#014 – Velho Testamento: Livro Gênesis – Perguntas

Play Video
Facebook
WhatsApp
Twitter
LinkedIn
Telegram
Email

Neste episódio especial do estudo do Velho Testamento à luz do Espiritismo, Haroldo Dutra Dias dedica-se a responder perguntas da audiência, abordando temas complexos e fundamentais da doutrina espírita.

O que é estudado neste episódio

  • Natureza de Jesus e Espíritos Puros: A principal dúvida gira em torno da necessidade de Jesus, como Espírito puro, encarnar. Haroldo Dutra Dias esclarece que, embora Espíritos puros não precisem encarnar para sua evolução, eles podem fazê-lo em missões específicas ou por amor, como foi o caso de Jesus. Ele enfatiza que Jesus é o governador espiritual do planeta, o Espírito mais puro que já veio à Terra em missão de Cristo, deixando um roteiro imperecível para a humanidade.
  • Escala Espírita e Evolução Infinita: É abordada a ideia de que a evolução é infinita, mesmo para os Espíritos puros. A classificação de Kardec na Escala Espírita (Livro dos Espíritos, questão 100) é apresentada como um sistema para facilitar a compreensão humana, e não como algo absoluto. A evolução não para ao atingir o estado de Espírito puro; há gradações e diferenças entre eles, inclusive entre aqueles que já são “Cristos”.
  • Manipulação dos Elementos e Evolução Moral: A discussão sobre Espíritos que possuem grande conhecimento e manipulam elementos nas regiões inferiores (umbrales, cavernas) é retomada. Haroldo Dutra Dias explica que o poder desses Espíritos é limitado pelo seu grau de adiantamento moral. Embora pareçam poderosos para os encarnados, sua atuação é permitida pela justiça divina e serve como instrumento para o cumprimento da lei de causa e efeito.
  • Deus: Transcendente e Imanente: A questão sobre se Deus está “dentro” ou “fora” de nós é explorada. Com base no Livro dos Espíritos (questão 13), é afirmado que Deus é transcendente (não depende da criação para existir) e imanente (a criação está em Deus, e Deus está em tudo e em todos). Não há “fora” de Deus, pois toda a criação está mergulhada Nele.
  • Fluido Cósmico Universal e Ciência: A diferença entre o conceito de Fluido Cósmico Universal na doutrina espírita e termos científicos como matéria escura, energia escura ou éter é discutida. É ressaltado que, para Espíritos como André Luiz, o Fluido Cósmico é “inabordável”, indicando que as descobertas científicas atuais são apenas modificações grosseiras desse fluido em seu estado primitivo e de maior pureza.

Reflexões

  • A evolução espiritual é um processo contínuo e infinito, não se detendo mesmo nos mais altos graus da escala espírita.
  • A classificação dos Espíritos é uma ferramenta didática para a compreensão humana, não devendo ser interpretada de forma fundamentalista, pois a realidade espiritual é muito mais complexa e matizada.
  • A onipresença de Deus implica que não há nada “fora” Dele; toda a criação está imersa em Sua essência, e Ele se manifesta tanto na transcendência quanto na imanência.

Ler transcrição do episódio

Olá, amigos! Hoje, véspera de feriado e véspera de uma viagem ao MEDNESP, o encontro da Associação Médico-Espírita que vai se realizar nesta quinta-feira na cidade de Goiânia, nós não teremos aquela gravação ao vivo do Gênesis, mas, como de costume, que a gente tem feito, temos aproveitado estes momentos para responder perguntas e conversar, e é importante este momento, porque nós sentimos a participação das pessoas, qual tem sido a dúvida, aqueles pontos que precisam de um maior esclarecimento, e a gente aproveita este momento para, brevemente, responder algumas perguntas e, quem sabe, solucionar algumas dúvidas.

Antes de passar para as perguntas, a gente queria divulgar o canal do Ser, no Youtube, Evangelho e Espiritismo. Basta olhar no nosso site, www.portalser.org, no nosso Facebook, também, Portal Ser, e assinem, porque é uma maneira de todos participarem, se sentirem cooperadores e colaboradores desta obra do Ser, que visa a divulgação do Evangelho, a luz da Doutrina Espírita, o consolo, o esclarecimento de muitos corações e, também, a possibilidade de realização de vários projetos que demandam recursos. A maneira que nós encontramos de continuar disponibilizando gratuitamente e disponibilizando de forma paga alguns conteúdos foi o canal que pode ser assistido pela televisão, pelo celular, pelo tablet, de diversas maneiras.

Contamos com a colaboração de todos, já temos quase quinhentas assinaturas e precisamos de uma adesão, então, divulgue, por favor, faça sua adesão, nos ajude a continuar nesta proposta de divulgação do Evangelho, a luz da Doutrina Espírita. Nós vamos, aqui, para algumas perguntas e eu gostaria de reunir três perguntas, que estão tratando do mesmo tema. Uma é do Edson César Marques, filho de Alto Paraíso, Goiás, a outra do Márcio José Orofino, do Nascimento, de Santa Maria, Rio Grande do Sul e a outra uma observação da Denise Souza, de Belo Horizonte.

Todos, fazendo referência a essa ideia de Cristo, Espírito puro, se precisa encarnar, se Cristo é um Espírito puro, se Ele é Messias, diferença de Messias para Espírito puro, etc. Então, nós gostaríamos de, antes de adentrar neste tema, de fazer alguns esclarecimentos, lembrar que nós trouxemos alguns textos que estão no Livro dos Espíritos, na Revista Espírita e na obra A Caminho da Luz, psicografada por Chico Xavier e ditada pelo Espírito Humano. De modo que, o nosso alicerce, a nossa base para avaliar este assunto é o que está nestas obras.

Nós temos uma absoluta confiança na obra do Chico e na obra de Kardec e a utilizamos como um alicerce inquestionável, porque, como nos disse o Cristo, reconhece-se a árvore pelos seus frutos. A árvore, a lã Kardec, está checada, avaliada, os frutos são inquestionáveis. E, a árvore Chico Xavier, também. Basta pensar na vida deste médium, no exemplo dele, em mais de 85 anos de vida, na obra que ele deixou, mais de 400 obras. Então, estas duas árvores, nós não temos a menor dúvida e, agora, não queremos impor isto a ninguém.

Se a pessoa entende que não deva seguir estas obras, aí é opção pessoal do Espírito, ele é livre para pensar, mas, não é o nosso caso. No nosso caso, nós estamos, aqui, baseando toda a nossa reflexão, todo o nosso estudo na obra de Kardec e na obra de Chico Xavier, principalmente, e de outros médios, de outras obras subsidiárias, também, que agregam várias outras obras, principalmente, nestas duas obras. E, fazemos com absoluta convicção, absoluta confiança e, fugindo de elucubrações que escapam da nossa capacidade de percepção.

É preciso dizer isto. Nós não sabemos nada dos Espíritos puros. Nós não sabemos nada dos Cristos. É importante dizer isto. Está muito além da percepção de um encarnado. Nós somos Espíritos que estamos, ainda, sujeitos ao aperfeiçoamento na Terra. Nós estamos, ainda, no nível da evolução espiritual que necessita de um corpo físico. Então, nós não temos nenhum elemento para avaliar sobre Espírito puro, sobre distinção de Espíritos puros, sobre a natureza dos Cristos. Então, é bom, vamos dizer assim, levar isto a sério, porque, senão, nós vamos ficar discutindo, aqui, o sexo dos anjos.

Vamos estar discutindo temas que fogem da nossa compreensão e que vão demorar, ainda, muitos milênios para que nós possamos ter acesso a estes fatos, ter acesso à vida, à natureza, ao caráter dos Espíritos puros e dos Espíritos que já são Cristicos. Então, é importante a gente ter uma ideia geral, é importante entender os aspectos gerais do tema e Entender como está colocado, na obra de Kardec, na Revista Espírita, na obra de Léon Demy e na obra A Caminho da Luz, que o governador espiritual do planeta é Jesus Cristo.

Este é o Espírito mais puro que já veio à Terra. Veio em missão de Cristo, encarnou, não porque Ele precise, encarnou para exercer uma missão de governador espiritual do Orbe, para deixar um roteiro imperecível, insubstituível e insuperável. Isto está muito claro na questão 625 do Livro dos Espíritos e está mais claro ainda no Livro A Caminho da Luz e no Livro O Consolador. Jesus é o Espírito guia, Ele é o Espírito modelo. Ele só encarnou no Orbe para nos deixar um roteiro insubstituível, inigualável de purificação espiritual, de aperfeiçoamento espiritual.

Então, contra isto não há dizer nada. Se a pessoa não quer aceitar isto, aí é uma decisão pessoal. Nós, aqui do ser, especialmente eu, não tenho a menor dúvida disto, estou absolutamente convencido disto. Absolutamente convencido e isto é o máximo que eu posso oferecer. Não tem sentido ficar entrando numa querela, numa discussão, querendo impor. Cada um é livre para pensar, para decidir os seus caminhos, mas nós, aqui, seguimos o que está na obra de Kardec, o que está na obra de Chico Xavier e na obra subsidiária. Isto, para nós, é ponto pacífico e é a partir dele que nós realizamos o nosso estudo do Gênesis.

Nós gostaríamos só de salientar uma coisa com relação à escala espírita, porque ficou uma dúvida e chegou o Espírito puro e todo mundo está imaginando que chegou no Espírito puro e a evolução para. Não para, a evolução é infinita, infinita. Ninguém para de aperfeiçoar-se, nenhum Espírito criado deixa de evoluir. Isto é o que se aprende quando se faz uma leitura de toda a obra de Kardec, uma leitura cuidadosa, silenciosa, serena, reflexiva. Chega-se facilmente a esta conclusão. Só Deus é soberanamente perfeito e imutável.

O único imutável é Deus, porque Ele já é perfeito. Todas as criaturas são mutáveis, são sujeitas a um processo de aperfeiçoamento. Já falamos isto aqui, já explicamos em várias aulas do Gênesis, citamos os textos, então, a gente acha desnecessário ficar repetindo isto. Quando o Espírito chega a este grau de Espírito puro, vamos imaginar que, se Ele se torna o Espírito puro, Ele não precisa mais, não precisa, não significa que Ele não encarna. Se Ele quiser encarnar, Ele encarna. Se o Espírito puro quiser encarnar, Ele encarna.

Não há nada que o impeça. E, se Ele o faz, faz em missão ou pode encarnar para resgatar, por exemplo, um Espírito amado. Então, se Ele quiser, Ele encarna. Ele não precisa. Então, é a diferença entre precisar e querer. Eu, por exemplo, se eu quiser não encarnar, eu não posso. Não posso escolher não encarnar, porque eu estou sujeito à encarnação, porque não estou ainda nesta ordem de Espírito puro que não necessita mais da encarnação. Então, nós percebemos, nas perguntas, que há uma certa confusão. O Espírito puro encarna?

Ele encarna. Se Ele quiser, Ele encarna cem em cem anos. Isto não é problema. Mas, Ele não precisa encarnar e, geralmente, não o faz. Geralmente, não o faz, mas, quando o faz, o faz em função de uma grande missão a ser desempenhada no orbe, naquele lugar em que Ele está encarnando. Este é um ponto importante que precisa ser frisado. Outra coisa. Digamos que o Espírito atinja o nível de Espírito puro. Ele tem cem anos que Ele é Espírito puro. Será que Ele é igual a um outro Espírito que já tem mil anos que é Espírito puro?

Claro que não. Agora, vamos imaginar um Espírito que tem cem anos que Ele é Espírito puro, em comparação com outro que tem um milhão de anos que é Espírito puro. É claro que não é a mesma coisa. Agora, vamos imaginar um Espírito que tem cem anos que é Espírito puro e outro que tem um bilhão de anos que é Espírito puro. Tem diferença, não tem? Tem, tem diferença. Tem diferença. Agora, vamos imaginar um Espírito que é um Cristo. Ele tem um milhão de anos que Ele é um Cristo. Aí, chega um outro que tem cinco bilhões de anos que é um Cristo.

É a mesma coisa? Não é. Não é a mesma coisa. Então, é preciso a gente entender isto. É infinito? Confunde a nossa cabeça? Confunde mesmo, porque o Universo é infinito, a evolução é infinita, Deus é. Escapa da nossa compreensão. É isto mesmo. É por isto que o Chico, na entrevista com Herculano Pires – já citamos isto, é só olhar as outras aulas anteriores de Gênesis – relata para Herculano Pires que Jesus é um Cristo do planeta, mas ele não é o Cristo do Sistema Solar, que o Cristo do Sistema Solar é um Espírito ainda muito superior ao Cristo, com todo o respeito e reverência que nós temos ao nosso Mestre, ao nosso guia e modelo, que é o Cristo.

Então, é preciso abrir a mente. Para encerrar este assunto, eu gostaria de ler um trechinho da questão 100 do Livro dos Espíritos, porque, antes de classificar a escala espírita, Kardec faz algumas observações. Ele chama de observações preliminares. Olha o que Kardec diz. A classificação dos Espíritos se baseia no grau de adiantamento deles, nas qualidades que já adquiriram e nas imperfeições que ainda terão de despojar-se. Então, são estes os três critérios que Kardec adotou para construir a classificação. Ora, o que ele vai dizer?

Esta classificação, aliás, nada tem de absoluta. Então, o problema que eu percebo nas perguntas, nas dúvidas que estão surgindo, é que está tendo uma interpretação fundamentalista deste tema. Não pode. Isto aqui é uma classificação para facilitar o nosso entendimento. Mas, esta classificação nada tem de absoluta. Se você adotar outros critérios que não sejam estes três adotados por Kardec, você pode montar uma classificação diferente. Qual é o problema? Classificações são classificações. E, é isto que Kardec vai dizer.

Ele diz assim Apenas no seu conjunto, cada categoria apresenta caráter definido. Apenas no conjunto. De um grau a outro, a transição é insensível e, nos limites, os matizes se apagam, como nos reinos da natureza, como nas cores do arco-íris ou, ainda, como nos diferentes períodos da vida de um homem. Você não consegue dizer exatamente que dia que entrou na adolescência. Não é assim que funciona. Você não consegue dizer que dia exato que entrou na velhice. Não é assim que funciona. É um processo. Aqui, também. Então, é preciso entender este matiz.

Tem uma zona cinzenta, tem uma fase que você não consegue distinguir. Isto aqui é um recorte, é para facilitar a nossa compreensão e não para levarmos isto ao pé da letra e ficar pegando a ferra e fogo. Aí, ele continua Podem, pois, formar-se maior ou menor número de classes. Kardec dividiu em três, mas é ele que está dizendo. Você quer fazer mais classes? Pode fazer. Você pode fazer uma classificação aqui em 578 classes. Pode. Um milhão e meio de classes? Pode. Se você quiser pegar a terceira classe, que são os espíritos puros, e dividir em um milhão de classes, você pode.

Pode. O que Kardec está dizendo é que ele fez um sistema para facilitar. Fez três. Três. Então, é óbvio que é mais simples, mas, também, mais incompleto, porque ele está pegando os aspectos gerais. Ele está fazendo uma panorâmica. Se a gente for levar isto aqui, querer enquadrar como se fosse uma classificação absoluta, nós estamos fazendo uma interpretação fundamentalista. E é o próprio Kardec que está dizendo podem, pois, formar-se maior ou menor número de classes, conforme o ponto de vista sobre o qual se considere a questão.

Dá-se aqui o que se dá com todos os sistemas de classificação científica. Estes sistemas podem ser mais ou menos completos, mais ou menos racionais, mais ou menos cômodos para a inteligência, sejam, porém, quais forem, nada alteram as bases da ciência. Não é a classificação dos Espíritos que vai alterar. Assim, interrogado sobre este ponto, é natural que os Espíritos hajam divergido quanto ao número das categorias. Então, quando Kardec perguntou, os próprios Espíritos divergiram, porque cada um é classificado de um jeito.

Natural, natural, sem que isso tenha maiores inconvenientes. Entretanto, alguns se agarraram a esta contradição aparente, sem refletirem que os Espíritos ligam a menor importância ao que é meramente convencional. Para eles, o pensamento é tudo. Deixam-nos a forma, a escolha dos termos, a classificação em uma palavra, os sistemas. Então, esta classificação aqui é dos humanos. É nossa, para facilitar a nossa compreensão. A nossa compreensão. Quanto mais superior o Espírito, menos ele se liga a este tipo de classificação, porque ele está preocupado com a ideia.

E qual é a ideia central? Qual é a ideia central? Vamos lá, são três categorias. Qual é a terceira, a última ordem? Espíritos imperfeitos. Qual é a característica dele? Cadê a característica geral? Predominância da matéria sobre o Espírito, propensão ao mal, ignorância, orgulho, egoísmo e todas as más paixões que lhe são consequentes. Então, pronto, eu sou desta categoria. Eu sou desta categoria, Espíritos imperfeitos. Agora, vamos ver a segunda? Segunda categoria ou segunda ordem, Espíritos bons. Qual é a característica deles?

Predominância do Espírito sobre a matéria, desejo do bem, suas qualidades e poderes para fazer o bem estão em relação com o grau de adiantamento que haja alcançado. Uns têm ciência, outros a sabedoria, outros a bondade. Então, nesta categoria, na segunda ordem, uns desenvolveram mais a inteligência, outros desenvolveram mais o amor. Os mais adiantados, aliás, aliam o saber às qualidades morais. Então, os mais adiantados desta segunda ordem, olha que interessante, porque tem uma gradação. Os mais adiantados desta ordem, eles aliam o saber às qualidades morais.

Estas são as qualidades gerais. Agora, vamos ver a primeira ordem, os Espíritos puros. Características gerais. Nenhuma influência da matéria. Não é predominância do Espírito sobre a matéria, não. Nenhuma influência da matéria. Superioridade intelectual e moral absoluta. Eles já conseguiram harmonizar inteligência e sentimento, inteligência e amor, sabedoria e amor. Agora, olha que interessante, é superioridade intelectual e moral absoluta com relação aos Espíritos das outras ordens, com relação aos da terceira ordem e com relação aos da segunda, não com relação ao que está em cima.

Este é o quadro geral. E, na Revista Espírita, já citamos, em fevereiro de 1868, São Luís, La Menela, Cordé, vão dizer o quê? Que, nos últimos graus da escala dos Espíritos puros, ou seja, quando você chega a Espírito puro, tem nova escala, nos últimos graus estão os Cristos. Então, este aqui é o raciocínio, este aqui é o ponto geral que nós temos que pensar, mas sem ficar preso a sistema, sem ficar preso a terminologia, a palavra, entender a ideia. Entendeu a ideia está resolvido. E, o mais importante, quem dirige o planeta Terra?

Quem dirige? Quem é o governador da Terra? Quem coordena a evolução de mais de 22 bilhões de Espíritos que evoluem na Terra? O Espírito mais evoluído que dirige todo o mundo é Jesus. Ele é o governador do planeta, ele é o guia da humanidade, ele é o modelo da humanidade, ele é um Cristo. O que significa ser um Cristo? Ele tem bilhões de Espíritos puros sobre a orientação dele. Ele construiu o planeta sob as vistas de Deus. Ele pode encarnar? Pode! Onde Ele quiser, quando Ele quiser, do jeito que Ele quiser. Na Terra, Ele encarnou uma só vez.

Isto é o que está na Gênesis, é o que está no Livro dos Espíritos, é o que está na obra do Chico. Uma só vez. Por que Ele encarnou? Para trazer a mensagem imperecível e insuperável do Evangelho. Ponto. Esta é a nossa base, este é o nosso ponto de partida para estudar o Gênesis. É a partir disto que nós raciocinamos. Ponto final. Este é o nosso alicerce e nós, aqui do C, eu estou absolutamente convencido disso. Ponto final. Tem gente que diz o contrário? Tem. Tem Espírito que diz outra coisa? Tem. Mas, eu fico com Kardec, fico com a obra de Chico Xavier e com a outra obra subsidiária.

Ponto final. Cada um tem a liberdade de seguir o que entender. Esta é a nossa posição. Temos, aqui, uma outra pergunta. Primeiro, uma dica. Da Denise Souza, de Belo Horizonte. Ela está falando para nós entendermos a questão de cocriação no plano maior. Para ler o livro da Veneranda, Filhos do Grande Rei, psicografado pelo Chico, tem um caso lá contado pelo Cipião, que está lá no livro. Então, fica a dica para quem quiser dar uma lida. Fica a dica da Denise Souza. Realmente, este livro é maravilhoso, da Veneranda. Temos a pergunta, aqui, do Mário Ramirez, de Bauru, São Paulo.

Ele pergunta o seguinte que a gente falou no Gênesis, que a manipulação dos elementos estão associados à evolução moral. Então, como explicar aqueles Espíritos que têm um autoconhecimento e que operam nas regiões inferiores da Terra, nos umbrais, nas cavernas, alguns, assim, com poderes magnéticos, com poderes muito grandes, como ressalta Hermínio Miranda, no livro Diálogo com as Sombras, e como ressalta o próprio André Luiz, no livro Libertação. Olha, Mário, nós falamos disso em uma das aulas do Gênesis. Nós dizemos que esses Espíritos têm, sim, um grande intelecto, têm um grande poder de manipulação dos elementos, do magnetismo, dos fluidos, mas o poder deles é limitado ao grau de adiantamento moral.

Então, embora, para o encarnado, eles sejam muito poderosos, para os Espíritos superiores, eles não têm nada de muito poderoso. A atuação deles é natural e não raro. E, aí, vale a pena, Mário, dar uma lida no livro Libertação, do André Luiz. Esses Espíritos são instrumentos da justiça divina para que a lei de causa e efeito seja cumprida. Então, esse suposto poder que eles têm, essa imensa capacidade de atuar, de afetar a vida, não tem nada acontecendo sem a permissão e sem o absoluto controle da providência divina.

Pelo contrário, a qualquer momento, os Espíritos superiores podem fazer cessar a atuação deles. Se eles estão atuando, é porque está sendo permitido. E, aí, nós vamos perceber uma coisa, o respeito de Clarêncio quando vai falar com Gregório, no livro Libertação. O Clarêncio não desafia o poder dele. Por quê? Porque o Clarêncio sabe que, se o Gregório está atuando, é porque a providência divina está permitindo. Se a providência divina não permitisse, ele não estaria atuando. Então, da perspectiva do Clarêncio, ele pensa assim por que eu vou impedir ou vou julgar se a providência divina está permitindo?

Quem sou eu para interferir? Então, eles têm um poder que, para o encarnado, parece muito porque nós estamos muito embotados. É aquela história em Terra de Cego, quem tem um olho é rei. Então, nós olhamos para esses Espíritos e achamos que eles são poderosíssimos, poderosos em relação aos encarnados, mas, com relação aos Espíritos superiores, não têm poder nenhum. E, o nível de manipulação deles é restrito e adequado ao avanço moral. E, isso é uma lei absoluta do universo e da vida. Você só adquire poder de manipulação dos fluidos à medida que se adianta moralmente.

Por que? Porque é uma questão de frequência. Se você não está vibrando em uma frequência superior, você não consegue atuar. Então, se você vibra em uma frequência inferior, você nem percebe fluidos que são superiores. É assim que funciona. Temos aqui a pergunta do Alexandre Bacon, de Cianorte, no Paraná. O Alexandre diz assim Arô, temos um grupo de estudo na Casa Espírita e uma dúvida grande surgiu. O Espírito que foi criado simples e ignorante e a evolução é ganhar complexidade estrutural, é ganhar experiência e conhecimento.

Deus é uma construção mental ou Deus está dentro de nós e não o enxergamos pelo véu da ignorância, como está descrito na Gênesis de Kardec? Mas, se fomos criados simples e ignorantes, como Deus pode estar dentro? Resumindo, Deus está dentro ou está fora? O que nós aprendemos nas primeiras questões do Livro dos Espíritos? Se você pudesse, se fosse possível, acabar com todos os Espíritos criados e com todo o Universo material, o que acontece com Deus, Alexandre? Nada. Nada. Porque Deus é Deus. Ele é supremo. Ele é eterno.

Estão lá as características do Livro dos Espíritos, questão 13. Deus não precisa de nenhum ser para existir. Deus não precisa da criação para existir. Ele não precisa de mim para ele existir. Deus é Deus. Deus é Deus. Está lá na questão 13 do Livro dos Espíritos. Esta é a transcendência de Deus. Deus é transcendente. Ele está depois do infinito começa Deus. Ele não depende da criação. É o primeiro ponto que nós temos que gravar. Agora, vamos pensar, Alexandre, se Deus é todo-poderoso, o que impede Ele de estar dentro de mim?

E, aí, eu te pergunto, você acha que você está fora de Deus? O que seria estar fora de Deus? Seria você estar em um lugar que não foi criado por Deus? Agora, eu te pergunto, Alexandre, qual lugar que não foi criado por Deus? Existe algum lugar que não esteja preenchido por Deus? Algum lugar na criação infinita? Não! Então, não é Deus que está na criação. É a criação que está em Deus. A criação é menor do que Deus, Alexandre. Confunde a cabeça? Confunde! Porque nós somos Espíritos inferiores. Nós só adivinhamos Deus.

Nós não o vemos e nem o compreendemos. Por quê? Está lá no livro dos Espíritos. Nos falta um sentido. A criação infinita está mergulhada em Deus, mas ela é infinita, mas ela é menor do que Deus, porque Deus é maior do que o infinito. Agora, saiu uma fumacinha na cabeça, não é? Mas, é para sair mesmo. Então, não tem como você estar fora de Deus. Cada partícula subatômica está mergulhada no fluido cósmico. É o fluido cósmico. Cada Espírito está mergulhado no fluido cósmico. Nós estamos em Deus e Deus está dentro de você, no centro da sua consciência.

Fazendo o quê? Te ajudando a evoluir, te orientando, te amando, te guiando, te puxando para Ele. Então, não tem compatibilidade nenhuma. Quando você pergunta se Deus está dentro ou fora, está os dois. Qual é a grande questão aqui, Alexandre? Não existe dentro e fora. Esta é a grande questão. Não existe nada fora de Deus. Não existe. Este é o grande ponto. Espero ter ajudado aí na reflexão. Temos uma outra, da Adriana Jegg, de Igrejinha, Rio Grande do Sul, que ela fala assim A questão do fluido cósmico, como o termo é usado dentro da ciência, quando se fala em cosmologia, na física e na astronomia, em que sentido ele difere, essencialmente, da forma que Kardec e André Luiz revelam?

Então, ela está pedindo para falar um pouco da física. Bom, Adriana, o que a gente entende é o seguinte. André Luiz afirma, no livro Evolução em dois mundos, que, para os Espíritos da esfera dele, o fluido cósmico é inabordável. Inabordável. Agora, vamos pensar, Adriana. Os Espíritos da esfera de André Luiz, André Luiz, onde ele está? Ele tem mais acesso à informação ou menos acesso à informação que os cientistas encarnados? Mais, não é? Os cientistas encarnados sabem muito menos do que o que está no Evolução em dois mundos, no Mecanismo da Mediunidade.

Então, no Mecanismo da Mediunidade, no Evolução em dois mundos, nós temos conhecimentos ali que estão muito, muito, muito, muito, muito à frente de Einstein, de física quântica, muito além. Muito além. E, para ele, André Luiz, o fluido cósmico é inabordável. Então, vamos pensar no seguinte. Matéria escura, energia escura, éter, tudo isto não chega nem perto de fluido cósmico. Matéria escura e energia escura é uma modificação grosseira do fluido cósmico. O fluido cósmico ainda está além disto. Por isto que André Luiz diz.

Porque, para André Luiz, o pensamento é concreto. Na esfera em que André Luiz estagia, eles examinam, eles colocam lá no microscópio o pensamento. Matéria mental, é matéria. Eles examinam o pensamento. Aqui na Terra, a gente consegue fazer isto? Não. E, o pensamento, o pensamento dos Espíritos da Terra é super grosseiro comparado ao fluido cósmico. Então, você imagina o que é fluido cósmico. Então, vamos com calma. Vamos com calma. Isto que está descobrindo aí as quatro forças, gravidade, força fraca, força forte, força eletromagnética, matéria, energia escura, isto aí é modificação grosseira do fluido cósmico.

Isto está longe de ser o fluido cósmico no seu estado primitivo, no seu estado de maior pureza. Por isto que ele é inabordável para nós. Nós precisamos só ter uma ideia geral, mas, nós não sabemos direito o que é, não sabemos as propriedades. Quem dera? É por isto, Adriano, que lá no nosso lar, você lembra, são seis ministérios, seis ministérios. Um deles é o Ministério da União Divina. Tem doze ministros. O que eles fazem? São encarregados de garantir o processo de comunhão com Deus e o entendimento de Deus. Agora, você imagina o que estes ministros da União Divina estudam, o que eles experimentam, o que eles já sabem e, em principal, o que eles não sabem.

É importante pensar nisto para a gente ficar mais humilde, para a gente ficar mais humilde, mais comedido, entender que o nosso conhecimento é muito limitado ainda, muito limitado. Era isto que a gente queria deixar. Esperamos uma próxima oportunidade para responder outras perguntas e dar continuidade. Convidamos a todos, na próxima semana, a acompanharem o Gênesis e não se esquecer de assinar o canal Evangelho e Espiritismo. Um abraço a todos e bom feriado!

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


Facebook
WhatsApp
Twitter
LinkedIn
Telegram
Email

Respostas

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Hide picture