#007 – Estudo do Velho Testamento – Livro Gênesis

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Neste sétimo episódio do estudo do Velho Testamento, Haroldo Dutra Dias aprofunda a análise do primeiro capítulo do livro de Gênesis, com foco na descrição dos dias da criação. O estudo retoma a estrutura literária do texto bíblico, destacando a repetição da expressão “E disse Deus” e sua profunda conexão com a doutrina espírita.

O que é estudado neste episódio

  • A Palavra de Deus e os Co-criadores: A expressão “E disse Deus” (vaiomer elohim em hebraico) é analisada como um refrão que se repete a cada novo ciclo da criação. Haroldo Dutra Dias explica que essa “palavra de Deus” se concretiza na figura do Cristo, o governador espiritual do orbe, e nos co-criadores em plano maior. Eles são os executores da vontade divina, o “verbo da criação”.
  • O Fluido Cósmico Universal: O estudo introduz o conceito de Fluido Cósmico, conforme descrito por André Luiz no livro “Evolução em Dois Mundos” (capítulo 1, item 1 – “Fluido Cósmico”). É apresentado como o “plasma divino”, o “alento do Criador” ou a “força nervosa do Todo Sábio”, que conecta toda a criação ao Criador. Nele, “vibram e vivem constelações e sóis, mundos e seres como peixes no oceano”, indicando que nada existe fora desse elemento primordial.
  • Co-criação em Plano Maior: A obra de André Luiz também é utilizada para explicar a co-criação em plano maior, realizada pelas “inteligências divinas” agregadas a Deus. Essas inteligências, como os Cristos, os Devas da teologia hindu ou os Arcanjos, extraem do fluido cósmico a energia para construir os sistemas da imensidade, sempre em conformidade com os desígnios divinos.
  • O Plural “Elohim” em Gênesis 1:1: Uma análise detalhada do primeiro versículo de Gênesis (“No princípio, criou Deus os céus e a Terra”) revela que a palavra original em hebraico para “Deus” é “Elohim”, um plural. Haroldo Dutra Dias explora as interpretações teológicas para esse plural, incluindo o “plural majestático”, e apresenta uma interpretação judaica medieval que sugere um “conselho de arcanjos” assessorando a Deus na criação.
  • Interpretação Espírita do “Elohim”: A luz da Doutrina Espírita, o plural “Elohim” é compreendido como a ação conjunta das inteligências divinas, os Cristos, que estão em “comunhão indescritível” com Deus. Embora sejam muitos, agem como um só, daí o verbo no singular (“criou”). Essa comunhão permite que Deus opere maravilhas através deles, como exemplificado pela ação de Jesus e de outros Espíritos elevados.
  • A Avaliação da Criação: O estudo aborda o passo da avaliação (“E viu Deus que era bom”), explicando que, embora Deus seja perfeito e seus propósitos se concretizem, a obra dos co-criadores é avaliada porque eles não possuem a mesma perfeição e inteligência infinita de Deus. A criação está em constante aperfeiçoamento, e a Terra, por exemplo, ainda não atingiu sua plenitude.
  • A Ordem e as Leis Divinas: A ordem na criação (“Haja luz!”, “Seja feito isso!”) é interpretada como a manifestação das leis universais divinas. A lei é una e se manifesta em todos os níveis da criação, desde o átomo até as galáxias, evidenciando o estilo inconfundível do único autor, Deus.

Reflexões

  • A comunhão com Deus é o objetivo supremo da evolução espiritual, um processo de agregação que nos permite nos tornarmos um com o Pai, sem perder a individualidade.
  • A Doutrina Espírita nos convida a intensificar nosso processo de comunhão com Deus, buscando-o no centro de nossa consciência, onde Ele opera e se comunica através do sentimento.
  • A dedicação e o condicionamento espiritual, exemplificados por figuras como Chico Xavier, são essenciais para ampliar nossa conexão com a espiritualidade e manifestar os poderes divinos em nossas vidas.

Ler transcrição do episódio

Em continuidade ao estudo da semana passada, a gente gostaria de voltar na estrutura do capítulo 1, porque é o capítulo, o capítulo 1, início do capítulo 2 até o versículo 3, por se tratar do texto que descreve os dias da criação, do primeiro ao sétimo dia. E essa descrição, ela possui uma ordem e ela possui uma estrutura literária. Seria bom a gente voltar atrás nisso. Quando a gente comentava, no nosso encontro anterior, que o primeiro ato da criação é sempre um anúncio, uma palavra, uma expressão verbal. E vem sempre, sempre, e disse Deus, que em hebraico é vaiomer elohim.

É importante isso, porque é como se fosse um refrão de uma música. Nós temos sete dias e isso vai se repetir toda vez que começa um novo dia, um novo ciclo, começa com vaiomer elohim e disse Deus, e disse Deus. E nós comentamos, no nosso encontro passado, que esse dizer, essa palavra de Deus, ao longo da literatura bíblica, ela foi tomando uma concretude, uma concretude, até chegar a um ápice, no Evangelho de João, em que João vai declarar, explicitamente, que a palavra de Deus é o Cristo. É o governador espiritual do orbe.

E nós começamos, então, a comentar que os co-criadores, em plano maior, os Cristos, eles representam essa fala do Criador, o verbo da criação. Basta que o Criador expresse o seu propósito e esses seres são os executores da sua vontade. Então, essa primeira parte é muito importante, porque ela diz respeito à atuação dos Cristos, o anúncio, e disse Deus. Eu trouxe aqui o texto do Evolução em Dois Mundos, na íntegra, porque ele vai ajudar a gente a compreender melhor. É o primeiro capítulo, a primeira parte do livro Evolução em Dois Mundos, de André Luiz, o item 1, intitulado Fluido Cósmico.

E, André Luiz começa assim Plasma Divino. Olha que interessante! E, aí, a gente começa a pensar no nosso plasma, as TVs de plasma, porque o plasma é um dos estados da matéria. Então, nós temos o estado sólido, o líquido, o gasoso, e, aí, você dá um upgrade no gasoso, um pouquinho mais sutil, nós temos o estado de plasma da matéria. É curioso ele chamar de plasma divino, porque ele está falando de um elemento que é profundamente sutil. Tão sutil, tão sutil, que, para os nossos sentidos, o fluido cósmico não é matéria.

Para os nossos sentidos, ele é matéria. Mas, para a gente, ele é tão sutil que não fere os nossos sentidos. É importante dizer isso. E, ele começa assim, o fluido cósmico é o plasma divino, austo do Criador. Aqui, a palavra austo é uma palavra bonita, antiga, mas, austo é respiração. Então, quando eu inspiro e expiro, isso é o austo. A respiração do Criador é o fluido cósmico. Interessantíssimo, André Luiz está usando esta expressão, porque a tradição hindu fala de uma respiração, de um ato de contração e de expansão da divindade que gera o yin, o yang, o tao, que gera a movimentação do cosmos.

Porque, na tradição oriental, o equilíbrio está no movimento. Não está nem na contração, nem na expansão, mas, no ato de inspirar e expirar, inspirar e expirar. Então, austo do Criador ou Força nervosa do todo sábio. Aqui, uma outra simbologia. A gente percebe que André Luiz usa três símbolos para tentar definir o fluido cósmico. Plasma, respiração e força nervosa. Aqui, força nervosa é uma coisa muito curiosa, porque a gente sabe que o nosso corpo é composto de uma rede de nervos. Conectadas ao sistema nervoso. E, por essa rede nervosa, circulam impulsos elétricos que são emitidos e captados pelo cérebro e que fazem com que o cérebro conecte todas as partes do corpo.

Então, se eu pegar um pequeno alfinete e der uma pontadinha no dedão do pé, eu vou sentir, porque há uma rede nervosa e, ali, o impulso elétrico vai transmitir isso para o cérebro. Então, o cérebro decodifica que houve um estímulo doloroso ou agradável, não importa, mas que houve um estímulo naquela área. Isso é muito importante, porque, se nós compararmos o cosmos à criação como um corpo, o fluido cósmico é essa rede neural que conecta toda a criação ao Criador. A ideia de desconectar. A ideia de uma conexão, de uma rede nervosa sustentada pelo fluido cósmico, portanto, não importa onde, no universo infinito, ocorra algo imediatamente.

O Criador percebe. Interessante! Evidentemente, nós estamos usando, aqui, uma linguagem humana, uma simbologia, porque, evidentemente, é muito mais do que isso. É muito mais complexo do que isso. Nós não temos mente capaz de decodificar o que é. André Luiz está tentando adaptar para que a gente possa ter uma ideia, mas é como explicar cor para cego. Então, ele usa metáforas, usa símbolos. Olha que interessante! André Luiz diz assim, nesse elemento primordial, que é o fluido cósmico, vibram e vivem. Vibram e vivem. Por quê?

Tudo o que foi criado por Deus vibra. Desde a mais elementar partícula subatômica até a consciência espiritual, tudo vibra. Como vibra a consciência espiritual? Ao emitir ondas mentais. O ato de emitir ondas mentais é uma vibração espiritual. Por isso, no livro dos Espíritos, questão 9.2, os Espíritos vão esclarecer que o Espírito irradia. Irradiar é vibrar. Desde os elementos inanimados do reino mineral até a consciência espiritual, tudo vibra e vive. Nesse elemento primordial, no fluido cósmico, vibram e vivem constelações e sóis, mundos e seres como peixes no oceano.

É importante isso porque nos dá uma ideia de que é impossível você encontrar uma baleia fora do mar, a não ser que ela esteja morta. Da mesma maneira, é impossível você encontrar algo criado fora do fluido cósmico. Não tem jeito. Isso significa que a criação que é infinita, a criação que é infinita e como não há nada depois do infinito, concordam? A criação infinita está mergulhada no fluido cósmico. Então, o fluido cósmico é mais que o infinito porque, se ele contém o infinito, ele é maior que o infinito. É só para sair um pouquinho de fumaça para a gente começar a ter uma ideia da grandeza do Criador.

O infinito está mergulhado no fluido cósmico. Bom, aí André Luiz abre um outro item, cocriação em plano maior. Por que em plano maior? Porque em plano menor, todos cocriamos. Mas, aqui, ele não está se referindo a criação mental operada por nós, inteligências ainda sujeitas ao processo de aperfeiçoamento da reencarnação. Está se referindo a outras inteligências. Então, vamos lá. Nessa substância original, fluido cósmico, há o influxo do próprio Senhor Supremo ao Influxo. Ou seja, quem dá o start, quem inicia, sempre é o Criador.

É ele que expande, vibra e isso gera um influxo, isso gera um input. Então, ao influxo do próprio Senhor Supremo, operam as inteligências divinas. Então, vamos lá. Nós temos a inteligência suprema, que é Deus, suprema, porque é máximo, não tem nada depois do supremo. Abaixo do supremo tem as inteligências divinas, divinas, e depois, abaixo das inteligências divinas, vários patamares de inteligência, desde a inteligência dos Espíritos puros até chegar na inteligência humana, que está bem abaixo. Então, aqui, André Luiz não está se referindo a inteligências humanas.

Operam as inteligências divinas a ele, ao Criador, agregadas. Olha a palavra. Interessante, não é? Agregação é o quê? União. A agregação com Deus é o supremo objetivo da evolução. Nós estamos evoluindo espiritualmente para realizar o processo de comunhão com Deus, para concretizarmos a agregação final e definitiva com a inteligência suprema. A chamada comunhão com Deus. Ou, se quisermos, em uma linguagem bíblica, metafórica, a volta à casa paterna, a volta ao seio de Deus. Aí, a pessoa pode usar a linguagem poética que ela quiser.

Pode usar a expressão, a imagem que mais lhe convier. Mas, é importante compreender que o processo final da evolução representa a comunhão com Deus. Agregação. E, essas inteligências divinas já estão agregadas com Deus. Por isso, não deve nos causar estranheza quando Jesus diz assim eu e o Pai somos um. Ou, quando Ele responde para Filipe, mas, Filipe, você está me vendo, disso não conhece Deus? Quem me vê, vê ao Pai. Ele está nos revelando um processo, ainda para nós, incompreensível, de agregação com Deus, em que o Espírito, sem perder a consciência, sem perder a sua individualidade, sem perder as suas conquistas evolutivas, se torna um com o Pai.

Interessante, não é? Então, inteligências divinas a Ele agregadas, vírgula, em processo de comunhão indescritível. Então, essa comunhão dos Cristos com Deus é indescritível para um encarnado, e mesmo para André Luiz, que é um desencarnado. Então, nós não temos inteligência, ainda, para entender e para descrever essa comunhão dos Cristos com Deus. Estão agregados? Estão. Eles formam uma unidade com Deus? Formam. Mas, como que é essa comunhão? Não sabemos. É indescritível. E como que você diz o indesivível? Como que diz o indesivível?

Ficando em silêncio. Silenciando. Então, nós não podemos, aqui, nos preceptar, imaginar que Espíritos, como nós, que ainda necessitam encarnar, que ainda necessitam de um corpo físico, temos mente e inteligência capazes de entender um fenômeno desse. Não temos. Não temos. Está muito além do nosso horizonte perceptual. Alguém quer falar alguma coisinha sobre isso, até agora? Podemos prosseguir? Qualquer coisa, se der despressurização, vão cair máscaras de ar. Coloquem primeiro em vocês, depois ajudem quem está ao lado.

Então, inteligências divinas, a ele agregadas, em processo de comunhão indescritível. Os grandes devas da teologia hindu. Devas. Na descrição hindu, o supremo nível do aperfeiçoamento espiritual são os devas, são divindades, deuses que criam. Agora, é importante prestar atenção numa coisa. Quando nós dizemos deuses, significa que tem vários deuses, tem um só deus. Mas, esses seres são divinos, já. Atingir um patamar não é para assustar, não. O Espírito de São Luís, no mês de fevereiro da Revista Espírita de 1868, num item que é intitulado os Messias do Espiritismo, quando ele vai explicar os Cristos, ele diz assim, depois dos Espíritos puros, começam outro nível de evolução e o mais alto grau desse novo nível evolutivo são os Cristos.

Bom, então, quem imaginava se tornar Espírito puro, parar de reencarnar e aposentar-se, pode tirar a ilusão. Depois que a gente chega em Espírito puro, começa um novo ciclo evolutivo. O mais alto nível desse ciclo evolutivo são os Cristos. São os co-criadores em plano maior. Porque, co-criadores em plano menor até uma formiga é. Uma formiga é co-criadora em plano menor. Uma bactéria é co-criadora em plano menor. Mas, aqui, nós estamos falando no nível cósmico. E, mesmo entre os Cristos, há uma nova escala evolutiva.

Isto está dito por Chico Xavier, numa entrevista concedida a Herculano Pires, no livro O Espírito e o Tempo. Em que ele fala do Cristo planetário, Cristo do sistema solar, Cristo de uma constelação, Cristo de uma galáxia e aí vai. Então, os devas da teologia hindu ou os arcanjos da interpretação de variados templos religiosos. Por que arcanjo? É interessante isto, não é? Porque o ar-que, ar-co, ar-can-jo. O ar-que significa o chefe. Então, depois de anjo, tem os chefes dos anjos, são os ar-anjos, que são os Cristos.

Os Cristos são os que orientam os anjos que já são espíritos puros. Interessante, não é? Vamos lá. Agora, isto tudo é nome. Se você vai chamar de Cristo, de Deva, de Arcanjo ou, como diz Platão, de Demiúgo, o nome pouco importa. Porque o que nós temos que compreender é a ideia. A ideia. São inteligências divinas. Nós não temos como medir. É como você pedir para uma criancinha de dois anos de idade, com uma reguinha, medir o território brasileiro. Uma reguinha de 15 centímetros. Como é que vai fazer isso? Nós tentarmos compreender a psicologia de Jesus é como uma criancinha com uma reguinha de 15 centímetros tentar medir a extensão do território brasileiro.

Está muito, muito, muito, muito além. Nós não temos parâmetro para avaliar. Não temos parâmetro. Bom, o que eles fazem? Extraindo desse hálito espiritual os celeiros da energia, os celeiros da energia, o fluido cósmico são celeiros de energia. Eles vão lá e pegam a energia que eles precisam. E constroem os sistemas da imensidade. Então, se é um cristo planetário, constrói um planeta. Se é um cristo do sistema solar, ele pega a energia e constrói um sistema solar. Se é um cristo de uma constelação, ele toma a energia do fluido cósmico e constrói uma constelação.

Se é um cristo da galáxia, ele constrói uma galáxia e aí vai até o infinito. Até o infinito. Porque nós temos o infinito para o grande e o infinito para o pequeno. É para deixar, hoje, a gente bem assim humilde mesmo, não é? Bem assim humilde. Então, eles constroem os sistemas da imensidade em serviço de cocriação em plano maior de conformidade com os desígnios do Todo Misericordioso. Ou seja, quem dá a planta é Deus. Quem dá as orientações é Deus. Que faz deles, dos cristos, agentes orientadores da criação excelsa.

Olha que interessante. Essas inteligências gloriosas. Essas inteligências gloriosas. Eu não sei quem teve a oportunidade de assistir o filme A Teoria de Tudo, que conta a história do Stephen Hawking, considerado um dos maiores físicos do século XX, etc. Etc. etc. A inteligência do Stephen Hawking perto da inteligência de um Cristo é como comparar a inteligência de uma formiga a nossa. As equações matemáticas que Jesus resolveu para criar o planeta vai demorar milhões de anos para a gente começar a estudar. E, olha lá!

E, quem dera se o problema fosse só matemático? Porque uma inteligência como Jesus domina todos os conhecimentos do planeta. Jesus é, na Terra, a suprema inteligência em geologia, a suprema inteligência em química, a suprema inteligência em física, a suprema inteligência em astronomia, na Terra, a suprema inteligência em sociologia, em tudo, em todos os ramos do conhecimento, Ele é a máxima inteligência na Terra. Só para a gente ter uma ideia do que é a inteligência de um Espírito desse. Por isso que André Luiz chama de inteligências gloriosas.

Essas inteligências gloriosas tomam o plasma divino e convertem-no em habitações cósmicas de múltiplas expressões, radiantes ou obscuras, gaseificadas ou sólidas, obedecendo a leis pré-determinadas. Porque as leis do universo são uma só, são únicas. E, eles têm que construir obedecendo essas leis. É como se fosse um plano diretor, universal. Obedecendo a leis pré-determinadas, quais moradias que perduram por milênios e milênios, mas que se desgastam e se transformam por fim, de vez que o Espírito criado pode formar ou co-criar, mas só Deus é o criador de toda a eternidade.

Só Deus cria coisas eternas. As criaturas só criam coisas provisórias. Então, tudo o que os Cristos fazem nasce, cresce, desenvolve-se, aperfeiçoa e morre. Por quê? Porque não somos Deus. Só Deus cria para toda a eternidade. É isso que André Luiz está dizendo. E por que nós lemos isso aqui? Olha que interessante. Então, nós vimos aqui que o primeiro elemento da estrutura literária da descrição dos dias, cada dia, vamos imaginar assim, cada dia como se fossem bloquinhos. Então, nós temos sete blocos, sete peças de lego.

Todas elas têm uma estrutura, a mesma estrutura, como se fosse um cristal. Qual que é o primeiro item dessa estrutura? E diz-se Deus. Sempre começa com a palavra. E, agora, a gente já sabe o que é a palavra de Deus. São essas inteligências divinas. Você pode chamá-la de Deva, de Arcanjo, de Demiurgo, de Cristo. Pode chamar o que você quiser. Pode dar o nome que quiser. O importante é compreender o conceito. Então, quando diz assim diz-se Deus, significa que ele inspirou um Cristo que é o seu verbo. Porque quem expressa a vontade de Deus são os Cristos.

Eles são o verbo da criação. O influxo. Agora, olha que interessante. O primeiro versículo do capítulo 1 de Gênesis começa assim. No princípio, criou Deus os céus e a Terra. Essa é a tradução. Porque, no original, está dito assim. No princípio, em que criou Deuses os céus e a Terra? Sim. A palavra que está aqui no primeiro versículo não é Deus no singular. É Deus no plural. Não é El. El é Deus em hebraico. El. E, às vezes, El é chamado pelo seu nome próprio, que são quatro consoantes, que não tem vogal. Então, esse negócio de Jeová, Iavé, isso é chute.

Porque, no texto hebraico, não tem a vogal. Por que não tem a vogal? Para não pronunciar. Então, toda vez que a gente pronuncia, perdeu a graça. É como você entrar num jogo de xadrez e começar a movimentar as peças, como se fosse dama. Quebrou a regra do jogo. O nome de Deus não tem vogal para não ser pronunciado. Então, não tem graça esse negócio de Jeová, Iavé, porque não tem graça. A pessoa colocou o vogal que ele quis. Não tem vogal. São quatro consoantes. E Deus é El. Mas, aqui, não está El. Está Elohim. Deuses.

Mas, o verbo está no singular. Nossa! Rios de tinta foram gastos para tentar interpretar isso. Porque que Deus está no plural Imaginem o capítulo que quer transmitir uma mensagem de que há um Deus único e a primeira vez que aparece Deus no texto está no plural. E como que você coloca um substantivo no plural e o verbo no singular? O menino chutou a bola. Mas, eu não falo. Os meninos chutou a bola. E é exatamente o que está escrito aqui. Os Deuses criou os céus e a Terra. Bom, aí vieram as tentativas. Vieram as tentativas.

A teologia católica e protestante baseada em uma das várias interpretações hebraicas dadas ao texto sugeriram que esse plural é o chamado plural majestático. Você coloca Deus no plural, Deuses, para dar uma ideia de majestade. É bonito, não é? É uma argumentação bonita. Interessante. A questão é que se você pedisse me dar um outro exemplo na Bíblia de plural majestático. Não tem. Pelo menos que eu conheça, não. Dá um outro exemplo de plural majestático. Só tem esse. Curioso. E quando nós examinamos as ocorrências da palavra Elohim no texto bíblico, na Bíblia hebraica, Elohim, às vezes, se refere aos Deuses das outras nações.

Os Deuses dos persas, os Deuses dos gregos, os Deuses dos assírios, os Deuses dos babilônicos, são chamados Elohim. Então, piorou. Piorou. No entanto, há uma interpretação judaica que eu vou trazer no nosso próximo encontro, a referência exata que é um comentarista da Idade Média que teve uma interpretação que eu considero genial. E essa interpretação dele prepara a interpretação espírita para esse versículo. Ela prepara. Ela abre uma porta, imagine, foi um sábio judeu que fez isso na Idade Média, há séculos e séculos atrás, centenas de anos atrás, centenas de anos antes da doutrina espírita surgir.

Ele disse assim que quando Deus estava criando, Ele tinha um conselho de arcanjos que o assessoravam e Ele, então, para criar, consulta o seu conselho. Então, como se fosse o dono de uma empresa que tivesse um conselho de diretores e Ele pergunta Então, o que você acha? Eu estou pensando em fazer isso. Qual é a sua opinião? Consulta o conselho. E qual o texto que Ele cita para apoiar essa sua interpretação? O texto que diz Façamos o homem a nossa imagem e a nossa semelhança. Que dá a ideia de que Deus está conversando com o seu conselho.

Olha, eu estou querendo criar o homem, o homem terreno, o homem terreno, o terráqueo, o Adão, feito da terra, que se chama Adamar. Então, Adão é o terreno. Então, vamos criar um terreno, o homem terreno? Vamos! Então, façamos ele a nossa imagem e semelhança. Dá a ideia de que Deus está dialogando com o seu conselho de arcângeles. Interessante, não é? Não é interessante? Agora, se nós unirmos essa interpretação ao texto que eu acabei de ler de André Luiz, o que acontece? Eureka! E a luz se fez. E a luz se fez. Porque o que André Luiz está dizendo?

Deus cria através dos Cristos, através dos Cristos. Os Cristos são os agentes executores da vontade de Deus. Portanto, os Cristos são os Deuses, os Elohims, os Deuses. E não há um Salmo que diz vós sois Deuses? E Jesus não faz citação a esse Salmo? Poventura, não está escrito vós sois Deuses. Os Deuses, os Elohims, são as inteligências criadas que se divinizaram. Por que elas se tornaram divinas? Porque elas entraram num processo de comunhão indescritível com Deus. Então, eu digo assim, olha, eu não sou perfeito, não, mas eu estou em comunhão com Deus, que é perfeito.

Olha, eu não tenho inteligência suprema, não, mas eu estou em comunhão com Deus, que tem. O que significa isso, gente? A comunhão com Deus significa um processo em que nós nos tornamos um com o Pai. Isso significa que a nossa percepção, que os nossos poderes se multiplicam ao infinito. Sozinho, eu sou relativo, mas em comunhão com Deus, eu posso tudo. Por isso, o Atos dos Apóstolos diz assim, essa passagem a Cláudia Abreu adora, e Deus operava maravilhas pelas mãos de Paulo. Isso significa que Paulo havia atingido um estágio consciencial, um estágio de comunhão íntima com Deus, que o Criador já podia, através das mãos dele, operar maravilhas.

Maravilhas para Paulo, para Deus é o comum, é o natural dele. Mas, para Paulo, maravilhas. Para quem estava recebendo, milagre. Não é? Se para Paulo era maravilha, para quem estava recebendo, achava que era um milagre. E, na verdade, era apenas uma expressão natural dos poderes do Criador. Do mesmo modo, Jesus. Então, Jesus caminha sobre as alas, multiplica pães e peixes, cura leprosos, chega uma pessoa sem pedaço do nariz, sem pedaço da orelha, e Jesus impunha as mãos e o corpo físico da pessoa se reconstituía. Chegava um cego de nascença e Jesus reconstituía o aparelho visual, apenas com a imposição das mãos.

Simão cortou a orelha de Malco, ele pegou a orelha no chão, sangrando, colocou no lugar, não precisou nem costurar, só colocou e a orelha ficou perfeita. Isso para citar alguns elementos, alguns fatos, sem contar aquilo que a gente não consegue perceber, que é quando Jesus abre a boca e começa a falar. Ele está em Tamanha comunhão com Deus que é como se Deus estivesse falando, é como não, é Deus que está falando pela boca de Jesus. Por isso, Kardec, ao comentar a questão 625, ele diz assim, por ser o Espírito mais puro que já veio à Terra, o Espírito divino o animava.

Ou seja, Jesus dava passividade para Deus, era psicofonia de Deus, psicografia de Deus. Ele entrava em contato direto com o Criador, num processo de comunhão indescritível. É o que diz André Luiz. Inteligências divinas a ele agregadas em processo de comunhão indescritível. Então, Jesus é uma inteligência divina que está agregada a Deus num processo de comunhão indescritível. Não tem como descrever. Então, não adianta eu usar aqui a metáfora da psicofonia, porque ela é infantil, imperfeita. Mas, é isso que Kardec diz.

O Espírito de Deus animava Jesus. Está lá, o comentário da questão 625. Deus agia pelas mãos de Jesus. Olha que interessante, não é? Oi, Carla. O X da questão. Exatamente. Mas, à medida que a gente vai retornando ao Pai, a gente vai tendo essa comunhão, aí começa a produzir e a ter possibilidades ampliadas. E a experimentar essa comunhão, não é, Cláudio? E é interessante isso que você está falando, porque esse deveria ser o nosso objetivo enquanto Espíritas. Aumentar a nossa comunhão com Deus. Porque o objetivo da Doutrina espírita não é que nós começamos a seguir pessoas, expositores, médiums, grupos, mas que nós iniciemos ou iniciemos, não.

Nós já estamos há muito tempo, não é, gente? Nós não somos mais Espíritos simples e ignorantes. Os Espíritos simples e ignorantes, recém-criados, estão iniciando. Nós já não estamos mais iniciando. Mas, é necessário que a gente intensifique o nosso processo de comunhão com Deus. E como que se faz isso? Diante de uma dificuldade vivida em família, eu perdi um ente querido, eu detectei um câncer, eu perdi meu emprego, eu sofri um reverso financeiro, eu sofri uma decepção amorosa, o que eu preciso fazer? Eu preciso voltar para dentro de mim e intensificar o meu processo de comunhão com Deus.

Isso é religiosidade. É para isso que nós estamos na doutrina espírita e é para isso que nós estudamos, aprendemos e vivemos o Evangelho. Mas, não é só um autoencontro, porque o autoencontro você acessa você. Então, no autoencontro, você se avalia os seus potenciais, as suas dificuldades. Mas, no seu autoencontro, você pode não se encontrar com Deus. O autoencontro é necessário, é fundamental, porque se eu não me conheço, não tem como eu fazer a experiência de Deus. Mas, aqui é diferente. Aqui é encontrar Deus dentro de mim.

Quando eu intensifico o processo do autoencontro e quando eu vou para o centro da minha consciência, o que eu descubro? Que no centro da minha consciência, lá está Deus operando. Isso é maravilhoso. Maravilhoso. É bonito, porque a Alta de Sousa disse isso. Eu fico sempre repetindo esse poema. Ela diz isso, né? Volve ao teu templo interno e abandonado a Mais alta de todas as capelas e as respostas mais lúcidas. Por que mais lúcidas? Porque são respostas de Deus e belas, hão de trazer-te alegre e deslumbrado. Por quê?

Porque você não está mais apenas entrando num grupo espírita, numa igreja, num templo, mas você está indo no mais glorioso templo que existe, que é a nossa consciência. Onde está Deus? Onde ele está? E onde ele se comunica? Ouve o teu coração em cada prece. Então, aqui ela deu mais uma dica. Esse templo interno e abandonado, a mais alta de todas as capelas, está no coração. Ouve o teu coração em cada prece. Deus te responde e te esclarece com a força eterna da consolação. Ou seja, qual é o processo de comunicação com Deus?

Sentimento. Não é palavra? Não é simplesmente ideia? Simplesmente. Não é sentimentalismo? Sentimento. Tem, não tem? Aqueles momentos mais difíceis da vida. Não tem ninguém. Você tem que tomar uma decisão. Ninguém. E, aí, você volta para o profundo da sua intimidade e, aí, você sente aquela força e fala é isso que eu tenho que fazer. O que é isso? Linha direta. Tinha um programa que chamava Linha Direta? Linha Direta. Não é esse? Vamos esquecer, né? Isso é uma conexão bem ruim, né? Vamos para uma conexão melhor. Linha direta.

Linha direta. É bonito isso, né? Então, quando você está assim à beira do desespero, à beira do desespero. Eu Me recordo que estava conversando com um amigo e ele narrava para a gente a experiência da filha dele de 22 anos morreu num acidente. E, ele conta o momento que ele chegou lá e viu o corpo dela. Então, ele fala assim, olha, eu entrei em desespero. Desespero. Acabou. Foi a dor mais superlativa que eu senti. A vida perdeu o sentido. Isso ele dizendo. Perdeu o sentido. Não tinha mais sentido. Nenhum. Nenhum sentido.

Então, ele se afasta, desesperado, e aí chega um casal que tinha um sítio próximo ao local que havia perdido um filho no mesmo local. E, essa senhora, inspirada, toma ele, chama ele à serenidade e aí, então, ele faz uma prece que diz ele, chama a prece, grito. Ele não orou, não. Ele berrou. Ele gritou. Explodiu. Nessa hora, nessa hora, ele experimentou um sentimento indizível. Indizível. O sentimento que ele experimentou foi esse. Que ele traduziu, porque não foi palavra. Como é que você traduz sentimento? A gente tenta colocar palavra, mas não cabe.

O sentimento é maior. Então, ele diz assim, se eu fosse tentar te descrever, eu vou tentar te descrever, porque não ouvi voz, não ouvi nada. Eu senti, assim, está tudo certo. Está tudo certo. Acalma. E, aí, vieram os dias. Mensagens, pessoas, e as pecinhas foram chegando. Um Trazia uma fala, o outro trazia uma mensagem mediúnica, o outro trazia uma coisa. E, quando ele foi juntando as pecinhas, a soma dessas pecinhas que vieram ao longo de meses, somente confirmaram aquele sentimento primordial que ele teve. O que é isso, gente?

É o que Alta de Souza chama de ouve o teu coração em cada prece. Deus responde em ti mesmo e te esclarece com a força eterna da consolação. Consolação. Compreenderás, então, a dor que te domina sob a linguagem pura e peregrina da voz de Deus em luz de redenção. Acho que é o resumo mais perfeito. Alta de Souza estava em comunhão com Deus para escrever um poema desse. Para compor um poema desse, ela estava, assim, abraçando Deus. Os dois estavam em um diálogo íntimo. Download direto. É bonito, não é, Cláudia? Não é? Então, é essa a comunhão.

Os Cristos, só que com uma diferença. Os Cristos experimentam essa comunhão vinte e quatro horas por dia. Aliás, mais, porque o dia deles tem mais horas. Vinte e quatro horas é o dia nosso, humano. O deles tem mais horas, muito mais. É o tempo todo. Todo. Todo o tempo. Não tem um milésimo de segundo que ele não esteja em plena comunhão com Deus. Agora, dá para descrever isso? É por isso que André Luiz diz que é indescritível. Indescritível. O que é que nós conseguimos descrever? Vamos tentar trazer para a nossa percepção, para algo que faz, porque eu fico falando aqui de Jesus, da comunhão de Jesus com Deus.

Vamos tentar. Vamos descer, vamos descer. Espírito puro, vamos descendo, vamos descendo. Chico. Chico Xavier. Encarnado. As pessoas entravam no Grupo Espírita. Entravam. Entravam. Ele estava lá na salinha, sentado. Quando elas entravam, começavam a chorar. Não é isso? Quando nós assistimos os depoimentos, as pessoas dizem assim, eu comecei a chorar e senti uma paz profunda. Eu senti um amor profundo. O que que essa pessoa, na verdade, começou a sentir? Ela começou a pegar a internet Wi-Fi do Chico. Porque não tinha senha a internet dele.

A internet dele era livre. Então, o sujeito entrou na internet Wi-Fi dele e começou a fazer download de DVD. Gente, o que que está acontecendo? Olha aqui, eu estou baixando DVD em 3 segundos. É isso, pegou a internet Wi-Fi dele. Por quê? Porque ele estava em um processo de conexão para nós, indescritível. Não é possível avaliar. Porque o Chico ficava 8, 9 horas em transe. Vamos fazer um exame sincero da nossa consciência, aqui. Qual foi o maior tempo que você conseguiu ficar em prece? Ficar de verdade. Cada um pensa aí.

Eu penso assim, 5 minutos. Ficar em prece, não é você está, pai, nossa, tem que pagar a conta amanhã, tem que pagar o condomínio, santificado seja o teu nome, conexão. Um minuto? Dois? Três? Cinco? Cinco minutos? Vamos pensar assim, 10 minutos? Aí, nós já estamos falando de recorde olímpico. Você ficar 10 minutos em prece, chorando, profunda, 10 minutos. O Chico ficava 8 horas em transe. Isso é treino, é o que a Cláudia falou. É treino. Treino. O potencial, nós temos. Mas, ninguém corre uma maratona de São Silvestre porque decidiu correr agora, não é, Tiago?

Você vai correr, você corre, o primeiro quilômetro, vem na ambulância. No meu caso, ambulância. Outro dia, eu resolvi correr o quarteirão lá de casa, sentar no passeio, que dirá 42 quilômetros. Não consegue, não é? Então, para você correr 42 quilômetros na velocidade do primeiro colocado, o que você precisa? Condicionamento físico. O que é condicionamento físico? O sujeito começou a correr, tem anos, anos, que ele corre várias horas. Então, para ter conexão e comunhão com a espiritualidade, eu preciso de anos, anos e muitas horas de praticar.

Aí, eu crio um condicionamento espiritual. O Chico tinha mais de 70 anos fazendo 8, 9 horas de transe todos os dias. Então, ele já estava lá com seus 85 aninhos, 70 anos fazendo transe, todo dia, de 8 horas, 9 horas. Aí, as pessoas chegavam e entravam na rede, o wi-fi dele, aí começava a chorar, cai lágrimas, começava a tremer, a mão esquentava. Eu estou experimentando uma paz profunda. Agora, alguém aqui quer tentar imaginar Jesus chegar perto dele? Tocar na mão dele? Alguém quer tentar imaginar Jesus dando aquela olhada, assim, nos seus olhos?

Eu me recordo de uma companheira, Marta Antunes, vice-presidente da Federação Espírita Brasileira, que me contou um caso curioso. O pai dela estava com um câncer agressivo. Foi lá no Chico e o Chico magnetizou uma água e a água ficou leite, de tanto ectoplasma, leite. Ela levou aquilo para casa, deu para o pai, durante um ano. O Chico pediu para ele tomar uma colherzinha daquelas colherzinhas pequenininhas, aquelas de açúcar, de açúcar em café de diabético, tão pequenininha, que era para ele tomar todo dia. Quando ele tomou a última colherzinha da garrafa, no dia seguinte, dois dias depois, ele desencarnou.

Então, ela voltou lá no Chico. O pai dela trabalhou com o Chico muitos anos, foi um companheiro do Chico de trabalho. Ela voltou lá, e aí o Chico conversou com ela. Minha filha, seu pai está muito bem. Na verdade, o processo não era para ser revertido. Ele precisava passar por essa experiência. Mas, esse um ano que foi dado para ele, ele não leu a obra toda de André Luiz? Ela nem falou nada para o Chico. É, Chico leu. Ele não leu os romances? Pois é, ele chegou tão bem no mundo espiritual. Porque essa leitura que ele fez durante um ano preparou o psiquismo dele para o plano espiritual.

Ele chegou muito bem. Aí, a Marta se emocionou, chorou. Ela abre aspas, a narrativa dela. Marta Antunes, ela diz que o Chico deu um abraço nela. Só que, quando o Chico deu o abraço nela, ele ligou a banda larga. Aí, ela diz que começou a tremer. Tremer. Tremer. Como se ela tivesse Parkinson. Ela diz que o Chico escaneou ela inteira. Como se ele estivesse escaneando ela. Ela saiu e ficou meia hora com Parkinson. Tremendo. Eu não consegui parar de tremer. Um abraço recebido. Você passou? Fala um pouquinho mais alto, só para registrar na câmera.

Fazer um tratamento de câncer. O meu sobrenome é Euripides, por causa de Euripides Barçadouro. Quando eu nasci, minha mãe colocou o nome. Nós estávamos na Lopada do Rio, que é uma antiguidade da obra de Euripides. Fomos visitar Pelausira. Nós estávamos lá, embaixo de um tédio, quando a Pelausira recebeu Euripides. Ele me pediu para pôr uma cadeira no centro e me chamou pelo nome para me sentar lá. E ele veio me dar um passe. E eu comecei a conhecer Parkinson. A tremer. Eu chorava e a cadeira estremecia toda. E ele me deu um passe de dois, cinco minutos.

Ele falou, meu filho, você não tem mais nada. Aí, que eu acabei de desabar, desabei totalmente. Graças a Deus, meu tratamento hoje não tem mais nada, tem dez anos. Resolveu. É fantástico, incrível, não é? A história da receita, da receita de papel. Então, o que nós estamos percebendo aqui? Voltando agora para o Gênesis. Quando fala dos Elohim, dos Cristos, é porque eles estão agregados a Deus. Por isso que o verbo está no singular. Então, embora eles sejam uma pleia de gigantesca, porque o universo é infinito, né? Eles estão agregados.

Então, eles são um com Deus. Um. Quando o Espírito chega ao nível crítico, ele é um com Deus. Porque agora, agora que ele experimentou ser um com o Todo-Poderoso, ele vai querer ser um sozinho? Vai querer ser relativo? Entendem? Entendem, gente? É como você casar com um anjo. Imagina, um Espírito puro. Casar com ele. Você vai querer ficar só perto, não? Tá junto, toda hora, não vai? Por que você vai querer ficar sozinho? Mas, se você experimenta comunhão com Deus, você vai querer ficar sozinho? Então, aqui, esse versículo inicial, eu acho uma beleza extraordinária.

Uma beleza extraordinária. Os Elohim criou, porque eles só agem segundo leis pré-determinadas. Quando Jesus foi criar a Terra, quantos planetas já foram criados na criação eterna? Infinitos. Entendem? Então, já tem lei para tudo. Você varia, e pode variar ao infinito, porque a diversidade e a variação vai ao infinito, mas tudo obedece a um plano de unidade. Por isso, o verbo está no singular. Criou. Ah, sim, o outro estágio. Aqui, eu estou só no primeiro, que é e disse Deus, para falar dos Elohim. Tem os outros estágios.

Fantástico isso. Por isso que tem esse processo de avaliação da criação. E viu Deus que era bom. Porque uma coisa é Deus expressar um propósito. Olha só, vou pegar essa fala da Cláudia Abreu. Quando você tem um desejo, um desejo muito acalentado, você realiza esse desejo, o que você sente? Felicidade. O que mais? Realização. Realização. Alegria. Não é? Alegria. Ok. Nós conseguimos realizar todos os nossos desejos? Graças a Deus. Graças a Deus. Graças a Deus. Não é? Nós não conseguimos realizar todos os nossos desejos.

Primeira pergunta. Tem algum desejo de Deus que ele não realiza? Que ele não possa realizar? Você acha? Ele não é o todo poderoso? Deus tem poder infinito. Então, não há nenhum desejo dele que não se realiza. Ok? Aí, tem uma frase de Emmanuel. Essa frase é importantíssima. Emmanuel diz assim, Deus não manifesta propósitos a esmo, porque todo propósito que ele manifesta se concretiza. O que Emmanuel está dizendo? Que Deus é tão sábio que ele é comedido nos seus propósitos. Então, quando Deus tem um desejo e ele manifesta, os Cristos realizam.

Agora, os Cristos têm o mesmo poder de Deus? Não. Têm a mesma inteligência infinita de Deus? Não. Têm o mesmo amor supremo de Deus? Não. Então, a obra deles tem que ser avaliada. E, viu Deus que era bom. Bonito, não é? Está sujeito a um critério. E, qual é o critério? Nada pode ser criado pronto. Por quê? Por causa da lei de evolução, por causa da lei de progresso. Então, Jesus já criou o tigre prontinho, já trouxe, instalou o dedo, está o tigre pronto, foi assim que foi feito. Não, nós não tivemos dinossauro. Tivemos.

As espécies não estão sendo aperfeiçoadas ao longo dos milênios? A Terra não está sendo aperfeiçoada ou a Terra já foi criada pronta? Quando nós falamos de transição planetária, o que que está dizendo? Que Jesus vai aperfeiçoar a Terra que ele criou. Tem uma planta e a obra não está ainda igual à planta. Por quê? Porque a Terra só vai estar igual à planta o dia que ela se tornar mundo de todos. Que a obra estiver completa. Então, a obra está em execução. Nós vamos ver isso. Toda a obra. Daí, essa necessidade da avaliação, que é o passo seis.

São sete passos. A avaliação é o passo seis. Mas, vamos com calma, que tem outros passos aqui, né? Tem outros passos. Nós já vimos o anúncio, que é a palavra, que são a atuação dos Cristos, dos Elohim, do versículo um. Vimos a ordem Haja luz! Seja feito isso! Haja animais! É a ordem. E, a ordem é sempre uma lei, ou seja, há uma lei universal, única e única, que orienta todos os planos da criação. Porque é tudo igual. O mundo inferior é o mundo superior em crescimento. Porque, se eu olho uma laranjeira que está nascendo, qual é a diferença de uma laranjeira velha, que já dá muita laranja?

O tempo. E o aperfeiçoamento. É a mesma laranjeira. Então, eu olho para o mundo primitivo, ele é um mundo ditoso e impotencial, não é? É o que a Cláudia falou. Se eu pego a semente, a árvore já não está lá? Está lá com todos os frutos. Olha que lindo! Em uma semente está a árvore com todos os frutos que ela vai dar durante toda a vida dela. Está tudo dentro da semente. Até agora, saiu fumaça. Está tudo lá. Porque a criação se desdobra segundo uma ordem. Qual é a ordem? Os princípios da lei divina. Nenhum cocriador cria fora dos princípios da lei.

Por que não? Porque, ao estabelecer as leis do átomo, quando Jesus criou o átomo de hidrogênio, as leis que regem o interior do átomo de hidrogênio têm que ser as mesmas leis que regem as galáxias. Porque o Espírito não começa a evolução no átomo? Ele não pode experimentar a lei diferente? A lei é a mesma. É a mesma lei. Tem lei de amor no átomo? Tem. Chama-se lei de atração. Lei de atração. A força que atrai o elétron ao núcleo e a força que atrai o próton e o neutro no núcleo é amor. Só que, no átomo, se chama força eletromagnética, força forte, força fraca.

A eletromagnética é a força fraca, que une o próton e o neutro à força forte. É amor. A energia que faz com que um mundo, um planeta, um sol, os planetas atraiam uns aos outros, a gravidade, é amor. É a mesma lei. Matemática. Assim como a força que faz com que dois seres se atraiam nas mais variadas expressões do amor, porque pode ser pai para filho, pai para filha, irmãos, marido e mulher, do amor amplo, do amor universal, do amor na caridade. Não é uma lei de atração? É a mesma lei. Tem equações iguais. É a mesma lei.

Por quê? Porque, embora a diversidade seja infinita, a lei é una, porque só há um autor. Só tem um compositor. O estilo dele é inconfundível em tudo ao traço de Deus. Complicou muito? Então, no princípio, Elohim criou vários Cristos, cooperando com Jesus, porque, ao criar a Terra, Ele contou com o apoio dos outros Cristos, que são irmãos, e com uma vantagem. Cristo não briga. Olha que interessante, gente. Já imaginou uma equipe de trabalhadores que nunca entra em conflito? Nunca. Não fica com ciúme, não tem orgulho, não tem vaidade, não tem esse negócio de um querer aparecer.

Eles não aparecem, não querem aparecer. Não querem aparecer. Por isso, Lucas, no livro Obreiros da Vida Eterna, quando o Asclepius se materializa no mundo espiritual com o rolo de pergaminho e começa a responder as questões, o André Luiz fica bastante impressionado com aquilo. É de impressionar mesmo, porque o Espírito chega lá e Ele é uma luz, Ele não tem forma, Ele não tem olhinho, não tem boquinha, não tem ouvido, não tem mão, não tem nada. É uma luz. E, aí, eles pedem, vamos mentalizar para dar forma para Ele, porque, senão, nós não vamos conseguir entender.

Ele sem boquinha, como é que Ele vai conversar com a gente? Não tem língua, não tem dentinho, não tem faringe, não tem laringe. Então, nós temos que dar uma forma para Ele, para Ele comunicar com a gente, porque, senão, Ele vai emitir um pensamento que ninguém vai captar. Vamos dar uma forma para Ele? Vamos! Aí, mentaliza, dá uma florzinha, um campinho, dentro de uma redoma, Ele consegue ter forma. Olha só! Quando acaba o processo, André Luiz fica impressionado. Ele fala, meu Deus, isso é um ser divino. Olha como é que a gente é ingênuo.

Aí, Ele vai conversar com o benfeitor. Mas, o Asclepius deve ser um assessor de Jesus. Não, André! O Asclepius ainda é um Espírito da Terra. Ele aspira, o maior desejo dele é evoluir, aprimorar, fazer a reforma íntima, para ele participar das assembleias de Júpiter. Mas, lá, quem está nessas assembleias estão se esforçando, vigilantes, para fazerem parte da assembleia dos Espíritos que trabalham no Sol. Os que estão lá no Sol estão vigilantes, querendo evoluir, dedicados, para fazerem parte da assembleia. E, você sabe, a nossa galáxia é um simples ponto no Universo.

Aí, manda Luiz! Pelo amor de Deus! Cozonzo, né? Cozonzo. Por quê? À medida que você vai evoluindo, você vai fazendo parte de assembleias cada vez mais evolvidas, cada vez mais evoluídas, cada vez mais evoluídas, cada vez mais evoluídas, até, depois de muito tempo que você já tem a carteira de trabalho de Espírito puro, que você já está trabalhando há milhões de anos, você começa a integrar a equipe dos Cristos, equipe direta, porque o Chico diz assim para o Herculano, nós temos o Cristo, ministros, que são seres, ele fala, por exemplo, Sócrates, Buda, Zaratustra, são ministros do Cristo.

Esses ministros têm milhares de seres puros e angélicos trabalhando sobre a coordenação deles. Esses Espíritos puros têm outras equipes, já imaginou que empresa é essa? Por isso, quando fala que Jesus é o governador, não é brincadeira, não. Ele fala isso para a gente. Se eu quisesse, eu pediria ao Pai e ele me enviaria legiões de anjos. É a equipe dele. Então, ele tem legiões de Espíritos puros que cuidam só, só das flores. Faz projeto de flor, que cor que vai ter, qual que é a forma, o tipo do perfume, só mexe com flor.

Aí, tem outra equipe de anjos que só mexe com tipo de abelha. Então, o projeto, o design de abelha. Aí, tem design geológico, tem design das espécies. É trabalho que… Aí, tem equipe que planejou a tabela periódica dos elementos químicos, como é que ia ser o elemento. Não é delicioso isso? É uma empresa boa de trabalhar, não é? Chama a empresa Jesus Cristo. Jesus Cristo. E, nós ainda somos estagiários que estamos para ingressar ainda no trabalho mais elementar que é o trabalho no plano físico. O trabalho no plano físico é o mais elementar dos elementares.

Está começando. Mas, nele, tem tudo que a gente precisa aprender do que um anjo já faz. Não é bonito isso? Quando eu entro numa sala para dar uma aula de evangelização da infância, o que eu aprendo numa sala de evangelização de infância é o que um anjo aprende quando está projetando uma abelha. Só que, num nível maior. Mas, é a mesma coisa. Porque a lei é única. Não tem melhor nem pior. Não tem melhor nem pior. O trabalho do anjo não é melhor do que o trabalho da evangelizadora. O trabalho do anjo é mais amplo porque ele tem uma consciência mais ampla, mas, é melhor, não.

O trabalho tem a mesma dignidade. A questão é eu vou dar uma aula de evangelização com a mesma dedicação que o anjo? Essa é a pergunta que a gente encerra o Gênesis de hoje. Quem é? Ah, está. Queridos amigos do SER, estamos participando, como beneficiários, de um projeto que visa homenagear nosso querido Chico Xavier. Chico Xavier no céu da vibração é uma iniciativa inédita em sua programação e também porque beneficiará diversas instituições espíritas. No dia do evento, você irá receber um formulário e, ao indicar o SER, parte dos resultados financeiros nos serão direcionados.

Os ingressos podem ser adquiridos no site www.compreingressos.com www.compreingressos.com www.compreingressos.com www.compreingressos.com No Face do SER tem o link, é só clicar lá, contamos com o seu apoio. É um show que vai com vários artistas, vai ser aqui em Belo Horizonte, homenageando Chico Xavier. São várias instituições, um musical, várias instituições espíritas participando. E quem indicar lá o nomezinho do SER, o recurso vem para o SER.mei.me para a gente poder realizar as tarefas. Um abraço para todos, boa noite.

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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