Neste episódio do estudo do Velho Testamento, Haroldo Dutra Dias aprofunda-se no Livro de Isaías, conhecido como o “evangelho do Antigo Testamento” ou o “quinto evangelista”. O estudo revela a riqueza das profecias messiânicas e sua profunda conexão com a vinda de Jesus, o Cristo, e a Doutrina Espírita.
O que é estudado neste episódio
- Isaías 40:1-3: O Precursor e o Primeiro Consolador. A passagem que anuncia a voz que clama no deserto, preparando o caminho para o Senhor. Haroldo destaca a importância da palavra “consolar” e a conexão com João Batista, que fundamenta sua missão profética nesse texto.
- Isaías 61:1: A Missão do Messias. Este versículo, que Jesus lê na sinagoga de Nazaré (Lucas 4:16-30), detalha a unção do Messias para anunciar a boa nova aos pobres, curar os quebrantados de coração e proclamar a liberdade aos cativos. Haroldo explora o significado de “ungir” (Christos em grego, Machiar em hebraico) e as três funções messiânicas: profética, sacerdotal e de reinar.
- Isaías 11:2-4: O Reino de Davi e a Raiz de Jessé. A profecia de que um ramo brotará do tronco de Jessé (pai de Davi), conectando Jesus à linhagem davídica. Haroldo enfatiza que a raiz comum das revelações (primeira, segunda e terceira) demonstra a continuidade e a complementariedade do trabalho divino.
- Isaías 11:6-9: O Mundo Regenerado. A visão poética da paz e harmonia universais, onde predadores e presas convivem pacificamente, simbolizando a conciliação e a união entre verdugos e vítimas. Este trecho é associado à música “Aurora” e à visão de um mundo de regeneração, onde a Terra se encherá do conhecimento do Senhor.
- A Criança como Símbolo: A interpretação da figura da criança no texto hebraico como símbolo de pureza, inocência, simplicidade e abertura ao aprendizado, ecoando as palavras de Jesus sobre o reino dos céus pertencer aos pequeninos.
Reflexões
- A compreensão do Velho Testamento é fundamental para o espírita, pois revela a origem de muitas profecias e ensinamentos que se concretizam no Novo Testamento e são elucidados pela Doutrina Espírita.
- O “reino de Deus” na Terra, profetizado por Isaías e ensinado por Jesus, não é um evento mágico, mas um processo contínuo de transformação individual e coletiva, onde a soberania divina se estabelece nos corações e na sociedade, superando o “império do eu”.
- A evolução espiritual é um caminho de longo prazo, onde as imperfeições têm prazo de validade e as virtudes são eternas. A transformação pessoal é o ponto de partida para a construção de um mundo melhor, irradiando uma “onda” de renovação que alcança a todos.
Ler transcrição do episódio
Boa tarde, Julio, Leonora. Olá, amigo. Time completo hoje? Estamos nos aias aqui já por finalzinho. Hoje nós temos o quê aí? Pois é, hoje eu separei uns versículos que eu acho tão interessante porque são versículos muito diretos sobre o Messias e em Isaías. E a gente não encontra esse nenhum outro profeta do Antigo Testamento. E é interessante a gente ler alguma coisinha, quem está anotando aí, porque é muito interessante, é muito interessante. Aqui mostra o que é profecia mesmo, né? Como que estava delineada toda a vinda dele no Messias, né?
Então vai ser muito, muito legal. Então eu separei algumas coisas aqui, mas vou deixar vocês introduzirem aí para a gente… o pessoal pegar papel e caneta para anotar. Vou dar umas boas tardes aqui para o pessoal. Leonora, você consegue vir aí? Dá as boas-vindas aí, Júlio. Eu não tenho o mesmo acesso que vocês a todo mundo, eu só vejo o pessoal aqui do YouTube. Mas o som do Júlio está falhando bastante, o teu som, Júlio, não sei para vocês. O do Haroldo, para mim, está perfeito. Mas a primeira que entrou aqui no site foi a Neodivanna Perini, dando boa tarde a todos, o Roberto, a Sandra, Marisa Calvi, a Lourdes, a Marli, que participa de vários estudos, disse que já participou de Gênesis, de Levítico, que participa do Projeto Odisseia.
Que bacana! O Marcos, a Cristina, a Silvia Caldeira, que está sempre conosco, vários amigos, todos muito bem-vindos agora nesse horário das 14h. Acho que esse ano vai ficar melhor para as agendas esse horário, não é, Haroldo? Vai ficar, Eleonora, por causa das aulas no período da manhã. Acho que esse horário vai encaixar perfeito. Deus te abençoe. Os amigos que podem nos acompanhar ao vivo, a gente espera todos, e aqueles que não podem, depois fica gravado. Fica o convite do nosso grupo de estudo no Facebook, a Adriana, a Loureiro, que sempre faz os resumos dos estudos em imagens, pega as referências, o pessoal que comenta.
Estou agradecendo a todo mundo que… Que ótimo! Que depois participa. Estamos com quase 10 mil pessoas lá no Facebook acompanhando esse estudo específico, e temos o grupo de WhatsApp que sustenta esse estudo com prece, Haroldo. Todos os dias o pessoal faz prece para sustentarmos o estudo de Zaís. Nossa, que maravilha, Eleonora! Vou mandar um abraço para todo mundo, agradecer o carinho, a participação, e que todos sejam muito bem-vindos a esse momento especial em que a gente se encontra, conversa e reúne aqui em torno desses textos que são tão inspiradores para todos nós.
Fazendo essa conexão do Antigo Testamento, do Novo Testamento com a doutrina espírita, é um momento realmente de muitas luzes para o nosso entendimento, para o nosso coração. Importante! Verdade, Eleonora. E hoje eu separei umas referências aqui porque a gente sempre fala poxa, Zaís fala sobre o Messias, ele às vezes é considerado o evangelho dentro do Velho Testamento, o quinto evangelista, e a gente vai entender o porquê. E é curioso, no início dos evangelhos, se a gente pega Mateus, Marcos e um pouco de Lucas, eles usam muitos textos de Zaís.
É muito interessante isso. Eles se apoiam e buscam lá em Zaís e a gente… Deu uma trancadinha. Diz que já volta, né? Voltou um pouquinho, voltou. Voltou. E a gente vai ver esses textos que dão uma conformação à figura do Messias dentro do profeta Zaís. É muito interessante. Muito interessante. Então vamos lá? Vamos lá. O primeiro deles, que eu acho muito interessante, é o que fala da figura do precursor. E isso é muito interessante porque é um detalhe, é um detalhe. Está lá no capítulo 40, versículos 1 até o versículo 3.
Ele fala assim, Consolai, consolai meu povo. Diz vosso Deus. Isso é importante? A palavra consolar. Porque depois nós teremos vários textos dizendo assim, e eu vos enviarei um outro consolador que estará convosco até o final dos ciclos, das eras. E aqui nós temos o anúncio do primeiro consolador. Olha que interessante. Que é o Messias, que é Jesus. Consolai, consolai meu povo. Falai ao coração de Jerusalém e dizei em alta voz que seu serviço está cumprido, que sua iniquidade foi expiada, que ela recebeu da mão de Adonai, do Senhor, uma paga em dobro por todos os seus pecados.
Olha que interessante. A misericórdia. Uma voz clama. No deserto, uma voz clama. Olha só. No deserto, abriu um caminho para o Senhor. Na estepe, aplanai uma vereda para o nosso Deus. Seja preenchido todo o vale, todo monte e toda colina sejam nivelados, transforme-se os lugares escarpados em planícies e as elevações em largos vales. Então a glória do Senhor há de revelar-se e toda carne de uma só vez o verá. Olha isso. Então, a voz que clama. A voz que clama. A gente quase escutou isso em algum lugar já, não é? Hã?
A gente quase que leu esse texto em algum lugar, igualzinho, não é? Não é? Idêntico, não é? Olha, é muito interessante. Assim, bem nítido mesmo de alguém, de uma voz clamando, pedindo para aplanar os caminhos. E é com base nesse texto que o João Batista vai fundamentar a sua missão, a sua ação profética e o anúncio do Messias. É com base nesse texto aqui. Muito interessante, não é, Leônardo? Depois, a gente vai lá para o capítulo. Esse é um capítulo muito importante, que é o 61. Capítulo 61. Versículo 1. Pegando aqui, que eu estou com a Bíblia de Jerusalém.
Ele fala assim. O Espírito do Senhor está sobre mim, porque o Senhor me ungiu. Enviou-me a anunciar a boa nova. Olha isso. Aos pobres. A boa nova aos pobres. A curar os quebrantados de coração, proclamar a liberdade aos cativos, a libertação aos que estão presos. Olha isso. E aí é interessante, porque quando o João Batista envia aqueles dois discípulos para verificar, porque ele, o Precursor, foi preso. Então, aquilo dá aquela dúvida. Que Messias é esse? Se o Precursor dele foi preso. E aí Jesus diz assim para ele.
Cita esse texto aqui de Isaías 61. Eu achei interessante esses dois textos que eles vão falar sobre a libertação. O primeiro começa. Anúncio da libertação. E esse aqui que a gente estava lendo também. Proclamar a liberdade aos cativos. Hoje de manhã, está até marcado aqui. Eu abri o Palavras de Vida Eterna. E o capítulo que abriu é a liberdade em Cristo. No Gálatas, está expôs firmes na liberdade com que Cristo nos libertou. Parece que está falando a mesma coisa. Depois, se tiver tempo, a gente pode ler esse capítulo de Paulo, que vai falar sobre essa liberdade de Cristo.
E agora você falando ali, o capítulo 40 é em liberdade. Agora falando de novo em liberdade. Liberdade. E é interessante, porque aqui a gente percebe que o Messias está falando na voz direta. Olha aqui. O Espírito do Senhor está sobre mim. Então, não é Isaías falando. Então, aqui é como se Isaías abrisse para o próprio Messias falar. E a palavra ungir. Ungir é a palavra Cristo. Em grego. Então, Christos de Crio é a palavra ungir. Machiar, em hebraico. Então, machiar, Christos, em grego, é o ungido. Vem do verbo ungir.
E aí a gente precisa lembrar que ungir se refere a uma cerimônia em que Deus derrama o óleo para marcar aquele missionário como alguém que vai agir em nome dele. Então, isso é que é ungir. O profeta é ungido. Um rei é ungido. E aí começa a dar esses contornos das funções messiânicas. O Messias é alguém carregado de algo. Que algo? Que algo? Então, nós temos um algo que é profético. Nós temos um algo que é de reinar, de liberar. Por isso Jesus diz assim, meu reino ainda não é deste mundo. Então, tem um aspecto de reinar e tem um aspecto também de libertar, de curar.
Que é muito importante também. Libertar, curar, verificar a cura e ensinar a torar. Um aspecto sacerdotal. Cumprir a torá e ensinar a torá. Então, são três aspectos aí. Um aspecto mais religioso, espiritual. Um aspecto de rei mesmo, da descendência de Davi. Porque aí quando fala o Messias rei é o descendente de Davi. E o aspecto profético. Então, muito interessante. E é importante porque são poucos textos em que o Messias fala na voz direta. Então, nós temos os Cânticos do Servo. Porque o Messias é apresentado como um servo.
Então, está em 42, versículo 1. 42, versículo 7. 49, versículo 9. 50, no iniciozinho do capítulo 50, dos versículos 4 a 11. E esse texto aqui do 61. Então, a gente imagina que é desses textos aqui que o próprio Jesus leu na sinagoga em Cafá Naum. Quando ele entra na sinagoga, ele abre o rolo de Isaías. Então, ele deve ter lido um desses textos aqui. Que é ele falando na voz direta. Da hora que bonito, né? Ele falou 600 anos antes, espiritualmente falando, ditando para Isaías ou para os cooperadores de Isaías. E na sinagoga em…
Desculpa, sinagoga em Nazaré. Desculpa. Está lá em Lucas, capítulo 4, versículo 16 a 30. Lucas 4, 16 a 30. Quando ele entra na sinagoga em Nazaré, ele abre o rolo de Isaías, ele lê alguma coisa disso aqui, né? Algum desses textos aqui que eu estou citando. E diz assim, hoje essa profecia se cumpriu diante dos vossos ouvidos. É forte. É emocionante, né? A gente nem consegue imaginar uma voz direta do Cristo, né? É. Mas, então, vamos seguindo. Nós temos aí o 11. Estou pegando alguns aqui, né? Que, sim, são bem emocionantes mesmo, né?
Vamos lá para o capítulo 11, versículo 2 a 4. Deixa eu pegar aqui. Esse é muito importante. Esse início do capítulo 11. Porque esse é o versículo que vincula Jesus a Davi. A casa de Davi. Interessante, né? Então, é por isso que Jesus disse meu reino. Meu reino ainda não é deste mundo. Então, Ele fala, meu reino está evocando essa tradição de Davi. A tradição do reinado de Davi. Da raiz de Gessé, que é o pai de Davi. Então, o texto começa assim. Um ramo, um broto, sairá do tronco de Gessé. Olha isso. Que é o pai de Davi.
Gessé é o pai de Davi. Está lá em 1 Samuel, capítulo 16. Então, um tronco sairá, um ramo sairá do tronco de Gessé. Um rebento brotará de suas raízes. Isso é bonito, porque do tronco da primeira revelação sai o ramo da segunda. Isso é belíssimo. E é o texto mais citado, né? Quando a gente lembra de Isaías, onde tem aquelas imagens que o pessoal faz para falar sobre o Messias, é sempre um tronco com um ramo, né? É sempre essa imagem, né? Então, é bonito porque… O que está dizendo aqui? A primeira, a segunda e a terceira revelação compartilham da mesma raiz.
A raiz é a mesma. Então, isso é importante, porque tal, um rebento brotará de suas raízes. Quer dizer, um ramo, um tronco, mas da mesma raiz. Isso é importante porque a espiritualidade não faz trabalho à toa. Quem faz e desfaz somos nós. Nós, no curso da nossa evolução, a gente está sempre fazendo errado e depois reencarnando para refazer. A espiritualidade, não. O trabalho, ele é programado. Então, o que foi feito não é desprezado, porque está certo. É contínuo, entrelaçado. O trabalho novo complementa o anterior.
No nosso caso, não. Nós estamos sempre refazendo. Refazendo por quê? Porque fizemos errado. Sobre ele pousará o Espírito do Senhor. O Espírito do… Aí vem o tetagrama. Aqui vêm as quatro consoantes, que a gente não pronuncia. Então, a gente fala Senhor, Adonai. Sobre ele pousará o Espírito do Senhor. Vê que aqui não está mais na voz direta. É o Isaías falando. Então, tem hora que é o próprio Messias que fala através de Isaías, como lá no 61. E aqui é o Isaías falando. Sobre ele pousará o Espírito do Senhor, Espírito de sabedoria e de inteligência, Espírito de conselho e de fortaleza, Espírito de conhecimento e de temor ao Senhor.
No temor do Senhor estará sua inspiração. Porque na tradição de sabedoria do povo hebreu, a sabedoria tem um respeito, uma reverência a Deus. Quem não tem respeito, não tem reverência a Deus, não tem sabedoria. Porque se falta respeito, se falta o temor, temor nesse sentido de reverência, de temor mesmo. Se falta isso, a pessoa é arrogante e aí ela se afasta das fontes da sabedoria. Não é? Aí diz assim, ele não julgará segundo a aparência. Ele não dará sentenças apenas por ouvir dizer. Antes, julgará os fracos com justiça.
Com equidade, pronunciará a sentença em favor dos pobres da terra. Olha que interessante. A justiça será o cinto dos seus lombos e a fidelidade o cinto dos seus índices, quer dizer, o elemento base. Porque o cinto é o que prende, é o que dá estabilidade à veste. Então, aí vem aquele texto que a gente já leu aqui, que é Fidelidade e Comunhão. Jesus tem a comunhão perfeita com Deus por conta da sua fidelidade perfeita. Por isso, nós temos dois capítulos lá no Boa Nova. Um chama Fidelidade a Deus e o outro Comunhão, não é isso?
Eleonora lembrou disso aí, lá no Boa Nova. E aqui, ô Eleonora, aqui começa a falar do mundo regenerado. Então, fica claro no texto que o trabalho de Jesus não se resume a três anos. Ele é um trabalho de três mil anos ou três dias proféticos. Lembrando que, para o Senhor, mil dias, mil anos é como um dia, um dia é como mil anos. Não é? Então, Ele ressuscitará no terceiro dia, é ao final do terceiro milênio. Ao final do terceiro milênio, o que acontecerá? Então, o lobo morará com o cordeiro e o leopardo se deitará com o cabrinho.
O bezerro, o leãozinho e o gordo novilho andarão juntos e o menino pequeno os guiará. Olha isso. A vaca e o urso pastarão juntos, juntas se deitarão suas crias. O leão se alimentará de forragem com boi. Ou seja… A música Aurora. Uma simbologia da paz, não é? A simbologia da paz, da conciliação, predador e presa se tornam agora, não é? Algose, vítima, que é o que Jesus fala para Paulo. Vem, Paulo, ser feliz, porque é da vontade do meu pai que no meu reino os verdugos e as vítimas se unam para sempre. É esse texto aqui.
Belíssimo. E eternizado é na música Aurora que todos nós cantamos, não é? Exatamente. Aí a criança brincará com a víbora, não é? Imagina uma criança brincando com a víbora, não é? Ninguém fará o mal nem destruição nenhuma em todo o meu santo monte, porque a terra ficará cheia do conhecimento do Senhor como as águas recobrem o mar. Que assim seja. Isso aí. A Sheila está lembrando, já não é só arco-íris, é comunhão. Exatamente. Exatamente. Então, esse texto é muito bonito, não é? Então, olha isso. A gente está lendo aqui, está parecendo que nós estamos lendo um evangelho.
É que a gente está tão acostumado de ler o evangelho que cita esses textos e que a gente esquece da origem do texto. A origem é aqui. Então, quando a pessoa me pergunta, o Espírita tem que estudar o Velho Testamento? Eu falo, então vamos jogar Isaías fora. Olha o que você está jogando fora. E é uma pena que nós conhecemos tanto primeiro o versículo e nunca lemos o restante, não é? Eu, pelo menos, nunca tinha lido. E olha que lindo. É a Boa Nova. É muito bonito, não é? Muito, muito, muito bonito. O pessoal está perguntando quem é o Menino Pequeno.
Porque aqui a gente tem que imaginar o seguinte. A cultura hebraica não lida com ideias abstratas. Então, isso nós temos que acostumar. Então, ao invés de falar de pureza, inocência, simplicidade, ternura, ao invés de ficar falando de adjetivos abstratos, de substantivos abstratos, indicando qualidade, o texto hebraico fala de símbolos. Um menino, uma criança. Acabou. Eu falo assim, um menino brincando. Você entendeu que é a pureza, que é a inocência, que é a transparência. Então, é bonito, não é? Porque uma palavra diz tudo.
O que Jesus também disse, não é? Vim de a mim os pequeninos. Exatamente. Vim de a mim os pequeninos, porque é deles o reino dos céus. Deixai vir a mim as criancinhas, não é? E aí, é bonito, Leonora, por quê? Está certo. A gente apropria esse texto, deixai vir a mim as criancinhas, para falar de evangelização da infância. Mas isso é uma apropriação. É um uso do evangelho. Não tem problema nenhum, está certo? É isso mesmo. Mas agora a gente está entendendo qual é o sentido original. O sentido original é o reino de Deus é feito de almas puras, como de criança.
De almas que… De espíritos, não é? De seres simples, abertos, dispostos a aprender, não é? E até interessante, não é? Sim, a mesma analogia. Importante a gente considerar essa questão, as palavras serem utilizadas como símbolos, porque é nesse momento que vai abrindo as interpretações, que senão a gente… Tirar esse espírito, o da letra, é justamente isso, quando fala das crianças, o que elas significam, não é? Exatamente. Exatamente. Não é? Então, e aí é bonito, porque é pureza aliada a conhecimento, exatamente, a Sandra está escrevendo aí, pureza aliada a conhecimento.
Então, o que a criança quer aprender, ela é curiosa, ela está aberta, ela está receptiva, mas ela, nessa simbologia aqui, ela é pura. Ela não age com maldade, não age com cálculo, não quer prejudicar, ela está na simplicidade, não é? Eu estava lendo ali a continuação dos versículos e ele usa muito criança, usa três vezes. Usa. Menino, criança, criança. Então, quando Jesus fala que o reino dos céus é feito das criancinhas, é esse texto aqui, o 11, versículo 8, de Zaires. Não é? É interessante, não é, meu amor? Porque aí vem, por exemplo, a doutrina espírita e ela tira esses símbolos e ela explica.
Ela explica. O que se torna o espírito na sua última encarnação? Espírito puro. Puro, pureza. A pureza do sentimento. Essa chave explica. Não é? Bom, vamos pegar um outro aqui agora. Esse 11, então, foi para dizer que é da casa de Davi. Não, ele quer dizer muita coisa. Depois que Mateus começa o Evangelho. Foi bom você ter feito essa pergunta. Dizer que Jesus é da casa de Davi significa dizer que haverá um reino. Entende, meu amor? E é isso que, às vezes, os nossos irmãos de outras correntes religiosas ficam repetindo esses textos sem raciocinar.
Então, dizer que Jesus é descendência de Davi, que ele é um novo ramo, significa o quê? Que haverá um novo reinado na Terra. Que é um renovo do reinado de Davi. Porque no reinado de Davi, houve prosperidade, houve paz, mas só para Israel. E depois, esse reinado de Davi, ele degenerou. Então, quando está dizendo que Jesus é da raiz de Jessé, o que nós estamos dizendo? O reino de Deus está próximo. Que haverá um novo reinado na Terra. Um novo reino. Por isso Jesus diz, meu reino ainda não é deste mundo. Ainda. O reino de Deus está próximo.
Então, um novo reinado da vida. E aqui estão as características desse reino. Então, é importante, porque senão a gente fica repetindo o símbolo Jesus é da casa de Davi, mas o que isso quer dizer? Isso quer dizer a Terra se tornando o mundo de todos. É isso. É isso que quer dizer. Então, quem quer compreender o capítulo 11 de Isaías, tem que ler o capítulo 3 do Evangelho segundo o Espiritismo. Meu reino não é deste mundo. Aquele capítulo todo do Evangelho segundo o Espiritismo é para explicar esse 11 de Davi. Por quê?
Porque tem uma progressão. Não é compasso de mágica. É interessante, não é? Então, tudo foi dito, só que foi dito com imagem, foi dito com metáforas. E agora… Não é interessante? Esse é o sentido. Então, quando a gente fala de uma Terra regenerada, quando a gente fala de uma Terra que caminha para ser um mundo ditoso, uma nova era, quando a gente fala do último capítulo do livro A Gênese, de Kardec, quando a gente fala daquilo, o que nós estamos falando? Nós estamos falando desse rebento que brotará, da raiz de Jessé.
É isso. E que o capítulo, por exemplo, o Augusto está lembrando aí, o capítulo 21 de Apocalipse, vai falar da nova Jerusalém. São todos símbolos para dizer a mesma coisa. Porque eu acho que a música Aurora, a letra do Glatis, olha lá, ela captou e misturou o conceito com o símbolo e ficou lindo. Porque ali, na letra da música, ele explica o que vai acontecer com a Terra. A destinação toda, né? E está aqui, a gente só lê a primeira parte, que sairá o ramo, que Jesus é da casa de Davi, para a gente falar que o Messias veio.
Mas esquece essa segunda parte, aqui veio, né? A esse mundo de regeneração. E o Messias é alguém que… O Messias é um comissionado, é um ungido. Ungido para quê? Para fazer algo. Uma das funções, uma das tarefas que Jesus recebeu é instaurar o reino de Deus na Terra. Essa é uma das tarefas dele. Por isso que ele é da casa de Davi. Muito bom, porque traz uma amplidão de reflexões. Parece que tudo o que a gente leu antes começa a fazer sentido. Olha, o Júlio lembrou de alguma coisa. Estão me ouvindo? Estão me ouvindo?
Sim. Estão me ouvindo, estão me ouvindo. Arondo, você falou uma coisa agora, me deu um nó na cabeça. Porque a gente repete, repete, repete essa coisa do… O que é o objetivo? Estabelecer o reino de Deus na Terra. Exato. O que é o reino de Deus, Arondo? Isso, então… Eu gosto de… Vamos falar de uma maneira bem simples, né, Júlio? Lá no capítulo 3 do Evangelho dos Fundos Espiritistas, vamos ver se a gente está com ele aí, puder pesquisar. No meu reino não é deste mundo, o Kardec vai descrever os mundos celestes. Quando ele descreve os mundos celestes, aquilo ali é o reino de Deus.
Aquilo ali é o reino de Deus. Então, o reinado de Deus… O que é um reinado de Deus? É um ambiente em que Deus é soberano, verdadeiramente soberano. No mundo de expiação e prova, Deus não é soberano. Por quê? Porque nós não permitimos. E se nós pensarmos na Terra interior, quais são as forças soberanas no nosso mundo íntimo? Ainda não é Deus. Ainda não é. São outras forças. Quando Ele se tornar Senhor e soberano, no nosso mundo íntimo, aí se instaurou o reino de Deus. Nesse reino não cabe o domínio do eu, o Emmanuel chama de o império do eu.
Ele põe até entre aspas. O império do eu. Porque o império do eu, eu imagino que toda a criação gire em torno de mim. Isso gera o orgulho e o egoísmo. E no reino de Deus, não. Quem está no centro é Deus. Por isso que todos são tratados com igualdade. Porque é Deus, o Criador, que está no centro. E não uma criatura. A criatura não pode ficar no centro. E aí a gente vê, por exemplo, nós estamos na transição. A gente ouve falar em economia solidária. Economia solidária. Internet. Rede social. O que essas coisas estão apontando?
Elas não estão prontas ainda, mas em que direção elas estão apontando? Numa organização em que verdadeiramente a gente tem o lema um por todos, todos por um. Muito legal. Me lembro assim, intuitivamente, falando da plataforma do Espírito Espontâneo, a gente fala assim, por que a gente contribui? Eu contribuo para que todos tenham. É individual para uma coisa coletiva. É uma ação que é pessoal e intransferível e coletiva simultaneamente. Então eu contribuo para eu ter? Não. É o eu que você falou. Eu contribuo para eu acessar?
Não. Eu contribuo para que todos tenham. Para que todos acessem. Para que todos possam. À medida que, quando a gente não pensa assim, eu acho que a sociedade caminha para isso. As programações hoje open source, que as pessoas falam, que é com código aberto, todo mundo participa, todo mundo contribui, todo mundo faz. A economia solidária, essas coisas todas. Então você vê que é um pensamento que vem brotando, e nós ainda tentamos fazer isso, ainda muito com resquício do eu. Mas, aos pouquinhos, vai desbastando essa…
Eu gosto muito, né, Júlio? Eu gosto muito do André Luiz. O André Luiz faz uma ponte do Evangelho com a Revolução. Então, aí ele diz assim, que o princípio inteligente… Ele fala filogenia do Espírito, ou seja, a origem do Espírito, a evolução do Espírito. Ele diz assim, dos vírus e bactérias até o surgimento do raciocínio, do pensamento contínuo, o princípio inteligente gastou 100 milhões de séculos. 100 milhões de séculos. Então é 100 milhões vezes 100. O que dá isso, Haroldo? Acho que dá 12 bilhões de anos, né? Não é isso?
Ah, não, Ari… Aí se tornou um primato. Se tornou um primato. Do momento em que a gente tem o Homo sapiens, o primeiro ser primitivo, o ser humano das cavernas, até hoje, 30 mil anos. Então, outro dia eu li… Um bilhão, né? Um bilhão, isso. O Paulo está cogito. 100 milhões de séculos, um bilhão de anos. Um bilhão de anos para ele vir de vírus e bactéria até começar o raciocínio, o início dos primatos. Aí você pode pôr mais muito tempo ainda, né? Pode pôr mais um bilhão aí para ele chegar a ser humano. Mas o Homo sapiens, nós temos 30 mil anos.
Então, outro dia eu recebi uma frase no Instagram que diz assim, nós estamos mais para primata sem pelo do que para anjo sem asa. Nós temos uma expectativa e o Emmanuel, ele diz assim, lá no roteiro, Emmanuel diz assim, a distância que separa um cão de nós é a que nos separa de um anjo. E a gente acha que é menos, a gente acha que é pouco. Então, quando André Luiz diz ainda estamos muito distantes da angelitude, é muito mesmo. É muito. Nós temos que buscar a humanidade. Humanidade é o quê? Não tem guerra, não tem justiça, não tem maldade, não tem crime.
Aí nós somos humanos, verdadeiramente humanos. É o projeto lá, o ser humano de bem. Aquele ser humano de bem lá, tem gente que acha que aquilo é anjo. Não, gente. Aquilo é o ser humano. Entendeu? Quando a gente chegar naquilo e falar, nossa, beleza, agora vocês são seres humanos. Agora vocês não são mais primata, são seres humanos de verdade. Bora evoluir agora? Mais algumas milhares de séculos para chegar a anjo? Nós precisamos mesmo, né, Haroldo? Compreender esse reino de Deus, porque, senão, a gente até decora a história do Cristo, a gente até decora todas essas coisas, mas a gente não participa do projeto, né?
Exatamente, exatamente. A gente não compreende o projeto. Então, é uma coisa que eu sempre falo aqui. É bonitinho porque a Federação Espírita do Rio Grande do Sul criou um lema lá para o trabalho deles, né? Eu achei tão bonito que, assim, é uma síntese. Eu não saberia expressar de uma maneira melhor. O lema diz assim. Entre os espíritas e doze espíritas para o mundo. Então, todo o nosso trabalho, toda a nossa renovação, ela é entre os espíritas e doze espíritas para o mundo. Porque, senão, a gente se fecha, aí a gente vira judeu do templo, lá da época de Jesus.
E não pode. Não pode. A proposta de Jesus não é renovar igrejas, é renovar o planeta. O planeta. Por cada coração, né? Os hospitais, as instituições, os espaços públicos, a ecologia, o uso do ambiente, tudo. Essa separação, aliás, está no prefácio do caminho verdade-vida. Essa separação que a gente faz, casa espírita-mundo, isso é criação perturbada nossa. Está dito lá no prefácio do caminho verdade-vida. Não há linha divisória entre o templo e a oficina. Toda a terra é seu altar de oração e seu campo de trabalho ao mesmo tempo.
E isso a gente não captou ainda. Então, a enfermeira agora que está colocando uma máscara num paciente de Covid, ela está estudando o Evangelho. Ela está praticando o Evangelho. E isso a gente não entendeu, a gente não compreendeu ainda. É a terra. E aqui é bonito, né? Porque esse capítulo que a gente leu, ele resume isso, né? Interessante, né? Há uma renovação da terra. Oh, meus queridos, passou… Faltando um minuto para acabar. Foi um piscar de olhos. Passou rápido, mas… Na semana que vem… Tem muitos mais passagens aqui, mas vamos com calma.
Isso aqui a gente tem que degustar, porque isso aqui é a cereja do bolo, né? Apesar de que eu não gosto de cereja, não. Então, eu prefiro outra metáfora. É o chantilly, é a cobertura do bolo. É o morango. É o morango agora. É o morango. Eu vou te falar que a outra fruta que estava lá no jardim do Eder era morango agora. Morango é muito gostoso. Mas é isso, então. Para mim, é isso. Fica essa reflexão. Se eu estou realmente trabalhando no projeto, que é essa construção do reino de Deus, a partir de nós. Porque também tem isso, né?
Dá para a gente deixar a minha participação assim? Não se começa a construção do reino de Deus no outro, né? Exatamente. Você vai dizer, não, vamos começar a construir o reino de Deus. No outro, primeiro. Aí o outro muda. Aí todo mundo é honesto, aí eu vou ser honesto. Aí, beleza. Todo mundo é bom e eu vou ser bom. Nas instituições, né? Ou nas instituições. Vamos começar primeiro lá… Lá no Congresso. Lá no Congresso. Em cima não falei. Foi a proposta, minha Julia. Foi a proposta dos elotes. Os elotes queriam isso.
Depois nós tivemos as cruzadas. Nas cruzadas a gente… Quanta gente a gente matou nas cruzadas, né? Nossa, hein? Quanta gente. Porque era crê ou morre. Então, vamos mudar o outro. Vamos transformar o outro. Depois, a nossa última tentativa foi inquisição. O que tem de inquisidor no movimento espírita, né? E eu não estou sendo irônico, não. Quem falava isso era o Chico. A maioria dos inquisidores de Portugal, da Espanha, de outros países, reencarnaram no movimento espírita. Por isso que, às vezes, o espírito é tão cruel.
E outras religiões também, claro. Que é essa coisa. Eu vou… Eu vou subjulgar o outro. Não é assim. Por isso que o doutor Bezerra… Julia, é muito importante isso que você está falando. O doutor Bezerra ditou uma mensagem para o Chico em 1964. A mensagem se chama União e Unificação. E aí o doutor Bezerra diz assim. A unificação… A união e a unificação é urgente. Mas não é apressada. Aí ele fala assim. Pode parecer uma contradição. Mas é que não podemos violentar consciências. Então, a proposta aqui é eu me transformo.
Eu me transformo. E a partir da minha transformação, uma célula se transformou. A gente tem que ser uma… Uma pedra que cai no lago. E é legal também. Me veio uma imagem. Não sei se eu me corrijo. Quando uma pedra cai no lago, ela gera uma onda. Ela gera uma onda. Naturalmente, pelo fato dela ter caído no lago. E essa onda que a gente tem que gerar, sabe? Quando a gente se transforma. Quando a gente se transforma, a gente gera uma onda. Uma onda que movimenta as pessoas. Mas é por própria transformação. Não é indo contra o outro.
Mas existe um resultado dos nossos pensamentos. Existe um resultado da nossa forma de agir. No outro, de forma indireta. Porque ele sente a vibração. Ele sente. Que eu acho que foi muito do Cristo. Ele simplesmente foi aquilo que ele ensinou. E isso fez com que irradiasse, né, Ludo? Irradiasse. E acho que é isso que a gente precisa fazer. A transformação a partir da gente. Tem uma frase que é de Gandhi. Seja você o mundo que você espera. Como é que é a frase? Tem uma frase assim. Seja você o mundo que você espera. Termo, né?
Seja você. Primeiro. Acho bonito. Bacana, Ludo. Ótimo. Está uma dúvida. A Sheila Catalão está perguntando. Ela não consegue ver a crueldade no movimento espírita. Sheila, é só você presenciar uma eleição para a presidência de casa espírita e você vai entender o que estou falando. Estou falando no nível global. É que, às vezes, a gente fica na nossa casa, fica ali no nosso… E a gente não consegue ver o movimento espírita em todos os estados. Mas se você investigar sucessão em casa espírita, sucessão em federativa, você vai entender exatamente o que eu estou falando.
Mas não nos compete aqui apontar a dedo de jeito nenhum. Sobra para nós, Nero. Não nos compete fazer isso. Não é? É, por exemplo, avaliar conduta de espírita nas redes sociais. Sim. Não é? Aí a gente vai. Mas, assim, também não vamos exagerar, né? Como está dizendo a Sirlene aí. Tem muita coisa boa também, né? Não podemos focar só nas mazelas, não. Jesus nunca fez isso, não é mesmo? Não é isso mesmo. Isso não. Tem muita coisa boa também. Muito trabalho espírita maravilhoso. Muitas pessoas maravilhosas. Anônimas. Outra coisa também.
Não pode ficar focando só em expositores, em dirigentes. Porque tem os anônimos, que são os trabalhadores. Meu Deus, que estão em muito maior número, que estão fazendo um trabalho extraordinário. Às vezes, a gente nem conhece, né? Então, a minha fala não é para deixar uma imagem ruim de julgamento. Pelo amor de Deus, né? Mas é porque também a gente não pode deixar de falar essas coisas. E entender, Haroldo, que essas coisas também estão sendo tratadas pelo Evangelho. Isso, isso aí. Isso também está sendo tratado. A gente, o julgamento, é também, o nosso julgamento seria uma espécie dessa crueldade que nós também estamos curando, né?
Quando nós julgamos, falando até como nós falamos, e temos que nos retratar, às vezes, quando a gente passa, né? A gente mostra essa crueldade, né? É por causa disso. Você esquece que o companheiro que é cruel está se curando da crueldade. Está se curando, claro. Todos nós, né? E é isso. Maravilhoso a gente reconhecer no outro aquilo que ele está trabalhando em si, né? Porque o Evangelho alcança todas as coisas, né, Haroldo? Eu lembrei do Boa Nova, quando diz quantas vezes que eu devo perdoar o próximo, todas as vezes que eu preciso também ser perdoado, né?
E a gente precisa ser perdoado todos os dias. Então, vamos perdoando, e vamos nos perdoando, e perdoando o próximo, né? E construindo esse meio, agradecendo a todos os trabalhadores espíritas anônimos, aos trabalhadores não espíritas, ao pessoal que está nos hospitais, ao pessoal que está na coleta do lixo, ao pessoal que está nessa pandemia, trabalhando e se expondo e construindo esse Brasil, porque a gente foca só onde está a luz, né? Assim, onde passa é no jornal O Nacional. Mas o Brasil é muito maior do que as pessoas que estão aparecendo, né?
Exato, exato. E Jesus está trabalhando com cada coração, com todos os corações, que nem você falou ali no início, né? O trabalho é de Jesus em todo o planeta, nos sete bilhões encarnados e em todos os desencarnados. E todos estamos sendo curados, isso é tão bonito. Eu lembro num caso aqui, Júlio, só pra encerrar, viu, Leandro? Eu tinha um amigo, não posso falar o nome dele, não é você não, Júlio, pode ficar tranquilo. É um outro. Ele viveu uma situação assim… Vou ouvir bem pra ver se não é. Peraí, fala direitinho.
Não, era um amigo, ele é espírita, e até do tribunal, sabe? Trabalha também no tribunal. E ele viveu uma situação assim muito delicada, muito delicada mesmo, uma coisa assim muito chata. E ele ficou transtornado com a pessoa. Ele ficou com ódio, ódio, ódio. E aí no dia que aconteceu o fato, ele ligou pro terapeuta dele e falou, eu preciso de uma consulta hoje, hoje! E aí o terapeuta atendeu. Ele é espírito, o terapeuta também é espírita, sabe? O psicólogo, né? Que atendeu ele, era espírita também. E aí ele entrou e falou, o que foi?
Por que você tá transtornado assim? Ele falou, eu vou matar fulano. Eu vou matar, você não tá entendendo. Eu vou pegar um revólver, eu vou dar um tiro. Eu vou matar. Ele falou, não, senta aqui. Senta aí. Pegou um café, né? Pegou um café pra ele, serviu o café. Ele falou, o que foi? Ele falou, eu vou matar, vou dar um tiro. Eu vou matar essa pessoa. Eu vou matar. Ele falou assim, olha, você fez um progresso muito grande hoje. Aí ele falou, o que? Progresso? Como assim progresso? Ele falou, não, porque noutros tempos, você já teria matado.
Se você tá vindo aqui pra falar que vai matar, melhorou demais. A pessoa já não dá mais conta de executar aquela emoção, né? Aquele arrobo, né? Ela já tá conseguindo… Ligar pro terapeuta. Então, é muito importante a gente entender isso, porque nós estamos assim, graças a Deus, né? E a doutrina, o movimento Espírita, a Casa Espírita, o nosso trabalho, nos dá oportunidade de fazer essa melhoria, né? Porque antes a gente ia lá e tacava fogo mesmo, sem dó, né? E não sentia nenhum arrependimento. Hoje, não. Hoje a gente fica, dá uma briguinha aqui, uma briga ali, né?
Melhorou demais. Então, é importante também a gente entender isso, senão a gente fica com uma visão muito pessimista também, né? Tá na luta, né? Igual a Cátia tá falando. Tá na luta, tá na luta. Tá ali segurando, tá tentando melhorar, né? Isso é que é importante. A gente estranha, é que a gente estranha quando a gente encontra o paciente da outra ala, sabe? A gente vê o paciente da outra ala e acha que ele tá muito ruim. Aliás, quem me contou isso foi o Roberto Luz, que era o diretor médico lá do Hospital Psiquiátrico André Luiz, né?
Ele me disse que um dia tinha um paciente que brigava muito com ele, sabe? E brigava, não aceitava tratamento e tal. E aí teve um dia que ele virou pro Roberto Luz e falou assim, você sabe qual é a diferença entre eu e você? É que você tem a chave do hospital. Aí o Roberto deu alta pra ele. Aí o Roberto Luz, muito espirituoso, falou assim, você tem razão. Você tem razão. Mas eu só tô com essa chave é porque tem algum motivo. Agora você vai tomar esse medicamento. Que coisa boa. Ô gente, olha. Um beijo pra todos, uma tarde maravilhosa e um bom final de semana.
Cada um na sua ala, hein? Cada um na sua ala. Ele conta esse caso, ele ri, né? Fala, a diferença é que eu tenho a chave. Eu falei isso que foi com o seu Marival uma vez, né? Ele teve um evento lá em homenagem a ele, lá no Hospital André Luiz. Eu vou falar que sou eu e acho que Sheila vai contar que ela que viu esse negócio. Eu já assumi como meu, não tem problema não, vamos na história. Eu sei que ele ganhou a chave do André Luiz, isso que é homenagem, assim, a chave simbólica, né? A chave do hospital. Aí nós ficamos, eu sou o Marival, guardo essa chave direito.
Só pode precisar dela um dia. É isso então. Mas então o importante é isso, né? Terminando agora, como a imagem boa do Messias, vai ser tudo curado, vai ser regenerado, né? E a gente tenha essa certeza. A gente sempre brinca, né? Os defeitos têm prazo de validade. Não tem um que vai durar. Só as virtudes são eternas. Isso tá lá no Boa Nova, né, Júlio? Até que a esponja do tempo sugue as imperfeições humanas. Olha que coisa linda, né? Qual capítulo que é esse, Herodes? É o que o Jesus conversa com o Levi. O Levi, quem governa o mundo, é Deus.
É aquele que o Levi expulsa os caras? Exatamente. É o sermão do monte. Até que a esponja do tempo sugue as imperfeições humanas. Nós temos que ter paciência. O tempo vai sugando as nossas imperfeições. Vamos ter calma, né? Agora, se puder trabalhar mais e andar mais rápido, melhor. Mas aí é a gente, né? Não pode forçar ninguém a isso. É verdade, Herodes. É verdade. Então, que bom. Fiquem com Deus. Boa semana a todos. Boa semana pra todos nós. Muita paz aí. Muita oração. Tranquilidade. Fica com Deus. É isso aí. Um abraço.
Que assim seja. Que assim seja.
Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.

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