Neste episódio da série de estudos do Velho Testamento à luz do Espiritismo, Haroldo Dutra Dias e Júlio César trazem a continuação da análise do Salmo 4, aprofundando-se em reflexões sobre a nossa relação com Deus, a lei de causa e efeito e o processo evolutivo.
O que é estudado neste episódio
- A Reconciliação com Deus: O Salmo é apresentado como um exercício de diálogo com Deus, e a necessidade de reconciliar nossa compreensão de Deus com as experiências da vida.
- A Lei de Causa e Efeito e a Lapidação Divina: É abordada a distinção entre as consequências dos nossos equívocos (lei de semeadura e colheita) e as situações de purificação, comparando-as ao trabalho do escultor na rocha.
- A Comunhão Inabalável de Jesus: A oração de Jesus no Getsêmani é destacada como o testemunho de sua comunhão inabalável com Deus, contrastando com a nossa dificuldade em aceitar a vontade divina quando nossos interesses são feridos.
- A Tentação de Eva e a Revolta da Criatura: A parábola de Adão e Eva é reinterpretada, focando na tentação de Eva de se tornar igual a Deus, e a “revolta da criatura” que não aceita seus limites e a soberania divina. É enfatizado que a existência de Deus, a criação e a própria existência da criatura não estão na alçada do livre-arbítrio humano.
- A Parábola do Filho Pródigo à Luz do Espiritismo: A parábola é analisada com base na mensagem “Semeaduras e Ceifas” de Emmanuel (do livro “Sentinelas da Luz”, Gálatas 6:8), que explora a lei de causa e efeito e a importância das escolhas “depois do resgate”.
- A Diferença entre o Filho Pródigo e o Filho do Meio: É feita uma distinção entre os erros dos filhos da parábola, mostrando que o filho pródigo, ao reconhecer seu erro e retornar, está à frente do filho do meio, que aparenta servir a Deus, mas ainda está na “semeadura da corrupção”.
- A Paciência e o Amor Infinito de Deus: O foco da parábola é deslocado para o Pai, que demonstra amor infinito e paciência, planejando o retorno e não a punição.
- A Bíblia é sobre a Criatura, Não sobre Deus: A conclusão de que a Bíblia e os Salmos não são primordialmente sobre Deus, mas sobre a jornada da criatura, sua evolução e sua relação com o Criador.
Reflexões
- A evolução espiritual é um processo individual de construção da comunhão com Deus, que pode levar tempo, mas é inevitável.
- A lei de causa e efeito atua incessantemente, e nossas escolhas “depois do resgate” são cruciais para a nossa jornada evolutiva.
- O amor de Deus é incondicional e não muda, independentemente de nossas ações; o que muda é a nossa própria estrada e as experiências que colhemos.
Ler transcrição do episódio
E aí, Arudo! Alô, Július! Estamos aqui, nós dois, hoje sem a Leonora, né? Sem a Leonora. A Leonora hoje está trabalhando, fazendo uns cursos, uns treinamentos. Que coisa boa, que coisa boa. A gente volta com o nosso Salmo número 4. Parece que ficou um tanto de dúvida aí do episódio anterior. Ficamos no finalzinho ali com umas questões, né? Eu sempre com as minhas questões com Deus, com entender esse Deus, né? Essa semana mesmo eu vi um um videozinho do Ariano Suassuna falando dessa questão de Deus, muito interessante, depois estava assistindo um vídeo do Lázaro Ramos também, ponderando sobre as questões de Deus, e é interessante, né, Haroldo, que nós não podemos avançar na questão dos salmos sem irmos de alguma maneira, tratando essa reconciliação com Deus, porque o Salmo é justamente esse exercício de diálogo com Deus, me parece, com essa fonte.
E às vezes ela está meio bamba, vamos dizer assim, é um fim meio desencapado, um negócio que a gente não resolveu algumas questões e acabamos… Falando senhor, senhor, mas não entrando na presença, vamos dizer assim. Eu acho que tem uma letra do Gladys, São Júlio, que é tão profunda. Ela diz assim, já não é só arco-íris, mas comunhão. Eu penso que desde o início da evolução, até o momento em que a gente chega a espírito puro, nós estamos construindo a comunhão com Deus, construindo a comunhão. E, neste processo, há uma série de revezes, há uma série de situações que a gente passa, algumas em decorrência da lei de causa e efeito, da lei divina, mas, nem sempre, algumas situações também decorrentes da lapidação que Deus faz em nós.
Que é mais ou menos o processo do escultor na pedra, na rocha. E é difícil exigir que a rocha entenda o que o escultor está fazendo. Porque é o… Imagina se eu pegasse no meio do caminho e a rocha te explicasse… olha, o que o Rodan está fazendo em você? Não sei, está me machucando aqui pega o cinzel, arranca pedaço tira para lá e para cá isso é um maldoso é um perverso está querendo me ver sofrer você fala, Rodan, o que está acontecendo? Eu estou esculpindo o pensador sim, esse bloco de mármore vai ser a maior obra-prima da escultura mundial é isso que eu vou transformar essa rocha ingrata risos Essa rocha reclamona.
Então, tem um aspecto daquilo que a gente recebe por conta dos equívocos, porque a lei é de semeadura e colheita, é uma lei de retorno, é natural. Então, é natural que tudo que a gente emita volte para nós e nem o mágico interferirá. Como diz o Gilberto Gil, né? Se a vida fere com uma sensação do brilho, de repente a gente brilhará. Não se incomode, o que a gente pode, pode, o que a gente não pode, explode lá. Aí ele fala do ferimento, ele fala assim, nem o mágico interferirá. Claro, tem hora que você saque essas mesas e fica pensando, vou ter que voltar na música.
É, do real, então ele fala isso lá, assim, Deus não interfere. No sentido de interferir, não no sentido da misericórdia dele, porque a misericórdia dele está sempre presente, até mesmo no resgate. Mas, ele não afasta a lei do retorno, porque Deus não revoga as suas próprias leis. Só revoga leis quem está inseguro contra elas. As leis de Deus são perfeitas, então, ele não vai revogar. Mas, tem situações que a gente passa que não são resgate, são situações de purificação. E, aí, é uma coisa misteriosa. Mas, de qualquer maneira, isso abala o relafonte.
Eu dizia que Jesus deixa, para o final do Evangelho, o testemunho da comunhão inabalável. Esse momento é a oração do orto, no monte lá das Oliveiras. Esse momento é o momento em que Jesus vai testemunhar, no Evangelho, que a comunhão dele com Deus é inabalável. Inabalável. Quer Deus, afaste o cálice. Quer Deus, mantenha o cálice. Seja feita a tua vontade. Eu creio que nós estamos longe disso, muito longe disso ainda. Então, a nossa relação com Deus não é forte ainda o suficiente. Porque, quando os nossos interesses são feridos, a gente tem dificuldade de aceitar, tem dificuldade de aceitar.
E, penso que esses salmos vão falar muito disso. Esses salmos são uma espécie de argumentos para que a gente possa reconstruir a nossa relação com Deus. Reconstruir. Reconstruir por quê? Porque essa relação foi abalada pelas experiências que a gente vive. Você perde alguém, você passa por um revés, você tem uma doença, abala, abala. Você fala, não é possível. Não, não, não tem jeito. Abala, abala. E a evolução é isso. A evolução é esse processo em que cada criatura precisa construir sua própria comunhão com Deus. Nem Deus vai construir sua comunhão com ele.
Isso é forte. Nem Deus vai fazer isso. Você que terá que construir sua comunhão. Ah, mas vai levar 100 mil anos. Que leve um milhão de anos. Nem que… Nem que passem cem mil anos. Nem que pedras virem pó. Nem que se apaguem as estrelas. Nem que se apaguem as estrelas. Ainda vou viver a vida plena. Plena. É isso, né? Ah, vai demorar o tempo da estrela. Que demora, amigo. É por você precisar. Eu já fui… Eu fico pensando que eu já fui ao fundo do poço nessas reflexões. E uma coisa que às vezes a gente fica brigando, e eu falo isso aqui para quem não é religioso, é…
Tem até uma algeriza quando se fala Deus, assim, e tal. É que a gente está aqui assistindo o estudo, acho que cabe a todo mundo saber que a gente não está aqui, a gente está aqui fazendo reflexões em torno de Deus, e Deus ele se apresenta de muitas formas, ele não é de acordo com a opinião de um ou de outro apenas, né? Mas eu penso assim, que existe uma coisa que a gente não pode negar, e eu vivi isso em alguns atendimentos até na mediúnica, de companheiros que, por conta de uma desilusão profunda com Deus, profunda com a vida, queriam deixar de existir.
É, sim. Isso não é possível. E isso é importante. Para o início que eu estou querendo dizer, uma reflexão. Não é possível, porque nós só sabemos o que é existir. A gente desconhece, numa opção, o que é não existir. É, sabe o que eu… Não, deixa eu completar. Deus é todo um processo que a gente analisa de vida. É como a vida se apresenta para nós, e a melhor forma que nós temos, e é orientado pela própria vida, pela natureza, pela expressão da lei divina, da gente viver melhor. A gente olha para trás e vê claramente que fez escolhas em que nós vivemos pior.
É, não, tem isso também, né? Tem isso também. Mas, você entrou num ponto aí, Ju, que é quando a gente passa por uma experiência dolorosa, a gente entra nesse processo que eu, ultimamente, eu tenho pensado e eu encontrei um nome para esse processo. Esse processo chama A Tentação de Eva. A Tentação de Eva. Qual que é a tentação de Eva e que acaba o marido dela, ela envolve também o marido Adão, nesse processo? Nós temos um momento que a gente começa a pensar no nosso livre-arbítrio e na nossa autonomia e que existe, existe, mas a gente quer que essa autonomia seja absoluta.
Então, qual que é a tentação? Qual que é a proposta da serpente para Eva? Que Eva se torne igual a Deus. Que Adão se torne? Não, ela. A serpente fala com ela. Ela fala assim, pode comer de todas as árvores. Tem uma árvore que está lá no meio que não pode comer. Tem uma árvore que está no meio. Em nenhum momento do texto bíblico foi dada a localização da árvore do conhecimento do bem e do mal. Até então, em nenhum momento do texto, foi dito onde estava essa árvore. Porque o lugar dessa árvore cada um escolhe. Eva escolheu colocar isso no centro.
O que ela escolheu colocar no centro do desejo dela? O que ela não pode. Você pode desejar um monte de coisa, mas, se você escolhe colocar no centro do seu desejo aquilo que não pode, mas, tem o que não pode? Tem. Por exemplo, Júlio, não é dada a criatura determinar se ela pode existir ou não. Simples. Você não decide se você vai existir. Quem decidiu isso foi Deus. E acabou. Isso não faz parte da alçada do seu livre-arbítrio. Você pode chorar, você pode berrar, você pode reclamar. Isso não faz parte do seu livre-arbítrio.
Isso faz parte do livre-arbítrio de Deus. Outra coisa que não faz parte do seu livre-arbítrio. O universo existir. A criação existir. Eu não quero que tenha criação. É, o problema é seu. Não está na alçada do seu livre-arbítrio querer, desejar, determinar se o universo, se a criação existe ou não. Outra coisa que não está no seu livre-arbítrio. Deus existir. Eu quero que Deus exista. Não quero Deus. Não está. Então, Deus existir. A criação de Deus e a existência da criatura… não está na alçada do livre-arbítrio da criatura.
E é isso que Eva não se conformou. E essa é a tentação. Porque a serpente fala assim para ela. Não. Sabe por que ele te proibiu? Sabe por que Deus te proibiu de você escolher ele não existir? De você escolher a criação dele não existir? De você escolher você não existir? Sabe por que ele te proibiu isso? Porque ele sabe que você vai se tornar Deus como ele. Só que não vai, Júlia. Não vai. Não vai por uma razão singela. Nós somos limitados, Deus é ilimitado. É simples assim. Então, é tão simples que o limitado não pode determinar nada sobre o ilimitado, porque está acima da sua capacidade.
E, veja, não é que está acima agora, estará sempre. Sempre estará. Não interessa o seu grau de evolução. Você nunca vai ser Deus. Nunca. Nunca. Você pode ser um Cristo, uma galáxia, Júlio. Isso é um grão de areia diante de Deus. Percebe? Então, aí, o que acontece? A gente não aceita isso. A gente não aceita. Não aceita. E, é importante, porque a Bíblia começa com isso, Júlio. A Bíblia começa com essa parábola. As pessoas transformaram a história de Adão e Eva numa história de sexo. Gente, Adão e Eva viviam pelados, podiam fazer sexo o dia inteiro.
Sexo nunca foi o problema. Eles estavam pelados. No paraíso, rapaz. Você quer coisa melhor do que isso? Esse nunca foi o problema. O problema, a Bíblia começou quando a criatura quis se tornar criador. A história da Bíblia começa quando a criatura decide se tornar criador. E ela termina quando o Filho amado vem e diz, mas seja feita a tua vontade. Então, o Cristo, no Monte das Oliveiras, reescreve a história de Adão e Eva. A criatura volta a assumir o seu lugar de criatura. E olha que é o Cristo, Júlio. É o Cristo planetário assumindo seu lugar de filho, de criatura.
É bonito demais, né? É. Então, por isso, por isso, por isso, nós chamamos esse processo, esses Espíritos se manifestam, é o processo da revolta. A revolta da criatura que não aceita ser criatura. A revolta da criatura que não aceita que o livre-arbítrio dela não lhe dá o poder de determinar sobre coisas que só Deus pode determinar. No fundo, no fundo, Júlio, é alguém que não quer obedecer, só quer mandar. E aí não tem jeito, Júlio. Sabe por quê? Eu fiquei pensando uma coisa, Júlio. Até Deus obedece. Não descumpre as próprias leis, né?
Não, e mais, Júlio, não viola o seu livre-arbítrio. É. É. Ele não descumpre as próprias leis e ele não impede você, Júlio, de exercer seu livre-arbítrio. Sabe por quê? Porque ele determinou. Cada criatura terá livre-arbítrio. Nem o mágico interferirá. Nem Deus. Interessante. Depois nós vamos resgatar essa letra. Ele não interfere. Não interfere. Você fala, mas ele tem a onisciência. Ele tem a onisciência, mas ele tem a obediência. Aí eu falo, eu acho mais difícil, sabe, Júlio? A obediência de Deus eu acho a mais difícil, porque uma coisa é você obedecer, porque você não está enxergando, né?
Você fala, ô Deus, eu vou te obedecer, mas eu não estou entendendo nada. Eu não estou entendendo qual que é o sentido disso que o Senhor está fazendo na minha vida. Mas eu vou obedecer. Agora, e Deus que entende, Júlio? Ele entende todas as consequências da sua escolha e Ele respeita a sua escolha. Só Deus. Só Deus. Você daria conta de fazer isso? É. Você não daria conta. Entendeu? Você ia interferir. Você não é todo poderoso. Imagina você, onisciente e todo poderoso. Você ia dar conta de obedecer, Júlio? Não, não poderia nem ter isso, Haroldo.
Vou dizer assim, ser omnisciente e todo poderoso, com a dificuldade íntima e insegurança, imagina, por isso que o mais humilde, o mais humilde do universo é Deus. Porque ele pode tudo e não faz tudo. É muita humildade. Quando fala assim, desculpa a ignorância, quando fala ele é o alfa e o ômega, está dizendo o quê? Não, porque o alfa é a primeira letra do alfabeto grego. E o ômega? O ômega é a última. Então, ele é o princípio, ele é o fim. Mas isso é uma expressão idiomática do hebraico para dizer que ele é eterno.
Ele não tem fim. Ele está além do tempo. Ele é eterno. Você sabe que… Na minha maneira de ver a gente dentro da nossa fragilidade, entendendo que nós não surpreendemos a Deus e tal, eu vejo uma única maneira, e fala isso, acho que o próprio Adriano fala isso nesse videozinho que eu vi dele, não conceber um Deus que ama… Seria algo insuportável para qualquer ser humano. Por quê, Haroldo? Entendamos, nós não sabemos exatamente o que é Deus. Exatamente o que é Deus. A gente não abarca, isso não cabe no nosso baldinho.
Mas os atributos dele, esse principal que é… Não há como conceber um Deus que não ama, porque seria uma dor tão profunda de se viver e um caos tão absurdo no universo, que você só pode conceber uma inteligência suprema e que ama… absurdamente em qualquer circunstância. Porque, senão, Arouca, qual seria o sentido efetivo da vida, do respeito? Quase que nós seríamos melhor que eles. Então, aí surge duas questões agora. Se existe esse ser soberano que ama infinitamente, que é a justiça infinita, que é a sabedoria infinita, aí vem a pergunta.
Por quê? Por quê, Senhor? Por quê? Então, bonito. Então, nós vamos começar pelo filho pródigo. Porque aí vem os modelos. Então, nós temos o modelo do filho pródigo e o modelo do filho mais velho. São modelos de errar diferentes. Por quê? O filho mais velho da parábola não é o mais velho, ele é o filho do meio. Eu tenho o filho mais novo, que é o filho pródigo, eu tenho o filho do meio, que ficou na casa paterna, mas ficou errando, E eu tenho o filho mais velho verdadeiro. Filho oculto. E é o que renunciou ao céu para vir à terra.
Contar a parábola. Que é o filho amado. O filho oculto. Esse é o mais velho. Esse é o mais velho de verdade. É importante a gente entender isso, porque senão a gente interpreta a parábola de maneira equivocada. Sim. O único filho amado que está acertando é o mais velho, Jesus. Os outros dois estão errando. São erros diferentes. São maneiras diferentes de errar. Mas, são erros. Por que são maneiras diferentes de errar? Porque ambos estão negando a comunhão com Deus. Um porque saiu de casa e o outro, Júlio, porque só ficou de mentirinha.
Ele nunca esteve em casa. Ele nunca esteve com Deus. É uma aparência. Parece que ele estava. Parece que ele está em casa, parece que ele está servindo ao pai, mas aquilo é só aparência, porque na hora que o pai pede algo para ele, ele não está disposto a fazer nada. Então, ele não está. O único que está na casa paterna foi um que renunciou a tudo para vir aqui. Renunciou a todos os seus direitos para vir nos suportar. Esse é o filho de verdade. Esse é o filho que faz a vontade do pai. O outro, do meio, é a aparência.
Ele aparenta servir a Deus. Ele aparenta estar em casa. Ele não está na casa paterna. Na verdade, ele não está. Mas, vamos começar pelo próprio? O que tem a ver aqui com o Salmo 4? Tem uma mensagem do Emmanuel, que está no livro Sentinelas da Luz. Que você falou semana passada, a mensagem. É. É o capítulo Seneaduras e Seifas. Opa! É importante isso aqui. Porque esse aqui é o caminho do filho pródigo. Porque o que eu percebo, Júlio? Às vezes a gente lê a parábola rapidamente, a gente fantasia o filho pródigo. Porque é um texto curtinho, e a gente fica ali preso à letra e não ao espírito, e a gente fantasia a história vivida pelo filho pródigo.
Então, eu vou tirar essa fantasia com essa mensagem do Emmanuel. Gálatas 6,8 Quem semear na sua carne, da carne colherá corrupção. Gálatas 6,8 Aí, Emmanuel vem e comenta. Semeaduras e ceifas. Plantaremos todos os dias. É da lei. Até os inativos e ociosos estão cultivando o joio da imprevidência. Então, mesmo sem fazer nada, você está semeando. É necessário reconhecer, porém, que diariamente colheremos. Então, é bonito, porque nós, Espíritos, a gente pensa assim, ah, semeou hoje, vai colher amanhã. Não, não, não, não, não, não, não.
Todo dia você está semeando, todo dia você está colhendo. Então, vamos lá. Há vegetais… que produzem no curso de breves semanas. Outros, no entanto, só revelam frutos na passagem laboriosa de muito tempo. Então, eu comparo isso aqui a alface e café. Alface, você plantou hoje, daqui duas, três semanas você está colhendo. Café, você plantou hoje, você vai colher daqui cinco anos. Tâmara, você plantou hoje seus netos que vão colher. Olha isso. É isso que Emmanuel está dizendo. Então, Emmanuel está dizendo assim, sim, a gente está semeando todo dia, está colhendo todo dia, mas tem vários tipos de planta, viu, gente?
Não acha que a vida é só alface. Então, de repente, você está colhendo hoje o que você plantou quatrocentos anos atrás. Está dando fruto hoje. Sim. É isso. Bom, em todas as épocas, a turba cria complicações de natureza material, acentuando o labirinto das reencarnações dolorosas, demorando-se nas dificuldades da decadência. Dificuldades da decadência? Labirinto das reencarnações dolorosas? Labirinto das reencarnações? São várias? Quer dizer que eu posso entrar num labirinto e ficar várias encarnações perdido e sofrendo?
Pode. Ainda hoje, surgem os que pretendem curar a honra com o sangue alheio e lavar a injustiça com as represálias do crime. Daí, o ódio de ontem gerando as guerras de hoje. A ambição pessoal formando a miséria que há de vir. Os prazeres fáceis reclamando as retificações de amanhã. Aí, a gente está entendendo o versículo. Se eu semeio na carne, eu vou colher na corrupção, na decadência. Até hoje, decorridos mais de 19 séculos sob o cristianismo, apenas alguns discípulos de quando em quando compreendem a necessidade da sementeira da luz espiritual em si mesmos.
Dezenove séculos, só alguns entenderam que tem que semear a luz em si mesmo, diferente de quantas se conhecem no mundo e avançam a caminho do mestre dos mestres. Agora, olha só. Se desejas, pois, meu amigo, plantar na lavoura divina, olha isso, Júlio, Você quer plantar na lavoura divina? Ué, mas por quê? É porque tem a lavoura humana e tem a lavoura divina. Você deseja, meu amigo, plantar na lavoura divina? Então, foge ao velho sistema de semeaduras na corrupção e ceifas na decadência. Nossa! Mas agora, depois você volta e vai falar.
O que você entende disso aí? Vamos lá. Semeaduras na corrupção e ceifas na decadência. Cultiva o bem para a vida eterna. Repara as multidões encarceradas no antigo processo de se levantarem para o erro e caírem para a corrigenda. Eu me levanto arrogante, senhor de si, para errar E depois eu baixo a cabeça e choro na corrigenda. Aí eu volto de novo orgulhoso, semeio no erro, na corrupção, e vou colher na decadência. Ou seja, Júlio, o maior problema é depois do resgate. A gente pode até compor uma música, viu? Vamos compor uma música, vai chamar Depois do Resgate.
Porque qual que é o problema depois que eu resgatei? Enquanto eu estou resgatando, Júlio, eu estou caído na corrigenda. Eu tô caído foi o filho pródigo ele tava caído na corrigenda ele foi corrigido Júlio ele colheu ele tava comendo bolota de porco e se a expiação Júlio sim ele estava na corrigida aí que que ele falou ele podia se ele ter se levantado Júlio já resgatei levanta e agora que que você vai fazer Então, a música que eu queria compor com você se chama Depois do Resgate. Porque depois do resgate é a grande decisão, Júlio.
Porque depois do resgate, abriu a cela. O guarda chegou e falou, Júlio, você está livre. Pode sair. Aí vem a pergunta. O que você vai escolher? Qual foi a escolha do filho pródigo? Vou voltar para a casa do meu Júlio. Ele já tinha acabado o resgate. Todo mundo esquece isso. As pessoas pulam. Elas leem a história assim. O filho pródigo pediu herança, gastou e agora está voltando. Elas esquecem o período de expiação em que ele colheu tudo o que ele semeou. Elas simplesmente cortam esse trecho da parábola. E acham que aquela recepção foi gratuita.
Olha que bonito. Repara as multidões. Encarcerada. Encarcerada é preso, Júlio. Presas no antigo processo de se levantarem para o erro e caírem para a corrigenda. E segue rumo ao Senhor, organizando as próprias aquisições de dons imortais. Assim. Cuida da tua colheita. Ou seja, semeaduras na corrupção e ceifas na decadência. Então, é assim, Júlio. A pessoa está com saúde, ela vai lá e destrói a saúde. Depois, ela está na decadência da doença, Júlio. Ela se levanta para ferir corações, para fazer promessas, para fazer um arraso afetivo.
Depois, ela está na decadência afetiva. Relacionamentos de sofrimento, de resgate, sozinha, Ela está de pé, Júlio, usando dinheiro para ferir, para humilhar as pessoas. Depois, ela está colhendo na decadência da miséria, Júlio. Porque toda vez que ela está de pé, ela é arrogante. Toda vez que ela está de pé, ela quer ferir a lei divina. E toda vez que ela está caída, aí ela quer chorar e reclamar. Então, quando ela está de pé, ela está semeando na corrupção. É a corrupção. Corrupção no sentido da lei divina, entendeu?
Mas, toda vez que ela está resgatando, que ela está na decadência, aí ela quer ser coitada. Onde? Então, a música se chama Depois do Resgate. Pronto. Depois do resgate. O que nós vamos fazer depois? Resgatei. Resgatei. E agora, o que você vai fazer? Aí você vai fazer a sementeira da luz espiritual em si mesmo ou vai semear de novo na corrupção? Então, o bonito da parábola do filho pródigo é que ele resgatou e falou não vou semear mais na corrupção. O filho que ficou, Júlio, ainda está semeando. Nem chegou o resgate dele, Júlio, que ele acha que está com Deus, ele acha que está certo, Ele acha que ele é justo, ele acha que ele é honesto, ele acha que ele está seguindo a religião, Júlio.
Ele expulsa as pessoas, ele é preconceituoso, ele faz mal ao próximo e acha que ele está seguindo o Evangelho, a lei de Deus. Nem começou o resgate dele ainda, Júlio. Você falou que ele está um passo atrás. Ele está um passo atrás, que ele está errando ainda. Ele ainda está na semeadura da corrupção. Ele vai ter que passar pela colheita da decadência para ele ver se ele se toca. E volta para a casa paterna. Então, o filho pródigo está na frente dele. Mas, Arul, de onde você tirou isso? Não fui eu, não. Quem interpretou foi Jesus.
Os publicanos e as pecadoras entrarão primeiro do que vós no reino dos céus. Foi Jesus que interpretou. Os publicanos e os pecadores entrarão primeiro do que vós, porque eles já reconheceram que erraram e que resgataram. Vocês estão achando tão certo? Vocês nem reconhecem que estão semeando na corrupção? Vocês estão para trás. Vocês vão entrar depois. Vão entrar, mas depois. Depois do resgate. Depois do resgate. Então, Júlio, é depois do resgate que vem a grande decisão. E a decisão bonita do filho pródigo é eu vou me levantar e irei ter com meu pai.
Chega. Chega de semear na carne para colher na corrupção. Nossa, isso é profundo, Arudo. E tem a ver com a pergunta que fala lá. Até quando… Está no versículo do Salmo. Como é que é? Até quando farás… Até quando tornareis a minha glória em vexame? E amareis a naidade? E buscareis a mentira? O que é isso, Júlio? É semerar na corrupção. Você está buscando a mentira achando que é verdade. Você está buscando o vexame achando que é glória. Achando que é glória, achando que você está acertando, que você está se dando bem.
Estou me dando bem. É, me vem assim, de uma maneira simples também, como os valores estão invertidos, né, Arudo? Mais poderoso é quem humilha, e o humilhado é o que é o vexame. Você é um vexame, você é fraco. Jesus, naquele tempo, hoje a gente fala Jesus, mas naquele tempo, quantos ficaram achando que foi um vexame? Nossa… Esse aí que vocês falaram que é o Messias É o que morreu na cruz Esse é um vexame É Nós Nós que estamos na glória Olha o nosso templo Olha as nossas vestes Olha a nossa prosperidade Esse pobre coitado pendurado numa cruz É isso que vocês estão seguindo?
É Tem uma música que eu fiz com o João Que ele fez para o Bom Ladrão É E que eu acho que trata um pouco desse tema também, que fala esse reconhecimento dele, e depois do resgate, ali na cruz. E a gente vai estar… Mas esse amor divino, Arudo, é isso que é importante para nós. Esse amor divino é paciente. Aí você tocou num ponto bonito, porque o ponto mais alto da parábola Não é nem o filho pródigo, nem o filho do meio, e nem o filho amado. Mas o pai. O foco da parábola é o pai de infinito amor, Júlio. Sim. É o pai que tem tanto amor que vai no meio do caminho para acolher o filho pródigo que resgatou o débito e que agora está buscando ele.
E é o pai que vem para o filho que ainda está errando. Para tentar convencê-la a parar de errar. Isso é amor infinito. Sim. É isso aí que eu… Deixa uma mensagem. Qual que é a mensagem da parábola? Não interessa o que você faça. O que você faz não tem o poder de mudar o amor de Deus. O que você faz não tem o poder de mudar o amor de Deus. O que você faz tem o poder de mudar a sua estrada. A estrada que você vai trilhar. Que essa estrada pode se tornar sombria, espinhosa, dolorosa. Haverá pranto e ranger de dentes.
Você muda a sua estrada. Você não muda Deus. Nada do que você faz muda Deus. E eu fico pensando que esse espinho que a gente chama, e é legal você falar disso, porque Jesus passou pelo espinho também, Jesus passou por tudo isso, mostrando que, talvez para nós, que o amor divino está expresso em todas essas situações. E me lembro a gente falando que, acho que é Mano que fala que nós estamos como que imersos no plasma divino, na… uma coisa assim, fala. Então, quem erra está imerso no plano divino, quem acerta está imerso no plano divino.
O filho que saiu de casa não conseguiu sair da casa do pai, porque a casa do pai é onde ele estiver. Então, ou seja, eu acho que o importante para nós é nós tirarmos a dúvida sobre a O objetivo maior que talvez a gente convença, que é o seguinte, não tem jeito. Nossa destinação é a purificação, é a evolução. Eu falo perfeição no sentido relativo, né? A perfeição relativa. E quando você falou lá atrás, me veio o seguinte, Haroldo. Que um dia nós vamos… Não nos sentimos tão distantes ou preocupados de não sermos perfeitos e Deus ser assim, ser assado.
Que vai ser quando a gente fizer como Jesus. A vontade de Deus. A vontade do Pai. Então, eu não vou ter o conflito. Aí você entrou num ponto bonito. Porque qual a conclusão que a gente chega? Nós vamos estudar todos os salmos. Não é sobre Deus, Júlio. É sobre nós. Não é sobre Deus. Sobre Deus, a gente já sabe tudo o que a gente precisa saber. Ele é infinito amor, infinita sabedoria, infinita justiça. Ele é onipresente, onisciente, ele é eterno. Não precisa saber mais nada. Não é sobre Deus. A Bíblia… É chocante o que eu vou falar.
A Bíblia não é sobre Deus. É sobre a criatura. Não é sobre Deus. Deus é. Deus é fiel, Júlio. Não. Deus é fiel, Deus é confiável, Deus é constante. É isso, Haroldo. Eu acho que o caminho para nós não nos perdermos é justamente não nos perdermos do que é plausível para a vida. O que é o ambiente que te possibilita viver? Porque, se formos pela lógica, só pela lógica, não pela teologia ou qualquer outra coisa, pela lógica de que é insuportável viver, considerando que a sua origem é maléfica. Que a sua origem, a origem de todas as coisas que trazem prazer, você consegue amar?
Você tem um filho, você ama, Arouca. Se você, diante de toda a sua fragilidade, você ama como a gente ama um filho, o que seria, em que amor nós estaríamos imersos? Para quem criou tudo o que a gente vê de belo no mundo. O dia que nós somos capazes de criar 1%, 0,5% do que Deus criou, porque você olha para o universo, você olha para o que a gente chama de Deus, porque nós não sabemos… É quem nós podemos computar a assinatura de toda essa obra que é estupenda, né, Haroldo? O universo funcionando perfeitamente, os planetas girando, tudo acontecendo.
É incompreensível. É incompreensível. É de uma grandiosidade incompreensível. Sim. Incompreensível, Júlio. Assim, basta você pensar… Eu estou tentando encontrar uma maneira simples de dizer as coisas. Tem galáxias, Júlio, que estão tão distantes da gente que, se você viajar na velocidade da luz, vai demorar mais tempo do que você tem de existência de espírito. Se você saísse hoje e viajasse a 300 mil quilômetros por segundo para chegar nessa galáxia, você ia demorar mais tempo do que você tem de criação, desde o dia que você foi criado por Deus até hoje.
Você ia demorar mais do que isso para chegar lá. Essa criação é assustadora, Júlio. É. É assustador. É feito para a gente não conseguir ver o horizonte. Sim. O universo, não dá para ver o horizonte, Júlio. Assombroso, meu amigo. É, é. É assombroso, Júlio. Assombroso. É assombroso. Ô, Júlio, tem sistema solar que o Sol, o Sol é um milhão de vezes maior que o nosso. Assim, cara, e o nosso Sol, ele já é… centenas de milhares de vezes maior do que a Terra. A gente está falando de algo, Júlio, que é inconcebível. Sim.
Não é difícil de… É inconcebível. Agora, veja, e aí que é bonito, né? Quando você olha para o geral da vida, a gente percebe um toque de misericórdia em tudo, sabe, Júlio? Um toque de misericórdia nas prisões… um toque de misericórdia nas privações, nas provações, nas expiações. Em tudo, Júlio, a gente percebe um toque de misericórdia, porque não tem perversidade na criação divina. Tem dor. Dor tem bastante. Perversidade não tem, Júlio. É tão interessante, Júlio, por exemplo, você sabia que se você estiver num avião e ele cair, você morre antes do avião cair no chão?
Porque o nosso corpo foi feito para você, a queda, antes de chegar no chão, você já morreu. Podia ser mais perverso, não podia? Percebeu, Júlio? Se, por exemplo, você tiver acontecido um acidente, cortar o seu braço, você desmaia. Sim. Então, existe dor, mas tem um limite, Júlio. Sim. Tem uma régua aí muito divina, sabe? Sim. Agora, não tem espaço para fraqueza, Júlio. Aí, é o tema do vir a ser, que foi o tema do vir a ser que a gente fez, coragem. A criação não foi feita para Espírito que não está interessado em construir coragem.
Então, a vida exige coragem, coragem de viver, coragem de servir e coragem de amar, porque A gente é separado das pessoas que a gente ama, né? Então, tem que ter coragem para amar, viu? Tem que ter coragem para amar. A dor é dos corajosos. Porque, a princípio, é a certeza de que você vai sofrer. Puxa, eu vou amar tanto, não tinha uma hora que eu vou ficar separado, ainda que produzora minha. É, tem que ter coragem para amar. Tem que ter coragem para servir, por quê? Você faz de tudo para a pessoa e ela te devolve com ingratidão.
Você tem que ser corajoso. Sim. E você tem que ser corajoso para viver, porque viver tem umas fases boas, tem umas fases ruins. Então tem que ter coragem a vida exige coragem por isso tem aquele livro maravilhoso mas assim, a vida não é um ambiente de perversidade perversidade não está na lei divina perversidade de Deus tem perversidade do ser humano o ser humano é perverso O ser humano é o único que se torna um gênio perverso. Isso não tem em nenhum animal, Júlio. Nenhum. O leão vai lá, atacou a presa, ele comeu, acabou.
Ele ficou vivo ali. Acabou. Ele não é perverso. E acho que aqueles que se sentem assim ainda, e você vê o adoecimento mental, e por isso a gente entra em questões muito importantes, e que os salmos, e isso tudo que a gente vem fazendo, é de preservar um local, o local santo, santo dos santos da criatura, que é a mente, né? Porque quando você corrompe esse local, você pode perder… cair numa situação muito difícil, como algumas, né, irmãos, mas ninguém, sem solução, porque nenhuma das ovelhas se perderá, no entanto, e sempre com o amor divino exercido em plenitude, não tem problema algum, quando você, uma escola já não te serve, não é você não serve para aquela escola, quando aquela escola já não te serve, vamos ter uma nova escola que te serve.
Uma recolocação, né? E não é recolocação como nós fazemos aqui, vamos te punir. Não. É o seguinte, você, meu filho, vai levar mais tempo, então você passa dessa pra essa, nessa aqui, e vamos aqui, olha, com o tempo a seu favor. Fica tranquilo. Você vai chegar lá. E vai chegar lá sendo amado. Porque o pai, como fala na parábola do filho pródigo, ele não parou um minuto para repreender o filho que voltou. Não. É nós que ficamos… Nós ainda temos essa síndrome do filho que ficou. Imagina ele do lado do pai assim, esperando.
Agora ele vai… Agora ele vai voltar. Isso que o filho do meio finge que está com Deus. Ele pensa que está com Deus, Aronso. Ele pensa. Deus vai puni-lo se ele se afastar. O problema, Júlio, Deus não está preocupado com quem se afasta. Deus está celebrando quem volta. Ele está preparado para celebrar a volta. Ele não está minimamente preocupado em punir quem se afasta. Enquanto você está planejando o afastamento, ele está planejando o retorno. E rindo do seu afastamento… É ilusório. É, porque é um afastamento, mas aí é um afastamento importante, porque é um afastamento da comunhão.
Eu decido não comungar. Então, agora é mais ou menos assim. Agora eu não quero estar com você. Agora eu não quero estar em comunhão contigo. Agora eu não quero. E, no fundo, isso é uma rejeição à condição de criatura… a condição do Criador e uma rejeição do vínculo. Porque isso é importante, Júlio, você nunca vai ser irmão de Deus, você sempre vai ser filho, isso é forte, Deus é seu Criador. Então, a gente rejeita, rejeita a posição dele, rejeita a nossa, rejeita a relação, Fruto da inexperiência, fruto da imaturidade, fruto da insegurança.
Não tem problema. Alguns vão demorar mais, alguns vão escolher um caminho mais difícil. Não importa, porque para Deus, para Deus, todos os caminhos, todos os caminhos, são caminhos de experiência. E nós sabemos disso porque nós estamos nessa, não é, Luiz? Estamos nessa. Estamos nessa, reconhecendo. A pergunta é… O que eu me faço hoje, Júlio, é assim. O que eu preciso passar para compreender? Sim. O que eu preciso passar para compreender? Porque tem criaturas, Júlio, que vão precisar de experiências leves para compreender coisas profundas.
Tem pessoas que vão precisar de experiências profundas para compreender coisas simples. Sim. É… Mas é dinâmica da vida mesmo, acho que ninguém se… Não é sobre Deus, é sobre nós. Não se turbe o vosso coração, não é? Credos em Deus? Credo também, na casa do meu pai há muitas moradas. É bem isso. Então, semana que vem a gente continua de qual parte aí? Pode, semana que vem, acho que a gente já pode entrar no Salmo 5. Ah, ótimo. Salmo 5, né? E o pessoal que estiver continuando a estudar o 4, que tiver dúvidas, manda para a gente.
Não é o fato de a gente mudar para o próximo que nós não podemos voltar, tirar uma dúvida. Eles vão repetindo, eles vão retomando temas. Isso. O importante é que as pessoas continuem a estudar o Salmo 4, que a gente não tem nem pretensão de esgotar. Vocês viram que a gente parou aqui no ponto… de análise, é um ponto que a gente julgou ou que foi intuído a trabalhar um pouco mais, mas a gente não tem objetivo de escutar, né, Haroldo? Está longe disso. Tem um monte de interpretações que podem ser dadas, de reflexões que podem ser feitas, muito pessoais, inclusive.
Fique à vontade, o lance é, manda para a gente, manda lá nas mensagens, manda suas perguntas, na medida do possível, participa com a gente na hora que vai ao ar a live, essa está sendo gravada também, por conta dos horários que a gente está ajustando, a gente não quis ficar sem essa semana, né, Haroldo? Exato, exato. Mas, assim, agradecer a todos que têm acompanhado, o pessoal está acompanhando com o maior carinho e cada vez chegando mais gente. Graças a Deus. Obrigado. Aruto, obrigado demais pelas reflexões. Um abraço a todos, um abraço, Aruto.
Fique com Deus, viu? Tchau. “
Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.

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