Neste estudo do Velho Testamento, Haroldo Dutra Dias aprofunda-se no Livro de Gênesis, dando continuidade à análise do sexto dia da criação. O foco recai sobre o versículo 24 do capítulo 1, que descreve a criação dos seres vivos pela palavra de Deus, e os versículos subsequentes, que abordam a criação do homem à imagem e semelhança divina.
O que é estudado neste episódio
- A Palavra Criadora de Deus: A análise começa com a repetição da frase “Disse Deus” no texto bíblico, destacando a tradição hebraica de que Deus cria pela Sua palavra. Haroldo Dutra Dias explora a evolução literária e teológica dessa ideia, desde a simples enunciação divina em Gênesis até a personificação da Palavra (Verbo) no Evangelho de João, culminando em Jesus como a Palavra encarnada.
- O Processo de Aperfeiçoamento e Evolução: A dicotomia entre o “dizer” e o “fazer” de Deus, seguida pelo “viu Deus que era bom”, é interpretada como o processo de aperfeiçoamento e evolução. O Criador planifica o perfeito, mas o que se concretiza é perfectível, sujeito à evolução. É apresentada a visão de Teilhard de Chardin sobre a evolução convergente em direção ao “ponto ômega”, que para o cristianismo é Cristo, como modelo e padrão de convergência.
- “Façamos o homem à nossa imagem”: A expressão “Façamos” é discutida, revelando a interpretação da hermenêutica hebraica de que Deus dialoga com seu conselho de arcanjos ou co-criadores. Isso aponta para uma interação entre o Criador e seus agentes na execução dos desígnios divinos, os “Cristos” ou “demiurgos”.
- A Natureza do Homem e a Questão de Adão:
- Atributos de Deus e a Criação: Com base na introdução de O Livro dos Espíritos, Haroldo Dutra Dias revisita os atributos de Deus (eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom) e a distinção entre o mundo material (visível, corpóreo) e o mundo espiritual (invisível, normal, primitivo, eterno).
- A Escolha da Espécie Humana: A passagem de Gênesis sobre o domínio do homem sobre as outras espécies é conectada à explicação de Kardec na introdução de O Livro dos Espíritos, que a espécie humana foi escolhida para a encarnação dos espíritos que atingiram certo grau de desenvolvimento, conferindo-lhes superioridade moral e intelectual.
- Adão como Mito, Alegoria e Agrupamento: A questão 50 de O Livro dos Espíritos, onde os Espíritos afirmam que Adão não foi o primeiro nem o único a povoar a Terra, é explorada. Adão é interpretado não apenas como um indivíduo, mas como um “ciclo étnico, espiritual”, um agrupamento ou uma raça que sobreviveu a cataclismos e se tornou tronco de uma das raças atuais. A genealogia de Adão é vista como uma representação de períodos evolutivos e agrupamentos espirituais.
- O “Primeiro Adão” e o “Segundo Adão” (Cristo): A visão de Paulo em Coríntios sobre o “primeiro Adão” (a humanidade materialista) e o “segundo Adão” (Cristo e a nova humanidade espiritualizada) é apresentada. A aceitação do Cristo como paradigma implica uma transformação que transcende o individual, formando uma nova comunidade e uma nova criatura.
- A Evolução e o Aperfeiçoamento da Natureza:
- A Teia da Vida e a Unidade: A questão 607a de O Livro dos Espíritos é analisada, destacando a ideia de que “tudo na natureza se encadeia e tende para a unidade”, reforçando a interconexão de todos os seres e a evolução do princípio inteligente.
- O Papel do Homem no Aperfeiçoamento: A questão 692 de O Livro dos Espíritos aborda o aperfeiçoamento das raças animais e vegetais pela ciência. Os Espíritos afirmam que o homem é um instrumento de Deus para atingir a perfeição, e que favorecer essa perfeição é corresponder aos desígnios divinos. O progresso intelectual, mesmo que inicialmente motivado por interesses pessoais, leva inevitavelmente ao progresso moral.
- Equilíbrio Ecológico e Civilizações Avançadas: A discussão se estende ao equilíbrio ecológico, onde a natureza não produz lixo e tudo está em harmonia, contrastando com a ação humana. É feita uma conexão com a visão de Michio Kaku sobre civilizações avançadas, que controlam os fenômenos energéticos de seus orbes, e a aspiração dos espíritos em Obreiros da Vida Eterna de progredir para comunidades mais elevadas.
Reflexões
- A Palavra de Deus, que cria e organiza o universo, evolui na compreensão humana até ser personificada em Jesus, o modelo máximo de perfeição e convergência para toda a criação.
- Adão, no contexto do Gênesis e à luz da Doutrina Espírita, representa não apenas um indivíduo, mas um estágio evolutivo da humanidade, um agrupamento espiritual e a espécie humana em sua relação com as demais criaturas, apontando para a complexidade e riqueza da interpretação bíblica.
- O progresso intelectual do homem, impulsionado pela ciência e pela busca de aperfeiçoamento, é um instrumento divino para a evolução da natureza e da própria humanidade, levando, inevitavelmente, ao progresso moral e à formação de uma nova geração, mais alinhada aos princípios do Cristo.
Ler transcrição do episódio
Música Boa noite para todos Hoje, nós damos continuidade à segunda temporada do Gênesis, mais um episódio. Nas aulas passadas, nós comentamos sobre duas palavras muito importantes. Nós comentamos sobre as palavras alma, nefesh e a palavra espírito, para falar um pouco dessa figura Adão. O ser humano. Mas, hoje, nós vamos voltar um pouco ao sexto dia, que é o dia que nós estamos comentando nele. Nós adiantamos para ter uma visão panorâmica e, agora, nós regressamos para fazer o passo a passo. E, hoje, o que nos chama a atenção é esse versículo 24 do capítulo 1, que diz assim Deus disse que a Terra produza seres vivos segundo sua espécie, animais domésticos, répteis e feras segundo sua espécie.
E, assim, se fez. Deus fez as feras segundo sua espécie, os animais domésticos segundo sua espécie e todos os répteis do solo segundo sua espécie. E, Deus viu que isso era bom. O primeiro detalhe do versículo que nós precisamos ficar atentos é que sempre há uma palavra de Deus, disse Deus que haja isso, que a Terra produz. Então, nós temos que ficar atentos a isso, porque, por conta desta característica do texto bíblico, tornou-se uma tradição do povo hebreu repetida durante séculos e séculos de que Deus criou tudo pela sua palavra.
A palavra de Deus é criadora. Ele diz e o final do processo é o acontecimento, é a criação. Então, em alguns textos posteriores ao de Gênesis, a palavra, ao menos do ponto de vista literário, começa a assumir personalidade. Então, até aqui, o texto fica simples. Deus disse, disse Deus. Depois de um certo progresso na literatura bíblica, esta palavra de Deus se desloca, ela conversa com alguém, ela orienta o profeta, ela cura o profeta. Então, a palavra vai sendo personificada e culmina com o texto do Novo Testamento, que é o capítulo 1 do Evangelho de João, em que a palavra é personificada mesmo.
A palavra encarna e a palavra de Deus para a Terra é Jesus. Então, só para a gente entender este progresso, esta linha literária, porque algo que parecia inocente, repetitivo, que o texto diz assim, disse Deus que a Terra produz os seres vivos segundo a sua espécie, animais domésticos, répteis e feras segundo a sua espécie. E, assim, se fez. Deus fez as feras. Então, primeiro Ele diz e depois Ele faz. Vai ficar sempre esta dicotomia todos os dias da criação. Ele diz, aí faz e aí tem o controle de qualidade. E, viu Deus que era bom.
Porque entre projetar e acontecer aquilo que está no plano do pensamento divino e aquilo que se concretiza há o processo do aperfeiçoamento, o processo da evolução. Então, o Criador planifica algo que é perfeito e se faz algo que é perfectível, que está sujeito ao aperfeiçoamento, segundo um projeto, segundo um plano. Isto é muito importante. A evolução, então, é um processo ascendente, mas isto nós sabemos, isto é óbvio, mas convergente. Então, nós tivemos um grande filósofo católico, o padre Teilhard de Chardin, que escreveu uma obra magnífica, chamada O Fenômeno Humano, em que ele vai falar deste ponto de convergência, imaginem, deste ponto de convergência, que ele vai chamar de ponto ômega, porque o ômega é a última letra do alfabeto grego, é um ponto final de convergência, e ele vai estabelecer que este ponto máximo de convergência, o ponto ômega, é o Cristo, para todos os seres e espécies da Terra.
Então, nós temos um modelo. Daí, a palavra da questão 627 do Livro dos Espíritos, quando Kardec percebe e, assim, indaga, e os Espíritos não fazem nenhuma retificação na pergunta dele, colocando o Cristo como um modelo. Ele é um padrão, realmente, de convergência. Você sai de infinitos pontos, mas caminha para a unidade. Não é uma unidade simples, é uma unidade tão complexa que ela absorve a infinita diversidade. Ela contém a infinita diversidade. Não sei se está ficando muito filosófico, muito difícil. Este é o ponto de convergência.
Deus disse. É importante a gente ir captando, porque a própria hermenêutica hebraica percebeu esta dicotomia. Deus diz e, depois, faz. Então, a palavra dele cria. A palavra dele é criadora. Esta palavra vai se tornando personificada. E, no Novo Testamento, João já estava quase dando o passo. João dá só um empurrãozinho, João é um evangelista, e diz, olha, o verbo de Deus, a palavra de Deus é Jesus e Ele encarregou. Aquela palavra lá da origem podia ser diferente, porque nós não podemos imaginar o Criador, na sua grandeza, usando fonemas humanos.
Nós não podemos imaginar um ser que é incorpóreo tendo um aparelho fonador, tendo língua, dente, garganta, corda vocal. Não podemos imaginar isso. Então, como é que Ele fala? Ele fala através dos seus co-criadores. Os seus co-criadores, em plano maior, os seus Cristos, são a sua palavra. Ou, se preferirem, os seus porta-vozes. Eles dão voz, eles executam os desígnios do Altíssimo. E, nessa execução, é que tal fez. Então, isto é bonito. Deus criou lá das espécies. Estou falando de espécies. Vamos acompanhar isto aqui.
É importante. Deus viu que era bom. Depois, disse Deus. Ele vai dizer de novo. Ele vai dizer de novo. Façamos o homem, a nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Façamos? Com quem Deus está conversando? Como que a hermenêutica hebraica lidou com este texto aqui? O que eles extraíram daqui, há três mil anos atrás? Três mil anos atrás? Antes de Cristianismo? Antes de Espiritismo? Que Deus estava com o seu conselho de arcanjos dos seres que administram a criação divina e Ele conversou com eles. Façamos o homem. Então, aqui está evidente que está havendo uma interação entre o Criador e seus co-criadores, em plano maior.
Os seus ungidos, os seus Cristos, ou demiúrgos, se preferirem a linguagem de Platão, que também percebeu isto. Façamos os homens a nossa imagem como nossa semelhança e que eles, os humanos, dominem sobre os peixes do mar, as aves do céu, os animais domésticos, todas as feras e todos os répteis que há sobre a Terra, ou seja, sobre todas as espécies. Esta foi a ordem. Deus criou o homem a sua imagem, a imagem de Deus Ele o criou. Macho e fêmea os criou. Então, vou parar por aqui, porque nós precisamos fazer agora uma reflexão ajudados por Kardec.
Quem quiser falar alguma coisinha, fazer alguma pergunta, fica à vontade. Olha o que Kardec vai dizer na introdução do livro dos Espíritos, no item 6. Ele vai tomar uma linha de raciocínio. Isto é o que é interessante no Kardec. Ele escreve um parágrafo que é pressuposto para o seguinte, que é um fundamento do seguinte. Ele vai caminhando passo a passo. Primeiro, ele diz assim, Deus é eterno. Esta categoria de início e fim não funciona para Deus. Isto só funciona para a criatura, porque é criado. Para o Criador, não existe a categoria início e fim.
Pai, nós tivemos início? Tivemos. Então, o Espírito foi criado, o Espírito foi criado. Nós vamos ter fim? Não. Deus tem fim? Não. Teve início? Não. Como é que Deus não teve início? Aí, sua cabeça começa a sair fumaça. E, qual é a resposta? Ter início é coisa de criatura. Isto não está no estatuto da divindade. Início não é algo que faça parte da realidade de Deus. Isto só faz parte da realidade da criatura. E, isto é importante, porque não importa a evolução do Espírito. Ele é criatura. Ele teve início. Portanto, ele nunca será Deus, o Onipotente.
Deus é eterno, imutável. Ele não se aperfeiçoou, porque o que é perfeito não se aperfeiçoou. Isto é tão interessante. Uma vez, eu estava assistindo um documentário do último show que o Michael Jackson queria fazer. E, aí, estava o dançarino que fazia as coreografias dele. Ele chegou em uma determinada música e falou assim, não, esta aqui nós vamos manter igual, porque, se não for para melhorar, para que mudar? Sim, objetivo. Esta eu até anotei. É para melhorar? Então, vai mudar para quê? Só se justifica a mudança, vai melhorar.
Como é que você melhora o que é perfeito? Então, Deus é imutável, imaterial. Deus não é fluido cósmico. Deus não é matéria. Ele é imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom. Os atributos de Deus. Ele criou o universo, que abrange todos os seres animados e inanimados, materiais e imateriais. Os seres materiais constituem um mundo visível ou corpóreo. E, os seres imateriais, o mundo invisível ou mundo espírita. A gente acha que o mundo espírita é o movimento espírita. O mundo espírita é o mundo imaterial.
É o mundo dos espíritos, dos seres incorpóreos. Daí, espiritismo, que é o estudo do mundo espírita. É uma confusão que a gente não pode fazer. Então, mundo espírita ou dos espíritos. O mundo espírita é o mundo normal, primitivo, eterno, pré-existente e sobrevivente a tudo. O mundo espiritual é eterno. O que cria, o que se forma, se precipia e se acaba é o mundo material. O mundo corporal é secundário. Secundário. Poderia deixar de existir ou não ter jamais existido, sem que, por isso, se alterasse a essência do mundo espírita.
Os espíritos revestem, temporariamente, um invólucro material perecível, cuja destruição pela morte lhes restitui a liberdade. E, aqui, é o comentário de Gênesis. Entre as diferentes espécies de seres corpóreos, Deus escolheu a espécie humana para a encarnação dos espíritos, que chegaram a certo grau de desenvolvimento, dando-lhes superioridade moral e intelectual sobre as outras. É a ordem que Deus está dando para Adão. Domine sobre as asas do céu. A espécie humana foi a escolhida. Poderia ser os crocodilos? Nós seríamos todos crocodilos.
Poderia ser a ave? A ave poderia ser uma espécie, um tipo de ave, que Deus escolheu para a encarnação dos espíritos. E, nós seríamos o pato Donald. A gente não pensa nisso, não é? Não, mas a espécie humana é disso que o texto está falando. A formação do Adão está falando isso. São milhões de espécies na Terra. Uma espécie, que é a humana, com todas as suas variações, foi desenvolvida no curso de milhões e milhões e milhões de anos, um trabalho lento, lento, lento, que é o E Deus fez. E Deus fez. E viu que era bom no final, porque vai aperfeiçoando, chegou a espécie humana, ficou preparada para encarnar os espíritos, com o quê?
Com o pensamento contínuo, com consciência de si mesmo e livre-arbítrio. Portanto, essa espécie passa a representar um domínio sobre as outras. Então, do que que Kardec está dizendo aqui? Evidentemente, que ele está olhando para o aspecto corporal. Entendem? Porque ele começa assim, bem entre as espécies corpóreas, ele está dizendo do ponto de vista corporal, abstração feita do Espírito, ou do princípio inteligente. Do ponto de vista corporal, da forma física, da espécie biológica, a humana foi a escolhida, a projetada, idealizada e construída pelos técnicos da evolução, preparando para a encarnação dos espíritos.
Então, quando eu estive no Museu de História Natural, em Nova Iorque, encontrei esta obra magnífica da doutora Alice Roberts e Ela é um catálogo. Nós vamos mostrar aqui as espécies, elas funcionam, é mais interessante pensar nas espécies biológicas, todas elas como fazendo parte de uma grande árvore. Então, você tem um tronco lá no início, os seres, tem um médico aqui para ajudar a gente, os seres lá, unicelulares, dos vírus, e ali vem esse tronco, vai se desenvolvendo e você vai tendo ramificações. Então, de pequenos galhosinhos, você tem outras ramificações e aquilo vai se ramificando.
Então, não é exato, não é cientificamente exato você dizer que a espécie humana descendeu dos macacos. Isso não tem precisão nessa fala. Nós podemos dizer que a espécie dos macacos, elas tem um tronco comum, a espécie humana tem um tronco comum com essa espécie, tem um galho comum com essa espécie. Isso é mais preciso dizer, mas é ainda acreditável. Eu vou mostrar uma imagem aqui de um símio japonês, ele não está comendo sushi, lá daquelas regiões, China, Sibéria, Japão. Olhem essa cena. Estão namorando. É uma coisa assim impressionante, a expressão.
Agora, olhem isso aqui, isso é impressionante, o gesto, o gestual. Ela pegando no queixinho do filhinho, é uma coisa muito bonita. Então, aqui, vai contando, vai contando a evolução desses hominídeos, passo a passo, vai definindo. Não vou ficar aqui repetindo nomes, mas tem um artista principal aqui, nosso grande tronco, nosso grande ramo, que é o australopithecus africanos. É esse aqui. Esse é o ancestral. Mas, a coisa vai progredindo, vai progredindo, vai progredindo, muito, não é? E, aí, a gente vai chegando, já está bem parecidinho.
Se cortar o cabelo, colocar um terno, faz até concurso público. Essa figura importantíssima, que, agora, é o homem de Neandertal. Aqui, aqui, já começa uma fixação do que a gente chamava de caracteres étnicos ou raciais. Antigamente, se chamavam raciais e étnicos. Então, essa figurinha aqui, possivelmente, teve capelino que teve esse corpinho aqui. Possivelmente. Porque, aqui, já começam a fixar caracteres. Não é? Trezentos mil anos atrás. Pode ser. Pode ser, não é? Eu acho que eles estão um pouquinho mais à frente.
Os capelinos vinte e cinco mil anos antes de Cristo. É o que a gente estipula. Aqui, temos o homo sapiens, não é? Porque, ali, o australopitex está mais clarinho por causa do clima, da região onde ele está. A gente vai ver aqui um pouquinho mais para a frente. Vou chegar um pouquinho mais adiante aqui. A figura que nos interessa, não é? Eu acho que não vai ter. Não, eles não foram aqui mais adiante. Não foram. É uma pena. Estes aqui já são os últimos, mesmo. Bom, esta é a história. A gente trouxe aqui para ilustrar.
E, trouxemos, também, uns textos. Agora, eu queria chamar bastante atenção aqui. Questão cinquenta do livro dos Espíritos. Olha a sutileza. Questão cinquenta e cinquenta e um. Kardec pergunta A espécie humana começou por um único homem? Isso, em 1857, ele perguntou isso. Hoje, não faz sentido esta pergunta. Os Espíritos responderam, não. Aquele a quem chamais Adão não foi o primeiro, nem o único, a povoar a Terra. Eu não sei se alguém prestou atenção na resposta. Os Espíritos estão dizendo assim, existiu Adão. Aí, Kardec não dorme no ponto.
Agora, questão cinquenta e um. Poderiam saber em que época viveu Adão? E, eles respondem, mais ou menos, naquele assinalais, cerca de quatro mil anos antes do Cristo. Que assinalais? Como é que a gente contou para saber que Adão é quatro mil anos antes do Cristo? Alguém sabe? Como é que a gente tem esta conta? A genealogia. Adão viveu tanto tempo, gerou não sei quem. Você vai fazendo a conta. Vai somando as datas dos patriarcas, dá quatro mil anos. Agora, vem o comentário de Kardec, porque alguém está pensando assim, gente, ele viveu quatro mil anos.
Qual era o CPF dele? Porque está imaginando Adão em uma pessoa, CPF, identidade. Mas, olha a sutileza de Kardec. O homem, cuja tradição se conservou sob o nome de Adão, foi dos que sobreviveram em certa região a alguns dos grandes cataclismos que revolveram, em diversas épocas, a superfície do globo e se constitui tronco de uma das raças que atualmente o povoam. As leis da natureza se opõem a que os progressos da humanidade, comprovados muito tempo antes do Cristo, se tenham realizado em alguns séculos, como houveram sucedido se o homem não existisse na Terra, se não a partir da época indicada para a existência de Adão.
Kardec já está dizendo, a ciência do meu tempo já diz que não tem jeito de ser postulados. Muitos, com mais razão, consideram Adão um mito ou uma alegoria que personifica as primeiras idades do mundo. Aqui ficou interessante, porque Adão, o Adão, é um ciclo étnico, espiritual. Aí, ele gerou um outro. Aquela genealogia, na verdade, é uma divisão da evolução espiritual na Terra e de agrupamentos espirituais. Por isso, vem Emmanuel no caminho da luz e já fala e levanta a pontinha do véu. Fala, por exemplo, só dos que vieram de capela, mas tem outros que vieram de outros lugares e tem os que estavam aqui.
E, isso, foram compondo agrupamentos, esses agrupamentos. Mas, alguém vai pensar assim, não estava falando do ser humano? Agora, você está falando de um agrupamento? Que Adão é um agrupamento? Como é que pode ser duas coisas? Não, não pode ser duas. Pode ser setenta, porque a Torá tem setenta faces. É a regra da interpretação bíblica judaica. Adão é um agrupamento, então? Mas, ele também não é o ser humano? É ambos. E, ele também é o exilado? É. Como é que pode ser todas essas coisas? Bem-vindo ao mundo bíblico, onde uma coisa são setenta ou mais.
Essa é a riqueza do texto bíblico. Ele é um caleidoscópio. Então, se você olhar Adão como a espécie humana em relação às outras espécies, é válido, ele é a espécie humana. Se você olhar Adão como um agrupamento que viveu quatro mil anos antes de Cristo, e lá tem no texto bíblico o tempo que ele viveu. Então, você tem lá mil e poucos anos. É um período, um período evolutivo, a raça adâmica, que depois vai ter continuidade. Então, ele é o ancestral. Tem o Caim, tem o Sete, são períodos evolutivos. Você pode pensar nele como um exilado?
Pode. Daí a riqueza do texto. Daí a riqueza do texto. Pensar em Adão como uma comunidade que tem uma identidade mental, emocional e espiritual, é interessante, porque Paulo vai fazer isto. Paulo vai fazer isto. Então, aqui eu queria só fazer uma pausa. Por quê? Se nós lemos o capítulo 15 de Coríntios, nós vamos perceber que Paulo vai falar de Adão, primeiro Adão, e do segundo Adão, que é o Cristo, mas ele não está falando de uma perspectiva individual. Ele não está falando de um acesso espiritual individual. Ah, eu encontrei o meu caminho espiritual.
Não é isso? Ele está falando que Adão foi o primeiro homem e o Cristo é o segundo homem, o segundo Adão. Como Adão, enquanto paradigma se multiplicou, se reproduziu e formou uma mentalidade sobre a Terra, que é a mentalidade adâmica, a mentalidade de seres que vivem em função do corpo e de uma realidade material, esta é a raça adâmica, uma nova comunidade, agora, se formaria. Sinal ótico de Paulo. Um novo homem, uma nova criatura. Então, para Paulo, quando você aceitava o Cristo como seu paradigma, como seu modelo, você sai da espécie adâmica e entra em uma outra espécie humana.
Por isso, tem o homem velho e o homem novo. Porque, às vezes, a gente vê isso e se confunde. As pessoas acham que o homem velho e o homem novo é uma transformação individual, é o meu caminho. É também, mas não é só isso. Ele está pensando em uma perspectiva sociológica também. Na perspectiva individual, é óbvio, porque ela é a base. Você não vai formar um fenômeno social sem partir do indivíduo, da transformação do indivíduo. Mas, quando ele fala o homem velho, o homem velho é o sistema adâmico, é o homem material, o homem corpóreo, o homem materialista.
E, o homem novo é a nova comunidade a partir do Cristo, uma comunidade que imita o novo Adão, que é descendente do novo Adão. Então, era uma nova criatura, uma nova comunidade. Por isso, eles tinham todo um ritual quando a pessoa aceitava o Cristo. Porque não era simples, não era eu mudei de religião. Não é só isso. Como é hoje. Infelizmente, as igrejas cristãs banalizaram esse fenômeno e transformaram no fenômeno teológico. No fenômeno teológico. Não. Ali era diferente. Ao aceitar o Cristo, você ingressava numa nova comunidade humana que se formou a partir do Cristo e que tem dois mil anos, que está povoando a Terra, começando a povoar a Terra.
E, será o quê? A nova humanidade. A nova humanidade vai substituir a humanidade antiga. Quando eu falo humanidade, Adão, em hebraico, é humano. Então, eu posso dizer que o segundo Adão vai substituir o primeiro Adão. Por isso, a gente vai no livro A Gênese de Kardec e vê Kardec escrevendo sobre a nova geração. A nova geração. Como assim nova geração? O que é geração? Que nova geração? A nova geração do tronco Cristo. A questão é bonita, não é? Ela suma ela suma. E, por incrível que pareça, muitos cristãos eminentes não entendem, não percebem isto.
Foi preciso um hindu para nos ensinar isto. Gandhi. Quando perguntaram para ele, de uma maneira indelicada, o que seria necessário para que o cristianismo se expandisse na Índia? Porque o indivíduo estava preocupado com o movimento religioso, que sempre se subdivide. Mesmo catolicista, você tem várias ordens. Protestantista, você tem o batista, tem o anglicano. Divide. Pentecostal. No movimento espírita, a mesma coisa, não é? Tem um tanto de divisão. E, a gente acha que isto é o que tem que ser levado. Então, perguntaram para o Gandhi o que era preciso ser feito.
E, acha que ele se ofendeu? Não se ofendeu de jeito nenhum. Antes, ele já havia dito que, se todos os livros da Terra se perdessem, sobrasse só o Sermão do Monte, nada se teria perdido, do ponto de vista de literatura religiosa e espiritual. Porque ele entendia que aquilo ali era um padrão. Que padrão? Padrão do novo homem. Aquela ali era a constituição do novo homem, a declaração de princípios do novo homem. Porque a nossa declaração de direitos do homem é a declaração adâmica ainda. Ela é avançada, mas ainda é adão.
Então, o Sermão do Monte é a declaração universal de direitos do homem da nova geração, da geração do Cristo, do Cristo enquanto co-criador, que vem instaurar uma nova humanidade. E, aí, o Gandhi responde. Ah, vocês querem expandir o cristianismo na Índia? São necessárias duas coisas. Primeiro, o cristianismo precisa ser ensinado sem deturpações. Chute na canela esquerda. Segundo, os cristãos precisam aprender a viver como o Cristo. Quer dizer, ele entendeu. O Gandhi entendeu. Não, não adianta. Não adianta vocês virem aqui fundar a igreja, e falarem, ah, eu converto, eu confesso.
Não, eu me tornei espírita. Agora, eu sou espírita. Não é isso. Não é isso. Não adianta vocês virem aqui para a Índia fazer um movimento social, embora o movimento social seja necessário, é óbvio, porque onde tem ser humano vai ter um movimento social, vai ter uma movimentação, é claro. Nós somos seres gregários, mas isso não pode ser o foco. Então, ele dizia que os cristãos precisam aprender a viver como o Cristo, não é a idolatrar ou adorar o Cristo. Porque, hoje, nós, todos, até nós, expositores de espíritas, às vezes, vibramos uma faixa que é de estimular as pessoas a adorarem o Cristo.
Nossa, o Cristo é demais. O Cristo é um mestre. Eu amo o Cristo. Nós estamos adorando. Não tem problema nenhum. E o ser igual ao Cristo? Onde que fica? E o nos tornarmos como o Cristo? Agirmos como o Cristo? Pensarmos como o Cristo? É isso que faz você ingressar na comunidade do Cristo, ingressar verdadeiramente, se tornar uma nova criatura, sair da humanidade adâmica para entrar na humanidade do Cristo. A nova humanidade. Então, era sério. Paulo via esta passagem como algo profundo. Ele chegava a dizer uma nova criação.
Haveria uma nova geração. Tem mudanças até genéticas. Porque o corpo físico é um reflexo da mente que o maneja. Se você muda a mentalidade, muda as circunstâncias, muda o invólucro corpóreo. Isto é importante de ser dito. Vamos avançar um pouquinho, porque eu acho isto aqui muito interessante para a gente entender o texto de Gênesis. Na questão 607, que é a parte do livro dos Espíritos que está tratando na época, hoje isto aqui está incompleto, dos chamados Três Reinos. Hoje, a ciência não lida mais com este conceito de Três Reinos.
Ela trabalha com um conceito mais complexo do que isto. Mas, dá para entender aqui. É disto que está falando. E, os Espíritos, inclusive, é interessante isto, porque Kardec pergunta isto, na questão 585. O que pensais da divisão da natureza em três reinos, ou melhor, em duas classes, a dos seres orgânicos e a dos inorgânicos? Segundo alguns, a espécie humana forma uma quarta classe. Qual destas divisões é preferível? E, os Espíritos, todas são boas, todos são boas, conforme o ponto de vista. Já relativizaram na resposta.
Dependendo do ponto de vista, é bom. Você quer o quê? Você está classificando para quê? Para tomar alguma decisão, para agir. Então, determinada classificação para um tipo de ação é boa, não é? É bom. Se o seu objetivo é comer, é bom você saber a diferença entre seres orgânicos e inorgânicos. É importante, não é? Senão, você está fazendo sopa de pedra. Todas são boas, conforme o ponto de vista. Do ponto de vista material, há seres orgânicos e inorgânicos. Incrível, não é? Do ponto de vista material. Do ponto de vista moral, há, evidentemente, quatro grãos.
Do ponto de vista moral. Porque, aí, está trabalhando com o homem. Mineral, vegetal, animal e o homem. Então, do ponto de vista moral, você pode dividir em quatro. E, do ponto de vista material, eles não quiseram dividir em quatro. Orgânicos e inorgânicos. E, aí, ia dar uma complicação, não é? Que é o que a ciência lida hoje, não é? Uma divisão mais complexa. Bom, mas não é esse ponto que eu queria ler. Aqui, Kardec vai trabalhando divertido, porque o conceito de evolução, os Espíritos estavam ainda reticentes para trabalhar isso.
Estavam indo devagarzinho, devagarzinho, para não ferir. E, aí, Kardec pergunta na 607a. Parece que, assim, se pode considerar a alma como tendo sido o princípio inteligente dos seres inferiores à criação, não? Já não dissemos que tudo na natureza se encadeia e tende para a unidade? Aqui, a gente vê a diferença de Espírito superior para Espírito medíocre. Quando eu digo medíocre, não é uma ofensa, não. O medíocre é o melhor dos piores e o pior dos melhores. É o medíocre. Aqui, nós estamos lidando com o Espírito superior, porque eles não se limitam a Espíritos de várias categorias.
Sim, sim, já faz a escala. Mas, aqui, na pergunta anterior, ele estava trabalhando assim, na 607a. Disseste que o estado da alma do homem, na sua origem, corresponde ao estado da infância na vida corpórea, que sua inteligência apenas desabrocha e se ensaia para a vida. Onde passa o Espírito nesta primeira fase do seu desenvolvimento? Numa série de existências que precedem o período a que chamais humanidade. Aí, ele ficou. E, aí, ele faz esta pergunta. Parece que assim se pode considerar a alma como tendo sido o princípio inteligente dos seres inferiores, porque ele já havia perguntado se os animais tinham princípio inteligente.
Então, olha como ele conecta. Mas, aí, os Espíritos dão uma resposta que vai além da pergunta. Vai além. Já não dissemos que tudo em a natureza se encadeia? Ou seja, está tudo ligado numa teia, a teia da vida. Tudo se encadeia, tudo conectado. Mas, é uma conexão dinâmica, porque tudo tende para a unidade. Aí, nós vamos chegar lá no Teilhard Chardin. O Teilhard Chardin tem até uma frase interessante. Tudo que sobe converge. É incrível isto. Tudo que sobe converge. Nesses seres, cuja totalidade estáis longe de conhecer, é que o princípio inteligente se elabora.
Se individualiza, pouco a pouco, e se ensaia para a vida, conforme acabamos de dizer. É, de certo modo, um trabalho preparatório, como o da germinação, por efeito do qual o princípio inteligente sofre uma transformação e se torna Espírito. Entra, então, no período da humanização, começando a ter consciência do seu futuro, capacidade de distinguir o bem do mal e a responsabilidade de seus hábitos. Bonito, não é? Assim, a fase da infância se segue à fase da adolescência, vindo depois da juventude e da madureza. Nesta origem, coisa alguma há de humilhante para o homem.
Sentir-se-ão humilhados os grandes gênios por terem sido fetos informes nas entranhas que os geraram? Inteligente a colocação, não é? Porque você olha o desenvolvimento fetal e vê que ele reproduz a escala evolutiva. Interessante! Se alguma coisa haja que lhe seja humilhante, é a sua inferioridade perante Deus e sua impotência para lhe sondar as profundezas dos designos e para apreciar a sabedoria das leis que regem a harmonia do universo. Reconhecer a grandeza de Deus nesta admirável harmonia, mediante a qual tudo é solidário na natureza.
Tudo é solidário. Acreditar que Deus haja feito seja o que for, sem um fim e criado seres inteligentes sem futuro fora blasfemado a sua bondade que se estende sobre todas as suas criaturas. Olha que bonito! E, aí, a pergunta 692. O que chama a atenção do texto, para a gente finalizar, é a ordem. Dominai sobre as aves do céu, sobre os peixes do mar, sobre os animais domésticos. A ordem para Adão coordenar. Comandar. Comandar. Que é mandar com. O criador é a onipotência, mas o homem comanda. E, aí, vem a questão, gente.
Essa questão seria, se fosse bem estudado por nós, um antídodo para qualquer tipo de fundamentalismo. E para qualquer tipo de misticismo. E para uma compreensão da evolução. Da evolução, inclusive, da ciência e da interferência, cada vez mais relevante da ciência na natureza. Olha só! Será contrário à lei da natureza o aperfeiçoamento das raças animais e vegetais pela ciência? Seria mais conforme a essa lei de Deus deixar que as coisas seguissem seu curso normal? Os Espíritos respondem. Tudo se deve fazer para chegar à perfeição.
E o próprio homem é um instrumento de que Deus se serve para atingir seus fins. Sendo a perfeição a meta para que tende a natureza, favorecer essa perfeição é corresponder às vistas de Deus. Então, o que está apontando aqui? Quanto mais há uma evolução intelectual e moral dos seres, mais espaço de atuação na natureza ele tem. Para quê? Para aperfeiçoá-la, porque a natureza é perfectível. E, aí, ele fala que, geralmente, os esforços que o homem emprega para conseguir a melhoria das raças nascem de um sentimento pessoal e não objetivo, senão o acréscimo de seus gozos.
Isso não lhe diminui o mérito? Os Espíritos respondem que importa seja nulo o seu merecimento, desde que o progresso se realize, cabe-lhe tornar meritório, pela intenção, o seu trabalho. Demais, mediante esse trabalho, ele exercita e desenvolve a inteligência e, sob este aspecto, é que maior proveito tira. Por quê? Toda vez que a inteligência desenvolve, o progresso moral acompanha o progresso intelectual. Pode demorar, mas acompanha. É um determinismo. Aumentou a inteligência, vai aumentar a moralidade. Uma hora, vai aumentar.
Não tem jeito. Não tem como frear. O progresso moral segue o intelectual, embora não o siga imediatamente, mas sempre segue, sempre segue, sempre. Então, desenvolveu a inteligência, assinou o seu atestado de aperfeiçoamento moral. Não tem jeito. Isto não é para ninguém parar de estudar. Então, eu vou ficar bem ignorante, vou ficar bem ignorante, porque, aí, eu não preciso melhorar. Mas, ele segue. Este Adama, criado a nossa imagem, lembra a conversa? Se façamos o Adama a nossa imagem e semelhança, ele passa a ser um instrumento, então, de aperfeiçoamento.
E, tudo vai se aperfeiçoar. Tudo, tudo, tudo. Este é um ponto incrível. Eu tinha separado uma outra aqui. Onde ele fala dos instintos, que, através do instinto de destruição, que serve ao instinto de conservação, vamos falar de controle populacional. As espécies se alimentam umas às outras e controlam a proliferação que seria desequilibrada. Já em 1857, os Espíritos estavam trabalhando com conceitos que não estavam no horizonte da ciência atual, daquela época, que é o horizonte da teia ecológica, dos ecossistemas, onde você tem um ponto de equilíbrio.
Então, mesmo no fato de um animal se alimentar de outro, que pode parecer algo repugnante, há, na verdade, do ponto de vista da vida material, um ecossistema que garante um equilíbrio. Não há lixo, só o homem que produz lixo. Só o homem. Tudo mais está em um equilíbrio no ecossistema. Se a gente aprendesse isso, não causaríamos o impacto que nós causamos na natureza, porque nós ingressaríamos neste equilíbrio. No complemento. E, sobre isso, é o tema do dominaio. E, nós vamos caminhando com aperfeiçoamento. Por quê?
À medida que a evolução se processa, mais domínio sobre o elemento material nós temos. Por que a Terra deixa de ser um mundo de expiação? Porque você passa a ter um desenvolvimento, inclusive científico, na Terra que não permite mais determinados fenômenos expiatórios. Doenças, problemas congênitos. Então, aqui não comporta mais, porque já se tornou um mundo em que isto não comporta mais. Então, você precisa ir para um outro em que aquilo ainda é possível. Então, a gente encerra citando Michio Kaku, que é um físico de Nova York, um dos criadores da teoria das cordas, que é uma teoria promissora na física quântica, e ele chega a dividir civilizações.
Agora, ele já está pensando não só em uma civilização planetária, está começando a pensar em sistema solar em Galáxia e já postulando civilizações pelo controle que elas têm do processo energético de onde elas vivem. Então, nós estamos caminhando, nós nem chegamos nesta civilização um, nós estamos em menos um. A civilização um seria que teria domínio de todo o fenômeno energético do seu orbe. Você controlaria o clima, teria total domínio sobre o clima, sobre todos os elementos. Um outro nível civilizatório teria domínio sobre um sistema.
Um outro sobre uma galáxia. O sujeito já está indo longe, pensando que é isto mesmo. É isto mesmo. É isto mesmo. Isto está lá no Obreiros da Vida Eterna, quando André Luiz faz a pergunta sobre o Asclepius e, aí, o bem feitor começa a explicar para ele sobre estes livros que o Asclepius aspirava a fazer parte de uma comunidade de Júpiter, quem está lá aspira a fazer parte de uma comunidade do Sol, quem está no Sol aspira a fazer parte de uma comunidade. São processos civilizatórios, cada vez mais avançados. O Espírito é Deus O Espírito é Deus Deus é o Espírito do Velho Testamento e, algumas vezes, Ele ocorre com o adjetivo O Ruar Codes, ou seja, O Espírito Santo.
Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.
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