Neste nono episódio do estudo do Velho Testamento, Haroldo Dutra Dias aprofunda a análise do Livro de Gênesis, com foco nos primeiros versículos do Capítulo 1. O estudo é conduzido sob a ótica da Doutrina Espírita, buscando a união das três revelações: a mosaica, a cristã e a espírita.
O que é estudado neste episódio
- Gênesis 1:1-2: “No princípio, Deus criou o céu e a terra. Ora, a terra estava vazia e sem forma, informe. As trevas cobriam o abismo e um sopro de Deus agitava a superfície das águas.”
- A narrativa hebraica em espiral: Explicação de como os textos hebraicos narram em círculos, repetindo e acrescentando detalhes, como exemplificado na criação do céu no versículo 6.
- O simbolismo da água: A água como símbolo da essência de Deus, do amor e do sentimento, presente em toda a criação, desde o Velho Testamento até a visão espírita do fluido cósmico.
- O Fluido Cósmico Universal: Abordagem do fluido cósmico como a “água do universo”, a respiração de Deus, que é a base de toda a matéria e pode ser modificado de infinitas maneiras.
- Criação e Cocriação: Distinção entre a criação divina (Espíritos e fluido cósmico) e a cocriação dos Espíritos (modificação do fluido cósmico).
- O Verbo “Separar” em Gênesis: A individualização do fluido cósmico como o grande trabalho da criação, que gera a diversidade e a complexidade do universo.
- Ordem e Lei Divina: A criação como um processo de Deus pondo ordem no caos, estabelecendo leis que regem todos os fenômenos, tanto físicos quanto morais.
- Deus como Provedor e Comissionador: A provisão de todos os elementos necessários à evolução espiritual e a imposição da encarnação com o fim de alcançar a perfeição e participar da obra da criação.
- A Comunidade de Espíritos Puros (Elohim): Análise do termo hebraico “Elohim” (Deuses no plural) no primeiro versículo de Gênesis, interpretado como a Comunidade de Espíritos Puros ou o Conselho do Altíssimo, que cocriam com Deus.
- Jesus como o Divino Escultor: A figura de Jesus como o artífice e pedagogo da Terra, que organizou o cenário planetário sob as vistas de Deus, conforme descrito no livro “A Caminho da Luz” de Emmanuel.
Reflexões
- A Doutrina Espírita ilumina os textos bíblicos, revelando profundos significados espirituais e científicos por trás das narrativas antigas.
- A compreensão do fluido cósmico como a essência da matéria nos permite ver a unidade de toda a criação e o papel dos Espíritos na sua modificação.
- A soberania de Deus se manifesta na ordem, na provisão e na comissão, garantindo que todo o caos se transforme em cosmos e que cada Espírito tenha sua parte na obra divina.
Ler transcrição do episódio
Gente generoso, que virar a primavera. Assim também no caminho, se o pó da mágoa te alcança, não te mergulhes na queixa, nem percas a confiança. Há vozes da experiência, na dor que te dilacera. Diz a vida, ama e confia. Diz o tempo, espera, espera. Para quem cala, Deus fala. Ensina o velho de vir fora. E se espera que o Deus, que o tempo, é o mestre do coração. Nascimento cumprido. Nossa, cada uma mais linda do que a outra. Vamos fazer nossa prece, então? Cláudia, faz pra gente a prece inicial. Vamos então, neste momento, elevar os nossos pensamentos, unirmos as nossas mentes, com o objetivo de nos sincronizarmos com os estudos da noite, com os nossos irmãos do plano maior, que vem até nós, tão carinhosamente nos incluindo, nos auxiliando no aprendizado, que possamos nos sustentarmos mutuamente.
Para que os ensinamentos desta noite possam calar nossos corações, nos convidando à transformação íntima e ao crescimento espiritual. Jesus querido, meigo amigo, mestre de nossas vidas, confiante o Senhor na tua presença entre nós, queremos lhe enrogar a tua proteção e o teu direcionamento, para que estes momentos de estudo, transformam em paz e em harmonia, que possamos sustentá-los e cuidar positivamente em seu favor e assimilarmos o máximo que pudermos. Agradecidos, Jesus, pela oportunidade, nós te pedimos que sempre transcorra tudo de acordo com a tua vontade antes que o mês.
Fica conosco, mestre. Que assim seja. Assim seja. Bom, então, vamos retomar. Eu queria só aproveitar para agradecer a todos que estão acompanhando pela internet, agradecer a todos dos países que nos receberam e dizer que agora nós já estamos em casa, felizes de voltar para o meio e meio, para o ser, que é o nosso lar, a nossa casa, e dando continuidade ao estudo do Gênesis. No episódio anterior, na aula anterior, a gente dedicou para responder algumas perguntas e a gente percebeu, pelas perguntas, que alguns temas estão apresentando-se uma certa dificuldade e eu acredito que precisa ser ajustado algumas coisas de didática mesmo.
Então, a gente vai optar por seguindo um pouco os versículos, um pouco na ordem e falando, porque vai facilitar um pouco o entendimento das coisas. A gente acredita nisso. Foi bom dar a visão geral e tudo, mas agora é o momento de já ir mais para o específico e facilitar. Outra coisa que a gente gostaria de dizer, porque muitas pessoas têm perguntado e isso tem acompanhado, o nosso estudo tem duas características. Primeiro, ele é a luz da doutrina espírita. Isso é muito importante ser dito, porque nós temos a plena convicção de que o Espiritismo é um sol e ele projeta uma luz imensa sobre esses textos bíblicos e nós temos um profundo carinho, uma profunda vontade de estudar esses textos à luz da doutrina espírita.
E, para isso, nós estamos sempre, sempre, sempre, quem acompanha o Levítico, quem acompanhou o Levítico e quem acompanha o Gênesis, pode testemunhar que nós sempre estamos fazendo textos do codificador Allan Kardec. A gente está sempre trazendo os textos, porque nós acreditamos que esses textos são o alicerce. Sem eles, a gente perde o mundo. Eles são bússolas, são alicerces. Então, esse estudo não é um estudo baseado em opiniões pessoais. É um estudo em que a gente busca conjugar os textos com a obra do codificador Kardec, com a obra de Chico Xavier e com outros textos que trazem luzes, que trazem esclarecimentos.
Então, a gente só está dizendo isso, porque muitas pessoas fizeram perguntas, disseram, ah, você disse isso, você disse isso e muitas vezes eram textos que eu li. Então, não é o Haroldo que disse isso, não é o Haroldo que está dizendo isso. Nós estamos lendo textos e fazendo reflexões sobre textos que são lidos. Isso é importantíssimo ficar bem claro. E aproveitando algo que a gente considera que é muito importante, que é unir as três revelações. Houve um investimento espiritual muito grande na primeira revelação. Quantos missionários reencarnaram para que os livros do Velho Testamento, que são 66, pudessem chegar até nós?
Então, nós não podemos menosprezar um profeta Elias, que é o João Batista, não podemos menosprezar um Isaías, não podemos menosprezar um Jeremias, um Oséias, um profeta Natan. São Espíritos que reencarnaram com uma missão de trabalhar a espiritualidade dentro de um contexto, dentro de uma época. É claro que eles não podiam dizer tudo. Claro que nem eles mesmos tinham acesso a certas questões espirituais em função da encarnação que dá um tamponamento no Espírito. Mas, são missionários, eles precisam ser respeitados e a gente precisa resgatar essas tradições.
No meio disso, há a revelação do Evangelho, que é o nosso guia e modelo, nosso mestre incomparável, insubstituível, que é Jesus, é o nosso governador espiritual. E, em torno dessa figura máxima do Cristo, há centenas de missionários que o acompanharam, que deram suporte, Maria, José, os apóstolos, tantos outros anônimos. E, nós temos um profundo carinho, um profundo respeito pela tradição cristã, porque nós somos cristãos. Os espíritas são cristãos, é importante dizer isso. E, também, nós não podemos menosprezar os missionários da terceira revelação, Alan Kardec, os precursores e, depois, os missionários que encarnaram no Brasil com a função de dar um crescimento, um florescimento no Espiritismo.
Então, esse estudo do Gênesis é um estudo que está baseado nas três revelações e que busca resgatar textos, resgatar tradições espirituais vinculadas às três revelações. Então, não é um estudo de opinião pessoal, não estou aqui para expor opinião pessoal. Em alguns momentos, a gente interpreta alguns textos, mas também abre para quem quiser participar, interpretar, participar e construir conosco, porque entendemos que esses textos são maiores do que nós, são maiores do que nós. Então, só deixando isso bem claro, e a gente começa aqui pelo Gênesis, o iniciozinho, o primeiro capítulozinho do Gênesis, o primeiro versículo do primeiro capítulo, que é um texto muito importante.
Eu gostaria de voltar nele. Estamos aqui usando a Bíblia de Jerusalém e esse texto diz assim, para ficar fácil, no princípio, Deus criou o céu e a terra. Ora, a terra estava vazia e sem forma, informe. As trevas cobriam o abismo e um sopro de Deus agitava a superfície das águas. Esse é o versículo. O que chama a atenção aqui? Diz que Deus criou o céu e a terra. No final do versículo, faz referência à água, mas não fala quanto que ela foi criada. Interessante, não é? As águas estão no final, dando a impressão que as águas já existiam antes do céu e da terra.
E é isso, nós vamos ver, de fato é isso. O que a gente gostaria de chamar a atenção aqui? A narrativa hebraica é diferente da narrativa de nós ocidentais ou do mundo atual. Eles narravam em círculo, em círculo, ou, na maneira como o Senhor Honório gostava de dizer, em espiral. O que significa isso? Eles falam algo, depois eles repetem e acrescentam algo, repetem de novo e acrescentam mais um detalhe, repetem e acrescentam mais um detalhe. Quando o versículo abre e diz, no princípio, Deus criou os céus e a terra, céus e terra significa, em hebraico, tudo.
Então, vamos lá primeiro na língua hebraica. O hebraico expressa tudo, quando ele quer dizer tudo, ele não usa a palavra tudo, ele usa opostos, opostos. Então, ele fala assim, fogo e água, todos os elementos, dor e alegria, é pranto e alegria, todas as emoções, céu e terra, tudo. Então, a primeira afirmação é a afirmação geral, Deus criou tudo. Deus criou os céus e a terra. E, aí, começa fazendo afirmações, repetindo em círculo. Vamos ver como é que funciona isso. Olha que interessante. No versículo 6, está escrito assim, Deus disse, que é aquilo que a gente já comentou aqui da palavra, do dizer, Deus disse, haja um firmamento, firmamento é céu, haja um céu no meio das águas e que ele, o céu, separe as águas das águas.
E, assim, se fez. Deus fez o firmamento que separou as águas que estão sob o firmamento das águas que estão acima do firmamento. E, Deus chamou o firmamento céu. Houve uma tarde e uma manhã, segundo dia. Então, a gente vê que, no segundo dia, está desenvolvendo a declaração que foi feita no primeiro dia. O primeiro versículo diz, no princípio, criou os deuses, os céus e a terra. E, aqui, no versículo 6, que é o segundo dia, está explicando como que o céu foi criado. Então, olha que interessante isso. É como se ele fizesse uma afirmação e, depois, ele voltasse e acrescentasse um dado.
Ah, Deus criou o céu, mas como que ele criou o céu? O céu foi criado de que maneira? Foi criado da seguinte maneira, foi colocado no meio das águas. Aí, todo mundo fica assim, meu Deus, mas que água é essa? Que água é essa? Aqui, a gente tem que pensar simples, simples. Imagina um camponês, um agricultor, um pastor. Ele olha para o mar, ou olha para um lago, ele vê água. E, ele olha para cima e está chovendo. Qual que é a conclusão que ele tira? Existe água em cima, existe água embaixo. Porque eles não compreendiam o processo de evaporação de água que sobe, que gira a nuvem e depois desce.
O ciclo da água, isso aí somos nós que compreendemos depois da ciência moderna. Essas pessoas não compreendiam isso. Então, eles estão narrando um fenômeno. Existe uma água em cima, uma água embaixo. Mas, existem também desdobramentos espirituais disso. O que é essa água? O que é essa água? No livro Boa Nova, há um capítulo, que nós não gravamos ainda na série Boa Nova, que é o Diálogo de Jesus com João Evangelista. João Evangelista estava com uma dúvida sobre comunhão com Deus. A dúvida dele era o seguinte, como que eu entro em comunhão com Deus?
Como que eu estabeleço uma relação com Deus? O que eu tenho que fazer? Eu tenho que… E, a dúvida dele era curiosa, porque ele tinha um amigo, João Evangelista, que era ligado aos essénios. E, os essénios eram bem místicos, era aquela turma que pregava assim, tem que afastar do mundo, aquela coisa de convento, não é? Tem que afastar do mundo. Para você encontrar com Deus, você tem que afastar do mundo e ficar isolado. E, o João estava confuso, porque isso não se harmonizava com Jesus, porque Jesus adorava povo, e, principalmente, povo que sofre.
Então, onde tinha gente sofrendo, Jesus estava lá. Onde tinha gente com dificuldade, era o que ele mais gostava. Gente com defeito, então, ele amava, publicanos, pecadores, prostitutas. Então, ele ficava confuso, porque se ele procura Jesus, está lá no Boa Nova. Mas, isso é uma coisa interessante, porque Jesus fala com ele sobre comunhão com Deus, sobre união com Deus e tudo, e, num determinado momento, Jesus explica o que é a água. Isso é uma pérola. Está lá no livro Boa Nova, sografado pelo Chico, ditado pelo Espírito Humberto de Campos.
E, Jesus diz assim, a água é o maior símbolo da essência de Deus, porque ela está tanto no céu quanto na terra. Na verdade, vamos pensar, a água está em tudo. Quantos por cento do nosso corpo é água? Quanto por cento da terra é água? A água está em cima, as nuvens descem como chuva e está embaixo, e está, inclusive, debaixo da terra. Ela está na superfície e ela está no subsolo. A água está em todo lugar. Então, a água, no Velho Testamento, vamos imaginar aqui, deserto, sede, sol, calor, camelo, areia. Você já começa a ter vontade de beber água.
Eu já vou até beber aqui. Já me deu vontade. Ai, meu Deus, coisa boa. A água é o símbolo de Deus no Velho Testamento. A água simboliza Deus. E os povos da Mesopotâmia, os povos do Egito, a mística, a espiritualidade desses povos encaravam a água como símbolo, como elemento, porque eram quatro elementos, fogo, ar, água e terra. E nós vamos ver que esses quatro elementos estão aqui no capítulo 1 de Gênesis. Eles aparecem aqui. Daqui a pouco a gente vai falar sobre isso. Mas, a água é o elemento que simboliza o sentimento.
O sentimento é a água. Nos símbolos antigos, amor é a água, emoção é a água. Não precisa nem ser nenhum gênio para chegar a essa conclusão. Quando você está emocionado, você chora. Então, o próprio corpo já mostra para a gente a relação entre esse líquido e as emoções. Então, a água é o símbolo do amor, é o símbolo do sentimento e é o símbolo de Deus, porque ele é onipresente. Então, o que Kardec faz? E aqui que a gente, aqui que é o nosso esforço, o esforço do estudo de Gênesis é ler o óbvio, porque todo mundo já leu as obras de Kardec, as obras básicas, já leu a Revista Espírita, já teve um contatozinho, pode não ter lido tudo, mas sabe o que que é, sabe o que que tem.
O nosso desafio aqui é ler esses textos de novo, com novos olhos, com novos olhos. Então, no próximo estudo de Gênesis, nós vamos falar só de fluido cósmico. Por quê? Porque Kardec dedicou centenas de páginas ao fluido cósmico. Por quê? Por quê? E ele conecta temas, por exemplo, Kardec tem um tratado, nós vamos trazer aqui, escreveu lá um tratado assim, sobre fluido cósmico e instinto. O que que tem instinto a ver com fluido cósmico? Nós vamos trazer isso. Ele fala sobre providência divina e fluido cósmico. Ele fala sobre perispírito e fluido cósmico.
Ele fala sobre pensamento e fluido cósmico. Não foi André Luiz que falou isso? Livro Obras Póstumas, Fotografia do Pensamento. Ele fala sobre o ambiente ou atmosfera psíquica, que é uma individualização do fluido cósmico. Então, a aura, a emanação espiritual é uma individualização do fluido cósmico. É. E quem que é o fluido cósmico? O fluido cósmico é a água. Ele é a água. Porque toda a criação está mergulhada no fluido cósmico. O fluido cósmico é a respiração de Deus. É fluido e fluido é líquido. Por isso que Kardec usa a expressão fluido cósmico.
Porque fluido dá a ideia de líquido. É a água do universo, que não é a nossa H2O, porque a nossa é um gás. Hidrogênio, dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio formam a água nossa. Mas, não é essa a água apenas. É engraçado porque se a gente for traduzir para qualquer outro idioma a água fluidificada, a gente vai ser redundante. Vai ser redundante, exatamente. É só no Brasil que a gente usa. É a água fluidificada, porque a água já é um fluido, é um tipo de fluido. E a água é o que? A água que a gente conhece é apenas uma das modificações que o fluido cósmico pode passar.
Eletricidade, modificação do fluido cósmico. Magnetismo, modificação do fluido cósmico. Pensamento, modificação do fluido cósmico. Perispírito, modificação do fluido cósmico. Então, peraí, tudo é fluido cósmico? Tudo, menos o Espírito e menos Deus. Então, nós temos Deus, Espírito e fluido cósmico. São os três elementos gerais do universo. Está lá no Livro dos Espíritos. Agora, vamos pensar nisso. Se tudo vem do fluido cósmico, então tudo é uma coisa só. Na essência, não tem diferença de pedra para computador. O que eu estou querendo dizer?
Tudo que existe de material é fluido cósmico modificado. Então, tudo é a mesma coisa. Por que nós vamos encontrar no capítulo 1 de Gênesis o verbo, toda hora, nós vamos encontrar no capítulo 1 de Gênesis o verbo separar. Separar. E, separou Deus a luz da escuridão. E, separou Deus a luz da terra. E, separou… São individualizações do fluido cósmico. Quando o fluido cósmico se individualiza, as coisas se tornam diferentes. Grama é diferente de água, mas não é, porque tudo é fluido cósmico. Então, eu ponho o dedo na tomada, tomo um choque, ou eu seguro uma pedra, é eletricidade.
E, pedra é a mesma coisa que o fluido cósmico. Então, o grande trabalho da criação é separar, é individualizar, é modificar o fluido cósmico. E, está lá no Livro dos Espíritos que o fluido cósmico, ele pode ser combinado de quantas maneiras? Infinitas. Então, quem estava desanimado, porque não sabe o que vai fazer com a sua eternidade, fique tranquilo, vai poder ficar modificando o fluido cósmico. Isso com a criação. Esse é o conceito, mais importante do Gênesis. Criação, cocriação. De onde nós tiramos esse conceito?
Da doutrina espírita. É a doutrina espírita que traz essa luz para que a gente possa interpretar a primeira revelação. Conceito de criação e de cocriação. Deus cria, Ele cria aquilo que nenhum Espírito pode criar, que são os Espíritos. Nenhum Espírito pode criar Espírito. Só Deus cria Espíritos. E Deus cria o fluido cósmico. Nenhum Espírito cria fluido cósmico. Nenhum. Todo Espírito modifica fluido cósmico. Então, Ele é cocriador. Ele atua no fluido cósmico formando coisas. Ou se a gente pensar em termos de Lego, Ele monta pecinhas.
Existe criação em plano maior, André Luiz, né, e criação em plano menor. Com a criação em plano menor, somos nós. Com o nosso pensamento, estamos criando fluidos, criando atmosfera psíquica, criando vibração, alterando nossos perispíritos, irradiando energias, que são criação nossa. Inclusive, criação do nosso destino. E existe a criação em plano maior, que são a criação dos Cristos, formando planetas, sistemas solares, galáxias e coisas que a gente nem conhece. Ficou claro isso? Alguém quer falar alguma coisa? Seria bom alguém falar alguma coisa.
Isso é muito importante. Essa é a água. Essa é a água. Eu lembrei de o Paulo, que fala sobre a gente ser criado no Pouco. No Pouco. O Paulo filminou muito. É o mesmo fluido cósmico. É o mesmo fluido cósmico. Então, quando um Cristo está criando um planeta, ou quando eu estou tendo um pensamento, eu estou manipulando o fluido cósmico. Se eu não tenho fidelidade para ter um pensamento, como é que eu vou ter fidelidade para criar um planeta? Não tem diferença nenhuma. O elemento é o mesmo. O elemento é o mesmo. Então, essa é a água.
Os Cristos vão diferenciando para criar o planeta. Agora, eu queria perguntar quem aqui assistiu o filme Inferno, Inferno, Inferno, Inferno, a gente já viu isso, né? Então, a gente sabe a teoria da relatividade. Você, dependendo da gravidade, o tempo muda. Então, se eu for para um outro lugar, e a gravidade for diferente, então pode ser que um ano lá equivale a 25, 30 anos aqui na Terra. Eu tenho a sensação lá de que eu passei um ano, mas eu chego aqui e já se passaram 30. A gente tem uma ideia da complexidade do Universo.
Então, o que vocês estão querendo dizer com isso? Tudo que existe na Terra foi formado, inclusive o tempo. A maneira como as coisas acontecem aqui é só daqui da Terra. É só daqui. A experiência que nós temos, os elementos que nós temos, é só daqui. E como que isso foi montado? Foi formado obedecendo a leis gerais, porque existem leis gerais no Cosmos que são as leis divinas. Então, os co-criadores não criam do que eles querem da cabeça deles, porque existem regras, existem leis. Por isso que a criação tem um plano de unidade, porque senão eu teria um Cristo e criaria uma galáxia completamente que não tem nenhuma relação com a galáxia daqui.
Isso não existe. Há um plano de unidade em toda a criação. Esse plano de unidade é a marca de Deus. Está complicado isso? Bonito, não é? Uma comparação meio boa, mas, como você fala, a experiência que a gente vive na Terra é a experiência específica para o que a gente precisa no processo evolutivo. Eu fico imaginando o bolo, leva lá tantos lugares, leva a tal temperatura e a gente chega num ponto, leva a tal temperatura e você tem uma outra coisa. É isso mesmo. Não tem um raciocínio? Você expõe isso àquilo, que é a situação que a gente vive, um produto ao outro e gera um outro resultado.
Júlio, se você for levar o seu raciocínio mais adiante, ele ganha uma complexidade ainda maior, porque você imagina, foram estabelecidas temperaturas para a Terra, mas existem Espíritos que controlam os fenômenos da natureza. Então, significa o seguinte, se está frio em Belo Horizonte ou está quente, tem Espíritos atuando sobre isso. Então, significa que coletivamente, coletivamente, está sendo decidido que tipo de experiência. O fato de ter chovido hoje em Belo Horizonte não é gratuito. Os Espíritos que controlam o raciocínio são os Espíritos que possuem o raciocínio sob uma hierarquia.
Então, alguém decidiu. E, aí, você pensa em um bebê. Quem que decide a mamadeira? Não é assim? Por exemplo, toda vez que a mãe tem frio, ela põe blusa na criança, não é? Então, olha que interessante. Quer dizer, tem alguém ali controlando a experiência. O bebê vive a experiência de quem está cuidando dele. Ele é alimentado, ele dorme, ele é colocado no lugar. Nós também. Nós estamos sob um processo, pressão atmosférica, gravidade, tempo, processos biológicos, o nosso organismo, tempo de vida do nosso corpo, processos da reencarnação, tudo isso foi definido.
Na Terra? Na Terra. Não é bonito isso? Nem me diga, porque eu estou confuso até agora. Mas, não é isso, tem uma temperatura num lugar, tem uma temperatura no outro e isso influencia profundamente na capacidade cultiva, talvez, influenciando em coisas que tem tendências que você possa ter, não é? Comportamentos. Comportamentos. Você tem incidência de maior campo magnético em determinada região, que tem uma incidência maior de negros, que tem… Eu fico imaginando que o que eu estou querendo dizer é que a gente é colocado num lugar onde precisa descansar.
Ou, há elementos no nosso perispírito, há uma configuração de lei, há configurações da lei que fazem com que o nosso perispírito atraia magneticamente as experiências que a gente necessita e nos leve para o local que a gente precisa. Isso aqui é o mais bonito, não é? Então, o primeiro ponto que a gente quer chamar a atenção é que nesse capítulo 1 de Gênesis, que eu falei, Deus criou, está deixando claro o seguinte, quem é o soberano do cosmos? É Deus. É Deus. É Deus. O que? Na questão da água, nessa corrente de soberano, é o mineral que, quando a gente pensa em mineral, o mineral ele fica lá como se fosse o menor.
E, a água vem nos ensinando, primeiro, aceitação. Ou seja, o lixo, ela aceita. O açúcar, ela aceita. Ela aceita. Exato. Vem ensinando a humildade. Exatamente. Então, isso tudo está contido na soberanidade. É, Na soberania de Deus, exato. Soberania de Deus. Isso mesmo. Então, o que você está dizendo é o que Camille Flammarion, que foi contemporânea do Kardec, trabalhou com o Kardec, o Camille Flammarion teve um papel muito importante, porque ele frequentava a sociedade parisiense de estudos espíritas e o Camille Flammarion, ela mede um psicógrafo, ele psicografava Galileu Galilei.
Então, muitas mensagens que estão no livro A Gênese do Kardec, do Galileu Galilei, do Arragu, mensagens fantásticas, foram psicografadas por Camille Flammarion. Agora, o Camille Flammarion é um caso à parte, porque ele era um dos maiores astrônomos da França. Então, um dos maiores astrônomos da França. E, psicografava Galileu Galilei, espírita. E, o Camille Flammarion escreveu um livro que se chama Deus na Natureza. Qual que é a tese central desse livro? Nada na natureza é gratuito. Todos os elementos da natureza expressam o caráter de Deus.
O caráter de Deus. Os chineses, e o Emmanuel diz isso no livro A Caminho da Luz, os chineses representam aquele povo que teve mais sabedoria para estudar isso. Então, o que o Emmanuel diz sobre a China milenária no livro A Caminho da Luz? Ele diz assim, os chineses estudaram a lei divina observando a natureza e eles escreveram um livro sagrado com essas experiências. Como é que se chama esse livro? Yixing. O Yixing é o registro da percepção chinesa das leis da natureza. Então, os trigramas, são trigramas, então, assim, o vento na montanha, a água na pedra.
Então, eles vão observando isso, como é que a água se comporta? Como é que o vento se comporta? Como é que o bambu se comporta? E, observando esses elementos da natureza, eles começam a conjugar. Então, o que eles entendem? Que cada situação, cada experiência que você vive, exige uma atitude condizente com aquela experiência. Então, se você for só pedra, você se lasca, sem nenhum trocadilho. Por que? Porque em algumas situações, você tem que ser só pedra. Em outras situações, você tem que ser vento. Between situações, você tem que ser dia.
Between situations, você tem que ser noite. Between situations, você tem que ser frio. Between situations, você tem que ser quente. Então, a situação de vida… Então, estão todos os elementos Fementos naturais não são gratuitos. E o Emmanuel, inclusive, diz, no Acabamento da Luz, da necessidade de nós estudarmos isso. A sabedoria é milenar chinesa. E o livro que faz essa ponte é o livro do Camilo Flamarion, Deus na natureza. Então, a lei natural e a lei moral é a mesma coisa. Não existe diferença entre a lei que rege os elementos químicos da lei moral que rege o relacionamento entre dois Espíritos.
É a mesma lei. Os princípios da lei são os mesmos. Vamos guardar isso. Agora, nós vamos avançar aqui, porque isso vai voltar no que eu vou ler daqui a pouquinho. Então, o que o capítulo 1 de Gênesis está dizendo? Deus é soberano e tudo é uma coisa só. Tudo é fluido cósmico. Então, qual que é o trabalho da criação? O trabalho da criação é de individualizar fluido cósmico. Então, você individualiza fluido cósmico, você tem pedra. Individualiza, você tem pássaro, tem peixe, tem terra, tem grama, tem tudo. São modificações do fluido cósmico.
E, evidentemente, o princípio inteligente, porque é ele que organiza a matéria. Então, a pedra, as moléculas do mineral só são organizadas porque tem princípio inteligente ali, organizando. As plantas só são organizadas, tem um processo ali ocorrendo, porque tem um princípio inteligente mais evoluído do que o do mineral, que está ali organizando. Você vai para o animal, até sem contar o princípio inteligente de um cachorro, a inteligência de um cachorro, a inteligência de um cavalo. Então, já é um princípio inteligente bastante avançado, até que esse princípio inteligente entre na razão, aí ele entra para o reino ominal.
Não é isso? Está lá na evolução em dois mundos. Aí, ele começa a estagiar num corpo humano e aí começa o processo de desenvolvimento de razão, de sentimento, etc. Mas é ele que organiza tudo. Então, nós temos lá o princípio inteligente e a matéria sendo organizada. O que que é importante isso? O que que o capítulo 1 de Gênesis fala? Fala de Deus pondo ordem. Havia um abismo, aí ele pôs ordem. Separou a luz do dia. Você fala, o que que é a descrição do capítulo 1? Deus organizando as coisas. Então, é uma mulher arrumando a casa, não é?
Pondo as coisas na gaveta, pôndo a meia ali no canto, a roupa daquilo, o cabide. Está pondo ordem. Estava um caos. Como é que o caos vira ordem? Ordem, em grego, é cosmos. A criação é fazer com que o caos se transforme em cosmos. Cosmos é ordenado, é tudo no seu lugar, tudo com a sua função, tudo diferenciado e individualizado. Isso é muito importante, não é? Porque, ao individualizar e ao modificar o fluido cosmos, nós geramos elementos, mas esses elementos precisam ser organizados. Quando você organiza, você tem criação, tem cosmos.
Então a primeira coisa que a gente percebe aqui é que Deus estabelece ordem e ordem é lei. Ordem é lei. Então, quando Jesus fala, eu não vim destruir a lei, não está falando da lei mosaica apenas, está falando da lei divina, da lei que rege todos os fenômenos da criação. Há uma lei soberana que rege tudo. Como que os hebreus chamam essa lei? Chamam ela de Torá, que não é o livro, não é a Bíblia, gente, não é a Bíblia. Nós vamos ver isso aqui, não é Bíblia. Lei é a regra que estabelece ordem. Então, quem criou a regra de que a abelha faz mel?
A lei divina. Ordem é lei. Cada elemento tem a sua estrutura, ele tem uma estrutura, então você olha para o computador ou olha para uma mesa, são estruturas diferentes. Cada elemento tem a sua estrutura, ou seja, a sua organização. Tem organizações que são mais simples, tem organizações que são mais complexas. Por exemplo, você pega um grão de areia, ele é mais simples ou mais complexo do que um pássaro? Mais simples. Então, evolução é ganhar complexidade, por isso que o Espírito é criado simples, porque à medida que ele evolui, ele ganha complexidade estrutural.
Ele vai se tornando mais complexo. Então, o princípio inteligente está lá num átomo, ele é simplório. Então, é uma semente. À medida que ele vai estagiando, que ele vai se desenvolvendo, ele vai ganhando em complexidade. E ele vai ganhando em forma, vai assumindo formas. E ele ganha em experiência e conhecimento. Então, ele é ignorante. Ignorante no sentido de ignorar, de não saber. À medida que ele evolui, ele ganha conhecimento. Agora, o que é conhecimento, gente? Conhecimento é saber a lei divina, porque é a lei divina que rege tudo.
A lei divina rege tudo. Então, sabedoria é eu conhecer os primeiros. Qual o problema? O problema é que o fluido cósmico pode se transformar em qualquer coisa. Ele pegava três pãozinhos, cinco pãozinhos, multiplicava, comia cinco mil. Qual que é a dificuldade? O fluido cósmico é infinito. Ele podia ficar usando pão até hoje, podia estar fazendo pão na padaria. Fluido cósmico é infinito. Ele ia manipulando o fluido cósmico e ia transformando o que ele quiser. Vamos lá, um peixe, um pão, um relógio. Qual que é a dificuldade?
Mas por quê? Porque ele já alcançou o nível em que ele conhece os princípios da lei que o permitem operar no fluido cósmico. É claro que o espírito da nossa categoria não tem acesso a esse conhecimento. Por quê? Porque nós não temos moral suficiente para ter esse tipo de poder. Bonito isso, né? Então, a primeira coisa é ordem. Tudo foi organizado. Isso aqui. Nós vamos guardar essa ordem. Deus põe ordem. Deus põe ordem. Deus põe ordem. E o que que o texto está querendo dizer com isso? Ei, peraí! Se Deus põe ordem no universo, Ele não vai pôr ordem nos problemas que nós estamos vivendo hoje na Terra?
Ele não vai pôr ordem na política do Brasil? Ele não vai pôr ordem na economia brasileira? Se Ele pôs ordem no universo inteiro, então a grande mensagem de Gênesis é olha, fica calmo, Deus transforma todo o caos em ordem. Por quê? Por causa de Deus o ordenar, colocar ordem. Então, fique tranquilo. Deus atua na criação e Ele atua na história evolutiva da Terra, colocando ordem, sempre colocando ordem. Isso é bonito. Outra coisa que Ele faz, Ele provê. Por quê? Por que foi criado água? Por que foi criado terra? Por que foi criado planta?
Por quê? Nós precisávamos de um cenário para evoluir. Precisávamos de um lugar, precisávamos de comida. Então, Deus provê. Deus é provedor. Todos os elementos necessários à nossa evolução espiritual foram providos com a criação do planeta Terra. Criou-se um ambiente gigantesco com todos os recursos que nós precisamos para fazer nossa evolução espiritual. Do básico até apses que a gente desconhece. Deus provê. Deus é providência. Isso é muito lindo. É muito lindo. Então, Deus ordena, Deus provê e Deus comissiona. Não entendi.
Agora que vem o melhor. Agora que vem o melhor. Deus estabelece tarefas para os seres da criação. Então, vamos lá. Olha que interessante. No Livro dos Espíritos, na questão que fala da encarnação, qual o objetivo da encarnação? 132. Isso mesmo. Nessa questão, ela é muito interessante, porque os Espíritos perguntam assim. Eles estão preocupados, não é com a reencarnação, não. É com a encarnação. Então, por que que os Espíritos encarnam? E, aí, eles dão uma aula. Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos? Deus lhes impõe, não pede, nem convida, ordena.
Deus lhes impõe a encarnação com o fim, com a finalidade, com o qual propósito? Fazê-los chegar à perfeição. Então, sem manipular elementos materiais, sem encarnar, nós não chegamos à perfeição, porque nós precisamos, você precisa ter um corpo, com um rinco, intestino, com perna, com braço, com cabeça, precisa ter dor de ouvido, precisa ter mal correto, precisa ter dor de cabeça, precisa dormir, precisa se sentar, precisa fazer passo. Precisa ter experiências corporais. Se você não tem experiência de sede, você não chega à perfeição.
Se você não tem experiência de dor, você não chega. Se você não tem experiência de gozo, de prazer, não chega à perfeição. Se você não tem experiência de vicissitude, de cair, de tropeçar, de experimentar a lei da gravidade, a experiência corporal é que dá conhecimento, sabedoria, experiência para o Espírito, para ele chegar à perfeição. Ok. Para uns é expiação, para outros missão. Olha só. Então, a regra geral é você sempre encarna com a sua experiência corporal, mas se você perdeu demais, se você se desorientou, você para a missão para expiar.
Então, é o carro que furou o pneu, tem que parar para trocar o pneu. Ok. Mas, para alcançarem essa perfeição, tem que sofrer todas as vicissitudes da existência corporal. Então, tem que ter dor de dente, tem que nascer, tem que ter doença menstrual, tem que encarnar, tem que ter doença, tem que envelhecer, dificuldade para andar, há vicissitudes da vida corporal, tem que passar. Se não passar por isso, não chega à perfeição. É o que eles estão dizendo. Visa ainda outro fim à encarnação. Agora, o que que está importante?
O de pôr o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação. Então, espera aí. O que que os Espíritos estão dizendo? Os Espíritos estão dizendo o seguinte, a criação é uma obra, então, a Sheila tem uma tarefa na criação divina. A parte que é dela. Um outro Espírito vai fazer o que ela tem que fazer. E, por isso, segundo, quem deu isso pra ela foi Deus. E, se eu não reconheço ela e o papel dela na criação, hoje, me fazendo mal, me prejudicando, se eu não reconheço o papel dela, eu crio sérios problemas espirituais pra mim.
Por quê? Porque eu estou insubmisso a Deus. Está no livro Fonte Viva, do Emmanuel, quando ele comenta uma epístola de Tiago, que Tiago diz assim, se você é maledicente, quer dizer, se você está falando mal, se você está reso de Deus, ele fala assim, você não é malevador da lei, mas juiz. Você está querendo, agora, assumir o papel de juiz, que é isso que tem que ser absolutamente real. Respeitado. Então, visa outro fim à encarnação, o de pôr o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação.
Para executá-la, ou seja, para o Espírito executar, é que, em cada mundo, toma um instrumento de harmonia com a matéria essencial desse mundo, a fim de, aí, cumprir, daquele ponto de vista, as ordens de Deus, daquele ponto de vista daquele mundo. Então, você ser um missionário iluminado aqui na Terra é relativo, porque num outro planeta você não seria. Os instrumentos são outros, o corpo é outro, as tarefas são outras. Então, é do ponto de vista da Terra, dos instrumentos que nós temos, você vem aqui e cumpre uma missão.
Olha que coisa linda isso! Porque faz a gente ser bem humilde. Ou seja, imagina um mundo de tozo onde os seres não tem mais corpos. Que tipo de missão eles desempenham? Nós não sabemos. O que eles fazem? Porque eles não vão achar que vão montar mineradoras, que vão ficar pescando peixe, não vai. Não tem isso. Eles não tem nem corpo mais. Não pesca, eles não fazem site, não fica gravando vídeo, nem fazendo DVD, não tem isso, não existe isso. Então, o que que eles fazem? Então, é bonito, quando a gente escreve no livro que eles são espíritos incompreensíveis.
Bom, é assim que, com a obra geral, a obra geral é inusável, e Pode experimentar. Cansei de você. Da minha parte. E o que que dá? Você se afasta dele, daqui a pouco você está comendo comida de porco. Gente, nós estamos falando da questão que não te nutre, você vai pensar e Assumir quem é e parar de ficar em pessoas é basicamente uma comissão. Ele dá dênfas virgula chegados ao mais alto grau da hierarquia celeste, mais alto grau da hierarquia celeste, depois de terem atingido uma perfeição que os torna infalíveis daí por diante e acima das fraquezas humanas, mesmo na encarnação estou lendo Revista Espírita, não é o Aroldo, não é o Aroldo que está dizendo, eu estou lendo, isso está escrito na Revista Espírita, 1868, no oito mês de fevereiro, o Messias é infalível, mesmo encarnado, ou seja, Jesus era infalível, infalível, então, é bom para repetir, é bom para repetir, mesmo na encarnação, está estabilizado como nós, como nós, no caso de Messias, então, o anjo ainda pode dar uma tropezadinha, criar um vínculozinho, pode, o Messias acabou, infalível.
Aí, o que acontece? Admitidos nos conselhos do Altíssimo, Deus, o Todo-Poderoso, tem conselhos? Tem diretores? Tem, são os Cristos, admitidos. Então, quando os Espíritos se tornam Cristos, eles entram nos conselhos de Deus. O Conselho Superior, o Conselho de Jesus, recebem diretamente a sua palavra, de Deus, recebem diretamente a palavra de Deus, diretamente, não é por telefone, WhatsApp, e-mail, Facebook. Os Cristos, conversa entre eles, Deus não fala. Recebem diretamente a palavra, que são encarregados de transmitir e cumprir.
Então, para eles, para quê? Para que eles transmitam a fala de Deus e para que eles cumpram a fala de Deus. Então, eles são o verbo de Deus. A palavra de Deus são os Messias, porque eles são encarregados de transmitir a palavra e fazer cumprir. Eles são a palavra. Está na Revista Espírita. Correto? Assombroso, não é? Verdadeiros representantes da divindade, verdade? Os Messias representam Deus. Quando tem uma cerimônia, eles vão no lugar de Deus. Ou, quem é você? Estou aqui representando Deus. Então, quando Jesus veio à Terra, ele veio representando Deus.
Por isso, que quando o apóstolo pergunta pra ele, é, onde está Deus? Ele fala, você está me vendo, não conhece Deus. Você está me vendo? Eu sou representante de Deus. Você não está entendendo? A minha palavra é a palavra de Deus. Eu estou só transmitindo. Eu vim cumprir a vontade do meu pai. Você olhar pra mim é olhar pra Deus, porque eu sou representante dele. Da qual, eles são representantes da divindade, da qual tem o pensamento? Eles têm o pensamento de Deus. E, é entre eles que Deus escolhe seus enviados especiais, os seus messias, para as grandes missões gerais, cujos detalhes de execução são confiados a outros Espíritos encarnados ou desencarnados, agindo por suas ordens e sob sua inspiração.
Ou seja, tem uma equipe pra assessorar ele. Ele vem com um gabinete, a equipe toda. Espíritos… Ok. Bom, isto está em 1868. Acontece o que? Um Espírito criou o Deus, os céus e a Terra, e a Terra era sem forma, meio vazia. E o Espírito de Deus sobre as páiravas sobre a superfície das águas. Na verdade, o texto hebraico fala é É bater asas. Então, o que está dizendo é que o Espírito de Deus batia asas sobre a face das águas. Então, ele soprava, porque quando bate a asa, venta e movimenta. Então, por exemplo, a Bíblia de Jerusalém traduz assim, e um sopro de Deus agitava a superfície das águas.
Quer dizer, isso não é uma tradução literal. Aqui, eles fizeram uma paráfrase, porque o texto diz assim, e o Espírito de Deus batia asas sobre as águas. Aí, eles estão pegando o sentido, porque isso é muito hebraico, a pessoa não consegue entender. Então, o que eles estão dizendo? Que Deus soprava um vento sobre as águas. Correto? Que água? Fluido cósmico. A água do cosmos é o fluido cósmico. E por que ele é o hálito divino? Porque Deus sopra ele. O fluido que ele sopra é o fluido cósmico. Então, o versículo 1 de Gênesis, capítulo 1, versículo 1, está certinho.
Nossa, mas como é que eles sabiam isso? Gente, a verdade é acessável. A verdade é a verdade. Porque a verdade é Deus. Qualquer criatura em qualquer época pode acessar a verdade. Nós podemos acessar a verdade, é só merecer. A verdade é a verdade. Então, Deus sopra fluido cósmico no universo infinito. É isso que o texto está dizendo. A terra era sem forma e vazia. Sem forma por quê? Porque evolução é ganhar forma. Ganhar forma é ganhar complexidade. Então, você começa lá num grãozinho de areia até chegar num ser humano.
Ganhou complexidade. No início é sem forma, simples, evolui, se torna completo. Não tem conhecimento, vazia, vai adquirindo experiência, vai preenchendo, ou melhor, desabrochando. Porque o preenchimento não é de fora pra dentro, é de dentro pra fora. Sabedoria não é pôr coisa externa pra dentro, é deixar a luz que está dentro se expandir. Porque é o processo da semente, a semente se expande e aí ela busca elementos pra poder alimentar o processo de expansão dela. Por isso que evoluir é expandir a consciência. Quando Emmanuel define o dever, quando ele define mente, ele diz assim, a mente é o campo da consciência desperta.
De acordo com o seu nível de despertamento, você tem um campo consciencial. Se a sua consciência desperta mais, seu campo consciencial amplia. Então, você está aumentando a percepção, você está aumentando a consciência. E o que é o dever? Lá no capítulo Dever, do Pensamento e Vida, ele fala que o dever é aquela margem de atividades que o Criador nos dá para o nosso processo de expansão da consciência. Veja que não é uma tratada, é uma atividade. Pensamento e Vida, né? Já estamos avançando. Mas, é importante isso, porque vai ampliando.
Era sem forma e vazia. Agora, nós estamos falando do Messias, do Deus que comissiona. Então, nós vamos lá no texto do Targum e eu vou ler uma coisa que agora é impressionante. O Targum, o texto, o papel é do século III, século III, século IV. Mas, a tradição é anterior ao Cristo. Por quê? É muito simples. A vida popular é a escrita. A escrita primeiro ou a conquista? A escrita. Assim também com a tradição. Primeiro, a tradição surge de inspiração, todo mundo começa a falar, conta e conta, depois alguém escreve. Então, a tradição é antiga.
Eu vou ler aqui a criação. Desde o princípio, a palavra do Senhor com sabedoria criou e terminou os céus e a terra. E a terra estava desolada e caótica, privada de homens, de animais e vazia de todo o cultivo de plantas e de árvores. E a escuridão se estendia sobre a face do abismo e um vento de misericórdia procedente do Senhor soprava sobre a superfície das águas. Um vento de misericórdia. Olha isso. A palavra do Senhor disse, haja luz e houve luz segundo a sentença da sua palavra e ficou manifesto diante do Senhor que a luz era boa e a palavra do Senhor separou a luz da escuridão.
Olha a separação aqui, olha a individualização do fluido cósmico e a escuridão chamou, a luz chamou dia e a escuridão chamou noite e houve tarde e houve manhã na ordem da obra da criação dia primeiro. Olha como é que o texto do Targum é uma aula de interpretação. Porque o Targum é uma tradução do hebraico para a maia. Só que, ao traduzir, eles explicam. Então, eles estão aconselhando, eles estão acrescentando um tanto de coisa. Outro Targum aqui, ele diz assim, Desde o princípio criou Deus os céus e a terra e a terra estava caótica e deserta despovoada de filhos dos homens, de filho do homem, despojada de filho do homem e vazia de todo animal.
E a escuridão se estendia por cima do abismo e um vento de misericórdia ia diante de Deus e soprava sobre a superfície das águas. Um vento de misericórdia ia diante de Deus. Quem são esses ventos de misericórdia? São os Cristos. Estão no conselho do altíssimo. Agora, o mais bonito disso tudo é o Targum, num outro texto do Targum, que diz assim, esse é bonito. Vamos ver se eu acho aqui. Ele diz que a palavra do Senhor era o artífice, o escultor. O escultor. A palavra do Senhor era o artífice, o escultor. Ok. Por que que esse texto é importante?
Isso é o Targum. Isso aqui é da época de Jesus. João Evangelista lia isso. A palavra do Senhor é uma palavra comum. E a tradição hebraica é entender que os concelhos do altíssimo, Deus, quando criou, consultou os seus arcanjos, seus conselheiros. Esses conselheiros são artífices. Ou, agora vocês vão adorar, as meninas do meio meio vão adorar, pedagogo. Pedagogo. Pedagogo. A palavra é pedagogo de Jesus. Olha só. Bom, aí nós vamos no Caminho da Luz só pra gente entender Nós vamos no Caminho da Luz só pra gente entender uma coisa.
Quem pensa que Emmanuel é bobo é bobo. Não subestime porque Emmanuel não usa a palavra atua. Atua. As palavras dele foram escolhidas 50 anos antes. Foram 50 anos só pra escolher a palavra. No capítulo 1 do Caminho da Luz se chama A Gênese Planetária. Por que vocês acham que ele deu o título A Gênese Planetária? Por que ele não fez a criação A Gênese? Pra pessoa opa, Gênese, Gênese, Gênesis, Moisés, Gênesis, Gênesis, Gênesis. Qual que é o comunidade dos Espíritos? Que que é comunidade? É um agrupamento. Comunidade de Espíritos Puros.
Então, é um agrupamento. Na Revista Espírita, o que que o Lacordaire chama? Conselhos do Altíssimo. Então, quando que o Emmanuel começa a falar aqui sobre a comunidade de Espíritos Puros? Por que, gente? Porque o texto hebraico diz assim, o primeiro versículo começa Bereshit Bará Elohim Elohim é Deus no plural. Quem são os Deuses que criam? A comunidade de Espíritos Puros ou o Conselho do Altíssimo ou os Messias ou os Cristos, ou os Arcângeles, ou os Déus, você pode dar o nome que você quiser. Platão chamava de Demiurgo.
Então, Emmanuel não está à toa. Ele está, quando ele coloca esse título que é a comunidade dos Espíritos Puros, ele está explicando a primeira palavra do primeiro versículo, Elohim. Aí, ele diz assim, Rezam as tradições do mundo espiritual. Tradições, não está escrita, de boca a boca. Vem o Espírito Superior e conta. Tem uma notícia para dar para vocês. Tem uma comunidade de Espíritos Puros Rezam as tradições do mundo espiritual, que na direção de todos os fenômenos do nosso sistema, existe uma comunidade de Espíritos Puros e eleitos pelo Senhor Supremo do Universo.
Aqui, Lacordé chama de admitidos aos conselhos do Altíssimo. Aqui, Emmanuel chama eleitos pelo Senhor Supremo do Universo, em cujas mãos se concebem as rédeas diretoras da vida de todas as coletividades planetárias. Porque é do sistema solar. Então, são todos os planetas. Essa comunidade de seres angélicos e perfeitos, Lacordé fala, chegados a esse grau de perfeição, eles são infalíveis, mesmo na encarnação. Então, essa comunidade de Espíritos, seres angélicos e perfeitos, da qual Jesus é um dos membros divinos, ao que nos foi dado saber, ao que nos foi dado saber.
Quer dizer, isso não é o que eu estou sabendo, não é o que é. Emmanuel está dizendo assim, eu tenho notícias da organização e da direção do nosso planeta, mesmo no curso dos milênios conhecidos. Por que milênios conhecidos? Porque antes da Terra formada e ter ganhado, quando a Terra criou o Templo, não tinha tempo. Não tinha atividade. Só quando existe o globo, existe a Terra. Sem gravidade, não tem tempo. Então, e se eles se reuniram antes, se reuniram quando? Não tinha tempo. Do sistema, né, do nosso sistema, não tinha tempo para outros.
Então, por isso que ele usa milênios conhecidos. Agora, olha que interessante. Os primeiros tempos do órbito terrestre, a criação da Lua, a solidificação da matéria, aí tem um item que chama assim, O Divino Escultor. Ah não, Emmanuel lê o Targum. O Divino Escultor. É o texto que está no Targum. A palavra de Deus é artesão. É artesão. Por quê? Porque cocriou a matéria, criou o singular fluido cósmico. Então, na verdade, todo Espírito, Ele não cria fluido cósmico, só Deus cria fluido cósmico. Então, o que o Espírito faz?
Todo Espírito é artesão. Até artefazendo o belo, o bom. Artesão. A gente só manipula, a gente só dá forma, a gente só esculpe. E o Divino Escultor da Terra é Jesus. Organizou o cenário da vista, criando sob as vistas de Deus o indispensável à existência dos seres do porvir. Fez a pressão atmosférica adequada ao homem, antecipando-se ao seu nascimento no mundo, no curso dos milênios. Estabeleceu os grandes centros de força da ionosfera e da estratosfera, que eu nem sei quais são, onde se harmonizou os fenômenos elétricos da existência planetária.
Então, existem centros magnéticos de força no planeta. O Brasil é coração do mundo? Não é porque eu quero, não, gente. É porque o centro magnético emocional, o coração do planeta, é na região geográfica do Brasil. É assim há 4,5 bilhões de anos, desde quando a Terra foi criada. É um polo magnético. Não adianta brigar com isso. Isso já foi estabelecido no momento da criação da Terra. Por isso que a psicosfera aqui é diferente. Edificou as usinas de ozônio para que filtrassem os raios solares. Definiu todas as linhas de progresso da humanidade futura.
Definiu todas as linhas de progresso. Já está tudo programado. Por isso que ele é pedagogo. Porque pedagogo não é quem conduz. Então, todas as nossas células, nós estamos no terceiro ano primário, mas as séries já estão todas programadas, o conteúdo das aulas já estão todas prontas, os cartazes já estão feitos, os slides, já está tudo pronto. Já definiu, já. Engendrando a harmonia de todas as forças físicas que presidem ao ciclo das atividades planetárias. E o próximo item, adivinha qual? O verbo na criação terrestre.
Com esse item, Emmanuel está dizendo o seguinte, gente, esse divino escultor está no conselho de Cristo, são os Messias, são os Messias, são os Messias, são os Messias, são os Messias, são os Messias, é ou não é bonito unir primeiro, segundo e terceiro a revelação? Vocês gostaram? Semana que vem tem mais. Acabou, né, Júlio? O que você faz pra gente? Aperta. O que você faz? O que você faz? O que você faz? O que você faz? O que você faz? O que você faz? O que você faz? O que você faz? O que você faz? Obrigado.
Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.
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