#067 – Estudo do Velho Testamento – Livro Êxodo

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Neste estudo do Velho Testamento, Haroldo Dutra Dias aprofunda a análise do Livro do Êxodo, focando no simbolismo do Tabernáculo e sua relação com a presença divina. O episódio explora a dinâmica do Tabernáculo como uma representação da presença de Deus na criação, em nós e em nossas atividades, ressaltando que tudo ocorre na presença divina.

O que é estudado neste episódio

  • O Aspecto Dinâmico do Tabernáculo: A discussão inicia com a revisão dos aspectos estruturais do Tabernáculo (local do sacrifício, lugar santo, Santo dos Santos) e a transição para o aspecto dinâmico: por que o Tabernáculo se desloca?
  • Imanência e Transcedência Divina: A aula explora os conceitos de imanência (Deus presente em tudo) e transcendência (Deus que existe independentemente da criação). É apresentada a expressão hebraica “Shechinah” para descrever a presença gloriosa e permanente de Deus.
  • O Processo de Purificação: O percurso do Tabernáculo, do sacrifício ao Santo dos Santos, é interpretado como um processo de purificação necessário para “ver a Deus”, alinhando-se à bem-aventurança “Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus”.
  • A Gênese, Capítulo 2, Item 19: Haroldo Dutra Dias utiliza este trecho da obra de Allan Kardec para detalhar os atributos de Deus: inteligência suprema e soberana, único, eterno, imutável, imaterial, onipotente, soberanamente justo e bom, e infinito em todas as perfeições.
  • Deus Habita Entre Nós: A frase “Construa para mim um tabernáculo e eu habitarei no meio deles” (Êxodo) é analisada, destacando que Deus habita entre o povo, e não apenas no objeto físico do Tabernáculo. A reflexão se estende ao “templo interno” e à manifestação de Deus em cada um, com a ressalva de que o absoluto não cabe no relativo.
  • A Justiça Divina e a Expiação: A soberana justiça de Deus é abordada em relação às injustiças que vivenciamos. A expiação é explicada como o processo de vivenciar o “outro lado da lança”, ou seja, sofrer as consequências de atos passados para alcançar a redenção e o aprendizado.

Reflexões

  • A presença divina é constante e universal, permeando toda a criação e todas as nossas ações, sejam elas boas ou más.
  • O caminho para a purificação e a conexão com o divino é um processo gradual, que exige esforço e transformação interior, simbolizado pela jornada através das diferentes partes do Tabernáculo.
  • A compreensão dos atributos de Deus, conforme expostos por Kardec, serve como um farol para a busca da verdade, orientando o homem em sua jornada evolutiva e evitando desvios do roteiro divino.

Ler transcrição do episódio

Estamos ao vivo! E aí, boa tarde, Leonora! Boa tarde, Leonora! Boa tarde, saudade das nossas textas-feiras, que bom estarmos juntos. Mais um estudo de êxodo. Pois é, Julio, boa tarde. Boa tarde a todas e todos que estão acompanhando aí. Semana passada, a gente ficou com uma pergunta sem responder, né, ô Arona? Ficamos com várias, né? Mas teve uma que a gente não sabia responder. Cadê a Leonora? Ah, é verdade! Ai, gente. Não, essa… Eu preciso citar os meus sogros, lá no Pará, bem no interior do Pará, dentro da Amazônia.

Tá vendo? Não há nada oculto que não seja revelado. Ainda existem lugares no Brasil que não têm internet. Quando tem um trezinho, é um pouquinho. O pessoal estava reclamando da ausência da Leonora, né, Arona? Ah, mas agora estamos juntos. Já aproveitando que vai iniciar o mês de dezembro, a gente vai começar o nosso advento. Todos convidados, expectativa para o nosso Natal, que a gente se prepara. Então, todos convidados também. O pessoal que não conhece o advento, vai na página do portal ser.org, a gente vai ter um encontro de lançamento do advento no dia 27, e já tem inscrições abertas para quem quiser participar.

Vai ser muito bacana. Mas… Então, Arona, o que temos para hoje? Isso, hoje nós temos um item importantíssimo. Lembrando o que nós estamos estudando nesse momento. Nós estamos estudando o aspecto dinâmico do tabernáculo. Nós comentamos sobre isso. A gente estudou o aspecto estrutural. Ah, existe o local do sacrifício com as bacias de bronze, aí depois o santo, o lugar santo, né, com a mesa, os pães, estudamos tudo. O santo dos santos ou santíssima, que essa é a forma, na língua hebraica, de você trabalhar o adjetivo superlativo, excelentíssimo, santíssimo.

Isso não existe em hebraico. Então, em hebraico, ele repete o substantivo. Ele fala santo dos santos, é o bom dos bons, feliz dos felizes, é o felizado, né. Quer dizer, dentre todos é o mais, né. Então, a gente estudou o aspecto estrutural. Depois, a gente começou a entrar numa parte que é por que o tabernáculo se desloca? Por que ele se desloca? E, como o tabernáculo é uma imagem da presença divina na criação, em nós, e nas nossas atividades, olha isso, na criação, que é uma coisa filosófica, em nós, que é bem pessoal, e em nossas atividades, porque as nossas atividades ocorrem em Deus.

Não existe fora de Deus. Então, quando eu cometo um assassinato, eu cometo um assassinato dentro do fluido cósmico. Quando eu ergo alguém, quando eu ajudo alguém, eu ajudo alguém dentro do fluido cósmico. Então, todo o mal que eu pratico e todo o bem que eu pratico, eu pratico dentro, na presença divina. Isso é que é. Isso é que é. Depois que o Espírito vai ganhando maturidade, isso é apavorante, porque é sempre na presença divina. Tudo é sempre na presença divina. E, como nós estamos nos deslocando, porque Deus não tem não tem nenhum lugar para ir, Ele não tem que melhorar, Ele não tem que se aperfeiçoar, Deus não está indo para lugar nenhum.

Deus é. Deus está. Quem está se deslocando somos nós. Nós estamos nos deslocando sempre, sempre, estamos sempre nos deslocando na direção do melhor. E o melhor de ontem nunca será o melhor de hoje, o melhor de amanhã nunca será o melhor de hoje. Para sempre será assim. Então, nós estamos estudando esse aspecto dinâmico do tabernáculo. E, aí, nós tivemos que conversar sobre a imanência e a transcendência. Deus que existe, mesmo que não existisse a criação, porque Ele é o Criador, então Ele existe mesmo antes de Ele criar.

Mesmo que eu tire a criação, eu não mexi nada com Deus. Nada. É mais ou menos assim. Sua avó fez uma bandeja de pão de queijo. Aí, você pega o pão de queijo e distribui na vizinhança. O que aconteceu com sua avó? Nada. O pão de queijo não é sua avó, é obra dela. É obra dela. Então, isso é bonito por quê? Tem a frase que eu sempre gosto do Rabino Einstein, que desencarnou há um ano. Ele dizia assim Deus começa onde o infinito termina, porque o universo, a criação dele é infinita, mas depois do infinito é que Ele está.

Ele é depois do infinito. Então, Deus sonda a todos, mas ninguém sonda a Deus. Nós só conhecemos de Deus o que Ele nos revela e essa é a grande imagem do Santo dos Santos. O Santo dos Santos é o lugar onde é possível Deus se revelar, se Ele quiser. Ele vai lá quando Ele quer, dizer o que Ele quer, na hora que Ele quer, não é na hora que você quer. Então, ninguém sonda Deus. Nem o Cristo da galáxia, nem o Cristo da galáxia, nem o Cristo do conjunto de galáxias, ninguém, nenhuma criatura sonda Deus. Deus se revela e Ele só revela aquilo que Ele quer.

Então, nós temos que entender isso. Este também é um símbolo que está no tabernáculo. Agora, hoje, a gente falou sobre isso, mas Deus é só transcendente? Não! Não! Ele criou de um jeito incrível, incrível, porque Ele tem uma matéria cósmica, que é a respiração dEle, que é os neurônios dEle, e tudo está dentro do fluido cósmico. Então, Deus é imanente também. Ele é transcendente, mas Ele é imanente, Ele está presente, Ele é. Ele está. Deus é o único que sempre está conosco, sempre. Ele é a presença, presença. Então, os hebreus tinham uma expressão que era xerriná, a presença divina.

Xerriná é isso, e é uma presença gloriosa, Deus é uma presença permanente. A gente pode usar uma metáfora que é assim, é como se tivessem câmeras de vídeo espalhadas em todos os no ar, em todo quanto é lugar, e com uma frase assim, sorria, você está sendo filmado. É isso. Nós estamos na presença permanente de Deus. Isso é a imanência. Então, Ele está presente e Ele está transcendente. O santo dos santos fala isso. O tabernáculo como um todo. O tabernáculo como um todo é isso. Ah, Haroldo, então, por que o tabernáculo começa com o sacrifício de animais, passa pelo santo até chegar no santo dos santos?

Porque é o processo de purificação para você ver a Deus. Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus. Para eu me tornar puro de coração, eu tenho que começar lá nos sacrifícios, passar pelo lugar santo, para chegar no santo dos santos. Eu começo na terceira ordem, passo para a segunda ordem, até eu chegar na primeira ordem. Já também comentamos isso. Então, nós estamos nos movendo. Agora, alguma dúvida até aqui? Vamos ver se tem alguma dúvida, não é, Júlio, Leonora? Vocês querem me falar alguma coisinha?

Porque agora nós vamos lá para o capítulo 2 do livro A Gênese, item 19. Mas, antes, eu quero ver se tem alguma dúvida ainda, porque esse tema confunde muito, não é? Ele gera muitas dúvidas, muitas dúvidas. Não é. Do nosso grupo aqui, não. Que tenham escrito, não, né? Eu fiquei pensando nessa imanência, nessa transcendência, querendo dizer assim, isso é o tempo todo, em toda a nossa caminhada, desde a criação. Mas, para a pedagogia divina, ele dizer que ele construiu uma tenda e que habitaria ali, seria como colocar em um espaço algo que, na verdade, é em todo lugar, né?

Eu fiquei pensando nessa questão. Não, ele não falou que ia habitar na tenda, não, Leonora. Lembra que a gente comentou isso? Construa para mim um tabernáculo e eu habitarei no meio deles. Deles, não dele. Olha que bonito isso. Se ele tivesse dito assim, construa para mim um tabernáculo e eu habitarei no meio dele, dele quem? Do tabernáculo. E eu habitarei no tabernáculo. Mas, não foi isso que ele disse. Construa para mim um tabernáculo, povo hebreu, povo, construa para mim um tabernáculo e eu habitarei entre vocês.

Não falou que era um tabernáculo. Mas dá para confundir, né, Leonora? Não, porque, na verdade, as pessoas até hoje vão nos templos e na igreja para serem vistos por Deus, né? Assim que disse, para entrar onde Deus está e tudo. Claro que a gente tem essa, sabemos, né? Temos essa, a consciência dessa imanência, transcendência, mas no dia a dia a gente esquece, né? É o que eu fico pensando, que quando a gente hoje fala, né? Construir o templo interno, né? Esse templo interno do sentimento, né? Aí talvez caiba nós dizermos que, metaforicamente, que Deus habita dentro de nós.

Ele habita, né? Ele é imanente, e aí ele habita. Mas fora, aí tem aquela questão de Jesus. É, só tem um probleminha, Júlio, que eu ouço muito isso, né? E é uma frase predileta, principalmente de espiritualistas, né? Nossa, Deus habita dentro de você. Verdade. Só não pode ter que tomar um cuidado, só um pequeno cuidado, é não achar que Deus inteiro cabe dentro de você. É só isso. É só isso. Porque, quando a gente fala isso, a gente fala com essa convicção. Não, então, Deus está dentro de mim. Cuidado. Porque, mais ou menos, se você dissesse assim, Ah, eu não preciso ir mais à praia.

Não, não. Eu coloquei o mar dentro da minha caneca. Eu coloquei o mar dentro da minha caneca. Esse é o perigo. Então, não só para completar. Nós construímos um tabernáculo interior e Deus se manifesta nele. Deus se manifesta nele. Dizer que ele se manifesta nele significa que ele cabe dentro de você, porque não cabe. O absoluto não cabe dentro do relativo. E é por isso, Júlio, é por isso que eu tenho que conviver com você e com Eleonora. Porque Deus manifesta em você de um jeito, manifesta na Eleonora de outro, manifesta em mim de outro.

É lindo, né? Aproveitando essa colocação sobre o manifestar, que foi bem o que a Cristina colocou aqui e é importante, né? Se só no local santo dos santos que Deus pode se manifestar, se quiser, nós que somos espíritos imperfeitos não podemos receber a comunicação de Deus, é isso que você está explicando. Você tem um santo dos santos dentro de você, você tem o tabernáculo inteiro dentro de você, você só não frequenta o santo dos santos. Você só não vai lá. Mas ele está aí. O teu templo interno e abandonado, a mais alta de todas as capelas, você não vai lá?

Eu não vou lá? Está aí. Mas você vai? Qual que é a diferença de você para um anjo? É que o anjo vai lá a cada segundo. A gente não vai hora nenhuma. Hora nenhuma é ruim. Só de vez em quando, quando aperta demais da conta, quando fica muito difícil, aí você vai lá e fica um segundo e volta. Essa é a diferença. Não tem ninguém sem o tabernáculo completo. A questão não é essa. A questão é o avanço no tabernáculo. Então, por exemplo, o povo hebreu ficou só ali na primeira parte, só no sacrifício, e ensaiando para ir no lugar santo.

Aí vem a segunda revelação. As pessoas já começam a ir mais um lugar santo e tudo, e Jesus rasga o véu e fala gente, vai lá no santo dos santos, vai, até hoje a gente não foi. E aqui na terceira revelação, a gente está estudando a estrutura do tabernáculo. Mas estamos em casa só estudando a planta, mas ninguém está indo. É verdade, tem medo, tem três páginas, mas você vai? Não. Eu não fui ainda, não. Mas eu já sei tudo, já medi, já calculei, já tem a planta aqui, eu sei as questões do livro dos Espíritos, tudo de cor.

Mas você foi lá no santo dos santos? Não, não dá tempo. É muita questão para decorar? Precisa da estrutura todinha. E como é que faz para ir lá? Purificar a alma. As bem-aventuranças. Só o puro de coração vai. Então é a purificação das imperfeições. Esse é o trabalho, é o trabalho do Evangelho. É o trabalho do Evangelho. Mas eu estou curiosa com esse capítulo 2 de Gênesis. Pois é, vamos lá? Vamos lá. O item 19. Isso é muito importante, gente. Por que eu selecionei o capítulo 2 do livro A Gênese, de Allan Kardec, item 19?

Eu selecionei esse item por causa de uma frase que está no Evo, que é a frase que eu acabei de repetir aqui. Deus disse que habitaria entre nós. Entre nós. Ele estaria entre nós. Vamos tentar entender isso um pouco. Kardec vai explicar isso aqui. Vamos lá. A Sandra Maria Bossa… Sandra, mas não é Gênesis, não, Sandra. Gênesis é o livro do Moisés. É A Gênese. Tá? A Gênese, do Kardec. Capítulo 2 do livro A Gênese. Fala Deus, né? Ele abre lá Deus. É, Deus. Olha só. Deus é, pois, a inteligência suprema e soberana, é único, eterno, imutável, imaterial, onipotente, soberanamente justo e bom, infinito em todas as perfeições, e não pode ser diverso disso.

Vamos lá? Deus é, pois, a inteligência suprema. Tem alguma inteligência no universo mais inteligente do que Deus? Não. Não tem. Isso, Sandra, obrigado, querida, obrigado. Tem alguma? Bossa. Tem. A gente acha que nós somos mais inteligentes, né? Todos nós achamos que somos mais inteligentes do que Deus. Porque a gente vive criticando a condução divina do mundo, não é? Por exemplo, tem gente que está olhando para a Terra agora, para o Brasil, para a Rússia, para a Ucrânia, e está questionando a inteligência de Deus. Se você está questionando a inteligência de Deus, no fundo, no fundo, inconscientemente, isso é bem freudiano.

No fundo, no fundo, você acha que você é mais inteligente. Você está enxergando algo que Deus não enxergou. E você vai dar uma ideia para ele, uma ideia nova. Ou ele dormiu, assim, ele deu uma… Ele vai aprender, pô, né? Você vai ensinar ele, né? Vai atualizá-lo. É que tem uns caminhos, assim, que ele nos leva que a gente não queria muito ir, né? Eu acho que, não sei se é polêmico ou não, não é não. Mas, assim, o fato também que às vezes a gente acha que… A gente se confunde nas ações. Acha que Deus espera que a gente vá lá e faça determinada coisa.

Que a gente vá lá e tome uma iniciativa X ou Y. E às vezes… E como a gente está no processo de evolução, a gente vai se confundindo com ele, vai achando que a gente é ele, né? Que a gente está ali fazendo o que ele deve… O que ele quer que a gente faça, né? E aí a gente vai… Tenho escutado muito isso dos Espíritas. Que é a nossa parte. Que é a parte que nos toca na criação. Que é a nossa parte de co-criadores. É até bom a gente refletir sobre isso, né, Leonora? Porque é uma fala que está na obra de Kardec, está na obra espírita.

Mas como é que a gente discerne a vontade de Deus? Como é que a gente discerne o que é o nosso papel na criação? Como é que a gente faz isso? Justamente. Então, aí nós temos que pensar o seguinte. Nós temos um círculo, um círculo de ação. Dentro desse círculo, a gente pode mudar, alterar ou influenciar. Não é? Então, por exemplo, a organização do meu quarto eu posso alterar e influenciar, não posso? Eu posso. Eu posso ir lá arrumar o meu quarto. Estou dando um exemplo bem bobinho para ficar fácil de entender. Eu posso ir lá arrumar o meu quarto ou eu posso pagar alguém, pedir alguém que arrume por mim.

Eu posso influenciar. Tem coisas que eu não posso mudar. Eu não posso alterar, mas eu posso influenciar. Por exemplo, as escolhas que o seu filho de 18 anos faz. 19. Seu filho de 30 anos. Sua filha, seu filho casou. Você pode alterar? Não. Você até tenta, mas não pode. Você não consegue. Você pode influenciar? Pode. Você liga, você conversa a sua autoridade moral, a sua autoridade afetiva, a sua autoridade intelectual. Você influencia. Agora, tem coisas que eu não consigo nem alterar, nem influenciar. Está fora. Está fora.

Está fora da minha área de ação e está fora da minha área de influência. Nessa hora, eu tenho que entender uma coisa. Não existe área que Deus não possa agir ou influenciar. Eu tenho limitações. Meu ciclo de ação e de influência é limitado. O de Deus, não. Então, eu vou agir? Haja. Age no seu ciclo de ação. O problema que a gente tem percebido é que tem pessoas se desesperando por aquilo que está ocorrendo fora do ciclo de ação e de influência dela. Está se desesperando. Está perdendo o equilíbrio emocional. Está abandonando os valores do Evangelho.

Por quê? Não se turbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim. Tem de bom ânimo, não é? Na casa do Pai, há muitas moradas. Pessoas falando no fundo Que é uma súplica, não é? A prece é uma súplica. A prece é uma súplica para que eu compreenda a ação de Deus, não é? Não é? Só que, aí, tem um outro problema, meu amor. E, eu vejo isso muito em Espírita. O Espírita acha que a prece dele a prece dele vai chantagear Deus. Não é? Vamos pensar nisso. Vamos pensar nisso. Porque eu faço prece que envolve, por exemplo, excluir o outro.

Imagina, não é? Imagina Jesus orando assim, Senhor, eu te peço, tira Pilatos do governo da Judeia. Estudamos isso lá no Boa Nova, lembra? A luta contra o mal também era essa mesma pergunta, não é? Por que não a mistura? O mal inteiro, não é? Não é? O João fala isso, não é? Senhor, você quer que eu faça uma oração aqui para que desça fogo do céu e mate todos os samaritanos? Porque eles não quiseram te receber. Aí, Jesus faz essa prece? É essa que ele faz? Qual que ele faz? Senhor, afasta de mim esse cálice, mas que não seja feita a minha vontade, mas a tua.

Ah, essa é a prece que nós devemos fazer, não é? É essa. E, aí, quando ele está diante de Pilatos, ele diz assim, nenhum poder terias sobre mim se não te fosse dado pelo alto. Isso é o Cristo falando. Imagina, gente, imagina, gente, você acha que algum poder se exerceria sobre você se não fosse dado pelo alto? Bom, voltemos. É, pois, inteligência suprema e soberana. Deus é a maior inteligência, mas ela é a inteligência com o poder de agir. Ela é soberana, é a inteligência que manda. Isso aqui não é só um teste de QI.

Não é assim que Deus tem um QI maior do que o seu. A inteligência dele é suprema e é soberana. É único. É único. Mas, eu vejo muita gente achando que tem espírito das estrelas mais poderoso do que Deus. Tem gente achando que tem organizações das trevas mais poderosas do que Deus. Tem gente achando que existe poder que se iguala ao divino. O que me passa pela cabeça, eu nunca pensei, a gente pensa até mesmo, assim, que Deus é o bem, então, tem alguma coisa lá que é o mal, né? Mas, é essa a ideia, o mal é o diabo, né?

É. E que ele está no patamar de igualdade, fica ali incomodando Deus, né? Isso. A gente imagina, Júlio, que é um clássico. Flamengo e Fluminense, Atlético e Cruzeiro, né? E que o diabo às vezes vence, às vezes ganha a taça, vence o campeonato, e às vezes Deus. Não existe isso. É verdade. Não existe. Ele é único. Ele é eterno. Eterno. Então, antes de você ser criado, ele já era o criador. É bom pensar nisso, gente. É bom pensar nisso. É bom pensar nisso. E, nós somos novos, viu? Nós somos novos, viu, Júlio? Nós somos tão novos que a gente está indo num mundo de expiação e prova.

Porque os espíritos velhos, lembra lá da lição do Boa Nova, Leonora? Velhos e moços. Os espíritos velhos, viu? Estão todos em mundo celeste. Aqui estão os novos. Eu diria adolescentes. Tipicamente adolescentes. Tipicamente adolescentes. Tipicamente adolescentes. Crianças ainda, né? E toda criança… Como é que fala o alemão? É a frase da brasileira? Não lembro que frase está pensando. Reclama. E fala, toda criança reclama muito. Reclama, diverge, recebe, tem, recebe, faz, virra. Então… Eterno. Eterno. Antes de nós sermos criados, a criação já existia.

Antes de nós sermos criados, já havia mundos celestes e habitantes de mundos celestes. Então, um dia, nós vamos nos encontrar com os seres celestiais e eles vão dizer assim, Júlio! Eu te vi nascer! Nossa, Júlio! Você está grande, está bonito! Está bonito! Enxergou agora? Você virou espírito puro agora? Que coisa boa! Parabéns, Júlio! Nossa, olha aqui o Júlio, gente! Eu vi Deus criando ele! Criou! Acabou de criar! Eu vi! Oi, homem! Eu vi esse menino! Gente, olha! Já está no mundo celeste! Chegou quando? Cheguei semana passada!

Bem-vindo, meu irmão! Bem-vindo! Nossa, mas você cresceu rápido demais! Ou não, né? Ou demorou, né? Agora que o trabalho vai começar aqui na empresa… E a segunda pergunta, eles vão perguntar pra mim assim, que dia que o Haroldo chega? É isso aí! Aí ele vai falar assim, Ih, rapaz, esse é teimoso! Esse é teimoso, viu? Então, eterno, imutável, imutável, imutável. Por que ele é imutável? Porque ele é perfeito. Como é que você melhora o que é perfeito? O que é infinitamente perfeito. Mas, vamos chegar lá. Imaterial. Gente, isso aqui é básico, hein?

Deus criou a matéria. Como é que ele pode ser matéria? Ele criou a matéria. Ele criou a matéria cósmica. Como é que ele pode ser matéria? Ele não é matéria. Ele é imaterial. Onipotente. Onipotente. É a potência absoluta. Soberanamente justo e bom. Mas, Haroldo, mas… Então, por que tem injustiça, se Deus é soberanamente justo? Homeopatia. Injustiça cura injustiça. A primeira é a que você gerou, a segunda é a que você sofre. A primeira é a que você gerou, a segunda é a que você sofre. A primeira é a que você soma, a segunda é a que você diminui.

No final, dá zero. Deus é soberanamente justo. Você agregou uma injustiça, agora você sofre uma injustiça para a conta zerar. Mas, nesse caso, eu sempre terei alguém que precisará assumir o meu lugar? Livro Boa Nova. Livro Boa Nova. Quer dizer que alguém sempre vai ter que praticar uma injustiça para eu me livrar da minha? Meu Deus! Quer dizer que você acha que você diminui sua injustiça com outro praticando injustiça contra você? Você acha que esse é o único meio de você zerar a conta? Esse é o pior meio. Você pode zerar essa conta com renúncia, sacrifício em favor do outro, trabalho árduo num ambiente de incompreensão.

Tem infinitos meios de você zerar sua conta. Um deles é sofrendo a injustiça de alguém que resolveu praticar a injustiça. E olhar pelo ângulo do sofrer a injustiça é um ângulo de se ver a coisa, não é, Haroldo? É um ângulo de se ver a coisa. Não, você sofre a injustiça, porque o que acontece é o seguinte, Júlio, você é co-criador, então você gera injustiça. Por exemplo, eu posso aqui agora, ninguém está me pedindo isso, eu posso chegar aqui agora e praticar uma verdadeira agressão verbal a você, Eleonora. Não há a menor necessidade de eu fazer isso, não há a menor expectativa que eu faça isso, não há nenhuma conveniência que eu faça isso.

Mas, eu posso gerar essa injustiça, eu posso. Então, ao longo do processo evolutivo, nos mundos primitivos, nos mundos de expiação e prova e nos mundos de regeneração, nós praticamos injustiças. Onde não tem ninguém, Júlio, ninguém, ninguém praticando nenhuma injustiça são nos mundos celestes, não tem, acabou. Não há uma injustiça, porque só há justos. É que eu estava falando, né, Rodo, que muito do que nós chamamos de injustiça, muita coisa pode ser até, por um espírito com maior capacidade, entendido de outra maneira.

A gente põe na conta de injustiça coisas que são muito justas, inclusive, né, vamos dizer assim, né. A gente bota na conta de injustiças na vida da gente coisas que são justas, pelo nosso proceder, pela nossa forma de agir. Sim, sim. Elas não estão nem num campo de uma injustiça e nós achamos que é injustiça. Esse é que eu estava falando aqui. Ah, não, sim. Mas aí você está dizendo a falsa percepção, né? É. A falsa percepção. Aqui eu não estou falando de problema de percepção. Aqui eu estou falando de injustiça mesmo.

Não tem a menor dúvida de que é uma injustiça. A questão aqui é que a injustiça de hoje está corrigindo a de ontem. É o meu patir. É a mesma, né, a historinha da… Aquela historinha das famílias que um ia lá e tirava a cerca, passava as gerações, aí o outro ia lá e tirava a cerca, aí no Boa Nova ele vai comentar que até que um sinta no outro um irmão, né? Aí acaba a injustiça. Isso aí. É, eu fiquei pensando no Cristo, né? Na percepção do Cristo, né? Diante do que nós chamamos de injustiça, né? Da parte dele, a vontade do pai, da parte dele, o que ele tinha de compromisso, da parte de quem praticava uma injustiça.

Da percepção de quem está recebendo também, né? A maturidade de lidar com aquilo. Ele está na luta contra o mal também, né, Arouca? Ele fala que ele veio para os de boa vontade e tal, mas quando o mal se apresentava, que ele enxergava ali uma… Vou falar com as minhas palavras, né? Um acréscimo de confiança do pai nele. Só que aí, Júlio, tem uma coisa bonita. Tem uma coisa bonita. No dia da crucificação teve um indivíduo que pegou uma lança e furou Jesus com ela. Deus já estava lá. Ele já estava morrendo, inclusive, né?

Mas, aí, ele pegou a lança e… criou um débito para ele. Criou um débito, Júlio. Quem que era o credor dele? O Cristo. Eita, coisa boa, né, Zó? O credor dele… Trazia o coração do mundo, né? Calma! Calma! Você não sabe ainda, ué. Você não sabe como é que o credor vai cobrar. Por que você está falando que é coisa boa? Sendo Jesus… Espera! Ah, essa história vai ser bonita. Vamos lá. Aí, chegou para o credor dele e falou… Nossa, Jesus! Isso é bobagem. E agora? E agora? Como é que eu pago? Ele falou… Meu filho, espera!

Espera! Espera! Aí, daí, surgiu aquela frase, né? Aí, o tempo passou. O tempo passou e ele chamou o sujeito. Tira a apresentação… Você lembra aquela lança? Você lembra aquela lança, meu filho? Ou se lembra? Pois é. Chegou a hora. Chegou a hora. Você vai renascer na pátria do Cruzeiro. E, agora, você vai sentir a lança, meu filho. Porque você será totalmente incompreendido. Como eu fui. Naquele momento que você enfiou a lança, foi o auge da incompreensão. Embora eu fizesse tudo bem. Então, agora, meu filho, é hora de você aprender a verdadeira lição.

Se você aprender essa lição, é a tua redenção. É a tua redenção. Você pode seguir viagem para um mundo melhor. Senhor, estou preparado. E o que vai acontecer? Meu filho, um dia você esteve de um lado da lança. Agora, você vai estar do outro lado da lança. Um dia você esteve do lado de cá da lança. Do lado de cá, Júlio. Você enfia a lança em alguém. Agora, você tem que ir para o outro lado da lança, filho. Você tem que sentir a lança entrando em você. Você vai dar o seu melhor. Não será compreendido. Chegou a hora, longínquos, de você compreender a cruz.

Senhor, aceito. E nasceu Dom Pedro II. Acho que deu pra entender, né? Deu pra entender? A hora que eu acho mais legal é o Espírito falando com a cara de alegria Ah, eu estava lá na época de Jesus. Eu acho divertido. Ah, você estava lá? E como é que vai ser a sua cobrança, filho? Qual é a proposta que Jesus vai te fazer? Porque você está em débito com Ele. Melhor coisa é a ignorância, né? Melhor coisa é a ignorância. E essa história é linda. Melhor coisa é a ignorância. Mais ou menos, né? Porque a ignorância não salda a dívida, não.

Então, é esse o processo. É esse o processo. Esse é o processo que se chama expiação. Nós já falamos isso aqui milhões de vezes. Existe arrependimento, reparação do mal e expiação. Expiação é você ir para o outro lado da lança. Por quê? Porque você não se torna Espírito puro conhecendo apenas um lado da lança. O lado de cá de quem enfia a lança. Eu tenho que conhecer o outro lado. É por isso que Jesus diz assim, se referindo a Paulo, fala com Ananias, eu vou mostrar a ele, a ele, Paulo, o quanto ele deve padecer pelo meu nome.

Ô senhor, o senhor está pedindo para eu abrir os olhos, para eu curar. Esse indivíduo aí é o Saulo? É o Saulo que eu estou pensando ou é outro? Será que é o Saulo lá do Evangelho por Emmanuel? Será que é ele? Não, não, não. É o Saulo lá de Jerusalém. Senhor, esse Saulo aí é o perseguidor de Cristal? É. É ele. Eu quero que você vá lá e cura ele. Senhor, mas ele é perseguidor de cristãos. Pois é, meu filho. Pois é. Eu quero que agora você cure ele, porque eu vou colocar ele do outro lado da lança. Mas, senhor, por que o senhor vai fazer isso?

Porque eu quero redimi-lo, meu filho. Porque eu quero redimi-lo, Ananias. Eu vou colocar ele do outro lado da lança, porque da próxima vez que eu vier, vai vir eu, Estevam e Abigail para levá-lo. Para levá-lo. É bonito, não é? Isso daí é porque a gente está falando que Deus é justo e bom. Isso, soberanamente justo, Eleanor. Soberanamente justo significa significa a justiça dEle extrapola qualquer justiça de qualquer Espírito puro. E a bondade dEle supera toda bondade. Por isso que Jesus chama a atenção do mancebo quando ele chega.

Bom mestre. Fala, por que você está me chamando de bom? Você está me chamando de bom por quê? Só existe um soberanamente bom. Deus. Porque isso é outra coisa também, Eleonora. Quando você ama, você acha que a sua bondade é superior à de Deus. A gente ama muito um filho, uma filha, muito uma pessoa, você acha que o seu amor, a sua bondade, o seu zelo por aquela pessoa é superior ao de Deus. Eitas atributos difíceis, não é? Infinito em todas as perfeições. Gente, é infinito. As perfeições de Deus são infinitas. É por isso que Deus não cabe dentro de você.

Não cabe. Porque Ele é infinito. Infinito, não tem borda. Infinito, não tem limite. Ah, Haroldo, eu não consigo compreender isso. Bem-vindo ao universo dos seres criados. Claro que você não consegue compreender isso. É claro. Você é um ser criado. E não pode ser diverso disso. Não tem como ser. Por quê? Se faltar um destes atributos aqui, não é Deus. Não é Deus. Tal o eixo sobre o qual repousa o edifício universal. Então, isto aqui, gente, são os alicerces. A criação divina foi feita com base nestes critérios aqui, que são os atributos de Deus.

Este é o farol cujos raios se estendem por sobre o universo inteiro, única luz capaz de guiar o homem na pesquisa da verdade. O que é isto aqui? Nuvem e coluna de fogo. Raios que se estendem sobre o universo inteiro é a nuvem da presença, a Shehrinah, a luz divina que preenche todo o universo. E esta luz que guia é a coluna de fogo. É a luz que nos guia em direção à verdade, que é Deus. Orientando-se por esta luz, ele nunca se transviará. Nunca se transviará. Transviará de quê? Da peregrinação, do êxodo, da jornada, da peregrinação no deserto.

Nós estamos em caminhada, em marcha. Se, portanto, o homem tem errado tantas vezes, é unicamente por não ter seguido o roteiro que lhe estava indicando. Mas, pode isso, Arnaldo? Pode? Pode isso, Arnaldo? Pode deixar de seguir o roteiro? Pode? Pode? Pode? Está dentro da regra. Mas, teimosia, pode isso, Arnaldo? Pode? Pode? Pode. Semana que vem a gente continua daqui. Que beleza, né? Ninguém dorme, né? Ai, ai. Não é fácil, não, gente. É legal a gente saber isso, né, Arnaldo? Não é fácil, não, compreender essas coisas.

Se fosse fácil, não seria divino. É, porque tem isso, né? O ser limitado compreendeu o ilimitado. A gente desconhece algo que não foi criado, né? Então, são conceitos difíceis. A gente tem que acalmar o coração, na prece, no sentimento, buscar nesse arcabouço da consciência onde a lei está gravada, né, Arnaldo? Isso. Os elementos para que se compreenda essas coisas, porque são difíceis mesmo, né? São difíceis mesmo. Vamos chegar lá. É isso, meu amigo. Muito bem. O caminho é infinito, né? Não pode ficar ansioso. É o que diz André Luiz.

Pedindo para que a gente tivesse calma. Já vivestes milênios incontáveis e tens a eternidade pela frente. É isso, né? Um beijo para todo mundo. Fiquem com Deus. A gente volta semana que vem, né, Arnaldo? Olha, nós vamos dar notícias até quando nós vamos esse ano? Até dia… Até dia 9. Dia 9. Então, nós vamos continuar esse ano até dia 9. Está bem, pessoal? Para a gente já curtir bastante esses estudos aí até dia 9. E quem está maratonando, meter bronca. É isso. Obrigado, Arnaldo. Ótima sexta-feira. Obrigado, Júlio.

Obrigado, Haroldo. Obrigado, Leonora. Até semana que vem. Com Deus, gente. Beijos. Tchau.

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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