#002 – Estudo do Velho Testamento – Livro Levítico

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Neste segundo episódio do estudo do Velho Testamento, Haroldo Dutra Dias aprofunda-se no livro de Levítico, dando continuidade à análise da primeira revelação à luz do Espiritismo. O estudo é apresentado como uma reunião de trabalhadores, com o objetivo de aprimorar conhecimentos e reflexões, conectando a primeira revelação (Velho Testamento) com a segunda (Jesus) e a terceira (Espiritismo).

O que é estudado neste episódio

  • Contexto do Livro de Levítico: A libertação do povo do Egito, a recepção da Lei por Moisés no Sinai e a marcha no deserto.
  • O Enigma do Santuário: A ordem de Deus em Êxodo 25:8-9 para construir um santuário para que Ele possa habitar “no meio deles” (betoham), interpretado como no meio do povo e dentro de cada indivíduo.
  • O Tabernáculo (Tenda da Reunião/Encontro): Sua estrutura, a disposição das tribos ao redor, a nuvem da presença de Deus (nuvem da glória) e seu simbolismo como a morada de Deus entre seu povo.
  • As Duas Partes de Levítico:
    • Capítulos 1-17: O Caminho para Deus: Regras de purificação e sacrifícios para se aproximar da tenda, enfatizando a necessidade de pureza para estar na presença divina.
    • Capítulos 18-27: O Caminho com Deus: Regras de santidade para permanecer em comunhão com Deus, destacando a ideia de “kodesh” (reservado para Deus) e obediência.
  • A Ideia de Obediência: A importância de obedecer aos preceitos divinos, mesmo sem compreendê-los plenamente, como um caminho para a purificação e santificação.
  • A Transição da Meninice Espiritual: A evolução da humanidade da fase da obediência cega (Velho Testamento) para a maioridade espiritual com Jesus, onde a compreensão e a consciência se tornam mais relevantes.
  • O Conceito de Deus Presente: A singularidade do monoteísmo judaico, que apresenta um Deus onipresente, previdente e providente, em contraste com as divindades de outras culturas antigas.
  • A Exigência de Pureza: A necessidade de pureza para se relacionar com Deus, tanto do lugar (tabernáculo) quanto das pessoas (sacerdotes, ofertantes) e das ofertas.
  • A Expiação pelo Sangue: A doutrina de Levítico 17:14, que afirma que a vida está no sangue e que o sangue expia pela vida, sendo um processo de purificação.
  • As Coisas Ocultas e Reveladas: A citação de Deuteronômio 29:28 sobre as coisas ocultas que pertencem a Deus e as reveladas que nos pertencem, indicando que só temos acesso ao Deus que se manifesta.
  • A Glória de Deus em Encobrir e a Glória dos Reis em Descobrir: A frase de Provérbios 25:2 como uma metáfora para a busca do conhecimento divino.
  • Deus como o Ruach (Vento/Ar/Espírito): A compreensão de Deus como o Espírito Santo, que é livre e não pode ser testado ou controlado.
  • O Santuário Interior: A interpretação espírita da “centelha divina” em cada ser (O Consolador, questão 302) como o verdadeiro santuário, onde a luz de Deus habita.
  • O Pecado Contra o Espírito Santo: A explicação de Emmanuel (O Consolador, questão 303) de que este pecado é a falta cometida com plena consciência do dever e conhecimento espiritual, desprezando a expressão de Deus em nós.
  • O Sacrifício no Altar do Coração: A transição dos sacrifícios materiais do Velho Testamento para os sacrifícios imateriais no altar do coração, conforme o ensinamento de Jesus (O Consolador, questão 311).
  • A Consciência como a Arca da Aliança: A identificação da consciência como o Santo dos Santos, onde as leis de Deus estão inscritas e onde Ele se comunica conosco.

Reflexões

  • A compreensão do Velho Testamento é enriquecida pela perspectiva espírita, que revela os profundos simbolismos e a evolução espiritual da humanidade.
  • A verdadeira pureza e santidade não se restringem a rituais externos, mas residem na obediência aos desígnios divinos e no desenvolvimento da centelha divina que habita em cada um.
  • O pecado mais grave é aquele cometido com plena consciência, pois representa o desprezo pela luz divina que nos guia e a rejeição das nossas próprias possibilidades de crescimento espiritual.

Ler transcrição do episódio

A gente gostaria de dar boa noite também para quem está acompanhando pela internet, pelo canal do Youtube, e fazer um esclarecimento inicial. Essa reunião é uma reunião de estudo dos trabalhadores do Meimei e dos trabalhadores do Ser, que agora se juntaram e são trabalhadores únicos, de uma mesma casa e de uma mesma causa. E o nosso espaço é muito limitado, por essa razão a gente entendeu que seria mais proveitoso que a reunião fosse feita só para os trabalhadores, para que a gente se aprimore, aperfeiçoe os nossos conhecimentos, a nossa reflexão, o nosso nível de espiritualidade em contato com esses textos da revelação, principalmente porque aqui o nosso esforço é de conectar a primeira revelação com a segunda revelação, central na figura de Jesus, que é o nosso guia e modelo, e também elementos da terceira revelação que ajudam a esclarecer os aspectos espirituais que estão nas entrelinhas dessas páginas, desses ensinamentos.

Por isso a gente não abre para o público geral, até porque a casa não comporta receber os amigos e os amigos dos amigos. Por isso a gente achou melhor transmitir simultaneamente pela internet, porque as pessoas podem acompanhar, mas lembrando que não se trata de uma reunião para transmitir para a internet nem algo formal. Na verdade, nós estamos só abrindo as janelas da nossa casa para que as pessoas possam espiar, espiar no sentido positivo, não no sentido de expiação, observar o estudo de nós, somos trabalhadores.

Então, é só esclarecer isso. Por isso nós não convidamos, não colocamos nenhum convite na internet, é algo mesmo só para quem está aqui ligado à tarefa e, como alguns queriam participar, a gente abriu essa possibilidade e a tecnologia permite. Outra coisa que a gente sempre vai falar aqui é que nós estamos estudando, a minha posição aqui é uma posição de facilitador, apenas coordenador do processo, mas essa reunião é uma reunião comunitária em que todos refletem, opinam, falam, fazem perguntas, fazem observações, nós estamos aqui estudando, somos alunos, isso é importante ser frisado.

Outra coisa que a gente gostaria de frisar e que a gente, assim, como se fosse uma bandeira dessa reunião, está no livro de Isaías, capítulo 55, versículo 10. Ele diz assim, “‘Porque assim como descem a chuva e a neve dos céus e para lá não tornam, sem que primeiro reguem a terra e a fecundem e a façam brotar para dar semente ao semeador e pão ao que come, semente ao semeador e pão ao que come, assim será a palavra que sair da minha boca. Não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a designei.” Então, eu acho bonito esse versículo, fala desse trabalho da palavra divina, que traz através da chuva, da neve, da umidade, regando o solo, propicia a semente e o pão.

Essa reunião aqui também, ela dá para quem está participando semente e pão. Pão, porque ela esclarece e consola. Estudando aqui, a gente sai realmente consolado, esclarecido, mas não só pão, porque nós não adotamos aqui uma postura passiva, todos participam, refletem, estudam, têm ideias, tiram suas próprias conclusões e por isso ela é semente, porque a pessoa sai daqui com a sementinha que ela deve plantar, ela deve continuar estudando, continuar levando as suas reflexões, ou seja, nada aqui é fechado. E nós não temos a menor pretensão de esgotar esse conteúdo infinito do texto Levítico, que é um dos livros do Pentateuco.

Nós já fizemos nas reuniões anteriores uma panorâmica, todos nós aqui já vimos algumas linhas centrais do livro Levítico, agora a gente vai começar a estudar mais detalhadamente o livro. Nós tínhamos dois caminhos e pensamos aqui ver se o grupo concorda. O primeiro caminho seria seguir capítulo e versículo e o segundo caminho seria eleger temas centrais do livro Levítico e estudar por temas. O que a gente percebeu? Se a gente for seguir capítulos e versículos, capítulo 1, capítulo 2, capítulo 3, o livro Levítico é muito casuístico, então ele trata caso, caso, caso e com riqueza de detalhes.

Então, eu fiquei com medo se a gente estudasse capítulo e versículo na sequência de acontecer com aquela pessoa que entra na floresta, ela fica tão concentrada nas árvores que ela perde a ideia geral do conjunto e acaba se perdendo no meio da floresta. Então, a gente está sugerindo para o grupo, se o grupo entender que é o melhor, selecionamos alguns temas centrais do livro Levítico e vamos fazer um estudo temático. Por que isso? Porque um tema, às vezes, é abordado em diversos versículos. Então, quando a gente estudar um tema, nós vamos citar todos os versículos que a gente conseguiu encontrar, óbvio, ligados àquele tema.

Aí, isso dá uma visão de conjunto do livro e a gente consegue ter uma visão mais panorâmica do livro, deixando para o estudo, para a casa, cada um aí estude o capítulo, o versículo, o versículo, aprofunde. O que vocês acham? Vocês acham isso interessante assim, esse estudo temático? Melhor, para a gente não se perder, até porque, como diz Emmanuel, o Velho Testamento está repleto de símbolos poucas vezes acessíveis ao raciocínio comum. Então, de vez em quando sai uma fumacinha na cabeça porque a gente não consegue, é muito difícil mesmo.

Não são símbolos fáceis, não são metáforas gratuitas, exigem uma compenetração e, eu diria, até mais. Esse estudo do Velho Testamento, ele não requer apenas o intelecto, não. Se a pessoa vem apenas com o intelecto, às vezes ela penetra muito pouco no livro. Esse livro, ele exige sentimento de reverência à lei divina, de respeito a Deus e a sua obra, de respeito a nós mesmos, respeito ao próximo, respeito às tarefas que Deus dá a cada um de nós, então, sem esse sentimento de reverência, se a pessoa começa a estudar esse livro com uma certa irreverência ou de forma vaidosa, orgulhosa, acreditando que a sua inteligência é superior à inteligência divina, ele consegue muito pouco, muito pouco mesmo.

Então, é preciso conjugar esse sentimento de reverência, de sintonia e a inteligência. E um terceiro elemento, que é a inspiração. Inspiração. Porque as fontes da revelação estão em Deus e nos Espíritos encarregados de distribuir a revelação divina, no nosso caso, Jesus. O Cristo, o governador espiritual do orbe. Se nós aqui não fizermos um processo de conexão com essas fontes da revelação, a gente não consegue avançar muito, não. Então, isso é muito importante, essas três coisas muito importantes, sintonia, sentimento de reverência, de amor e intelecto, porque de vez em quando, aqui a gente sente que fica difícil mesmo, mas com muita calma, com cuidado, a gente tem certeza que nós vamos chegar.

E aproveitar também, mandar um beijo, um grande abraço para a irmã Ayla, que está acompanhando, já mandou a mensagem dizendo que estava aí e pedi para ela corrigir qualquer coisa e mandar as observações dela, mandar no chat as observações, as sugestões, porque é uma irmãzinha mais velha que a gente tem e é sempre bom contar com as sugestões dela. Bom, nós separamos alguns temas aqui. Vamos começar por ideias gerais do Levítico. Já falamos aqui da primeira parte, que é do capítulo 1 ao 17, que tratam de aspectos do caminho para Deus.

O caminho para Deus. E, depois, do capítulo 18 ao 27, o caminho com Deus, a caminhada com Deus. Então, a primeira parte, aproximação de Deus, a segunda parte, comunhão com Deus. Vamos comentar um pouquinho, porque essas duas ideias, todo mundo está lembrado? Está lembrado, Sheila diz? Está, né? Dessa parte, é importante. Qual que é o contexto disso aqui? Isso é muito, muito, muito relevante. O contexto do Livro Levítico é o seguinte, o povo foi libertado do Egito, foi levado para o deserto. No deserto, Moisés recebe a lei, a Torá, escrita e oral, no Sinai, e começa a orientar o povo.

E, o povo se coloca em marcha. Mas, aí, olha que interessante, no capítulo Êxodo, Livro Êxodo, capítulo 25, versículo 8 a 9, Moisés recebe uma ordem muito curiosa, quase que uma charada, um enigma. Deus, lembrando que, quando o Velho Testamento fala Deus, ele está falando da manifestação divina, não é? Ele não está dizendo Deus em pessoa, está dizendo da manifestação de Deus, que se dá, nós sabemos, através dos seus emissários e através da própria emanação de Deus. Nós vamos ver sobre isso. Deus diz assim, então, é esse Deus, lembrando desse símbolo, não é?

Para a gente não achar que Deus apareceu mesmo, que Deus é absoluto e o absoluto não cabe no relativo. Já falamos isso aqui também. Mas, ele dá uma ordem assim, faz-me, faz para mim um santuário para que eu possa habitar no meio deles. Qual que é o enigma dessa ordem? O natural seria Deus dizer assim, construa para mim um santuário que eu vou habitar, eu vou fazer nele uma morada, eu vou habitar nele, no santuário. Não é mais natural esse? Não é, Janaina? Não é mais natural. Não é? Você fala assim, você chama um arquiteto e diz assim, constrói para mim essa casa que eu vou habitar.

Aí, o arquiteto pergunta, quantas pessoas vão morar na casa? Ah, eu, minha esposa, tenho dois filhos. E, aí, ele faz uma casa adequada à necessidade daquela família. E, aqui, Deus diz isso também, ele dá ordens específicas, ele dá, inclusive, a medida detalhada. Ele dá palpites até na decoração. A mobília vai ser de tal madeira, vai ter assim, tal cor, tal tamanho, dá ordens detalhadas. Mas, ele não fala assim, constrói para eu habitar nele, no santuário. Ele diz assim, faz-me um santuário para que eu possa habitar no meio deles.

Deles? Deles quem? Do povo. E, é aqui que está o enigma. Porque, em hebraico, betoham, tem esse finalzinho aí, o ham, do em, que é eles, no meio deles. Ou seja, dentro de cada um e na comunidade. São duas interpretações legítimas. Se ele vai habitar no meio da comunidade ou dentro das pessoas, para que é o santuário? Olha que curioso isso! São aí os primeiros símbolos profundos do Velho Testamento. Aí, a gente imagina santuário, a gente já logo imagina uma igreja moderna, não é? De pedra. Eu vou mostrar, então, o tabernáculo, a tenda.

Era uma tenda, porque o povo acampava no deserto. Então, vamos, está todo mundo dando pra ver? Está dando pra ver? Vou pôr na câmera aqui. Deu pra ver? Olha! As tribos acampadas em torno da tenda. Estão vendo esse quadrado? Está todo mundo vendo? A tenda é grande aqui, cercando? Essa tenda era chamada de tenda da reunião ou tenda do encontro. Reunião, porque os filhos de Israel se reuniam em torno, está vendo que eles acampam? Eles se deslocam tendo essa tenda no centro. Todas as doze tribos se deslocam, mas a tenda fica no meio.

Ou seja, toda comunidade se reúne em torno da tenda. E a tenda do encontro, por quê? Estão vendo essa fumacinha aqui? Não é uma fumacinha simples, é uma nuvem. É a chamada nuvem da presença de Deus ou a nuvem da glória. Que acompanhou, durante os quarenta anos no deserto, essa nuvem acompanhou o povo no deserto. Ela simboliza a presença de Deus no meio do seu povo e, por que não, dentro de cada criatura? Todo mundo viu, né? Deixa eu mostrar uma outra figura aqui, muito interessante também. Como é que as tribos se deslocavam?

Cada tribo era um acampamento. Eram doze tribos. Elas se reuniam de três em três, cada uma tinha uma bandeira. Então, uma tinha a bandeira do touro, outra tinha a bandeira da águia, outra a bandeira de um homem. Olha que interessante! São aqueles quatro animais que estão lá em Apocalipse, né? Depois nós vamos falar disso mais detalhadamente. Eu só… Como que ela se deslocava? Atenção! Deixa eu mostrar para o pessoal primeiro, depois para quem está na internet. Vista de cima do deslocamento da tribo. Alguém está desconfiado.

Não digam nada por enquanto. Essa é a vista aérea do deslocamento das tribos. Alguém visto de cima, só que os israelitas estavam vendo de baixo. Eles conseguiram ver? Talvez não, né? Mas, nós estamos vendo de cima agora. Está lembrando alguma coisa ou é impressão minha? Vocês acham que teve, assim, um planejamento nesse deslocamento? Alguém aqui acha que os espíritos interferem na nossa vida? Eu estou começando a achar. De ordinário eles vos dirigem? Será que o povo hebreu foi dirigido no deserto? Foi conduzido? Por que eles tiveram que se deslocar em cruz?

Esse é o paracaso. Não vamos falar. Você não vai perder a graça. Não vai perder a graça. Então, três tribos ao norte, três tribos ao sul, três tribos ao leste, três tribos ao oeste. E, no meio, quem? No meio, a casa que Deus pediu para construir para ele. É uma tenda. As pessoas entravam aqui. Onde está saindo essa fumacinha pequenininha? É onde eram feitos os sacrifícios de animais. Aqui dentro, essa tenda aqui dentro era dividida em duas partes, o lugar santo e o santo dos santos. O lugar santo é onde tinha a mesa com os pães, o candelabro de sete braços, o incenso que deveria permanecer sempre aceso e os sacerdotes tinham que manter isso o dia inteiro.

E, no santo dos santos, que era separado por um véu, estava a Arca da Aliança. A Arca da Aliança com dois querubins, um em cada ponta, com as asas protegendo a arca. E, lá dentro, as duas pedras com os dez mandamentos. No santo dos santos, o sumo sacerdote, só ele podia entrar apenas uma vez no ano. E, assim, ele se deslocava em ordem. Então, não se deslocavam. Imagina, se for uma bagunça. Não, tudo organizadinho. Se deslocavam, tudo organizado. Alguém quer fazer alguma observação, algum ponto aqui ou podemos ir? Porque hoje nós temos… Eu gostaria de perguntar se essas pedras, elas sobreexistiram até hoje, elas desapareceram, viraram pólvora?

É, nós não temos notícia nenhuma. Não, né? Não, nenhuma, nenhuma delas. Lembrando, também, que pode se tratar também de um grande símbolo, não é? É. Nós não podemos descartar essa hipótese. Então, o que nós gostaríamos de enfatizar aqui? Quando Deus dá a ordem para a construção da tenda do encontro, e nessa tenda o tabernáculo, o santuário, qual que era a ideia dele? Que o povo se aproximasse dele. Deu agora? Como é que está ficando claro? Não está ficando mais claro agora? Então, metade do livro Levítico trata-se de regras para se aproximar dessa tenda.

Porque você não podia se aproximar dela de qualquer jeito. Regras para se aproximar. Por quê? Porque lá estava a presença de Deus através da sua nuvem. Na segunda parte, quando você já estava diante da presença de Deus, havia regras de santidade que não poderiam ser quebradas, senão você não poderia permanecer na presença de Deus. Então, regras para se aproximar de Deus, capítulo 1, modo 17, capítulo 18 a 27, regras para permanecer junto de Deus. Então, nós podemos dizer que a primeira parte se refere à purificação, sacrifício.

Tudo tem a ver com você ter que estar puro para se aproximar de Deus. Essa é a ideia. Eu não posso me aproximar de Deus em estado de impureza. Essa é a ideia geral. Quais são as impurezas? Aí, o livro vai descrever de maneira altamente simbólica, altamente simbólica, inclusive entrando em casuísmos. Se você comer um animal quadrúpede, ruminante, se o casco dele não for dividido em dois, ele é impuro. E, se você comer ele, você se torna impuro. Parece casuístico, não é? Então, tem essas regras. A mulher, depois da menstruação, ela fica um número de dias impura.

O marido não pode se aproximar dela. Depois do parto, um grande número de dias, ela se torna impura. Impura no sentido, qual sentido? De que ela não pode se aproximar da tenda da reunião. Ela não pode se aproximar do tabernáculo, do santuário. E, quem tocar nela, quem tiver contato com ela, se contamina e também não pode. Então, imagina o sacerdote. Imagina o sacerdote. Então, nessa primeira parte do Levítico, nós temos um conjunto de sacrifícios de animais, oferecimento de cereais, etc., que nós vamos ver detalhadamente, cuja finalidade é purificação.

Eu vou repetir. Purificação, purificação. Se você esquecer tudo, lembra só de duas coisas. Tenda da reunião, purificação. Segunda parte, e quem já está na presença? Aí, tem as regras. Eu não posso permanecer em comunhão com Deus, na presença de Deus, sem santidade. Que nós já falamos aqui, que vem do kodesh, aquilo que está reservado para Deus. A ideia é de quê? Aquilo que está a serviço de Deus está com exclusividade. Eu vou citar um versículo que talvez ajude a gente a entender o que é santidade. Não se pode servir a Deus e a mamão.

Ninguém tem dois senhores. Você não pode ser um vaso que uma hora recebe um conteúdo de Deus, outra hora um conteúdo de mamão. A ideia de santidade é uma ideia de eu estou reservado, eu estou absolutamente entregue ao serviço, ao culto a Deus, a adoração a Deus e mais do que isso, a obediência a Deus. Então, dessas duas ideias centrais, nós vamos trabalhar isso em detalhes. Isso aqui são ideias centrais. Tinha alguma coisa relacionada à idade, para se aproximar da tenda? Tinha, tinha. Tinha idade, sim, para se aproximar, daí surge toda essa ideia dos treze anos, do cumprimento das obrigações, da maioridade penal e civil.

Então, tem tudo isso, não é? Exige-se essa maioridade, homem e mulher na sua maturidade, na sua maioridade. Agora, como é que as coisas estão ficando claras? Então, muitas regras são dadas e até hoje não são compreendidas. Mesmo se você indagar a um sábio judeu, por que que esse peixe é puro para ser consumido e aquele não é puro? Tentou-se já dar uma explicação sanitária, uma explicação médica, mas nunca, nenhuma dessas explicações são, assim, totalmente convincentes. Mas, há algo muito interessante, tem uma ideia por trás, a ideia da obediência.

Se você for capaz de obedecer, você é puro, você se santifica. Olha que interessante isso, porque a ideia que está por trás disso é que nem sempre nós seremos capazes de compreender o que Deus quer, mas nós somos sempre capazes de fazer o que Ele quer de nós, porque Deus jamais nos pede algo que a gente não possa fazer. E, se Ele pedisse algo que nós não podemos fazer, seria uma afronta à sua inteligência, à sua sabedoria, à sua justiça e ao seu amor. Então, como um grande mestre, esse é um dos nomes de Deus, o mestre do universo, o grande educador, o pai desvelado que educa seus filhos, ele jamais dá uma tarefa pedagógica que o filho não tem condições de cumprir.

Mas, isso não significa que eu sou capaz de entender. O aluno, às vezes, recebe um exercício, um problema matemático, um jogo pedagógico, ele não é capaz de entender as minúcias pedagógicas e nem é exigido dele que entenda. Ele tem que fazer a tarefa pedagógica que lhe foi determinada. Essa é a ideia. Então, a ideia que está por trás aqui, forte é de obediência. Você é capaz de obedecer a esses preceitos? Você é capaz de observar essas regras, não entendê-las? Por que que eu não… O camelo é ruminante? É. O boi é ruminante?

É. O camelo tem casco? Tem. O boi tem. O casco do boi é fendido? É fendido. O do camelo é? Alguns são, mas tem uma membrana. Não pode comer o camelo, pode comer o boi. Ah, eu não estou entendendo. Não é para entender. Você não pode comer ele. Você não tem que entender. Não pode comer o camelo. Ponto final. Se você comer o camelo, você está ingerindo um alimento impuro. Então, essa é a ideia que perpassa o Livro Levítico. Toda a primeira eliminação, todos os deslumbramentos, tudo voltado para a obediência. Tudo voltado para a obediência.

O primeiro passo. Primeiro passo. E, se a gente pensa… Aí, agora, vamos trazer as luzes da segunda revelação, as luzes do Evangelho. Quando o herdeiro é menino, em nada difere do escravo. Quando eu era menino, falava como menino, vestia como menino, comia como menino, mas, agora que me tornei adulto… Qual que é a ideia que está por trás disso? De que houve uma evolução da humanidade, nessa fase, ela está numa infância espiritual, e você não fica explicando para uma criança de dois anos a razão de tudo das coisas que ela tem que fazer.

E, depois que você se torna adulto, muitas coisas que eram vedadas quando você era criança não são mais. Tudo me é lícito, mas, nem tudo me convém. É uma ideia profunda, não é? E, esse é um dos conflitos de Tiago, não é? A hostilidade, a circuncisão… Isso! E, Paulo abre e ele não abre mão disso. Conflito de Tiago e mais, Sheila. Você imagina Simão Pedro, o sonho que ele tem? Um lençol grande desce do céu, quando abre um lençol cheio de animal impuro, que, segundo as regras do Levítico, não poderiam ser comidos. E, a ordem?

Simão, coma! Ele fala, eu não como alimento impuro. Tá certo, não é? Mil anos obedecendo. Aí, a voz diz assim pra ele, não tornes impuro aquilo que Deus purificou. Então, essa passagem da meninice espiritual para a maioridade espiritual e, depois, a passagem da maioridade espiritual para a maturidade espiritual, que é o estágio em que a humanidade se encontra agora, inclusive com as luzes da doutrina espírita explicando os aspectos espirituais, essas transições, passagem de um pra outro, são dolorosas, desafiadoras, desafiadoras.

Mas, vamos prosseguir. Então, deu pra entender a aproximação, a permanência, tem a ver com a tenda da reunião, a tenda do encontro, o tabernáculo, não é? Outra ideia forte nisso tudo, que está implícito, o tabernáculo é a presença de Deus. Esse é um conceito ímpar, ímpar, ímpar do monoteísmo judaico. É o ouro da primeira revelação, o diamante precioso que a primeira revelação deu e que, infelizmente, muita gente que está na terceira revelação joga fora o diamante. Se você fosse um grego, você adoraria Zeus, mas, Zeus, o deus dos raios e dos trovões, ele mora no Olimpo.

De vez em quando ele vem à terra e quando vem é pra namorar e pra engravidar alguma mulher. Toda vez que o Zeus veio à terra, ele engravidou uma humana e deixou um filho sem Deus. É o que diz a mitologia grega. O Deus de Israel, o Deus de Abraão, de Isaac, de Jacó, é um Deus presente. Ele está 24 horas na comunidade, no deserto, tomando sol, tomando poeira, vento, tempestade de areia, sofrendo com o povo, do lado dos seus filhos, e mais, alimentando através do maná, matando a sede através da rocha que saía água, orientando a marcha.

Então, esse Deus presente, Kardec vai recuperar na codificação. Ele vai dizer assim, através do fluido cósmico, do éter, os cabalistas conheciam isso, os cabalistas conhecem que o éter é a emanação de Deus. Então, Kardec vai dizer o quê? Que a criação está mergulhada no fluido cósmico. Por isso, Deus tem ciência de todas as coisas, de cada detalhe mais insignificante. Ele tem ciência e ele participa. É um Deus presente, previdente e providente. Ele provê. Ele ama seus filhos. Então, esse conceito de Deus presente é a ideia de Deus mais sofisticada da Antiguidade.

Não há nada mais espiritual e sofisticado do que isso. É o diamante que Moisés trouxe ao mundo. Um Deus onipresente. Ele está presente, embora ele seja transcendente. Não se engane. É achar que você vai lá, ah, agora eu vou colocar essa nuvem numa garrafa e eu prendi Deus. Isso não existe. Ele é infinito, é absoluto, mas é presente. E, aí, ele tem duas exigências. Ele está presente, mas ele exige duas coisas. Primeiro, o lugar onde ele mora, o tabernáculo, tem que estar puro. E, quem se aproxima do tabernáculo tem que estar puro também.

O sacerdote está lá em Levítico 21, versículo 17 a 23, a oferta, qualquer coisa que for levada até para ser sacrificada tem que estar puro. Então, o novilho tem que ser macho, sem nenhum defeito, puro, íntegro. Tudo tem que estar puro. E, quem oferta? O ofertante. Por isso, nós vamos ter vários capítulos no Levítico tratando da pureza. A pessoa que tem problema na pele tem que se purificar. A mulher, depois de menstruar, depois de dar à luz, tem que se purificar. Depois de manter relação sexual com o seu marido, o sêmen torna impuro, tem que se purificar, tanto o homem quanto a mulher.

E, a comida tem que ser pura, porque, senão, o ofertante não pode se aproximar de Deus. Ou seja, Deus está presente, mas ele exige pureza para se relacionar com ele. Não é interessante isso? Muito interessante. E, a grande ideia, ah, tá bom, exige pureza. Como é que eu purifico? Como é que purifica o sacerdote, as coisas e os ofertantes? Através dos sacrifícios com derramamento de sangue. Levítico 17,14, a vida do homem, do animal, está no sangue. A vida está no sangue. E, o sangue espia pela vida. É o sangue que propicia a expiação.

E, a expiação é processo de limpeza, purificação. Demos aí um panorama. Tem alguém assustado? Tá todo mundo aí de pé ainda? Tá todo mundo de pé? Tá, né? Então, vamos agora tratar umas ideias interessantes aqui. Já vimos as ideias gerais do livro. Ninguém se preocupe que nós vamos voltar nessas ideias várias vezes, porque o estudo de um livro como esse, ele tem que se fazer em espiral, ele não pode ser linear. Nós sempre vamos voltar e toda vez que a gente voltar, a gente vai acrescentar uma informação. Então, não é uma volta pura repetição.

A gente volta no tema, mas coloca mais uma coisinha. Então, é uma espiral. Você volta, mas volta num nível superior e vai subindo, e vai subindo. Lembrando aí o logotipo do ser. Vamos falar um pouquinho sobre Deus. Nós não vamos aqui ficar tratando sobre Deus. Vamos falar no que interessa pra entender o Livro Levítico. Só isso aí. Vamos lá. Deus. Há um versículo que está no livro Deuteronômio, capítulo 29, versículo 28, que o Senhor Honório adorava, o Senhor Leão, o Senhor Braudes, adoravam esse versículo, amavam. Esse versículo diz assim, as coisas encobertas, ocultadas, ocultas, pertencem ao Senhor, ao nome, ao Adonai, ao Tetagrama, a Deus, ao Senhor, nosso Deus.

Porém, as reveladas, ou seja, as descobertas, as desveladas, nos pertencem a nós e a nossos filhos. Para que compramos todas as palavras desta lei. Não está dizendo aqui para que a gente compreenda todas as palavras, não está dizendo isso. As coisas ocultas pertencem a Deus e as reveladas a nós e aos nossos filhos. O que isso significa? Nós só temos acesso ao Deus revelado, não ao Deus oculto. Ah, meu Deus do céu! Quem trabalha isso é a Kabbalah ou Kabbalah judaica. Eles trabalham, e dão uma trabalheira, porque eles falam no chamado Ein Sof, o Deus ilimitado.

Aí, eles trabalham. Olha o que eles pensam, é interessante, é interessante. Deus não é absoluto? É absoluto, não é? Se Ele não se manifestar, como é que você tem acesso a Ele? Não tem. Não tem acesso. Nós só temos acesso a Deus quando Ele emana, quando Ele se manifesta. Manifestar no sentido, pensa numa vela, a luz, quando Ele radia. Se Ele não irradiar, nós não temos acesso. E como é que Ele chama a irradiação de Deus? É a árvore da vida. São as sefirut, as emanações de Deus, que são os atributos de Deus. Como que você tem acesso à bondade de Deus?

Só se Ele manifestá-la. E mesmo quando Deus manifesta a sua bondade, você tem acesso a um pedacinho da bondade, porque Ele é muito mais bondoso do que o que Ele manifestou. Acho que todo mundo agora saiu uma fumacinha, assim, na cabeça, não é? Mas saía na cabeça dos cabalistas também. A ideia é que é o seguinte, há uma parte de Deus oculta. Como Ele é absoluto, nenhum de nós tem acesso ao absoluto. A gente vai tendo acesso a Deus em doses homeopáticas pela estrada fora. Pela eternidade. Para sempre, Deus vai se revelar, Deus vai mostrar um aspecto dEle que até então a gente não teve acesso.

Por isso, o Sr. Honório adorava esse versículo, as coisas ocultas, encobertas, pertencem ao Senhor nosso Deus. Pertencem só a Ele, não pertence a nenhum ser criado. Enquanto Ele não manifestar, enquanto isso não vier à luz, vier à luz mesmo, enquanto não se tornar criação, nós não temos acesso. Nós só temos acesso à revelação. Então, nós estamos dizendo isso porque Deus está no tabernáculo? Tá, mas a parte que Ele quer que esteja, a emanação dEle, não Ele todo. Meu Deus! Que ideia! Tá difícil, Tânia? Muito? Não, tá ótimo.

Não, tá… Arroba até aqui na nossa referência do versículo. Deuteronômio, capítulo 29, versículo 28. Vamos tentar entender isso aqui? Eu chego, já que nós estamos em Minas Gerais, mineiro, Guarapari, né? Praia do Espírito Santo. Chego na Praia do Espírito Santo, Guarapari, com um copo d’água e encho o meu copo d’água de água do mar. O mar cabe no meu copo d’água? Não cabe. Vai caber algum dia? Nunca! Nunca! Nunca! Deus nunca vai caber dentro de uma criatura sua. Você não terminaria de ter emoção? Isso! Então, quando eu falo assim, Deus é soberanamente bom?

Aí, os cabalistas dizem assim, não, Ele é mais bom do que o infinito da bondade. Nossa! Além do infinito, começa a parte oculta de Deus. Eles dizem assim, isso é a ENSOF, o ilimitado, o indizível, o intelecto humano é incapaz de definir. Porque definir é o quê? É pôr limite. O que é definir? Estabelecer limites. Como é que eu vou estabelecer limites no ilimitado? Não tem jeito. Bom, é importante dizer isso pra gente já falar, ai, meu Deus! Então, nós já começamos a pensar, eu lembro que tem um amigo, Otaciro Rangel, um beijo pra ele, um grande amigo, lá em São Carlos, grande físico, pesquisador do Instituto São Carlos, trabalhou lá com astronauta, um grande físico mesmo.

E ele, nós já estamos conversando, ele está escrevendo um livro, inclusive, falando sobre a parte primeira do Livro dos Espíritos, do ponto de vista da física, e ele está começando a raciocinar o seguinte, olha, se o universo conhecido e a teoria do Big Bang for verdadeira, o universo tem 15 bilhões de anos, então, tem outros universos, porque Deus nunca esteve inativo. Senão, você está pensando, se é uma carteira de trabalho de Deus, tem 15 bilhões de anos de civis. E, antes disso, ele estava inativo? O Livro dos Espíritos de Deus?

Deus nunca esteve inativo. Mas, o universo é aquilo até onde o homem conseguiu projetar os telescópios mais modernos. Isso, isso. O que nós estamos dizendo é que a ciência já começa a desconfiar que o Big Bang está tratando do universo material que nós temos acesso ou de um dos universos materiais. Um dos. Mas, vamos parar com isso. Vamos voltar para o Levítico, senão a gente começa a viajar. Esse é o problema. Então, por isso, por isso, Provérbios 25, versículo 2, tem uma frase saborosa. Salomão era, realmente, muito inteligente, muito sábio.

Ele diz assim, a glória de Elohim é encobrir as coisas e a glória dos reis é encontrá-las. É um jogo de esconde-esconde. Deus encobre, aí a gente vai buscando, buscando, buscando, porque todo aquele que pede, recebe, todo aquele que procura, encontra e todo aquele que bate, a porta se abre. Então, quando o nosso espírito está imbuído do respeito, da reverência a Deus e nós estamos buscando os segredos da lei divina, ele começa a dar uma dica. Está quente, está quente, está frio. E vira esse prazer da vida de Salomão.

A glória de Deus é encobrir as coisas e a glória dos reis é descobrir, é encontrar. Quem brincou de esconde-esconde na infância sabe a delícia que é isso e essa é a delícia da evolução. Descobrir, desvendar o que está oculto, principalmente quando Deus revela partes ocultas naquilo que a gente olha todo dia. Você está olhando todo dia. Meu Deus! Não tinha visto isso. Não tinha, é verdade. Ele escondeu na sua frente, né? Aliás, Deus adora esconder as coisas na nossa frente, que é o lugar mais difícil da gente ver. Então, é como esse microfone.

Tem hora que ele vem, tem hora que ele vai. Some, não é? Uma das designações de Deus, isso é muito importante, porque muita gente faz confusão nisso. Deus é chamado, vamos fazer um exercício aqui, imagine-se agora, feche os seus olhos, imagine você com pelo de camelo, não tem essa roupa confortável não, pelo de camelo, sandália, ou no máximo um vestidozinho de linho, andando no deserto, se alguém está achando que está quente, num viu, 47, 52 graus, no sol, você olha e você vê o que? Coisas materiais, pautáveis, concretas.

De repente, você sente aquele ventinho, o vento, a brisa, o ar. Você vê o ar? Não. Se ele estiver puro, você vê o ar? Não vê. Você sente ele? Sente. Ar, vento, em hebraico, é a mesma palavra que espírito. Então, Deus é o ruar, o vento, o ar, que são espíritos. E, porque eles estão 100% a ser visto de Deus, quem está 100% a ser visto de Deus é santo ou santificado. Então, o Espírito Santo, porque, às vezes, a gente confunde isso, tem os Espíritos santificados que vêm da parte de Deus e são Espírito Santo, letra minúscula, e tem o Espírito, o artigo definido, tudo caixa alta, esse é Deus.

Ele vem, você não sabe de onde Ele veio? Não sabemos nem para onde Ele vai. Ele é peregrino. Ele vem, se manifesta, mas não se iluda. Não se iluda. Ele é absolutamente livre. Por isso que Jesus, quando o diabo chega para Jesus e fala assim, olha, por que você não pula daqui? Porque está escrito, os meus anjos te carregarão para que o teu pé não tropece em nenhuma pedra. Não é isso que está dito? Que Deus vai proteger? Aí, Jesus fala assim pra ele, mas também está escrito, não tentarás, ou seja, não provarás, não colocarás Deus em prova.

Não testa Deus, não. Por quê? Se Ele não quiser fazer o teste, você está frito. Você pulou, fala, pai, eu estou testando pra ver se você vai me proteger. Ele fala assim, não vou fazer o teste. Por que eu não posso ficar testando Deus? Porque isso seria uma forma de controlá-lo, de subjugá-lo, de colocá-lo a serviço do meu capricho, da minha vontade, ainda que seja uma vontade pura. Não, Deus é não subjugável. Ele só faz o que Ele quer e Ele só faz o que é perfeito. Então, não colocarás Deus em prova, em teste. A gente sempre pede pra Deus, nunca dá ordem pra Deus, pai, agora você faz isso, agora você faz.

Tem que pedir, pedir com carinho. É isso que Jesus estava querendo dizer. E, é isso que Alta de Sousa diz, Sob a linguagem pura e peregrina da voz de Deus em luz de redenção. Por que ela falou peregrina? Porque hoje a voz de Deus pode vir pela boca do Aroldo, amanhã ela vem pela boca da Sheila, no outro dia pela boca do Júlio, no outro pela boca do Tiago, ou, às vezes, no mesmo dia. E, às vezes, a voz de Deus vem pela boca dos nossos inimigos e Ele geralmente usa a boca deles quando quer nos dar uma advertência. É uma voz peregrina.

É o rua Kodesh. Por isso Ele diz assim, em Êxodo 40, versículo 34 a 38, diz assim, A nuvem, a nuvem aqui, porque, imagina, como é que eles iam descrever a presença de Deus? Uma nuvem. O que que está no céu lá que não cai? E que é branquinho, que é puro? É nuvem. Olha pra nuvem, a nuvem, a presença de Deus é uma nuvem, porque ela está no céu, ela se aproxima, ela faz chover, ela interfere na terra, ela, às vezes, se aproxima bem da terra, mas ela é branquinha, puro, não é? Às vezes, ela fica brava e solta uns raios, não é?

Deus também. É o aspecto, estou falando simbolicamente, não é, gente? Pelo amor de Deus, senão vai achar que… Pelo amor de Deus, não é, gente? Deus não tem sentimentos humanos, Deus não tem nada de humano nele. Ele é Deus, é nós que somos imagem dele, não o contrário. Mas, como que o hebreu expressava quando ele estava passando por uma expiação ou por uma prova? Ele imaginava que essa nuvem ficou carregada e está soltando raio, está chovendo, uma tempestade, porque era o juízo, o julgamento de Deus, a correção que Deus dá.

É uma simbologia, não é? Não vamos levar isso ao pé da letra, nós já estamos maduros espiritualmente para entender esses símbolos, não é? E faz sentido ter a vida, a tempestade, a expiação de Deus mesmo. Exato. Porque a simbologia que o homem temia era de um juízo, de repreensão. De um juízo, de repreensão, exatamente, exatamente. Então, a nuvem cobriu a tenda da reunião e a glória de Adonai encheu a habitação. A glória, não falou que é ele, uma emanação dele encheu a habitação. Moisés não pôde entrar na tenda da reunião porque a nuvem permanecia sobre ela e a glória de Adonai enchia a habitação.

Então, Moisés não pôde se aproximar. Por quê? Porque não tinha recebido ainda as orientações de purificação para poder entrar na tenda e encontrar-se com Deus. Todo mundo deve estar se perguntando, tá bom, gente, já entendi a tenda, a aproximação, a nuvem, a necessidade de pureza, mas que tenda é essa? Vamos trazer um pouquinho de doutrina espírita para nos ajudar? Terceira revelação, para aclarar um pouquinho. Vamos lá! Questão 302 do livro O Consolador, psicografado por Francisco Cândido Xavier, ditado pelo Espírito Emmanuel.

Perguntam para Emmanuel, na questão 302, como compreender a afirmativa de Jesus aos judeus, sois deuses? Isso está em João, capítulo 10, versículo 34 a 35, e Jesus, na verdade, está citando passagens do Velho Testamento, em especial o Salmo 82, versículo 6 a 7. Ok? Jesus está citando o Salmo e outras passagenzinhas, fez um apanhado, um colar de pérolas. Isso está em João, capítulo 10, versículo 34 a 35. Emmanuel diz assim, em todo homem repousa repousa a partícula da divindade do Criador, partícula da divindade do Criador, com a qual, pode a criatura terrestre participar dos poderes sagrados da criação, participar dos poderes sagrados da criação.

Então, existe uma centelha divina dentro de nós que nos torna Deus com letra minúsculazinha, bem pequenininha assim, tá todo mundo enxergando? Mas, essa centelhazinha, esse DNA de Deus que tem dentro de cada ser, permite que a criatura tenha poderes divinos, poderes de cocriação. Nossa mãe! O Espírito encarnado ainda não ponderou devidamente o conjunto de possibilidades divinas guardadas em suas mãos. Dons sagrados Dons sagrados tantas vezes convertidos em elementos de ruína e destruição. Entretanto, aos poucos, não, desculpe, entretanto, os poucos, os poucos homens que sabem crescer na sua divindade, crescer na sua divindade pela exemplificação e pelo ensinamento, são cognominados na Terra de santos e heróis, por afirmarem a sua condição espiritual, sendo justo que todas as criaturas procuram alcançar esses valores desenvolvendo para o bem e para a luz a sua natureza divina.

Sendo justo que todas as criaturas procurem alcançar esses valores desenvolvendo para o bem e para a luz. Quem desenvolve aqui na Terra é chamado de Kodesh, santo. Por que, hein, gente? Por que que quem desenvolve a sua centelha divina, os seus poderes sagrados, ou, como diz Emmanuel, o conjunto de possibilidades divinas, os dons sagrados, os poderes da criação que estão nas suas mãos, ele é chamado de santo, porque ele se aproximou de Deus, que é santo. Então, ele santificou-se, ele desenvolveu os dons sagrados que Deus colocou no seu coração.

É isso que Emmanuel está dizendo. Vamos continuar? Vamos! Questão 303, do mesmo livro, Emmanuel. Qual o sentido do ensinamento evangélico? Todos os pecados servusão perdoados, menos o que cometeres contra o Espírito Santo. Mateus 12, versículo 31, é onde está essa afirmativa. Mateus 12, 31. Essa pergunta é importante pra gente, porque esse negócio de espiar pecado não é o Levítico? Está dizendo que todos os pecados são perdoados, menos um, aquele que é cometido contra o Espírito Santo. É aqui que todo mundo faz confusão, porque pensa nos Espíritos que estão a serviço de Deus, não é isso.

Quem é o Espírito Santo, o Ruach Kodesh, no Velho Testamento? É Deus. Letra maiúscula, não é? Olha o que Emmanuel vai responder. A aquisição do conhecimento espiritual, com a perfeita noção de nossos deveres, desperta em nosso íntimo a centelha do Espírito Divino. Espera aí, na questão anterior ele falava que repousa em nós a centelha divina. Repousa. Agora ele está falando desperta, acorda. O que que acorda a centelha divina? O conhecimento espiritual e a perfeita noção de nossos deveres. O que que é a perfeita noção de nossos deveres?

Obediência completa àquilo que Deus nos pediu pra fazer. Isso é dever. O lugar que Deus nos colocou, o que Ele nos determinou fazer, isso são os nossos deveres. Se eu tenho perfeita noção dos meus deveres e tenho conhecimento espiritual, eu começo a despertar a centelha divina que há em mim, que se encontra no âmago de todas as criaturas. Nesse instante, descerra-se a nossa visão profunda o santuário Volta a fita. Volta aí, Thiago. Descerra-se a nossa visão profunda o santuário da luz de Deus dentro de nós mesmos. Onde está o santuário com a nuvem da glória de Deus, da luz de Deus?

Onde está o santuário? Qual é o santuário que Levítico está falando? É o santuário que está dentro de cada um de nós. E, dentro desse santuário, tem uma partícula, uma centelha da divindade. Quem é bom em matemática aqui? Quem é bom em matemática? Quanto que é infinito dividido por dois? Infinito dividido por cem? Quanto que é o infinito de Deus dividido por todas as suas criaturas? Qual que é o tamanho da centelha divina que nós temos dentro de nós? Não vamos dizer, não sejamos pretenciosos, hein? Não é do tamanho de Deus, hein?

Por isso que os cabalistas diziam Deus é maior do que o infinito. Mas, a questão é o seguinte, nós somos incapazes de dizer a exuberância, o tamanho da centelha divina que está em nós. É incomensurável. Então, descerra-se a nossa visão profunda, o santuário da luz de Deus, dentro de nós mesmos, consolidando e orientando as nossas mais legítimas noções de responsabilidade na vida. O que que Deus fazia lá no tabernáculo, no deserto? Orientava e consolidava as noções de pureza e santidade. O que que a centelha divina no santuário da nossa intimidade faz em nós?

Orienta e consolida as noções de responsabilidade na vida. Enquanto o homem se desvia ou fraqueja, distante dessa iluminação, seu erro justifica-se, de alguma sorte, pela ignorância ou pela cegueira. Todavia, a falta cometida com a plena consciência do dever, depois da bênção do conhecimento interior, guardada no coração e no raciocínio, essa significa o pecado contra o ruar kodesh, ou pecado na presença da centelha divina, na presença de Deus. Porque a alma humana estará, então, contra si mesma, repudiando as suas divinas possibilidades.

Eu estou abrindo mão dos dons divinos que Deus me deu para sujar as minhas mãos. É lógico, portanto, que esses erros são os mais graves da vida, porque consistem no desprezo dos homens pela expressão de Deus que habita neles. Uma salva de palmas para o Emmanuel. Porque como que consegue, como é que ele consegue ser tão sintético e tão brilhante no uso das palavras? A expressão de Deus, uma emanação de Deus, o Deus expresso em mim, quando eu erro com plena consciência, eu estou desprezando Deus em mim. Esse erro não tem perdão.

Tem reparação, expiação. Ah, sim, sim. Quanto mais conhecimento espiritual nós temos, mais responsabilidade. Mais. Por isso que um anjo, uma coisa que para nós é um errinho, para ele é um grave, pela profundidade do conhecimento que ele tem. O nível de exigência só vai aumentando. E a questão 311? Nossa, o tempo! Qual o sentido da afirmativa do texto sagrado acerca de Jesus? Não tendo Deus querido o sacrifício, nem oblação, nem minhá, lhe formou um corpo? Isso está em Hebreus, capítulo 10, versículo 5. Está citado em Isaías, capítulo 1, versículo 11 e está no Salmo 50.

Essa é a pergunta para Emmanuel na questão 311. E ele diz assim, para Deus, o mundo não mais, não mais deveria persistir no velho costume de sacrificar nos altares materiais em seu nome, razão por que enviou aos homens a palavra do Cristo, a fim de que a humanidade aprendesse a sacrificar no altar do coração, na ascensão divina dos sentimentos para o seu amor. Fechou? Onde está o altar? No coração, que é onde está o tabernáculo, que é onde está a centelha divina, que é onde está o santuário, a Arca da Aliança. Agora, se a Arca da Aliança está no mais profundo do santuário, e o santuário está dentro de nós, que é a Arca da Aliança?

É a Consciência. Por quê? Onde está escrita a lei de Deus? Onde estão as tábuas da aliança? Não estão na Arca? A Arca não está no Santo dos Santos? E as leis de Deus estão onde? Não estão na Consciência? Então, a Consciência é o Santo dos Santos. É onde Deus fala com a gente. Por isso, você pode dar milhões de razões, todos os seus amigos podem te dar apoio, mas, se a sua consciência não a te aprovar, significa que a voz de Deus está falando dentro de você. Filho, você errou e você sabe que errou. Agora, o bonito aqui é o seguinte, todo o Levítico ensina a sacrificar num altar material para purificar e para santificar.

Por quê? Porque nós estávamos na primeira revelação e os homens, espiritualmente falando, estavam na fase da minoridade. Com Jesus, a humanidade atingiu a maioridade. Não tem mais sacrifício em altar material. O sacrifício… Mas, tem sacrifício. Quais sacrifícios? Todos do Levítico. Todos. Por isso, nós estamos estudando o Levítico. Todos os sacrifícios do Levítico, só que agora imateriais, interpretados numa perspectiva espiritual. E o altar agora é o coração. O tabernáculo agora é o templo interior. Todo aquele que cumprir as minhas palavras, eu irei ao Pai e virei e faremos nele morada.

Vai morar. O sacrifício é… Acabou, né? Meu Deus do céu, tanta coisa. Só pra encerrar, então, com chave de ouro, Emmanuel, Livro Vida e Sexo, Capítulo 19, chamado Amor Livre, falando do sexo com qualquer um, em qualquer lugar, em toda parte, e a todo momento. Emmanuel diz assim, cada espírito detém consigo o seu íntimo santuário, erguido ao amor. Espírito algum menoscabará o lugar sagrado, entre aspas, o lugar sagrado de outro espírito sem lesar a si mesmo. Então, está aqui o tabernáculo. Meu irmão, tuas preces mais singelas são ouvidas no espaço ilimitado, mas sei que às vezes choras consternado ante o silêncio da força que interpelas.

Volve ao teu coração, não, volve ao teu templo interno e abandonado, a mais alta de todos os santuários. Eu vou mudar aqui. Prazer-te, porque você entrou lá e voltou alegre e deslumbrado, por quê? Porque você esteve diante da presença de Deus que está dentro de você. Ouve o teu coração em cada prece. Deus responde em ti mesmo e te esclarece com a força eterna da consolação. Compreenderás, então, a dor que te domina, sacrifício, sob a linguagem pura e peregrina da voz de Deus em luz de redenção. Alta de Sousa, Parnagia Lentuma, Resumo do Livro Levítico.

E até semana que vem. Tem prece, né?

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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