Iniciamos uma nova série de estudos do Velho Testamento, sob a condução de Haroldo Dutra Dias, mergulhando no livro de Isaías. Esta série, que já explorou Levítico e Gênesis, busca oferecer um panorama geral das grandes obras da literatura religiosa, realçando seus aspectos principais e estimulando o estudo aprofundado individual.
O que é estudado neste episódio
- O Velho Testamento como legado cultural: Aborda a vasta literatura do Velho Testamento, que compreende mais de 1200 anos de história, cultura e a busca de um povo pelo Deus único e suas leis.
- A natureza da literatura antiga: Explora a característica oral da cultura que produziu esses textos, onde as experiências eram transmitidas pessoalmente e os livros funcionavam como resumos ou anotações, e não como obras fechadas e imutáveis.
- A figura do profeta: Discute a compreensão do profeta como um indivíduo com uma conexão especial com a espiritualidade, diferenciada para sua comunidade e tempo.
- Desmistificando o profeta como “microfone de Deus”: Critica a visão simplista de que o profeta é um instrumento passivo, sem inteligência, vontade ou sentimentos próprios. Argumenta que Deus, sendo incorpóreo, não “fala” no sentido humano, e que o profeta possui livre-arbítrio, inteligência e emoções.
- O conceito de “Pathos” (Paixão Divina): Apresenta a ideia de Abraão Joshua Heschel, onde Deus, como inteligência e amor supremo, suscita ideias e compaixão nos profetas. O profeta, ao sentir essa compaixão divina, age a partir dela, mas com sua própria individualidade, limitações e responsabilidade.
- O profeta como parceiro de Deus: Enfatiza que o profeta não é um mero canal, mas um parceiro que, inspirado pela compaixão divina, atua no mundo com suas capacidades humanas, denunciando injustiças e buscando a perfeição.
- A complexidade da interação divino-humana: Conclui que a relação entre Deus e o profeta é complexa, não se limitando a um extremo de passividade ou de ação puramente humana. Deus age de infinitas formas, inspirando e envolvendo o ser humano em sua obra.
Reflexões
- A compreensão da mediunidade e da inspiração divina deve transcender a visão infantil de um “microfone”, reconhecendo a individualidade, o livre-arbítrio e as limitações do médium ou profeta.
- A compaixão e o amor de Deus pelas suas criaturas são a força motriz que inspira os profetas a agirem em prol da justiça e do bem, mesmo em meio às imperfeições do mundo.
- Deus, em sua infinita sabedoria, utiliza múltiplos caminhos e age de forma complexa para se fazer compreender, respeitando a individualidade e a responsabilidade de cada ser.
Ler transcrição do episódio
Música de encerramento Olá, meus amigos, bem-vindos ao primeiro episódio do nosso estudo do livro de Isaías. Hoje, nós começamos, então, esta nova série desses estudos a respeito dos livros do Velho Testamento ou da Tanar, como preferem chamar os judeus. Bom, ao longo de toda esta trajetória em que nós começamos estudando o livro Levítico e depois passamos para o livro Gênesis, você já deve ter percebido que esta série de estudos são, na verdade, um voo panorâmico sobre estas grandiosas obras da literatura religiosa do mundo e deve ter percebido também que nós buscamos sempre realçar aqueles aspectos principais da obra e não adentrarmos em detalhes muito específicos que, se por um lado atendem à curiosidade e Oferecem subsídio aos mais estudiosos, por outro lado, pode prejudicar na visão geral da obra.
E nosso objetivo aqui é, na verdade, estimular as pessoas a estudarem por conta própria, a buscarem uma bibliografia, outros subsídios e fazerem o seu estudo pessoal, único, a partir das referências e do material que a gente oferece neste singelo estudo das obras. Nós sempre buscamos realçar estes temas principais, a estrutura do livro, porque entendemos que, se você compreende a estrutura de uma obra literária, os temas principais que esta obra literária aborda, você está equipado para fazer um mergulho mais aprofundado, mais detalhado sobre as partes desta obra literária.
Então, este tem sido o nosso propósito, muitos gostariam que o estudo se estendesse mais, mas, se nós fizéssemos isto, não teríamos oportunidade de abranger obras que consideramos relevantes, muito relevantes, para a compreensão do universo do Novo Testamento. Isto mesmo, o Novo Testamento é também um conjunto de obras literárias, escritas por diversos autores, cada qual com o seu background, com a sua história, cada qual com a sua cultura, com a sua experiência, com a sua vivência particular da mensagem cristã, mas, todos eles se inspiraram, receberam um legado, uma herança cultural.
E, esta herança cultural é, sem sombra de dúvida, sem nenhuma sombra de dúvida, mais de mil e duzentos anos de literatura religiosa, exatamente isto. O Velho Testamento abarca mais de mil e duzentos anos de literatura, dezenas e dezenas de autores, dezenas e dezenas de ambientes culturais, históricos, geográficos. Há toda uma história que perpassa estes livros e que é retratada nestes livros. Portanto, o Velho Testamento é um resumo, uma síntese da vivência de um povo, da busca de um povo pelo Deus único, pelo caráter deste Deus único, pelas leis colocadas por este Deus único e pela aplicabilidade destas leis na vida cotidiana deste povo.
É assim que nós temos que compreender. Por isto que é bom pensar, nós sempre dissemos isto, é bom pensar que o Velho Testamento é feito de vidas, vidas de pessoas que nasceram, viveram, tiveram experiências extraordinárias e também experiências muito comuns, muito cotidianas, desafiadoras, alegres, traumáticas, mas viveram experiências. E o grande legado, o grande ensinamento que estas pessoas deixaram foi a sua própria vida. O livro tenta retratar parte da experiência vivida, mas você sabe, você que está aí me ouvindo, que está acompanhando este estudo, sabe que nenhum livro é capaz de conter, é capaz de retratar integralmente a vida de qualquer pessoa.
A vida de qualquer ser humano é muito mais ampla do que aquilo que nós podemos colocar de uma capa a outra de um livro. Nós sabemos isto, então não podemos também nos aproximar, seja de qual livro for da Bíblia, com a expectativa de que ele vai esgotar a vida e a experiência do seu autor ou da comunidade que produziu aquele livro. Outro aspecto que nós precisamos ressaltar, e a gente está sempre, sempre, sempre falando sobre isto aqui, é que a cultura que produziu estas obras literárias não era uma cultura de escrita, era uma cultura de oralidade.
As informações, as experiências, elas eram passadas pessoalmente, através da fala, através do discurso, do diálogo, da conversa, da interação humana, olho no olho. Era assim que a experiência era passada, de pessoa para pessoa, de família para família, de comunidade para comunidade. É por esta razão que estas comunidades lidam com o livro, propriamente dito, de uma maneira muito diferente que nós, hoje, ocidentais, do século XX ou do século XXI, lidamos. Nós lidamos com o livro como um produto, um produto exclusivo de um autor, um produto protegido por leis de direitos autorais, um produto que precisa ser preservado, que não pode ser alterado, sob pena de violação destas leis de direitos.
Mas, estas comunidades antigas, que produziram os textos do Velho Testamento e do Novo Testamento, não lidavam com o livro desta maneira. Elas tinham o livro apenas como um resumo, como um caderno de anotações. Quem frequentou a aula, quem assistiu, quem ouviu, ouviu a história, quem conviveu com aquela personagem, resumia, narrava. E estas narrativas eram trocadas. As pessoas reuniam, olha, eu anotei isto aqui, você anotou, para e deixa eu complementar. Elas não tinham esta ideia de que um autor sentou, escreveu e produziu.
Elas se sentiam coautoras, também, pelo fato de terem convivido com aquele missionário. E, aqui, a ideia de um missionário, de alguém que é especial, que traz uma luz, que traz uma inspiração, alguém que está conectado, de um modo especial, com a espiritualidade, é uma referência muito importante. E o nome desta pessoa é Profeta. Então, profeta é aquele indivíduo, seja homem ou seja mulher, que possui uma conexão com a espiritualidade, diferenciada para aquela comunidade, para os padrões daquela comunidade, para os padrões daquele tempo.
Nós precisamos entender isto, também, senão a gente fica querendo julgar estas pessoas pelos nossos valores e pelo conhecimento que nós temos hoje. Aí, não vale. Aí, não é justo. Nós temos que entender estas pessoas no tempo em que elas viveram, na cultura em que elas viveram e Entendermos o propósito que moveu estas pessoas, qual era a força que guiava estas pessoas. E, daí, surge o profeta. Eu estou aqui na mão com o livro do Abraão Joshua Heschel. Eu não conheço a tradução desta obra, ela está em inglês, The Prophets, Os Profetas, em que o Heschel faz uma abordagem que é simplesmente genial.
O Abraão Joshua Heschel é um judeu e Um filósofo, um grande autor e ele se propõe a entender esta figura do profeta. O que ele representa? Naquela cultura, naquele tempo, qual é a mensagem que ele quer transmitir e a partir de que perspectiva ele transmite esta mensagem. Aqui há lições valiosas neste livro. Ele realmente abre a nossa cabeça a respeito do profeta e eu gostaria de trazer alguns pontos aqui para que a gente amplie a nossa visão destas pessoas. A primeira coisa que nós precisamos desfazer, que é um tremendo equívoco.
Então, anota isto aí, um tremendo equívoco. Eu sei que você deve ter aprendido isto nas suas aulas de catecismo, nas suas aulas de evangelização, na sua igreja, no seu grupo espírita. Alguém deve ter passado isto e aí o seu pai, sua mãe aprenderam isto, seus avós aprenderam isto e isto está sendo ensinado há mais de mil anos e a gente transmite isto, mas isto não significa que é verdade. A primeira visão que nós temos do profeta é de que o profeta é um microfone. Então, o que é um microfone? Um microfone é um instrumento que não possui inteligência, não possui vontade e não possui sentimentos.
Por mais que o microfone pareça ter, quem lida com aparelho de som chega a acreditar que o aparelho de som tem vontade própria, que ele tem sentimentos, que ele tem desejos, mas não tem, não tem. O microfone é um instrumento cem por cento passivo. Alguém toma do microfone, fala e o microfone entrega com a ajuda do alto-falante tudo aquilo que o autor falou, ipsis literis, ipsis literis. E a maioria de nós, quando abre um livro, seja do Velho Testamento, seja do Novo Testamento, quando nós nos referimos a Moisés, quando nós nos referimos a Mateus, a João Evangelista, a Paulo de Tasso, a gente imagina, na nossa imaginação, porque isso nós já estamos aprendendo há séculos e séculos e séculos, nós imaginamos que um João Evangelista é um microfone, um microfone.
E não importa o nome que você dê. Se você é um católico, um evangélico, você vai chamar de profeta, se você é um espírito, você vai chamar de médium, não importa o nome que você está dando, não importa se você compreende que Isaías é um médium, você pode achar, ah não, Isaías é um médium. Tá, mas o que você entende por médium? Que um médium é um microfone? Que o profeta é um microfone? Então, quem fala por ele? Quem está falando? E isso começa a trazer problemas para a gente, porque se eu imagino, no nosso caso aqui, o profeta Isaías é um microfone, quem fala por ele?
Deus. E eu te pergunto, e Deus fala? Pensa sobre isso. E Deus fala? Porque se você responde fala, fala, então Deus é corpóreo. Ele fala, tem boca, tem língua, tem um aparelho fonador, que língua que ele fala? E aí, cada um vai puxar essa linha lá e fala português, porque Deus é brasileiro. E aí, você vai criar um problema com Israel, porque os judeus têm certeza que Deus é hebreu e fala hebraico. E aí, você cria um problema com o muçulmano, porque ele acha que Deus fala árabe. Percebe? E aí, tem alguém, como aquele vídeo lá de humor, tem alguém que acha que Deus é da Indonésia e fala o idioma da Indonésia.
Então, Deus fala? Não, Deus não fala, porque Deus é incorpóreo. Jesus se referindo a Deus, como o grande Espírito, Ele dizia, o Espírito sopra onde quer, não sabe de onde Ele vem, nem para onde Ele vai. Por quê? Porque a criatura não pode conter o Criador. Ninguém pode prender Deus como se Ele fosse um pássaro, colocar na gaiola e falar agora Deus é o meu canarinho, Ele só canta para mim, Ele só fala comigo e eu agora sou o microfone dEle. Então, está vendo como essas ideias são ingênuas? São bem poeris, são bem infantis mesmo, são coisas de criança, de crianças espirituais.
Ou, como diz Paulo, eu os alimentei com leite, porque vocês não podiam comer uma comida mais substanciosa. Então, isso é uma fala para Espíritos poeris, que estão na infância espiritual e que precisam acreditar nessas fábulas, nessas histórias, nesses mitos, mas aqui não. Aqui, o trabalho que Joshua Heschel vai fazer e o trabalho que nós estamos fazendo neste estudo aqui é um trabalho para quem já está espiritualmente mais maduro. Então, Deus não fala, Deus não tem nacionalidade, Deus não tem preferência por nenhum idioma, até porque, que vaidade seria nossa acreditar que Deus tem uma preferência por algum idioma do planeta Terra, sendo que tem trilhões de planetas no seu universo, infinito.
É uma bobagem isso. Não há fala. Não tem lá Deus preso numa gaiolinha porque alguém o prendeu, e, a partir dali, Deus fica falando só com aquela pessoa, porque está na gaiolinha da pessoa e ela é a única capaz de interpretá-lo. Não é assim que funciona. O Espírito sopra onde quer, não saber de onde ele vem nem para onde ele vai. É uma referência de Jesus ao Ruach Kodesh, ao grande Espírito divino, ao Espírito de Deus, que é incorpóreo, imaterial, imaterial. Deus é imaterial. Puxa vida! Então, se ele não está falando assim, desse modo tradicional, o profeta não é o microfone.
Claro que não! Por que o profeta não é o microfone? Porque o profeta tem livre-arbítrio, ele tem vontade, própria. E, se há uma coisa que Deus respeita, é o livre-arbítrio. Ele estabelece consequências, mas, você já viu Deus impedindo alguém de fazer algo? Pensa nisso. Por que Deus não impede um homicida de assassinar? Por que Deus não impede alguém que está tentando tirar a própria vida? Por que Deus não nos impede de tomar a pior decisão da nossa vida? Ou, talvez, a pior decisão da sua evolução? Por que Ele não impede?
Porque a lei que Ele estabeleceu é uma lei de responsabilidade. Cada Espírito é responsável pelos seus atos na medida da sua culpabilidade. E, culpabilidade tem a ver com o grau evolutivo, com o grau de compreensão da lei divina. Mas, Ele é responsável. Para ser responsável, Ele precisa ter o direito de escolher por conta própria. Então, o livre-arbítrio é um problemão? É um problemão para Deus. Por quê? Porque os seus filhos escolhem, muitas vezes, escolhem mal e depois tem um conjunto de consequências das más escolhas, que se chama lei de causa e efeito.
E, aí, o próprio Criador vai ajudar a criatura a lidar com as consequências desastrosas das suas escolhas mal feitas. Esta é a regra do jogo. Este é o melhor. É o melhor. Se Deus escolheu desta forma, é porque é o melhor. É o melhor. Então, nós somos livres, mas há consequências. Então, o profeta tem vontade própria. Tem vontade própria. Se você estuda a história, a vida dos profetas, você vai ver que eles cometem grandes erros. Por exemplo, Moisés assassinou um homem. Por quê? Porque Moisés tem livre-arbítrio. O profeta Elias mandou matar diversos sacerdotes.
Ele precisava matar? Alguém pediu para ele matar? Você acredita que Deus foi lá e falou mata! Incoerente isto, não é? Não pediu. Mas, Elias não tinha livre-arbítrio? Claro! Elias não tinha vontade própria? Claro! Então, Elias não era um microfone. Então, Moisés não era um microfone. Ele era e é uma consciência. Uma consciência que tem livre-arbítrio e que tem vontade. E, mais do que isto, que tem inteligência própria. Inteligência própria. Não é a inteligência divina, não é a inteligência suprema, mas, é uma inteligência própria, pessoal.
Pessoal. Limitada, mas, pessoal. A minha inteligência é limitada, mas, é minha. Ela me permite compreender, me permite deduzir, me permite fazer previsões, me permite tentar entender como que as coisas funcionam. Inteligência. Outra coisa, o profeta tem emoções, emoções, sentimentos, sensibilidades e preferências. O profeta tem preferências políticas, preferências pessoais, tem gostos pessoais. Ele prefere determinadas estruturas, mas, sobretudo, ele tem sensibilidade à injustiça e ao sofrimento. Então, está vendo como é que não é um microfone?
Não, é um ser complexo. Então, como que se dá o processo da inspiração do profeta? Então, essa é a grande discussão extraordinária feita por Abraão Joshua Heschel no livro Profetas. Porque ele vai trazer um conceito aqui e eu quero que você não fique preso à palavra, não fique preso à palavra. Palavras, palavras são armadilhas, palavras são arapucas. Você pode ficar preso nelas séculos. O importante é entender a ideia, entender o conceito, não a palavra. Então, ele introduz aqui o conceito de patos. Patos. O patos é uma palavra grega e patos é aquilo que você sofre, aquilo que você experimenta.
Daí vem o nome patologia, o estudo daquilo que a gente sofre. E aí, a gente associa isso com doenças, não é? Doenças. Mas, não é só isso. O conceito é mais amplo. Aquilo que você sofre. Então, tem aquilo que você causa e aquilo que causam em você. Olha que interessante. Então, se alguém se aproxima de você e te insulta, te ofende, essa pessoa provoca algo em você. Esse algo que você experimenta, esse algo que você sente, é o patos. É o que você experimenta. Então, isso é muito legal. Porque, o que o Joshua Heschel vai dizer aqui?
Ele vai dizer assim, Deus é a inteligência e nós podemos acrescentar aqui, não é só a inteligência. Deus é a inteligência suprema. Então, uma inteligência suprema é capaz de causar pensamentos em nós? O que você acha? Você acha que Deus pode provocar em você pensamentos? Eu não estou perguntando se você é capaz de distinguir se um pensamento vem de você ou vem de Deus. Eu não estou entrando nisso, porque eu não sei. Você quer saber a minha opinião? Não acho que nós, encarnados, sejamos capazes de distinguir das milhares de pensamentos que vem a nós a cada minuto, o que é de Deus e o que é nosso.
Eu não estou te perguntando isso. Estou te perguntando se Deus é capaz de causar um pensamento, uma ideia, uma inspiração. O que você acha? Claro! Ele não é o Todo-Poderoso? Ele criou o universo e não pode despertar em você uma ideia? E quem disse que Deus está fora de você? Quem disse que Deus está só lá fora? Santo Agostinho dizia que Deus está mais dentro de nós do que nós mesmos. Deus está profundamente dentro de nós. Ou Emmanuel, que diz no livro Fonte Viva, capítulo 30, até porque nós estamos fazendo um estudo aqui do profeta Isaías, à luz dos princípios da doutrina espírita.
Não é isso? Então, no capítulo 30 do livro Fonte Viva, no capítulo chamado Educa, Emmanuel diz assim porque o Espírito imortal traz também o gene de Deus. O gene da divindade. Porque também o Espírito imortal traz o gene da divindade. Nós estamos em Deus tanto quanto Deus está em nós. Olha isso! Nós estamos em Deus. Toda a criação está mergulhada no fluido cósmico, mas Deus também está em nós. Então, o Heschel, mesmo sem falar isso, mesmo sem citar a questão de Livros dos Espíritos, que não é esse o ponto, ficar citando questão, o mais importante é entender o pensamento, a ideia, do que ficar decorando questão.
Então, o que o Heschel diz? Deus suscita, sim, Ele causa ideias, causa ideias, provoca. E, quando você sente uma ideia vinda de algum lugar, de dentro, lá do seu íntimo, ou de fora, você sente, sente uma inspiração. Então, patos! Até aí, tranquilo, está acompanhando? Não é bem lógico isso? Claro que é! Às vezes você está assistindo a uma palestra, às vezes você está caminhando na rua, você vê um cartaz, ou você abre o WhatsApp, ou abre o Instagram, o Facebook, vê uma frase, vê um vídeo, e aquilo te causa algo, uma inspiração, uma ideia, te move, te faz pensar, e agir, e tomar uma decisão.
Imagina Deus! Só que o Heschel aprofunda isso. Ele diz que, além de inteligência, e nós dizemos aqui inteligência suprema, Deus é também o amor supremo, o amor supremo. Então, Deus também se compadece das criaturas humanas. Olha isso! Deus se compadece. Por que se compadece? Porque Deus deu aos seus filhos, às criaturas, o livre-arbítrio. O fato de Deus ter nos dado o livre-arbítrio significa que ele tem que nos assistir usando o livre-arbítrio, ou seja, cometendo erros, fazendo péssimas escolhas, que prejudicam a nós mesmos e que prejudicam profundamente o nosso semelhante.
Prejudicam profundamente a comunidade em que nós vivemos, a sociedade em que nós vivemos, que prejudicam, às vezes, todo o planeta. Então, você acha que Deus assiste a isso? Impassível! Não! Não! Deus não é um juiz frio, impassível, que fica esperando você usar o livre-arbítrio para depois te julgar. Não! Não é só isso. Há uma justiça divina indefectível, perfeita e, como diz Jesus, não passa um ceitil na justiça divina. Nada! Ela é perfeita e ela se faz plenamente, não com vingança, mas ela se faz. A justiça divina se cumpre integralmente em nossos destinos.
Queira a gente queira, queira a gente não queira, quer você acredite, quer você não acredite, quer você aceite, quer você não aceite, não importa. A justiça divina se cumpre. Mas, é só isso? Não! Então, o que o Heschel vai trazer? Isso é fantástico! Ele vai dizer que Deus se compadece e, ao se compadecer, a compaixão de Deus, o amor de Deus pelas suas criaturas comove as próprias criaturas. Então, Heschel vai dizer que esse amor e essa compaixão de Deus provocam no profeta uma compaixão, um sentimento de piedade, de amor, de caridade pelo próximo.
Empatos. O profeta sente, ainda que seja um pouquinho, algo muito pequenininho, mas, ele sente o que Deus está sentindo de compaixão, de amor, de piedade pelo outro. Então, o que o profeta faz? Ele não é o microfone. Ele não é simplesmente o instrumento que Deus chega ali e fala. Não! Ele sente a inspiração, ele sente a ideia, ele sente a compaixão, o amor e, a partir dali, ele age. A partir dali, ele fala, mas, ele fala por conta própria. Ele fala a partir da sua experiência, ele fala a partir da sua compreensão, ele fala a partir da sua cultura, do seu conhecimento, da sua capacidade e, ele fala a partir das suas limitações.
Moisés era um homem limitado. Alguém vai falar, nossa que heresia, vamos crucificar agora. Mas, você vai achar o que? Que Moisés é perfeito como Deus? Isso é heresia. Você dizer que Moisés é Deus, nenhum judeu vai aceitar isso. Comparar uma criatura mortal a Deus? Não! Tanto que ele não entrou em Canaã. Ele chega até a porta e Deus não permite que ele entre. Por quê? Porque ele é homem, ele é criatura, ele não é Deus. É importante pensar isso aqui. Então, Moisés tinha uma cultura limitada, Moisés tinha um conhecimento limitado.
Mas, ele, como um profeta, sentia mais esse patos, ele era movido de uma forma mais intensa do que o comum das pessoas que conviviam naquele ambiente. Então, ele sentia uma inspiração, uma compaixão, um amor por aquele povo, por aquela comunidade, pela própria humanidade. E, ele, então, age a partir desse sentimento, desse pensamento e constrói coisas. Ele fala, ele lidera, ele legisla, ele julga, ele administra, ele governa com as suas capacidades humanas. Isso é o profeta. É o profeta. Então, veja que não é tão simples.
Não é, simplesmente, uma criatura humana que está agindo só por conta própria. Não, por quê? Porque ela foi tocada, ela foi tocada, ela foi inspirada. A compaixão divina envolveu aquela criatura de uma maneira muito intensa, que nós não sabemos explicar. E, quem sou eu, aqui, para tentar fazê-la? Porque nós vamos ver, aqui, ao longo do nosso estudo, que o profeta Isaías descreveu detalhes da vida de Jesus setecentos anos antes. Então, ele alcançou uma compreensão que não era possível. Mesmo admitindo, é claro, que o livro mesmo de Isaías era um pequenininho, depois, com o tempo, ele foi sendo ampliado pela comunidade, a comunidade foi agregando, mesmo assim, mesmo isso, mesmo isso.
O que revela, mais ainda, essa compreensão do Heschel, de que essa inspiração, essa compaixão, vem de Deus, porque os homens foram morrendo, foram vindo outros membros da comunidade, mas a mensagem foi sendo transmitida e ela permanece íntegra, não é? É como aquela borboleta imperial que faz a migração, é fantástico, ela sai de um local para o outro e a borboleta que sai não é a que chega, a que chega é a neta dela, porque ela morre, a filha continua, o filho continua, aí tem o neto, e é o neto bisneto que vai chegar, não é a borboleta que saiu.
Mas, quem que manteve a rota? Quem que traçou o destino? Percebe? Então, tem uma força por trás aqui que foi inspirando, que foi movendo de íntima compaixão, olha isso, movendo de íntima compaixão e as pessoas foram aderindo àquele projeto e depois esse projeto foi sintetizado num livro que nós chamamos de livro do profeta Isaías. Mas, é surpreendente a visão que esse livro traz, a compreensão que ele traz da lei divina, da relação entre Deus e o ser humano, da compreensão do Messias, de qual seria o papel do Messias, totalmente contrária às expectativas daquele tempo, totalmente contrárias às expectativas até do tempo em que o Messias veio, porque também os contemporâneos de Jesus não foram capazes de compreender a sua missão, a sua atuação, o seu verbo, a sua mensagem.
Então, que inspiração é essa? Então, aqui a gente percebe e eu gostaria muito que você refletisse sobre isso, as coisas não são tão simples. Então, essa ideia de que o profeta é um instrumento mecânico, que Deus toma e fala e ele age, é infantil. E a ideia também de que o profeta só age por conta própria, é só o pensamento dele, é só o sentimento dele, é tão infantil quanto. Então, nós precisamos encontrar um meio termo que é mais rico, que é mais complexo, que traz mais fruto, que torna a experiência religiosa mais real, mais complexa, como a vida humana, porque nada na vida humana é simplesinho de explicar.
Nem o amor que um pai tem por um filho, não é? Nem o amor que uma mãe tem por um filho. Às vezes, a mãe tem vontade de esganar o menino, tem vontade de comer ele de volta e ela continua amando, e a mãe, não é isso? Então, essa complexidade do ser humano, dos seus sentimentos, das suas compreensões, da sua visão, do seu pensamento, da sua fala, do seu comportamento, do seu amor, tudo isso está aqui e Deus interagindo com isso, com a limitação humana. Ele perfeito, imutável, soberanamente justo e bom e tendo que se relacionar com vasos de barro.
Olha isso, essa frase é de pau, porque trazemos essas preciosidades, esses dons em vasos de barro. O que é o vaso de barro? A condição humana, a condição psicológica humana, o psiquismo humano, as emoções humanas, nossos hábitos, nossas ideias, nossos valores, nossas preferências políticas, econômicas, são vasos de barro. E, Deus se manifesta nessa fragilidade, nessa incoerência, nessa loucura, nessa loucura. O coração humano é uma loucura. E, Deus se manifesta aqui e Ele se faz divino na loucura humana. Você vai me entender?
Então, nós vamos ver o profeta fazendo o quê? Nós vamos ver o profeta inconformado, claro, porque ele está expressando um sentimento divino. Mas, Haroldo, Deus fica inconformado? Abstrai. Nós estamos usando aqui uma metáfora. Deus quer a perfeição da sua criação. Não é isso que Jesus diz? Sede perfeitos, como é perfeito vosso Pai que estás nos céus. Então, Deus quer a perfeição. Se Ele quer a perfeição, Deus não se conforma com a imperfeição do mundo. E, Ele age, Ele atua, Ele inspira para que a imperfeição se aperfeiçoe.
Faz sentido isso? Por isso, o profeta fica inconformado, porque Ele quer justiça, Ele quer paz, Ele quer o bem, Ele quer fraternidade. Ele quer igualdade. Ele quer tudo aquilo que é divino. Mas, Ele quer isso num meio, num ambiente que é humano, que é totalmente injusto, que é totalmente cruel, que é um ambiente em que vigora a maldade, a truculência, a vaidade, a fragilidade emocional. Ele está ali. Então, o profeta está sentindo, ele está captando esse sentimento de Deus, que quer a perfeição, mas Ele tem que viver na imperfeição.
Percebe? Por isso que a voz do profeta é sempre a voz que denuncia. Ele é a voz que está inconformada. Você lembra o profeta Natan chegando para Davi e colocando para ele uma questão grave da vida pessoal de Davi? Que era o fato de Davi ter feito aquela metodologia escusa para matar o melhor amigo e tomar a mulher do melhor amigo, que, inclusive, vai ser a mãe do filho dele, Salomão. Então, olha só, é isso. E, Natan denuncia isso. Você é o rei. Você está aqui tentando construir um regime político, econômico, social, mais justo, mais em sintonia com a lei divina, e você mesmo, Davi, que é o rei, está fazendo tudo o que os outros reis fazem.
Está cometendo injustiça, está sendo cruel, está sendo um covarde com o seu melhor amigo. Denuncia. O profeta denuncia. O profeta sente a inconformação. O profeta sente a dor do mundo. Não é? O profeta sente a dor do mundo. Então, Moisés sente a dor do povo escravo. Ele sente a dor de um povo escravo. Essa compaixão que o próprio Deus tem por qualquer povo escravo, por qualquer pessoa escrava, seja escrava do que for, até a escravidão do vício. Deus sente compaixão. Só que, aí, Moisés age. Ele se posiciona como um líder político e religioso, lidera, tira aquele povo e recebe ou apoia as circunstâncias que expressam a vontade de Deus.
Agem em favor de Moisés e ele consegue concretizar o plano. O que mostra que o plano não era só dele, não é mesmo? Não era só dele, porque ele contou com muita ajuda de pessoas e circunstâncias. E, Deus se expressa através de pessoas e circunstâncias. Então, está vendo como é que é complexo? Agora, Moisés recebeu? Recebeu. Teve um momento em que ele teve que ser advertido. Mas, é o que acontece. É o que acontece. Na experiência religiosa e espiritual, às vezes, a gente acha que colocou Deus na gaiola. Então, agora Deus vai ter que me obedecer.
Não é? É uma das tentações. É uma das tentações. Quando o adversário pede a Jesus assim, então salta daqui, pula da pedra. Não está escrito lá que os anjos vão te amparar? Ele fala, mas está escrito não tentarás o Senhor teu Deus. Ele está achando o quê? Que eu vou pular aqui, achando que eu posso controlar Deus? Ó Deus, eu vou pular aqui e você, estou te dando uma ordem, viu? Você me protege. Deus aceita ordens? Deus aceita ordens de criaturas? Então, Jesus falou, não, isso não. Não tentarás, não testa, não teste Deus, não teste a independência de Deus, não teste o poder supremo do Criador, porque você pode se surpreender, não é?
Você pede para ele fazer uma coisa, ele faz outra. Ele é Deus, não é? Então, complexo isso, não é? Ninguém pode conter Deus. O Espírito sopra onde quer. O peregrino, ele vem e age, porque a inteligência dele é suprema. Como que uma inteligência relativa pode compreender todos os passos de Deus? Não pode. É simples assim, não pode. Mas, nós podemos sentir a influência, sentir o patos divino? Podemos, principalmente no ambiente em que nós vivemos. Então, sentimos a compaixão pelo sofrimento das pessoas que estão à nossa volta, porque essa compaixão é a compaixão do próprio Deus.
É Deus que se compadece das criaturas que estão à sua volta e nós somos parceiros dele. Então, aqui não é simplesmente um instrumento, você não é um cano em que Deus faz uma água passar por você, não. Você se torna um parceiro, porque ele te inspira, ele te inspira sentimentos, desejos, visões, compreensão, mas ele não desrespeita a sua individualidade. Ele não desrespeita o seu livre-arbítrio. E tem coisas que você vai fazer por conta própria e vai responder por isso. Vai responder por isso, não é? Então, se você captou o bem e Deus deseja sempre o bem, a justiça, a igualdade, o tratamento igualmente bondoso a todos os filhos, Deus nunca privilegia um filho em detrimento do outro, porque, para Deus, todos os seus filhos são iguais, inclusive os seus filhos que estão sob as garras do mal.
Por isso que Jesus pede para a gente amar o inimigo, amar o adversário. Então, olha aí, Deus não faz distinção, não faz acepção de pessoas. Olha que desafio grande aí. Nós sempre faremos, ainda que sobre o patos divino, sobre a inspiração divina, nós agiremos como seres responsáveis. O profeta é responsável. O profeta é responsável. E nós temos o grande exemplo disso no Novo Testamento, que é profeta Elias e volta como João Batista. O profeta que cortou cabeças, perde a cabeça. Literalmente, não é? Literalmente. Perdeu a cabeça antes e agora perdeu a cabeça mesmo, literal.
Por quê? Porque aquilo não estava na inspiração, aquilo não era o sentimento do Criador. O sentimento do Criador era de compaixão, de amor por todos os seus filhos. Ele inspirou Elias Elias sentiu patos divinos, a influência divina, mas ele agiu com responsabilidade, agiu como um ser autônomo, agiu como um ser que tem livre-arbítrio, que tem vontade própria, agiu como um ser que tem limitações, que não compreende, que não vê tudo, que não é capaz de analisar todas as variáveis. Não é? Então, olha que bonito isso. E eu vou ficar por aqui, porque eu acho que já te dei material demais.
Será que sua cabeça já deve estar saindo fumaça, porque isso sempre sai, sempre que eu pego este livro aqui, sempre que eu começo a me esquecer disso, eu volto neste livro aqui, para a minha cabeça sair fumaça, para eu começar a pensar. Até como Espírito, é para pensar o que é um médium. Porque a gente acha que um médium é alguém que está em um trânsito, aí ele vira o microfone, aí vem o Espírito e fala. Não é assim. O Espírito traz uma influência mais forte, mais direta, mas o médium traduz com a sua vontade, com o seu livre-arbítrio, com a sua inteligência, com o seu sentimento.
O médium coloca algo dele na tradução do que ele faz. Compreender a mediunidade de outra forma é infantil. Não é? Por isso que médiums mais amplos, que tem uma bagagem emocional mais ampla, que tem um sentimento mais alargado, que tem uma inteligência, um conhecimento adquirido ao longo de séculos de evolução, ele tem mais capacidade de exprimir as influências trazidas pelos outros seres que se comunicam através dele, que querem envolvê-lo, que querem provocar nele um sentimento, uma inspiração, uma ideia, um texto, um quadro, uma peça.
É nesse sentido que nós vamos compreender o profeta. Então, nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Nem o microfone que só fala coisas divinas, como se Deus se tivesse materializado em um homem, né. E, nem tanto à terra, nem tanto o indivíduo que fala só por conta própria, que não tem inspiração nenhuma, que está expressando só os conceitos dele. Também não é. Porque, senão, Isaías não teria visto o que ele viu. Ele não teria falado do Evangelho da forma como ele falou. E, aqui, nós vamos compreender. Isaías é como se fosse o Evangelho dentro do Velho Testamento.
Ele antecipou o Evangelho muitos séculos antes da vinda do Cristo. Não é. Eu não acho isso pouca coisa. Eu acho isso uma coisa grandiosa. E, aí, nós precisamos caminhar aqui com os pés no chão, mas com os olhos no céu. Caminhar com os pés no chão, mas com os olhos no céu. Com os olhos no horizonte, né. No horizonte. No céu, não, senão você fica alienado. Mas, no horizonte. Então, os pés estão no chão, mas você está vendo longe. Está vendo para o lado, você está olhando. Não é? Você não está só enxergando, aqui, um palmo na frente do nariz.
Você está vendo o amplo. Este é o profeta. Está com os pés no chão, que é ele, a estrutura dele, mas o olhar dele está no horizonte, que é a inspiração e os sentimentos que ele recebe e que, acredite, não são dele. Não são dele. E, eu não estou nem entrando aqui na discussão se Deus está agindo diretamente. É claro, Deus está dentro de nós, Ele age, Deus age diretamente em nós a cada segundo da nossa existência. Mas, Ele age também através dos seus intermediários. Por que não? Por que não? Quando Ele age dentro de nós, às vezes nós não somos capazes de interpretar e Ele age dentro de nós, fora, através de outros e tudo se soma para ver se a gente compreende o que está acontecendo.
E, às vezes, Ele cria até uma circunstância, um fato para reforçar o que você está sentindo, para ver se os seus olhos abrem. Não é? Então, tem mil caminhos. Deus tem sempre infinitos caminhos, porque Ele é todo poderoso. Imaginar que Deus tem só um caminho, isso é humano demais. Deus tem sempre infinitos caminhos e, olha, na maioria das vezes, Ele usa milhares, ao mesmo tempo. Na maioria das vezes, Deus usa milhares de caminhos, ao mesmo tempo, para chegar na gente. Isso é uma coisa para a gente pensar aí. Nós vamos ver isso aqui na vida do profeta Isaías.
Várias formas, vários caminhos. Deus cercando, assim, de todos os lados, de todas as formas, para se fazer compreendido. Então, aqui, a gente encerra essa nossa primeira introdução ao assunto profeta. Depois, eu vou trazer algumas coisas aqui, mais sobre o profeta Isaías, propriamente dito. Vou fazer alguns paralelos do Isaías com isso que eu falei aqui, para a gente tornar a coisa mais concreta e, depois, a gente já entra na estrutura do livro. Então, aguarde o próximo episódio do nosso estudo, agora, do profeta Isaías.
Até a próxima!
Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.

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