Neste episódio da série de estudos do Velho Testamento, Haroldo Dutra Dias, em diálogo com Eleonora e Júlio, aprofunda-se no Livro de Salmos, com foco no Salmo 6. O estudo é enriquecido pela perspectiva espírita, mas sem desconsiderar a tradição judaica, fundamental para a compreensão dos textos originais.
O que é estudado neste episódio
- A relação com Deus nos Salmos: Os Salmos são apresentados como um mosaico de situações que desafiam, estremecem, questionam e fortalecem a relação humana com Deus, um “curso intensivo de como construir uma relação com Deus” em diversas situações da vida.
- O Salmo 6 e o reajuste com a Lei Divina: Este Salmo é abordado como um momento de sofrimento e rogo a Deus, questionando “até quando” as provações persistirão. A discussão explora a dificuldade de reajuste após equívocos e enganos.
- Concepção judaica de misericórdia e justiça: É destacada a diferença entre a compreensão judaica de misericórdia e a teologia católica/protestante. A misericórdia na tradição judaica é inseparável da justiça divina.
- A Árvore da Vida (Cabala): Haroldo introduz a Árvore da Vida, um conceito cabalístico com dez esferas (sefirot), que representa a jornada espiritual. A árvore começa no “reino de Deus” (Malchut) e culmina na “coroa da vida” (Keter), simbolizando a integração da justiça e da misericórdia.
- O “Reino do Eu” versus o “Reino de Deus”: A transição do primado do egoísmo e orgulho para o reino de Deus, onde os parâmetros são divinos, é um ponto central. A psicologia infantil da relação com Deus, onde o indivíduo tenta moldar Deus à sua vontade, é contrastada com a maturidade espiritual.
- Justiça e Misericórdia em Deus: A impossibilidade de separar a justiça e a misericórdia em Deus é enfatizada. Ambas são infinitas e indistinguíveis, como ingredientes batidos em um liquidificador, formando uma unidade perfeita. A coluna da direita da Árvore da Vida representa a misericórdia (Hesed) e a coluna da esquerda, o rigor/justiça (Gevurah).
- A visão de Deus e o desvio humano: A perspectiva humana limitada é comparada à visão de um viajante na estrada, enquanto a visão de Deus é como a de um satélite, abrangendo todo o percurso e o destino final (Espírito puro). O desvio humano não surpreende Deus, que possui infinitos recursos para lidar com o mal.
- O erro e o mal na perspectiva espírita: Com base em Emmanuel (Livro O Consolador) e Allan Kardec (Livro dos Espíritos, questão 132), o mal é visto como um “zero à esquerda” para Deus, sendo um problema do ser humano e não de Deus. A adivinhação sobre a reação divina ao erro é desmistificada.
- A imagem do “Caminho da Vida” de Kardec: A metáfora de Allan Kardec (Obras Póstumas) sobre uma estrada larga e florida interrompida por florestas densas é usada para ilustrar a evolução espiritual, onde as florestas representam as encarnações e os desafios, e a estrada larga, o mundo espiritual. A experiência adquirida nas “florestas” leva à maestria e, finalmente, à montanha, de onde se vê o caminho completo.
- O “justo” na Torá e no Espiritismo: A compreensão do “justo” na Torá como aquele que integra toda a Árvore da Vida (justiça e misericórdia) é comparada à descrição de Allan Kardec sobre o verdadeiro justo, que possui o caráter de Jesus, praticando justiça, amor e caridade em equilíbrio.
- A jornada espiritual como espiral: O conhecimento espiritual não é linear, mas espiral, com idas e vindas, voltas e revisões, buscando a unidade divina.
Reflexões
- A compreensão dos Salmos à luz da Doutrina Espírita revela a profundidade da busca humana por Deus e a complexidade da relação entre justiça e misericórdia divinas, que são inseparáveis e infinitas.
- A jornada evolutiva é um processo de aprendizado contínuo, onde os desafios (as “florestas” da vida) são oportunidades para adquirir experiência e desenvolver a capacidade de amar e servir, culminando na integração de todas as virtudes.
- A transição do “reino do eu” para o “reino de Deus” é um convite ao arrependimento e à transformação interior, onde o egoísmo é substituído pela busca dos caminhos divinos, com a certeza de que Deus, em sua infinita sabedoria, sempre oferece novos caminhos para o progresso.
Ler transcrição do episódio
Bom dia! Olá, amigos! Bem-vindos a mais um estudo de Salmos. Bom dia, Haroldo. Bom dia, Júlio. Como estão vocês? Bom dia, Eleonora. Bom dia, Júlio. Bom dia a todos que acompanham aqui o Salmos, essa família maravilhosa aqui que Cada episódio, não é mesmo, Leonor e Júlio? Estão sempre aqui comentando, participando, trazendo sugestões e juntos nós vamos aprendendo nesse oceano de conteúdo espiritual inesgotável que é esse conjunto de textos. Sempre que volta, descobre algo diferente. Isso é importante a gente não perder de vista.
Eu ia dizer isso, que o pessoal que está sempre junto, que participa, que incentiva em vibrações do nosso estudo, para que ele se mantenha, então a gente agradece muito mesmo a participação de todos. Interessante, né, Aruto, como eu tenho encontrado as pessoas, e elas reforçado o quanto tem sido inovador, uma descoberta, ler os salmos à luz da doutrina, dessa forma que a gente está fazendo, né? Porque eu mesmo já comentei que tinha um relacionamento com os salmos muito daquilo de citar uma poesia, citar um trecho, sempre os mesmos salmos.
E tem sido muito interessante, porque eu tenho aprendido que os salmos, ele representa para nós o esforço de relacionamento com Deus. É o que eu tenho aprendido. E o quanto nós vemos que mesmo entre os salmistas, apesar da fé, eles vão elaborando cada vez mais esse relacionamento com Deus, o desenvolvimento da fé, desenvolvimento desse processo de filiação, inclusive. Então, para mim é isso. Não sei se faz sentido, Arondo, mas eu acho que essa é uma grande função dos salmos, assim. Ah, sim! O Emmanuel fala, em algumas mensagens dele, ele começa assim, na construção da tua relação com Deus, e eu acho que, às vezes, a gente perde isso de vista, Júlio.
A Bíblia, do primeiro versículo ao último versículo, é um curso intensivo de como construir uma relação com Deus. Como construir uma relação com Deus, nas situações mais desafiadoras e que são milhões de situações. Milhões. Vai desde a Ruth, que é uma viúva, até um homem que é um rei, um cego, um leproso. Então, você tem milhões de posições em que você pode se encontrar e milhões de situações que você está vivendo que desafiam a sua relação com Deus. Esse é o ponto. E o Salmo é isso. O Salmo está trazendo um mosaico de situações onde a nossa relação com Deus é desafiada, em que, às vezes, ela é estremecida, em que, às vezes, ela é questionada, em que, às vezes, ela é fortalecida.
Então, é isso que é bonito. O Salmo é isso. E também é um compartilhamento da caminhada, que faz parte de todo esse processo nosso de… de relacionamento, às vezes inadequado, às vezes belo na sua profundidade de fé, às vezes abalado pelas dores, mas ainda buscando. Eu acho muito legal. Vamos lá. Salmo 6, né? Esse Salmo 6, ele vai falar exatamente nessa dificuldade, nesse momento de reajuste com a lei. Eu lembro que a gente encerrou o episódio anterior, falando dos nossos enganos e desenganos, dos nossos equívocos, que nos trouxeram até o Salmo 6, na hora ali do sofrimento, em que eu rogo para Deus, até quando?
Até quando eu vou passar por isso? Isso, exatamente. E a gente falou também, não é, Júlia e Eleonora? Sobre a concepção judaica. Esse é um ponto importante, porque nós estamos estudando os salmos à luz da doutrina espírita, mas nós não somos ingênuos de desconsiderar que esse é um texto do povo hebreu. Esse é o texto deles. Depois, no século II, os cristãos se apropriaram desse texto, mas o texto é deles. Então, é muito ingênuo da nossa parte fazer uma leitura sem ler os autores do texto, sem considerar a tradição de quem produziu o texto.
E veja, de quem produziu o texto ao longo de 1.500 anos. Então, para o povo hebreu, misericórdia não tem nada a ver com a teologia da Igreja Católica e do protestantismo e que, infelizmente, esses conceitos teológicos católicos e protestantes estão impregnados no nosso psiquismo, até por conta dos séculos de reencarnação nessas fileiras. Veja, isso não é uma crítica, é apenas uma descrição. Então, a palavra misericórdia na tradição judaica não tem nada a ver com a palavra misericórdia na teologia católica, no protestantismo.
Porque a misericórdia é uma característica de Deus. E aí, nós vamos ter que voltar na árvore da vida. A árvore da vida. A árvore da vida é curiosa porque são dez esferas, são dez esferas Então, eu tenho uma esfera superior, que é a coroa, que é chamada de coroa, de keter. Então, a coroa é o ápice, a coroa, a coroa da vida. É o que o Espírito recebe quando se torna puro. Quando você se torna um Espírito puro, você recebe a coroa da vida. Por quê? Porque você integrou. Mas, onde que começa a árvore? Olha que bonito! A árvore começa no mal-rute, que é o reino, o reino de Deus.
O reino de Deus é o início. O reino de Deus é o início. Mas, como pode? Como é que ele pode ser o início? Ele é a esfera que está na ponta. Então, ela tem uma esfera superior, uma esfera que está na ponta, três esferas do lado direito e três esferas do lado esquerdo. E, no meio, tem mais duas esferas, que são o desdobramento do reino. A ideia é o seguinte, você sai do primado, palavras de Emmanuel, abre aspas, você sai do primado do eu, você sai das cortinas do eu, você sai do reino do egoísmo e do orgulho e ingressa no reino de Deus.
Por isso que João Batista dizia, alegraios, o reino… de Deus, o reino dos céus, está próximo. Então, eu ingresso agora num novo reino. Eu entrei. Entrei, eu comecei. Nesse reino de Deus, não há lugar para a egolatria, para o egoísmo, para o narcisismo, porque isso ficou para trás. Isso é o reinado do eu. O reinado do eu. No reino de Deus, Quem estabelece os parâmetros? Deus. Não sou eu. Porque se fosse eu, estou lá no reino anterior, é o reinado do eu. Eu sou o parâmetro, eu sou a medida, eu sou a lei, eu sou a regra.
O bem é o que eu acho que é o bem. O mal é o que eu acho que é o mal. Deus é o que eu quero que ele seja. É tão engraçado porque é cristão que está no reino do eu. Aí ele fala assim, meu Deus, o seu Deus, o seu Deus. Deus virou um pássarozinho que ele colocou na gaiola. É dele. É dele. É típico de uma psicologia infantil. É uma relação com Deus infantil. Está tudo certo. Porque a gente tem que passar pela infância. Está tudo certo. Quando eu ingresso no reino do eu, eu, eu saio do reino do eu e ingresso no reino de Deus, eu entro na árvore da vida.
Meu objetivo é a coroa da vida. Agora, como é que a árvore da vida está dividida? Eu não vou falar dos dois círculos que estão no meio, eu vou falar dos três círculos que estão na direita e três na esquerda. Os três da direita são a misericórdia e os três da esquerda são a justiça. Olha isso! E quando chega na coroa da vida, significa que você integrou justiça e misericórdia, ou amor. Porque, por exemplo, Horma, Hesed e Netzach são aspectos do amor. Por isso que a lei é de justiça e a caridade, que é a prática, que vai nos levar ao quê?
À coroa da vida. O que eu estou querendo destacar aqui? O que eu estou querendo destacar? Eu peço para alguém misturar farinha de trigo, óleo e ovos. A pessoa colocou a farinha de trigo, ele, Leonor, jogou o óleo, quebrou os ovos. Bata no liquidificador. Bateu. Virou uma massa. A massa é a coroa da vida. Agora, tira os ovos. Não tira mais, né? Então, quando a gente olha pra Deus, a gente tá querendo tirar a farinha de trigo, tirar os ovos, tirar o óleo. Ah, não, Deus agiu agora com justiça. Não, não, não faça isso.
Não faça isso. Deus é um. Deus não é três, quatro, cinco, seis. Deus é um. Em Deus, a suprema justiça e o supremo amor foram batidos no liquidificador. Não tem como separar. E esse é o maior problemão para a gente entender Deus. Porque a gente fica tentando separar. Ah, não, agora eu acho que Deus agiu com justiça comigo. Aí você pega a ficha do indivíduo e fala assim, meu amigo, você não tem ideia da misericórdia que atuou aqui. Porque qual que é a ideia da árvore da vida? A coluna da esquerda é a coluna da direita, né?
A coluna da esquerda é a coluna do rigor. Rigo, precisão, disciplina, seitio por seitio. E a coluna da direita é a coluna do amor que cobra a multidão de pecado, do amor que transborda, da benevolência para com todos, da indulgência para com as imperfeições. Então, eu não posso tirar nenhuma das duas colunas, senão eu não chego na coroa da vida. Então, o grande problema, Eleonora, porque quando você trouxe aqui no início a leitura da Bíblia de Jerusalém, que está enviesada pela teologia católica, nesse sentido muito ruim, é de que a misericórdia exclui a justiça divina.
E não existe isso. Porque em Deus, a justiça e a misericórdia é indistinguível. E ambas estão no infinito grau. Adorei a árvore, porque também imaginei que se um deles cai, sai, ou a justiça ou a misericórdia, a árvore cai. Ela precisa de ter essa… Ela cai. Essa sustentação e essa imagem ficou linda. Exatamente. Eu estou entendendo que você está fazendo referência a uma imagem, até pesquisando na internet aqui. Eu vou te mandar uma melhor. Acho que as pessoas não conhecem, talvez todo mundo conheça a imagem. Eu vou te mandar uma melhor.
Está em os… Acho que muitas pessoas conhecem… É o grupo dos salmos. Ela é muito… Eu já divirto, Eleonora, que 95% do que tem na internet é uma bobageada que não tem tamanho. Então, aprecie com moderação. Tem muita coisa boba. O que eu estou trazendo aqui é o que está no Talmud, na literatura judaica séria, que infelizmente na internet tem… nossa, tem coisas lastimáveis. O que eu tava falando sobre o Salmo 6, que na verdade não ficou gravado, porque foi uma conversa que a gente tava tendo antes da gravação, só pro pessoal pegar, é que numa notinha de rodapé da Bíblia de Jerusalém, ele vai falar que esse é um dos sete salmos de permitência, né?
E aí eu questionei para o Haroldo o que seria isso, que no dicionário fala que é uma pena imposta para expiação de um erro cometido. O que eu tinha pensado é que essa construção que fizemos no estudo passado, a gente meio que saiu fora do nosso roteiro, e agora a gente tem que retornar. E esse retorno, às vezes, é complicadinho, né? Passamos por dor, passamos pelas provações, e é nesse momento de dor íntima que eu vejo que o salmista está conversando com Deus, né? Exato, Leonora. Porque para o salmista… Olha, eu vou trazer uma imagem aqui, vamos ver se faz sentido.
Para você que está na estrada, Leonora, cada quilômetro é um quilômetro. Para quem está num satélite olhando você se deslocar, a visão é a mesma, Eleonora? A visão é a mesma? Eu saio daqui de Belo Horizonte para São Paulo pela Fernão Dias. São quase 600 quilômetros, 8 horas de viagem. A hora que eu saio daqui, eu consigo enxergar São Paulo? Mas quem está vendo o meu deslocamento pelo satélite? São Paulo e a gente. Quem está vendo o meu deslocamento pelo satélite, está vendo de onde eu estou saindo, onde eu vou chegar, está vendo tudo.
Então, o que eu acho que nós temos que ter um cuidado é que, às vezes, a gente acredita que a nossa visão é a de Deus, que a gente está vendo o que Deus está vendo e que a avaliação de Deus é a mesma que a minha. Não é. Isso está retratado no livro de Jó. Porque tem uma hora que fica tão difícil para o Jó, porque ele fala assim, agora eu quero falar com você, Deus. Eu quero um Zoom, você marca o horário, aí Deus marca. Vai ser 5 de outubro, 14 horas. A nossa reunião, Jó. Eu vou te receber, pode conversar. Jó, não se esqueça, você vem como homem, eu vou como Deus.
É verdade. É gostoso esse texto de Jó. É claro que isso é uma ironia. Porque você está achando que você vai conversar com Deus e que Deus está compartilhando da sua visão, da sua ideia das coisas, da sua interpretação dos fatos. Só que o horizonte de Deus é infinito. O que eu estou querendo dizer com isso, Eleonora? Toda vez que a gente se desvia, Deus está enxergando mais a chegada como Espírito puro do que o desvio. A ação da justiça divina e da misericórdia divina não é apenas no desvio, é na sua chegada. É em que aspecto esse seu desvio interfere nos desdobramentos para que você chegue à condição de Espírito puro.
Então, vai atrasar 500 anos? Vai atrasar 3 mil anos? Nesse atraso, por onde que vão ter que passar? Quais outros caminhos vão ser trilhados? Quem eu vou ter que mandar para trilhar esses caminhos obscuros que você escolheu? Quem que eu vou ter que acionar para te ajudar nessa confusão que você arrumou com a sua vida? Porque tem tudo isso. Então, a gente espírita fica obcecado com o resgate espiritual. E a gente esquece que é o seguinte, não tem como você resgatar sem ação da misericórdia. Porque para você ter uma reencarnação de resgate, tem que ter uma mãe.
Tem que ter uma mãe para te dar a luz. Tem que ter uma mãe que, às vezes, não tem nada a ver com a confusão que você arrumou. E você tem um resgate para desencarnar com 25, e essa mãe vai ter que te perder. E ela não tem carma de te perder. Mas o que acontece com a gente? Toda vez que a gente olha para o nosso resgate, a gente está com um olhinho só no nosso umbigo. O que eu vou sofrer, o que eu vou sentir, a minha falta, a minha vida, a minha rotina, eu, eu, eu, eu. E essa foi alto né é interessante né que estava falando e Deus não está surpreso não está surpreendido é eu acho que nós eu tenho para mim tá é coisa minha de interpretação a gente Fica preso naquele lugar de Deus, ou seja, se sentou ali no lugar de Deus, aí começa a pensar como se fosse Deus, etc.
E eu acho que Deus não está surpreendido com isso, porque a sua criatura desenvolve-se também nesse processo da fase oral. Tudo leva a boca. Então, eu fiquei pensando nisso, que na hora que a gente… tiver uma comunhão maior com Deus, a culpa e a consideração do erro, a consideração do pecado, a consideração do processo, vai ser muito mais natural. Por quê? Porque você imagina, vê se esse raciocínio está certo. Se nós hoje, diante da nossa ignorância, né temos tanta dificuldade com o erro você imagina quando a gente for muitos tiver muito conhecimento se nós não tivermos uma comunhão com Deus que não pese tanto porque mínimas coisas vão aparecer grandes erros né vamos dizer assim para um espírito que tem pleno conhecimento né lembrando que de Sócrates né é que quanto mais sei Mas sei que nada sei, vamos dizer assim, parafraseando.
Então eu fico pensando que a evolução nos coloca numa condição de maior consciência da caminhada, sem tanto ocupar o lugar de Deus para culparmos-nos exacerbadamente, ou culpar o outro exacerbadamente, ou culpar a Deus pelo nosso processo de crescimento. Não sei se isso tem sentido para você, Sima. Tem total sentido, Júlio. É aí que está. Nós vamos lembrar. O que nós estamos aprendendo aqui com Salma? A construir a nossa relação com Deus. O erro, Júlio, o erro, o desvio, não é sobre Deus. É sobre você. E o Emmanuel faz questão.
Eu gosto da pergunta 132 do livro O Consolador. Porque o Emmanuel, o que ele vai dizer quando perguntam para ele sobre o erro, sobre o pecado? Ele vai dizer sobre o mal. Se o determinismo divino é o do bem, quem criou o mal? E aí o Emmanuel responde assim, no finalzinho ele escreve assim, o mal propriamente considerado para Deus é um zero à esquerda. Então, o que o Emmanuel está tentando dizer? Amigão, quando você pensar no mal, não pensa em Deus, não. Não pensa em Deus. Pensa em você. Para Deus, o mal é um zero à esquerda.
Deus tem infinitos recursos para conter o mal e purificar o mal. Então, não é sobre Deus. Você está se preocupando à toa. Se você está achando que o problema é de Deus, você está na direção. Você está resolvendo a equação pelo lado errado. O problema do mal é nosso. O problema é para mim, não é para Deus. E aí, eu estou procurando aqui a questão do livro dos Espíritos. 244. Os Espíritos veem a Deus… só os Espíritos superiores. Os superiores aqui, lembrando que o Kardec tem duas escalas de evolução, né? Aqui está na questão 100, que é dividida em três ordens, e uma divisão mais simples em duas ordens.
Na divisão mais simples, superiores são os puros, inferiores são os outros. Né? Então, tem duas classificações em Kardec, é importante não confundir isso. Então, quando Kardec fala assim, ou os superiores, estão falando os puros. Os bons espíritos e os espíritos imperfeitos são os inferiores. Ok? Então, são duas classificações. Então, só os superiores o veem e o compreendem. Os inferiores o sentem e o adivinham. O que é adivinhar? Eu falo assim, eu acho que Deus ficou chateado com o que eu fiz. Eu acho que Deus agora está usando de justiça comigo.
Eu acho que Deus fez isso. É um jogo de adivinhação do Espírito Imperfeito. É um jogo de adivinhação. Mas, de alguma forma, sentem, né? Achei tão bonito isso. Isso é importante. Ou seja, Eleonora, tem um recado aqui para a gente. Para de adivinhar e comece a sentir mais. Para de adivinhar. Ah, mas se eu desviar e ficar dez mil anos praticando mal, Deus vai pensar? Deus vai fazer? Isso é adivinhação. Adivinhação. É adivinhação. Interessante isso, né? Ah, eu estou achando ótimo. Eu ainda estou, na verdade, naquela imagem da viagem, que a gente está indo a pé para São Paulo, cansa, descansa, senta num banquinho, senta no montante.
O interessante, Eleonora… E vê se está vendo a gente de cima ainda. O interessante, Eleonora, é que essa imagem é do Kardec. Ela está no livro Obras Póstumas, e ela se chama O Caminho da Vida. O caminho da vida. E a imagem do Kardec é bonita, porque ele é assim. Ele fala, imagina um caminho largo, ensolarado e florido, reto, que conduz a um monte imenso, a uma mais alta colina. A ideia do Olímpico, dos campos elíseos da mitologia grega. Então, imagina uma estrada florida, que conduz a essa colina imensa, a colina mais alta do planeta, mil vezes maior do que o Pico Everest.
Só que essa estrada larga e iluminada, em intervalos irregulares, é interrompida por uma floresta densa, perigosa, escura, cheia de animais, de assaltantes. Então, você está caminhando nessa estrada, de repente, você tem que entrar na floresta. Aí, depois, você sai da floresta e volta para a estrada larga. Aí, ele diz assim, a estrada larga é o mundo espiritual, essas florestas são as encarnações do Espírito. Aí, ele diz assim, primeira vez que você entra na floresta, você sai despedaçado. Aí, segunda, terceira, mil, mil e duzentas, mil e quinhentas, duas mil, três mil vezes, você já está, tipo assim, magaiva.
Já fez até casa. Uma facinha no dente, um negocinho de água. Você já pega… Já chega a cobra assim, você já pega na cabeça dela, a outra já faz um maçado. Você já está na floresta, você já está… Entendeu? Vem o assaltante, você já subiu na árvore, fez uma… Você ganhou a experiência. Quando você dominou os perigos, as dificuldades da floresta, você está assim, largados e pelados. Lembra do programa? Quando você já está fera, largado e pelado, já está dormindo no chão, o cara fala assim, e esse aí, meu amigo? Não precisa nem entrar mais na floresta.
Aí você sobe na montanha. Quando você sobe na montanha, você vê o caminho inteiro. E você percebe que você chegou mas tem outras pessoas que estão vindo e aí o seu trabalho agora é orientar quem ainda precisa passar pelas florestas essa imagem mais linda da evolução espiritual é a imagem mais linda porque o que nós estamos querendo dizer? Se você joga um auxílio na floresta Não tem floresta. Aliás, o livro Renúncia é a história da Alcione passando pela floresta. Alguém viu Alcione abalada? A Bia. Ela tirava. Não tem maldade humana que desestrutura Alcione.
Não tem perda, não tem morte, não tem dano, não tem trauma, não tem traição, nada. Onde que ela estava? Lá naquelas esferas superiores, olhando. Ele fala assim, ô fulano, tem uma criatura teimosa, ainda está lá perdida na floresta, deixa eu ir lá dar uma ajuda, buscar. Ele fala, não, Alcírio, não vai, ele não vai sair ainda, Alcírio. Ele não tem condição, não, ele tem que aprender ainda umas coisas. Não vai, não. Não vai adiantar, inspira daqui a… Ah, mas eu preciso ir, eu tenho que ajudar. Tem uns outros também que eu quero ajudar.
É isso. É isso. Vou falar nada porque está aqui atrás, aqui, olha. O quadro da Alcione pintado por Rodrigo. Agora, você achar que… Porque as pessoas têm uma imagem da Alcione que é uma pessoa frágil. Ai, coitadinha. Coitadinha? Você não aguenta 15 minutos de floresta do lado dela. Eu já vi gente falando assim, fica até com raiva dela lendo o livro. O cara não aguenta nem… Até se irrita, né? É, porque ela olha para as pessoas, ela olha assim e fala assim, esse aí precisa de mais dez florestas para aprender o que eu já sei.
Esse aí vai… Ih, eu já fui para esse caminho. Esse aí vai se estrepar. Ele vai machucar todo. Porque eu já vivi isso. O Clarencio fala assim para André Luiz, acalma teu espírito, meu filho, eu também já perambulei pelos abismos dos quais acabaste de sair. Não vem querer me ensinar os terrores que você viu no abismo, é o que eu já passei por lá. Você não tem novidade nenhuma para me contar, eu já estive aí também, querido. Eu já estive aí. Então, vamos parar de reclamar? Você está aqui acolhido, você está aqui recebendo, você vai querer me falar que doeu, eu já passei por tudo isso, meu irmão então, vamos começar de novo bom dia André Luiz, como está o dia?
Ah, que benção Clarencio uma nova oportunidade ele corrige as impressões mas ele deu o chão de orelha dele você está querendo me falar o que você passou no umbral? Eu já passei por lá, eu já passei por lá é isso então, o Salmo 6 está falando disso O Salmo 6 está falando assim, Senhor, estou no labirinto, eu preciso dos teus caminhos, Senhor, eu preciso de caminhos novos. E eu acho que, hoje, na minha compreensão, tá? Quer dizer, é que, no meu nível de Espírito imperfeito, eu gosto de ver a misericórdia com caminhos novos que Deus abre para você.
Caminhos novos. Não é repetição de caminhos. Porque a nossa petição para Deus é, ó Senhor, eu não queria que nada tivesse mudado. Quando a nossa oração deve ser assim, Senhor, me dá novos caminhos. Eu sei que mudou, eu sei que aconteceu. Me dá novos caminhos, Pai. Me dá novos caminhos. Que eu veja, né? O que o cego pediu. Que eu veja esses novos caminhos. Eu vejo. É que eu fiquei pensando nisso, né? Lembrei da historinha da cruz, né? O senhor troca a minha cruz, essa cruz tá pesada, troca a minha cruz. Aí vai rodando.
Dá um pouco, volta. Não, essa aqui tá ótima, essa aqui tá ótima. Essa é a que chegou aqui, ué. Então, essa coisa do que eu vejo, né? Acho que é muito legal mesmo que a Leonora lembrou, né? Muitas vezes o que nos falta é a visão. De que a situação está ajustada e isso só se alcança tendo a confiança em Deus. Porque a gente fica nessa de pedir uma nova prova, uma muda aqui, muda aquilo ali, como se ele tivesse errado alguma coisa, tivesse algo melhor para ser feito e que não está sendo feito, e dependeu de eu pedir. Apesar de Jesus falar, pedi e obtereis, a questão é que…
Que é uma grande lição para a gente. Porque o que acontece é o seguinte também, não basta você ficar um especialista em se virar na floresta, se você não alimenta o desejo de chegar na montanha. Então a gente fica muito obcecado com resgate, com prova, com dificuldade, com purificação, com lapidação, e a gente esquece que um dia você vai ser livre e você vai ter que desejar o que você quer. Eu acho isso muito importante. Porque, por exemplo, Alcione era livre e ela escolheu estudar música e harmonia nas esferas superiores.
Ela podia estar estudando outra coisa. O Sócrates é livre e está estudando filosofia. Não está trabalhando com música. Então, o pedir e obterês é pensa em você livre e comece a desejar. Porque os caminhos de Deus são infinitos e entre o infinito você vai ter que escolher alguma coisa. É forte isso, né? É forte isso. Porque senão eu só penso, e aí é o que isso? Resgatar, purificar, passar pela prova, é a coluna da árvore da vida, a coluna da justiça, da rigidez. É binar, gevurar. Gevurar é rigor. Gevurar é rigor. Seitio por seitio.
Resed, do outro lado, é misericórdia. Então, tudo bem, você está passando dificuldade, tudo bem, mas onde está sua esperança, seu sonho, seu desejo, sua visualização? Isso é HACED. Aro, dá uma explicada nesse negocinho pra gente aí. Eu só não quis entrar muito, Julio, porque eu acho que sai um pouquinho, porque é muito complexo. Vamos combinar o seguinte? Vamos fazer um episódio extra sobre a árvore da vida? Porque aí eu tenho que dar um contexto, de onde veio o nome, por que dez esferas ou dez emanações? O que que…
Senão acho que fica muito solto. E isso é a cabalá, né? Eles não deixam você estudar isso se você não tiver pelo menos uns 10 anos de estudo de Torá. Porque o medo deles é ficar místico e banal. Então, eles eram muito cuidadosos com isso, sabe? Mas olha que coisa legal. O Hesed é o misericordioso. Hesed está onde? Ali, no 4. Está na coluna da misericórdia. Está na coluna da misericórdia. Então, lembra o nome. Leia o nome das coisas. Porque você está citando os nomes, às vezes está escrito, a gente não consegue ler na pronúncia correta.
O um é o quê? O um é o Keter, coroa. É a coroa da vida. Coroa da vida, você integrou tudo. Justiça, amor e caridade você misturou, bateu no liquidificador? O bolo está pronto. É um. O 10 é o mal-ruto que é o reino de Deus. Você saiu do reino do eu e agora você entrou nos caminhos de Deus. Olha que bonito. Os caminhos de Deus, olha. Está vendo um traço amarelo aí? Uma linha amarela? Eu entro no reino, vou para Ié, depois para Rode, depois para Nesrá, Tifet, vou para Guevurá, vou para Ré. Ou seja, eu estou fazendo isso aqui.
Eu estou aprendendo as duas coisas, não ao mesmo tempo, porque fica difícil. Ou seja, o que você está vendo aí? As duas asas, amor e sabedoria, ou justiça e misericórdia. É a mesma coisa. Lembra uma espiral também, né, Arudo? Lembra uma espiral. Na verdade, a ideia é de uma espiral. Começo, vou, eu vou conhecendo a diversidade para eu chegar na unidade. Gravitar em torno da unidade divina. Tal é a lei. Tal é a lei. Gravitar em torno da unidade divina. Porque só Deus é um. Deus não é nem o 10, nem o 8, nem o 7, nem o 9, Deus é um, ele é a árvore toda.
Bonito, não é? E vamos pensar em fazer esse episódio extra, porque as pessoas têm muita curiosidade mesmo, e como o Haroldo falou, muita coisa mística, e na internet, acho que é interessante, chegamos no ponto da árvore da vida. E o justo, quando a Torá fala no justo, o justo, nós lemos, aquele que pratica a justiça. Errado. O justo é que juntou a árvore da vida toda. Por isso que no Livro dos Espíritos, questão 882, eu acho, qual seria o caráter do verdadeiro justo? Ele falou assim, o caráter de Jesus. Porque ele praticaria ao mesmo tempo a justiça, o amor e a caridade.
Então o verdadeiro justo é a árvore da vida. Não é só ser rigoroso e disciplinado. Ah, eu sou justo. Não, meu amigo, você é rígido. Você não é justo. Porque para você ser justo, a sua misericórdia e amor tem que estar no mesmo nível do seu rigor. E a sua caridade tem que estar no mesmo nível da sua disciplina. Nós estamos longe de ser justos. A Terra só conheceu um justo até agora. Jesus. E os outros estão indo, né? Os outros estão a caminho. Por isso que Moisés não entrou na terra prometida. Ele não é o justo ainda.
Já que você citou Moisés, lembrando aqui, que nós voltamos a estudar o estudo de Gênesis lá no Espiritualidade e Vida. Até ontem eu acabei não te lembrando de falar com o pessoal na sua live. Não, eu vou falar. É, já estão com… Sei lá quantos hoje, quase 10 mil pessoas, visualizações do material, e nós lançamos lá um questionário, porque quem já assistiu, que não pôde fazer perguntas naquele tempo, vai poder fazer, a gente vai estar encaixando aí um horário pra gente responder. Na verdade, Júlio, a gente tava pensando de, esporadicamente, a gente reservar uma live de terça-feira pra responder as perguntas desses estudos, porque, veja, nós estamos fazendo um cross…
uma integração do material do ser com o material da espiritualidade e vida, para que a gente possa alavancar os dois, o Espiritismo. tv e o Espiritualidade e Vida, nós temos que somar forças, gente, temos que somar forças, para a gente ganhar relevância aí na internet e alavancarmos esses projetos do bem espiritual, que já existem desde 2010, e a gente precisa, precisa subir essa montanha. Não adianta ficar só tomando… pancada dentro da floresta. São materiais tão importantes, né? E estudos tão inéditos para a doutrina espírita, que claro que chegar a mais corações, é isso que a gente quer, né?
Que mais pessoas tenham acesso, que possa chegar, que possa estudar. A gente percebeu ali pelo questionário que muitas pessoas já viram lá em 2015, mas a maioria nunca tinha visto, né? Uai, eu já esqueci tudo, né? Eu vou rever de novo. Você falou uma coisa hoje, que você falou no primeiro episódio, Herói. Olha só, né? Sobre a questão da gente não ser ingênuo com relação ao estudo de Gênesis, porque os hebreus estudam e trabalham esse texto há milhares de anos, né? E você falou uma coisa que, depois de um tempo, e hoje faz muito sentido para mim, é interessante isso.
Sobre o respeito pelos guardiões, ou guardiães, que fala, né? Guardiões, guardiões, os guardiões da tradição. E daí, você falou isso, e eu vivi isso nas nossas mediúnicas, com relação, porque a gente tem um trabalho, quando você toca nesses assuntos aqui, em estudos assim, não acho que você vai para uma mediúnica, porque você não vai encontrar ali, aqueles companheiros que estão ligados ao trabalho. E quão bonito é a gente ver que lá no início a gente teve essa intuição, você comentou, o cuidado que eles tiveram com essas obras, com esses livros, com esse contexto.
Então abordá-los de forma desrespeitosa ou desconsiderando os milhares de… É a seguinte, olha, meu modelo e guia é Jesus. Quando ele foi comentar sobre os fariseus e sobre a tradição judaica, ele disse assim, abre aspas, Os fariseus estão sentados na cadeira de Moisés. Façam tudo o que eles ensinam, mas não façam o que eles fazem. Você cita isso lá, no primeiro episódio. Isso é Jesus, tá? Agora, se você acha que você é melhor do que Jesus, aí, paciência, o caminho vai ser um pouquinho mais longo e mais espinhoso.
Isso é Jesus dizendo. Eles estão sentados na cadeira da tradição. Escutem, escutem pratique o ensino deles agora um vivo como eles viva com Jesus só para não perder uma coisa que me veio lá no meio dos estudos que você falou e me lembrou a uma comparação com a escala Espírita quando você falou é que a gente é do do eu né do do eu e o convite para o reino de Deus e depois você falou que daria uma coisa acima me veio a impressão dessa similaridade com o processo do arrependimento, você falou de João Batista do arrependimento sabe por que Júlio?
Porque a gente aprendeu a interpretar isso como se fosse assim arrependei-vos porque é chegado o reino dos céus o reino dos céus já é mundo celeste não é ainda não, é o primeiro passo seria a segunda ordem, Arulio? Seria a segunda ordem. Foi o que eu pensei também. Eu começo a entrar na segunda ordem, E saio da primeira ordem do Espírito Imperfeito, porque o Espírito Imperfeito está sob o império do eu. O primeiro é o eu. Eu penso, eu gosto, minha ideia, meu partido, meu candidato, minha esposa, meu marido, meu, meu, meu, meu, meu.
Por isso que tem dez classes. A terceira ordem, que é a dos Espíritos imperfeitos, tem dez classes. As dez tribos rebeldes de Israel. Então tem o pseudo-sábio, tem o batedor que fica dando cadeirada nos outros. Estão no reino do eu. Aí você se arrepende e fala, chega, eu quero entrar no reino de Deus. Aí você começa a namorar a segunda ordem. Deseja no bem, né? Aí a mensagem do Bizerro. Meu filho, eu tenho tudo isso, mas existe uma diferença. A mensagem. A diferença. Antes eu corria na direção dessas imperfeições. Agora eu corro delas.
Eu quero distância disso. Maravilhoso, não é? Maravilhoso. Olha, nosso tempo está chegando, né, Eleonora? Eu queria… Será que a gente podia, para encerrar esse salmo, fazer uma última leitura dele? Ou vocês acham que… Eu acho que é bacana relembrar do que nós estamos falando. Então, a gente indica que vocês leiam novamente. Eu acho melhor vocês só leiam, porque… A gente abriu lendo na semana passada. É, na semana passada. Não, ótimo, ótimo. Semana que vem a gente vai para um próximo Salmo, e daí nós vamos poder voltar, como a gente sempre fala, a gente vai fazendo esse processo.
Quando precisa voltar ali atrás, a gente volta. Lembrar mais uma coisa, que a Arudo já explicou, os Salmos não são sequenciais, não é como versículos da Bíblia, que estão ali, às vezes, numa sequência. Cada um é um, né, Arudo? Então, a gente vai abordar e se lembrando do que aprendeu num ou no outro, mas o fio condutor é o evangelho de Jesus e a doutrina espírita na análise. É isso. Foi ótimo. Foi ótimo o Salmo 6. Foi ótimo, e fica o convite, né, para quem nunca assistiu Gênesis, que foi o nosso segundo estudo, após o Levítico, né, 100 estudos, mais de 100 estudos, que comece agora, que lá no Espiritismo TV a gente está fazendo a republicação deles, né, começando pelo episódio 1.
É, e quem hoje está assistindo tem já dois livros lançados, né, Eleonora, do Gênesis, né, E a gente espera dar sequência. Vamos ver se a gente retoma essa energia. Tem muito material bacana para se estudar. Agora, o Haroldo faz muitos estudos lá no Espiritualidade de Vida, o Evangelho de João, as Cartas de Paulo e tal. E é importante que o conhecimento do Gênesis ajuda muito a compreender esses estudos. A gente está referenciando toda hora. E, aliás, Júlio, tem que tomar cuidado para não ficar separando Porque, na verdade, é uma espiral, não é linear esse conhecimento.
Você vai ali, vem aqui, volta, vai, volta. O povo judeu diz assim sobre a Torá. Não há antes nem depois na Torá. Olha isso. Ah, não é isso aqui? Não tem. Você precisa… Porque não tem antes e depois na palavra de Deus. Ele é o eterno. A palavra dele é sempre presente é um eterno presente não tem antes nem depois antes e depois é pra gente muito bem obrigado abração pessoal ótimo gente valeu”
Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.

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