Neste oitavo estudo do Livro Gênesis, Haroldo Dutra Dias dedica-se a responder às perguntas enviadas pelos participantes dos três primeiros estudos da série. As questões abrangem desde aspectos textuais e traduções bíblicas até conceitos fundamentais da Doutrina Espírita, sempre buscando aprofundar a compreensão do Velho Testamento à luz do Espiritismo.
O que é estudado neste episódio
- Traduções Bíblicas: Análise da tradução “New English Translation” e a importância de consultar múltiplas versões da Bíblia para uma compreensão mais rica e aprofundada dos textos.
- Gênesis 1:2 (“Terra sem forma e vazia”): Exploração do significado desta passagem à luz da Doutrina Espírita, relacionando “sem forma” à simplicidade estrutural do princípio inteligente em seu início evolutivo e “vazia” à ignorância inicial que será preenchida por experiências e conhecimentos.
- A Natureza de Jesus: Discussão sobre a posição de Jesus como Espírito puro e sua divindade, fundamentada na Codificação Espírita (questões 625 e 627 de “O Livro dos Espíritos”) e em obras subsidiárias como a “Revista Espírita” de 1868 (item “Os Messias do Espiritismo”) e “Evolução em Dois Mundos” de André Luiz.
- Placas Sumérias e o Antigo Testamento: Abordagem sobre a relação entre mitos sumerianos e a literatura do Gênesis, destacando a importância de fontes confiáveis na pesquisa arqueológica e literária.
- Deus e os Cristos: Esclarecimento sobre a natureza incriada e perfeita de Deus, em contraste com os Cristos, que são Espíritos em um estágio evolutivo avançado, mas ainda sujeitos a um processo de ampliação de consciência, refutando a ideia de que Deus seria um Cristo.
- Comunhão com Deus e Evolução: Reflexão sobre a comunhão dos Cristos com Deus, entendida como um relacionamento profundo e indescritível, que não impede a continuidade do processo evolutivo para todos os seres criados.
- A Permissão do Mal: Discussão sobre a perspectiva divina do “mal”, conforme a questão 135 de “O Consolador” de Emmanuel, que o descreve como parte das grandes experiências evolutivas dos filhos de Deus.
- Criação: Orbe e Universo: A compreensão de que os princípios da criação descritos no Gênesis para a Terra se estendem ao universo, refletindo a unidade da lei divina.
- Escrita Hebraica e Consoantes: A razão prática (economia de material) para a escrita hebraica original ser composta apenas por consoantes, e a posterior adição de vogais pelos massoretas.
- Espírito dos Animais: Abordagem sobre a existência do princípio inteligente nos animais, sua evolução e a transição para a fase ominal, com recomendação da obra “Os Animais Têm Alma” de Irvênia Prada.
Reflexões
- A Doutrina Espírita oferece chaves interpretativas profundas para passagens bíblicas, revelando a coerência entre a sabedoria antiga e os ensinamentos espirituais modernos.
- A evolução é um processo contínuo e eterno para todos os seres criados, desde o princípio inteligente mais simples até os Espíritos mais elevados, incluindo os Cristos, que prosseguem na ampliação de sua consciência e poderes.
- A compreensão da natureza de Deus como causa primária, incriada e perfeita é fundamental para a Doutrina Espírita, distinguindo-O de qualquer ser criado, por mais evoluído que seja.
Ler transcrição do episódio
Olá pessoal, aqui é Haroldo, mais uma vez no aeroporto, indo para um roteiro na Europa, onde nós vamos visitar vários países e fazer diversas palestras. E por conta disso, durante três semanas nós não poderemos ter o estudo regular do Gênesis no Grupo Meimei, divulgado pelo Portal C. Então, nós resolvemos repetir aquela experiência que foi muito boa, muito agradável, de fazer no aeroporto respostas a perguntas. E nós começamos aqui com algumas perguntas da aula número 5 do Gênesis, e a primeira é do Elton Hilderado Bíscaro, de São Paulo, capital.
Ele diz assim, gostaria de saber a opinião de vocês, particularmente do Haroldo, sobre uma tradução da Bíblia chamada New English Translation. Ela é gratuita em apps para Android e iOS, e tem uma enorme quantidade de notas explicativas. Ele está perguntando o que a gente acha. Ora, Elton, esse tipo de tradução é semelhante à nova versão internacional da Bíblia aqui no Brasil. São traduções que buscam uma linguagem mais popular, uma linguagem mais acessível ao público atual. As chamadas não chegam a ser uma nova linguagem da Bíblia, porque aquela é bem atual.
Essa aqui, ela aguarda um certo formalismo, mas ela é bem acessível e as notas são muito boas. A gente sempre repete sobre tradução, Elton, que você precisa se sentir confortável com a tradução que você está utilizando. Se você gosta dessa e se sente confortável, utilize ela. Mas nunca deixe de consultar outras traduções para poder checar aquele versículo que você está estudando. Por isso nós recomendamos sempre várias traduções e que a pessoa tenha pelo menos umas três para que ela possa comparar o texto. Nós utilizamos a nova versão internacional da Bíblia, que é uma filha, vamos dizer, dessa que você está utilizando aqui, que é a New English Translation, segue a mesma linha, mas nós também não deixamos de utilizar a Bíblia de Jerusalém, Bíblia do Peregrino, a tradução da CNBB e outras que a gente, João Ferreira de Almeida, que a gente está sempre considerando também para comparar os textos.
Bom, temos aqui uma pergunta da Analu Pereira Ponciano de Oliveira, de São Paulo, também capital. Ela diz assim, ainda não consegui compreender em Gênesis 1, versículo 2, que fala que a terra sem forma e vazia e que havia trevas sobre a face do abismo. Bom, Analu, é porque a gente ainda não chegou nesse versículo. Nós fizemos uma passagem geral sobre o capítulo 1 e agora, na última aula do Gênesis, nós começamos no primeiro versículo. Mas eu vou deixar aqui uma pitadinha para já ativar a curiosidade sua de todos nós que estamos estudando juntos.
Quando encontramos no Livro dos Espíritos, dizendo que fomos criados simples e ignorantes, tem uma dica aí sobre sem forma e vazia. Porque quando a gente pensa em forma, nós estamos pensando, estamos raciocinando em termos de complexidade estrutural. O espírito, o princípio inteligente, ele é criado simples, no sentido de que ele não tem complexidade estrutural. Basta você comparar, por exemplo, um espírito que já estagia no reino humano e de um princípio inteligente que está ainda numa bactéria. A complexidade estrutural é totalmente diferente.
Então é sem forma. A forma vai ganhando uma evolução. E vazio, aí no sentido da ignorância, porque ele vai adquirindo elementos, conhecimentos, ele vai aprendendo e fazendo experiências que vão preenchendo o seu universo íntimo de experiências evolutivas que vão definindo, pelo conhecimento adquirido, novos pisos evolutivos. Mas isso é só uma pitadinha, porque nós vamos chegar nesse versículo, vamos comentar com calma, mas já fica essa ideia de sem forma e vazia para a Terra e do princípio inteligente simples e ignorante.
Na aula 6, nós temos aqui uma pergunta da Marinice de Moura Oliveira, de São Paulo, também capital. Ela diz assim, muitos acham que Jesus não era um espírito puro, pois acreditam que os puros não encarnam mais na Terra, e Jesus encarnou. E você vem nos dizer que ele está além da pureza, está no nível da divindade. É isso mesmo? Bom, Marinice, aqui nós precisamos fazer uma correção. Não sou eu, Haroldo Dutra Dias, que está dizendo isso. Isso não é uma opinião pessoal minha. Eu procuro, nesse estudo do Gênesis, evitar o máximo possível opiniões pessoais, porque opiniões cada pessoa tem 10, não é mesmo?
Então, se você reúne 5 pessoas para estudar o Gênesis, você tem 50 opiniões. O que nós procuramos é fundamentar o estudo do Gênesis na codificação de Allan Kardec, porque desde a primeira aula, nós deixamos claro que se trata de um estudo à luz da doutrina espírita. Então, não faz sentido, se é à luz da doutrina espírita, estudar o Gênesis sem fazer referência à obra de Kardec. E como é à luz da doutrina espírita, nós também buscamos a obra subsidiária, sobretudo a obra de Chico Xavier. Então, vamos deixar a opinião de lado e vamos voltar para os textos fundamentais do Espiritismo.
O primeiro deles, questão 625 de O Livro dos Espíritos. Está claro, os Espíritos dizendo, que o Espírito mais puro, mais iluminado, que já pisou na terra, o guia e modelo da humanidade é Jesus. E há um comentário de Kardec sobre essa questão, comentário na própria questão 625 e depois ele desenvolve na questão 627. Então, eu recomendo com todo carinho, com toda intensidade, ler e estudar essas duas questões. Depois, eu recomendo uma leitura atenta da Revista Espírita de 1968, do mês de fevereiro, o item Os Messias do Espiritismo, onde há dois textos, um de São Luís e outro de Lamené, falando sobre os Cristos, onde vai dizer que os Cristos são Espíritos que estão para muito além do Espírito puro, porque eles, ao atingirem o estado de pureza, começam um novo degrau ascensional e os Cristos estão no ápice dessa escada evolutiva dos Espíritos puros.
Isso está dito lá por São Luís, não é? E temos também o primeiro capítulo do livro Evolução em Dois Mundos, onde André Luiz vai dizer também sobre os co-criadores, em plano maior, sobre os Cristos. Então, esses são os três textos que eu citei no estudo de Gênesis, não é a minha opinião pessoal, são textos da codificação e da obra subsidiária da doutrina espírita. Um abraço, Marinice. Temos aqui o Albertan Albuquerque de Santos, de Fortaleza, Ceará. Ele diz que leu sobre placas de argilha da Suméria, que diz que contém conteúdos do Antigo Testamento, só que as histórias teriam ocorrido muito, mas muito antes da época de Moisés.
E aí que houve, então, um desentendimento entre esses pesquisadores e uma nova versão sobre o Dilúvio, de Noé, e até sobre aquele texto Façamos o Homem a Nossa Imagem e Semelhança. Olha, Albertan, eu, de fato, não conheço essas placas. A gente precisa ter um cuidado muito grande, Albertan, com esse material que é disponibilizado em internet. Eu vou dizer por quê. Existem sociedades e universidades no mundo inteiro, sobretudo universidades judaicas, que são especializadas em descobertas arqueológicas e revistas científicas também especializadas em arqueologia e que tratam desses assuntos.
Então, eu digo assim, sempre desconfie dessas notícias de internet, porque se uma placa dessa é descoberta, isso é matéria para o Jornal Nacional, para a CNN, é algo para ser manchete nos maiores jornais do mundo. Como um tempo atrás a gente viu também uma divulgação de um livro de cobre que falava que tinha uma versão do Novo Testamento, não era nada, nada, nada, nada daquilo. Possivelmente, se forem as placas que eu estou pensando, são placas que trazem mitos sumerianos. E a pesquisa bíblica já é concordia, já é pacífica em admitir que textualmente, literariamente falando, os textos de Gênesis tiveram inspiração literária nos mitos sumerianos.
Há inclusive obras, eu vou, essa pergunta soa muito interessante, eu vou levar na próxima aula do Gênesis, quando a gente voltar de viagem, um livro que tem todas as referências bibliográficas e literárias, inclusive de placas de argila, de manuscritos, sobre a literatura do Antigo Oriente que tem alguma relação com o livro de Gênesis. Para você ter ideia, essa obra tem mais de 500 páginas, é uma catalogação científica de tudo que tem de estudo sobre as civilizações vizinhas do povo hebreu e sobre a literatura que essas civilizações produziram e que guardam alguma relação com a descrição do livro de Gênesis.
Então nós preferimos esse tipo de literatura mais sólida, essa referência mais fundamentada do que esse material que às vezes é divulgado na internet e que a gente precisa ter muito cuidado com ele. Então eu peço para você aguardar um pouquinho que a gente vai levar esse material. E temos aqui, já passando para a aula 7, e é o próprio Albertan, também albuquerque do Santos de Fortaleza, Ceará, que já começa fazendo a seguinte pergunta. Seguindo o raciocínio das escalas evolutivas, que dentre o máximo da escala dos Espíritos puros nós temos os Cristos, então teremos o Cristo Planetário, o Cristo do Sistema Solar e o Cristo da Galáxia, se seria incorreto pensar que Deus era um Cristo?
Absolutamente incorreto. Isso é a coisa mais incorreta do mundo, porque a primeira questão de O Livro dos Espíritos ela já é categórica e clássica, Deus não foi criado, Deus é incriado, Deus é o único que existe de toda a eternidade, Ele é a causa primária, causa primária significa que Ele é a primeira da primeira da primeira da primeira da primeira e você continua repetindo a primeira durante dois dias, não é? Não tem nada antes de Deus, Deus não evoluiu, Ele já é perfeito desde sempre, os seres por Ele criados é que estão sujeitos a um processo revolucional, então, é importante, mas foi bom você ter trazido essa pergunta, Albertan, porque nós precisamos não perder de vista os fundamentos da doutrina espírita, é por isso que nós na primeira aula do Gênesis deixamos bem claro, esse estudo é um estudo à luz da doutrina espírita, porque a pessoa pode estudar o Gênesis à luz de qualquer outra teoria, filosofia, segmento religioso e aí ele pode alimentar esse tipo de pensamento aqui, mas dentro da doutrina espírita do Espiritismo isso não tem o menor sentido, Deus é causa primária, inteligência suprema, inteligência absoluta, incriado, nunca evoluiu porque Ele é perfeito, o que é perfeito não se aperfeiçoa e Ele é eterno, é simples assim, embora nossa mente tenha dificuldade de entender isso, é isso, é isso que os Espíritos afirmam e a gente não pode perder isso de vista, mas muito interessante a sua questão.
Temos uma pergunta da Evanda Mesquita Martins de Recife também, Pernambuco, se os Cristos vivem em comunhão com Deus, por que a avaliação deste? Olha, Evanda, eu não entendi aqui o processo de avaliação, mas o que nós precisamos entender é que para os seres criados a evolução é eterna e infinita, eterna e infinita, então a comunhão com Deus é um processo de relacionamento com o Criador, para nós ainda inabordável, que quem somos nós para abordar como é o processo de relacionamento dos Cristos com Deus, como se dá essa comunhão, por isso André Luiz chama de comunhão indescritível e eu não vou aqui correr o risco de querer descrever isso porque é impossível, mas comunhão é relacionamento, não tem a ver com evolução, por exemplo, os Espíritos superiores se relacionam conosco e nós podemos nos relacionar com eles, isso não significa que nós estamos no mesmo nível que eles, então precisamos ter esse cuidado.
Os Cristos também estão sujeitos a um processo de ampliação da consciência e de ampliação dos seus poderes, por isso que o Chico diz na entrevista para o Herculano Pires que aos Cristos planetários, do sistema, da galáxia, etc., eles vão ampliando, faculdade de percepção, poderes anímicos, etc., então a evolução prossegue, embora a comunhão permaneça, porque a comunhão é a entrega do Espírito ao Criador e isso nós podemos fazer agora, mesmo com todas as nossas imperfeições. Temos aqui algumas perguntas anteriores, só para a gente fazer uma revisão, Maria das Graças de Moraes Ribeiro de Pelotas, Rio Grande do Sul, como a gente explica o porquê Deus ter permitido a instalação do mal na humanidade?
Bom Maria, nós já comentamos isso ao longo das aulas do Gênesis, acho que seria interessante aí voltar, reassistir as aulas, porque nós precisamos primeiro mudar o nosso conceito de mal e para isso surgiu a leitura da questão 135 do livro O Consolador, de Emmanuel, em uma das aulas do Gênesis nós lemos, então volta lá, dá uma lida e vamos ampliar o nosso conceito de mal. Lá Emmanuel diz o seguinte, para Deus não existe o mal, porque ele encara os seus filhos desviados como incursos em grandes experiências, algumas extremamente dolorosas e catastróficas, mas experiências e em nenhuma delas ele nos abandona e em nenhuma delas ele deixa de nos amar integralmente, então vale a pena dar uma lida na questão 135 do livro O Consolador, de Emmanuel, em psicografia de Chico Xavier.
Temos aqui uma pergunta da Eline de Castro Cadena, de São Paulo, diz assim, no estudo do Gênesis consideramos a criação como restrita ao nosso orbe ou ao universo na sua forma mais ampla? Os dois, porque você lembra quando a gente disse, Eline, que o mundo hebraico ele nunca é uma coisa só, a Torá tem setenta faces, então ali está descrevendo a descrição do orbe, mas tem alguns apontamentos sobre princípios da criação e nós dissemos inclusive em uma das aulas do Gênesis o seguinte, imagina um cristal, um cristalzinho pequenininho, a mesma lei que vigora ali no microcosmo, vigora no macrocosmo, então ao descrever a criação da terra, os mesmos princípios que regeram a criação da terra, vigoram na criação do cosmo, porque é a mesma lei, a lei é uma, ela é uma, porque Deus é um.
Então André Luiz diz assim, de uma forma muito bela, há um plano de unidade na lei divina, estudar a criação de uma abelha é estudar a criação de uma galáxia, os princípios são os mesmos e Gênesis toda hora está dando essa dica para a gente, fazendo referência à terra e ao universo. Temos aqui uma pergunta da Elza Maria Cerqueira de Campinas, São Paulo, ela disse assim, existe algum motivo em especial para o texto bíblico em hebraico ter sido escrito somente com consoantes? Elza, você não vai acreditar na razão, economia de dinheiro, o pergaminho e o papiro, mas sobretudo o pergaminho, era muito caro, e o processo de produzir tinta também, então a língua hebraica, ela registra só com consoantes, porque você consegue colocar mais letras uma ao lado da outra, então com isso você economiza e tem um texto mais conciso, porque o escriba recebia por letra, então o que eles faziam, um número de letras na horizontal e um número de letras na vertical, então toda página de pergaminho tinha um número fixo de letras, cada página que ele entregava, ele recebia um valor fixo pelas letras, então quanto mais letras, melhor.
Só depois, mil anos depois de Cristo, é que alguns judeus maçoretas, chamados maçoretas do Tiberias, da região ali da Galiléia, inventaram pontinhos colocados em cima e embaixo das consoantes, representando as vogais, e por que que eles inventaram os pontinhos? Para não aumentar o tamanho do pergaminho, porque aí você faz um pontinho embaixo e um pontinho em cima, você não altera o tamanho do texto e consegue colocar a vogal, porque as pessoas já estavam esquecendo-se da pronúncia do texto hebraico. Há uma questão que todos fazem, se os animais possuem espírito, e é interessante porque essa matéria, esse tema, ele está disseminado no Livro dos Espíritos e em outras obras de Kardec, mas nós temos uma veterinária que foi professora de Neuroanatomia na USP, a doutora Irvênia Prada, que escreveu um livro intitulado Os Animais Têm Alma e eu recomendo de todo o coração, é a melhor obra sobre o gênero.
O que que a gente vai perceber? Se nós pensarmos em espírito como espírito humano, aí não, não tem como, mas os animais têm o princípio inteligente que depois de um processo evolutivo irá se tornar um espírito e irá ingressar na fase ominal. Então eles estão sujeitos a um processo de tutoria, eles são amparados por espíritos que dirigem a evolução deles, eles permanecem pouquíssimo tempo no mundo espiritual, geralmente eles ficam ali gravitando em torno da espécie, das fêmeas da espécie e desencarnam dois meses, três meses, quatro meses depois, ali já às vezes já estão voltando num outro corpo para continuar o seu processo evolutivo, mas é um princípio inteligente em evolução e lembramos aqui a questão 540 que fala do átomo ao anjo, então o princípio inteligente começa no átomo e vai até o arcanjo que é o grau máximo dos anjos e no meio aí é claro temos os animais.
Por aqui a gente encerra a sessão de hoje de perguntas e respostas do Gênesis, nós gostaríamos de agradecer a todos que estão acompanhando o Gênesis, que estão aí se inscrevendo no nosso canal e gostaríamos de fazer uma declaração importantíssima, nós vamos ter uma novidade enorme no SER e no portal SER no Youtube, em breve, por volta do dia 22, 23 de abril, nós vamos anunciar uma grande novidade no SER, então pedimos a todos, a todos que divulguem aí, vem uma grande novidade e ela vai ser anunciada no estudo do Gênesis, uma nova forma do SER trabalhar e uma nova forma de todos vocês que gostam do trabalho, que querem contribuir, que querem apoiar, que querem nos ajudar a continuar trabalhando, temos aí uma nova ideia, uma nova maneira de estarmos todos juntos e eu peço que todos aguardem até dia 22, 23 de abril para essa grande novidade do SER, até lá então um abraço para todos e orem por nós, por essas tarefas, essas palestras na Europa, para que a gente seja amparado e leve a mensagem do Cristo e da doutrina espírita e que a mensagem brilhe mais do que nós mesmos, um abraço em todos, até o próximo Gênesis.
Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.
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