Neste 16º episódio do estudo do Velho Testamento, Haroldo Dutra Dias aprofunda-se no Livro de Gênesis, explorando os primeiros versículos e a narrativa da criação à luz da Doutrina Espírita e da figura central de Jesus Cristo. O estudo transcende a mera descrição de eventos externos, buscando a relevância dos símbolos e a conexão com o mundo íntimo do ser.
O que é estudado neste episódio
- Gênesis como base da literatura bíblica: Haroldo Dutra Dias destaca que Gênesis é o “começo dos começos”, a fundação sobre a qual toda a literatura bíblica se apoia, e que o estudo é centrado na figura de Jesus como “o alfa e o ômega”.
- A Criação do Primeiro Dia (Gênesis 1:1-5):
- “No princípio, criou Deus os céus e a terra”: A expressão “céus e terra” é interpretada como uma expressão idiomática hebraica que significa “tudo”, enfatizando que, exceto Deus, tudo é criatura.
- “A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo”: Esta passagem é analisada tanto em sua dimensão exterior (a Terra como palco evolutivo) quanto interior (o Espírito simples e ignorante, “sem forma e vazio” em seu início evolutivo).
- “E o Espírito de Deus pairava por sobre as águas”: A água é vista como símbolo de vida, e o “pairar” do Espírito de Deus (verbo hebraico que remete ao bater de asas) é associado ao sopro divino que espiritualiza e atrai tudo para a espiritualidade.
- “Disse Deus: Haja luz. E houve luz”: A luz é interpretada como a suprema irradiação do Criador, sua sabedoria e amor, que age tanto externamente quanto internamente (intuições, sentimentos). A luz de Deus para o mundo íntimo é identificada com Jesus Cristo.
- A Criação do Homem e a Imagem e Semelhança de Deus: O ápice da criação é o homem (Adão), feito à imagem e semelhança de Deus. Isso significa que o homem possui recursos internos (atributos morais, espirituais, volitivos, racionais) para expressar a glória de Deus e co-criar.
- Adão e o “Homem sem Deus”: A falha de Adão em cumprir sua missão de refletir Deus e preencher a Terra com Sua glória é o “grande acontecimento do Velho Testamento”. Adão representa o “homem terreno”, que não realizou seus potenciais.
- Jesus como o Novo Homem e a Nova Criação: Jesus é a resposta de Deus à falha de Adão. Ele é o “novo Adão”, o homem originalmente projetado, que expressa todos os potenciais divinos e reflete Deus com perfeição. Paulo, em suas epístolas (especialmente Colossenses), vê a comunidade cristã como uma “nova criação”, uma nova humanidade que reflete o Cristo.
- A Doutrina Espírita e a Interpretação do Gênesis: As chaves da Doutrina Espírita abrem uma compreensão mais profunda do Gênesis, permitindo ver a criação não apenas como um evento físico, mas também como o início do mundo íntimo do Espírito imortal. A evolução do Espírito, que nasce simples e ignorante, é comparada à Terra “sem forma e vazia”, que gradualmente adquire complexidade e conteúdo.
- Reflexões de Emmanuel: São apresentadas diversas passagens de Emmanuel que complementam o estudo, abordando temas como a ordem e o trabalho na criação, a criação original de cada criatura, a lei da responsabilidade, o “Espírito do Mundo” versus o “Espírito de Deus”, e a cooperação humana na obra divina.
Reflexões
- A narrativa da criação em Gênesis pode ser interpretada não apenas como a formação do mundo exterior, mas também como o processo de estruturação do Espírito imortal, que, em seu início, é “sem forma e vazio” e se desenvolve ao longo da evolução.
- Jesus Cristo é apresentado como o “Novo Homem”, o modelo perfeito que reflete a glória de Deus, em contraste com Adão, que falhou em sua missão original. A aceitação de Jesus implica em uma “nova criação” do ser.
- A luz e as trevas, o dia e a noite, simbolizam a capacidade de discernimento e escolha do ser humano, que pode optar por refletir a luz divina ou as trevas, conforme suas afeições e direcionamento do coração.
Ler transcrição do episódio
Episódio de hoje é sobre o que é que é a fraternidade e o que é que não é a fraternidade Boa noite para todos Boa noite para os amigos que nos acompanham da Rádio Fraternidade pela internet Dando sequência ao estudo do Gênesis Nós já passamos daquelas partes mais gerais do tema e hoje a gente mergulha especificamente nos versículos do Gênesis mas a gente achou melhor ao invés de trabalhar particularidades de versículos seguir mais ou menos a divisão do próprio texto que na época nem possuía versículo Então, a gente achou melhor estudar, já que vamos falar da criação, cada dia, os dias, primeiro dia, segundo dia, terceiro dia, quarto dia e os blocos, as sequências do texto porque às vezes você tem um dia com três versículos, tem quatro, tem cinco ou tem um versículo só, mas aquilo tem uma lógica e a gente fica dentro daquilo que o autor propôs Lembrando também que a participação é livre, quem quiser fazer algum comentário, alguma intervenção, fique à vontade Uma coisa que nós gostaríamos de destacar, o livro chama Gênesis, não é à toa, este aqui é o começo dos começos Toda a literatura bíblica, tudo mais que vai transcorrer daqui para frente até Apocalipse, repousa sobre esta base do Gênesis Mas, para nós, particularmente, como a nossa reflexão, o nosso estudo de Gênesis tem como centro, como sol, a figura do Cristo, para nós, Jesus é o alfa e o ômega, Ele é o princípio e o fim.
Então, o nosso estudo, ele mergulha no Velho Testamento, mas de braços dados com o Cristo e com as chaves da doutrina espírita que abrem Jesus de um modo muito peculiar, sem querer comparar ou desmerecer qualquer outra abordagem, até porque nós veremos aqui, a Cláudia até trouxe para mim um comentário que nós vamos usar aqui, nós somos devedores deste comentário aqui, principalmente neste estudo de hoje, especialmente de um dos autores, que é o organizador, o G.K. Bill, escreve Beale, acho que pronuncia Bill, deve ser assim.
Mas, nós somos devedores deste comentarista, porque ele vai fazer algumas observações bastante interessantes nestes versículos de 1 a 5, que é o que nós vamos estudar, que é o primeiro dia da criação. Então, sempre buscando a contribuição dos comentadores católicos, dos comentadores protestantes, dos comentadores judeus, mas atentos àquela peculiaridade que a chave da doutrina espírita nos fornece. Jesus aporta a Kardec a chave na feliz síntese de Emmanuel. Por que nós estamos dizendo isto? Porque este texto pode ser interpretado apenas de uma perspectiva exterior.
Então, nós podemos, e é válida, é uma leitura válida, é óbvio, imaginar esta criação como a criação daquilo que os nossos sentidos podem perceber, daquilo que nós podemos tocar. E, aí, nós estudaríamos aqui, por exemplo, a criação da Terra. Ela está implícita aqui? Está. Está. Faça referência aos céus, à Terra, à luz, depois, nos outros dias, à relva, aos animais, quer dizer, todo o quadro em que a evolução do Espírito se processa. Quer dizer, o mundo das formas que é um instrumental de que se vale o Espírito para as suas aquisições imortais.
Então, o texto, naturalmente, faz referência a isto. Mas, o texto também evoca outros elementos de longo alcance. E, nós podemos, por que não, dizer que Gênesis, também, aponta para os inícios do mundo íntimo, da estruturação daqueles elementos mais essenciais do Espírito imortal, fazendo referência às potencialidades, aos germes, aquelas estruturas mais profundas da nossa consciência que vão desabrochar, que vão se expressar no decorrer da evolução. Se é assim, se é assim, o texto não pode fazer referência apenas a um céu lá fora, a uma terra lá fora.
Ele, também, precisa evocar um céu interior, uma terra interior, um vasto continente interno e, ao descrever particularidades do mundo íntimo, ele aponta para um molde, para um padrão interior, que é o Cristo. O Cristo é o nosso modelo. Pode parecer que isto seja, assim, muito complicado, mas, na verdade, não. Nós estamos, aqui, pedindo a ajuda de João Evangelista, porque João Evangelista começa o seu Evangelho pisando nesses versículos, voltando aqui, mas, voltando com uma visão mais ampla, não apenas descrevendo uma criação exterior, mas, agora, descrevendo uma nova criação, uma nova criação.
E, esta nova criação tem como ponto atrator, porque o Cristo atrai as consciências, porque Ele é molde, e como ponto, ou como caminho, condutor, condutor, porque Ele representa os parâmetros legítimos, se quisermos, como diria o Sr. Honório, a evolução consciente, que nós vamos abordar, aqui. Esta ligação do texto de Gênesis com a figura do Cristo é feita em Colossenses. A carta de Paulo aos Colossenses é uma carta que dá uma contribuição muito relevante a isto. Então, vamos seguir, eu sou devedor, mesmo, do Billy, no comentário dele, neste livro, Comentário à Carta aos Colossenses, em que ele vai tratar destes ecos, destas referências ao Antigo Testamento, das referências da Carta aos Colossenses, aos primeiros três capítulos de Gênesis.
Então, vamos pensar um pouquinho, aqui, em uma coisa que é muito importante. Quando Paulo fala do novo homem, o novo Adão, e é curioso isto, porque, para nós, Adão virou um nome próprio. Então, tem Cláudia, Júlio, Luciana, nome próprio. E, a gente imagina que Adão é um nome próprio. Mas, em hebraico, Adão é homem, ser humano, cuja matriz é Adamá, que é a terra. Então, não é só um homem, é o terreno, o homem terreno. Eu não gosto de usar terráquio, porque aí dá uma uma conotação ufológica que não é a nossa proposta.
Agora, neste momento. Mas, um homem terreno, o encarnado, o homem na sua dimensão de materialidade. E, o novo homem, o novo Adão, que é o Cristo, este é o homem na sua dimensão espiritual, espiritualizada, é o espírito vivificante. Então, um é a alma vivente, lembrando aí a definição de Kardec da alma, do ser encarnado, e o outro é o espírito na sua plenitude, vivificando todas as outras estruturas que não são espirituais, dando vida. E, por que o Paulo fala do novo homem, da nova criatura, da nova criação? A gente fica, de onde ele tirou esta conexão?
O que autorizou Paulo a fazer esta ponte? Bom, foi o seguinte, todo o relato da criação, nós vamos ver aqui, vamos ler o primeiro relato, que é o primeiro dia, que é o que nos interessa aqui. No princípio, criou Deus, os céus e a terra. Céus e terra, em hebraico, é uma expressão idiomática, significa tudo. Então, a primeira declaração é uma declaração sintética. É como a gente diz assim, todo mundo foi àquela festa. É uma expressão idiomática. Então, céus e terra significa tudo. No princípio, Deus criou tudo. A declaração fundamental do Gênesis é excetuando Deus, tudo é criatura, tudo é criado, tudo é criação, tudo é criação.
Esta é a declaração fundamental, que, aliás, é a da primeira criação do livro dos Espíritos. A inteligência primária, a causa primeira de todas as coisas, é o que está aqui no Gênesis. A terra, porém, estava sem forma, informe e vazia. Havia trevas sobre a face do abismo. Porque, se está vazio, se está sem forma, isso leva para a mentalidade da época a ideia do abismo, daqueles mitos do abismo informe, escuro, vazio, um grande vazio. Esta é a ideia do abismo. Havia trevas sobre a face do abismo. E, o Espírito de Deus pairava por sobre as águas.
Já comentamos bastante isto aqui, que a água não está no relato da criação, quando que ela foi criada, não tem um dia específico para ser criada, a água é pressuposta. E, o pairar aqui é muito bonito, porque o verbo hebraico é que é o de bater as asas. Então, é como se Deus voasse, batesse as asas. O que não deixa de ser bastante curioso, porque quando Jesus é batizado por João Batista, uma pomba desce sobre Ele, um pássaro voando. Isto é muito interessante. Então, a gente vai percebendo que o Evangelho inteiro vai fazendo estes vínculos, vai buscando esta inspiração no texto base.
Disse Deus, haja luz. E houve luz. E viu Deus que a luz era boa. E fez separação entre a luz e as trevas. Chamou Deus a luz dia e as trevas noite. Houve tarde e manhã, o primeiro dia. Porque o dia judaico começa às 18 horas, até às 18 horas o dia seguinte. Tarde, manhã. Este é o texto. E, aí, nós vamos vendo toda a descrição dos dias. Mas, é importante não perder o fim da meada. Isto é o mais importante. Qual que é o ponto de chegada? Estou falando de criação de céu, de terra, de luz, de relva, de mimbro, de animal.
Nós vamos ver isto tudo. Mas, onde que chega? Culmina em Adão. Todo relato da criação tem um ápice, que é quando o homem é criado. A criação do homem é o zênite. Como diz o Gladys, ergue-se o homem na figura de Adão, ama e aprende a ser o rei da criação. Aqui, tem uma coisa importantíssima. Quando Deus cria o homem, o texto diz façamos o homem a nossa imagem e semelhança. No auge do processo de criação surge aquele que será a imagem e semelhança de Deus. O que significa isto? O Billy vai dizer muito feliz na expressão dele.
Isto significa que este ser que foi criado traz no mundo íntimo, traz dentro, todos os recursos para expressar a glória de Deus sobre a Terra. E, ao expressar a glória de Deus sobre a Terra, como? Desenvolvendo e manifestando estes potenciais, ele cumpre a missão que lhe é dada, que é governar, dominar sobre toda a criação, porque ele é co-regente, ele é filho. Deus é o Pai, o regente, é o reino de Deus, mas, aqui, nós temos um co-regente, um filho, cuja missão, cuja função é Co-reger, co-criar, na expressão, na terminologia espírita, co-criar.
E, o Billy é curiosíssimo isto, porque é um comentador protestante, um comentador protestante. E, Ele vai dizer assim que, por ser imagem e semelhança de Deus, semelhança no sentido de trazer o DNA divino e por ser imagem, porque ele reflete Deus, tem tudo a ver com pensamento e vida, o Billy vai dizer assim, essa reflexão, esse refletir Deus foi implicitamente ontológica e explicitamente funcional. Está meio complicado, mas, eu vou explicar. Ao criar Adão e Eva, Deus os equipou com atributos internos, por exemplo, atributos morais, espirituais, volitivos e racionais, a fim de que?
Por que ele tem estes atributos? Morais, volitivos, espirituais e racionais? Porque ele tem que exercer uma função. Qual função? Ele tem que sujeitar, dominar e encher a terra com a presença e a glória de Deus. Então, ele tem que preencher a terra com a glória de Deus, porque ele é o único ser com os atributos internos que lhe dá condições de fazer isto. Então, olha que importante isto. Tudo que vai na criação leva ao homem, ao Adão. Mas, Adão cumpriu isto? Não. Adão não cumpriu. E, aqui é a principal reflexão de Gênesis.
É o acontecimento, o grande acontecimento do Velho Testamento é este. Adão e Eva, sua esposa, o homem, não não realizou seus potenciais morais, espirituais, volitivos e cognitivos. Quer dizer, ele não usou suas potências morais não usou suas potencialidades espirituais, não usou adequadamente a vontade, que é a gerência, que coordena desejo, inteligência, memória, etc. E não usou cognição. Ou seja, discerniu o mal, não soube escolher. E, aí, o que aconteceu? Deixou de refletir Deus, deixou de preencher a Terra com a glória de Deus.
Mas, o mais interessante, um dos potenciais de Adão é o da multiplicação, crescer e multiplicar. O crescer e multiplicar é válido para tudo, para o bem e para o mal. Tudo cresce e se multiplica. Portanto, quando Adão tem um filho, o texto diz assim, mais lá na frente, nasceu o filho Adão à sua imagem e semelhança. Então, olha que interessante, o projeto de Adão, que é o homem sem Deus, o homem que não reflete Deus, o homem que quer construir-se sozinho, multiplica e povoa a Terra e dá uma criação inteira, com povos, com línguas, a Torre de Babel.
Este é o grande acontecimento do Velho Testamento. Se nós pudéssemos, Paulo resume todo o Velho Testamento nisto. Adão foi comissionado, ele recebeu uma tarefa, uma missão e ele não cumpriu. Este é o primeiro homem, esta é a primeira criação. E, aí, vem Jesus Cristo. Jesus Cristo é a resposta de Deus à falta do homem, ao desvio do homem ou ao afastamento do homem, à desconexão da criatura com o Criador, à falta de realização dos potenciais íntimos, à incapacidade de refletir Deus. Por isso, Paulo chama ele de O Novo Homem.
E, aqui, nós temos que entender uma coisa que fica difícil de entender em Paulo, se a gente não leva isto em conta. Para Paulo, Jesus chamar alguém para segui-lo vai infinitamente mais além do que fundar uma religião, muito além disso, porque, para Paulo, Jesus é o homem originalmente projetado. Ele é o homem que expressa todos os potenciais divinos e que reflete Deus com a mais absoluta perfeição. Por isso, ele diz assim, nos espanta, o Evangelho de João explora isto, ele diz para Filipe, onde você vai para Deus? Onde está Deus?
Ele fala, Filipe, você está me vendo? Perguntando onde está Deus, você não está me vendo? Você quer ver Deus? Olha para mim! Por quê? Porque Ele é o mais puro, o mais perfeito reflexo de Deus para os filhos da Terra. Ele é o processo de reflexão mais genuíno para a Terra. Ele expressa Deus. É o Filho unigênito em perfeita comunhão com o Pai. Então, para Paulo, quando começa a comunidade cristã com o primeiro seguidor, Paulo não está enxergando isto como mais um culto, mais um movimento religioso. Paulo está enxergando isto como uma nova criação.
É o novo Adão multiplicando-se. Porque qual é o projeto? Comunidades de criaturas que reflitam o Cristo, que reflete Deus. Então, é uma nova humanidade. Este é o ponto de Paulo. Por isso, ele diz assim, aquele que conhece o Cristo, nova criatura é. E toda a escatologia, todos os textos proféticos falam do novo céu. Como é que começa o Apocalipse? Novos céus, nova Terra. Mas, novos céus, nova Terra é consequência, é efeito, não é causa. A causa é o novo homem. O novo homem provoca uma nova criação. Ele atrai novos elementos.
Ele reconfigura tudo. Então, na perspectiva de Paulo, Adão gerou uma humanidade, que é esta que nós conhecemos. O Cristo gera outra. A comunidade cristã, para ele, não é simplesmente uma igreja. Cada comunidade e cada indivíduo é membro do corpo, porque um novo corpo, um novo Adão foi formado. É bonito isto, porque, na expressão hebraica, o filho é como se ele fosse um pedaço do pai. Na verdade, é. Você pega os cromossomos, aquilo se multiplicou. Então, o cristão, genuíno, ele é um pedaço do Cristo. Ele é uma multiplicação do Cristo.
São os frutos. É bonito, porque o texto hebraico não fala em crescer, ele fala em frutificar e multiplicar, frutificar, porque aí tem o sentido da sequência. O broto vai se desenvolvendo, se desenvolvendo, se desenvolvendo, chega no ápice do desenvolvimento, que é a frutificação. O ápice da árvore frutífera é a frutificação, é o auge, é onde ela realiza todas as suas potencialidades. O que é a laranjeira antes da laranja? É um projeto que está em desenvolvimento e que a natureza vai conduzindo para os seus propósitos, para os seus fins.
Guia e modelo. Guia porque o processo de semente, broto, flor, fruto, um processo, ele é direcionado, melhor que seja, no Cristo, que é o guia e o modelo, porque ele é o molde da criatura nova. Não há como a gente desvincular o estudo dos versículos de Gênesis dessa perspectiva. Ou seja, tudo o que nós vamos falar aqui que está sendo criado, você pode ver lá fora, mas tem que ver aqui dentro. Então, vamos lá. A Terra estava sem forma e vazia. Nós estamos falando de uma Terra exterior? A Terra exterior é palco evolutivo.
A cada segundo, novos mundos estão sendo formados no Universo, porque o Universo é um viveiro. A cada hora está nascendo um planeta, uma estrela. Então, no mundo das formas, isso é perpétuo. As coisas saem do vazio, do sem forma, para aquilo que tem forma e que tem conteúdo. Mas, e o Espírito? Ele não nasce simples e ignorante. Simples significa que ele é sem forma. Ele não é simples no sentido de humildade. É simples porque ele não tem complexidade. Complexidade não no sentido pejorativo. Complexidade no sentido de tempo evolutivo, de aprimoramento, de construção.
E vazio por quê? Ignorante. Ele vai assimilando recursos da providência para despertar o potencial que ele tem dentro. O seu potencial interior somente desabrocha com esses recursos de água, de sol, de adubo, os recursos que vêm da providência divina para que se desperte. Então, a Terra é sem forma e vazia. Tanto a Terra, quando começou, era sem forma e vazia. Vazia porque não tinha nada. Era uma bola de fogo. Mas, e o mundo interior? A mesma coisa. Sem forma e vazia. À medida que o Espírito vai galgando o processo evolutivo, vai ganhando complexidade na forma, estrutural, melhor dizendo, e no conteúdo.
Porque aquele conteúdo que é semente no Espírito em faixas mais iniciais da evolução, ele já é uma árvore, às vezes, frondosa e Espíritos que estão em patamares superiores. Aquilo que era potencial se concretizou. Maru, continuando este versículo, ele vai falar sobre o Espírito de Deus que paga sobre as águas. Na conversa de Jesus com Nicodemus, ele fala que a gente tem que renascer da água e do Espírito. Essa simbologia da água para os hebreus, que a gente que é Espírito, a água tem uma ligação muito forte com a reencarnação, por causa do corpo e tudo mais.
Mas, nesse contexto dos hebreus, porque a nuvem é Deus, a água, nessa simbologia, tem uma conotação que a gente pode interligar? É vida. É vida. A água expressa a vida. E é bonito porque, nesse texto de Nicodemus, que é um texto hermético, um texto fechado, porque Jesus fala com ele assim, o Espírito sopra onde quer, não sabe de onde ele vem nem de onde ele vai. E muitos acham que está falando apenas do Espírito, o Espírito desencarnado. É Uruar, é Deus, quem que está aqui pairando sobre as águas? É bonito isso, porque o verbo mefarrefex é o pássaro, imagina um beija-flor bater na asa, dá aquele vento.
Então, a ideia aqui é que Deus está pairando e soprando. Aí, você fala assim, mas, meu Deus, que ideia de sopro é essa? Porque vento, em hebraico, é Espírito. Pneuma também. Tem um trocadilho aqui. O Espírito de Deus está espiritualizando tudo. Não é? Está levando tudo para o espiritual. Não sei se levando é bem o verbo. Está atraindo. Deus é Espírito. Então, ele está, é a grande força gravitacional que está tudo para a espiritualidade, tudo para a potência do Espírito. E sopra sobre a água. Mas, ele não está preso.
Já lemos isso aqui na aula que falamos do fluido cósmico, Deus está em toda parte, lemos o texto da Revista Espírita, acho que isso ficou bastante claro. Quando Kardec fala, Ele está aqui, está em todo lugar e está em lugar nenhum. Não sabemos de onde Ele vem nem de onde Ele vai. Ele sopra. Mas, sopra. Sopra fora. Sopra dentro. É por isso que Emmanuel vai falar, assim, do lugar íntimo, do lugar sagrado, que cada um de nós tem um altar, cada um de nós tem um lugar secreto onde Deus se manifesta, porque Deus também está aí agindo sobre o nosso abismo, o nosso sem forma.
Deus também está conformando. Ele está dirigindo a evolução. E, esse é um ponto lindo. E, como que Ele faz isso? Haja luz. Haja luz. Olha, isso aqui é tão forte, tão forte, que vamos ler aqui o início do Evangelho de João. Olha o que João vai dizer. O Evangelho de João é conhecido pelo Evangelho que usa, assim, as maiores metáforas de luz. A todo momento, Ele está fazendo referência à luz. E, quando a gente presta atenção nesses ecos, nessas vozes, vamos imaginar assim, quando a gente lê o Evangelho, é como se tivesse um tenor, um pavarote cantando, mas, por trás, tem vozes que estão cantando baixinho, estão fazendo um coro.
Essas vozes são as vozes do Velho Testamento que estão dando suporte. Então, vamos olhar. No princípio, era o verbo. Por que no princípio era o verbo? Porque, qual que é a primeira ação de Deus aqui? Dizer, haja luz. Dizer, haja luz. No princípio, era o verbo. E, o verbo estava com Deus e o verbo era Deus. Ele estava, no princípio, com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dEle e, sem Ele, nada do que foi feito se faria. A vida estava nele e a vida era a luz dos homens. Interessantíssimo isso! A luz resplandece nas trevas e as trevas não prevaleceram contra ela.
Você volta para o Gênesis A terra era sem forma e vazia e havia trevas sobre a face do abismo, mas o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas. E, disse Deus, haja luz. E, houve. E, houve luz. Agora, isso significa que nós podemos – porque o texto permite várias reflexões – Nós podemos imaginar a luz de Deus como a suprema irradiação do Criador que nos atinge com a sua sabedoria, o seu amor nos afeta por dentro e por fora. Ele age dentro e fora de nós. Dentro, pelas intuições, pelos sentimentos, pela vontade que nossa, que muda, está no sentido, vai para outro.
Pelos sentimentos, pelas emoções, etc., Ele age por dentro e Ele age por fora, através de pessoas, circunstâncias, acontecimentos. Então, Ele está em toda parte. E, a luz pode ser vista como esse alto conteúdo de espiritualidade que nos puxa para cima. Mas, a luz também pode e deve ser vista e foi vista como um ser. A luz de Deus para o mundo íntimo é Jesus Cristo. Porque, a gente fica pensando assim, se o propósito de Deus é o nosso supremo aperfeiçoamento, Ele mandaria um livro? Um livro? Um CD? Fica pobre, não é?
Então, quem que Ele manda? Um ser. Ele manda um filho. Ele manda alguém que expressa tudo o que Ele quer dizer. Então, o que Deus tem a nos dizer? Jesus. Jesus é o que Deus tem a nos dizer e foi dito. E, disse Deus. E, disse Deus. Por isso, João é de uma felicidade, porque é o alfa, porque Ele está no princípio, Ele é o Cristo, tudo é feito por intermédio dEle. Mas, Ele é o ômega, porque Ele é o supremo destino. Ele é o ponto de chegada. Atua no início, no meio e no fim. Isso, meio e fim. Por isso, é fantástico quando Ele diz Eu sou o caminho, a verdade e a vida.
Ninguém vem ou vai, porque o verbo é romai, é deslocar-se, então depende do seu referencial. Pode ser vai ou vem, depende de onde você observa, porque o verbo é romai, é deslocar-se. Ninguém vai ou vem ao Pai, senão por mim. Ele é o verbo, Ele é a expressão de Deus. Deus disse tudo o que tinha para dizer para nós, filhos da Terra, para nós, filhos da Terra, através de Jesus Cristo. Vamos checar isto. Alguém quer comentar alguma coisinha? Puxa vida! Estou ficando preocupado. Chamou Deus à luz dia e às trevas noite. Houve tarde e manhã, o primeiro dia.
Então, aqui, começam os opostos, começam o discernimento, começam a escolha. Por isso que o ser, o ser que é o cume da criação, que é o Adão, é um ser com arbítrio. Ele vai escolher treva ou luz, dia ou noite. Criação como mundo porque criou luz mesmo, óbvio. Só que eu achei ser desnecessário ficar falando isto aqui, porque isto é até uma criança sábio, abre os olhos e enxerga. Mas, olha que interessante, Emmanuel diz no livro Correio Fraterno, capítulo 35, ele diz assim, tudo na criação é trabalho e ordem, evolução e obediência.
Trabalho e ordem, evolução e obediência. E, a gente vê pelo relato da criação, tudo tem a hora certa, tem o dia, está tudo certinho, tudo tem o espírito de sequência, cada coisa no seu lugar, tudo na hora certa. A criação pode ser comparada à imensa propriedade do Criador, que a usufrui com todas as criaturas em condomínio perfeito. Então, Deus é vizinho, é condomínio, condomínio perfeito, no qual as responsabilidades crescem com a extensão dos conhecimentos e dos bens obtidos. Olha que interessante. Então, quanto mais discernimento, quanto mais recebe da evolução, mais responsabilidade.
Por quê? Porque está em condomínio com Deus, é um condomínio perfeito. Deus usufrui da criação, Deus é morador da criação, isso é lindo que o Emmanuel está dizendo, condomínio perfeito, Deus é vizinho, Ele mora conosco e Distribui responsabilidades. Por quê? Morador, condomínio tem responsabilidades, tem regras, tem N coisas, tem a parte que compete a Deus, tem a parte que compete a nós, cada qual respondendo de acordo com os conhecimentos e os bens obtidos. Isso está na Revista Reformador, de agosto de 1964, página 194.
Isso com relação ao mundo. Agora, vamos falar do mundo íntimo? Agora, fica interessante. Emmanuel diz assim, no livro Perdão e Vida, capítulo 7, cada criatura é uma criação original do Criador. Criação original, é um mundo, é um universo particular. Mas, no livro Pensamento e Vida, capítulo 30, ele fala uma coisa lindíssima. Ele diz assim, herdeiro dele que somos, de Deus, raios de sua inteligência infinita, e aí você pensa em luz, em emanação, em radiação, raios de sua inteligência infinita e sendo ele mesmo o amor eterno de toda a criação em tudo e em toda parte é da legislação por ele estatuída que cada Espírito reflita.
Olha que bonito, reflexo de novo. Adão vai refletir sempre. O que ele pode escolher é se ele vai refletir Deus ou se ele vai refletir outra coisa. Não refletir, ele não escolhe. Isso não tem jeito. Nós sempre estamos refletindo algo. E aí diz Emmanuel, é da legislação por Deus estatuída que cada Espírito reflita livremente aquilo que mais ama, transformando-se aqui e ali na luz ou na treva, na alegria ou na dor a que empenha o coração. Porque onde está o nosso coração, onde está o foco que atrai nosso desejo, nosso sentimento, aí Estará o nosso ser, a nossa consciência, refletindo o que nós amamos.
Nós podemos amar a treva, vamos refletir treva. Podemos amar a luz, vamos refletir luz. Podemos amar o sofrimento, vamos refletir sofrimento. Podemos amar a alegria, vamos refletir a alegria. A grande questão é que, evidentemente, muitas vezes fazemos isso por falta de discernimento. Ele falava a brilhar para os que permaneciam estacionados nas trevas, e para os que se conservavam na região de sombras da morte. Ele vai falar, sua luz imortal é o tesouro imperecível das criaturas. Ele fala também que o Mestre, pois, é o orientador supremo de todas as almas que permanecem ou transitam.
Do peregrino, né? Do peregrino. E, que saibamos compreender a missão dessa luz, pois sabemos que toda manhã é um novo apelo ao esforço da vida. Nossa! Maravilhoso! Maravilhoso! Maravilhoso! Maravilhoso! Bom, tem outro livro que é Deus e nós. Desculpe, capítulo 34 do livro Chico Xavier, peço licença. A mensagem é Deus e nós, capítulo, título. Emmanuel diz assim, Em todos os lugares, encontraremos a criatura associada ao Criador nas ocorrências da criação. Tudo o que ocorre, temos sempre a criatura associada ao Criador.
A divina providência e a humana cooperação surgem sempre juntas em todas as realizações da vida. Isso porque Deus, de Deus vem a dádiva e do homem demana a aplicação. E, já que a justiça perfeita nos acompanha e nos observa em todos os passos da jornada evolutiva, a lei da responsabilidade funciona em todos os climas, determinando méritos ou necessidades de toda pessoa em particular e reduzindo todas as teorias de recompensa e punição ao sábio preceito evangélico, a cada um, segundo as suas obras. Essa é a síntese.
Mas, o que é mais interessante aqui é que o Espírito de Deus pairava sobre as águas e Paulo vai fazer uma referência nas suas cartas ao Espírito do Mundo, o Espírito do Mundo e o Espírito de Deus. Aqui, eu acho curioso, porque nós temos um mundo sem forma, de abismo, de treva, vazio e temos um Deus que é luz pairando. O Espírito de Deus, sombra, abismo, treva, luz, sem forma, vazio, em ordem, conforma, belo, bom, beleza, ordem, cosmos e, aqui, desorganização, desordem, morte, treva, sombra. Aí, Emmanuel vai comentar isto e diz assim o Espírito do Mundo é o acervo de todas as nossas ações delituosas em séculos de experiências incessantes.
O somatório de todos a Ação do Espírito em desconformidade com a lei divina é esse Espírito do mundo, do seu mundo íntimo, do seu mundo, do mundo que ele constrói sem Deus. O Espírito que provém de Deus é o constante apelo das forças do bem que nos renovam a oportunidade de progredir cada dia a fim de descobrirmos a glória eterna a que a infinita bondade nos destinou. Glória eterna. Mais uma vez, a palavra glória. Deus é o Pai da criação. Tudo, tudo, fundamentalmente, pertence a Ele. Todo campo de trabalho é do Senhor.
Todo serviço que se fizer será entregue ao Senhor. Mas, nem todas as ações que se processam na atividade comum provém do Senhor. Coexistem nas oficinas terrestres quaisquer que sejam a criação divina e a colaboração humana. É bonito, eu achei bonito isto aqui, que está do livro Vinha de Luz, capítulo 106, como cooperas, como cooperas. Como é que você está cooperando com Deus? Porque você pode estar multiplicando o projeto de Adão, que é o homem sem Deus. É o homem que inventou o mundo do jeito que ele quer. E, temos um Cristo, que é o homem que reflete Deus.
Esta é uma ideia, é difícil expressar, é muito mais complexo do que isto. É muito mais sofisticado do que isto, mas dá uma ideia. A parábola do filho para o ódigo dá esta ideia do afastamento do filho. Agora, tem uma mensagem bonita, está no Caminho em Verdade e Vida, capítulo 150, que Emmanuel diz assim, entrega-se Deus aos filhos da criação inteira. Reparte com todos os tesouros de seu amor infinito. Estimula-os a se elevarem por mil modos diferentes. Entretanto, existem círculos numerosos, como a Terra, em que as criaturas não se apercebem dessas realidades gloriosas e paralisam a marcha, dormindo no leito da ilusão.
Temos uma outra aqui, que é do livro Palavras de Vida Eterna, capítulo 117. A mensagem chama Espera por Deus. É interessante que ele diz assim, saibamos buscar o pensamento divino atuante em todas as formas da vida, inclusive em nós, né? Trabalhando na construção do bem, mesmo que os quadros da luta humana se nos mostrem tisnados pela sombra do mal. Por causa dessa referência de escuridão, de sombra, de abismo, né? Em todos os sucessos desagradáveis e em todas as condições adversas da existência, acalma-te e aguarda a intervenção da infinita bondade.
Disse Jesus, mas o Pai que está em mim é quem faz as obras. Quando falaram de Jesus, do que Ele fazia, Ele diz assim, mas é o Pai que está em mim que faz as obras. O Criador está igualmente na criação. Diante do nevoeiro, não condenes as trevas, acende a luz do serviço e espera por Deus. Bonito isso, porque aí o Espírito vira reflexo, aí Ele passa a refletir, aí é o projeto original de Adão, que só foi concretizado por Cristo, que é o verdadeiro homem. É o homem que deixa Deus operar por Ele, com Ele, através dEle.
No livro Luz no Caminho, tem uma mensagem de Emmanuel, é uma mensagem curiosa, parece que era um congresso espírita, Emmanuel dá uma mensagem falando dos tempos de transição, uma mensagem densa. Eu selecionei um pedacinho dela, porque é interessante e vai resumir isto aqui. Recebemos o ministério da luz espiritual e não podemos esquecer que, se milhões de irmãos nossos podem recorrer à palavra direito nos círculos do mundo, a nós cabe com Jesus o dever, simplesmente, o dever de servir em seu nome sem exigências. A obra da criação terrestre foi edificada, mas ainda não terminou.
Interessante, não é? Porque ele usa luz, criação, os mesmos vocábulos, as mesmas palavras. A obra da criação terrestre foi edificada, mas ainda não terminou. Nós outros, contudo, somos conduzidos ao santuário. Para a preservação da luz divina, mantenhamos, dessa forma, nossas lâmpadas acesas e, acima de perquirição, coloquemos a consciência. Resume todo o processo. Era isto que a gente queria trazer para a reflexão do primeiro dia da criação, da luz, da treva, do informe, do vazio. Os primeiros elementos para a gente refletir, sempre lembrando que a gente vai trabalhar este binômio, esta oposição exterior-interior, ou melhor, interior-exterior.
O mundo enquanto palco e o mundo interior enquanto causa. Para que a gente não transforme o texto do Gênesis apenas numa descrição de elementos externos, porque, aí, a gente perde, por exemplo, a relevância de muitos símbolos cristãos do Evangelho, que vão falar de Jesus como a luz do mundo, o novo homem, a nova criatura, a nova criação, a gente perde estes elementos que são bonitos, que são muito importantes e que, na verdade, são fundamentais, porque tudo o que diz respeito a forma, tudo o que diz respeito ao mundo exterior se desgasta e se transforma, como diz Emoeno no romance.
Só permanece a essência espiritual, porque ela vai se apossando de novas formas, de novas estruturas para dar sequência ao seu progresso espiritual. Então, é importante, no texto de Gênesis, a gente voltar o nosso olhar para o que é perene, para aquilo que é eterno, para a eternidade. Alguém quer fazer algum comentário, alguma consideração? Só o Júlio que rompeu o silêncio, não é? Então, aqui, a gente termina agradecendo a Jesus as bênçãos da noite e Endereçando votos de paz para todos que nos assistiram, que nos receberam, nas suas casas, e que estas reflexões possam nortear os nossos Espíritos e nos colocar em conexão com o nosso guia e modelo, com o amigo das nossas almas.
Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.
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