Neste quinto episódio do estudo do Velho Testamento à luz da Doutrina Espírita, Haroldo Dutra Dias aprofunda a compreensão dos Salmos, destacando-os como um “rascunho” ou “sombra” dos bens futuros, conforme a perspectiva paulina. Ele enfatiza que, embora os Salmos sejam expressões humanas de fé, eles apontam para a plenitude divina, sendo Davi um “tipo” de Cristo, um esboço imperfeito do modelo de justiça, amor e caridade que Jesus representa.
O que é estudado neste episódio
- A compreensão dos Salmos como a “sombra dos bens futuros”, onde o que é pleno e perfeito nos mundos celestes se manifesta na Terra como projeção ou rascunho.
- A figura de Davi como um “tipo do Cristo”, um esboço imperfeito que aponta para a perfeição de Jesus, o “desenho finalizado” da arte divina.
- A identificação de quatro tipos de orações presentes nos Salmos: adoração/louvor, agradecimento, súplica/pedido e a oração do quebrantado/contrito.
- A oração de adoração/louvor é explicada como um ato afetivo de admirar, apaixonar-se e usufruir da criação divina, não se limitando a templos físicos, mas abrangendo a contemplação do universo.
- A oração de agradecimento é associada à gratidão pelas dádivas recebidas, celebrando a caridade infinita de Deus e a benção da vida.
- A oração de súplica/pedido é apresentada como um meio de autoconhecimento e educação do desejo, onde o ato de pedir não visa informar a Deus, mas sim refinar a vontade do orante.
- A oração do quebrantado/contrito é descrita como o estágio mais elevado e difícil, reservado àqueles que, após passarem pelas outras formas de oração, encontram-se em profundo sofrimento, próximos da presença divina.
Reflexões
- Os Salmos, e a Bíblia em geral, são sobre a criatura e sua jornada evolutiva, e não sobre o Criador, que já é a sabedoria, o amor e a vida perfeitos.
- A oração de súplica não tem como objetivo informar a Deus, que é onisciente, mas sim educar o desejo do orante, ajudando-o a discernir o que é conveniente para seu crescimento espiritual.
- A oração do quebrantado, nas profundezas do sofrimento, é um “santo dos santos”, um momento de máxima proximidade com Deus, onde a alma, em sua contrição, encontra a mais pura forma de conexão.
Ler transcrição do episódio
Boa tarde, Eleodora! Boa tarde! Você viu que eu estou chique aqui hoje, né, Aroudo? Você está sem áudio, viu? Ah, normal. Espera aí. Boa tarde, amigos! Para mim, ainda estava tocando a musiquinha. Que bom, né? Sexta-feira, estamos juntinhos para estudar Salmos, com essa live, com o pessoal conosco. Queria dar boa tarde para o Júlio, boa tarde para o Aroudo, boa tarde para todos que estão nos assistindo. Temos um pedido especial. A Tânia Antiqueira, nossa amiga, pediu para a gente mandar um boa tarde para o grupo do GEDEM, Grupo de Estudos Espíritas, doutor Eduardo Monteiro, que lá eles estudam Levítico, Gênesis e Êxodo.
Eles têm grupo de estudo, né, assistindo às lives do Antigo Testamento, à luz da doutrina espírita. Então, um beijão para eles. Eles sempre estão aqui conosco acompanhando. E agora vocês me ouvem? Ah, mas, Leonora, eu te cortei. A Tânia, eles estão com o grupo lá estudando, né? Isso, estão com os estudos, pediram para a gente dar um beijo para eles. Estamos mandando o nosso alô e agradecendo, né, eles estudando conosco esses dias nos grupos de estudo. E aí eu ia dar boa tarde para todo o pessoal que está ali no chat, ao vivo, conosco.
Muita gente, né, Leonora? Ah, que coisa boa. Bacana, né? Que coisa boa. Eu acho que esse estudo é inédito, pelo menos eu não tenho notícia de que os salmos tenham sido estudados à luz da doutrina espírita, na sequência, assim, todos os salmos, né? Acho que não. Acho que nunca tivemos nenhum estudo, assim, de todos os salmos, com a introdução. Então, é muito bom a gente poder iniciar, né, concretizar esse estudo. Lembrando, né, Leonora? Júlio, há muitos anos, aqui no Ser, nós temos, por hábito, estudar livros da Bíblia hebraica.
Isso tudo começou lá com Gênesis, depois veio Levítico, já estudamos Êxodo, já estudamos o livro de Isaías, e agora estamos estudando o livro de Salmos. Então, não é algo, assim, que a gente esteja iniciando, né? Já temos aí um percurso de muitos e muitos anos estudando a Bíblia hebraica de uma maneira diferente, porque a gente busca manter os alicerces da doutrina espírita. A doutrina espírita é a grande luz que nos guia, a grande bússola que nos guia nessa viagem, mas nós sempre respeitosos à tradição judaica e à tradição cristã de leitura desses livros.
É importante ressaltar isso. Esses livros são lidos há 3.000 anos pelos hebreus e são lidos há 2.000 anos pelos cristãos. Sim, é. Então, a gente não pode, assim, achar que estamos chegando agora inventando a leitura desses livros. Tem que ter humildade. Nós estamos entrando numa conversa que já dura 3.000 anos. Tem que ter plena consciência disso. A gente é novo aqui, é novinho nesse debate, né? E, como diz, pato novo mergulha raso, né? E aquilo, né, Arudo? A gente certamente vai ter mais perguntas que respostas, né?
E as perguntas nós vamos fazer justamente para o entendimento hebraico, que é o objetivo do nosso estudo, é fazer essas perguntas para esse conhecimento que está na cultura dos judeus, dos hebreus, do pessoal, que viveu isso lá. E daí a gente trazer para a compreensão espírita, porque a gente está fazendo uma leitura para uma análise à luz da doutrina espírita. Mas, primeiro, a gente tem que ler o texto, né, Arudo? Primeiro, eu lembro você falar uma vez quando a gente começou a estudar, acho que até lá no tempo da tradução, no início, você falou para mim, não esqueci, falou assim, Júlio, a gente precisa deixar o texto falar.
Não é? As vezes a gente silencia o texto e só a gente fala. Não é? Então é muito legal que a gente tenha essa interação, mas deixa o texto falar primeiro para a gente poder vir e somar naquele canto. Ainda mais falando que aqui é uma coisa artística e é um canto, a gente não pode entrar desafinado, né? Não pode entrar fora do tom. Tem que saber qual é a tonalidade do salmo, né? Isso aí. Tem que ser maior, sei lá, menor, né? Entrar fora do tom não vai dar certo. Não dá, não. Você ia falar, Leonora? E é muito importante, que eu acho que é isso que nós estamos fazendo agora, né?
Estamos no quinto episódio de introdução, porque nós estamos afinando esse coral, né? Para a gente poder entrar nessas canções, entrar nessa música. Então, é importante. Estamos no estudo quinto, né? Quem está chegando agora, ainda não lemos nenhum salmo. Estamos conversando e conhecendo o que é esse agrupamento de 150 orações, cantos, louvar, agradecer. Eu acho que hoje a gente vai, o Haroldo propôs da gente fazer uma conclusão. Não um ponto final, mas a gente fazer uma conclusão dessa primeira etapa, nem que depois a gente retome nessas reflexões e tudo.
E essa é a proposta da nossa conversa de hoje. A interpretação bíblica só tem parágrafos, nunca tem ponto final. Assim cabem os parágrafos novos, né? Muito bom! Bom, mas vamos lá. Eu queria comentar uma coisa, Eleonora, Júlio, que nós, encarnados em evolução, a gente imagina coisas, a gente sonha coisas que já existem e já existem na plenitude. É importante isso. Por isso que Paulo vai dizer assim, que o Velho Testamento é a sombra dos bens futuros. Olha isso! Então, você imagina uma árvore, imagina, e ele está pensando em uma árvore, ele está pensando na árvore da vida.
A árvore da vida são os mundos celestes. Lá existe tudo o que a gente sonha, lá existe tudo o que a gente imagina, lá existe tudo o que a gente intui, só que lá existe de forma plena. Perfeita. Então, o que lá é pleno e perfeito, o que lá é luz, aqui na gente é projeção, é a sombra projetada. Então, a gente está na sala de espera, a gente está na véspera, nós estamos na madrugada, sonhando com a aurora. Lá eles estão no meio-dia eterno. Lá é meio-dia para sempre, aqui é madrugada aguardando a aurora. Por que eu estou dizendo isso?
Davi, a Mela, é um sonho. Davi, o rei, a Mela, Mela é rei em hebraico, Davi, o rei, é o sonho. É o sonho de uma comunidade dirigida por um rei. Um rei que seja modelo de justiça, amor e caridade. Só que esse rei existe, esse rei existe, esse rei existe e ele é modelo de justiça, amor e caridade. Essa luz só pode ser Jesus. Já dizia o rei. Já dizia o rei. Essa luz só pode ser Jesus. Então, Davi é o sonho. Davi é a madrugada sonhando com o novo dia. Em linguagem teológica, nós vamos dizer que Davi é um tipo do Cristo.
Ele tipifica, ele aponta. Ou quem gosta de desenho, Davi é um esboço, é um rascunho, ele não é a arte finalizada. Davi é o rascunho, a arte finalizada é o Cristo. O Cristo é o desenho finalizado, colorido, terminado. Davi é o esboço. Isso é importante, gente. Então, quando a gente olha para os movimentos de Davi, são movimentos imperfeitos que sonham com os movimentos perfeitos. O que Davi faz é uma coisa mais ou menos esboçada daquilo que já existe de forma impecável no mundo celeste. Então, Terrilim é o canto dos anjos.
Salmos, salmos são os anjos orando. É canto. No entanto, é o rascunho desse coral. É o rascunho desse coral. Deu para entender, gente, ou ficou complicado? Deu para entender. Com certeza. Então, assim, quando Davi ora, é um retrato, em forma de rascunho, do Cristo orando. Não é, Haroldo, mas não entendi porque tem hora que Davi está chorando. É. Tem hora que o Cristo está no Monte das Oliveiras chorando. Mas tem hora que Davi está fazendo umas orações tão estranhas como o Salmo vinte e dois. Pois é. É um rascunho do Cristo orando na cruz.
Gente, se a gente não entender isso, não entender a Bíblia hebraica. Aliás, não entender a Bíblia não entendeu nada. Não entendeu nada. É a sombra dos bens futuros. A sombra dos bens futuros. Então, nós estamos aqui no rascunho do que será um desenho com arte final. Esse, esse é um ponto. E aí a gente volta, já que os Salmos são os rascunhos, é um rascunho, são rascunhos dos anjos orando. E não é nem anjo, anjo estagiário. É anjo, arcanjo, Cristo. Já que os Salmos são rascunhos dos Cristos orando. Quais são os tipos de oração dos Cristos?
Quais? Então nós vamos falar quais são. E eu quero explicar o que eu posso compreender, o que eu alcanço. É muito maior do que eu vou falar. É muito maior. Tem coisa que eu não compreendo ainda. Mas daqui um milhão de anos vou compreender. Mas a gente precisa entender quais são os tipos e entender o que é. Então vamos lá. Existem quatro tipos de orações. E nós vamos ter Salmos para cada um dos tipos. Então você vai ter um tanto de Salmos do primeiro tipo, um tanto do segundo, um tanto de Salmo do terceiro e um tanto de Salmo do quarto tipo.
Quatro tipos de Salmos. Quatro tipos de Salmos não, desculpa. Quatro tipos de orações. Quatro tipos de orações. Então os Salmos vão ser agrupados de acordo com esses tipos. Então nós temos a oração de adoração ou de louvor. Os Cristos reservam tempo para adorar a Deus. Louvar a Deus. Agora nós temos que entender o que é adoração. O primeiro tipo, adoração ou louvor. Louvor. Bom, o que costuma acontecer aqui? A gente acha que os Espíritos puros são uma cópia da gente. A gente acha o contrário, não é? A gente acha que nós encarnados somos o desenho finalizado e os Espíritos puros são o rascunho.
Então a gente acha que a adoração é aquilo que você faz na igreja. Ora, gente! E onde está o altar de Deus? Tem um Salmo falando isso. Onde está o altar de Deus? Está lá, no universo. O Salmo diz assim Deus apoia seus pés na terra. A terra é estrada dos pés dele. O que o salmista está querendo dizer? Você está achando que a adoração é aquilo que você faz numa construção de pedra feita por mãos humanas? Estevão falou isso. Estevão falou isso para Salmo. Citando o quê? Salmo! Deus não habita em templos feitos por mãos humanas.
Estevão citou Salmo. Para Salmo. Você está todo orgulhoso aqui. Nossa, o templo. Olha o nosso templo. Ele falou assim. Salmo, você esqueceu, Salmos? Você esqueceu? Então, qual é o altar de Deus? O universo. Há muitas moradas na casa de meu pai. Kardec começa o capítulo três de o Evangelho segundo o Espiritismo dizendo a casa do pai é o universo. A casa do pai é o universo. Maria de Nazaré quando apareceu para Eurípides Barçanulfo que estava fundando o colégio Allan Kardec em Sacramento, Minas Gerais disse para ele deveria transformar que o colégio deveria ensinar as matérias que todo colégio ensina.
Mas que duas matérias Eurípides deveria incluir no currículo. Astronomia e o Evangelho de meu filho. Astronomia por quê? Adorar a Deus é apreciar o universo obra das suas mãos. Quando você vai para a cachoeira você está adorando a Deus. Quando você vai para a praia você está adorando a Deus. Quando você viaja de um sistema solar para o outro você está adorando a Deus. Quando você viaja entre as galáxias você está adorando a Deus. Quando você admira o universo infinito de Deus você está em ato de adoração. Cuidado para não achar que adoração é quando você está ajoelhado na igreja.
Cuidado gente porque isso é pensamento de bebezinho. De bebezinho que não entendeu que a casa do pai é o universo. Gente, Leonor, vai lá, Júlio. Vocês estão muito calados. Não é para menos. Muito… Essa percepção nossa… Foi isso que eu pensei, né? Que esse adorar… Até quando você falou em templo… Pode falar que a Leonora está ouvindo com algum atraso. A gente está falando. Não, mas nós estamos te ouvindo. Pode falar. Não, Júlio, ele pode concluir porque quando Haroldo começou a construir o pensamento todo mundo aqui e eu também o pessoal aqui comentando a gente entendeu que o templo seria no coração.
Lembrando de alta de Sousa e tudo. Mas aí quando ele vai falar que o louvar a Deus é louvar a criação, né? Olha, Leonora, mas o coração do ser o coração do ser também é obra divina. A gente separa de uma maneira artificial. É criação de Deus, os Espíritos e o universo. Então, apreciar meu coração olhar para todos os atributos que Deus me deu enquanto filho é também um ato de adoração. Era isso que eu ia falar e tive uma queda aqui na internet. Quando você expande para adorar a criação aí deu um boom, assim. Todo mundo falou olhar o universo, estudar astronomia observar a perfeição em toda a criação, né?
Aí a gente deu… Todo mundo ficou, nossa, é isso, é isso. Isso aí. Isso aí. Então, veja. O que acontece com a adoração? Em um nível divino e num nível humano. Tudo aquilo que você aprecia você busca se tornar. É por isso que… é curioso isso, né? As pessoas elegem ídolos musicais e elas se vestem como seus ídolos musicais. As pessoas elegem escritores, escritoras e tentam escrever com os seus modelos. As pessoas elegem padrões e elas tentam se aproximar. Por quê? Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará o vosso coração.
Você se torna aquilo que você adora. Você se torna aquilo que você adora. Adoração é um ato afetivo, não intelectual. Adoração não é análise. Adoração não é raciocínio. Adoração não é esmiuçar para compreender. Adoração é um ato afetivo de admirar, apaixonar-se, usufruir, gostar, amar. Isso é adoração. Isso é adoração. Então, você quer compreender a adoração? Então, começa no micro. Observa como você conversa com seu pet. Observa como você conversa com um bebê. Como é que você conversa com um bebê? Aí você fica fazendo aquelas vozes ridículas.
Você muda a voz, você muda seu comportamento. Quem está de fora, fala assim, meu Deus, que coisa ridícula. Que coisa ridícula. Você tratando seu cachorrinho, seu gato, você tratando o bebezinho, é ridículo. É ridículo para o terceiro. Porque o terceiro está raciocinando. Você está amando. Gente, deu para entender isso? Porque a maioria das pessoas acha que a adoração é um ato intelectual. Não, não. Tem nada a ver. Haroldo, falando em nada a ver, você foi falando e me veio uma imagem à mente da conversa de Jesus com Hanã.
E agora me vem como se fosse uma aula de lei de adoração. Todas as coisas ele falou não foi com o intelecto. As perguntas e as respostas que Hanã esperava eram as intelectuais. Como é que você vai apresentar o reino de Deus? Aí ele… Não sei se tem a ver com o que eu estou falando. Totalmente. Lembrando ao pessoal que está aqui conosco. Eu estou com delay, né? Mas só lembrando, um parêntese, né? Lembrando ao pessoal que está aqui conosco, que é um diálogo que está no livro o Boa Nova, né? Entre Jesus e Hanã sobre o reino de Deus.
Só para contextualizar. Não lembro qual capítulo é. Capítulo 3, né? Capítulo 3. Maravilhoso, maravilhoso. E ele vai falar, inclusive, disso, né? Não é do mármore, né? Mas… O reino de Deus é a obra divina no coração dos homens. Olha só o coração. Porque o que acontece, Julio? De que adiantaria você fazer a obra externa mais grandiosa da Terra, se a Terra é um grão de areia no universo? Chega a ser poeril. Nós, encarnados, e isso é uma coisa curiosa, né? Porque, assim, nós, encarnados, somos como aquelas criancinhas na beira do mar, na praia, fazendo um castelo de areia.
Então, vamos lá. Onde que está a Roma? A grande Roma dos séculos. Um império romano. Só ruína. Onde que está o Egito grandioso? Só sobrou um tiquinho de pirâmide. Está quase acabando. Onde que está os jardins suspensos da Babilônia? A Mesopotâmia? Onde que está? O castelo de areia. O castelo de areia. Emmanuel diz assim no livro roteiro Tudo foi tudo foi um treino para aperfeiçoar a ideia. Rascunho. Tudo foi rascunho. Porque você está fazendo na praia. Você está fazendo um castelo na beira da praia. O mar virar, vai acabar.
Mas, quem fez o castelo, guardou. Quem fez, aprendeu. Então, é isso que Jesus fala. O Hanan, meu amigo, deixa eu te falar uma coisa. Você está se achando porque você sai aqui de Jerusalém e vai lá visitar Roma e Atenas? Você está de brincadeira. Eu, no meu final de semana, eu saio de uma galáxia e vou para outra. E, quando eu saio, eu saio assim. Hoje, eu vou na galáxia tal conhecer o sistema solar tal. Cada galáxia tem em torno de 200 bilhões de sistemas solares. Então, se você visitar um sistema solar a cada final de semana, você vai demorar 200 bilhões de finais de semana para conhecer uma galáxia.
Tem 3 trilhões de galáxias. E, engraçado, que a pessoa chega para mim e pergunta assim, o que a gente faz quando vira o Espírito Puro? Eu falo, não sei. Mas, agora, eu tenho uma resposta. A gente deixa de ser bobo. A gente deixa de ser abestado. Eu tenho outra. A gente faz pureza. Mas, voltando, né, Haroldo? Isso é mesmo? É. Quer saber? Quanto tempo eu vou demorar para explorar a criação infinita de Deus? Quanto tempo, Júlio? Essa é simples. Quanto tempo eu vou demorar para explorar o infinito? A eternidade. Está bom assim?
A eternidade. E o tempo mais importante é o começo, é o agora. Porque a gente… Você falou das grandezas, né, Haroldo? E Deus faz de um jeito que tamanho não importa, né? Tamanho não importa. Num grão de areia, Ele bota o universo, né? Oi, Leonardo. Eu fiquei curiosa, porque a gente está falando sobre a primeira forma, né? A adoração. E a próxima? A próxima? Agradecimento. Agradecimento. Agradecimento pressupõe dádiva recebida. Então, vamos lá. Adoração tem a ver com amor, com admiração, com contemplação. Com ficar boquiaberto.
Com apaixonar-se. Adoração, Haroldo, tem a ver com dar valor também? Valorizar. Na base da adoração está o valorizar. É o valor. Eu só adoro, julgo, aquilo que eu julgo que tem valor. Tesouro. Onde tiver o vosso tesouro, aí estará o vosso coração. Se você não acha que é tesouro, você não vai lá. Seu coração não está lá. O seu coração só está naquilo que você coloca valor. Se não tem valor pra você, seu coração não está lá. Agora, o agradecimento tem a ver com gratidão, tem a ver com benção, tem a ver com dádiva, tem a ver com a caridade infinita de Deus.
As dádivas do Criador que são particulares. Quer ver? Sua vida é uma dádiva, sua, sua vida, não é? Então, você pensa as filhas, as filhas da mãe, não é? Então, as filhas são dádivas da mãe. Os filhos, dádiva, os filhos da mãe, não é? Então, aqueles filhos são dádiva pra aquela mãe, pra aquele pai. As dádivas de Deus, pra nós. Pra nós. Pra nós, pros nossos ou pra minha comunidade, não é? Aí, nós estamos aqui no ser, as dádivas de Deus para o ser. A gente agradece, não é? As dádivas de Deus para a minha comunidade, as dádivas de Deus para o Brasil, as dádivas de Deus para a Terra.
Percebe? Aí, o movimento da oração é o movimento de gratidão. Gratidão. E é bonito porque a gratidão significa celebração. O que é a celebração? É a festa da gratidão. Então, a pessoa celebra 30 anos de casamento. É a festa da gratidão. Eu sou grato por essa dádiva e eu celebro. Deu pra entender? Por isso que a gente celebra aniversário. É um ritual que a gente encontrou para cada ano agradecer a vida. Gratidão. É outro tipo de oração. Bonito, não é? Deu aí? Eu ia fazer uma pergunta… A Marília comentou aqui a gratidão…
A gratidão, vamos lá. A gratidão, ela vai do… Vai do individual para o coletivo. Vai do individual para o coletivo, exatamente. Mas abarca tudo, não é? Gratidão é dádiva e recebida. Eu agradeço o que foi recebido. E aí a gente tem um par, não é? A gente tem um par. Qual que é a próxima? A oração de súplica. De pedido. Essa é fácil, não é? Essa aí a gente tem doutorado nela. Essa aí a oração todo mundo sabe. Não vou nem explicar. O que eu estou achando esquisito é que a gratidão vem antes do pedido. Mas vem antes, Júlio.
Já vem antes. Porque a gratidão é em relação a todos os pedidos que você já fez. E muitos foram realizados. É, nós estamos brincando. Tem uma frase que é bonita, que diz assim, não é? Quer treinar a gratidão? Então pensa que hoje, hoje, você está vivendo aquilo que no passado você pediu para Deus. Um dia você pediu para Deus a dádiva que você tem hoje. Olha isso. Me vê uma imagem, está bem, Nero? Porque Deus dá antes da gente pedir, não é? Então a gente está sempre, Ele se antecipa, vamos dizer assim, não é? Ele se antecipa.
Ele está à frente. Ele está oferecendo os recursos. Mas aqui nós não estamos falando disso, Júlio. Não. Deus dá o que você necessita. Sim. Mas Ele não dá antes de você pedir. Porque o que você pede expressa algo da sua identidade, da sua individualidade. Então, Deus atende as necessidades de todos os filhos. Ele atende as necessidades. Então, por exemplo, todo mundo recebe a reencarnação. Todo mundo recebe a oportunidade de reparar, de corrigir, de construir o futuro. Todo mundo recebe. Ok. Mas no pedido, o pedido tem algo.
Então, quinto varro pedindo cem anos para ajudar seu filho. Isso aí Deus não te dá antes. Porque Deus não deseja pra você, Júlio. Porque se Ele fizesse isso, Ele ia acabar com a sua autonomia. Deus não deseja pra gente. Deus não… Percebeu? Percebeu? Então, Jesus fala assim, aquele que quiser me seguir, toma sua cruz e siga. Se você querer… É, eu entendi. É que eu fiquei imaginando, por exemplo… Agora eu vou deixar de ver. Mas eu fiquei pensando, que na antecipação, é no amor. Uma vez a gente estava conversando sobre isso.
Quando é que Deus começa a nos amar? Quando é que um pai ama um filho? É depois que ele nasce? Não. Quando é que Ele já oferta amor? É antes. Antes de nascer, Ele já está ofertando amor. Ele já está amparando com seus cuidados. Então, eu estava pensando nesse agradecimento, nesse aspecto, num sentido diferente. Eu entendi o seu raciocínio, Júlio. Mas, se você me permite, eu queria fazer uma observação aqui. Os salmos, Júlio, não são sobre Deus. Sim, sim. Fugimos da temática do salmo. Mas é legal. Eu achei maravilhoso isso que você está trazendo.
Eu achei maravilhoso isso que você está trazendo. Porque, geralmente, a gente fica tentando adivinhar o que Deus sente, o que Deus pensa e o que Deus faz. E aí, os Espíritos dizem para Kardec, para com isso. Para com isso. Isso aqui não é sobre Deus. É sobre você. Isso aqui não é sobre o amor de Deus. É sobre o seu amor. Isso aqui, salmo, não é sobre o desejo de Deus. É sobre o seu desejo. Percebeu, Júlio? Porque, senão, a gente inverte, meu amigo, e desvirtua o ensinamento. Isso aqui não é sobre Deus, não. Deus não está com problema nenhum.
Ele é a sabedoria infinita, o amor infinito e a vida perfeita. Isso aqui não é sobre Deus. É sobre nós. Então, não se trata de o quanto Deus ama. Deus ama infinito sempre. Não é sobre Deus, é sobre nós. Mas, eu achei, entendeu, maravilhoso isso que você trouxe. Porque, a gente perde tempo. Aí, Júlio, mas está tudo certo, viu? Está tudo certo. Então, isso que você fez não está errado. Sabe por que não está errado? Kardec pergunta. Questão 244 Os Espíritos vêm a Deus? Olha o que eles respondem. Só os Espíritos superiores.
Quando eles falam superiores, são os puros. Kardec fez duas classificações. Você tem uma classificação trina e uma classificação binária. A primeira classificação que ele fez, você tinha os superiores e os inferiores. Os superiores são os puros. Os inferiores é quem não é puro. Depois, ele elaborou e fez a trina. Imperfeitos, bons Espíritos, puros. Está bom, gente? Só para não confundir. Então, só os superiores o veem e compreendem. Os inferiores o sentem e adivinham. Que é o que você fez aqui. Ah, não, mas olha, Deus ama a gente quando a gente nasce.
Ele já ama… Você está tentando adivinhar. Você está supondo. Você está supondo o que Deus sente. Você está supondo o que Ele pensa. Você está supondo o que Ele quer. Você está supondo qual é o propósito dEle. Você está supondo qual é a intenção dEle. Você está tentando adivinhar. E é igual jogar na Mega Sena. Por quê? Grava com seu pensamento almo e insondável seus poemas de seres e universos. É insondável, Júlio. É insondável. Se Deus não revelar, você nunca vai saber o que Ele está sentindo. Insondável. Por isso, quando Jesus está encontrando com Elio, você vê que ele entra em oração, ele entra em conexão e pergunta, Elio, onde que é o lugar aqui que dá para ver o Cruzeiro?
Ele fala, senhor, é mais para o sul. Vamos para lá. Eles vão para lá. É aqui que meu pai quer. Foi revelado ali, Júlio. Eu Entendi o que você falou e penso assim, que é isso. Cada um de nós vai se revelar. Então, algumas vezes a gente vai sentir assim, mais pra frente vai entender um pouco mais, vai compreender um pouco mais. E é interessante, Leandro, porque nós falamos de Deus como um ser externo. Por que que isso é? E Ele não é algo externo, não é algo fora. Não só fora. É difícil de classificar, mas assim, como o reino de Deus no coração do homem, a gente entende que nessa excursão do autoconhecimento, do conhecimento, disso tudo, nós vamos conhecendo a Deus.
Ele vê a Deus e tem a fórmula que Jesus apresenta para aqueles que verão a Deus. Então, é bem legal. É bom pra gente pensar o quanto que às vezes a gente… Porque Deus é imanente e é transcendente. É. Então, Ele está em mim? Está em mim. Ele está completamente em mim. Agora, cuidado você não achar que Ele está todo em você. É isso aí. Né? É mais ou menos assim. O mar está no peixe? Está. O mar está no peixe. O mar está todo no peixe? Ô, peixinho presunçoso, hein? Ô, peixinho… Ô, peixinho presunçoso esse, né? O pote está cheio.
Voltando. Os salmos não são o canto de Deus, hein, gente? Cuidado. Isso aqui não é Deus cantando. Quem está cantando aqui é a criatura. Não confunda. A criatura canta adorando. A criatura canta agradecendo. A criatura canta pedindo. Isso aqui é sobre a criatura. Não é sobre o Criador. Importante a gente frisar isso. Aliás, a Bíblia é sobre a criatura. As pessoas acham que a Bíblia é sobre Deus. A Bíblia é sobre a criatura. Não é sobre o Criador. Então, Emmanuel resume lindamente o Velho Testamento é o homem suplicando a Deus.
O Novo Testamento é a resposta de Deus às súplicas dos homens. Qual é a resposta? A vinda do Cristo. Deus é Deus. É Sobre nós. É sobre nós. Deu. Então, vamos voltar para a súplica. Vamos voltar para a súplica. Eu já estou quase suplicando aqui. A súplica é o seguinte. A súplica é quando você fala assim Pai, eu, Júlio Corradi, serei, eu quero ser, saxofonista. Ele fala assim. Tem certeza, meu filho? Você fala, não, pai, não. Estava errado. Violonista. Me dá um violão. Ele fala, toma, meu filho. Me dá um violão. Achei que você ia pedir o saxofon.
E ele atende rápido. Entendeu, Júlio? É bonito isso. Entendi. É bonito. A questão é a seguinte. Tudo é música, não é? Tudo é música. É. Mas se eu sou violonista, eu vou aprender sobre a música de uma forma diferente, peculiar, não é? Se eu sou um pianista, eu vou ver de outro jeito, não é? É. E todos os jeitos são divinos. Todos os caminhos conduzem ao pai. Alguns são mais dolorosos, outros são menos. Pedido é isso. Súplica é isso. Súplica é você se descobrindo, é você dizendo para Deus aquilo que você descobriu de você.
Olha, pai, tem um tal de doutrina espírita aí? Tem passista, tem médium, tem… Eu quero ser expositor. É bonito isso, não é? Eu queria comentar aqui sobre súplica. Desde que nós estamos falando, eu lembrei que Kardec, ele dedica dois capítulos, o buscar e achareis e o pedir e obtereis, que é bem antes das preces e ele vai falar isso mesmo, que não é que Deus não saiba o que a gente precisa, é para a gente saber o que a gente precisa, né? Para a gente falar sobre isso e verbalizar sobre isso, para a gente saber qual caminho a gente quer seguir, porque já que semana que vem a gente vai em Salmo 1, né?
Então a gente só pode dar essa dica, qual caminho que a gente quer seguir, né? Essa súplica, acho que ela tem muito a ver com isso e talvez a leitura desses capítulos vai nos dar até uma amplitude dessa interpretação. Mas além desse terceiro, a gente tem o último, né, Rodo? A gente não pode encerrar sem o último. Só vou botar um pouquinho na súplica aqui, que tem um detalhe. Tem uma parábola rabílica que diz que o aprendiz estava diante do Rabino e falou assim, Rabino, Deus é onisciente, não é mesmo? É onisciente. Então, para quê que eu vou pedir para ele se ele já sabe tudo?
É a famosa oração, né, Rodo? Tu sabes. Para quê que eu vou pedir, se ele já sabe tudo? Para quê pedir? Vamos lá, vamos fazer uma enquete aqui. Vamos valorizar a pergunta, senão eu já dou a resposta do Rabino. Não quer cagar, senão? Vamos experimentar um pouquinho a angústia dessa dúvida. Vai lá, repete a pergunta. Ele já sabe. Ele já me conhece melhor do que eu. Ele já sabe o futuro. As probabilidades. Para quê que eu vou pedir? Para quê pedir? Para quê pedir? Para quê pedir para um ser que sabe tudo? Olha, a Maria Candel está falando que é um exercício de humildade.
A Maria Fernanda está dizendo que é um aceitar. Tem gente, a Francisca Cesarinho está falando que é a humildade perante a Deus. O pessoal está indo mais para a linha da humildade. Eu acho. Eu acho que é o autoconhecimento. Eleonora está no autoconhecimento. A Rosa Maria está achando que é respeito ao livre-arbítrio. Então, vamos ver a resposta do Rabino. A resposta do Rabino. Ele falou assim. O pedido, a oração de súplica, não foi feita para informar nada ao Deus onisciente. Porque, como que eu informo alguém que já é onisciente?
Como que eu dou uma informação para alguém que já sabe tudo? Vou repetir. A oração de súplica não foi feita para informar nada ao Deus onisciente. Não foi feita para informar ao Deus onisciente alguma coisa. A oração da súplica foi feita para educar o desejo. Educar o desejo. Quando você suplica, você se matriculou num curso chamado Educação do Desejo. Você fala, pai, me dá isso. E Deus responde, não! Porque você, filho, está achando que isso é pão, mas é pedra. Não! Porque você, filho, está achando que isso é peixe, mas isso que você está pedindo é serpente.
Não! Aí você fala assim, pai, me dá B. Você pediu A. Ele falou não. Me dá B. Aí ele falou assim, filho, eu vou dar. Eu vou dar. Não pode ser agora. Porque agora você não está preparado para receber. Mas como você quer isso, eu vou te preparar e vou te dar. Terceiro caso. Pai, me dá C. D. F. Dou. Dou. Receba. Receba. Então, quem suplica matriculou-se na escola da educação dos desejos. Quem suplica vai aprender a desejar. Por quê? Porque tudo me é lícito, mas nem tudo me convém. Eu posso pedir tudo. Eu posso desejar qualquer coisa.
Mas nem todas as coisas são convenientes. E aí, Júlio, eu amargo aquilo que nós conversamos. Não é sobre Deus. É sobre você. É sobre mim. É sobre Eleonora. É sobre nós. Não é sobre Deus. Não é Deus que está sendo educado. Somos nós. Somos nós. A oração é para o orante. Nós vamos ver isso, gente, na outra semana. Salve o mundo. A oração é para o peregrino. É para quem está em marcha. É para quem está na jornada. Não é para Deus. Deus já está. Deus já é. Eu pensei na oração a de Jesus, né? Olha, pai, eu não quero esse cálice, mas seja feita a vossa vontade.
Olha, Jó, se… É mais bonito ainda. Se possível… Bom, primeira coisa, a gente não sabe qual é o cálice. Tem gente que aposta que o cálice é a cruz. Eu não acredito que seja. Mas respeito quem pensa assim. Eu não sei que cálice é esse. Pai, se possível, afasta de mim esse cálice. Gente, isso é… A gente não se deu conta da sublimidade disso. Não é o bobão do aroubo fazendo oração, não, gente. É o Cristo. Não é um mané como eu. É o Cristo. Se possível, se for conveniente, afasta de mim esse cálice, mas que não seja feita a minha vontade, mas a tua.
Isso eu não dou conta de dizer ainda. Eu fui visitado essa semana por um pastor, um advogado pastor que eu conheço há muitos anos. Há muitos anos. O filho dele está com a doença autoimune, está entubado na UTI. A encarnação do filho dele está por um fio. Ele pegou o celular, mostrou a foto do filho. Eu arrepiei, arrepiei, não arrepiei inteiro, eu fiquei gelado. Ele falou pra mim assim, como é difícil ver um filho assim. Eu estou atravessando a noite mais escura da minha vida. Agora é bonito, gente. É bonito. Olha o que ele me disse.
Ele disse assim, nas minhas orações, no meu Pai Nosso, eu pedi pra Deus por enquanto pra ele deixar eu tirar a parte que fala seja feita a tua vontade. Porque essa parte, por enquanto, eu não dou conta. Esse é o quarto tipo de oração. É a oração do quebrantado. É a oração do contrito. É a oração lamento. É a oração divana. É a oração terapia. Eu pedi pra Deus pra tirar do Pai Nosso pelo menos por enquanto a parte do seja feita a tua vontade. Porque a única coisa que eu quero agora é que meu filho saia disso. Aí eu disse pra ele assim, você passou pela oração da adoração.
Fez doutorado em adoração. Você fez doutorado em oração da súplica. Você fez o doutorado na oração do agradecimento. E como você tirou nota máxima nas três orações, Deus te matriculou no tipo de oração mais difícil que existe no universo. A oração do quebrantado. A oração do contrito. A oração do monte das oliveiras. É o último estágio. Eu falei pra ele, você está no último estágio do videogame. Essa aí, meu amigo, essa aí é pra quem tirou nota máxima nas outras três. E aí contei a história pra ele. Quando eu estava contrito, chorando na praça, passou o padre, que eu não sabia que era padre, e falou comigo, que chorava.
Você me desculpa? Eu percebi que você está chorando. Eu falei, sim, eu queria te fazer um pedido. Pede a Deus por mim. Eu falei, sim, mas como assim, meu senhor? Eu não estou em condições de pedir nada. Nem pra mim, que dirá pros outros. Ele falou assim, não. Os que sofrem são os que estão mais perto de Deus. Então, oração da contrição, oração do quebrantado é o santo dos santos. É quando você entrou no santo dos santos. Então, átrio dos gentios é a oração da súplica. Átrio dos gentios é a oração da gratidão. Lugar santo é a oração da adoração.
Santo dos santos é Só pra quem está sofrendo muito. É pra quem está contrito. Porque nessa hora, você está pertinho de Deus. Aí, você pede pra você e pra todo mundo. Bom, vamos parar por aqui, porque mais uma palavra aqui eu estrago tudo. Agora, agora a música, né, Júlio? Pra gente partiu, porque nós já passamos do horário também. Eu vou entender, né? Todo mundo entendeu o santo dos santos da oração, né? Eu falei pra ele, meu irmão, você está no santo dos santos. Você está na presença de Deus. É, amigo. Música É, eu estava, hoje é engraçado, né, Haroldo?
A gente vai entrando no clima dos salmos, talvez não muito, né? Essa coisa da composição, já tem umas semanas que a gente está envolvido, né? Então, terminar, vou tocar, vou tomar a liberdade de tocar um teminha inédito pra todo mundo aqui, né? Quem sabe vai acabar virando linha 200, né? Vou anunciar ao vivo pro João a próxima letra que ele tem que escrever pra mim lá. Então é um tema que nasceu hoje, vou dividir com vocês. Música Música Música Música Música Música Música E assim, vamos ficando aí na alegria da gente poder estar juntos, né, conversando sobre os salmos, aprendendo, refletindo, ressignificando, né?
E agradecer ao pessoal que está acompanhando a gente aqui, que é alegria da gente também, né, Haroldo? Chegar aqui e ver essa sala cheia, né? Quatrocentas e sessenta pessoas aqui, graças a Deus, né? Agradecimento, salmo de agradecimento. Pois é. Então tá bom, pessoal. Um beijo pra todo mundo, viu? Fiquem com Deus. Obrigado por tudo, pelo carinho, pela presença. Beijão. Obrigado, bom semana. Música Música
Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.

Respostas