#052 – Estudo do Velho Testamento – Livro Êxodo

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Neste episódio da série de estudos do Velho Testamento à luz da Doutrina Espírita, conduzida por Haroldo Dutra Dias, mergulhamos nos símbolos e significados do Livro do Êxodo, com foco especial na estrutura do Tabernáculo e nos sacrifícios de animais. Haroldo nos convida a desvendar as profundas lições espirituais contidas nessas antigas práticas, utilizando a Doutrina Espírita como chave para a compreensão.

O que é estudado neste episódio

  • A Estrutura do Tabernáculo e a Evolução Espiritual: O estudo retoma a análise da estrutura do Tabernáculo (pátio, lugar santo e santo dos santos) como uma metáfora para os diferentes estágios da evolução espiritual. O pátio representa o estágio dos Espíritos imperfeitos (terceira ordem), o lugar santo, o dos bons Espíritos (segunda ordem), e o santo dos santos, o dos Espíritos puros (primeira ordem).
  • Os Sacrifícios de Animais e a Reencarnação: A prática dos sacrifícios de animais no pátio do Tabernáculo é interpretada como um poderoso símbolo do processo reencarnatório. O sacrifício do corpo físico (o “animal” que somos) é visto como um meio de purificação e espiritualização do Espírito, conforme a citação de Paulo na Carta aos Hebreus: “sacrifício e oblações não quiseste, mas corpo me preparaste”.
  • A Vida Não Cessa: A introdução do livro “Nosso Lar”, de André Luiz, é utilizada para reforçar a ideia da continuidade da vida e da imortalidade do Espírito. A morte é definida como “o jogo escuro das ilusões”, e cada existência é um “ato”, o corpo uma “veste”, e a morte um “sopro renovador”.
  • A Compreensão do Medo da Morte: Haroldo aborda o medo da morte como uma reação emocional natural e saudável, distinguindo-o do pânico ou pavor. O conhecimento intelectual da imortalidade não anula o medo, que é uma resposta instintiva de autopreservação.
  • A Pedagogia Divina e a Evolução da Humanidade: A necessidade dos sacrifícios de animais na Primeira Revelação é explicada sob a ótica da pedagogia divina, comparando-a à forma como se ensina uma criança. Em um estágio primitivo da humanidade, era preciso um “material didático concreto” para a compreensão de conceitos abstratos como a purificação e a expiação.
  • A Vinda do Cristo e a Abertura do Caminho: A chegada de Jesus é apresentada como um marco na evolução espiritual da humanidade, que abriu o “véu do templo” (simbolizando o acesso ao lugar santo e ao santo dos santos). Com o Cristo, iniciou-se uma nova era de renovação interior e um processo de espiritualização mais profundo e consciente.

Reflexões

  • A Doutrina Espírita oferece uma chave valiosa para a compreensão dos símbolos e rituais do Velho Testamento, revelando a pedagogia divina por trás de práticas que, à primeira vista, podem parecer distantes ou incompreensíveis.
  • O processo reencarnatório é o grande sacrifício que o Espírito faz para sua purificação e espiritualização, utilizando o corpo físico como instrumento de aprendizado e evolução.
  • A evolução espiritual é um caminho contínuo e gradual, onde cada existência, cada “degrau”, contribui para a ampliação da consciência e a aproximação do Espírito à perfeição.

Ler transcrição do episódio

Olá, boa tarde… agora sim! Boa tarde, amigos! Boa tarde, Leonora! Boa tarde, sejam todos muito bem-vindos ao Estudo de Êxodo, à Luz da Doutrina Espírita, todos nossos amigos nesta sexta-feira. Olá! Vocês já têm o meu livro? Esse aqui? Exatamente! Hoje o Júlio está com um probleminha de internet, né, Leonora? Ele não está podendo ficar aqui na tela com a gente, mas ele está acompanhando aí dos bastidores, né? É isso, ele está… Olha ele aí! Está acompanhando dos bastidores, né? E, Leonora, hoje a gente podia cumprimentar, né?

Aqui está aparecendo André Esposito, a Márcia Godoy, Marília Candel, está sempre aqui com a gente, está em todas, né? O Marcelo Tranjan, Francisca Cesarini, Adjaneira Oliveira, Isis Lene Arruda, Sandra Morine, Helena Aparecida, Cléia Mara, Bárbara Manoni, Yara Argolo, de Vitória da Cruz. A mãe do Tales, né? É, a mãe do Tales, olha! Que legal! A Quitéria Silva, a Sônia Maria Gonzaga, a Cássia Rezende, aqui de BH, a Rosana Pereira, o Stanislau Júnior, a Sílvia Caldeira, a Rejane Oliveira, Márcia Gomes, a Luceinada Oliveira, de Porto Alegre, né?

Ana Prado, o André Alves, está falando que hoje ele acompanha ao vivo, ele está em Illinois, nos Estados Unidos. Que legal! Ai, que bacana! A Simone também falou que está em Milão, Simone Jospin, a Tânia Antiqueira, que está sempre conosco, nossa colega de estudos, turminha, tá? Estamos entre amigos, né? A sala cheia. Que maravilha, né, Leandro? Olha a Sheila aqui, Sheila Passos. Olha! Conosco acompanhando, que bom, Sheila! Que beleza! Vamos lá, né, Leandro? Vamos! Então, vamos lá! Cenas dos últimos capítulos, estamos no pátio, né?

Exatamente! Estamos falando sobre o templo, estamos, na verdade, né, Haroldo, se nós fôssemos fazer uma lembrança, a gente está na última parte, né, do estudo de êxodo, da comunhão. Exatamente! Estamos falando sobre a comunhão e sobre esse templo, né? Exatamente, Eleonora! E a gente agora, nós estamos aterrissando e já comentando alguns aspectos mais específicos, né? E, na semana anterior, porque semana passada a gente não teve condições, né? Mas, na semana anterior, nós comentamos muito, muito sobre essa estrutura dos símbolos do Velho Testamento.

Chegamos até a ler o capítulo sete lá do livro A Caminho da Luz, em que o Emmanuel chama a nossa atenção que não são símbolos fáceis de serem compreendidos. Realmente, são símbolos que desafiam o raciocínio comum. É realmente preciso um raciocínio mais intrigado para a gente poder entender. Isso não significa que é impossível, não significa que é que a gente não possa entrar nesses símbolos, até porque muito dessa dificuldade era a falta de uma chave. E essa chave, ela está nos princípios da doutrina espírita, porque esses princípios da doutrina espírita, por exemplo, a escala espírita, a escala de evolução espiritual dos seres, a escala de evolução dos mundos, a progressão dos mundos primitivo, expiação e prova, regeneração, ditoso, celeste, sem esses conhecimentos, aí sim, aí é impossível de interpretar o Velho Testamento, a maneira dos antigos sábios que detinham esses conhecimentos, que tinham esses conhecimentos, mas eram conhecimentos herméticos, fechados, porque a massa popular estava ainda muito embrutecida, com muita pouca intimidade com a espiritualidade, com a religiosidade para poder tratar desses temas.

Então, essa pouca intimidade com os temas espirituais não permitia que a população pudesse acessar esses conhecimentos e ia mais atrapalhar do que ajudar. E nós começamos a entrar aqui num tema que é desafiador e a gente precisa se desfazer dessa visão muitas vezes preconceituosa, julgadora, para a gente entender os símbolos. Então, todo o culto no tabernáculo, toda a interação do povo, eu estou falando do povo, o povão que morava nas tendas, esse povo só se aproximava do tabernáculo para oferecer sacrifício animal e oferendas vegetais.

Então, quem participava de um culto um pouco mais ritualístico, que era feito no lugar santo, eram os sacerdotes, ou seja, pouquíssimos indivíduos, pouquíssimos indivíduos e, mesmo assim, só homens masculinos, só pessoas do gênero masculino. E o santo dos santos era mais restrito ainda, porque era só o sumo sacerdote. Então, essa estrutura do culto do povo hebreu já dá uma ideia de como o povo era limitado espiritualmente falando. E, hoje, se nós fizermos uma avaliação também da população mundial, o nível de espiritualidade da população planetária, da população que está encarnada, é também muito baixo, é também muito baixo.

A maioria das pessoas que estão encarnadas não tem condição de acompanhar um estudo como esse. Elas ficariam completamente perdidas, compreenderiam muito pouco. Basta a gente lembrar que a maioria da população mundial não compreende nem a desencarnação, nem a vida imortal, a reencarnação, a lei de causa e efeito. Quer dizer, são tijolinhos básicos, básicos, da espiritualidade, que dirá esse raciocínio mais profundo, mais intricado. Então, é isso mesmo. Aqui, no mundo de expiação e prova, predominam Espíritos imperfeitos.

É natural. É natural. É natural. Da mesma maneira que nos mundos ditosos, predominam Espíritos bons, Espíritos superiores, Espíritos da segunda ordem. Então, está tudo certo. Está tudo certo. Da mesma maneira que no mundo celeste, só tem Espírito puro. Só tem Espírito puro. Então, cada pessoa no seu lugar, cada pessoa no seu degrau evolutivo. Agora, eu queria trazer hoje, Leão Loura, um trechinho da introdução do livro Nosso Lar. Eu estou pegando aqui, porque hoje nós vamos aprofundar um pouco mais nesse oferecimento de sacrifícios animais na primeira parte do tabernáculo.

Vamos estudar isso um pouquinho mais. Por que o animal era levado para aquelas bacias de cobre? Lá, o animal era degolado e tinha todo um ritual. O animal não podia sofrer. O sacerdote ficava com a carne do animal e só o sangue era aproveitado. Só o sangue. Então, havia um derramamento de sangue. E o pessoal adora quando a gente traz essa chave, a doutrina espírita, uma introdução explicando esses símbolos. Maravilha. Como é que é, Leão Loura? O pessoal adora quando a gente traz essa chave, a doutrina espírita, explicando esses símbolos que você vai trazer hoje.

Exatamente, Leão Loura. Exatamente. Vamos lá, então. O André Luiz começa o livro Nosso Lar depois do prefácio de Emmanuel. Ele faz uma introdução, ele dá uma mensagem introduzindo o livro. E ele começa dizendo assim A vida não cessa. Olha isso. Então, a vida é um contínuo. A vida é um contínuo. Você está vivo no momento em que o óvulo está sendo fecundado, você está vivo acompanhando ali os primeiros passos daquilo que será o seu corpo, você está vivo no momento em que está sendo desligado do corpo, e você está vivo quando o seu corpo está sendo enterrado, sete paus debaixo do chão, ou queimado, está sendo cremado.

Você está vivo. A vida é um contínuo. A vida não cessa. Então, isso é muito importante. Nós estamos vivos no momento da encarnação e estamos vivos no momento da desencarnação. A vida não tem solução de continuidade. Ela é um contínuo. É um contínuo. Esse raciocínio é muito importante. Agora, olha como o André Luiz vai definir. A vida é fonte eterna. É uma fonte, está jornando. Nós estamos sempre vivos. E a morte é o jogo escuro das ilusões. Então, a primeira ilusão, a ilusão de que eu morro. Esse é o primeiro jogo escuro da morte.

A maioria acredita que morre. Tem essa ilusão de que a morte é o fim, de que a morte acaba com tudo. Essa ilusão de que a morte é um obstáculo para o intercâmbio. Morreu, não volta, não é? Não comunica. Então, tem uma série de ilusões que acompanham a morte. E onde há ilusão, há desilusão. Então, a maioria dos encarnados que viveram na ilusão vão experimentar a desilusão. Uma série de desilusões em virtude das fantasias que criaram em torno da morte. E, aí, o André Luiz vai dizer – olha que bonito isso – uma existência é um ato.

Um corpo, uma veste. Um século é um dia. Na vida do Espírito, é um dia. Um serviço, uma experiência. Um triunfo é uma aquisição. Uma morte, uma morte. Porque nós temos várias. Um sopro renovador. Renova tudo, altera tudo. E, aí, ele pergunta quantas existências, quantos corpos, quantos séculos, quantos serviços, quantos triunfos, quantas mortes necessitamos ainda? Então, eu estou trazendo esse texto aqui para começar a treinar nossa mente para entender algo. Nós, o Espírito imortal, toma uma célula-ovo, não é isso?

Um zigoto. E, daquela célula, no processo da embriologia, no processo de desenvolvimento, o Espírito vai dar origem ao corpo humano completo. E, então, o Espírito está acompanhando ali e, no momento da desencarnação, ele também está acompanhando a degeneração corporal, o desfazimento da organização corporal. Ele está acompanhando. Então, a ontogênese e, depois, o final com a degeneração, com a morte corporal, ele está acompanhando tudo. Mas, vamos raciocinar. Quando eu encarnei a célula-ovo, meu Espírito tinha uma compreensão da vida, uma sensibilidade, uma experiência.

Quando chegar o momento da minha desencarnação, será que eu estou com a mesma experiência, com a mesma sensibilidade, com a mesma percepção que eu tinha, lá em 20 de setembro de 1971? Será? Não! Não! Então, nesse intervalo entre o início da minha encarnação e a minha desencarnação, nesse intervalo, meu Espírito subiu um degrauzinho ou um degrauzão. Depende, não é? Tem gente que sobe um degrauzão. Tem gente que sobe um degrauzinho. Tem gente que sobe muitos degraus. Sobe meio degrau. Mas, alguma coisa aconteceu. Então, o que eu posso dizer?

Cada vez que o Espírito se corporifica, que ele encarna, um pouquinho ele espiritualiza. Percebeu, Leonardo? Com certeza. Não é? Nesse dia de experiências, não é? É. Então, olha que bonito, não é? A gente corporifica, a gente se materializa aqui nesse mundo para espiritualizar. Até aqui todo mundo acompanhou? Será que tem alguma dúvida, Leonardo? Vamos checar? Estou olhando aqui o pessoal. Está todo mundo acompanhando. Se alguém tiver alguma dúvida, pergunta, gente. Boa tarde. Tem gente, os amigos chegando. Obrigada por nos lembrar isso, Haroldo.

Acho que para nos lembrar que a vida não cessa, não é? Estamos sempre vivos. Exatamente. Uma existência é um mato, o corpo uma veste. As lindas palavras de André Luiz. Exato. Vamos ver se chegaram perguntas. Está todo mundo acompanhando, acompanhando. Aqui, olha. Vamos ver. Já que o Espírito acompanha e sabe dessa renovação, por que temos medo, pavor da morte? Por exemplo, eu sei que um cachorro morde. E, quando eu encontro um cachorro que morde, por que eu tenho medo? Você saber que algo é perigoso, não tira o medo.

O medo é uma reação emocional. A nossa resposta de medo à morte é emocional. Não tem nada a ver com ser intelectual, você saber que é imortal ou não. Não tem nada de uma coisa com a outra. É uma resposta emocional. Falar que morrer é agradável? É agradável? Não é, não é? Tem tipos de mortes que são dolorosas, que são traumáticas. E, aí, você tem medo mesmo? Você tem medo mesmo? Porque é uma situação de perigo, uma situação dolorosa? Nós temos essa resposta emocional de medo. Não é o fato de você saber que você é eterno que vai diminuir o medo.

Porque o intelecto não resolve questões da emoção, do sentimento. Então, a hora que você estiver lá deitado, começar a paralisar seus pés, gelar o pé, aí começa a gelar a canela, gerar o joelho, vai dar medo mesmo. Você sabe o que é medo. Medo do processo, medo da forma. O instinto de conservação, a Márcia lembrou também. Exato. E tem mortes que são dolorosas, são violentas, são traumáticas, são extremamente traumáticas. Então, gente, é isso aí. Se você não tem medo de nada, você está com um transtorno psiquiátrico.

Tem nome, inclusive. Não ter medo de nada é transtorno mental. Isso não é saudável. Não é saudável. Então, sentir medo, experimentar medo é psiquicamente saudável. Agora, eu estou falando medo, não estou falando pânico, não estou falando pavor. A compreensão, né? Tem a compreensão. Então, pavor, pânico, aí já é da ordem do excesso. Já é da ordem do excesso. Mas, o medo, medo é saúde mental. Medo é saúde. E eu preciso ter medo até para poder me preservar, até para não cometer o suicídio indireto. Não é isso? Até para não cometer o suicídio indireto.

Então, gente, nós temos que tirar essa coisa intelectualóide, achar que tudo é intelecto, só porque eu sei as coisas está tudo resolvido. Você saber não está nada resolvido. As coisas se resolvem quando aquilo é assimilado com o sentimento, com a alma. Só dar notícia, só ter informação não é suficiente. Não é suficiente. Lembra o parto, né, Haroldo? Porque as mulheres aqui, elas vão, acho que lembrar disso, né? Você sabe que é uma coisa boa, mas na hora dá medo. Claro! Não, né? E, outra coisa, tem o medo de encarnar?

Eu tenho, eu tenho medo de encarnar. A gente lê isso lá na encarnação do Serges Mundo. Um medo imenso do que virá, de como será a vida, dos desafios. Mas, vamos lá, vamos avançar. Então, o que eu quero destacar aqui? A corporificação, o espírito tomar um corpo biológico, esse corpo que é o auge da materialização, não é? Proporciona a espiritualização do ser. Olha que paradoxo! Eu me materializo para me espiritualizar. Enquanto a cada existência, a cada existência, a cada veste corporal, eu vou me tornando um espírito mais purificado, mais espiritualizado, até eu atingir o auge da espiritualização, que é o espírito puro.

Até aqui todo mundo entendeu? Porque agora eu vou dar um salto. Todo mundo aperta o cinto aí, porque agora vai, agora nós vamos dar um salto. Os sacrifícios de animal na primeira parte do tabernáculo, o animal ser sacrificado, o animal que é degolado, o sangue que é derramado para espiar o pecado, é um símbolo desse processo de purificação do espírito. Por quê? O sangue era derramado para que a alma atingisse a transcendência. Olha que interessante! Então, aquele sacrifício do animal promovia a purificação do ofertante.

Então, vamos lá, olha para o seu corpo, seu corpo, as pessoas falam nossa, mas, coitado, o animal está sendo sacrificado, você está sacrificando um animal, aí, olha, olha o seu animal sendo sacrificado aí, seu corpo, ele está envelhecendo, ele está adoecendo, ele está sofrendo um tanto de agressões ambientais, seu corpo está sendo levado para o sacrifício por você e vai chegar o momento do sacrifício total dele, que ele vai morrer, para que o seu espírito se purifique. Então, olha essa metáfora, essa é a metáfora do sacrifício de animais no Velho Testamento, essa é a metáfora.

É por isso que, lá na Carta aos Hebreus, Paulo vai citar uma profecia que diz assim sacrifício e oblações não quiseste, mas corpo me preparaste. Olha isso! É ali que está a conexão, ali que está a conexão. Todo aquele esquema de sacrifício para espiar o pecado é um grande símbolo do processo reencarnatório que purifica o Espírito. Então, nós poderíamos dizer assim, quem está? O povo tinha acesso ao lugar santo? Não! A multidão, que é a multidão de Espíritos imperfeitos, o que ela tem acesso? Ela tem acesso ao processo de reencarnação e expiação de faltas e provas para poder aperfeiçoar, para poder purificar.

Depois, quando esse Espírito desenvolve o senso moral, ou, quando esse Espírito se torna mais sensível, ele entra na segunda ordem, que é a ordem dos bons Espíritos. Então, quando ele atinge a segunda ordem, além de reencarnar, ele já começa a ter uma experiência mais transcendente de renovação. Então, a transformação não vem mais agora só pelo processo de encarnar e desencarnar. A transformação também se dá pelo processo de renovação íntima, até que esse Espírito atinja a primeira ordem, que é o santo dos santos. Aí, ele não precisa mais de sacrifício animal, ele não precisa mais encarnar, porque a vida dele é pura comunhão.

É pura transcendência. É a glória divina. É a felicidade dos bem-aventurados, dos puros. Esse é o arco, esse é o sentido dos três setores do tabernáculo. E é isso que nós precisamos compreender, gente. É isso que nós precisamos compreender. É. Bom, tem alguma dúvida, Eleonora? Vamos ver se ficou alguma dúvida. O Benedito escreveu bastante aqui. Vamos ver o que ele escreveu para nós. Sacrificar o animal é querer purificar com sacrifício exterior e não fazer o sacrifício do interior que necessitamos para a nossa ascendência?

Bom, então vamos lá. Vamos fazer uma pergunta aí. Vamos ver, gente. Por que, na primeira revelação, as pessoas foram orientadas a fazer o sacrifício de animal? O sacrifício mesmo, do animal mesmo, da ovelha, do novilho, da pomba. Por quê? Vou pedir ajuda aí o pessoal da pedagogia, as professoras, os professores. Me ajuda aí, pessoal da pedagogia. Professoras e professores, vamos lembrar lá das fases do desenvolvimento do Piaget. Por que, na primeira revelação, foi ordenado o sacrifício de animal mesmo, animal, de verdade?

Gente, não tem nem uma professora. Espera aí que eu vou botar na tela. Ah. Material didático. Isso. Por que esse material didático? Tem mais, tem mais. Concreto. Isso, André Brasil. Vamos lá, gente. Primeira fase do desenvolvimento infantil. Tornar concreto. Qual que é a primeira fase do desenvolvimento infantil? A criança, na primeira fase lá do Piaget, ela tem condição de lidar com o abstrato? Eu vou fazer a pergunta de novo, gente. Há cinco mil anos atrás, tinha como Kardec vir e codificar a doutrina espírita? Tinha.

Vamos lá, gente. Tem como você ensinar logaritmo para a criança de três anos de idade? Por que? Porque ela não tem raciocínio abstrato. Porque ela não tem raciocínio abstrato. Então, o que você faz? E os joguinhos? Os joguinhos. Não tem os joguinhos lá? Os joguinhos concretos? A criança não brinca lá com aqueles jogos concretos? De soma, de tirar, de conjunto. Ela sabe fazer uma operação abstrata? Perceberam, gente? Então, vamos lá. Muito cuidado, muito cuidado, para, agora, em 2022, você avaliar e julgar quem estava encarnado quatro mil anos atrás.

Cuidado. Perceberam? Isso é um engano. Porque você está tomando um momento da história evolutiva e você que está quatro mil anos adiante está falando, nossa, mas que coisa primitiva. Nossa, mas como eles são primitivos? Então, você imagina um espírito puro materializar aqui agora e falar assim, nossa, mas vocês são primitivos demais. Vocês são muito primitivos. Percebeu, gente? Cuidado. Por isso tem um conceito, gente, fundamental em doutrina espírita. O conceito de evolução espiritual. Evolução. Cada coisa no seu tempo evolutivo.

Cada coisa no seu tempo evolutivo. Tá bom? Todos nós vamos ter que subir degrau a degrau da evolução. É a escada de Jacob que ligava a Terra ao Céu. Ele via os homens subindo e os anjos descendo e subindo. Por que os anjos desciam e subiam? Porque os anjos já tinham subido tudo. Por isso que eles podiam descer e subir. Nós só estamos subindo. A Elaine, acho que ela colocou aqui. O sacrifício do animal simbolizava a purificação dos nossos pecados? Simbolizava o processo reencarnatório. Estava ali velado. Por isso que era oculto.

Por isso que só os grandes sábios do povo hebreu conseguiam interpretar. Por isso que eram poucos que conseguiam entender. Poucos conseguiam sair daquele ritual, sair daqui e tirar a essência. Poucos. Mas, estava lá gravado. É igual a criança. A criança que fez o joguinho pedagógico concreto, ela memorizou. No momento que ela tiver capacidade para abstrair, capacidade de abstração, ela vai fazer a conexão. Ela vai fazer a conexão. Nossa, então é isso? É isso, então? Olha que interessante. Não é? O Flávio está perguntando se os tipos de animais tinham a ver com os tipos de encarnação, alguma coisa assim?

Na verdade, Flávio, depois ele até recomenda, quem quiser assistir lá o Levítico, o estudo, nós estamos falando do Levítico, né? Na verdade, o tipo de animal era escolhido pelo tipo de pecado. Pelo tipo de erro. Não é? Isso significa o quê? Que o tipo de expiação tem a ver com o tipo de erro, não tem? Os tipos, os gêneros de expiação e os gêneros de prova não têm a ver com o gênero de erro cometido e com o gênero de aprendizado que eu preciso? É a mesma coisa. Então, essa ideia de que não era um animal só que expiava todos os pecados, você tinha animais específicos.

Então, qual que era a metáfora ali? Expiação não é tudo igual. As expiações são adequadas ao tipo de falta cometida, ao tipo de mal que foi gerado. Porque eu preciso reparar o mal e eu preciso expiar. Então, aquela simbologia, aquela sistemática de como oferecer, e ali você via, por exemplo, os erros mais graves, você tinha que oferecer um novib, um boi, uma vaca, né? E tinha um errozinho ali que se oferecia um passarinho. A expiação não é a mesma coisa? É! Não tem expiações que são dolorosíssimas, expiações que são avassaladoras, expiações que são gigantescas, são gigantescas.

E tem expiações que são suaves, são leves. Então, a lógica aí é a gravidade do erro cometido. Esse é um ponto importante também. Isso aí, né? Bem explicadinho. E aí você comentou que em cada vivência a gente sobe um pouquinho, né? Em cada vivência a gente sobe um pouquinho e o símbolo desses animais, desse sacrifício, né? E não tem como deixar de lembrar que Paulo traz o sacrifício, o de Jesus, né? Como o cordeiro de Deus, e depois dali os sacrifícios também, eles terminam, né? Entre os hebreus. Exato. Por que, Eleonora?

E isso é importantíssimo, né? Olha que coisa bonita. Com a vinda do Cristo ao planeta, abriu-se um caminho para um lugar santo e para o santo dos santos. Então, antes eu tinha um véu. A gente conseguia chegar ali na primeira parte do tabernáculo. Com a vinda do Cristo inaugura-se uma nova era evolutiva do planeta. Do planeta. Por quê? Porque agora um outro aprendizado, uma nova vivência, um outro nível de purificação. Olha que bonito. Então, a gente não tem mais só esse processo de corpurificar. Com o Cristo, nós temos agora um processo de renovação interior extremamente poderoso.

Você pode renovar em uma encarnação o que antes você renovava em quinze, vinte. Olha que interessante. Então, importante, né? Importante isso. Então, o Cristo traz um outro processo de espiritualização, que é um processo muito mais profundo, porque envolve uma renovação do senso moral, uma renovação dos sentimentos e isso espiritualiza os seres de uma maneira muito intensa. Basta a gente perceber quanto que a humanidade, a humanidade, progrediu nos últimos dois mil anos, quanto a humanidade avançou. Então, falta muito?

Falta muito para avançar? Falta, mas já avançou bastante. Já avançou bastante. E, Depois, com o advento da doutrina espírita, que vem reviver a mensagem do Cristo, que vem explicar a mensagem do Cristo, o processo de renovação trazido por Jesus ganhou um impulso, ganhou uma nova renovação. Ele ficou ainda mais poderoso. Ficou ainda mais poderoso. Porque, agora, eu tenho uma renovação consciente. Consciente. Eu entendo, eu sei o que está acontecendo. Eu sei o que está mudando. Isso é muito bonito, não é? É maravilhoso, não é?

Muito bonito. Quando ele vem trazer com exemplo, uma vida inteira de exemplo, de amor, trilhando esse caminho para nós, trilhando essa caminhada. O pessoal aqui segue nos comentários sobre os sacrifícios. O pessoal adorou os comentários. Segue comentando sobre os sacrifícios. Exato. Mas é importante a gente trazer para essa… extraindo aí o espírito da letra, não é? E para que a gente possa compreender aquela passagem que está no Evangelho de João. No momento em que Jesus expira na cruz, o véu do templo se rasga de cima a baixo.

Então, aquilo é uma metáfora muito poderosa. O que significa que, agora, eu posso mirar no Santo dos Santos. E, na verdade, muitos espíritos miraram e chegaram lá. Depois do Cristo, espíritos foram agora e foram e transcenderam. Nós temos vários exemplos. Paulo é um deles. Que aproveitou, mirou ali naquele caminho que se abriu e realizou o seu processo de purificação e transcendência. Completou o seu processo de purificação e transcendência. E tantos outros. Os apóstolos, tantos outros. Maria de Magdala. Foram e seguiram ali.

Então, veja, o Santo dos Santos se tornou possível. Se tornou possível graças à exemplificação, ao modelo que o Cristo se tornou e ao processo dele de nos guiar. E o processo dele de nos guiar. Então, muito bonito isso, não é? Muito bonito. E, na verdade, isso vai acontecer com a humanidade toda. Com a humanidade toda. Porque o Cristo vai conduzindo coletivamente e individualmente e nós vamos avançando. Alguns entrando no lugar santo, começando. Outros já ganhando intimidade no lugar santo. Outros já começando a entrar no Santo dos Santos.

Então, esse processo vai continuar numa escala coletiva e numa escala individual. Então, no geral, o que vai acontecer? A Terra vai se tornar mundo de regeneração. Depois, ela vai se tornar mundo de toloso. Até ela se tornar um mundo celeste. Então, não tem jeito. Esse é o caminho. Esse é o caminho. Esse é o caminho. Eu pensei isso mesmo nesse mundo, né? A transição e a regeneração é o lugar santo. É o lugar do trabalho, né? Dos ofícios, que nem você explicou tanto lá em Levítico. Todos os ofícios que o sacerdote tem de vigilância, de deixar o incenso aceso, de deixar os pães, o alimento lá.

Então, a gente começa, além das reencarnações, o sacrifício, também os ofícios espirituais, né? Os trabalhos de comunhão, penso assim. E é pra lá que nós estamos caminhando, né? É, exato. É porque aí, né, Leonora? Nós vamos falar sobre isso, né? Os trabalhos do lugar santo são os trabalhos da fidelidade. São os testemunhos, são as provas, nas quais eu demonstro a minha fidelidade a Deus. Porque isso vai depender da regularidade e da perseverança que eu tenho em cumprir o dever. Em realizar aquilo que foi programado.

Honrar os compromissos assumidos. Mesmo que derramando lágrimas, né? Mesmo que com muito esforço, com muito sacrifício. É muito bonito isso, né? É muito bonito. E essa certeza que você falou, né, da evolução, acho que essa é a grande chave da doutrina espírita, né? Ela vem com a certeza desse conhecimento, né? Com essa certeza íntima que todos nós temos, que várias encarnações é sempre um degrauzinho, como você falou. Pode ser um degrauzão, pode ser um degrauzinho, mas a gente tá aqui. Vai subir um pouquinho, vai purificando, vai sensibilizando, vai desenvolvendo, vai ampliando a consciência.

De pouquinho em pouquinho, chega um determinado momento que eu acumulei uma grande mudança, uma grande transformação. Uma grande transformação. E essa certeza de que a vida, ela não cessa. Acho que essa frase, a de abertura, assim, a vida, ela não cessa. Ela tá sempre, todas as existências, como uma corrente, né? Como as pérolas que você gosta de… De colocar como exemplo, né? Ela tá sempre interligada. Uma vida na outra. E essa frase, a vida, ela não cessa. Isso aquece o nosso coração, né? A vida, não importa se tá no início da vida, se tá no final, se já tá no plano espiritual, essa certeza que a vida não cessa.

Exatamente. Vida tem, como diz, a solidariedade das encarnações. Elas são solidárias, porque continuam. O que muda é a nossa condição. Não tô na condição de encarnado, não tô na condição de desencarnado, mas sempre vivo. Encarnando ou desencarnando, nós estamos sempre vivos. Ô, Leonor, é isso. Se eu não tiver mais… A Sandra, graças a Deus, bendita doutrina espírita. Então, acho que essa é a nossa mensagem dessa semana, né? A vida, ela não cessa. Na semana que vem, a gente vai trabalhar, então, esses ofícios do lugar santo.

Dos bons espíritos, da regeneração, da onde a gente quer chegar, pra onde estamos caminhando. Esses ofícios lá, né? O que que tem lá? Candelabro, porque o pão, porque a refeição, tem muita coisa bonita ali, porque a gente vai começar a ver agora o que a gente quer atingir. O passo, o próximo passo, onde a gente quer chegar, né? Porque essa experiência de terceira ordem e de pátio, a gente já está há milênios repetindo ela, né? Ah, isso aí você vai saber tudo. Detalhe, tudo. Nos conta que em outros mundos, eles já passaram por esse momento, e a gente voltou pro mesmo pátio, né?

A gente ainda não entrou nesse lugar santo, e é pra lá que a gente está caminhando. Exato, Leonor. Ah, meu Deus. Então, pessoal, um excelente final de tarde, uma noite maravilhosa, um bom final de semana pra todos. Semana que vem, nós estaremos de novo aqui, dando sequência agora, lugar santo. Muito obrigada, amigos, um ótimo final de semana. Obrigada, Haroldo. Semana que vem, vamos entrar nesse lugar santo juntos. Que assim seja. Um abraço. Tchau, amigos. Um bom final de semana.

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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