  • A obediência aos desígnios de Deus, mesmo quando parecem contrários aos nossos desejos imediatos, é o caminho para a fidelidade e, consequentemente, para a comunhão plena.
  • O pensamento, compreendido como um fluido vivo e criador, é a ferramenta primordial para a nossa conexão com o Divino, exigindo constante vigilância e elevação de sentimentos.

Ler transcrição do episódio

Transitoriamente no plano físico, seja por indisciplina diante dos princípios estabelecidos, ou por doentia e entusiasmo, que o tende a alcançar demasiadamente na sua época. A decretos e mitos, recorda-se de acomparar-se com aqueles que te governam a paisagem material. Viva em harmonia com os teus superiores e não te esqueças de que a melhor posição é a do infinito. Se pretendes viver retamente, não desaceba o vinagre da crítica ceda. Ajuda com o teu trabalho eficiente, nos adia o desejo de acertar, convicto de que ele e nós somos filhos do mesmo Deus.

Quer ler mais uma, gente? Capítulos 56 e 59 Êxitos e insucessos Sem viver em tenúria e sem também viver em arrogância Paulo Carlos Filitenses, capítulo 4, versículo 11 Em cada comunidade social existem pessoas numerosas, demasiadamente preocupadas contra os sucessos particularistas, afirmando-se ansiosas pelo desejo de evidência. São justamente as que menos se fixam nas posições de destaque, quando convidadas aos postos mais altos do mundo, estragando desastradamente as oportunidades de elevação que a vida lhes confere.

Quase sempre, os que aprenderam a suportar a pobreza é que sabem administrar com mais propriedade os recursos materiais. Por esta razão, a desigualdade entre os trabalhadores e os pobres é, muitas vezes, causa de crimes, separatividade e desigualdade. Os trabalhadores e honestos formarão nos filhos a mentalidade do esforço próprio e da cooperação objetiva, ao passo que os progenitores egoístas e descuidados favorecerão nos descendentes a inutilidade e a preguiça. Paulo de Tarso, na lição à Igreja dos Filipos, refere-se ao precioso imperativo do Canú e que se reporta ao equilíbrio, demonstrando a necessidade do discípulo quanto à valorização da pobreza e da fortuna, da escassez e da abundância.

O êxito e o sucesso são duas taças guardando elementos diversos que, contudo, se adaptam às mesmas finalidades sublimes. A ignorância humana, entretanto, encontra, no primeiro, o livor da embriaguez e, no segundo, identifica o fel para a desesperação. Nisto reside o erro profundo, porque o sábio extrairá da alegria e da dor, da fartura ou da escassez, o conteúdo divino. Jana, faz a prece pra gente. Você mesmo. Eu? É. Pelo padre, nosso amigo e companheiro de estrada, estamos mais uma vez reunidos aqui para serem iluminados com a Tua presença, para sermos tocados com aquilo que nós precisamos para que se melhore a nossa jornada, nos iluminar e sejamos muito conoscos, para que sejamos fieis ao Teu ensinamento, para que andemos muito contigo na Tua volta, tomando a serenidade, confiando nos Teus vizinhos, confiando na Tua Palavra e sempre seguindo, escutando tudo aquilo que o Senhor tem que nos oferecer, em cada irmão, em cada pequeno detalhe que nos libera no dia de hoje.

Graças a Deus. Vamos retomando a nossa última reunião do ano, despedindo de 2014, preparando já para 2015 e com uma proposta para o grupo também. Desde que a gente começou esse estudo do Levítico, a gente procurou salientar que era um estudo em espiral. Então, a gente ia, vinha, dava os giros, ia subindo, voltando, repetindo, através da repetição a gente ia fixando elementos, mas chega um momento que esgota nesse agora a nossa capacidade de retirar a essência do material e é preciso a gente se permitir outras experiências para que a gente volte para o livro enriquecido e quando a gente volta para a interpretação de um texto bíblico enriquecido de valores íntimos, de valores interiores, a nossa apropriação dos recursos espirituais do livro é muito maior.

Então, eu tenho uma proposta para fazer para o grupo, se o grupo desejar, já que nós vamos fazer uma parada, da gente voltar ano que vem em janeiro, mas pelo livro de Gênesis, começar pelo começo. No princípio, Deus criou os céus e a terra e aí fazer esse vínculo do livro Gênesis com o Evangelho de Jesus, com a Boa Nova, com a Doutrina Espírita, com as riquezas da interpretação judaica, os elementos que estão guardados, tem muita coisa boa, já estou com um material muito bom. Eu não sei o que o grupo acha dessa proposta, vocês estão de acordo?

E aí, naturalmente, uma hora nós vamos voltar para o Levítico, porque é Gênesis, Êxodo, Levítico. Então, a gente volta para o Levítico, mas eu tenho certeza que quando a gente voltar, será num outro patamar de aproveitamento espiritual do texto. Porque aqui, de fato, a gente já percorreu, precisa agora digerir e explorar outros horizontes. E hoje, para encerrar, a gente resolveu trazer, deixar o estudo do Levítico ser conduzido pelo Emmanuel. Não se trata de mediunidade não, se trata de leitura de texto mesmo. Deixar que o Emmanuel, então, faça o resumo.

São textos, com exceção de dois aqui, todos de Emmanuel, tem dois tirados da obra de André Luiz, e o tema hoje vai ser Comunhão com Deus. Comunhão com Deus. Por quê? Porque é o tema central do livro Levítico. Se tem algo que a gente aprendeu nesse percurso de estudo do Levítico, é que o Levítico, o livro Levítico, gira em torno do tabernáculo, tanto da sua construção, quanto da sua administração. E nós lembramos lá de Êxodo, capítulo 12, quando Deus ordena a construção do tabernáculo, Ele diz assim, construam para mim um tabernáculo e eu habitarei no meio deles.

Deles, não falou, no meio do tabernáculo, no meio deles, comunidade. Isso é muito interessante, porque o propósito é sempre mais importante que a obra. Porque se o propósito for equivocado, a obra está maculada por um vício. Então, alguém pode te dar um presente, mas com intenções de te comprar, de te corromper. E o outro pode estar dando o mesmo presente, com o mesmo papel, com o mesmo laço, no mesmo dia, na mesma hora, com a intenção de agradecer ou com a intenção de te agradar, com a intenção de te presentear. Então, o ato é importante porque ele concretiza o propósito, mas o propósito é a essência.

Então, podemos dizer que o propósito é o Espírito e o ato é o corpo. O corpo sem o Espírito, ele é morto. O propósito da construção do tabernáculo era comunhão com Deus. Construiu-se o tabernáculo para se aproximar de Deus. Esse era o objetivo, aproximar-se de Deus. E, depois de aproximar-se dEle, manter-se junto a Ele, que é mais difícil ainda, manter-se junto a Deus, independente das intempéries, das dificuldades, dos imprevistos, das dores, do desenrolar, do desdobrar da vida. Portanto, o tema do Levítico é comunhão.

O tabernáculo apenas exterioriza o propósito comunhão. E, aí, a gente vai falar sobre comunhão com Deus, trazendo aqui os elementos da Doutrina Espírita, que a gente considera que esses elementos da Doutrina Espírita, quando bem compreendidos, eles lançam uma luz muito generosa sobre os textos do Velho Testamento e sobre os textos do Novo Testamento. A gente viu isso. O primeiro texto que a gente traz para a nossa reflexão, nós temos uma ideia de que há uma separação entre nós e Deus. Deus está longe, eu estou aqui.

Geralmente, Deus está em um céu imaginário, que é um local, e nós estamos num plano inferior. Essa ideia, ela moveu o pensamento religioso da Terra. Moveu. Mas, algo que a Doutrina Espírita vem enfatizar, repetir, uma lição que ela vem repisar, repetir, é que Deus está em nós. E, não só em nós, Ele atua por nós. Quem disse isso? Quem disse isso foi Druso, no livro Ação e Reação, capítulo 2. O Druso diz assim, é que o propósito da vida trabalha em nós e conosco, em nós e conosco, através de todos os meios. Para guiar-nos à perfeição.

Então, olha que interessante. O propósito da vida é guiar-nos à perfeição. É muito bonita essa palavra guiar, porque quando o tabernáculo foi construído, ele era uma tenda, móvel. Isso significa que o povo hebreu se deslocava. Se ele se deslocava, é porque ele se dirigia a uma terra prometida. Então, havia um propósito, havia uma meta, havia um alvo. Evidentemente que eles interpretaram isso, de acordo com o nível evolucional da terra, como um lugar geográfico. E, na verdade, não era um lugar, era um estado de Espírito, um estado de presença, que é o estado da comunhão com Deus.

A primeira coisa que a gente começa a perceber, que o Druso está dizendo aqui, que comunhão com Deus é um estado de Espírito, é uma maneira como eu me coloco na vida e diante da vida e perante mim mesmo. É uma postura interior, cujo alvo é o aperfeiçoamento íntimo, o aprimoramento interior. Então, esse propósito da vida, essa força do Criador em nós é uma força atrativa. Deus está sempre nos trazendo para a sua essência. Que é o centro da vida. Então, se a gente pensa em termos gravitacionais, Deus é um sol que atrai.

E esse atrair significa iluminar, resplandecer a nossa luz. Cerceando-lhe os impulsos, olha que interessante, cerceando-lhe os impulsos, agimos em sentido contrário à lei. Criando aflição e sofrimento em nós mesmos. Olha que interessante, Deus nos atrai através de impulsos interiores que vivem em nós. Nós sentimos anseios e impulsos interiores, mas não nos damos conta que é Deus agindo em nós e por nós. Eu me encantei muito com essa fala do Druso, porque ele está falando para um grupo de desencarnados numa região tenebrosa do mundo espiritual, espíritos num sofrimento intenso, e ele começa a fala dele dizendo isso.

Como que Druso opta por enfatizar o bem? Por enfatizar o propósito, a meta e não a situação atual? Como a dizer-nos que não importa o nível de complicação que a gente está envolvido, não importa as nossas dificuldades que nós estamos presos a elas, o que importa é relembrar os propósitos, permitir que os impulsos se manifestem em nós, deixar de cercear. Então, é mais ou menos deixar de recalcitrar contra os aguilhões, que é o que Jesus fala com Paulo. Por que recalcitrais ante os aguilhões? Está virando de costas para Deus.

Para que você está fazendo isso? Então, a gente estava até brincando hoje com Júlio, que é mais ou menos assim. Esses propósitos de Deus em nós é como uma escada rolante, rápida. Você pode deixar que a escada te leve ou ficar resistindo e tentar descer. Só que a escada sobe mais rápido que você desce. Então, a gente gasta uma energia ficando de costas para o alvo e gastando energia para descer, mas não tem jeito. Porque a lei de progresso é um determinismo divino, ou melhor, a lei de progresso está na essência da lei divina.

O cosmos, a lei divina é de progresso, como diz Emmanuel, de todos os seres e coisas da criação infinita. Ok. Bom, mas, outro dia eu estava assistindo a um vídeo do Sr. Honório falando sobre A Caminho da Luz. Achei, ele mandou para mim um vídeo do Youtube. E, o Sr. Honório falou algo que me pôs a pensar profundamente. O princípio inteligente sai de Deus, que é a fonte da luz, do supremo amor e da suprema sabedoria. Nós saímos de lá, do seio do Criador, ao sermos criados. Portanto, nós saímos do máximo do centro da luz, do bem e da verdade, dizia o Sr.

Honório. E, à medida que a gente foi descendo dos níveis mais superiores do mundo espiritual, fomos apagando, apagando, apagando, até chegarmos no nível de maior concretude do fluido cósmico que é o reino mineral. É o máximo da concretude do fluido cósmico. É essa matéria bruta. Chegou o princípio lá, dizia o Sr. Honório. Então, ele chega apagado. E, aí, qual passa a ser a proposta da lei divina para esse ser? Brilhe a vossa luz. É interessante que o Sr. Honório dá uma risadinha e ele brinca assim. Jesus não falou acenda uma luz, crie uma luz.

Não! Você já tem essa luz. Você já conhece a suprema luz. O que Jesus está pedindo é para que ela brilhe, resplandeça a vossa luz. Aí, ele diz assim, trata-se de lembrar. Isso é forte. Fecha aspas. Estou repetindo aqui o que o Sr. Honório disse lá no vídeo. E, é o que o Druso está dizendo. É o que o Druso está dizendo. Desse propósito que nos puxa, que nos fala assim, acorda, acorda, lembra, lembra, lembra. Você conhece a máxima luz do universo. Você conhece a sua casa, o seu lar, volta para o lar, que é a parábola do filho pródigo.

É o filho voltando para o lar. Bom, evidentemente, parafraseando de novo o Sr. Honório lá no vídeo, ele diz que quando os Espíritos vão definir matéria, os Espíritos definem a matéria como o laço que prende o Espírito. E, uma das grandes questões que prendem o Espírito na sua jornada evolutiva, dizem os Espíritos, é a sensualização. Mas, é no sentido sexual apenas que nós estamos dizendo. Sensualização no sentido de você ser dominado pela matéria, dominado pelos sentidos, porque a matéria fere os sentidos. A matéria fere os sentidos.

Então, a sensualização é a absoluta submissão do Espírito aos sentidos físicos, com prejuízo dos sentidos sutis da alma, do olho de ver e do ouvido de ouvir do Evangelho. Portanto, muito do resplandeça a vossa luz tem a ver com tirar a poeira que está no espelho, tem a ver com purificação, que é um tema do Levítico. Então, o que o Emmanuel diz sobre pureza? Ele diz assim, está no livro Fonte Viva, capítulo 177, A palavra do Cristo é clara e insofismável. Ajuntai tesouros no céu, disse-nos o Senhor. Isso quer dizer que acumulemos valores íntimos para comungar a glória eterna.

Usou a palavra comunhão, usou o verbo que gera o substantivo. Comungar, comunhão. Então, acumulemos valores íntimos para comungar a glória eterna. Sem o tesouro da educação pessoal, é inútil a nossa penetração nos céus, porquanto estaríamos órfãos de sintonia para corresponder aos apelos da vida superior. Bom, isso é bonito, porque, na verdade, Emmanuel está trabalhando um paradigma do pensamento religioso, porque qual que é o pensamento religioso? Eu vou fazer coisas certas, deixar de fazer coisas erradas, para ir para o céu.

Esse é o pensamento simplórico. Aqui, ele está dizendo o seguinte, mas não adianta ir para o céu. Não adianta ir para o céu, porque vai faltar os aspectos da sintonia para corresponder aos apelos da vida superior. Então, todos nós recebemos, incessantemente, dentro de nós, apelos da vida superior. Por quê? Porque são os propósitos da vida que trabalham em nós e conosco, através de todos os meios para guiarmos a perfeição. Então, Deus está mais ativo dentro de nós do que a gente supõe, do que a gente imagina. Mas, Deus não obriga, Ele apela.

São pedidos, apelos da vida superior. E esses apelos só são atendidos quando a gente é capaz de sintonizar, de sentir-se no piso, óbvio, com o novo padrão evolutivo. Porque, se nós fôssemos guindados de imediato à esfera dos anjos, nós seríamos invadidos por um insuportável tédio. E esses apelos da vida superior chegam para nós através da energia sexual, que é o instinto, que é a questão da criação. Da criação, verdade, Cláudia. O instinto de criar, de inovar. Verdade. É uma energia que faz-se sentir vivo, né? Essa energia sexual nos faz-se sentir vivos.

Só num sentido amplo, né? Não apenas no sentido da energia criadora, né? Da energia criadora. É verdade. Bom, mas, para alcançar essa pureza, para ir se desfazendo dessas ditaduras do superficial em nós, do domínio dos sentidos, e para começar a penetrar no reino do Espírito, do nosso Espírito, precisa de sacrifício. Porque o processo de purificação é o processo que exige sacrifício, que é outro tema do Levítico. Mas, nós não estamos falando de sacrifício no sentido vulgar da palavra, no sentido comum da palavra. Nós estamos usando a palavra sacrifício aqui no sentido que o Emmanuel vai trabalhar no Livro da Esperança, capítulo 55.

Ele vai dizer assim, se aspiras, desse modo, à realização do teu autodestino, olha que bonito, né? Do teu autodestino, não desdém lutar, desdém lutar a fim de obter. Na forja da vida nada se faz sem trabalho e nada se consegue de bom sem apoio no próprio sacrifício. Se queres, na sombra do vale, exaltar o topo do monte, basta contemplar-lhe a grandeza. Se você quer ficar lá embaixo, tirando foto do monte, que monte bonito, que alto, que coisa linda, porque, às vezes, é a nossa atitude com relação à vida superior, né, à vida espiritual superior, basta você contemplar a grandeza.

Mas, se te dispões a comungar-lhe o fulgor solar na beleza do cimo, será preciso usar a cabeça que carregas nos ombros, sentir com a própria alma, mover os pés em que te sustens e agir com as próprias mãos. Que coisa linda, né? Porque uma coisa é contemplar a altura, outra coisa é comungar com a altura. E o Levítico não está falando de exaltação de Deus. Exaltação de Deus, todo o encarnado faz. Quantos de nós passaram séculos ajoelhados nas igrejas, nos altares, exaltando Deus? Ou, exaltando criaturas? Por exemplo, uma coisa que o Sr.

Honório falava muito, você está aí hoje, né, Jean? Eu vou sair daqui, vou deixar ele lendo aqui, né, Cláudio? Parece que está muito hoje aqui, né? Uma coisa que o Sr. Honório falava, no primeiro momento, eu recebi isso com uma certa insatisfação, mas com o tempo a gente vai compreendendo, ele dizia assim, parem de imitar o Chico, parem de imitar o Chico. Nós precisamos trilhar o nosso próprio caminho de comunhão com Deus. Individual, personalíssimo. Aquele é o caminho daquela individualidade. Cada um de nós vai fazer o seu próprio caminho.

E esse caminho, ele é igual impressão digital. Cada um tem o seu. E o grande problema é que quando você começa a imitar os outros, você se esquece de quem você é. E você não desenvolve os seus próprios potenciais. Então, você deixa de viver o que lhe compete para viver uma vida que é do outro e, portanto, será artificial. Hoje, eu tenho maturidade para entender isso. Não é que a gente não ama o Chico. Eu adoro e amo o Chico. Se eu estivesse aqui, eu agarrava ele. Eu adoro o Chico. Não é isso. Mas, o que ele menos quer é que eu imite ele.

Porque a melhor coisa que eu posso fazer é ser o Haroldo. O melhor Haroldo que eu posso ser. Se eu fizer isso, eu vou brilhar. A luz vai brilhar, não é? Então, é bonito isso porque o que o Emmanuel está dizendo aqui, por que é do sacrifício? É porque não é contemplar a altura, é comungar com a altura. Então, a proposta do Levítico era uma proposta de comunhão com Deus. Por isso, o sistema de sacrifícios. Oi, Jana. A proposta do Paulo, quando ele diz ser de meus imitadores como sou de Cristo, é bem diferente. É bem diferente, bem diferente.

Imaginando. É bem diferente. Exatamente. Não é? Exatamente. Porque, olha que bonito, né? Ô Jana, olha que bonito. Porque se o Paulo tivesse dito assim, ser de meus imitadores, ponto final, aí nós íamos rapar a cabeça, ficar magro, ir pro deserto, ser tecelão. Mas, ele diz, ser de meus imitadores como eu sou do Cristo. Então, peraí. Então, ele tinha cabelo grande? Não, ele tinha a cabeça rapada. Ele morreu na cruz? Não, morreu sendo degolado. Jesus saiu fundo da igreja? Não. Então, o que que ele está dizendo? De um processo de seguir um exemplo, né?

Seguir um modelo, né? Seguir um modelo. Isso é bonito demais. Me ocorreu uma frase aqui do Yogananda, aquele yoga famoso. Yogananda dizia assim, o santo é aquele que nunca desistiu de voltar pra Deus. Ele não falou que o santo é alguém que está lá do lado de Deus, não. É aquele que nunca desistiu de voltar. Nesse sentido, é bonito, né? Um sacrifício. Se eu quero comungar com as alturas, eu tenho o preço da subida. E esse preço envolve trabalho, limitação, abrir mão, abrir mão, abrir mão, abrir mão. E o que que é mais difícil de subir?

É abrir mão de onde você está. É por isso que a gente, a gente até quer subir. Mas, na hora que você faz a lista que você tem que abrir mão, a gente volta. Volta para os hábitos. E se engana, porque é pior. Se engana. Porque está no cômodo, está no que você domina. Olha, eu prefiro ficar aqui, porque pelo menos esses problemas eu conheço. É só no selfie com o monte. Só no selfie com o monte. Tirando a fotinha lá com o monte, né? O monte. Isso aí. Bom, evidentemente, não vamos falar só de sacrifício, porque tem as dádivas de Deus.

Se Deus está em nós e opera conosco e por nós, Emmanuel tem uma frase bonita que ele diz assim, nós vivemos na criação infinita em regime de condomínio com Deus. Ele dá a terra, dá a água, dá o adubo, dá o sol, mas você tem que plantar. É condomínio. Tem a parte dele, mas tem a minha. Seria uma prepotência eu imaginar que vou plantar sem que Deus faça parte dele. Mas seria uma preguiça quase criminosa imaginar que eu vou colher sem fazer a minha parte. Por isso Emmanuel diz sobre as dádivas de Deus, ele diz assim, se te afeiçoas assim aos ideais de aprimoramento e progresso, se te afeiçoas aos ideais de aprimoramento e progresso, não te afastes do trabalho que renova.

Do estudo que aperfeiçoa, do perdão que ilumina, do sacrifício que enobrece e da bondade que santifica. Lembra-te de que o Senhor nos concede tudo aquilo que necessitamos para comungar-lhe a glória divina. Entretanto, não te esqueça de que as dádivas do Criador se fixam, fixam nos seres da criação conforme a capacidade de cada um. Revista Reformador, de fevereiro de 1957, página 28. Porque a questão aqui não é do que Deus está dando, é do que eu estou fixando. Do que eu estou fixando. E a gente percebe isso com muita clareza.

Chove, chove, mas a planta absorve aquilo que ela precisa. Ela vai reter a água que ela dá conta. E é infinitamente inferior ao que choveu. Então, a questão aqui, isso aqui é bonito, Deus nos concede tudo aquilo que necessitamos para comungar-lhe a glória divina. Então, o que mais Deus quer é comunhão conosco. E Ele dá tudo. Por isso, a questão é ampliar a nossa capacidade de retenção das dádivas, de absorção das dádivas divinas. Ok. E isso requer o que? Vigilância e oração. Nós vimos no esquema do Levítico que era, sempre precisava oferecer o sacrifício.

Então, o incenso precisava sempre ficar aceso, as práticas eram incessantes, por quê? Qualquer cochilada voltava-se para o estado de impureza, voltava para o estado de ausência de comunhão com Deus. Então, a comunhão com Deus não é um lugar que você chega, tira a mochila e deita. Comunhão com Deus é um nível de movimento que você atinge. Você atinge um padrão de pensamento, de sentimento, de atitude e de ação. Quando você atinge esse padrão, você permanece nele. Por isso que Jesus diz assim, meu pai trabalha até agora, e eu também.

Não é? Porque, às vezes, a gente imagina que elevação espiritual é a aposentadoria espiritual. Ao atingir um patamar espiritual, aposentei, cheguei. Mas, não se trata de atingir uma posição, é um estado de movimento diferente. Um estado de movimento. E isso exige o que? Vigilância. Porque, se você está em movimento, você foi invigilante, você cai. Você desequilibra. O movimento exige equilíbrio permanente. E isso vai exigir o que? Vigilância e oração. Aí, o Emmanuel diz, está na Revista Reformadora, de janeiro de 1956, ele diz assim, vigiar não quer dizer apenas guardar, significa também precaver-se.

Deu falha? Está transmitindo o áudio? É, Só assumiu a imagem temporariamente, eu peço só a paciência dos internautas que, daqui a pouquinho, já está solucionando aqui. Em breve, volto. Mas, o áudio tem, né? O áudio tem. Vamos poder continuar com o áudio? Ou não? Continua? É. Então, eu estava lendo a mensagem, nós vamos ler, que está na Revista Reformadora, de janeiro de 1956, mensagem do Emmanuel, psicografia do Chico, falando de vigilância e oração. Voltou? Que bom. Então, vigiar não quer dizer apenas guardar, significa também precaver-se e cuidar.

Cuidar. E, quem diz cuidar, afirma igualmente trabalhar e defender-se. Trabalhar e defender-se. Nós não podemos ser ingênuos, né? Uma das maiores ingenuidades que a gente tem é de não defender o nosso trabalho espiritual. Não é defender com violência, com agressão, com precaução, com vigilância. Defender-se. Orar a seu turno não exprime somente adorar e aquietar-se, mas, acima de tudo, comungar com o poder divino, que é crescimento incessante para a luz e com o divino amor, que é serviço infatigável no bem. Então, é bonito porque ele fala comungar com o poder divino e comungar com o divino amor.

Comungar com o poder de Deus significa crescimento incessante para a luz. É a palestra adicional, é o caminho da luz. Crescimento incessante para a luz. E, comungar com o amor de Deus é serviço infatigável no bem. Então, a oração no sentido, o Emmanuel está dizendo que a oração para Jesus, ela tem um sentido dinâmico, de comunhão. De comunhão. Ok. E, naturalmente, naturalmente, a comunhão envolve, envolve oração. Então, vamos trabalhar algumas coisas de oração. Já que Emmanuel falou dessa oração ativa, né, ele diz assim no livro da Esperança, capítulo 88, a oração dentro da alma comprometida em lutas na sombra assemelha-se à lâmpada que se acende numa casa desarranjada.

A presença da luz não altera a situação do ambiente desajustado e nem remove os detritos acumulados no recinto doméstico. Entretanto, mostra, sem alarde, o serviço que se deve fazer. Que incrível, né? Então, é uma luz que mostra o que tem que ser limpado, o que tem que ser purificado. E isso já é muito. Já é muito. Então, é lindo isso. Depois tem uma mensagem do Fonte Viva, capítulo 77, que ele diz assim, o erro de um irmão, que agora nós estamos falando de impureza, a casa suja, a oração mostra a sujeira da casa pra você poder limpar.

Nós estamos falando de impurezas agora, que é outro tema do Levítico, impureza. O erro de um irmão, examinado nos fundamentos, é igualmente nosso, porque somos componentes imperfeitos de uma sociedade menos perfeita, gerando causas perigosas e, por isso, tragédias e falhas dos outros afetam-nos por dentro. Por quê? Porque estamos todos conectados. Quando entendemos semelhante realidade, o império do eu passa a incorporar-se por célula bendita à vida edificante. Porque o império do eu é egoísmo, é achar que eu estou completamente separado.

E, aqui, ele está dizendo que quando o egoísmo cede espaço, a gente percebe que está conectado. Sem amor a Deus e à humanidade, não estamos suficientemente seguros na oração. A oração não tem eficácia. Pai nosso, disse Jesus para começar, Pai do Universo, nosso mundo. Nosso mundo. Sem nos associarmos aos propósitos do Pai, na pequenina tarefa que nos foi permitida executar, nossa prece será, muitas vezes, simples repetição do eu quero, eu quero, eu quero, eu quero. Invariavelmente cheio de desejos, mas quase sempre vazio de sensatez e de amor.

Por quê? Eu peço só para mim. Eu peço só para mim. E, acontece que Deus sempre visa o bem comum. Ele sempre visa o bem comum. É desafiador, não é? Fonte Viva, capítulo 77. Ou seja, eu peço para mim, mas, na hora de dar, Deus vai olhar todas as implicações na minha rede de relacionamentos. Bom, tem uma outra linda, está no Coragem, capítulo 24. Ora e pede. Em seguida, presta atenção. Algo virá, por alguém ou por intermédio de alguma coisa, dando-te, na essência, as informações ou os avisos que solicites. Nossa, isso é lindo, né?

As respostas do Senhor às tuas necessidades e petições muitas vezes te buscam através dos próprios sentimentos, a te subirem do coração ao cérebro ou dos próprios raciocínios a te descerem do cérebro ao coração. O próprio Jesus, o mensageiro divino por excelência, guiou-nos à procura do amor supremo quando nos ensinou a suplicar Pai Nosso, que estás no céu, santificado seja o teu nome. Venha a nós o teu reino. Seja feita a tua vontade, assim na Terra como nos céus. E, dando ênfase ao problema da atenção, recomendou-nos escolher um lugar íntimo para o serviço da prece, enquanto Ele mesmo demandava solidão para comungar com a infinita sabedoria.

Comungar. Recordemos o Divino Mestre e estejamos convencidos de que Deus nos atende constantemente. Imprescindível, entretanto, fazer silêncio no mundo de nós mesmos, esquecendo exigências e desejos, não só para ouvirmos as respostas de Deus, mas também a fim de aceitá-las. Reconhecendo que as respostas do Alto são sempre em nosso favor, conquanto às vezes, de momento, pareçam contra nós. É demais, né? Sem comentário, né? Alguém quer falar alguma coisa? Tá todo mundo assim, né? Zumbi numa montanha-russa? Vamos! Agora, Livro Sentinelas da Luz.

Capítulo Seja Feita a Divina Vontade Guarda a boa vontade no coração e o serviço nas atitudes à frente da humanidade e da natureza e perceberás que não é preciso bater as portas do céu com demasiadas súplicas ou com excessivas aflições. Repara os nossos irmãos menos felizes que procuram a fortuna moedada ou que buscam os títulos da autoridade terrestre. Todo mundo quer dinheiro e poder, né? Todo mundo quer. Quase todos avançam atormentados ao calor de braseiros invisíveis, suspirando pela paz que temporariamente perderam em recebendo compromissos prematuros.

Tanto pediram que receberam, mas era prematuro. Aí, começa a carregar um braseiro, perde a paz. É possível que sejas convocado à luta da direção ou à mordomia do ouro. É possível. É provável que amanhã sejas conduzido aos mais altos postos na orientação do povo ou no esclarecimento das almas. Se isso, porém, está nos designos do Senhor, não precisas inquietar-te através de requisições e rogativas sem qualquer razão de ser. Não intentes a aquisição de bens ou responsabilidades para as quais ainda não te habilitas. A árvore, sem angústia, cresce para a colheita e a fonte, sem violência, desliza no espaço e no tempo, acabando por encontrar a serenidade do grande oceano.

Cumpre o dever de hoje com segurança e tranquilidade. Se, antes de tudo, correto e irrepreensível para com os outros e para contigo mesmo. E o plano da eterna sabedoria te alçará gradativamente a serviços sempre mais expressivos e sempre mais importantes. Porque, na confiança de tua fidelidade ao bem, estarás repetindo com o amor de Jesus, seja feita, Senhor, a tua vontade, assim na terra como nos céus.” Bonito, né? Ok. Então, a gente já viu que tem que aprender a obedecer. Mas, no processo de comunhão com Deus, desabrocham faculdades mediúnicas e psíquicas.

É natural. É natural porque nós somos Espíritos. E o desabrochar dos nossos potenciais de Espírito é um efeito natural da subida ascensional. Sem querer rimar. Então, tem uma mensagem do Emmanuel que está no Reformador, outubro de 1958, em que ele fala de mediunidade. Aí, ele diz assim, utilizando as faculdades mediúnicas de que fostes dotado, não ouvides que funciona as aguizas de refletor, cujo material de estrutura nada tem de comum com a luz que retrata. Nossa! Você é espelho, você não é luz. O espelho, seja de metal ou de vidro, detém os raios solares, sem comungar-lhes a natureza.

E o fio simples transmite o remoinho eletrônico sem partilhar-lhe o poder. Assim também a mediunidade, pela qual, sem maior obstáculo, te eriges em mensageiro de instrução e refazimento, esperança e consolo. Através dela, recolhes o influxo da esfera superior, sem compartilhar-lhe a grandeza. Bonito, né, gente? Mas, se guardas contigo humildade e correção, converter-te-ás num instrumento ao socorro moral de muitos. Todavia, assim como às vezes o espelho se turva e o fio se rompe, exigindo reajustamentos, também a força mediúnica em tua alma é suscetível de rupturas diversas, reclamando trabalho restaurativo.

Que lindo isso! Afervora-te no trabalho do bem e recolhe-te à humildade do aprendiz atencioso e vigilante, gastando severidade contigo e benevolência para com os outros. É o contrário, porque a gente é benevolente com a gente e severo com o outro. Porque qualquer dom da luz divina na obscuridade do ser humano, qual se expressa na conceituação apostólica, é um tesouro em vaso de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós. Bonito isso! Muito lindo! Eu achei. Eu achei. Porque é um cuidado. Porque, às vezes, nós imaginamos no processo de receber… de qualquer… porque fala processo mediúnico, a pessoa pensa em psicografia, psicofonia, né?

Estão falando de intuição, de todos os processos anímicos mediúnicos. Não imaginar que, pelo fato de você estar recebendo, de você ser instrumento, você já está comungando. É diferente. Oi, Cláudia. Todos. Todos. Porque todos somos médios, num grau, né? Exato. E entender que aquilo não nos pertence. Exato. Que é superior a nós. Superior a nós. Até que a gente… Porque a gente é um instrumento. Exatamente, exatamente. Era o que o Sr. Honório, nesse vídeo, ele fala, né? A diferença entre renovação mental e renovação espiritual.

A renovação mental é acessar a luz dos patamares superiores. A renovação espiritual é incorporar em nós essa luz. Incorporar no sentido de Colocar no plano dinâmico do nosso piso de trabalho. Expressá-la. É importante isso. Bom, evidentemente, se nós estamos falando de comunhão, na perspectiva da doutrina espírita, quando a doutrina espírita fala de Espírito, fala de Deus, fala de comunhão com Deus, ela se afasta do pensamento convencional religioso do mundo. Porque no pensamento convencional religioso do mundo, a comunhão se dá através de hierarquia sacerdotal.

Eu vou a alguém pra intermediar a minha comunhão com Deus. Através do pensamento religioso tradicional, eu experiencio a comunhão com Deus indo a lugares sagrados. Então, as pessoas fazem excursão pra ir na Galileia, excursão pra ir em igrejas, romarias pra ir em lugares sagrados, porque elas imaginam que há um lugar sagrado fora delas. Ou elas experienciam a comunhão com Deus através de rituais. Então, eu preciso cumprir determinados rituais, sejam eles quais forem, para experimentar a comunhão com Deus. Ou experienciam a comunhão com Deus através de dogmas.

Se você não acreditar nisso, você vai pro inferno. Se você acreditar nisso, você vai pro céu, você tá salvo. Então, experimenta a comunhão com Deus através de dogmas. Mas, a doutrina espírita nos mostra que a comunhão com Deus se dá através da mente e do pensamento. Pensamento no sentido que André Luiz define. No sentido que André Luiz define, o pensamento é uma matéria, é um fluido que constitui uma elaboração do fluido cósmico. E nele estão contidos as nossas ideias, a nossa ideação e os nossos sentimentos, que ditam o tom, as características dessa matéria, desse fluido mental.

Então, no livro Fonte Viva, Emmanuel diz assim, no capítulo 144, Seja a nossa tarefa primordial, o mais importante, o despertamento dos valores íntimos e pessoais. Essa é a nossa principal tarefa, despertar os nossos valores íntimos e pessoais, não o do outro, os nossos. Depois que eu desperto os nossos, auxiliemos o companheiro a produzir quanto possa dar de melhor ao progresso comum, no plano, no ideal e na atividade em que se encontra. No plano, no ideal e na atividade em que se encontra, porque cada criatura se encontra num plano.

Orientar o pensamento, esclarecê-lo e sublimá-lo é garantir a redenção do mundo. Eu vou ler de novo. Orientar o pensamento, esclarecê-lo e sublimá-lo é garantir a redenção do mundo, descortinando novos e ricos horizontes para nós mesmos. Ajudemos a vida mental da multidão e o povo conosco encontrará Jesus mais facilmente para a vitória da vida eterna. Isso aqui está no capítulo 144 do Fonte Viva, que é o capítulo Ajudemos a Vida Mental. Isso é um capítulo importantíssimo. Só que nós precisamos fazer um ajuste de terminologia aqui, porque a criatura desavisada abre essa página e acha que ajudar a vida mental é intelectualizar as pessoas.

Ela não entendeu o que é pensamento na definição dos Espíritos, e tal como está na obra de André Luiz. Por que ela não entendeu? Porque na obra de André Luiz, no Evolução em Dois Mundos, existe um capítulo chamado Fluidos e Alma. André Luiz diz assim, o pensamento é fluido vivo. Então, fluido, você tem líquido, aéreo, que é o ar, você tem fluido elétrico, fluido magnético, que era a terminologia antiga, né? Campo, hoje nós chamamos de campo. Campo elétrico, campo eletromagnético, campo magnético. O pensamento é esse fluido ou campo, vivo, vivo, diz André Luiz, com altos potenciais criadores.

Por quê? Porque ele diz assim, em processo similar ao da respiração, nós absorvemos o fluido cósmico, e soltamos pensamento contínuo, que é uma fonte inestancável, porque ninguém consegue parar de pensar. Só que o que acontece? O nosso pensamento é elaboração do fluido cósmico, que é pensamento de Deus. Ou seja, tem jeito você viver fora de Deus? Não tem. Não tem. Então, não importa se você é tubarão, se você é golfinho, você está no mar. E o mar se chama o pensamento de Deus, o plasma divino, o fluido cósmico. Nós absorvemos o fluido cósmico e geramos a matéria do nosso pensamento.

Então, é pensamento nesse sentido. E aí diz André Luiz, esse pensamento ele é deletério ou balsamizante? Escuro ou radiante? Benéfico ou maléfico? Atrativo ou repelente? Dependendo da emoção que lhe dá o tom, do sentimento que o sustenta. Então, ele diz assim, podemos comparar o sentimento ao raio de emoção. Ou seja, o que define as características do nosso fluido mental que fica circundando a gente? É aquele texto que a gente leu do Obras Cosmos, a atmosfera psíquica. O nosso fluido mental fica circulando a gente, tá aqui circulando.

Alguém enxerga igual uma tv de plasma, tá tudo gravado. Tudo que você pensa, tudo que você sente, tudo que você fez, tá tudo gravado. Então, você fala assim, não, não comi gordura. E aí a sua refeição tá aqui, a imagem do prato. Aí os Espíritos olham assim, é, realmente, três bifes de picanha. Tô brincando, tô dando um exemplo sim. O bife tá lá que você comeu, tá lá, a tela, a imagem. E o que dá o tônus desse fluido mental é o sentimento. Então, quando Emmanuel diz assim, orientar o pensamento, não é dar livros, não é só alfabetizar, não é isso, não é isso só.

Renovação mental é mais do que intelectualizar as pessoas. Dar elementos intelectuais é o primeiro passinho. Primeiro passinho. Renovação mental que Emmanuel tá dizendo aqui, que ajudemos a vida mental da multidão, é mudar o tônus mental das criaturas. Porque se você muda, você muda o destino dela. Porque o que atrai circunstâncias e pessoas pra nossa vida é a qualidade do nosso fluido mental. Então, nós não estamos falando simplesmente de mudar de ideia. Nós estamos falando de separar de torcer pro Atlético e lançar de torcer pro Cruzeiro, ou vice-versa.

Não é isso. Não é isso. Teve gente que respirou, graças a Deus, né, respirou aliviado. Não é isso. Não é mudar de ideia. É mudar o tônus do psiquismo. Isso aí não se faz. Não se faz ouvindo só palestra ou lendo só livro. Se faz intensificando o nosso processo de comunhão com Deus. Ninguém faz o do outro. Por isso que ele diz, é interessante, né, porque ele começa, Cláudia, a mensagem dizendo assim, Seja… Olha que interessante, a mensagem chama ajudando a vida mental. Então, fica parecendo, olha, o que eu vou fazer pra ajudar o outro, né?

Você lê o título da mensagem e fala, nossa, ele vai dar instruções de como é que eu ajudo o outro. E ele começa a mensagem dizendo, Seja a nossa tarefa primordial o despertamento dos valores íntimos e pessoais. Nossa, fantástico, Cláudia. Fantástico, isso aí. Exatamente. Eu não tenho essa autoridade, exatamente. Isso aí. Porque eu não levo o outro para onde eu não fui ainda. A minha fala não tem credibilidade. Não tem. Não é mais do que isso, Cláudia. A gente não é de capaz de levar alguém para onde a gente não foi ainda.

Quer dizer, eu não posso levar alguém a um nível de comunhão com Deus que eu não experimentei ainda. Porque falta-me experiência, falta-me vivência e, portanto, falta-me autoridade de quem fez a experiência. Não é? Porque quando a gente fala assim, vivência do Evangelho, a pessoa acha que é fazer coisinhas. Acordar de manhã e fazer uma lista. Dar bom dia para as pessoas na rua. Não falar palavrão. Ir ao hospital visitar doente. Ela acha que é uma lista de coisas a fazer. Mas, é muito mais do que isso. Porque aí nós estamos falando do efeito, não da causa.

O que você faz é o efeito do que você é. É o efeito. Então, se eu estou num nível de comunhão com Deus, eu emito um fluido mental que atrai pessoas e coisas e eu sou capaz de conduzir essas pessoas ao nível que eu estou. É por isso que Jesus é o guia e modelo da humanidade. Porque ele é o máximo nível que pode ser atingido nesse planeta de comunhão. Mas aí, daqui a pouquinho, a última mensagem é isso sobre Jesus e a comunhão dele. E daí também a necessidade de a gente ficar vigilante, né? Porque se não a gente faz esse roteirinho e acha que a gente só tem que seguir isso e a gente perde as sutilezas que vem durante o caminho.

Eu acho que a gente perde, a gente perde, a gente perde aquilo que o Paulo falou no capítulo 13 da Epístola aos Coríntios. Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, então você perdeu todo o seu esforço aprendendo idiomas. Se eu não tiver amor, você não fez a conquista interior. Aí você fala, não, agora eu vou ser caridoso. Aí você vende todos os seus bens e fica 70 anos doando bens materiais. Se eu não tiver amor, você não fez a experiência. Porque você está começando pela superfície. Eu não estou dizendo que você vai deixar de dar os bens materiais.

Não é isso que nós estamos falando. Não é isso que Paulo disse. O que Paulo disse é o seguinte, você está fazendo isso por quê? Porque você pode estar vendendo todos os seus bens e distribuindo para ser aprovado pelas pessoas, para as pessoas acharem que você é bom. Sabe por quê? Porque, no fundo, você é um grande carente que necessita que os outros pensem que você é bom. Passar para mim. Passar para mim. Fazendo para o outro, verdade. E você, não te esqueça de ti mesmo no banquete de Jesus, aquela letra lá do Casimiro, que foi musicada no seminário.

É isso. E, Cláudio, é tão bonito isso porque quando a criatura foca nela, a eficácia da influência dela no outro multiplica. Multiplica. Porque o exemplo arrasta. O exemplo arrasta. O resto da letra vai falar. Segue o exemplo divino de paz, de verdade e luz. De verdade e luz. Mas, vamos, deixa eu vencer aqui porque eu ainda tenho mais um pedacinho e o grande texto para encerrar o Levítico, para Emmanuel encerrar com chave de ouro. Então, vamos lá. Antes de encerrar com chave de ouro, tem um diálogo do Silas no capítulo 4 do livro Ação e Reação com André Luiz.

Ele vai falar sobre pensamento. Aí, ele diz assim, porque ele fala sobre televisão, rádio. Reporta-me ao assunto para lembrar que na radiofonia e na televisão, os elétricos que carreiam as modulações da palavra e os elementos da imagem se deslocam no espaço com velocidade igual à da luz, ou seja, 300 mil quilômetros por segundo. Ora, no seu local podem funcionar um posto de emissão e outro de recepção, compreendendo-se que num segundo as palavras e as imagens podem ser irradiadas e captadas simultaneamente, depois de atravessarem imensos domínios do espaço em fração infinitesimal de tempo.

Então, aqui está aparecendo a aula de Física, em cursinho preparatório para o vestibular. Aí, ele avança. Imaginemos agora o pensamento. Força viva e atuante, cuja velocidade supera a da luz emitido por nós volta inevitavelmente a nós mesmos, compelindo-nos a viver de maneira espontânea em sua onda de formas criadoras, que naturalmente se nos fixam no Espírito quando alimentadas pelo combustível de nosso desejo ou de nossa atenção. Essas formas, que são as formas mentais, né, os clichês mentais, eles se fixam em nós porque eles são alimentados pelo desejo.

Ou seja, você vive rodeado daquilo que você quer, que você deseja, conscientemente ou inconscientemente. Daí a necessidade imperiosa de nos situarmos nos ideais mais nobres e nos propósitos mais puros da vida, porque energias atraem energias da mesma natureza. E, Quando estacionários na viciação ou na sombra, as forças mentais que exteriorizamos retornam ao nosso Espírito, reanimadas e intensificadas pelos elementos que com elas se harmonizam, engrossando dessa forma as grades da prisão em que nos detemos irrefletidamente, convertendo-nos à alma num mundo fechado, circuito fechado.

É o chamado circuito mental fechado do egoísmo. Você vive em torno de si mesmo num mundo fechado em que as vozes e os quadros de nossos próprios pensamentos, acrescidos pelas sugestões daqueles que se ajustam ao nosso modo de ser, nos impõem reiteradas alucinações. Você começa a ver o que não existe, ver o que não existe. Ah, que o outro está com raiva de mim? Ele não está. Que o outro não quer me perdoar? Ele não está nem pensando em você. Se sente culpado, mas a pessoa já esqueceu. Você começa a viver alucinação.

De modo temporário. Anulando-nos, de modo temporário, os sentidos sutis. Quais sentidos sutis? O ouvido de ouvir e os olhos de ver da mensagem evangélica. Porque você para de perceber aquilo que não está no seu mundinho. Aí, era aquilo que o Sr. Honório chamava de aldeia mental. O trabalho mais profundo do Evangelho e da Evangelização é tirar a criatura da aldeia mental dela, para que ela divise novos horizontes de pensamento e de sentimento. E ela mude o tônus da sua energia mental e, portanto, a sua sintonia espiritual.

Porque você muda a sintonia, você passa a receber, agora, recursos de seres que estão naquele padrão com o qual você se sintonizou. Aquilo do Betissaida, capítulo 8 de Marcos. Nesse sentido. Tirou ele da aldeia e depois, bonito, porque no final Jesus fala pra ele assim, volta pra casa, mas não entra na aldeia. Mas, como? A casa está dentro da aldeia. Volta pra casa, mas não entra na aldeia. Como assim? Ou seja, Jesus não falou pra ele ah, abandona seu pai, sua mãe, sua esposa, seu filho, sai da aldeia. Não, não falou isso.

Não entra na aldeia e volta pra casa. Porque, seguramente, se você mudou de aldeia, brevemente, você mudará de casa. E ele entendeu, rapaz. O danado é que ele entendeu. Mas, também, Jesus impôs a mão duas vezes nos olhos dele. Então, o sujeito estava enxergando, ao longe e distintamente a todos. Foi curado. Mas, o que tem de cego do Betissaida nesse mundo, meu Deus, inclusive eu, é que nós estamos na aldeia. Estamos na aldeia. Então, aí volta, mais uma vez, a mensagem lá. Auxiliemos a vida mental. É um processo de renovação muito mais sutil.

E, pra gente encerrar, chegamos no ápice. Falamos aqui das dádivas, da prece, da vigilância. Bom, agora nós temos que falar do guia e modelo. Do guia e modelo. Porque a Carta aos Hebreus, ela vai dizer o seguinte. Todo livro de Levítico aponta pra um ser. Todo livro Levítico aponta pra uma figura. Essa figura é Jesus. Tudo que está lá era metáfora, símbolo, sombra dos bens vindouros, do que viria. Do que viria. E Deus mandou um filho. Por que filho? Porque filho é aquele Espírito que já concretizou a comunhão com Deus.

E aí? Vamos lá? Vamos lá? Vamos falar de Jesus. Revista Reformador, novembro de 1940. É a psicografia que o Chico mandou, do Emmanuel, e foi publicado na Revista Reformador, em 1940. Se chama Comungar com Deus. Pode ler? Dá uma despedida do Levítico? Então, vamos. A fidelidade a Deus e a comunhão com seu amor são virtudes que se completam, mas que se singularizam no quadro de suas legítimas expressões. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Fidelidade, comunhão. Jó, o Jó lá do livro Bíblio, foi fiel a Deus quando afirmou no torvelinho do sofrimento, ainda que me mate, nele confiarei.

Foi fiel. Jesus comungou de modo perfeito com o amor divino quando acentuou eu e meu Pai somos um. A fidelidade precede a comunhão verdadeira com a fonte de toda a sabedoria e misericórdia. Primeiro tem que ser fiel, tem que obedecer, pra depois atingir a comunhão. As lutas do mundo representam a sagrada oportunidade oferecida ao homem para ser perfeitamente fiel ao Criador. Aos que se mostram leais no pouco, no pouco, é concedido o muito das grandes tarefas. O Pai reparte os talentos preciosos de sua dedicação com todas as criaturas.

Mas, você só tem acesso ao muito dependendo do seu grau de fidelidade. Fidelidade, pois, é compreensão do dever, porque dever é o pouco que me compete na esfera em que eu estagio. Comunhão com Deus é a aquisição de direitos sagrados. Primeiro tem que cumprir o dever, pra depois adquirir os direitos. Não há direitos sem deveres. Não há comunhão sem fidelidade. Eis a razão pela qual para que o homem se integre no recebimento da herança divina, não pode dispensar as certidões de trabalho próprio. Antes de tudo, é imprescindível que o discípulo saiba organizar os seus esforços, operando no caminho do aperfeiçoamento individual para a aquisição dos bens eternos.

Existiram muitos homens de vida interior iluminada que podem ter sido mais ou menos fiéis. Porém, só Jesus, só Jesus, pôde apresentar ao mundo o estado de perfeita comunhão com o Pai que está nos céus. O mestre veio trazer-nos a imensa oportunidade de compreender e edificar. E, se confiamos em Jesus, é porque apesar de todas as nossas quedas nas existências sucessivas, o Cristo espera dos homens e confia em seu porvir. Sua exemplificação foi em todas as circunstâncias a do Filho de Deus, na posse de todos os direitos divinos.

Eu vou repetir isso aqui. A exemplificação do Cristo em todas as circunstâncias foi a do Filho de Deus, na posse de todos os direitos divinos. É Justo reconhecermos que essa conquista de Jesus foi a sagrada resultante de sua fidelidade real. Jesus só conquistou a comunhão perfeita porque ele foi perfeitamente fiel, obediente. E o Cristo se nos apresentou no mundo em Toda a resplendência de sua glória espiritual, glória espiritual, para que aprendêssemos com ele a Comungar com o Pai. Sua palavra, a do Cristo, é a palavra do convite ao banquete de luz eterna e de amor imortal.

Por quê? Comungar com Deus é experimentar a luz eterna em um amor incondicional e infinito. Não importa o que você fez, não importa o que você faz, não importa o que você vai fazer, Deus nunca vai deixar de te amar infinito. Experimentar isso é comunhão. Saber isso é contemplar o monte. Nós só estamos contemplando, nós não estamos experimentando isso. Nós ainda não experimentamos o amor infinito, a aceitação integral e infinita. Sabe por quê? O dia que nós experimentarmos a aceitação integral, nós vamos nos libertar da culpa.

Você vai parar de ter medo de errar e de ter medo de usar para o mal, porque não existe isso. Eis porque em nosso próprio benefício conviria fôssemos perfeitamente fiéis a Deus desde hoje. É lindo porque Emmanuel está dizendo assim, no nosso agora, não dá pra aspirar ainda comunhão perfeita no padrão de Jesus, mas já dá pra aspirar a fidelidade perfeita, que é, precede a comunhão. Fidelidade a Deus. Obediência. Obediência. E aí, se encerra o Levítico. Por quê? Porque é o seguinte, é fácil na igreja, é fácil rezar, é fácil qualquer processo superficial de comunhão com Deus.

Isso não é difícil. O desafiador, desafiador é Comungar com Deus, porque isso indica que você já passou pelo degrau da fidelidade. E fidelidade a Deus é obediência. Sintonizar, entregar-se aos desígnios de Deus. Ainda que no agora pareça contra nós, é sempre a nosso favor. Para Saulo, Paulo, Deus estava matando ele. E estava mesmo. Até que ele entendeu Paulo que era preciso nascer um novo homem. E o bonito de Paulo é que ele percebeu sem culpa, porque Paulo poderia ter caído num processo, ah, mas eu matei muita gente, agora o que eu vou fazer?

Eu vou continuar matando? Eu tenho medo de mim? Você não sabe o mal que tem? Ele não pensou nada disso. Ele saiu do processo de culpa. E ele foi direto para o processo da obediência. Senhor, vamos parar de firula? Vamos parar de firula? O que queres que eu faça? Matei. Persegui. Era o que eu dava conta. Eu achava que estava te servindo. Eu achava. Agora, eu vou perder meu tempo aqui, lamentando, achando que eu vou errar, com medo? Não. Chega. Obediência. Abandona a culpa. Vai para o padrão da obediência. Senhor, o que queres que eu faça?

E aí, Jesus aplica o primeiro teste. Entra na cidade e lá eu te direi. Vamos ver se você obedece mesmo. Não preciso te falar agora, né? Não, não, não. É o teste. Não vou te falar. Vou te dar um testinho. Entra na cidade e espera. Quero ver se você está disposto a obedecer mesmo. Vamos ver se você está disposto a obedecer. Ele foi e aguardou. Cego. Três dias. E foi Jesus, foi lá, dar o resto da instrução? Não. Diz Emmanuel, mandou ananias para que nós nunca nos esquecêssemos da lei de cooperação. Jesus não faz tudo sozinho.

Ele usa os próprios discípulos para orientar a todos eles. Usa nós mesmos para nos orientar. Obediência. Obediência é o que vai nos tirar do remorso. Obediência é o que vai nos tirar da culpa. Obediência é o que vai nos tirar do pensamento de que nós somos menos, do pensamento de que nós somos impuros, do pensamento de que nós somos sujos, que é o pensamento que está envolto no Levítico. Sou impuro, sou sujo, sou imperfeito, sou malvado, sou perverso, portanto, não vou conseguir comungar com Deus. A obediência nos tira desse sentimento, nos coloca num processo ativo de, como disse o Honório, receber a orientação e implementá-la na nossa faixa de ação, até que a gente consiga, através da obediência perfeita, alcançar a comunhão com Deus, tomar posse dos direitos divinos que nos aguardam.

Enfim… Então, agora só em janeiro, bom Natal para todos, bom Ano Novo, que esse ano seja um momento para todos nós fazermos um voto de fidelidade e de comunhão com Deus para o ano de 2015. Conclamo todos, o DVD está saindo, Brasil Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, www.portalseja.org Feliz Natal para todos, feliz Ano Novo, todos nós aqui, estudantes do Levítico, estamos mandando um abraço e um beijo para todos que estão nos acompanhando e que Jesus consiga nos guiar em direção a comunhão com Deus. Muito obrigado.

Prece. Natália, tem tempo que a Natália não faz prece aqui. Nós te agradecemos, agradecemos por esta noite de tantos esclarecimentos, de momentos de união, uma tentativa de uma comunhão. Obrigada por este grupo, por essas quintas-feiras tão iluminadas em nossos livros. Que tudo o que conversamos e vemos aqui possa tocar mais fundo em nossos corações, para que possamos sair dos nossos casais e desentendermos que em sua casa, onde nós você existe. Feliz Natal!

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


Facebook
WhatsApp
Twitter
LinkedIn
Telegram
Email

Respostas

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Hide picture