Neste episódio da série de estudos do Velho Testamento à luz do Espiritismo, Haroldo Dutra Dias aprofunda-se no livro do Êxodo, explorando seus simbolismos e lições para a jornada espiritual. O estudo se baseia no livro “Roteiro” de Emmanuel, psicografado por Chico Xavier, para desvendar a profundidade da peregrinação da alma.
O que é estudado neste episódio
- A Incomensurabilidade Divina e a Capacidade de Encantamento: Haroldo inicia o estudo relembrando a necessidade de humildade diante da grandiosidade de Deus, a Inteligência Suprema. Ele enfatiza a importância de manter a capacidade de se encantar com a criação divina, que é infinita, enquanto a criatura é limitada.
- O Símbolo do Êxodo: O estudo reitera que o Êxodo representa a peregrinação da alma em busca de sua evolução. A frase “Se você não for Espírito puro, você está em êxodo” sintetiza a ideia de que a encarnação é uma jornada de aprendizado e aprimoramento.
- O Homem Ante a Vida (Capítulo 1 de “Roteiro”): É feita uma leitura rápida do primeiro capítulo, que aborda as interrogativas existenciais do ser humano (“Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos?”). O texto de Emmanuel descreve a pequenez do homem e da Terra em face da imensidão do universo, gerando um “choque de realidade” que nos convida à humildade.
- No Plano Carnal (Capítulo 2 de “Roteiro”): Este capítulo é o foco principal, onde Haroldo aprofunda a simbologia do “Egito” como o “Plano Carnal” ou “Mitzrayim” (estreiteza, lugar apertado).
- A Concha Milagrosa do Corpo: O corpo físico é descrito como uma “concha milagrosa” que limita as percepções do Espírito, restringindo visão, audição e tato. Essa limitação é vista como necessária para o aprendizado e a recapitulação de conhecimentos.
- Intuições e Tendências: As experiências passadas do Espírito ficam armazenadas como intuições e tendências, aguardando a “alavanca da vontade” para se manifestarem.
- O Templo Miraculoso da Carne: O corpo é um “templo” onde a alma permanece “provisoriamente encerrada”, mas não de forma punitiva. Essa “prisão” oferece “gloriosas oportunidades de trabalho no labor da autossuperação”.
- As Asas de Amor e Sabedoria: A encarnação é o processo de tecer as “asas de amor e sabedoria”. As dificuldades (doença, escassez, solidão) são comparadas aos golpes do cinzel do escultor, que talham a alma para o crescimento.
- A Dor e o Trabalho: A dor é vista como repreensão e chamada de atenção, enquanto o trabalho santifica. Ambos são meios para o Espírito estender seus poderes e subir aos “cimos da luz”.
- A Sede do Infinito: O Espírito, mesmo limitado, sente uma “sede do infinito”, um anseio de retorno à espiritualidade superior, que o impulsiona na peregrinação.
- Deus na Peregrinação: A presença de Deus é constante na jornada, simbolizada pela nuvem que oferece sombra no calor do deserto e pela coluna de fogo que aquece na noite fria. Deus é o amparo e a providência em todas as circunstâncias da vida.
- A Superação da Incapacidade: O estudo enfatiza que a distância de Deus ou de Cristo não é temporal, mas sim uma questão de vontade e desenvolvimento das asas de amor e sabedoria. A evolução é uma decisão pessoal.
Reflexões
- A encarnação, simbolizada pelo Êxodo, não é um castigo, mas uma oportunidade de crescimento e desenvolvimento das “asas de amor e sabedoria”, essenciais para a ascensão espiritual.
- As dificuldades da vida são ferramentas de Deus, como o cinzel do escultor, que nos moldam e nos impulsionam à autossuperação, revelando a bondade divina mesmo nas provas mais árduas.
- A peregrinação é um caminho de constante aprendizado e transformação, onde a paisagem muda, e a presença de Deus, como sombra e fogo, nos ampara e guia em todos os momentos.
Ler transcrição do episódio
Quero ser amanhando amanhã Quero ser irmão do meu irmão Quero ser tolerante e leal Quero ser semeando perdão Quero ser e saber o que sou Quero ser e ser sempre melhor Quero ser e saber onde vou Quero ser e chegar ao amor Quero ser, quero ser Quero ser, quero ser Quero ser e seguir o farol Quero ser pura transformação Quero ser belaizada ao sol Quero ser nova embarcação Quero ser e contar com você Quero ser e cantar com você Quero ser e ser bem com você Quero ser sempre ser pra você Quero ser, quero ser Quero ser e contar com você Quero ser e cantar com você Quero ser e ser bem com você Quero ser sempre ser pra você Quero ser, quero ser Quero ser, quero ser Quero ser Boa, tá bonito!
Eu vou fingir que era essa música que eu queria pôr, mas foi ótimo! Eu achei que era! Essa música é maravilhosa, nossa! Mas essa música que vocês ouviram agora, que a gente fez pra campanha do Ser, né? Mas ela mostrou muito do que a gente queria mostrar. O pessoal tava querendo que eu falasse um pouquinho do que é o Vira-Ser. E aí vocês viram muitas imagens do Vira-Ser, né, Arouca? Que é um encontro, gente, muito diferente, né? Um encontro que a gente tem vivências, tem estudos, né? A gente tem divulgado. E é bem fora daquele padrão, né, Aruto?
Que a gente só vai e assiste palestras e tal. A gente se encontra mesmo. É um local muito gostoso, né, Aruto? Que é lá o Retiro São José. Muito, muito, muito. A gente sempre faz muitas reflexões. Esse ano o tema é o perdão. Então, vocês estão vendo a gente falar muito do Vira-Ser. E é um tema que a gente já vem conversando com o Arouca, né, Arouca? Nosso tema é muita coisa pra tirar daí, né? É daqueles temas que a gente acha que sabe tudo sobre ele, né, Arouca? Ou que já desistiu, né, Arouca? Não, e o Vira-Ser realmente é um encontro muito diferente.
Ele tem um formato de vivência, tem um formato de imersão. São as coisas que a gente faz e que ficam marcadas, né? É verdade. Esses encontros são coisas que ficaram marcadas. A gente olha e dá saudade, né? É verdade. E pra dizer que estamos com muitos corações preparando com todo carinho, muitos voluntários já há muito tempo estudando o tema, preparando as vivências, as atividades. O convite aos palestrantes com muito carinho pra abordarem o tema. E enquanto a gente vai recebendo as inscrições, o pessoal está participando do grupo de WhatsApp dedicado ao quarto encontro, ao quarto encontro do Vira-Ser.
E estamos fazendo preces pra sustentar o encontro. E também lendo alguns textos sobre perdão, conversando sobre o tema. Então, todos que querem ainda participar. Ainda temos inscrições, né, Julio? Tem, sim. As inscrições com hospedagem já estão no final. Não sei se tem algumas, mas a gente tem a versão sem hospedagem, que o pessoal vem se hospeda em algum hotel próximo e participa da mesma maneira. E é muito legal, vale muito a pena. Estão todos convidados. Mais informações, entrem em contato com a gente pelo Zap. E vamos dar boa tarde pra essa galera que semana passada surtou com um monte de pergunta.
Esquentamos a cabeça da galera e a nossa também. E foi muito bom. Estamos aí na reta final do êxodo, mas não estamos terminando hoje, né, Leonora? Não está acabando. Ainda não. Fizemos uma votação na semana passada pra ver com o pessoal o que eles queriam estudar. E parece que deu salvo. Já temos o novo livro por aí. Está ganhando. Olha só como é que está aí. Nossa, é uma enquete. Se vocês quiserem, vocês que estão assistindo aí, tem que ampliar a tela, né, pra vocês lerem aí. Mas aí, o nosso público maior está em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
Tem bastante gente aqui. E o pessoal votando. Fora eu tenho aqui no Brasil, na França, tinha uma pessoa e tal. Vamos aqui. A idade nossa de público, nós temos que atrair os jovens, precisam estudos também. É uma coisa, hein? De 36 até 63 anos. Na verdade, 36 anos tem só… 18%. 90 anos ali, 56. 57 a 63. Então, está aí o nosso público, né? O pessoal maduro, o pessoal que já está… Tem a questão dos horários, de assistir o êxodo, tem o pessoal que responde, mas gira nesse torno mesmo o pessoal mais interessado, mais maduro.
É um tema que às vezes exige um pouquinho mais de vivência, mas é um tema muito rico também para a gente estudar desde mais novo. E aqui as possibilidades de livros, Arudo. Ali, olha. Nossa, o Salmo ganhou disparado. Ganhou disparado. Ganhou disparado. Olha, vai ser bom demais. Que delícia. Não é? Então, preparem-se aí. Vamos terminar o êxodo para a gente entrar nesse livro de Salmos, que eu acho que vai ser muito bonito, né, Arudo? Porque é um livro… Nossa, vai ser maravilhoso. Vai ser maravilhoso. E é um livro um pouco estudado para as pessoas.
Um pouco estudado. A gente vai aprender a ler no original, nas palavras. E vamos cantar também? Vamos cantar. Eu juro que vai ter que aprender síntara. Os instrumentos, os instrumentos da época. Quando a gente canta, não é? Vai ter que tocar laúd. A laúd não tinha nesse… Vou tocar tambor, Arudo. Não tinha nessa época? Melhor para eu tocar triângulo. Mas é isso, gente. Muito bem-vindos aqui. Para mim, aparece a Neide Oliveira primeiro. Mas eu acredito que não seja. Não, não é, não. Ela tinha subido mais. Ixi, Maria.
Para mim, a Emília Camacho. Boa tarde, São Paulo. É isso aí. Que maravilha, gente. Manda um abraço aí, Júlio, para a Luciana da Conte. Que as coisas fortaleçam o coração dela, que está com o marido, passando por esse grande desafio. Ela saber que, primeiro, nós estamos junto dela e que tem certeza que a espiritualidade superior está abraçando, apertado. Ela e o marido e a família toda. Com certeza. Depoimento maravilhoso dela. Isso. É tanta gente passando, nesse momento, por dificuldades, Arudo. Estender essa fala para todos que estão aqui, que estão passando por essas questões e saber que é o que a gente está fazendo nesse vir a ser também.
É saber que Deus é bom sempre. E é Pai amoroso, está cuidando sempre de nós. E hoje a gente vai falar disso. Olha só. Então, pronto, gente. Sintam-se todos abraçados. E vamos lá. Eu vou mandar um beijo para minha mãe, mãe Dahlia, que está de aniversário hoje. Opa! Parabéns! Muita saúde, felicidade, alegria. Muitas belezas. Coisa boa. Ela está aqui? Você já viu o nome dela aqui? Não vi o nome dela, mas eu passei o link. Então, falo para ela dar boa tarde de novo. É isso aí. Bom demais. Vamos lá? Vamos lá, vamos lá. Bom, gente, só esclarecendo, na semana passada nós fizemos um exercício difícil e foi o exercício de a gente despojar das certezas.
Porque Deus é incomensurável. Deus é incomensurável. Deus é a inteligência suprema. E nós sempre fazemos um exercício de vigilância, um exercício de humildade, para que a gente não perca algo que o Papa Francisco, quando veio ao Brasil, até falou sobre isso. Para que a gente não perca nunca, nunca, nunca a nossa capacidade de se encantar, de se deslumbrar com a criação divina. Porque a criação divina está no âmbito do infinito. E o infinito não é para nós, criaturas. O infinito é para o Criador. O espaço do Criador é o infinito.
O espaço da criatura é o limitado. O espaço do Criador é a eternidade. O tempo do Criador é a eternidade. O tempo da criatura é a imortalidade, porque nós tivemos início. Então, é importante isso para que a gente não perca a hipótese nenhuma, essa capacidade de duvidar das próprias certezas, de estar aberto, mas estar aberto no sentido bom. Não é no sentido da angústia, é no sentido, sabe a criança? A criança quando vai a um parque, a criança quando vai a um lugar e ela quer explorar, ela quer brincar, ela quer correr, ela pergunta tudo o que é isso, o que é isso, o que é isso, pode pegar, pode olhar, ela se encanta, ela quer explorar.
Então, é isso, é isso que a gente queria. Não sei se a gente conseguiu, mas era isso que a gente queria. Porque, veja, quando Moisés sobe ao Sinai, ele tem que tirar as sandálias, ele vê uma saça ardente, mas ele não pode se aproximar muito, ele tem que manter uma distância. O que significa isso? O infinito não é para a gente. Tem que tomar cuidado, senão a gente se queima, a gente perde, entra na angústia, entra no desespero, mas não é isso. É só a gente, a sensação, e o Júlio sabe como é que é isso, que ele já fez essa viagem, é a sensação de você estar no alto mar.
Você olha para tudo quanto é lado e vê água. É essa a sensação, não é? Você está seguro, você está dentro do navio, mas entender que é um mar que é muito maior do que você. A criação é muito maior do que a gente. A criação é incomensurável. Então, essa é a ideia que a gente queria trazer, despertar no espírita esse espírito de estar sempre perguntando, perguntando com amor, perguntando com alegria, perguntando com esperança, sempre aproximando, sempre melhorando, sempre aprendendo mais e escutando. Acho que a lógica está…
É uma boquinha só e dois ouvidos, não é? Nós temos duas orelhas e uma boca. Isso já é uma lição do Criador para a gente. Há muito mais para a gente absorver do que para manifestar. O que a gente tem para manifestar é muito, muito menor, muito menor do que o que a gente tem para apreciar. Na hora é esse o sentido, mas hoje… E foi ótimo, Arouca. Foi ótimo. Não foi bom, não. É só para explicar. Nós temos que voltar e fazer esse exercício, relembrar a espiritualidade. Tem falado disso, não é? A nossa doutrina foi formulada a partir de perguntas.
De perguntas. E perguntas amplas. E perguntas que não foram respondidas de forma esgotativa. Aham. As perguntas… Os escritos não esgotaram a resposta. Então, Kardec fez uma pergunta tão profunda que eles deram uma pincelada. Olha, não tem palavras ainda. Tem coisas que vocês não podem compreender. Não é? Então, eles deram uma oruzinha. É, Arouca. Outra coisa também que é muito boa. Sempre que está em uma palestra, sempre que está em um estudo, acompanhando algum expositor, nunca perder a realidade e noção de que o expositor não é Deus.
Não tem todas as respostas, muito menos todas as respostas certas. Nós vamos emitir aqui muito mais, às vezes, a percepção que tivemos daquilo que estudamos. Isto pode evoluir, não é? Isto pode se modificar. O Haroldo não é uma pessoa completa, ele está se completando. As pessoas gostam muito de você, Haroldo, e às vezes se esquecem dessa humanidade, porque você vai estar aqui sujeito a influenciações, a processos naturais da vida, a erros de interpretação. E nós vamos voltar e vamos corrigir aquilo que no futuro queremos descobrir.
E é com a ajuda de vocês, gente. Nós temos paciência, porque quem está com o microfone está com uma ferramenta que expõe a gente, não é, Haroldo? E nós não podemos ter essa empáfia de ter resposta para tudo, e temos que ter a confiança de que estamos conversando com pessoas que compreendam que o que nós estamos trazendo está no âmbito da nossa percepção. Isso, isso. E tem uma coisa muito importante, não é, Ju? Que eu também estou na peregrinação. Então, se eu fosse alguém melhor, eu não estaria encarnado. Essa seria boa notícia para mim.
Estaria nas esferas superiores. Mas, em compensação, eu não estaria aqui fazendo essa live. E que bom que está, não é, Haroldo? Então, por estar em peregrinação, por estarmos caminhando juntos, eu nem gosto dessa palavra expositor, eu prefiro mais o amigo condutor, o amigo facilitador do processo de compreensão, porque nós estamos caminhando juntos, não é? Bom, mas o Gustavo Silveira, lá de Uberlândia, que lhe disse, falou assim, foi muito bom, pois eu e o irmãozinho Vitorupa pensaram. Bom, estamos aproveitando, não é, Ju?
Eleonora, aproveitando. Eu trouxe o Emmanuel aqui para ele fechar a live semana passada. E chamei ele de novo para ele abrir a de hoje. Então, eu vou passar rapidinho. Nós estamos no livro Roteio. Roteio, nome do livro. Roteio, capítulo 1, capítulo 2. O capítulo 1 eu vou ler voando, rápido, só para fechar a semana passada. E aí, a gente vai entrar no 2. Então, eu quero gastar 2 minutos, aqui, lendo o capítulo 1. Para a gente entrar no capítulo 2, a gente vai comentar. Tem tudo a ver com êxodo. Tem tudo a ver com êxodo.
Quem não é Espírito puro está em êxodo. Então, vamos lá. Você é Espírito puro? Se você for Espírito puro, essa live não é para você. Nem sei o que você está fazendo aqui. Mas, se você é um Espírito puro, essa live não é para você. A encarnação não é para você. Você não está em êxodo. Você já chegou. Você já está na Terra Prometida, de onde jorra leite e mel. Então, se não for Espírito puro, se você não for Espírito puro, você está em êxodo. Essa é a ideia. Então, gente, se esquecemos tudo desses meses que nós ficamos estudando o êxodo, não vamos esquecer isso.
Se você não for Espírito puro, você está em êxodo. Você está peregrinando. Essa é a grande ideia. Agora, vamos lá, capítulo 1 do livro-roteiro. Rapidão, rapidão. Bem rápido. O Homem ante a Vida. No crepúsculo da civilização em que rumamos para a alvorada de novos milênios. Então, está acabando um dia da humanidade e vai começar um novo dia, uma nova alvorada de novos milênios. E aí, nós podemos dizer com certeza está acabando sete mil anos para inaugurar mais sete mil. Então, nós vivemos sete mil anos, simbolicamente, de Adão até o ano 3000, e estamos nos preparando para os próximos sete mil anos.
O homem que amadureceu o raciocínio supera as fronteiras da inteligência comum e acorda dentro de si mesmo com interrogativas que incendeiam o coração, que foi o que nós fizemos semana passada. Incendiamos o coração de todo mundo por interrogativas. Quem somos? De onde viemos? Onde é a estação de nossos destinos? À margem da senda em que jornadeia surgem os escuros estilhaços dos ídolos mentirosos que adorou. E enquanto sensações de cansaço lhe assomam a alma enfermiça, o anseio da vida superior lhe agita os recessos do ser.
Qual o braseiro vivo do ideal sob a espessa camada de cinzas do desencanto? Essa é a sensação do peregrino. Está sujo de areia, está queimado de sol, está cansado das ilusões, recorre à sabedoria e examina o microcosmo em que sonha, reconhece a estreiteza do círculo em que respira, observa as dimensões diminutas do lar cósmico em que se desenvolve, descobre que o Sol, sustentado de sua apagada residência planetária, olha isso, apagada residência planetária, tem um volume de 1 milhão e 300 mil vezes maior que o dela.
O Sol tem um volume 1 milhão e 300 mil vezes maior que a Terra, o nosso apagado lar, nossa apagada residência. Aprende que a Lua, insignificante satélite do seu domicílio, dista mais de 380 mil quilômetros do mundo que lhe serve de vez. Os planetas vizinhos evolucionam muito longe, muito longe no espaço imenso. Dentre eles destaca Marte. Por quê? Porque está pertinho da gente, está do nosso lado, distante de nós cerca de 56 milhões de quilômetros, na época da sua maior aproximação. Isso é quando a gente está mais pertinho dele, porque quando ele se distancia, fica mais longe ainda.
Alongando as perquisições além do Sol, analisa outros centros de vida. Sirius, ofusca-lhe a grandeza. Pollux, a imponente estrela dos gêmeos, eclipsa-o em sua majestade. Capela, que é um Sol binário, são dois Sós, é 5.800 vezes maior que o nosso Sol, 5.800 vezes. Antares apresenta volume superior. Canopus tem um brilho 80 vezes superior ao do Sol. Nós não somos parâmetro. O nosso sistema solar, a Terra, não é parâmetro do universo. Temos que tirar isso. Deslumbrado, apercebe-se de que não existe vácuo. Não existe. A física quântica demonstrou isso.
Não pode ter vácuo. Por quê? Porque velocidade e posição não podem ser zero. Não pode, não pode, não pode. É constante de Planck. Não pode ter zero. De que a vida é patrimônio da gota d’água, tanto quanto a essência dos incomensuráveis sistemas siderais. E, assombrado ante o esplendor do universo, o homem que empreende a laboriosa tarefa do descobrimento de si mesmo volta-se para o chão a que se imanta e pede ao amor que responda à soberania cósmica, dentro da mesma nota de grandeza. Todavia, o amor no ambiente em que ele vive é ainda qual planta milagrosa em terno desabrochado.
Quase não tem amor ainda. Confinado ao reduzido agrupamento consanguíneo, a que se ajusta, ou compondo a equipe de interesses passageiros, a que provisoriamente se enquadra, sofre a inquietação do ciúme, da cobice, do egoísmo, da dor. Não sabe dar sem receber, não consegue ajudar sem reclamar e, criando o choque da exigência para os outros, recolhe dos outros os choques sempre renovados da incompreensão e da discórdia, com raras possibilidades de auxiliar e auxiliar-se. Viu a majestade divina nos céus e identifica em si mesmo a pobreza infinita da Terra.
Tem o cérebro inflamado de glória e o coração invadido de sombra. Orgulha-se ante os espetáculos magnificentes do alto e padece a miséria de baixo. Vê se não é êxodo. Isso é êxodo. Deseja comunicar aos outros quanto aprendeu e sentiu na contemplação da vida ilimitada, mas não encontra ouvidos que o entendam. Repara que o amor na Terra é ainda a alegria dos oásis fechados. Olha o peregrino aí. De vez em quando encontra um oásis e partindo os elos que o prendem à estreita família do mundo, o homem que desperta para a grandeza da criação deambula na Terra.
Ou seja, perambula, peregrina na Terra. A maneira do viajante incompreendido e desajustado, peregrino sem pátria e sem lar, a sentir-se grão infinitesimal de poeira nos domínios celestiais. Nesse homem, porém, nesse peregrino sofredor, alarga-se a acústica da alma e, embora os sofrimentos que o afligem, é sobre ele que as inteligências superiores estão edificando os fundamentos espirituais da nova humanidade. Então, era isso que a gente queria com a live da semana passada. Não sei se foi possível, mas era isso. Agora, vamos para a de hoje.
Vamos para a de hoje. Eleonora, Júlio, quer comentar alguma coisa? Caramba! Dá a sensação que o homem está acordando. O homem, ante a vida, parece que está abrindo os olhinhos. Quem sou eu? Para onde eu vim? Para onde eu vou? Como diz, on cotô, on covô. Exatamente. Mas eu acho que é um… Procurando, reclamando. É um choque de realidade. Nós estamos falando de um livro que foi escrito logo nesse início do trabalho Spita, ainda inconsistente, o homem ainda num grau que ele chamava de materialismo muito grande, pensando-se o centro do universo, muito mais do que pensa hoje.
E ler hoje ainda causa para nós um certo grau de choque de realidade, porque a gente cai nessa. Acho que a gente é máximo. Exatamente. Bom, então, o Emmanuel mostrou essa imensidão e a humildade do nosso sistema solar e a humildade maior ainda do nosso planetinha e, portanto, a nossa pequenez diante da grandiosidade divina. Você imaginar um sol 56 mil vezes mais brilhante que o nosso, escapa. Não imagina, né? Escapa, escapa. Então, a escala de Deus é incompreensível e tem que ser, e tem que ser, porque o espaço de Deus é o infinito, o tempo de Deus é a eternidade, o nosso espaço é limitado, o nosso tempo é imortalidade, porque a gente teve começo.
É só isso. O livro se chama Roteiro. Agora, que a gente já viu a nossa pequenez, vai piorar. Menorzinho ainda. O Espírito vai se apequenar mais ainda para encarnar. Então, o capítulo 2 se chama No Plano Carnal. No Plano Carnal. E agora a gente entra na peregrinação. Agora a gente vai entender o grande símbolo do Egito. O Egito é o Plano Carnal. Está me dando um déjà-vu aqui da live de Paulo. O que você fez sobre a carne. Ah, verdade, verdade. Não, mas essa aqui, essa carne aqui, viu, Júlio, é corporal. Não é a carne lá de Paulo, não.
Essa aqui, vamos dizer assim, é o plano corporal. Então, o plano corporal, os círculos da vida corporal, representam o Egito. Egito, em hebraico, é Mitzrayim. O que é Mitzrayim? É estreiteza. O lugar estreito. O lugar apertado. O lugar em que a nossa movimentação é limitada. Que lugar é esse? É o título do capítulo 2 do livro Otês, se eu puder colocar ele aí, Júlio. No Plano Carnal. No Plano Carnal. Então, vamos lá agora. Isolado na concha milagrosa do corpo, o Espírito está reduzido, em suas percepções, a limites que se fazem necessários.
Gente, eu vou, quem tiver canetinha amarelinha, depois imprime e grave assim, atenção, isolado na concha, reduzido, limites. Isolado na concha, reduzido, limites. Já marquei aqui. Então, o que é reduzido, limites, gente? Mitzrayim. Mitzrayim, em hebraico, Egito, não é o Egito nação, esquece isso. Esquece o Egito da África, Faraó, tira isso da cabeça agora. Esquece isso, nós estamos no símbolo agora. Esse é o Mitzrayim, a concha milagrosa do corpo, onde o Espírito fica reduzido, suas percepções são reduzidas, você só escuta de uma frequência mínima ou máxima.
Você não escuta o infra-som e nem o ultra-som, você não escuta. Você não enxerga, você só enxerga do vermelho ao violeta. Você não enxerga o infravermelho, você não enxerga o ultravioleta. Você não percebe tudo. Você não percebe. Você consegue tocar sólido, você consegue tocar líquido, gás, você já não percebe. Tenta sentir aí o ar. Se não soprar, se o ar não virar vento, você não sente. Tenta pegar o ar, você não sente. Agora, imagina o plasma, que é um outro estado da matéria. Esse você não toca. Então, percepções limitadas.
A esfera sensorial funciona para ele à maneira de câmara abafadora. Abafou. Abafou. Colocou a criança no chiqueirinho. Ela está ali, abafada. E isso é o Mitzrayim. Isso é o Mitzrayim. Esse é o Egito verdadeiro. Visão, audição, tato padecem enormes restrições. Enormes. Não é? Não é? Veja, o Emmanuel está falando assim. A visão, a nossa audição, o nosso tato padecem restrições. Não. Não é só uma restrição. É enorme. É uma gigantesca restrição. O cérebro físico é um gabinete escuro, proporcionando-lhe ensejo de recapitular e reaprender.
Conhecimentos adquiridos e hábitos profundamente arraigados nos séculos, aí jazem na forma estática de intuições e tendências. Por exemplo, eu não lembro todos os idiomas que eu já falei. Eu não lembro. Quantos idiomas você já falou, Júlio? Nos últimos 30 mil anos, Júlio, quantos idiomas você já falou? Imagina se você pudesse acessar agora a memória de todos esses idiomas que você já falou ao longo de 30 mil anos, Júlio. Imagina se você pudesse acessar agora todo o conhecimento que você adquiriu ao longo desses 30 mil anos, Júlio.
Em um segundo, Júlio, você seria outra pessoa, intelectualmente falando, mas, imoralmente, você seria o mesmo Júlio. O mesmo Júlio, só que com superpoderes, ou seja, um Júlio mais perigoso. Um Haroldo mais perigoso, uma Eleonora mais perigosa. Isso que eu ia falar. Então, o que ficou de toda essa experiência? Ela está guardada, tem só uma intuição e tendências. Forças inexploradas e infinitos recursos nele dormem, aguardando a alavanca da vontade para se externarem no rumo da superconsciência. Olha Canaan, olha a Terra Prometida aí, a superconsciência dos anjos, os poderes, recursos infinitos.
Haroldo, é a alavanca da vontade. A alavanca da vontade, por quê? Se a gente tiver vontade, a gente vai já treinando, a gente já vai libertando esses poderes. Lembrando lá do pensamento de vida, não é, Haroldo? É. No templo miraculoso da carne, em que as células são tijolos vivos na construção da forma, nossa alma permanece provisoriamente, qual que é a palavrinha aí? Encerrada. Encerrada. O que é encerrada, Leonor? Está presinha, está de cachimbo. Presa. Aprisionada. Mas, veja, Emmanuel não está… Emmanuel não está desmerecendo o corpo.
Emmanuel não está atacando o corpo. Ele está falando no templo miraculoso da carne. Templo. Quem que é o templo? Gente, qual que é o templo que tem no Êxodo? Qual que é o templo que tem no Êxodo? O tabernáculo móvel. Então, no tabernáculo miraculoso, milagroso da carne, nossa alma permanece provisoriamente aprisionada em temporário esquecimento, mas não absoluto, porque se transporta consigo o mais vasto patrimônio de experiência, é torturada por indefiníveis anseios de retorno à espiritualidade superior. Olha aí. A angústia de todos os encarnados.
Sair do Egito. Ser libertada do Egito. Torturada por indefiníveis anseios de retorno à espiritualidade superior. Demorando-se, enquanto num mundo opaco, em singulares e reiterados desajustes. Que singulares desajustes? Angústia, tristeza, desânimo, desilusão. São desajustes singulares e reiterados da alma, que se reconhece presa. Presa. Agora, Ah, Haroldo, mas eu acho que você está fazendo uma interpretação muito dura. Então, vamos para o próximo parágrafo. Dentro da grade dos sentidos fisiológicos, grade, visão, dentro da grade dos sentidos fisiológicos, porém, o Espírito recebe gloriosas oportunidades de trabalho no labor da autossuperação.
A peregrinação. A peregrinação. Então, mesmo presos, somos peregrinos. Aprisionado no castelo corpóreo. Olha quantas vezes o Emmanuel está usando palavras. Grade, aprisionado, limitação, restrição. Alguém tem dúvida de que ele está falando do Egito simbólico? Do Egito metafórico? Não do Egito geográfico. Ele não está falando do Egito geográfico. Esquece o Egito geográfico histórico. Esquece isso. Tira isso da cabeça. Ele está falando do Espírito da letra. Aprisionado no castelo corpóreo. Os sentidos são exíguas frestas de luz.
Olha a saça ardente aí, Júlio e Leonor. Os nossos sentidos são frestas de luz, possibilitando-lhe observações convenientemente dosadas, a fim de que valorize, no máximo, os seus recursos no espaço e no tempo. Na existência carnal, encontra multiplicados meios de exercício e luta para a aquisição e fixação dos dons de que necessita para respirar em mais altos climas. Então, a peregrinação é exercício. Exercício, inclusive, é exercício de caminhar, não é? E luta. Exercício e luta. Exercício e luta. Exercício e luta. E a encarnação é isso.
Exercício e luta. Para quê? Para que a gente possa fixar os dons, os talentos, as habilidades que a gente precisa para subir. Pela necessidade, o verme se arrasta das profundezas para a luz. Pela necessidade, a abelha se transporta a enormes distâncias à procura de flores que lhe garantam o fabrico do mel. Assim também, pela necessidade de sublimação, o Espírito atravessa extensos túneis de sombra. O que é isso, Eleonor? Atravessar extensos túneis de sombra na Terra. Peregrinar. Esse é o livro Êxodo. O livro Êxodo é atravessar extensos túneis, túneis, túneis de sombra, de modo a estender os poderes que lhe são peculiares.
Então, é mais ou menos como se você estivesse sendo esculpido, sofrendo limitações, improvisa novos meios para a subida aos cínios da luz. Por quê? Porque aí você tem que se virar nos 30. Você tem que ter jogo de cintura e aí você aprende. Marcando a própria senda. Olha a palavra que está usando. Senda. Senda é Êxodo. Senda é peregrinação. Com sinais de uma compreensão mais nobre do quadro em que sonha e se agiu. Torturado pela sede do infinito, sede de infinito, cresce com a dor que o repreende e com o trabalho que o santifica.
Então, trabalho santifica, a dor repreende. Dor é chamada de atenção, dor é puxão de orelha, trabalho é santificação. As faculdades sensoriais são insignificantes réteas de claridade descerrando-lhe leves notícias, leves notícias do prodigioso Reino da Luz. Gente, quem é o prodigioso Reino da Luz? É a Canaã. Não a Canaã geográfica, esquece geografia e história, agora. O prodigioso Reino da Luz é a Canaã celestial, são os mundos celestes. E, quando sabe utilizar as sombras do palácio corporal que o aprisiona temporariamente no desenvolvimento de suas faculdades divinas, meditando e agindo no bem, pouco a pouco tece as asas de amor e sabedoria, com que, mais tarde, desferirá, venturosamente, os voos sublimes e supremos na direção da eternidade.
Que eternidade? A morada de Deus. Por quê? O espaço de Deus é o infinito, o tempo de Deus é a eternidade. Então, a gente vai dar o grande voo na direção da eternidade, na direção dos mundos celestes, onde não há tempo. Eu só fiquei pensando, Aranda… A gente acordou. Eu só fiquei pensando, quando falava ali nos túneis de sombra e tudo, já me veio o Salmo 23, que só tem sentido porque Deus está conosco nessa caminhada toda. A Elaine Baima está falando Haroldo, esse começo do ser humano na peregrinação é bem difícil, não acha?
Acho. Acho. É bem difícil, Elaine. Bem. Poderia comentar? É bem difícil, mas é bem breve, Elaine. É muito difícil porque é breve. Se fosse muito difícil e muito longo, aí Deus não seria bondoso. Mas é muito breve. Depois que você… Quando você fizer aniversário de um milhão de anos no mundo celeste, aí vai ter uma festa, vai falar Oh, Elaine, quanto tempo você está aqui nesse mundo celeste? Ah, eu cheguei aqui tem um milhão de anos. Elaine, você lembra daquelas encarnações que você teve lá na Terra, Elaine? Aquelas cinquenta encarnações.
Nossa, não lembro, não. Vixe, faz muito tempo. Não lembro. Nossa, mas aquilo lá foi muito rápido. Fiquei uns 30 mil anos lá, né? Ah, não. Vixe, já esqueci, já esqueci. Entendeu, Elaine? Se apaga. Se apaga. Os pais que têm os filhos pequenos que acordam à noite, que ficam bem doentinhos, é um dia após o outro bem cansativo, mas depois de uns 20 anos, quando eles já estão com 20 anos, lembra quando acordava à noite, que eles estavam sempre doentes? Não lembra. Só lembra das coisas boas, né? Isso. Bom, agora vamos falar desse paráforo.
Até a Alexandra está pedindo para comentar esse paráforo 18. Veja, gente, nós temos um hábito. Que não é muito vigilante de dizer que a gente vem para o mundo corporal para pagar, para espiar e para passar por provas. Em parte, é verdade. Nós temos que reparar o mal praticado. A justiça divina não estabelece exceções para nenhuma consciência. Então, há uma cota de expiação na nossa encarnação, sem dúvida. Nós precisamos aprimorar nossos talentos. Então, é natural que a gente seja testada, é natural que as dificuldades nos testem.
Mas, veja, o que a gente veio fazer aqui? A gente veio, pouco a pouco, tecer as asas de amor e sabedoria. A gente encarna para crescer as asas. É muito importante isso, gente. Nós não podemos perder essa expectativa. Olha, esse contexto nós não podemos perder. Você está aqui para desenvolver as duas asas angélicas. Você tem duas asas, só que ela está ainda em germe. Uma é o amor e a outra a sabedoria. Então, você precisa desenvolver essas asas. Quanto mais você estudar, quanto mais você aprender, quanto mais você gastar horas estudando, aprendendo, sua asa da sabedoria está desenvolvendo.
Quanto mais você estiver lidando com problemas e ajudando as pessoas a se solucionar, mais a sua asa da sabedoria está crescendo. E, quanto mais você amar, quanto mais você agir no bem, mais a sua asa do amor está se expandindo. Então, nós não podemos perder isso de vista. Nós não podemos perder isso de vista. Essa prisão no corpo não é um massacre. Essa prisão no corpo não é Deus esmagando suas formiguinhas. Não! Não é! É o escultor talhando a escultura. É o escultor com o cinzel na mão passando forte! Forte! Então, doença, escassez, solidão, dificuldades são golpes do cinzel para esculpir as asas do amor e da sabedoria.
Eu acho importante nós afastarmos essa ideia de um Deus vingativo, que está machucando os seus seres. Não existe isso, gente. Não existe isso. Não existe isso. Não seria compatível com os atributos divinos, não é, Lúcio? Não! Agora, Deus sabe quem a gente é. Ele sabe que nós somos seres divinos, não é, Júlio? Ele sabe que nós somos seres divinos. E, outra coisa, o destino de todo mundo é a divindade, é a angelitude. Então, já sabe como é que é. Não está testando. É uma pegadinha, não é? Mas, sabe como é. E, mais do que isso, Ele envia esses seres que já chegaram lá para mostrar para a gente que eles existem e como que eles são.
E Ele enviou um maravilhoso e a gente o viu. O nosso modelo e guia. Aquilo ali é o que a gente vai se tornar. Aquilo ali é o que a gente vai se tornar. Não tem pegadinha nesse processo. Agora, para se tornar como Cristo, olha, um Cristo que passa sorrindo, sorrindo, não, um Cristo que passa silencioso e amoroso pela cruz, sereno, um Cristo que passa sereno por todas aquelas dores, será que a gente tem ainda estrutura, será que a gente já tem estrutura emocional para passar por aquilo que o Cristo passou? Será? Será que todas essas lutas que nós estamos vivendo não é um treinamento para a gente chegar naquele padrão de resiliência em que, mesmo diante da truculência, Ele mantém a doçura, o amor, o perdão e a energia, a força, o vigor?
Então, veja, é importante, anjos não são cristais, não são taças de cristal que, se você bater o dedo mais forte, ela trinca. Não, gente! Anjo é feito de adamântium, que é o esqueleto do Wolverine. Não quebra! Não quebra! Então, você vê lá o Estêbon sendo apedrejado? Gente, eu vou falar uma coisa, Julio. Se você começar a me apedrejar, eu vou começar uma gritaria, um apavoramento. Ou devolve a pedra, né? Eu vou entrar num desespero tão grande que eu vou chegar perturbado no mundo espiritual. Estêbon, enquanto ele estava sendo apedrejado, ele começou a enxergar e conversar com Jesus.
Você daria conta disso? Julio, você daria conta disso? Você daria conta? Quer fazer um teste? Não! Tô inventando, nem as pedrinhas que eu tropeço. Quer fazer um teste? Ô, Maroto, vou te falar um negócio. Eu falo assim, porque eu escolhi esse tema de perdão. O negócio já é difícil, só escolher o tema. É um pouco que você tem que ficar perdoando. É uma tristeza, rapaz. O lance não é o que a gente passa, mas como a gente passa. Mas, assim, Julio, a gente só precisa entender que é natural. Essa resiliência não cai do céu.
Essa resiliência de um Estêbon foi construída ao longo de milênios. É por isso, Julio, que quando o Espírito constrói isso, ele é imediatamente retirado da carne. Quando você adquire esse patamar de resiliência, você fala, não, não, filho, você não vai encarnar mais aqui, não. Você não tem necessidade de passar por isso, porque aí seria truculência. Você pode até vir, mas, aí, você vem em renúncia, em missão. Pode vir, não tem problema. Mas, assim, não tem esse erro, não, vai continuar aí. Não, não. A hora que você atinge esse nível, acabou, você é promovido.
É promovido. Então, Julio, o exercício que eu tento fazer hoje é que os mundos celestes são habitados por Estêvãos. Os mundos celestes são habitados por Paulos de Tarso, por Pedros, que foram crucificados de cabeça para baixo. Por Alciones, Abigail. Eu pensei, Abigail, Alciones. Não, eu vou chegar nas mulheres, não. Porque eu vou citar mais mulheres. Por Alciones, por Ciprianas, por Marias de Nazaré. Por Madalenas. Por Madalenas. Por Joanas de Cusa. Eleonoras. Chegarei, né? Depois de muitos anos. Os mundos celestes são habitados por criaturas, Julio.
Por Lívias, exatamente, né? Por criaturas que têm um amor, um amor que a gente desconhece. Desconhece. As pessoas chegavam… O Julio viveu essa experiência, para dar inveja em todos nós aqui. As pessoas chegavam a três metros de distância do Chico e começavam a chorar. Imagina você, três metros de distância de Maria de Nazaré, Julio. Não é fácil não, né? Hã? Não é fácil não. Imagina Maria Santíssima cravando os olhos em você, Julio. Consigo. O amor… Você vai chorar igual criança. Nós vamos chorar igual bebê, Julio.
Igual bebê. Igual bebê. A primeira atitude psicológica que você vai ter é pedir colo para ela. Você vai perder o gingado. Você vai virar uma criancinha. Vai, mamãe, me pega no colo. É um amor… tão incomensurável. Né? Agora, imagina, Julio, você tendo uma conversa com Sócrates. O enviado ministro do Cristo, segundo o Chico. Ministro do Cristo. Imagina você tendo uma conversa com Sócrates, Julio. Aquela sabedoria fulgurante. Só com muita piedade dele mesmo. Só que é o seguinte, Julio. Os mundos celestes só tem Sócrates misturado com Maria.
Todo mundo lá é uma mistura de Maria de Nazaré com Sócrates. É mesmo. A gente não dá conta nem de alcançar. Porque a gente trabalha tanto com as diferenças, com os antagonismos, que, para a nossa luz brilhar, eu tenho que ver um apagado ali. Senão, a gente nem acende. Porque a gente tem que diminuir o outro para a gente engrandecer. A gente precisa… Então, é assim, gente. É assim. A peregrinação, eu não vou brincar, não. Porque nós temos pessoas aqui no grupo que estão passando por situações muito dolorosas. A peregrinação é muito dolorosa.
É muito dolorosa. Mas, eu vou dizer uma coisa. A gente não está a deriva. A gente não está a deriva. Não tem ninguém aqui a deriva, a não ser que queira. A não ser que se entregue à rebeldia, à revolta, ao desespero. Aí, você entra em deriva por conta própria. Nós estamos numa peregrinação. Então, peregrinação significa que você vai atingir um trecho da caminhada que a paisagem vai mudar. Porque quem está caminhando, a paisagem está sempre mudando. Então, vamos pensar assim. A paisagem de hoje. Qual é a paisagem de hoje?
Olha, a paisagem de hoje é essa. A paisagem que eu tenho hoje é tal pessoa está muito doente, tal pessoa está passando por essa dor, tal pessoa sofreu um divórcio muito doloroso, tal pessoa está… Essa é a paisagem de agora. Mas, não é a paisagem permanente. Porque nós estamos peregrinando. Então, eu acho bonito porque tem um símbolo lindo. Deus no Êxodo. Olha, veja. Êxodo. Você está num deserto com sol, gente. Na cabeça. Não tem água. É areia ardente. É sol queimando. Aí, vem o texto bíblico que diz que Deus é uma nuvem.
É uma sombrinha. Ai, que delícia. É uma sombra. Deus é uma sombra. Aí, vem a noite do deserto, fica gelado, fica frio, a temperatura vai, às vezes, quase próximo de sete graus, oito graus. Fica frio. Aí, Deus é uma coluna de fogo. É uma fogueira. É uma fogueira para a gente esquentar. Então, quando está quente, está ardente, Ele é uma sombra. Quando está frio, Ele é um fogo. A gente me veio quando estava falando, Arudo, e essa questão de a gente se sentir distante de nós mesmos. Mas Deus nunca está distante de nós.
E nós estamos distantes de nós mesmos. E você estava falando, que não é o que você disse, mas queria reforçar, para nós não entrarmos no sofisma da incapacidade. Todos nós estamos sendo preparados e prontos para grandes desafios. Eu me lembrei de Maria, quando vai visitar os cristãos ao entrar na arena, em que ela sugere à moça que cante. Canta, minha filha. E os cristãos entram cantando na arena. Poderíamos dizer que o que Maria Ti fez foi ressaltar a possibilidade que eles já possuíam naquela época. Eles já tinham condição de dar aquele testemunho e marcar para sempre, para os que viriam depois, a sua capacidade.
E me lembrando também da passagem que fala, que a vós sois anjos, né? Vós sois deuses, né? E que a luz dizer, para nós não acreditarmos no sofisma da incapacidade e da distância de Deus ou do Cristo. Porque a nossa distância do Cristo, ela não vai se medir como a gente imagina, porque não, a gente vai ficar pensando, né, Haroldo? 4,5 bilhões de anos. Será que é essa distância que nos separa dele? Ou que nos separa dele é a nossa vontade de andar com ele? O que nos separa dele é desenvolver nossas asas, Júlio. Ele não tem nenhum tempo determinado para isso.
Você só precisa desenvolver as asas. Se você desenvolver ela em 200 anos, você está lá. Se você desenvolver em mil, se você precisar de 100 mil, entendeu? É isso. Agora, uma coisa é se você só não chega lá sem asa. Sim. Aí, não. Sem a veste nupcial, ninguém fica nas bolas. Mas, quanto tempo você precisa? É uma decisão pessoal. É uma escolha. Que não vai surpreender Deus, né? É. É uma escolha. Como é que fala Emmanuel? Deus vê seus filhos como imersos em vastas experiências? É. É. Então, você imagina. E o que é a experiência, senão esse êxodo, essa peregrinação?
O que o Emmanuel está dizendo é assim, Júlio. Você quer girar em círculo 300 vezes para desenvolver um centímetro de asa? Ok, meu filho. Ok. Você precisa dar cinco voltas em círculo para desenvolver um centímetro de asa? É assim que você quer? Ok. Tudo bem. Agora, você fala assim, não. Eu vou andar aqui reto, sem meta, e vou desenvolver três centímetros de asa. Maravilha. Bom processo. Que é o que está lá no livro dos Espíritos. Uns caminham mais rápido. Uns caminham mais rápido. E aí, os Espíritos dizem assim, olha, eu vou usar uma metáfora para vocês.
É igual às crianças de vocês. Uns são mais teimosos, são mais virrentas. E outros são mais dóceis. Olha que coisa, não é? É isso aí. Olha que coisa, não é? Olha que coisa. E é isso. A sirlenta está levantando uma coisa maravilhosa também. À medida que a gente avança, por exemplo, já entra na segunda ordem, o caminho vai ficando cada vez mais reto, gente. É o que João Batista nos pede. Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. É isso mesmo, sirlenta. Quanto mais a gente entra na segunda ordem, mais vira um caminho e as veredas se ajustam.
E aí, fica aquela estrada, não é? Vocês imaginam? Alguém aqui acha que o doutor Bezerra de Menezes está andando em circo? Não está mais, não é? Não está mais. O doutor Bezerra de Menezes agora já entendeu. Já está andando reto, rápido. Olha, se você encontrar ele, está quase correndo. Está quase uma maratona. Você fala, nossa, doutor Bezerra, só está indo rápido. Ele fala, meu filho, eu tenho pressa. O Haroldo, e aí eu vou… A gente está encerrando, e não por propaganda, a gente tem estudado o quanto esse desenvolvimento do perdão tem tornado a nossa vida, essas voltas que a gente tem que dar muito mais.
Então, você vê, uma pessoa que já sabe perdoar, aquela que já não guarda mágoa, aquela que já caminha, você vê, ela se destrava, ela se desvencilha de um monte de dificuldades, Haroldo. Com certeza, Júlio. Então, a gente, às vezes, pensa que é uma coisa muito laboriosa, e já existem várias pequenas coisas, como o perdão, que você pode trabalhar e desenvolver, e muitas outras virão desses processos, Haroldo. Porque quantos males não estão amarrados na incapacidade de perdoar? É isso mesmo, Júlio. Vinganças, não é isso?
Você não progride por não perdoar, você fica preso no companheiro. Você falou um pouco atrás sobre essa questão da encarnação, e você fala do débito. Nem sempre você está saldando o débito, nem é com quem você adquiriu ele. Aquele lá já foi embora, você está saldando com o outro ali. Ou seja, o débito e esse resgate tem a ver com a gente, não tem a ver muito com o outro. Tem a ver com a gente. Deus não está falando assim, vai lá pagar aquele, não. Ele está falando assim, olha, Deus, o prejuízo é seu, você tem que ir lá, porque você tem que resgatar com você.
Exatamente. O outro lá, Deus é bom e justo, não pode estar sujeito à minha capacidade de caminhar. Então, o importante é a gente saber que tudo o que nós fazemos tem muito mais a ver com o amor de Deus nos auxiliar a crescer do que em ficar fazendo vingança e vai lá abraçar o coleguinha. É uma questão íntima, mas tudo bem, vão para as próximas lives, vão refletir. Achei ótimo. Maravilhoso esses dois textos aí, não é, Leonora? Maravilhoso. Eu fiquei aqui, cresce com a dor que o repreende e com o trabalho que o santifica.
Eu acho que esse é o TEAR, não é? Ah, esse aí é a chave, não é? É o TEAR dessas asas. A gente vai crescendo com a dor, trabalhando. Vem a dor, e vamos costurando, não é? Esse é uma coisa bonita, não é? O que você está procurando aí de bom que estou vendo? Estou procurando uma frase aqui, mas acho que não vou achar, viu? Vamos mentalizar para ver se vai a frase. Mas quem que é a frase? Eu vou trazer, não é de um filósofo, mas acho que agora… Aham. Abriremos a próxima live? Não, na próxima eu prometo. Que fala desses grilhões que a gente busca, não é?
Acho que o homem está preso hoje em pequenas dificuldades, Arouca, que ele vai superar. E, quando ele superar, ele vai pensar, meu Deus, como é que eu perdi tanto tempo nisso? E o esforço é insignificante. Vou fazer uma trocadilha aqui, Julio, que eu coloquei aqui. VIR A SER. A SER VIR. SER VIR A. VIR A SER. A SER VIR. SER VIR A. Esse é o caminho. Esse é o caminho. Esse é o vir a ser, né, Arouca? E virar a ser, não é? É. Gente, obrigada. Até sexta que vem. Gente, muito bom. Obrigada, Arouca. Obrigada, Julio. Obrigada, amigas.
Um bom fim de semana. Obrigado, gente. Com Deus. Com Deus. O que é amar? Se você quiser Ter o seu melhor Esse vir a ser Vou te reencontrar Vontade de ouvir a tua voz Caminhar alegre em tua direção E me sentir a tua companhia Pra te abraçar Mensar a vida em função O coração sentir A vida nova vir a ser melhor Se você quiser Ter o seu melhor Vem e aprenda O que o amor é Se você quiser Se você fizer o seu melhor Nesse verdadeiro universo Vou te encontrar Eu quero ouvir sua voz É tudo o que eu quero Com um sorriso em seus braços Sinto que sou a pessoa Que você quer estar com E então você tenta Pensar o amor em um coração Sentir meu próprio coração Uma vida nova vir a ser verdadeira Vontade de ouvir a tua voz Caminhar alegre em tua direção E me sentir a tua companhia Pra te abraçar Pensar a vida em função O coração sentir A vida nova vir a ser melhor Vontade de ouvir a tua voz Caminhar alegre em tua direção E me sentir a tua companhia Pra te abraçar Pensar a vida em função O coração sentir A vida nova vir a ser melhor Vontade de ouvir a tua voz Caminhar alegre em tua direção E me sentir a tua companhia Pra te abraçar Pensar a vida em função O coração sentir A vida nova vir a ser melhor
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