#012 – Estudo do Velho Testamento – Livro Levítico

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Neste episódio do estudo do Velho Testamento, Haroldo Dutra Dias aprofunda-se no Livro de Levítico, dando continuidade à reflexão sobre o tabernáculo e a promessa do descanso. O estudo se concentra na interpretação de passagens bíblicas à luz da Doutrina Espírita, explorando a simbologia do “sétimo dia” e a cronologia dos tempos.

O que é estudado neste episódio

  • O Tabernáculo e a Morada de Deus: Retomando a relação que Paulo faz na Carta aos Hebreus (capítulos 3 e 4) com o Salmo 95, Haroldo Dutra Dias reitera que a casa de Deus não é um templo físico, mas o próprio povo. Moisés foi servo da casa, e o Messias, como Filho, governa nela.
  • A Promessa do Descanso (Shabbat): A questão do descanso, do exílio e da peregrinação no deserto é abordada, destacando a promessa de um “grande descanso” no sétimo dia. A saga bíblica de Adão e Eva, Noé e Abraão é apresentada como uma sucessão de exílios e provações, com a esperança de um repouso final.
  • Salmo 95 e a Advertência Divina: O Salmo 95 é analisado em suas duas partes: louvor a Deus e a advertência contra o endurecimento do coração, lembrando a tentação no deserto e a geração que não pôde entrar na terra prometida.
  • A Semântica da Palavra “Semana” (Shavua/Shabbat): É explorada a raiz hebraica comum para “sete”, “semana”, “descanso” e “sábado”, revelando a riqueza literária e os profundos conteúdos espirituais do texto bíblico.
  • As “Semanas” na Bíblia:
    • Semana da Criação (Gênesis 1 e 2): O primeiro tipo de semana, onde o valor de cada “dia” é desconhecido, representando um período divino.
    • Semana de Mil Anos (Salmo 90:4; 2 Pedro 3:8; Apocalipse 20:1-7): Um dia equivale a mil anos, totalizando sete mil anos. Esta semana é associada ao período de trabalho e ao milênio de descanso, onde a serpente (o diabo) é acorrentada.
  • A Semana Adâmica e a Cronologia Judaica: A partir da questão 50 do Livro dos Espíritos, que afirma que Adão não foi o primeiro nem o único homem, e da questão 51, que situa Adão aproximadamente 4.000 anos antes de Cristo, é apresentada uma tabela cronológica judaica de sete mil anos, que começa com Adão e culmina no “sábado da Terra” (mundo de regeneração).
  • A Era Messiânica e o Mundo de Regeneração: A tabela judaica prevê um período de 200 anos antes do Shabat, chamado de “eventos dos últimos dias”, que incluem a vinda do Messias, a reconstrução do templo, o fim do exílio e a ressurreição dos mortos.
  • A Perspectiva Espírita e o Ajuste da Cronologia: A Doutrina Espírita, através de Allan Kardec e Emmanuel (em “A Caminho da Luz” e “Pinga Fogo”), sugere que o início do mundo de regeneração (Shabat da Terra) se daria por volta de 2057, ajustando a cronologia judaica pela vinda de Cristo como um marco.
  • Os Trabalhadores da Última Hora: A parábola dos trabalhadores da última hora é interpretada à luz da “hora” como um período de 42 anos (mil anos divididos por 24 horas), enfatizando a urgência do trabalho de evangelização e transformação moral neste período final antes do descanso.
  • Talmud da Babilônia e a Era Messiânica: O Tratado Sanhedrin do Talmud é citado, onde o Rabi Eliezer afirma que a era messiânica será nos últimos quarenta anos, corroborando a ideia de um período de transição e preparação.
  • A Promessa de Isaías (Isaías 60:2): A profecia de Isaías sobre a escuridão que cobre a Terra antes da glória do Senhor é relacionada aos tempos atuais, conclamando à vigilância e ao trabalho.

Reflexões

  • A interpretação do Velho Testamento à luz do Espiritismo revela profundas conexões entre as profecias antigas e os ensinamentos da Doutrina, especialmente no que tange à evolução espiritual e aos ciclos de regeneração planetária.
  • A simbologia do “descanso” e do “sábado” transcende a ideia de um repouso físico, representando um estado de paz e harmonia alcançado após um período de trabalho e purificação espiritual.
  • A compreensão dos “tempos chegados” e da “última hora” convida à reflexão sobre a responsabilidade individual na construção de um mundo melhor, reforçando a importância da fé, da esperança e do trabalho no bem.

Ler transcrição do episódio

Bom, gente, hoje nós vamos dar continuidade e fazer, assim, a última reflexão sobre o tabernáculo, fechando a questão do tabernáculo, para a gente, no nosso próximo encontro, começar a estudar o sacerdócio e os sacerdotes. E, aí, depois de encerrado o sacerdócio e os sacerdotes, nós vamos falar sobre as oferendas, os Tipos de sacrifício e sobre as festas, que é a santificação do templo. E, Na semana passada, nós chegamos a estudar sobre a relação que Paulo faz na Carta aos Hebreus, capítulos 3 e 4, com o Salmo 95. E, aí, falamos do êxodo, do deserto, da construção da casa, a promessa do profeta Natan para Davi, Deus dizendo que iria construir uma casa, que o Filho iria construir uma casa para ele, que a casa era o povo, Moisés foi um servo da casa, o Filho, o Messias, por ele ser Filho, ele governa na casa e, depois, o Salmo faz a troca, inclusive na tradução aramaica, e troca a casa pelo povo.

Então, o povo, as pessoas são a morada de Deus. Fizemos essa relação toda ao longo desses últimos encontros do Levítico e Ficou uma questão, que é a questão do descanso, o exílio, a peregrinação no deserto e a promessa de que haveria um descanso. E, esse descanso, esse sétimo dia, porque o descanso é sempre o sétimo dia, Deus criou naquele seis e descansou no sétimo, e Depois disso, nós temos a saga bíblica, que é Adão sendo expulso do paraíso com Eva e toda a história de Lúvio, Noé, Abraão, quer dizer, tudo o que se sucede posteriormente à saída de Adão e Eva do paraíso é uma peregrinação, uma sucessão de exílios, de prisões, de peregrinar sem uma pátria, sem uma terra da promessa, só com fé, esperança, mas experimentando sempre o sofrimento, as tribulações, as provações e aquela promessa de um grande descanso.

Por que nós estamos falando isso? Hoje, nós estamos recheados de coisas aqui. O Salmo 95, ele fala assim, hoje, se ouvirem a sua voz, não endureçam seus corações, como em Beribá, como aquele dia em Massá, no deserto, onde os seus antepassados me tentaram pondo-me à prova, apesar de terem visto o que eu fiz. Durante quarenta anos, suportei aquela geração e disse, eles são um povo de coração errante, não reconhecem os meus caminhos, por isso eu jurei na minha ira, jamais entrarão no meu descanso. Então, essa é a promessa.

É interessante porque esse Salmo 95, ele é dividido em duas partes. Na maneira que os intérpretes têm de avaliar os Salmos, eles costumam categorizar, dar categorias, tipos para os Salmos. E, esse aqui é um Salmo que é uma típica procissão. As pessoas se reúnem, peregrinam, fazem uma procissão, louvando a Deus. Só que o curioso desse Salmo é que ele começa todo mundo elogiando, louvando, dando graças a Deus e termina com Deus dando um puxão de orelha. Lembrando lá da tentação no deserto, lembrando desses, dessa geração, né, que por quarenta anos testou o Deus da promessa, não quis entrar, reclamou que não tinha comida, reclamou que não tinha água, reclamou que a terra era cheia de dificuldades e aí eles não puderam entrar na terra da promessa, que é um símbolo do sétimo dia.

Olha que interessante, isso é um símbolo do descanso, do sábado, o grande sábado. Então, vamos guardar essa pecinha, né, que é importante para a gente. O que tem a ver essa questão de um descanso num sábado? A primeira vez que uma semana, quer dizer, um período de sete dias é apresentado na Bíblia é no capítulo 1 do livro Gênesis. Então, Deus começa a criar primeiro, segundo, terceiro, quarto, quinto, sexto, cria o homem e aí no sétimo ele descansa da sua obra. Acontece que aqui nós temos as belezas do texto. O sol só foi criado no quarto.

Então, não tem como eu imaginar que eu estou tratando de dias, de 24 horas, sete dias de 24 horas, porque o sol só foi criado no quarto dia. Então, como é que você contou o primeiro, o segundo e o terceiro dia? Então, aqui nós estamos diante e aí vem os trocadilhos, né, a poesia da língua hebraica. Nós estamos diante de uma Shavua. A raiz é a mesma de Shabbat, Shavuot, que são semanas, Shavua, que é semana, o Shabbat, que é o sete e o descanso também. O Shabbat é a mesma raiz. A mesma raiz hebraica gera sete, semana, descanso, sábado, a mesma palavra.

Mudando só as vogais, mas as consoantes são as mesmas. Então, a gente já percebe claramente que nós estamos diante de uma de uma riqueza, de um artesanato literário. É claro que os autores desses textos, eles estão criando conteúdo, criando beleza literária, explorando uma palavra. Só que, para além da beleza literária, tem profundos conteúdos espirituais. Profundos. Então, nós podemos dizer o seguinte, se a primeira semana que foi apresentada não é uma semana de sete dias de vinte e quatro horas, quanto vale um dia?

Quantas semanas eu tenho? Essa é uma grande pergunta, né? Quantas semanas? E, aí, hoje nós vamos trazer aqui um baú cheio de anotações, a caneta, né, para a gente começar a pensar sobre isso. Então, toda vez que a gente ouve a palavra semana, nós temos que entender assim, eu estou falando de um período de sete, sete x. Quanto vale x? Esse é o x da questão. x Pode assumir sete variáveis. Essa é a primeira proposição da noite. Gente, se começar a sair fumacinha na cabeça, é só dar três tapinhas no tatame que a gente para, porque o tema é apaixonante, é muito interessante mesmo, mas nós temos que ir com calma.

Então, vamos lá. Quando o capítulo 14 de Gênesis fala do quarto dia, e aqui nós temos uma coisa linda, o que foi criado no primeiro dia? Primeiro dia foram criados os céus, que não é um só, são sete. Na cultura judaica, nós temos sete céus, Deus está no sétimo, a terra e a luz. Deus disse Deus, haja luz e houve luz. Mas, é claro que nós não estamos falando de luz da lua nem de luz do sol, porque nós estamos no primeiro dia, o sol e a lua só foram criados no quarto. Que luz é essa? A sabedoria do povo hebreu, os grandes sábios, mesmo antes de Hiléu, de Gamaliel, os grandes sábios do povo hebreu, sempre afirmaram.

O texto está dizendo, está falando de uma luz que é espiritual, não é física. Então, vamos lá. Só que, no primeiro dia, o Espírito de Deus se move sobre as águas. Que dia que as águas foram criadas? Não sabemos. Não sabemos. No relato da criação, terra que surgiu no terceiro dia, não é a terra do primeiro dia. Eu estou falando essas coisas aqui só para mostrar como o texto é de uma riqueza espiritual, como que ele permite uma interpretação muito mais profunda. A gente tem que ficar atento aqui, porque é cheio de armadilhas.

Se você não ficar atento, você começa a fazer interpretações pueris. Não é, Júlio? A gente está escrevendo só para deixar a pergunta no ar. Alguma correlação com a resposta do terceiro dia? Já pensou sobre isso? Tem, tem, mas não por causa desse contexto, por causa de outros contextos. Porque está lá com Jonas, o profeta Jonas, mas tem uma correlação, sim. Tem, tem. Aí, vamos lá. Quarto dia. Aí, ele cria os luminários, sol, lua e as estrelas. Lembrando que, na cultura do povo hebreu e dos gregos e dos povos da época, o céu é uma coisa fixa, um firmamento é como se fosse uma tela e as estrelinhas estão coladas lá.

Eles não têm esse conceito de universo como a gente tem, né? Não tem isso. Para eles, é um painel e as estrelas estão coladas no firmamento. Está lá um firmamento. Obrigado. Então, quando cria, põe lá o sol, coloca a lua, coloca as estrelas e aí dá a razão, a função. O que que o sol, a lua e as estrelas farão na criação? Porque tudo na criação tem uma função. Tudo. Por exemplo, quando são criadas as ervas, a relva, as ervas que dão semente e as árvores frutíferas, é dito qual é a função deles, desses três elementos.

Servir de alimento. Aí, nós começamos com a ideia da árvore, né? Alimento. E a função das estrelas e do sol e da lua? Está lá. Eles serão para sinais e sinais. Então, você imagina, uma placa de pare é um sinal. Os astros, esses corpos celestes, eles sinalizam coisas. E aí eu peço para todo mundo já lembrar do Cruzeiro do Sul, da Estrela de Belém. Sinalizam, dão sinais. Mas, eles dão também tempos determinados. O que é isso? Tempos determinados? Ciclos. As traduções costumam trazer isso para o português e falam assim, estações.

Mas, estações, não sei se é uma tradução tão boa assim. Porque, se fala estação, você só pensa em primavera, verão, outono e inverno. Mas, esses não são os únicos ciclos da natureza. A natureza possui inúmeros outros ciclos. Os ciclos são determinados por esses movimentos. Vamos ver o ciclo da lua. Aproximadamente, quatro ciclos de sete dias. Aproximadamente, evidentemente, nós estamos aqui falando de astronomia, nós estamos falando de Bíblia. Então, os valores são aproximados. O ciclo da lua é o ciclo menstrual, é o ciclo da fecundidade.

Então, olha como é que esses corpos têm funções de marcar tempos determinados. Então, pequenos ponteiros do relógio. Então, sinais, tempos determinados. O que mais? Dias e anos. Dias e anos. Aí, aqui, a gente já fica assim curioso. Aí, quando a gente vai estudar o Velho Testamento, por exemplo, eu vou citando aqui, Gênesis, capítulo 1, versículo 14 a 19, Gênesis, capítulo 2, versículo 2 a 3, Salmo 104, Salmo 136, Jó, capítulo 38 e 31, os ciclos dos astros são associados a profecias. As profecias são dadas, vinculadas a ciclos dos astros.

É importante entender aqui que no pensamento monoteísta do povo hebreu, não são os astros que determinam nada, hein? Os astros são só ponteiros do relógio. Quem determina é Deus. É Deus que conduz a criação. Os astros são apenas ponteiros do seu relógio celeste. É importante frisar isso, porque os povos pagãos acreditavam que os astros eram deuses, com vontade e com capacidade de afetar a vida dos seres humanos. Não é isso que está aqui no Velho Testamento. É o contrário. Os astros estão a serviço do Criador. Agora, o mais interessante é quando o Velho Testamento liga a aliança de Deus com o povo hebreu e os astros.

Aí, é curioso. Isso está em Jeremias, por exemplo, capítulo 31, versículo 31 a 40. Mas, está no capítulo 33 também, versículo 20 a 26, está em Gênesis, capítulo 15, versículo 5, quando Deus conversa com Abraão. Abraão, você é capaz de contar as estrelas? O arco-íris no céu, não é? Então, o processo de escolha do povo hebreu e o projeto pedagógico de educação do povo hebreu, com vistas à educação de toda a humanidade, é vinculado aos ciclos dos astros. Sol, lua e estrelas. E, nós abrimos o Evangelho e vemos o quê? A estrela de Belém sendo seguida pelos sábios, magos, eram os sábios da época, de outros povos, que tinham diversas habilidades e, dentre elas, habilidade de interpretar o movimento desses corpos celestes e, pela configuração, ele falou, opa, nasceu o Messias e ele nasceu em tal lugar e foram ao encontro do Messias para ofertar-lhe aqueles presentes simbólicos lá, os três sábios da antiguidade.

Então, tem sempre isso aqui. Só que, quando a gente começa a analisar as profecias, a gente percebe que o sete é um negócio impressionante. Tudo é sete. Shabat, descansa, sete. A semana, sete. Os dias da criação, seis, descansa no sete. As festas, tudo, sete. Tudo sete. A divisão das festas e duração são todos os períodos de sete. Todo o tempo, toda a comemoração do tempo dentro do povo hebreu se dá nas molduras do sete. Importante a gente frisar isso, né? E, aí, a gente começa a pensar lá No André Luiza, a encarnação se completa com sete anos, a gente começa a pensar nos períodos de sete da vida do ser humano, etc.

E, aí, começamos o nosso estudo, que eu não vou aprofundar nisso aqui, porque nós estamos querendo falar só do descanso, que é o principal, é um tema importantíssimo de hoje, mas nós vamos falar aqui das semanas. Quantas semanas, então, nós conseguimos identificar nas profecias? Quantas semanas, entendendo que uma semana é um período de sete, sete x, quanto vale x? Depois de muito quebrar a cabeça, depois de muito pensar sobre isso, eu cheguei a uma conclusão, que está aqui anotada a caneta, né? Vamos ver, que são sete tipos de semanas, as Shavuots, sete Shavuots, sete tipos de Shavuot.

A primeira delas é a semana da criação. Porque é a primeira que é apresentada, está em Gênesis, capítulo 1 e capítulo 2. Quanto vale o dia na semana da criação? Gente, essa é a resposta mais fácil de todas da Bíblia. Não sei. Não sei. Não sabemos. Porque essa é a semana divina, a semana da criação. A semana divina, são os dias da criação, se referem a períodos desconhecidos por nós. Nós não sabemos. Essa fica como a moldura, porque tudo vai entrar dentro dela, não é? Tudo entra nela. Ela é o padrão, o modelo de tudo.

Xerinha, está complicado, Xerinha? Não, está indo. Está indo? Está indo. Então, já que está indo, então vamos. Eu vim hoje falar da próxima. Depois da semana da criação, que são sete X e nós não sabemos o X, nós vamos para a próxima semana. Qual que é a próxima semana? É o sete vezes X, X igual a… vamos lá. Eu não conheço o X ainda. É muito X. Não, o X é o X, né? Nós vamos para o X aí. Então, vamos lá. Se a gente for no Salmo 90, Salmo 90, versículo 4, diz assim, De fato, mil anos para ti são como o dia de ontem que passou, como as horas da noite, como uma correnteza tu arrasta aos homens.

Quanto vale o X? Mil. Então, vamos lá. Todo mundo relaxa, respira. Fundo. Primeira semana, semana da criação, sete dias. Quanto vale o dia? Não sabemos, porque é um dia divino. Nós não sabemos quanto é. Segunda semana é a semana em que um dia equivale a mil anos. Então, sete vezes mil? Essa semana dura sete mil anos. Sete mil anos. Mas, não está só no Salmo 90, não, e versículo 4, não, hein? Está em Apocalipse também, capítulo 20? Vamos lá, para quem está anotando. Apocalipse, capítulo 20. Hoje, eu trouxe todas as anotações aqui, a caneta, para ficar uma coisa assim, bem avacalhada mesmo.

No Apocalipse, capítulo 20, nesses versículos de 1 a 7, fala assim, ó Vim descer dos céus um anjo que trazia na mão a chave do abismo e uma grande corrente. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, a serpente lá do Jardim do Éden. Prendeu a antiga serpente, que é o diabo, o satanás, e o acorrentou por mil anos. Lançou-o no abismo, fechou-o e pôs um selo sobre ele, para, assim, impedi-lo de enganar as nações até que terminasse os mil anos. Depois disso, é necessário que ele seja solto por um pouco de tempo. Volte aqui.

Essa é a passagem do Apocalipse. Só que se a gente for na segunda carta de Pedro, segunda epístola de Pedro, capítulo 3, versículo 8, para quem está anotando aí, Pedro fala assim, Não se esqueçam disto, amados, para o Senhor um dia é como mil anos e mil anos como um dia. Então, uma semana de sete dias, um dia é mil anos, mil anos é um dia, então eu tenho sete mil anos. Gostaram? Está difícil? Deu, chega. Vamos parar por aqui, só essas duas semanas, né? Eu vou me concentrar agora nessa semana de sete mil anos. Por que eu estou me concentrando nela?

Porque todo sétimo dia é o descanso, é o Shabbat, é o sábado. Então, significa seis mil anos de trabalho duro e um Shabbat de mil anos. Que semana é essa? Vamos guardar aí, guarda. O profeta Oséias, eu ia ter marcado isto aqui, mas Oséias, achei. Oséias, capítulo 6, Oséias 6, versículos 2 e 3. Vou ler o versículo 1, vou ler o capítulo 6 de início de Oséias. Agora, aprisionado, no terceiro ele ressuscita. Vamos pegar a semana de mil anos? Sete mil anos? Dois mil anos aprisionados e os próximos mil anos, o que acontece?

A serpente é presa e nós temos um descanso, afinal de contas o diabo deu uma trégua. O diabo deu uma trégua. Não vamos interpretar ainda, não, calma. Fica todo mundo ansioso para interpretar, né? Então, vamos só entender. Todo mundo entendeu a lógica? Então, olha que coisa linda, isto aqui está no profeta Oséias. Isto aqui é muito tempo antes de Jesus. Ok? Ok. Podemos prosseguir ou alguém quer respirar um pouquinho, tomar um fôlego? Porque agora a coisa vai ficar… Podemos ir, Sheila? Podemos? Então tá. Vem Allan Kardec e disse assim agora nós vamos falar as coisas claras.

Claro, como a luz do sol sem símbolos. Sim. Então, vamos. Questão 50, Livro dos Espíritos. A espécie humana começou por um único homem? Primeira pergunta. Porque nessa época aqui, em 1857, todo mundo achava mesmo, né? Começou com Adão e Eva, Adão engravidou Eva, nasceu Caim, nasceu Abel, Caim matou Abel, a família ficou com três pessoas e o Caim saiu de casa e casou. E aí a gente pergunta, gente, porque essa é uma pergunta profundamente teológica. Não há previsão bíblica para a criação da sogra? Não tem. Porque não está prevista a criação de sogra na Bíblia.

A sogra de Caim, que dia que ela foi criada? Onde que essa mulher surgiu? E quem criou ela? O Caim sai, casa, casa? Tem família? Essa família não eram três pessoas? Eram quatro, morreu e ficou três. Será que eu não estou sabendo fazer conta? Mais uma pegadinha do texto, né? Um sol que só foi criado no quarto dia, aí você contou o primeiro, o segundo e o terceiro dia, aí todo mundo acha que são seis dias de vinte e quatro horas, aí todo mundo acha que Adão é o primeiro homem, mas aí Caim casa. São as pegadinhas do texto bíblico.

Então, Kardec pergunta, a espécie humana começou por um único homem? Os Espíritos respondem. Respondem. Não. Ponto. Vou fazer um silêncio. A espécie humana começou por um único homem? Não. Ponto. E continua. Aquele a quem chamais Adão não foi o primeiro, nem o único a povoar a Terra. Ó, tchum, direto. Pergunta, pergunta, quando eu abro a história que está no capítulo 3 de Gênesis, Adão e Eva, eu estou estudando o povoamento da Terra? Essa é a pergunta. Quer dizer que o texto bíblico foi escrito por antropólogos? É o povoamento da Terra que esse texto está contando?

É sobre isso? Não é. Só que aí, Kardec faz a mais enigmática e curiosa pergunta. Por que os Espíritos responderam? Adão não foi o primeiro homem, nem foi o único. Claro. Tem a sogra de Caim, tem o sogro de Caim, tem a mulher de Caim. Ele não foi nem o primeiro, nem o único. Mas, aí Kardec pergunta, questão 51. Poderíamos saber em que época viveu Adão? Onde que essa história vai parar? Olha, não é para dizer tudo claramente, sem símbolo? E o Kardec pergunta, que época viveu Adão? A gente fica confuso. Adão não é um símbolo?

Foi isso que o texto disse. O texto falou que ele não foi nem o primeiro, nem o único. O texto não fala que ele não foi. Então, Kardec pergunta, em que época viveu Adão? Aí os Espíritos respondem, mais ou menos. Aqui eu preciso chamar a atenção para essa expressão. Mais ou menos. Não é exato. Mais ou menos na época que Lhassinalais. Lhassinalais? Alguém sabe? Quem que assinalou isso? Os Espíritos estão conversando com quem? Quem que assinalou? Você que pôs a data do nascimento de Adão? Não. Mais ou menos na época que Lhassinalais.

Cerca de aproximadamente quatro mil anos antes do Cristo. Opa, opa. Segura. Segura. Nós temos um problemão aqui agora. Problemão. Eu vou mostrar o tamanho do problema. Deixa eu mostrar o tamanho do problema. Vamos lá, Thiago. Vamos assim. Não, não, vou fazendo assim. Para todos os internautas virem o tamanho do problema. Estou voltando. Eu vou precisar de alguém que me ajude aqui atrás. Só um pouquinho, vou segurar aqui. Só um pouquinho. Pode mostrar para as pessoas? Só um pouquinho. O que que é isso? Ô, Júlio, desculpa eu te usar de te usar de quadro, né?

De clipes. Esse gráfico foi conseguido por mim na Sinagoga Judaica de Belo Horizonte com Rabino Alanati. Um abraço para ele, um beijo no coração dele. Rabino Alanati, pessoa maravilhosa, me deu essa que é uma tabela, que é uma carta histórica que vai da criação até o fim dos dias. Que dias? Essa tabela dura primeiro milênio, segundo milênio, terceiro milênio, quarto milênio, quinto milênio, sexto milênio e um sábado da Terra. Ou seja, esse é um gráfico de sete mil anos. E com quem começa essa história? Adão. Então, a semana de sete mil anos, nós podemos dar um nome para ela.

Semana de Adão ou Semana Adâmica. Vocês concordam com esse nome? A gente pode pôr outro também. O nome? Mas tá bom esse nome? Tá bom? Tá bom? Semana de Adão ou Semana Adâmica. Gente, é o seguinte, é o seguinte, é simples. Você abre o texto bíblico, lá fala quanto tempo Adão viveu em que ano ele teve tal filho, quanto tempo aquele filho viveu, você vai somando de Adão até todas as figuras que foram citadas, você monta a cronologia. É simples. Você vai somando data. Então, aqui, olha que coisa bonita. Vou pegar só mais alguma coisinha aqui.

Então, eu tenho aqui, por exemplo, primeiro milênio, primeiro, segundo milênio. É o milênio do caos, porque tem dilúvio, tem um monte de coisa. Terceiro milênio, e o quarto milênio? Milênio da Torá. Quinto e o sexto milênio é a Era Messiânica. Isso aqui é um gráfico judaico. E o sétimo ano, os mil últimos anos, é um sábado da Terra. Alguém já ouviu falar num autor francês que ele fala sobre mundo de regeneração, que é um mundo de convalescença, em que os espíritos descansam das suas lutas? Alguém conhece esse autor?

Conhece, Deco? Allan Kardec? Mundo de regeneração, hein? É um período de convalescença do Espírito. Bom, a questão aqui… Ô, Júlia, eu já vou te liberar. Atrás da mão tá doendo? Deixa eu segurar um pouquinho pra você descansar. Só um abraço. Só um abraço. Então, aqui, gente, eu tenho coisas fantásticas aqui, ó. Nós temos, de Adão até Noé, dez gerações. De Noé até Abraão, dez gerações. De Abraão até Moisés, seis gerações. De Moisés, aí até aqui, o último dos… Iudá Anassi, né, que foi o que escreveu a Mishná, o último lá, que fez o Ciclo dos Profetas, quarenta gerações.

E aí vai seguindo gerações. Então, aqui tem muita coisa bonita. Eu tenho aqui, por exemplo, a tradição de Adão, aí depois eu tenho o tempo dos filhos de Sem, o tempo dos canaítas, dos hebreus, dos filhos de Israel, o tempo dos persas, dos gregos, dos romanos, o período bizantino, os filhos de Ismael, o tempo dos árabes, aí tenho as cruzadas, desculpa, os árabes, as cruzadas, aí o tempo dos muçulmanos, né, dos filhos de Ismael, tem o período dos turcos, e aí eles seguem. E vão seguindo. Então, o gráfico tá cheio de coisa.

Nós percebemos coisa aqui importante, só. O início da era, aí temos o exílio no Egito, o primeiro e o segundo tempos, os demais exílios, e aqui, olha que bonito, quando entrar no Shabat, no último, no sétimo dia, nos últimos mil anos, em que João fala que o diabo vai ser preso, vai dar uma folga pra gente, vai ser a construção do terceiro tempo, né. Nós estamos no ano 5.774. 5.774. Quem tem uma calculadorazinha aí? 6.000 menos 5.774. Faltam quantos anos pra encerrar, pra chegar no 6.000? 6.000 menos 5.774. 5.774. Hã?

226 anos. Faltam 226 anos para chegarmos no Shabat, no descanso da Terra. Pra terminar aí a Era Messiânica. Calma, calma. Então, faltam 225? 226 anos. Agora, eu queria chamar a atenção, muita atenção nessa hora, gente. Muita calma nessa hora. Eu queria chamar a atenção dos senhores pra uma coisa. Por que que tá dando, nessa tabela, não tem Jesus aqui? Claro. Pra eles, o Messias não veio ainda. Não tem o Cristo aqui. Então, para nós, espíritas cristãos, há um pequeno erro de cálculo. Nós vamos ter que voltar um pouquinho.

O Shabat começa antes. Não vai começar daqui 226 anos, não. Vai ser um pouquinho antes. O mundo de regeneração vai começar um pouquinho antes. Mas, eu tô querendo dizer o seguinte, gente. Em sete mil anos, você errar uns cento e pouquinhos anos, é muito pouco. Vocês concordam comigo? Não é muito pouco? Por que que são cento e poucos anos diante de sete mil? É nada. Ou seja, nós estamos quase falando a mesma coisa. Nós, espíritas, nós cristãos, os judeus, estamos falando quase a mesmissíssima coisa. Só que nós estamos usando palavras diferentes para dizer as mesmas coisas.

Correto? Então, nós vamos ter que fazer uma adequação aqui. A adequação é questão 51 do Livro dos Espíritos. Onde? Qual que é o início dessa tabela? Mais ou menos, Adão nasceu mais ou menos, aproximadamente, quatro mil anos antes de Cristo. Quatro mil anos antes de Cristo, dois mil anos depois de Cristo e mil anos de mundo de regeneração, que é o Shabat da Terra. Meu Deus! Meu Deus mesmo! Mas, Oséias não disse isso? Eu não li aqui o capítulo 6 de Oséias? O Senhor viria dois dias. Isso nos curaria no terceiro dia? Curaria?

Nos feriria, mas curaria? Kardec não fala que o mundo de regeneração é um mundo de convalescença? O que é convalescença? Não é o doente que está se recuperando? Alguém acha que é coincidência? Então, percebe, percebamos, mundo de regeneração não é um mundo de gente forte, que já está curada, pulando. Não! O mundo de regeneração, gente, é o pessoal que acabou de sair do soro. Está andando devagarzinho, fazendo fisioterapia, alimentação regrada, porque se ele não observar a convalescença, ele cai de novo. É uma transição.

Perfeito? Podemos avançar mais um pouquinho? Agora vai ficar mais difícil ainda. Só um pouquinho. Quer dizer que nós já estamos no Shabat? Não. De jeito nenhum. Não, não. Mais ou menos na época que ele assinala. Agora eu vou falar do mais ou menos. Mais ou menos quanto? Quanto? Porque agora é o seguinte, para os judeus, o Shabat da Terra começa daqui 226 anos. Para nós, não. Ok? Ok. Só que eu quero chamar a atenção para uma coisa. Lendo atentamente a tabela judaica, eu percebi aqui que 200 anos antes do Shabat, ou seja, no ano 5.800, para eles, eles estão no ano 5.774.

Correto? Então, falta pouquinho. Falta? Falta pouquinho para chegar no 5.800. No ano 5.800 dos judeus. Quando entrar nesse ano 5.800, eles têm 200 anos que eles chamam de os eventos dos últimos dias. Últimos dias que antecedem o Shabat. 200 anos. Vamos gravar essa data? Todo mundo repetindo em voz alta. 200 anos. 200 anos. 200 anos 200 anos. Vamos gravar, porque isso aqui é importante. 200 anos. O que eles têm aqui? Uma guerra entre Gog e Magog. Está lá no Apocalipse. A vinda do Messias para reconstruir o terceiro templo.

O fim do exílio. O fim do êxodo. O fim do exílio. A ressurreição dos mortos. E o grande dia do julgamento da Terra. O dia do juízo, o Yom Kippur da Terra. Em que os bons serão separados dos maus. E os bons entrarão no descanso de Deus. Lembra da profecia do sal? A geração não entrará no meu descanso? Todo mundo acompanhando aí? Está acompanhando? Então, gente, nós vamos fazer o ajuste agora no calendário, porque no calendário deles não tem o Cristo, então eles não têm um ponto de referência, nós temos. A vinda do Cristo para nós é um ponto de referência na Semana Adâmica.

A Semana Adâmica é a semana do homem caído a semana do homem que caiu, o homem em queda e o Cristo, no dizer de Paulo, é quem? É o segundo Adão. É o homem que se levantou. É o homem redimido. É o homem purificado, santificado. Ok? Ok. Então, antes de entrar no sétimo, no último mil anos, duzentos anos antes de entrar no Shabat, temos eventos importantes. Ok. Brasil, coração do mundo, pátria do Evangelho. Narra Humberto de Campos. Antes de terminar o primeiro reinado, né, que terminou em 1831, Ismael reúne a sua pleia de espíritos, sua pleia de espíritos, de onde estava Bezerra de Menezes, que ele chama para reencarnar no Brasil.

Então, foi um pouquinho antes de 1831, antes de terminar, já tinha passado 1800, correto? Correto? Um pouquinho antes de terminar o primeiro reinado. Aí, ele fala assim, não ignorais que estamos no século do Consolador. Alguém tem dúvida? Não. Qual que é o século do Consolador? Século XIX. Nós ignoramos isso? Não. O Consolador veio ao mundo em 1857, com a publicação de O Livro dos Espíritos. Não ignoramos que estamos no século do Consolador. Serão 100 anos preparatórios dos próximos 100 anos. 100 mais 100 é quanto?

O que é que nós repetimos aqui antes? 1857 mais 100? 100 anos preparatórios. 1957 a 2057? 200 anos. Quanto que começa o Shabat? 2057. Pinga fogo, pergunta para o Chico, quando se iniciaria? Porque o mundo de regeneração vai durar mil anos. Quando se iniciaria? Então, o mundo de regeneração, quando que a plantinha vai aparecer? Porque ela tem mil anos para crescer. Quando que ela aparece? Diz Emmanuel, o Chico no Pinga Fogo. Emmanuel nos diz por volta do ano 2057. Então, o que nós vamos fazer com a tabelinha aqui? Nós vamos dar uma puxada para cá, uma puxadinha, porque para eles, daqui 26 anos, começam os 200 anos.

Para nós, já está quase terminando, termina os 200 anos em 2057. Nós já estamos no segundo período aqui dos 200 anos, que antecedem o Shabat. Então, os últimos 200 anos do sexto dia, os últimos 200 anos do sexto dia, para nós, começou em 1857. E é tudo que Emmanuel diz no Acaminho da Luz. O século que passa efetuará a separação das ovelhas e dos boas, efetuará a separação dos Espíritos, fará a renovação. Ok? Todo mundo acompanhou? Pode complicar mais um pouquinho só? Só mais um pouquinho? Pode? Se um dia é mil anos, e um dia tem 24 horas, quanto que é uma hora na Semana Adâmica?

Todo dia tem 24 horas. Na Semana Adâmica, um dia tem mil anos. Mil dividido por 24, quanto vale a hora? 41,666. Vamos arredondar? 42 anos. 42 anos vale a hora. 2057 menos 42? 2015. Trabalhadores da última hora, quem são? Trabalhadores da última hora, quem está encarnado agora com o Cristo, querendo trabalhar para Jesus nessa última hora que antecede o grande sábado da Terra, o sábado da regeneração do mundo? Trabalhadores da última hora. Só que o que acontece? Nós estamos reclamando, tem muita violência no Brasil, aí Jesus fala assim, mas esse é o trabalho que eu dei para vocês, tem muita gente drogada, meus filhos, esse é que é o trabalho, tem muita violência, esse é que é o trabalho, tem muita pobreza no Brasil, mas, filho, é para isso que eu estou precisando de você.

O que é que Jesus está precisando da gente? Para ajudar Ele a diminuir a violência, para ajudar a estruturar a família, para ajudar a diminuir a criminalidade, para ajudar a diminuir a desigualdade social, para ajudar a evangelizar os Espíritos, na obra, na grande obra educativa dos Espíritos, para cooperar com Ele. É um trabalhador da última hora, Ele não chamou os trabalhadores da última hora para fazer um banquete. O banquete é só depois da última hora. O sábado começa com as velas sendo acesas e com uma refeição.

Falta uma hora e alguns minutinhos para trabalhar. Fazer em Quarenta e dois anos o que não foi feito em seis mil, que é evangelizar o nosso coração. Salário é o mesmo. Isaías, que evangelizou o coração dele, já recebeu o salário, que vai ser igual ao nosso se a gente evangelizar o nosso coração. Por isso que na parábola, quem trabalhou só a última hora recebeu o mesmo salário que trabalhou o dia inteiro. Porque você pode gastar vinte e três horas para fazer um trabalho que alguém faz em uma hora. Vão ser puxados. A partir do ano que vem.

A partir do ano que vem, prece. Não é? Então, tá todo mundo vivo aí, em pé? Vamos mais um pouquinho, mergulhar mais um pouquinho ou já tá todo mundo sem ar? Já tá todo mundo. Cilindro cheio. Cilindro cheio. Bom, agora, gente, quero mostrar aqui Talmud da Babilônia, Tratado Sanhedrin. O Talmud é dividido, os tratados são as matérias. E o Sanhedrin, que é o Sinédrio, o Tratado do Sinédrio, ele fala do Iom Kipur da Terra, do dia do julgamento, em que haverá uma grande aferição do planeta, fala da era messiânica, do mundo vindouro, que é o que a gente chama de mundo de regeneração, fala desses assuntos todos.

Mas, eu vou ler um pequeno texto aqui. Isso é o que foi dito pelo Rabi Eliezer. A era messiânica A era messiânica será nos últimos quarenta anos. Eu vou ler de novo. A era messiânica será nos últimos quarenta anos. Agora, tem que provar. Toda vez que um sábio afirma algo, ele tem que provar com o versículo do Velho Testamento. Qual o versículo que ele pega para provar? Salmo 95, que é o que nós estamos citando. Aí, ele cita. Como está escrito? Por quarenta anos, eu carregarei uma geração. Carregar, no sentido de conduzir.

Aqui é bacana. Hã? Quarenta. Aqui é bacana. Porque, nas nossas traduções, eu vou mostrar a tradução aqui, o Salmo. Eu acabei de ler aqui, estava marcado, desmarcou. Olha como é que o tradutor, como é que essa tradução de João Ferreira traduz. Durante quarenta anos, fiquei irado contra aquela geração. Olha isso. Fiquei irado. O texto hebraico fala, suportei. Só que o rabi Eliezer, ele pega a raiz da palavra, que é akut, vai para a raiz aramaica da palavra, que é nikut, e dá o sentido de tomei, carreguei, conduzi. Então, o que ele diz?

A era messiânica, os grandes acontecimentos, antes de entrar no Shabat, serão quarenta anos antes. Isso significa que, seguindo a questão 52 do livro dos Espíritos, seguindo a revelação de Ismael, cem anos preparatórios, os próximos duzentos anos, fazendo o ajuste nessa tabela aqui, falta pouco para a gente entrar na chamada era messiânica que vai preparar a Terra para o Shabat. É claro, né, gente, que isso tudo é uma simbologia, esperando eventos miraculosos, coisas miraculosas. Por quê? Porque o Kardec já explicou isso tudo no último capítulo do livro A Gênese, que é o último livro que ele escreveu, o último capítulo se chama São chegados os tempos.

Então, até o Kardec sabia, né? Kardec já sabia. São chegados os tempos. Que tempos? Que tempos são chegados? O Shabat da Terra, o descanso prometido, a terra da promissão, a terra da promessa. Quem vai herdar essa terra? Os brandos, os pacíficos, os mansos. Não é o que está nos Bem-aventuranças? Os brandos herdarão a terra? Os pacíficos? É essa terra, a terra regenerada, a terra de pacificadores, de pacíficos, de brandos, de misericordiosos, de limpos do coração. E, aqui, isso aqui está na página 99A do Tratado Sanhedrin, 99A.

E, aí, tem outras opiniões. Aí, fala de 70 anos, tem várias coisas. Mas, essa aqui é interessante, né? Porque vem bem, assim, acalhar nas nossas reflexões aqui. E, por que nós estamos falando isso tudo? Não é? Porque nós estamos, agora, vivendo momentos decisivos da evangelização da terra. E, Qual foi o recado de Paulo na Carta aos Hebreus? Ele diz assim, hoje, hoje, quando ouvires este chamado, não endureçais os vossos corações. Porque o que nós estamos percebendo, Júlio? Os espíritas estão endurecendo o coração. Estão deixando de acreditar nas profecias que eles têm, nas promessas, as promessas do Velho, do Novo, do Velho, que é esse Salmo, tudo isso aqui que nós estamos lendo, as promessas do Novo, que é lá a segunda Carta de Pedro, Carta aos Hebreus, que fala, calma, pro Senhor um dia com mil anos, não é isso que Simão Pedro fala?

Calma, o Senhor vem, não tenha pressa. E, hoje, nós temos lá, a Gênesis de Kardec, são chegados os tempos, falando do mundo de regeneração, e os espíritas estão sem fé, sem esperança, achando que o Brasil está muito violento, tem muita corrupção, tem muito problema político, que está cheio de problema, porque Deus abandonou o mundo. Jesus não é mais governador da Terra, e Ismael está de férias. Quem governa o mundo agora são os políticos. Então, a gente queria terminar essa reflexão de hoje, dizendo assim, corre o risco de hoje, quando alguns ouvirem isso, endurecerem o coração, e não entrarem, não entrarem na Terra Prometida, no mundo de regeneração.

Por quê? Por medo, enterrou o talento, por covardia, por falta de fé, ou por falta de disposição do trabalho. Falta uma hora de trabalho e vai ser a uma hora mais difícil da Terra. Isso! É isso aí! É isso, Júlio! Por que que o Paulo pega o Salmo 90, 5? O que que ele fala? Quando Deus mostrou a Terra, eles chegaram a falar nossa, mas o povo que está aí é muito violento, tem muita dificuldade aí, tem muita… e começa a pôr defeito na Terra. Aí, Deus vira e diz assim, essa geração não entrará e ela vai ficar peregrinando por 40 anos.

Eu não estou rogando praga. Eu não estou rogando praga. Aqui, esse trecho que eu li, eu vou ler um parágrafo antes. Alguém pergunta ao Rabi Abarrú, quando virá o Messias? Ele fala assim, quando a escuridão cobrir as pessoas. Aí, a pessoa pergunta, o senhor está me amaldiçoando? Ele diz, não, não estou te amaldiçoando. Eu estou apenas lendo. Lendo o quê? Quem está anotando? Isaías, capítulo 60, versículo 2. Isaías 60, versículo 2. Olhe, Obeholden, for beholden, olhe, a escuridão cobre a Terra. Densas trevas envolvem os povos, mas sobre você raia o Senhor, e sobre vocês se veem a sua glória.

As nações verão a sua luz, e os reis verão o fulgor do seu alvorecer. Gente, é o que nós estamos vivendo hoje. A escuridão cobriu a Terra. A corrupção, a violência, o ódio, a desestruturação das famílias. As pessoas estão fazendo coisas hoje que elas nunca foram capazes de fazer. Nós nunca tivemos tanta maldade no ser humano como hoje. A escuridão cobriu a Terra. Só que, Júlio, nós temos um risco, ficar peregrinando nesses 40 anos aí da última hora de coração endurecido, sem querer entrar na Terra. Porque Jesus está dizendo assim, o Brasil é a pátria do Evangelho e eu preciso que vocês trabalhem por uma hora, que é o que ele fala na Transfiguração, nenhuma hora pudesse ficar acordado comigo, porque quando ele sobe no tabu, que ele está transfigurando, que é a aurora do capítulo 60.

Ele está pegando luz para ele brilhar. A gente dorme. Ele fala nenhuma hora fostes capazes de vigiar comigo. Será que nós não vamos ser capazes de ser fiel a Jesus 42 anos? 42 anos só? Uma horinha? Aí, nós estamos pondo defeito na Terra da Promessa. Mas, eu não posso falar mais, porque aí já é tema do seminário. Sábado que vem. Controlar esse pessoal que fica falando aí, porque é pessoa entusiasta, começa a gritar. Paulo de Tarso, capítulo 4, Epístola aos Hebreus. Visto que nos foi deixada a promessa de entrarmos no descanso de Deus, que nenhum de vocês pense que falhou.

Pois as boas novas, o Evangelho, foram pregadas também a nós, tanto quanto a eles. Mas a mensagem que eles ouviram, de nada lhes valeu. Está falando lá dos rebeldes lá, do deserto. Pois não foi acompanhada de fé por aqueles que a ouviram. Pois nós, os que cremos, é que entramos naquele descanso, conforme Deus disse, assim jurei na minha ira, jamais entrarão no meu descanso. Embora as suas obras estivessem concluídas desde a criação do mundo. As obras de Deus já estão concluídas. E ele já entrou no descanso dele. Nós temos que entrar no descanso de Deus.

Pois, em certo lugar, ele falou sobre o sétimo dia nessas palavras. No sétimo dia descansou de toda a obra que realizara. E, de novo, na passagem citada há pouco, jamais entrarão no meu descanso. Portanto, resta entrarem alguns naquele descanso. Nós temos que entrar no descanso de Deus. E aqueles a quem anteriormente as boas novas, o Evangelho, foram pregadas, não entraram por causa da desobediência. Por isso Deus estabelece outra vez um determinado dia, chamando hoje, que é o que está no Salmo. Hoje, se ouvirem a sua voz, não endureçais os vossos corações.

Hoje, ao declarar muito tempo depois, por meio de Davi, de acordo com o que fora dito antes, se hoje vocês ouvirem a sua voz, não endureçam o coração. Porque, se Josué lhe estivesse dado descanso, Deus não teria falado posteriormente a respeito de outro dia. Assim, ainda resta um descanso sabático para o povo de Deus. Pois todo aquele que entra no descanso de Deus também descansa das suas obras, como Deus descansou das suas. Portanto, esforcemos-nos por entrar nesse descanso para que ninguém venha cair seguindo aquele exemplo de desobediência.

Fim. Quem quer fazer a prece?

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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