#017 – Estudo do Velho Testamento – Livro Gênesis

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Neste episódio do estudo do Velho Testamento, conduzido por Haroldo Dutra Dias, mergulhamos no primeiro capítulo do livro de Gênesis, especificamente no versículo 3: “E disse Deus: Haja luz; e houve luz”. O estudo é abordado sob três vertentes: a doutrina espírita, o cristianismo e a tradição do Velho Testamento, buscando extrair o espírito da letra e promover uma conexão espiritual com o mundo superior.

O que é estudado neste episódio

  • A Criação da Luz (Gênesis 1:3-5): Análise da frase “Haja luz” e a distinção entre a luz criada no primeiro dia e os luminários (Sol e Lua) criados no quarto dia (Gênesis 1:14-19). A luz do primeiro dia é interpretada como uma luz espiritual, não física.
  • A Palavra de Deus: Exploração do conceito de que o mundo foi feito pela Palavra de Deus, e como essa Palavra é personificada em textos bíblicos posteriores, ganhando autonomia e sendo associada à figura de Jesus.
  • Conexão com o Novo Testamento (João 1:1-9): A relação entre a luz do Gênesis e Jesus Cristo, o “Verbo” que estava no princípio com Deus e que é a luz verdadeira que ilumina todo homem.
  • A Luz como Jesus Cristo: A interpretação de que a luz do primeiro dia da criação é Jesus, conforme a tradição cristã e a visão de João Evangelista.
  • A Luz e as Trevas (Mateus 4:16): A passagem que descreve o povo sentado nas trevas vendo uma grande luz, e como isso se relaciona com a chegada de Jesus e a superação da ignorância e do erro.
  • A Luz Interior (Emmanuel): Análise de mensagens de Emmanuel (em “Levantar e Seguir” e “Caminho, Verdade e Vida”) que abordam a necessidade de acender a própria luz interior, a autoeducação e a conversão do ego ao reino de Deus, para sair das trevas da ignorância e da maldade.
  • Sentido Metafórico da Luz no Velho Testamento: Exemplos de Isaías (Isaías 2:5, 49:6, 51:4, 60:19) que usam a luz em um sentido espiritual, como a luz do Senhor, a luz para os gentios, a lei como luz dos povos, e a luz perpétua de Deus em um mundo regenerado.
  • Gênesis, Êxodo e Nova Criação: A relação entre o início (Gênesis) e o fim (Apocalipse) na visão divina, e como o Êxodo (libertação da escravidão do Egito) é visto como uma nova criação, uma saída da escuridão para a luz.
  • As Quatro Noites (Targum de Êxodo 12:42): A tradição judaica das quatro noites: a noite da criação, a noite de Abraão, a noite da Páscoa e a noite messiânica, todas conectadas à manifestação da luz e à redenção.
  • A Transfiguração de Jesus (Lucas 9:31): A transfiguração de Jesus no Monte Tabor, onde ele se torna luz, e a conversa com Moisés e Elias sobre o “êxodo” de Jesus (sua crucificação), simbolizando a libertação humana do ego e da escravidão.

Reflexões

  • A luz do Gênesis não é apenas um fenômeno físico, mas uma manifestação espiritual da Palavra divina, que se concretiza em Jesus Cristo como a luz do mundo.
  • A libertação das “trevas” (ignorância, maldade, egoísmo) é um processo de “nova criação” ou “regeneração”, que exige a autoeducação e o acendimento da própria luz interior, em sintonia com a luz do Cristo.
  • A fé nas lições de Jesus só tem valor quando praticada, transformando a luz teórica em uma realidade viva que ilumina o caminho e permite a conexão com o plano espiritual superior.

Ler transcrição do episódio

Boa noite para todos, principalmente para quem nos acompanha pela internet. Para quem está chegando hoje, vamos explicar um pouquinho como é o esquema do estudo. Nós estamos estudando o capítulo 1 do livro Gênesis, de Moisés. Mas, nós fazemos este estudo baseado em três vertentes de inspiração. A doutrina espírita, o cristianismo e o material da tradição do Velho Testamento. Nós conjugamos estes três elementos para que nós consigamos extrair o espírito da letra. Mas, o mais importante neste estudo do Gênesis é que, com a leitura do texto, extraindo o espírito da letra, a gente consiga estabelecer uma conexão espiritual com o mundo superior para que estas vibrações superiores consigam alterar panoramas interiores, para que a gente consiga sair daqui mais confortado, mais esclarecido, mais conectado em comunhão com Deus para dar sequência à nossa vida, às nossas atividades, às nossas obrigações, àquilo que nos move.

Então, é importante que a gente se abra, agora, para influência do mundo espiritual superior e que deixemos, também, a intuição e a sensibilidade falar porque a interpretação do texto não pode, simplesmente, passar por um caminho puramente intelectual, senão a gente não capta o texto na sua beleza, na sua consolação, no seu esclarecimento. Isto é um ponto fundamental. E, a gente vai ver, aqui, que, por mais que pareça complicado algumas coisas de interpretação bíblica, é, no fundo, uma grande diversão. É muito lúdico a interpretação, a tradição.

A gente vai ver isto, aqui. Vai se permitir isto. É como montar um jogo, um lego. Você vai juntando pecinhas, vai juntando pecinhas e vai conseguindo ter uma visão e aquilo que parecia tão escuro se transforma em luz. Aliás, este é o tema de hoje. Hoje, nós vamos estudar o versículo 3 que diz assim E disse Deus Haja luz e houve luz e viu Deus que a luz era boa e fez Deus separação entre a luz e as trevas e Deus chamou a luz dia e chamou as trevas noite e foi a tarde e amanhã o dia um Este é o texto. A primeira coisa que a gente queria chamar a atenção, aqui, Deus disse e a luz se fez.

Por isso, um dos nomes de Deus na tradição judaica é Aquele que disse e o mundo se fez. Interessante isto, não é? Basta ele dizer. Outra coisa que a gente quer chamar a atenção, isto é muito importante, nós vamos voltar aqui na palavra, não está falando nem de Sol nem de Lua. Criou a luz porque as trevas já existiam. Este, aqui, é o versículo 4. É o 3, e disse Deus haja luz, mas, no 2, fala das trevas. Havia trevas sobre a face do abismo e o Espírito de Deus se movia sobre as águas. Então, já estava tudo em trevas, era um abismo, estava tudo escuro.

E disse Deus haja luz. Interessante isto, não é? E, aí, ele separa. Luz é dia, treva é noite. Mas, não fala nem de Sol nem de Lua. É curioso, porque este é o dia primeiro. Se a gente for lá para o versículo 14 em diante, aí, ele vai criar os luminários, o Sol e a Lua. Então, ele diz assim, Haja luminários na expansão dos céus para haver separação entre o dia e a noite. E sejam eles para sinais, para tempos determinados, para dias e anos. E sejam para luminários na expansão dos céus para alumiar a Terra. E, assim, foi.

E, fez Deus os dois grandes luminários, o luminar maior para governar o dia e o luminar menor para governar a noite, Sol e Lua. É interessante isto, porque a gente vai ver que a luz que está falando aqui não é uma luz física. Não pode ser uma luz física, porque Sol e Lua só foram criados no quarto dia. Então, este é o pano de fundo, esta é a base, é a partir daqui que a tradição religiosa vai buscar elementos para construir a Bíblia toda. Que luz é esta? Nós vamos começar do fim, hoje. Vamos inverter. Vamos começar do começo, mas, nós vamos começar do fim.

Esta luz é claro que é Jesus, como diz o teólogo Roberto Carlos. É interessante, é engraçado isto, mas, olha como João escreve o Evangelho mais de 2.500 anos depois. Ele começa assim, no princípio, só de ele dizer isto, quem estava ouvindo João acostumado a ler Gênesis e é importante a gente observar que todo ano eles liam isto, porque a Torá é dividida em 52 porções, que são as 52 semanas do ano, então, todo sábado, a pessoa ia na sinagoga e ouvia isto aqui. Estava cansada de ouvir. Quando ele fala no princípio, todo mundo vai para o Gênesis.

No princípio, criou Deus, Céus e a Terra, no primeiro dia, a luz e criou como? Com a palavra dEle. Bastou Deus dizer e a luz se fez. A brincadeira, eu digo brincadeira, porque a atividade interpretativa do povo hebreu é lúdica, ela é divertida. A criança começa e vai de uma maneira muito gostosa fazendo a interpretação. Qual que é a primeira interpretação do texto? Se Deus disse, o mundo se fez pela palavra dEle. Até aí, tudo bem? Todo mundo acompanhou? O mundo foi criado pela palavra. A luz foi criada pela palavra de Deus.

Acontece que essa palavra de Deus, nos textos posteriores, começa a se deslocar, a se desmisturar de Deus. Como assim? A palavra começa a ganhar autonomia. Então, o texto bíblico diz assim e a palavra de Deus visitou fulano. A palavra visitando? Isaías, por exemplo, a palavra de Deus curou o rei. A palavra curou. E, a gente vai nos textos da sabedoria, nos textos de provérbios, a palavra começa a ser personificada, ela vira uma pessoa mesmo. A palavra conversou com Deus, a palavra Deus trocou ideia com ela. Como é que nós vamos criar o mundo?

Vamos fazer assim, vamos fazer desse jeito, traz a planta, olha o projeto, conversa com a palavra. Interessante isso. Quando a gente vai para os textos que estão fora da Bíblia, depois que terminam o Velho Testamento e Zacarias e começam o Novo, nós temos aí uns 200 anos de escuro, de apagão. Não tem profeta, não tem texto, não tem nada. Nós temos uma rica atividade e uma produção literária enorme que vai inspirar todo o Novo Testamento. Essa literatura é chamada de apocalíptica. Por que apocalíptica? Porque as pessoas começam a se desesperar.

Muito semelhante ao que nós estamos vivendo hoje no mundo. As pessoas começam a se perturbar, elas começam a ficar impressionadas com a corrupção, elas começam a ficar impressionadas com a violência, elas começam a ficar impressionadas com a maldade, elas começam a ficar impressionadas com a desorganização e qual vem a sensação? De fim. Pensa em fim, surge uma esperança, a esperança de uma solução, de uma luz, de um renovo, de uma renovação. Aí, começa a ter um tanto de literatura que é chamada de apocalíptica. Por que apocalíptica?

Porque fala da regeneração do mundo, da criação de um novo mundo. Olha que interessante! Criação de um novo mundo. Por que criação? Porque não dá para aproveitar muito o mundo que está corrompido, perdido, deturpado. Então, é preciso recriar. É aí que vem João Evangelista. É aí que vem todos os autores do Novo Testamento, mas, principalmente, é aí que vem o Cristo. E, João traduz isto como? Ele diz assim, no princípio, era a palavra. Disse Deus, no princípio, era a palavra. A palavra de Deus, a palavra que criou tudo.

Até aqui, tudo bem? Nenhum problema. Qualquer um leria isto aqui, sem problema. Mas, aí, ele começa a complicar. E, a palavra estava com Deus. A palavra era Deus, no sentido de divino. Porque, aqui, a questão de grego não vai entrar nisto, não. Usando um substantivo com carácter de adjetivo, para dizer da divindade. A palavra estava, no princípio, com Deus. Todas as coisas foram feitas por ela. Não é isto? A luz não foi feita pela palavra? Disse Deus e a luz se fez? A luz foi feita pela palavra. Nela estava a vida e a vida era a luz dos homens.

Então, este texto E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João Batista, ele veio para testemunhar, para dar um testemunho da luz, para que todos crescem através dele. Ele não era a luz, mas veio para que desse um testemunho da luz. Lá, no Cristo, estava a luz verdadeira, que ilumina todo o homem que vem ao mundo. O que João acaba de fazer, aqui? João fez uma coisa curiosíssima. Ele conectou a luz do primeiro dia e disse a Deus que haja a luz com Jesus Cristo, com a figura de Jesus.

A luz do princípio, por isso que não tem nada a ver com o Sol. O Sol foi criado no quarto dia, a Lua. Esta luz é outra, é uma luz espiritual. Por que eu disse que nós vamos comentar? Então, acompanhamos, quem quiser interromper, comentar alguma coisa. Geralmente, fica todo mundo muito tímido, mas Cláudio, me veio uma intuição. Por favor! É importante a gente dizer que, do ponto de vista linguístico, a questão do dizer não é no sentido de declarar algo e nomear apenas, mas é dizer no sentido de performance, dizer no sentido de fazer.

Então, é uma ação. Ela tem uma função, ela tem uma ultimidade. Não é, simplesmente, nomear, mas é criar, fazer, agir. É um verbo criador. Aliás, a palavra aqui, que é Menha, em hebraico, ou Logos, pode ser traduzida por palavra ou por verbo. É interessante que o verbo sempre expressa ações, ações, estados. Então, é um fazer, bem lembrado. Agora, olha que interessante isto aqui, para a gente ver como é lúdico. Se a gente for pensar, é uma coisa gostosa, a gente precisa se embarcar nisto. Olha o que Mateus escreve no capítulo 4, versículo 16, quando ele fala da chegada de Jesus, do início do trabalho de Jesus.

Ele fala assim O povo que estava sentado na treva viu uma grande luz, e os que estavam sentados na região da sombra e da morte, a luz raiou. Tudo é trevo, mas um está sentado na escuridão, o outro é uma escuridão qualificada, é a sombra de morte. Aí, o Emmanuel escreve no livro Levantar e Seguir, o capítulo se chama Raiou a Luz. Vou ler rapidinho. O título é Raiou a Luz. Referindo-se ao início da sublime missão de Jesus, o apóstolo Mateus classifica o Mestre como a grande luz, que começava a brilhar para os que permaneciam estacionados nas trevas e Para os que se conservam na região de sombra da morte.

Dois grupos. Esta imagem fornece uma ideia geral da interpenetração de planos em todos os centros da vida humana. Na superfície do mundo desenvolvem-se os que se encontram na sombria noite da ignorância – olha que interessante – e Esforçam-se os Espíritos caídos nos resvaladouros do crime, mortos pelos erros cometidos, aspirando o dia sublime da redenção. Aqui, o Emmanuel caprichou, porque colocou muita informação em uma frase. Lembrando, antes de Deus dizer Haja Luz, o que havia? Noite, treva. Aqui, já está qualificando dois tipos de treva.

Treva da ignorância ou noite da ignorância, em que a pessoa vagueia sem rumo e permanece estacionada por vaguear sem rumo e aquele que não está na treva da ignorância, não. Ele está caído no crime. Ele já tem consciência, mas peca contra a consciência e na presença divina. A parábola do filho pródigo Pai, pequei contra o céu e na tua presença. Contrariou aquilo que a consciência já apontava e na presença de Deus, num ato de afastamento voluntário de Deus. Duas noites sombrias, mas a luz é uma só. A questão é que, para quem está na ignorância, Jesus é uma grande luz.

Para estes Espíritos que já experimentaram mais, já tropeçaram mais, já deram mais voltas, esta luz aqui é a grande luz. É o Sol raiando. Semelhante paisagem, todavia, não abrange tão somente os ciclos das criaturas que se revestem de envoltório material, porque se estende, também, a grande quantidade de seres terrestres que militam nos labores do Orbem, sem a indumentária dos homens encarnados. Ou seja, não está falando só de encarnados, está falando de todos os Espíritos na Terra, que é o que João fala. Esta luz ilumina todo homem que vem à Terra.

Agora, o que Emmanuel vai dizer? O Mestre, pois, é o orientador supremo de todas as almas que permanecem ou transitam no mundo terreno. Então, o Espírito que vem visitar a Terra, também, está sob a orientação do Cristo. Sua luz, a luz do Cristo, imortal, é o tesouro imperecível das criaturas. Os que aprendem ou os que resgatam, os que se curam ou os que se espiam, encontram em seu coração a claridade dos caminhos eternos, o dia, o caminho claro, iluminado. A multidão que estaciona nas trevas da ignorância e as fileiras numerosas dos que foram detidos na região da morte pelo próprio erro devem compreender esta luz que está brilhando aos seus olhos desde vinte séculos, porque, aí, a luz se tornou conhecida, porque o verbo se fez carne.

Jesus se concretizou, se tornou o mais concreto possível, encarnou. A terra, para Deus, sob a ajuda do Cristo, a feição do diamante bruto, arrancado ao vento obscuro do solo, com a orientação do lapidário para a magnificência da luz. Antes do Evangelho, podia haver grande sombra. Mas, com o Cristo, vibra a claridade resplandecente de novo dia. A outra peça do Lego, para a gente juntar aqui, se raiou uma luz quando foi criada a primeira criação, aqui nós temos um novo dia. Então, nós temos uma nova criação. Vamos voltar nisto daqui a pouquinho.

Uma nova criação que Jesus inaugura. Vamos ver o que é isto. Que saibamos compreender a missão desta luz, pois sabemos que toda manhã é um novo apelo ao esforço da vida. Esta mensagem é incrível, não é? Algum comentário? Breve Não! Bom, vamos ler uma outra aqui, esta é incrível. Pegamos lá do Emmanuel, porque a gente vai reconstruindo. Já estou mostrando o quebra-cabeça pronto e nós vamos bagunçar para depois montar. No caminho verdade-vida, capítulo 180, tem uma mensagem chamada Façamos nossa luz. Aí, Emmanuel diz assim Ante a glória dos mundos evoluídos, das esferas sublimes que povoam o Universo, o estreito campo em que nos agitamos na crosta planetária é limitado o ciclo de ação.

Nós estamos no cercadinho ante a glória. Mas, o Emmanuel é tão incrível, ele diz assim Se o problema, no entanto, fosse apenas o de espaço, nada teríamos a lamentar. Não tem problema nenhum você estar no círculo limitado, em termos de possibilidades, se o problema fosse só de espaço. Por que? Ele vai dizer A casa pequena e humilde, iluminada de sol e alegria, é paraíso de felicidade. Não é? Você pode morar em uma casa enorme e estar deprimido, triste, sentindo solidão e estar em uma casinha simples, humilde, tem sol, tem alegria, sol e alegria e você experimenta felicidade.

Então, o problema não é de espaço. Qual é o problema? A angústia de nosso plano procede da sombra. A angústia dos encarnados, a angústia de quem está na experiência terrena não é da limitação em comparação com as esferas superiores. É da sombra. A escuridão invade os caminhos em todas as direções. Trevas que nascem da ignorância, trevas que nascem da maldade, da insensatez, envolvendo povos, instituições e pessoas. Nevoeiros que assaltam consciências, assaltam raciocínios e assaltam sentimentos. A noite que toma conta dos sentimentos, toma conta dos raciocínios, toma conta das consciências e obscurece tudo.

A sombra obscurece, dá angústia, etc. O resto, todo mundo já sabe. Em meio da grande noite, olha o simbolismo em manio, está voltando tudo, em meio da grande noite, é necessário acendermos nossa luz. Sem isso, é impossível encontrar o caminho da libertação, porque sombra no sentimento, no raciocínio e na consciência é escravidão. Você se devira um joguete de forças. Acha que está escolhendo, mas, na verdade, você está sob determinismo. Está escravo. Então, é preciso encontrar o caminho da libertação. Sem a irradiação brilhante de nosso próprio ser, sem a irradiação brilhante de nosso próprio ser, não poderemos ser vistos com facilidade pelos mensageiros divinos.

O nevoeiro é tão grande que, se você não irradia uma luz, fica difícil de te enxergar. Mensageiros divinos que ajudam em nome do Altíssimo e nem auxiliaremos efetivamente a quem quer que seja. Se você não irradiar a luz, você não é ajudado e nem consegue ajudar ninguém, porque é o texto do Evangelho, um cego guiando o outro. É indispensável organizar o santuário interior e iluminá-lo a fim de que as trevas não nos dominem. É possível marchar valendo-no de luzes alheias. Você pode caminhar com a luz de um outro, orbitando um outro.

Todavia, sem claridade que nos seja própria, padeceremos constante ameaça de queda. Os proprietários das lâmpadas acesas podem afastar-se de nós, convocados pelos montes de elevação que ainda não merecemos. Estava com a lâmpada subindo e você fica na escura. Vale-te, pois, dos luseiros do caminho e aplica o pavio Aqui, ele começa a usar uma linguagem de candeia, da candeia da época, que era a argila, tinha um paviozinho, você colocava o azeite no pavio, acendia e iluminava. Ele está usando este vocabulário. Ele diz assim, vale-te, pois, dos luseiros do caminho mas, aplica o pavio da boa vontade ao óleo do serviço e da humildade.

Então, o que é o azeite? Serviço e humildade. E, o pavio é a boa vontade. E, acende o teu archote para a jornada, a tua própria luz. Agradece ao que te ilumina por uma hora, por alguns dias ou por muitos anos, mas não ouvides tua candeia. Se não desejas resvalar nos precipícios da estrada longa. O problema fundamental da redenção, meu amigo, não se resume a palavras faladas ou escritas. É muito fácil pronunciar belos discursos e prestar excelentes informações, guardando, embora, a cegueira nos próprios olhos. Nossa necessidade básica é de luz própria, esclarecimento íntimo, de auto-educação, de conversão substancial do eu eu, ego, ao reino de Deus.

Nós vamos falar um pouquinho, daqui a pouco, sobre isto, porque da questão da estreiteza, porque a escuridão tem a ver, também, com limitação, com estreiteza e, aí, este eu, este ego está ligado a isto. Conversão substancial do eu ao reino de Deus. Você pode falar maravilhosamente acerca da vida, argumentar com brilho sobre a fé, ensinar valores da crença, comer o pão da consolação, exaltar a paz, recolher as flores do bem, aproveitar os frutos da generosidade alheia, conquistar a coroa efêmera do louvor fácil, amontoar títulos diversos que te exornem a personalidade em transe pelos vales do mundo.

Tudo isto, em verdade, pode fazer o Espírito que se demora indefinidamente em certos ângulos da vida, todavia, avançar sem luz, é impossível. É aqui que a gente começa a avançar sem luz. A promessa de vir à luz do mundo é uma promessa muito grande. Há grandes promessas. Por favor, estou gostando de ver. Quando Jesus, no Evangelho de João, é interrogado lá pelos judeus e Jesus retoma o pensamento judaico, mas não é a sua lei que diz que vós sois deuses, faça brilhar a vossa luz? Isto que você está falando aí retoma o pensamento do cristianismo, sim, mas também retoma o pensamento dos judeus.

E, no livro Pensamento e Vida, se eu não me engano, no capítulo Educação, inicia com isto, falando sobre o que é a vossa luz. Brilha a vossa luz. E, Emmanuel reforça aqui a auto-educação, a iluminação do santuário interior. Só que, aqui, é interessante, e é bom frisar isto nesta bodagem que nós estamos fazendo, quando a gente fala desta iluminação do santuário interior, é com esta luz grandiosa, que é o Cristo. Ele é esta luz que vai iluminar o nosso santuário interior, vai trazer esta claridade. Agora, olha que interessante isto.

Vamos ver uns textos aqui. Nós estamos falando de luz, e fica parecendo que nós estamos forçando a barra. Será que esta luz não é só física? Eu comecei de trás para a frente, então fui lá nos textos de Emmanuel. Emmanuel está falando de uma luz no sentido espiritual. Se a gente examinar os textos, os próprios textos bíblicos já dão sentido metafórico para a luz. Então, a gente pega, por exemplo, Isaías 2, versículo 5, diz assim, andemos na luz do Senhor. Aqui, tem um texto muito curioso, Isaías 49,6, que está falando da comunidade de Israel.

Porque, no texto bíblico, os povos são vistos como filhos de Deus. Israel é o primogênito, é o mais velho, porque é o mais experiente, aquele que é o guardião da revelação divina, que é a primeira revelação. Então, ele é o primogênito. Quando vai se referir a Israel, diz assim, Israel, também te dei para a luz dos gentis. Ou seja, o filho mais velho deveria servir de luz para os filhos mais novos, para serem minha salvação até a extremidade da Terra. Então, está falando deste processo de educação, de uma educação que é espiritual.

Quando a gente vai para o 51,4, Isaías diz assim, Porque de mim sairá a lei, e o meu juízo se estabelecerá como luz dos povos. Juízo, aqui, como discernimento. Emmanuel vai dizer isto, também. O discernimento é a luz da razão. Isto é importante, porque o texto tem um trocadilho. Havia trevas sobre a face do abismo, Deus cria a luz e, depois, Ele separa a luz das trevas. Este ato de separar remete ao verbo discernir, porque discernir é isto. Eu consegui separar o que é luz e o que é treva, o que é o bem e o que é o mal.

Este, aqui, é o mais incrível. Está no capítulo 60, versículo 19 de Isaías. Aqui, já vai falar do que a gente chama, no Espiritismo, de mundo de regeneração ou da regeneração do mundo, que, na linguagem bíblica, vai chamar de nova criação, que é a mesma coisa. É engraçado isto. Os evangélicos, os católicos falam de nova criação. E, nós, espíritas, falamos de nova geração, da regeneração da Terra, mas não pensamos que isto envolve uma nova criação, um novo homem, um novo ser humano, um novo mundo. E, como é que é este processo da criação?

E, a gente não entra. E, aí, começam algumas abordagens, entendendo que regeneração do mundo, nova criação é apocalipse, maremoto, tsunami, etc., etc. Mas, não focamos no aspecto criador, no aspecto de renovação. Interessante isto, não é? Mas, neste texto de Isaías, que é um texto apocalíptico, que ele está falando dos fins da Terra renovada, ele diz de Jerusalém, Jerusalém, aqui, como símbolo, não é a Jerusalém? É Jerusalém como santuário interior ou como santuário exterior, onde se adora a Deus, onde se serve a Deus, não é?

Ele diz assim Nunca mais te servirá o sol para a luz do dia, nem com seu resplendor a lua te alumiará. Não vai ter sol nem lua, mas o Senhor será a tua luz perpétua e o teu Deus a tua glória. Interessante este texto, não é? Remete, mais uma vez, a esta luz que é anterior e superior ao sol e à lua. É uma outra luz, uma luz espiritual. Então, aqui eu peguei estes textos, mas o melhor vem agora. Eu lembro que nós estávamos preparando o Caminho da Luz O Caminho da Luz É uma brincadeira. É verdade. E, quando a gente, durante a preparação, a instrução que a gente recebeu, o Caminho da Luz e o Brasil, o Coração e o Mundo eram como um livro só, e os dois nos encaminham para o Cristo.

Para o modelo de redenção. Porque a nossa história, a gente conhecer a nossa história na Terra, o Gênesis é isto. Vamos dizer que também a gente compreender a nossa biografia. A nossa história com a Terra é uma história de redenção. De redenção, foi bom. Uns que persistem, outros que se redimiram, mas é uma história de redenção. Foi bom que você tocou neste assunto. Você tocou em um ponto interessante. Tem um autor que se chama Thomas Manson, um grande protestante, que escreveu livros fantásticos. Ele escreve uma coisa incrível.

Ele diz assim, quando ele vai falar do Gênesis, ele diz assim, o fim corresponde ao início, porque o propósito de Deus que determina e conduz todo o processo é um. O fim responde ao começo, porque todas as coisas estão nas mãos de Deus, aquele que vê o fim a partir do início. Maravilhoso, não é? Ou seja, Gênesis, quando Deus está criando, Ele já está vendo o fim. Para o Espírito que está iniciando a jornada evolutiva, o Criador já vê, porque o potencial está todo lá. O que Ele vai ser? O Gladys fala isto na letra da música, Anjos nas Feras, o olhar de Jesus, ver Anjos nas Feras.

Ele já consegue enxergar o fim naquilo que está em processo. É interessante, porque o Sr. Honório gostava muito disso, de relacionar o Apocalipse com o Gênesis, o fim com o início, porque o que o fim está fazendo é concretizar o início. E, aí, a gente entra em um tema curiosíssimo aqui. Toda vez que a gente vai falar de regeneração do mundo, ou de era messiânica para os judeus, o mundo regenerado, o Olam Rabá, ou para os árabes, o mundo vindouro, o mundo da paz, todos os povos sonham com um mundo regenerado, um mundo renovado, etc.

Toda vez que vai falar deste mundo regenerado, volta para o Gênesis. É o que a gente vai fazer aqui com o texto curiosíssimo. Só que, entre a criação e a renovação do mundo, tem um êxodo. Como assim? Que história é esta? Aqui, um pouquinho de paciência, porque dá só uma. Mas, não é difícil, não. Egito em hebraico é Mitzrayim. Mitzrayim é estreiteza, escuridão. Escravidão é sombra, noite. Estreiteza, limitação, círculo estreito. Êxodo é redimir. A palavra redimir, na origem bíblica, tem a ver com libertar. Diz-se que Deus redimiu o povo judeu da escravidão do Egito, ou seja, libertou-o da escravidão.

Deus é redentor, é salvador. É que estas palavras foram desgastadas. Põe adesivo em carro, põe tudo aí, perde um pouco aquela profundidade do texto original. Mas, este é o sentido de redimir, de resgatar o Êxodo com uma grande libertação. E, o que foi o Êxodo? O Êxodo, o evento grandioso do Êxodo, o evento final, depois daquela confusão toda com o faraó, é numa noite, meia-noite, quando morrem todos os primogênitos no Egito. Aí, não teve jeito. O faraó abaixou a guarda e o povo foi libertado. Com esta morte. Todos os primogênitos, inclusive, de animais.

Todos os primogênitos do Egito, incluindo animais, com uma única exceção. As casas que tivessem o sangue do cordeiro, que era um primogênito, o cordeiro tinha que ser um primogênito, o sangue do cordeiro, o anjo da morte, na linguagem figurada, vinha um anjo. Ele vinha, entrava na casa, matava. A casa que tinha o sangue do cordeiro, ele pulava. Pulava mesmo, saltava. Pular, em hebraico, é péssar. Daí, a páscoa. É o saltar. Ou seja, aqui vem o lúdico. Redenção, libertação da escravidão, páscoa, está tudo ligado. Está tudo conectado.

Podemos prosseguir? Agora, olha que interessante. No livro de Êxodo, o salvador do povo hebreu é Deus. Ele é o salvador. Mas, não é Deus, só Deus. Quando fala do salvador, é Deus que fez o céu e a terra. Por que, quando você vai falar de Deus que libertou o povo da escravidão, você tem que falar que Ele criou o céu e a terra? Enfatizar que Ele é o Deus criador. Por quê? O Êxodo, a libertação da escravidão, sair da noite, sair da sombra, para a luz, é visto como uma nova criação. É uma nova criação. Estado do jogo, agora, para quem está perdido aí.

No nosso quebra-cabeça, tem três pecinhas que estão juntas. Êxodo, Páscoa, nova criação. Está tudo junto. É por isso que Paulo brinca com isso o tempo todo nas suas cartas. Ele fala do novo homem, do novo Adão, da nova criatura, da nova criação, do novo Êxodo e da Páscoa. Juntam tudo e quem lê tem dor de cabeça, se não acompanhou este processo. É interessante, por quê? Porque a criação é vista como um cosmos, uma ordem que sai do caos. Caos, o caos é treva. A organização, a ordem que dá cosmos é luz. Interessante isto, também.

E, aqui, tem uma coisa muito curiosa, porque o livro de Gênesis, em hebraico, é dividido de um modo muito curioso. Gerações, dez gerações. O livro é dividido em dez partes. Tem a primeira geração, a segunda geração. Adivinha qual é a primeira geração? A criação do mundo. Isto é curioso, por quê? Se você pensa em geração, em hebraico, nós estamos falando de um pai. Então, o Deus criador é Deus pai. Está implícito. Deus que cria é um pai que gera. Vamos juntar isto, porque agora vem a parte mais interessante. No livro de Êxodo, capítulo 12, versículo 29, diz assim E aconteceu, à meia-noite, que o Senhor feriu todos os primogênitos na terra do Egito, desde o primogênito do faraó, que se sentava em seu trono, até o primogênito do cativo, que estava no cárcere, e todos os primogênitos dos animais.

E o faraó levantou-se de noite, noite. Lá no capítulo 42, depois que morreram os primogênitos, veio a palavra de Deus e disse Esta noite será guardada ao Senhor, porque nela, na noite, ele os tirou da terra do Egito. Esta é a noite do Senhor, que devem guardar todos os filhos de Israel nas suas gerações. Que noite é esta? A Páscoa. Todas as gerações. É um memorial da libertação. Evento libertação, sair da sombra, sair da escravidão, sair da estreiteza, para a luz, que é o êxodo, que comemora a festa da Páscoa na noite.

Até aqui, tudo bem? Agora, olha que curioso isto aqui. Olha que curioso isto aqui. Lucas, capítulo 9, versículo 31. Jesus sobe no Monte Tabô, que é daquela região, você vai assim a Nazaré, é o monte mais alto de toda a região da Galileia. Não é tão alto assim, a certa piedade aqui é maior, mas não aumenta, não. Mas, lá é o mais alto, é o Monte Tabô. Jesus sobe ao Monte Tabô e o que acontece com ele? Transfigura. Transfigura o quê? Transforma-se em luz. Vira luz, luz, luz, só luz. Então, surgem dois homens, Moisés e Elias.

Por que Moisés e Elias? Porque Moisés está ligado ao êxodo, libertação, Páscoa. E Elias? Elias é o profeta da regeneração do mundo. Porque, nos textos da tradição judaica, falam que Elias é o Messias-batedor. O que é o Messias-batedor? A Cris sabe bem disto aí. É aquele cara da polícia que vai na frente abrindo o caminho. O Messias que abre o caminho, o enviado que abre para o grande Messias é Elias. Onde tiver Elias, está o Messias, está o Cristo. Então, aqui está conectando êxodo com regeneração da Terra. É isto que acontece lá no tabu e, no centro, a figura iluminada e resplandecente do Cristo.

Todo mundo acompanhou até aqui? Agora, olha o que Lucas vai escrever. E eis que dois varões conversavam com ele, os quais eram Moisés e Elias, que, sendo vistos em glória, falavam sobre o êxodo dele. Isto mesmo. Moisés e Elias falavam com Jesus sobre o êxodo de Jesus. Qual era o êxodo de Jesus? Aqui, estava anunciando a crucificação dele, a cruz. A cruz como símbolo da grande libertação humana. Que é qual? É quando o ego, o eu, se curva, aceita a vontade divina, se entrega a ela e se liberta das estreitezas do Egito da escravidão.

Este é o grande tema. A palavra usada, aqui, é êxodo. Então, a gente vê que isto já está no Novo Testamento. A ideia, aqui, para eles, é de que eles não estavam na miséria humana, que é estar na carne, é compartilhada a fragilidade humana. Eles estavam em um estado de espírito mesmo. É mais do que desencarnado. É uma imortalidade qualificada. É interessante a gente falar sobre isto. Todos nós sobrevivemos à morte, mas a imortalidade vem com a redenção espiritual, segundo Emmanuel. É curioso isto, por quê? O Kardec vai dizer, assim, qual é o estado do espírito imperfeito, não do espírito puro, que é a primeira escala, porque o espírito puro é imortal, acabou, o mundo espiritual não vem mais aqui.

Qual é o estado do espírito imperfeito? Ou ele está encarnado ou ele é errante. Ou ele está encarnado ou ele está errante. Ele não é um habitante, ainda. Ele está transitando. O espírito é errante, porque ele conquista o mundo espiritual a partir do estado da pureza espiritual, em que não há mais necessidade da encarnação. Ele se torna espírito puro, bem-aventurado e, aí, ele entra neste estado de glória. O que é interessante, aqui? No Êxodo 12, 42, fala que esta noite tem que ser guardada, a noite da Páscoa, a noite do Êxodo.

Só que, quando você vai no Targum, Targum de Êxodo 12, 42, o que é o Targum? O Targum é o seguinte. Na época de Jesus, o povo já não falava mais hebraico. Ficaram muito tempo escravizados entre os persas. Os persas falavam aramaico. O que se falava nas ruas era o aramaico. O hebraico era como se fosse o latim das missas. Era reservado para o culto, para os intelectuais, para as discussões hermenêuticas. O povão mesmo falava o aramaico. Então, a pessoa ia na sinagoga e tinha um tradutor. Só que, este tradutor não só traduzia, não, explicava também.

E, o registro destas explicações são os Targums que nós temos hoje. Agora, olha que lindo o Targum de Êxodo 12, 42. O Targum diz que não são uma noite só, são quatro. Existem quatro noites. A primeira noite é a noite da criação. Não era treva? E, Deus não diz que haja luz? O que o Targum diz? A palavra do Senhor era a luz e iluminava. Olha isto. A palavra era a luz e a gente vê como que João diz que Jesus é a luz do mundo, não é? A terra era sem forma e vazia e havia escuridão sobre a face do amigo. Esta é a primeira noite.

A primeira noite é a noite da criação. Eu acho curioso isto aqui, porque no texto que a gente leu, mentação, lá no Falando a Terra, o Espírito fala de Sair das zonas obscuras para as zonas de iluminação espiritual. E, o Emmanuel, quando vai falar no Acamim, da luz, ele diz assim que o Espírito, quando se desprende das faixas obscuras da irracionalidade, da animalidade, porque o estágio na animalidade é de escuridão, porque não tem razão, não tem discernimento, é uma grande noite. Interessante isto. Qual é a segunda noite?

O gostoso disto aqui é um é um lego mesmo. Se você for no texto do Bíblio, fala que é noite mesmo. Aí, eles vão juntando as noites. A primeira é a da criação. Haja luz. A segunda noite é a noite de Abraão, porque ele tinha cem anos, já estava na noite da existência, e a esposa, noventa anos, e foi prometido Isaac. Mas, quando ele vai sacrificar Isaac, aqui, ao grande evento, ele tem trinta e sete anos. É curioso isto, porque, no Crônica de Alentum, Humberto de Campos retifica a data de nascimento de Jesus no calendário romano, até o ano cinco a.C.

E, Emmanuel, há dois mil anos, dá a data da crucificação, o ano trinta e três. Há até um artigo, que eu fiz para o Reformador, que fala sobre esta cronologia. Na verdade, Jesus tinha de trinta e sete para trinta e oito anos na crucificação. Não é trinta e três. Trinta e sete para trinta e oito. A tradição fala que Isaac é sacrificado, porque qual é a história de Isaac? Abraão leva Isaac para ser sacrificado. Na hora em que ele vai sacrificar, o anjo vem e fala que o cordeiro vai ser no lugar. Um cordeiro será enmolado no lugar.

O que a tradição fala sobre isto? Nesta hora, o céu desce à terra, Isaac vê as perfeições do céu e as suas vistas se tornam escuras. Lembra o relato de Paulo. Fica cego. É a noite. Este evento é muito importante, chama-se a Aquedade de Isaac, a Atadura de Isaac. Ele foi atado e foi poupado do sacrifício. É, Tipicamente, um evento apontando para a figura do Cristo, para o sacrifício de Jesus. Isto é muito importante. Qual é a terceira noite? A noite da Páscoa. Deus se manifesta no Egito, no meio da noite, e salva os primogênitos.

Israel é o primogênito do Altíssimo. Isto está em Êxodo 4,22. Todos os povos são filhos. Israel é o filho mais velho e, por isso, que ele recebeu a primeira revelação, se transformou em um guardião desta revelação. E, a quarta noite? A quarta noite é a noite messiânica. O mundo chegará ao seu fim, mas não é fim de término, mas fim de finalidade. Moisés sairá do deserto. Isto é o que o texto está dizendo. Estou só lendo o Targum. Moisés sairá do deserto, marchará no meio da noite e a palavra de Deus marchará entre eles.

Entre eles, a palavra marchando. Curioso, não é? Tudo isto para mostrar que, quando os evangelistas falam desta grande luz ou da luz do sol que resplandeceu na figura do Cristo, isto tudo está embasado em uma tradição e em textos bíblicos muito conectados. Muito conectados. E, aí, nós chegamos ao fim que são as duas mensagens que nós lemos do Emmanuel. Mas, eu gostaria de ler uma última para encerrar, mesmo. Que está no Ceifa de Luz, capítulo Ceifa de Luz. Capítulo 53, se chama Confiando. Confiando. O Emmanuel começa assim Tendo fé nas descobertas e nas observações conjugadas de físicos, astrônomos e matemáticos, o homem construiu o foguete que explora vitoriosamente o espaço cósmico.

Verdade. Você tem fé que aquele foguete vai chegar lá com base nos cálculos matemáticos, etc. Tendo fé nas ondas eletromagnéticas, formou as bases da televisão, que hoje transmite a palavra e a imagem a longas distâncias e simultaneamente em todas as direções. Tendo fé nos processos imunológicos, iniciados e desenvolvidos por ele mesmo, criou a vacina, liquidando o problema das moléstias contagiosas que, de tempo em tempo, dizimavam milhares de existências no mundo. Tendo fé na escola, dividiu-a em setores múltiplos e estabeleceu cursos específicos de modo a servir as criaturas da infância à madureza, afastando a humanidade dos prejuízos da incipiência e do flagelo da ignorância.

Tendo fé no motor, inventou o automóvel, que transporta a vontade, de região para região, atendendo aos próprios interesses, com inestimável ganho de tempo. Assim, também, confiando nos ensinamentos do Cristo e praticando-os como se faz necessário, a criatura edificará a sua própria felicidade. Entretanto, qual acontece ao foguete, à televisão, à vacina, à escola e ao automóvel, que funcionam seguindo os princípios em que se baseiam, a fim de se oferecerem os frutos preciosos no auxílio ao homem, a fé nas lições de Jesus só vale se for usada.

Hashtag fica a dica, a fé nas lições de Jesus só vale se for usada. A luz está aí, mas, se ela não for aplicada, se ela não iluminar, se a candeia não for acesa, permanece na treva. É colocar a candeia debaixo do balquê. É isto. A gente só gostaria de dizer que este texto das quatro noites foi tirado de uma tese de doutorado do Instituto Bíblico de Roma, 1963, do Rogê Ledó, chama lá no I. Pascal. Legendas pela comunidade Amara.org

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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