
Prepare-se para uma jornada de autoconhecimento e reflexão profunda! Neste episódio do PodSER, mergulhamos no universo do Evangelho à luz da Doutrina Espírita, desvendando como essa combinação pode transformar sua vida. Se você busca compreender as mensagens de Jesus de forma mais profunda e aplicá-las no seu dia a dia, este bate-papo é para você.
Neste episódio
- A melhor forma de estudar o Evangelho: individualmente ou em grupo?
- Quais livros e ferramentas são essenciais para um estudo aprofundado?
- As armadilhas da interpretação e como a Doutrina Espírita oferece uma chave para a compreensão.
- A importância da leitura, da prece e da vivência para a verdadeira evangelização do ser.
- Como a obra de Emmanuel e a codificação kardequiana ampliam nossa visão sobre os ensinamentos de Jesus.
Participantes
- Thiago Franklin
- Fred Cornélio
- Sergio Lavarini
- Haroldo Dutra Dias
Destaques
- A chave da Doutrina Espírita: Haroldo Dutra Dias
Ler transcrição do episódio
A de nascer, nova era de crescer, novo homem coração, de quem quer servir. É prosperir, novo verbo é burilar o íntimo, colorindo o céu de um novo ser. Olá pessoal, estamos iniciando mais um episódio do Pode Ser. Aqui é Tiago Franklin e o Evangelho é o edifício da redenção das almas. Emmanuel Olá pessoal, aqui é Haroldo. Na verdade a minha frase de hoje são dois parágrafos. Estão no Evangelho segundo o Espiritismo na introdução e é uma fala de Kardec sobre o ensino universal. Diz ele. Tal é a base sobre a qual nos apoiamos quando formulamos um princípio da doutrina.
Não é porque esteja de acordo com as nossas ideias que o temos por verdadeiro. Não nos colocamos absolutamente como árbitro supremo da verdade e a ninguém dizemos crede em tal coisa porque somos nós que vão dizemos. Também não é porque um princípio nos foi ensinado que o consideramos verdadeiro, mas porque recebeu a sanção da concordância. Na posição em que nos encontramos, recebendo comunicações de perto de mil centros espíritas sérios disseminados pelos mais diversos pontos do globo, estamos em condições de observar sobre que princípio se estabelece a concordância.
Oi pessoal, quem fala aqui é Sérgio Lavarini e eu queria compartilhar com vocês na abertura do nosso podcast hoje o versículo 25 do capítulo 11 de Mateus que tem a seguinte redação na tradução do Novo Testamento do Aroldo Olá pessoal, aqui é Fred Cornélio. A minha frase também está na introdução do Evangelho segundo o Espiritismo no item 3, notícias históricas. É isso aí pessoal, hoje vamos falar sobre estudando o Evangelho à luz da doutrina espírita. Participam do episódio de hoje Sérgio Lavarini, Fred Cornélio e o Aroldo.
Sendo assim, vamos para mais uma leitura de e-mails e recados do Pode Ser. Aroldo, nós temos aqui um recadinho da Eleni Martins. Ela diz o seguinte Só peço a Deus que os abençoe todos os dias. Hoje minha filha Priscila de 25 anos disse assim Mamãe, esse Pode Ser é a melhor coisa que você já pediu para eu ver, ler, estudar e aprender. E o melhor, tudo isso veio no momento que estávamos precisando muito. Obrigado a todos, somos de Fortaleza. Um abraço fraterno em todos. Nossa, emocionante, emocionante. Um abraço para elas.
Olha, a gente fica emocionado com isso Priscila. E a gente pede que você poste, comente, faz uma interação com a gente. É uma alegria muito grande. Pessoas jovens assim, estarem aproveitando o Pode Ser. E a nossa intenção é essa mesmo. Saiba que aqui no Ser, todos nós nos sentimos alunos, viu Priscila. Nós estamos estudando juntos, estamos caminhando de mãos dadas. Galera, eu queria entregar um comentário a esse meio que a Priscila nos manda. Que como pai de três jovens, eu vejo hoje que realmente o trabalho do Ser, esse aspecto religioso, o aspecto da doutrina em si, ele tem realmente mexido um pouco com o coração da juventude.
E graças a Deus, a gente vê que os nossos filhos já vivem num outro patamar. Porque eles vão ser os adultos ou os anciãos do mundo de regeneração e vão ser responsáveis pelas futuras gerações que habitarão esse mundo. E realmente o jovem precisa de uma metodologia diferente e eu imagino que essa moça de 25 anos deve ser mais afeita realmente ao podcast e à maneira como nós estamos divulgando o trabalho, a doutrina do Cristo. Porque ele é mais moderno, ele é mais dinâmico, ele é mais jovem. E essa cara nova que nós estamos dando aqui através do Ser tem realmente agradado muito.
E eu tenho conversado com meus filhos e com amigos dos meus filhos e são unânimes em parabenizar o trabalho, em mostrar muita afinidade, muita satisfação. Por botar aquilo num iPod, num telefone celular, bota no fone de ouvido, fica escutando. É um negócio muito bacana. Muito legal. Eu sou testemunha disso, Sérgio, porque tenho contato com as mocidades espíritas de Belo Horizonte. Estou sempre quase todo final de semana com alguma delas. Esse final de semana passado estive no Freio de Hermano, no Servo de Jesus e os jovens estão escutando o Pode Ser, estão sempre mandando um abraço para o Haroldo, mandando um abraço para o Tiago, para você, Sérgio, para mim também.
Então é verdade, os jovens estão gostando, estão nos dando um feedback muito positivo. Então aproveitando, mandando um beijo para a Bruninha do Servo de Jesus, um beijo para o Eric do Célia Xavier, para a Érica, um beijo para a turma toda das mocidades aí. Para toda juventude espírita do Brasil que está ouvindo o Pode Ser. E fora do Brasil também, Haroldo. E de fora do Brasil, que a gente tem também muitos jovens fora. Um beijo, um abraço em todos. Em nome da Priscila, nós estamos cumprimentando todos os jovens. E um abração também para a Eleni, que é a mãezona que mandou o e-mail aí, falando da filha, Eleni.
Um abraço para você. A gente fica feliz que esse Pode Ser esteja contribuindo para a família, para a união da família e para que a família se reúna em torno do estudo da doutrina e do Evangelho. Temos aqui um outro e-mail da Vani Chagas Jacinto. Ela diz o seguinte, belíssimo esses sete minutos de hoje, comentando a plataforma do mestre. Sete minutos com Emmanuel. Sete minutos com Emmanuel. Capítulo 1 de Mateus. Livro Vinha de Luz. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. Pelo Espírito Emmanuel. Capítulo 174. Intitulado, Plataforma do Mestre.
Ele salvará seu povo dos pecados deles. Mateus, capítulo 1, versículo 21. Comenta o bem feitor. Em verdade, há dois mil anos, o povo acreditava que Jesus seria um comandante revolucionário, como tantos outros, a desvelar-se por reivindicações políticas à custa da morte, do suor e das lágrimas de muita gente. Ainda hoje, vemos grupos compactos de homens indisciplinados, que, administrando ou obedecendo, se reportam ao Cristo, interpretando-o qual se for a patrono de rebeliões individuais, sedento de guerra civil. Entretanto, do Evangelho não transparece qualquer programa nesse sentido.
Que Jesus é o divino governador do planeta, não podemos duvidar. O que fará ele do mundo redimido, ainda não sabemos. Porque ao soldado mínimo, são defesos os planos do general. A boa nova, todavia, é muito clara. Quanto à primeira plataforma do mestre dos mestres, ele não apresentava títulos de reformador dos hábitos políticos, viciados pelas más inclinações de governadores e governados de todos os tempos. Anunciou-nos à celeste revelação que ele viria salvar-nos de nossos próprios pecados, libertar-nos da cadeia de nossos próprios erros, afastando-nos do egoísmo e do orgulho que ainda legislam para o nosso mundo consciencial.
Achamos-nos até hoje em simples fase de começo de apostolado evangélico, Cristo libertando o homem das chagas de si mesmo para que o homem limpo consiga purificar o mundo. O reino individual, que puder aceitar o serviço liberatório do Salvador, encontrará a vida nova. O capítulo 1 de Mateus é, na verdade, uma grande plataforma de ação do mestre. Este evangelista, em especial, faz uma divisão do seu evangelho de uma forma muito peculiar. Ele sempre precede as ações de Jesus de longos discursos e o início do evangelho de Mateus é a genealogia do mestre, é a ligação histórica da missão de Jesus com a de outros missionários que o precederam, todos enviados pelo próprio Jesus, na fundamentação da primeira revelação.
Então, quando Mateus escreve a genealogia, ele pretende mostrar uma linha de continuidade entre as duas revelações e ele também faz aquela declaração de princípios. O capítulo 1 de Mateus é uma declaração de princípios. Por isso é muito curioso o fato de Emmanuel ter dado o título do capítulo 174 do Livro Vinha de Luz de Plataforma do Mestre, porque plataforma representa um plano de ação, uma declaração de princípios, um norte que conduz um movimento. Aqui, então, nós somos alertados que toda referência a reino, a reinado, a domínio que se encontra no capítulo 1 de Mateus diz respeito ao reino individual da alma humana.
Por essa razão, eu leio a nossa tradução do capítulo 1 de Mateus a partir do versículo 21 que é o comentado por Emmanuel. Ela dará à luz um filho e o chamarás pelo nome de Jesus, pois ele salvará o seu povo dos seus pecados. Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito pelo Senhor através do profeta que diz Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e o chamarão pelo nome Emmanuel que traduzido é Deus conosco. É a finalização do capítulo 1 de Mateus de uma forma poética, porque faz referência à profecia de Isaías que fala da vinda do Messias prometido e faz referência à própria etimologia do nome de Jesus, porque Jesus em hebraico e aramaico é o substantivo salvação.
Quando o anjo diz e o seu nome será Jesus salvação porque ele salvará o seu povo dos pecados deles. Emmanuel aproveita este versículo que encerra a plataforma estabelecida no capítulo 1 de Mateus para nos dar esta belíssima página de conteúdo espiritual e dizer que por enquanto nós encarnados e espíritos em evolução no orbe não sabemos o que fará o governador espiritual Jesus da terra redimida, mas por ora a plataforma inicial é livrar cada coração do orgulho e do egoísmo que representam tiranos que reinam ainda no nosso coração, que reinam, legislam, dão as ordens e as executam no reino individual presente em cada um de nós, de modo que o grande reinado de Jesus, simbolicamente falando, é aquele que vai se estabelecer na intimidade de cada criatura quando a lei de amor passar a legislar no nosso mundo individual e quando a nossa alma passar a refletir a bondade, o amor e a sabedoria de Deus.
Mano, eu desenho uma seta reflexiva que sai de mim e volta para mim mesmo para dizer que o trabalho da minha redenção é só meu e se fará no meu íntimo, no reino individual que eu sou. Muita responsabilidade. Candice Gunter Eu não sei se o nome dela está correto, mas eu acho que é isso mesmo. Ela diz o seguinte. Valorosa lição, linda música, momentos de paz. Reconhecer o orgulho e o egoísmo que ainda estão arraigados em nossos corações é tarefa árdua, dolorida e que requer a receita de Emmanuel, esforço e oração. Agradeço então aos queridos amigos por trazerem este trabalho de reflexão, chamando-nos o olhar para nosso íntimo a fim de que o convite do mestre a uma vivência de amor se faça realidade em nossas vidas.
Ela não falou de onde que ela é? Não, ela não disse de onde que ela é. Isso é um recadinho para você. Gente, sempre coloque de onde vocês são, porque a gente gosta de saber de onde são as pessoas que estão vindo. Com esse sobrenome aí, a gente imaginou que estava vindo do sul, da Alemanha mesmo. Pois é. Tem outro recadinho aqui da Márcia. Ela diz o seguinte. Maravilhoso estar compartilhando tantas bênçãos com as luzes da doutrina espírita. Emmanuel precisava ser estudado em profundidade. Vamos colhendo a cada semana uma pérola para este belíssimo colar de conhecimento.
Deus nos ilumine para passarmos adiante e aprendermos com tão edificantes lições. Fantástico. É verdade. Emmanuel estava precisando mesmo de voltar à baila, de ser trazido, de ser feita uma leitura. Eu acho que a obra do Chico, não é, Haroldo? Ela dá uma turbinada no trabalho do Kardec. O Kardec constrói para nós uma fundação, um alicerce, um primeiro piso. E aí a gente vê o Chico com os mentores que trabalham através dele, dando uma dimensão absolutamente nova, não contradizendo, mas ampliando e clarificando, iluminando os princípios que a doutrina trouxe para nós no século XIX.
Uma visão que com certeza durará ainda muitos séculos, dada a profundidade do trabalho feito, sobre os aspectos filosóficos ou científicos, e que ainda nós estamos tateando na superfície. Porque se a gente pensar, por exemplo, na obra de André Luiz, eu não tenho a menor dúvida que isso vai fazer parte do currículo de universidade de psicologia, psiquiatria no futuro. Então nós ainda estamos tateando isso. E a obra de Emmanuel, os seus aspectos filosóficos e evangélicos, ela é de uma extensão, que permite a nós reflexões de várias e várias encarnações ainda pela frente, não é, Haroldo?
Muitas, mas eu fiquei surpreso, porque no congresso que teve semana passada agora no Distrito Federal, Federação Espírita do Distrito Federal, estive com a querida amiga do Rio Grande do Norte, Sandra Borba, e ela me contou sobre um companheiro que é protestante e que fará uma defesa, agora não sei se é dissertação ou se é tese de doutorado, sobre Emmanuel e a exégese do Evangelho. Poxa vida! Então eu fiquei assim tão feliz de saber que um companheiro amigo, evangélico, protestante, tenha conseguido captar aí a profundidade da exégese do trabalho interpretativo de Emmanuel do Evangelho, que é algo para o futuro.
Não é algo do presente, é algo ainda para o futuro. Tamanho pioneirismo. É, olha só, e a Candice, de novo, trouxe mais uma mensagem para a gente, acho que entra mais ou menos nisso também, que ela diz o seguinte, Haroldo e equipe, belo trabalho. Como você bem disse em uma das suas palestras, a obra de Chico é como uma cebola, primeiramente nos faz chorar, depois nos convida a descobrir todas as suas camadas. Fico pensando, como se deu as escolhas dos textos, primeiramente falando de profecias, agora nascimento, você irá nos contar a história de Jesus através dos textos de Emmanuel?
Pelo pouco que já ouvi e sei a seu respeito, sei que a escolha não está sendo aleatória. É verdade, ela está seguindo aí, como a gente comentou, a ordem dos livros do Novo Testamento e acaba por contar essa história, porque ela vai trabalhar o capítulo 1 de todos os livros, capítulo 2, então a gente vai ter uma visão da divulgação de Paulo, dos primeiros momentos de Jesus e é gostoso isso, porque dá um sentido histórico, dá mais ou menos uma linha do tempo. É isso mesmo. Bom pessoal, eu queria convidar todos que estão ouvindo esse episódio que possam entrar no nosso site, no www.portalser.org e que façam comentários, nós adoramos ler os recadinhos e também saber de vocês o que vocês estão achando.
Deixem para a gente as críticas, os elogios que também são importantes e nós queremos sempre melhorar esse espaço que nós já falamos, é de todos nós, vocês que estão ouvindo, nós que estamos aqui gravando e nós nos sentimos realmente muito amigos de todos aqueles que deixam os comentários, que encontram com a gente, nos abraçam. Esses dias eu recebi um recado de uma pessoa que entrou no Facebook e falou assim, ô Thiago, fala comigo, fala comigo, não me responde não. Aí eu fiquei sem saber, eu não sabia quem era, mas é porque acho que as pessoas elas pegam a intimidade, né?
Estão ouvindo esse episódio, a gente fala que está aqui comendo um pão de queijo, está tomando uma água, um suco, um refrigerante e nós queremos que vocês realmente se sintam dessa forma mesmo, é um trabalho que é para chegar perto mesmo de vocês. E o pessoal está tímido, né Thiago? Pelo número de acessos e o número de comentários, o pessoal não está gostando. Ouve, mas comenta pouco, né? O pessoal não está gostando. É importante, porque é também um hábito, né? Deixar um post, fazer um comentário. Sim. Isso é importante, Varouda, e aqui como um profissional que eu sou dessa parte de marketing, é fundamental o feedback das pessoas.
Exato, exato. E o Thiago colocou muito bem, isso aqui não é um trabalho desse grupo de pessoas que aqui está, isso é um trabalho do movimento espírita. É em conjunto, né? Do espiritismo como um todo. Nós somos os veículos nesse momento das mensagens que estão sendo trazidas, Varouda o principal deles, mas a retroalimentação que vocês podem, possam dar para nós, ela é fundamental para que a gente saiba se, primeiro, está atingindo o objetivo, segundo, o que nós podemos melhorar. É legal ouvir o elogio como dessas companheiras que nos passaram, é ótimo, mas é importantíssimo para nós também escutar quando a gente não está aí.
E eu me lembro aqui, no passado, companheiros que já corrigiram, fizeram ressalvas, ó Arouba, você falou isso, na mensagem e tal, nós não somos perfeitos. De jeito nenhum. E pode ser que em algum momento a gente coloque coisas, troque um versículo, troque uma data, troque um nome, né Arouba? Aqui a gente se posiciona como aluno, né Sérgio? Não tem a menor dúvida. Alunos que estão convidando outros amigos para estudarem juntos. E o aluno, ele tem que ter o direito de errar, de se equivocar, né? Como nós somos alunos, quando a gente se equivoca e alguém vem e corrige, para nós é um ganho.
Porque é algo que nós estamos aprendendo, é algo que nós estamos acumulando na nossa bagagem de alunos, de aprendiz, porque aqui ninguém se posiciona como mestre. Mestre só o da questão 625. O nosso guia e modelo. É o único mestre. Quem não gosta de ser corrigido é o orgulho, né? Nós estamos no maior esforço aqui para aprender humildade. Pelo menos aqui nós vamos adorar, né? Bom, pessoal, sendo assim, vamos para mais um episódio do Pode Ser. Nós, durante todo esse período, temos… Temos trabalhado os valores do Antigo Testamento.
Pode chegar que tem lugar ali. Os valores do Antigo Testamento. De modo muito especial, o conteúdo da Gênesis. Outro livro, Gênesis de Moisés. E já de algum tempo, como nós comentamos na reunião passada, nós temos tido o incêndio de fazer algumas voltinhas pelos territórios do Apocalipse em razão do próprio conteúdo do Velho Testamento. Nós já chegamos até a comentar que o último livro da Bíblia praticamente representa não apenas a culminância de um relato na extensão de toda esta obra, mas apresenta uma conexão muito estreita com os recursos, com os registros do Velho Testamento.
Inclusive, a gente observa que os primeiros movimentos do livro Gênesis de Moisés estão todos eles referenciados no final do Apocalipse, nos últimos capítulos. É como se as nossas transgressões, as nossas indiferenças relativamente à adesão, à orientação dos Espíritos Amigos pelas revelações, em decorrência da nossa indisposição com os recursos do Espírito, como se nós abandonássemos as linhas básicas traçadas no campo orientador e tivéssemos que passar por todo esse movimento constante do volume da Bíblia, para podermos chegar àquele ponto que o Apocalipse tem se destinado para a nossa compreensão nesse particular.
Então, nós vamos hoje, como nós combinamos na semana anterior, ainda dentro do parâmetro evolução, porque a característica da reunião é evolução, trabalharmos alguns pontos do Apocalipse. É bom frisar que dentro da nova proposta que nós estamos tentando abordar, nós vamos ter verdadeiros desafios. Nós não vamos aqui, na nossa atividade, levantar uma preocupação interpretativa fechada todos os elementos que se encontram aqui dentro do Apocalipse. Nós vamos sim tentar pinçar determinados elementos que possam nos ajudar.
É evidente que essa proposta apresenta, num aspecto objetivo sociológico, muitos quadros que representam denominadores das necessidades da humanidade, como também pontos de referência levantados pelo próprio mecanismo da evolução. Isso é que nós não podemos esquecer. Nós vamos encontrar também no Apocalipse os mesmos padrões reeducacionais, mas vamos encontrar quadros, imagens, figuras, que tem um aspecto bastante desafiador na interpretação. E queremos, desde já, lembrar para vocês que nós estamos matriculados aqui no Estúdio Conjunto, tentando tirar o melhor.
Bom, Haroldo, com esse episódio estudando o Evangelho atrás, a luz da doutrina espírita, acho que o primeiro pontapé é fazer uma leitura do Evangelho. Ah, sim. Porque a gente fica vendo o pessoal falando assim, não, vamos protelar o estudo, vamos fazer o estudo, vamos fazer o estudo. Poxa, pega a Bíblia, pega o Evangelho, e faça uma leitura dele primeiro. Já tem uma passagem selecionada aí, Haroldo? Eu me lembrei que você falou isso aí, eu lembrei de um livro que a gente vai até indicar aqui, que é um livro da Loyola, Edições Loyola, o livro do grande Cássio Murilo Dias da Silva, que chama Leia a Bíblia como Literatura.
Leia a Bíblia como Literatura. Cássio Murilo, Edições Loyola. E ele fala uma coisa assim, muito engraçada, é claro que ele está sendo provocativo, ele está tentando chamar a atenção, mas ele diz assim, ler é mais importante que estudar. Porque não é que ele esteja fazendo oposição, ele está brincando, na verdade, mas querendo provocar. É importante fazer uma leitura do Novo Testamento, é importante ler o Novo Testamento, e quando nós fizemos a tradução que saiu pelo CEI, uma das coisas que a gente pediu na diagramação, e que a gente procurou na tradução, foi colocar títulos, reformulamos a maioria dos títulos das passagens, para que o título refletisse o texto que iria seguir o título.
Nós pedimos para colocar numa disposição que fosse agradável de ler, exatamente para despertar nas pessoas o gosto de ler o Evangelho, como você lê uma revista, veja, uma revista exame, um livro, um romance, você lê mesmo, tem aquele prazer de ler, porque quanto mais você lê, mais você se familiariza, e aí o estudo vira uma consequência. Eu tenho um sonho muito grande, nós do SER, acredito, temos esse sonho de realizar, que é quando a tradução tiver ponta, colocar ela para a audiobook. Ah, isso é maravilhoso. Até alguém com a voz bonita, não a nossa, né Fredinho?
Com a voz bonita, assim, para poder ler, e com uma musiquinha no fundo, assim, do Novo Testamento inteiro, é muito gostoso, porque aí você vai poder colocar no carro, se Deus quiser, a gente vai realizar esse sonho, que também é uma forma de estimular a leitura, o conhecimento das passagens. Já teve uma gravação desse tipo, que foi do Cid Moreira, que vendeu milhões, porque é um negócio agradabilíssimo, aquele vozeirão dele. Mas Haroldo, você falando isso aqui, não tive como não me lembrar dos primeiros capítulos do livro de Paulo Estevão, o qual você vai tratar em julho, num seminário que vai ser feito aqui em Belo Horizonte, da fala de Gesiel e Estevão com Abigail, onde ele se referia muito ao estudo dos textos.
Então, escutando você falar aqui sobre a importância da leitura, eu não tive como não me lembrar da tradição judaica, da tradição israelense, da leitura dos textos sagrados, que eram uma rotina na vida deles, diária, onde que eles, desde pequenos, eram incitados a ler. E você tem muito conhecimento sobre isso, e seria até interessante que você pudesse compartilhar um pouco sobre isso, porque tem muito a ver exatamente com o que você falou, ler os textos sagrados. Exatamente, Sérgio. Tem uma coisa assim, tão curiosa nisso, que quando a gente fala do hábito judaico de se observar o sábado, geralmente nós focalizamos as partes negativas desse hábito, imaginando que a observância do sábado pelos judeus é algo puramente superficial.
Mas é bom ser cuidadoso quanto a isso. No sábado é o dia que eles reservavam, então, da sexta-feira a partir das dezoito horas, porque o sábado para eles começa na sexta-feira às dezoito horas, o dia judaico começa às dezoito horas, e não meia-noite e um, como é a gente. A partir da sexta-feira às dezoito horas, até o sábado às dezoito horas, que é o shabat, é um dia em que a família para orar. Então, ele tem um conjunto de orações e para ler os textos da Torá e da Bíblia Hebraica. E é curioso que eles iam para a sinagoga e em algumas tradições, o que eles faziam?
Eles dividem a Torá de Moisés, como o ano tem cinquenta e duas semanas, eles dividiam o Pentateuco Mosaico em cinquenta e duas partes, de modo que ao final de cada ano, você necessariamente leu toda a Torá e junto com a Torá, cada trecho desse que tinha nome. É tão bonito isso, porque o trecho número um, que vai de Gênesis 1 até capítulo 3, ele tem um nome, Bereshit. Aí, depois, os outros todos têm um nome. Cada pedaço desse, desses cinquenta e dois, tem um nome e eles associavam passagens dos profetas e dos demais livros a esse texto.
Então, chegava no final do ano, você tinha uma visão, uma leitura completa da Bíblia Hebraica. Mas a oração é um hábito muito importante e a gente perdeu isso. Perdeu totalmente, porque os dias passam. E o cristianismo, quando ele nasceu, ele tinha essa prática. Também, refazendo a referência a Paulo Estevão, Estevão devorou os pergaminhos de Mateus, assim que recebeu os de Pedro, tamanha ânsia que ele tinha de conhecer um pouco mais sobre aquele Messias, que ele imaginava que poderia já ter vindo, mas não tinha conhecimento, porque morava em Corinto.
E aí, quando ele teve acesso aos pergaminhos, devorou e passou a divulgá-los. Pegando carona exatamente nessa linha de raciocínio que nós estamos desenvolvendo aqui, nós vamos ver, e você com muita competência sabe disso, os textos são muito metafóricos. Os textos da Bíblia, em geral, são muito metafóricos. Daí a necessidade da gente realmente ter um aprofundamento no seu estudo, não apenas na leitura, mas no seu estudo. E a doutrina espírita chega para nós trazendo um pouco dessa abordagem diferenciada, que foi o que o Fredinho leu na fala dele do início aqui, aonde que a espiritualidade, com a revelação que nos veio através de Allan Kardec, abre para nós uma perspectiva interpretativa dos textos bíblicos diferenciada.
Eu queria escutar um pouquinho de você sobre isso, Harold. Eu, Sérgio, você estava falando disso aí, eu me lembrei aqui de um texto que está no início do Evangelho do Segundo Espiritismo do Kardec. Olha que coisa interessantíssima. Ele diz assim, na introdução mesmo, o primeiro item, Todo o mundo admira a moral evangélica. Todos lhe proclamam a sublimidade e a necessidade, mas muitos o fazem por confiança, baseados no que ouviram dizer ou Sobre a fé em algumas máximas que se tornaram proverbiais. Poucos, no entanto, a conhecem a fundo e menos ainda são os que a compreendem e sabem deduzir as suas consequências.
E lá na frente ele completa, muitos pontos do Evangelho, da Bíblia e dos autores sacos em geral só são ininteligíveis, ou seja, só são incompreensíveis, parecendo alguns até irracionais por falta da chave que nos faculte compreender o seu verdadeiro sentido. Essa chave está completa no Espiritismo, como já puderam convencer-se os que o estudaram seriamente e como todos o reconhecerão melhor ainda mais tarde. É extraordinário, não é? Eu já estou aqui, então, com uma questão, porque para nós estudarmos o Evangelho, nós precisamos, então, de elementos, de ferramentas.
Então, a primeira ferramenta, você já disse, é a própria doutrina espírita, as obras básicas da doutrina espírita. O Kardec está… O forte do Kardec. Exatamente. São ferramentas importantes. Então, para a gente poder acessar o conhecimento que está ali, muitas vezes, aparentemente difícil de ser acessado, como Kardec colocou aí, a doutrina espírita é uma ferramenta maravilhosa. Mas que outras ferramentas você utilizaria? Você já citou em outros podcasts, mas eu gostaria que você lembrasse para a gente quais são os livros, quais são as obras que a gente precisa ter em mãos para a gente poder realizar um estudo com eficiência, com seriedade, com profundidade.
Nossa, foi muito bom você ter tocado nisso, Fred. E a gente precisa fazer uma série de ponderações sobre esse assunto, sobre esse tema. A primeira é o que nós estamos comentando aqui. É importante a pessoa fazer uma leitura. E o que o Sérgio lembrou do Estevão devorando os textos, naquela época, 98% das pessoas não sabia ler, nem escrever. Então, eles tinham um hábito muito interessante. Quem sabia ler, lia em voz alta para a maioria. Ou seja, o grande número de cristãos primitivos, eles tinham um contato com o texto de ouvir em leitura alta, em voz alta.
Então, eles decoravam o texto, porque eles ouviam tanto a leitura em voz alta, que aquilo gravava na memória deles. É como se você assistisse uma peça de teatro centenas de vezes. As falas das personagens acabam ficando gravadas na sua memória. Então, simples, a primeira ferramenta simples é ler. Ler em voz alta, ler andando, grava o que você leu, o Novo Testamento, grava. Coloca num pendrive, no seu carro, se você estiver no trânsito, com a sua voz. Na hora que você for dormir, põe lá o iPod, o aparelho de MP3, enquanto você está dormindo.
João Paulo II fazia isso. Enquanto você está dormindo, deixa lá. Porque isso vai familiarizando a pessoa com o texto. É importante ter uma familiaridade com os 27 livros do Novo Testamento e os mais de 66 livros do Velho Testamento. É importante ter familiaridade com esses textos, porque aí você começa a fazer conexão entre eles. Você começa a juntar pontas, porque são livros separados. No conjunto, 66 livros, no total da Bíblia. 27 do Novo Testamento, mais os outros, inteirando quase 66 livros. Haroldo, me andando uma perguntinha prática.
Haroldo, por qual livro a pessoa deve começar a ler? Tem um? Você indicaria? É Mateus? É Lucas? É Marcos? A experiência tem revelado que você deve começar por aquele que você tem mais afinidade, que você goste mais. Porque tem pessoas que dizem assim, eu não sou apaixonado com o Evangelho de João. Começa por ele. Porque você já tem um apelo emocional, você já gosta. Porque também essa leitura tem que ser prazerosa, ela tem que gerar prazer. Você tem que gostar. E, à medida que você vai lendo, você vai sentir vontade de ler mais.
E aí você vai incorporar outros livros, até livros que você imagina que são difíceis, que você não gosta. Você acaba lendo para fazer conexões. Então, eu digo assim, começa por onde você gosta, você tem mais afinidade. Mas é importante começar, né Sérgio? Começar a fazer uma leitura, ouvir. E, de uma forma ou de outra, né Haroldo, considerando que nós somos espíritos milenares, esse Evangelho já não é muita novidade pra gente. Em algum momento, a gente já tomou contato com esses textos sagrados, em algum lugar na nossa existência.
Então, nós vamos realmente identificar alguma familiaridade com isso. Especialmente os nossos amigos aqui, espíritas, em particular, que estamos aqui reciclando experiências desse tipo há um bom tempo. Talvez os nossos olhos e ouvidos sejam novos, né Sérgio? É isso mesmo, Fred. E uma coisa que eu vou falar um pouco em testemunho pessoal, que me tocou muito, teve duas coisas quando eu iniciei a minha vida na doutrina espírita, eu era um católico muito pouco praticante, e quando eu comecei a frequentar algumas reuniões de estudo da doutrina espírita, em que eu me dediquei a alguma leitura, duas coisas me marcaram, em particular, naquele momento.
Um foi o livro dos Espíritos, e o outro foi a introdução do Evangelho segundo o Espiritismo, que o Haroldo já leu aqui alguns trechos pra nós hoje. E por que que eu falo isso? Porque o Evangelho segundo o Espiritismo realmente é o primeiro movimento de um pensador em pegar os textos bíblicos, os textos de Jesus, e dar neles uma destrinchada, recheando aquele estudo com mensagem de Espírito. Com a revelação dos Espíritos. Então, e aí você vai ter ali como seu professor, seu guia um Santo Agostinho, um São Vicente de Paula, um Sócrates, um Espírito da Verdade, que vão estar comentando textos evangélicos.
Então, o Evangelho segundo o Espiritismo, pra mim, ele é uma obra muito interessante pra quem quer começar a entender um pouco mais do Evangelho de Jesus, o Novo Testamento, com uma abordagem moderna, vamos dizer assim, uma abordagem de dois mil anos depois. Dentro da linha colocada por Jesus, lá no capítulo 14 do Evangelho de João, do Consolador Prometido. Esclarecer e trazer pra nós as verdades que naquela época eles ainda não podiam suportar, como Zé Léo Cristo na sua fala. Olha aí que bacana, então. Então fica a dica, que é estudar através do Evangelho segundo o Espiritismo, e o principal, que eu acho que muita gente pula a introdução das obras.
Olha só quanto é importante ler a introdução do Evangelho segundo o Espiritismo. Exatamente. Olha quantas dúvidas essa introdução pode tirar e às vezes não vou ler a introdução não, vou partir pra obra, né? E lembrando, né, Tiago, que nós estamos falando de estudando o Evangelho à luz da doutrina espírita. Isso tem um diferencial. Então me recordo do Honório Abreu, que sempre dizia isso. Quando a pessoa faz uma leitura, um estudo do Novo Testamento e da Bíblia Hebraica à luz da doutrina espírita, ele está numa reflexão diferente.
Uma reflexão muito diferente, porque ele tem nas mãos um conjunto de ferramentas, que é a codificação e a obra subsidiária, que são ferramentas preciosas. E, infelizmente, às vezes a gente observa amigos, companheiros do movimento espírita, que pretendem se lançar a uma leitura do Novo Testamento e da Bíblia Hebraica desprezando a ferramenta da codificação e das obras subsidiárias. E aí, o que eles vão fazer? Eles vão repetir propostas de leituras ou propostas teológicas e que não estão mais harmonizadas com o que está no livro dos Espíritos, com o que está na codificação, com aquilo que fundamenta o próprio Espiritismo.
Então, a luz da doutrina espírita é uma coisa muito importante, porque o Evangelho pode ser estudado à luz da psicologia, à luz do budismo, à luz da economia, Evangelho à luz de Lutero, à luz de Calvino, à luz dos pais da Igreja Católica, à luz da teologia católica, à luz da teologia protestante. E nós não estamos desmerecendo essas abordagens, porque elas têm elementos, nós vamos falar sobre isso aqui. Para chegar lá na pergunta do Fredinho, que a gente vai chegar lá, que tem mais coisas. Estou esperando. Então, Fredinho, você pode estudar à luz de várias propostas, cada qual com a sua riqueza, cada qual com a sua abordagem.
Mas não podemos esquecer aqui, nós Espíritas, o estudo e a leitura à luz da doutrina espírita. À luz da doutrina espírita. Porque, de fato, eu fico encantado com essa frase do Kardec, porque realmente muitos pontos do Evangelho, da Bíblia, sem a chave da doutrina espírita, a abertura feita por outras abordagens, não me convence. Não me convence. Em muitos pontos, o esclarecimento convincente só vem com uma leitura e um estudo da doutrina espírita. Então, é importante ler o Livro dos Espíritos, é importante ler as cinco obras básicas, ler a Revista Espírita, conhecer profundamente Kardec, todas as suas obras, as obras subsidiárias sérias, para poder fazer um estudo do Evangelho.
Por isso, nós comentamos aqui, o primeiro passo é uma leitura. O primeiro passo é ler. Ler o Evangelho. Ler o Novo Testamento. Ler o Evangelho do Segundo Espiritismo. Ler. Qualquer pessoa pode fazer isso. Não se exige nenhuma competência intelectual, nenhum diploma, quer dizer, não tem nenhum processo de elitização nisso. E é muito importante. Todo mundo pode ler, deve ler, porque às vezes a gente encontra as pessoas falando assim, como está dito no Novo Testamento? E falam uma frase que não existe. Aquela frase não existe no Novo Testamento.
Ou existe bem diferente. Ou existe bem diferente. Então, é importante ter uma leitura para que a gente cite com precisão. Cite realmente o que? Então, o primeiro ponto é leitura. O segundo, já progredindo, Fredinho, eu acho que eu hoje, eu não parto para um estudo do Evangelho sem prece. Sem prece. E o Cássio Murilo fala isso também. Buscar conexão. Buscar conexão, inspiração. Porque nós acreditamos que um material tão espiritual como o Evangelho, ele não pode ser acessado apenas com estratégias humanas. Então, nós temos que ter esperteza, tem que ter técnica, tem que ter jogo de cintura para estudar o Evangelho?
Tem, mas não adianta só habilidades humanas. Se você não tiver uma inspiração da espiritualidade maior, se você não estiver em sintonia, porque é natural, a gente chega do trabalho, chega cansado, chega nervoso, chega ansioso. Aqui em Belo Horizonte, quase não tem trânsito, né? Então, a gente chega assim, se você chega nesse estado de alma e já vai abrir um novo testamento para estudar, não vai ser produtivo. Tem que desconectar primeiro. Tem que desconectar, desconectar das preocupações e conectar com as forças espirituais que dirigem a nossa vida e que acabam…
Que querem que a gente acesse isso. Que querem que a gente aprenda, que querem que a gente… Porque a intenção aqui é muito importante. Quando você faz uma leitura, um estudo com a intenção de aprender, com a intenção de se melhorar, é outra coisa. Porque tem gente que lê com a intenção de encontrar contradição ou com a intenção de discutir, com a intenção de polemizar. Quando a base é esse sentimento, não vai sair coisa boa, porque você não colhe bons frutos da má árvore. Então, se a gente não posiciona o coração, eu acho isso fundamental.
Vocês querem falar algo? Eu queria aproveitar essa fala do Haroldo e compartilhar com a turma que está aqui nos escutando. Tem uma mensagem de São Vicente de Paula, no capítulo 13 do Evangelho segundo o Espiritismo. O capítulo 13 do Evangelho segundo o Espiritismo é não saiba a vossa mão esquerda o que dá a vossa mão direita. Ele trata basicamente da caridade, esse capítulo dos Evangelhos segundo o Espiritismo. Mas dentro de uma mensagem de São Vicente de Paula, ele tem um parágrafo dela que ele faz uma referência à importância do estudo do Evangelho, que eu acho que me marcou muito na época que eu li essa mensagem e até botei no meu Evangelho como uma observação no canto dela, a importância de estudar o Evangelho.
Diz São Vicente de Paula Por que deixar de lado os seus divinos ensinamentos? Por que fechar os ouvidos às divinas palavras de Jesus o coração a todas as suas suaves sentenças? Gostaria que vocês dispensassem mais interesse, mais fé às leituras evangélicas. Desprezam, porém, esse livro. Consideram no repositório de palavras ocas uma carta fechada. Deixam no esquecimento esse código admirável. Vossos males provenham apenas do abandono voluntário a que relegais esse resumo das leis divinas. Lede-lhe as páginas cintilantes do devotamento de Jesus e meditai-as.
São Vicente de Paula faz uma… Que achado esse, hein, Sérgio? São Vicente de Paula faz uma referência muito interessante aqui e eu tive até a curiosidade de pesquisar sobre São Vicente de Paula. Eu fui lá na Wikipédia e coloquei. Ele nasceu no século XVI em 1580. Os quebradinhos. Era francês. E se dedicou desde jovem, aos 19 anos foi sacerdote. E se dedicou desde jovem à caridade e à divulgação evangélica. O termo irmãs de caridade surgiu por ele. Ele fez uma confraria de mulheres. Nossa, que coisa. Esse nome, irmãs de caridade, surgiu dali.
E ele foi escravo. Ele… Numa viagem, o navio que ele estava indo pra Marcélia no Mediterrâneo, foi atacado por piratas turcos. Ele foi feito prisioneiro, levado pra Tunísia e foi escravo durante certo tempo. Então, estou fazendo essa volta toda porque ele encantava as pessoas, inclusive os muçulmanos quando ele morou no norte da África, com os textos evangélicos. E ele tinha um profundo conhecimento disso. Então, quando ele coloca isso daqui, e eu queria abordar exatamente isso nessa fala com vocês, que é o seguinte.
Quando nós lemos o Evangelho, em alguns momentos a leitura é cansativa, porque é um português, é um estilo literário, né, Haroldo? Ainda, vamos dizer assim, de dois mil anos atrás, vamos colocar dessa forma. Então, ele foi traduzido em 1500, quebradinho, por João Ferreira de Almeida, pra Bíblia antiga, pra Bíblia do Haroldo, ele é mais moderno. Então, ele ainda tem um texto disso. Mas, refletir e meditar sobre as parábolas, em especial, que é o que São Vicente e Paula sugerem nesse texto aqui, é muito relevante. Porque, você lê uma parábola do bom samaritano, você lê uma parábola do semeador, aquilo realmente traz motivos de reflexão interessante pra nós.
E eu acho que essa é a dica que o Haroldo tá dando, de a gente poder ler, poder refletir sobre isso. E se você tiver um pouquinho de conhecimento da doutrina espírita, um pouquinho de disciplina em abrir as obras básicas, você vai conseguir identificar, dentro dos textos do Evangelho, inúmeros aspectos decodificados depois. Nós vamos ver os aspectos dos milagres, tratados com muita competência pelo Kardec, na Gênesis. Nós vamos ver as questões da mediunidade, dos passes espirituais, abordados também com muita competência no Livro dos Médiuns.
Diversos aspectos filosóficos tratados na questão do Livro dos Espíritos. Enfim, dentro do Pentateuco Kardeciano, nós vamos ver o Evangelho inserido em cada uma daquelas obras. E que permite realmente essa conexão e uma dimensão, uma lupa em cima desse texto, abrindo aspectos de reflexão e Meditação novos para todos nós. Pelo menos para mim funcionou dessa forma, Haroldo. Seguramente. Haroldo, um ponto que eu acho importante também de acrescentar, corroborando com o que o Sérgio colocou e você também, é que nessa disciplina de estudar o Evangelho todos os dias ou sempre que possível, havendo possibilidade, é bom a gente se unir com mais alguém.
Um dia específico, de repente a formação de um grupo, ainda que seja em casa com a esposa, com a família, se possível com alguns amigos, porque trocar ideia, trocar estudo é tão bom também, dinamiza tanto o conhecimento e nos impede às vezes de cair em ciladas da própria vaidade que todos nós temos ou Das cegueiras que nós trazemos conosco e tal. Então essa dica eu acho que também vale a pena, porque seria muito bom se as pessoas conseguissem formar grupos de estudos. A leitura, a chamada leitura comunitária. Ou você em casa com os familiares ou num grupo com outras pessoas é muito importante.
E eu fiquei muito surpreso com esse texto do São Vicente Paulo, Fred, porque revela para todos nós que o ideal é quando a leitura e o estudo do Evangelho tem propósito, tem porquê. E ali ele está dizendo que a maioria dos nossos sofrimentos é o abandono, decorre do fato da gente não ler e não estudar o Evangelho. Então quando nós do SER buscamos aqui, estamos interessados em gravar um podcast, em fazer um 7 minutos com Emmanuel, em falar tanto do Evangelho, é por entender essas lições de que muitos dos nossos sofrimentos, dificuldades que nós temos no casamento, na vida familiar, na vida profissional, na vida social, é porque nós não incorporamos ainda um padrão de conduta do Evangelho.
Por ausência da moralidade do Cristo. Isso, e como que esse padrão vai ser incorporado se você não o conhece? E como você vai conhecê-lo se você não ler e não estudar? Então é importante, a primeira coisa é qual propósito está no seu coração quando você abre um texto do Novo Testamento ou da Bíblia? Qual que é o propósito? O que você está buscando? O que você estiver buscando você vai procurar, você vai encontrar. Você vai encontrar o que estiver procurando. Então, seguindo a orientação do Vicente Paulo, o que nós podemos encontrar lá?
Nós podemos encontrar modelos de agir na conduta do Mestre inigualável que é Jesus. Então, como eu devo agir com o meu filho? Lá você vai encontrar de forma sutil e o Evangelho segundo o Espiritismo disseca isso nos capítulos, trabalhando nos aspectos morais, nas instruções dos Espíritos, um padrão de conduta para você ser feliz. Quer dizer, qual a melhor forma de agir no seu casamento, na sua vida familiar, para você ser feliz? Para você não entrar em atrito com as pessoas? Para você ter uma vida mais em paz, mais em harmonia?
Esse padrão de conduta está no Evangelho. Se você tem o propósito de absorver esse padrão de conduta, você vai encontrar lá. Segundo, quando você está na leitura do Evangelho, você eleva o seu padrão vibratório. Por quê? Porque você está em contato com a mensagem de Jesus, sua mente começa a circular em um outro patamar. Seu coração começa a vibrar em uma outra sintonia e quando você eleva o padrão vibratório, você entra em contato com os teus benfeitores espirituais. E é uma excelente forma de deixar maus hábitos, porque você cria um bom hábito, que é de ler o Evangelho.
Exatamente. Então, essa elevação de padrão espiritual contribui para que Deus, Jesus e os amigos espirituais possam encontrar campo para chegar até nós. É como se quebrasse uma barreira da nossa impermeabilidade, porque, às vezes, a gente fica numa casca. Nada nos atinge. Quando você eleva esse padrão, você abre espaço para a tua ação superior. E aí, o que pode acontecer? Ninguém pode prever. O que vai acontecer, ninguém pode prever. Por isso, Fred, voltando agora à pergunta que você fez lá atrás, a Alcione, no livro Renúncia, diz assim o Evangelho é um vasto caminho ascensional.
Então, algumas pessoas confundem quando a gente fala de estudo do Evangelho, quais obras são necessárias, o que é preciso estudar. Muitas pessoas confundem e a gente não entende porque, imaginando que nós estamos fazendo uma proposta de elitização no meio espírita. Quer dizer, uma proposta de formação de puros intelectuais com exclusão das pessoas que não tiveram uma educação formal, com exclusão das pessoas que são mais velhas e que não tem condições de ler, de ter uma compreensão e que nós estamos, na verdade, propondo a criação de um ciclo de intelectuais.
Ora, eu tenho aprendido no livro Renúncia que o Evangelho é um vasto caminho ascensional. Se é um vasto caminho ascensional, é uma grande subida. É uma grande subida. Quem vai decidir o quanto vai subir é a pessoa. Então, se você decidiu que vai fazer um mergulho de 10 metros, não tem problema. É importante você fazer o mergulho. O que você não pode imaginar é que você chegou no fundo. Se você decidiu fazer um mergulho de 30 metros de profundidade, saiba que tem mais profundidade. Se você decidiu fazer um mergulho de 100 metros de profundidade, saiba que você está descendo, mas não se esquecendo de um caso que o Chico conta, que o Emmanuel um dia chegou para ele e disse que, periodicamente, ia às esferas superiores frequentar cursos de Evangelho e de que, nesses cursos, ele e Emmanuel se sentiam um crocodilo.
Ora, se o Emmanuel, que escreveu a série Fonte Viva, que escreveu tudo o que ele escreveu nas esferas superiores, se sentiu um crocodilo, então, você imagina, Fredinho, quantos níveis de profundidade, quantos metros de profundidade eles estão mergulhando no Evangelho lá nas esferas superiores. Então, nós não podemos imaginar que, pelo fato de eu ter feito um estudo, eu esgotei o conteúdo do Evangelho, porque o conteúdo do Evangelho é a súmula da experiência de um Cristo, de um ser que está há bilhões de anos na nossa frente.
Então, é como se eu tivesse bilhões de anos de evolução condensados em algumas páginas. Não será com a leitura e com o estudo de algumas décadas que nós vamos esgotar um conteúdo de experiência de bilhões de anos. Então, quando a gente fala aqui, começa com a leitura, começa com a leitura da obra básica, depois tem um livro aqui, é dando ferramenta para a pessoa mergulhar. Mas quem vai decidir a profundidade que ela vai mergulhar, o que ela dá conta de mergulhar, é a pessoa. O que não se pode imaginar é que chegou no fim.
Ah, não, já estudei o Evangelho. Ah, já estudou? Não, já estudei, já li o Evangelho sobre o Espiritismo, já li essas obras, já estudei tudo do Evangelho, porque isso é uma ingenuidade. É uma ingenuidade. Então, quando a gente grava um podcast como esse, nós estamos buscando nos despir dessa ingenuidade de Incorporar que se hoje materializasse aqui um Paulo de Tarso e ele abrisse uma carta dele para fazer um comentário, nós íamos ficar todo mundo de queixo caído. O Haroldo, estou me lembrando aqui no livro Obreiros da Vida Eterna, o André Luiz participava de um grupo que estava em oração em prece, tentando oferecer condições espirituais para a materialização de um Espírito ainda mais superior.
E ele, e esse Espírito vem. Asclépios. Asclépios, né? E se apresenta ali e eles começam então a conversar e esse Espírito traz uma mensagem e de repente abre a oportunidade deles fazerem perguntas. E todas as respostas ele tirava pergaminhos de uma bolsa, pelo que eu me lembro, e lia um versículozinho do Evangelho. Então, eu fico pensando sem estudar Evangelho o que adianta ouvir um versículo? A gente tem que preparar o coração, ter intimidade com a literatura, com a leitura, com a ideia, com o vocabulário. E eu fico pensando, né?
Se o Asclépios, que é um Espírito tão superior que para se manifestar em nosso lar, que é uma colônia espiritual, precisa materializar-se, está estudando o Evangelho, que dirá ao ar o outro? Que está preso à crosta, cheio de deficiências, de dificuldades, deve-se a resgatar. Quer dizer, eu que tenho que estudar mesmo. É o que o Vicente Paulo está falando. Quer dizer, a maioria dos meus sofrimentos, das minhas dificuldades, são decorrentes do menos preso que eu dou as lições do Evangelho. Menos preso, o voluntário que ele fala.
Nós, a gente comentou isso aqui um pouco antes, nós já lemos esses textos evangélicos várias vezes, em várias encarnações, e de caso pensado, por decisão, nós ignoramos. Sim, com intenções impuras, que tem a ver com o texto do Vicente Paulo. Ou usando até o texto a nosso favor. E muitas vezes a nosso favor. Nós que geramos a complexidade, porque eu, pelo menos, às vezes eu leio e falo assim, gente, é tão simples. É tão simples. Mas, ao mesmo tempo, é tão complexo pra mim. Na hora que eu me deparo, eu falo assim, quando a gente faz o Evangelho, em casa, com a esposa, e depois do Evangelho a gente vai tomar banho, na hora que vai dormir, ô meu amor, desculpa.
Desculpa pelo que eu te falei hoje de manhã, desculpa na hora daqueles absurdos que eu fiz na hora de sair pra ir trabalhar. Né? Aí, um exemplo que o Júlio Adriano, nosso amigo, uma vez me contou que, de que que adianta eu me preparar pra poder sair pro Centro Espírita e fazer evangelização, se eu saio de casa até o Centro Espírita brigando com a esposa? Isso é ótimo. Tô pensando aqui assim, quantas vezes na minha vida, na hora de dormir, eu pedi desculpa pra pessoa que eu encontrei hoje no trânsito. Quantas vezes na minha vida, de coração, né, sentindo a indigência espiritual que eu carrego dentro de mim.
Pra rechear esse discurso nosso aqui, Haroldo, Fred e Tiago, no livro Caminho, Verdade e Vida, mais uma vez lá na sua introdução, cujo texto da introdução é a Interpretação dos Textos Sagrados, que foi o primeiro livro que o Emmanuel escreveu abrindo o ciclo de comentários sobre os versículos. E o primeiro texto dos Sete Minutos com a Irmã. Exatamente. Então, ele fala pra nós aqui algumas frases que eu acho que vale a pena a gente tratar. Ele fala assim, ó, o evangelho não se reduz a breviário para o genoflexório. É bom explicar essa palavra, né?
Você acha que é uma palavra difícil? Por favor, Haroldo, explica pra nós, você que é o… Não, porque o genoflexório é de dobrar o joelho, né? Quer dizer, o evangelho não é apenas uma cartilha pra você ficar de joelho recitando esses textos como se estivesse fazendo uma oração decorada. Na época em que esse prefácio foi escrito, as casas, elas tinham, né, os seus genoflexórios, seus altares e tal. E o Emmanuel continua na mensagem, no meio dela, falando o seguinte. Ele fala do evangelho. Por louvá-lo nas igrejas e menoscabá-lo nas ruas, é que temos naufragado mil vezes por nossa própria culpa.
Todos os lugares, portanto, podem ser consagrados ao serviço divino. E ele continua aqui embaixo pra não ter que ler a mensagem inteira pra gente aqui. Ele fala o seguinte. Muitos discípulos nas várias escolas cristãs entregaram-se a perquirições teológicas transformando os ensinos do Senhor em relíquia morta dos altares de pedra. No entanto, espero Cristo venhamos todos a converter o evangelho de amor e sabedoria em companheiro da prece, em livro escolar, no aprendizado de cada dia, em fonte inspiradora de nossas mais humildes ações no trabalho comum e em código de boas maneiras no intercâmbio fraternal.
Então nós vemos, com essa fala de Emmanuel, que ler o evangelho como literatura, como propôs o Cássio, Murilo, Dias da Silva e Cuarondo, situam aqui, é, na verdade, não apenas conhecê-lo, mas tentá-lo incorporar na nossa vivência. Esse é o propósito. Porque aí nós conseguimos realmente dinamizá-lo, transformá-lo em algo não apenas conceitual, mas um código de vida. Porque é uma coisa, se eu abrir lá o romance O Senhor dos Anéis, eu vou fazer uma leitura, uma leitura literária. O evangelho é diferente, porque eu vou fazer uma leitura literária, sim, no sentido de entender que ali é literatura, tem figuras de linguagem, tem metáfora, tem parábolas, é um texto literário.
Mas, há um propósito nessa leitura que é a minha transformação moral. E não adianta eu fazer um investimento apenas no estudo e na leitura, se eu não fizer um investimento na melhoria da qualidade das minhas ações no dia a dia. Porque aí, Alcione fala muito lindo nesse texto. O evangelho é um vasto caminho ascensional, cujo fim não atingiremos legitimamente sem o conhecimento e a aplicação de todos os detalhes. Então, forma-se um círculo, porque você lê, estuda, mas quando você parte para a vivência, para o emprego, é ali que você vai realmente entender o texto.
Porque aí, ao colocar na prática, você pega as sutilezas. Mas isso é da vida, não é? Você fez um curso de engenharia, você aprendeu a fazer um cálculo estrutural para calcular um alicerce de um edifício. Mas é no momento que você fez o primeiro cálculo, que você fez o primeiro edifício, que você vai… Aí você fala, nossa, agora eu compreendi aquilo que aquele meu professor falava sobre cálculo estrutural. Quando você aprendeu uma matéria de marketing, quando você colocou o primeiro produto, quando você fez uma estratégia de divulgação, você fala, nossa, agora que eu entendi aquele conceito.
Porque a prática fecha o ciclo… Ela fecha o ciclo, não. Ela gira o ciclo da compreensão. Então, é leitura, estudo, prática. Leitura, estudo, prática. Aí você gera uma espiral ascensional. Aí você entra num processo de aprimoramento em que a sua mente se expande, o seu coração se eleva e a sua vida prática começa a mudar de padrão. As pessoas vão começar a olhar para você e falar, poxa vida, o Fred está diferente. Eu conheci o Fredinho, ele era meio estourado, não sei o que. Você está achando mesmo? Está difícil. Eu estou aqui com o livro Boa Nova aberto e na introdução, no prefácio, Humberto de Campos termina na última frase dizendo que existem espíritos esclarecidos e espíritos evangelizados e eu agora peço a Deus que abençoe a minha esperança de pertencer ao número desses últimos.
Brincadeira, Humberto de Campos. Fico pensando aqui, Haroldo, como é fácil então nós perdermos o fio da meada ao estudarmos o Evangelho. Ou seja, perdemos isso que faz parte da leitura do Sérgio e do São Vicente de Paulo. Que é nós nos entregarmos ao estudo e saímos satisfeitos porque estamos enriquecidos no campo do esclarecimento, quando na verdade devemos evangelizar nosso coração. Então esse é um problema, porque quando as pessoas fazem, ficam temendo que esse esforço de reunir as pessoas no intuito de estudar o Evangelho é para formar uma classe intelectual, é porque as pessoas estão imaginando que o Evangelho é para se tornar esclarecido, se tornar doutor da lei.
Exatamente. Tem dois perigos aí, dois perigos que a gente corre. Um É de você se tornar um catálogo telefônico. Eu até me lembro um tempo, uma vez foi um homem no Silvio Santos e ele decorou o catálogo telefônico. Será que ele tem o número lá de casa? Muito impressionante. Era de uma cidade do interior de São Paulo. Ele decorou o catálogo telefônico. Então, imagina um investimento de tempo, de memória. Primeira memória assombrosa desse homem. O investimento dele de estudo. Mas aí a gente pergunta qual a utilidade desse conhecimento?
E o curioso, Fred, é que às vezes a gente vê muita gente na teologia, teólogos, estudiosos, filósofos e mesmo no meio espírita se comportando como essa enciclopédia ambulante. Então, o sujeito é um gugo, você joga um termo lá, ele já tem uma resposta, ele cita a página, cita a questão, cita a pergunta, cita não sei o que. E aí você pergunta, e esse conhecimento está sendo útil em que na sua vida? Porque o que traz alegria, eu me lembro sempre o senhor Honório falando isso, não é Honório Abreu? Ele sempre dizia, o que traz felicidade para a gente não é o fato de você saber algo.
Não é o conhecimento em si que te coloca imune do sofrimento. Porque a gente sofre por conta dos relacionamentos humanos. São as relações humanas que nos colocam doente, que nos fazem sofrer. Então, o conhecimento, ele só tem valor quando ele pode ser aplicado nas nossas relações com o semelhante. Então, é o chamado conhecimento útil. Aquele que tem valor. Então, é perigoso, essa é uma armadilha. Porque você pode ficar decorando o dicionário, pode saber um tanto de coisa, e aquilo virou, e você fica como um papagaio, um papagaio que recebe.
Eu lembro até, minha mãe tem um papagaio, um papagaio mesmo. Não sou eu não, gente. É um papagaio mesmo, lá na casa dela. Ele toca o telefone e ele mesmo atende. Eu morro de medo de ficar assim. Você ser uma pessoa que você mesmo cria demanda, você mesmo responde. Você cria um conhecimento que não tem utilidade. Você fica repetindo coisas fora de hora, sem propósito e sem utilidade. Agora tem um outro, uma outra armadilha, que é imaginar que a evolução se faz sem a asa da sabedoria. Esse é um outro problema. Esse é um outro problema.
Porque nós aprendemos com Kardec, aliás, nós aprendemos com Espírito de Verdade, que o lema é Espíritas amai-vos, primeiro mandamento, instrui-vos, segundo mandamento. E aprendemos com Emmanuel, no livro Consolador, que duas asas nos conduzem à angelitude, a asa do amor e a asa da sabedoria. Agora nós temos encontrado no movimento espírita certas tendências de que quando você cita um dicionário, você cita uma obra, a pessoa fala, poxa, está elitizando, não pode citar. Então, o que é isso? É uma campanha contrária à instrução?
Quer dizer que nós vamos agora levantar uma bandeira que é a bandeira da ignorância? Quer dizer, para eu ser elevado eu tenho que desconhecer? Eu não posso estudar? Então, nós temos que tomar cuidado com essa armadilha. Quer dizer, o importante é não separar, não separar. Haroldo, eu gosto muito de uma imagem é… do Platão em que ele cita que a vida é um carro, uma carruagem. Aí ele diz que eu sou o homem que conduz, o meu corpo é o carro. Eu sou o homem que conduz, o homem, o espírito, o homem que conduz. Aí ele diz as rédeas são os meus pensamentos, a minha razão.
E os cavalos os sentimentos, é aquilo que me motiva, que me põe em movimento. Agora, fala assim com o seu sentimento, fala assim, segue o seu sentimento, fala isso com um serial killer. Ou seja, se nós não tivermos o lastro do conhecimento, da razão, para nos dar direção. Fala isso com alguém que tem uma pulsão por uso de droga, por exemplo. Não, não segue o seu sentimento. Uma ninfomaníaca. Ou qualquer um de nós, porque todos nós temos as chagas morais aí que não precisa nem dizer. Cada um… Cada um sabe a sua. Então, se você diz assim, não, dá vazão para o seu sentimento, qualquer que seja.
O negócio é sentir. Você vai sair no trânsito aí, dando soco, tiro. E tem gente que faz isso, né? Tem gente que faz. Então, será que é isso? Será que a proposta é essa? Ah, não, vamos só sentir. Será que a proposta é só sentir? Como que você gerencia, por exemplo, uma empresa só com sentimento? Será que a gente consegue? Se não tiver um planejamento racional? A gente não consegue fazer esse pode ser aqui, Haroldo, só com sentimento. Então, eu fico preocupado quando a gente quer dividir algo que não pode ser dividido.
Amor e sabedoria são coisas que não podem ser divididas. Elas têm que andar de braços dados. Têm que andar juntas. Que o vosso amor abunde em todo conhecimento. Isso. Não é isso? E daí, um pode ser desse, né, Sérgio? Porque nós estamos aqui, é claro, não temos autoridade e nem podemos vir aqui ensinar amor. Então, nós estamos aqui tentando compartilhar como alunos que somos ferramentas para que a gente possa ler e estudar com o objetivo de vivenciar. Que é o que vai proporcionar a aquisição do amor, a vivência do Evangelho.
Então, nós estamos aqui, vamos citar, vamos chegar lá, citando livros, citando técnicas, mas no sentido de alertar que sem sabedoria ninguém caminha pelos ensinos de Jesus. E sem o foco na moralização do ser, na evangelização da alma, esse conhecimento não tem utilidade. Isso aí. Pois é, mas vamos lá. Haroldo, terceiro passo. O primeiro passo é fazer uma leitura. Uma oração, uma prece. Tudo bem. Uma prece e uma leitura. Vamos refazer os passos. O primeiro passo é fazer uma oração, uma prece. Isso, se preparar espiritualmente.
Vamos sintonizar para poder fazer a leitura que é o segundo passo. Fiz a leitura. Agora eu quero entender um pouco mais dessa leitura que eu fiz. Qual é o terceiro passo? Acho que esse aí, o Sérgio, de certa forma, falou um pouquinho sobre o conhecimento do Espiritismo. Ah, sim. Aí temos aí o Ege, o estudo sistematizado da doutrina, a leitura das… né, Sérgio? É o conhecimento. Como disse o Arnaldo Rocha, é fazer a base. Isso. E nessa linha que o Tiago está propondo, eu estava pensando aqui enquanto nós conversávamos um pouco sobre como é que foi que eu comecei a estudar o Evangelho.
Pensei aqui na minha vivência pessoal. Você deve ter uma história com o Sr. Honório. Eu tenho uma história com o Honório. Eu… E nesse aspecto para aqueles que estão nos escutando, eu acho que realmente aqueles que querem fazer um estudo, eu quero estudar o Evangelho, eu quero entender o Evangelho, é muito importante que sim você tenha o mínimo de conhecimento da doutrina espírita se você está querendo estudar o Evangelho à luz da doutrina espírita. Então, uma leitura do Livro dos Espíritos, os pontos principais do Livro dos Espíritos, uma leitura da introdução, especialmente da introdução do Evangelho segundo o Espiritismo, ela é muito válida.
Aí vamos supor que você pegue um determinado texto do Evangelho, vamos supor que você pegue uma parábola que é uma linha bem interessante para se começar a estudar o Evangelho. E aí, sendo mais didático ainda, uma parábola que Jesus explica, por exemplo, a do semeador. Ele conta a parábola e ele explica a parábola. Essa leitura, se você utilizar, por exemplo, o Evangelho segundo o Espiritismo, e no Evangelho segundo o Espiritismo, gente, nas edições que nós temos, ao final do Evangelho segundo o Espiritismo, você tem listado todos os versículos que são lá mencionados.
Então, se você tem um versículo que você está estudando, você vai ter a referência dentro do Evangelho segundo o Espiritismo. E esse é o primeiro passo, Tiago. E você lê um versículo e vê quem comenta. O Fredinho falou uma coisa aqui mais cedo que eu acho muito relevante e que é o testemunho que eu quero dar, é que estudar o Evangelho com outras pessoas é melhor do que sozinho. E eu me lembro das reuniões de estudo do Evangelho, do grupo Emmanuel, aonde sentávamos em volta da mesa, 10, 15 pessoas, e se tornava, muitas das vezes, uma grande terapia de grupo.
Não uma terapia no sentido clássico do psicólogo, mas tem um coordenador da reunião e as pessoas dão o seu sentimento, a sua interpretação daquele texto. Lê um versículo e fala eu entendi isso, o outro fala eu entendi outro. E nessa troca de experiências, muitas das vezes, até ficando calado a reunião inteira, você aprendia muito, porque você escutava as pessoas falando sobre aquilo e você falava assim, caramba, eu vim aqui hoje achando que eu tinha um problema e estou falando ao cara aqui quando meu filho desencarnou, peraí, e eu fico com a minha dor menor perante a dor dos outros que eu escuto aqui.
Então, estudar o Evangelho compartilhando isso com outras pessoas é muito útil. Se você não tem essa possibilidade, a consulta às obras que a doutrina já disponibiliza ajuda bastante. Temos aí vários versículos comentados por Emmanuel. Ter um compêndio desses versículos para que você possa consultá-los e refletir sobre eles. Nós vamos postar aí embaixo desse episódio uma compilação feita pela Nil Melena, em que tem toda essa ordem dos versículos que nós vamos seguir no podcast para que as pessoas possam ler. Isso é um patrimônio espiritual.
De estudo, de leitura do Evangelho. É um patrimônio. Você falou uma coisa muito interessante. O próprio Evangelho segundo o Espiritismo já é uma seleção feita por Kardec de passagens em que ele comenta e dá o microfone para os Espíritos. Ele foi o primeiro a fazer esse trabalho. É genial. Às vezes a gente não se dá conta disso. Muitas pessoas perguntam. Nós aqui no SER, o Grupo Emmanuel, na verdade, nós estamos seguindo um passo do codificador em 1864. E é bom lembrar isso, porque em 2014, agora, essa obra do Evangelho segundo o Espiritismo completa 150 anos de idade.
E eu, às vezes, considero, pelo menos para mim, uma obra inexplorada. Inexplorada. Porque você pode fazer perguntas e perguntas. Por que Kardec selecionou essas passagens? Ah, eu ia te perguntar isso agora. Qual o critério que ele seguiu para selecionar passagens? Como ele faz para agrupar os comentários? Por que ele deixa ao final a instrução dos Espíritos e não coloca no início? Ele poderia colocar primeiro a instrução dos Espíritos e depois vai fazer o comentário. Por que ele tenta fazer o comentário, faz todo o esforço para interpretar e só depois ele dá a palavra aos Espíritos superiores?
E por que o Kardec não escreveu o Evangelho segundo o Espiritismo no primeiro lugar? Ele não foi o primeiro livro. E, na verdade, nem foi o segundo. Ele fez uma sequência de obras antes. Ou seja, teve que ter uma base para que o Evangelho pudesse ter sido interpretado. Eu acho que esse é o aspecto mais relevante. Exatamente. Que é o primeiro passo que nós estamos comentando aí. Primeiro passo. Compreensão profunda dos elementos do Espiritismo. Livro dos Espíritos, Livro dos Médiuns, Revista Espírita, Arte que Redondou no Céu e Inferno, Leitura de Céu e Inferno.
Isso é importantíssimo. Porque, às vezes, a gente vê amigos, companheiros espíritas com visão de inferno da Idade Média. Aí, às vezes, a pessoa pergunta Vamos fazer o seguinte? Lê primeiro Céu e Inferno. Lê primeiro Céu e Inferno. Depois você vai ler Sermão Profético de Jesus em Mateus capítulo 25 a 27. Lê primeiro Céu e Inferno. Porque senão a sua leitura do capítulo 25 e 27 de Mateus, que é o Sermão Profético, vai ser uma leitura confusa. Você não estará amparado pelos alicerces do Espiritismo que facilitam a compreensão desses temas.
Então, Livro dos Espíritos, Livro dos Médiuns, Céu e Inferno e a Gênesis, mais Revista Espírita, Espiritismo na sua expressão mais simples, o que é o Espiritismo, os outros opúscos do Kardec, é pré-requisito. É igual na faculdade você vai fazer uma matéria, qual é o pré-requisito? Você tem que fazer outro. É pré-requisito. É pré-requisito. Sem uma leitura, uma vivência desses textos de Kardec, a experiência no Novo Testamento e no Velho Testamento, na Bíblia Hebraica, é uma tragédia. Sobretudo no Velho Testamento. Eu fico imaginando aqui que talvez algumas das pessoas que estejam nos escutando nesse momento devem estar falando assim nossa, mas então é muito difícil.
Tem muito pré-requisito para estudar o Evangelho. E aí eu acho que a mensagem que tem que ficar para vocês, amigos que nos escutam aqui, é que o estudo do Evangelho, ele pode até ter data para começar, mas não tem data para acabar. Não tem. É uma jornada. Um vasto caminho ascensional. Como você colocou na fala de Alcione. Então, gente, ao invés de vocês talvez que estejam achando que é difícil, pelo contrário, imagine que vocês estão iniciando uma jornada. Uma jornada que, na verdade, ela é um programa de condicionamento espiritual de longo prazo, que irá permitir que nós consigamos nos melhorar dia após dia, semana após semana, mês após mês, ano após ano, e de longo prazo.
É um processo íntimo. E para realmente conseguir entender o Evangelho, do qual eu particularmente ainda sou muito carente desse entendimento, nós temos que ter essa paciência, a dedicação e a disciplina de efetivamente gastar um tempinho, por menor que seja, para pensar naquele versículo. A proposta de São Vicente de Paula aqui no Evangelho segundo o Espiritismo é a seguinte. Leia as palavras de Jesus, medite sobre elas. Então você vai pegar um versículo, vai pegar uma determinada fala, entenda aquilo dali. E aí eu acho que o Haroldo poderia falar um pouquinho dessa questão do texto, do contexto, que você já abordou no seu livro.
Para aquele que está estudando o Evangelho agora, abri o Evangelho, Haroldo, lia um versículo. Como é que eu faço? Como é que eu entendo? E pegando um gancho, Sérgio, para fazer essa passagem, em que você falou isso, eu achei muito interessante essa questão da jornada, porque tudo na vida é assim. Você não se transforma num exímio professor ou aluno de Biologia no primeiro dia que você começou a estudar Biologia. Eu me lembro só de um caso engraçado para puxar o gancho. Ninguém ganha a Prêmio Nobel com 30 anos de idade.
Só tem 80 anos, 70. Eu me lembro de um caso pitoresco. Eu fui visitar meu pai em Porto Caldas e era época de milho verde. E cheguei lá com aquelas plantações de milho verde. Eu falei, você está com vontade de comer uma pamonha? Vamos comer, então? Vamos. Imaginei que ele fosse me levar num lugar e eu ia pegar a pamonha pronta e comer. Ele entrou com o carro num sítio lá de um amigo e eu colhi milho verde com ele. Eu falei, esse negócio não vai dar certo. Colhi milho verde. Aí descascou o milho verde. Tirou tudo. Limpou, ralou.
Pegou queijo. Preparou. Resumo da ópera. Quatro horas depois, nós estávamos comendo uma pamonha quentinha. Ou seja, não é assim só me estalar o dedo. A compreensão do Evangelho, compreensão em termos de sabedoria e compreensão em termos de afeição, de amor, ela exige tempo, disciplina e uma rotina. Porque é um aprendizado cumulativo. Então você vai lendo as obras da codificação, aí você relê, você volta, relê os textos do Evangelho e vai acumulando conhecimento, vai acumulando experiência. Tudo na vida. Qualquer coisa que a gente for fazer.
Não tem aqui almoço grátis. Você não vai chegar a estalar o dedo e se tornar um asclépios. E é muito interessante, Haroldo, porque o mesmo versículo estudado cinco anos atrás e cinco anos depois, você enxerga outras coisas porque, assim como você acabou de descrever, nós também mudamos. E aqueles valores que nós tínhamos em uma determinada época, dez, quinze anos depois, nós reciclamos aquele conhecimento. Razão pela qual o Evangelho tem uma característica fantástica, que ele perdura mais de dois mil anos e continua tão atual apesar de toda a evolução que a humanidade teve ao longo desse tempo.
A relevância da sabedoria de Jesus ao colocar os ensinamentos da forma como foram colocados que tem essa característica atemporal. Se você tem quinze anos de idade e vai ler um versículo, você vai avaliá-lo de acordo com aquele perdimento. Se você está com setenta anos de idade está lendo o mesmo versículo, vai falar para o teu coração de outra maneira. Eu tenho certeza que o Haroldo já comeu pamonha várias vezes na vida dele, mas essa pamonha que ele fez junto com o pai dele foi a melhor pamonha que ele já comeu. Porque tem esse prazer quando você se debruça sobre um versículo, junto com amigos, abre dicionário, faz um esforço, comenta, as pessoas contam experiências.
Você sai dali, fica até difícil contar para alguém o que você viveu ali. Fica difícil de contar porque é uma experiência. Haroldo, eu sempre tive o Costume de fazer um exercício, sempre que eu tenho que fazer algum estudo, apresentar algum estudo, alguma coisa nesse sentido, eu fico uma semana antes refletindo aquilo na minha vida. Porque eu sei que quando eu consigo olhar para dentro de mim, encontrar as minhas deficiências, os meus problemas, eu consigo falar do evangelho, da doutrina espírita com maior profundidade.
Então eu acho que o evangelho é esse exercício. O Sérgio estava falando isso aqui agora. Pega um versículo e pensa nele, tenta olhar para ele, para dentro de você, para a sua vida. Imagina um exercício também que a gente já teve oportunidade de fazer várias vezes e ainda faz. Esses livros da coleção Fonte Viva, sempre que eu abro uma lição que eu não entendo, eu tenho para mim a premissa de que eu preciso dela. De que eu preciso dela. Então eu fico lendo e relendo a mesma lição durante dias, até eu conseguir apreender aquele conteúdo e ver a importância disso para a minha vida.
Então eu acho que essas buscas são importantes para a gente poder tentar entender como estudar o evangelho, porque isso se torna mais simples quando a gente entende que é uma questão de esforço, de vontade e não de puro intelectualismo. Embora se exija inteligência. Você pode deixar a mente em casa para estudar o evangelho. Você tem que pensar, você precisará de ter estudado e lido outras coisas para entender aquilo. E aí, puxando o gancho do que o Sérgio falou, do contexto, texto e contexto, nós vamos para a frase que o Fredinho já leu aqui e nós vamos repetir.
Está na introdução de O Evangelho Segundo o Espiritismo, item 3. Olha o título que Kardec deu ao item 3. Notícias Históricas. E aí ele escreve um parágrafo. Tem hora, gente, que eu fico assim, tão impressionado com Kardec, como que ele conseguiu colocar tanta coisa, tanta informação em um parágrafo. Quando eu crescer, eu quero ficar igual ao codificador. Quando eu for gente grande, eu quero ficar igual a ele. Olha o que ele escreve. Para bem se compreenderem certas passagens dos evangelhos, vírgula. Eu vou ler e comentar.
Para bem se compreenderem. Porque você pode não compreender. Você pode ler e não compreender. Ou você pode ler e compreender mais ou menos. Você pode ler e compreender meia boca. E compreender mal. Agora, para se bem compreenderem certas passagens, se você quer compreender bem feito, direitinho, é necessário que se conheça o valor de várias palavras. Neles, nos evangelhos, frequentemente empregadas. Ou seja, conhecer o valor das palavras empregadas nos evangelhos. Valor das palavras? Como assim valor das palavras? Será que as palavras que estão no evangelho, nos evangelhos, são as mesmas palavras que nós usamos hoje em 2012?
Não. Elas têm o mesmo sentido na nossa cultura? Não. Então, o que Kardec vai dizer? É necessário que se conheça o valor de várias palavras. Neles, frequentemente empregadas. E que caracterizam o estado dos costumes e da sociedade judia naquela época. O que ocorre, é exatamente aquele sentido literal que nós ainda nos submetemos a ele. É a esse sentido. Então, nós temos que penetrar nesse sentido, tentar levantar alguma informação para tirar conclusões de natureza espiritual, mas sem aquela predisposição que tem mantido ainda em encontrar dramas, tragédias, atrás de tudo isso.
Isso aqui é um chamamento a uma consciência do mecanismo da própria vida. Então, voltando ao início, nós vamos observar, e foi até que nos trouxe o Apocalipse na última reunião da evolução, quando nós falamos da expressão servo. Apocalipse significa revelação, do grego. Revelação de Jesus Cristo. O que nós entendemos aí? Quem está revelando? O próprio Cristo, não é isso? A qual Deus lhe deu. Esta revelação demanda da parte do Criador a Jesus. Para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer. Então, vamos trabalhar ligeiramente essa palavra servo.
E foi o que nós comentamos na reunião passada. Servos, aqui estão debaixo do jugo da lei. Obedecem à lei de maneira litolada. Ele sai da condição de servo, para ver-se adotado na condição de filho. Quando ele começa a entender que ele é antes de um cumpridor das ordens superiores, ele é um componente que se movimenta com seu livre-arbítrio. E é um elemento respeitado, tanto quanto o filho atua sob a tutela do pai. Entenderam essa parte? Mas depois que ele sai daquela austeridade de servo, de ser comandado, que ele se elege filho, ele passa a ser herdeiro.
E na hora que ele passa a ser herdeiro, ele admite com naturalidade a condição de honrar pai e mãe. E honrando pai e mãe, ele assume a posição de servo, mas dentro de uma linha não de submissão, como dizer coercitiva, mas dentro de uma linha operacional sob a tutela orientadora superior. Então, lá atrás, ele é comandado. Lá na frente, ele é orientado. Você se deu para entender o servo na sua mecanismos? Ficou claro? Bem entendido. Nesse claro não quer dizer que ficou ou não, mas é a tentativa de que a gente possa acompanhar.
Então, para mostrar os seus servos, servos dele, lá atrás nós somos servos da lei, servos do mundo, servos da matéria, que nos julgulam, que nos pressionam, que nos coagem. Agora nós somos servos dele, não é isso? Do pai de misericórdia. Ou seja, o que é que Tardec está dizendo? Porque às vezes a gente ouve algumas pessoas dizendo assim, ah, mas vocês estão falando demais em judaísmo, vocês estão falando demais em cultura judaica. Mas, meus amigos, nós não temos culpa se Jesus nasceu lá. A sociedade que ele nasceu foi a sociedade hebraica do primeiro século.
Eu juro para vocês, eu não sou culpado disso. Se ele tivesse nascido na China, nós íamos ter que estudar a sociedade e a cultura chinesa para entender os evangelhos. Então, o que Tardec está dizendo? Se você não entender o estado dos costumes, gente, isso é muito importante. Por quê? Os costumes da sociedade judia se modificaram ao longo dos séculos. Então, ele teve um avanço, uma evolução. Você tem que pegar naquele ponto em que viveu Jesus. Nem antes, nem depois. É claro que você vai no antes e vai um pouquinho à frente para você compreender aquela época.
É claro, você faz um regresso e um avanço para entender a época. Mas, olha a palavra que Tardec usa, o estado dos costumes. Então, a compreensão que os judeus têm hoje de reencarnação não é a mesma que eles tinham na época de Jesus. Por isso, nós temos que entender o estado dos costumes da sociedade judia no primeiro século da nossa era. Porque foi o século em que viveu Jesus em que os livros do Novo Testamento foram escritos. Aí, Tardec continua. Já não tendo para nós o mesmo sentido, essas palavras muitas vezes têm sido mal interpretadas, causando isso uma espécie de incerteza.
Por quê? Porque a pessoa toma uma palavra do Evangelho e ele acha que essa palavra do Evangelho tem o mesmo sentido de hoje na sociedade brasileira em 2012. Acontece que Jesus não ensinou no Brasil em 2012. Ele ensinou em Israel no primeiro século. É diferente. E continua Tardec. A compreensão do seu significado explica, além disso, o verdadeiro sentido de certas máximas que, à primeira vista, parecem singulares. Então, existem certas falas, certas máximas do Evangelho, que, se você não voltar ao estado dos costumes da sociedade judia naquela época, usando palavras ípses e lícias de Tardec, você não irá entender.
Vamos para um exemplo? Jesus comentando sobre João Batista. Jesus comentando sobre João Batista. Ele diz assim. Mateus 11? Isso. Mateus 11. Vamos buscar lá. Estou folheando aqui a nossa tradução, porque esse texto está em Lucas 7, 18-35 e Lucas 16, 14-18 e em Mateus 11, versículo 2 a versículo 19. Jesus vai falar sobre João Batista. No texto, olha só o que ele diz. Saístes ao deserto para contemplar o quê? Um caniço sacudido pelo vento? Aí, eu me recordo, certa vez, um estudo. Me ligou um coordenador de estudo do Evangelho, nove horas da noite.
A reunião começava oito. Ele ligou e falou eu estou com um problema aqui. Chegou uma pessoa nova aqui na reunião e ele fez um seguinte questionamento aqui. Caniço é cana? É cana mesmo? De cana? Mas deserto tem cana? Então, Jesus está perguntando. O que vocês foram contemplar no deserto? Um caniço agitado pelo vento? Então, o que você imagina? Se você vive no Brasil, se você vive no interior de São Paulo, você vai imaginar uma plantação de cana. Como é que é uma plantação de cana no interior de São Paulo? Você vai imaginar que Jesus está raciocinando de acordo com os costumes da sociedade paulistana brasileira de 2012.
Então, você está pensando em caminhões, cana de açúcar, aquela plantação enorme de cana. Bom, só que lá em Israel não tem. Nos desertos lá não tem isso, não. Não tem plantação de cana. Como é que eu vou entender essa frase? Caniço agitado pelo vento é uma expressão idiomática como chutar o pau da barraca, meter o pé na jaca, chover canivete, engolir sapo, viajar na maionese. Viajar na maionese. Isso é uma expressão idiomática. Você não interpreta isso ao pé da letra. Porque se você interpretar isso ao pé da letra, é tragédia.
Então, caniço agitado pelo vento é uma expressão idiomática aramaica e hebraica que significa pessoa volúvel. É uma pessoa volúvel. É uma pessoa inconstante. Então, Jesus está perguntando… Ela vai para onde o vento leva. O que vocês foram ver no deserto? Uma pessoa inconstante? Saís para ver o quê? Um homem vestido em trajes finos? Um profeta? Sim, um profeta. E aí ele continua. Dos nascidos de mulher, aí tem gente… Nascido de mulher é outra expressão idiomática. Tem gente que interpreta literalmente. Ah, então Jesus nasceu de mulher.
Nasceu de quê? De ovelha? Nascido de mulher é expressão idiomática. Filho do homem, Benadam, é expressão idiomática. Filho de Eva, filho de Adão, nascido de mulher, são expressões idiomáticas para ser humano. Para ser humano. Para o homem. É o ser humano mesmo. São expressões idiomáticas. Da mesma maneira que você não interpreta meter o pé na jaca literalmente. Ah, meter o pé na jaca é o quê? É eu pegar meu pé e enfiar numa jaca madura. É isso? Não é isso. Nascido de mulher, você não pode interpretar literalmente. Então, aqui está o conselho de Allan Kardec, que eu vou pedir desculpas para os ouvintes, mas vou ler de novo.
O estado dos costumes e da sociedade judia naquela época. Se não forem compreendidos, eu não faço uma leitura e um estudo inteligente e eficaz do Evangelho, do Novo Testamento e, sobretudo, do Velho Testamento. Waru, agora eu vou ter que fazer uma pergunta aqui. Porque é… Estudar o Evangelho a gente está vendo que tem os seus caminhos, os seus perigos, e tal. Eu fico pensando assim também, porque quanto tempo a gente precisa para poder descobrir que os nascidos de mulher é uma expressão idiomática. Quanto tempo a gente deve se dedicar a isso?
Porque eu já tive a oportunidade de conhecer pessoas que estudam o Evangelho. Conheço um grupo que estuda o Evangelho há 16 anos. E eles, se eu não me engano, estão no capítulo 8 de Mateus. Eles começaram no capítulo 1 de Mateus. Então, há 16 anos, eles andaram 8 capítulos. Entenderam? Então, quer dizer, às vezes a gente fica pensando, poxa, será que eles estão conseguindo… Extrair o conteúdo moral? Porque aqui não vai nenhum tipo de crítica, mas é uma pergunta que a gente faz. Qual o nível de profundidade, dedicação, quanto tempo nós devemos, evidentemente, não estamos querendo estabelecer um tempo aqui para cada passagem, porque essa pergunta não tem lógica.
Mas nós temos que tomar cuidados nesse sentido também. Nós temos que tomar cuidado, Fred. O nosso esforço todo do SER, do portal SER, desses programas todos de estudos do Evangelho, é no sentido de compartilhar esses conhecimentos. De mostrar, primeiro, sensibilizar as pessoas para a importância desses conhecimentos. Porque se você não estiver sensível para a importância de algo, você não vai aprender. Se você acha que algo é absolutamente inútil, você não vai ter a atenção necessária para aprender aquilo. Então, o nosso primeiro esforço aqui no SER, no portal, esse trabalho todo que a gente desenvolve, é no sentido de sensibilizar as pessoas para a necessidade dessa reflexão, desse estudo, desse compartilhamento coletivo de informações, se nós não quisermos ser infantis na leitura e na interpretação do Evangelho.
Segundo, eu me lembro aqui, e vou contar essa experiência, só porque eu acho que ela é o básico. O lugar que você trabalha hoje e a função que você exerce, quando você entrou lá, nessa função, alguém já havia exercido essa função. Quando você nasceu, já tinha um médico que fazia parto. Então, a primeira coisa que nós precisamos entender é que se eu começo agora fazer uma leitura do Evangelho e um estudo do Evangelho, a primeira coisa que eu tenho que entender é que o Evangelho está sendo estudado há dois mil anos. Então, os pais da igreja comentaram o Evangelho.
Grandes intelectuais do protestantismo e do catolicismo já comentaram o Evangelho. Centenas de dicionários já foram produzidos. Então, a primeira coisa que nós temos que fazer é ligar um aparelhinho interno chamado desconfiômetro e entender o seguinte, eu não preciso inventar a roda. Eu preciso valorizar a experiência reencarnatória dos que me precederam no estudo, na interpretação e na vivência do Evangelho. Por que o Espírito de Verdade convidou um Santo Agostinho para participar da codificação? Por que o Espírito de Verdade chamou um Vicente de Paulo para participar da codificação?
Um Fênelon? Um Paulo de Tarso? Por que foram homens que dedicaram vidas ao estudo e à vivência do Evangelho? Vivenciaram e estudaram. O Santo Agostinho, quantos livros o Santo Agostinho escreveu na sua existência como Agostinho de Ipona? E ele foi chamado a participar da plede do Espírito de Verdade na codificação. Isso significa o quê? Nós não podemos menosprezar a experiência daqueles que nos precederam. Significa que você precisa ler comentários que já foram escritos. Precisa ler dicionários que já foram escritos.
Precisa buscar outras pessoas que já se debruçaram sobre o versículo que você está se debruçando agora. Para quê? Fica mais fácil. Nós temos dois mil anos de experiência e não bastasse isso nós ainda temos a experiência de um Emmanuel. Não bastasse Kardec, todos os que precederam, comentaristas, autores de dicionários, nós temos a experiência do Emmanuel e de outros companheiros que seguiram aí, como é o caso do Honório Abreu, Sobral, Leão Zali, que produziram o livro Luz Imperecível, editado pelo União Espírita Mineira, que vai avançando mais ainda.
Então é importante a gente ter a humildade no sentido de que antes de eu me pronunciar a respeito de um versículo eu preciso fazer uma pesquisa bibliográfica. Eu preciso me cercar de um material mínimo. E aí a gente entra lá no início da pergunta. Fredinho? A primeira pergunta. Vamos responder a primeira pergunta. Você tinha falado dos livros. Sem dúvida. Lembrando do versículo de Pedro, acho que é na segunda carta de Pedro que ele fala que nenhuma escritura é de particular interpretação. Gente, isso é uma coisa que eu gostaria de frisar aqui nessa nossa fala.
Mesmo fazendo toda essa consulta que o Haroldo mencionou para nós e que era absolutamente válida, eu comparo o estudo do Evangelho como o mesmo processo de uma cozinheira. Porque você pode pegar a receita que for, mas não é o produto final que é mais bacana para a cozinheira. É o processo. Como nós colocamos aqui um pouco mais cedo, a questão da jornada. O estudar ele é mais relevante do que a conclusão final. Porque no processo de estudar, de você parar e meditar sobre aquilo, como sugerido por Vicente Paulo para nós hoje aqui, o esforço mental que você fizer sobre aquele versículo, aquela passagem, a sua reflexão íntima ela é mais relevante do que a fala sua que esse versículo é três pontinhos.
Porque é nisso que vai se constituir a sua reforma íntima. Porque você entra num processo de estudo do Evangelho e se você levar aquilo a sério você se transformará ao longo do tempo. Não vai ser como uma semana, como o Haroldo colocou. Mas se você frequentar uma reunião de estudo do Evangelho criteriosamente durante algum tempo você irá se transformar. Porque não tem como a pessoa que olha para um texto evangélico com o firme propósito de entendê-lo ficar igual depois de estudá-lo. Porque aquilo te renova. E a minha experiência dentro da doutrina espírita eu posso dizer para vocês que ela é antes e depois do Evangelho.
Porque eu gastei um bom tempo lendo livros de espírito e tal mas na hora que eu comecei a estudar o Evangelho no texto original da Bíblia lá no Grupo Emmanuel com o Sr. Honório a experiência é tão válida que aquilo é que nem quando você começa a fazer uma ginástica que você se afeiçou à prática do treino que você não quer mais perder aquela reunião eu me lembro que as reuniões de terça-feira à noite no Grupo Emmanuel, que era quando o Honório fazia as exposições sobre o Evangelho e depois quando eu saí do salão e passei a frequentar as reuniões mais fechadas de estudo do Evangelho, no chamado humildinho, que a gente chamava lá no Grupo Emmanuel eu podia perder qualquer coisa na semana, mas aquela reunião para mim eu não podia perder.
E não era porque eu tinha fissura ou era um apaixonado por aquilo não. É porque me fazia bem estar ali estudando o texto do Evangelho, escutando as pessoas as opiniões das pessoas. E muitas das vezes as melhores ensinamentos sabiam dos que menos sabiam, das mais simples, que chegavam e falavam coisas que eram absolutamente relevantes, né? Então, essa questão para mim é muito mais valoroso o processo em si do que a aquisição final. O interessante é quando a gente começa a estudar realmente o Evangelho principalmente em grupo, é perceber o que já vem do coração.
É fazer a leitura e O que que aquilo ali serve pra minha vida. O Arodo já disse pra gente no piloto, que ainda não foi ao ar, né? Sobre a oficina Hillel, é que no final a pergunta é o que eu tiro disso daqui pra minha vida? Desse estudo de hoje que estamos fazendo de uma passagem, o que eu tiro disso pra mim? Porque se eu simplesmente estou fazendo um estudo por estudar assim como talvez se estude uma profissão pra eu trazer o alimento pra minha casa, mas não é isso. Talvez que eu queira pro resto da minha vida, apenas pra trazer o alimento.
Mas o Evangelho é pra vida. É aquilo que nós vamos talvez não, né? É o que nós vamos levar daqui. Eu vou emendar uma pergunta que está inserida aí dentro desse contexto. Voltando aqui um pouco, tá Arodo? Porque e pegando aí o Kardec de novo na introdução do Evangelho segundo o Espiritismo. O que acontece? Às vezes a gente vai ver o grupo, Arodo, perdendo um tempo danado pra entender a cana. Entendeu? Fazendo pesquisas né? Grandiosas científicas da cana né? E desvirtuado. Essa é que é a preocupação. E o Kardec ele dá uma chave importante no Evangelho segundo o Espiritismo e eu queria que você nos ajudasse a entender o óbvio.
O Kardec coloca lá podem dividir-se em cinco partes as matérias contidas nos Evangelhos, os atos comuns da vida do Cristo, os milagres, as predições, as palavras que viraram dogma e o ensinamento moral. Aí ele diz que o ensinamento moral é onde todas se reúnem é onde há harmonia, é onde essa obra vai caminhar. Então quer dizer quando a gente se reúne pra fazer pesquisa, pra estudar, pra buscar fontes a gente não pode buscar qualquer fonte. Exatamente. A gente não pode, a gente tem que saber dentro do texto aonde que a gente passa e aonde que a gente para.
Não tem isso também? Tem. Eu digo que a principal lição é onde parar. Por isso que o Kardec, eu falo que é de uma precisão absurda, porque ele fala assim ó, pra compreender as palavras aqui o estado dos costumes e o estado da sociedade judia naquela época. Quer dizer, é aquela sociedade que eu tenho que entender Então, o importante não é se eu entender astronomia hoje é astronomia da época. É entender qual que era a concepção da época, naquela sociedade, quais eram os costumes a linguagem, o vocabulário daquela época a menos que eu queira fazer um uso do evangelho que não tem problema nenhum eu vou fazer uma leitura pedagógica do evangelho aí eu seleciono algumas passagens e Aproprio daquele texto pra fazer uma leitura moderna de hoje mas é preciso não esquecer na época não tinha pedagogia quer dizer, não existia essa matéria pedagogia, não existia não se ensinava física biologia, não tinha vestibular não tinha separação entre os poderes judiciales legislativo, executivo essas coisas não existiam porque esse é o estado da nossa sociedade e dos nossos costumes de hoje não é o estado da sociedade e dos costumes daquela época esse limite é muito importante, sabe Fred?
Porque senão o sujeito para estudar uma passagem começa a ir livre de física quântica então tem que ter um basta, tem que ter um para um Um limite aí e para que a sua interpretação não vire devaneio porque não vire devaneio eu me lembro de uma experiência foi na casa do Sobral que foi um grande companheiro do Honório Abreu, um dos fundadores do grupo Hermano era um culto no lar que se realizava toda semana na casa dele eles estudavam evangelho então ia um grupo de pessoas e estudavam ainda existe até hoje mesmo eles desencarnados verdade, a esposa continua fazendo e as pessoas começaram a comentar sobre um texto, comentaram comentaram, comentaram, comentaram de repente ele falou assim, vamos parar agora, vamos para um outro tópico mas por que Sobral está tão interessante ele fala, olha isso aqui é como um suco se você colocar muita água dilui muito então tem que ter um momento de você parar de fazer a pó tem um momento que você tem que parar, senão você dilui demais eu acho que essa explicação agora me atendeu eu acho que é uma coisa que o Sérgio falou o importante, não é você chegar esse versículo significa isso porque se você fizer uma afirmação dessa, semana que vem você vai ser obrigado a reformulá-la o importante é olha, nessa reunião de hoje eu aprendi isso, isso e isso eu não estou dizendo que o versículo significa isso, isso e isso porque amanhã eu vou aprender milhões de outras coisas sobre esse versículo eu vou dizer assim, hoje eu aprendi isso, isso e isso e a cada dia eu vou aprender um pouquinho mais sabendo que é como uma digestão, você não pode comer muito, senão você passa mal você não pode ingerir muito conteúdo, você não pode diluir muito senão o estudo fica improdutivo e o maior cuidado, não transformar o evangelho num teste roxar de psicologia o teste roxar, não sei se os ouvintes se lembram, é o seguinte o psicólogo coloca uma mancha uma imagem de uma mancha e fala assim o que você está vendo?
A pessoa fala, estou vendo a minha avó fazendo um café no interior de Barbacena aí o outro fala assim eu estou vendo um besouro eu estou vendo uma nave espacial aí eu estou vendo dois átomos de carbono por quê? E é isso que o psicólogo está interessado, em qual conteúdo psíquico a pessoa está projetando aquela imagem, porque a imagem mesmo não é nada, é uma mancha tem que tomar cuidado para não fazer isso com o evangelho porque senão você fala assim, parábola dos trabalhadores da última hora garoto, o que você está vendo?
Ah, eu estou vendo meu pai em posto de caldo fazendo pamonha puxa vida, aí apelou não é isso não é isso eu não estou falando que não possa ter isso numa reunião você pode ter um momento lá para as pessoas se expressarem, dizer o que estão sentindo mas isso não é estudo do evangelho isso é projeção de conteúdo psíquico na passagem do evangelho porque a parábola tem um contexto aquele texto tem uma história ele tem um contexto Jesus está usando elementos daquela cultura então o meu pai fazendo pamonha não está lá ele não está lá ele nem era nascido e nem sei se existia pamonha no século I então é preciso tomar cuidado também com isso porque senão vai acontecer aquele caso engraçado que o Divaldo contou ele acabou de fazer uma palestra um homem exalando o álcool procurou ele e disse assim Divaldo palestra muito bonita sobre Jesus mas queria te dizer Jesus é alcoólatra Divaldo, ele falou, meu Deus do céu mas meu amigo de onde você tirou isso meu irmão ele falou, vou te provar ele entrou nas bodas de Caná transformou a água em vinho bebeu tanto vinho que saiu dizendo, quem é minha mãe quem são meus irmãos o jeito misturou duas passagens do evangelho que estão em contextos completamente distintos acrescentou algo da imaginação dele que é de Jesus bebeu muito que não fala isso, fala que ele transformou a água em vinho ele fez uma confusão e isso não é estudar o evangelho mas aí eu trouxe uma passagem pra gente poder fazer um estudo sobre ela que eu acho que dá pra exemplificar pra quem está ouvindo como é que é feito esse estudo eu peguei da tradução do Haroldo a refeição com publicanos e pecadores está em Mateus capítulo 9 capítulo 9 versículo 10 e sucedeu que estando ele reclinado a mesa em casa eis que muitos publicanos e pecadores que tinham vindo reclinavam-se a mesa junto com Jesus e seus discípulos os fariseus vendo isso diziam aos discípulos dele por que vosso mestre come com os publicanos e pecadores ele porém ouvindo disse os sãos não tem necessidade de médico mas os que estão doentes ide e aprendei o que significa misericórdia quero e não oferenda pois não vim chamar justos mas pecadores eu acho que tem muitos elementos dentro dessa passagem essa é uma passagem riquíssima de elementos dos costumes da sociedade da época até interessante ver a tradução algumas palavras misericórdia quero e não sacrifício que é a tradução comum e aí o sacrifício ele abre precedente para você interpretar se você não tiver contextualizado com o antigo testamento numa ideia diferente você falou uma coisa maravilhosa eu coloquei uma nota nota 5 nessa palavra olha o que eu escrevi lit.
que é literalmente literalmente está escrito assim lá A palavra que está lá em grego é sacrifício no sentido de coisa sacrificada a coisa que foi sacrificada no altar oferta oferenda ou serviço do culto eu já vi muitas pessoas interpretando esse versículo falando sacrifício individual no sentido do esforço para se fazer algo tem nada a ver com a palavra original do texto a palavra original do texto não está falando no sacrifício no sentido do esforço da privação da dificuldade para você atingir uma meta ou para você conquistar algo de material ou de espiritual a palavra que está aqui nesse versículo é oferenda é o sacrifício no sentido daquela coisa que foi levada ao altar como ofertada a Deus como um sacrifício e que fazia parte da cultura desse povo desde Moisés e que fazia parte da cultura e de todos os povos da região porque todos tinham o altar então olha que complicado isso porque se uma pessoa pega essa frase misericórdia quero e não sacrifício ele vai falar assim ah não eu não vou na academia fazer ginástica não porque musculação existe sacrifício e Jesus está dizendo assim misericórdia quero e não sacrifício tanto que você colocou oferenda eu pus oferenda exatamente para fugir do erro dessa possibilidade de enganar o leitor do leitor se enganar e puso uma nota e puso uma nota simplificando a palavra é sacrifício no sentido de coisa sacrificada oferta oferenda ou serviço do culto você pode escolher se você não gostou de oferenda você pode pôr serviço do culto você pode pôr oferta você pode pôr coisa sacrificada eu te dei todas as opções do dicionário para colocar ainda escrevia assim todas as oferendas prescritas na Torá inclusive o sacrifício de animais bem como o serviço para a manutenção do culto prestado pelos sacerdotes então o que Jesus está querendo o que ele está dizendo aqui eu não quero ritual religioso eu quero misericórdia ele está fazendo isso exatamente porque os fariseus questionam o fato de ele estar comendo com o publicano como é importante a gente poder ter essa tradução nas mãos o fariseu vinculado ao texto original o formalismo da prática para ele aquilo era uma coisa inadmissível e porque?
foi bom esse gancho que você abriu porque aí nós vamos lá para o estado dos costumes e da sociedade judia naquela época para a gente entender essa passagem vamos lá o estado dos costumes e da sociedade judia naquela época como recomenda Kardec no item 3 do notícias históricas hoje você vai no Mc Donald você come em pé pede lá um sanduíche você não sabe quem está do seu lado você está com pressa senão você não estaria comendo Mc Donald ou então você é uma fissurada para o Mc Donald um fast food você foi lá em pé está minimamente preocupado com quem está do seu lado se essa pessoa é de boa índole, se é de má índole porque?
Porque para nós o ato de comer é o ato de comer eu tenho que mastigar e encher minha barriga eu não quero saber quem está do meu lado, quem não está se tem gente conversando, se não tem, o que as pessoas estão conversando não tem, eu estou em pé comendo e outra coisa se bobear você chega lá e nem lava a mão pede lá o Big Mac tem lá um negócio você taca ketchup, está comendo aquele negócio tomando sua Coca Cola, seu refrigerante mas na Judé de 2000 anos atrás agora meu amigo, na Judé antes da refeição você tinha que fazer um ritual de lavagem das mãos recitando preces preces enquanto se lavava a mão você não comia em pé a mesa era baixinha então não tinha cadeira a mesa era baixinha, então as pessoas ajoelhavam com os pés para trás e reclinavam para comer na mesa tinha azeite, pão e não tinha garfo e faca tinha vários talheres e um copo de cristal as pessoas punham a mão daí a importância de lavar a mão porque se chegasse alguém da construção civil com a mão cheia de cimento trabalhador lá e fosse comer na época de Jesus se tivesse construção civil naquela época ninguém ia comer com ele porque imagina ele com aquela mão de cimento metendo a mão na cumbuca de azeite sujava tudo então tinha todo um ritual para lavar a mão porque as pessoas comiam com a mão elas se reclinavam e para o costume dos fariseus você tinha que estar cercado de pessoas fariseus puros porque eles se julgavam observantes da Torá, portanto puros e todo mundo que não observava a Torá era impuro então para eles o ato de comer ao lado de um pecador de uma pessoa impura os tornava impuros o simples fato de estar ao lado de alguém impuro eles acreditavam que a impureza passava para eles e quando você está impuro você não pode comer então você não na tradição e na cultura deles você não poderia comer ao lado de uma pessoa de má vida e como eles identificavam Jesus como mestre nessa passagem, como o mestre devia conhecer as escrituras eles acham ao mínimo incoerente um mestre da Torá, um profeta um homem que domina as escrituras, cometer um erro segundo eles segundo a cultura deles um erro tão absurdo como esse que é Jesus ao lado de publicantes e pescadores fazendo a refeição muito bom nós temos mais elementos aqui para quem está começando a estudar o Evangelho Haroldo, por que misericórdia quero e não oferendo está entre aspas nós colocamos entre aspas por ser uma frase proverbial então aí tem uma outra característica na época de Jesus que não tem nada de extraordinário nisso vá ao nordeste senta numa praia e veja aqueles repentistas nordestinos chegando e na hora compondo uma musiquinha lá tem toda uma característica, tem uma rima tem toda uma tradição pensa no cordel como que eles fazem aquilo a sociedade de Jesus da época era uma sociedade em que eles adoravam frases proverbiais até porque eles precisavam memorizar então quanto mais chocante a frase, quanto mais proverbial a frase mais fácil de você causar uma impressão então já era algo que eles já conheciam o velho testamento assim está repleto se você sacudir cada capítulo do velho testamento cai umas dezenas de provérbios essa frase está lá em Oséias capítulo 6 versículo 6 porque eu quero misericórdia e não o sacrifício e o conhecimento de Deus mais do que os holocaustos ou seja, foi bom você ter citado isso que é uma chamada composição em x são dois versos os dois versos são iguais o sentido é o mesmo mas eles trocam os substantivos então o sacrifício e o holocausto é sinônimo misericórdia e conhecimento de Deus sinônimo então olha que bonito é chamado quiasma, é uma construção em x é mais ou menos que o caso do monte de Andrade fazia, no meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho uma construção em x é uma característica da cultura judaica frases proverbiais feitas em x dois versinhos então foi ótimo você ter encontrado isso porque como é que era no templo no templo você tinha oferecimento de rolinhas, bodes bois o dia inteiro o que o sacerdote ficava fazendo?
Ele ficava fazendo sacrifício no templo e o que mais que eles faziam? Mantinha o incenso aceso vinte e quatro horas mantinha o candelabro de sete velas aceso vinte e quatro horas então você tinha todo um serviço ritual do templo que precisava ser mantido o que que Jesus está querendo dizer? Ele está citando a frase dos profetas dizendo o seguinte olha, ritual não tem importância eu estou mais preocupado com o sentimento que está no teu coração porque você está mais preocupado em lavar a mão do que em ter amor e misericórdia pelos pecadores e publicanos mais elementos para a gente poder jogar para a gente entender eu estou fazendo uma leitura em grupo eu estou fazendo uma leitura em grupo aí vem e me diz assim e sucedeu que estando ele reclinado a mesa em casa eis que muitos publicanos e pecadores que tinham vindo reclinavam-se a mesa junto a Jesus e seus discípulos os fariseus vendo isso diziam os discípulos dele porque vosso mestre come com os publicanos e pecadores?
Publicanos o que é publicano? Onde eu encontro essa informação? Quem são os publicanos? Isso é tão importante que no item três da introdução do evangelho segundo o espiritismo após escrever esse brilhante parágrafo nós já lemos ele todo aqui Kardec começa samaritanos nazarenos publicanos então eu me sinto até constrangido de falar alguma coisa depois que Kardec já escreveu nós vamos ler assim eram chamados na antiga Roma os cavalheiros os arrendatários das taxas públicas encarregados da cobrança dos impostos e das rendas de toda natureza ou seja eram os fiscais da receita quer na própria Roma quer nas outras partes do império assemelhavam-se aos arrendatários gerais e arrematadores das taxas do antigo regime da França e que ainda existem em algumas regiões os riscos que eles corriam faziam que se fechassem os olhos para as riquezas que muitas vezes adquiriam olha só porque eles corriam risco, ia cobrar podia tomar um tiro, uma facada tiro não porque não tinha revolver uma facada um tiro de uma machadada uma flechada um cajadada se fechar então eles eram muito ricos para as riquezas que se adquiriam e que da parte de muitos eram fruto de exações e de luxo escandalosos propina o nome publicano se estendeu mais tarde a todos os que administravam o dinheiro público e aos agentes subalternos hoje esse termo se emprega em sentido pejorativo para designar os financistas e os agentes pouco escrupulosos nos negócios disse as vezes ávido como publicano, rico como publicano com referência a uma fortuna de má procedência e o kardec continua explicando interessante que o kardec faz o que você disse mais cedo aí arudo, ele vai no passado no contexto presente e traz para o futuro para tentar entender a palavra naquele contexto então é muito importante ler a introdução do evangelho segundo espiritismo e ler os dicionários porque o kardec ele pegou algumas palavras para dar de exemplo ele não pegou todas as palavras do evangelho porque seria um absurdo exigir do codificador fazer esse esforço que nós devemos fazer é isso que o arudo está falando é fazer uma analogia talvez tornar mais didático o trabalho de todos nós imagina que você está conhecendo uma nova língua para que você possa conhecer uma nova língua você precisa de um dicionário que traduza o vocábulo daquela língua para a sua língua você vai estudar inglês, vai estudar alemão vai estudar esperanto tem um dicionário de esperanto para o português então o que o arudo está recomendando aqui e acho que em boas lojas que trabalham com produtos bíblicos é possível você encontrar dicionário da bíblia o dicionário da bíblia ele vai trazer verbetes e onde ele abre esse tipo de explicação que o arudo leu para nós aqui que está no evangelho segundo o espiritismo e que provavelmente o kardec deve ter consultado porque na época dele também devia ter dicionário da bíblia porque os franceses são geniais na produção desse tipo de conteúdo eles são muito meticulosos nessa questão intelectual então na época do kardec excepcionais basta pensar que os enciclopedistas são franceses tem uma tradição nisso então gente se vocês quiserem estudar o evangelho de maneira rotineira é recomendável sim que vocês tenham com vocês um dicionário um bom dicionário da bíblia porque ele vai te dar esses aspectos históricos esses aspectos geográficos dependendo da região onde a passagem aconteceu e que vão enriquecer a leitura porque eles vão conseguir contextualizar como você colocou para nós hoje e ai no portal ser www.portalser.org abaixo desse podcast você está vendo algumas fotos de alguns livros a capa de alguns livros que ai tem o nome do autor, tem a editora, tem tudo, já tem o jeitão do livro que nós consideramos fundamentais para que você caminhe com uma certa segurança é claro que você não precisa adquirir tudo de uma vez talvez nem precise um indivíduo adquirir as vezes um grupo de pessoas, 10 pessoas adquirir, faça uma cotização para adquirir, porque tem algumas opções são caras, mas nós separamos ai um básico para que você não cometa grafos imperdoáveis para que você tenha um mínimo de respaldo ao fazer uma afirmação ao se manifestar sobre um versículo do evangelho eu acho que é isso né Tiago eu estou satisfeito eu não estou não, eu quero mais estou satisfeito estou querendo muito mais porque como disse não dá para diluir demais senão esse suco vai virar água e não vai ter sabor vamos deixar o pessoal, assim como nós estamos fazendo os nossos estudos que eu tenho certeza que vai chover perguntas e agora né Tiago, eu estou doido para ver os amigos que acompanham o C postando coisas que estão descobrindo nos dicionários, para a gente iniciar um movimento de troca pela internet, ora nós temos uma comunidade espírita de milhões de pessoas você imagina se desses 12 milhões de espíritas que é o dado do último censo 12 milhões de espíritas se um milhão estivesse compartilhando com a gente estudos e pesquisas do evangelho, imagina o arquivo que nós montaríamos do evangelho, então gente por favor pesquisa aí compartilha com a gente, vamos trocar a informação vamos estudar juntos porque juntos nós seremos uma comunidade forte milhões de pessoas pesquisando, procurando compartilhando olha vai ser uma coisa maravilhosa Garoto, você que viaja o Brasil todo aí né e até o mundo inteiro falando de espiritismo e tal você tem conhecido grupos que estão estudando e que estão conseguindo chegar a conclusões razoáveis, satisfatórias muitos grupos Sérgio no Brasil e no exterior estão se formando agora a própria Federação Espírita Brasileira que esteve aqui e gravou com a gente no programa da Federação Espírita de Estudos Sistematizados do Evangelho, inclusive seguindo muito da metodologia de Honório Abreu, o DVD já vai ao ar agora, Luz Imperecível está sendo vendido então vai começar a ser esse programa e eu acho muito interessante porque isso ainda vai estimular mais ainda o estudo e existem hoje dezenas e dezenas de grupos sérios estudando o Evangelho eles não estão repostando nada no site né Tiago não estão fazendo comentário nem compartilhando mas estão estudando comprando material inclusive eu estive com Ismael na Paraíba, filho do Eduardo mandar um abraço para eles e lá fiz uma reunião com eles, um grupo de jovens estudando o Evangelho com tanto de obra que eles adquiriram cotizaram, adquiriram obras, estão estudando e eu falei que daqui a pouco eu vou lá eu vou lá tomar aula bacana, bacana que é o que eu mais quero falando sobre o livro Luz Imperecível, tem muita gente que manda e-mail, aonde que eu encontro, aonde que eu compro porque nós vamos colocar lá na livraria do C no endereço www.fazendoobem.com.br nós vamos colocar o livro lá à venda aí quem quiser adquirir o livro conhecer a obra Luz Imperecível que foi organizada pelo Honório Abreu, Haroldo fala um pouquinho sobre o livro pra gente, o que o pessoal vai encontrar nesse livro?
Esse livro foi fantástico porque era um grupo de estudo que havia do Evangelho, de Honório Sobral outros irmãos Honório Abreu da família Abreu e outras pessoas, Mário Sampaio, acredito era um grupo é fruto de anos e anos de estudo num determinado momento esse grupo resolveu registrar o estado das descobertas, do que eles já haviam sedimentado e o Honório coube a ele essa tarefa de organizar esse material de organizar a experiência, até porque na época em que o livro foi organizado muitos já haviam desencarnado ou estavam em possibilidade de frequentar o grupo então ele reuniu esse material e a súmula, a síntese então aí nós temos a polpa de suco não é a interpretação é a conclusão é a polpa do suco é a síntese de um esforço de décadas que naturalmente isso precisa ser dissolvido para poder ter um aproveitamento eficaz e tem coisas maravilhosas tem realmente interpretações, ângulos insights extraordinários e queria aproveitar também, Tiago, só pra dizer eu tenho recebido mais ou menos uns 500 e-mails por dia 200 mensagens no facebook fora perguntas sobre a tradução eu não estou conseguindo comprar a tradução do novo testamento não está conseguindo porque está esgotada não existe mais a tradução do novo testamento para ser vendida esgotou-se ah, não vai fazer outro dessa primeira edição não vai fazer mais porque nós estamos trabalhando agora na segunda edição da tradução que terá as cartas de paulo e os outros livros a segunda edição terá o novo testamento completo com os 27 livros de Mateus Apocalipse e nós, se Deus permitir e se a gente conseguir manter a disciplina para isso, nós pretendemos estar no natal desse ano início do ano que vem no máximo colocando no mercado a segunda edição e aí todos vão poder adquirir a edição revista corrigida e ampliada por agora não tem jeito, vamos controlar a ansiedade esperar a segunda edição porque não tem lugar nenhum para vender é isso aí pessoal fica em mim a vontade e a necessidade de continuar estudando o evangelho todos os dias eu e a Natália sentimos essa necessidade nem que seja de abrir o evangelho e ler um versículo ou ler uma passagem e fazer um pequeno comentário acho que isso faz muito bem para quem está casado principalmente para mim que estamos começando uma vida agora faz muito bem né Fredinho Fredinho que pode nos dizer mais sobre isso o que pode dizer mais é que é o Sérgio o Sérgio que é o nosso professor nesse assunto mas não só para quem está casado para todo mundo né Fredinho acordar de manhã abrir o evangelho e fazer uma leitura é algo que faz bem ao espírito com certeza agora Thiago você perguntou se a gente estava satisfeito eu disse que não né então já que nós temos que encerrar eu vou deixar minha provocação para o futuro a tentação no deserto Haroldo eu quero te ver interpretando isso aqui essa é boa mas tem uma dica boa aí a dica boa é o seguinte está no início do evangelho de Mateus em que Mateus os primeiros capítulos do evangelho de Mateus ele faz Jesus reviver a história do povo hebreu então tudo que aconteceu com o povo hebreu volta a acontecer com Jesus Moisés fugiu para o Egito Jacob fugiu para o Egito Jesus também fugiu com Maria e José para o Egito aconteceu isso tanto que ele começa com a genealogia então a dica para interpretar a tentação é entender que essas três tentações foram os três testes que o povo hebreu sofreu no deserto durante os 40 anos que ele peregrinou no deserto com uma diferença o povo hebreu caiu nos três testes ele não foi capaz de passar nos testes ele vacilou nos três testes a que foi submetido e Jesus não passou por esses mesmos três testes simbolicamente não em 40 anos mas em 40 dias no mesmo deserto mas agora ensinando como que se é aprovado no teste então essa aí é uma aula de Jesus de como passar no vestibular muito bem como ser aprovado nos três testes é realmente é um suco que…
eu tenho dez perguntas para fazer mas fica para a próxima graças a Deus você tem dez perguntas para fazer eu vou gravar mais podcast eu vou ficar quieto aqui senão daqui a pouco o Haroldo vira e fala então vai estudar então vamos estudar porque é uma riqueza cada um você vai abrindo eu até coloquei isso de uma maneira metafórica no livro Parábolas de Jesus que era como um vinho no sentido técnico que você abre um vinho e com o tempo ele começa a exalar aromas ele começa a apresentar cores ele começa a apresentar sabores que só uma sensibilidade muito refinada para perceber assim é uma passagem do evangelho se chega que um alceone um alívio, um emânio eles vão enxergar cores, sabores e aromas que nós espíritos grosseiros pelo menos falo por mim nem senti nem passou porque eu não tenho sensibilidade para captar e o espírito mais sensível mais iluminado vai tirar extrair mais cores então é realmente um exercício de sensibilidade de crescimento cada passagem do evangelho é um desafio é um desafio para quem lê, para quem estuda e para quem tenta viver muito bom isso aí como eu disse é uma jornada tem data para conversar é uma metáfora maravilhosa não tem fim é um caminho aberto espero que cada um de vocês que estejam aqui compartilhando esse podcast conosco tenha o mesmo prazer que nós estamos tendo de caminhar isso aí, uns mais rápido outros mais devagar, mas nunca deixando de andar nós temos uma eternidade para fazer essa jornada não podemos parar de caminhar o Sérgio está falando de jornada eu assisti hoje um documentário de uma repórter que foi até a nascente do Rio Amazonas e Ela mostrando toda a preparação para poder subir porque a nascente fica a mais de 5 mil metros e o corpo falando que acima dessa altura o corpo sente e você, se você ficar muito tempo lá, você começa a degenerar o corpo mesmo, porque o corpo já não aguenta mais aquilo mas ela fez tanto esforço para chegar lá e na hora que ela bebeu daquela água limpa ela estava tão emocionada pelo caminho pela dificuldade, pelo frio que ela passou mas ela estava tão emocionada que é assim, é deslumbrante você ver uma pessoa que fez todo esse esforço para poder demonstrar algo pra nós e eu acho que estudar o evangelho é fazer esse caminho é bonito isso que você está dizendo é ir buscar a fonte e essa fonte é Jesus ele está tão acima que ele está no mínimo mais de 20 bilhões de anos na nossa frente, então nós vamos ter que subir muito mesmo, e o corpo vai desgastar nós vamos perder o corpo físico para a gente chegar na fonte do evangelho que é Jesus, nós vamos perder o corpo físico, porque você está num patamar espiritual tão elevado que vai essa jornada aí então não tem pressa não, nós temos muito tempo, não tem ninguém correndo nós temos aí bilhões de anos para estudar mas vamos ser convictos determinados determinados, não parar o importante é não interromper essa jornada está sempre prosseguindo
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Respostas
Boa tarde, pessoal!
Já ouvi muitas e muitas vezes esse episódio (e todos os outros do podser), mas só agora me ocorreu a ideia de perguntar para vocês: qual dicionário bíblico vocês indicariam, por favor, para quem está começando a estudar o Evangelho? Na tradução do Novo Testamento o Haroldo esclarece várias expressões, mas gostaria de consultar também o dicionário, para aprender mais! Muito obrigada e fiquem com Deus!