#003 – Estudo do Velho Testamento – Livro Êxodo

video
play-sharp-fill
Facebook
WhatsApp
Twitter
LinkedIn
Telegram
Email

Neste terceiro episódio do estudo do Velho Testamento, Haroldo Dutra Dias aprofunda-se no Livro do Êxodo, explorando a primeira parte que descreve a aflição do povo hebreu no Egito. O estudo é conduzido sob a ótica espírita, revelando as leis divinas de causa e efeito e a misericórdia de Deus.

O que é estudado neste episódio

  • Estrutura do Livro de Êxodo: Relembrando as três palavras-chave que resumem o livro – liberdade, fidelidade e comunhão – Haroldo detalha a primeira parte do Êxodo, que abrange a escravidão do povo e sua jornada até os pés do Monte Sinai.
  • Divisão da Primeira Parte do Êxodo:
    • Capítulos 1 a 11: A Aflição de Israel e do Egito. Aborda o sofrimento do povo hebreu e as chamadas “pragas do Egito”, interpretadas como o resultado da sementeira de escravidão. Enfatiza a lei de causa e efeito, onde cada um colhe o que semeia, e a aflição de Israel como consequência de atos passados (como a venda de José).
    • Capítulos 12 a 15: A Libertação (Páscoa). Foca na libertação do povo hebreu da escravidão egípcia, simbolizada pela Páscoa.
    • Capítulos 16 a 18: A Peregrinação ao Sinai. Descreve a jornada do povo desde a travessia do Mar Vermelho até a chegada aos pés do Monte Sinai.
  • A Aflição e a Lei de Causa e Efeito: O Velho Testamento é apresentado como a história da evolução humana, uma coletânea de experiências e suas consequências. A aflição é vista como a perda do grau de liberdade, resultado das escolhas feitas. A “sementeira é livre”, mas a “colheita é obrigatória”, regida pela lei divina.
  • A Manifestação de Deus no Espinheiro (Êxodo 3:2-8): Haroldo explora a passagem em que o mensageiro de Deus aparece a Moisés em uma sarça ardente. A escolha do espinheiro para a manifestação divina é interpretada pelos sábios judeus como um ato de solidariedade e misericórdia de Deus para com a aflição do povo hebreu.
  • Misericórdia Divina: A palavra “misericórdia” é explicada como “coração na miséria do outro”. Deus, ao descer ao espinheiro e ver a aflição de seu povo, demonstra sua misericórdia, não porque o aflito subiu, mas porque Ele desceu.
  • Bem-aventurados os Aflitos: A conexão com o Evangelho de Jesus é feita, explicando que os aflitos são bem-aventurados porque Deus está mais próximo deles em seu sofrimento, oferecendo consolo e a oportunidade de ascensão espiritual.
  • Símbolos e Conexões Bíblicas: São traçadas conexões entre a sarça ardente, o cordeiro amarrado no espinheiro no sacrifício de Isaque e a coroa de espinhos de Jesus, sugerindo uma continuidade da presença divina no sofrimento humano.

Reflexões

  • A aflição, embora dolorosa, pode ser um ponto de virada na jornada espiritual, onde a misericórdia divina se manifesta de forma mais intensa, impulsionando o ser à ascensão.
  • O Velho Testamento, lido à luz do Espiritismo, revela a universalidade das leis divinas de causa e efeito e a constante presença de Deus em todas as etapas da evolução humana, mesmo nas mais desafiadoras.
  • A escolha entre “recompor” ou “comprometer” o destino é um convite à reflexão sobre as nossas ações e suas consequências, incentivando a semeadura do bem para uma colheita de paz e felicidade.

Ler transcrição do episódio

Olá! É, Júlio! Eleonoro, boa tarde! Tudo bom, Haroldo? Tudo bem, Júlio, estamos aqui. Preparado para o estudo, não é? Ué, é o que a gente espera, que você venha preparado mesmo, porque esse negócio, sair pro Ísodos despreparado, eu não sei se é uma boa. Ué, ao menos um protetor solar tem que levar. É, verdade, né? Mas e aí, o que temos para hoje? Isso, a gente, no nosso encontro passado, a gente falou daquelas três estruturas do Livro de Êxodo, e a gente encontrou três palavras que resumem liberdade, fidelidade e comunhão.

E hoje nós vamos entrar um pouquinho, então, nessa primeira parte. O Livro de Êxodo, é bom só dizer isso, viu, Júlio e Eleonoro, o estudo do Livro de Êxodo vai ser um pouquinho diferente do Livro de Isaías, porque nós vamos ter que ler alguns versículos, a gente vai ter que entrar em algumas passagens, porque elas são tão importantes, tão importantes, que a gente não pode deixar de abordar. A gente não pode deixar de abordar. E, ao longo desses encontros, agora, dos próximos encontros, nós vamos explorar um pouco a primeira parte.

Aí, quem está anotando, a primeira parte é a parte do Êxodo, propriamente dito. É o povo na escravidão e o povo saindo e chegando aos pés do Sinai. Aos pés, eu não estou usando nenhuma palavra aqui, a mais nem a menos. Eles chegam aos pés do Sinai. Isso é importante. Então, nós podemos dividir a primeira parte em três partes. Isso é uma coincidência, não tem nada de cabalístico nisso, não. É uma coincidência. Então, a primeira coisa é a descrição da aflição do povo hebreu. E, olha que coisa bonita, não é? Então, o texto…

Bom, deixa eu dar os versículos, não é? Então, vamos lá. Três partes. Versículo 1… Versículo não, capítulo não. Capítulo 1 ao capítulo 11. Capítulo 1 ao capítulo 11. Primeira parte. Primeira parte, aí. Depois, capítulo 12 ao capítulo 15. E, depois, capítulo 16 ao capítulo 18. Esta é a primeira parte de Êxodo. Então, para ninguém confundir, nós estamos pegando a primeira parte de Êxodo e dividindo em três. Capítulos 1 a 11, 12 a 15, 16 a 18. Essas três partes, do que elas falam? A primeira parte fala da aflição de Israel e da além de reação, que é a aflição do Egito.

É importante isso. Eu já estou aqui fazendo uma leitura, porque eu poderia dizer assim, essa primeira parte fala do sofrimento do povo de Israel e as pragas do Egito. Mas, aí, nós estaríamos dando um foco equivocado. Nós estaríamos dando um foco equivocado. E isso acontece com a gente. A gente interpreta expiação como praga. E esse título não tem, né? Praga, nós que demos esse nome, né? Porque aqui, o que acontece? O povo egípcio está recebendo o resultado da sementeira. Quem semeia escravidão, colhe praga. Então, a primeira parte está falando do sofrimento do povo hebreu, que também não é à toa.

Eu não vou nem falar de degredo, não. Não precisa nem sair do sistema solar, não. Pode continuar com os pés no chão. O que o povo de Israel está… Olha que interessante aqui. Por que o povo de Israel foi pro Egito? Por causa do que fizeram com José. Os próprios irmãos tentaram matar José, venderam José, José foi parar no Egito, e a família de Jacó vai pro Egito. Então, por que o livro começa com os nomes? Porque a lei de causa e efeito relaciona todos os nomes. Ninguém passa o que não tem que passar. Então, esse é o primeiro ponto que a gente gostaria, nós vamos enfatizar isso hoje.

O mundo está repleto de injustiça, mas não tem nenhum injustiçado. Por que? Porque os nomes que irão receber a injustiça estão todos catalogados. O livro começa com os nomes. Começa catalogando os nomes. Dá o que pensar. Dá o que pensar. Então, nós podemos pensar assim, será que as coisas acontecem para a gente ou a gente acontece para as coisas? Nós somos encaminhados para aquelas situações que têm conexão conosco, as situações que têm conexão conosco. Então, vejam, os irmãos de José, os filhos de Jacó, as tribos de Israel.

Porque cada irmão daquele era uma tribo. É claro, é claro que nós estamos aqui numa linguagem simbólica. Pelo amor de Deus, não vai achar que o povo está pagando o débito daqueles filhos de Jacó. É óbvio que o raciocínio aqui é simbólico. Mas, as tribos de Israel estão escravizadas por quê? Porque elas escravizaram o próprio irmão. Jogaram o irmão no poço e venderam ele como escravo. Então, a aflição de Israel não é despropositada. E o Egito que está escravizando vai resgatar depois da praga. Então, o que acontece?

É o ciclo do resgate, que não deveria acontecer. É o ciclo do olho por olho e dente por dente. Que é o ciclo para os Espíritos que ainda não compreenderam o amor. Porque o amor quebra esse ciclo sombrio. Esse ciclo de que o Algoz de ontem é a vítima de hoje e o Algoz de hoje é a vítima de amanhã. Bonito isso, não é? Espero que ninguém esteja aí ficando confuso. Então, nós temos um ciclo do olho por olho e dente por dente. Esse ciclo existe? Existe. Eu preciso entrar nele? Não. Eu posso sair dele. Eu posso sair dele.

Como que eu saio dele? Entrando no ciclo do amor, porque o amor cobre a multidão dos pecados. O amor muda tudo. O amor muda a matemática. O amor muda a matemática. Mas, se o Espírito não quer, se Ele quer ficar no ciclo do resgate, olho por olho, dente por dente, Ele pode. Por que Ele pode? Por que Ele pode? Porque todos temos o livre-arbítrio. Você pode o que você quiser. Você pode o que você quiser. Lembrando que toda escolha tem consequência. É só isso. É só isso. Então, Deus não pode querer por nós. Deus só pode educar o nosso querer.

Querer por nós, Ele não faz isso. Eu tenho que querer. Gabinete da vontade, né, Herodo? Gabinete da vontade. A gente está separando, né, a primeira parte em três. Então, a primeira, você falou que é a aflição. A aflição de Israel e a aflição do Egito. Então, a palavra é aflição. A aflição de Israel e a aflição do Egito. E os capítulos de 12 a 15, tem nome pra gente colocar aqui, já? Tem, exatamente. Aí é a libertação de Israel da escravidão. A libertação. Porque aí é a libertação. Ou então, Eleonora, eu vou dar um nome melhor.

Páscoa. Eu só não quis dar primeiro esse nome para o pessoal não confundir com ovinho, com coelhinho. Porque a gente fala em Páscoa, todo mundo lembra de coelhinho, ovo. Páscoa é libertação. E o 16 a 18? O 16 a 18 é do momento que atravessou o Mar Vermelho até os pés do Sinai. Até os pés do Sinai. Podemos resumir uma palavra? Caminhada? Não, não é? É a caminhada. A caminhada ao Sinai. Ou a jornada ao Sinai. A peregrinação ao Sinai. Então, aflição, Páscoa, peregrinação. Está ficando bonito. Tem que anotar esses nomes, viu, Eleonora?

Ah, mas o pessoal anota. Está ficando bonitinho esses nomes, não é? Sim. Então, acho que a gente podia primeiro, que a gente não fez já no início, dar as boas-vindas a todos que estão conosco ao vivo hoje, a todos que escutam depois em casa, né? Que vão escutar a partir de hoje à noite, amanhã. A primeira a entrar no nosso grupo hoje entrou ao meio-dia. Foi a Teca Filizola. Ela deu um abraço lá da Filadélfia. Nossa, que bonita. Ela estaria assistindo conosco hoje. E a gente tem também aqui o Hernani Canedo de Cotia, São Paulo, da Associação Espírita Esperança.

Mandou um abraço, dizendo que sempre acompanha os estudos. E aí, em nome deles, a gente dá as boas-vindas a todos os amigos que estão aqui falando conosco no chat, né? A gente vai agora, aos pouquinhos, a gente vai conversando sobre… vai interagindo com o pessoal. Se alguém tiver alguma dúvida… Né, Leonora? Se alguém tiver alguma dúvida, aí fica a vontade para perguntar, para interagir. A turma aqui tem dúvida, não. O pessoal aí está aqui, fera, vagarão. Lembrando que a gente tem o nosso estudo no Facebook. Então, o que todos convidados a participar é colaborativo.

Depois das lives, o pessoal comenta tudo o que o Haroldo fala, as citações, faz os quadrinhos das divisões. Aí fica bem… fica bem visual depois de a gente estudar, né? Então, agradecendo a todo mundo que participa também conosco dos estudos. Que nós vamos juntos nessa jornada, nesse deserto todo. Exatamente. Exatamente. E aí, Leonora? É bom que aqui, nessa parte agora, nós vamos estudar, então, a aflição. A aflição. E é importante a gente destacar algumas coisas aqui. O Velho Testamento é a história do ser humano, da evolução da espécie humana.

Então, entenda, não é a história da evolução do Haroldo. Da Eleonora, do Júlio. Porque a evolução da Eleonora, do Júlio, do Haroldo, tem peculiaridades. O Velho Testamento é uma somatória. Então, o que tem no Velho Testamento? Tem todas as escolhas que você pode fazer e todas as consequências. Por isso que nós costumamos dizer que o Velho Testamento é a lei e os profetas. Por quê? Porque você escolhe, a lei age e o profeta dá um grito de esperança de que o futuro vai ser melhor. Por quê? Porque você vai escolher melhor.

Então, o Velho Testamento é uma grande coletânea. Eu vou usar uma palavra forte aqui. Uma grande coletânea de burradas que nós podemos fazer na evolução. Nos conceitos jurídicos, seria onde está a jurisprudência das coisas. Então, é muito difícil você cometer um erro que não está descrito no Velho Testamento. É difícil você ter essa criatividade. É difícil. Só tem gente rindo aí. Tem gente rindo. Por quê? Porque ele faz essa coletânea. Tudo quanto é atrocidade, tudo quanto é injustiça, mas, também, tudo quanto é ato passional, é uma mistura, tem de tudo.

É por isso que o Emmanuel diz assim, o Velho Testamento é o homem batendo na porta da casa paterna. É o ser humano buscando, tentando ser feliz e, na busca da felicidade, fazendo péssimas escolhas, repetindo, revendo, resgatando. Chega um determinado momento que a confusão é tanta que Deus fala assim, tem uma boa notícia para vocês. Vocês estão meio malucos aí. Vocês estão experimentando demais. Que loucura é essa que vocês estão arrumando? Eu tenho uma boa notícia para vocês. Eu vou enviar um filho meu que vai ensinar vocês a escolher.

Ele é modelo e guia. Então, o Evangelho é a resposta de Deus às 1019 perguntas do Velho Testamento. Só que não são 1019, são um milhão e dezenove mil perguntas. O Velho Testamento é um livro de perguntas. De perguntas. Então, nós vamos começar por duas. Por que a aflição? Por quê? Por que a aflição? Não é? Bom, é uma pergunta profunda. O que é estar aflito, Haroldo? O aflito, no sentido do texto aqui, Júlio, ele tem a ver – olha que interessante isso – com a perda do grau de liberdade. Por isso que a aflição tem algo a ver com morte.

Porque, na morte, a morte significa o quê? Eu não tenho mais movimento. Então, Emmanuel, Paulo também diz, não é? A morte do pecado. Porque o pecado aqui, tira esse conceito religioso dos últimos dois mil anos, não tem nada a ver com isso. O pecado tem a ver com errar o alvo. Errar o alvo. Isso é pecado. Ou seja, escolher o mal. Escolher o mal. Não é? Eu lembro que tinha uns programas, meu avô adorava, né? Eu era novo, ia lá pra posto de causa, e ele adorava. Aqueles programas do Silvio Santos, ele amava aquilo, né?

E aí eles vendavam, eles colocavam a pessoa dentro de um negócio, numa cabine, né? E falavam assim, você quer trocar um carro zero quilômetro por um par de Havaiana velho? Aí a pessoa, sim, sim! E na alegria, né? Quero! Aí a pessoa escolhia, aí o programa fala, ó, você acabou de trocar um carro zero por um par de chinela Havaiana usada. A imagem… E meu avô divertia, e ele ria, ele gostava de fazer o pão de queijo, aí ele fazia o pão de queijo, fazia o café, come aqui, meu filho, ficava ele, a minha avó, a tarde inteira assistindo aquilo, né?

E xingando o cara que estava dentro da cabine. E dava a gargalhada, né? Mas isso é interessante, porque as últimas, uma das últimas, uma das últimas palavras de Jesus na cruz foi, pai, perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem. Então, pelo amor de Deus, eu não estou querendo comparar o evangelho ao programa do Silvio Santos, não é isso, tá? Mas a metáfora é boa, né? É como se todos nós estivéssemos numa cabine e perguntasse, você quer tocar o Cristo de Deus, o guia e modelo, o tipo mais perfeito que Deus ofereceu à humanidade por três mil anos de sofrimento, por Covid em 2020, 2021?

Sim! Mas, no mínimo, a gente tem que hoje falar assim, eu posso pensar? Aí ele falou, sim, sim. Aí Jesus falou, ô pai, eles não sabem, eles não sabem escolher, não sabem escolher. E, bom, aí você fez a escolha. Quando você fez a escolha, a gente fala isso, a gente usa esse jargão toda hora, mas ele não reflete sobre ele. A sementeira é livre por quê? Na sementeira você está usando o livre-arbítrio. Na colheita, quem está usando o livre-arbítrio é Deus. E, qual que é a vontade de Deus? É a lei suprema, soberana e imutável de Deus.

Então, na colheita, não tem o livre-arbítrio, não tem a escolha, você já fez a escolha, agora é receber a encomenda. Eu fiz a escolha, eu fiz o pedido, agora eu vou receber o que eu pedi, o que eu escolhi. Bom, seria fácil… Eu acho que antes da gente seguir, o pessoal aqui entraram todos em aflição. A gente não vai nunca saber escolher as coisas certas? Ah, mas é claro que vai, porque a evolução produz… a evolução produz experiência. Por que nós estamos escolhendo, numa sexta-feira, 14h30, estudar êxodo? Será que é qualquer encarnado que está preparado para fazer essa escolha?

Eu não acredito, senão nós teríamos 200 milhões de pessoas aqui nessa live. Não porque essa live é especial, mas porque o tema é extraordinário. Então, isso é interessante, não é? Então, isso revela que a gente já está aprendendo a escolher. A gente já está. E é isso que o Velho Testamento vai revelando. É isso que o Velho Testamento vai revelando. Ah, eu não quero mais isso, não, viu? Ah, não mexo com isso mais, não. O Espírito vai amadurecendo. Emmanuel tem uma frase fortíssima. Ele diz assim, o Evangelho não se destina a embriões da espiritualidade.

Por quê? Porque a mensagem do Evangelho pede um certo grau de maturidade espiritual. Esse é o ponto. Então, eu escolhi. E, à medida que eu vou escolhendo, à medida que eu vou escolhendo, eu vou moldando o meu destino. E, como eu estou fazendo milhares de escolhas, milhares de escolhas, o processo é complexo. Chega um determinado momento, eu estou todo amordaçado, eu posso estar parapléstico numa cama. Eu posso estar numa encarnação, que é uma encarnação com a total paralisia espiritual, que você está ali escondido num corpo, como medida de proteção.

Então, olha só. Isso não acontece assim. Isso é moldado. Isso é fruto. Então, para eu chegar numa situação dessa, eu coloquei um milhão de pecinhas de Lego, eu coloquei uma por uma. Coloquei uma por uma. Uma por uma. A Marta está perguntando se êxodo é um estudo das leis morais. Não, Marta. As leis morais são um estudo de êxodo. Porque as leis morais foram dadas no Sinaia Moisés, nos Dez Mandamentos. As leis morais de Kardec é um estudo das leis morais. Inclusive, ele cita. Inclusive, ele cita. Enquanto você falava, eu lembrei do Consolador, quando o Emmanuel fala da expiação como a perda da liberdade para os corações endurecidos.

Tudo isso eu fui lembrando. Lembrei, também, do capítulo 5 do Evangelho, que Kardec vai trazer o capítulo inteiro sobre bem-aventurados os aflitos. Então, se nós entramos nessa aflição por escolhas dessa vida ou de vidas anteriores, como ser um bem-aventurado aflito. É o nosso caso hoje. Exatamente. Exatamente. É porque existe uma diferença, Leonora, e o Emmanuel diz isso muito bonito. O Emmanuel diz assim, é preferível chorar sobre os grilhões da resistência do que sorrir sobre os narcóticos da queda. Porque todo aquele que está caindo está feliz.

Eu sempre conto essa piada aqui. Dois amigos, um morava no décimo andar, o outro no trigésimo. E aí o amigo do trigésimo cai. E enquanto ele está caindo, ele passa pelo décimo, o amigo fala, e aí, está tudo bem? Ele fala, por enquanto. Não é? Por enquanto. Então, a alegria da queda é uma alegria do narcótico. É uma alegria artificial. É uma alegria da inconsciência. Ela não é uma alegria profunda que nasce das profundezas da alma e da consciência tranquila. Então, isso é importante. E como que a gente distingue quando está ou não sobre uma expiação?

Na expiação, você não tem escolha. Porque, na expiação, o livre-arbítrio está tolhido. A colheita não é obrigatória? Não é? Então, é como alguém que tivesse… Acho que deu uma maquiadinha já. Volta, né? Alguém perguntou como ser bem-aventurado o aflito lá no capítulo 5 do Evangelho, como bem passar pelas aflições, né? Exatamente. Por quê? Deu uma travadinha, viu, Haroldo? Então, vamos voltar. Então, eu estava usando a metáfora de um indivíduo que tem um alqueiro de terra plantou espinho. E daí, um tempo, na época da colheita, ele vai lá com as cestas e quer colher uvas.

Então, o que Jesus diz? Não se colhem uvas nos espinheiros. Não se colhem uvas nos espinheiros. Poxa, Haroldo, então vou ter que… vou ter que colher uva? Vou ter que colher o espinho? Mas é bem-aventurado o que limpa seu campo para plantar de novo? Bem-aventurado quem está limpando o campo. Porque é o seguinte, gente. Pior do que quem está colhendo espinho agora é quem está plantando. Você concorda, Júlio? Não é? Quem está colhendo está na fase já de… Reparar o terreno. Está se caminhando para a purificação, para a recomposição do destino.

Recomposição do destino. Quem está plantando o espinho está comprometendo o destino. Você quer estar no time dos que estão recompondo o destino ou no time dos que estão comprometendo o destino? Equipe vermelha, equipe amarela. Qual você quer? A equipe vermelha é os que estão comprometendo o destino. A equipe amarela não é a verde ainda. Porque a verde é a equipe dos que recompuseram o destino e já aprenderam a semear o bem, o amor, a paz, a felicidade. E estão nos alimentando, não é, Haroldo? Esses que já estão comendo as ovas, eles nos alimentam também, não é?

A lei de caridade nos ajuda. Com certeza. E tem mais coisas que nós vamos ver aqui sobre a aflição. Então, o importante é isso. Então, repara, a primeira parte de Êxodo, capítulo 1 ao capítulo 11, nós estamos vendo alguém colhendo espinho e alguém plantando. Israel está colhendo, o Egito está plantando. Depois, o Egito passa a colher. Então, pega uma folha, divide no meio, escreve destino, de um lado e do outro. Você quer recompor ou comprometer? Quer recompor ou quer comprometer? A purificação é uma benção. A purificação é uma benção.

E, agora, eu vou falar de umas coisas que só tem em Êxodo. Dessa vez está todo mundo animado, porque agora eu vou falar de umas coisas que só tem em Êxodo, que é no curso da aflição, nós somos acompanhados, e existe um ponto de virada. Eu vou lê-lo agora. Está no capítulo 3G. O ponto da virada. Então… Cheguei até mais perto, não me ouviu. Pausa, pausa, porque o pessoal aqui tivemos uma avalanche de amigos dizendo que estão com planos de se recompor. Recompor os destinos. O time que está vencendo é o de recompor. O time que quer comprometer está menor.

Ninguém colocou que quer se comprometer. A gente não quer. Graças a Deus. Graças a Deus. Vamos que vamos, colocou a Selena aqui. Então, vamos. Estamos juntos. Eu me lembro, vou contar uma história aqui, me lembro de um momento muito difícil que eu passei, e Eu, uma pessoa, uma pessoa amiga, para esclarecer a minha mente, me levou para uma praça que era próxima de uma igreja. E, naquele momento ali, eu estava em lágrimas. Então, passou uma pessoa que eu depois vim a saber que era o padre. Era o padre. E, aí, ele viu aquela cena e se aproximou de mim e me disse a coisa mais inusitada, uma das mais inusitadas que eu já ouvi na minha vida.

Ele disse assim, Boa tarde. Me desculpe, mas eu percebi que você está chorando e eu queria te fazer um pedido. Agora que você está mais próximo de Deus, pede por mim, agora que você está mais próximo de Deus, pede por mim. Evidentemente, eu até engoli o choro. Posso pensar? Será que eu entendi? O que é isso, Nelson? Um de nós ficou louco. O que eu queria era não estar chorando. Um de nós ficou louco. Ou eu ou ele. E ele disse assim, Todo aquele em aflição está mais próximo de Deus. De onde ele tirou isso? Êxodo, capítulo 3, versículo 2, 2 e 3, Êxodo, capítulo 3, versículo 2.

Só que, antes de eu ler, eu preciso contar algo antes. A ordem é assim, você escolhe no pensamento, você está, assim, numa tarde de sexta-feira, tranquila, e você pensa, por que não plantar espinho? Está tudo tão monótono. Por que não plantar tempestade, dor e sofrimento? Você pensa. Depois, esse pensamento se transforma em ação. Eu, então, semeio tempestade, plantou espinho, semeou, aí vem o momento da colheita. Aí, eu começo a colher, porque eu preciso escolher, escolher. Começa, desculpa, aí eu começo a colher, colher, eu estou colhendo.

Chega um determinado ponto na colheita, no resgate, que acontece o que eu vou ler agora. Então, não é no início do resgate, você tem que percorrer um… Então, aqui o povo estava escravo há algum tempo. Passou o tempo. Passou o tempo. Aí, acontece isso aqui. E apareceu, vai erar, vai erar, malar, melar. O mensageiro, o anjo, porque meler é anjo, é traduzido por anjo, mas, em hebraico, é mensageiro. A gente traduz por anjo, mas, a palavra é malar, de meler, de mensageiro. E, apareceu o anjo do, e aí vem o nome, as quatro consoantes de Deus, que nós vamos chamar de Senhor, porque esse nome não tem vogal.

Então, a gente não pronuncia, foi escrito para não pronunciar. E apareceu, se tornou visível, o mensageiro do Senhor, a ele, a ele quem? A Moisés. Elaim. Elaim, a ele. Belavat esh mitor asenar. Em chama de fogo, que em, na verdade é, Belavat é em língua de fogo. Olha o Pentecostes aí. É. No meio de quem? Apareceu no meio do que? Do asen, do senea. Senea é espinheiro. Então, então, uma língua de fogo no meio do espinheiro. E aí, os sábios judeus perguntam. Tanto lugar para Deus se manifestar através do seu mensageiro, que aqui é outra coisa importante também.

Deus está falando através do mensageiro. Está falando através do mensageiro. Bom, mas não é esse o ponto. Os sábios perguntam assim, tanto lugar para Deus se manifestar, por que ele escolheu um espinheiro? Quem não entendeu nada, eu vou repetindo. O indivíduo estava numa sexta-feira à tarde e ele pensou assim, poxa, eu não tenho nada para fazer, por que não semear tempestade e espinho na minha vida? Tomou a decisão, foi lá, semeou tempestade e espinho. O tempo passou. E aí, ele foi colher. Porque a colheita é obrigatória.

Começou a colher o espinho. De repente, Deus está no espinho. Se manifestou no espinho. Por que não foi numa videira? Por que não foi numa laranjeira? Num pé de banana? Numa bananeira? Não tinha tanta árvore? Por que Deus escolheu o espinho para se manifestar? Essa é a pergunta do povo hebreu. Isso é um comentário hebraico. Por que Deus escolheu o espinho? E aí, sabe o que o sábio responde? Para se solidarizar com a aflição do povo hebreu. Para se solidarizar com a aflição do povo hebreu. Então, entendeu porque quando você está na aflição, você está mais próximo de Deus?

Não é porque você subiu, é porque ele desceu. Essa interpretação não é minha. Essa é uma interpretação hebraica, está em hebraico, dos sábios de Israel. Deus podia ter vários lugares. Depois ele vai escolher outro. Por exemplo, depois ele vai escolher a montanha do Sinai. Por que ele escolheu o espinho? Porque o povo estava colhendo espinho. Então, você entendeu. Onde que Deus está agora? Na pandemia. Onde que Deus está agora? Nas UTls. Nas famílias enlutadas. Junto das pessoas doentes que contraíram o Covid, que estão passando mal.

Junto dos profissionais da saúde que estão desesperados, porque não estão conseguindo atender. Deus está agora no espinheiro. Isso, a Maria Joana acertou. A palavra é misericórdia. O que é misericórdia? Cordes é coração. Misericórdia significa o coração na miséria do outro. O coração ligado, antenado, o coração atento à miséria do outro. Isso é misericórdia. A misericórdia de Deus é quando Deus põe seu coração na nossa miséria. É quando ele se manifesta no espinheiro. E o que ele diz? Aí ele vai dizer o que? Tem toda uma conversa, né?

Tem toda uma conversa e ele diz lá no versículo 7 Certamente vi a aflição do meu povo que está no Egito. Olha isso. Vi por quê? Porque ele desceu para a aflição. Isso é misericórdia. É o coração na miséria do outro. Vi E ouvi o seu clamor. Conheço-lhe o sofrimento. Olha isso. Profundo isso. Conheço-lhe o sofrimento. Por isso, desci. Olha aqui. Por isso, eu desci para livrá-lo das mãos dos Egitos e para fazê-los subir. Atenta para esses verbos. É o 3, versículo 8. Por isso, eu desci para fazê-los subir. Desceu para fazê-los subir.

Então, você veja que esse versículo 8, o 7, o 8, está explicando o 3. Está explicando por que Deus se manifestou no espinho. E está explicando por que aquele padre me disse aquilo. Percebi que você está chorando. Agora que você está mais próximo de Deus, pede por mim. Olha isso. Intercede por mim. Então, olha isso. É o bem-aventurado do aflito. Haroldo, você está falando do espinho aí. Você me corta se eu for levar para um lado assim. Você está falando do espinho, e eu pensando Jesus na cruz com a coroa de espinho.

Claro. De novo. De novo ele desceu no espinho, Júlio. Mais uma vez. Porque aquele espinho não é dele. É nosso. É o mesmo espinho, viu? Inclusive foi feito dessa sarça aqui. Que coisa, Haroldo. Um parênteses para a gente enxergar o quanto está amarrado os textos bíblicos no geral. O quanto elas estão encadeadas. É quase que insano a gente pensar num livro escrito a tantas mãos sem considerar que teve um roteirista só. Porque não dá impressão, não é, Haroldo? Está escrito a muitas mãos, há muitas vidas, há muitos milênios, separando os povos, e a coisa vai encaixando, encaixando, encaixando.

Quem está inspirando é um só, não é? Ele troca de mãos, mas o escritor é um só. Então, olha que sabedoria. Que sabedoria. Impressionante, não é? Impressionante. O pessoal também achando impressionante. Vários comentários. Nem dá vontade de comentar, não é? Dá vontade só de ficar, parece que, saboreando isso tudo. Porque… Deus lindo aos nossos espinhos, não é? Os nossos espinhos. E tem um detalhe, Júlia, porque essa história dos espinhos já teve uma outra passagem anterior. Lá em Gênesis. Que é quando Abraão leva Isaac para o sacrifício.

E aí, no momento em que ele vai sacrificar Isaac, vem uma voz e diz Para! E aí, quando Abraão olha para o lado, tem um cordeiro amarrado no espinho. Olha isso! Cordeiro amarrado no espinho. E aqui, de novo, o mensageiro no espinho. Que mensageiro é esse? Que anjo é esse? Que anjo é esse? Não sei, não, mas desconfio de muita coisa. Como diz o Guimarães Rosa, não sei de nada, mas desconfio de muita coisa. Que anjo é esse? Que está no espinho. Que é o mesmo cordeiro lá, que foi amarrado no espinho. Que é o mesmo cordeiro que está na cruz com o espinho.

Que cordeiro é esse? Cordeiro de Deus, que tive o pecado do mundo. Lembrei da música também. Cordeiro de Deus. Não é? É ele! É claro que é ele. É ele. É o próprio. Falando em nome do Senhor. Claro, ele fala. São as inteligências divinas agregadas a Deus em processo de comunhão indescritível ou, se você preferir revista espírita, agentes executores da vontade divina. Não é? Em comunhão com o pai, não é? Não é? Lembrei do seu texto sobre a comunhão. Exatamente. Do lado do Emmanuel, comungar com Deus, não é? E, de novo, é o quê?

De novo, é ele chorando diante do túmulo de Lázaro. Chorando diante do túmulo de Lázaro. Exatamente. O Macoré está lembrando o Jumentinho, não é? O Jumentinho ficou lá, nos pés do Isaac, é o mesmo Jumentinho que entrou e subiu. Os símbolos. Não é o Jumentinho o animal. Os símbolos. O Jumentinho é o mesmo. O Espinho é o mesmo. E quando você comentou dizendo que o livro de êxodo é a nossa história espiritual. É a história, na verdade, individual e coletiva. De todos nós. Então, a gente pode ficar com essa certeza que, no Espinho, Deus está conosco.

Exatamente. Não é isso? Esse é o ponto. Então, veja, aflições. Aflições. O que eu queria destacar é tem um ponto de virada na aflição. O ponto de virada na aflição é quando Deus desce para você subir. Então, o que é o bem e o mal sofrer? O mal sofrer, você não espera Deus vir te resgatar. Você desespera antes. No bem sofrer, você aguarda. Interessante, não é? No bem sofrer, eu aguardo. Eu aguardo Deus descer para me puxar. Para me fazer subir. Mas, aí, tem um detalhe. A primeira parte termina o povo aos pés do sinal.

Ele não subiu. Ainda não. A subida não é imposta. É isso? Era isso. Que nós tínhamos para trazer para hoje, não é? Calma, calma. Faz tudo isso. A aflição. Esses são os segredos da aflição. Por isso que Jesus disse Bem-aventurados os aflitos. Por quê? Porque Deus vai descer até ele. Deus vai colocar seu coração na miséria do aflito. E esse é o mistério. Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados. Isso. Consolados por quê? Pelo próprio Altíssimo. É por isso. Então, se alguém aí está aflito, se alguém está aí chorando, com sofrimento enorme, peça por mim.

Se você está atravessando uma dor muito grande, peça por mim. Porque você está mais próximo de Deus do que eu agora. Que assim seja. A gente estava falando de como as revelações elas são conectadas, porque realmente quando a gente consegue tirar a letra, a gente traz esse espírito vivo para a nossa vida. Então, a gente consegue ver no sofrimento do outro tudo que a gente está sofrendo. Exatamente, Leonora. A gente consegue ver em Moisés, no sofrimento de Moisés, o nosso. Verdade. Essa certeza de hoje que Deus está conosco no espinho, acho que a gente tem que fazer até o cartaz.

Isso. Perdão, padrinho. Isso tem que estar claro para a gente. Muito claro. Muito claro. E também o plantando espinho ou colhendo espinhos também, não é? Ficou também essa frase. O que nós estamos fazendo agora? E é importante, porque assim, quem está plantando o espinho, vai ter a sua hora do encontro com Deus, não é? Vai ter a sua hora. Está alegre, às vezes. Está super alegre plantando espinho, não é? Vai ter a sua hora. Vai plantar e vai colher um bocado, aí vai chegar aquele ponto de encontro e aí ele vai encontrar.

Está tudo certo. Foi você uma vez que contou uma história, acho que era até do Chico, que tinha um cachorro que estava em cima de um espinho, aí dizia assim, ele vai sair? Não, ainda não está doendo o dano. Ele não está doendo o suficiente, exatamente. É, acho que eu lembro. Não, ele não vai sair ainda desse espinho, porque não está doendo o suficiente ainda. Então, amigos, agradecemos essa sexta-feira que sintamos todos consolados, não é? Por Deus que está com cada um de nós na nossa vida. Todos que estamos aflitos, ou por nós, ou por aqueles que nós amamos.

Essa comunidade que se criou em estudo de êxodo, que a gente possa sentir realmente esse amor de Deus e agradecer os primeiros que nos contaram dessa trajetória humana. Obrigada, Haroldo. Boa tarde, fiquem com Deus, um ótimo final de semana para todos, muita paz e até o nosso próximo estudo. Até sexta que vem. Tchau, tchau, gente.

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


Facebook
WhatsApp
Twitter
LinkedIn
Telegram
Email

Respostas

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Hide picture