PodSER #021 – Instruções Psicofônicas

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Instruções Psicofônicas

Mergulhe em uma jornada fascinante pelas origens e bastidores das reuniões mediúnicas com Chico Xavier! Neste episódio especial do PodSER, desvendamos os segredos por trás das gravações que deram origem aos livros “Instruções Psicofônicas” e “Vozes do Grande Além”. Prepare-se para uma conversa reveladora que conecta o passado e o presente do movimento espírita.

Neste episódio

  • O resgate das fitas originais das psicofonias de Chico Xavier.
  • A importância histórica e espiritual dos livros “Instruções Psicofônicas” e “Vozes do Grande Além”.
  • Detalhes e curiosidades sobre as reuniões mediúnicas no Grupo Espírita Meimei, em Pedro Leopoldo, nos anos 50.
  • Depoimentos emocionantes e histórias inéditas dos bastidores.

Participantes

  • Thiago Franklin
  • Oceano Vieira de Melo
  • Arnaldo Rocha
  • Gilmar Trivelato
  • Fred Cornélio
  • Sergio Lavarini
  • Haroldo Dutra Dias

Destaques

  • O “arqueólogo” do movimento espírita: Oceano Vieira de Melo compartilha como encontrou e restaurou as fitas perdidas, um verdadeiro tesouro para a doutrina espírita.
  • Testemunho de Arnaldo Rocha: Uma aula viva sobre as reuniões mediúnicas, com relatos sobre a dinâmica, os espíritos comunicantes e a presença marcante de Chico Xavier.
  • A manifestação de Emmanuel: Arnaldo Rocha detalha a personalidade forte e exigente de Emmanuel, que revisava suas próprias mensagens psicografadas por Chico Xavier.
  • Fenômenos mediúnicos e o teledinamismo: Histórias impressionantes de materializações e comunicações por teledinamismo, incluindo a marcante presença de Tereza de Ávila, que transformou o ambiente das reuniões.

Ler transcrição do episódio

A de nascer, nova era de crescer, novo homem coração de quem quer servir É prosperir, novo verbo é burilar o íntimo colorindo o céu de um novo ser Olá pessoal, estamos iniciando mais um episódio do Pode Ser Aqui é Tiago Franklin e, digna-te Senhor, abandonar-nos o esforço humilde Converte-nos a palavra em alimento de otimismo e consolo Amizade e compreensão no serviço do bem E que todos nós, os pequenos aprendizes da tua lição divina Encarnados ou libertos do corpo físico Novamente reunidos na letra de renovação e progresso que nos compete lavrar Possamos ouvir-te a celeste mensagem de confiança e encorajamento Paz seja convosco Emmanuel Pedro Leopoldo, 29 de maio de 1957, do livro Vozes do Grande Além Olá pessoal, aqui é Haroldo Dutra Dias E a minha mensagem de hoje também é tirada da prece de Emmanuel No início do livro Vozes do Grande Além Senhor, o primeiro culto cristão, depois de tua passagem pelo túmulo Foi uma reunião de teus discípulos, junto aos quais ressurgiste do grande além Instalando com a tua autoridade sublime O intercâmbio entre os vivos da terra e os vivos do plano espiritual Olá pessoal, meu nome é Oceano Vieira de Melo Estou aqui para tentar absorver, devido ao meu espírito muito atrasado Esses ensinamentos, essa coisa linda chamada podcast do ser Que a gente já percebeu a sua importância e a sua luz E a minha frase de hoje é Nascer, viver, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei Essa frase nós lemos ela no túmulo de Allan Kardec Que foi colocada pelos nossos irmãos da Bélgica Um ano depois do desencarne do mestre codificador E ela diz tudo sobre a nossa fé espírita Sobre a reencarnação ou vidas sucessivas É isso aí pessoal Hoje estamos aqui para gravar um novo episódio do Poder Ser E recebendo nosso amigo Oceano Vieira Com todo carinho Para falar sobre um projeto maravilhoso Vamos dizer assim, ele é o arqueólogo do movimento espírita Porque conseguiu encontrar, né Haroldo As fitas do Vozes do Grande Além As fitas do Instruções Psicofônicas E está lançando isso em DVD E nós não podíamos deixar a oportunidade dele passar por Belo Horizonte E de gravar com ele Para nos dizer um pouquinho dessa experiência De encontrar esses arquivos Encontrar esse material E assim, eu já conhecia os livros São mensagens maravilhosas Então é isso aí, vamos para mais um episódio do Poder Ser A diversão, nova era de crescer Novo homem, coração de quem quer servir É proferir novo perpétuo e largo íntimo Colorindo o céu de um novo ser Colorindo o céu de um novo ser Senhor Jesus Agradecendo-te o amparo de todos os dias Eis-nos aqui, de coração ainda em súplica No campo de serviço em que nos situaste Dá-nos consciência da responsabilidade Com que nos enriqueces o destino Auxilia-nos para que o suor de cada dia Nos alimente o lume da fé Não admitas que o verme do desalento Nos corroa o ideal Ajuda-nos para que a ventania da perturbação Não nos inutilize a cementeira E ensina-nos a converter os detritos do temporal Em adubo que nos favoreça a tarefa Mestre divino, ao redor da leira que nos confiaste Voejam pássaros de rapina Tentando instilar-nos o desânimo ao coração Não longe de nós, flores envenenadas Deitam um capitoso aroma Convidando-nos a repouso inútil E aves canoras da fantasia Através de melodias fascinantes Concitam-nos a ruinosa distração Socorre-nos a vigilância para que não venhamos a cair Dá-nos coragem para vencer a hesitação e o erro A sombra e a tentação que nascem de nós Auxilia-nos a compreender os tesouros do tempo Afim de que possamos multiplicar Os créditos de conhecimento e de amor que nos emprestaste Divino amigo, sustenta as nossas mãos No arado de nossos compromissos na verdade e no bem E não permitas em tua misericórdia Que os nossos olhos se voltem para trás Que a tua vontade, Senhor, seja a nossa vontade Agora e para sempre assim seja Desejando-vos muita paz Rogamos ao nosso Pai Celestial Nos proteja, meus amigos E nos abençoe nos deveres esposados É a oração rogativa do vosso companheiro e servidor de sempre, Emmanuel Pedimos para que seja desligado Lápis de luz, mãos de amor Servo de Deus, escravo do Senhor E hoje nós estamos tendo o próprio Oceano Vieira Que teve a sensibilidade de resgatar esse material Restaurar, organizar e recuperar Isso que é um patrimônio da terceira revelação É um patrimônio Porque vai ficar preservado para as futuras gerações Conhecerem quem foi o médium Francisco Cândido Xavier Quem foi o benfeitor Emmanuel E o trabalho realizado naquela singela e pacata cidade de Pedro Leopoldo Não é mesmo, senhor?

Exato, Haroldo Na realidade, em 2006 nós estávamos lançando Aquelas restaurações de filmes realizados por César Bournier em 1951 E por Lauro Michelin, do ID de Araras, de 1955 São dois DVDs que tem quatro filmes E vários extras com imagens do Chico na televisão Enfim, é um trabalho em que envolveu muita pesquisa E até a gente chegar em dois DVDs O pessoal ligado à história de Pedro Leopoldo Mais precisamente, o Geraldo Leão Ele diz memorista, mas eu considero ele como historiador Ele falou, Luciano, nós temos aqui uma caixa de fitas Que era da Lucília, irmã do Chico A Lucília era esposa do Pachequinho, que era um grande músico E a Lucília frequentava Aliás, o Pachequinho frequentava o Grupo Espírita Meimei Quando ele me entregou essas fitas Aqueles carretéis de rolo Que é uma característica dos anos 40 e 50 A fita magnética Eu imaginei, logicamente, que tinha alguma coisa importante ali E o Geraldo pediu para que eu verificasse, restaurasse Para ver qual a possibilidade de resgatar aquele material Quando nós colocamos no gravador de rolo Lá na Versátil Aí eu vi que era alguma coisa ligada a instruções psicofônicas Que também é um dos meus livros principais De cabeceira do Chico Eu pensei, o que fazer com essas gravações?

Fazer um CD, fazer um DVD? Não tem imagem E com o tempo eu fui gravando com Arnaldo Rocha Lá no Meimei, levei ele no Meimei, levei ele no Luiz Gonzaga Nós aproveitamos uma oportunidade Que uma das frequentadoras do Grupo Espírita Meimei Era a dona Ilda Múrcia Tavares, esposa de Clóvis Tavares Ela foi a Pedro Leopoldo Numa espécie de última viagem Porque fazia 50 anos que ela não ia lá Desde que o Chico saiu do Pedro Leopoldo E o Flávio, o filho dela, me ligou Olha, a mamãe está indo com um grupo daqui da Escola Jesus Cristo Lá para Pedro Leopoldo Eu estava em Brasília fazendo uma pesquisa No acervo histórico da FEB E não estava no programa, eu ia para Pedro Leopoldo Então de Brasília eu vim para Pedro Leopoldo Encontrei com a dona Ilda Múrcia Tavares Que frequentava a Associação Igreja de Únicas Era esposa do Clóvis Tavares Era viúva do Clóvis Tavares Então ela teve a generosidade de permitir Que eu gravasse ela se encontrando com Arnaldo 50 anos depois Então nós fomos construindo ao longo desses 3 últimos anos Vários vídeos ligados a instruções psicofônicas Vozes do Grande Além Seja no Luiz Gonzaga, seja no Meimei Seja em São Paulo com Arnaldo Rocha O Arnaldo Rocha foi para São Paulo Ficou 10 dias comigo lá em casa E a gente ficou à vontade gravando Ele comentando diante das câmeras O que ele escreveu 55 anos antes Então esse material está todo agora disponível Em 3 DVDs Para que a humanidade saiba Que nós fomos contemporâneos de Chico Xavier E na verdade você fez um laço entre o presente e o passado Né Oceano?

É verdade Isso é um registro que… É uma oportunidade É algo que talvez… A gente fala que muitos dos materiais Do Movimento Espírita que se perderam Quem tiver oportunidade de assistir esses DVDs Eu tenho certeza que não vai se arrepender Meus amigos Jesus nos abençoe É o desejo do vosso companheiro André Luiz O Circo de Oração Noite de 11 de agosto de 1955 Refinalizando as nossas tarefas no socorro aos sofredores desencarnados Comparece o irmão José Xavier Que nos recomenda fraternalmente Solicitamos dos companheiros alguns momentos de acurada meditação Para articularmos com mais segurança O tono vibratório de nossa reunião Porque hoje Um novo amigo, o professor Laburiol Ocupará o canal medianômico Afim de expressar-se quanto ao valor de um círculo de oração Com efeito, daí em instantes Transfigura-se o médium A entidade comunicante senhorê ali todas as forças Levanta-se Fala-nos a maneira de um preceptor Interessado na educação dos aprendizes E transmite-nos o fulgurante estudo que oferecemos neste capítulo Jesus nos fortaleça E nos abençoe como sempre Acha-se presente O nosso amigo José Freire Bezerril Fontenelle Que nos recomenda transmitir um abraço Ao nosso companheiro Fontenelle Em nossas preces desta noite Pedimos ao nosso Arnaldo Recomendar aos companheiros Mais dois minutos aproximadamente de meditação Para articularmos harmoniosamente O tônus da fase final de nossa reunião Porque um novo visitante Ocupará o canal mediúnico Para expressar-se Quanto ao valor de um círculo de oração Jesus nos abençoe meus amigos Comentemos a importância De um círculo de oração Nos serviços de assistência medianímica Como um aparelho acelerador De metamorfose espiritual Imaginem-no Assim como um ciclotrão Da ciência atomística nos tempos modernos Os companheiros do grupo Funcionam como eletroímãs Carregados de força magnética Positiva e negativa Constituindo uma corrente Alternada de alta frequência Através da qual O socorro do plano superior Transmitido por intermédio do dirigente físico Exterioriza-se como sendo Um projetil de luz Sobre o desencarnado em sombra Simbolizando o núcleo atônico A ser atingido Permanece justaposto Ao alvo mediúnico No bombardeio nuclear sabemos Que um protão Arremessado Sobre o objetivo Imprime-lhe transformação compulsória A estrutura essencial Um átomo Elevar-se-á na escala Do sistema periódico Na medida dos elementos que lhe forem agregados Assim sendo A projeção de um átomo simples Sobre certa unidade química Determina a subida de um ponto Em sua posição Na série estequiogenética A carga De um átomo de hidrogênio 1 Arrojada Sobre o lítio 3 Modificar o ar Para berilo 4 Ou sobre o alumínio 13 Alterar o ar Para silício 14 Nesse mesmo critério A injeção De um átomo de hélio 2 Sobre berilo 4 Adicionar-lhe-á Dois pontos acima Convertendo-o Em carbono 6 Recorremos A figurações elementares Do mundo químico Para dizer Que também no círculo de oração O impacto Das energias emitidas de nosso plano Através do orientador encarnado Em base de radiações Por enquanto inacessíveis A perquisição terrestre Provoca Sessíveis alterações Na mente perturbada Conduzida A assistência cristianizadora Consciências Estagnadas nas trevas Da ignorância ao da insânia perversa São trazidas Ao equipamento mediúnico Para receberem O bombardeio controlado De forças E ideias transformadoras Que desrenovam O campo íntimo E daí Nasce a guerra franca E sem quartel Declarada A todos os grupos Respeitáveis Do espiritismo evangélico Pelas inteligências Que influenciam na sombra E que fazem do vampirismo A sua razão de ser Vós todos Que recolhesteis do Senhor Os mandatos do esclarecimento Os recursos da mediunidade E os títulos da cooperação No trato com os reinos do Espírito Sabei Que para conservar-des Um círculo de oração Equilibrado e seguro É imprescindível Pagar os mais elevados tributos De sacrifício Porque em verdade Retendes convosco Poderosa máquina De transmutação espiritual Restaurando Almas enfermas E transviadas Em núcleo De ação moral Eficiente Que vale Por reduto precioso De operações Da esfera divina No amparo às necessidades E problemas da terra Unamo-nos assim No trabalho do Cristo Como obreiros de boa vontade Mantendo-nos Dirigentes e vigilantes Na batalha incessante Do bem contra o mal Em que devemos Servir Para a vitória da luz Amigos Desejando-vos Paz no Senhor Jesus Saúda-vos Um companheiro humilde O irmão Labriô Um companheiro humilde O irmão Labriô O irmão Labriô O irmão Labriô O irmão Labriô O irmão Labriô PHD em História PHD em História PHD em História PHD em História PHD em História PHD em História PHD em História PHD em História PHD em História PHD em História PHD em História O Grande Homem Que começou com essa ideia de registrar Foi o Bournier, é isso mesmo senhor?

César Bournier Ele é daqui de Belo Horizonte Era um funcionário da Fazenda de Belo Horizonte Michel da Fazenda E este homem Em 1938 Ele perde um filho O Césinha E no desespero Mandaram procurar o Chico Xavier Chico E ele vai num domingo Lá em Pedro Leopoldo E ele chega na rua São Sebastião E pergunta Onde era a casa de Chico Xavier Alguém diz pra ele O sujeito mais pobre, mais feio da rua É o Chico Xavier E ele Ao parar na frente da casa do Chico Chico já estava esperando ele E cumprimenta Doutor César O senhor está me procurando?

Olha só O senhor está me procurando? O senhor quer um consolo sobre o Césinha, não é? Ele está aqui comigo E domingo nós não fazemos trabalhos mediúnicos Mas o Emmanuel está aqui Dizendo que nós vamos atender o senhor Porque o seu caso é muito grave E muito importante E o César Bournier é convidado Por Emmanuel e por Chico Para entrar no Centro Espírita Luís Gonzaga Que hoje é a casa Da Marta Xavier E eles entram lá E o Chico começa a psicografar E o César Bournier fica Ele fica muito surpreso Porque ele vê A velocidade incrível Que o Chico estava psicografando E ele vê na psicografia o nome dele E ele pensa Ué, mas eu não falei meu nome pra ele?

Como é que ele sabe do meu nome completo? César Bournier E de repente Ele percebe que aquilo lá Tem alguma coisa a ver com o filho dele Quando ele Ele termina O Chico termina a psicografia E lê pra ele E ele logicamente lenta em prantos Reconhece que era o filho dele E ali começa a trajetória De um grande pesquisador Este homem Vendo a importância Desculpem Vendo a importância do Chico Ele se liga ao Chico Xavier Se liga ao José Xavier E depois Ele passa Ele compra uma máquina De filmar na época Uma filmadora, não existia ainda A 8mm, existia já Somente Máquinas de fazer cinema mesmo E ele começa a filmar Ele comprou isso naquela época Um material caro, um investimento alto Exatamente, em 1950 Final dos anos 40, ele começa a acompanhar o Chico E de vez em quando ele ia Pra Pedro Leopoldo e filmava o Chico E esse material Nós resgatamos Inclusive com a visita do Pietro Baldi em 51 Ao Chico Xavier Na Fazenda Modelo Enfim, é um grande pesquisador Este homem deixou um depoimento Extraordinário No dia da desencarnação do José Xavier O José Xavier Incorpora nele E ali, diante de todo mundo No seu velório O José se comunica com todo mundo Através do César Bonier No próprio César Bonier Ele descobre que era portador de uma mediunidade A mediunidade dele Aflorou-se Vamos dizer assim A partir da morte do filho E existe inclusive um livro Do grande pesquisador Jorge Damas Sobre a vida do Chico O Césinha com o Bonier As revelações que o Chico fez Para o Bonier a respeito do seu filho Césinha E ele Torna-se um Pesquisador sobre mediunidade E consequentemente Sobre vidas passadas na história O César Bonier Segundo está escrito no livro E depois eu constatei isso Com o doutor A equipe de doutor Hernani Guimarães Andrade Mais precisamente A professora Suzuko Hashizumi Ele era a reencarnação Do Garibaldi Ele era a reencarnação Que era o mesmo espírito do Danton E ele foi descobrindo isso No decorrer do tempo Este homem muda-se Para o Rio de Janeiro em 1961 E continua Suas pesquisas E o apartamento dele Era considerado como um açuco Saldo além Dos pesquisadores do Rio de Janeiro Tem um extra com ele No DVD Chico Xavier Inédito Onde ele relata Os acontecimentos No dia do funeral Do José Xavier E é um material que Eu não fazia ideia Que existia Esses livros É um material que a gente não ouve falar Tiago, geralmente a gente não sabe De nada, é normal Nós não sabemos de nada Aos poucos é que você vai descobrindo Essas joias que foram Registradas e deixadas Para que alguém chegasse lá E resgatasse Não é O Oceano Essas reuniões Do Vozes do Grande Além e do Instruções Psicofônicas Elas foram feitas Na quase totalidade Ou na totalidade no Grupo Espírita Meimei Todas elas foram Feitas lá No Grupo Espírita Meimei Fundado por Arnaldo Rocha, Chico Xavier, Enio Santos Exatamente Você se recorda de mais algum fundador?

Que eu quero fazer uma outra pergunta depois dessa Inclusive nós temos Um relato da Arnaldo Rocha Que nós gravamos Nós tentamos fazer uma gravação de um episódio com ele Mas não funcionou com o episódio podcast Esse material Serve para esse momento agora Eu vou dar um de Tiago Franklin, escuta aí Arnaldo Rocha Arnaldo Rocha Arnaldo Rocha Arnaldo Rocha Arnaldo Rocha Arnaldo Rocha Arnaldo Rocha Arnaldo Rocha Arnaldo Rocha Mas Arnaldo agora conta uma coisa pra gente Como que surgiu A ideia De gravar As reuniões do Grupo Meimei Que se tornaram Vozes do Grande Além Instruções Psicofônicas O Carlos Pastorino Era muito Mosculto, educado Foi padre, serveu lá no Vaticano Foi para o Brasil Fundar aqui a Igreja Católica Apostólica Brasileira E casado com uma lasca De uma mulher bonita Para jejum Ele teve um problema Qualquer E alguém aconselhou ele a uma casa espírita Ele era católico Apostólico romanesco E lá chegando Num grupo no Rio Não me lembro o nome O mentor espiritual Através do metafone O seu problema são os dramas do passado Ele me contando Eu nunca fui numa casa espírita O senhor não me conhecia Não é a primeira vez Que você serve no Vaticano Então lhe aconselharia A estudar A doutrina espírita Então nós estávamos lá na reunião Eu conversando com o Pastorino Falei da palavra Final dos encerramentos Emmanuel, Memei Os benfeitores espirituais Naquela época Era muito difícil a gente comprar um gravador Era todo mundo que tinha Nós estávamos conversando Ele abaixou assim Pegou o gravador e pôs em cima da mesa Isso é pra você gravar as mensagens Nossa, doou na hora o gravador O trem pesava uns 10 quilos Eu ia ficar quinta-feira para andar Então o braço lá embaixo Aí nós passamos a gravar Fomos fazendo as gravações Uma vez houve uma coisa gozada Nós íamos dialogando com uma entidade Primeiro foi pela Zínia Não, primeiro foi A Laura Depois foi a Zínia Depois na reunião de sábado Que a gente passou a fazer Veio pro Intermedio Chico Eu conversei com essa entidade Durante nove meses Um homem de uma vasta cultura No início tratamento em Vossa Senhoria Depois passou a Setúm Ele estava falando Eu pensando que ia falar Ele batia assim na minha testa Responda seu pensamento da segunda maneira Serinto Serinto Eu ia te perguntar sobre ele, Arnaldo Ele gostava de dialogar com você Andando na sala, não é isso Arnaldo?

Andava o tempo todo Como o Chico estava com o pé difícil Estava lá na cadeira Falei serento Vamos assentar, por favor Ele falou assim Não estou numa situação Búdica De pernas cruzadas olhando o bigo Arnaldo Era um espírito de uma vastíssima cultura É só você ver na vasta Ela é uma instrução psicofônica Doas Belas Vaginas É verdade Isso depois que você Como o Pastorino Deu pra nós o gravador Nós começamos a gravar aquilo Então no sábado Eu passava aquilo para o papel E dava para o Chico O Chico estava arriscando uns negócios Eu falei Pera lá Você está modificando Aí o que?

Eu falei não O expositor não gostou Dessa frase ou dessa palavra O próprio espírito Estava revisando Aí ele foi ao lado Ele disse até Emmanuel Emmanuel às vezes tirava Uma frase de 5 palavras Ou 6 palavras Emmanuel é pretentoso Desculpa se ele estiver por aí Ele era Ele modificava Mesmo na palestra dele Que a gente passava o papel Ele modificava às vezes Porque falar é uma coisa Agora botar no MacTube no papel é outra Emmanuel era muito exigente com a palavra Muito cuidadoso Ele é autoritário Agora nós fizemos Sessão de Materialização Vocês conheceram o Peixotinho?

Só de nome Só de nome E coisas incríveis Aí Quando o Peixotinho foi embora Eu virei para o Chico O Augusto Zura Quem sabe você é médio de materialização E ele aceitou No início as materializações Eram apagadas Com o tempo elas foram ficando Luminosas Nós reuníamos na casa do André Então era uma saleta, tinha um corredor As entidades vinham Apareceu um homem Faltava assim um palmo para ele encostar a cabeça Autopagarão Um tal de Emmanuel Apareceu na reunião O materializado Calma e tranquilo Tinha uma meia dúzia de pessoas Eu Zé Gonçalves Pereira O Jojo Aquinaldo O Peralva Ele olhou um por um O peito do homem era Um arco-íris Levantou-se a mão esquerda não tinha nada Na mão do homem apareceu uma tocha Clareou a sala Que se caísse uma agulha no chão se achava Olhou um por um Ele é calmo, tranquilo Mas autoritário O tal de Emmanuel é autoritário Ele falou assim A função do médio É o livro O livro educa E tem saudações Deu as costas, foi embora Nós nunca mais precisamos Ficamos com medo Arnaldo Senhor Arnaldo Eu fico pensando o seguinte O fenômeno Sem a menor sombra de dúvida é espetacular Mas qual é a emoção De um momento como esse Para você e para os companheiros que puderam Testemunhar essa meia dúzia de amigos Uma linda Essa foi uma manifestação Materialização Través do Peixotinho Casa do André Sentado num banco E aquela moça bonita Com uma cabeleira enorme Cheirinho de Eu vi um perfume naquela época Que um amigo Era representante e me dava Chanel número 5 Eu falei, gente Gente Aí Essa pessoa parou perto de mim Memei tinha um coração Debaixo do esterno Era Neymei?

Materializada? Na hora que eu fui levantando Caiu aquela cabeleira assim Foi meu filho Era no corpo físico, o coração agora Tá no lugar direito Arnaldo, você tocou ela? Você tocou a Neymei? Abracei, beijamos Meu Deus, Arnaldo Com o Peixotinho Eu vi materializações incríveis Vocês conhecem o Luiz Gonzaga? Sim Lembrado da posição Era diferente Não tinha aquela mesa assim Era ao contrário Então estávamos assentados Eu no pé Ou no Peralva Na parede Do fundo São duas janelas de basculantes Então os espíritos saiam Da sala Onde está um retrato de Emmanuel Viam assim pelo corredor E falavam conosco Eu estou olhando para a parede A parede foi ficando iluminada Eu falei Aí saiu o Zé Grosso O Zé Grosso é um natagon de 1,90m Desceu De uma altura Dessa janela Como você desce um degrau Eu falo Zé Grosso como é que você fez isso?

Não sei desmandar eu fazer Já vi materializações lindas E você ficava apreensivo? Você sentia medo em algum momento? Que tipo de vibração? Era boa né? Primeiro que era sempre um grupo pequeno Gente, todos nós Espíritas, conscientes da responsabilidade E o drama do médio materialização Ele sofre muito Acabamos a reunião, Peixotinho estava cansado Ele perde até a matéria física né? Perde muito Quase que 90% é dele O resto 10% de quem está perto E o que eles vão buscar na natureza Com o Chico Ele suava, transpirava tanto Que se tivesse força pra torcer o colchão Saia A primeira coisa que o Chico pedia Era um copo d’água com açúcar Dá um desgaste muito bem Agora que eu vi coisas bonitas Vi E os objetivos dessa reunião de materialização Era atendimento espiritual?

Ou tinha algum outro objetivo que não fosse esse? Era vontade Era vontade Essa sinceridade é maravilhosa Era vontade de viver Era uma bela curiosidade Só veio ordem Pra convidar Nenê no outro Que era presidente Uba de Cury Era Alva E Júpiter Agora os segundos salvos Eram de São Paulo e Cizinho Mas fora disso não convidavam ninguém Que época que foi isso Arnaldo? Isso foi na Povão, Tedinho O grupo foi em 52 53, 54 E essas reuniões duraram durante quanto tempo? Mais de um ano? No máximo 6, 8 meses Pois o dono da boiada Mandou acabar Arnaldo, eu queria voltar A te perguntar um pouco mais Da reunião do Grupo Meimei Desobsessão, porque eu já participei De muitas reuniões de desobsessão E como que era mais ou menos A rotina?

Quantas mensagens, o Chico recebia Por exemplo, mensagens de espíritos necessitados Benfeitores, como que era a dinâmica? Quanta duração? Quantas vezes? Chico funcionava como médico comum Recebia entidade sofredora Essa coisa toda Conta a história pra vocês Disserindo Nós reservávamos, começava às 8 Acabava às 10 Então, 9 e meia Nós suspendíamos o intercâmbio E fazíamos prece Em benefício dos sofredores Que estavam lá E orávamos em benefício Dos enfermos E reservávamos 10 minutos Final 9 e 50 Pra palavra No benfeitor espiritual Que vinha encerrar a reunião Então, aquelas mensagens gravadas Eram essa parte final Foram gravadas depois que Deus Abençoeu o pastorinho E aí a gente pode gravar as palestras Mas uma curiosidade que eu tenho Por exemplo Já aconteceu de algum médium Algum espírito se comunicando Através de um médium E o Chico receber uma entidade Esclarecida Pra conversar com esse espírito Ou não?

Quanto as vezes não Ele não conversava As vezes eu estava com dificuldade Com uma entidade Ele simplesmente se aproximava de mim E punha a mão na minha cabeça Aí eu até notava a papagaia Não pensei nisso Aí eu ia dialogando Havia sempre uma interferência amorosa Dele ou de José Xavier Mas eles nunca se dirigiam diretamente A entidade Ele se aproximava, ficava perto de mim Aí eu continuava conversando Resgate Na noite de 8 de setembro de 1955 Recolhemos a mensagem de P. Brandão Um amigo desencarnado Que fora anteriormente socorrido Por nossos benfeitores Em nosso templo de reconforto espiritual No início de nossas tarefas Na noite mencionada Havíamos lido por tema de meditação A palavra do divino mestre Em que nos recomenda Conselia-te Depressa com teu adversário Enquanto estás a caminho com ele E o comunicante, amigo Reportou-se A citação evangélica Afim de trazermos a sua experiência Repleta de material Para os nossos estudos Em torno do ser e do destino Amigos O texto Que vos serviu de meditação Nesta noite Foi aquele das palavras De nosso divino mestre Conselia-te depressa Depressa Com teu adversário Enquanto estás A caminho com ele E certamente por isso Determinam Nossos orientadores Algo vos fale De minha agoniada Experiência Há dois anos Depois precisamente Tomei contato Convosco Nessa época Não passava De um infeliz psicopata Fora do corpo físico Triste doente De aflição na noite da angústia Carregava comigo Todos os remanescentes A queda moral Em que me despenhara Mas com o auxilio Da palavra edificante E da oração fervorosa Senti Que o evangelho do Cristo Me transformava Clareou-se-me A vida íntima E amparado por braços amigos Foi conduzido A uma instituição De saúde espiritual Por dez meses consecutivos Submeti-me a tratamento de reajuste Revigorado Compareci diante de observadores E analistas Do nosso plano Junto de quem O serviço de socorro Iniciado Em vosso templo A meu benefício Encontrou a continuação necessária Subordinado A operações magnéticas Minha memória Religou-se ao passado próximo E revi A minha existência última Encerrada Há trinta anos Nos primeiros lustres Do século ocorrente Eu era um rapaz Egoísta e leviano Amigo da aventura E adversário do trabalho Desposei Uma jovem Rica e inexperiente Com o simples propósito De surribiar-lhe a herança Já que o velhinho Que seria meu sogro Por alguns dias Abeirava-se Do sepulcro Quando Realizei o meu matrimônio Filha única E órfã de mãe Após o decesso Do progenitor Minha mulher Viu-se dona De considerável fortuna Que tratei De chamar a mim Valendo-me De uma procuração Cumprindo os poderes Vendi-lhe As propriedades E reuni em meu nome A importância De novecentos contos De réis E abandonei-a Fugindo para a Europa A volúpia do ouro E do prazer Entonteceu-me A consciência Por cinco anos Mantive-me Entre o jogo E a dissipação Até que finalmente A tuberculose E a miséria Me bateram à porta Esmagado De atrozes desilusões Regressei ao Brasil No entanto Com surpresa Vinha saber que minha esposa Incapaz de resistir A extrema pobreza A que fora por mim relegada Confiara-se Ao prostíbulo Encontrando A morte E me encontrei Num asilo de moléstias contagiosas Poucos dias antes De minha volta ao rio Aí então O remorso terminou a obra Que a moléstia começara E em pouco tempo As aflições conscienciais Me desligaram Do vaso físico Fantasma de desapontamento E de culpa Deambulei sem consolo Nas trevas De minha própria vida mental Não me encontrava Outras visões Que não fossem aquelas De minha esposa A acusar-me Ou de meus próprios erros A se materializarem Indefinidamente Flagelando-me A imaginação Sofri muito Até que o socorro Me alcançou O coração Desarvorado Depois De semelhante verificação Acordado para minha responsabilidade Consciente de minha culpa E imbuído De um propósito sincero De renovação Aurido ao contato De vosso santuário De oração E de solidariedade Humana Em nome de nosso senhor Jesus Cristo Perguntei por meu futuro Entretanto Nossos instrutores e benfeitores Foram unânimes Em asseverar Que ninguém avança Sem pagar os próprios débitos Atordoado Perguntava-me mesmo Por onde começar Esclareceu-me A verdade Que minha esposa Era o credor Número um Procurei minha companheira Entretanto Mais infortunada Que eu mesmo Jaz ainda Inconsciente Nas sombras De absoluta delinquência Imantada A companheiros De vida Condenável E tenebrosa Nas regiões infernais Ela, porém É o meu credor Número um Cabe-me repetir É então, meus amigos Que com a misericórdia infinita De nosso Pai Celestial Por intermédio Daqueles heróis Da beneficência E da caridade Que nos protegem Uma nova arromagem de luta Se me desenha junto dela Toma-lá em meus braços Inconsciente Como se encontra Renasceremos Juntos Na vida carnal Amparados Por um coração materno Que já se dispôs A recolher-nos Seremos Irmãos gêmeos Filhos de um parto duplo Serei o guardião daquela Que foi minha vítima Principal Em plena meninice Sofrerá minha companheira O acidente De natureza física Que lhe auxiliará O reajuste perispirítico No leito De isolamento E de meditação compulsórios E serei eu O sustentáculo Da sua existência De regeneração Que me atingirá Conquistarei com muita dificuldade O pão de cada dia para nós ambos Não poderei realizar Qualquer sonho Da vida material Envergarei a túnica De um operário desfavorecido Sem qualquer esperança Para compreender do trabalho A essência Da redenção E vigilante E amigo Montarei guarda Ao coração de mulher Que se perdeu Por minha causa Será muito mais Que minha esposa Será minha irmã Companheira de minha luta Pela qual Devo adiar A concretização De qualquer esperança de homem Entretanto, meus amigos Não sou eu o devedor De simples patrimônio moral Sou ainda o devedor Perante a lei divina De dinheiro terrestre De moeda brasileira Devo restituir assim A minha esposa A mesma importância Que lhe pertencia E que dissipei indebitamente Acrestida com juros de mora Pagarei Moeda por moeda Seitil por seitil Até que nós dois E nos desvencilhando De nossos débitos Débitos que de minha parte São muito maiores Possamos enfim Recuperar a oportunidade Que nos sorria No alvorecer do século XX E que por nossa culpa Se esvaiu em plena treva Minha palavra nesta noite Por isto mesmo É um adeus Um agradecimento E em nome da lei Não em nosso nome Uma lição Que todos devemos Aproveitar Concilia-te depressa Com o teu adversário Enquanto Estás A caminho com ele Quem puder Compreender, compreenda Quem tiver Ouvidos de ouvir, ouça Porque o tempo Funciona para nós todos Dentro dos mesmos princípios E atento às mesmas leis Tendo-vos desse modo O meu reconhecimento Espero Abraçar-vos No amanhã que se aproxima Em plena Eternidade Que Deus nos abençoe Paulo Brandão O Emmanuel chegou a dialogar com algum espírito?

Através da psicofonia do Chico, o Emmanuel dialogar? Não Por exemplo Eu vi uma mensagem lá de um espírito Não me recordo em qual dos dois livros Que ele já Veio agradecer a ajuda que ele recebeu Lá ao longo No tratamento Por exemplo, um espírito se comunicava várias vezes Até ser esclarecido Mas não depende Eu falei para vocês que eu Conversei com ele durante nove meses Certo, esse foi um caso A cidade de Perideoporto tem como Como é que eles chamam? São Sebastião Então era aniversário da cidade Laura Era uma companheira nossa Um bom médium psicofônico Levantou-se e caminhou para a porta Dizendo O meu lugar não é aqui O meu lugar é lá na igreja Aí o Emmanuel voltou O que você vai fazer?

Aí eu vou conversar com ele Primeiro eu quero ouvir o que eles estão falando Para saber como é que eu vou conversar Aí eu voltei Convidei para ele assentar-se Durante umas Três ou quatro dias ele se manifestava Através da Laura Nós tínhamos a Zínia Excelente médium Passou Quando nós passamos a fazer a reunião Ao sábado O serente só se manifestava através de Chico Andava a sala toda Hoje o meio-meio Todo bonitinho Mas no nosso tempo era uma casa simples Como é que é Lás batidas Então hoje fizeram uma casinha bonita Conversado durante nove meses Nove meses Mas quando uma vez Eu dialogando com ele Eu falando Ele era Precontente Cara danado Ele falou assim Efigênio Seu povo está pior do que você falando demais Efigênio Salizeto Um amigo muito querido Que é o medal do grupo Aí Passou-se bem Um mercê nem aparecer Tarefa normal Ele se manifesta No fim da reunião Virou-se pra mim Saudou a todos Agradeceu o pessoal todo Eu gostaria de fazer Uma prece Vou pedir licença ao médio E vou ficar de pé Ele foi pro meio da sala Aí ele se ajoelhou Eu pensei que era comigo Isso é da igreja mesmo Eu tô pensando Ele tava calado Ajoelhado Velho hábito meu jovem Eu engoli e fico Porque eu só tinha pensado Meus seguros espirituais Estão uma pedrada Viu Arnaldo Você tá contando Tem muitos sacerdotes Que apareciam Comunicando Apareciam espíritos De outras linhas religiosas Quais eram os tipos de espíritos Três vezes apareceram Uns protestantes Um ficava com o médio de pé Ele lê a bíblia Eu falo meu amigo Não lê a bíblia não Lê os evangelhos que é melhor Não era de católico e protestante Foi hindu?

Algum outro? Era muita gente que vinha Da Espanha Que era a ligação do grupo A turma da inquisição Então Vou chegar lá Você tava contando que o serinto se ajoelhou E fez uma prece Você já põe instruções psicofônicas E você vê são duas páginas Uma de uma beleza inefável Senhor Não te peço para os que sofrem Mas aqueles que levam sofrimento E a voz dele era bonita Que era danada meu filho Porque Um médiozinho bom tal de Chico Precisa ver a voz do serinto Uma voz educada Bonita, cantante Mas então A voz do Chico mudava de entidade Por entidade Essa mudança era muito É o que eu falei A primeira vez que eu vi A Danene com o rostinho O rosto modifica É comum Os médios Havia uma espécie de transfiguração Transfigura um pouco Agora Arnaldo Hoje já se passaram muitos anos Né É A gente pode saber quem é o serinto Que a gente desconfia Eu desconfio Por duas vezes Perguntei Mas não interessa Pode dizer assim com a mão Ele mesmo falava Como ele fala sempre na segunda pessoa De singular Pra mim Eu achava que ele foi um bispo Lá do Paraná, lá do Sul Um grande orador Católico A palavra dele é bonita Olha cá O que eu achei encantador Ele pediu licença Pro médico ficar de pé Foi pro meio da sala Chacoalhou o joelho no chão Deu cá comigo Tá fedendo a sacrifício É um velho hábito É um velho hábito Agora Arnaldo o que chama muita atenção Essa sua descrição é fantástica Porque você fala da movimentação Dos médios, né Da manifestação que acontecia Dos médios circulando Andando Hoje em dia na reunião mediúnica a gente não vê situações como essa As reuniões são muito, vamos dizer assim Comportadas, né A minha sempre foi um pronto-socorro Ó vou falar uma coisa pra vocês Reunião mediúnica Tem que ser com um grupo Que realmente ame A doutrina espírita Ele frequenta a nossa reunião Agora Arnaldo Quais assim os conselhos Porque essa experiência sua De décadas O conselho que você dá pra pessoa Que vai dialogar com o espírito Algumas dicas assim que você considera Que são importantíssimas É quando o Perce começou O Perce Godoy Um grande querido amigo Professor da faculdade de medicina Eu tava atendendo um caso Ele atendendo outro Eu pedi licença Chegar pro Perce Não discute não meu filho Já vai ouvir o companheiro Já esquece Dessa palavra doutrina Meu filho Esse bom sinonimo É que até quiser Nós estamos aqui pra ouvir a criatura Faz uma prece Então a entidade se manifesta Eu vou ouvindo Mentalmente autorando E pedindo auxílio Não só aos nossos amigos espirituais Como o dele também Ele é filho de Deus Então nunca discute Arnaldo nunca discute Não Mesmo que o diálogo não tenha Um resultado você ouve Conversa normalmente Tranquilamente É eu costumo falar pra o povo Ele já deve ter ouvido isso Meus amigos Vão morar A criatura Tem que sentir Que ele está num ambiente De paz, de harmonia E de fraternidade Então quando aparece O meu povo do passado Que me reduz A subnitrato Corta isso As vezes eu perdi A paciência Passava-se na cabeça Humildade meu filho Aí eu pedia desculpa Então Você chegou as vezes assim A entrar num debate Arnaldo Um grande fantasma Dos médiuns nessas reuniões É o animismo No grupo Meimei Nesse período tinha algum médium Que passou por alguma experiência De animismo ou mesmo de mistificação Já lembro uma coisa bonita Como que o Chico orientava O Emmanuel orientava a respeito disso Primeiro O trânsito mediúnico é muito delicado Gente No início do trânsito Mediúnico Uma manifestação anímica é constante Permanente Você tem que esperar até que haja Um acoplamento Perfeito E muito médio tem medo Vamos ser honestos, muito médio tem medo Quando Quando nós estávamos Lá no Meimei Tinha uma amiga nossa Que Deus já levou na ida Uma moça culta, inteligente Ela entrou em transe Eu achei estranho Que a voz dela era muito Diferente Eu falei Gente, o que que eu vou falar Com essa entidade Chico levantou a hermana Fá com carinho Fá com carinho Fá com carinho Isto é uma Manifestação anímica Falando baixinho no meu ouvido Você vai ouvir com paciência Assim Isto é uma manifestação anímica Você vai ouvir com paciência A moça Falou o que queria Moça culta Inteligente Casado com um arquebilionário E O casal não estava funcionando Do direito E ela escondia isso dos filhos Aí a hermana Vai com calma Isto é uma manifestação anímica Foi a primeira Vez que eu vi uma manifestação anímica Agora de um modo geral Sempre é uma pequena Interferência dos velhos É interessante esse comentário Sr.

Arnaldo, por uma vez eu também escutei Num companheiro Que independente de ser um animismo Ou um transmedium único Ainda assim a oportunidade É de orientação, porque seja um espírito Desencarnado ou encarnado Você pode prestar ajuda Que pelo que você acabou de relatar Foi exatamente o que eu acho que o Emmanuel Quis dizer Vai com carinho Na verdade a orientação que quem precisa é a companheira O Sérgio Essa informação inclusive está no Mecanismo da mediunidade Vai lá, calma e tranquilo Já lembrou bem Um belo livro Um belo trabalho com André Luiz Suécio Mecanismo da mediunidade Outra curiosidade Arnaldo Dessa vivência com o Chico No Mei Mei Eu sei por exemplo Quando o Chico esteve nos Estados Unidos Ele foi visitar um casal E Esse casal A mulher parece mexicana De repente o Chico estava na cozinha Conversando em espanhol Com a moça E era a avó A vó Daquela senhora Na reunião do Mei Mei Teve algum momento que o Chico tenha manifestado Em outra língua Ou dialogado Sempre em português Nunca Agora teve uma história interessante Um amigo me telefonou Que estava com uma visita Que era uma amiga muito querida Uma espanhola E se eu podia levá-la para Idopudo Naquela época Para ir a Idopudo A gente tinha que pegar um trem Então quando nós chegamos lá Na reunião onde era a casa de José A reunião já havia começado Então ficamos sentados lá no banco Terminou a reunião Chico fica de pé Com as mensagens na mão E fala Tem uma mensagem dirigida aqui A falando Então a pessoa tem que autorizar Que todas elas tem que ser lindas Aí ele fala Olha aí para a moça A moça O marido dela era Ministro das Relações Exteriores Na Espanha No tempo da ditadura Eles eram espíritas Mas era Fazia a reuniãozinha de máquina Das pessoas que era proibido por lei E o homem lá era fanático Na hora que falou o nome A moça Começou a tremer Minha avó é que me chamava assim Então você é achada Tem que levantar e ouvir A autorizar Então a moça foi para a terra Então a página Estava sendo escrita em português E tinha trechos em espanhol Então Chico começou A ler e pegou Aí ela Leu e explicou o que era Acabou a reunião E isso me impressionou Chico começou a conversar Entregou as outras mensagens Só ficamos nós três Mas uma outra pessoa qualquer O André Chico começou a conversar com a moça Foi a primeira vez Que eu ouvi Chico falar Sobre vidas passadas Ele falou Então você então é a filha da fulana Ah sim, havia um trecho da mensagem Isso eu nunca vou escrever Escreva através Das mãos de uma amiga Eu falei que história é essa Aí ele começou a conversar com a moça Você Como é que você tem ido?

Ah, é Barcelona É Barcelona Não Chico Seu Francisco Eu não posso Por causa das funções do marido Mas nós ainda temos Casa lá e tal E eu vi porque minha filha casou com O rapaz que é embaixador do Brasil Na Espanha No Brasil eu era a única filha E aproveitei para ver o show Então você morava Na rua assim e assim A moça olhou para ele Sua casa é assim e assim A moça está olhando Sua casa tem um quadro Que tem uma moça tocando violão E outra dançando Como é que você não sabe? E do outro lado da rua Na esquina contrária Uma casa assim e assim A moça está olhando para ele Pois é, eu fui muito amiga De sua avó E comecei a contar a história Para a moça Do tempo que ela morava Ela morava em Barcelona E que a menina Aguardava De dar a avó Contar para ela de uma amiga Eu não me lembro o nome da pessoa agora Foi a primeira vez que eu vi Chico falar com alguém Sobre a vida passada dele A hora que nós voltamos no carro A moça estava doida de alegria Chegar em casa Falar que eu conversei com a amiga Da vovó E mostrar os trechos que vi Em castelhano Ele não pronunciava errado Não dava o papel para ela ler Calha massa Mais de vinte páginas Que maravilha Ora Arnaldo Depois que você fez a gravação O Emmanuel, antes de lançar O Instruções Psicofones do Grosso do Grande Aleio O Emmanuel chegou a fazer uma revisão Não fazia revisão assim Ele te pediu isso?

Eu passava aquilo para o papel Então passava para o Chico Para isso aí, datilografado Aquilo que eu falei Ele corrigia Para você não, é o expositor Ou então Quando eu vi que era um trecho enorme Eu falei ao senador Ele falou é Então depois que estava datilografado Aí ele autorizava a publicar Com aquilo que ele A página passou Pelo, uma fiscalização Para uma revisão Ele fazia isso com todas as obras né Arnaldo O Emmanuel ele Era esse maestro da orquestra Tem um livro do Chico Que eu acho Notável Pensamento e Vida Ah Então Estou mexendo lá Em umas gavetinhas Encontrei umas quatro ou cinco folhas Aí eu falo Chico, passa essa para mim A parte da psicografia Com as correções Naquilo que ele escreveu Você pega o livro Não tem aquela Chico pegou, pode razoar Chegou fora Emmanuel meu filho O próprio Emmanuel corrigiu o que ele escreveu Então ele revisava Um belo filólogo Conhecia português de gente grande Que coisa né Arnaldo Mesmo Em palestra dele Quando a gente passava para papel Ele modificava Às vezes um trecho Uma palavra Que você lê Emmanuel Você lê Ele numa frase de quatro ou cinco palavras Você É uma síntese medonha É impressionante Nós estávamos comentando Não existe o espírito com o poder de síntese Com o Emmanuel né Arnaldo É uma coisa assustadora De forma alguma O homem é de uma vasta cultura Então ele Em palestra dele Aí eu pergunto Chico, porque ele fez isso Ele mandou falar para você Que falar é uma coisa O vento leva E no papel Como diz você É um magnitude Ela é escrita Você vê o cuidado que ele tem Responsabilidade é maior né Nesse pensamento de vida Eu vi lá nas páginas Às vezes uma frase toda Fiscada e outra por cima Nossa Que coisa né Arnaldo e além do serinto Que foi um espírito assim Que te impressionou muito Teve algum outro assim Que te marcou O diálogo Que te marcou De uma forma pessoal Eu gostaria de vê-lo Ou de ter a alegria de ver-lo Deixa eu tentar lembrar o nome dele Não me lembro Já que você não lembra Eu vou lembrar um que eu queria que você falasse a respeito dele Que é um espírito Que para mim me sensibiliza muito Que é o doutor Dias da Cruz Eu queria que você contasse um pouquinho As experiências das manifestações Do Dias da Cruz No grupo Meimei Primeiro que ele tem um português bonito Que é danado E o Dias da Cruz É um homem de uma vasta cultura Então era bom Ouvir Uma vez ele estava encerrando a reunião E ele usou duas palavras Que eu não conhecia Na hora que nós estávamos acabando Ouvir e ir embora A gente ia para a casa do André Chico virou e chamou ele e mandou falar para você Ele de quem?

O Dias da Cruz A primeira significa isso E a segunda aquilo Eu não conhecia as duas expressões E era só você, na sua cabeça Estava na minha cabeça Não comentei com ninguém Eu nunca ouvi essa palavra Agora vocês vão ver Vinha com glossário Era egrégio Eu não sabia o que significava Egrégio, nobre, grande Eu nunca ouvi essa palavra A outra eu não me lembro Nós estávamos indo para a casa do André Chico virou e mandou falar para vocês Assim, assim Eu falei com o Russo Andar com o médico e ler o pensamento da gente É muito ruim Dá até medo de pensar, né Arnaldo?

Dá até medo Está lendo tudo, né? Senhor Arnaldo, agora conta para a gente Como era fazer uma reunião mediúnica Ao lado de uma porcilga Ah Já lembrou bem Do lado do grupo Meimei Eu achei que ele era uma porca Oh, meus amigos Na Lourosa tinha muito quente no verão Ah, que ele era uma fita Intima de lascar Tinha que amar muito a mediunidade O que há com os amigos Aí José, José Xavier Manifesta-se através de Chico E pediu que nós orássemos E que nos mantivéssemos Num clima de paz E de harmonia Eu cá comigo e o Fedor Eu estou pensando aqui E o Fedor O Fedor acabou Palavra de honra, gente Que nós vamos ter alegria Da presença De alguém que todos nós Devemos muito Outras palavras Será por teledinamismo A manifestação Foi a primeira vez que eu vi Tereza de Ávila O cheiro acabou, Arnaldo O Fedor Dos porcos acabou A sala ficou Não vou falar que ela ficou perfumada O mau cheiro acabou Acabou a ranhão Taca o dedo no nariz e estava fedendo outra vez Então de espíritos assim De escola, além da Tereza de Ávila Quem que você registra assim Que passou A que mais me impressionou Foi essa Tereza de Ávila E o José avisou Ela não vai ocupar Será por teledinamismo Arnaldo, para quem está ouvindo a gente Não sabe Que tem pessoas que estão ouvindo Talvez não tenham a familiaridade Explica para a gente esse fenômeno do teledinamismo O espírito não precisa estar presente no local Como é que você recebe notícia Na televisão A estação A estação é lá no Rio de Janeiro Não vem através De aparelhos até aqui A mensagem por teledinamismo Foi assim As entidades ouviam e iam transmitindo O pensamento dela Falando no telefone Mandar um e-mail É hoje a gente Vamos usar a linguagem moderna Mandar o e-mail Mandava o e-mail E ela A beleza da voz de Chico Pena que a gente não tem O gravador era Disco de metal E o alumínio Apaga a gravação Eu guardei durante muito tempo Um dia fui tocar A gente já não ouvia mais Mas a voz da Tereza E o espírito é de uma elevação Uma voz suave E o mais interessante Além do mau cheiro a camar Todas as pessoas Uma dizia que estava com cheiro de rosa Outra dizia que estava Com cheirinho de cravo Umas coisas que a gente não entende Palavras de luz Grande júbilo Marcou para nós a noite de 14 de outubro de Na fase final De nossas tarefas O espírito José Xavier Através dos canais Psicofônicos Avisou-nos fraternalmente Esforcemos Por interlaçar Pensamentos e preces Por alguns minutos Pois receberemos na noite de Hoje a palavra Distanciada embora De quem ha sido para muitos de nós Um anjo e uma benfeitora Nosso grupo em sua afeição espiritual Deve permanecer atento Nesse instante Aproximar-se-á De nós tanto quanto possível A grande Tereza de Ávila E assim como um grão de areia Pode em certas situações Refletir a luz de uma estrela Nosso Contacto Através dos fluidos Inteledinâmicos A mente de Chico Estará preparada Agora qual se fosse um receptor Cerebral Mergulhada em absoluta amnésia As palavras De luz da grande alma Cujo nome Não usarei repetir Rogamos aos companheiros Que se mantenham oração E silêncio Por mais dois ou três minutos A palavra Distanciada embora De quem Ha sido Para muitos de nós Um anjo E uma benfeitora Nosso grupo Em sua feição espiritual Permanece apostos A noite de hoje Passa A menor distância possível de nós A grande Tereza E assim como um grão de areia Pode Em certas situações Refletir a luz De uma estrela O nosso grupo Receber-lhe-á A mensagem De carinho E de fortalecimento Através De fluidos Teledinâmicos A mente Do Chico Está nesta hora Preparada Como um receptor Radiofônico Repetirá Automaticamente Com certa zona Cerebral Naturalmente Mergulhada Em processo De amnésia parcial As palavras Da grande alma Cujo nome Não ousarei repetir Peço assim aos companheiros Se mantenham Em prece E silêncio Por mais dois A três minutos Por muito Se adiante A alma no tempo Há sempre Tempo para que a alma Reconsidere a estrada Percorrida Abastecendo-se De esperança No amor daqueles A quem ama Assim Como o viajante No mar Provê a si Mesmo de água Doce Afim de seguir A frente Há tempo De semear E há tempo De colher Diz a experiência Da escritura E se juntos Partilhamos a promessa Não seria justo Olvidarmos-nos Uns aos outros No dia da realização Deixai crescer Reunidos O trigo e o joio Até que vinha a ceifa Recomendou por sua vez O Senhor Entretanto A palavra de sua Majestade Não nos inclina A indiferença E Lembrando-a Não curamos De ser o trigo Porque hoje Nos vejamos Fora do escuro Sedimento Da carne E nem insinuamos Sejais vós O joio Por permanecer Dentro dela Recordamos Simplesmente Que todos Trazemos ainda No campo das próprias Almas O joio da ilusão E o trigo da verdade Necessitando De mercê Do sublime cultivador Com obrigações De auxílio mútuo Irmãos Não é apenas Por regalar-se o Espírito Na confiança Que se lhe Descortinarão As portas da vida glorificada Mas sim Por se lhe acendarem O conhecimento E a virtude Através do trabalho Bem sofrido E da caridade Bem exercitada Outrora Buscávamos A paz na quietude do claustro Na suposição De que a nossa vitória Pudesse brilhar A distância da guerra Com as nossas próprias faltas E disputávamos A posse Do santo sepulcro De nosso excelso rei Ao preço De sangue E lágrimas dos semelhantes Como se não lhe devêssemos O próprio coração Por escabelo Aos pés divinos Hoje, porém, Dispomos De suficiente luz Para o caminho E não seria lícito Permutar O pão da sabedoria Pelo fel da loucura Enquanto Os séculos De nossa assombra E impenitência Se escoam No pó do mundo Preparai nesse mesmo pó Erigido Em tabernáculo de carne Os séculos futuros Em que nos reuniremos De novo Para a exaltação Do triunfo eterno Louvemos o sacrifício Aprendendo A renunciar Para possuir A perder Para ganhar A descer Para subir E a morrer Para viver Por algum tempo ainda Padeceremos o cativeiro De nossas culpas E transgressões Mas, em breve Aceitando O trilho Escabroso e bendito Da cruz Exalçaremos Diante da majestade Divina A nossa libertação Para sempre Que o Senhor seja louvado Legendas pela comunidade Amara.org Era um espírito muito elevado Um espírito muito elevado Vinculado à igreja católica?

É O teledinamismo A voz de Chico era completamente diferente Tanto numa como na outra A travessa Quando era manifestação Foi a manifestação de Teresão Numa voz feminina Essa não era uma voz grossa De um homem De um homem forte Agora Arnaldo, esses benfeitores Da obra de André Luiz Clarencio E alguns outros, chegaram a A comparecer ao grupo Meimei? Chegaram a se comunicar? Tem um que eu sou apaixonado por ele até hoje Você acabou de falar o nome dele Clarencio? Manifestou lá no Meimei? Manifestou Ministro Clarencio Clarencio Aulos também, não foi?

Clarencio Aulos Instruções psicofónicas Obreiros da vida eterna Como é que chama o mentor espiritual lá? Que o André Luiz Se refere a ele com muito respeito Não me lembro Manifestou também Alexandre Alexandre no Mundo Maior, né? Nos Domínios da Mediunidade Nos Domínios da Mediunidade E como é que é o Clarencio? Conta pra gente O Clarencio, primeiro Se ele tiver pra ele, vai gostar Chico ficava meio Deitadinho, né? O meu corpo Como se eu estivesse arrumando Uma roupa Eu comecei a falar Palavras calmas, tranquilas Autoritárias Tipo Emmanuel Porque a voz do Emmanuel é autoritária O Clarencio também era firme Ah, pera lá, tem uma outra Uma mulher Veneranda?

Veneranda Ministra Veneranda O André Luiz faz referência a ela Com muito respeito também, com certeza Aliás, toda a comunidade do nosso lar, né? É Conversou com o André Luiz, senhor Arnaldo? Não, uma vez só que ele manifestou Encerrando a tarefa Fazer uma prece, né? É Aí eu não sou doido de conversar com ele Fiquei de boca calada Um, dois, três, quatro, cinco, isso mesmo Cinco, dez povo todo E o Chico Chegou a falar alguma coisa sobre o Clarencio? Ele comentava Sobre o espírito? Quando acabava a reunião A gente esperava O povo de Belo Horizonte ir embora Então nós punhamos pra gravar Tocar a fita O que?

Aí ele se emocionava Enxugava os olhos Principalmente quando apareceu Esse povo importante, né? Teresa de Ávila Ele ficava muito emocionado, o Clarencio Senhor Arnaldo, o Chico se emocionava? Mas os demais Companheiros da reunião também Se emocionavam? Ou era uma sensibilidade maior? Ô, ô, ô Eu vou lhe ser sincero Quando era o encerramento Eu tava pouco ligando pro resto do povo Eu queria ficar perto, direitinho Mas Nós já alugávamos com uma entidade Adversário do passado E quem ligava O cravador era eu Ele começava a falar Isso daí Não vai funcionar, não Você não merece guardar a minha palavra Eu quero Jogar comigo Bananinha pra você Senhor Arnaldo, e…

Espera, espera lá Acabou a reunião, nós botamos uma máquina pra funcionar Cachorro latindo, casal brigando no meio da rua E a palavra do homem não saiu Que coisa, senhor Arnaldo Um homem era Importante pra chuchu Dá-lhe, companheiro, um tempo lá dentro E no final da reunião, por exemplo Havia algum tipo de Análise das mensagens Assim Por exemplo, teve comunicações Discutir porque que foi aquela comunicação Alguma Alguma reflexão sobre as comunicações Ou terminava a reunião O que que se aprendia, né, Gilmar Assim, porque Já havia alguns grupos que depois que terminam O pessoal vai embora Mas outros ficam e analisam o que aconteceu Na reunião Não, sempre conversavam Eu quis fazer agora aqui com esse grupo Que nós temos Mas eu vejo que o povo tem uma pressa danada Pra ir embora É porque eu acho assim, é uma oportunidade Porque depois que passa um certo tempo Você esquece a comunicação Mas quando tá naquele momento vivo Às vezes eu já vi grupos que trocam Impressões, confrontos Não era a palavra de encerramento Da reunião E sim, o trânsito mediúnico Através da A, B e C Isso ajuda muito mesmo Vocês comentavam sobre as manifestações de modo geral É, aqui o que eu quis fazer Mas o nosso povo acaba a reunião, você já viu Tá todo mundo querendo ir embora E vocês ficavam até tarde da noite, né não Ih, meu filho O povo vinha, voltava de Belo Horizonte Nós ficávamos lá batendo papo Depois indo pra casa do André Pra comer Um biscoito frito gostoso O que a gente fazia Aí é que nós conversávamos Muito mais Aprendi muito Agora, a única coisa que eu sei fazer Arnaldo, eu tenho uma curiosidade Adoro conversar coisas Eu tenho uma curiosidade muito grande Você chegou a conversar com o Chico sobre esses benfeitores Da obra do André Luiz O Chico chegou a falar algum detalhe sobre eles Conta pra gente alguma coisa que você lembrar Não, primeiro eu vou contar Uma história pra vocês Ótimo Vocês todos já leram Paulo e Estêvão Com certeza Não é Paulo e Estêvão que eu quero não É há dois mil anos Há dois mil anos também Então Chico, quando estava recebendo Há dois mil anos O senador foi Encontrar com o carpinteiro Né Quando o Chico Acabou aquilo Passou o papel E ele começou a chorar O que está no papel Não era aquilo que ele via Quando Emmanuel estava conversando Com Jesus Perdeu-se alguma coisa Não tinha condição de registrar tudo Aí Emmanuel falou Isso é pra ser escrito O que você viu Foi meu coração A minha alma agradecida A figura De seus amigos Jesus Nossa Rapaz não é pobre Arnaldo Diante daquilo que eu vi Aí eu achei isso meio fantasioso Com todo o meu respeito Fui conversar um assunto com Ivone Ivone Pereira Belo né Então Ivone me contou uma história Muito interessante Ela estava Com roupa de casa Apareceu um homem Ela era mulher né Um homem bonito Arnaldo Com a boca cheia E aí eu falei Eu quero escrever para o Centro Médio Ele falou não sei quem eu sou Eu sou Leão Tolstoi Pô minha amiga Nunca li nada do senhor Não conheço Ele falou engano seu Botar a mão Na cabeça dela e fez regressão De memória No espaço e no tempo Ela se viu Com uma obra importante Lá na Rússia Dizendo que ficou muito alegre Isso eu não quero Não vou recuar mais Ela apareceu uma moça pobre E tal Você vai ver a ressurreição A história lá Nossa Arnaldo O que a gente escreve É muito pobre Diante daquilo que a gente vê no diálogo Dos espíritos Aí eu contei pra ela essa história De Emmanuel Eu falei não É realmente Aquilo que é escrito É aquilo que o papel aceita É limitante né É limitante Estava querendo uma palavra Mas você falou que ia contar Algum caso sobre a questão dos benfeitores Da obra André Luiz Não aí meu filho Os poucos que nós tivemos A besta ficou tão encantado Que não dialogou com ele De vez em quando me dá um nome Você não conseguiu falar Me emociono, choro Agora encerrou a tarefa Memei outro dia Eu quis conversar com ela Ela mandou Diz a Nina A Nina é minha neta Aniversário dela é dia 30 Que eu e a Neuza Estão mandando um abraço Eu querendo falar com o Memei Mas há tanto tempo que eu não ouvia Que eu me emocionei Deixa de conversar Está acontecendo uma coisa muito gozada comigo Eu me preparo Pra ir pra reunião Então faço uma apreensa Outro dia eu pensei assim Pô gente Estão precisando de uns amigos aqui Eu gostaria se possível Ouvir O Leopoldo Cirne Quem encerrou a reunião Foi ele Foi ele que encerrou Eu é Quer dizer que eu estou bem de lado lá Aí outra quarta-feira Retorando, pensando Pô gente Há muito tempo que eu não ouço O Que é o mentor do grupo Pessoa que eu devo muito Efigênio Santos Vitor O Efigênio podia Dar um papozinho à noite Wagner Você está cansado?

Não Os meus amigos Estão lá E falam Efigênio diz que é outra coisa Pra fazer E quem fez a palhaça Não me lembra agora No outro dia eu estava orando Há quanto tempo que eu não ouço a palavra Da Mbembe A Mbembe falou Adoro ouvir os espeitos Senhor Arnaldo, e dos casos, dos livros que estão registrados, tem algum caso que o senhor lembra, que te emociona, que o senhor gosta, de pessoas que foram atendidas? Eu por exemplo tenho uma das mensagens que foi trazida no Voz do Grande Além, que é do Luiz Alves, que ele foi um suicidou, um rapaz que era sozinho, o senhor lembra desse caso?

Ô meu filho, eu vou ter que ler o livro pra te falar, tem 62 anos que isso foi contado, meu filho. Mas tem algum que o senhor se lembre, que o senhor goste e poderia falar pra gente? Não, lá me encanta, são aquelas entidades que passaram pra ser assistida e depois a gente colocou lá, compreendeu? Ah, sim. Essas me importam. É porque me parece que essas entidades, elas eram tratadas antes e depois elas voltavam pra contar a história delas, é isso mesmo? É, muitos assim. Ó, eu tenho um dos amigos espirituais, ele era um compromisso desagradável do passado, não vou falar o nome dele.

Nós dialogamos bem uns nove anos. Nove anos? Através de um, dois, três, quatro, cinco metros. Cinco metros diferentes? Até no grupo lá em Brasília eu ainda cheguei a conversar com ele. Depois ele tornou-se uma criatura admirada. Arnaldo, você tá falando uma coisa que eu pessoalmente sempre pensei, e a própria literatura nos mostra, né? O processo obsessivo, quando ele se instaura, ele leva muito tempo pra se instaurar. E também é natural que ele leve muito tempo pra ele desatar aqueles nós, né? E muitas das vezes as pessoas imaginam que uma, duas reuniões de obsessão são suficientes e você tá dando testemunho em vivo aqui que muitas das vezes você vai levar meses, anos pra que esse processo efetivamente possa acontecer, da desobsessão efetivamente acontecer, né?

Nós fazíamos, fim do ano, o total de manifestações, a entidade sofredora, as interferências de auxílio, e aqueles que revoltam, duas, três, quatro vezes. Porque não é de uma hora pra outra que você vai mudar de ideia, né? Eu concordo plenamente. Então a gente tem que ir com calma. E eu teria uma pergunta pra te fazer também, porque essas gravações nossas estão sendo escutadas por dezenas, centenas de pessoas, por isso Brasil afora e até fora do Brasil. Considerando o médium dentro da sua experiência que é super importante, e o próprio doutrinador, eu te perguntaria, que orientação que você daria para um médium e que conselho que você daria dentro dos seus mais de 60 anos de experiência para um companheiro ou uma companheira nossa que assumisse a tarefa de doutrinação?

Diálogo. Diálogo, desculpa, eu tô corrigindo aqui que a sua palavra é mais… Nada de doutrina, nada de catequese. É dialogar com os espíritos, escutar os espíritos. Humildade. Isso. Ele tem que sentir. O doutrinador, o dirigente da reunião é humildade. Não é o que você fala que importa não. É como você fala. A história toda é. Aí eu costumo aconselhar o povo um belo trabalho do Emmanuel. O Triessencial, conhece? Eu confesso que eu não conheço. Fala pra quem, pra nós. É um livro? Eu ia apanhar o livro. Não. Tava encerrado, né?

É. O Emmanuel coloca o doutrinador, o médium e o colaborador. Específico. Cada um tem uma função. Específico. É. O médium de tá em trânsito com o amor. O chefe que vai conversar com o carimbo. Os outros que tão oferecendo fluidez pra formação de imagens. Casas, etc. De paisagem. Traz o seu microfone mais pertinho da boca. É. Isso, eu faço questão. Todo ano, quando nós reiniciamos as tarefas, direi o Triessencial. E lembro muito o povo, recomendo aos nossos companheiros, ele é um livro em que se chama Nos Domínios da Mediunidade.

Perfeito. Uma grande obra. A besta que fala é Arnaldo Rocha. O tal de Rui Oari, sei lá. Raul? Raul. Raul Silva. Raul. Aqui ele foi, o nosso André Luiz, baseou nas tarefas do Meimei e das reuniões do Grupo da Federação. É mesmo, Arnaldo, aquelas reuniões que estão citadas lá, é o Grupo Meimei e a Federação Espírita Brasileira? É. Tanto que quando nós fomos lá no Congresso, o Márcio Fátima me convidou pra ir à reunião. Uma reunião deles é essas reuniões clássicas, né? Mesinha sentada, entidade de bem, cheio de conversa.

Lá não, lá não. O Meimei era pronto-socorro, né Arnaldo? Era um pronto-socorro. Atende três de uma vez. Aquela festa. Eu não era assim. Você tem um estudo bonito nos domínios da mediunidade. E tem um outro livro com o André Luiz. Esse pra mim ele brilhou. É Obreiros da Vida Eterna. Ele relata o drama da entidade manifestante. E o tema que eles foram levando pra conversar. E esses dois, esses três eu faço questão de sempre lembrar os amigos pra ler. Porque graça no nosso meio espírito, uma coisa muito bonita. Os espíritas fraternalmente se odeiam.

Segundo lugar, tem uma preguiça de ideia medonha. Principalmente os médios. Então, a primeira coisa, você conhece o livro dos médios? Então você vai ler. A hora que você conhecer o livro dos médios, você vem à reunião. Porque muita vez, pergunta dele. Não tem entidade nenhuma não. Você tá botando pra fora os dramas dele. Então a gente tem que ir com muito carinho, com muita ternura. E eu adoro conversar com eles. O que eu aprendi de doutrina foi conversando com eles. E o Sano, conta mais pra gente. Como que você conseguiu o acesso a esse material?

Qual que foi a emoção quando você começou a ouvir? O acesso foi justamente o historiador Pedro Leopoldo. Ele não tinha como restaurar, como recuperar isso. Devido ao equipamento, a dificuldade de um gravador de rolo, de estúdio. Que há necessidade de ser um gravador de estúdio. E nós tínhamos um amigo em São Paulo que tinha esse gravador. Por sinal, depois ele atendeu, porque ele não utiliza mais. Se alguém tiver fitas antigas de rolo importante com Chico… De outros médiuns também, né? Às vezes tem outros médiuns que têm algum material.

Exatamente. A ideia é digitalizar e deixar. Deixar na internet, no podcast, no podc, enfim. Transformar em CD, em DVD, para que as próximas gerações também tenham acesso a isso. Na verdade é um trabalho de memória do espiritismo, né Oceano? De resgate da memória. A ideia é essa, Arodo. Que as pessoas tenham acesso, não é Arodo? Porque são tantas coisas lindas, belas. E que a gente não pode ficar só para nós, não é mesmo? Sim. Agora, Oceano, explica para a gente. Nesse material de resgate seu, está entrando apenas as mensagens dos benfeitores?

Ou estão entrando essas mensagens também que nós temos aqui? Que são mensagens, às vezes, de sofrimento, né? De pessoas trazendo a sua experiência após o desencarne. Essas também estão entrando no material? Tem cerca de oito mensagens de espíritos. Alguns deles se identificavam, outros não se identificavam. Porque os familiares, na época, ainda estavam encarnados. Então, para evitar qualquer problema com a família, e o livro saiu um ano depois, né? Ou seja, as instruções psicofônicas foram gravadas de 54 a 55, e o Vozes do Grande Além em 55 e 56.

Consequentemente, eu creio que o Emmanuel, que controlava todo o grupo, ele, numa cautela devido ao processo, dez anos antes da família Humberto de Campos, para evitar complicações para Febe e para Chico, ele orientou o espírito que o espírito não se identificasse. Alguns deles se identificam. Agora, a maioria das gravações são de espíritos que nos deixam a mensagem filosófica importantíssima, principalmente o Emmanuel, o André Luiz, o Dias da Cruz, Caibachutel, Meimei, José Xavier, uma grande poetisa que me emocionou muito, uma grande poetisa paulista que se suicida em 1920.

Eu lembro dessa mensagem, essa mensagem é linda. Francisca Júlia da Silva. Essa você vai contar. Espera aí, você vai contar essa história com calma pra gente, que essa é linda. A Francisca Júlia da Silva era uma poetisa no final do século XIX, início do século XX, ela tem oito livros de poesias e era ligada ao movimento, vamos dizer assim, intelectual de São Paulo. Ela tem uma coluna no jornal O Estado de São Paulo, sobre poesias, ela era amiga daquele pessoal lá do início do século, da cultura brasileira, e ela descobre o Espiritismo, provavelmente, pra ser comprovado ainda, através da Anália Franco e do Batuíra.

Porque ela foi contemporânea da Anália e do Batuíra. Começa a fazer palestras sobre reencarnação, vida depois da morte, sobre budismo, e os amigos intelectuais se afastam dela. Mas ela continua falando em cidades próximas de São Paulo, Itus, Jundiaí, Campinas, São Paulo, sobre reencarnação. E ela tem um grande amor da vida dela, chega a se casar com ele, ele adquire uma doença e morre com poucos meses. E ela não suportou a dor da morte, da separação, mesmo tendo todo o conhecimento que tinha, e ela se suicida três dias depois do enterro dele.

Essa mulher, 35 anos depois, o Espírito André Luiz traz ela à sessão mediúnica do Meimei, prepara o ambiente, pede para que todos os médiuns fiquem em silêncio, que a poetisa vai se comunicar pela primeira vez depois de 35 anos, psicofonicamente, através do Chico. E ela deixa um soneto maravilhoso. Nas minhas pesquisas, para saber quem era a Francisca Júlia da Silva, primeiro, eu descobri que, alguns meses antes, ela, através de uma psicofonia no Luiz Gonzaga, aliás, de psicografia no Luiz Gonzaga, ela deixa um soneto através do Chico, usando a caligrafia da época, as palavras ortográficas da época.

Nós estamos reproduzindo, inclusive. Que coisa maravilhosa. E essa psicografia, ela só foi reproduzida em livros. Em 1986, o Chico só entregou para o Idio de Araras, em 1956, essa poesia com a caligrafia, está num livro chamado Doutrina Escola. Mas voltando à psicofonia, então ela dá esse soneto. Fui pesquisar quem era a Francisca Júlia da Silva. Aí é quando a gente descobre toda a sua trajetória como poetisa. O grande escultor brasileiro, Victor Brecheret, que tem uma obra extraordinária de esculturas, talvez seja um dos maiores escultores da história da humanidade, foi quem fez o túmulo dela no cemitério em São Paulo.

E faz um tamanho natural, em mármore, a imagem da Francisca Júlia da Silva e faz parte do túmulo dela. Por ele ser um escultor famoso, a Pinacoteca do Estado, há cerca de 15 anos, transportou aquela imagem dela, aquela obra de arte, retratando a dor dela, a dor do suicídio, para a Pinacoteca do Estado de São Paulo. Então a Francisca Júlia da Silva tem praça na cidade dela, nasceu na cidade chamada Eldorado, hoje é Eldorado, tem ruas com o nome dela em São Paulo, tudo isso é desconhecido das pessoas. As pessoas vão poder ouvir a voz dela, a dor dela através da psicofonia de Chico.

Apontamentos de Amigo No termo de nossas atividades na reunião da noite de 13 de outubro de 1955, foi nosso amigo André Luiz quem compareceu através do médium, induzindo-nos à serenidade e à coragem com a mensagem seguinte. Logo após retirar-se, a poetisa anunciada tomou as possibilidades mediúnicas com maneiras características e pronunciou o belo soneto que ela própria intitulou com expressivo apelo, Lutai. Meus amigos, em vossos dias cinzentos, lembrai aqueles irmãos que perambulam nas trevas, sofrendo as pedras da estrada, recordai aqueles que se encontram atados ao leito imóvel, sobe o aguaceiro das provas, não vos esqueçais, dos que estão soterrados na lama das grandes culpas, diante da mesa pobre, lembrai os companheiros que tragam o fel da fome, entre as alfinetadas dos desabores, não olvideis quem padece as punhaladas da expiação, para escalar a montanha salvadora, contemplemos quem brilha à frente, mas para não cairmos na marcha, citemos quem chora na retaguarda.

A luta é um instrumento divino, não a menosprezeis. Com estas palavras apresentamos a nossa casa a irmã Francisca Júlia da Silva, que havendo experimentado aflitivas provações, depois da morte do corpo físico, atualmente se propõe trabalhar no combate ao suicídio. Rogamos assim alguns instantes de atenção e silêncio ao nosso grupo, para que ela possa transmitir a sua mensagem a todos, a saudação e o agradecimento do companheiro André Luiz. Por mais vos fira o sonho, a rajada violenta do temporal de fel, que enlouquece e vergasta, suportai condenado a fúria iconoclasta e o granizo cruel da lúrida tormenta.

Carrei a dor consigo a beleza opulenta, da verdade suprema, eternamente casta, recebei-lhe o aguilhão que nos lacera e arrasta, ouvindo a voz da fé que vos guarda e apacenta. De alma erguida ao Senhor, varai a sombra fria, por mais horrenda a noite, há sempre um novo dia, ao calor da esperança, a luz que nos enleva. A aflição sem revolta é paz que nos redime, não ouvidéis na cruz, redentora e sublime, que a fuga para a morte é um salto para a trela. A paz de Jesus com todos. Vossa humilde servidora, Francisca Júlia da Silva.

Felicidades. Tem a história de um espírito que era muito sozinho e era enfermeiro. Ele suicida com um tiro. E ele é enviado para a escola de medicina como indigente e ele fica preso ao corpo durante 30 anos. E os alunos estudando medicina… É uma história que você fala que é um pouco chocante, mas é o impacto da mensagem. É a realidade do que acontece. É a vida. É a vida. Porque a gente tem uma tendência de fantasiar o mundo espiritual, fantasiar a nossa condição moral e esse livro retrata o ser humano tal como ele é.

Com as suas mazelas, com as suas dores, com as suas paixões. Aqui e lá. O que não deixa de ser belo também é porque o resgate dele no final da história também é maravilhoso. Que é um amigo que aparece e faz o resgate. Apesar dele também fazer um resgate cármico através de ficar preso no corpo. É bom que se diga, Tiago e Haroldo, que esses livros, Instruções Psicofônicas e Vozes do Grande Além, são os únicos livros transcritos de psicofonia do Chico. Dos 464 livros psicografados por Chico, esses dois são os únicos psicofônicos.

E essa palavra é uma palavra também criada pelo codificador Allan Kardec e o Arnaldo Rocha, que é grande amigo de todos nós, que nós tivemos o prazer, inclusive, de conviver com ele agora, há dois dias atrás, no seminário Paulo Estevam. Nós temos que falar do Paulo Estevam aí. Vamos falar do Paulo Estevam, porque senão eu não me seguro. Eu vim aqui para o Belo Horizonte por causa do Paulo Estevam. Mas voltando ao Arnaldo Rocha, ele achava que esse material estava extraviado. Ele diz isso no livro. Nós fizemos uma entrevista com ele, juntamente com a doutora Marlene Nobre, em 2005, onde ele fala que, infelizmente, esse material se perdeu e tal.

E quando eu descobri, eu consegui o telefone dele, liguei para ele, ele não me conhecia, aquele jeitinho dele, né? Quem é você? O que você faz? É mineiro, é o jeito mineiro. É o jeito mineiro, desconfiado. Eu falei, o senhor está sentado? Por que você quer saber disso? Por favor, o senhor pega uma cadeira e se sente, porque eu li no livro que o senhor escreveu aí com o Aduliano, que as gravações de instruções psicofônicas estavam perdidas. Estão mesmo. O que você tem a ver com isso? Eu digo, não senhor, não estão não.

Sente-se, por favor, as gravações estão comigo. Aí eu ouvi aquele silêncio. Eu digo, ele deve ter sofrido um ataque cardíaco. Meu filho, onde é que você conseguiu isso? Quem é você? Como é que eu posso te contar? Aí, logo em seguida, eu vim aqui em Belo Horizonte, eu já tinha algumas gravações restauradas e mostrei para ele. Enfim, aí começou uma amizade com Arnaldo Rocha, que eu creio que estou pegando agora, como dizem na minha terra, um bigorna-nave de vocês. Ah, o que é isso? Nós é que estamos aproveitando o seu trabalho, o seu carinho em restaurar todo esse material.

Na verdade, nós temos uma dívida de gratidão com o Oceano, porque quando o podcast, quando nós começamos a… O primeiro podcast? O primeiro podcast, o primeiro podcast gravado, o Oceano antes do lançamento oficial desse material, porque esse material está sendo lançado oficialmente agora, mas o nosso primeiro podcast, o Oceano cedeu duas mensagens para a gente. Uma de Amano e outra de André Luiz. De André Luiz, que tem até um barulho de um trem no fundo. É, o trem passando no fundo. E isso foi maravilhoso, porque lançou o podcast como uma…

O Tiago pode colocar pelo menos o apito do trem aí. Coloca o apito. Meus amigos, Jesus nos abençoe. É o desejo do vosso companheiro André Luiz. E isso foi maravilhoso, né Tiago? Porque o podcast saiu como uma locomotiva. Uma locomotiva que deu o gás, né? Que foi na frente puxando o resto do vagão. O que eu admiro nessa mensagem, Arodo, é o médium não se importar. Dez horas da noite, era o trem das dez, né? Estava passando lá em Pedro Leopoldo em 1955. E o médium ali, sem se incomodar, recebendo André Luiz com aquela firmeza que só ele tinha.

Fazendo o trabalho, né? Fazendo o trabalho. E é emocionante aquela voz do Emmanuel, aquela entonação. Aquela construção que só o Emmanuel tem. Só o Emmanuel tem. É de arrepiar, né? É de arrepiar. Realmente, nós demoramos bastante tempo para liberar esse material. Até porque a gente tinha outras coisas, vamos dizer assim, no prelo. Engatilhadas, né? Engatilhadas. Mas eu não podia colocar isso daí num CD. Eu acho muito humilhante colocar o material desse num CD. Hoje nós temos imagem, né? Hoje nós temos fotografias, nós temos como juntar tudo e colocar num CD.

É bom que as pessoas saibam que o que foi feito é o seguinte. Quem abre a mensagem? Arnaldo Rocha, lendo diante da câmera o que ele escreveu em 1955. Depois da leitura do Arnaldo Rocha, ao vivo e em cores, lá na biblioteca da Versátil, vem o Espírito com a fotografia de Chico Xavier, da época, 1955. A fotografia do Espírito, o nome da mensagem, dizendo qual é o livro e qual é o ano, qual é a data da mensagem. E após a mensagem, a gente faz uma biografia daquele Espírito. Que fantasia. É uma aula. É enriquecer o material.

É trabalho para pesquisador e para pessoas que querem ouvir, que querem ler. Não é um material para ver. Isso é para ser degustado. Exatamente. Com calma. Os vídeos extras, um DVD, Arnaldo, ele é só vídeos extras. Mas dois DVDs são exclusivamente com as mensagens. Então são três DVDs. Esse material a gente… Agora, Oceano, nós temos uma surpresa para quem está ouvindo esse podcast. Nós vamos contar um segredo aqui. Há uma mensagem que não está no Voz do Grande Além, nem em instruções psicofônicas, que o Oceano resgatou e que está lida por uma figura que nós temos um profundo respeito, de Campos.

Conta para a gente, conta o segredo. Nas pesquisas, para poder montar esse material, durante essas pesquisas, Flávio Múrcia Tavares, ele sabendo que eu estava com o material do Meimei, ele trouxe uma sacolinha com cerca de dez fitas, também gravadas, na Escola Jesus Cristo, pelo seu pai, Clóvis Tavares, para quem não se lembra, Clóvis Tavares, na minha opinião, o maior amigo do Chico Xavier, durante o século XX. Segundo, o Clóvis Tavares, ele tirava férias todos os anos, e dos dias de férias dele, dez dias ele passava junto com Chico Xavier.

Isso desde 1936. Terceiro, ele casou e passou a lua de mel com Chico Xavier e a esposa dele em Pedro Leopoldo. Então você vê a dedicação deste homem a Chico. E ele escreveu dois livros, ele escreveu vários livros, mas dois livros são memoráveis, Amor e Sabedoria de Emanuel, e Trinta Anos com Chico Xavier. O Chico pediu para que ele também pesquisasse e escrevesse um outro livro, chama-se Mediunidade dos Santos. Que é três livros indispensáveis do grande pesquisador, professor Clóvis Tavares, noivo de Nina Arrueira, que morre nos braços dele, enquanto eles eram jovens comunistas lá em Santos, lá em Campos, no estado do Rio.

Então voltando, o Flávio me deu essas fitas, e ele falou, olha, papai, alguém tinha um gravador na época, em 1955, e papai lia as mensagens de Emanuel, recém-chegada de Pedro Leopoldo, que o Chico tirava uma cópia e mandava para ele, piscografava, fazia uma cópia na máquina de escrever, com carbono, e mandava uma cópia para o Flávio. O Flávio, o que ele fazia? Ele lia uma mensagem do Emanuel, fazia-se a prece antes de suas palestras, e depois da palestra, e tudo isso foi gravado. Numa dessas mensagens, tem uma que não tem nome, ele não deu nome, não designou, mas ela é muito emocionante, foi a que mais eu me emocionei, por quê?

Porque ela fala da natureza, mas ela não tinha nome, então ela fala repara a natureza, eu não tive a menor dúvida de colocar o nome de repara a natureza. Mas foi muito interessante, porque era mais ou menos umas duas horas da manhã, e eu pensei, meu Deus, essa mensagem na voz do Clóvis, gravada em 1955, na Escola Jesus Cristo, onde há um memorial para a Célia Xavier. Exatamente. Isso é uma coisa linda. A Célia do Renúncia, do Ave Cristo. Ele reproduziu uma miniatura do orto de Célia, lá na Escola Jesus Cristo. Então, quando eu ouvi essa mensagem na voz de Clóvis, a minha mente fez um filme, de imediato, porque ela leva você a fazer um filme.

Quando ele começa a ler a mensagem, eu comecei a fazer a ligação, ele lendo e eu materializando na minha mente, aquela cena. Deu um filme lindo, emocionante, sobre animais, sobre a natureza, sobre os rios. E, logicamente, quando eu digo, não, eu não posso ouvir isso só na voz do Clóvis, eu preciso arrumar uma música para colocar isso como uma trilha sonora, e essa trilha sonora está nessas gravações. Logicamente, eu vou lançar um material especial do Clóvis Tavares, de Nino Arruera, e esse material vai ser repetido novamente, mas eu pedi a permissão da família Clóvis Tavares, até porque tem muitos extras nesses DVDs, com a Dona Hilda, lá em Pedro Leopoldo, com Arnaldo Rocha, agora.

Prepara a natureza que te cerca no mundo, Tudo a riqueza e esforço laborioso por assegurá-la, O solo ferido pelo arado é berço milagroso da produção, A árvore mil vezes dilacerada Orgulha-se de sofrer e ajudar sempre mais, A fonte superando os montões desejos, Pouco a pouco se transforma em grande rio a caminho do mar, Algumas sementes formam a base de preciosas florestas, Pedras agressivas se convertem nas obras primas da estatuária, Quando não vertem do seio a faiscante beleza do material de orguezaria, Animais humildes, padecendo e ajudando, Garantem o conforto das criaturas contra intemperem, Ou alimentam-lhes o corpo, sustentando-lhes a existência, A pobreza é simples abanagem do homem, Do homem, enquanto se refugia, desacisado na furna da ignorância, Somente a alma humana, distanciada do conhecimento superior, Assemelha-se a um fantasma de angústia, de miséria, de lamentação, Se podes, assim, observar o patrimônio das bênçãos celestiais, No caminho em que evoluis, procura o teu lugar de trabalho E serve infatigavelmente ao bem, Para que o bem te ensine a ver a fortuna interessível Que o pai te concedeu por sublime herança.

Serve aos semelhantes, ajuda a planta e socorre o animal, Seja a tua viagem, por onde passes, Um cântico de auxílio e bondade, de harmonia e entendimento. E à medida que avançares na senda de elevação, Encontrares-te, acho, cada vez mais rico de amor, Encerrando no próprio peito O tesouro intranserível da luz que te coroará De felicidade inextinguível nos cílios da glória eterna. Namastê. E vou aproveitar o incêndio já para mandar um abraço para o Flávio, para a Dona Iuda. E eu já fiz a experiência. Para o Celsinho.

Para o Celsinho. Para toda a família. Toda a família. Margaridinha, que era o Chico que chamavam eles com esse nome carinhoso. Agradecer-lhes que eu fui lá, que eu fiz a experiência. E eles me receberam, a Dona Iuda me recebeu, fez um almoço maravilhoso. Obrigado, um beijo no seu coração. E eu vou fazer aqui uma cobrança em público. Porque quem sabe eu cobrando em público. Para milhares de pessoas ouvirem. O Flávio me liga. E esse material maravilhoso que ele tem aí nas caixas. Que é a história do Espiritismo. Que está guardado.

E que ele prometeu que um dia sentaria comigo para a gente publicar isso junto. E eu estou cobrando em público aqui, diante de milhares de pessoas. Para ver se ele cumpre a promessa. Porque a história do Espiritismo, Flávio, precisa desse material que está nas suas mãos, querido. Olha, você tem que fazer igual eu fiz com o Nedi Mendes da Rocha. Nedi Mendes da Rocha é o fotógrafo que fotografou os Espíritos materializados em Uberaba. Eu liguei para o Nedi Mendes da Rocha. Quando eu estava fazendo um documentário sobre Teresinha Oliveira.

Ele morava em Campinas, o Nedi. Eu liguei para o Nedi e falei. Nedi, você lembra de mim? Eu sou o Oceano. Claro que lembro. Tudo bem, Oceano. Ele fala assim meio rápido. Aí eu falei. Eu estou ligando para lhe dar uma ordem. Dá uma ordem para mim? Essas fotografias que você fez lá do Chico em 1963, as materializações. Eu sei que você tem essas fotos. Você já me mostrou essa foto uma vez. E eu estou indo aí para Campinas. Eu quero te entrevistar. E estou lhe dando uma ordem para você levar essas fotos. Porque você não tem o direito de levar essas fotos para o túmulo.

E eu preciso disponibilizar isso para a humanidade. Faz parte da nossa história. Você foi o escolhido para fotografar esses momentos. Mas eu também recebi a tarefa de disponibilizar isso para o público futuramente. Então eu teve uma entrevista com o Nedi. E marquei o dia e o horário. Ah, eu vou fazer isso. Lá no motel. E esperei o Nedi no horário que eu marquei com ele. Aí vem o Nedi com uma pasta. Uma pasta dessas bem grossas. Trazendo as fotografias. E nós escaneamos tudo. E vamos futuramente colocar num DVD sobre materializações.

Então o Flávio, ele também me prometeu outras gravações dos anos 70 e 80. Do grande Clóvis Tavares. Que nós amamos tanto. Com certeza o Flávio não teve tempo de separar. De trazer. Eu já falei para ele que eu vou fazer. A gente separa para ele. Pois é. A gente separa para ele. Então eu estou no segundo semestre agora. Nós vamos retomar o documentário sobre Nina e Clóvis. E a Escola Jesus Cristo. E a família Clóvis Tavares. E nós vamos colocar a mão nesse material. Se você quiser, eu trago para você agora. É o pai dele que está mandando.

É o pai dele que está mandando junto com Jacques Sabroadi. Junto com todo aquele pessoal lá. Nina. Nina Arruelha. Porque na verdade é um patrimônio da terceira revelação. A gente serve de instrumento. Para poder às vezes registrar ou resgatar. Porque como diz Paulo lá na Epístola. Paulo plantou, Apolo regou. Mas quem deu o crescimento foi Deus. Então às vezes um é chamado a registrar. Outros são chamados a resgatar o material. Mas o material é da humanidade. Você imagina se Marcos ficasse só com as coisas para ele.

Se Lucas falasse, não, olha gente, isso aqui fica só comigo. Não pode. Não pode. Esse material pertence à humanidade. E eu digo, Sandro, que hoje nós temos que ter a dimensão dos séculos vindouros. Porque daqui 200 e 300 anos. Estaremos de volta. E esse material estará registrado para as futuras gerações. Então realmente nós precisamos entregar. Eu sei que tem informações que são informações relevantes. Algumas até surpreendentes. Mas a verdade vem à tona. De qualquer jeito, não há nada oculto que não seja revelado.

E chegou o momento de a gente recuperar, fazer esse grande resgate. Do início do Espiritismo aqui no Brasil. E dessas figuras. E em especial Francisco Cantiavié. Que é esse grande médium a serviço do Espiritismo no mundo. É isso aí gente. Agora nós não podemos deixar de falar sobre o grande seminário que nós tivemos em BH. Seminário Líter Musical Paulo Estevam. Olha, eu vou deixar o Oceano dizer para a gente quais foram as impressões dele. Dá o seu depoimento, Oceano, sobre o seminário que você assistiu. Foi uma das coisas mais belas que eu já vi.

Sobre a nossa fé. Sobre o grande benfeitor espiritual. E seu cisco de Deus. A gente se emocionou demais. Eu tentei controlar, e consegui controlar. Porque eu já sou um senhorzinho de 61 anos de idade. E preciso me controlar diante de 1500 pessoas que estavam lá junto conosco. Mas, uma das coisas mais bonitas que eu vi nessa existência. É retratando a história desses dois nomes. Que estão tão ligados a nós, espíritas. Chico Xavier, com aquela simplicidade, com aquela humildade. Com pouco, mais de 30 anos. Receber essa obra.

E essa obra agora ser materializada. Utilizando-se, primeiramente, da sabedoria e da humildade de Haroldo Dutra Dias. Porque há necessidade de reconhecermos, e ele já sabe disso. Ele já está preparado para receber elogios. Mas, a gente receber essa obra através de Chico. E agora materializar, utilizando-se das novas tecnologias. Disponibilizar para as novas gerações que não leem muito. Gostam de ver, gostam de ouvir, mas não leem muito. Vai fazer com que elas queiram ler o livro. E estamos dando continuidade, né Haroldo?

A passar para frente aquilo que nós absorvemos com tanto amor, com tanta emoção. E nós devemos isso a três homens que estão na minha frente. Júlio, Haroldo e Tiago Franklin. Que Deus recompense vocês, de alguma maneira, pelo que vocês estão deixando. Para todos nós que estamos tão necessitados, nós o mundo, a humanidade. Que estamos tão necessitados de coisas tão lindas e belas como essa. Eu tive orgulho e honra. E ao mesmo tempo, de joelhos agradeço a Deus por esse momento tão inesquecível. Ô Senhora, obrigado. Senhora, esse amigo querido.

Mas, na verdade, o Júlio, o Tiago e o Haroldo são três apaixonados. Meninos. Quando se trata de Emmanuel e de Chico Xavier. Quando se trata de Emmanuel e de Chico Xavier, nós somos crianças apaixonadas, encantadas. Igual aquelas crianças que são levadas em um grande parque de diversão. E elas ficam entusiasmadas. E eu acho que esse carinho, esse amor que a gente tem pela obra e pelo médium. Contagia as pessoas e levou centenas de pessoas ao teatro. Reuniu o que há de melhor em teatro, aqui em Minas Gerais. Música. O que há de melhor em música.

O que há de melhor em poesia, que é Gladys Sonlage. O que há de melhor em filmagem. As pessoas se ofereceram, assim, para o filho do Roberto Lúcio. Os filhos do Roberto Lúcio, né? Nosso querido Roberto Lúcio. E centenas de voluntários. Centenas de voluntários. Pessoas, assim, médicas, maestros. Vem de São Paulo para ser voluntário, para ajudar no show. E as pessoas queriam participar. E falaram, olha, eu quero alguma coisinha, eu quero fazer qualquer coisa. Mas a gente sabia que era uma festa de aniversário. E o aniversariante era o romance Paulo Estevam.

70 anos, né? E para mim foi uma maravilhosa festa de aniversário. Foi lindo. A gente poder… Claro que o Chico Eman não precisa de homenagem ainda, da nossa pequena homenagem. Nós é que precisamos nos ligar a ele, né? Mas a gente precisa homenagear porque a gente não consegue guardar tanta gratidão no peito. Então a gente precisa extravasar isso. E o que me encantou também foram os jovens, os jovens se envolvendo. Porque o livro Paulo Estevam é um clássico, né, Luciano? Ele está numa linguagem da década de 40. Ele é um romance, é uma obra literária densa.

Não é fácil para um jovem hoje ler essa obra. Ele é um clássico da literatura. E a gente conseguir traduzir isso em teatro, em música, naquela apresentação maravilhosa da areia do final. Gente, essa areia emocionou mil pessoas que estavam lá. Vocês precisam ver esse DVD. Depois vocês vão ter acesso a esse DVD. Nós, né? Pode ser. Pode ser. É o ser que vai mandar. É o ser que vai dizer se pode ou não. O que é isso? Nós já temos a parceria do Acamem da Luz e a parceria prossegue aí no Paulo Estevam. Outros virão. E a gente vai homenagear aí o máximo de obras que a gente puder.

Eu já falei pro Júlio. Júlio, agora vocês não podem parar mais. Vocês precisam fazer no mínimo um por ano. Mas parar aqui é proibido, senhor. Parar aqui é proibido. Agora nós temos que começar e só terminar daqui uns 50 anos. Eu vou comandar de lá. Comandar não, eu vou ouvir de lá. Comandar, comandar. Comandar. E o bonito é que virou um grande ponto de encontro. Em que a gente teve a Sandra Moos do Canadá, Elsa Ross do Reino Unido, delegação de Dubai, Associação Médico Espírita representada pelo presidente e pela vice-presidência Andrei e o Roberto Lúcio.

Rio Grande do Sul, São Paulo. Veio o diretor da Federação Espírita do Paraná. Veio a Federação Espírita com a sua presidente. Eu vi gente do Rio Grande do Norte. Do Rio Grande do Norte, Paraíba. Paraíba. Gente, isso pra ver um seminário literomusical. Não é um seminário qualquer, com todo respeito aos outros seminários. Mas é que foi criada uma superprodução para dar para as novas gerações, para dar a nossa época, a nossa era, uma linguagem mais acessível, de uma maneira diferente com o Haroldo e todas as pessoas que absorvem que essa obra maravilhosa de Emanuel é algo novo, é algo diferente.

Sem perder a caracterização da pureza doutrinária de Chico Xavier. Isso é muito importante. Isso é muito importante, porque às vezes as pessoas ficam um pouco sem saber o que é o seminário literomusical. E a gente, para ajudar, não é isso, mas para ajudar a entender, a gente pede para as pessoas assim, pensa numa ópera. Em que há declamação de texto, em que há atuação, em que há fala e há música. Então, a minha própria fala, ela é uma fala literária. Eu li muito, por isso que se chama seminário literomusical. Ela é uma fala lida, mas lida com entonação, lida com paixão, lida em voz alta, lida gritando, lida sussurrando, porque a gente quer valorizar o texto da obra.

Aí tem a música, tem a imagem, a composição do cenário. E é aí que a gente chora. Por falar em ópera, Haroldo, a gente precisa mandar um beijo para a Elizinha, que é a maquiadora, que fez esse carinho de vir nos ajudar. A Elizinha que faz todas as óperas do Palácio das Artes como maquiadora. Ela é a maquiadora oficial de todas as óperas. Ela veio como voluntária e fez um trabalho esplendoroso com o pessoal. É um carinho mandar um beijo para ela. Olha, gente, para vocês terem uma ideia, quando a Elizinha entrou no Sesc Paládio, todas as pessoas que trabalhavam no teatro faltaram a se abaixar, porque ela é conhecida, é uma autoridade nessa área.

Tudo quanto é peça… Todo mundo, até o pessoal do cinema. Todo evento de peso nacional, ela é maquiadora, pois ela, como voluntária, pisou naquele teatro e maquiou a todos nós, sem cobrar nada, nada, nada. Nos doou. Então, Elizinha, Deus te abençoe, te retribua mil vezes cada pincelada de maquiagem que você deu naquele teatro. Muito obrigado, querido, Deus te abençoe. É bom que se diga, Haroldo, que essa maquiagem é necessária hoje em dia quando você vai captar imagem em alta resolução. Senão, as câmeras modernas de alta resolução escancaram as nossas imperfeições de pele, o nosso jeito de ser, e não fica legal.

Não é que a gente queira ser maquiado para ficar mais bonitinho. Não, é a nova tecnologia. É uma necessidade técnica. São técnicas que uma moça como essa, que é especializada no assunto, tem a sua arte e sabe como fazer. A ideia não é maquiar as pessoas para poder aparecer mais bonita, não. Até porque não foi uma maquiagem de festa, é uma maquiagem para vídeo. Para vídeo, exatamente. Para trabalhar de alta resolução. O importante é, o objetivo do Seminário Litro Musical, que era sensibilizar, era abrir o coração das pessoas para que o romance possa entrar.

Essa é a função. Porque às vezes a gente não está sensibilizado o suficiente para receber a visita do romance Paulo Estevam. É preciso preparação para isso. E outra coisa é que esse seminário seja uma porta de abertura para que as pessoas peguem o livro e leiam. Porque… O livro ainda é melhor. Do que filme, do que ópera, enfim. Por ter o livro ser um pouquinho mais grosso, muita gente não teve a coragem de pegar o livro e ler. Mas não sabe a paixão que eles estão perdendo, né Haroldo? É a paixão, porque é um livro apaixonante.

Você não consegue parar de ler. Você vai do início ao final e não para de ler. Como diz o Haroldo, é um best-seller, né Haroldo? É um best-seller. Aquilo deveria ser prêmio Nobel de Literatura. Certamente, qualquer livro de Francisco Cano Xavier pode ser submetido para a apreciação do Nobel. Mas o ranço de outras encarnações dos homens não conseguem ver isso ainda. Paulo Estevam certamente ganharia um Nobel, mas eu creio que no futuro… Um Nobel de Literatura. De Literatura. Qualidade literária da obra. O grande escritor brasileiro Monteiro Lobato disse que o Chico Xavier poderia receber quantas…

Ele poderia pertencer à Academia Brasileira de Letras e poderia receber qualquer premiação por qualquer uma de suas obras se ele realmente escreveu aquilo. Ou seja, qualquer livro do Chico pode ser analisado para apreciação. É que nós, logicamente, não utilizamos dessas artimanhas bem humanas para poder levar o engrandecimento da obra espírita. São os homens que têm que absorver e procurar com o tempo descobrir. Mas é isso aí, pessoal. Hoje estivemos aqui com o Oceano Vieira e foi um bate-papo muito gostoso. Um bate-papo de descobertas, um bate-papo de resgate e eu espero que vocês tenham gostado.

O ambiente aqui está muito gostoso, como a gente sempre gosta de dizer, né, Haroldo? Acho que a gente gosta de passar para vocês o que nós estamos sentindo aqui no momento. E você não vai dizer quem está aqui na sala conosco? Vamos, claro. Zambia Mussi, Sônia Melo, produtora do filme A Vida Continua. Vamos deixar elas darem uma palavrinha, né? Uma saudação para todos os ouvintes. Bom dia a todos. É uma alegria. E eu vou usar duas expressões. A primeira mineira, que eu estou aqui em Belo Horizonte, e a segunda lá do Canadá.

A primeira é no! E a segunda é uau! Uau! É fantástico. Parece que eu tenho que me beliscar para acreditar que eu estou aqui. Eu tenho o hábito de ouvir vocês no Canadá antes de dormir. Eu coloco o podcast, porque parece que eu estou ouvindo rádio. Então, eu tenho 53 anos, então eu lembro quando eu era menina aqui no Brasil, eu ouvia rádio. Minha avó, minha mãe, ouvia rádio antes de dormir. Então é tão gostoso a gente ouvir vocês. E aí eu estou aqui agora, ouvindo vocês ao vivo. E é uma coisa assim maravilhosa. Eu vim do Canadá para assistir esse seminário Lítero Musical.

Paulo Esteve é meu livro favorito. E quando eu soube pela Sônia, que está aqui, ela estava lá no Canadá visitando a filha dela, e ela me falou, eu falei, ah, não tem como eu não ir, eu não tenho como não ir, eu estou aqui. E foi assim, uma alegria, uma emoção que eu ainda não aterrizei. Eu ainda estou viajando com essa maravilha desse seminário Lítero Musical, que, nossa, toca todos os sentidos que a gente tem. Então a gente fica em carne viva. O espírito da gente reacende aonde a gente não acredita que estava apagado.

Então eu agradeço a todos vocês que fizeram essa realidade ser possível. O Tiago, o Haroldo, o Júlio, e todas as outras pessoas que me receberam com muito carinho. Receberam a todos nós, porque foi uma festa, foi uma grande festa, uma homenagem belíssima a Chico Xavier, Emmanuel, e a esse livro maravilhoso que é Paulo Esteve. Nossa, muito obrigada. Nossa, thank you very much. Que maravilha. Agora, tem uma dama que sustenta esse trator? A Sônia, que é a dama silenciosa. Ela não quer falar. Aquelas mulheres poderosas que sustentam.

E ela não está querendo falar, gente. É ela que dá toda a sustentação para o trabalho, a tarefa do Oceano Vieira de Mela. Se não fosse ela, não existiria esse trabalho. Então nós vamos aqui. Ela está em silêncio, mas nós vamos vibrar aqui, agradecer a presença dela, da Sônia. Seja bem-vinda. Muito obrigado, Sônia, por ter vindo ao seminário e por estar aqui com a gente gravando esse episódio do Pode Ser. Nós estamos tirando uma foto dela aqui para ficar ela se emocionando. Então já virou história. Eis a minha descendente Nela, tua vida Vem beber do vaso que sacia Pois serás o vaso que sacia Faz a despedida agora ou já terminou?

Já terminou. Está tão bom. Aqui não tem despedida. Eu sei. A ideia é que a conversa continuou, né? O povo fica doido. Deixou o pessoal com saudade. Vocês querem ver isso aqui? Nossa Senhora.

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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