Neste episódio do estudo do Velho Testamento, Haroldo Dutra Dias nos convida a uma profunda reflexão sobre a Arca da Aliança, mergulhando em sua simbologia e significado à luz da Doutrina Espírita. O estudo se aprofunda na natureza da Lei Divina e na forma como ela se manifesta no universo e na consciência humana.
O que é estudado neste episódio
- A Arca da Aliança como símbolo do pacto divino: É explorado o significado da Arca como representação da aliança entre Deus e a humanidade, simbolizada por Israel. A condição para essa aliança é a observância dos mandamentos morais e éticos.
- O conteúdo da Arca e a Lei Divina: A discussão central gira em torno do que realmente está contido na Arca da Aliança. Haroldo Dutra Dias, com base em passagens bíblicas e em “O Livro dos Espíritos” (questão 621), explica que, inicialmente, a Lei Divina foi gravada na consciência de Moisés, sem a necessidade de tábuas de pedra.
- As três subidas de Moisés ao Monte Sinai: É detalhada a narrativa das três vezes em que Moisés subiu ao Monte Sinai para receber a Lei. A primeira vez, a Lei foi transmitida oralmente e gravada na consciência. A segunda, devido ao esquecimento e desprezo do povo, resultou em tábuas de pedra com um resumo da Lei. A terceira, após a quebra das primeiras tábuas, exigiu que Moisés trouxesse as pedras para que Deus escrevesse novamente.
- O fogo como símbolo da transcendência: O fogo que envolve o Monte Sinai e outras manifestações divinas no Velho Testamento é interpretado como um símbolo do espiritual, daquilo que transcende os cinco sentidos e só pode ser percebido pelo “sensus divinitatis” – um sentido espiritual para perceber Deus, que precisa ser desenvolvido.
- A Lei Divina como pensamento de Deus: Com base em “A Gênese” (capítulo 18, item 3), Haroldo explana que a Lei Divina não é um conjunto de regras estáticas, mas o próprio pensamento de Deus, eterno, imutável, inteligente e permanente, que anima e mantém a harmonia de todas as coisas.
- Jesus como a expressão mais pura da Lei: A questão 625 de “O Livro dos Espíritos” é citada para reforçar que Jesus é o tipo mais perfeito de moralidade e a doutrina que ele ensinou é a mais pura expressão da Lei Divina, pois ele era animado pelo Espírito de Deus.
- O fluido cósmico como “livro” do universo: A letra da canção “Matéria Cósmica” (poema de Augusto dos Anjos musicado por Zé Henrique Martiniano) é utilizada para ilustrar que o fluido cósmico universal é o “livro” onde o Criador grava, com seu pensamento, seus “poemas de seres e universos”.
- O desenvolvimento do “sensus divinitatis”: É enfatizado que a percepção da Lei Divina e da presença de Deus requer o desenvolvimento desse sentido espiritual, que, assim como outras habilidades, demanda tempo, dedicação e esforço.
Reflexões
- A Lei Divina não é uma imposição externa, mas a própria essência do pensamento de Deus, gravada na consciência de cada ser e manifestada na harmonia do universo.
- A compreensão profunda dos símbolos do Velho Testamento exige maleabilidade de pensamento e a capacidade de ir além de interpretações literais, buscando os múltiplos ângulos de uma verdade tridimensional.
- O desenvolvimento do “sensus divinitatis” é um processo contínuo de aprimoramento espiritual, que nos permite perceber a presença e a ação de Deus em todas as coisas e em nossa própria intimidade.
Ler transcrição do episódio
Música Glória à matéria cósmica A energia potencial Que dá vida aos elementos Vaze de portentosos movimentos Onde a forma se acaba e principia Sistematização dos argumentos Que elucidam a teleologia Dentro da força cósmica se cria A fonte matéria e os conhecimentos É do mundo o digno tú O eterno divino Onde Deus grava a história do destino Dos seus feitos de amor O amor imerso Livro longe o criador inimitável Grava como pensamento Almo e insondável Seus poemas de seres e universos Seus poemas de seres e universos Música É do mundo o digno tú O eterno divino Onde Deus grava a história do destino Dos seus feitos de amor O amor imerso Livro longe o criador inimitável Grava como pensamento Almo e insondável Seus poemas de seres e universos Seus poemas de seres e universos Quem pode, pode, quem não pode…
Os dois no caso aí, não é para esclarecer, é para escarnecer, né? Está escarnecendo de nós, não pode… Para escarnecer, a Eleonora está na praia. Que ela descanse, né? Tanto que ela luta aí, trabalha, e merece. Ela e o Tito, né? Ela e o Tito estão lá, curtindo um pouquinho. Isso é muito bom. Então, essa composição do Zé Henrique Martiniano em cima do poema do Augusto dos Anjos, né? Que deu origem também nesse livro, né? Para quem não conhece. É uma obra-prima, um livro muito importante, né? Um livro que a gente fez com…
Ah, só! Com a Lei de Cientivo, Lei Rouanet. Eu não tenho notícias de outro livro espírita patrocinado pela Lei Rouanet, entendido como um livro de valor cultural, né? E é um livro, um CD muito importante para nós. E o trabalho do Zé Henrique, de musical os poemas, é um trabalho riquíssimo, assim. É como diz o Tuti Maravilha aqui, para ouvidos de fino trato, né? E um trabalho com orquestra, sabe? Super bem arranjado, super bem cantado, super bem gravado. Então, recomendo a todos. Tanto o livro, que é lindo, que a gente reuniu todos os poemas de Augusto dos Anjos psicografados pelo Chico, quanto o CD que vem aqui atrás.
Está vendo? Legal. Tem na Candeia. É só procurar a Candeia, né? É um número infinito, gente. Tem que estar perguntando. Número infinito. Mas é só entrar no Portal do Ser e tem lá uma indicação. E tem uma história bonita, né? Que o último poema de Augusto dos Anjos escrito em vida chamava-se O Último Número. E pelo Chico ele escreve Número Infinito dialogando com esse poema que foi o último poema dele. Então, gente, vocês querem saber dessas histórias? Está tudo aqui. Maravilhoso. Tem a tese de mestrado do Carole aqui também.
Esse livro é maravilhoso. Isso aí. Maravilhoso. Uma coisa boa. Muita coisa boa. Mas e aí, Haroldo? Essa semana aí você… Hoje nós vamos. Vamos entrar aonde hoje, Haroldo? Hoje, já… Vamos tentar entrar um pouquinho no Santo dos Santos. Especificamente na Arca da Aliança. E eu preciso muita atenção agora porque a gente sempre repete isso aqui, né, Júlio? Nós estamos lidando com símbolos que não são banais. Então, eu gosto sempre de repetir isso porque às vezes a gente detecta em nós uma certa ansiedade de querer decifrar o símbolo no estalar dos dedos.
Eu vou abrir o Velho Testamento e vou ali em 15 minutos encontrar todas as interpretações de todos os livros. Sim. Claro que essa é uma expectativa poeril, porque tem símbolos ali que são profundos. E eles são profundos principalmente porque um símbolo significa muitas coisas. E muitas vezes a gente vem com esse raciocínio linear acreditando que um símbolo, um significado. Um símbolo, um significado. E aí o tropeço é certo. O tropeço é certo. Eu lembro, Júlio, tinha um… Não sei se tem mais, tinha um bar aqui em Belo Horizonte que era até de um conterrâneo, lá de Jequitinhonha.
Aí tu veio de Jequitinhonha pra cá, abriu esse bar e tudo. Um bar divertido, porque a decoração era uma temática do norte de Minas. Era Jequitibá? É, e ele colocou uma pedra bem grande assim, né? Ficava no início e escrito assim Trupique aqui. Já lembro. Trupique aqui. Colocava aquela pedra pra você tropeçar nela. Então, eu tô colocando essa pedra aqui e falando pra vocês. Trupique aqui. Ir ao Velho Testamento com essa expectativa de um símbolo, um significado é trupique aqui. Tropece aqui. É a verdadeira pedra de tropeço.
Então, a gente precisa tornar o nosso pensamento maleável. A interpretação desses livros Êxodo, Levítico, Gênero, os livros dos profetas, exige maleabilidade do pensamento. Qualquer tipo de rigidez aqui atrapalha, compromete. Compromete. Eu preciso trazer uma maleabilidade pro meu pensamento. E eu tô dizendo isso porque hoje nós vamos tocar aqui numas crenças que estão muito muito arregimentadas na nossa mente, mas que são erradas. São equivocadas. Mas, não é pouco equivocada, não. É muito equivocada. Não é pouco errada, não.
É errado de conforça. Errado, muito errado. Então, vamos com calma, todo mundo aí, tranquilo. Hoje é sexta-feira. Vamos com calma, vamos com calma. Essa questão, pra mim, que vinha ter contato também através de você, com esses textos, a mais tempo a gente tem visto, algumas coisas nós temos que lembrar. Tem uns conceitos básicos. Primeiro que não é um livro escrito em português. Não é um livro escrito no século passado. Nem foi escrito ontem, né? Nem no século passado não foi, né? Então, é uma obra do seu tempo, é uma obra que tem como a gente, quem não leu ainda e não conhece, o Haroldo tratou disso lá no Parábolas de Jesus, texto e contexto, são textos que têm contextos.
Então, assim, é muito importante quando a gente vai fazer essa leitura, algumas coisas que eu já ouviu do Haroldo, por exemplo, aquela questão, a Torá tem 70 faces. Então, como você vai buscar um conceito em algo que tem 70 faces? Como é que você vai querer fechar numa ideia? Então, é muito bonito a gente estudar, mas é preciso ter ferramentas, né Haroldo? A ideia dos 70 faces é a ideia de que você está observando um objeto que é tridimensional. Então, digamos Julio, você senta no banquinho, pega seu violão e vai tocar pra gente a última composição.
E digamos que eu esteja com meu celular e eu quero registrar esse momento que você está tocando a última música. E eu posso registrar de frente pra você. Mas eu posso também aproximar meu celular pra pegar sua mão direita. Eu posso aproximar meu celular pra pegar sua mão esquerda. Eu quero ver os acordes. Mas mesmo quando eu estou filmando a sua mão esquerda, eu posso, tem vários ângulos, né? Eu posso, por exemplo, pegar de cima, porque aí eu vejo, né? Eu posso pegar um pouquinho mais de lado, assim, que aí eu já tenho uma visão.
Eu posso pegar mais pra cá. Essa é a ideia. Como eu estou diante de algo que é tridimensional, não existe um ângulo só. A ideia da 70 face não é uma coisa mística. Ah, 70… Não. A ideia face é porque você está diante de um ser. De algo. Tridimensional. Então eu posso olhar de cima, de baixo, de lado, por trás. Eu posso girar, eu posso fazer um… Vários ângulos. E geralmente quem já teve a alegria de participar de um seminário litro musical sabe que a equipe de filmagem posiciona diversas câmeras. Diversas câmeras espalhadas pelo teatro com a intenção de captar os mais diversos ângulos.
Então você tem uma câmera que fica se deslocando na horizontal, você tem câmeras que pegam em cima, você tem câmeras que pegam de frente, você pega… Essa é a ideia. Essa é a ideia. Então… O que nós… O que a gente faz aqui, na verdade, nesses estudos que nós temos aqui é Levar todo mundo a explorar a sua câmera de filmar. Será que uma imagem que me veio agora, Júlio, é que como se fosse alguma coisa com setenta, uma peça com setenta faces, cheia de facezinha e tal. E quem se desloca, quem deve se deslocar, somos nós.
Exatamente. Porque a peça, ela não tem setenta… Isso é interessante, né, Júlio? Eu tenho setenta ângulos, né? A peça é de uma… Ela é um inteiro, né? Ela é algo íntegro, integral, completo, né? Os ângulos, né? As tomadas é que são as faces, né? Então, quando a gente diz que a Torá tem setenta faces é porque, assim, são os diversos ângulos pelos quais você pode abordar. Pode olhar pra ela. Agora, ela é íntegra. Ela é um todo. E isso é que é bonito. Ela é um todo que um ângulo só não esgota. Então, esse é o ponto.
Porque uma coisa é eu filmar o líder musical com uma câmera de frente pro palco. Outra coisa é eu filmar o líder musical com uma câmera no fundo do palco. Olha que diferença. Uma câmera que tá no fundo do palco eu pego todo mundo que tá no palco e a plateia. Uma câmera que tá de frente pro palco eu pego as pessoas que estão no palco de frente. E ali eu posso variar o infinito. Bom, todo mundo entendeu. O importante agora é o seguinte. Então, vamos lá para o Santo dos Santos que tem a Arca da Aliança. O que que é a Arca da Aliança?
A Arca da Aliança é um símbolo da aliança. Como aliança? Aliança é acordo, pacto. Então, o pacto feito por Deus com Israel, lembrando que Israel aqui simboliza a humanidade inteira, né? O pacto foi o seguinte. Eu estarei com vocês agindo através de vocês, agindo por vocês e com vocês. Vou repetir. Eu estarei agindo através de vocês com vocês e por vocês com uma condição. Com uma condição. Vocês devem observar meus mandamentos, minhas ordens, minhas determinações morais e éticas. Porque aqui nós estamos falando de leis morais.
Morais. Então, se eu mantenho a fidelidade ao pacto, Deus age comigo, a meu favor e através de mim. Se eu não sou fiel ao pacto, eu me afastei dos padrões morais e éticos de Deus. Portanto, ele não mais age por mim. Por quê? Porque eu me tornei um instrumento impuro. E Os espíritos falam isso, né? Interessante, né? Questão, questão aqui, seiscentos e vinte e um, seiscentos e vinte e dois, vinte e três, vinte e quatro, vinte e cinco, vinte e seis, vinte e sete. Deus não pode se servir da boca do mentiroso. Deus não pode se servir da boca do mentiroso.
Bom, por isso que chama arca da aliança. O que que tem dentro da arca? Agora, essa é uma pergunta que a gente vai ter que movimentar a nossa câmera. Então, prepara a sua câmera aí pra filmar de cima, filmar de baixo, de lado, de trás, de frente, de banda, inclinado, prepara a sua câmera, porque agora nós vamos ter que movimentar a câmera. Você não vai poder mais ficar confortávelzinho assim, ó. Deixa eu filmar, pera aí. O que que tem dentro da arca? O que que tem dentro da arca? Duas pedras, com cinco mandamentos cada uma.
Tá bom, bonito. Agora, quero ver você movimentar. Quero ver você sair dessa zona de conforto. Tá muito confortável. Duas pedras, tá muito confortável. Vamos lá. Vamos lá. Aí, a gente volta, em um ponto que nós já estudamos aqui. O povo foi libertado do Egito, ganhou a liberdade, saiu da escravidão, por isso que a primeira parte do livro Êxodo se chama Liberdade. O povo foi levado para o deserto. Chegou no deserto, a montanha do Sinai pegou fogo, incendiou. Fogo é um símbolo no Velho Testamento para aquilo que é da ordem do espiritual, da ordem da espiritualidade, da ordem da transcendência.
Então, fogo remete a tudo aquilo que os cinco sentidos não podem perceber. Então, Júlio, e quem tá nos acompanhando, Tomás de Aquino, Júlio, o filósofo Tomás de Aquino, ele tinha uma expressão interessantíssima, Júlio. Ele dizia assim, olha que interessante, Júlio, olha que interessante isso. Se eu tocar o violão, Júlio, se eu tocar o violão, se eu encostar minhas mãos no violão, eu vou sentir as cordas, eu vou sentir a madeira, não vou? Eu vou sentir o metal, eu vou sentir, não vou? Contato? Mas, Júlio, eu consigo ouvir contato?
Não consigo ouvir contato, Júlio. Agora, Júlio, então tá, aí eu chamei o tato e a audição. Agora eu consigo tocar o violão e eu consigo ouvir, Júlio. Consigo ouvir. Mas eu sei que cor que é o violão, Júlio? Não. Porque é outro sentido, né? É outro sentido, Júlio. Olha que interessante, né? Não é interessante isso? Então, com o sentido da audição, eu percebo coisas. Com o sentido do tato, eu percebo outras. Então, Júlio, quando eu pego um sorvete, eu toco na casquinha, eu toco no sorvete, eu vejo o colorido, eu vejo a forma, eu sinto o sabor, não é?
Não é isso? Então, cada centímetro me dá uma percepção diferente do objeto. O que que Tomás Jaquino dizia, Júlio? Só com os cinco sentidos, você não percebe Deus, você precisa de um outro sentido, que é o sensus divinitatis. Porque só audição, visão, paladar, tato, olfato, não dão conta de perceber Na sua integralidade. Então, falta-nos um sentido, falta-nos desenvolver, porque a gente tem. Falta-nos desenvolver um sentido, que é o sensus divinitatis. Então, toda vez que o Velho Testamento fala de fogo, tá pegando fogo, o carro de Elias veio em fogo, a montanha do Sinai pegou fogo, a sarça pegou fogo, e o fogo, a coluna de fogo, o que que ela tá dizendo?
Tá dizendo, ó, isso aqui, você só percebe com os sensus divinitatis. Se você olhasse pra montanha do Sinai, você não ia vê-la pegando fogo, porque eu não percebo isso com os olhos. Porque a presença divina eu só percebo com os sensus divinitatis. Então, o que que o Tomás de Arquino fala, Júlio? Quando você vai num parque, você vai numa cachoeira, você vai na frente do mar, e de repente você olha pra aquilo, aí te dá uma emoção, te dá um negócio, você fala nossa, meu Deus, Deus é demais, esse negócio. Aí, o Tomás de Arquino diz assim, ativou o seu senso divinitatis.
O seu sexto sentido. Aí que vem o sexto sentido. Ah, é? Olha só. O sexto. Os sensus divinitatis. O sentido que nos torna capaz de perceber Deus. Porque é o seguinte, Júlio, como é que eu vou enxergar o sorvete com a língua? E como é que eu vou sentir o sabor do sorvete com os olhos? Ok? Então vamos lá. Então Moisés chegou, e a montanha tava pegando fogo. Aí vem as pessoas e me perguntam assim, mas tava pegando fogo? Tá. Qual fogo? Você tá falando o fogo do tato? O fogo da visão? Mas não é esse fogo. Não é esse fogo.
Você tá muito fogoso. Pra perceber a montanha do Sinai pegando fogo, eu tenho que acionar os meus sensus divinitatis. O sentido que nos falta pra perceber Deus. Nos falta por quê? Porque ele está atrofiado em nós ainda, Júlio. Como o bebezinho, a musculatura tá ainda atrofiada, ela precisa se desenvolver, em nós, espíritos imperfeitos que estamos encarnando, o senso divinitatis está atrofiado, tá infantil ainda. Ele não tá desenvolvido. Então vamos lá. Moisés subiu na montanha, Júlio, e a montanha tava pegando fogo.
A gente leu isso. O que que aconteceu? Deus deu a Moisés os dez mandamentos. Os Mandamentos. E Explicou. E Moisés desceu de mão vazia, Júlio. Não tinha pedra. Os mandamentos foram passados pelo próprio Deus com a sua presença. Essa foi a primeira transmissão da lei divina. Não tinha pedra, não tinha pergaminho, não tinha nada. E onde que ficou? Onde que ficou, Júlio? Onde que ficou gravado, Júlio? Na consciência. Na consciência, Júlio. Então, Júlio, seiscentos e vinte e um. Onde está escrita a lei de Deus? Na consciência.
Seiscentos e vinte e um há. Visto que o homem traz em sua consciência a lei de Deus, que necessidade que tem dela ser revelada? Ele a esqueceu e a desprezou. Quis Deus lhe fosse lembrada. O que que aconteceu, Júlio? Moisés subiu pela segunda vez. Segunda vez. Segunda vez. Por que, Júlio? Porque esqueceu. Não lembrava. E o povo estava desprezando. Não estava acreditando. Seiscentos e vinte e um letra A. Agora, Júlio, vamos fazer uma sondagem aqui? Está todo mundo ainda vivo e acompanhando. Tem que mandar uma mãozinha aí, falando que está…
Está todo mundo acompanhando, gente? Está todo mundo acompanhando? Quem não tiver, pode falar, Nerodo. Não tem problema nenhum. Então, vamos lá. Se o povo não tivesse desprezado a lei oral, se Moisés não tivesse esquecido, o que que a gente ia colocar dentro da Arca da Aliança, Júlio? A gente ia colocar… Memória. É as nossas, né, Nero? Não ia ter nada material dentro da Arca, Júlio. Mas… o povo desprezou e Moisés esqueceu, Júlio. Aí ele subiu pela segunda vez… Júlio, pela segunda vez a Montanha do Golfo-Clobo de novo!
E aí, Júlio? Materializou duas… materializou duas pedras escritas com fogo. Perceberam? O Moisés pegou as pedras. Desceu do muro. Agora, Júlio, tinha pedra. Só que, Júlio, da primeira vez, Deus ensinou a Moisés a lei e a interpretação. Agora, só tinha um resumo na pedra. E agora? Tô aqui meditando aqui… Agora só tinha um resumo, Júlio. Agora só tinha duas… primeiro, pedra. Então agora eu tinha uma coisa concreta que eu posso pegar. Lamber. Lamber. Enxergar. Só que ela é menor do que o que foi passado pela primeira vez.
É uma cola. É um resumo. Colinha. Por quê, Júlio? Porque não cabia toda a explicação em duas pedras. O que o João Evangelista fala? Se eu fosse contar tudo que eu vivi do lado do mestre e tudo que eu presenciei, eu ia encher esse planeta de livro e não ia ser suficiente. Então, quando você abre o Evangelho de João 21, capítulo, é o resumo do resumo do resumo do resumo do resumo do resumo da síntese. Bom. Só que o que aconteceu, Júlio? Pela segunda vez o povo desprezou. O Moisés ficou bravo, perdeu a cabeça e quebrou a pedra.
Então, agora, até o resumo foi perdido. Nós já estudamos isso aqui, gente. Depois é só voltar nos episódios lá. Moisés foi pela terceira vez no Monte Sinai. A montanha pegou fogo pela terceira vez. Pedro não negou três vezes? Nicodemus não teve os três encontros? Três, três. Pela terceira vez, a montanha pegou fogo, só que dessa vez, Júlio, Deus disse assim para Moisés, agora você traz a pedra. Não vou te dar a pedra de graça, não. Eu vou escrever com fogo, mas você tem que trazer a pedra. Não mandei você quebrar, não mandei você ficar nervosinho, não mandei você ficar bravo, vai trazer a pedra.
Ele subiu com as pedras, Júlio. Não é? Subiu com as pedras. Pela terceira vez a lei foi ensinada. E essas pedras foram para a Arca da Aliança. Estou só retomando, tá? Estou só retomando aqui. Estamos no centro do Santos, olhando para a Arca. Eu nem comecei a interpretar ainda. Estou só na letra. Estou só relembrando o que está escrito. E veja, a maioria de nós nem foi ensinado, nem sabe isso. Mas, na imaginação das pessoas, Moisés subiu, recebeu as pedras uma vez só, não é? É, é isso que eu pensava. Todos nós. Mas aí, quando a gente vai estudar Êxodo, quando a gente vai ler atentamente, sem pressa, com calma, olha…
São três vezes. São três. Vamos lá, Julio. É muito simbolismo. Até mesmo nessa história, né, Haroldo? Tudo isso remete a… hoje, né? Remete a muita coisa, né? Remete a muita coisa. Então, Julio, vamos lá. Agora eu vou contar uma historinha aqui, tá? Parábola. Isso não está na Bíblia, gente. Está na minha invenção. Quando Moisés subiu pela primeira vez no Monte Sinai, a Montanha pegou fogo e ele estava diante da presença divina. E diz a lenda, Julio, que ele perguntou assim, Senhor, onde está a tua lei? E Deus respondeu pra ele, a lei sojou.
A lei do universo sojou. Sou eu. Sou eu. Eu vou ler. Você quer ver como é que todo mundo fica repetindo a questão 621? Todo mundo fica repetindo. Onde está escrita a lei de Deus? Então, eu vou perguntar, quem escreveu? Onde está escrita? Na consciência, quem escreveu? Deus. Deus. O pai. Então, a origem da lei é qual? Divina. Deus. Deus. Deus. A lei divina é Deus. Não é a sua experiência, não é a sua memória, não é a sua percepção. Por que que não é você e não é a sua consciência? Porque antes de você ser criado, a lei já existia.
A lei divina não depende de você pra existir. A lei divina, Julio, não depende nem do universo material pra existir. Então, vamos lá. Às vezes a gente pensa, Julio, que vai chegar no mundo celeste, aí vai ter lá uma capela e a lei escrita. A lei divina. Nossa! A lei divina. Bom, então vamos lá. Vamos lá. O livro agora é A Gênese, capítulo 18, item 3. A Gênese, capítulo 18, São chegados os tempos, item 3. Kardec, nesse item 3, está comentando sobre uma lei específica. A lei do progresso. A lei do progresso. Mas o que ele vai comentar serve pra todas as leis, claro.
Não é? Então vamos lá. Do fato de ser inevitável, inevitável o quê? O progresso. Do fato de ser inevitável, por que que é inevitável? Porque o progresso é uma lei divina e ninguém pode se opor à lei divina. Ninguém. Não é opcional. Você não foi consultado, não vai ser consultado, e você, gostando ou não gostando, a lei divina vai agir, ponto final. Ok? Então vamos lá. Do fato de ser inevitável, por que é da natureza o movimento progressivo da humanidade, não se segue que Deus lhe seja indiferente. Ou seja, muita gente pensa que Deus foi pra praia, igual Eleonora e deixou a gente aqui.
E como as leis são automáticas, a lei é um sistema do banco que funciona com algoritmo automático. E Deus tá de férias numa praia celeste. Errado. E que depois de estabelecido leis, se haja recolhido a iminação, deixando que as coisas caminhem por si sós. Isso é um erro. Tem gente que acha que as coisas estão caminhando por si só porque Deus criou um algoritmo, um programa de computador pra gerir o universo e foi descansar na praia. Essa ideia é o maior erro que uma pessoa pode cometer. Eu vou dizer porquê. Vamos lá.
Então, Kardec vai dizer assim, sem dúvida, suas leis são eternas e imutáveis. Se as leis de Deus são eternas, elas existiam antes de Deus ser criado? Antes de Deus criar o aroldo existia a lei, Júlio? Existia. Então, independe se eu tô percebendo, se tá na minha consciência, se eu tô sentindo, independe do aroldo. As leis divinas não precisam do aroldo pra existir. Não precisam de você, não precisam de nenhum de nós. Elas são eternas. Sim. E elas são imutáveis. Então, quem muda de opinião é você. As leis divinas não.
As leis divinas são imutáveis. Quem muda é você. É você que se aperfeiçoa. É você que tá progredindo. As leis divinas não. Esse é um erro que tem muito espírita trupicando nessa pedra. A lei divina é o que eu percebo. Não. O que você percebe pode ser um engano, uma ilusão. Um tropeço. Um engano. As leis divinas não dependem da sua opinião. Elas são imutáveis. E eternas. Então, sem dúvida, suas leis são imutáveis e eternas. Mas por quê? Por quê, Júlio? Por quê? Porque a sua própria vontade, que própria vontade? Porque a própria vontade de Deus é eterna e constante.
E porque o seu pensamento anima. Anima. Júlio, tem jeito de você grifar essa palavra? Anima. Você consegue? Posso. É. Cadê ela? Anima. A sua própria vontade. Aí, quarta linha aí. Sua própria vontade é eterna e constante e porque o seu pensamento anima. Assim? Sem interrupção, todas as coisas. Deixa aí, Júlio. O que é animar, Júlio? Dar vida. Dar movimento. Dar alma. Animar. De anima. De anima. Então, o pensamento de Deus dá vida a todas as coisas. Os átomos, Júlio, os átomos estão vibrando. As partículas estão vibrando, as moléculas estão vibrando.
Quem que faz esse negócio sacudir, Júlio? Quem que é o autor do Aché Universal? Faz o trem de sacudir. Deus. O pensamento divino. Almo e secundo. O pensamento divino faz tudo vibrar. Tudo vibrar. Constelações e seres como peixes num oceano. Deus anima, Deus movimenta tudo. Quem que faz o movimento? O pensamento divino. E a vontade de Deus, Júlio? É eterna e constante. É eterna e constante. Constante. Não muda, não para. Não tem intervalo. Anima sem interrupção todas as coisas. Esse pensamento que em tudo penetra. Tudo penetra, Júlio.
O pensamento de Deus penetra tudo. Os átomos, as partículas e e A nossa consciência, a nossa intimidade penetra. Não é? Não fala a música? Senhor, eu sei que tu me sondas. O pensamento divino a tudo penetra. É a força inteligente. Não é uma força mecânica, Júlio. O pensamento divino é uma força inteligente. Tem vontade, tem direção, tem objetivo, tem propósito. Tem estratégia. É uma força inteligente e permanente que mantém a harmonia em tudo. Então, quem mantém a harmonia do universo, Júlio? O pensamento divino. Então, quando Moisés subiu no Sinai e perguntou pra Deus, qual é a lei?
O que Deus respondeu? A lei sojou. A lei sojou. É o meu pensamento que tudo penetra, Moisés. Meu pensamento é a força inteligente e permanente que mantém a harmonia de tudo. A lei é o meu pensamento, a minha vontade eterna e imutável. Agora, olha o que que Kardec vai dizer, Júlio. Cessasse ele, ou seja, se Deus parasse um só instante de atuar, o universo seria um relógio sem pêndulo regulador. Perdi o movimento, Júlio. Se Deus parar de pensar, os átomos, tudo para de vibrar, Júlio. Parou tudo. Morre, porque quem anima, qual que é a palavrinha lá?
Apagou, estava pensando. Voltou. Anima. Gente, todo mundo me acompanha aqui agora. Agora nós vamos pegar uma onda de 10 metros. Uma onda de 10 metros. Isso. Questão 625 do livro dos Espíritos, no original francês, porque tem uns probleminhas na tradução, na minha opinião. Então, a pergunta é, qual é o tipo mais perfeito que Deus é ofer a Lom por me servir de guia e modelo? Qual é o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido aos homens para lhes servir de guia e modelo? A resposta agora. Muita atenção. Iesu é por Lom leti de la perfection morale à laquelle peut prétendre la humanité sur la terre.
Iesu est pour l’homme le type de perfection morale perfection morale à quoi peut prétendre ou peut almejar la humanité sobre a terra. A humanidade sobre a terra não tem como almejar algo superior a Jesus. A humanidade sobre a terra. Deus nos oferece a ele como o mais perfeito modelo. O mais perfeito. O mais perfeito. Não o mais perfeito. O mais é o mais. Olha isso aqui agora. E a doutrina que ele ensinou é a mais pura expressão da sua lei. Por quê? Porque ele era animado pelo Espírito de Deus. Pelo Espírito divino.
Animado. Então, o que que o pensamento do criador fazia com Jesus, Júlio? Animava sem interrupção com a sua vontade imutável e eterna. Animava. Animava. Então, gente, a lei divina é o pensamento de Deus que anima sem interrupção todas as coisas sem cessar. Porque se ele parar um segundo sequer tudo para de vibrar. Constelações e seres vibram e vivem. Agora, olha aqui, Júlio. Se alguém caiu aí, segura, segura, segura na mão de Deus. Segura no bote que nós vamos jogar agora. Então, todo mundo entendeu o que que é o verbo animar?
É o pensamento divino penetrando tudo e dizendo tudo é assim. Faça isso. O certo é isso. A harmonia é essa. Esse pensamento que em tudo penetra é a força inteligente permanente que mantém a harmonia em tudo. Mantém a harmonia em tudo. Agora, olha que bonito, Júlio. Qual o veículo do pensamento divino, Júlio? Qual que é o veículo que nós estamos usando para fazer essa live aqui, Júlio? Qual que é o veículo do pensamento divino, Júlio? Glória à matéria cósmica. À energia potencial. Que dá vida aos elementos. Dá vida é o que, Júlio?
Anima. Glória à matéria cósmica. Energia potencial que anima os elementos. Que dá vida. Base de portentosos movimentos. Onde a forma se acaba e principia. Sistematização dos argumentos que elucidam a teleologia. O que é teleologia? Teleologia é uma expressão de Aristóteles. Aristóteles que desenvolveu isso? Aristóteles dizia que nós tínhamos uma causa primária e uma causa teleológica. A causa teleológica é a que diz qual a direção, qual a finalidade do crescimento. O que ele está dizendo aqui? Vou sistematizar, eu vou sintetizar o negócio da teleologia.
Dentro da força cósmica se cria a fonte mater dos conhecimentos. Onde que está gravado, Júlio, os conhecimentos de Deus, Júlio? Na matéria cósmica. Fonte mater, fonte mãe dos conhecimentos. É do mundo odignoto. O éter divino. Onde Deus grava a história do destino dos seus feitos de amor no amor imersos. Por quê? Porque o fluido cósmico está encharcado do amor de Deus. Então Deus age com amor no amor. Livro! Livro! Livro! Livro! Qual que é o livro do universo, Júlio? É o fluido cósmico. Não é papel, não é papiro, não é e-book, não é pedra, não é pedraminho.
O livro do universo. Opa, travou. Agora que ele ia falar qual que é, hein? O livro do universo é a matéria cósmica. Não é papel, não é pergaminho, não é papiro, não é e-book. É matéria cósmica. Livro! Onde o criador inimitável, não tem imitação, não tem dois. Grava com pensamento, Júlio. Olha o pensamento de novo aí. Olha o pensamento que anima sem interrupção todas as coisas. Ele grava com o quê? Com o pensamento dele. Almo. Almo é o quê? Almo é o que nutre, o que educa, o que cuida, o que alimenta. Júlio, o que é que nutre, que alimenta, que educa?
É o que anima, é o que dá vida. Dá vida não é nutrir, educar. Almo e insondável. Seus poemas de seres e universos. Então o Júlio, o Júlio é um poema de Deus, só que está sendo escrito. O Sistema Solar é um poema de Deus, só que está sendo escrito. A Via Láctea é um poema de Deus, só que está sendo escrito. Então vão parar com esse negócio de achar que lei divina é um sistema de computador, é um algoritmo e que Deus está com Eleonora na praia, tirando férias. Eleonora, sofrendo bullying. Não está. Olha aqui, pensamento anima sem interrupção todas as coisas.
Esse pensamento que em tudo penetra é a força inteligente permanente que mantém a harmonia em tudo. Então eu vou sugerir uma coisa, gente. Peguem esse texto, grifam, façam um quadro e pregam na parede, alguma parede da sua casa. Todo dia você vai ler esse texto aqui da Gênesis, 50 vezes. Durante 50 anos. Até você desfazer esse equívoco. Porque, Júlio, tem 5 mil anos que estão contando uma mentira pra gente. A lei divina é o pensamento de Deus, Júlio. Gravado no fluido cósmico. Olha lá, hein? O fluido cósmico não é o pensamento dele não, hein?
A matéria cósmica é o livro onde ele grava com o pensamento alma e insondável seus poemas de seres e universos. Eu acho que cestou. Cestou. Eu ia falar isso, assim, nossa, até porque nós vamos ter que voltar semana que vem, pra gente juntar esses pedaços todos, né, e vincular isso com a tal da Arca da Aliança. Isso. Então, Júlio, por que que tinha uma coluna de fogo em cima da Arca da Aliança, Júlio? Por que que tinha uma nuvem da presença e da glória em cima da Arca, Júlio? Tinha, nós não falamos disso. Tinha? Ah, nós temos que falar disso.
Talvez na semana que vem. Sabe por que que tinha? Porque quem estava dentro da Arca era o pensamento do Criador, que anima sem interrupção todas as coisas. O que que está na sua consciência, Júlio? Qual lei que está na sua consciência? A lei que está na sua consciência é o pensamento divino que anima sem interrupção todas as coisas. Quando a sua consciência acusa alguma coisa, é o pensamento de Deus interagindo com você, falando assim, Júlio, eu sou o Senhor. Filho, você infringiu minha lei, filho. Me escuta, porque meu pensamento, filho, anima sem interrupção todas as coisas.
Meu pensamento, filho, penetra. Ele é a força inteligente e permanente que mantém a harmonia em tudo. E você, filho, quebrou a harmonia. Não é? A Sandra está com a dúvida aqui. Cada cabeça uma sentença ou não? Cada cabeça a mesma sentença. Porque em cada cabeça só tem o único pensamento do Criador. O que tem de resto são os nossos enganos. E a gente engana quando deixa de ouvir esse único pensamento de Deus pra ficar seguindo opinião própria. Ficou denso, né? Ficou denso, né? Mas é isso mesmo, Haroldo. Quando a gente sobe, a gente vai subindo uma montanha, em determinado momento, a gente fica parecendo que vai ficando sem ar.
Vai ficando mais cansado, mais… O raciocínio fica até mais lento, até porque tem coisas novas sendo ditas, né? Coisas que não foram ditas desde o prisma. E nós vamos ter que fazer… Você já falou muito isso comigo, né? Nós precisamos nos afeiçoarmos mais à meditação sobre os textos, né? À reflexão mais aprofundada sobre os textos. É legal a gente ter a liberdade… Só pra não perder, o Luiz Gustavo Torres fez umas dicas muito bonitas aí. O certo é a cada um segundo suas obras. A lei é imutável. A lei é imutável.
O que varia são as obras. O que varia são as obras. O mesmo pensamento que anima sem interrupção a consciência do Júlio é o mesmo pensamento que anima sem interrupção a minha consciência. A questão é que eu decido fazer umas coisas e o Júlio decide fazer outras. Então, a cada um segundo suas obras. E a lei não vai mudar porque você está errando. O que o Emmanuel diz? A providência divina não pode descer para errar conosco. Quando você está errando, você está errando por conta própria. Você foi sozinho. Sozinho. Você foi por conta própria.
Mas não preocupa, não. Não se preocupe, não. Sabe por quê? O pastor deixa as 99 ovelhas e vai buscar que se desgarram. É isso aí. Nós estamos no esforço do aprendizado. É muito importante isso. Nós todos aqui estamos refletindo sobre algo que, como ali falo na letra da matéria cósmica, insondável. Insondável. Isso é importante. Isso é importante. Porque eu posso olhar para a sua vida, Júlio, e ficar dando palpite sobre o que vai acontecer. Sabe por quê? Porque o pensamento de Deus é insondável, Júlio. E eu não sei quais são os planos que Deus tem para você.
Eu não sei. Como você falou, está sendo escrito ou revelado. Nós todos somos obras da perfeição. Nós não temos como dar outro resultado. Então, assim, o fato é que a gente vai ter que ter calma com a gente. A gente já foi tão rigoroso com os outros que acaba sendo rigoroso com a gente também com relação às coisas. Entender que é o pensamento de Deus, almo e insondável, que está trabalhando em nós. Eu lembro de você falando do Paulo Estevão, que Deus nos vê como anjos. Ele não vê a gente como verme, ele nos vê como anjos, porque ele sabe o fim, ele sabe onde vamos chegar, ele sabe o tempo, ele sabe todas as coisas, ele não se surpreende, nós não deixamos ele de cabelo em pé, porque nós precisamos fazer esse exercício aqui de Ir nos aproximando dele através do estudo, do autoconhecimento, das leis que ele deixou para nós gravadas.
E através, Júlio, do desenvolvimento dos sensos divinitates. Aí você volta nisso. Entendeu, Júlio? Porque é o seguinte, Júlio, você é um músico. Para que alguém alcance a habilidade que você tem com os ouvidos, tem que praticar. Tem que praticar. Porque você gastou muitos anos e muitas encarnações para aprimorar a sua audição a ponto a ponto de usá-la nas composições para ouvir as músicas e para apreciar. Isso lhe custou séculos de dedicação. Séculos de dedicação. Um fotógrafo como o Sebastião Salgado gastou séculos aprimorando o olhar, a visão, a sensibilidade da visão para poder escolher aqueles ângulos e tirar aquelas fotografias.
Uma chefe renomada de cozinha, um chefe renomado, gastou séculos aprimorando o paladar para conseguir combinações que deixam a gente extasiado. Consensos divinitatis não é diferente, não. Não adianta você chegar aqui, estalar o dedo e achar que vai ter uma percepção primorosa e profunda de Deus, porque não vai. Você tem que aprimorar. A sua capacidade de ouvir a consciência. Por isso que Tereza de Ávila escreveu o livro O Castelo Interior, que eu falei lá no livro do estudo de Levítico. O Castelo Interior. O que ela diz?
A sala do trono, o centro do castelo, que é onde está Deus, não é fácil de chegar, não. Não é assim, não. Não é assim. Então, eu vou aprimorando, aprimorando, e eu vou aumentando a sensibilidade. Vou aumentando. Então, mesmo a gente que acha que tem um ouvido bom, Júlio, quando você vê um maestro, um maestro que é capaz de ouvir 45 linhas de partituras de instrumentos diferentes simultaneamente. Simultaneamente, Júlio. Ele é capaz de perceber as vozes de todos os instrumentos. A gente não escuta. A ponto dele parar e falar assim, primeiros violinos, tem uma sequência aí de nota que está errada.
Como é que ele percebeu isso, Júlio? Tinha o trompete, tinha os metais, o cello, a viola, os segundos violinos. Como é que ele percebeu que uma linha melódica, todos os primeiros, como é que ele percebeu, Júlio? Estudando, aprimorando. Senso divinitatis, para ouvir a consciência, para perceber o pensamento divino que anima sem interrupção todas as coisas, demanda tempo, Júlio. Eu, na minha atual encarnação, eu só tive uma experiência marcante nesse sentido, Júlio. Foi quando eu vivi, foi no dia e na hora mais dolorosa de uma situação que eu vivi, por dez segundos, dez segundos, Júlio, eu tive meu senso divinitatis fez assim, e eu percebi a presença.
Eu percebi a presença. Nunca mais consegui voltar para aquele padrão, Júlio. Mas está certo. O que o André Luiz diz? Aturadas concentrações ou profundas dores da alma te levam a essa situação. Ali, no caso, era uma profunda dor da alma me fez chegar àquele ponto. Dez segundos. Dez segundos. Quando você fala disso, Aroso, me dá a impressão de que esse é o trabalho do Cristo com a gente. Criar esse senso, essa percepção, essa percepção divina e trabalhar para que a gente e Emmanuel fala isso, que a gente reencontre com esse Pai, volte para casa do Pai, porque sem esse senso, sem essa percepção, como que nós vamos enxergar a Deus, como ver a Deus?
E é interessante, porque você está falando do Santo dos Santos, e é ali, é ali aquele local, né? É aquele local. É esse aí. Por que o sumo sacerdote só podia entrar uma vez por ano? Eu só entrei uma vez nessa minha vida, nessa encarnação. Só entrei uma vez, Júlio. Eu só entrei no Santo dos Santos uma vez, Júlio. Uma vez. Uma vez. Eu já entrei no Santo. Lá no meio, do lugar santo. No Santo dos Santos, foi só uma vez. Dez segundos. E nós já gravamos um bocado de podcast lá no Padre dos Retiros. Não é? Só uma vez. É isso, né?
Só uma vez. E aí, o que acontece? Aí, o que acontece? Ah, Haroldo, o que você viu? Viu? Não. Você acha que a visão capta alguma coisa? Nada. O que você ouviu? Você acha que a audição capta alguma coisa no Santo dos Santos? Você acha que quando você entra no Santo dos Santos, você vai ouvir? Você vai ver? Você vai tocar? Você vai cheirar? Ou você vai lamber? Vai sentir gozo? Você acha que são os cinco sentidos? Não. Não. É outro sentido. Não é nenhum dos cinco. Eu não lembro o que eu vi. Eu não lembro. Parece que os meus cinco sentidos se apagaram, Júlio.
Se apagaram. Se apagaram. Se apagaram. Aí eu posso ficar falando Ah, eu senti. Mas não é sentir. Eu não sei o que que é. É. Não sei. Só sei que foi assim, Júlio. Não sei como é que foi, não. Só sei que foi assim. Ah, Haroldo. De dez segundos eu entendi tudo. Eu não concordei, mas eu entendi tudo. Eu não gostei, mas eu entendi tudo. Eu não fiquei feliz, mas eu entendi tudo. É inexplicável, né, Haroldo? Porque faltam também as palavras Não tem palavra, Júlio. Palavra é um sentido. Palavra você tá usando um sentido pra traduzir outro.
É a mesma coisa de eu falar assim A música que o Júlio compôs com 50 acordes e eu vou tocar na flauta. Como é que você faz acordes em flauta, Júlio? Como é que você faz acordes em flauta? Não. O que vai poder acontecer com quem sabe ouvir a melodia é aquilo que você falou. Eu toco a melodia e você escuta a orquestra. Isso aí. Aí nós estamos entrando nessa percepção macro macro das coisas porque é o que a gente busca, né, Haroldo? É você olhar pra Arca da Aliança, olhar pras tábuas, olhar pra essa simbologia e ver muito mais coisas do que você via antes.
E olhar como foi pra nós Jesus, né, Haroldo? Olhar pra Jesus hoje e ver um espírito, não que histórico encarnado ali, não sei o que, mas muito mais do que isso. E ele nos apresentou um Deus também muito mais do que aquilo que a gente conhecia. E na verdade, Júlio, pra ser sincero, pra gente terminar que a gente já passou 27 minutos, né? Os meninos já estão comemorando aqui. Eu não estou buscando mais compreender Jesus, eu não estou buscando mais estudar o Jesus histórico. Hoje a minha busca é sentir a presença dele aqui e agora.
A presença viva. Porque o pensamento dele não é claro, né, ele é criatura, né? Mas o pensamento dele é suficientemente poderoso para penetrar o planeta Terra inteiro e todos os seres que habitam o planeta Terra e evoluem na Terra. Sim. Sim. E ele é o médium, né? Esse médium de Deus pra nós. Eis que eu, jardineiro divino, cultivo as vossas almas no silêncio dos vossos pensamentos. Lá no Evangelho segundo o Espiritismo. O Cristo Consolador. E eu, jardineiro celeste, cultivo as vossas almas no silêncio dos vossos pensamentos.
Maravilhoso. Semana que vem eu vou trazer a música Chamas, do Tim, que fala lá, né, aquilo que você falou, se eu pudesse escrever, né, nenhum dos livros, todos os livros da Terra caberia tudo que poderia se escrever sobre Jesus. E a gente vai trazer um pouquinho e vamos voltar pra Arca da Aliança, mergulhar um pouco mais nessa simbologia. Ah, isso aí. Né? Quem puder, vai atrás aí também, pesquisa durante a semana, né? Dá uma lida. E a gente vai encontrar semana que vem. Agradecer a todo mundo a paciência de ficar com a gente esse tempão aí.
Nós hoje judiamos do povo. Hoje pegou fogo. É isso aí. Aqui hoje a gente estava animado, Oroço. Tem hora que pega fogo no Sinai e tem hora que pega fogo no Sei Mais. No Sei Mais. Vamos lá. Um abraço, meus queridos. Bom fim de semana pra todos. Muito bom. Vamos de matéria cósmica. Eu prefiro. Eu, como diz Jesus, eu vim trazer fogo. E eu espero que esse fogo queime. Glória a matéria cósmica a energia potencial que dá vida aos elementos vazio de portentosos movimentos onde a forma se acabe e principia se Estigmatiza sendo os argumentos que elucidam a teleologia dentro da força cósmica se cria a fonte materna os conhecimentos é Do mundo do mundo o Orignoto o eter divino onde Deus grava a história do destino dos seus feitos de amor amor imerso o Livro longe o criador inimitável grava pensamento almo insondável seus poemas de seres e universos seus poemas de seres e universos e e e e e e e e e e o o o o o o o o o o o o o Livro dos seus feitos de amor amor imerso o Livro longe o criador inimitável grava pensamento almo insondável seus poemas de seres e universos seus poemas de seres e universos
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