Neste estudo do Velho Testamento, Haroldo Dutra Dias nos guia por uma análise aprofundada do Livro de Isaías, desvendando sua estrutura e a verdadeira natureza da profecia bíblica à luz do Espiritismo. O episódio marca o início do estudo detalhado do livro, após uma fase introdutória sobre a missão e a mensagem de Isaías.
O que é estudado neste episódio
- Estrutura do Livro de Isaías: Haroldo apresenta as três partes principais do livro, que funcionam como um índice para facilitar o estudo.
- Profecia como Diagnóstico, não Adivinhação: É abordada a diferença crucial entre profecia e adivinhação. A profecia bíblica não prevê um futuro fixo e imutável, mas sim delineia as consequências das tendências e hábitos humanos, oferecendo a possibilidade de mudança.
- O Futuro é Fluido: A ideia de que o futuro está em constante moldagem pelas escolhas e hábitos individuais e coletivos é explorada, destacando o papel do livre-arbítrio.
- Profecia e Hábitos: A relação intrínseca entre profecia e hábitos (mentais, emocionais e comportamentais) é enfatizada. O conhecimento profundo dos hábitos permite delinear os desdobramentos da vida de indivíduos, comunidades ou nações.
- O Exemplo de Jonas e Nínive: A história de Jonas é utilizada para ilustrar a natureza condicional da profecia. A profecia é um alerta que visa a mudança de comportamento para evitar um desfecho negativo.
- Significado do Nome Isaías (Yeshayahu): O nome do profeta, que significa “Deus salva” ou “Deus é a salvação”, é analisado como um indicativo do tema central do livro. A palavra “salvar” é entendida como “tirar do perigo”, “mudar a rota de colisão”.
- O Tema Central de Isaías: Salvação: A salvação é apresentada como o tema principal do livro, compreendida no sentido de livrar de um perigo iminente através da mudança de hábitos e tendências.
- A Primeira Parte do Livro (Capítulos 1-35): O Diagnóstico: Os primeiros 35 capítulos são descritos como um “diagnóstico” ou “julgamento”, utilizando uma metáfora jurídica.
- Julgamento do Povo Hebreu (Capítulos 1-12): Isaías avalia o desempenho do povo hebreu em sua missão de ensinar o monoteísmo às nações. A solução para a falha é apresentada na figura do Messias, que pode ajudar a mudar os hábitos.
- Julgamento das Nações (Capítulos 13-23): Em seguida, são julgadas as demais nações, representadas por Babilônia e outros povos da época. A temática é a postura orgulhosa e independente dessas nações, e a solução proposta é a união com o Messias para unificar a Terra.
Reflexões
- A profecia bíblica não é adivinhação, mas um diagnóstico das tendências humanas, oferecendo a oportunidade de mudança através do livre-arbítrio e da misericórdia divina.
- A lei divina não é um sistema mecânico e frio; ela inclui o amor, a misericórdia e a intercessão dos espíritos superiores, que atuam ativamente para auxiliar na evolução, sem anular o livre-arbítrio.
- A Doutrina Espírita deve ser vista como uma dádiva, um presente do Alto, e não como um produto a ser consumido, o que nos convida à gratidão e à celebração.
Ler transcrição do episódio
Bom dia Aroldo, pera aí que vocês estão mutados, calma aí. Bom dia a todos que estão acompanhando mais um estudo do livro Zahias. Bacana demais né Aroldo. Eu queria, antes da gente começar, dar uma notícia para o pessoal aqui da plataforma e tal, onde a gente está transmitindo também o Zahias né Aroldo, de onde a gente transmite, que é o canal que a gente compartilha as coisas do ser também. Aqui ó, queria mostrar para vocês, porque tem pessoas que às vezes acompanham pelo YouTube, está acompanhando pelo Instagram, está acompanhando pelo Face, para que visitem a plataforma e conheçam os conteúdos que a gente tem colocado recentemente.
Aqui na plataforma eles podem acompanhar aqui os vídeos recentes né Aroldo. Aqui sempre quando tem uma live ela está aqui disponibilizada. Aqui ontem nós fizemos o lançamento do Paulo de Itácio Azeiz Moraes, então ontem foi ao ar o Pode Ser Aroldo. Retomando o Pode Ser, foi muito especial cara, o pessoal curtiu muito, então já está disponível né. Eu estava com saudade da música. O Pode Ser já vai estar disponível aqui em breve na plataforma. Ontem nós transmitimos ao vivo né, no aniversário do Centro Espírita Emmanuel lá do Rio Grande do Sul, que a gente está transmitindo essa semana.
Então aqui mostrar né, que aqui a gente tem uma aba aqui né, para o pessoal que está acompanhando Isaías, onde tem os estudos do Aroldo né, está vendo? E aqui tem todos os estudos, inclusive palestras e os estudos de Gênesis, Isaías também. Mas aqui nós temos uma aba só do Gênesis, está vendo? E aqui logo o Levítico. Então você tem, aqui o pessoal pode acessar. E é importante né Aroldo, pegar esses estudos que nós já fizemos lá, que tem muita referência que a gente traz hoje de coisas que já foram estudadas lá. Muitas vezes a pessoa pergunta e aí está bem explicadinho lá, às vezes a gente tem dois ou três episódios que comentamos um aspecto específico.
Então é importante a pessoa voltar, porque o estudo do Velho Testamento é isso, ele não é uma coisa simples e ele demanda aí um hábito para a pessoa se acostumar com novas ideias, com a nova abordagem. Então é muito importante mesmo. E a quarentena está aí, não custa nada. E mesmo a linguagem né Aroldo, porque é uma linguagem que às vezes você tem que estar acostumando com ela. Eu lembro que quando você falava em Levítico lá, sobre sacrifício, quanto que aquilo até aquele momento era um tabu para a gente, no meio espírita principalmente, que olhava para aquilo lá sem ver significado.
Exatamente, exatamente. Então acho muito legal. Eu queria também falar para o pessoal que a gente iniciou ontem um programa do SER, que é a live de fechar o dia às 10 horas da noite, para quem ainda está naquela do horário totalmente desregulado, mas que quer terminar o dia com boas notícias, um clima bacana, que a gente vai entrar no ar todo dia às 10, Aroldo. Trazendo essa coisa de como foi o dia, dos lançamentos que tiveram na plataforma, algumas dicas de vídeos, de filmes. A gente tem muito filme bacana na plataforma, né, para o pessoal assistir também.
Então chama espiritismo. tv no ar. Então está todo mundo convidado às 10 da noite a vir bater um papo com a gente, descontraído, tá bem? Então vamos voltar para cá e vamos iniciar nosso estudo com uma prece, né? Exatamente. Você quer fazer a prece por nós, Eleonora? Faço sim. Agradecemos a Deus Pai, a Jesus, nosso Mestre, e todos os seus enviados, que em nome de Jesus vieram abrir os caminhos, acender as luzes da revelação divina. Agradecemos a cada coração que acompanha o nosso estudo, que se sinta consolado, iluminado pelas luzes de Jesus.
Que assim seja. Que assim seja. Haroldo, então está contigo aí, o que é que nós temos planejado para hoje? Hoje nós vamos fazer assim, vamos falar um pouquinho agora da estrutura do livro Isaias, mais profunda, mais dividida, para a gente começar a entrar no estudo mesmo do livro. Antes a gente ficou nos aspectos introdutórios e agora não. Agora a gente já vai começar a falar mesmo do livro, pegando alguns pontos principais. E para que todo mundo, quem estiver anotando aí, anote bonitinho as três partes que o livro está dividida.
E agora não é uma divisão temática não, é divisão do livro mesmo, como se fosse um índice, né? Para facilitar o estudo. Que ótimo, Haroldo. Bom trabalho, Haroldo. Um ótimo estudo. E aí, Eleonora, eu vou ver se der um tempinho. Eu paro assim umas 10h20, 10h15, para a gente fazer uns 10 minutinhos de pergunta, né? Ótimo. Vamos lá. Olá, pessoal. Estão retomando o nosso estudo de Isaias. Eu queria comentar um pouco sobre a estrutura do livro, agora do livro mesmo. Não da missão de Isaías, não da mensagem de Isaías. Isso nós já comentamos, já demos aqui uma visão panorâmica da temática explorada pelo profeta Isaías.
E isso foi importante porque isso nos ajuda a mergulhar na obra entendendo qual é o assunto, qual é a história, qual é a temática, qual é a abordagem. Para a gente não correr o risco de querer que uma obra que já tem dois mil e seiscentos anos, que essa obra pense como nós pensamos hoje em 2020, ou que ela esteja preocupada com questões que são questões muito específicas da nossa época de hoje. Então, a gente não pode cometer esse anacronismo, que é essa leitura equivocada de uma obra histórica. Por outro lado, por se tratar de uma obra inspirada espiritualmente, a gente precisa perceber também que essa obra tem desdobramentos para as gerações futuras.
Então, embora ela tenha sido escrita no século VII a.C., ela é uma obra voltada para o futuro, por isso que se chama livro profético. A profecia inspirada, a tradição profética do povo hebreu é exatamente isso, é um exame, é um mergulho que o profeta faz no futuro, no futuro. Mas, e esse é o primeiro ponto que eu gostaria de abordar hoje, o livro profético não é um livro de adivinhação. Então, esse é um conceito que nós precisamos trabalhar muito bem, porque no imaginário popular, para a maioria das pessoas, profecia significa adivinhação, adivinhar o futuro.
É mais ou menos assim, adivinhar o que vai acontecer, o que vai acontecer comigo, o que vai acontecer com um determinado povo. E essa visão, além de ser uma visão equivocada, porque ela não corresponde ao caráter da profecia bíblica, ela é uma visão que acaba gerando falsas expectativas. Então, eu vou dar um exemplo. Muitos espíritas, espíritas, leem, por exemplo, o livro Apocalipse, como se fosse um livro de adivinhações. Então, como se o profeta João, ali no caso o apóstolo João, ele estivesse adivinhando o que ia acontecer.
E, alguns chegam ao exagero, ao exagero, não é, de pensar que João está adivinhando a Primeira Guerra Mundial, que ele está adivinhando o regime nazista, que ele está adivinhando até o nome de pessoas que vão governar. Então, é uma visão fantasiosa que não corresponde ao espírito do livro profético. Então, qual é a diferença, portanto, entre um livro profético e um livro de adivinhações? Então, isso é muito importante a gente compreender. O livro profético está preocupado com as linhas, linhas de desdobramento dos fatos e não com fatos concretos em específico.
Então, essa é a grande diferença entre um livro profético e um livro adivinhatório. Então, num livro de adivinhação, vamos imaginar aqui, se eu fizesse hoje, se eu fosse escrever agora sobre o Brasil, qual é a diferença entre um livro de adivinhação e um livro profético? No livro de adivinhação, eu ficaria aqui tentando imaginar, sai um pouquinho, não é? Caiu aí, mas voltou. Então, eu fico tentando adivinhar nos próximos dez anos, quem vai ser o presidente do Brasil, quem vai ser o governador dos Estados. Isso é adivinhação.
Isso é adivinhação. Qual é o problema da adivinhação? É que, na adivinhação, não tem espaço para o livre-arbítrio. No processo de adivinhação, o futuro é algo fixo, o futuro é algo determinado, o futuro é algo que eu não posso mudar. O futuro é algo impossível de ser alterado. Então, é quase como um determinismo absoluto. Já está determinado, vai acontecer, vai acontecer no dia tal, na hora tal, e não há nada que você possa fazer. Isso fere, frontalmente, todo o ensino dos Espíritos. Nós sabemos disso. Os Espíritos nos ensinaram sobre evolução espiritual, sobre livre-arbítrio, sobre processo educativo, sobre regeneração, sobre lei de causa e efeito.
Então, essa visão adivinhatória não se encaixa nos princípios que nós aprendemos e também não se encaixa nos princípios religiosos do povo hebreu. É por isso que Moisés proibia a adivinhação. Não é? Aí, o pessoal fica lá, não, Moisés proíbe médio, não, Moisés proíbe médio, não, proíbe adivinhação. Proíbe adivinhação. Por quê? Porque a adivinhação exclui duas coisas. A primeira, o livre-arbítrio. Mas, não é? O livre-arbítrio é a mais evidente. A primeira é a mais evidente. Mas, tem uma mais profunda. Ela exclui Deus.
Você tira Deus fora. Porque, se o futuro já está determinado, com exatidão, se o futuro não pode ser mudado, se ele é rígido, então, para que Deus? Então, tudo é uma máquina, é uma visão mecanicista, tudo é uma máquina, tudo que vai acontecer já está determinado. Então, 3 mil anos antes, já estava determinado que ia ter o nazismo, que Hitler ia ser o líder, que ia acontecer, já estava tudo determinado, era só esperar. Deus não tem nada que fazer, ele só fica olhando a máquina. Não é essa. Então, faz um x aí, corta a adivinhação.
O futuro é fluido. O futuro é maleável. O futuro, a cada segundo, ele está sendo mudado. Por quê? Porque, a cada segundo, nós estamos fazendo novas escolhas. A cada segundo, nós estamos mudando o nosso comportamento. Então, cada milímetro de mudança que eu insiro agora no presente, eu mudo o futuro. Então, você pensa, todo mundo está mudando, mudando seu comportamento, mudando suas decisões, então, o futuro está sendo moldado. A cada segundo, eu tenho um novo molde do que vai ser o futuro. Ok? Então, esse é o primeiro ponto.
Mas, Haroldo, se o futuro está sendo moldado a cada segundo, então, como pode haver profecia? Então, pensa, essa é uma pergunta inteligente. Se eu tenho livre-arbítrio? Se Deus tem livre-arbítrio? Importante isso, porque Deus também atua na evolução, Deus também age, Deus também interfere na evolução dos seres e dos mundos, não é isso? Interfere, não é? Por exemplo, quando o Criador envia Jesus aqui para a Terra, é uma profunda interferência no progresso planetário, é uma profunda intervenção no progresso planetário, mudou tudo, mudou tudo, não é isso?
Nós tivemos aí uma completa alteração de rumos, ok? Então, é importante a gente estar atento para isso. Como é possível uma profecia se o futuro está constantemente moldado? Aí, nós temos que estudar a natureza humana. O ser humano é um ser de hábitos, hábitos. Então, você coloca junto ele, faz uma setinha, uma setinha, de um lado você coloca profecia, do outro lado você escreve hábitos, hábitos. Junta essa setinha, profecia e hábitos e faz dois coraçãozinhos, de um lado e do outro, para você entender que profecia e hábito são um casal, é um par, é um par.
Então, se eu conheço profundamente os hábitos de uma pessoa, eu consigo delinear, delinear, mais ou menos, o desdobramento da vida dessa pessoa. Isso é profecia. Isso é profecia. A partir do exame profundo dos hábitos, e aqui eu estou falando hábitos de comportamento, eu estou falando hábitos mentais, eu estou falando hábitos emocionais, eu estou falando de um conjunto de hábitos que define o modo de viver daquela pessoa ou daquela nação, daquele povo, ou da terra como um todo. Eu consigo delinear os desdobramentos da vida daquele indivíduo, daquela comunidade, daquele povo ou de um planeta inteiro.
É claro que para fazer um estudo de um planeta inteiro, só um Cristo para fazer isso, porque ele tem que conhecer profundamente os hábitos e as tendências. Aí, eu consigo delinear. Então, isso é muito importante, a gente entender isso. Por quê? Quando, na linguagem simbólica do Velho Testamento, Deus conversa com o profeta Jonas e pede a Jonas que se dirija à cidade de Nínive. Não é? À Nínive. Para dar uma profecia. Qual é a profecia? A profecia é assim. Diga aos habitantes de Nínive que, se eles não se arrependerem, olha isso, ou seja, se eles persistirem nesse hábito, se eles não tiverem uma mudança mental, emocional e comportamental, se não houver uma mudança nesses três níveis, mental, emocional e comportamental, eu vou destruir a cidade de Nínive.
Não é? Então, é forte, uma expressão forte, mas, onde está Deus, coloca assim, lei de causa e efeito. Aí, você vai entender. Não é? Muitas falas de Deus no Velho Testamento são representações simbólicas da lei de ação e reação, da lei de causa e efeito. Então, é como se a lei de causa e efeito estivesse falando com o Jonas, ó, está grave? Está grave. Se continuar nessa linha, se o desdobramento continuar nesse ritmo, a reação da lei, o desdobramento da lei vai ser esse. Vai, o despecho será esse. Entende, gente? Entende?
É mais ou menos assim. A pessoa que luta com o vício, por exemplo, do cigarro. Uma pessoa tem o vício e ela ou ela não tenta se desfazer do vício, ou ela tem dificuldade de vencer esse vício, e aí o vício vai aumentando, o consumo do cigarro vai aumentando, vai aumentando, vai aumentando, vai aumentando. Chega um determinado momento, ela vai ao médico. O que o médico fala para ela? Se continuar nesse padrão de comportamento, se continuar nesse padrão de consumo do cigarro, você vai desenvolver um câncer, já está começando a se esboçar.
Um câncer no pulmão, na boca, já está começando a se esboçar. Então, se persistir esse padrão, o desfecho, o desfecho, a finalização desse processo vai ser isso. Isso é profecia. Isso é profecia. Então, profecia é um diagnóstico, não é uma adivinhação. Então, quem está anotando aí, muita atenção para isso. Profecia é um diagnóstico, não é uma adivinhação. É um diagnóstico. Eu examino uma tendência. E como que eu examino uma tendência? Com base no comportamento. Com base no hábito. Hábito. Essa é a palavra mágica. Ah, Haroldo, e se mudar o hábito?
Se mudar o hábito, muda a profecia. Se mudar o hábito, muda a profecia. É por isso que Deus falou com Jonas, fala para os habitantes de Nínive se arrependerem. Porque, se eles se arrependerem, eu não vou destruir. Muda a profecia. Então, a profecia é condicional. Qual é a ideia que está lá no profeta Jonas? Que a profecia é condicional. Ela pode se concretizar ou não. Ela pode ou não se concretizar, dependendo se vai haver mudança de hábito ou se não vai ocorrer a mudança de hábito. Então, esse é um conceito fundamental.
Se é assim, se é assim, o que é o livro de Isaías? O que é o livro de Isaías? O que é o livro de Isaías? Então, a primeira coisa que eu queria chamar a atenção aqui é para o nome do profeta Isaías, que em hebraico é Yeshayahu. Yeshayahu. Yeshayahu. Yeshayahu, que a gente traduz para o latim e depois para o português e vira Isaías, tem uma coisa linda aqui. Yeshayahu é uma composição da palavrinha. Yesha, yeshaua ou yeshua e uma terminação que indica Deus. Então, a tradução literal do nome Isaías é Deus salva ou Deus é o salvador ou Deus é a salvação.
Então, isso não é casual. O que que eu tô te dizendo aqui? No nome de Isaías, eu tenho o nome Yeshua, que é o nome Jesus, que a gente traduz como Jesus. E, aí, é curioso, porque Yeshayahu e Yeshua são quase idênticos, são as mesmas consoantes, só a terminação que é diferente. Yeshua, esse hu aí, Deus, uma terminação para indicar Deus, fazer uma referência lá ao tetagrama, as quatro consoantes que indicam o nome de Deus. Então, Isaías é o nome mais próximo em hebraico do nome Jesus. E o nome Jesus, que é Yeshua, significa salvar, salvação.
Salvar. Mas, vamos entender a palavra salvar, porque esquece teologia, teologia protestante, teologia católica, esquece teologia. Vamos examinar a palavra. Então, você está numa estrada, uma estrada cheia de curva, cheia de serras, então, tem descidas e subidas, muitas curvas, e você, imprudentemente, está dirigindo nessa estrada muito acima da velocidade permitida pela lei. Então, a velocidade lá é oitenta quilômetros por hora e você está andando naquela estrada a cento e vinte, a cento e trinta por hora. Então, está muito acima, está muito acima.
Você está assumindo um alto risco, porque você está viajando numa velocidade incompatível com a estrada. Então, a cada segundo, você está aumentando as chances de perigo, você está só acumulando perigo, perigo, perigo, perigo, perigo, perigo. Aí, o que a gente faz? A gente faz uma profecia, não é? Não é adivinhação, porque adivinhação seria ah, no quilômetro tal, ele vai fazer uma curva, vai passar um animal e ele vai capotar. Isso é adivinhação. Profecia não é isso. Profecia é se esse motorista continuar dirigindo nessa estrada, nessa velocidade, se ele continuar com esse comportamento, o risco de um acidente é de noventa e cinco por cento.
Isso é profecia. Eu estou olhando o desdobramento, não é? E eu posso até desdobrar mais. Quanto mais eu conheço, mais eu consigo desdobrar. Eu falo, tem um trecho da estrada, tem um trecho da estrada que é o trecho mais perigoso, é o trecho que tem as curvas mais acentuadas. Nesse trecho, se ele continuar nesse padrão de velocidade, nesse trecho é noventa e nove por cento de chance de acontecer um acidente. E aí, de fato, o que acontece? A pessoa mantém o hábito, continua numa velocidade imprudente, quando chega no trecho mais perigoso da estrada, ah, é batata.
Acontece um acidente. E aí, quando você vai ver a estatística, você vai ver a estatística daquela estrada, você vê que setenta, oitenta por cento dos acidentes acontecem naquele trecho específico que aquela pessoa se acidentou. Isso é profecia. E o que é salvar? O que seria salvar nesse contexto? Salvar nesse contexto seria eu conversar com o motorista e falar assim Fulano, escuta, você está se aproximando de um trecho muito perigoso. Você está se aproximando de um trecho que é muito arriscado. Se você continuar nessa velocidade, você sabe qual é a estatística de acidente nesse trecho que você vai entrar?
Oitenta por cento. Então, as chances de você sofrer um acidente nesse trecho é de mais de noventa e cinco por cento. Muda, diminui, tira o pé do acelerador. Pelo amor de Deus, tira o pé do acelerador. Aí, o motorista Nossa, então tá bom, eu vou reduzir a velocidade, eu vou reduzir, vou reduzir. Aí, ele reduz uma velocidade adequada. Quando ele passa pelo trecho, ele está em uma velocidade adequada. Acontece um incidente, mas, ele não sofre o acidente. Por quê? Porque ele estava em uma velocidade reduzida. Então, ele conseguiu evitar um acidente e ele passou ileso por aquele trecho perigoso.
Então, eu posso dizer que salvei aquele motorista. Então, salvar, nesse sentido aqui, significa tirar tirar a pessoa do perigo, tirar a pessoa da rota de colisão, tirar a pessoa daquele prognóstico de acidente. Eu altero a rota dela. Então, vamos dizer assim, quando Deus pede a Jonas que leve a profecia para Nínive, qual que era a intenção do Criador? Salvar! E foi o que aconteceu. Foi o que aconteceu. Jonas deu a notícia, o povo se arrependeu e a cidade foi salva. Por quê? Porque eles diminuíram a velocidade. Eles corrigiram aquilo que estava equivocado.
E aí, o Jonas ficou bravo por quê? Porque ele achava que profecia é adivinhação e ele queria que a profecia se cumprisse. Mas, a profecia foi dada para não se cumprir. Não é? Quando você vai no médico e ele faz um prognóstico, ele te diagnostica e te dá um prognóstico, ele não quer que o prognóstico se cumpra. Ele quer que você corrija os seus hábitos, que você mude os seus hábitos para que não aconteça o prognóstico. Não é? Então, esse é o sentido de salvação. Por que eu estou gastando um tempo enorme aqui para falar sobre isso?
Porque o tema do livro de Isaías é salvação. O tema do livro profeta Iê Xayahú, o profeta salvação, não é? Então, qual é o nome de Isaías? Salvação! Um hebreu ouvindo Isaías e Xayahú, ele está ouvindo a palavra salvar. Salvar. Salvar. É isso que ele está ouvindo. Então, o tema do livro é o nome do profeta. Qual que é o tema do livro Isaías? É o nome do profeta. O tema é salvar. Salvar. Mas, salvar em que sentido? Nesse sentido que eu acabei de explicar. Salvar no sentido de livrar de um perigo iminente. Livrar de um perigo forte.
De uma situação que tudo indica que vai acontecer, tendo em vista a conjuntura, os hábitos e as tendências. As tendências. Não é, gente? Então, é muito importante porque a gente estuda destino e quando vai estudar destino, esquece de estudar tendências. Tendências, inclinações. Então, o seu destino, o seu futuro, ele está profundamente atrelado às suas tendências, às suas inclinações, ao seu estilo de vida, aos seus hábitos. Hábitos mentais, emocionais e comportamentais. Suas atitudes, suas palavras e suas ações. Suas atitudes, suas palavras, suas ações.
É o livro Pensamento e Vida. É o livro Pensamento e Vida. Você tem alguma dúvida sobre isso? Quer entender profecia? Leia primeiro o livro Pensamento e Vida. Leia primeiro o livro Pensamento e Vida. Então, quer entender profecia, precisa entender hábitos, tendências, o que é um prognóstico, é um desdobramento. Ok? Então, o tema do livro é salvação. Mas, como que Isaías vai falar de salvação? Agora, você já sabe. Você já sabe. A primeira parte do livro, eu diria do capítulo 1 até o capítulo 35. Então, 35 capítulos do livro.
Anota aí quem estiver anotando. Os primeiros 35 capítulos do livro é o diagnóstico. É o diagnóstico. Qual a metáfora usada por Isaías para fazer esse diagnóstico? Ele usa uma metáfora jurídica. Jurídica. Aí, caiu na minha área. Então, a metáfora de um juiz e de um julgamento no tribunal. Ok? Importante por quê? Isaías era conselheiro de reis. Ele aconselhou três reis. Importante isso, né, gente? A gente tem que entender isso. O Isaías, ele é ali uma pessoa que está na corte dos reis de Judá, não é? Ele é uma pessoa bem educada, muito bem educada, e durante cinquenta anos ele está na corte real.
Ele é um assessor dos reis de Judá. Importante a gente compreender isso. E naquele tempo, os reis, eles possuíam funções, porque não havia divisão de poderes, né, gente? Vamos entender isso. Não tinha poder judiciário, poder legislativo, poder executivo. Era tudo reunido no rei. Então, o rei exercia funções judiciais. O rei era também juiz. Ele julgava casos, né? Então, como o Isaías, ele é assessor de um rei e diz a tradição, diz a tradição que Isaías era primo do rei Uzias, né? Então, há essa tradição aí, tradições judaicas, de que ele seria primo de um dos reis.
Então, ele estava totalmente mergulhado naquele ambiente da corte real. Isaías é um homem que está no poder, né? Então, se fosse hoje, ele estaria lá no planalto, está dentro, está na muvuca do poder, tá bom? Só pra gente contextualizar o Isaías. Então, a metáfora que ele usa do diagnóstico, os 35 primeiros capítulos do livro de Isaías, é o julgamento, é o diagnóstico. Então, vamos lá. Então, primeiro, ele vai fazer um julgamento, não é? De Israel, de Sião, do Monte Sião. Então, ele vai avaliar o povo hebreu. Por quê?
Porque o povo hebreu tinha uma missão perante todas as nações. Então, o livro de Isaías começa ele julgando o desempenho do povo hebreu no desempenho da sua missão. Tá claro isso? Ficou claro? Tá claro, não ficou? E isso vai até o capítulo 12. É por isso que no finalzinho ali, do capítulo 7 até o 12, ele fala do Messias. Ele fala do Messias. Por quê? Porque ele dá o julgamento, ele faz o diagnóstico e fala ó, pode mudar. É possível mudar. É possível mudar. É sempre assim, gente. Ele dá o diagnóstico e dá a possibilidade de mudar a profecia.
Combinado? Então, vamos lá. Até o capítulo 12, ele está fazendo a profecia da nação de Israel, do povo de Israel, do povo hebreu. Qual que era a missão do povo hebreu? Ensinar o monoteísmo para todas as nações do planeta. Essa era a missão do povo hebreu. Ensinar o monoteísmo a todas as nações do planeta. O livro de Isaías começa com o seguinte julgamento, um tribunal mesmo. Tá lá o réu. Quem que é o réu? O povo hebreu. O julgamento. Quem que é o juiz? Deus. Tá julgando. Qual que é o julgamento? Israel está cumprindo a sua missão perante os povos?
Tá cumprindo? Não está cumprindo. Não está cumprindo. Aí, tem a solução. Do capítulo 7 até o 12, tem a solução. A solução é o quê? Como que Israel retoma, como que o povo hebreu retoma o cumprimento da sua missão? Com o Messias. Então, o Messias atua ali para ajudar a mudar o prognóstico, a mudar o hábito, os hábitos mentais, emocionais e comportamentais do povo hebreu. Então, o Messias pode ajudar a mudar isso. Pode ajudar. Mas, aí, o povo hebreu teria que compreender o Messias e aderir à proposta do Messias. Ok? Então, essa é a temática do capítulo 1 até o capítulo 12.
Esse é o primeiro julgamento. Depois, nós temos o outro julgamento. Aí, é uma sequência de julgamentos. Aí, é um pouco confuso. Por quê? Porque aí são vários julgamentos, mas, na verdade, é um julgamento só. Você tem várias fases do julgamento, várias audiências, vamos dizer assim, né? Várias audiências, mas o julgamento é um só. Então, dos capítulos 13 ao capítulo 23. Então, do 13, vocês lembram, né? Do 1 ao 12, o julgamento do povo hebreu. Agora, do 13 ao 23. Quem tá anotando aí? Do 13 ao 23. Óbvio. É quase que óbvio.
Quem que vai ser julgado agora? As demais nações. As demais nações. Se o primeiro julgamento é se o povo hebreu está cumprindo a sua missão perante as outras nações, o julgamento agora é e as outras nações? Estão cumprindo cada uma delas a sua missão? Não é? Por quê? Abre aspas. Emmanuel, abre aspas. No concerto dos povos, cada nação possui uma missão específica. Porque é uma orquestra. É uma orquestra. A terra é uma orquestra. Cada nação é um instrumento? Cada nação executa uma linha melódica? Todos têm que estar executando perfeitamente para que eu tenha a música executada pela orquestra com perfeição.
Primeiro julgou o, vamos dizer, o instrumento solo. Porque o povo hebreu era o instrumento solo. Ele tinha a missão mais importante, porque essa missão do povo hebreu é que iria sustentar a missão de todos os outros povos. Então, ele era o instrumento solo, onde foi julgado primeiro. Foi julgado, não está bom, não está cumprindo. Se continuar assim, não vai ser bom. Se continuar nesse ritmo, a tendência é essa. Correto? Se continuar nesse ritmo, a tendência é essa. Mas tem uma solução. Mudança de hábito. Mudança de hábito.
Eu vou mandar um messias para ajudar o povo hebreu a mudar os seus hábitos. Se mudar, resolve o problema. Resolve o problema. Ok? Aí vem o julgamento das nações. Vários julgamentos. Então, do capítulo 13 ao capítulo 23, eu vou ter julgamento da Babilônia, que é quase que um símbolo do império. Todo império material na Terra, simbolicamente na Bíblia, é chamado de Babilônia. Ok? Toda vez que você vira o nome Babilônia, pensa assim, um império material. Império bélico, império econômico, império político. Então, bélico, econômico e político.
Todo império bélico, econômico e político é algo que se assemelha à Babilônia. Então, Babilônia é quase que uma metáfora. É o primeiro julgamento é da Babilônia e dos seus filhinhos, né? Dos seus filhos, que é Assíria, Filistia, Moab, Síria, Etiópia, Egito, a Babilônia mesmo, a cidade Babilônia, Edom, Arábia, Jerusalém, a Jerusalém, a parte misturada, não mais a parte do povo hebreu, porque aí já tinha uma mistura, e Tiro, Tiro e Sidon. Então, ele pega modelos, pega nações da época e que eu não posso ficar preso à história, senão fica ali, ah, Egito, ali é um símbolo, gente, eu vejo as características.
Deu uma queda aqui, mas tá voltando, né? Tá voltando. Bom, então, como o nosso tempo aqui já tá quase esgotado, eu vou deixar, então, pro nosso próximo estudo, pra gente retomar essa divisão do livro. Então, primeiro julgamento, o julgamento do povo hebreu, é o diagnóstico do povo hebreu e da missão do povo hebreu. Está cumprindo sua missão? Não. Quais as consequências? São essas. E se mudar, se mudar, aí muda tudo. Como que pode mudar? Através do Messias, capítulo 7 até o capítulo 12, aí encerra o julgamento do povo hebreu, começa o julgamento das outras nações.
Qual que é a temática desse julgamento? A postura orgulhosa e independente das outras nações. Então, ao invés das nações se unirem ao povo hebreu e construírem um mundo novo, cada uma tá arrogante, independente, querendo o que fazer, querendo a terra pra si, querendo dominar a terra pra si mesmo, né? E esse é o julgamento. E aí, apresenta qual que é a solução? Remete a… a solução é se unir. A solução é façam uma união com o Messias, aceitem a proposta do Messias pra que a terra seja unificada. Unificada. Ok? Então, a gente para por aqui, eu vou abrir um pouquinho pra perguntas, abrir um pouquinho pra perguntas, chamar Eleonor aí pras perguntas, Oi.
Eu falo sem som. Olá, muitos amigos dando bom dia. Pessoal, o Israel de Foz do Iguaçu, a Virginia de Anápolis. Temos amigos da França, da Holanda, porque pra eles o horário lá já é a tarde, né? Estão esperando aqui. Boa tarde pra nós. Muito bom o estudo, né? Muito bom a gente ter essa organização do livro, né? Pra gente poder ir compreendendo melhor. O Marcelo, que é o nosso grande estudante, né? Que do nosso grupo de Isaías, o Marcelo Trajan, lá de São José do Rio Preto, ele tá perguntando dentro de um contexto, ó.
Eu vou ler. Quando nossos irmãos protestantes afirmam que Deus interfere em todos os momentos em nossas vidas, baseado no que você disse a respeito de quando Deus envia um missionário para o planeta. Isso é interferência. Então podemos dizer que nesse contexto parece que eles estão corretos, né? Aí depois ele escreveu de novo. Ele tá pensando que Deus cria as leis e que nós habitamos nelas. Mas ele manda também os seus emissários, né? Acho que nesse contexto que ele colocou. Essa é uma dúvida de muitos espíritas. Eu já até comentei isso uma vez, numa palestra, porque o espírito ele acha assim, que Deus criou um sistema de inteligência artificial chamado lei divina.
Tirou férias e foi embora. Deixou lá o sistema da inteligência artificial coordenando o universo. Então tem leis automáticas e Deus tá lá. Foi tirar férias, porque é tudo automático, tá tudo dentro da lei. A lei é um conjunto de coisas automáticas, mas espera aí. Se tudo é um conjunto de leis automáticas, de inteligência artificial, por que a mãe de André Luiz procurou Clarêncio pedindo ajuda para resgatar o seu filho do umbral? Por que ela não deixou o processo automático e frio da lei operar? Por que? Porque ela ama.
Só por isso. Só por isso. Então, quando a gente tem uma visão de evolução espiritual como um mecanismo automático e mecânico de lei de causa e efeito, eu tirei o amor. Cadê o amor? Cadê o amor? Porque você que é mãe vai ver um filho seu sofrendo uma consequência da lei de causa e efeito e você vai ficar imóvel? Você vai ficar imóvel olhando? Ah, não. A lei é perfeita. Aqui tem uma lei perfeita. Tem um computador aqui que tá coordenando tudo. Eu vou ficar parado aqui olhando. Não existe isso. É por isso que lá na obra de André Luiz, no livro Mensageiros, tá dito assim, os que amam governam a vida.
Os que amam governam a vida. Quem ama manda. Então, se você ouvir nas esferas superiores alguém dizendo assim, quem manda aqui sou eu, você pode saber que é o que mais ama. É a mãe. É alguma mãe falando. Aqui na Terra, quem fala, quem manda aqui sou eu, é o mais poderoso, mais rico. No mundo, nas esferas superiores, quem mais ama, mais manda. Atua. Por quê? Porque o amor age. O amor não é passivo. O amor não é inerte. Os espíritos superiores que nos amam, eles não ficam lá tomando chimarrão e olhando a gente se arrebentar aqui.
Não é assim. Não é assim. Quem ama tá fazendo de tudo. É claro que de tudo dentro da lei divina. Vamos deixar claro aqui, porque senão fica parecendo arbítrio, fica parecendo protecionismo, fica parecendo distinção de pessoa. Não. Então, os espíritos falam assim, nota, olha, o Haroldo vai ter que passar por essa expiação. Está na pauta de resgate dele enfrentar isso. Meu Deus do céu, chegou a hora dele passar. Vamos ajudá-lo. Aí, eu vou ficar do lado dele. É agora que ele vai passar? É agora, a partir de agosto? Então, eu quero estar do lado dele.
Eu não vou deixar ele ficar sozinho. Eu não aguento isso. E aí vem, e fica eu te acompanhando, fica eu te inspirando, aí você chora, passa a mão no seu cabelo, fala, minha filha, não chora não, estou aqui com você. É isso. É como um filho que vai fazer uma prova. A gente ajuda a estudar, a gente prepara, a gente dá apoio, depois ficamos lembrando para que ele passe bem. Ele não quer passar pela prova, mas depois que passa, ele muda de lado. Então, os meninos estão em prova aí. Mas você está atenta, você fala, ó, a gente tem que estudar, a prova é semana que vem, vem cá, eu vou ajudar.
Você não vai fazer a prova para eles, você não vai burlar a lei. Mas dentro da lei, está prevista a misericórdia e a intercessão. A misericórdia e a intercessão fazem parte da lei divina. Olha isso. Porque tem gente que diz que misericórdia é a abrogação da lei divina. Não, não, não, não, não. Misericórdia está na lei divina. O primeiro artigo da lei divina é misericórdia, depois que vem justiça. Ô Haroldo, a gente teve uma experiência dessa, tem duas coisas que eu queria comentar, com relação a isso que você falou, que a gente estava numa mídia única, e conversando com um amigo, e ele estava comentando assim, falando assim, que quando ele acompanhava os trabalhos, e ele viu alguns espíritos que estavam nos trabalhos juntos com a gente, que ele achou que eram espíritos muito superiores, espíritos que ele…
Aí ele comentou assim, que quando ele viu aqueles espíritos lá chegando, na nossa reunião, naquela turminha, daquele povo mais bagunceiro, eles falaram assim, ele pensou assim, nossa, mas esses espíritos aqui, só pode ser alguma desobsessão que eles vieram fazer, mas que aí ele foi consultar, conversar sobre isso por uma questão dele, também ser um aprendiz, ele falou uma coisa muito legal, que eu me vi pensando daquela maneira, que às vezes eu pensava, Haroldo, que a gente era como se nós estivéssemos no fundo do poço, tentando subir, ou seja, das nossas imperfeições, e os espíritos superiores estivessem lá em cima, só batendo palminha assim, você vai conseguir, você vai conseguir, e tal, e ele falou assim, aí ele falou assim, não, é assim que funciona, você está ali, quando você esboça o primeiro sentimento de querer subir, eles descem, ou seja, é da natureza deles sempre vir ao nosso socorro, não ficar lá no aspecto motivacional, ah, você vai conseguir, e agora, mais um passo, você vai conseguir, não, dá a mão aqui e vamos juntos.
Quer ver, Júlio? Vou dar um exemplo. A mãe de André Luiz, ele falou, mãe, papai está lá nas regiões mais horríveis do umbral, está acompanhado, quem está lá com ele são as duas moças que eram amantes dele, mãe, as duas meninas que ele te traiu enquanto você estava casada com ele, está lá as duas com ele. E, agora, o que faz? Opção A, a mãe de André Luiz vira e diz assim, cumpra-se a lei de causa e efeito, a lei é automática, existe um computador, inteligência artificial, vamos deixar a lei automática e mecânica atuar.
Foi isso que aconteceu? Não. Sabe o que aconteceu? Opção B. Ela falou, meu filho, não preocupa, não, eu já programei a minha reencarnação, olha isso, eu programei, eu vou voltar, eu não preciso, filho, voltar agora, e muito menos voltar nessas circunstâncias, mas eu programei voltar, eu vou receber novamente o seu pai como marido, eu não preciso fazer isso, e vou receber as duas amantes dele como minhas filhas, aí eu te pergunto, isso está previsto na lei de causa e efeito? Está na lei de amor, não é, Lúcia? Está na lei de amor.
É o que o pessoal aqui está comentando. Está previsto na lei de amor. Então, calma lá, gente, o amor muda tudo, vai com calma, cuidado quando você estiver fazendo prognóstico sobre a vida de alguém, cuidado, porque por trás do maior demônio existe alguém que ama, por trás do maior demônio existe alguém que ama, e esse alguém que ama pode mudar toda a história. Essa lei, né, Haroldo, você falou da inteligência artificial… É a única lei, né? Eu pensei na resposta do seguinte, que é Deus, né, inteligência artificial, suprema.
Isso! E aí, nós estamos falando de uma lei, sim, que funciona… E lá na questão 13, Júlio, está dito, amor supremo. Lá o Jesus falou da inteligência na questão 1, e lá na 12, 13, fala que ele é o amor. E o fato, né, Haroldo, que a lei de causa e efeito atua sobre todas as decisões humanas. Então, quando a mãe de André Luiz decide amar, buscar, planejar, ela está debaixo da lei divina, sim, mas não dessa apenas, dessa lei de causa e efeito, que é uma lei punitiva, né? Não, eu digo que a lei de causa e efeito é uma lei restauradora, né?
Pois é. Ela restaura, ela corrige, mas o amor educa. É. E no caso da causa dela… Eu acho que a lei de causa e efeito está na lei de amor, né? A primeira lei, a única lei, a lei de amor, é a única lei, né? A lei, Eleonora, parte 3 do Livro dos Espíritos, mas a gente não lê. Está lá. Lei de justiça, vírgula, amor e caridade. Aí o espírita acha que existe uma lei de justiça e uma outra lei de amor. Não, não, não, não, não. A lei é de justiça, amor e caridade. Isso é bonito porque, em hebraico, é uma palavra só. Sedacar.
Justiça e caridade, em hebraico, é a mesma palavra. Sedacar. É uma coisa só. Não é? E é uma coisa só. O pessoal aqui está adorando essa última parte, falando que… Esse consolo, né? Que muito tempo a… Muita gratidão por compreender que misericórdia faz parte da lei divina. Passei muito tempo acreditando que a justiça era implacável. Se a justiça fosse implacável, nenhum de nós estaria de pé. Nós todos estaríamos… Se a justiça fosse implacável, todos nós encarnados estaríamos com paralisia cerebral. Aí, quem que ia cuidar?
Haroldo, nós já estamos encerrando, né? Eu queria fazer uma pergunta, Júlio. Pode fazer. Antes de encerrar. Lembrando, para você fazer a pergunta, como é que começa o evangelho de João? Está lá nos capítulos. E Deus amou… Não, a carta de João. E Deus amou o mundo de tal forma que deu seu filho unigênito. E Deus amou o mundo de tal forma que falou meu Deus do céu! Ele falou meu Deus do céu. Ele está levantando fogo no planeta. Se eu deixar a lei de causa e efeito aqui, misericórdia. Filho, vem cá. Vai lá, filho. Vai lá.
A minha pergunta, saindo um pouquinho de Isaías, mas entrando num tema que eu sei que você gosta bastante, que a gente estudou lá na época, a do Levítico, é sobre as festas. E nós estamos passando por uma festa importantíssima hoje. O Shavuot, que é a festa das semanas, que vai falar sobre revelação. Então a gente vai lembrar que os judeus comemoram, estão comemorando esses dias, essa semana, em que eles comemoram as leis, a primeira revelação. A gente vai ter um domingo agora o Pentecostes, que é a mesma festa, 50 dias depois da Páscoa, falando sobre a revelação, as línguas de fogo, as várias línguas, a revelação falando em uma língua em que a gente possa entender.
Eu estava ouvindo ontem os rabinos do Brasil, eles desejando uma feliz festa das semanas, e falando sobre a revelação nos dias de hoje, que a gente teve que passar por esse deserto para estar pronto para receber a revelação. Interessante que é isso, essa comemoração está acontecendo junto desse tempo todo, né? Junto desse tempo todo. Nessa semana. Porque a festa, você deseja, a boa festa é o a feliz festa. E essa festa, ela comemora o dom da Torá, o dom, o dom, dom no sentido de dádiva. Isso é muito bonito, porque eu fico muito preocupado quando nós espíritas encaramos a doutrina espírita como um produto que a gente comprou.
A gente faz de conta que a gente é consumidor. Ah, eu comprei esse produto, me entrega aí. E, aí, esquece que a revelação espírita é uma dádiva. Não é um produto que você comprou, que você não tinha dinheiro para comprar. Foi um presente. Então, essa festa do Pentecostes, ela deixa isso muito claro. Ó, Foi uma dádiva. Você nem merecia. Foi amor, então. Foi amor. Você nem merecia. Você merecia, era um belo de um castigo. Mas, você ganhou um presente. É importante. É importante o espírita olhar para a doutrina espírita como uma dádiva, como um presente que ele ganhou, sem merecer.
E não foi um produto que ele comprou. O júri sabe disso. Porque, senão, a gente começa a se comportar como consumidor. Aí, você quer reclamar do produto, quer pôr defeito no produto. É aquela atitude de consumidor, não é? Quando a nossa atitude deve ser de alguém que ganhou um presente, uma dádiva. Do alto. Uma dádiva. Que a gente precisa celebrar, não é? Bonito isso, não é? Nossa, muito bonito. Eu queria… Pode ir, Leonardo. Eu ia comentar que eu gostei muito muito dessa reflexão em que eles estão falando sobre as revelações, não é?
E essa comemoração dessa primeira revelação. E falando desse sofrimento, dessa caminhada, deles caminhando pelo deserto. E refletindo sobre as revelações que estão vindo para cada um de nós. Eu achei isso muito importante. E a gente vai ter também o Pentecoste que veio para os apóstolos. Também é uma revelação que deu início às igrejas. Que deu início ao movimento cristão. Então, sempre um início. E aí, o Emmanuel fala belíssimo naquela mensagem que ele comenta o Pentecoste. Lá na série Fonte Viva, ele diz assim, antes do Pentecoste, os apóstolos eram frágeis.
Após as línguas de fogo, se tornaram fortes, inspirados para o movimento. Tinha o Simão Pedro, pescador, frágil, nervoso, bravo, temperamental, cheio de conflitos. Depois do Pentecoste, você tem o apóstolo Pedro. A pedra sobre a qual Cristo edificou a comunidade cristã. É bonito isso, né? Quer dizer, o sujeito tinha uma tuma do lado dele ali que é só espírito de alta hierarquia, né? Estava ali do lado. É emocionante. Para encerrarmos e lançarmos sementes sobre o futuro dos nossos trabalhos, o Rafael Papa nos mandou uma mensagem.
Veja só aí na tela. Dá uma olhada. Está breve, viu? Está próximo. Está mais próximo do que você pensa. Pois é. Então fica aí a dica, né? Pois é, o Rafael sempre acompanha. É um companheiro que, nossa, é o nosso comandante das legendagens da plataforma, transcrições, está fazendo um trabalho muito bacana também com os programas que ele tem feito, né, Haroldo? Um esforço grande de divulgação. Então é isso, gente. A gente deixa essa notícia também, que em breve, nesses dias de sexta-feira, a gente vai alternar com o Haroldo algumas programações, né, Haroldo?
Vamos ter aí alguns estudos de Boa Nova, vamos ter… Vamos relançar o Sete Minutos com Emmanuel. Então fiquem atentos aí na plataforma, que em breve a gente vai pegar. Quem não conhece o Sete Minutos com Emmanuel, porque tem pessoas que não conhecem, vai poder conhecer esse trabalho que é muito importante, muito bacana, de comentário, né, das passagens dos textos de Emmanuel. E vamos retomar, vamos retomar os podcasts. Então fiquem atentos, que nessas sextas-feiras nós vamos alternar os estudos de Isaías com essas outras programações pra, que o Haroldo falou, né, tratar a abordagem bíblica, né, Haroldo?
Não só do Antigo, mas do Novo Testamento, né? E da Doutrina Espírita, né, Haroldo? Que essa é a vontade, né? Então é isso, meu amigo. Vamos nos despedindo da turma? Então tá bom, meu querido. Um abraço, viu? Fiquei com Deus. Um abraço pra todo mundo. Um abraço. Tchau, gente. Um abraço, Júlio. Tchau, gente.
Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.

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