Neste episódio do estudo do Velho Testamento à luz da Doutrina Espírita, Haroldo Dutra Dias aprofunda-se na história de Jacó e Esaú, filhos de Isaque, conforme narrado no livro de Gênesis. Este estudo faz parte de uma série que explora as genealogias e os dramas humanos que moldaram o monoteísmo bíblico, preparando o terreno para o Novo Testamento e a Terceira Revelação.
O que é estudado neste episódio
- A Geração de Isaque e Seus Herdeiros: O estudo se concentra na transição da geração de Isaque para a de seus filhos, Esaú e Jacó, destacando a importância dessas figuras para a formação do monoteísmo bíblico e a continuidade da linhagem patriarcal.
- A Dinâmica Familiar de Isaque: É analisada a preferência de Isaque por Esaú (o caçador, mais brutalizado) e de Rebeca por Jacó (o mais introvertido e intelectualizado), e como essa dinâmica familiar contribui para os conflitos entre os irmãos.
- A Venda da Primogenitura (Gênesis 25:19 em diante): O episódio detalha o momento em que Esaú, faminto, vende sua primogenitura a Jacó por um prato de guisado. Este evento é explorado sob a ótica da astúcia de Jacó e da compulsão de Esaú.
- O Significado da Primogenitura: É explicado o papel do primogênito na tradição judaica, que incluía maiores responsabilidades e uma cota maior da herança, além da liderança do clã. A venda da primogenitura por Esaú é vista como a renúncia a uma herança espiritual e de liderança.
- A Etimologia de “Jacó”: A brincadeira com o nome Jacó, que significa “aquele que pega no calcanhar”, é destacada como um simbolismo da disputa e da astúcia desde o nascimento. O calcanhar é interpretado como um ponto frágil, que Jacó explora.
- A Lei de Causa e Efeito: A atitude de Jacó de romper a hierarquia e tirar vantagem da fragilidade do irmão é analisada como um exemplo da lei de causa e efeito, que se refletirá em sua própria família, com seus filhos mais velhos atentando contra o mais novo.
- Religiosidade no Cotidiano: O Velho Testamento é apresentado como um livro que aborda a espiritualidade e a religiosidade nas situações do dia a dia, nas relações familiares e no trabalho, em contraste com outras tradições mais místicas.
- As Compulsões Humanas: São comparadas as compulsões de Esaú (por comida, prazer material) e de Jacó (por poder, prestígio), mostrando como ambas podem levar a equívocos e sofrimentos.
- A Exploração da Fragilidade Alheia: O ato de Jacó de se aproveitar da fome e cansaço de Esaú para obter vantagem é um ponto central, levando à reflexão sobre a compaixão e a ética nas relações humanas.
- A Pedagogia da Reencarnação: É abordado como a reencarnação, através da lei de atração de energias semelhantes, nos coloca em situações que nos permitem curar nossas tendências perniciosas, como o egoísmo e a falta de escrúpulos.
- Autoconhecimento através do Velho Testamento: A leitura do Velho Testamento é incentivada como um meio de autoconhecimento, para decifrar o passado espiritual e compreender as causas dos sofrimentos atuais, seguindo o conselho de Emmanuel: “pelas próprias tendências saberás porque sofres”.
Reflexões
- Por quanto e pelo quê venderíamos nossa religiosidade e nossa mais profunda espiritualidade, abrindo mão de nossa “primogenitura” espiritual por prazeres materiais efêmeros?
- Temos compaixão pela fragilidade de nosso irmão, ou nos aproveitamos dela, procurando extrair alguma vantagem, gerando débitos reencarnatórios que precisarão ser resgatados?
- A reencarnação atua como uma pedagogia homeopática, onde energias semelhantes atraem-se para promover a cura e o autoconhecimento, permitindo-nos transformar padrões antigos e construir um novo modelo de vida espiritual.
Ler transcrição do episódio
A Luz da Doutrina Espírita A Luz da Doutrina Espírita A Luz da Doutrina Espírita A Luz da Doutrina Espírita Olá, amigos! Estamos aqui para mais um episódio do nosso estudo do livro Gênesis A Luz da Doutrina Espírita Já estamos nos encaminhando para aqueles ciclos finais do livro Gênesis Nós vamos repetir aqui desde o início dos episódios da primeira temporada, quando nós comentávamos a estrutura literária do livro Gênesis chegamos a dizer que o livro se chama Gênesis e poderia se chamar Genealogias porque, na verdade, ele está dividido em genealogias em gerações ele apresenta situações e personagens, por exemplo, a geração do céu e da terra, a criação de todo o palco onde as personagens iriam desenvolver o seu drama depois nós temos a geração de Adão a geração de Noé a geração de Isaac de Abraão e agora a geração de Isaac, que nós já comentamos e hoje, especificamente neste episódio nós adentramos num novo ciclo os herdeiros de Isaac temos Abraão depois Isaac e agora dos dois filhos de Isaac um deles, que vai se destacar, que é Jacó e a história de Jacó começa com um grande drama uma situação inusitada rica de simbolismos e rica de tipos que apontam para o futuro e que estabelecem um vínculo, uma relação com o Novo Testamento e é bom lembrar que com esses três patriarcas, Abraão Isaac e Jacó nós fechamos digamos assim as bases do monoteísmo bíblico do Velho Testamento porque Deus referido mesmo no Novo Testamento é um Deus muito peculiar muito bem delineado um Deus que tem história, que tem vínculos, é o Deus de Abraão, Isaac e Jacó esse é o monoteísmo para não deixar dúvida fixando ali aquelas linhas principais onde se daria o desenvolvimento do monoteísmo que terá prosseguimento no Novo Testamento e depois acreditamos nós na terceira revelação que complementa, que completa esse ciclo tríplice de aproximação do espírito humano da divindade em que em cada momento ele absorve determinados aspectos da divindade, da providência divina ou dos seus atributos se há uma lei de justiça, amor e caridade nós podemos imaginar essas três fases em que vamos nos dando conta da dimensão ampla que é a providência divina olha que interessante aqui o Isaac tem dois filhos um é o Esau que é um caçador é uma figura mais intensa, mais brutalizada ele caça ele adora a comida da caça e o Isaac o seu genitor tem uma preferência por esse filho ao passo que a sua esposa tem uma preferência pelo filho Jacó que é mais intelectual mais voltado para a administração não é tão ativo, tão extrovertido quanto o Esau é uma figura mais introvertida o fato é que os dois são gêmeos isso levou até o nosso grande escritor brasileiro Machado de Assis escrever um livro chamado Esau e Jacó onde ele aborda os conflitos humanos tomando como ponto de partida essa história bíblica aqui de dois irmãos gêmeos que criam uma confusão eles nem precisam de inimigos porque um basta ao outro é muito interessante essa história e interessante também a dinâmica familiar, o pai apoiando o Esau a mãe apoiando o Jacó eles são gêmeos mas o Esau nasce primeiro ele é o primogênito nós sabemos que na tradição judaica o primogênito ele possui responsabilidades maiores e para isso ele recebe uma cota maior da herança paterna então no caso aqui digamos que são dois filhos Esau e Jacó a herança de Isaac precisa ser dividida por três Esau ficaria com dois terços da herança e Jacó com um terço por que isso?
Na falta do patriarca Isaac é o primogênito que assume a liderança da família, é o primogênito que continua dando identidade àquele clã tribal estamos falando aqui de uma cultura de mais de três mil anos atrás então nós precisamos fazer uma viagem no tempo para tentar entender como viviam essas pessoas quais eram as regras da sociedade em que elas viviam e o que elas construíam intelectual, emocional e espiritualmente a partir dessas referências históricas, sociais e culturais entendido isso como que se abre o ciclo aqui a história já começa muito curiosa no capítulo 25 e aqui especialmente nos versículos 19 e em diante quando o texto começa com muita brincadeira, porque o texto hebraico é cheio de trocadilhos ele é cheio de trocadilhos e Jacó é aquele que pega no calcanhar essa é a etimologia pode até ser uma etimologia fantasiosa de quem escreveu o texto não propriamente linguística mas é uma brincadeira com as palavras e a história aqui é que nasceu Isaú e logo em seguida vem o Jacó agarrado no calcanhar dele eles vêm numa filinha nasce um e de repente na hora que a parteira puxa, está lá o Jacó agarrado no calcanhar do irmão quer dizer que a briga já começou no útero a disputa a competição isso é muito interessante porque isso vai apontar para um outro elemento que nós vamos extrapolar daqui a pouco então o Jacó estava ali, grudado no calcanhar do irmão lembrando que o calcanhar é que nas tradições orientais e mesmo na tradição grega o calcanhar é o calcanhar de Aquiles o calcanhar é a nossa parte frágil é aquele tendão que uma vez atingido no pé que é a base que sustenta o corpo ele derruba a criatura e foi exatamente isso que Jacó com muita inteligência fez com o seu irmão ele chantageou o irmão para comprar a primogenitura essa atitude de Jacó sendo o irmão mais novo e rompendo uma hierarquia rompendo uma ordem querendo assumir o lugar do seu irmão mais velho vai se refletir depois, nós veremos isso na família do próprio Jacó em que numa lei de causa e efeito muito interessante os filhos mais velhos de Jacó vão atentar contra a vida do filho mais novo então é um espelhamento uma causa e efeito perfeito então a gente percebe uma lição aqui do Velho Testamento abrindo um parênteses porque o Velho Testamento fala de uma religiosidade e de uma espiritualidade no cotidiano se nós examinarmos outros livros sagrados eles são na sua maioria livros místicos você pega a tradição budista a tradição chinesa ela é bastante filosófica ela fala de iluminação interior e outras tradições da Babilônia do Egito aqui não na tradição hebraica é vida no dia a dia pé no chão fazendo coisas concretas é a vida de relação na família no trabalho a partir disso é construída uma espiritualidade e uma religiosidade então aqui na vida familiar Jacó rompe com princípios com valores religiosos e ele irá sofrer duras consequências por conta dessa sua atitude e isso vai se espalhar para toda a geração então aqui mostra também algo muito bonito que é a dinâmica familiar como os espíritos se vinculam e compartilham dos mesmos dramas e dos mesmos conflitos que os seus ancestrais muito importante isso aqui então vamos lá, o que o Jacó faz?
O Jacó percebe que o irmão tem uma queda por comida ele é muito forte, muito brutalhão caçador ele gosta então de comer devia ser muito forte comer muito então ele ia ter uma queda o negócio dele é comida e é exatamente nesse desejo nessa compulsão do Isaú estou falando do Isaú o Isaú que é o mais forte nessa compulsão o Jacó percebe o Jacó é mais inteligente é mais introvertido a compulsão de Jacó é outra olha que interessante isso a compulsão de Jacó é por poder é por destaque então é lindo Machado de Assis explora bastante isso no livro Isaú e Jacó e aqui a gente começa já também se você usar essa lente a gente compreende muita coisa inclusive dos ambientes religiosos inclusive dos ambientes religiosos então o Jacó é uma pessoa mais introvertida mais cheia de modos mais social mais educado parece um anjo parece uma pessoa evoluída para usar um vocabulário espírita mas no fundo ele esconde uma compulsão talvez mais feroz que a compulsão do irmão mais velho que é uma compulsão por comida por prazer físico interessante isso aqui isso vai se repetindo aí, é um padrão então o outro é visível porque uma pessoa que tem compulsão por comida, compulsão por sexualidade compulsão por prazer acaba se viciando em drogas, em bebidas pessoa que tem uma compulsão fica visível mas a outra que é inteligente que é sofisticada e tem uma compulsão por poder por tomar o lugar dos outros esse ele é evasivo ele passa às vezes desapercebido pela sociedade a sociedade costuma aplaudir essas pessoas porque elas não percebem essa compulsão o fato é que Jacó, com muita inteligência faz uma comida lá ruiva, porque diz que o Exaú é ruivo então ele faz uma comida ruiva um guisado com carne, ervilha deve ter colocado lá um tempero, ficou um negócio assim que cheirou no acampamento inteiro e quando o Exaú chega cansado e fala nossa, você me dá um pouco dessa comida aí Jacó devia cozinhar bem, é um sujeito sofisticado é um chefe um chefe gourmet preparou tudo era sofisticado e aí ele fala, olha, se você quiser comer eu te sirvo vou fazer aqui um serviço espetacular, você senta aí mas é o seguinte você tem que me dar a sua primogenitura então eu te dou o guisado e você me dá a primogenitura vocês imaginam e o Exaú topa o Exaú vende vende a sua primogenitura a sua ascendência e a sua responsabilidade espiritual ele vende por um guisado por um ensopado, delicioso e saboroso então aqui vem a primeira pergunta por quanto nós vendemos a nossa espiritualidade por quanto nós vendemos ela a nossa mais profunda religiosidade por quanto nós abrimos mão dela por qual compulsão interessante porque muitas vezes o indivíduo encarna com um encargo, uma responsabilidade uma missão, nesse sentido geral e no decurso da encarnação ao longo das provas e expiações da vida, dos desafios das dificuldades em função das suas compulsões, sejam por sexo, por comida por dinheiro por fama, por poder por prazer, por prestígio por posse ele vende a sua primogenitura e fica com o guisado fica com a experiência material de baixo teor espiritual como diz Emmanuel abrindo mão da primogenitura, foi o que fez Exaú era isso que estava em sintonia, o seu psiquismo vibrava nessa faixa ele vende a primogenitura e fica aquela coisa estranha, porque o que é estranho aqui é que o pai não foi comunicado então os dois irmãos gêmeos primeiro o irmão gêmeo fazer isso com o outro o mais novo fazer isso com o mais velho com o irmão mais velho já quebrou uma hierarquia de irmãos e quebra uma outra hierarquia mais profunda porque o pai não foi comunicado e esse é um plano em dois tempos então essa é a primeira parte do plano de Jacob ele faz o acordo com o irmão o irmão vende a primogenitura então inocente Exaú não é aqui junta só que o Jacob foi mais ardiloso porque o Exaú não sabia o que estava por vir o plano de Jacob possuía uma primeira etapa e uma segunda etapa fulminante absolutamente surpreendente a segunda etapa do plano de Jacob porque vamos tentar entender isso aqui depois nós vamos trabalhar esse aspecto o Jacob compra a primogenitura do irmão então agora ele passa a ter uma parte maior na herança ele passa a assumir uma responsabilidade por dar continuidade ao clã é tanto que nós vamos ver assim não é o Deus de Abraão, Isaac e Exaú deveria né Exaú não é o primogênito então deveria ser o Deus de Abraão, Isaac e Exaú não, é o Deus de Abraão, Isaac e Jacob então o que Jacob comprou foi valioso foi uma posição valiosa ele comprou a continuidade da herança monoteísta você tem lá o Abraão que é natural, o Isaac que é natural porque o irmão do Isaac era um irmão da mesma mãe de outra, de uma filha com escravo e aqui não, aqui são gêmeos Exaú abre mão dessa posição de ser patriarca que poderia ser Abraão, Isaac e Exaú para ser Abraão, Isaac e ele abre mão, sai e deixa o irmão mais novo Abraão, Isaac e Jacob então Jacob sabia bem o que estava comprando comprou na bacia das almas como se diz o ditado popular comprou algo valioso por preço módico por um precinho comprou no desespero que é outro elemento ainda de mais ardil que o irmão estava com fome, estava cansado então o irmão estava fragilizado é claro que o Exaú possui uma compulsão pela satisfação de demandas materiais mas vamos combinar Jacob aproveita que o irmão está fragilizado está voltando do campo com fome para fazer a proposta para fazer a proposta e geralmente é assim e essa é uma grave questão que nós podemos ampliar aqui muitas vezes nós assumimos graves compromissos reencarnatórios contraímos débitos da maior gravidade porque nós abusamos de um momento de fragilidade ou de necessidade do semelhante o nosso semelhante está fragilizado está passando por uma necessidade está em um momento delicado e sem a mínima compaixão pelo estado de necessidade pelo estado de penúria pelo estado de carência pela dificuldade do outro nós usamos do ardil para tirar mais ainda da pessoa o que acrescenta um pouco de sordidez ao processo o que acrescenta uma pitada de crueldade de crueldade e como se diz a consciência ela não nos impede de fazer o mal a consciência ela só nos impede de gozar e de ser feliz depois que o mal foi praticado essa é a função da consciência então aqui quando a criatura nós sabemos nós somos seres humanos nós estamos conectados uns aos outros nós estamos uma teia de relação nós sabemos o que é um ser humano em dificuldade não só dificuldade financeira não um ser humano fragilizado psicologicamente um ser humano fragilizado emocionalmente um ser humano fragilizado espiritualmente e um ser humano fragilizado financeiramente também ou um ser humano fragilizado organicamente doente por exemplo nós sabemos claro que nós sabemos nós somos seres humanos nós temos essa conexão quando você vê um ser humano fragilizado você se identifica porque você é também ser humano é fácil identificar no entanto mesmo identificando o indivíduo com seu intelecto o indivíduo identifica a fragilidade do outro mas ele não é capaz de sentir compaixão pela fragilidade do outro e ele explora essa fragilidade para ainda tirar mais da pessoa que está fragilizada para explorar então o indivíduo sabe que o outro está fragilizado financeiramente ele vai lá compra o imóvel dele por um preço abusivo que ele sabe que vale muito mais mas ele prefere dar o ultimo golpe para que ele tenha um lucro só para dar um exemplo mais concreto para a gente não ficar tão filosófico então ele poderia chegar e falar não, o seu bem vale tanto você está com dificuldade eu vou pagar o preço que vale o preço que está sendo pago eu não vou lucrar com a sua penúria isso seria um gesto de dignidade seria um gesto de compaixão um gesto de respeito ao outro ser humano mas não é isso que é feito não é isso que é feito a pessoa aproveita compra na fragilidade explora a penúria do outro e sai aplaudido porque chega em casa chega na roda dos amigos ou as vezes chega no grupo espírita e as pessoas falam que bonito você fez um ótimo negócio um ótimo negócio então vem a encarnação futura e nós somos colocados agora na posição de fragilidade do outro para que a gente experimente é uma homeopatia do espírito você precisa experimentar uma energia semelhante a sua para que você se cure o semelhante cura o semelhante então o egoísta precisa de um outro egoísta talvez mais egoísta do que ele para se curar do egoísmo a pessoa sem escrúpulos precisa de uma outra mais sem escrúpulos ainda para que a energia do semelhante o cure, o faça conhecer-se a si mesmo é uma pedagogia um processo de cura da reencarnação um processo homeopático em que semelhante cura semelhante nós atraímos energias que sintonizam com as energias profundas do nosso psiquismo ou do nosso passado para que o nosso passado seja curado curado e surja um novo padrão de energia espiritual para que a gente possa atrair novas companhias, novos relacionamentos mais saudáveis mais espiritualizados mais voltados para o bem e para a lei divina é isso que está acontecendo aqui é exatamente isso que está acontecendo aqui Exaú foi tolinho?
não Exaú foi compulsivo foi compulsivo foi compulsivo Exaú erra pela compulsão pela falta de autocontrole pela ausência de autoconhecimento mas Jacó falha pelo cálculo pelo raciocínio pelo mal arquitetado pensado meditado sabendo exatamente o que está fazendo sabendo exatamente o que fazer sabendo exatamente onde ferir para derrubar então de um lado o erro que é filho da falta de controle do outro lado o erro que é fruto do cálculo o novo testamento não vai falar de Exaú Exaú vai seguir sua vida vai seguir não vai não vai ter muitas notícias aí Do Exaú mas vai contar a história de Jacó os revéses e as situações horrorosas pelas quais Jacó irá passar irá passar serão narradas em detalhe pelo livro Gênesis porque é uma história que merece ser narrada as vezes as pessoas se assustam com o Antigo Testamento porque elas imaginam o Antigo Testamento como se fosse assim uma casa dourada com toques de rosa rosa mesmo na cor rosa na porta Alice do País das Maravilhas e ela imagina que vai ler o Velho Testamento e vai encontrar aquelas figuras doces angelicais não o Velho Testamento é a história dos Jacós o Velho Testamento é a história dos seres humanos calculistas frios que arquitetam o mal que praticam o mal sabendo o que está fazendo e também a história dos Exaús daqueles que praticam o mal ou que se equivocam pela compulsão querem ver?
Essa história aqui vai avançar mil anos para frente mil anos para frente mil anos depois de Jacó quase mil anos ou mais e aí nós chegamos no Rei Davi no Rei Davi e o Rei Davi vai se apaixonar pela esposa do seu melhor amigo do seu general e na compulsão de possuir essa mulher ele vai arquitetar um plano um plano muito bem feito para que o seu melhor amigo, seu general, braço direito morra na batalha e ele, então, possa ficar com a viúva então, o que é isso? É essa história se repetindo é a história Exaú e Jacó sendo repetidas cem vezes então, Velho Testamento é isso aí você, talvez, esteja se perguntando meu Deus, para que eu vou ler isso?
Para que? Autoconhecimento para que a gente possa decifrar o nosso passado espiritual para que nós possamos saber de onde nós viemos e porque estamos sofrendo hoje e em que áreas da vida estamos sofrendo hoje como fazemos isso? Seguindo o conselho de Emmanuel pelas próprias tendências saberás porque sofres pelas próprias tendências saberás porque sofres nós sofremos naquelas áreas em que construímos tendências perniciosas perniciosas de prejudicar o semelhante então, é uma exoneração é um processo delicado aqui que a gente percebe nessa historinha que ocupa aqui dez, quinze versículos que, às vezes, a gente lê no Velho Testamento e nem presta atenção do que está acontecendo Exaú, pela compulsão material é aquele Espírito que encarna, vem com uma proposta de progresso, de realizar algo, mas sucumbe a atração dos elementos materiais e Jacó é aquele que vem, mas sucumbe pelo anseio, pela compulsão por poder e prestígio aliás, aqui, nós podemos dividir basicamente a psiquê nos quatro P’s você pega aqui um ciclo, divide aqui divide aqui, desse lado fica posse, prazer esse aqui é Exaú posse, prazer e, do outro lado um outro psiquismo poder e prestígio Exaú está em busca de posse e prazer prazer nos mais diversos níveis Jacó está em busca de poder e prestígio aqui, geralmente, os que estão em busca de poderes e prestígio eles desenvolvem um refinamento maior uma sofisticação para prejudicar e para explorar o semelhante essa é a história evolutiva da humanidade essa é a nossa história a nossa biografia espiritual é daí que nós estamos vindo mas estamos indo agora para outro local estamos em busca de novos padrões estamos em busca de um novo modelo de um novo guia você sabe qual é até o próximo episódio Se inscreva no canal e ative o sininho Obrigado
Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.

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