#019 – Estudo do Velho Testamento – Livro Salmos

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Neste episódio do estudo do Velho Testamento, conduzido por Haroldo Dutra Dias, mergulhamos no Livro dos Salmos, especificamente no Salmo 5. O estudo se aprofunda na compreensão da súplica do salmista a Deus e, de forma mais ampla, na interpretação da justiça divina e da lei de causa e efeito à luz da Doutrina Espírita.

O que é estudado neste episódio

  • Salmo 5 e a figura do ímpio: O estudo retoma a conexão com o Salmo 1, que apresenta os dois caminhos: o do justo e o do ímpio. O ímpio é descrito como aquele que age com impiedade, sem sensibilidade ao próximo, zombando do bem e da generosidade, e que se afasta das leis divinas.
  • A súplica do salmista: O Salmo 5 é analisado como um pedido do salmista para que Deus destrua o ímpio, o que, à primeira vista, pode gerar a percepção de um “Deus vingativo” no Velho Testamento.
  • A distinção entre súplica e resposta divina: Haroldo Dutra Dias enfatiza que o Salmo 5 apresenta a súplica do salmista, e não a resposta de Deus. A resposta divina a todas as súplicas do Velho Testamento, segundo Emmanuel (em “Coletânea do Além”, mensagem “O Velho e o Novo Testamento”), é Jesus.
  • Deus não é vingativo: A ideia de um Deus vingativo é desmistificada. Os suplicantes do Velho Testamento podem ter sentimentos de vingança, mas a resposta de Deus, manifestada em Jesus, é de amor e misericórdia.
  • A lei de causa e efeito como “Deus vingativo”: É explicado que o que é percebido como “vingança” no Velho Testamento é, na verdade, a manifestação da lei de causa e efeito, ou o “código penal da vida futura”, como Kardec o chamou. As consequências de nossas ações são inevitáveis e educativas.
  • A lei divina é corretiva, não punitiva: A lei divina é vista como um mecanismo de amor que visa o retorno do Espírito ao caminho do bem, sendo sempre corretiva e cheia de misericórdia, mesmo nas situações mais dolorosas.
  • A exatidão da lei divina: A lei divina opera com exatidão, como Jesus ensinou no Sermão do Monte (“até o último ceitil”). Não há escapatória das consequências de nossas ações, que servem para educar e proporcionar experiência.
  • A complexidade dos processos reencarnatórios: É abordada a longa jornada de evolução dos Espíritos, com processos dolorosos que podem durar milênios. A importância de não julgar os processos alheios, pois cada vida é uma história complexa e única.
  • O papel do esquecimento das vidas passadas: A misericórdia divina se manifesta no esquecimento das vidas passadas, que nos permite seguir em frente sem o peso esmagador das faltas cometidas, focando na renovação e no progresso.
  • Sacrifícios por amor: É ressaltado que muitas dores e desafios enfrentados pelos pais, por exemplo, não são necessariamente resgates de dívidas passadas, mas sim sacrifícios feitos por amor, que elevam o Espírito.
  • A importância de operar e cooperar com Deus: O episódio conclui com a reflexão de que todo aquele que opera e coopera com espírito voltado para Deus pode aguardar sempre o melhor, pois isso não é uma promessa, mas uma lei divina.

Reflexões

  • A justiça divina não se confunde com a vingança humana; ela é um mecanismo de amor e correção, manifestada pela lei de causa e efeito, que visa o progresso do Espírito.
  • O esquecimento das vidas passadas é uma bênção da misericórdia divina, permitindo-nos focar na renovação e no aprendizado sem o peso esmagador das culpas pretéritas.
  • Não nos cabe julgar os processos alheios, pois a complexidade da jornada evolutiva de cada Espírito é um mistério divino, e muitas dores são sacrifícios de amor que impulsionam o progresso.

Ler transcrição do episódio

Boa tarde, Júlio. Boa tarde, minhas amigas, meus amigos. Estamos aí em mais um programa do Salmos, Júlio. Isso, Aroso. E eu queria já nesse início falar, porque a gente está gravando esse estudo agora, na sexta, às três da tarde, e no fim de semana passada a gente teve um encontro em Juiz de Fora, Aroso. Eu pude encontrar com um monte de gente que está acompanhando o Salmo, Saru. Eu queria deixar aqui já a nossa gratidão pelo carinho que eles estão tendo com a gente, Saru. Exatamente. Estudando, lendo, felizes com o estudo, entusiasmados, né?

Oh, coisa boa. Isso é muito bom, né? Isso é o que move realmente o trabalho, né? Agradecer a todos eles. Quem está chegando agora, Júlio, talvez não saiba, mas esse trabalho do Ser… Nós começamos em 2010 e ao longo desse tempo todo nós já fizemos o livro Levítico inteiro, já fizemos o livro Gênesis, já fizemos Êxodo, já fizemos Isaías e agora estamos em Salmo. Então, quem está chegando, está tendo o primeiro contato aqui, vá no portal C, Instituto C, pesquise. Temos o canal, a plataforma, o espiritismo.tv. Você pode assinar, o valor está pequenininho, e você tem acesso a todo esse material e ainda contribui com as instituições que estão cadastradas no espiritismo.

tv e que recebem um auxílio decorrente desse trabalho. Incluindo o Instituto C, que tem um trabalho para manter isso, para disponibilizar isso para as pessoas. Tem um curso também, então o sentido é esse, né? A gente já tem, se não estamos começando, já tem 14 anos de estrada e quando as pessoas encontram nesses eventos, elas sentem o peso dessa história construída, de tudo isso que foi feito, né? Com certeza, Araldinho. A gente mostra lá no espiritismos. tv uma busca incrível sobre termos. Então, você pode pesquisar, estudar, você vai encontrar todo o conteúdo lá.

E tem umas parcerias que a gente vai fazer agora também com a espiritualidade de vida, que vai ser muito legal. A gente vai trazer alguns conteúdos. Isso. Então, assim, essa troca que a gente vai fazendo, essa experiência que a gente vai trocando, ela é muito legal. Então, gente, primeiro agradecer a vocês, que também sem vocês não tem sentido nem o estudo, mas dizer da importância da participação de vocês. Comentando aqui, fazendo comentário aqui, deixando like, compartilhando com os amigos, indo lá acompanhar os estudos que o Aluno faz no Espiritualidade e Vida, vindo ver os estudos que a gente tem aqui no espiritismo.

tv, pelo Portal Ser. É isso, né, Haroldo? Exatamente, exatamente. Porque também, para a gente divulgar, conta com essa participação ativa de quem está assistindo. É muito importante juntar a força com a gente. Porque eu digo o seguinte, se a gente não dá relevância a esse tipo de conteúdo na rede, na internet, os conteúdos que vão assumir relevância, a gente sabe quais são. Então, para que a doutrina espírita, para que esse conteúdo tenha relevância na rede, isso depende de um esforço conjunto de todos nós. Nós que estamos aqui produzindo o conteúdo e quem está assistindo e divulgando e propagando esse conteúdo.

Então, é a responsabilidade de todos nós. É isso aí. Como diz o Emmanuel, o Espiritismo pede uma caridade simples, a caridade da sua divulgação. Isso é muito bom. Lembrando, né, Aruto, que a gente, eu quero trazer esse ponto, né, algumas pessoas pensam em fazer divulgação, querem fazer, e em alguns momentos elas extraem conteúdos de canais e fazem canais. A gente queria, assim, alertar quanto a isso também, né, o prejuízo que isso traz para os trabalhos, até mesmo para a divulgação, quando a gente quer divulgar. O conteúdo que o Arudo produz, ele tem destinação, ele está nos canais adequados, se você quer contribuir, manda uma mensagem para a gente, entre em contato, porque essa iniciativa, às vezes, de retirar os conteúdos, colocar em novos canais, começar a divulgar, isso gera um prejuízo autoral e gera um prejuízo para a própria divulgação e E para o sustento das atividades que estão fundamentadas, às vezes, no recurso que consegue ser gerado.

Então, gente, olha, estamos aqui de braços abertos para todo mundo que quer ajudar. Mas vamos… Essa coisa da divulgação, já que a Auro tocou… Alinhamento, né, Júlio? Esse alinhamento, né? E que é muito importante. Mas… Fora isso, vamos de salmos, vamos cantar. Vamos de salmos, Júlio. E esse salmo, um salmo desafiador. Acho que a gente já começou a falar dele. Porque é um salmo que tem uma conexão com o salmo número 1, Porque no Salmo nº 1, você fala dos dois caminhos, o caminho do bem, o caminho do justo e o caminho do ímpio.

O ímpio é aquele… a impiedade, né? A impiedade é uma palavra muito forte, muito forte. E a gente sabe disso. Quando você fala assim, nossa, aquela pessoa é impiedosa. Então, impiedosa revela uma total falta de sensibilidade ao outro. Então, aquela pessoa que atropela o outro, ela mata o outro, ela prejudica o outro, sem nenhum tipo de constrangimento. Impiedade, impiedosa. Então, lá no Salmo nº 1, a gente tem o caminho do justo e o caminho do ímpio. O ímpio é tão impiedoso que ele chega zombado bem. Ele zomba da bondade.

Ele zomba da generosidade, ele zomba porque ele acha isso ingenuidade. Então, ele respira perseguição, ele respira agressão, ele respira maldade. É o extremo do mal. É o afastamento do Espírito das leis divinas. É quando o Espírito rompe com a divindade. Ele rompe, ele se fecha. Mesmo que o Criador incessantemente derrame bênçãos… Porque o Criador não abandona ninguém, até porque nós não temos controle do amor de Deus. Quem somos nós para controlar o amor de Deus? Então, Deus ama infinitamente, independente do que você estiver fazendo.

Mas, essa pessoa se fecha. Então, a impiedade é o extremo do mal. É o extremo do mal. Além da perversidade, o ímpio está cheio de zombaria. Ele quer realmente prejudicar. É um adoecimento da alma. Então, esse é o impiedoso. O caminho dele está descrito lá no Salmo 1. E, aqui, no Salmo 5, o salmista está pedindo proteção contra o ímpio, porque, muitas vezes, é verdade, o impiedoso surge no nosso caminho, surge num ambiente de trabalho, surge num grupo religioso, surge num projeto e coloca em risco tudo. Coloca em risco, às vezes, até a nossa vida.

Sim. Só que as pessoas vão estranhar o Salmo 5, porque o Salmo 5 é um pedido para que Deus destrua o ímpio. Muita gente comentou sobre isso, Haroldo, sobre a questão, nossa, mas Deus vingativo, né? É um Deus vingativo. É engraçado, Júlio. Aí a gente vai fazer uma primeira observação aqui. O mais engraçado é que o salmo não é Deus falando. Sim. É o salmista orando. O salmista está fazendo um pedido para Deus e as pessoas estão interpretando que Deus já respondeu. Então, a pessoa lê o pedido e julga Deus. Sim. Esse Deus do Velho Testamento é um Deus igual a Deus.

Mas peraí, gente, você leu a resposta de Deus? Porque aqui é o salmista pedindo. Você leu a resposta. Você não sabe. E aí eu acho bonito o que Emmanuel diz, numa mensagem belíssima, que está num livro chamado Coletânea do Além. Essa mensagem se chama O Velho e o Novo Testamento. E, o Emmanuel diz assim, no Velho Testamento, nós temos o homem batendo às portas da casa paterna, o homem suplicando a Deus. No Novo Testamento, nós temos Deus respondendo. Então, gente, a resposta do Salmo 5 não está no Salmo 5. A resposta do Salmo 5 está em Jesus.

Então, aqui, a gente tem o salmista pedindo Não confunda a súplica com a resposta. Todas as súplicas, todos os pedidos que foram feitos no Velho Testamento foram respondidos na figura de Jesus. Deus respondeu mandando Jesus. Eu queria ressaltar isso. Porque é um grande equívoco falar que o Deus do Velho Testamento é um Deus vingativo. Os suplicantes do Velho Testamento são vingativos. Os pedintes é que são vingativos, porque nós só vamos saber qual foi a resposta de Deus com Jesus. A resposta só virá depois e nós já sabemos qual foi a resposta.

Sem dúvida. E tem isso, né, Haroldo? Cada época vai perceber Deus de uma forma. E é a percepção deles. Então, o que era a percepção? De que quando havia vitória sobre o inimigo, ou a derrota e tal, Deus ajudou. Só que é interessante que hoje ainda é assim. Não mudou muito, não. Total. Eu acho que não mudou nada, Julio. Não mudou nada, Julio. Está longe de mudar ainda. Eu vou dizer, agora, tem um aspecto, Júlio, tem isso aí, quer dizer, e tem um aspecto que é interessante, Júlio. Então, vou contar um caso aqui, vou contar uma parábola aqui, vou inventar uma história aqui para a gente assassinar.

Digamos, Júlio, que você precise entrar com o processo na justiça, olha isso, pedindo autorização para você fazer uma cerca no seu lote. E você entrou com o processo, foi tranquilo. Entrou com o processo, alguns meses depois saiu a sentença, você foi lá, construiu a cerca, deu tudo certo. E aí, uma outra pessoa cometeu um crime, foi presa. E aí, o Ministério Público ajuizou uma ação penal para processar e condenar essa pessoa. E ela foi condenada e foi transferida para um presídio. E aí, Júlio, nós dois fomos designados para fazer uma pesquisa de satisfação.

Você tinha que entrevistar a pessoa que entrou com a ação para poder cercar o lote dela. E eu tenho que entrevistar o preso. Mas as perguntas são as mesmas. Então, a primeira pergunta é, o que você acha da justiça? Não. Como você acha que vai ser a resposta daquele que deu tudo certo, entrou, conseguiu, colocou a seca, e vai falar, a justiça é maravilhosa, deu tudo maravilhoso, entrei para a seca. O que o sujeito que está preso vai me responder, Júlio? Injustiça. Não é? Então, eu estou contando esse caso pelo seguinte, a lei divina não é só uma lei penal, a lei divina é uma lei…

está lá na terceira parte do Livro dos Espíritos. Tem, na lei divina tem. Lei de sociedade, lei de reprodução, tem várias leis lá. Inclusive, uma última que é maravilhosa, a lei de justiça, amor e caridade. Agora, Júlio, para um Espírito profissional, que trabalhou a vida inteira na caridade, ajudando as outras pessoas. E vem a lei divina e retribui a ele tudo o que ele fez, multiplicado por cem. Se você perguntar para ele assim, o que você acha da lei divina? O que ele vai responder? Nossa, maravilha! A lei divina é uma bênção.

Olha, para cada bem que eu fiz, eu recebi cem vezes. Gente, a lei divina é um… Agora, imagina um Espírito que, na última encarnação, assassinou 20 pessoas, matou, matou 20 pessoas. Dentre essas 20 pessoas, tinha mulheres e crianças. Ele assassinou. E, depois, ele entrou num processo de culpa e aí ele se suicidou. Qual vai ser a resposta da lei divina para esse Espírito, Júlio? Está lá no Código Penal da Vida Futura. Olha a sabedoria de Kardec. Código Penal da Vida Futura. Olha, será que a lei divina é só código penal?

Não. Para aquele que teve uma encarnação inteira fazendo caridade, o que vai valer para ele não é código penal, porque ele não precisa de código penal. Ele não infringiu a lei. Então, vai ter código civil, código… Outros aspectos da lei. Código penal é só para transgressor. Lei de reparação está lá no Código Penal da Vida Futura. Arrependimento, reparação e expiação. Isso é só para quem transgrediu, Júlio. É só para quem transgrediu. Então, eu vou falar uma frase forte. É só para criminoso. É só para criminoso. Expiação do Aloró.

Por isso que, quando Chico pergunta para Emmanuel, olha que lindo isso, Emmanuel, o que é um criminoso? Aí, Emmanuel responde, qualquer um de nós que foi descoberto. Porque, você lembra, Júlio, lá nos dois mil anos, o Públio Lentos, você lembra da encarnação dele, que ele foi o bisavô dele, que era ele, não é? Você lembra o que o bisavô fez, Júlio? Matou. Matou um tanto de adversário político. Cegou pessoas, cegou. O que vai acontecer com o Publileto? Nos 50 anos depois, também. No há 2 mil anos e nos 50 anos depois.

No há 2 mil anos e nos 50 anos depois. Mas, quando você olha, e mais, lá no Ave Cristo, o Emmanuel está de novo. Então, desencarnações dolorosas. Mas, aí, você olha a história dele. Lá na época da República, lá na época de Sêneca, ele estava lá como político, matando Júlio, perseguindo e matando. Então, Júlio, onde eu estou querendo chegar com isso? No Velho Testamento, sabe quem é o Deus vingativo? Não é Deus. Sabe quem é? A lei de causa e efeito. É a gente com as nossas… Deus é a nossa consciência. O Deus vingativo, Júlio, é o código penal da vida futura.

Então, o Velho Testamento não está falando de Deus. Ele está falando da lei de causa e efeito. Ação e reação. Ele não está falando de Deus. Porque Deus… A última coisa que Deus quer é aplicar o código penal da vida futura. É, eu penso assim, Nero, quanto que a gente tem evoluído no sentido de olhar para Deus e afastando dele essa questão punitiva, para entender que ele é corretivo. Ele não é punitivo, mas corretivo. Quando você se afasta do caminho, a lei e os mecanismos de amor entram em ação para que você retorne.

E isso, vamos dizer assim, o que para nós, na nossa justiça, na forma como a gente vê, é pessoal, ou seja… ganha pessoalidade, eu contra aquela pessoa, eu julgando de acordo com o meu sentimento distorcido, com a minha falta de capacidade de amar, de perdoar, com a minha falta de capacidade de empatia e tal, aí transfere isso tudo para Deus. Torna o processo corretivo um processo punitivo e vingativo, e apesar de a correção ser uma correção mais ou menos dificultosa, de acordo com o transviado, ela é sempre feita com amor.

Ela é sempre cheia de misericórdia. Ela é sempre cheia de misericórdia. Por mais doloroso que pareça. Então, a gente fala assim, uma criança morrer de câncer é duro, é doloroso. Mas, acredite, se fosse só justiça, seria pior. Tem misericórdia ali. Tem misericórdia ali. Então, por mais dolorosa que seja a situação, a misericórdia já tirou um pouco. A misericórdia já… Já ajudou, mas não existe isenção. Não existe isenção. Então, se a pessoa acredita que ela vai transgredir a lei e que não terá consequência, não tem jeito, porque as consequências ficam gravadas em nós.

Então, quando eu cometo um suicídio, quando eu pratico um assassinato, quando eu violento alguém, quando eu faço uma agressão a alguém, aquilo está gravado no meu perispírito, está gravado na minha consciência. E aquilo não vai ser extirpado, está gravado, o registro está ali. E aquele registro tem uma vibração que vai fazer com que eu atraia o resgate. Por isso que a gente diz que, depois de todo resgate, tem uma purificação. É tão bonito isso, né? A pessoa fala, nossa, eu passei por uma luta, foi um sofrimento tão grande, nossa, isso foi tão doloroso, mas eu sinto que meu espírito está purificado.

Todos falam isso, Júlio. Todos que passam por um grande resgate dão esse depoimento. Nossa, foi muito doloroso, foi muito difícil. A gente pode ver, quer ver? O livro O Céu e o Inferno. Está cheio desses depoimentos lá. A própria Cipriana, lembra dela, Júlia? A Cipriana, o livro da André Luiz? A Cipriana falou assim, olha, eu tive lé, o marido abandonou, as filhas foram para a prostituição, os filhos me abandonaram, eu fiquei sozinho. Ah, mas eu não sabia o que Deus estava me reservando. Se eu soubesse que viria tantas dádivas, eu teria passado por isso antes.

E, Arul, o interessante, quando você falava que me vinha, era o quê? Que toda essa compreensão de que se eu soubesse, eu teria… tem a ver com o quê? Tanto a pessoa que está passando, às vezes decorrente de terceiros, quanto os terceiros que estão passando, quanto a gente passa, nós enxergamos, é o benefício de todos, não é só o nosso. Quando a gente compreende, a gente compreende o benefício de todos, o processo de todos, e aí começa a entender que em todas aquelas ações, houve misericórdia. Houve atuação. E houve, primeiro, exatidão no cumprimento.

Porque uma vez eu acho que você falou isso, Deus é perfeito na execução da pena. Está no Sermão do Monte, Jesus fala assim… não faça isso para que você não seja entregue oficial, não sei o que, e aí você cobre até o último ceitil. Ceitil era centavo. Então, existe uma exatidão na lei divina. Existe uma exatidão para mostrar o seguinte, não tem brincadeira com a lei divina. Deus estabeleceu um universo de causas e consequências. Todas as causas que eu gerar vão ter consequências. Causas boas e causas dolorosas para mim.

Para mim. Todas vão ter. Por quê? Porque é a consequência que educa. É a consequência que educa, Júlio. O que nos traz experiência é a consequência. E, veja, eu vou dar um exemplo aqui tão simples, Júlio. Tão simples. Júlio, como você vai descobrir que a corda do violão está desafinada? Se você não ouviu o som desafinado, você vai tocar a corda e vai ouvir o som desafinado, você fala, esse negócio está desafinado, deixa eu afinar. Se você não ouvisse o som desafinado, você ia afinar a corda? Não. Não ia. Então, o que educa é a consequência.

Você tocou a corda Mi lá, tocou o Mizinho, a consequência é o quê? O som. Você fala, está desafinado. Desagradável. Deixa eu afinar. Não. É isso! Sim. A gente toca, a coisa sai desafinada, a gente vai e afina. Só que, às vezes, é três vidas para fazer isso. Já dizia o cantor David Deer, era viver é afinar o instrumento. É afinar o instrumento. Então, consequência é nesse sentido. Você precisa ver o resultado do que você fez, para você avaliar o que foi feito. Para você avaliar. Sim. Então, vamos imaginar um agricultor, Júlio, porque na agricultura eles fazem muito isso, eles misturam plantas, eles fazem aqueles enxertos, fazem aquelas combinações.

Então, você fez uma combinação numa manga. Outro dia eu vi um negócio, rapaz, uma manga gigante, e o pessoal descasca e pega uma colher de sorvete, a manga não tem fibra, faz assim igual ao sorvete. Foram misturando sementes. Como que a pessoa chegou naquele resultado? Não foi de uma hora para outra, eu juro. Ele plantou várias mangas, aí ele colheu e falou, agora deixa eu ver, aí olhou e falou, hum, ainda não está do jeito que eu queria. Deixa eu combinar um pouquinho. Plantou de novo, colheu, ele colheu a manga dos sonhos.

Então, com a gente em evolução, é a mesma coisa. É a mesma coisa. Você está testando e aprendendo até você chegar naquele ponto e falar é isso, aqui eu não erro mais, aqui eu já sei como fazer, eu já sei que o melhor caminho é esse. Agora, eu não preciso ficar um milhão de anos fazendo experiência, porque nós temos um guia e modelo para acelerar o nosso progresso. Mas, aí já é outro tema, né? Aí a gente sai do Salmo 5. Eu estou mais caladinho, porque eu estou com a obra aqui do lado e tem muito barulho. Mas a questão…

Como é que… Você está me lembrando dessa questão? Eu queria trazer, porque talvez muitas pessoas aqui frequentam ou participam de reuniões mediúnicas, em que eles… em que eles encontram com espíritos contumazes, e que relatam, e a gente já viu o relato disso, espíritos que estão aí há milhares de anos, em processos, extremamente dolorosos e provocando dor. Ou seja, nesta questão da iniquidade, nesta questão das perseguições, existe um universo, a gente precisa até no meio espírita sempre estar atento, não tem romantismo, eu até falo com os atores sobre isso, eu achei que a coisa era mais simples, eu pensava assim…

O cara erra aqui hoje, amanhã ele nasce com um problema, faz assim, faz assado, passa uma encarnação, e ele conserta. Não é bem assim, gente. Não é. Tem que… Então, assim, a gente tem que ficar atento com os desvios, porque a gente fala assim, tem hora que o retorno é daqui a um quilômetro, mas tem hora que o retorno é daqui a muito mais tempo. E dependendo de como a gente alimenta as nossas revoltas, as nossas questões, nós podemos… gerar para nós um retorno um tanto mais longo, um retorno um tanto mais doloroso.

Enquanto você falava também, me lembrou, Arudo, a questão do apesar de, toda vez eu volto na parábola do filho pródigo, porque ela meio que baliza a gente em todas as coisas. O filho que teoricamente pediu herança, fez o horror de pedir herança em vida para o pai, sair de casa, foi lá, lançou mão dos bens, perdeu, e tal, tal, tal, e volta, o que diferencia o que o filho que ficou esperava que fosse a justiça divina, e o que Deus efetivamente, ou o que o pai fez com o filho que voltou? Ou seja, o que é o seitio por seitio?

E aí me dá a impressão, sempre falo com as pessoas assim, olha, ok, é isso aí, mas quem julga é Deus, não é a gente não. Não. Não entra naquela de achar que você define qual é o seitio por seitio, porque você não está com o processo da vida. Não. Júlio, olha, não é à toa que depois da justiça tem um adjetivo chamado divino. Então, se você achar que Deus delegou para você a justiça divina, aí você tropeçou. É Deus. A justiça divina… O juiz só tem um juiz, o juiz supremo, que é a inteligência suprema e é o amor supremo da criação.

Então, meu amigo, a gente não alcança. Até porque, Júlio, a gente não enxerga mal, mal uma encarnação. Uma encarnação, Deus enxerga toda a sua história desde o momento que ele te criou até hoje. Não adianta, Júlio. Não há uma criatura que tenha esse alcance de Deus. Nenhuma. Não tem nenhuma. Não adianta. A gente tentar fazer isso é arrogância. Você tentar olhar para o que está acontecendo hoje com uma pessoa e tentar falar, ah, não, foi o que ela fez na vida passada. Não faça isso. O que está acontecendo hoje é uma somatória de dezenas de vidas, dezenas de intervenções e mais.

Um projeto futuro que você não sabe qual é. Um mistério divino com cada um. Um mistério divino com cada um. Aliás, a Cipriana fala isso, né? A dor é um mistério. É um mistério. Ela fala isso lá. Qual de nós saberá? Por que Deus permite que as coisas aconteçam de uma certa forma e naquele momento? Porque também é o seguinte, Júlio, a gente só fica olhando para o passado. Deus vê o futuro. Ele vê o futuro. Então, às vezes você está falando, poxa, mas está acontecendo isso agora comigo. Deus já está vendo três encarnações na frente.

Ele falou, eu preciso que aconteça isso com o Júlio agora, senão eu vou comprometer o que eu estou preparando para ele. Lembra um pouco, Júlio, sabe o quê? É a gente com o filho pequeno, não é? Porque, assim, o menino não quer tomar injeção. É doloroso, Júlio, você segurar um filho para ele tomar a injeção. E ele falando, papai, papai, faz isso comigo. Papai, não deixa fazer isso comigo. Papai, eu te amo, me protege. Aí você tem que segurar o bichinho, rapaz. E a agulha… Aí ele grita. Ele vai achar que eu sou… O que é isso?

Mas, veja, ele está pensando na agulhada. Você está vendo lá longe. Sim. Está falando assim, o quê? Depois esse menino tem uma hepatite B aí… e desencarna e compromete uma encarnação, o quê? Tu vai tomar agulhada. Se agulhada, você chora 15 minutos, daqui a pouco eu estou comprando um pão de queijo para você, você esqueceu. Se você tiver uma hepatite B, tiver uma meningite, filho, é sofrimento para uma vida inteira. Não, não, não, não, não. Você vai chorar 15 minutos. Então, tem esse aspecto da paternidade divina.

Ele está vindo muito além. Ele está vendo muito além. E está vendo dentro de uma perspectiva, de tempo, que não é a nossa. Então, assim, não dá, juro. A gente tentar ocupar esse lugar de Deus é delírio. É delírio. Isso é delírio. É delírio. Em nós é delírio e, digamos, no outro é impiedade. É, é impiedade. Porque é lógico que nós não estamos falando você que atua como juiz é interessante isso às vezes é quase uma comparação o juiz como um Deus que arbitra a vida das pessoas e é bem diferente são os processos civis os processos que até só perguntam como você julga a pessoa eu nunca julguei nenhuma pessoa eu só julgo processos Tem um processo ali, eu resolvo o processo.

Eu não estou julgando. Pessoa é Deus. É Deus. A gente julga o processo. Pessoa. Então, assim, quando Deus olha para um Espírito e fala assim, eu vou purificar esse meu filho e inicio um processo que vai durar 500, 700 anos. Quem somos nós, Júlio, para entender? Nossa, Deus. Eu estou vendo isso na tela. Quem somos nós para entender, meu amigo? Quem somos nós? Isso aí, ó, isso é coisa de Cristo pra cima, viu? É. Isso aí é coisa de Cristo pra cima. E eu gosto, Júlio, de sempre lembrar uma coisa. Jesus é o guia do planeta.

É. É o guia do planeta. Mas, quem que ele chamou pra ficar do lado do coração dele? Maria de Nazaré. É da vontade do meu pai que no meu reino você seja a rainha. Por quê, Júlio? Por quê? Eu estou aqui no meu delírio, tá? Eu sou espírito imperfeito, eu posso delirar. Eu vejo Jesus chegando assim, e falo assim, Mari, estou olhando para o Arudo aqui, estou pensando em determinar isso, mas o que é que o seu coração diz? Aí ela vai falar assim, ô meu filho, tem um ano que ele está suplicando, tem um ano que ele está fazendo oração, vamos?

Sabe o que é legal? O Ariano Soasson escreveu o alto da compadecida e é exatamente isso. Jesus veio ali, faz o julgamento, e aí veio a compadecida. Olha o nome a compadecida e o advogado o promotor o acusador era o demo aí Chegou uma hora que Jesus falou assim olha minha mãe, se continuar desse jeito não vai ter não vai ter condenação de ninguém risos é bonito, né? A imagem é bonita aí tem uma outra, Júlio que é o seguinte, depois que Paulo cumpre tudo, porque quando Jesus tem um encontro com Paulo, as portas de Damasco ele fala assim entra na cidade e eu te mostrarei quanto deves padecer pelo meu nome porque a gente tem uma visão de sofrimento equivocada né?

Eu até ouvi uma frase que é assim, Deus não tem compromisso com o seu conforto, Ele tem compromisso com o seu progresso, com o seu desenvolvimento, com o seu aperfeiçoamento. Não é com o seu conforto. Deus não está preocupado em te proporcionar conforto, Ele está preocupado em te proporcionar transformação e desenvolvimento. Então, quando acaba a encarnação do Paulo, ele chega no mundo espiritual, aí vem Jesus, Júlio, E Emmanuel diz assim, está escrito lá, do lado esquerdo do coração, a bigaia. Do lado direito, que é a mão direita, a mão direita, esteu.

Jesus não vem sozinho. Olha que lindo. Aí, quando Paulo vê Jesus, é muito bonito isso. Porque significa que antes de Jesus vir, ele conversou com Abigail e com Estevão. Conversou com Abigail, que é a amada do Paulo, que é o coração, que é o amor, e falou, Abigail, acabou, está pronto, viu? Está purificado. E falou com Estevão, Estevão, e aí? Algum ressentimento? O Senhor, nenhum. Aí, ele vem, e diz assim, olha o que ele fala para o Paulo, vem Paulo, ser feliz, porque é da vontade de meu pai que os verdugos e as vítimas se reúnam para sempre no meu reino.

Mas, era uma vítima redimida e um verdugo redimido, um verdugo que resgatou tudo, porque, inclusive, ele foi assassinado, ele assassinou e foi assassinado, porque Paulo morreu, juro, degolado. Por que um apóstolo da vegadura dele teria uma desencarnação dessa, Saulo? Por que Paulo teria uma encarnação dessa, sendo que ele já transformou? Ele não era mais Saulo. Por conta da justiça divina. Por conta da justiça. Ali não estava mais Saulo, estava Paulo, o redimido. Mas não tem borracha para pagar o que você fez, Júlio.

A lei divina é a lei divina, amigo. A lei divina é a lei divina. E ele desencarnou degolado. Então, cumpriu, não cumpriu? Cumpriu, não é? E chegou lá. Apedrejou, matou jogando pedra, morreu perdendo a cabeça. Eu não sei se ele perdeu a cabeça quando ele apedrejava. Não sei. Ou se perdeu a cabeça quando foi degolado. Eu acho que quando ele foi degolado, ele ganhou a cabeça. Ele perdeu a cabeça antes. E ele chega cego lá também, né, Rod? Chega cego. Chega cego. É tudo muito simbólico, né, Rod? Eu penso isso. E aí, quer dizer, aí a gente fala, ser feliz.

Aí Jesus fala, ser feliz. E aí tem Abigail. Eu fico pensando, Haroldo, que nessa conversa, alguns de nós podemos olhar para trás, olhar no nosso retrovisor e ver… talvez todo o mal que a gente julgue ter feito, eu acho que essa fala nossa não é para que você se julgue, não é para que você estabeleça condenações, não é para que você entenda que vai ser olho por olho, dente por dente. Quando se fala seitio por seitio, ou se fala essas coisas, nós estamos lidando com a interpretação divina disso, a compreensão divina disso.

Então, para você não aturvar seu coração com isso, não, a gente caminha para frente, como Paulo fez. A gente caminha para frente. Quando formos passar pelas dificuldades, Aruto, certamente… será com misericórdia, a gente tendo condições de passar por aquilo, alguma… Porque… Ah, tem isso muito bem. A gente fica pensando assim, e aí fala, não julgueis, não julgueis nem a você, amigo, não faça isso com você. Não tome o lugar de Deus nisso, né? Não se faça um auto julgamento, uma autopunição. Ali no livro Ação e Reação fala muito disso, né?

Essa culpa que exagera na autopunição, né? Que às vezes está bem desmoldada. Quer ver uma coisa? Ô Júlio, você quer ver uma coisa? Tem no texto 30 anos com Chico Xavier. Um dos primeiros livros, né? E lindos casos de Chico Xavier. Esses dois livros foram os primeiros que foram escritos contando aqueles casos do Chico, histórias do Chico. E, nesses livros, ele conta, é o próprio Chico narrando, ele fala assim, porque eu estou citando esses livros? Porque eles são da década de 50, então, era no início ainda, o Chico estava naquele auge.

Olha o que ele diz, algumas vezes, me coloco em contato com recordações de vidas passadas. Quer dizer, o Chico, no seu processo de aprimoramento, de desenvolvimento, era permitido a ele, por conta da elevação moral dele, lembrar. E, aí, ele fala, nessas ocasiões, me entristeço profundamente. E, então, surge Emmanuel e começa a me explicar detalhes da minha atual existência e relação de cada um desses pormenores com as existências anteriores. Olha que lindo isso, Júlio. Imagina se abrisse aqui para você, se você tivesse condição, se eu tivesse condição, se você tivesse condição, porque nós não temos.

Então, digamos que você abrisse aqui, Júlio, as últimas trinta encarnações suas. Júlio, você ia entrar num processo, você ia desencarnar de depressão, porque todas, escuta o que eu estou te dizendo, você teria acesso a todo o mal que você fez a todas as pessoas que estão do seu lado, Júlio, sua mãe, sua irmã, seu pai, Sheila, as crianças, você ia ver todo o mal que você fez para todo mundo. Seja sincero para mim, Júlio. Você ia conseguir levantar da cama? Não. Você ia conseguir olhar para alguém? Nada. Então, qual o sentido disso, Júlio?

Qual o sentido disso? Deus não quer te massacrar, Deus não quer te constranger, não. Deus quer que você renove. Ele não quer te constranger, Ele não quer te oprimir. Então você esquece. Mas o Chico lembrou, Júlio. E ele lembrou com narração. Lembrou com Emmanuel narrando e comentando. Imagina você lembrando das suas vidas passadas e Emmanuel do seu lado narrando e comentando. Olha, Júlio. Esse episódio que aconteceu lá em Roma, é por isso que você encontrou aqui fulano, fulano, por isso que aconteceu isso, por isso que você veio nessa situação.

Aí, eu te pergunto, Júlio, depois desse entendimento, você ia querer mudar alguma coisa? Você ia falar assim, gente, está tudo certo, eu vou cumprir calado. Aí, Júlio, você entende por que o Chico não aceitou cirurgia espiritual? Para corrigir os olhos. Por que ele não quis mudar nada, Júlio? Ele baixou a cabeça e falou assim, deixa comigo. Se está tudo certo, eu vou fazer meu melhor, sem uma ponta de reclamação. Nossa. Essa que é a atitude, Júlio. Essa que é a atitude. Agora, ô meu irmão, é difícil isso demais, Júlio.

É difícil demais. É difícil demais. É muito difícil mesmo. Muito difícil. Muito difícil. Porque, eu vou contar um caso, se a gente encerrar. Essa semana, uma colega aqui do tribunal, uma juíza, o filho dela de 22 anos, uma pessoa bonita, jovem, 22 anos, pulou da janela. E, no momento que ele estava pulando, ela tentou salvar. Ela se machucou. Não conseguiu segurar ele, Júlio. Tentou impedir, caiu e desencarnou. Júlio, com toda misericórdia divina, como vai ser a situação dele na próxima encarnação, Júlio? É difícil.

Vai ser mais fácil do que essa? Não vai, não é? Não pode, não é? Então, essa situação vai ser difícil, vai ser difícil, não vai ser fácil, mas ele não vai estar desamparado, não, não vai estar desamparado. Mas, o que vai acontecer com ele, Júlio? Daqui, na próxima vida, ou na segunda depois, porque, às vezes, na próxima, ele não tem condição, Júlio. Não tem nem força para resgatar. Mas, na hora de chegar o resgate, ele vai entender, no momento que ele estiver passando a dificuldade lá. Ele vai ter acesso à informação do que foi feito hoje?

Não vai. E ele vai ter dificuldade, vai falar, ah, Deus é injusto, olha o que está acontecendo comigo, olha o que eu estou passando. Aí, imagina, Júlio, se os nossos orientadores chegam e falam assim, ô, meu filho, você está achando que está injusto? O que você está achando que está injusto? Conta para mim. O que aconteceu com você que você está achando que está sendo injusto? Ah, aconteceu isso. É, então eu vou abrir para você. Só nessa área. Nessa área que você está reclamando, eu vou abrir para você. Olha aqui, filho.

Não, não, fecha, fecha, fecha. Leve esse trem para lá, pelo amor de Deus. Aí, Ju, sabe o que você vai falar? Você vai falar assim, nossa, então eu vou ficar 500 anos nisso. Não, meu filho, é só essa vida. Porque Deus não quer te torturar, não. Ele só quer te educar. Queria só comentar que os processos, né, Haroldo, eles são muito pessoais. Por isso isso vale como uma análise particular, né, quando pensarmos nesses processos. Por quê? Porque para nós, nós conseguimos medir a consequência de acordo com a consciência que a gente tem.

Não dá para julgar ninguém, não dá para falar desse ou daquele. Essa questão de… Mesmo que falar, todo mundo suicidou, vai no Vale dos Suicidas, passa isso, passa aquilo, não é uma coisa cartesiana, né, Arudo? Não é uma coisa… que você fala assim, não todo mundo é igual, como se… nem pensa, não quero nem saber se teve esse motivo, aquele, não tem atenuantes. Tem atenuantes, tem questões que são avaliadas, tem um monte de coisa. Então, se você é um pai que perdeu um filho nessas circunstâncias ou parecido, também não tente fazer esse julgamento e, inclusive, tentar…

Será que ele vai sofrer na outra vida? Olha, de forma alguma a gente renasce para ser punido, ser castigado. O que acontece, eu faço a comparação atualmente, é o seguinte, com o corpo espiritual, quando a gente maltrata o corpo físico e o corpo espiritual. É. É como um machucado. A inabilidade, você corta um dedo, leva um tempo pra cicatrizar. Isso aí. Você vai ter que recompor. Consequência. Agora, essa consequência, ela não é uma coisa punitiva. Eu tô aqui agora, tá vendo, você foi ingrato. Amigo, como se você surpreendesse Deus.

Não surpreende Deus. A questão é que nós precisamos sermos mais filhos de de Deus, todos nós. E ser filho faz com que a gente acerte mais, erre menos. Confiar em Deus faz com que a gente erre menos. Confiar no Pai, agir conforme o que nós já conhecemos, que é aquilo que você fala, ninguém é exigido estar no degrau que não está. Ou seja, eu estou aqui, ninguém me exigiu no degrau, de conhecimento bíblico do garoto. É isso aí. Então, só para não ficar assim, nenhuma mãezinha, nenhum pai acabrunhado… Olha, eu vou te dizer uma coisa, Júlio.

Eu vou te dizer uma coisa. Eu acho que a maioria dos pais, quando tem que enfrentar uma situação dessa, raríssimos são resgate, viu? A maioria vem por amor, porque sabe que aquela criatura amada está numa situação difícil e vem para amparar, são advertidos de que podem passar por várias dores e eles falam assim, mas eu vou mesmo assim. Da onde que eu tirei isso? Ave Cristo, Quinto Varro. Quinto Varro. Vou lembrar. Quinto Varro chegou no início do livro, conversando com Clódio. Clódio Júlio era um espírito que coordenava a encarnação de mais de duas mil pessoas.

Todas as decisões reencarnatórias de dois mil espíritos estavam sob a coordenação do Clódio, inclusive a encarnação do Varro. Tanto que o quinto Varro vai pedir para ele. Eu quero vir. Ele falou, Varro, o que você está fazendo aqui, meu filho? Você não precisa encarnar agora. Você já teve uma encarnação aí, maravilhosa. Agora, na época do Cristo, aqui, com a nação belíssima. Vai para a Esfera Superior, meu filho. Eu estou autorizando aqui. Não, mas eu não quero. Eu estou taciano. Ele falou, Varro, taciano não está pronto.

Eu estou acompanhando ele, porque ele é da equipe que eu tomo conta. Estou acompanhando ele, ele não está pronto. Ah, mas eu queria. Clódio, me deixa. Clódio, me deixa, me deixa. Mas, Varro, ele não está pronto, Varro. Eu estou acompanhando a movimentação dele. Mas, Clódio, por favor, deixa. Então, tá bom. É o que você quer? Eu te dou 100 anos. Júlio, a primeira encarnação do Quinto Vaz, você sabe como é que terminou. O próprio Tassiano joga o cachorro, o cachorro mata ele. Ai, meu Deus. Na segunda, ele nasce de novo para ajudar o Tassiano, que tinha reencarnado como uma criança pobre e ofa, e morre no circo.

O Quinto Vá precisava disso, Júlio? Ele precisava resgatar? Não, meu irmão, são sacrifícios por amor. Então, o que tem de pai e mãe passando coisas? Porque estão fazendo o sacrifício do amor. Estão resgatando nada, não. Estão fazendo o sacrifício do amor, mas só que esse negócio leva o Espírito lá para cima, né? Isso aí, meu amigo, é igual foguete. Manda o celular… Não é? Então, a gente não sabe. Amigo, deixa eu te falar. Não adianta querer achar que você sabe o detalhe de cada historinha, de cada encarnação que está aí nesse mundo.

Cuidado. Você não sabe de nada, eu não sei de nada. Cada vidinha dessa aí, meu amigo, é uma história complexa, nós não sabemos de nada, Júlio. De nada. E precisa saber? É. Para quê, né? Eu até consigo. Eu consigo. O conselho é conhece-te a ti mesmo, né, Rodrigo? Isso aí! Não é conhece a vida dos outros, não. Não é conhece a ti mesmo, né? É. Até uma semana que vem a gente dá uma fechadinha numa leitura finalzinha de alguma coisinha e passamos para o próximo, né? E o pessoal pode continuar estudando o 5 e tal. Ele vai trazer muitas coisas aí no finalzinho dele, até aqui falando, né?

Eu queria até trazer, porém, alegre de todos os que confiam em ti, exultem eternamente porquanto tu os defendes, e em ti se gloriem os que amam o teu nome. Estou lendo uma tradução qualquer, mais ou menos aqui, mas o texto vai falar… Eu vou ler a tradução… Leia, leia, leia. Deixa eu achar aqui, né? A tradução do… Aniceto eu salvei aqui Aniceto vai traduzir esse versículo você acabou de ler não, simbolicamente falando todo aquele que opere e coopere de espírito voltado para Deus poderá aguardar sempre o melhor não é promessa de amizade é lei pronto Todo aquele que opere e coopere de espírito voltado para Deus poderá aguardar sempre o melhor.

Não é promessa de amizade, é lei. Então, meu amigo, só nos resta operar e cooperar de espírito voltado para Deus. O resto é lei. Abraço! Abração, gente! Valeu! Música”

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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