#015 – Estudo do Velho Testamento – Livro Levítico

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Neste estudo do Velho Testamento, Haroldo Dutra Dias aprofunda-se no Livro de Levítico, explorando a prática religiosa judaica e seu calendário de festividades. O episódio destaca a importância dos ciclos naturais e celestes na compreensão das escrituras e da própria evolução espiritual.

O que é estudado neste episódio

  • A Prática Religiosa Judaica no Levítico: O estudo inicia com um panorama da prática religiosa judaica conforme ordenada no Levítico, abordando não apenas os sacrifícios, mas também o calendário de festividades anuais, como a Páscoa, Rosh Hashanah (Ano Novo) e Yom Kippur (Dia da Purificação).
  • A Sincronia de Jesus com as Festividades: É ressaltado como Jesus, em sua missão evangelizadora, soube sincronizar suas ações com algumas dessas festividades, utilizando-as para transmitir o significado espiritual e a mensagem de Deus.
  • A Abordagem do Estudo Bíblico: Haroldo Dutra Dias enfatiza a importância de deixar o texto bíblico falar por si, evitando impor esquemas pessoais ou interpretações místicas que desvirtuem a mensagem original. O objetivo é compreender a mensagem espiritual evangelizadora contida nas escrituras.
  • O Significado do Número Sete: O estudo explora a recorrência do número sete na Bíblia, desde a narrativa da criação em Gênesis (capítulos 1 e 2), que descreve a criação do cosmos em sete “dias” (períodos), até sua presença em ciclos e festividades.
  • Os Luminares e os Ciclos Cósmicos: Gênesis 1 é analisado, destacando a criação dos luminares (Sol, Lua, estrelas) no quarto “dia” com a função de separar o dia da noite e de servir como sinais para épocas determinadas, dias e anos. A influência dos corpos celestes na regência dos ciclos terrestres é abordada, sem cair no misticismo.
  • A Conexão com a Natureza: A sabedoria dos povos antigos em se conectar aos ciclos da natureza (estações, plantio, colheita) é contrastada com a perda dessa conexão na sociedade moderna. A celebração desses ciclos era uma forma de integração com a Terra e de vivenciar a mensagem espiritual.
  • A Aliança e os Ciclos Astronômicos: A relação entre as alianças divinas (com Abraão, Isaque, Jacó, Moisés) e os ciclos astronômicos é observada, com referências em Jeremias 31 e 33, Gênesis 15 e Gálatas 3.
  • Jesus e o “Tempo Determinado”: A fala de Jesus sobre “ainda não é chegado o meu tempo” ou “eis que tudo se cumpriu” é interpretada como a observância de um calendário divino, onde tudo está cronometrado. A repreensão de Jesus aos fariseus em Mateus (capítulos 25, 26, 27) por não discernirem os “sinais dos tempos” é destacada.
  • A Mensagem de Arragô em “A Gênese”: O estudo culmina com a leitura e análise de uma mensagem do Espírito Arragô, presente no último capítulo de “A Gênese” de Allan Kardec, intitulado “São Chegados os Tempos”. Arragô descreve as revoluções celestes que demandam milhares de séculos e como todos os corpos celestes reagem uns sobre os outros, influenciando a matéria orgânica e o Espírito.
  • Os Ciclos da Evolução Humana: A mensagem de Arragô, complementada por ensinamentos de Emmanuel (mencionando ciclos de 28 mil anos para as raças), sugere que a Bíblia, de Gênesis a Apocalipse, pode ser vista como a história de uma “semana” da evolução humana, onde um “dia” para o Senhor é como mil anos (2 Pedro 3:8, Salmo 90:4, Oséias 6:2, Apocalipse 20:1).

Reflexões

  • A compreensão dos ciclos naturais e celestes, como descritos no Levítico e em outras passagens bíblicas, é fundamental para decifrar a mensagem espiritual e profética das escrituras.
  • As “perturbações” e transformações que a humanidade e o planeta vivenciam não são aleatórias, mas fazem parte de um plano pedagógico divino, regido por leis universais que impulsionam o progresso espiritual.
  • A Doutrina Espírita, ao unir os ensinamentos do Velho Testamento, do Novo Testamento e a visão espiritual, oferece uma compreensão mais plena e madura sobre a interconexão entre os ciclos cósmicos, a evolução dos Espíritos e o propósito divino.

Ler transcrição do episódio

A gente tinha, no Levítico 14, comentado sobre os sacerdócios e parece que a gente encerrou aquele vôo panorâmico já dos sacerdócios e como nós também já tínhamos feito um panorama do tabernáculo, hoje a gente queria entrar, começar já o nosso estudo, hoje, sobre a prática do sacerdote e a prática religiosa judaica que está ordenada no Levítico. A gente sabe que, além da questão dos sacrifícios dos animais, aquela série de sacrifícios que nós vamos estudar um por um depois, no outro momento, havia também um calendário, vamos dizer assim, um calendário de festividades e tudo isso está no Levítico.

O Levítico é o livro que contém toda a estrutura anual do povo judeu, da prática religiosa anual que eles observaram durante séculos, muitos séculos e observam até hoje, milênios aí observando, como por exemplo a Páscoa, o ano novo, que é o Rosh Hashanah, o Yom Kippur, que é o dia da purificação, o dia do juízo, o dia do perdão, uma série de festividades e muitas delas que estão fortemente presentes no Evangelho e Jesus soube muito bem sincronizar a sua ação com algumas dessas festividades, porque ele queria trazer o significado dessa festividade para a sua atividade evangelizadora, para a sua missão evangelizadora recebida de Deus.

Então, em muitos momentos ele age como se trouxesse para ele o significado daquela festa. Então, é importante a gente compreender isso, ter essa noção exata de como se organizam essas festas, qual é o sentido delas e aqui de fato a gente entra em um aspecto muito prático, talvez de tudo que já se falou do Levítico, esse seja o mais gostoso, o assunto menos denso, porque os outros são muito densos mesmo, exigem muito e esse é algo que a gente conhece, nem que seja um pouquinho, quem nunca ouviu falar da Páscoa, quem nunca ouviu falar desses assuntos, agora a gente vai compreender um pouquinho mais isso com maior profundidade no Livro Levítico.

A primeira coisa que a gente gostaria de dizer, já fazer uma advertência, nós estamos refletindo sobre o Livro Levítico tentando entender a estrutura do livro e entender a mensagem dos livros bíblicos e evitando chegar com um esquema pessoal para impor ao livro, isso é muito comum e é um perigo, a gente corre o risco de fazer isso, você interpreta alguma coisa, você tem uma ideia, você quer falar sobre aquele tema e aí você pega qualquer livro que abrir na sua frente, você fala do tema, aplica o termo, o jeito que você quer falar ao texto, isso é muito comum, é tão comum que as vezes a pessoa tem um discurso, ela tem uma fala, você abre o Evangelho de Mateus, ela fala a mesma coisa, você abre o de Lucas, ele fala a mesma coisa, se você abrir Gênesis, ele fala a mesma coisa, se você abrir Levítico, ele continua falando a mesma coisa, como se não tivesse mudança.

E aí a gente precisa tomar o cuidado porque nós temos que deixar o texto falar, compreender o texto, o que o texto está dizendo e não tentar impor ao texto a nossa compreensão, as nossas ideias. Por que eu estou falando isso? Porque nós vamos entrar em um tema aqui que é o tema dos sete, sem fazer qualquer referência ao jogo Alemanha-Brasil, vamos esquecer isso, esse episódio aí setenário, mas falar dos sete e falar desses temas que nós vamos falar hoje e ao longo de outros encontros nossos, eu quero que vocês participem, pelo amor de Deus, é um risco.

E qual que é o risco? Muitas pessoas que entraram nesses assuntos se perderam no campo místico, na ferramenta. Então, é como se você desse os talheres para alguém comer e essa pessoa fica tão encantada com o talher que ela não come, ela não vai à essência. Então, é bom já dizer, nós não estamos aqui para criar teoria astrológica, para criar uma teoria mística, para dar significados de número, para trabalhar numerologia, nada disso. Nós estamos tentando entender o texto, os aspectos que o texto oferece para que a mensagem espiritual evangelizadora fique clara, porque todo esse aparato das festas e tudo isso são ferramentas, são instrumentos para transmitir uma mensagem cuja função é a nossa espiritualização, é nos aproximar do projeto que Deus tem para os seus filhos, para os Espíritos.

Deus, quando cria, tem um propósito, que os Espíritos expressem potenciais, qualidades que Ele colocou no coração dos seus filhos. E o propósito dessa mensagem é despertar esses talentos, esses potenciais, que a gente, de fato, seja aquele Espírito que Deus projetou, que Ele criou, e não um projeto individualista que acaba não florescendo, não frutificando aquilo que o Criador planejou. Então, essa é a ideia. De onde vem o sete? A estrutura do sete é a primeira que aparece na Bíblia, a primeira. Então, não precisa de nenhum esforço místico, não precisa buscar nada de tão fantástico para entender isso.

A narrativa de Gênesis, que é o capítulo 1 e 2, os dois primeiros capítulos da Bíblia, falam da criação do cosmos, de tudo, e trazem o primeiro símbolo com relação a tempo. Essa criação se deu em uma semana. Semana no conceito hebraico de Shavua. E, aí, é bonito isso, porque nós já comentamos. Sete em hebraico é Shavet, sábado em hebraico, o sétimo dia, é Shabat, semana é Shavua, aí você pronuncia o B como se fosse U, mas é a mesma letra, só muda a pronúncia, mas é a mesma letra. Eu falo Shavua, mas, na verdade, eu escrevo Shabua, é a mesma palavra, só muda os vogais.

Criou num período de sete. É claro que não é um período de sete dias, de vinte e quatro horas. Por que não é? Porque o Sol e a Lua só foram criados no quarto dia. Já comentamos isso. Então, não teria como você contar o primeiro, o segundo e o terceiro dia, porque não tinha sol. Então, não são dias de vinte e quatro horas, mas é um período de sete. O bonito dessa mensagem é que tudo vai girar em torno de períodos de sete. E é curioso o Criador ter deixado para o quarto dia… É porque eu fiz um movimento aqui que eu não podia fazer.

O curioso é o Criador ter deixado para o quarto dia, quando ele vai se dedicar ao céu. Então, eu vou ler isso aqui para a gente abrir o coração, deixar o texto nos encantar. Olha o que ele vai dizer. Vaiomer Elohim é uma frase que inicia todos os dias. Todo dia começa assim. Vaiomer Elohim disse Deus, disse Deus, disse Deus. Por que? Porque Deus é aquele que diz e as coisas acontecem. Ele cria com a sua palavra. Haja luz, haja. Ele ordena, no sentido de pôr ordem, de ordenar e as coisas acontecem. Então, Vaiomer Elohim, ele disse assim, que haja… Isso aqui é interessante.

Meorot. A palavra luz, em hebraico, é or, or. O plural, orim, luzes. Orot, também é um plural, significa luzes, luzeiros. Olha que interessante. Então, imagina, o Criador olha para o céu, o céu não tinha nada. Então, ele diz assim, que haja luzes no céu. Bonito isso. Luzes. Tem até a letra lá do glasso, né? Que ele fala do céu, né? Luzes da luz, né? Que é bonito, né? Então, que haja luzes, luzeiros, berequear no firmamento dos céus, para fazerem separação entre o dia e a noite. A primeira função dos luminares, sol, lua e das estrelas é separar o dia da noite.

Então, eu tenho uma luz para o dia, que é o sol, e eu tenho uma luz para a noite, que é a lua, e as estrelas quando a lua não aparece. Olha que interessante isso. Então, vamos imaginar, você está em um deserto, vamos pensar racional, não. O problema do homem ocidental é que ele pensa demais, né? Vamos procurar sentir. De dia, o sol domina, então você não vê mais nada, né? O sol domina, é só ele. Porque a luz é tão forte, é tão intensa, o calor é tão grande que ele domina tudo. De noite, não. A lua, ela dissome. Ela é cheia, diminui, some e A lua é cíclica.

Muito cedo, em todas as culturas humanas, identificou-se a lua com o feminino, com a mulher, porque a mulher também tem seus ciclos, o feminino tem seus ciclos, né? E o homem é algo mais, não é tão cíclico como o elemento feminino. Então, ficou o sol ligado ao homem, a lua ligada ao feminino, a lua some. Quando ela some, as estrelas, as miríades de estrelas fazem o papel da luz. A primeira função desses corpos celestes é trazer luz. Luz. Isso é muito importante. É a primeira função. Mas, tem outras. Separar o dia da noite.

E serão outras funções. Que eles terão. E serão para sinais, sinais. Sinal de quê? Olha que interessante. Para épocas determinadas, para dias e para anos. Sinais, épocas determinadas, dias e anos. Ou seja, qual é a função dos corpos celestes, dos luseios criados no quarto dia? Reger os ciclos. Não tem não tem nenhum misticismo nisso. Está dito aqui. A função deles é ser sinais. Daí, nós vamos perceber o quê? O que que indicou os magos que Jesus tinha nascido? Uma estrela. E eles disseram isso. Vimos o sinal da estrela, viemos conhecer o rei, o messias prometido.

É uma estrela, a estrela de Belém. Não é? Ela marca tempo, ela marcou ciclo, mas ela deu o sinal. Configurações. Isso está presente em tudo, em tudo, em tudo. Então, aqui a gente já fica atento. Se ela fixa ciclos, e aí eu posso já começar a imaginar dia e noite, já é um ciclo. Não é? Imagina, toda a nossa vida, hoje, hoje, com energia elétrica, com internet, é determinada pelo dia e pela noite. Você não tem como viver a sua encarnação, a sua vida, se não for dentro desse quadro de dia e noite. Olha que interessante.

E esse quadro, dia e noite, são regulados pelo quê? Hoje, nós sabemos. Pela relação da Terra com o Sol e com a Lua. Entende? Não é dizer que o Sol está mandando um raiozinho, influenciando na sua vida, que a Lua… Eu não vou nem entrar nesse aspecto. Eu vou dizer assim, ou seja, o Sol e a Lua influenciam na sua vida. Por quê? São eles os responsáveis pelo dia e pela noite. E a sua vida está toda estruturada dia e noite. Não tem como você se rebelar. Não tem como. Muda. Mas, não é só isso. Tem também as épocas determinadas.

E, aqui, será que são só estações? Primeiras estações. O homem começou a perceber que, por exemplo, em Israel, duas estações muito marcadas, o inverno chuvoso e o verão quente e seco. Não é? No nordeste, por exemplo, do Brasil, é a mesma coisa. São duas estações. Uma é calor e a outra é a estação do metrô e do ônibus. Não é isso? Não é, Natália? Não é assim? É quente e muito quente. É quente e muito quente. E a estação do ônibus, do metrô. Aqui em Israel, eram duas estações. No Egito, você tinha mais ou menos três estações bem marcadas.

Você consegue dividir em quatro. Nós vamos ver isso aqui. Isso é forte, porque isso influencia em todo o plantio, influencia em toda a criação de animais, portanto, tem um impacto profundo na vida de todas as sociedades. Então, o texto está dizendo algo sério. Sério. Não adianta você querer ser o super-homem. Você não vai fazer, no inverno, aquilo que só pode ser feito na primavera. Não tem jeito. Não tem jeito. Então, a gente se adapta, a vida toda se adapta ao ciclo. Porque nós vamos chegar nisso. Aí vem dias e anos, etc, etc.

E o calendário. Então, o homem antigo, toda a orientação do Levítico, ela é uma orientação que conecta o ser humano aos ciclos da natureza. Então, nós podemos dizer, até hoje, até hoje, os judeus ainda mantêm essa tradição. Seguem o ciclo lunar, a lua nova, o início do mês, as festas, e isso vai marcando momentos importantes. Infelizmente, nós perdemos isso, perdemos os referenciais. E aí escolhemos outros, por exemplo, o casamento, a festa de casamento, a festa de aniversário, o dia dos pais, o dia das mães. A gente criou datas para nos darem a sensação do ciclo, para nos conectar a um ciclo.

Eles estavam totalmente integrados com a natureza. A época do primeiro fruto, a época da colheita, a época do plantio, tudo, tudo era celebrado, era vivido em comunidade. Havia uma perfeita integração, inclusive, com a Terra. Nós vamos ver aqui, a cada sete anos, por exemplo, você tinha que deixar a Terra descansar. Então, no sexto ano, você plantava em dobro e tinha que ter uma colheita em dobro, porque você tinha que armazenar. No sétimo ano, não fere a Terra. É o tempo de descanso dela. Ela precisava descansar. Essa conexão com a natureza, essa conexão com os ciclos era muito natural.

E, é natural que a mensagem espiritual venha codificada nesses ciclos e que use esses ciclos para transmitir a mensagem. Esse é o primeiro nível. Tem outros níveis aqui, eu não vou ser eu, não. Eu vou ler aqui, a mensagem está na Gênesis, do Espírito Arragô. Mas, daqui a pouquinho, para ver como que o assunto é sério. Mas, até aqui, deu para a questão dos ciclos? Alguém quer falar alguma coisinha? Quer comentar? É, gente, essa substituição, né, ocidental, né, muito capitalista também, ela é um prejuízo para o ser humano, assim, em aspecto mais?

Olha, Júlio, na perspectiva dos profetas, é. Tanto que, quando Daniel, o profeta Daniel, vai falar, no capítulo 7, por exemplo, de um tempo que a Terra iria passar, que seria um tempo muito difícil, a abominação assoladora, no lugar santo. Ou seja, ele estava descrevendo a transição que nós estamos vivendo. Em um período antes também, uma das coisas que ele fala, a primeira coisa que ia acontecer, mudança do tempo. E, de fato, nós vivemos num calendário que é um calendário artificial. É o calendário gregoriano, foi mudado, né.

Abandonou aquele calendário bíblico e adotou-se um outro. E, aí, nós perdemos a conexão. Mas, nós vamos ver que, assim, os Espíritos vão dizer, assim, tem um prejuízo. O homem, por quê? Porque a gente perde a sabedoria da natureza. Que é a sabedoria do período de atividade, mas o período de parar, trabalho, lei do trabalho, lei do repouso, do descanso. A gente perde a noção de ritmo e coloca 100 por hora e pisa no acelerador e mantém 100 por hora, sem ter essa noção do ciclo, sem respeitar. Isso é um prejuízo, a integração.

E, só uma coisa, dentro disso está, quando se estabelece a data do nascimento de Jesus? Quando é que se estabelece e cria isso no calendário? Teve um problema para se estabelecer a data e é em função disso que a gente tem um erro. Os próprios estudiosos sabem que a data que foi fixada o ano zero no calendário gregoriano, ela erra de 4 a 5 anos. Isso aí todo mundo sabe. Jesus, de fato, nasceu entre 4 e 5 anos antes da data. Isso já se tem. Aí vem o artigo lá do reformador, e depois não entrar nisso. Mas, olha que interessante.

Então, como é que tinha todo esse… E, os Evangelhos, por exemplo, o Evangelho de João, ele é um Evangelho que se a gente não entender e escutar o que nós vamos estudar hoje e nos outros dias, o calendário de festa, não consegue entender o Evangelho de João. Porque o Evangelho de João é dividido nas festas. Acontece uma festa e Jesus se dirige. E, lá, ele dá um ensinamento específico que está ligado ao significado daquela festa. Ele trabalha tudo isso. A mesma coisa os profetas. Então, Ezequiel, Isaías, Daniel, falam da evolução do órbão e, agora, evolução do planeta com período de transição, mundo de regeneração, tudo isso.

Eles falam disso numa linguagem das festas, como se fosse um ciclo da Terra. Então, vocês lembram aquele cartaz que eu trouxe da outra vez, aquele grande, né, que só não foi digitalizado por culpa do Júlio, porque a culpa é minha, eu tenho que pôr a culpa em alguém, né. Não vai se digitalizar, né. Aquele calendário, quando fala, lá, do período de transição e da entrada na regeneração, fala do Ion Kipur da Terra, que é o final, é o ciclo final que encerra as festas, os grandes ciclos das festas, né, que é encerrado com o Ion Kipur.

Encerra e dá início a um outro. Então, você não pensa mais em vários Ion Kipur, que acontecem todo ano, mas agora você pensa em um grande ciclo. É isso que nós vamos ver aqui agora. Ou seja, os ciclos astronômicos estão sempre se repetindo. Aí, eu vou dar algumas referências aqui para quem quiser pesquisar depois. Gênesis capítulo 1, Gênesis capítulo 2, Salmo 104, Salmo 136, o Livro de Jó capítulo 38, vão dizer o seguinte. Profecia está ligada ao ciclo das festas. E é uma coisa que a gente sempre não se cansa, a gente não cansa de repetir.

Se você tira a profecia do calendário, ela fica muito subjetiva. Fica muito subjetiva. Então, você pode pegar um versículo do Apocalipse e dizer que ele significa qualquer coisa. Ah, esse versículo aqui está falando do Hitler. Ah, esse aqui está falando do Mussolini. Ah, não, esse aqui está falando da não sei o que. Fica muito solto. A pessoa pode projetar no símbolo do Apocalipse o que ela quiser. Mas, quando você traz a profecia para o calendário de ciclos, aí você não tem mais essa liberdade. Por quê? Porque como está tudo encaixado nos ciclos, se você interpreta um símbolo, a sua interpretação tem que ser capaz de se harmonizar com a interpretação de todos os outros símbolos.

Aí, fica mais difícil. Fica mais difícil. Não dá para eu falar qualquer coisa. Eu posso falar, mas eu tenho que provar que esse símbolo é esse, mas ele está em que ciclo profético que ele está. Como é que eu conecto ele com os outros? Então, aí você é obrigado a colocar tudo num quadro cronológico e cíclico e aí fica mais difícil. Mas, por outro lado também, reduz o subjetivismo. Não é qualquer coisa. Tem várias interpretações, mas ter várias interpretações não significa que vale tudo, que tem todas as interpretações.

Tem mais de uma, mas não todas. Não posso interpretar qualquer coisa que eu quiser. Essa é uma grande dica para a gente que estuda esses ciclos. Outra coisa que chama a atenção é quando o Criador faz a aliança. O que é a aliança? Nós tivemos o problema com Adão e Eva, o problema da queda, o mal entrou na criação e aí o Criador se propõe a ajudar fazendo o que? Uma aliança com um patriarca para que, através de um povo, você tivesse uma equipe de evangelizadores. Vamos resumir assim, né? Aquele povo seriam os responsáveis por ensinar, por educar os outros povos.

Esse é o sentido da aliança. Então, quando surge a aliança com o povo hebreu é no sentido de chamar o povo hebreu a exercer o papel de educadores. Eles iam aprender e teriam a função de educar. Só que o que eles fizeram? Aprenderam muito, se concentraram muito, mas não queriam ensinar para os outros. Se fecharam. Mas, toda vez que fala da aliança com Abraão, com Isaac, com Jacob, com Moisés, faz uma ligação com ciclos astronômicos, com ciclos das festas. Olha que interessante. Então, vamos lá. Quem quiser anotar? Jeremias capítulo 31, Jeremias capítulo 33, Gênesis capítulo 15, e nós temos Gálatas, Epístola de Paulo aos Gálatas, capítulo 3.

Faz uma referência à aliança e logo já fala do Sol, da Lua, de alguma estrela. É interessantíssimo isso, não é? Interessantíssimo isso. Outra coisa que nos chama a atenção. Toda hora Jesus diz assim, ainda não é chegado o meu tempo, ainda não é chegada a minha hora. Ou, eis que tudo se cumpriu, agora convém que o Filho do Homem seja levado. Jesus fala de uma maneira que ele deixa bastante claro que há um tempo determinado para cada coisa. Está tudo cronometrado. Ou seja, ele segue um calendário. Obrigado. Ele segue um calendário.

E o mais bonito disso, quando os fariseus, está lá em Mateus, não é? Lá em Mateus, perto do sermão profético, os capítulos 25, 26, 27, etc. Quando os fariseus dão uma prensa em Jesus querendo que ele diga algo de forma direta, direta, Senhor, dê-nos um sinal. Vamos voltar lá para o Gênesis, para que os luseiros foram criados? Para sinais. E tempos determinados, e épocas determinadas, dê-nos um sinal. Aí, o que é que Jesus? Nenhum sinal será dado a essa geração, a não ser o sinal de Jonas. E diz assim, hipócritas, quando vocês olham para a figueira, quando vocês olham para uma planta, vocês não sabem que já está próximo o verão ou que já está próximo o inverno?

Como é que vocês sabem? Não é? Como é que sabe? Por quê? Você se conecta aos ciclos da natureza, primavera, verão, outono, inverno, e, ao se conectar aos ciclos da natureza, você deduz que é momento disso ou daquilo. Então, o que é que Jesus está dizendo? Não, sinal? Não, conectem-se com a natureza, com os ciclos cósmicos. Observem, vocês não sabem qual é a época de Figo? Qual é a época de maçã? A época de tal fruta? Não é? Vocês não sabem qual é o ciclo? Como é que vocês sabem? Não é observando os processos da natureza?

Não é se conectando com eles? E, por que espiritualmente tem que ser diferente? A gente sente, a gente sabe do ciclo. Você percebe isso, percebe na sua vida, não é? Quem não percebeu quando fez 14 anos? Acontecem coisas em você, no seu corpo, aí você faz 21, quem é que não percebeu? Aí você faz 28, aí você faz 35, faz 42, quem é que não percebe essas mudanças? Todos nós percebemos. A natureza tem ciclos muito definidos e, se você está conectado, você percebe. Você sabe que coisas estão acontecendo, que fases estão mudando.

Ah, agora eu estou em outra fase da minha vida. A gente diz isso, não é? Então, a gente percebe. Por que nós não vamos perceber no global, na Terra? Então, era isso que Jesus estava dizendo, a mensagem, quer dizer, também isso, não é? Também estava querendo dizer isso, não é? Vamos nos conectar aos ciclos, vamos voltar a esse acaboso. Daí a importância de a gente estudar esses ciclos, entender o que está acontecendo. Bom, o 7, por que o 7? Porque o 7, ele é o padrão, é o padrão. Todas as festas, todos os ciclos astronômicos, tudo que é feito, que está no Levítico, na cultura hebraica, é setenário.

Falou em tempo, falou em ciclo, o rei é o 7. Então, quem estiver anotando, por favor, Gênesis, capítulo 2 e Gênesis, capítulo 29. Êxodo, capítulo 23, capítulo 25 e o capítulo 20. Deuteronômio, capítulo 5, profeta Daniel, capítulo 4, capítulo 9, profeta Zacarias, capítulo 4, agora Apocalipse, capítulo 6, capítulo 8, capítulo 9, capítulo 15, capítulo 16, capítulo 10. Todos esses textos fazem referências expressas a Gênesis, capítulo 1. Aos luseiros, aos luminares, aos ciclos, às festas, às estações, etc, etc. Todos. Não tem profecia sem a base cronológica dos ciclos.

Bom, aí fica complicado, não é? Fica complicado. Então, eu vou trazer agora pra gente ver como que isso é importante, não é? Uma mensagem que está no livro A Gênese, a importância do Espiritismo, da Doutrina Espírita, para explicar o sentido espiritual dessas coisas pra gente. Por isso que a gente acha importante esse estudo aqui do Levítico, em que a gente estuda o Velho Testamento, o Novo Testamento, eu acabei de citar aqui uma passagem de Jesus, e a Doutrina Espírita. Porque quando você une, você tem uma compreensão mais madura, mais plena.

Olha que texto! Adivinha? É uma mensagem de um Espírito chamado Arragô. Esse Arragô foi um militar famoso na França, ele foi astrônomo, etc, etc. E ele ditou várias mensagens, estão na Revista Espírita, e uma dessas mensagens o Kardec colocou no livro A Gênese. Adivinha? O nome do capítulo, é o último capítulo da Gênese, adivinha o nome do capítulo em que Kardec colocou a mensagem do Arragô? São chegados os tempos. Como assim? É o último capítulo do livro A Gênese. É lá que Kardec vai falar da nova geração, da nova era, da regeneração da Terra, do período de transição, da encarnação de Espíritos superiores na Terra, da substituição de Espíritos, aqueles que não teriam condição, seriam um processo imigratório.

É nesse capítulo que ele trata de todos esses temas. E o capítulo se chama São chegados os tempos. Linguagem bíblica, linguagem profética. Porque isso é linguagem do Velho Testamento e de algumas profecias do Novo Testamento que retomaram o Velho. Isso é linguagem profética. São chegados os tempos. Todos os profetas dizem isso do Velho Testamento. Bom, e é interessante que ele coloca a mensagem do Arragô junto com a do Galileu, porque eles falam mais ou menos a mesma coisa, mas a do Arragô eu vou pedir permissão para ler aqui.

Alguém quer falar alguma coisa antes de eu ler, gente? Hoje tá todo mundo tão caladinho, né? Tá dando pra ouvir até o ventinho do ventilador, né? Todo mundo calado. Enquanto eu estiver lendo isso aqui, a gente precisa lembrar lá do quarto dia. Criou os luminares, as estrelas. Olha só. O Arragô começa assim. Cada corpo celeste, olha só, cada corpo celeste, além das leis simples que presidem a divisão dos dias, das noites, das estações, etc., experimenta revoluções que demandam milhares de séculos para sua realização completa.

Ele tá lendo quase que Gênesis, não é? Criou os luminares para dias, anos, épocas determinadas e sinais. Dá quase pra você colocar o versículo do lado da mensagem dele. Ele tá interpretando o Gênesis de Moisés e tá interpretando todos os ciclos de profecia. Porque se você puxa um versículo aqui, você puxa um colar de pérolas de versículos. Esses capítulos todos que eu citei e muitos outros, né? Se eu citar aqui, eu vou ficar cansativo. Então, além de dias e noites e estações, por que dia? Porque Saturno tem um dia dele, Vênus tem um dia dele, Mercúrio tem um dia, que é diferente do nosso.

Porque o dia é o quê? É o corpo girando em torno do seu próprio eixo em relação ao Sol. O da Terra é 24 horas, mas o de Mercúrio não. Saturno também gira em torno do seu próprio eixo. E o ano? O ano é o percurso que o planeta faz em torno do Sol. E eles estão tudo no mesmo plano, né? O Romário mostrou isso lá no seminário Brasil do Coração do Mundo, mostrou o vídeo, fantástico. Então, cada planeta tem seu ano, porque ele faz um giro em torno do Sol. A primeira coisa que ele está dizendo aqui, tira isso da cabeça, ano de 12 meses e dia de 24 horas, tira isso da cabeça.

O relógio do Criador é o movimento dos corpos celestes. Sóis, astros, planetas, constelações, nebulosas, galáxias, tudo isso está girando. Tudo isso está girando. Está girando. Na época em que o Arragô disse isso, ele vai dizer aqui que tudo gira em torno de um centro, sempre o menor está girando em torno do maior, esse maior… Então, assim, os planetas e o sistema solar estão girando em torno do Sol, mas o Sol está girando em torno de um conglomerado de sistemas. Esse conglomerado está girando em torno de um outro e esse está girando em torno de um outro, ele vai falar isso aqui.

Isso não era… a ciência não sabia disso. Ano passado, em janeiro, foi publicado um artigo numa revista renomada, chamada Nature, chamado Cosmic Order. Eu consegui o artigo, em que a pesquisa lá, é um paper, um artigo científico, em que eles confirmaram que a nossa galáxia e outras está indo em direção a Andrômeda. É um ciclo de… Bom, agora saiu uma nova… então, descobriram isso. Está tudo girando e girou e gerou um ciclo. Girou e gerou um ciclo. E você não mede um ciclo pelo outro. Não adianta eu pegar o giro da Terra em torno do Sol para medir o giro dela em torno do próprio eixo.

Cada ciclo é independente. Por isso que é difícil você contar em dias. Qual que é o problema do nosso calendário? É difícil você contar o ano em dias. Dá uma imprecisão. Por isso nós usamos o ano bissexto. Porque você vai tendo uma diferençazinha, uma diferençazinha, daí quatro anos você tem que criar um dia para harmonizar a diferença. Não tem como medir um ciclo pelo outro. Então, o que eles descobriram? Está em Andrômeda, as nossas galáxias estão girando em torno dela e demora quanto? Um ciclo aproximado de 4,5 bilhões de anos.

Só que eles descobriram o seguinte, fizeram uma simulação para o computador agora, a nossa galáxia, daqui 4,5 bilhões de anos, a nossa galáxia e outras, eles estão desconfiando que elas vão se unir a essa galáxia de Andrômeda. Vai juntar, vai virar um aglomerado só. E, pasmem, nem um astro vai se chocar com o outro. Mas, alguém tinha dúvida, gente? Conhecendo o arquiteto, conhecendo o arquiteto, não podia ter dúvida. Imaginem, dezenas de galáxias, Andrômeda já é um negócio absurdo, que é um conglomerado de galáxias, vão se unir todas, não vai chocar um planeta, nada.

Ninguém choca com ninguém. Então, vamos lá. O que ele está dizendo aqui? Então, além de noite, de dia, de estações, eles experimentam revoluções que demandam milhares de séculos para sua realização completa, porém que, como as revoluções mais breves, passam por todos os períodos, desde o nascimento até um máximo de efeito, após o qual há um decrescimento, até o limite extremo, para recomeçar, em seguida, o percurso das mesmas fases. Isto aqui é uma aula. Vamos lá. O ciclo da Terra girando em torno do Sol. Qual que é o máximo deste ciclo?

Quando a Terra está mais próxima do Sol. Nós chamamos isto de verão. Verão. Qual que é o mínimo? Então, ela vai lá, aproxima. Verão. Aí, ela vem e se afasta ao máximo. O que a gente chama isto? Inverno. E quando ela está no meio do caminho? Depende. Se estiver indo, a gente chama de primavera. Se estiver voltando, a gente chama de outono. Todos os ciclos. Então, se você imaginar que o nosso sistema solar ele gira em torno de uma outra constelação, junto com outros sistemas solares, então existe o verão do nosso sistema solar, onde ele se junta com vários sistemas solares, não é?

Como se fossem vagões de um metrô que se encontram na estação, e aí acontece o degredo dos espíritos, porque fica facinho, está tudo pertinho, não é? Fica fácil você colocar, não é? Você fala tchau, aí começa a passar. Não é incrível? Então, o que os espíritos fazem? São chegados os tempos de um saneamento da Terra, é porque é o seguinte, não dá pra fazer degredo no inverno, em que o nosso sistema está ao máximo afastado do encontro dos seus sistemas solares irmãos. Então, você muda quando a família está reunida, não é?

Na hora que reúne a família de sistemas solares, o que você faz? Quando a família se reúne, olha, fulano vai pra cá, fulano vai pra lá, esse aqui vai fazer intercâmbio lá, esse aqui vai fazer intercâmbio cá, se juntam. Eu estou dizendo isso por quê? Qual é o sistema solar mais próximo do nosso? Capela. Está pertinho. Se você andar 300 mil quilômetros por segundo, 42 anos. Isso. Já colocaram numa distância pra não ter problema de comunicação, de perturbação, de um influenciar no outro. 42 anos de luz. É o sistema solar mais próximo.

É o nosso irmão. Irmão, irmão. Só que o Sol, Capela e dezenas de outros sistemas solares giram em torno de um núcleo. Isso está lá no Obreiros da Vida Eterna. Está lá no Obreiros da Vida Eterna. Quando o Asclepios materializa, aí o benfeitor diz para André Luiz, semana que vem nós vamos trazer. Se não, ninguém vai ter curiosidade de ir lá e abrir o Obreiros da Vida Eterna, né? Então, olha que bonito isso. Ele está dizendo o seguinte, gente, ele está dizendo o seguinte, ciclo de crescimento, decrescimento, metade do caminho, todo ciclo é dividido em quatro.

É curioso o fato dos luminários terem sido criados no quarto dia? Então, tudo, tudo é lua cheia, lua nova, crescente, minguante. Todo ciclo. Todo ciclo. Tudo é assim, tudo funciona nesse padrão. Tudo funciona nesse padrão. E é curioso, se você pegar o ciclo lunar, ele é um ciclo aproximado, porque aqui nós não estamos fazendo astronomia, né? Ele é um ciclo aproximado de quatro vezes sete, 28 dias, não é? Aproximado, correto? Claro que não dá certinho, porque dia é um ciclo, lua é outro ciclo. Não tem como você medir um ciclo pelo outro, mas ele é aproximado.

Então, você tem, para cada um dos quatro períodos, sete dias. Aí, você vai vendo a beleza disso, e ele continua. O homem apenas apreende as fases de duração relativamente curta e cuja periodicidade ele pode comprovar. Então, todo mundo aqui sabe o que é ano, primavera, verão, outono, inverno, sabe o que é dia, o que é noite, não é? Mas, qual é o ciclo da galáxia? Nós já não sabemos. É o que ele vai dizer. Alguns, no entanto, há que abrangem longas gerações de seres e até sucessões de raças. Revoluções essas, cujos efeitos, consequentemente, se lhe apresentam com caráter de novidade e de espontaneidade.

Ao passo que, se seu olhar pudesse projetar-se para trás alguns milhares de séculos, veria, entre aqueles mesmos efeitos e suas causas, uma correlação de que nem sequer suspeiro. Esses períodos, que, pela sua extensão relativa, confundem a imaginação dos humanos, não são, contudo, mais do que instantes na duração eterna. Então, para não complicar, quando Chico foi entrevistado por uma repórter bastante inexperiente, diga-se de passagem, sobre ciclo, que tinha saído um livro mediúnico, que tem algumas informações complicadas, e foram consultar o Emmanuel.

E a moça pergunta olha, estão dizendo, estão dizendo aí que a transição vai ser assim, e o Emmanuel começa a dar uma aula. E ele começa a ensinar ciclos das raças e diz que esses ciclos duram 28 mil anos. Deu uma dica. Ele fala mais. Nós vamos trazer isso aqui para dar o quadro. Mas, quando ele falou, e aí ele dá as raças, uma raça primitiva, primitiva, primitiva. Quando surgiu o homem, eu vou trazer esse livrinho aqui, porque nós fomos, nós trouxemos um livro lá do Museu de História Natural de Nova Iorque, que tem as fotos tudo direitinho, desde o início, do primeiro primário, primeiro hominídeo, o Sr.

Honório adorava, o Sr. Honório adorava isso, né? Mas, esse vem com fotos, eles pegaram cada esqueletozinho e fizeram uma moldagem assim, colocaram até, até maquiaram assim. Aí, você vê todos os hominídeos, a evolução de um por um, o roxinho, como é que ele era, como é que a gente, entendeu? Não precisa de ninguém chorar, ficar triste, não. Tudo como é que era. Até chegar hoje. Então, o que que o Emmanuel fala? Teve primeiro uma raça primitiva, primitiva, primitiva, primitiva, primitiva, durou 28 mil anos. Depois, teve uma segunda, primitiva, mas um pouquinho melhor.

Eu vou mostrar a carinha deles, na próxima. 28 mil anos. Depois, teve uma que era primitiva, mas já começava a melhorar, que foi, que eles chamam de Lemúria. Por quê? Porque onde essa raça experimentou, gente, não tinha disco voador em Lemúria, não tinha DVD, não tinha televisão de plasma, nada disso. Era uma raça mais primitiva do que a nossa. Só que o ambiente que eles viveram afundou. Durou 28 mil anos. Depois, veio o período da Atlântida. Isso foi Emmanuel dizendo. Durou 28 mil anos. Depois, vem o outro período.

Outro período. Ele não dá no ano. Dura 28 mil anos. Aí, você faz as contas. 28 dividido por 4, dá. 7 mil anos, 7 mil anos, 7 mil anos, 7 mil anos. Aí, você vai lá no livro dos Espíritos, nós já lemos aqui, em que época viveu Adão? Mais ou menos na época que ele assina Lais, 4 mil anos antes de Cristo. 2 mil anos depois, 6 mil anos. Mais mil anos, 7 mil. Ou seja, a Bíblia inteira de Gênesis a Apocalipse é, na verdade, a história de uma semana da evolução humana. Uma chavura. Só que não de 7 dias. De 7 mil anos. Olha, mas eu não tenho novidade nenhuma.

Segunda carta de Pedro, Segunda carta de Pedro, Capítulo 3, versículo 8. Salmo 90, versículo 4. Oséias, Capítulo 6, versículo 2. Apocalipse, Capítulo 20, versículo 1. Que diz assim, Sabendo o que? Para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos é como um dia. 7 dias, 7 mil anos. Está dito. Mas, é um ciclo, é um ciclo do movimento. Olha que interessante. Por que eu disse que a moça que entrevistou não tinha experiência? Como eu queria ter feito essa entrevista? Como eu queria ter feito essa entrevista? Eu ia fazer 250 perguntas para o Chico.

Ela me perguntou, mas, como é que chama essa geração? Eu ia cravar de perguntas. Como é que mede esses 28 mil anos? Como é que conta? Porque ele falou outras coisas. Eu fiz alguns cálculos, mas, a gente fica com as coisas incompletas. Bom, estima-se um pouco mais de 4,5 bilhões de anos. Quase 5 bilhões de anos. Aproximadamente. Mas, aí ele continua, gente. Ele continua. Olha o que ele vai dizer. Num mesmo sistema planetário, então vamos pensar aqui. Sistema solar. Todos os corpos que o constituem reagem uns sobre os outros.

A Terra reage em Júpiter, Júpiter reage na Terra, em Saturno, em Urano, em Netuno, Plutão, Mercúrio, Vênus, Marte, Lua, Sol, os anéis, tudo reage uns sobre os outros. Todas as influências físicas são nele solidárias. Tremeu aqui, influencia lá. Tremeu lá, influencia aqui. E nenhum, só há, dos efeitos que designais pelo nome de grandes perturbações, quer dizer, nós estamos chamando de perturbações, Chegou? Teste? Chegou? Pronto, retomamos, gente. Deu um problema aqui nas influências aí. Testando, som, som, deu? Pronto.

Então, vamos lá. E nenhum, só há, dos efeitos que designais pelo nome de grandes perturbações, que não seja consequência da componente das influências de todo o sistema. Olha, gente, o que ele está trabalhando aqui é uma coisa muito séria. Já tem algumas teorias já físicas, de físicos mesmo, que costumam já se mapear, por exemplo, terremoto na escala Richter, quando um terremoto vai ser muito grave, que depende do movimento mesmo do sistema, das conjunções planetárias. Isso é um estudo sério mesmo, científico, já tem documentos.

Eles ficam mapeando. A verdade é que a gente sabe que esses países desenvolvidos sabem mais sobre isso do que eles estão dispostos a dizer. Eles sabem muito mais do que eles estão dispostos a dizer. Então, isso é verdade, porque é um fenômeno magnético, é uma questão gravitacional. Os planetas estão todos pertinhos, eles se encontram, imagina, a energia gravitacional tem uma influência? É lógico que tem. A questão gravitacional, a questão eletromagnética, etc, etc, é óbvio. Mas, aqui, o Arragô ter dito isso em 1864 e Kardec ter publicado, olha, corajoso Kardec, viu?

Aí, ele fala assim, vou mais longe, digo que os sistemas planetários reagem uns sobre os outros. Opa! Um sistema solar está reagindo sobre o outro na razão da proximidade ou do afastamento resultantes do movimento de translação deles através das miríades de sistemas que compõem a nossa nebulosa. Então, o que ele trouxe? Ele trouxe o conceito de nebulosa. Uma nebulosa é um conjunto de sistemas solares irmãos, é uma família de sistemas solares. Aí, quando aproxima, porque eles estão girando em torno de um centro, quando os sistemas todos aproximam, imagina a energia, gravitacionalmente, eletromagnético, imagina o que acontece?

Imagina o que acontece? O que acontece? Acontece algo. A gente sente. Vamos lá. Ainda vou mais longe. Ainda vou mais longe. Digo que a nossa nebulosa, que é como um arquipélago na imensidade, tendo também seu movimento de translação através das miríades de nebulosas, sofre a influência das que dela se aproximam. Então, a nossa nebulosa, junto com outras, formam uma família de nebulosas, gira em torno de alguma, aglomerada. Então, tem uma hora que as nebulosas todas se reúnem. Isso dentro da galáxia. Dentro da galáxia.

De sorte que as nebulosas reagem sobre as nebulosas, os sistemas reagem sobre os sistemas, como os planetas reagem sobre os planetas, como os elementos de cada planeta reagem uns sobre os outros e assim sucessivamente. Foi até no nível atômico, até no nível das partículas. E assim sucessivamente até o átomo. Daí, em cada mundo, revoluções locais ou gerais, que se não parecem perturbações, porque a previdade da vida não lhes permite que eles percebam mais do que os efeitos parciais. Ou seja, a gente não vive o suficiente para ver isso tudo.

Aí, você reencarna e esquece. Quem que vê todo esse ciclo? Um Espírito que não precisa reencarnar e que fica, por exemplo, um bilhão de anos sem reencarnar. Aí, ele fica vendo tudo. O ciclo. Não é? A matéria orgânica não poderia escapar a essas influências. As perturbações que ela sofre podem, pois, alterar o estado físico dos seres vivos e determinar algumas dessas enfermidades que atacam, de modo geral, as plantas, os animais, os homens. Enfermidade que, como todos os flagelos, são para a inteligência humana um estimulante que a impele, por força da necessidade, a procurar meios de os combater e a descobrir as leis da natureza.

Ou seja, é um plano pedagógico. E o movimento desses corpos é o horário das aulas. Agora é hora de aprender isso. Aí, vem o desafio. Aí, o homem desenvolve a inteligência, trabalha, trabalha, até ele entender a lei da natureza e encontrar meios de lidar com aqueles cataclismos, com aquelas dificuldades e que ele não tinha meios de lidar. Mas, a matéria orgânica, a seu turno, reage sobre o Espírito. Este, pelo seu contato e sua ligação íntima com os elementos materiais, também sofre influências que lhe modificam as disposições, sem, no entanto, privá-lo do livre-arbítrio.

Você sofre influências, mas quem decide é você, que lhe sobrecitam ou atenuam a atividade e que, pois, contribuem para o seu desenvolvimento. Então, tem períodos desses em que a gente fica agitado e tem períodos em que a gente fica sem energia. E isso é um elemento pedagógico para a gente aprender a lidar, a se desenvolver. Agora, aqui, o que ele vai falar? A efervescência que, por vezes, se manifesta em toda uma população, entre os homens de uma mesma raça, não é coisa fortuita nem resultado de um capricho, tem sua causa nas leis da natureza.

Essa efervescência inconsciente a princípio, não passando de vago desejo, de aspiração indefinida por alguma coisa melhor, de certa necessidade de mudança, traduz-se por uma surda agitação. Depois, por atos que levam às revoluções sociais, que, acreditai-o, também tem sua periodicidade, como as revoluções físicas, pois que tudo se encadeia. Se não tivesse a visão espiritual limitada pelo véu da matéria, verias as correntes fluídicas que, como milhares de fios condutores, ligam as coisas do mundo espiritual às coisas do mundo material.

Quando se vos diz que a humanidade chegou a um período de transformação e que a Terra tem que se elevar na hierarquia dos mundos, nada de místico vejais nessas palavras. Vede, ao contrário, a execução de uma das grandes leis fatais do universo, contra as quais se quebra toda a má vontade humana. Entendeu? Envolve o átomo, envolve as plantas, envolve os animais, envolve os homens, os espíritos, os sentimentos, as predisposições, envolve tudo. Não tem como fugir. Por isso que os espíritos dizem a lei do progresso é inflexível.

Ninguém pode deter a marcha do progresso. E mais, ela tem tempo determinado. Então, a gente para por aqui, hoje, só para fazer essa consideração espiritual, só a leitura dessa mensagem do Arragô já justifica porque que a gente tem que estudar esses ciclos. Para a gente não imaginar que o período que a Terra está vivendo agora, essas guerras, essas questões sociais e mesmo no Brasil, que isso está fora de controle, porque não está. Tudo isso está acontecendo exatamente no tempo determinado que tem que acontecer. Agora, evidentemente, cada espírito responde pelos seus atos, responde pelo que faz, pelos excessos que comete, pela maldade que comete e pelo bem que espalha.

Então, isso não tira responsabilidade, porque o período que nós estamos vivendo de transformação não nos autoriza a ferir ninguém e nem nos autoriza a deixar de fazer o bem. Nós podemos contribuir. Todo mundo está sentindo uma ansiedade, sentindo que o mundo está acontecendo alguma coisa. Você pode reagir de uma maneira negativa ou de uma maneira positiva. De uma maneira negativa, você começa a soltar bomba, começa a agredir. De uma maneira positiva, você começa a trabalhar em favor do semelhante. Então, o que nós vamos fazer é decisão do nosso Livro e a Bíblia.

O tempo é decisão de Deus. Os ciclos vêm do Criador. O que nós vamos fazer nele? É mais ou menos uma escola. Há pedagogas, professores, que propõem um currículo, propõem um programa de aula, um conjunto de matérias a serem aprendidas. Agora, a atitude do aluno, como ele vai aproveitar a proposta pedagógica, é uma decisão pessoal dele, que toca ao seu livre-arbítrio. Vamos lá! Vamos fazer a prece, né? Quem quer fazer a prece? Faz, Felipe!

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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