Neste estudo do Velho Testamento, Haroldo Dutra Dias nos convida a montar um “quebra-cabeça” de mil peças, explorando o Livro de Levítico e suas conexões com o Novo Testamento e a Doutrina Espírita. Aprofundando-se no simbolismo do Tabernáculo, o estudo revela múltiplas camadas de interpretação, fugindo do pensamento linear e buscando a riqueza dos textos sagrados.
O que é estudado neste episódio
- O Tabernáculo como Jornada Ascensional: A estrutura tripartida do Tabernáculo é analisada como um caminho evolutivo da alma, culminando no Santo dos Santos, que representa a pureza espiritual e a libertação da necessidade de reencarnação.
- O Tabernáculo no Novo Testamento: A parábola do mordomo infiel (Lucas 16:9) é revisitada, onde Jesus menciona “tabernáculos eternos”. Haroldo Dutra Dias destaca a importância do Velho Testamento para compreender essa referência, já que é em Êxodo (capítulos 25-31) e Levítico que se detalha a construção do Tabernáculo segundo um “modelo” divino.
- A Interpretação de Emmanuel: O estudo explora a visão de Emmanuel, em “Pão Nosso” (capítulo 112), que interioriza o conceito de Tabernáculo, situando-o no coração do homem como uma “construção divina” e não meramente física.
- Jesus como o Tabernáculo Modelo: A questão 625 de “O Livro dos Espíritos”, que apresenta Jesus como o modelo de perfeição, é conectada à ideia do Tabernáculo. Jesus é visto como o “coração iluminado” onde Deus habita, o exemplo máximo de um Espírito puro.
- A Glória Cristã e a Nuvem Shehrinah: A mensagem “Glória Cristã” de Emmanuel, em “Caminho, Verdade e Vida” (capítulo 119), que interpreta 2 Coríntios 1:12, é relacionada à “nuvem da glória” (Shehrinah) que pairava sobre o Tabernáculo. Emmanuel afirma que a glória do cristão é a consciência transformada em “tabernáculo do Cristo vivo”.
- A Lei Divina Gravada na Alma: Em “Pão Nosso” (capítulo 41), Emmanuel descreve um futuro onde a lei divina estará gravada na alma, eliminando a necessidade de repreensão e conflitos. A Arca da Aliança, que guardava as tábuas da lei, é comparada à consciência onde a lei de Deus está inscrita, conforme “O Livro dos Espíritos”.
- O Corpo Físico como Tabernáculo: A 2ª Epístola de Pedro (capítulo 1, versículo 14), onde Pedro se refere ao seu corpo como “este tabernáculo”, é analisada. João 1:14 (“o Verbo se fez carne e habitou entre nós”) é reinterpretado, mostrando que a palavra original significa “tabernaculou entre nós”, indicando que Jesus armou sua tenda em um corpo físico.
- O Corpo como Santuário de Deus: Passagens de 1 Coríntios 3:17 e 2 Coríntios 6:16, que afirmam que “somos santuários do Deus vivo”, são exploradas, ressaltando a sacralidade do corpo e a importância de seu cuidado.
- A Ressurreição e o Novo Homem: A fala de Jesus sobre destruir e reedificar o templo em três dias (João 2:19) é interpretada como a ressurreição do corpo, um novo homem construído na Terra.
- Zelo Próprio e o Tabernáculo Corporal: Em “Caminho, Verdade e Vida” (capítulo 120), Emmanuel aborda o “zelo próprio”, comparando o corpo a um santuário que exige limpeza, conservação e defesa. As “potências” do corpo (pés, mãos, olhos, cérebro) são dons divinos para o trabalho e a santificação.
- A Reencarnação como Construção de Tabernáculos: A cada encarnação, o Espírito constrói um novo tabernáculo (corpo), aperfeiçoando-o gradualmente. A mãe é vista como medianeira nesse processo.
- Gravitar para a Unidade Divina: A mensagem de Paulo, o apóstolo, em “O Livro dos Espíritos” (parte sobre penas e consolações), enfatiza que o fim da humanidade é “gravitar para a unidade divina”. Justiça, amor e ciência são os meios para atingir esse objetivo, enquanto ignorância, ódio e injustiça são os obstáculos.
- Culpa, Castigo e Reabilitação: A culpa é definida como o afastamento do objetivo da criação (o culto harmonioso do belo e do bem). O castigo é uma “consequência natural” que visa à reabilitação e redenção, um “aguilhão que estimula a alma” a buscar a salvação.
- Ressurreição da Carne e Reencarnação: A pergunta 1010 de “O Livro dos Espíritos” aborda a ressurreição da carne, que São Luís explica como a consagração da reencarnação, revelando que o Espiritismo confirma e sanciona a religião por meio de provas irrecusáveis.
Reflexões
- O Tabernáculo, em suas diversas interpretações, nos convida a reconhecer a divindade presente em nós e em nosso corpo, que é um templo sagrado.
- A jornada evolutiva é um processo contínuo de construção e aperfeiçoamento de nosso “tabernáculo interior”, buscando a pureza e a conexão com o Divino.
- A Doutrina Espírita, ao elucidar os ensinamentos do Velho e Novo Testamento, revela a coerência e a profundidade da mensagem divina, mostrando que a reencarnação é a chave para compreender a justiça e o amor de Deus.
Ler transcrição do episódio
Boa noite para todos, né? Aproveitando esse início para a gente lembrar da nossa prece coletiva. Toda terça e quinta, às oito horas da noite, a gente está fazendo um grupo de preces para o seminário Brasil Coração do Mundo, Pátria do Evangelho. Para todos nós que estamos trabalhando, para quem virá assistir também ao seminário, um clima de paz, de harmonia, tudo seja como está sendo planejado, muito carinho, muito amor. Hoje, eu pensei, nós estamos continuando naquele tema do tabernáculo, do santuário, Mik Dash, nós falamos no nosso encontro passado, mas hoje eu queria fazer uma coisa diferente, mais participativa, inclusive, se for possível, até um tempinho, para quem está acompanhando pela internet, fazer perguntas, a gente interagir com eles também, porque o Paulo coloca no primeiro versículo da Carta aos Hebreus, nós estudamos isso, o Polímeros, e eu fiquei pensando, assim, numa imagem pedagógica que pudesse representar esse nosso mergulho no Velho Testamento.
E, eu me recordei, então, de quando a gente se reunia, vários, crianças, para montar um quebra-cabeça de mil peças. Bom, ficou bem melhor, porque é uma coisa coletiva, comunitária, então não tem uma pessoa que saiba montar sozinha e, na verdade, não tem a menor graça você montar um quebra-cabeça sozinho, e é feito para ser coletivo, para ser uma atividade comunitária, e você começa a separar, começa a se formar a imagem, aquilo começa a tomar forma, começa a tomar corpo. E, na verdade, o que nós estamos fazendo aqui na quinta-feira é isso, juntos, nós estamos montando um grande e intricado quebra-cabeças e é importante a gente fugir daquele pensamento linear.
Esse versículo tem essa interpretação. O tabernáculo significa isso, a nuvem representa isso, porque, na verdade, não é isso. Já os sábios, como Gamaliel e Léu, diziam a Torá tem setenta faces, tem vários ângulos, você pode interpretar como peças mesmo de um quebra-cabeça. Então, você tem aquela pecinha azul, você acha que é no lado esquerdo, mas tem azul no lado direito também, tem azul no meio, num canto, e a gente precisa ter essa sensibilidade. Eu separei alguns textos hoje aqui para a gente ver isso, textos no Novo Testamento, versículos do Evangelho, textos de Emmanuel, um texto do Livro dos Espíritos e algumas ideias, algumas coisas que a gente já estava refletindo para mostrar como que nós não podemos fechar a interpretação.
Nós já tínhamos comentado no nosso encontro passado essa possibilidade do tabernáculo representar uma jornada ascensional, um caminho evolutivo, o tabernáculo tripartido representando aí as três escalas do aprimoramento das almas, o Santo dos Santos representando aquele estágio máximo de pureza espiritual em que a criatura se libertou de todas as influências da matéria e atingiu aquele patamar de purificação espiritual que dá a ela a libertação. Ela se transforma num bem-aventurado, num Espírito puro, não necessitando mais, não precisando mais da interação com a carne, da encarnação.
Ela pode vir numa missão especial se o quiser, se o desejar, em amor, e vem mesmo, vem muito, mas não por uma necessidade de progresso. Mas, olha que interessante! Se a gente faz um exame nos textos de Emmanuel, tem uma mensagem em que Emmanuel comenta aquela parábola do mordomo infiel. E, naquela parábola, Jesus usa a palavra tardenáculo. É interessante isso, não é? Ele diz assim, grangeai amigos, vou pegar aqui o texto que aí fica Lucas 16, versículo 9, grangeai ou fazei amigos com as riquezas da injustiça para que, quando elas acabarem, quando elas cessarem, eles, os amigos, vos recebam nos tabernáculos eternos.
Olha que curioso, não é? Aí que vem a primeira pergunta, assim, vamos abrir o coração. Tem como entender essa palavra que Jesus usou, tabernáculo? Se eu não recorrer ao Levítico e ao final do Êxodo? Porque, na Bíblia, o local onde fala sobre o tabernáculo é no final de Êxodo, capítulos 25 a 31, nós vimos isso, e no Livro Levítico. Então, se a gente não se deixar dominar pelo radicalismo, imagine que todos os textos do Velho Testamento tivessem sido queimados ou tivessem se perdido. Como é que o meu filho, que tem sete anos, que é de uma geração nova, saberia o que é tabernáculo?
Aí, a gente vê, Jesus usou a palavra tabernáculo, aí você vai no Velho Testamento, porque é no Velho Testamento, naquela maneira simbólica, que Deus ordena a Moisés construir um tabernáculo. E, mais do que isso, ele diz assim, constrói o tabernáculo segundo o modelo que te mostrei. Então, tem maquete, Deco? Deco, o que é arquiteto? Tem maquete, um modelo espiritual e ele construiu o modelo terreno com base na maquete espiritual que ele viu. Então, não é interessante isso? A gente vai lá no texto e começa a tirar a riqueza.
Agora, olha o que o Emmanuel comenta, porque já são as luzes espirituais da doutrina espírita iluminando o texto. Olha o que o Emmanuel diz. O Mestre aconselhou-nos a grandear amigos, isto é, dilatar o círculo de simpatias em que nos sintamos cada vez mais intensamente amparados pelo espírito de cooperação e pelos valores intercessores. Assim, também, quando se reporta aos tabernáculos eternos, não os localiza em passos celestiais. Olha, não localiza os tabernáculos em praças, em locais celestiais. O Mestre situou o tabernáculo sagrado no coração do homem.
Está no livro Pão Nosso, capítulo 112. Pão Nosso, capítulo 112. Mais que ninguém, o Salvador, olha as palavras que Emmanuel está utilizando, identificava-nos as imperfeições e, Evidenciando imensa piedade ante as deficiências que nos assinalam o Espírito, proferiu as divinas palavras que nos servem ao estudo. O que vocês acharam? Emmanuel está dizendo que o tabernáculo está no coração, interiorizou, trouxe uma interpretação espiritual de tabernáculo. Se a gente toma posse dessa interpretação, olha, o tabernáculo é uma construção no coração, é algo que está sendo construído dentro do coração de cada um de nós.
Se eu tomo esse conceito e volto lá pro Êxodo, o que que Deus está ordenando a Moisés? Moisés constrói um tabernáculo pra mim, pra mim. Ou seja, não é uma obra humana, é uma obra divina. Por que que é uma obra divina? Quem dá a ideia de construir é Deus, não é Moisés. É Deus. Segundo, quem apresenta o modelo é Deus. Já existia um modelo. O modelo foi mostrado pra Moisés e ele constrói materialmente algo que já existe espiritualmente. Olha que interessante isso, porque se há uma obra divina dentro do coração de cada um de nós, nós não somos pioneiros.
Há seres espirituais que já edificaram essa obra nos seus corações. Então, né, Deco? Ajuda a gente aí, Deco, no modelo arquitetônico aí, não é? Fala um pouquinho assim, em que sentido o modelo arquitetônico orienta a obra material? Como arquiteto. Todo recurso material, ele está aí pra te servir. Então, eu acho que quando fala dessa construção, eu acho que tem todo um processo mesmo de aprimoramento, né? Quando fala dessas três partes aí, eu imagino que essa construção ela é gradual dentro da gente também. A gente passa por esses estágios pra acessar aquele ambiente mais elevado, vamos dizer assim.
E no projeto arquitetônico também, gradualmente você atinge. Interessante! Ou seja, a gente não está órfão. Quer dizer, há Espíritos que já edificaram. Esse tabernáculo, ele já está edificado. Nós vamos chegar um pouquinho nisso, né? Em especial, nós temos um, um Espírito, muito especial pra gente. Mas, não vamos falar quem é ainda, não. Agora, é interessante quando a gente faz uma coisa física do lado de fora, intimamente, aquilo é construído dentro de nós. Então, se eu quero… Mas, é isso que vocês falaram, você está dando boas agora.
Explica pra gente isso. Sem nomenclaturas, né? Sim, sem nomenclaturas. Mas, se eu só quero lá organizar minha casa, eu quero organizar uma gaveta. O movimento de organização externo que eu faço é uma busca de organização interna. Então, se eu vou fazer uma faxina na casa, às vezes, quando a gente está muito desorganizado intimamente, muita gente, às vezes, se acalma organizando a casa, organizando tudo, porque o movimento é exterior conduz para que a gente faça interiormente. Então, é bonito isso, né? Por que a gente encarna e necessita das provas materiais?
Porque a gente fica pensando nisso. Meu Deus, o tempo que a gente desloca, que a gente gasta para ir para o trabalho, até se aposentar, o tempo que você… Tanto de coisas, assim, práticas, tão materiais que a gente tem que fazer, cuidar do corpo, imagina, para limpar o corpo, dar banho, dar alimento para o corpo. É um conjunto de atividades, mas elas não são inúteis. Quando você está organizando o material, aquilo tem um reflexo na intimidade. Interessante, né? Quer dizer, olha como é que o Velho Testamento já está começando a ganhar uma luz.
O Rony está rindo lá do lado. Rony, você está sorrindo? O que é que você está pensando aí? Quando você falou, o escolteco falando do projeto arquitetônico, eu imaginei, assim, porque quando Deus fala que é um tabernáculo, Ele está falando, assim, do projeto já pronto, eu te mostrei o projeto. Só que quando você vai executar um projeto, primeiro que para se projetar você tem a parte arquitetônica, você tem a parte de engenharia, você tem vários setores em uma construção. Eu acredito que Deus mostrou para o meu exército e já tudo com todas as nuances, né?
E aí ele foi buscar, ele foi buscar o sírio, teve o engenheiro, aí tem tudo isso. Então, assim, a construção, você vê o projeto, você já vê muitos detalhes. Só que na hora que você vai executar o projeto, você vê que é muito maior do que você esperava. Eu acho que o Moisés, quando ele entendeu o tabernáculo, ele construiu aquele tabernáculo ali, mas a coisa vai muito além. Porque na medida que você está construindo, você vai recebendo compreensidades que, aliás, são fundamentais. Conquistas, né? Vai fundamentando conquistas.
Agora, eu vou sugerir algo, né? Que a gente pegou esse texto do Emmanuel, estamos pegando lá o tabernáculo, que a gente já comentou. Vocês acham que, quando eu abro a questão 625 e tem lá a palavra dizendo que Jesus é o modelo, modelo, não está nessa linha? Ele é o modelo. O que é que Deus mostrou para Moisés? Porque Emmanuel está dizendo que o tabernáculo é um coração, não é uma construção exterior. É um coração iluminado. Qual coração iluminado Deus ofereceu aos homens? Ele é o tabernáculo. Ele é o tabernáculo onde Deus habita.
Porque é o Espírito que atingiu um patamar de pureza, de fidelidade a Deus, que ele reflete Deus com absoluta precisão. Deus mora ali, nas palavras dele, nos gestos dele, nas ações. Está boa essa linha? Está bom? Então, vamos mudar. Já montou muita peça desse lado, agora vamos para o lado esquerdo. A questão é que você colocou as três partes do tabernáculo. Jesus é caminho. Isso. Tudo a ver com a ascensão. Ele é o caminho, tá? É a ascensão. Então, tudo está lendo. Está lendo. A primeira parte, até o fim. E, por isso, que ele vem e tudo encarna.
Ele vem, ele representa, eu vou viver todo o processo para mostrar para vocês como que faz, né? Bonito. Agora, no livro Caminho, Verdade e Vida, capítulo 119, Emmanuel diz assim, quando ele fala da glória cristã, glória. Por que eu peguei essa passagem aqui? Porque o título da mensagem, que é o capítulo 119, Caminho, Verdade e Vida, o título é Glória Cristã. E, ele está interpretando a segunda carta a Coríntios, capítulo 1, versículo 12, que diz assim, o nosso motivo de alegria, de ufania, de extrema alegria, é o testemunho da nossa consciência.
Olha, a grande alegria do cristão é o testemunho da sua consciência. É quando a sua consciência diz assim, isso aí, aprovado. É isso que o Paulo está dizendo. Mas, curiosamente, parece que não tem nada a ver. Emmanuel dá o título de glória cristã. O Paulo não usou a palavra glória, usou a palavra alegria, mas usou consciência. O que que tinha por cima do tabernáculo? A nuvem. A nuvem era chamada em hebraico, pelos hebreus, de Shehrinah. Shehrinah era a nuvem da glória. A nuvem da glória. Por quê? Porque era a nuvem da presença de Deus e a presença de Deus é uma glória, é uma ufania, é um pentecostes.
Ah, Garuda, eu acho que você está viajando. Está parecendo que eu estou viajando, não está? Forcei a barra, não é? Mas, nessa mensagem, no penúltimo parágrafo, Emmanuel diz assim, Entretanto, essa glória é tão grande que o mundo não a proporciona, nem pode subtraí-la. Essa glória não adianta você buscar no mundo, o mundo não a proporciona, mas também ele não tira ela. É o testemunho da consciência própria, vírgula, transformada em tabernáculo do Cristo vivo. Consciência transformada em tabernáculo. Olha o que Emmanuel está dizendo.
A consciência que está no coração, olha, olha, porque você pergunta para um ocidental, ele acha que a consciência está aqui. Mas, para o hebreu, tudo está no coração, a inteligência, a cognição, os talentos, a emoção, o sentimento, tudo está no coração. Por isso que Jesus diz assim, do coração procedem os maus pensamentos, o adultério, etc. Mas, mal pensamento do coração, é. Porque, para o hebreu, o coração é sede da inteligência e do amor, da sabedoria e do amor. Não está na cabeça. Para eles, a cabeça é algo muito externo.
A verdadeira sabedoria tem que estar dentro, ela é muito interna para estar na cabeça. Interessante, não é? A cabeça é comando, está no coração. Então, a consciência, a consciência é o tabernáculo onde Deus se manifesta. É isso. Na nossa consciência, Deus fala conosco, mas fala de verdade, fala mesmo, mas Ele não fala com palavras articuladas. Ele fala como? Através de sentimentos. Você sente, você sente que errou, você sente que não deve fazer aquilo. Você sente que não deve fazer aquela viagem, sente que não deve ir, sente que não deve falar daquela forma.
É sentimento. Aí, a gente lembra da poesia alta de Sousa, não é? É Volve, volta, não é? Volve ao teu templo interno e abandonado, a mais alta de todas as capelas. O primeiro verbo é volve, de volver, de voltar, porque a gente se afastou. Volta ao teu templo. Ela está usando templo, porque tabernáculo é traduzido também como templo. Tabernáculo, santuário e templo se equivalem, não é? Se equivalem. É que o tabernáculo do deserto era mais simples, aquele acampamento era bem mais simples. Depois, o templo de Salomão já é mais suntuoso, uma construção mais arrojada, maior, mas é a mesma coisa, tem lá as três partes.
O que era feito no tabernáculo era feito no templo do mesmo jeito. Então, volta ao teu templo interno e abandonado, a mais alta de todas as capelas. Aí, ela usa uma metáfora moderna para a gente, porque se você sair na rua hoje, aqui em Belo Horizonte, e falar tabernáculo, ninguém sabe. Você falar igreja, capela, todo mundo sabe. Então, Alta de Sousa substituiu. A mais alta de todas as capelas está dentro de nós, no coração. Ouve o teu coração em cada prece. Deus responde em ti mesmo e te esclarece. Então, aqui o Emmanuel está dizendo que chegará o dia em que a nossa consciência se transformará em tabernáculo do Cristo vivo, Cristo vivo, quer dizer, um Cristo dinâmico, o Cristo interior, já não sou eu quem vive, é o Cristo que vive, vive em mim.
Então, um Cristo vivo é um Cristo que vive em mim. Ele tem vida, Ele se expressa através das minhas palavras, dos meus sentimentos, dos meus pensamentos, das minhas emoções, das minhas atitudes, da minha fisionomia. Ele é vivo. Interessante isso. Gostaram desse pedacinho que caiu na cabeça? Vamos para… É interessante, eu acho que nessa jornada nossa, de encontrar esse tabernáculo em nós, que eu acho que hoje a gente não consegue expressar com muita exatidão, não é? Mas, os nossos movimentos íntimos têm buscado isso.
Os artistas, os compositores, os poetas falam muito disso. E, eu lembro do Vandermeer, que tem uma música que chama Onde Deus Possa Me Ouvir. Que fala assim, sabe o que eu mais quero agora, meu amor? Morar no interior do meu interior. Essa busca da gente, desse novo tabernáculo, naquele momento onde a gente está, naquele lugar onde é novo. Você morar em um lugar onde o seu interior está, nesse interior. É buscar esse local. Eu acho que, falando na nossa jornada, a gente tem estrafado muito a nossa jornada. Não, está dentro da gente, porque a gente já conhece.
Quando a pessoa fala volta, ela não fala vai. Não é o lugar que a gente está indo pela primeira vez. A gente já conhece, né? A gente tem que voltar, né? Mas, vocês estão gostando desse quebra-cabeça, Velho Testamento, Novo Testamento, Doutrina do Espírito? Está divertido? Está bom para todo mundo? Está bom para todo mundo? Vamos contar outro lado agora? Vamos? Eu não falei para vocês, eu falei mil peças, mas, na verdade, não são mil, são um milhão de peças. Então, fica tranquilo, vamos com calma, vamos com calma. Só faltou o pão de queijo e o cafezinho aqui.
No livro Pão Nosso, capítulo 41, Emmanuel vai trazer uma outra pecinha, outra. A mensagem se chama No Futuro, No Futuro, No Futuro, não é no presente, não, No Futuro. O que vocês pensam quando falam assim? Reneração, se for muito futuro, você já pensa o mundo ditoso, No Futuro. Aí, ele começa a falar Quando o homem gravar na própria alma Os parágrafos luminosos da divina lei Gente, o que é que tinha no tabernáculo? Quem lembra? A Arca da Aliança, feita daquela madeira, acássia, que é a madeira que simboliza o povo hebreu, madeira rígida, dura, que sustenta, mas que não tem flexibilidade.
Se você envergar demais, ela quebra. Acássia. Dois querubins e é em cima dos querubins que ficava a nuvem. A nuvem, a coluna, começava ali, acima dos querubins. O que é que tinha lá dentro, segundo os sábios hebreus? As duas tábuas da lei. Cinco mandamentos numa, cinco mandamentos na outra e um rolo da Torá. Gente, o que Kardec pergunta no Livro dos Espíritos? Onde está gravada, não é isso? A lei de Deus. E os Espíritos? Na consciência, no tabernáculo, na Arca da Aliança. Está dizendo a mesma coisa, não está? Não está dizendo?
Então, quando o homem gravar na própria alma os parágrafos luminosos da divina lei, divina lei, o companheiro não repreenderá o companheiro. Ninguém vai precisar chegar pra mim e falar assim, poxa, Haroldo, não gostei do que você fez. Por quê? Porque eu não vou precisar mais de repreensão. O irmão não denunciará outro irmão. O cárcere cerrará suas portas. Não haverá mais criminoso. Os tribunais quedarão em silêncio. Perdi meu emprego. No futuro, eu não tenho emprego mais. Só fazer palestra contando como era o tribunal.
Os tribunais quedarão em silêncio. Canhões serão convertidos em arados. Homens de arma volverão à sementeira do solo. Imagina todos os soldados do mundo plantando. O ódio será expulso do mundo. As baionetas repousarão. Quem vai gostar é o Divaldo, do movimento Você e a Paz, não vai gostar disso aqui. As baionetas repousarão. As máquinas não vomitarão chamas para o incêndio e para a morte. As máquinas não servirão, mas cuidarão pacificamente do progresso planetário. A justiça será ultrapassada pelo amor. Não tem mais tribunal.
Os filhos da fé não somente serão justos, mas bons, profundamente bons. As pessoas religiosas, elas não serão só justas, não, porque hoje as pessoas, nós, religiosos, nos orgulhamos de ser justos. Não, eu pego dinheiro, eu pago. Eu peguei cinco reais, eu devolvo cinco reais. Não, se eu comi aqui um biscoito, eu jogo papel no lixo. Tá bom, tá bom, tá ótimo. Mas, os religiosos não serão só justos, não, eles serão bons, profundamente bons. A prece constituir-se-á de alegria e louvor. Não tem mais pedido. Nós vamos ter tudo.
Vai ser só alegria, prece de alegria e de louvor. E as casas de oração estarão consagradas ao trabalho sublime da fraternidade suprema. Eu nem sei que trabalho é esse, para confirmar para vocês. Não faço nem ideia. Agora, aqui que está bonito. A pregação da lei viverá. Olha a palavra viver de novo. Viverá nos atos e pensamentos de todos. Por quê? Porque o Cordeiro de Deus Acho que ele usou a palavra cordeiro à toa. O que que fala no Tabernáculo? Olha o Cordeiro. O Cordeiro de Deus terá transformado o coração de cada homem em tabernáculo de luz eterna, em que o seu reino divino resplandecerá para sempre.
Está ficando bom? Você quebra a cabeça? Alguém quer comentar alguma coisa? No futuro. Não vai ter palestrante também, né? Porque eu estou perdido, viu? Não vai fazer palestra, nem tribunal. Vamos lá. Agora, vamos mudar completamente de lado? Agora, vamos trazer uma peça completamente diferente. Completamente diferente. Olha essa aqui. Está no livro Tom Nosso, capítulo 12. O título da mensagem é Pensaste nisto? Pensaste nisto? Sabe o que ele comenta? Ele comenta um versículo da segunda Epístola de Pedro, capítulo 1, versículo 14, que eu vou ler numa tradução melhor.
Aliás, eu vou ler não só o 14 que o Emmanuel comenta, eu vou ler uns antes e uns depois para contextualizar. Olha, segunda carta de Pedro, né? Quem está aí? Por isso, esse é o versículo 12, sempre terei o cuidado de lembrar-lhes estas coisas, se bem que vocês já sabem e estão solidamente firmados na verdade que receberam. Solidamente firmados. Parece linguagem de construção, não parece? Considero importante, enquanto estiver no tabernáculo deste corpo, despertar a memória de vocês, porque sei que em breve deixarei este tabernáculo, como o nosso Senhor Jesus Cristo já me revelou.
Eu me empenharei para que também depois da minha partida, vocês sejam sempre capazes de lembrar-se destas coisas. E agora? Agora é outra pecinha. O tabernáculo agora é o corpo físico. Está vendo como é que a Torá tem 70 faces? É outro ângulo de visão. Então, separa o que a gente viu, agora nós vamos aprender uma coisa nova, nova. É outro alimento agora. Quem se arrisca? Antes de eu ler, eu leio, mas não tem graça, abre tudo. O corpo é um tabernáculo. E agora? De onde que eles tiraram isso, gente? De onde? É um tabernáculo.
Se somos seus filhos, e quando a gente vai encarnar, ele vai entrar no corpo, vai ser o tabernáculo do corpo, não é? Não, mas aí, mas vamos lá, vamos com calma. Se o tabernáculo era um local de comunicação com Deus, o tabernáculo era uma habitação. É uma habitação, não é? Uma habitação. Um lugar de reunião e de contato com Deus. Estou só acrescentando o que você falou. Isso mesmo. Não, se ele associa com o corpo físico, isso mostra que é um câmbio de comunicação com o Criador também, na prática mesmo, de forma concreta, não é?
Interessante. Interessante. Porque no tabernáculo, as pessoas se reuniam para encontrar com Deus. E lá, Deus se manifestava, não é? Aqui, Simão P está dizendo eu vou deixar esse tabernáculo. Mas, tem uma coisa curiosa. Vou pegar aqui, porque a minha colinha está no iPhone. Olha só. Não, está aqui no iPad também. Nossa! Mas, eu não vou mexer, senão eu perco o arquivo. Olha que interessante, que às vezes a gente não percebe, não é? No capítulo 1 do Evangelho de João, fala e o verbo se fez carne, todo mundo lembra, se fez carne, e habitou entre nós.
Não é isso que está dito lá? Isso! Vamos ver aqui. Bem com calma, olha, bem tranquilo. Evangelho de João. Vamos lá. Olha só. Capítulo 1, versículo 14. E o verbo se fez carne e habitou entre nós. Vimos a sua glória, glória, glória semelhante à de unigênito, filho único, vindo do Pai, cheio de graça e de verdade. Só que a palavra habitou, que João usa aqui, não é habitar, não. Ele usa a palavra tabernaculou entre nós. Esqueneu sei, porque esqueneu é tabernacular, é armar uma tenda, não é morar. E às vezes a tradução em português ela tira esse brilho, porque ele não usou a palavra e o verbo se fez carne e habitou entre nós.
Não é habitou, nem morou entre nós. É armou tenda, armou um tabernáculo entre nós. E vimos a sua glória. Querem mais? Tem mais. Tem mais. Paulo diz assim, olha o que ele diz. Segunda carta aos Coríntios, capítulo 6, versículo 16. Nós somos santuários do Deus vivo. Primeira carta aos Coríntios, capítulo 13, versículo 17. Se alguém destruir o santuário de Deus, está falando do corpo, porque o santuário de Deus, vírgula, que sois vós, ele está falando o seguinte, ninguém pode matar o outro irmão, ninguém pode destruir a vida de alguém.
Por quê? Porque cada pessoa é um santuário do Deus vivo. Eu não posso destruir nenhum tabernáculo. Gente, que coisa impressionante isso! Mas, vamos lá? João, capítulo 2, versículo 19. Os apóstolos levam Jesus, levam ou não? Estão com Jesus, ele olha pro tempo. Jesus está olhando pro tempo. E os apóstolos falam? Bonito, né? Que templo bonito, né? O que que Jesus responde? Destruir este santuário e em três dias edificarei outro. Os apóstolos não entenderam, porque ele já estava há mais de 40 anos reconstruindo o templo.
Herodes estava investindo ali, não estava pronto ainda, não estava totalmente pronto. A obra, até santuário dá trabalho pra construir. Mais de 40 anos construindo e Jesus olha, não, destrói isso aí que em três dias eu faço. É igual a piada do mineiro lá. Três dias? Eles não entenderam. Aí, João fala assim, depois compreenderam que ele falava da sua ressurreição. Ah, não! O que é isso? O negócio é esse? Ressurreição, corpo. Agora, nosso quebra-cabeça virou Sherlock Holmes. Que negócio é esse de que corpo é um tabernáculo?
Jesus ia perder o corpo dele e em três dias ia construir outro. Então, vamos com calma. Vamos pedir ajuda aos universitários. A cadeirinha está arranjando, nós vamos pedir, vai trocar. Então, do pão nosso, vamos trocar aqui, rapidinho. Esperar você vir aqui. Eu coloco na posição aqui, Júlio. Chega de choro e ranger de dentes, né? Mundo de regeneração. Pão nosso, capítulo 12. Pensaste nisso? Ele comenta esse versículo do Pedro, que o Pedro fala que vai deixar o tabernáculo dele. Aí, Emmanuel diz assim, Se muitas vezes grandes vozes do cristianismo se referiram a supostos crimes da carne, é necessário mencionar as fraquezas do eu, as inferioridades do próprio Espírito, sem concentrar falsas acusações ao corpo, como se este representasse o papel de verdugo implacável, separado da alma que lhe seria então prisioneira e vítima.
Olha só! Ele está criticando isso. Ah, o corpo é uma prisão, o Espírito é uma vítima. Reparamos que Pedro denominava o organismo como o seu tabernáculo. O corpo humano é um conjunto de células aglutinadas ou de fluidos terrestres que se reúnem sob as leis planetárias, oferecendo ao Espírito a santa oportunidade de aprender, valorizar, reformar e engrandecer a vida. Então, quando você nasce, o que você está fazendo? Nesta perspectiva aqui, você está cumprindo a ordem dada por Deus a Moisés no Sinai. Construa um tabernáculo.
Você está tabernaculando-se. Tabernaculando-se. E, o curioso, que no tabernáculo o incenso não podia apagar, o candelabro tinha que estar sempre aceso, o pão murcho tinha que ser trocado por outro pão. Ele tinha que ficar impecável. E, a gente? O ideal, o ideal, é que a pessoa, todo dia, tome um banho, escove os dentes, pelo menos umas três vezes por dia, cuide do corpo, ou seja, permanente cuidado, que o corpo exige, permanente. Mas, vamos lá. Frequentemente, o homem, qual operário, ocioso, olha só, preguiçoso, ocioso ou perverso, imputa ao instrumento útil as más qualidades de que se acha acometido.
O corpo é concessão da misericórdia divina para que a alma se prepare ante o glorioso porvir. Que porvir? Que glorioso porvir? O corpo é misericórdia para que a alma se prepare ante o glorioso porvir? Por que que lá no tabernáculo, levava os animais para serem sacrificados? E, aí, eles faziam aquele processo que a gente falou na aula anterior. Desmaterializava, né? Porque você jogava o sangue do animal, o sangue é a vida, a vida passava para o mundo espiritual, e o que que fazia com a carne? O sacerdoto comia e, então, queimava.
Mas, eu digo, nascer, morrer, não é a música? Renascer ainda, e progredir. A frase de Kardec. Nós estamos lembrando da música do Seminário Brasil Coração do Mundo Pátria do Evangelho, né? Lá do Zé Henrique, de Araraquara, arranjada já. Nascer, morrer, renascer ainda, e progredir sempre. Tal é a lé. E, o porvir? Vamos guardar. Já pensaste? Agora vem a pergunta, é o título da mensagem. Pensaste nisso? Agora eu mando a pergunta. Já pensaste que és um Espírito imortal? Então, cada vez que eu reencarno, é um tabernáculo que eu tive que construir.
És um Espírito imortal, dispondo na Terra, por algum tempo, de valiosas potências, concedidas por Deus, concedidas por Deus, às tuas exigências de trabalho? Potências? Que potência? Potência? O que é isso que Emmanuel está falando? Potências concedidas por Deus às tuas exigências de trabalho? Ele vai explicar. Que potências são essas? Tais potências formam-te o corpo. Agora eu fiquei confuso. Essas potências formam o meu corpo? Que potências são? Ele vai explicar. Emmanuel vai explicar. Que fazes de teus pés? Potências para se locomover, de tuas mãos, potência para concretizar, de teus olhos, de teu cérebro, sabes que esses poderes, poderes, te foram confiados para honrar o Senhor, iluminando a ti mesmo?
Medita nessas interrogações e santifica teu corpo, nele encontrando o templo divino. Muita calma, porque agora complicou. Moisés construiu o tabernáculo, mas só veio luz e fogo e glória quando a nuvem da presença chegou, a nuvem que representa a presença de Deus. Então, o que Emmanuel está dizendo é que meus poderes de locomoção, poderes, são potências, minhas pernas, meus pés. Eu posso ganhar uma Olimpíada com essa potência que Deus me deu. Eu posso correr uma maratona. Pelas pernas e pelos meus pés, eu vou aos lugares carentes, levar ajuda aos necessitados e praticar a caridade, e a caridade salva a minha alma.
O que eu faço com as pernas e com os pés? Agora, eu posso fazer coisas horrorosas. É uma potência. E as mãos? Tem até a poesia do Divaldo, mãos de poesia, mãos de psicografia, mãos que plantam, mãos, quanta coisa maravilhosa você pode fazer com as mãos. Você pode plantar um roseiral com duas mãos. É uma potência. Você pode se tornar um concertista, pegar um instrumento, um violão e fazer um concerto de uma hora e meia e mil e quinhentas pessoas se levantarem e aplaudirem de pé. Ou um piano, ou um violino, ou uma batuta do maestro.
Você pode pegar uma caneta, um lápis ou um notebook e escrever grandes sertões veredas, grandes sertões veredas. A Divina Comédia, Ilíada, Odisseia. Um livro que é imortal. Com as mãos. Ah, ao te falar nisso, me lembro ao dia que eu fui a um espetáculo do Circo de Solé. Ah! Eu não sei se alguém já viu, mas é tão perfeito os movimentos, é tudo tão assim, milimetricamente calculado, que a gente fica pensando assim, gente, se o homem pode fazer uma coisa tão linda, né, porque você imagina, não é? E aí, o que continua?
Os olhos. Olhos. Meu Deus! O cineasta, o fotógrafo, o vigia, as pessoas, quantas coisas, os olhos, né? O pintor, o cirurgião. Meu Deus, uma potência! Agora, é o seguinte, né, eu posso utilizar meus olhos, eu posso utilizar meus olhos só para ver defeito. Eu estava conversando com o Júlio, a gente vinha de Uberaba, né, e falei assim, Júlio, é uma coisa curiosa, você faz uma palestra, assim, de uma hora e meia, aí a pessoa chega e fala assim, olha, eu sei da sua palestra, mas mais ou menos para o final você cometeu um erro de concordância, faltou um S.
Aí, a gente pergunta assim, e você foi lá ouvir, buscar isso? O que é buscar isso? O que você foi buscar na palestra? Concordância? No futuro, no futuro, quando estiver gravado em nossas almas os parágrafos luminosos da Divina Lei, nós não vamos falar a palavra, não vai precisar de gramática, não vamos usar linguagem humana. Aí, não tem problema de concordância, nem de nada. Não estou dizendo, nós temos que desprezar, pelo amor de Deus, né, temos que estudar português sim, falar bem falado, escrever com correção, até porque a minha profissão é a profissão da escrita, né, eu vivo da escrita.
A sentença, tudo o que eu faço é escrito e não posso cometer erro de português, erro de regência verbal, de concordância nominal, concordância verbal, etc. Não é desleixo, não é isso. Mas, você ir numa palestra para procurar um erro de português que foi cometido. Agora, a questão é a seguinte, né, o que a gente busca nas pessoas? Porque todas elas são imperfeitas. O que é que nós estamos buscando nas pessoas? A parte imperfeita delas, que é a parte temporária? É incrível isso, né? Então, nós estávamos conversando, eu e o Júlio estávamos falando, inclusive, dos nossos filhos, né, e eu comecei, meu filho, tem tanta coisa linda, né, é uma pessoa generosa, Agora, a generosidade dele é eterna, porque isso ele não vai perder, porque a qualidade divina ele não vai perder.
Agora, ele é agitado, agitação é algo temporário, ele vai perder isso, ele vai se desfazer disso. Agora, eu estou olhando para quê? Para onde que eu estou olhando? Eu olho para o deco e faço questão de frisar os defeitos do deco. Agora, as coisas lindas que ele tem, eu não vejo. A potência dos olhos, né, a potência do cérebro. Então, nós temos um tabernáculo poderoso para santificar Deus. É isso que Emmanuel está dizendo. Mas, tem mais um pouquinho, que agora vai ficar mais difícil ainda. Olha, no outro livro, Caminho, Verdade e Vida, capítulo 120, Emmanuel vai usar a mesma terminologia, só que vai dar um aprofundamento.
O título da mensagem é zelo próprio, zelo próprio. A natureza física, não obstante a deficiência de suas expressões, em face da grandeza espiritual da vida. Então, se o corpo é um tabernáculo terrestre, nós temos um tabernáculo celestial. É isso que ele está dizendo. A natureza física, não obstante a deficiência de suas expressões, se você comparar com a grandeza espiritual da vida, fornece vasto repositório de lições alusivas ao zelo próprio. A fim de que o Espírito receba o sagrado ensejo de aprender na terra, receberá um corpo equivalente a verdadeiro santuário.
Os órgãos e os sentidos são as suas potências. Aqui, eu fiquei curioso, porque quem ouviu o podcast com o Dr. Ricardo Vardil, lembra do livro que ele citou, por exemplo, o rim. O rim representa medo e coragem. É uma potência. O rim é coragem. E coragem e medo. Quando ele está adoecido, impera o medo e aí dá infecção renal, infecção urinária, etc. Isso ele estava falando segundo a perspectiva da homeopatia. Eu estou apenas aqui servindo de papagaio e repetindo, porque eu não entendo nada disso. Minha área não é essa.
E aí ele diz, e o pulmão? O pulmão é troca, relações. E aí vai. Então, os órgãos e os sentidos são as suas potências, são as potências do santuário, que é o nosso corpo. Mas, semelhante tabernáculo não se ergueria sem as dedicações maternas. Que coisa linda! Quando a gente nasce… Tatiana, fala. Fala aí, fala, fala. Não, é porque eu ia te perguntar, mas eu acho que agora veio a resposta. O tempo inteiro, na lição número 12, quando vocês estavam fazendo, eu estava associando com o trabalho que a gente tem estudado com a evangelização do ventre.
E aí a gente tem visto a mãe como essa medianeira que vai auxiliar o Espírito na construção desse tabernáculo, desse pulmão. E lá nos livros que a gente tem estudado de André Ruiz, vem trazendo que o Espírito, ele vai formando o seu corpo físico durante a gestação, se oferece Espírito, e que a mãe tem uma atuação intensa nesse momento, uma participação muito grande. E aí a minha pergunta agora foi respondida. Porque essa potencialização que a gente tem é a oportunidade de oferecer amor. De oferecer amor. Então, semelhante à verdade, não se ergueria sem as dedicações maternas.
Dedicações. E quando a criatura toma conta de si, gastará grande porcentagem de tempo na limpeza, conservação e defesa do templo de carne em que se manifesta. Precisará cuidar da epiderme, da boca, dos olhos, das mãos, dos ouvidos? O que acontecerá se algum departamento do corpo for esquecido? Excrescências e sujidades trarão veneno à vida. Se o quadro fisiológico, passageiro e imortal, exige tudo isso, que não requer de nossa dedicação o Espírito com seus valores eternos? Se já recebeste alguma luz, desvela-te em não perdê-la.
Segura aí a luz. Intensifica em ti. Lava os teus pensamentos. Gente, aqui agora virou tabernáculo. O que que tinha na entrada do tabernáculo? Uma bacia para fazer purificação. Olha o que ele está falando. Lava os teus pensamentos em esforço diário, nas fontes do Cristo. Corrige os teus sentimentos. Renova as aspirações, colocando-as na direção do mais alto. Gente, é o que era feito no tabernáculo. Não te cristalizes. Não te cristalizes. Movimenta-te no trabalho do zelo próprio, pois há micróbios intangíveis que podem atacar a alma e paralisá-la durante séculos.
É o que a Fibardade chama de pontos de cristalização, pontos de estagnação. E que muitas vezes é um grande dificultador para que os Espíritos renasçam. Porque aí pode ser um impeditivo para a reconstrução, para a proposta de construir um novo tabernáculo. Porque, como a Fibardade fala, a gente tem muito medo da morte. A gente não faz ideia do medo que nós temos, talvez nós tivéssemos, e muitos Espíritos têm, para reencarnar e para construir e para construir e mexer no tabernáculo. Porque não é um processo fácil. Construir um tabernáculo não é um processo fácil.
Não é mesmo. E chega a dizer… E não é só construir e cuidar. Exatamente. O dinheiro tem todas as coisas. Então, para quem vai renascer realmente, é muito sofrido, como a gente tem estudado nos nossos trabalhos com a evangelização no ventre. Exato. Porque eles não estão vinculados no tabernáculo físico. Eles estão preocupados em o que o uso do tabernáculo físico vai gerar no tabernáculo eterno. Nossa, Manuela, aí você pegou uma coisa interessante. Por quê? Seguindo aquele raciocínio da Sheila, se o que você faz externamente produz um resultado íntimo, cada vez que você reencarna, é um tabernáculo que você constrói, inclusive com o auxílio da mãe.
Deixa eu digitar aqui, porque deu um probleminha aqui. Que você constrói com o auxílio da mãe. Aí você vai construindo, a cada encarnação, um tabernáculo. E aí vai aperfeiçoando, vai aperfeiçoando. E quando você não precisar mais reencarnar? O que é que aconteceu? O que é que Jesus? Muda-se os materiais do tabernáculo, porque se de repente começou duro, como a Cássia, vai mudando os materiais, vai arrumando mais fino, mais maneável, até ficando mais sutil. Agora, o que é interessante é que o Emmanuel vai dizer o seguinte, olha, se a gente já imaginou quanto tempo da evolução foi gasto para construir o tabernáculo, para que a gente tenha um corpo.
Porque o princípio inteligente precisou começar lá como uma célula unicelular. Então, o tabernáculozinho dele era pequenininho, era uma célulazinha. Depois foi aumentando, que é exatamente isso. Deus dá uma tarefa para aquele princípio inteligente para ele construir um tabernáculo, uma célula. Daqui a pouco ele já está com um corpo que tem sistema sanguíneo, sistema respiratório, aí ele vai, aí chega na fase humana, aí ele tem um corpo físico e o perispírito, que é o molde, a maquete. Aí ele vai, aí ele vai, vai construindo, vai construindo, vai construindo.
Mas, o que se transforma o Espírito na sua última encarnação? Não vamos responder. Agora, nós vamos para o Livro dos Espíritos, tem uma mensagem de Paulo no Livro dos Espíritos. Está lá naquela parte de penas e consolações, última parte do Livro dos Espíritos. Depois da mensagem de Platão vem a mensagem de Paulo, o apóstolo. Aí ele diz assim, gravitar para a unidade divina, eis o fim da humanidade. Gente, vamos só pensar. Gravitar. Onde o tabernáculo estava? No centro. Todas as tribos se acampavam ao redor do tabernáculo, que é onde Deus se manifestava.
Então, vamos comparar para a gente entender. Deus, um sol e o objetivo da humanidade, o fim, a finalidade da humanidade, é o quê? Girar em torno de Deus, do sol da divindade, da unidade divina, onde toda a diversidade é unificada, onde todos nós temos vez e voz e somos um, com o Pai. Gravitar. Para atingi-lo, para atingir essa finalidade, três coisas são necessárias. A justiça, o amor e a ciência. Não é ciência no sentido de academia, não. Ciência no sentido de aprender, de conhecer. E, Três coisas são opostas e contrárias.
A ignorância, que é o contrário da ciência, o ódio, contrapondo-se ao amor, e a injustiça, contrapondo-se à justiça. Não é? Então, se eu coloco Deus no centro, o que eu estou procurando? Qual justiça? A humana ou a divina? A divina. Qual amor? O humano ou o divino? O divino. Qual sabedoria? A humana ou a divina? A divina. Se eu coloco eu mesmo no centro, se eu estou gravitando em torno de mim mesmo, qual justiça que eu procuro? A justiça humana, a minha justiça. Qual o amor? O meu amor, o amor egoísta. E, qual a ciência?
A minha. Eu estava comentando também sobre o julgamento de Sócrates. Olha só! No julgamento de Sócrates, ele foi preso sob a acusação de que estava desvirtuando, desviando os jovens atenienses. Sócrates começa a defesa dele dizendo assim Compareci ao oráculo de Delfos, e a Pitonisa me disse que eu sou o homem mais sábio de Atenas, para provar a ela que ela estava errada e desejando levar até ela homens mais sábios do que eu, a fim de mostrar a ela onde residia o equívoco, sair por Atenas procurando homens mais sábios do que eu.
E, aí, ele começa a narrar. Encontrei o artesão. Conheci. Ele vai citando padrões da sociedade ateniense, o artesão, o político, o filósofo, o artista, vai lá, os vários tipos de inteligência, porque os gregos acreditavam em várias inteligências, várias sabedorias, a terneque, a sabedoria artesã, que é aquela do sujeito que você fala, meu Deus do céu, a sabedoria filosófica, a sabedoria política, a sabedoria musical, por aí. Ele procurou várias. Ele procurou o artesão, o artesão era muito bom, excelente no que fazia, mas, quando saía da área dele, ele acreditava que continuava sabendo coisas que, na verdade, ele não sabia.
Então, por ser um bom artesão, ele acreditava que sabia tudo. Aí, o Sócrates diz assim, eu cheguei à conclusão de que o artesão era excelente, mas ele ignorava a própria ignorância. Aí, fui eu político. Aí, ele vai passando um por um e contando como é que ele se decepcionou e conclui assim, pois bem, no fim, não encontrei ninguém mais sábio do que eu, porque nenhuma das pessoas que eu procurei, ao contrário de mim, tem consciência do que ignora. E, eu sou o mais sábio de Atenas, porque tenho plena ciência daquilo que ignora.
E sei que a parte que ignoro é muito superior à parte que eu sei. Essa é a defesa de Sócrates. Ele é o homem mais sábio de Atenas porque ele tem consciência de que a ignorância dele é infinitamente maior do que a sua sabedoria. Porque você pode ter pós-doutorado em música e você não sabe fazer tapete. Agora, o universo é infinito. Algum de nós aqui é capaz de avaliar o tamanho da própria ignorância? Quanto eu ignoro? Infinito! Porque você acha que o caminho que você percorreu na evolução é maior do que o que você vai percorrer ainda?
Faz sentido isso? Faz sentido! Digamos que você foi criada Eu vou chutar, tá? Você é mais velha que Raul Seixas. Você foi criada há 15 bilhões de anos atrás. Deus soprou e você já tem 15 bilhões de anos. Correto? Só que você tem a eternidade pela frente. O que que é 15 bilhões de anos comparado com a eternidade? Ou seja, você já tem 15 bilhões de anos de aprendizado e tem a eternidade de ignorância. Vamos fazer a matemática aqui? Você é mais ignorante ou mais sábio? Mais sábio. Você é mais sábio quando reconhece o tamanho da ignorância.
É isso que Sócrates está dizendo. O sábio é a criatura que tem consciência plena do que ele ignora. Então, ele sempre duvida de si mesmo. Ele sempre duvida do conhecimento que tem. Isso aqui é lindo, né? Esse é o homem que pôs Deus no centro. E, aí, o Paulo está dizendo isso. Pois bem, digo-vos em verdade. Então, três coisas são opostas. Aí, ele começa a trabalhar a questão do inferno, da pena eterna, que é uma coisa que não tem sentido, bom. Aí, ele vai falar de culpa, castigo e crime. Crime, culpa e castigo. Aí, ele pergunta assim, que é o castigo?
Não, antes. Quem, com efeito, é o culpado? É aquele que, por um desvio, por um falso movimento da alma, se afasta do objetivo da criação. Qual que é o objetivo da criação? Não é gravitar em torno de Deus? Se você sai da órbita, se afasta do objetivo da criação, que consiste no culto harmonioso do belo e do bem. Gente, Paulo está dizendo que o objetivo da criatura, da criação, criação, criatura, é o culto harmonioso do belo e do bem. Por isso que nos mundos celestes os Espíritos ficam estudando música, pintura, literatura, poesia e bondade, e praticando a bondade, ajudando quem está nos níveis inferiores da escala evolutiva.
A maior alegria de um anjo é ajudar essas pessoas assim como a gente, como eu. Como diz o Espírito? Os demônios amados. Como diz o Espírito? Os demônios amados. Culto harmonioso do belo e do bem. Esse é o objetivo da criação. Idealizados pelo arquétipo humano, pelo homem Deus, por Jesus Cristo. Gente, olha, essa mensagem foi publicada em 1857, Paulo de Tarso usa a palavra arquétipo, Jung nem tinha nascido, acredito, ou se tinha nascido, não tinha publicado nos livros. Agora eu me esqueci quando Jung nasceu, mas seguramente ele não tinha livro publicado, porque ele só publicou a obra dele depois da de Freud, não é isso?
Então, se ele já tinha nascido, e eu acho que não, Paulo está usando a palavra arquétipo, Jesus é o arquétipo humano, Ele é o modelo, o homem-deus, ou seja, o homem que se divinizou. Por que que se divinizou? Porque gira em torno de Deus. O homem que gira em torno de Deus recebe de Deus. Ele não tira mais dele. Ele está tirando em torno de Deus, Jesus Cristo, que é o castil. Então, o que é o castil? A culpa é você desviar, ou seja, vamos usar uma linguagem astronômica, o culpado é aquele que saiu de órbita. Saiu de órbita.
Mas, está girando em torno de Deus, não estou girando em torno de mim mesmo. É um cachorro correndo em volta do próprio rabo numa triste cena de demência. E, o que que é o castil? A consequência natural, olha, consequência natural, ele não falou punição, é uma consequência natural derivada desse falso movimento. Você fez um falso movimento, vai ter uma consequência natural. Uma certa soma de dores necessárias a desgostá-lo da sua deformidade. Uma certa soma de dores para fazer com que a pessoa fique desgostosa da sua deformidade.
Mas, peraí, quer dizer que quando eu paro de girar em torno de Deus, eu começo a me deformar? Eu perco a minha forma divina? Queda de Adão e Eva. Por isso, Jesus chega para o templo e fala destruirei esse templo e em três dias erguerei outro. O que que é Jesus ressuscitado? É o novo homem construído na terra. O Cristo ressuscitado é o novo homem que ele formou para nós. Ele fez o molde. Gente, agora é fácil. Aproxima aqui, você está meio deformadinho, mas você aproxima do molde, vai pôr um pouquinho de dor, de sofrimento, você vai dar uma amolecida.
Não é? Na hora que você tiver macia, a gente põe você no molde e você toma a forma de novo. Pela experimentação do sofrimento, ou seja, soma de dores que tem a função de desgostá-lo da sua deformidade, pela experimentação do sofrimento. O castigo é o aguilhão que estimula a alma. Saulo, Saulo, por que recalcitrais ante os aguilhões? O castigo é o aguilhão que estimula a alma. Pela amargura, olha, pela amargura, a se dobrar sobre si mesma e a buscar o porto de salvação. E ele, caindo em si, disse, Levantar-me-ei e irei ter com meu pai.
Parábola do filho pródigo, que se afastou da casa paterna. Isso é Paulo mesmo, não é, gente? Isso aqui foi o Espírito Paulo mesmo que escreveu. Alguém tem alguma dúvida? Kardec não tinha. O castigo só tem, por fim, a reabilitação, a redenção. Querer o eterno por uma falta não-eterna é negar-lhe toda razão de ser. Oh, em verdade, vos digo, cessai, cessai de pôr em paralelo na sua eternidade o bem, essência do Criador, com o mal, essência da criatura. Isso é Paulo puro. É a doutrina de Paulo do pecado. O pecado é a essência do homem, o bem é a essência de Deus.
A essência do homem é o mal, porque o mal é o quê? Afastar-se de Deus. Né? Esse aqui é o mal. Como diz o coro aí, né? Fora criar uma penalidade injustificável, afirmai ao contrário o abrandamento gradual dos castigos e das penas, abrandamento gradual dos castigos e das penas pelas transmigrações, reencarnação, e consagrareis a unidade divina, tendo unidos o sentimento e a razão. E, pra terminar, aí você vai um pouquinho pra frente, Kardec faz um comentário, depois dessa pergunta, depois dessa mensagem de Paulo, aí vem a pergunta mil e dez.
Pasmem! Ressurreição da carne. Kardec pergunta, pergunta. O dogma da ressurreição da carne será a consagração da reencarnação ensinada pelos Espíritos? Como querias que fosse de outro modo? Conforme sucede com tantas outras, essas palavras só parecem despropositadas no entender de algumas pessoas, porque as tomam ao pé da letra. Levam, por isso, à incredulidade. Dá-lhes uma interpretação lógica e os que chamais livres pensadores, as admitirão sem dificuldade, precisamente pela razão de que refletem. Porque, não vos enganeis, esses livres pensadores, o que eles mais pedem e desejam é crer.
O que eles mais querem é crer. Tem, como os outros, ou talvez mais que os outros, a sede do futuro, mas não podem admitir o que a ciência desmente. A doutrina da pluralidade das existências é concetânea com a justiça de Deus. Só ela explica o que sem ela é inexplicável, como a Virgem pretender que o seu princípio não estivesse na própria religião. Isso é São Luís perguntando. Como é que você queria que a reencarnação estivesse nos princípios da religião? Aí, Kardec insiste. Assim, pelo dogma da ressurreição da carne, a própria igreja ensina a doutrina da reencarnação?
São Luís, é evidente. Demais, essa doutrina decorre de muitas coisas que têm passado despercebidas e que dentro em pouco se compreenderão nesse sentido. Reconhecer-se-á em breve que o Espiritismo ressalta a cada passo do texto mesmo das Escrituras Sagradas. Isso é São Luís que está dizendo. Que compreenderão, eu acho que vai demorar muito ainda. Talvez uns 200 anos para a gente compreender que o Espiritismo ressalta das Escrituras. Porque até hoje alguns perguntam por que nós estamos estudando o Velho Testamento aqui.
Então, reconhecer-se-á em breve que o Espiritismo ressalta a cada passo do texto mesmo das Escrituras Sagradas. Os Espíritos, portanto, não vêm subverter a religião como alguns o pretendem. Vêm, ao contrário, confirmá-la, sancioná-la por provas irrecusáveis. Como, porém, são chegados os tempos de não mais empregar em linguagem figurada, eles se exprimem sem alegorias e dão às coisas sentido claro e preciso que não possa estar sujeito a qualquer interpretação falsa. Eis porque, daqui a algum tempo, muito maior será do que é hoje o número de pessoas sinceramente religiosas e crentes.
São Luís, pergunta 1010, de O Livro dos Espíritos. Aí, nós terminamos o tempo. Na próxima, no nosso próximo encontro, nós vamos falar sobre a ressurreição. Porque a ressurreição da carne é o nascer da carne. Aquele que é gerado da carne é carne. E o nascer do Espírito? E a ressurreição do Espírito? Que se transforma o Espírito na sua última encarnação. Mas, aí, esse é o tabernáculo divino, o tabernáculo eterno, que está lá na Epístola aos Hebreus, capítulo 8. Capítulo 8. Capítulo 8. Mas, não deu tempo de falar hoje.
Ainda bem, né? Então, isso fica para semana que vem. Vamos fazer a nossa prece, agradecer aos internautas que acompanharam o estudo, reforçar a prece coletiva toda terça e quinta, oito horas da noite e separar as perguntas aí que semana que vem, ver se a gente dá oportunidade dos internautas também perguntarem. Então, vamos! Quem vai fazer?
Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.
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