#026 – Estudo do Velho Testamento – Livro Isaías

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Neste episódio da série de estudos do Velho Testamento, Haroldo Dutra Dias aprofunda a segunda parte do livro de Isaías, compreendendo os capítulos 40 a 66. Após uma análise da primeira parte (capítulos 1 a 39), que funciona como um “diagnóstico” das imperfeições individuais e sociais, a atenção se volta para a fase de “tratamento” e esperança.

O que é estudado neste episódio

  • Estrutura do Livro de Isaías: Haroldo explica que o livro de Isaías, como outros textos bíblicos originais, não possuía divisões de capítulos e versículos. A identificação de suas partes é feita pela mudança de temática e por “marcas” textuais.
  • As Três Partes da Segunda Seção: A segunda parte de Isaías (capítulos 40-66) é dividida em três subpartes, delimitadas por versículos que expressam a mesma ideia de forma paralela: Isaías 48:22, 57:21 e 66:24. Estes versículos, que afirmam “Para os perversos não há paz”, servem como marcadores estruturais.
  • Conceito de “Perversidade” e Sofrimento: A “perversidade” não é apenas a maldade ocasional, mas um desequilíbrio cultivado e cristalizado, que gera sofrimento intrínseco ao indivíduo, conforme a lei divina de causa e efeito, ecoando a codificação espírita de Allan Kardec em “O Céu e o Inferno”.
  • Estrutura Fractal e Temática: A estrutura do livro é comparada a um fractal ou a uma escadaria de templo, com degraus ascendentes, um platô central e degraus descendentes. Essa estrutura se repete em cada uma das três subpartes.
  • Os “Platôs” de Isaías: Os capítulos centrais (platôs) de cada subparte são 44, 53 e 62. O capítulo 53 é destacado como o ápice, sendo o platô da estrutura geral e da sua respectiva subparte.
  • Temáticas das Três Partes: Haroldo propõe uma interpretação das temáticas das três partes à luz da Cabala judaica (as três colunas da Árvore da Vida: Severidade, Brandura e Equilíbrio) e da última lei moral do Livro dos Espíritos (Justiça, Amor e Caridade).
    • Primeira Parte (40-48): Representa a coluna da severidade, soberania e justiça de Deus. O capítulo 44, seu platô, enfatiza a unicidade e soberania divina.
    • Terceira Parte (58-66): Representa a coluna do amor, misericórdia e brandura de Deus. O capítulo 62, seu platô, simboliza as “novas núpcias” de Deus com Israel, um símbolo do amor.
    • Segunda Parte (49-57): Representa a coluna central, a caridade, que sintetiza justiça e amor. O capítulo 53, seu platô, descreve o “Servo Sofredor” (o Messias), que é a máxima expressão da caridade divina.
  • Jesus como Expressão da Caridade: A vinda do Messias é interpretada como um ato supremo de caridade de Deus, um amor puro e desinteressado, que transcende a lógica humana de merecimento.

Reflexões

  • A estrutura arquitetônica e fractal dos textos bíblicos revela uma profundidade e coerência que muitas vezes passam despercebidas em leituras superficiais.
  • A caridade, em seu sentido mais amplo, é a síntese da justiça e do amor divinos, manifestada na figura do Messias e na providência de Deus para com suas criaturas.
  • O estudo espiritual não se limita à leitura, mas à vivência e à prática do amor e da instrução de forma simultânea, como asas que elevam o Espírito.

Ler transcrição do episódio

Bom dia, Leonora! Tudo bem? Tudo em paz! Bom dia a todos que estão nos assistindo. A gente tem aqui a Sirlene, que abriu a sala hoje. Bom dia, Cristãos! A Sandra, Aline, Simone, Ana Cris Barros. Todos nossos amigos, o Marcos Amaral. Saúde, Marcos! Márcia, Tânia, Lúcia, Zuila, nossa amiga de estudos, Vanessa. Então, sejam todos bem-vindos a mais uma sexta-feira de Isaías. E o que temos para hoje? Hoje a gente vai, então, explorar, né, Leonora? Essa segunda parte do livro de Isaías, que vai dos capítulos 40 a 66. A gente já falou muito da primeira parte.

A primeira parte, ela é quase que uma cerimônia mesmo de um julgamento, a cerimônia de Yom Kippur, com aqueles vários elementos, o julgamento de Israel, o julgamento do mundo, o julgamento das nações. Então, trata muito disso. A primeira parte, a gente poderia dizer, assim, que é uma parte do diagnóstico. Se levantasse todas as injustiças individuais e sociais, todas as mazelas do mundo de expiação e prova. Um retrato de todos aqueles problemas, não só sociais, mas também individuais, porque os problemas sociais, eles nascem dessas mazelas individuais.

Então, o primeiro livro, ele coloca sobre a mesa todas essas dificuldades e ele estabelece aí uma relação de plantir e colheita, como se aquilo que Kardec diz lá no livro O Céu e o Inferno, quando Kardec trabalha o código penal da vida futura, que, ao contrário da justiça humana, que você tem uma lei exterior, você tem um tribunal que é exterior e o indivíduo precisa ser levado fisicamente para um julgamento, no caso da justiça divina, o tribunal está dentro de nós. Então, Kardec diz lá que cada imperfeição gera um sofrimento para o Espírito.

Então, não precisa ninguém julgá-lo, não precisa ninguém ficar apontando o dedo para ele. O simples fato de ele cultivar aquela imperfeição, ele vai sofrer, ele vai sentir a consequência. E a consequência é sofrimento, sofrimento dentro dele, sofrimento nas relações dele, sofrimento na comunidade onde ele vive. O sofrimento vai envolvê-lo, de algum modo, por conta da imperfeição. Então, Kardec chega a dizer que para cada imperfeição do Espírito há uma dor, um sofrimento específico que corresponde àquela imperfeição.

Então, o orgulhoso atrai um conjunto de sofrimentos, o egoísta atrai um conjunto de sofrimentos, a pessoa destemperada com a palavra atrai um conjunto de sofrimentos. E, portanto, à medida que o Espírito vai se depurando das imperfeições, o que significa isso? À medida que ele vai equilibrando, à medida que ele vai saindo dos excessos, que ele equilibra, ele cessa os sofrimentos, até chegar o momento em que ele está puro e não há mais sofrimento, ele está na felicidade absoluta, na felicidade que não tem sombra, não tem mais variação.

Por quê? Porque não tem mais causa gerando consequência. Então, essa é a ideia. Na primeira parte de Isaías, do capítulo 1 até o capítulo 39, Isaías está focado, é como se ele estivesse com uma máquina fotográfica muito potente, e ele está fotografando o máximo de imperfeições que ele pode. Imperfeições nas pessoas, no povo de Israel, na religião, na economia, na sociedade, nas relações. Ele está fotografando o máximo de imperfeição e ele está dizendo assim, olha, nada disso fica sem consequência. Nada disso fica sem consequência.

Bom, fez esse levantamento e aí nós entramos na segunda parte do livro de Isaías, dividida em duas grandes partes, e essa segunda parte aqui, ela é uma parte, porque aqui, imagina, nós estamos caminhando para o auge do livro de Isaías. Então, o zênite, o apogeu do livro de Isaías está entre os capítulos 40 e 66. Inclusive, são os capítulos mais citados no Novo Testamento. E, aqui, então, vamos começar do início, porque imagina assim, imagina que você tem um rolo na mão, imagina não, porque lá em Israel, em Jerusalém, tem um museu e esse rolo está lá, esticado, é uma sala circular, é o museu do rolo, é um rolo de Isaías do século, do tempo de Jesus, quer dizer, do tempo de Jesus, não, ele é até um pouquinho antes a Jesus, é um pergaminho anterior à época de Jesus, que foi encontrado nas cavernas de Qumran, e eles estenderam esse rolo em círculo, e é grande, é um negócio de uma sala, parece aquele museu do Niemeyer, lá no Rio de Janeiro, que parece uma nave espacial, é exatamente aquilo.

E, aí, você circula o rolo inteiro, você vai visitando e vai girando em torno dele, e é uma coisa muito grande, muito, muito grande. E, a gente vê o tamanho do rolo. Então, olhando para aquele rolo, não tem capítulo, não tem versículo, é importante dizer isso, esse negócio de capítulo e versículo só foi colocado no século XVII, mil e seiscentos e pouco, até mil e quinhentos e tanto, até mil e seiscentos, não tem capítulo, não tem versículo, não tem título de passagem. Isso não existe. As passagens não têm título, não têm versículo, não têm capítulo, não têm vírgula, não têm ponto, e não têm separação entre as palavras.

Importante isso. E, no caso do hebraico, não tem vogal, é só consoante. Então, é uma consoante atrás da outra. Como que a gente faz, então, para separar o livro? Como é que eu consigo? Porque eu não posso olhar para a Bíblia que eu tenho em casa, porque a Bíblia que eu tenho em casa é uma Bíblia que foi, ela foi dividida, pessoas dividiram, arbitrariamente. Dividiram o livro em capítulos, dividiram o livro em versículos, separou as palavras, colocou ponto, colocou vírgula. Então, se eu pensar no rolo, como que eu sei que tem uma estrutura?

Como que eu sei que tem uma estrutura? Então, olha que interessante. A gente vai lendo o texto, como que eu sei que o livro está separado em duas partes? Porque muda completamente a temática, não é? Muda completamente. Então, quando você entra na parte que a gente chama de capítulo 40, muda completamente. Aí, você fala, opa, mudou, mudou a temática. Então, a gente estava falando, a gente lembra disso aí, a gente estava falando lá do julgamento, o dia do Senhor, lá nos capítulos 34 e 35, o julgamento, o dia do Senhor, de repente, muda o tema.

Aí, você tem que ir, opa, mudou a temática, não é? Mudou a temática, é como se mudasse de capítulo, mudasse de parte. A gente consegue entender isso, não é? Eu estou assistindo um filme, a câmera está focando as pessoas numa mesa, de repente, aparece alguém andando de bicicleta num outro lugar, mudou a cena. É intuitivo, não tem… É intuitivo, mudou a cena. Então, entrei no capítulo 40, mudou a cena, muda a cena. Aí, nós vamos ter que, eu vou pedir para quem estiver anotando, Eleonora, eu vou citar três versículos que são as marcas de que a segunda parte está dividida em três.

Então, a segunda parte, capítulo 40, 66, como é que eu sei que eu entrei na segunda parte? Porque mudou a cena. Mas, como é que eu sei que a segunda parte está dividida em três? Porque no final de cada uma dessas sub-partes, tem um versículo que fecha. Olha que legal! Tem uma frase que se repete. Isso é muito importante nos textos bíblicos. Os textos bíblicos, como são rolos, como são pergaminhos, como são papilhos, escritos sem separação, você usa frases repetidas, palavras, para poder fazer marcações. É como se fosse aquele sticker, aquelas coisinhas que a gente cola, vermelho, verde, amarelo, postique, né?

Postite. É, postite. Então, aqui, o redator colocou isso, colocou essas marcas. Começou a segunda parte, aí ele colocou uma marca. Depois, ele colocou a mesma marca, colocou a terceira. Então, eu sei que está dividida em três partes. Então, vamos lá. Capítulo 48, versículo 22. Para quem está anotando. 48, versículo 22. Capítulo 57, versículo 21. E, capítulo 66, versículo 24. Para, então. 48, versículo 22. O outro eu perdi. Isso aí. Capítulo 57, versículo 21. Tá. E, capítulo 66, versículo 24. Não é? Então, aí… Mas, para os maus não há paz, diz Yavé.

Isso. Lê de novo? Mas, para os maus não há paz, diz Yavé. Exatamente. Essa é a marca. Esse é o postiche. Na verdade, a palavra aí, Eleonora, é perverso. É mais do que mau. Eu estou com a tradução da Bíblia de Jerusalém. Então, é assim. Para os perversos não há paz. Essa é a marca. Deixa eu botar um postiche aqui mesmo. Coloca aí o postiche. Então, isso. A Marta de Paula Barbosa anotou aí para a gente. Está nos comentários aí. 48, 2, 57, 21, 66, 24. Para os perversos não há paz. O que é isso, gente? É o que eu acabei de falar no início aqui com a Eleonora, do livro O Céu e o Inferno.

Para cada imperfeição da alma, há um sofrimento. Não foi isso que Kardec escreveu? Então, por que o perverso não tem paz? Porque as imperfeições dele azucrinam a vida dele. Ele não tem paz não é porque ninguém está indo lá tirar a paz dele. Deus não fica tirando a paz de ninguém. Nossa, isso é importantíssimo. O que não tira a paz do perverso é a própria imperfeição dele. Então, vamos imaginar uma pessoa destemperada com as palavras. Uma pessoa destemperada com as palavras. Todo dia ela tem duas, três discussões. Todo dia.

Essa pessoa não tem paz. Ela não tem paz. Mas, por que ela não tem paz? Porque ela gera guerra. A palavra dela é uma palavra de guerra. Ela está sempre desafiando as pessoas. Ela está sempre cutucando. Ela está sempre sendo desagradável. Ela está sempre polemizando. Ela está sempre encontrando um chifre em cabeça de cavalo. Ela está sempre procurando alguma coisa para criar encrenca. Não tem paz. Essa pessoa não tem paz. Não tem paz. Nem se Jesus estiver do lado dela, ela briga com Jesus. Se Jesus estiver do lado dela, ela vai arrumar uma discussão com Jesus.

Entende? Ela vai discutir com Jesus o sermão da montanha. Então, ela não tem paz. Então, para o perverso, perverso aqui no sentido daquele que se entregou ao desequilíbrio, ao destempero das forças do seu Espírito. Por quê? A palavra é um dom, é um poder do Espírito. A capacidade de se expressar é um poder. Mas, se ela estiver destrambelhada, ela gera sofrimento. Deixa eu fazer uma pergunta aqui, Haroldo. Olha só, no 48-22, o meu está Mas para os maus não há paz. Mas no 57-21, ele está assim Para os ímpios não há paz.

Poderia ser a mesma palavra numa tradução diferente? O que acontece, Leonora? A palavra em hebraico, o que essa palavra quer destacar não é uma maldade ocasional. Então, o sentido do ímpio aí é que é um desequilíbrio cultivado. Ele é cultivado. Então, a pessoa cristalizou naquele excesso, naquele desequilíbrio. Era isso que eu tinha pensado, as cristalizações que a gente conversou na semana passada. Ele cristalizou nesse ambiente, digamos, o de guerra, que nem você disse. Exatamente. Então, quando nós cristalizamos nisso, quando nós cristalizamos no vício, quando nós cristalizamos no egoísmo.

Então, essas cristalizações, porque não é um erro ocasional. Não é porque você ficou nervoso uma vez e entrou na discussão. Não, é porque aquilo virou um hábito na sua vida. Então, uma coisa é qualquer um de nós entrar numa discussão. Você ficou sem paciência e entrou numa polêmica. Outra coisa é a polêmica virar um hábito. É tudo na sua vida virar polêmica. Aí é complicado, porque aí cristalizou. Essa cristalização, para a gente entender isso aqui, Eleonora, é o Salmo nº 1. O Salmo nº 1 fala dessa progressão. Primeiro, você começa ouvindo as sugestões do mal, depois você começa a seguir o caminho do mal, depois você passa a zombar do bem.

Então, é interessante porque a pessoa, ou qualquer um de nós, que está mergulhado na polêmica, ele começa a zombar da paz. Ele começa a zombar da comunicação pacificadora, ele começa a zombar daquelas pessoas que falam com mais equilíbrio. Então, é uma progressão. Então, esse Salmo nº 1, ele é conhecido na tradição judaica como a progressão do mal. Você começa ouvindo a sugestão, daqui a pouco você já está totalmente integrado na prática do mal. Então, é esse o sentido. Interessante, não é? Aí eu tenho mais uma pergunta.

E lá no sessenta e seis, vinte e quatro, aí está mais diferente ainda. Ele fala assim, eles sairão para ver os cadáveres dos homens que se rebelaram contra mim, porque seu verme não morrerá e o seu fogo não se apagará. Eles serão uma abominação para toda a carne. No início do sessenta e seis, vinte e quatro? É. Espera aí. Veja aí. Espera aí, só um pouquinho. É que eu tenho que pegar aqui a minha tradução. Vamos lá. Deve ser porque ele encerra, né? Ele encerrou ali o livro, o rolo, né? O rolo se encerra aí, no discurso escatológico, né?

Isso aí. Aqui, Leonora, nós temos uma coisa… Deixa eu pegar aqui. Aqui é o que a gente chama de paralelismo hebraico. É porque eu acho que na hora que eu falei aqui ficou parecendo que está a mesma frase, não é? É. Não é a mesma frase literalmente. É a mesma escrita, é o mesmo sentido dito com palavras diferentes. Então, vamos lá. Eu entendi assim, que ele encerra o conceito, né? Ele vai indo nesse conceito, ele vai indo no conceito, e lá no final ele vai encerrar esse… A gente chama de paralelismo de ideias. Então, vamos lá.

48, 22. Eu estou pegando aqui os textos, tá? Tá. Importante isso. Enquanto isso, a gente vai anotando e agradecendo à Adriana, à Loreiro, que cada estudo ela faz um resumo lindo com imagens, com conceitos. É, o pessoal acompanha lá no Facebook. Essa semana até a gente está… Estamos todos com parabéns, porque chegamos a 8 mil membros, né? No grupo de estudo. Que legal. E a Adriana, em cada estudo, ela faz um resumo maravilhoso para todos nós. Então, olha aqui, Leonora. No 48, 22, o que ele está dizendo? Olha, ele vai falando do fim do exílio.

Isso. O fim do exílio. Então, significa o quê? Os que se arrependeram, arrependeram no sentido de voltaram para o caminho correto. Nós já vimos isso aqui. Arrependimento em hebraico é ter chuvado. É retomar o caminho do bem. Para os que retomaram o caminho do bem, o exílio chega ao fim, correto? Mas, para os perversos, não há paz. Então, qual que é a oposição aqui? O caminho do vício, da imperfeição, do mal, ele eternamente proporciona sofrimento. Enquanto durar o caminho do mal, né? Não. Eternamente. Não, o caminho do mal sempre existe.

Ah, tá. Enquanto a pessoa estiver nele. Eu posso seguir nele ou não. Mas, a possibilidade existe. Não é? Então, o caminho do mal, ele está lá disponível por toda a eternidade. O que acontece é que os Espíritos vão ficando experientes, depois de muitas provas, depois de muita expiação, e falam que não vão trilhar mais esse caminho. Entende? Mas, o que o texto está dizendo? Não há paz nesse caminho. Não há. Isso não vai mudar. Esse caminho aqui é um caminho de sofrimento. Sempre. Eternamente. Isso confunde as pessoas.

Porque a pessoa acha… O caminho é eterno, mas eu no caminho do mal… Eu não vou ficar eternamente nesse caminho, eu não vou ficar eternamente sofrendo nesse caminho. Mas, o sofrimento desse caminho é eterno. Ele não vai mudar. Então, antes de nós sermos criados por Deus, esse caminho já existia, e ele já era de sofrimento. Isso não mudou. Ok? Bom, aí nós vamos lá para… 5721. O que que diz nessa passagem? A salvação para os fracos. Os fracos, de repente, serão salvos. Eles serão trazidos. Mas… Olha aqui. Mas os ímpios são como um mar agitado que não se pode acalmar, cujas águas revolvem sargaço e lodo.

Para os ímpios não há paz. Ok? De novo, o mesmo tema. Você se abriu, você quer mudar, você quer mudar de caminho, a misericórdia vem e te busca. Mas, para aquele que persiste, não tem jeito. O sofrimento está ali, e esse sofrimento vai durar o tempo que ele ficar lá. Se ele quiser ficar naquele caminho um bilhão de anos, é um bilhão de anos de sofrimento. Não tem… Percebeu? A regra não muda. Não vai mudar a regra porque Eleonora Tateimosa resolveu ficar um bilhão de anos lá. Não vai mudar. Ok? Aí nós vamos para o segundo.

Para o final. Que é o 6624. Repete a frase. Mas os ímpios não têm paz? Não, mas olha o tema. Discurso escatológico. De lua nova em lua nova, e de sábado em sábado, toda a carne virá se prostar na minha presença. Eles sairão para ver os cadáveres dos homens que se rebelaram contra mim, porque o seu verme não morrerá. E o seu fogo não se apagará. E eles serão uma dominação para toda a carne. Então, aqui é o paralelismo de ideia. É a mesma ideia. Para esse ímpio, para esse que não dobrou, para esse que não se curvou à onipotência de Deus, o verme e o fogo não cessam.

É a mesma passagem que está lá no Sermão do Monte, onde Jesus fala e eles serão lançados no fogo que nunca se apaga. O fogo nunca se apaga. Porque Deus não muda a sua lei. A lei é imutável. A lei divina é imutável. Então, esse caminho aqui, ele é imutável. Ele só gera sofrimento. Então, viu o paralelismo aqui? Não repetir a mesma frase, mas é a mesma coisa. É a mesma coisa que está sendo dita com palavras diferentes. E isso é o quiasma em hebraico. Toda literatura bíblica é escrita assim. Você diz a mesma coisa com palavras diferentes.

Por exemplo, em provérbios, sabedoria, isso é demais. Você pega a primeira metade do versículo, ele fala uma coisa. Depois, ele fala a mesma coisa com outras palavras. Chama-se paralelismo de ideias. Foi o que aconteceu aqui. Então, o que eu estou dizendo aqui no finalzinho dos 66? Para os ímpios não há paz. Por quê? Porque o verme que corrói a carne deles não morre. E o fogo que queima não se apaga. Deu aí? Chegamos. A Ana Paula Aleixo está perguntando se esse fim do exílio, podemos entender que não será necessário reencarnar mais.

Eu não sei porque eu lembrei do fim do exílio que está lá no Caminho da Luz, quando os egípcios voltam. Não quer dizer que eles não vão reencarnar mais, quer dizer que eles voltaram. Tem exílios aí igual o Yom Kippur. Tem o Yom Kippur anual, tem o Yom Kippur do indivíduo, quando eles encarnam, tem o Yom Kippur de uma comunidade, de um país, tem o Yom Kippur da Terra. Aqui é igual o exílio. Tem vários tipos de exílio. Não é? O grande exílio, o maior de todos, é o exílio da encarnação. Então, a gente vai encarnando, encarnando, até não precisar encarnar.

Quando você não precisa encarnar mais, você é um espírito puro, um espírito bem-aventurado. Por quê? Acabou, foi o último êxodo, o último êxodo, você foi liberto. É o último êxodo. Tem um exílio que é menor, tem o exílio da encarnação. Quando você desencarna, é um exílio, é um êxodo. Você saiu do exílio corporal. Não é? Então, você regressa para o mundo espiritual. Então, é o fim, é o êxodo. Então, tem vários tipos de exílio, vários tipos de exílio e vários tipos de êxodo. Mas, ela está certa, o grande exílio é esse trecho em que o Espírito fica encarnando.

É importante, é importantíssimo. E, o êxodo grande é quando ele se torna puro e, aí, ele sai do Mitzrayim, porque o que é o exílio? É o Egito. O Egito é estreiteza. E, aí, ele tem acesso à grande luz. É a mesma coisa lá em Platão, no mito da caverna, não é? Mesma coisa, mesma coisa. Bom, então, vamos voltar lá. Deu para entender a estrutura? A marcação da estrutura, Leonor? Então, a gente tem um paralelismo aqui, a gente viu que a gente tem uma marca. Qual que é a marca? Essa frase dizendo assim, na lei divina, não se tolera a perversidade, não se tolera o desrespeito às leis divinas.

É isso. Em duas eu falo que para os perversos não há paz, para a outra eu falo que o verme e o fogo dele não acabam. É a mesma coisa, não tem paz. Não é? E, a ideia de um fogo queimando, de um verme corroendo, é uma aflição, não é? É a mesma coisa, eu estou dizendo da mesma coisa. Tranquilo aí? Bom, agora, nós vamos, a gente já sabe que tem três partes. Qual que é a temática de cada parte dessa? Qual que é a temática? Então, agora, vários autores comentaristas dividem isso e tem uma simetria mesmo. Essas três partes, elas são como se fosse um fractal.

É igual um cristal. Você quebra, as duas partes, você quebrou no meio, as duas partes têm a mesma estrutura. Aí, você quebrou no meio de novo, essas duas partes menores têm a mesma estrutura. É um fractal. Isso aqui é um fractal. Então, você pegou, capítulo 40, 66, quebrou em três pedaços. Esses três pedaços têm a mesma estrutura. Qual que é a mesma estrutura? Então, vamos lá. Só lembrar assim, quatro degraus subindo, quatro degraus descendo e um degrau no meio. Essa que é a estrutura. Nove capítulos. Então, 40, 41, 42, 43, quatro degraus subindo.

Aí, tem o platô, que é o capítulo 44, e quatro degraus descendo, 45, 46, 47, 48. Essa é a estrutura. Então, é como se fosse a escadaria do tempo. Eu subo os degraus, tenho um platô e depois eu desço os degraus. São o mesmo número de degraus. Fechou? Você tinha explicado que nessa segunda parte inteira, o ápice seria, o ápice aqui, o da misericórdia, ele seria o 53, mas agora você dividiu em três diamantes, esse mesmo capítulo. Isso, porque não é um fractal. Se eu continuar dividindo isso, todas as divisões vão ter a mesma estrutura.

Foi bom você ter falado isso aí. Vamos lá. Se eu pegar a segunda parte inteira, vamos lá. Se eu pegar a segunda parte inteira, qual que é a estrutura dela? Degraus subindo, platô, degraus descendo. É a mesma estrutura. Qual que é o platô da segunda parte inteira? É o capítulo 53. Correto? Correto. O servo, o sofredor. Não é? E aí eu tenho 13 capítulos subindo, 13 capítulos descendo. Não é perfeito? Está entendendo por que é fractal? É um cristal. Se eu quebro ele, as partes têm a mesma estrutura. E isso é uma estrutura fractal.

Se você continuar quebrando, vai ter a mesma estrutura. Não é? É igual você montar uma coisa com pecinhas de lego igual. É tudo. As pecinhas são iguais. Então, se você dividir, vai ficar igual. Ok? Então, se eu pegar a segunda parte inteira e falar qual que é a estrutura da segunda parte inteira? São 13 capítulos subindo, 13 capítulos descendo e um capítulo no centro, no platô lá em cima, que é o capítulo 53. Ok? Ah, Haroldo, mas se eu pegar isso e quebrar em três? Vai ter a mesma estrutura. Quebrei em três, aí eu vou ter como?

Um, dois, três, quatro capítulos subindo, um capítulo no platô, quatro capítulos descendo. As três partes vão ter essa estrutura. Quatro capítulos subindo, quatro capítulos descendo e um capítulo lá em cima. Ok? Vamos pegar os capítulos platô, os capítulos que estão em cima? Vamos. 44, 53, 62. Não é? Sendo que, por que o capítulo 53 é o mais importante? Porque ele é platô da estrutura toda, da segunda parte toda, e ele é platô da segunda parte. Se eu dividir a segunda parte em três, o segundo pedacinho aí também é platô do segundo pedacinho.

Então, ele é platô duas vezes. Diz que ele é importante. Complicou? Complicou? Não, não. A gente conseguiu entender. Eu só estava querendo encontrar o que era esse 44. Isso. Então, o que eu acho importante aqui é que o que acontece? Tem alguns estudiosos que eles dizem e o Emmanuel corrobora isso, sabe? O Emmanuel corrobora isso. Alguns estudiosos, esses estudiosos de estrutura literária, eles dizem que fica mais fácil a gente entender a estrutura dos livros bíblicos se a gente pensar em uma figura geométrica, em uma arquitetura.

Ok? Então, qual que é a figura? Eu gostaria que todo mundo que está assistindo o estudo aí fechasse o olho e viesse a sua imagem em uma figura e vai ficar fácil de entender. As escadarias do Templo de Jerusalém. Escadas sobem, mas você não desce pelo mesmo lugar que você subiu. Então, você sobe de um lado, desce do outro. Número de degraus da subida é igual da descida, é óbvio. É igual a escada rolante e sobe. Não é? Qual que é o tamanho da escada rolante que sobe e da que desce? É o mesmo tamanho. É uma simetria. Ok?

Então, pensa nas escadas do Templo. Eu subi, quando eu subi, eu chego aonde? Eu chego a um platô, que é onde estão as estruturas do Templo. Para sair de lá, o que eu tenho que fazer? Eu tenho que descer o mesmo número de escadas que eu subi. Ok? Então, se você gravar essa imagem, você entendeu a estrutura aqui. Entendeu a simetria. Que bonito, não é? Muito bonito. O platô… O pessoal está perguntando o que é o platô. O platô, gente, é assim… Você está em um shopping, tem… quatro andares. Você está no terceiro andar.

Aí você começou a subir as escadas. A escada rolante. A escada rolante tem 30 degraus. Quando você subiu 30 degraus, você chegou no quarto andar do shopping, você não tem tudo reto? Todas as lojas do quarto andar não estão tudo reto? Isso é um platô. É uma parte plana. O platô vem de uma parte plana. É isso. É um patamar, exatamente. Um plano que você acessa subindo. É isso. Interessante, não é? Fechou aí? Então, vamos lá. Qual é a estrutura da segunda parte de Isaías, capítulo 40-66? A estrutura geral é de uma escada.

Sobe, tem um plano, desce. Qual que é o plano? Capítulo 53. Ah, Haroldo, mas agora eu quero… Eu quero dividir essa segunda parte, porque você disse aí que tem marcas, tem três marcas. Então, vamos dividir em três? Vamos. Vamos dividir em três. Como é que a gente divide? Capítulo 40-48, primeira parte. Capítulo 49-57, segunda parte. Capítulo 58-66, terceira parte. Vamos repetir? Estou dividindo em três. Por que em três? Porque eu li lá a marcação da ideia dos ímpios. O paralelismo lá. Está lá a marcação. Então, ali está me indicando que está dividido em três partes.

Primeira parte, 40-48. Segunda parte, capítulos 49-57. Terceira parte, 58-66. Fechou? Haroldo, depois que eu dividi em três partes, qual a forma que tem essas três partes? A mesma escadaria do tempo. Degrau sobe, tem plano, degraus desce. É só ter paciência. É meio… exige um pouquinho, não é? Mas, eu acho que… Vamos checar? Todo mundo compreendeu, Leonardo? Ou se precisa… Porque agora eu vou fazer comentário sobre isso aqui. Isso aqui tem que estar na mente. Tem que estar gravado. Eu só marquei aqui, se o pessoal que está anotando quiser marcar, que o 44, ele vai falar sobre a bênção, sobre Israel, não é?

Isso aí. Aí o 53, que é o topo. Que é o topo. Na verdade, Leonardo, vamos lá. Aí você está falando dos platôs, não é isso? Você pegou o primeiro, que é o Isaías 44, não é isso? Isso, 44. Olha lá. Começa com a bênção. Mas, o que está dizendo aqui? Só há um Deus. Olha o versículo 6 aqui. Eu sou o primeiro e o último. Fora de mim não há Deus. E aí, o capítulo inteiro vai falar sobre isso. Ídolos de pedra. Idolatria. Só há um Deus. Um Deus soberano. A soberania. Não é só que Deus é único. Ele é único e ele é soberano. Ele é o criador do mundo.

Ele coordena a história. E ele protege Israel. É um monoteísmo hebraico. O Deus único que escolheu Israel. O Deus único que é soberano. Os ídolos de pedra que não têm o poder dele. O Deus único que é o criador do universo. Percebeu? É um. Percebi. E a gente pode entender que… E aí você nota o quê, Leonardo? Olha só. Todos os capítulos da primeira parte vão falar. Vamos examinar. Eu fiz um resuminho aqui das temáticas dos capítulos da primeira parte. Então, por exemplo, capítulo 40. Ele vai falar da grandeza de Deus como pastor de Israel.

45. Ele vai falar da grandeza de Deus que libertou Israel. Libertou do exílio. Libertou não sei da onde. Libertou, libertou. O libertador de Israel. No 42, ele vai falar da grandeza de Deus para curar e para julgar. Deus cura, Deus julga. Olha. Liberta, cura, julga. É o pastor. Conduz, direciona, corrige. 43. A grandeza dele para salvar até os indignos. É esse tema lá. Ele é grande até para pegar os que você fala Ih, esse aí não tem jeito. Deus vai lá e corrige. Deus corrige aquele que você acha que não tem jeito. Chega no capítulo 44.

Não há nenhum ídolo que se compare ao Deus único. Então, ele é soberano. Ele é o soberano. Cara, é 45. Ele é tão grande que ele vai usar um gentil, um rei gentil, que é Siro, para libertar Israel. Ou seja, ele é tão soberano que ele domina não só a nação de Israel, não. Todas as outras nações. Ele vai usar Siro para poder ajudar Israel. Está percebendo as ideias? Mesma coisa. Olha o poder dele. Então, ele não é um deus nacional. Ele não é um deus nacional, porque ele usou Siro. Então, até Siro, que era o grande imperador do império lá, obedece ao deus soberano.

Ok? 46. Ele é maior até do que os deuses da Babilônia. Nem os deuses da Babilônia são maiores do que ele. Está vendo? A mesma temática. É o deus único e soberano. 47. Ele é tão soberano que ele vai julgar até a Babilônia. O que é até a Babilônia? Porque a Babilônia era o maior império na época de Isaías. E a Babilônia é uma metáfora do império dos encarnados. Império econômico, império militar, império político. Toda vez que você tem impérios políticos, econômicos, militares, é Babilônia. É Babilônia. Então, Deus é tão soberano que até esses impérios ele julga.

E o 48 termina como? Ele é tão soberano que ele é capaz de tirar a idolatria de Israel. Purificar Israel da idolatria. Então, você está vendo que toda essa primeira parte é um hino, é um hino, um canto, um cântico à soberania divina, ao poder do Criador. Por isso que a gente fala soberanamente justo, soberanamente bom, inteligência suprema. Então, essa primeira parte é o supremo. Ele está detalhando o supremo, o soberano. Por que Deus é inteligência suprema, amor supremo, poder supremo, justiça suprema, tudo é supremo?

Porque é a soberania dEle. Não há poder acima dEle. É isso. Haroldo, resume para mim a primeira parte. Não há poder acima de Deus. Ele é o supremo poder. Fechou? Ele tem uma temática aí. Por isso que eu estou dando aqui chaves de leitura. Porque, agora, se você for lá e ler o capítulo 40 ao 48, aquilo que parecia que não tem sentido, que parece que é uma salada de tudo, de tudo quanto é corpo, agora você fala Ah, entendi! Entendi esses capítulos. A temática aqui é única. Ele vai ficar repetindo a mesma coisa com palavras, vai juntando ideias, mas a temática é a mesma.

O tema da palestra aqui, qual que é? A soberania de Deus. Esse é o tema. Ok? Ok. Ok, pessoal? Vamos ver se o pessoal está… Todo mundo ok por aí? Está todo mundo aí? Todo mundo acompanhando? Todo mundo acompanhando, não é? Podemos ir? Então, vamos lá. Só que agora, Leonora, eu vou dar uma dica aqui, porque a gente já viu que tem três estruturas, e agora eu acabei de demonstrar que as estruturas têm temáticas. Correto? Correto? Então, eu vou dizer, eu vou agora dar uma chave de leitura, que é uma leitura, depois de reunir todos os comentadores de estruturas literárias, eu fiz uma síntese, tirei algumas arestas e cheguei a uma conclusão.

Então, eu estou compartilhando, eu não estou dizendo que é isso. Eu estou compartilhando uma leitura minha. Vou deixar bem claro isso. Estou compartilhando uma leitura minha de qual é a temática de cada uma dessas três partes. Ok? É uma leitura. Antes de eu dar qual que é, eu vou citar de onde eu tirei. Porque, em estudo bíblico, não adianta você ter só a intuição, você precisa fundamentar em alguma coisa. Vale mais a fundamentação do que a ideia que você teve. Porque eu posso ter um bilhão de ideias e ter ideias que não batem.

Porque eu não consigo apoio no texto. Ok? Então, aqui eu estou indo devagarzinho. Primeira coisa, eu demonstrei aqui que está dividido em três partes. Demonstrei que essas partes são fractais, elas são iguais estruturamente, elas são bloquinhos, são padrões. Acho que o Haroldo trancou, mas eu devo estar voltando. Magnolia para acompanhar os vídeos lá no Espiritismo TV. Procura lá no Google Espiritismo TV, tem todos os estudos. Deu uma cortadinha, né? Deu uma cortadinha. Ok? Bom, então vamos lá agora. Eu juntei duas coisas para poder chegar a essa conclusão de quais são as temáticas dessas três partes de Isaías.

Eu juntei duas coisas. Eu juntei algo que está na Kabbalah judaica com a última lei moral do Livro dos Espíritos. Então, essa é a base do meu raciocínio. Ok? Eu fui lá na Kabbalah judaica na estrutura da árvore da vida, porque a árvore da vida tem três colunas. Três colunas. Duas colunas estão na lateral. Uma é a coluna da severidade, está numa ponta, a coluna da justiça, do poder, da soberania, da severidade de Deus. Na outra ponta, a coluna da brandura, da misericórdia, do amor, da leveza de Deus. E, no meio, a coluna que é a síntese da justiça e do amor.

Então, uma coluna é… Olha as palavras aqui que eu estou usando. Severidade, soberania, poder, justiça. A outra coluna é brandura, misericórdia, amor, ternura, leveza. Por isso que são opostos. Duas colunas. E, no meio, a coluna que é a síntese, que é a mistura. Perfeito? Três colunas. Então, o que eu olho aqui para essas três estruturas? As três colunas da árvore da vida. Aí, o que eu encontro quando eu vou na última lei moral do Livro dos Espíritos? Lei de justiça, amor e a caridade, que é a coluna do centro que sintetiza os dois.

Deu aí? Complicou demais. Deu? Deu. Primeira parte, aqui, capítulo 4048. É a coluna da severidade, da soberania, da justiça. Capítulos 58 a 66, é a coluna do amor, da misericórdia, da ternura, da brandura, da docilidade de Deus. E, no meio, capítulos 49 a 57, é a coluna da caridade, da caridade, que, em hebraico, é tzedek. Isso é bonito, porque nós, aqui do Brasil, quando você usa a palavra caridade, a pessoa acha que caridade é sinônimo de esmola. Você fala caridade, o brasileiro entende roupa, sopa, agasalho, esmola.

A palavra caridade, em hebraico, é tzedek, tzedaká, que é a mesma palavra de justiça. Então, é diferente. Para o hebreu, caridade não é esmola. Então, caridade é a síntese da justiça e do amor. Por isso que a lei, é lindo, né? Porque a última lei moral, se eu for traduzir o livro dos Espíritos para o hebraico, a última lei é a lei tzedaká. Justiça, amor e caridade. Ok? Uma palavra só, que diz tudo isso. Já diz tudo. A coluna da justiça, da severidade, da retidão, da pureza, que é aquele professor bravo que está educando, é a justiça.

A coluna do amor, que é a ternura, a brandura, a paciência, a doçura, a amabilidade. E a coluna do meio, que é a caridade, que sintetiza. Por isso que, Kardec pergunta aqui, para os Espíritos, qual é o sentido verdadeiro da palavra caridade? Porque o sentido deturpado é o nosso. A pessoa acha que caridade é pegar uma moedinha e dar para alguém que está no sinal. Ela acha que a caridade se resume a isso. Não. Isso é caridade? É. Mas, não é toda a caridade. Isso não resume a caridade. Dar um agasalho à caridade? É. Mas, isso esgota a caridade?

Não. Então, Kardec fez a pergunta de ouro. Qual é o verdadeiro sentido da palavra caridade? Aí, o que está lá? Benevolência para com todos, indulgência para com as imperfeições, perdão das ofensas. Olha a síntese. Então, onde está o capítulo principal que fala de Jesus como o servo sofredor? 53. Que está na parte, que é a parte da caridade. Caridade. Então, o fato de Deus ter enviado o Messias, Jesus, para encarnar, representou um ato de caridade de Deus. E toda essa parte, capítulos 49 a 57, vão falar disso. Da salvação, da graça.

A palavra graça. Graça. Você pega a sua Bíblia e vai ouvir a graça de Deus, a graça, a graça. Isso é português. A palavra em grego, em hebraico, que está lá, a palavra em grego é Haris, que é caridade. O que é a graça de Deus? É a caridade de Deus. A caridade. O que é a caridade de Deus? Benevolência, indulgência, perdão, auxílio, merecido? Não! Você pergunta se a pessoa merece para fazer caridade? Se alguém vier fazer caridade para você, ela pergunta se você merece. Não, vou ver se você merece. Aí, não é caridade.

Caridade é dom, é doação. Então, tinha alguma lei que obrigava Jesus a encarnar, mas era nunca. Qual lei que ia obrigar ele a encarnar? O Espírito Cristo. Mas, nenhuma, não tem. Então, ele veio por quê? Ele veio por amor puro. Ele veio por puro amor, pura caridade. E é isso que o capítulo 53 está retratando. A caridade era tanta, que quando ele chegou aqui, todas as nossas imperfeições caíram sobre ele, caíram nas costas dele. Por quê? Nós somos tão imperfeitos e tão infelizes que nós envolvemos Jesus na nossa infelicidade e na nossa imperfeição.

Então, a gente colocou coroa de espinho nele, a gente agrediu ele fisicamente, a gente assassinou ele, a gente insultou ele, a gente perseguiu ele, isso é o quê? Isso são atitudes de espíritos imperfeitos. Ele precisava passar por isso? Mas, ele nunca. Nunca. Isso é que é o lindo. Então, ele veio, ele veio por caridade. Ele veio numa demonstração de amor para fazer o quê? Para nos resgatar das nossas imperfeições. Então, é isso. Por isso que o livro de Isaías é grandioso. Esse Messias ninguém entendia, porque o que o povo hebreu esperava?

O povo hebreu esperava um Messias político. E estão esperando até hoje. Um Messias político e general. Que vai fazer guerra. Eles não esperavam um Messias que é a caridade em pessoa. Eles não esperavam um Messias que é amor aos inimigos. Amor aos inimigos. Entende, Leandro? Então, o Messias vai chegar e falar assim, gente, vocês precisam perdoar as pessoas da faixa de Gaza. Precisa acolher todo mundo da faixa de Gaza, precisa integrar todo mundo. Esse Messias é um absurdo até hoje. Nossa, maravilhoso. Não é? Então, a estrutura aqui é justiça, primeira parte, terceira parte, o amor.

Por que a terceira parte é o amor? Qual que é o capítulo central, o capítulo platô da terceira parte? É as novas núpcias de Deus com Israel. O que é um casamento? Que lindo o símbolo do amor. As núpcias, as bodas. O que é boda? É amor. Alguém tem dúvida disso? A boda ali, não é? Então, o capítulo 62, que é o centro da terceira parte, é o capítulo que fala das núpcias, das bodas, do casamento, da união perene entre Deus e as criaturas. É o amor. Então, justiça numa ponta, amor na outra ponta e a caridade no centro. E, a caridade no centro, o que é 49 a 57?

Vai falar praticamente do Messias. Então, Jesus é a máxima expressão da caridade. É isso. Só isso? Só isso. O resto é comentário. Que lindo. Agora nós vamos, depois, descer mais em detalhes, não é? Vamos explorar mais. Mas fez sentido? Fez sentido. E o principal foi a gente entender essas partes como um diamante, não é? Cada uma delas que se dividem igualmente. E isso é uma característica, Eleonora? Dos livros bíblicos. Então, quando os estudiosos, e é curioso porque esse tipo de coisa só foi percebido agora no século XX.

Então, os grandes comentaristas bíblicos, foi depois de 1950 que eles começaram a perceber que a Bíblia tinha uma estrutura. Bom, mas os hebreus já sabem disso há 3 mil anos. Para mim mesmo, eu acho que eu só percebi hoje. É por isso que Emmanuel diz assim, capítulo 7 do livro A Caminho da Luz. O Velho Testamento é um monumento da ciência secreta do povo hebreu. Monumento. Qual que é a dica que o Emmanuel está dando aí? Gente, pensa em arquitetura. Pensa em estrutura arquitetônica que vocês vão matar a charada do Velho Testamento.

Se você ficar lendo palavrinha, palavrinha, você vai se perder. Pensa em estrutura, e é por isso que eu friso tanto a estrutura. Porque se você compreendeu estrutura, você compreendeu o livro todo. Se a gente pegar qualquer pessoa que está acompanhando o estudo aqui, eu vou perguntar para ela assim, e aí, me fala do livro de Isaías. Ela vai dizer, oh, está dividido em duas partes. Uma primeira parte fala lá do Yom Kippur, do julgamento de Israel, das nações, do planeta inteiro. E a segunda parte? Nossa, a segunda parte é limpa.

A segunda parte está dividida em três pedaços. Uma parte fala da justiça, a outra fala do amor, a outra fala da caridade. Acabou! Você resumiu o livro inteiro. Agora, tem gente que vai ficar 70 anos citando versículo, versículo, e não pegou a estrutura geral do livro. Então, mais importante do que eu me prender a detalhes, é eu entender a estrutura geral. Depois que eu entendo a estrutura geral, aí eu posso pegar os versículos isolados. Aí eu consigo fazer links maravilhosos. Porque eu entendi qual que é a estrutura geral do livro.

E é, qual a conclusão que a gente chega aqui? Não é um monumento? Um monumento. É um monumento. Isso aqui, a gente deveria pegar esse livro aqui, ou esse rolo, igual quando a gente vai visitar o Louvre. As pirâmides, né? Ao museu do Louvre, ou museu qualquer, museu aqui, aqui mesmo no Brasil, qualquer museu, você não pega um mapinha? O que nós estamos fazendo aqui é, nós estamos pegando o mapa desse monumento, para a pessoa poder visitá-lo, para ela poder saber para onde ela está olhando, e saber onde ela está. Esse é o nosso propósito.

Porque agora fica mais tranquilo. Agora você vai poder pegar, nossa, a primeira parte fala da soberania de Deus, você vai ler lá. Gente, aí fica fácil. Aí, você lê nove capítulos, numa sentada, entende tudo. Porque você vê que ele está repetindo, repetindo a mesma ideia. Ele repete a mesma ideia mil vezes para gravar. É isso. Então, as ideias centrais da Bíblia, as ideias centrais do Livro Bíblico. Essas são as ideias centrais do Livro de Isaías. Por isso que esse profeta é tão poderoso. Por isso que é ele que Jesus lê.

É ele. E qual que é o texto que Jesus abre lá na Sinagoga de Cafanau? É essa segunda parte aqui da caridade. É esse trecho que Jesus lê. Hoje, essa profecia se cumpriu diante dos vossos ouvidos. É isso. Muito bom. Nossa. Muito importante. Acho que maravilhoso para a gente ter essas chaves realmente para poder começar a entrar no livro, interpretar, entender. Muito bom. A gente agradece. Acho que já estamos em 11 horas. Vamos agradecer a todo mundo que participou. Até o Júlio está aqui nos comentários. Achei que ele ia entrar aqui conosco para dar tchau para o pessoal.

Está lá no chat comentando. Exato. Vai entrar. É aí. E aí? Conseguiu acompanhar? Você está doida? Tudinho. É louca. O quê? Lógico que não. Tem que assistir cinco vezes esse negócio aqui. Tem condição, não? Estou brincando. Alguma coisa eu consegui acompanhar. Lógico que… É um monumentozinho. Mas é lógico que ficou assim. A ideia é que a segunda parte é uma escadaria. Eu subo degraus. Treze capítulos. Depois eu desço os mesmos degraus. Treze capítulos. E lá no platô está um capítulo-chave, que é o 53. Essa é a estrutura geral da segunda parte.

Mas eu posso também pegar essa estrutura e picar ela em três e ela vai ter a mesma forma. Os mesmos degrauzinhos que sobem e descem. Só que agora vão ser quatro capítulos subindo, quatro descendo e um capítulo no platô. E aí a gente tem os capítulos do platô aqui que a gente viu. Não é? São os capítulos 44, 53 e 62. Esses são os capítulos platôs das três partes. E aí o que eu fiz? Eu peguei a temática. Qual que é o tema da primeira parte? Justiça. O tema da segunda parte? Amor. O tema da parte do centro? Então, primeira e terceira, justiça e amor.

O da segunda, que está no meio, caridade. O que a gente fala? Do Messias. Então, Jesus está na parte que fala da caridade de Deus. Porque esse é um tema pouquíssimo explorado no meio espírita. A gente fala muito da justiça de Deus, do amor de Deus, mas a gente não fala de Deus como o modelo supremo da caridade. Então, a gente fala assim, nossa, o Chico era caridoso. Aí todo mundo entende. Aí você fala assim, Deus é caridoso. Aí a cabeça da pessoa trava. Ela não consegue entender. É engraçado, não é? Então, você fala assim, oh, e Mandúcia era caridosa?

Nossa! A mãe Tereza de Calcutá era caridosa? Não! O Chico era caridoso? Nossa Senhora! Vixe Maria! O Divaldo é caridoso? Meu Deus! E Deus é caridoso? Posso pensar? Como que uma criatura pode ter uma virtude que Deus não tenha num grau supremo? Talvez porque a gente costumava falar isso, não é? Ele não é caridoso, ele é a caridade, não é? Mas o que acontece, Júlio? É porque sempre a gente não consegue ver Deus nos dando algo que a gente não merece. Sim. Isso é caridade. Isso me lembrou, Haroldo, um comentário… Então, assim, a vida, quando Deus chega e fala assim, filho, encarna na Terra, ninguém aqui merecia isso.

Isso foi um ato supremo de caridade de Deus e de Jesus, que aceitou se oferecer. É o grande tema que o Paulo, o Paulo vai trabalhar isso aí, fala gente, deixa eu te falar uma coisa pra vocês, vocês estão aí batendo no peito, eu sou religioso, eu sou… ninguém merece, não! A vinda do Messias é caridade pura, vocês não estão entendendo, é um ato de graça total. Quando você falou de Ciro, Haroldo, eu me lembrei de Paulo, Jesus repetindo a situação que você está falando, que ele está falando de Deus, porque Jesus vai buscar o doutor da lei, até o gentil.

Vai buscar o doutor. Exatamente. Exatamente. E aí, esse é o quê? Esses são os aspectos desconcertantes da caridade. É desconcertante, porque a caridade desequilibra o jogo. É, Jesus. Não é? Então, você imagina assim, você imagina um Gregório, ele está ali, fazendo aquelas coisas, você fala, uma lei vai cuidar dele. Aí, de repente, vem a mãe e muda o jogo, muda a matemática, você fica perdido, você fala, perdi, é, perdeu mesmo. A caridade muda tudo. É bonito, porque o Emmanuel diz assim, olha que interessante, ele fala lá, a justiça, a misericórdia, quando ele vai falar assim, o determinismo, o livre-arbítrio, mas, acima dos dois, está o amor de Deus.

Olha isso. Então, você tem o livre-arbítrio, tem o determinismo. Pausa dramática. Espera aí, já vai voltar. Não, tem que dar uma parada, né, Deus tem que parar o cara, Deus tem que parar o cara um pouquinho. Lá no consolador, a pergunta sobre determinismo divino. Se o determinismo convive com o livre-arbítrio. A mãe fala, claro, o livre-arbítrio é limitado, o livre-arbítrio é algo da criatura, o determinismo é o arbítrio absoluto de Deus. Mas, acima dos dois, está o amor. De Deus. Aí, torce a cabeça. Aí, você para essa questão, você fala, não entendi, não entendeu mesmo, não entendeu mesmo.

Por isso que o Paulo diz, o amor de Deus nos constrange. Você vai em Provérbios e diz assim, a sabedoria de Deus é loucura para os homens. Porque não é essa logicazinha linear nossa. Tem que tomar cuidado com isso. Tomar muito cuidado. Eu queria, Haroldo, nessa estrutura do quiasmo, o sentido ascendente e o sentido descendente, tem algum estudo que explica essa questão da ascendência e o paralelo dele na descendência? Tem uma ordem, uma direção, isso? Sobe e desce? A ordem, Júlio, é a simetria. É só a simetria. É só a simetria da estrutura.

Eu estou citando aqui capítulos para ficar mais fácil de entender. Porque, na verdade, essa simetria é de ideias. Eu vou desenvolvendo ideias, eu chego num ápice, depois eu repito aquelas mesmas ideias detalhando. Aí eu mudo de assunto. Aí começa uma nova desenvolvimento de ideias, concluo, chego numa síntese, depois eu repito detalhando. É simetria de ideia. Eu estou citando aqui em termos de capítulo para ficar fácil para a gente… Mas, se você pega um rolão daquele… Ele vai estar no centro, aquilo que você fala.

É como se aquela ideia que nós estamos desenhando em 3D… Mas, assim, a gente não pode ficar tão preso geograficamente, não estar aqui nesse pedaço, porque não é bem isso, não é? É mais sabe o quê, Júlio? Os padrões da música, é uma coisa. Sim, na escala. Os padrões da melodia, a melodia tem ali um tema. Você faz uma pergunta, aí vem uma melodia que responde. Aí tem uma estrutura, as cadenças de acorde. É isso. São estruturas. Muito bonito, Haroldo. Muito bonito. Parece que você tem uma pergunta para responder antes de a gente terminar.

Uma pergunta especial. Ah, sim, verdade. A Leonora está com ela aí. Peraí que eu vou pegar ela aqui. Achei que a gente não ia falar dela, mas é uma pergunta que veio lá no grupo de estudos. O pessoal estava perguntando como encontra. Lá no Facebook. Ser, estudo de Isaías com Haroldo Dutra Dias. Só dá uma busca lá que encontra. Mas o Jurandir Carvalho, ele escreveu assim, ó. Numa palestra, há seis anos atrás, A Interpretação dos Textos do Evangelho por Allan Kardec, parte 1, no Ser, Haroldo disse que Allan Kardec deixou 30 obras que, sem ler e examinar as 30, é impossível alcançar a compreensão de qualquer assunto.

Como eu levo muito a sério o que ele diz e como já estou com 78 anos e certamente não vou conseguir ler as 30 obras, pergunto ao Haroldo, como devo estudar os textos bíblicos e compreender? Devo desistir e me dedicar à atividade mais simples, no sentido da caridade? Ah, sim. Jurandir, então vamos lá, meu querido. O Espírito, primeira coisa, você é um Espírito imortal. Então, esta tarefa que nós estamos falando aqui não é uma tarefa para uma encarnação, Jurandir. Tire isso da cabeça. Até porque a obra de Kardec não é simplesmente um texto.

A obra de Kardec é São Luís, Santo Agostinho, João Evangelista, Paulo. É a pléiade do Espírito de verdade que se reuniu para transmitir a experiência deles. Aí, nós não podemos, Jurandir, alimentar a ilusão de que nós vamos adquirir a experiência de um Santo Agostinho lendo 30 livros numa vida. Então, calma. Segundo, o Espírito imortal tem dois pratos para equilibrar. Um é a asa da sabedoria, outro é a asa do amor. É simultâneo, Jurandir. Não é um prato, depois o outro. Os dois pratos têm que estar girando e você rebola para manter os dois girando.

Espíritas, amai-vos e instruí-los. E, não é ou. Não foi isso que o Espírito de verdade disse. Ele não disse assim, Espírito, amai-vos ou instruí-los. Não, é e, e, e. É uma conjunção aditiva. É soma. É um mais o outro, simultaneamente, tudo junto ao mesmo tempo. Não. Os dois pratinhos. E, sem pressa. Sem pressa. Porque isso aqui é um processo de séculos. Não é um processo de 20 anos, que você vai ler 30 horas. Não é essa a proposta. Então, faz os dois e, e, e, E, Paciência. E, a gente vai caminhando, vai aumentando a nossa sabedoria e vai aumentando o nosso equilíbrio emocional e o nosso amor.

Simultaneamente, os dois pratos. O nosso problema é quando a gente quer separar um ou o outro. Esse é o grande equívoco, esse é o grande erro. Porque aí a gente fica trópico. Fica manco. Você fica mancando de uma perna. É duas pernas, elas têm que caminhar em harmonia. Em harmonia. Então, duas coisas, né? Conselho. Ele arruma um lugar para ele fazer caridade, que é bem longe da casa dele. E ele vai escutando os estudos no caminho. Tá aí uma ótima solução de fazer tudo junto ao mesmo tempo e combinar. E, de nossa parte, nós vamos fazer umas preces intercessórias pra dar pelo menos mais 30 anos de vida pra ele.

Isso, isso aí. Não é? Só pra contar um caso prático aqui, uma grande experiência que eu vivi, uma experiência muito rica na minha vida, quando eu tinha 17 anos de idade. Eu fui chamado a coordenar uma tarefa no Grupo Espírita Loreto Flores, foi o primeiro grupo que eu participei. Era uma tarefa que ocorria todos os domingos. Ela ocorria de sete da manhã a meio-dia. O que era essa tarefa? A gente chegava às sete horas da manhã e ia ajudar a picar os legumes pra fazer a sopa. Todo mundo tinha que picar legumes. Então, eu chegava às sete da manhã, ajudava a picar os legumes, ajudava a fazer a sopa.

Aí, enquanto a sopa estava fervendo, estava sendo preparada, a gente preparava café e pão. E aí recebia os necessitados de bairros carentes da região. Ali do São Gabriel, de vários bairros. A gente recebia aquelas senhoras, geralmente eram mais mulheres, sabe? Mães sofridas, mães solteiras, a gente recebia. Recebia elas às sete e quarenta, a partir de sete e quarenta, sete e meia, até oito horas. E aí a gente dava pão e café para todas elas, ajudava a distribuir. Depois, enquanto uma equipe ia preparar as cestas básicas e deixar a sopa fervendo, eu fazia o estudo do Evangelho para elas, para essas pessoas, para essas mãezinhas sofredoras, muitas tinham perdido o filho, assassinado, no tráfico, aquela coisa.

Eu ia fazer o estudo do Evangelho. Então, eu te pergunto, isso é estudo ou é caridade? Está tudo misturado. Porque eu ajudava a fazer o café, ajudava a distribuir o pão, ajudava a picar a sopa, depois eu ajudava a servir a sopa e, no meio, eu falava do Evangelho. Então, eu fiz essa atividade por sete anos consecutivos, ininterruptos, sete anos, sete anos. Então, é isso. Outra coisa para citar, nós tínhamos umas visitações, visitas ao hospital, nós fizemos essa tarefa por sete anos, todo o último domingo do mês, a gente visitava o hospital de câncer, Leprosário, Colônia Santa Isabel, todo o último domingo do mês, durante sete anos consecutivos.

Aí, o pessoal tocava violão para as crianças com câncer, a gente cantava, eu tocava, eu ficava, aí visitava os amigos, sete anos. Só para ajudar, né? Estamos aqui fazendo autobiografia, só para dizer que não é ou, é i, é junto. Todo mundo junto, e junto as tarefas, né, Haroldo? Todo mundo. Tem muito tempo ainda, como é o nome dele? Jurandir. Jurandir. Jurandir. Não sei se ele está assistindo a gente agora, mas se ele assiste depois… Há até a eternidade para fazer isso. É a eternidade para fazer isso. É pouco tempo, mas dá.

Haroldo, quantos anos que o Kardec começou? 54, não é isso? Acho que foi, né? 54, por aí, né? Pois é. Pensa bem. Tem muita coisa, muita coisa que a gente pode fazer ainda, né? Haroldo, é isso então. Eu gosto de chegar no final assim e fazer um… parecer que eu estou entendendo as coisas tudo, mas está bom. É maravilhoso, Haroldo, maravilhoso. Mais uma… Um abraço. Eu ia tocar a música da Tieta hoje, mas eu deixei para lá. É verdade. Essa deu o que falar. Foi o tema do final de semana do pessoal. Já fica a dica para o pessoal assistir o estudo anterior, né?

E entender por que tem tanto comentário dessa música nos grupos. E entra e fala assim, o que é isso, gente? Isso aqui virou uma… Fã clube invertendo veloz. Foi ótimo essa luz toda. Muito bom, gente. Isso aí, Eleonora. Muito bem. Gente, obrigada. Um abraço para todo mundo. Muita paz para todos. Obrigado. Você também. Fique com Deus, pessoal. Tchau. Tchau. Legendas pela comunidade Amara.org

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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