Neste episódio do estudo do Velho Testamento, conduzido por Haroldo Dutra Dias, aprofundamo-nos no Livro de Levítico, explorando a essência dos sistemas de sacrifício e sua conexão com a vinda de Jesus e a Doutrina Espírita. O estudo destaca a importância de compreender a evolução da revelação divina e como os ensinamentos antigos prefiguram as verdades mais profundas trazidas pelo Cristo e, posteriormente, pelo Espiritismo.
O que é estudado neste episódio
- Sistemas de Sacrifício e Oferendas: Retomada da introdução sobre os sistemas de sacrifício no Velho Testamento, com foco nas oferendas e ofertas.
- O Cordeiro de Deus: Análise da frase “O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” e o sangue de Cristo redimindo a humanidade pecadora, abordando a profundidade desse tema além das interpretações superficiais.
- Epístola aos Hebreus: Exploração da Epístola aos Hebreus, que unifica a Primeira e a Segunda Revelação, mostrando que a plenitude da Primeira Revelação se encontra em Jesus. A passagem “é dado ao homem morrer uma só vez, vindo depois disso o juízo” é contextualizada.
- A Plenitude da Revelação: Jesus não veio destruir, mas “plenificar” (verbo grego “plerou”), levando a revelação ao seu máximo, como um copo que transborda.
- Deus fala aos Pais: A explicação de Paulo em Hebreus 1 sobre Deus ter falado aos pais “polímeros” (em vários fragmentos) e “polítropos” (em gradações diferentes), relacionando isso à evolução da percepção da consciência.
- O Fractal Universal: A ideia de que as leis que regem o micro (átomo) também regem o macro (sociedades humanas), e que a lei divina é única, manifestando-se em todas as coisas.
- A Evolução da Percepção: Como a consciência evolui, percebendo a lei divina em maior profundidade e extensão, o que altera a resposta e o comportamento do indivíduo.
- A Primeira Revelação e a Consciência Infantil: A humanidade que recebeu a primeira revelação tinha um grau de percepção e consciência infantil, e Jesus veio explicitar o que já estava lá.
- A Doutrina Espírita e a Explicitação: A Doutrina Espírita, assim como Jesus, não traz algo novo, mas explicita o que já estava contido na revelação divina, pois Deus dá o todo, não partes.
- O Culto no Velho Testamento: Todo o sistema de culto, sacerdotal e ritualístico do Antigo Testamento representa uma maneira de se relacionar com Deus, buscando a santificação e a pureza.
- Sistema Ascendente e Descendente: A estrutura do culto com elementos ascendentes (separação e purificação para se aproximar de Deus) e descendentes (recebimento de dons, dádivas e perdão).
- O Povo Eleito e a Tribo de Levi: A eleição de Israel como povo primogênito e a separação da tribo de Levi para a função sacerdotal, bem como a purificação das ofertas.
- O Significado do Sacrifício: Sacrifício como “tornar-se sagrado” e não como dor ou perda. A importância do sangue como “vida ofertada” (Levítico), que transpõe o material para o espiritual.
- A Ineficácia dos Sacrifícios Antigos: Paulo argumenta que o sangue de bodes e touros era ineficaz para expiar o pecado e purificar para sempre, pois não transformava o ofertante.
- A Nova Aliança em Cristo: Jesus como o sacerdote e o cordeiro, unificando a oferenda e o ofertante. A lei inscrita no coração, não em pedras, e o culto interior.
- A Ressurreição e o Perispírito: A ressurreição como aperfeiçoamento do perispírito, atingindo a finalidade da evolução, e a possibilidade de não mais reencarnar para o Espírito puro.
- O Novo Homem e o Novo Templo: Jesus como o novo tabernáculo e o novo tipo de homem, que não necessita de rituais externos, pois a lei está em seu coração e o santuário é sua consciência.
- O Véu Rasgado: O rasgar do véu do santuário na morte de Jesus, simbolizando o acesso direto a Deus, sem separações.
- A Cruz e a Anulação do Pecado: A cruz como anulação do interesse pessoal, da desobediência e do afastamento de Deus, que são a verdadeira causa do pecado.
- A Obediência Suprema: O ato de suprema obediência de Jesus (“que seja feita a tua vontade e não a minha”) como o remédio que corrige o pecado do mundo.
- O Culto a Deus: Imitar Jesus como o culto a Deus, fazendo em nós o que ele fez, com seu auxílio.
- A Lei no Coração e a Consciência: A importância de obedecer à própria consciência como ato supremo de obediência a Deus.
- O Reino de Deus Próximo: O evangelho como a boa notícia de que o reino de Deus (a obra divina no coração dos homens) está próximo.
- Deus como Centro: A compreensão de que Deus não está “lá em cima”, mas é o centro de tudo, estando no mais profundo da nossa intimidade e consciência.
Reflexões
- A evolução da consciência humana é gradual, e a revelação divina se adapta a essa capacidade de percepção, explicitando verdades profundas à medida que nos tornamos aptos a compreendê-las.
- O verdadeiro sacrifício, à luz do Espiritismo, não é a dor ou a perda material, mas o processo de santificação e entrega total à vontade divina, que culmina na comunhão plena com Deus, como exemplificado por Jesus.
- A lei divina, que antes era externa e ritualística, agora se interioriza na consciência, tornando cada indivíduo o seu próprio santuário e o seu próprio sacerdote, em um culto de amor e obediência a Deus.
Ler transcrição do episódio
Ah, caiu o sinal. Podemos ir, né? Bom, então vamos lá. Nós, retomando, então, o Levítico, na semana passada, a gente fez uma… a gente voltou, fez uma introdução sobre os sistemas de sacrifício, nós falamos sobre as oferendas, as ofertas, e a gente ainda vai detalhar um pouquinho essas oferendas, mas hoje eu acho que a gente chegou num ápice do estudo do Levítico. Eu queria, depois de muito tempo fazendo o Levítico, depois de muitos anos, eu acho que hoje a gente vai tratar de um tema aqui que é muito, muito relevante mesmo.
Eu diria que ele é o coração de todo o Velho Testamento e de todo o Novo Testamento. E é um tema que, de certo modo, ele deixa muita gente perplexa. E ele pode ser resumido numa frase, né? O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. O sangue de Cristo redimindo a humanidade pecadora. É claro que isso provoca, assim, muita confusão, porque páginas e páginas foram escritas, teólogos e teólogos se debruçaram sobre esse tema e, na maioria dos casos, fizeram uma abordagem que é uma abordagem superficial e material, porque não entrou mesmo na essência da coisa.
E hoje a gente quer falar sobre isso. É importante a gente falar sobre isso, porque há também uma pouca compreensão desse assunto entre nós, espíritas, ou também uma certa incapacidade nossa de harmonizar o conhecimento da doutrina espírita com esse conhecimento das outras escolas religiosas. E eu estou dizendo de remissão de pecado, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, eu estou dizendo de ressurreição e de uma série de outros assuntos. E a Epístola aos Hebreus, ela tem sido utilizada muitas vezes quando alguém quer rechaçar a reencarnação, quando quer falar alguma coisa do Espiritismo, geralmente a pessoa vai na Epístola aos Hebreus e saca algumas frases, principalmente aquela mais famosa, né, porque é dado ao homem morrer uma só vez, vindo depois disso o juízo.
Isso é muito citado e acaba confundindo bastante gente, né. Esse tipo de passagem. Mas, quando a gente fizer essa reflexão aqui, a gente vai perceber que vai haver uma unidade de compreensão de todo o Levítico e de todo o Novo Testamento, que é a proposta da Carta aos Hebreus. Quer dizer, quando Paulo escreveu a Carta aos Hebreus, ele queria unificar, ele queria mostrar que a Primeira Revelação, ela necessariamente conduz para a plenitude da Segunda Revelação. A realização das finalidades da Primeira Revelação, atingir as finalidades da Torá e da Primeira Revelação, é chegar em Jesus.
Se não chegarmos plenamente em Jesus, não se cumpre a finalidade de toda a Primeira Revelação. Então, isso é que é importante, e é por isso que Jesus diz, eu não vim destruir, eu vim cumprir. Mas, o verbo que ele usa é o verbo de plerou, a ideia de que é um copo que você vai enchendo. Você vai enchendo até esse copo transbordar. Então, quando o copo transborda é porque preencheu. Plenificou. Então, é isso que Jesus está dizendo. Eu não vim destruir, eu vim plenificar. Eu vim levar ao máximo. Mas, aí algo precisa ser dito, e já está dito no primeiro versículo da Carta aos Hebreus, que nós já comentamos aqui também, que Paulo diz assim, Antigamente, Deus falou aos pais, quer dizer, aos patriarcas, aos que nos antecederam, às gerações que nos antecederam no recebimento da revelação.
Isso é importante a gente ter uma ideia disso, né? Quer dizer, não é tanto assim, nós estamos falando de 40 gerações para trás. Vamos considerar aí cada geração 100 anos? Estamos falando de 30, 40 gerações. E sem entrar no mérito de que nós estivemos reencarnando em algumas dessas gerações. Mas, quando Paulo está falando dos pais, das gerações, ele está querendo dizer de uma construção da humanidade, não da construção de um indivíduo. Individualmente, nós podemos ter Espíritos, como, por exemplo, Bezerra de Menezes, que já ultrapassaram a condição de necessitar nascer aqui.
Mas, o assunto não é uma conquista humana e individual. O assunto aqui é uma conquista da humanidade enquanto coletividade, do orbe enquanto grupo, conjunto. É. E, pensando numa visão coletiva, nós somos herdeiros das gerações passadas. Nós só estamos aqui agora podendo refletir sobre Doutrina Espírita, Velho Testamento e Novo Testamento porque outras gerações nos precederam, mantiveram as tradições e, através do seu trabalho de escrita, de prática, de vivência, de comunidade, essas tradições chegaram até nós e nós podemos nos aproveitar delas e levar adiante.
Olha que bonito isso. Só que o Paulo diz assim, antigamente Deus falou aos pais, aí vem aquela fase, polítropos, polímeros e polítropos. Polímeros em vários fragmentos e polítropos em gradações diferentes, de maneira diferente. Porque para um você fala de um jeito, para outro você fala de um jeito. Às vezes você tem que comunicar um assunto. Para um americano você tem que falar de um jeito, para um brasileiro você tem que falar de outro. Vai ser o mesmo assunto. Você adapta a expressão, o modo, embora a mensagem seja única.
Mas, o que chama a atenção aqui é o polímeros. Quando a gente abre o livro dos Espíritos e eles vão falar da evolução espiritual, Seu Leão adorava isso, né? Fala lá assim, do átomo ao arcanjo. Do átomo ao arcanjo. E, nós sabemos que as leis que vigoram no micro, vigoram no macro. Está lá quando Kardec vai falar dos atributos de Deus, ele diz assim, que a justiça, a soberana justiça, a bondade infinita de Deus se manifestam, tanto nas coisas grandiosas, como nas mínimas coisas. Porque a lei é única. As leis que regem a intimidade de um átomo são as leis que regem as sociedades humanas.
A lei divina é a mesma. Não muda, porque Deus é um. É um. É um só. Todas as leis universais já estão na experiência do átomo. Isso é que é bonito. Assim como toda a experiência de anjo, nós já temos, nós já podemos ter agora. O que que varia, então? O que que muda? Muda o grau de percepção. À medida que a consciência evolui, ela percebe a lei numa profundidade e numa extensão maior. Ela percebe o amor de Deus e percebe a inteligência divina em graus maiores. E, quando você aumenta a percepção, a sua resposta se torna diferente.
É claro. É claro. Nós estamos aqui agora nessa sala, a pessoa que está assistindo aí na internet agora talvez esteja em casa. Se você desse conta de ver todos os Espíritos que estão próximos de você agora, sua conduta seria diferente. E eu estou dizendo todos. Os de nível de umbral, os de nível de nosso lar, os de nível acima, acima, acima, acima, acima, acima. Quer dizer, se você tivesse em dez segundos um clarão de percepção, seu comportamento, imediatamente, ele muda. Por quê? Porque você está se comportando agora adaptado à percepção que você tem.
E é natural que seja assim. Porque Deus não quer agredir a consciência. Nós não podemos evoluir nos sentindo perturbados. Então, há uma gradação de percepção adequada à nossa capacidade de resposta. Mas, muda. Se você ampliar a percepção, sua resposta muda. Seu comportamento muda. Então, o que nós estamos querendo dizer com isso? Que, no fundo, no fundo, o micro é igual ao macro, porque é um fractal. Tudo que tem no cósmico, no mais sublime, tem no mundo do verbo. É o mesmo termo. É a mesma coisa. Então, nós só estamos dizendo isso para fazer o seguinte raciocínio, que é o desafio que Paulo lança no primeiro versículo da Carta aos Hebreus e que faz com que a gente tenha que mudar a nossa visão de revelações.
Quando a espiritualidade superior trouxe a primeira revelação, já está tudo lá. Tudo já está lá. Tudo. Mas, a humanidade que recebeu a primeira revelação, ela tem um grau de percepção e de consciência infantil. Quando chega Jesus, Jesus, ele chega num momento em que a humanidade tem uma capacidade perceptual, de percepção maior. Então, ele explicita, explicita o que já está lá. Quando vem a Doutrina do Espírito, o que ela faz? Kardec pergunta isso. Ah, possível. Jesus viveu integralmente a lei divina. Para que a Doutrina do Espírito?
Ele fala, porque Jesus falava de acordo com os costumes, modo de expressão. Então, a doutrina vem apenas explicitar. Já está tudo lá. Não pode ser diferente. Vamos dizer de um modo, de uma outra maneira. Deus não dá partes, Deus só dá o todo. Porque Deus é um. Tudo que ele dá é tudo. A experiência que ele dá para a consciência espiritual que está evoluindo num átomo é todo o universo. Está ali no átomo. Acontece que aquela consciência que está estagiando ali não tem a percepção de um anjo, mas está tudo ali. Está tudo ali.
O fragmento é o mesmo. Ele reflete o todo. Vai aumentando complexidade, vai aumentando percepção. Ok, mas nós estamos falando disso por quê? O que nós estamos querendo dizer é que ao estudar o sistema de sacrifício, o sistema de culto, o sistema sacerdotal, os rituais, a forma de dizer era uma, mas está tudo, tudo, tudo ali. Está tudo ali. Com Jesus, nós alcançamos uma percepção Olha, eu não tinha enxergado isso. Com a doutrina espírita, nós temos uma outra percepção e vamos enxergar mais. E é o que a gente pretende fazer agora.
Mostrar isso. Demonstrar isso. Por isso que talvez hoje seja o momento mais importante, culminante mesmo do Levítico. Porque a gente vai trazer coisas aqui que são muito importantes. Nós tínhamos falado, nós tínhamos falado que todo o culto, toda a instituição do Velho Testamento, sacerdote, sinedro, tudo, tudo, sacrifício, todo o culto, toda a relação com Deus, porque culto é relação com Deus. Eu estou falando culto, estou falando de ritual. Apenas. Ritual também. Porque para aquela consciência limitada ao ritual, enquanto ele vive o ritual, é a maneira dele viver a relação com Deus e Deus respeita ele integralmente.
É claro. Porque senão nós vamos dizer assim, não, a prece de um anjo ela é mais ouvida do que a prece de um criminoso. Quem falou? Quem falou? É a oferta, né? É a oferta. Então, naquele culto, é a experiência daquela criatura com Deus. Então, é importante a gente entender isso. Todo o sistema de funcionamento do Antigo Testamento, todo ele, representa uma maneira de relacionar-se com Deus. Como é que isso funciona? Nós já dissemos aqui. Elementos ascendentes, um sistema de separações, você chega diante de Deus e depois um sistema descendente de ensinos e dons, dádivas e dons.
Vamos revisar isso. Cada povo, um filho. Cada povo, um filho. Israel, o primogênito, o filho mais velho. Por que o filho mais velho? Porque espiritualmente é aquele povo capaz de ter uma experiência de Deus mais refinada. Por isso ele é o primogênito. Esse primogênito é separado. A nação de Israel é separada. Isso se chama eleição. Já falamos sobre isso aqui, o povo eleito. Foi eleito para ser sacerdote, para mediar a relação entre Deus e a criatura com os outros povos. Só que o povo tem doze tribos, uma foi separada, a tribo de Levi.
Para quê? Para a função sacerdotal. Dentro da tribo, uma família é separada, dentro da tribo de Levi. Dentro da família, algumas pessoas que são sacerdotes. Dentro dos sacerdotes, um é separado, o sumo sacerdote. Mas não é só esse processo sacerdotal de quem chega a Deus para mediar. A oferta também tem que ser separada. Então, não pode ser qualquer animal, tem que ser um animal puro, tem que ser um animal sem defeito, um animal sem mancha. Então, tem todo um processo de pureza. Porque a questão aqui é o seguinte, é preciso haver santificação, pureza.
Tem que sacralizar. Daí, a ideia de sacrifício. Sacrifício não é dor, não é o que você perdeu. Isso é a nossa visão atual. Sacrifício significa ficar sagrado, tornar-se sagrado. O sacrifício é aquilo que se tornou sagrado. Não, aí é outra coisa. Aí, sacramento é dogma, teológico. Não, aí é diferente, é diferente. Vem do sacro, do sagrado, mas aí já não é do sacrifício, né? Então, da mesma forma como pacificar é tornar-se pacífico. Então, a oferta, ela vai passando por um processo de purificação, por quê? Porque ela precisa ser oferecida a Deus e Deus é puro.
Deus é o amor puro, é o bem puro, é a justiça pura e Deus é Espírito e mais nada. Por isso que Ele é santo, santo no sentido de separado, separado. Ele é puro ser, puro. Não tem veste, não tem corpo, não tem matéria, Ele é puro. Esse é o sentido. E o lugar também tinha que ser sagrado, não era qualquer lugar que Ele se manifestava. Deus só se manifesta no santuário. Então, esse é o sistema ascendente. E os judeus tinham muita preocupação com isso, por quê? Se houvesse falha no processo ascendente de separação, alguma falha ritual, tudo mais ficava prejudicado.
Então, quando tudo estava purificado, o sacerdote entrava num lugar santo, que não era ainda o santuário. Oferecia o que ele tinha para oferecer e o sumo sacerdote, uma vez por ano, entrava no Santo dos Santos e lá ele levava uma oferenda, uma oferta, pedia perdão pelo povo, por ele e saía com o quê? Com os dons, com as dádivas espirituais, que são perdão, perdão, por quê perdão? Porque o erro, o pecado, é aquilo que nos afasta de Deus, é aquilo que nos faz ficar de costas para Deus e o perdão é o que nos volta a colocar de frente para Ele.
Então, é só uma questão de posicionamento. O perdão é o que nos reposiciona na relação com Deus, mas tem também instruções, porque Deus também é a inteligência suprema, Deus também é a sabedoria infinita, então Ele instrui, Ele orienta e tem as bênçãos. Por que as bênçãos? Porque você experimenta a abundância. Entrar em contato com Deus significa experimentar a abundância. Nesse momento da primeira revelação, a abundância é vista como colheita farta, muito vinho, muita riqueza, rebanho grande, família saudável. Então, a abundância é percebida, olha que interessante, a abundância é percebida como prosperidade material, saúde, paz, felicidade.
Essa era a percepção de abundância. Essa é a primeira aliança, esse é o Velho Testamento, esse é o sistema de culto. Então, errava, levava o animal, sacrificava, pedia perdão. Uma vez por ano, o sumo sacerdote entrava no tabernáculo. Tinha contato com Deus? Não. Tinha contato com a arca. Voltava para o próximo ano, pedia perdão de novo e assim ia. O que a Carta aos Hebreus vai dizer? Vai dizer. Por que eram oferecidos animais? Por quê? Por uma razão muito simples. Sangue, sangue, está lá em Levítico, é vida. Então, quando a gente quiser ler Levítico, ou ler Velho Testamento, o Albert Vanua sugere o seguinte, substitui a palavra sangue por vida ofertada.
Então, por que o animal é imolado? Porque a vida dele tem que entrar no reino divino. O animal está no mundo material. Como que ele transpõe o material e entra no espiritual? Morrendo. Morrendo. Não tem outro jeito. É tanto que no sacrifício do Levítico, não há preocupação com a carne. A carne é dividida por sacerdote, dividida por povo, então o importante é o sangue. É o sangue que é aspergido, é o sangue que é levado. Por quê? Porque o sangue é a vida que saiu da esfera material e foi para a esfera sagrada, que é onde está Deus.
Porque Deus não está, nessa metáfora aqui, nessa metáfora, Deus não é matéria, Deus não é material. O santuário divino é espiritual. É divino. Não é humano. Bom, mas aí vem as perguntas de Paulo. As perguntas para deixar todo mundo perplexo. Paulo, o sangue aí tem a ver com a fonte, água, a vida em abundância? Não, o sangue tem a ver com a vida estar no sangue. Se você não derrama o sangue, a vida que está nele não vai para o terreno espiritual. É isso. A vítima, ela tem que ir para o trono de Deus. Como é que ela vai?
Não tem como ela ir corporalmente. Se você está pensando no líquido vermelho, sim. Mas, se você está pensando na vida que está lá, que se desprende como uma fumaça que sai, né? Por quê que o cereal é queimado? Ele é queimado porque a fumaça sobe, o odor sobe. Entende? Por que que o sangue é derramado? Porque a vida que está nele evola. E ela só evola quando ele é derramado. Não é o líquido. O líquido também, pouco importa, tanto que ele é desperdido. Não é material. O sacrifício do Levítico não está nem aí para o que você pode tocar.
Esse é o ponto. Esse é o ponto. Porque não é isso. É a vida que evola da vítima. A vida que foi ofertada e que subiu a Deus. Esse é o sacrifício. Curioso, né? Curioso, né? Bom, só que aí o Paulo começa a dizer o seguinte, ok, mas se todo esse sistema, todo esse sistema, e vamos voltar, todo esse sistema é um sistema de aproximação de Deus. Só existe a tenda, só existe o tabernáculo, o Santo dos Santos, só existe sacerdote, só existe sacrifícios, só existe rituais de purificação, só existe isso por quê? Porque a gente quer chegar perto de Deus e fazer um pedido a ele.
É isso. Todo o sistema de separações, rituais, é para purificar, para se aproximar de Deus. Uma vez próximo de Deus, faz o pedido e recebe dele as bênçãos. Nós podemos dizer o seguinte, tudo, tudo, no Velho Testamento, no Levítico, se resume a entrar em relação com Deus. Isso é importante a gente guardar. E é por isso que a gente diz que o universo é fractal. E hoje na doutrina espírita, é diferente? É diferente? A terceira revelação, ela tem outro propósito que não colocar o Espírito em relação, em comunhão com Deus?
Tem outro propósito? Então, o propósito é o mesmo. Já estava lá. As vezes, claro, a gente, nessa coisa da doutrina, das outras filosofias, me dá a impressão de que as pessoas estão tentando entrar em contato consigo mesmas. Mas, elas estão distantes de Deus. Vamos dizer assim, a gente está, se perde essa referência. Então, não fique claro isso, de que eu busque a proximidade de Deus. A gente fica assim, não, estou querendo me encontrar, me encontrar, mas, por um caminho que não é um caminho. É, não foi bom você ter dito isso, porque nós vamos chegar lá.
Bacana, porque o que você está trazendo é o seguinte, quando a gente fala reforma íntima, encontrar a mim mesmo, eu estou falando do sistema ascendente de purificações para chegar diante de Deus. A gente tinha falado, foi de semana pra semana, o despício, que eu acho que é esse, a partir do momento que você vai abandonando o seu desejo para seguir a rota que Deus te traz, você está no caminho. Mas, você está na metade do caminho. Na metade? É. Por que? Porque você está só no sistema de separações. Se você está se despindo, abrindo mão, tirando, você está fazendo o que?
De vários povos, um foi separado, de doze tribos, uma foi separada, dentro da tribo, uma família foi separada, dentro da família, um sacerdote, dentro dos sacerdotes, um sumo sacerdote. Do sacrifício, dos animais, aquele que é puro, aí eu vou separando, separando. Dos objetos, aqueles objetos que são destinados ao culto. Eu estou num processo de separações, separações, santificações e purificações, pra quê? Pra me aproximar de Deus. Porque depois que eu me aproximo dEle, o que que Ele faz comigo? Me enche de abundância e de dádivas.
Esse é o ponto. Então, vamos lá. Vamos voltar, senão a gente perde, porque a gente avançou muito. Vamos seguir o caminho aqui. Vamos seguir o caminho aqui. Por que que eles estão lá, sacrificando animal, estão com essa preocupação com a pureza ritual? Porque ela implica santificação. Não é qualquer mão. As minhas mãos têm que estar purificadas pra oferecer o sacrifício. Não é qualquer veste. As minhas vestes têm que estar purificadas. O que eu estou querendo dizer é o seguinte, quem estava lá lavando mão, olhando o animal, cuidando de tudo, se você olha de fora, dá a impressão de que ele está preso só ao exterior.
Mas, há um profundo anseio psicológico em todo esse caminho. Qual é o anseio psicológico? Pureza. Pureza. Ele queria se sentir puro e santo para se aproximar de Deus, porque essa é uma exigência de Deus. Que o povo não venha até mim, porque se ele vier, ele não vai suportar. Deus é tão puro, Deus é tão bondade, Deus é tão sabedoria, que ele cega. Olhos despreparados. Então, é preciso seguir um procedimento que prepara para o contato com Deus. Ok? Mas, por enquanto, nós estamos aqui no velho. Vamos esperar um pouquinho.
Vamos esperar um pouquinho. Então, isso era feito lá. Só que aí o Paulo faz a seguinte reflexão. Ok. O sacerdote, o sumo sacerdote, fez esse trabalho todo, todo, todo e ofereceu, fez oferta, pediu perdão. O que acontece com ele depois? Nada. Ano que vem tem que fazer de novo a mesma coisa. O sujeito vai lá, oferece o novilho, todo o rito, o sacerdote vai, purifica a mão, faz tudo, tudo, tudo, oferece lá o boi, o sangue, está perdoado o pecado, a pessoa volta, o que acontece com ela? Nada. Ela volta a ser a mesma pessoa.
Tanto que o maior dilema do sumo sacerdote e do sacerdote, a maior preocupação do Levítico é manter em estado de pureza ritual o sacerdote. Por isso que o sacerdote não pode tocar em cadáver, por isso que se a mulher tiver menstruada, ele não pode encostar nela, porque ele perde a pureza ritual. Aí tem, não é nem tanto uma pureza moral, não é isso. É a trabalheira que dá para purificar de novo. É o trabalho que dá. Imagina você ter que gastar oito horas para tomar banho e ficar limpinho, aí você fala assim, a gente vai pegar só uma estradinha de terra ali, três minutos, você fala, pelo amor de Deus, não faz isso não, começar o processo todo de novo.
Daí o medo do sacerdote tocar no cadáver, porque são elementos que tiram-lhe a pureza ritual. A questão é, por mais que ele se purifique ritualmente, a verdade é que ele não viu Deus, ele não se transformou, ele não saiu do mundo material, ele não se libertou daquilo que o torna impuro. Então Paulo vai dizer assim, todo o sistema de sacrifício do Levítico é ineficaz, porque o sangue de bodes e de touros não é capaz de expiar pecado, de purificar para sempre. Paulo raciocina assim, se você faz algo perfeito, precisa repetir?
Tá perfeito não? Eu preciso aperfeiçoar o que é perfeito? Então, todo o sistema sacrificial não conduz à perfeição, não conduz à verdadeira comunhão com Deus. Eu continuo homem, eu continuo sujeito aos malefícios e malefeitos do mundo, continuo exposto. Então, foi eficaz? Não foi eficaz. Bom, aí vem o Cristo. O que é que tem de diferente agora? Então, vamos lá. Vamos ver o que é que tem de diferente. Não vou nem ler porque não vai dar, é muita coisa. Estou falando aqui de quando chega o Cristo, a primeira coisa que ele mexe no sistema de separações.
Sistema de separações. Não há separações. Não tem mais sacerdote da tribo de Levi, não tem mais família sacerdotal, não tem isso. Ele é um sacerdote da ordem de Melquisedeque, sem pai e sem genealogia. O que é que significa dizer isso? Como é que você sabe que alguém é da família sacerdotal? Você tem que olhar a árvore genealógica dele. A árvore genealógica é a certidão de nascimento, pela qual eu vou avaliar se você pode ou se você não pode. Por exemplo, na nossa lei, na nossa Constituição, só pode ser presidente da República o brasileiro nato.
Um brasileiro naturalizado não pode candidatar-se a presidente da República. Então, se você vai se candidatar a presidente da República, a primeira coisa que o Tribunal Superior Eleitoral exige de você é a prova de que você é brasileiro nato e não naturalizado. Quando você queria ser sacerdote, o primeiro documento que era exigido de você é a prova de que você é de família sacerdotal. Só que Jesus não tem pai, não tem mãe, ele não é da família sacerdotal. E ele vai exercer a função de sacerdote. E qual é a função de sacerdote?
Mediar. Ele vai fazer a mediação entre Deus e o povo. Então, já está começando a complicar o sistema de separação, mas vai complicar mais ainda, mais ainda. O sacerdote leva a vítima, para o sacrifício, não é? O bode, o boi, não tem dinheiro, as pombinhas, as rolinhas, né? Por quê? Por quê? O que tem que subir a Deus? A vida que é a bola do sangue. Você acha que ele quer a dele? Vai um substituto, né? Vai ele? Não vai ele. Não vai ele. Os homens no caminho não tinham dinheiro para comprar um movilho, né? Aí oferecem.
Então, a questão é, se eu ofereço um bode, o bode vai. Não sei se é para Deus, mas vai. E o ofertante vai? Não. Ele se transforma? Não. O ofertante não se transforma. Só que aí veio Jesus e Se ofertou. Ixi, agora mudou, porque ele é o sacerdote e ele é o cordeiro. Não tem separação mais entre sacerdote e oferenda. Ele é o sacerdote, ele é a oferenda. Então, alguma coisa está acontecendo. Se eu mudei a oferenda, eu mudei a aliança. Porque se eu mudo o culto, eu mudo a aliança. Porque foi, vamos lá, a primeira aliança de Deus com o homem, a primeira assim, no âmbito de Israel.
Abraão é um arco-íris, né? E aí vem as exigências da aliança, que era o culto de Abraão, que era um culto familiar, que era o culto à mesa, o culto do compartilhar a mesa. Mas, quando você chega com Moisés, por exemplo, como é que é a aliança? A aliança no Senai, ela implica em leis escritas na pedra. Fora. E um culto, se a lei está fora, o culto está fora. Então, eu levo um animal que vai por mim. Correto? Só que aí vem Jesus e não leva o animal, ele leva ele. O que que ele está dizendo? Profecia de Jeremias. Eis que farei uma nova aliança e inscreverei as minhas leis no coração.
Vamos relembrar o passado. Tomai e bebei todos vós, este é o meu sangue, o sangue da nova aliança que é derramado por vós. O que que significa isso? Uma nova aliança. Só que agora não tem lei na pedra mais, tem lei no coração. Se a lei está dentro, não tem oferta fora, a oferta é o próprio ofertante. Se é o próprio ofertante, não é a vidinha do bode que sobe, agora é a vida do sacerdote que vai. É ele que vai. Tanto que depois que ele faz a oferta, ele deixou o mundo. Tem de bom ânimo. Eu venci o mundo. Então, é pra sempre.
Não precisa repetir. É isso que a Carta aos Hebreus está dizendo. Agora, vamos explorar mais. Vamos explorar mais. Isso significa que a própria pessoa do Cristo saiu da esfera material e foi para o mundo espiritual divino, subiu ao Pai. E, mais do que isso, está assentado à direita dele. Isso significa? Está assentado à direita? Quem que se assenta à direita do rei? O primeiro ministro, o executor. O que que é o governador espiritual do orbe? É o primeiro ministro de Deus na Terra. Ele age em nome de Deus, então ele é o braço direito de Deus.
Então, Jesus foi. Nenhum bode, nenhuma ovelha, nenhum cordeiro nunca tinham ido. Nenhum sacerdote, nenhum sumo sacerdote nunca tinham ido. Agora, esse novo sumo sacerdote, ele foi inteiro, ele foi. Não tem diferença mais entre sacerdote, entre oferenda? É o próprio sangue dele que foi derramado. Então, é a vida dele que evoluou. Está todo mundo preparado? Porque está só começando. Está só começando. Tem mais. Tem mais. Agora, não tem mais lei na tábua. A lei agora está no coração. E, aí, o Paulo vai fazer uma outra reflexão.
Essa acho que vale a pena ler. Hebreus 9, versículos 8 a 10. Querendo com isto dar a entender o Espírito Santo, o Ruach Kodesh, o Espírito Santo que é Deus, que ainda o caminho do santo lugar não se manifestou, enquanto o primeiro tabernáculo continua erguido. Vou explicar isso aqui. É isto uma parábola para a época presente. E, segundo esta, se oferecem tantos dons como sacrifícios, embora estes, no tocante à consciência, sejam ineficazes para aperfeiçoar aquele que presta o culto. Oferecer animais não aperfeiçoava quem prestava o culto.
Quem prestava o culto continuava o mesmo. Só que, agora, Jesus oferece um sacrifício que aperfeiçoa aquele que está prestando o culto. Porque é o próprio cultuante que se aproxima de Deus. Ele vai para a esfera do Divino. Os quais não passam de ordenanças de carne, baseados somente em comidas e bebidas e diversos mergulhos na água, e impostas até o tempo oportuno da reforma. Eu vou… Aqui é mais complicadinho, né? Eu vou tentar… Qual era o problema do tabernáculo? Você tinha um lugar santo que o sacerdote entrava, aí tinha um véu com o santo dos santos, que era o segundo, o segundo tabernáculo.
O primeiro tabernáculo e o segundo. Lá estava a arca da aliança. O que que o Paulo diz? Ele fala que isso é uma parábola. O primeiro tabernáculo, onde está a mesa, o candelabro, tudo, é a primeira revelação. É a primeira aliança. Entrar no segundo tabernáculo? Só o Cristo. É a segunda. Mas é só entrar. É só entrar. Aí nós vamos voltar lá naqueles textos que a gente leu do Messias, filho de Davi, que ia construir uma casa pra Deus e Deus ia construir uma casa pra ele. Vocês lembram disso? Que a gente estudou isso aqui, que era o verdadeiro tempo.
Agora vai entrar uma outra coisa aqui. Além de unir tudo, Jesus tira o templo, tira o tabernáculo, constrói outro. Qual? Ele. Ele é a oferta. Ele é o tabernáculo. Não estou entendendo. Alguém vai falar assim? Não estou entendendo. Não estou entendendo isso. Porque o tabernáculo não é o caminho pra chegar no santuário? O tabernáculo não são as tendas? Eu não tenho que entrar lá pra chegar lá no santuário, onde está Deus? Então, você está querendo dizer que Jesus é o caminho? É. E mais? A verdade é a vida. Mas o que significa ele, seu tabernáculo?
Significa o quê? Ao morrer na cruz, ele construiu um novo tipo de homem na Terra, inclusive com um novo corpo, mais aperfeiçoado que um perispírito. Um perispírito é outro modelo. É Fusca BMW. Não tem nem comparação. Esse novo tipo, tipo, esse novo modelo é o tipo e o modelo do novo homem que não necessita mais de rituais externos, não necessita mais de leis em pedra, porque ele agora é um homem interior. A lei está no coração dele, o culto que ele presta é interior. E onde está o santuário? Por quê? Porque onde está a lei da primeira aliança?
Na arca da aliança que está no Santo dos Santos. Onde está a lei da segunda revelação? Não tem mais arca, não tem mais pedra, não tem mais tabernáculo. Onde que ela está? Na consciência. Bom, o que que mudou? A metáfora é a mesma. Nós estamos falando de um tabernáculo, só que agora não é uma tenda de couro. O tabernáculo agora é meu corpo, minha tenda. O santuário agora é minha consciência. E o sacrifício agora é a vida que eu ofereço. Nós vamos falar sobre isso agora. Portanto, quando o Evangelho fala da ressurreição, ele não está falando só de chegar no mundo espiritual.
Ah, eu cheguei no mundo espiritual. Não é isso? Não é isso? Não é isso? Se a gente pegar o livro Evolução em Dois Mundos, nós vamos ver o que que André Luiz vai dizer. Que desde que você começa lá no mineral, aí você passa pela planta, você passa pelos animais, você chega no homem, o que que está acontecendo com o nosso super espírito? Ele está sendo construído e aperfeiçoado. Depois que ele se tornar perfeito. Depois que… perfeito no sentido de… porque as palavras são perigosas, né? Você fala perfeito porque está parecendo Deus, né?
Perfeito no sentido de atingir a finalidade. Porque perfeito… em grego, perfeito significa teleios, teleios é o fim, a finalidade, o propósito. O que que acontece com o perispírito quando ele chega ao propósito que foi traçado por ele? Sabe o que acontece? Você ressuscita. E depois que você ressuscita, meus irmãos protestantes, vocês estavam parcialmente certos, você não mais reencarna, só se você quiser. Por quê? Porque o que que se torna o espírito na sua última encarnação? Espírito puro. Então, o que Jesus fez, na verdade, foi aperfeiçoar e nos deixou pronto.
Então, esse caminho está prontinho já. Agora, nós vamos seguir e teremos uma nova humanidade, um novo homem. Esse novo homem vive essa estrutura aqui, ascendente de separações e descendentes, mas tudo dentro, tudo dentro, tudo dentro. E qual a característica do sacrifício de Jesus? Então, agora nós já entendemos. Alguém está com a dúvida aqui sobre o sangue, o sacrifício, que ele é o tabernáculo? Por isso que lá em Samuel estava dito eu construirei uma casa pra mim, meu filho me construirá uma casa. E é por isso que Estêvão diz Deus não habita em tabernáculos feitos por mãos humanas.
É isso que Estêvão estava dizendo lá no capítulo 7 de Hades. E aí o Paulo vai dizer, olha que bonito que o Paulo vai dizer, o tabernáculo e o sistema de sacrifício e o sacerdócio do Velho Testamento é um esboço do desenho. Esboço. Porque, às vezes, algumas traduções colocam sombra, mas não é isso. Esboço é melhor. Era um esboço. Como é que fala primeiro? O protótipo, né? Não, o croqui, o croqui, o rascunho, o croqui, o rascunho do que é perfeito. Porque quando você faz o croqui, você está imaginando que o desenho definitivo com a arte final, ele é, você atingiu o fim.
Perfeito no sentido de que você chegou ao que você queria. É isso aqui. É isso aqui. Está acabado. Está finalizado. E é isso que o Paulo vai dizer. O tabernáculo velho, a tenda, é croqui. O novo tabernáculo, que é o corpo de Cristo, é modelo. O homem primeiro, Adão, é croqui. O novo homem é o tipo perfeito, acabado. O primeiro tabernáculo e o segundo tabernáculo eram um caminho provisório, que levava provisoriamente a um tipo de relação com Deus O Cristo é o caminho definitivo, por isso que ele é guia, por isso que ele nos leva a Deus.
Há uma relação, já não é mais arco-íris, já não é só arco-íris, é comunhão com Deus. Mas, por quê? Qual a qualidade? Ok, Jesus não levou um cordeirinho e nem molou, Ele foi o cordeiro. Já é uma grande diferença. Então, foi a vida dEle que foi. Já é uma grande diferença, mas tem algo mais. Tem algo mais no sacrifício de Jesus que foi capaz de eliminar o pecado da Terra. Agora eu estou parecendo pastor, não é? A morte de Jesus na cruz tirou o pecado da Terra. Nossa Senhora! Está gravado isso. Por quê? Porque o pecado, nessa dimensão da Carta aos Hebreus, o que é pecado?
Não é você fazer uma coisa errada. Isso é consequência. Isso é consequência. Isso é consequência. E, para consequências, a lei de ação e reação. Quem administra consequências é a lei de ação e reação. O pecado não é consequência, o pecado é causa. A pessoa sair com a mão armada, assaltar alguém e matar, isso é consequência, isso não é pecado. Para essa consequência, existe uma lei de ação e reação que vai corrigir. Qual é a causa? A causa do pecado é a ausência de comunhão com Deus. Estar afastado de Deus é o mal da humanidade terrestre.
E esse mal, esse mal se manifesta em algumas linhas. Então, vamos lá. Quem está afastado de Deus não tem fidelidade a Deus. Ele segue a própria vontade, não a vontade de Deus. Ele não consegue manter os acordos que ele faz com Deus. Quem está afastado de Deus é desobediente, porque Deus sugere um caminho, aponta um caminho, Ele fala, você é perfeito, você sabe de todas as coisas, você quer o melhor para mim, mas eu quero o pior para mim, porque eu prefiro o pior, mas prefiro decidir, porque o que eu não suporto é perder o controle.
Esse é o pecado, esse é o mal, esse é o vício da humanidade terrena. Qual que é o vício? Nós lemos na questão do Livro dos Espíritos, no último estudo do Levítico, interesse pessoal. É a mãe de todas as paixões, todos os vícios, interesse pessoal. Egoísmo. E orgulho. Só que, agora é forte, tem uma mensagem de Emmanuel, chama a cruz, essa é forte, porque ele está comentando um versículo que Paulo diz assim, porque a cruz é escândalo para os judeus e loucura para os gregos. E ele começa dizendo assim, da cruz no calvário desceu uma voz a princípio incompreensível.
Por quê? Por quê? Eu vou resumir. Eu acho que chama a cruz, a mensagem da cruz. Não, não tem o Sete Minutos ainda sobre isso. Tem uma referência que a gente fez, mas não tem ainda. É bom que o pessoal pesquisa. Então, olha que interessante. Por quê? Porque a cruz significa todo o seu interesse pessoal anulado. Tudo. É tão profundo que Emmanuel diz assim, com a cruz, Jesus quis nos mostrar que o eu, entre aspas, que o eu não se dirigirá a Deus sem uma profunda transformação. Aí é aquele despojamento. Os amigos saíram, perdeu os amigos, perdeu a família, perdeu a dignidade.
Aparentemente, não é? Perdeu a dignidade. Foi cuspido. Perdeu a estima. Perdeu a gratidão. O que mais perdeu? Quem consegue lembrar aqui? Perdeu a força física? Perdeu a vida. Morreu. Morte. Perder tudo. Perder tudo é escândalo para os judeus e loucura para os gregos. E não tinha como receber as abundâncias, né? Isso que é bonito. A abundância é depois. Porque Jesus na cruz é o sistema de ascensão. Aí ele chega a Deus. Aí agora vem a abundância plena. Por isso que é aparente perda. Por que que é aparente perda? Agora vem a grande questão, né?
Todo mundo virou-se contra você, Lucas. Ninguém te compreende mais. É? E Deus? Quando que Deus vai deixar de te compreender? Quando? Todo mundo te abandonou. E quando que Deus vai te abandonar? Todo mundo deixou de te amar. E quando que o amor infinito de Deus vai deixar de te envolver? Todas as pessoas que você feriu estão te acusando. E quando Deus vai deixar de te perdoar? Ele te ama incondicionalmente, não importa o que você faça. Então a questão da cruz do Cristo é aquela que te coloca nu diante de Deus. É só você e Deus, porque você perdeu tudo.
Precisava ser assim? Não. Paulo diz que não precisava. Ele falou que o Cristo não precisava disso. O processo de comunhão com Deus não precisava ser pela dor. É por isso que Cristo fez o sacrifício por nós. Ele não precisava. Quem precisa somos nós. Porque quanto mais ego, quanto mais apego, mais dor. Esse é o ponto. Então quando Jesus perde tudo, agora, agora, Ele diz assim, Pai, eis que te entrego o meu Espírito, eis que tudo está consumado. O que está consumado? O processo supremo de aperfeiçoamento das almas. Nós não estamos falando de comunhão com Deus?
Qual que é o processo supremo de comunhão com Deus? Amar a Deus sobre todas as coisas. Eu só vou ter comunhão suprema com Deus quando eu amar a Deus sobre todas as coisas, inclusive a minha vida. E isso leva a quê? Ao ato máximo de obediência. Pai, se possível, afasta de mim esse cálice. O que que Jesus está querendo dizer? Que não vão sentir medo, nós vamos ficar com medo de morrer, nós vamos ficar com medo de perder, nós vamos ficar carente, vamos ficar querendo a aprovação das pessoas, vamos ficar querendo aplauso, uma compreensão.
Se possível, afasta de mim esse cálice, mas que seja feita a tua vontade e não a minha. Então, esse ato de suprema obediência é o remédio homeopático que corrige o pecado do mundo. E o que que é o pecado do mundo? Falta de comunhão com Deus. Então, o que que o Paulo vai dizer? O sacrifício de Jesus anula, não precisa mais tempo, não precisa tabernáculo, não precisa cordeiro, não precisa mais nada. Acabou tudo, certo? O Paulo disse assim, olha gente, o negócio é o seguinte, eu vendi aqui camarão com casca, mas agora, um novo restaurante, camarão sem casca.
Fecha esse, não tem mais necessidade, porque agora o culto a Deus é imitar o guia, modelo e tipo mais perfeito. Esse é o culto a Deus. Fazer em nós, repetir em nós, e a palavra é repetir, em nós, com o auxílio dele, porque Jesus não nos abandona, Ele está do nosso lado para nos ensinar, detalhe por detalhe, como fazer, e para nos dizer, tem de bom ânimo, eu passei por isso, eu sei como é que é, dói, né? Dói mesmo, fica tranquilo, eu sei o que é, eu te compreendo, eu te entendo. Então, agora, nós temos o pai e o irmão mais velho, perfeito.
É o sacrifício perfeito. Ok, o Paulo vai dizer o seguinte, aberto, porque antes, porque que antes estava vedado a entrada no santuário? Porque não tinha vindo Cristo ainda, o que era perfeito não tinha se manifestado. Agora, o perfeito se manifestou, o guia e modelo da humanidade se manifestou para o mundo. Então, agora existe um santuário. Por isso que João coloca lá, quando Jesus desfaleceu na cruz, rasgou-se o véu do santuário. Que que é rasgou o véu? Tá aberto o santo dos santos, agora pode entrar qualquer um. Não tem mais separação.
Então, nesse sentido, o processo de reforma íntima, o processo de eu me encontrar, de eu voltar para dentro de mim, é metade do caminho, porque depois disso eu tenho que fazer um outro processo, que é o processo da obediência perfeita, da entrega máxima, da fidelidade suprema, esvaziar as minhas mãos para que Deus possa enchê-la de dádivas, porque as nossas mãos estão cheias de riquezas, do eu. Estão cheias de riquezas nossas, do nosso eu, do que a gente tomou a força, ganhou, conquistou, ganhou de presente, mas do eu.
Tem que esvaziar a mão para receber as bênçãos, e aí ela é abundância. Entendeu? Então, o processo de Francisco de Assis, de abdicar de tudo, é metade do caminho, porque Deus é a abundância infinita, infinita. O maior milionário da Terra é um mendigo nas esferas superiores. O que ele tem não é nada, ele não sabe o que é riqueza. E a gente fica se apegando, assim, à questão da obediência, a pessoas, né, a situações, e as situações, né. E aí, Sheila, o santuário é a consciência. Então, o ato supremo de obedecer a Deus é obedecer a sua consciência, mesmo que todas as pessoas ao seu redor estejam contra você.
É desafiador. É desafiador. E, quando você fala, né, do exemplo de Jesus, que ele foi um mestre, ele é um mestre, ele é um educador, aí, cabe uma reflexão para nós, professores, porque todas as nossas metodologias ainda estão mandar o cordeiro, mandar o ouro, pregar para fora, né. É verdade, Cláudia, isso é uma coisa e o exemplo, a vivência, sério, sério, por mais que a gente queira fazer atividades, propor questões, vamos sentir, vamos ver se é uma queira, mas a gente não sentiu, né. A gente não viveu. Por isso que a gente tem refletido muito nessa questão da vida mesmo, né, como esse processo todo, e não o exterior.
A gente é capaz de dar aula anos e anos, cantar, fazer todo mundo chorar, propor as atividades, mas tudo espertamente. Tudo espertamente. A gente não sentiu aquilo. Eu tenho pensado muito nisso, por exemplo, hoje aqui, a Marina citou o exemplo de Francisco de Assis, e eu gostaria de acrescentar um exemplo aqui, o Chico. Se a gente vai avaliar do ponto de vista exterior, e a gente teve essa oportunidade de ir lá na igrejinha do Francisco de Assis, ela é um pouquinho maior que essa sala aqui. Então, avaliando friamente do ponto de vista quantitativo, o que ele fez?
Nada. Quantitativo. Aí, você vai lá na casa do grupo da prece e vê o lugarzinho do Chico, o trabalho que ele fez. Só que ele fez essa experiência de Deus tão profunda que mudou mudou o século. Mudou o século, porque ele fez a experiência. Então, quando ele fez a experiência, ele passou a ser a luz que radia aquela coisa. Brilha a vossa luz diante dos homens. E quem viveu, basta ele estar diante de você. Então, o Chico diante da gente, calado, é uma evangelização, é uma aula de evangelização. Porque estar no campo, na aura dele, estar próximo dele, é estar sendo evangelizado.
Porque a experiência que ele fez arrasta para esse processo. Então, a gente tem pensado o seguinte, a gente tem meditado muito sobre isso, qual que é o elemento evangelizador? O Jesus dizia assim, o que que é a boa nova? O que que é o evangelho? Porque evangelho é boa notícia, euangelion, a boa notícia. Qual que é a boa notícia? O que que é o evangelho? Aí, Jesus dizia, o reino de Deus está próximo. O reino de Deus. Essa é a boa notícia. Esse é o evangelho. Se alguém perguntar assim, Haroldo, o que que é o evangelho?
Ó, tenho uma notícia boa para te dar. O reino de Deus está próximo. Só que a gente pega lá no Hanã, no capítulo 3, boa nova, que o Hanã pergunta para ele, Galileu, o que que faz pela cidade? Passa por Jerusalém, buscando implantar o reino de Deus. Aí, ele fala, que Galileu mais maluco é esse, né? E aí, o que que você pensa que vem a ser isso? O que que é o reino de Deus? Ele fala, a obra divina no coração dos homens. Do homem, né? A obra divina. Então, o evangelho é a obra divina no coração do evangelizando. Se eu não for capaz de fazer com que o evangelizando se conecte e entre no processo de aumentar sua comunhão com Deus, eu não evangelizei.
O elemento evangelizado é esse. Porque, quando ele entrar em comunhão com Deus, ele vai ouvir a consciência dele, ele vai entrar em relação com Deus. É Deus que vai orientar o crescimento dele. Não sou eu com normas morais, com regrinhas de proceder. É Deus, na consciência dele. E aí, ele vai começar a ampliar a consciência dele e a percepção de que ele é infinitamente amado por Deus, de que Deus é a infinita inteligência que conduz todos os processos e de que só há uma resposta possível quando você percebe isso. Entrega total.
Não tem outra. Qual outra resposta? Eu estou diante do amor infinito, da inteligência suprema, qual a resposta? Só tem uma. Entrega total. A minha comida é fazer a vontade do meu pai. Eu e o pai somos um. Não tem outro caminho. No mais, é o prefácio do vida e sexo. Emmanuel diz assim, não proibição, mas educação. Não contenção, mas disciplina. O resto é teorizar. Pra depois voltar, repetir, reciclar. Por quê? Eu estou estabelecendo regra. Eu não estabeleci comunhão. Porque uma criatura em comunhão com Deus, ela é incapaz de ferir qualquer pessoa.
E ela é incapaz de se ferir. Porque ela é absolutamente fiel. É. Acabou. Hã? Eu não digo porque é o seguinte, sabe, Thiago? Eu penso assim, né? O Paulo fez em uma, né? Eu tenho pensado muito nesse negócio de milhares de encarnações. Eu acho que pode ser uma só. Pode ser em uma. Agora, evidentemente que isso vai exigir uma energia transformadora, porque nós temos séculos de costas voltadas para Deus, né? De costas voltadas para Deus, de ausência de relação com Deus. Então, pode ser uma, pode ser duas. Mas, é um processo único, né?
Esse é o processo. Esse é o processo. Por isso, o Anório dizia individual, pessoal e intransferível. Ele adorava dizer isso, né? Pessoal, individual e intransferível. É eu com Deus. Tem até uma frase da Mata Teresa de Calcutá, que é linda, né? Ah, se alguém não te perdoar, não sei o quê, esquece, não é entre você e essa pessoa, é entre você e Deus. Se você fez alguma coisa e a pessoa não soube te agradecer, releva. Não é entre você e essa pessoa, é entre você e Deus. Aí, ela termina, é sempre entre você e Deus. Vamos lá.
No coração, a lei, né? No coração, a lei, e que ele passe a enxergar de uma forma diferenciada, mas aquela lei impregnada nele se transforma em abundância, né? Em abundância. Agora, só para… É isso que você falou no início, né? No coração, a lei, né? Então, você falou que aquela lei, porque já estava lá na primeira revelação. Já está tudo… Então, quando Jesus chega para Paulo, ele não faz o processo dele, o processo dele foi… O processo, exatamente, porque ele só substituiu, opa, ampliou a consciência, não precisa de tempo, não precisa disso aqui, não precisa disso.
A criancinha que tira as rodinhas da bicicleta, ela já estava em cima da bicicleta, ela já estava em cima da bicicleta, ele só tirou as rodinhas. E, é interessante, porque essa foi a percepção de Estêvão, né? Mestre, ele serve tanto a Moisés, quando ele te conhecer… Porque é uma questão de percepção, né? Mestre, quando ele perceber, quando ele perceber, ele tira as rodinhas e tira o freio, né? E foi o que ele fez, né? Porque ele ampliou a percepção. Agora, tem uma coisa interessante, vai voltando aquilo que você tinha falado.
Não deu para trabalhar isso aqui, nem vai dar, porque o tempo também acabou. Mas, só para deixar uma deixa, né? Para quem quiser refletir sobre isso. O tabernáculo não é vertical. O tabernáculo não é assim, eu subo um degrau. O tabernáculo é aqui. Você vai assim, reto. Você entra aqui, entra aqui, entra aqui. Tem uma grande metáfora nisso. Nós, todos, a maioria de nós, Espíritos na Terra, tem uma visão assim. Eu, Deus. Eu, Deus. Deus está lá em cima. Em cima, embaixo. Eu, Ele. Só que, basta, basta você sair da Terra e fazer um passeiozinho no Sistema Solar.
Você olha para baixo, tem constelação para baixo infinito. Você olha para cima, tem constelação infinito. Você olha para o lado, tem constelação infinito. Ou seja, todos os seus lados tem um infinito. A gente foi lá no observatório, nos Estados Unidos, aí o apresentador disse assim, quando você está no Universo, não importa para onde você olhe, você é sempre o centro. Porque é infinito para todos os lados, você é o centro. Então, Deus não está lá em cima. Porque Deus não é alto, Deus é centro. Então, isso significa que Deus está no meu mais profundo, Ele está dentro de mim.
Ele não está lá, não. Ele já está aqui. Ele sempre esteve. Então, eu não sei, porque eu não fui ainda, né? Não fiz essa jornada ainda. Mas, eu estou começando a desconfiar, como Guimarães Rosa, não sei de nada não, mas desconfio de muita coisa, que quando a gente se tornar anjo, isso significa que a gente vai olhar e falar assim, ah, o Senhor sempre esteve aqui e eu não te vi. Estava sempre aqui. Eu andei tanto, você estava sempre dentro de mim? É centro. Porque a consciência é o centro, é o mais profundo da minha intimidade.
Se a lei está na minha consciência, o santuário onde Deus se manifesta é dentro de mim. Agora, aí eu toda hora, eu não vou nem fazer isso, não vou recitar de novo o poema da Alta de Sousa, pela 25ª vez. Então, eu remeto, Parnagia Lentum, Alta de Sousa, Mensagem Fraterna. É isso. Ai, prece! Janaína, eu vi que você está com uma cara de prece. Sim. Senhor Jesus, que me formam palavras e portas, palavras de Deus certo e pleno, homem e Senhor, sábio dos sábios, Pai de toda a criação, onde a doçura em meus lábios e a fé em meu braço só o de amor que me conduz na vida em que me agasalho encho meus olhos de luz e as minhas mãos de trabalho dá-me forças no caminho para lutar e vencer transformando toda espinha em flores do meu viver Pai, não te esqueças de mim nas bênçãos da criação e guarda-me em teu coração de paz e amor sem fim.
Que assim seja.
Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.
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